Como entender:
O ciclo menstrual das mulheres caracteriza-se por ter fases muito diferenciadas. Conheça-as.
Tampões e calendário com o ciclo menstrual

A duração do ciclo da mulher é variável, sendo a mais comum entre os 23 e os 35 dias. Qualquer variação na duração do ciclo é mais provável que ocorra na fase anterior à ovulação (a chamada fase folicular). A maioria das mulheres tem um ciclo de 12 a 16 dias entre a ovulação e o início do período menstrual seguinte (a chamada fase lútea).

 

O ciclo menstrual

A menstruação

O primeiro dia do seu ciclo menstrual é o primeiro dia da sua menstruação. Geralmente, a partir daí a menstruação prolonga-se por cerca de 3 a 7 dias. Provavelmente, já reparou que as dores menstruais, se as tiver, são mais fortes no primeiro dia da menstruação. Isso deve-se ao facto de as hormonas do organismo estarem a forçar o útero a libertar o revestimento interior que se formou no ciclo anterior.

Preparação para a ovulação

No início do ciclo, o seu organismo envia um sinal ao cérebro para que comece a produzir a hormona estimuladora dos folículos (FSH), a principal hormona envolvida na produção de óvulos maduros. Os folículos são as cavidades cheias de líquido existentes nos ovários. Cada folículo contém um óvulo imaturo. A FSH estimula uma série de folículos a desenvolverem-se e a iniciarem a produção de estrogénios. No primeiro dia do período menstrual, os estrogénios estão no seu nível mais baixo. A partir daí, começam a aumentar.

Normalmente, um folículo torna-se dominante e o óvulo amadurece dentro do folículo à medida que ele se torna maior. Simultaneamente, a quantidade crescente de estrogénios no organismo garante o engrossamento do revestimento interior do útero com sangue e nutrientes.

Assim sendo, se realmente engravidar, o óvulo fertilizado terá todos os nutrientes e apoio de que necessita para crescer. Os níveis elevados de estrogénios estão também associados ao aparecimento de muco cervical (corrimento esbranquiçado semelhante à clara de ovo). Este muco pode aparecer sob a forma de corrimento fino, escorregadio, num branco baço. O esperma move-se com maior facilidade neste muco e pode sobreviver nele durante vários dias.

Ovulação

O nível de estrogénios no organismo continua a aumentar e, finalmente, provoca uma subida rápida da hormona luteinizante. Este pico dá ao óvulo maduro o empurrão final necessário para que ele termine o seu amadurecimento total e se liberte do folículo. Este processo é conhecido como ovulação.

Muitas mulheres pensam que fazem a ovulação no 14º dia do ciclo menstrual, mas nem sempre isso acontece. Ou seja, o dia da ovulação varia consoante a duração do seu ciclo. Algumas mulheres sentem "alguns sinais” durante a ovulação, mas muitas há que não sentem nada e não há mais nenhum sinal que indique que está em curso a ovulação. Como o ciclo menstrual varia de mulher para mulher, avalie primeiro o seu.

Anote, durante vários meses, a data de início da menstruação e conte os dias que dura o ciclo. Depois, subtraia o valor 11 ao ciclo mais longo e 18 ao mais curto. O resultado corresponderá ao seu período fértil, que se baseia nos tempos de vida do óvulo e do espermatozóide. Siga o exemplo: uma mulher com ciclos menstruais entre 25 e 30 dias; 25 - 18 = 7, mas se o ciclo tiver 30 - 11 = 19. Assim, o período fértil – ovulação - será do 7º ao 19º dia do ciclo.

Após a ovulação

Depois de se soltar, o óvulo (ou óvulos) move-se ao longo da trompa de Falópio em direcção ao útero. O óvulo pode sobreviver até 24 horas. A sobrevivência do esperma é mais variável mas é, normalmente, de 3-5 dias, pelo que os dias que conduzem à ovulação e o dia em que ocorre a própria ovulação são os seus dias mais férteis – aqueles em que tem mais hipóteses de engravidar. Logo após a ovulação, o folículo começa a produzir outra hormona: progesterona.

A progesterona tem agora a missão de engrossar o revestimento interior do útero, preparando-o para um óvulo fertilizado. Entretanto, o folículo vazio começa a encolher, mas continua a produzir progesterona e inicia igualmente a produção de estrogénios. Nesta fase, pode notar sintomas de tensão pré-menstrual (TPM), como peito sensível, inchaço, letargia, depressão e irritabilidade.

Preparação para o próximo período...

À medida que o folículo vazio encolhe, se o óvulo não for fertilizado, os níveis de estrogénio e progesterona diminuem porque estas hormonas deixam de ser necessárias. Sem os elevados níveis de hormonas para ajudar a mantê-lo, o espesso revestimento interior do útero começa a subdividir-se e o organismo liberta-o. Este é o início do seu período e também do seu próximo ciclo.

…Ou para a gravidez

Se tiver sido fertilizado, o óvulo pode implantar-se com sucesso no revestimento interior do útero. Isto ocorre, normalmente, cerca de uma semana depois da fertilização.

Após a implantação do óvulo fertilizado, o organismo começa a produzir a hormona da gravidez, a gonadotrofina coriónica humana (GCh), que mantém activo o folículo vazio. Continua a produzir estrogénios e progesterona para impedir que o revestimento interior do útero seja libertado, até que a placenta (que contém todos os nutrientes necessários ao embrião) esteja suficientemente madura para manter a gravidez.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Opte correctamente
Está provado por diversos estudos que exercícios adequados às mudanças fisiólogas, morfológicas que
Mulher grávida a fazer exercício

É de extrema importância que a gestante passe por uma consulta com o seu médico, para ser avaliada e autorizada a prática de exercícios.

As mulheres já habituadas a um dado nível de actividade física e que nunca sofreram aborto espontâneo devem apenas adequar os movimentos, a intensidade e o ritmo das práticas ao seu estado e, se não houver nenhuma contra-indicação, podem continuar as actividades.

Já mulheres que não praticavam nenhuma actividade antes de engravidarem devem iniciar os exercícios somente após a 12.ª semana de gestação, ou seja, após o primeiro trimestre, considerado o mais delicado para o feto. Depois do parto, é necessário aguardar no mínimo 30 dias para retomar a prática.

Os exercícios de baixo risco são os mais indicados para a grávida, tais como:

Caminhada

Costuma ser o exercício mais indicado, já que se revela muito benéfico na preparação para o parto, melhorando a capacidade cardio-respiratória e favorecendo o encaixe do bebé na bacia da mãe. O ideal é caminhar três vezes por semana, cerca de 30 minutos de cada vez.

Alongamentos

Ajudam a manter a musculatura relaxada e beneficiam o controlo da respiração.

Hidroginástica

É a ginástica mais indicada para as gestantes, pois favorece o relaxamento corporal, reduz as dores nas pernas e o inchaço dos pés e mãos. Deve ter-se cuidado com a temperatura da água, que deve estar entre 28.º C e os 30º C.

"Yoga"

Tai Chi Chuan

Natação

Atenção

A prática de exercício deve ser interrompida de imediato caso a grávida sinta dor de qualquer tipo, contracções uterinas, hemorragia vaginal, dificuldades respiratórias, vómitos, edema generalizado, perda de liquído amniótico, desmaios, tonturas, palpitações, taquicardia, distúrbios visuais, diminuição da actividade fetal. Ou seja, perante qualquer indício de sofrimento fetal, a prática de actividades físicas deve ser interrompida imediatamente e a grávida deve procurar o médico com urgência.

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Estudo indica
Um estudo médico mostra que os jogos de computador activos podem ajudar a controlar a diabetes tipo 2.

Os investigadores do Centro para a Saúde e Diabetes na Alemanha dividiram 220 doentes diabéticos em dois grupos: a um deles, foi pedido que usassem a consola de jogos Wii Fit, com exercícios de fitness, força e equilíbrio, durante meia hora diária.

Ao fim de 3 meses, os jogadores perderam peso e baixaram o nível de glicose. Foi feito então, o mesmo pedido aos restantes doentes diabéticos e o resultado foi o mesmo.

Os especialistas lembram que a actividade física, seja ela qual for, é benéfica para a saúde e os jogos de computador activos podem ser uma alternativa para manter as pessoas em movimento.

O exercício físico é especialmente importante para quem sofre de diabetes, já que o corpo usa a insulina de forma mais eficiente.

O mais difícil poderá ser manter a actividade física: um terço dos participantes no estudo desistiu, depois de concluída a investigação.

Crónica ou aguda?
A diarreia caracteriza-se por um aumento do número de evacuações.

Quando algo perturba o equilíbrio natural do sistema digestivo, os movimentos intestinais podem tornar-se mais acelerados e há uma alteração da absorção dos alimentos. Isto leva a que, tanto os alimentos como a água sejam absorvidos em menor quantidade pelo intestino, originando a formação de dejecções mais frequentes de fezes moles e aquosas, conhecidas como diarreia.

As principais características da diarreia são o aumento do número de evacuações e a perda de consistência das fezes, que se tornam aguadas. Já no que toca à duração a diarreia pode ser classificada como aguda ou crónica.

A diarreia aguda é súbita e de curta duração – pode ter uma duração até 2 semanas – e na maioria dos casos é possível lidar com este tipo de diarreia com facilidade com a toma de um antidiarreico à venda no mercado. Estes medicamentos ajudam o seu sistema digestivo a restabelecer o seu ritmo normal.

A diarreia crónica é mais persistente ou recorrente, pode não ocorrer todos os dias, mas ao contrário da diarreia aguda, apresenta recorrência e não parece parar. Uma das piores complicações da diarreia é a desidratação, por isso deve ingerir muitos líquidos e descansar, pois a fraqueza é outro dos sintomas frequentes.

Os sintomas de ambos os tipos de diarreia são as dejecções frequentes de fezes moles e aquosas, que podem ser acompanhadas de dor abdominal, espasmos ou distensão abdominal. O que distingue a diarreia aguda da crónica é a duração/intensidade dos sintomas.

Apesar de na maioria das vezes se tratar de uma situação benigna, a diarreia pode ser o sintoma inicial de várias outras doenças como: úlcera gastrointestinal, alguns tipos de cancro, SIDA e de outras doenças que acarretam a má absorção dos nutrientes.

Caso a diarreia continue persistente apesar de todas as medidas enunciadas, deve procurar assistência médica.

Causas

Pelo menos uma vez na vida todas as pessoas têm diarreia. A principal causa da diarreia é a intoxicação alimentar. No entanto, são vários os motivos que podem originar a diarreia:

  • Toxinas bacterianas como a do estafilococus;
  • Infecções por bactérias como a Salmonella e a Shighella;
  • Infecções virais;
  • Disfunção da motilidade do tubo digestivo;
  • Parasitas intestinais causadores de amebíase e giardíase;
  • Efeitos secundários de alguns medicamentos;
  • Abuso de laxantes;
  • Intolerância a derivados do leite pela incapacidade de digerir lactose (açúcar do leite);
  • Intolerância ao sorbitol, adoçante obtido a partir da glicose.

Tipos de diarreia
Já referíamos a possibilidade de a diarreia ser aguda ou crónica e que se caracteriza por provocar um maior número de dejecções. Este tipo de diarreia “dito mais comum” pode estar associada a uma combinação de stress, medicamentos e alimentos. Por exemplo, excesso de gorduras, de cafeína, mudança do tipo de água ingerida ou mesmo ansiedade diante de acontecimentos importantes;

Já o caso de a diarreia ter causa infecciosa – diarreia infecciosa – pode provocar febre, perda de energia e de apetite e é, habitualmente, causada por visores e bactérias. Se não for convenientemente tratada, os sintomas podem demorar até uma semana a desaparecerem;

A amebíase é um tipo de diarreia causada por um protozoário que invade o sistema gastrointestinal transportado por água ou comida contaminada. Trata-se de uma infecção típica dos trópicos, muito frequente em viajantes e nos habitantes de regiões de clima temperado. A amebíase pode ocasionar desde uma leve dor de estômago e flatulência até febre, prisão de ventre, debilidade física e fezes aguadas com manchas de sangue.

A giardíase, também é provocada por um protozoário, a giárdia, e os seus sintomas variam da simples dor de estômago à diarreia persistente ou à presença de fezes pastosas. Outros sintomas incluem desconforto abdominal, eructação (arroto), dor de cabeça e fadiga. A giárdia espalha-se pelo aparelho digestivo através da ingestão de água e alimentos contaminados. Também pode ser transmitida por relações sexuais ou por excrementos;

Por fim, existe a diarreia que surge na sequência da intolerância à lactose. Ou seja, algumas pessoas não conseguem digerir a lactose (açúcar encontrado no leite e seus derivados), porque não produzem uma enzima chamada lactase. Entre os seus sintomas, destacam-se tanto a diarreia como a prisão de ventre, distúrbios estomacais e gases.

Recomendações
Para qualquer dos tipos de diarreia referidos deve beber muitos líquidos, 2 a 3 litros por dia, para evitar a desidratação. Como a água não repõe a perda de sódio e potássio, procure suprir essa necessidade com soro fisiológico ou outros líquidos que contenham tais substâncias. As pessoas com tensão arterial elevada, diabetes, glaucoma, doenças cardíacas ou com história de derrames devem consultar o médico antes de ingerir bebidas que contenham sódio porque correm o risco de elevar a tensão arterial;

Não deve deixar de comer, uma vez que suspender a alimentação só vai agravar mais o estado de desidratação, interrompendo o fornecimento dos nutrientes necessários para o organismo reagir. É preferível ingerir arroz, caldos de carne magra, bananas, maçãs e torradas. Estes alimentos dão mais consistência às fezes e, especialmente a banana, é rica em potássio.

Também:

  • Deve suspender a ingestão de alimentos com resíduos, tais como saladas e fibras;
  • Alguns chás, por exemplo de camomila, erva-doce e hortelã, podem ajudar;
  • Evite o café, leite, sumos de fruta e álcool;
  • Evitar alimentos muito temperados ou com alto teor de gordura (fritos, enchidos e alguns tipos de carne mais gordos, etc.) até que as fezes voltem ao normal;
  • Não utilizar adoçantes à base de sorbitol;
  • Lavar bem as mãos várias vezes por dia, em especial, antes das refeições;
  • Ferver a água de poços, rios, lagos, riachos ou mesmo a da torneira nos locais em que estas não são tratadas, antes de beber.
  • Não beber refrigerantes ou outra bebida qualquer da própria embalagem. Passe-a por água primeiro e use um copo limpo;
  • Fazer gelo apenas com água tratada ou fervida;
  • Evitar consumir leite e derivados, se tiver intolerância à lactose. 
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Saiba como
Uma cãibra muscular acontece numa área do corpo contraída involuntariamente e pode surgir sem aviso
Dor muscular no gémeo

As cãibras são contracções involuntárias e dolorosos do tecido muscular. Podem ocorrer em múltiplas e variadas zonas do corpo humano, seja nos braços, pernas, pés, abdómen, etc. e acontecem, porque as fibras musculares se contraem produzindo uma tensão, juntamente com uma sensação de opressão e irritabilidade.

A duração de um episódio vai, em média, de poucos segundos a +/-15 minutos, embora possam ter uma duração superior. É comum que o episódio se repita várias vezes durante o dia, ou mesmo enquanto dorme, principalmente após ter praticado exercício físico.

As cãibras musculares causam dor, muitas vezes severa e podem estar associadas a inflamação impedindo a utilização do músculo afectado. No momento da contracção, o indivíduo pode sentir como se tivesse um nó ou nódulo no músculo e sentir forte dor.

As causas mais frequentes das cãibras são a má circulação (com falta de oxigénio no tecido muscular), falta de hidratação, carência de vitaminas e/ou minerais e prática de exercício físico forçado ou sem prévio aquecimento.

Como evitar cãibras musculares

Existem alguns “truques” que pode adoptar para evitar o aparecimento das cãibras. Um dos mais importantes é a manter-se hidratado, já que a desidratação é a principal causa da ocorrência de cãibras musculares.

Deve ter em atenção também a alimentação e a falta de sódio e de potássio, minerais essenciais para as evitar. É sabido que a banana é uma boa fonte de potássio, pelo que se comer uma banana antes de praticar exercício físico, pode ser uma forma de prevenir o aparecimento destas contracções.

Deve, igualmente, consumir alimentos ricos em vitaminas e minerais, como as vitaminas A, D e E e minerais como magnésio e zinco, que além de prevenirem as cãibras musculares, podem ajudar a aliviar a dor. A deficiência de vitaminas pode levar directa ou indirectamente a cãibras musculares, nomeadamente a carência de vitaminas do grupo B, como por exemplo, B1, B5 e B6.

Realizar exercícios pilométricos (consistem na rápida desaceleração e aceleração dos músculos que criam um ciclo de alongamento e contracção) para melhorar a coordenação neuromuscular, uma vez que ajudam a evitar que os músculos se cansem. Realize os exercícios pelo menos duas vezes por semana. Importante lembrar que a realização de exercício físico deve começar com um aquecimento prévio e terminar com exercícios de relaxamento. Este “ritual” mantém as cãibras afastadas.

A maioria das cãibras pode ser reduzida ou eliminada se alongar o músculo. Também pode massajar suavemente o músculo, para ajudá-lo a relaxar. Muitas vezes, é conveniente aplicar calor com uma almofada de aquecimento ou um banho quente.

O tratamento das cãibras que estão associadas a condições médicas específicas, em geral, concentra-se no tratamento da condição subjacente; por isso os medicamentos adicionais específicos podem ser usados para tratar as cãibras musculares em algumas destas situações.

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O que é e qual a sua função
Sabia que cada alimento possui uma densidade de caloria específica?
Mulher a segurar uma balança

A densidade calórica é a quantidade de energia metabolicamente disponível por unidade de volume de alimento. Ou seja, a densidade calórica é a relação entre as calorias que o alimento fornece sobre o volume do mesmo. Dito de outra forma ainda: a densidade calórica é definida pelo número de calorias por grama ou mL do alimento.

Conhecer a densidade calórica dos alimentos é, especialmente, útil para quem precisa emagrecer. Existem muitas ferramentas que podem ser usadas para seleccionar correctamente os alimentos que permitem emagrecer. Pode-se levar em conta os nutrientes principais dos mesmos, como por exemplo, alimentos ricos em fibras e alimentos ricos em proteínas. Por outro lado, pode escolher os alimentos, considerando o seu índice glicémico (IG) ou a sua densidade calórica. A fórmula de densidade calórica seria: quantidade de calorias/volume (gr.). Se a quantidade de calorias excede o volume, a densidade calórica será positiva. Isto indica que esse alimento possui mais calorias do que gramas, portanto, pode causar ganho de peso. Por outro lado, se a quantidade de calorias é menor do que o volume a densidade calórica será negativa, portanto, esse alimento fornecerá menos calorias do que gramas e seria um alimento ideal para emagrecer.

Assim, considerando a densidade calórica é possível dividir os alimentos em:

  • alimentos com muito baixa densidade calórica;
  • alimentos de baixa densidade calórica;
  • alimentos com moderada densidade calórica;
  • alimentos com alta densidade calórica.

Os alimentos apropriados para emagrecer, são os que pertencem aos dois primeiros grupos (frutas frescas, vegetais, lacticínios com pouca gordura, chá sem açúcar, gelatina light, legumes, cereais integrais e carnes magras, entre outros).

No caso dos alimentos do terceiro grupo de alimentos podem ser consumidos com moderação, mas já os do quarto grupo devem ser eliminados (batatas fritas, manteiga, molhos como maionese, alguns assados e doces, refrigerantes regulares, entre outros.).

Conhecendo a densidade calórica dos alimentos, e seguindo esta regra, é importante saber que para além de perder peso, pode também reduzir a fome e a ansiedade, pois os alimentos com muito baixa ou baixa densidade calórica fornecem saciedade. É o caso das frutas e vegetais, assim como também dos cereais integrais e dos legumes.

Agora que tem toda esta informação é mais fácil colocar em prática e comer conhecendo a informação nutricional dos produtos que quer incluir na sua dieta.

No rótulo dos alimentos aparece a quantidade de calorias por porção em gramas. Basta dividir os dois números e obtêm-se um resultado numérico. Se este for positivo, ou maior do que 1, trata-se de um alimento de moderada ou alta densidade calórica e, se for negativo ou inferior a 1, trata-se de um alimento de baixa ou muito baixa densidade calórica. Finalmente, ter em mente que conhecer a densidade calórica dos alimentos pode ajudar a desenvolver hábitos saudáveis que permitem permanecer com o peso ideal ou habitual.

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Estudo
Os europeus expostos a longo prazo às partículas de poluição do tráfego rodoviário ou industrial correm um risco maior de morte...

Publicado na revista The Lancet, o estudo aponta o dedo às finas partículas de fuligem e à poeira, emissões que também estão a preocupar autoridades sanitárias em alguns países asiáticos, nomeadamente a China.

Cientistas liderados por Rob Beelen, da Universidade de Utrecht, na Holanda, observaram 22 estudos publicados que monitorizaram 367 mil pessoas em 13 países da Europa ocidental.

Os indivíduos, recrutados para os estudos nos anos 90, foram acompanhados ao longo de 14 anos. Durante esse período 29 mil morreram.

A equipa de Rob Beelen procurou no estudo obter leituras da poluição de tráfego entre 2008 e 2011.

A maior fonte de preocupação são as PM2.5, ou seja, partículas que medem menos de 2,5 mícrons (2,5 milionésimos de metro) e que podem causar problemas respiratórios e passar para a corrente sanguínea.

O estudo revelou que o risco de morte precoce subiu 7% em cada aumento de cinco microgramas de PM2.5 por metro cúbico.

"A diferença de cinco microgramas pode ser encontrada entre a uma estrada urbana ocupada e uma rua sossegada", explicou Rob Beelen.

As normas da União Europeia estabelecem valores máximos de exposição ao PM2.5 de 25 microgramas por metro cúbico.

Resultados de estudo revelam:
As células do estômago, que funcionam como uma espécie de relógio neural para reduzir o apetite durante a noite, podem ser a...

Os nervos que ficam nas paredes musculares ao redor do estômago, cuja função principal é emitir sinais para dar a sensação de plenitude, são a base do estudo de um grupo de cientistas australianos da Universidade de Adelaide.

O grupo de investigadores, liderados por Stephen Kentish, utilizou ratos de laboratório para estudar as respostas de um grupo de nervos situados nas paredes musculares ao redor do estômago durante um período de 24 horas. Os cientistas mediram a actividade dos nervos quando as paredes do estômago estavam estiradas em intervalos de três horas entre as 6 da manhã até as 3 da madrugada do dia seguinte. Assim, descobriram que os nervos eram menos sensíveis ao estiramento do estômago quando os ratos estavam normalmente acordados, enquanto eram mais sensíveis quando os animais estavam a dormir, o que permitia que o cérebro recebesse a sensação de estar saciado mais rápido, aplacando a vontade de comer.

Os cientistas observaram que as células actuam como uma espécie de relógio neural no estômago para regular a quantidade de comida necessária e obter a sensação de plenitude. Kentish e os seus companheiros sustentam que esse mecanismo existe nos seres humanos e esperam poder vincular os resultados da pesquisa ao entendimento dos hábitos alimentícios das pessoas que sofreram variações em seus relógios circadianos.

“Sabemos que as condições metabólicas como a obesidade e a diabetes são mais comuns nos trabalhadores com diversos turnos e nas pessoas que não têm um ciclo consistente de luz e escuridão”, ressaltou o cientista.

Um grave problema de saúde pública
A obesidade afecta homens e mulheres de todas as etnias e idades, reduz a qualidade de vida e consti

A obesidade é uma doença, passível de prevenção e constitui um importante factor de risco para o aparecimento e agravamento de outras doenças. O número de pessoas obesas é tão elevado que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou esta doença como a epidemia global do século XXI. De acordo com a mesma organização, a obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afectar a saúde.

É uma doença crónica, com enorme prevalência nos países desenvolvidos, atinge homens e mulheres de todas as etnias e de todas as idades, reduz a qualidade de vida e tem elevadas taxas de morbilidade e mortalidade.

O excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia dispendida. Os factores que determinam este desequilíbrio são complexos e podem ter origem genética, metabólica, ambiental e comportamental.

Uma dieta hiperenergética, com excesso de gorduras, de hidratos de carbono e de álcool, aliada a uma vida sedentária, leva à acumulação de excesso de massa gorda. Por outro lado, existem provas científicas que sugerem haver uma predisposição genética que determina, em certos indivíduos, uma maior acumulação de gordura na zona abdominal, em resposta ao excesso de ingestão de energia e/ou à diminuição da actividade física.

Estudos indicam que depois do tabagismo, a obesidade é considerada como a segunda causa de morte passível de prevenção. Uma dieta alimentar equilibrada, a prática de actividade física regular e adopção de modos de vida saudável são pontos essenciais para prevenir o aparecimento da obesidade.

Diagnóstico
A obesidade e a pré-obesidade são avaliadas pelo Índice de Massa Corporal (IMC). Este índice mede a corpulência, que se determina dividindo o peso (quilogramas) pela altura (metros), elevada ao quadrado.

IMC= Peso (Kg) Kg/m2
              Altura 

Segundo a OMS, considera-se que há excesso de peso quando o IMC é igual ou superior a 25 e que há obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30.

Índice de Massa Corporal

IMC > 18 < 25 Kg/m2 Normal
IMC > 25 < 30 Kg/m2 Excesso de Peso
IMC > 30 < 35 Kg/m2 Obesidade moderada (grau I)
IMC > 35 < 40 Kg/m2 Obesidade grave (grau II)
IMC > 40 Kg/m2 Obesidade mórbida (grau III)
No entanto, em certos casos, nomeadamente nos atletas, nos indivíduos com edemas e com ascite (hidropisia abdominal), o IMC não é fiável na medição da obesidade, pois não permite distinguir a causa do excesso de peso.

Diagnóstico nas crianças
O diagnóstico de excesso de peso e de obesidade em função do IMC em crianças e adolescentes não é aplicável com as regras do adulto, devido às características dinâmicas dos processos de crescimento e de maturação que ocorrem durante a idade pediátrica.

Contrariamente ao adulto, em que é possível definir exactamente a pré-obesidade e a obesidade, na criança e no adolescente, com as velocidades de crescimento que registam, em ambos os sexos, uma enorme variabilidade inter e intraindividual, tal não é possível.

Assim, o valor do IMC em idade pediátrica deve ser percentilado e tem como base tabelas de referência:

  • Valores de IMC iguais ou superiores ao percentil 85 e inferiores ao percentil 95 permitem fazer o diagnóstico da pré-obesidade;
  • Valores de IMC iguais ou superiores ao percentil 95 permitem fazer o diagnóstico da obesidade.

Tipos de obesidade

  1. Obesidade andróide, abdominal ou visceral - quando o tecido adiposo se acumula na metade superior do corpo, sobretudo no abdómen. É típica do homem obeso. A obesidade visceral está associada a complicações metabólicas, como a diabetes tipo 2 e a dislipidémia e, a doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, a doença coronária e o acidente vascular cerebral, bem como à síndrome do ovário poliquístico e à disfunção endotelial (ou seja deterioração do revestimento interior dos vasos sanguíneos). A associação da obesidade a estas doenças está dependente da gordura intra-abdominal e não da gordura total do corpo.
  2. Obesidade do tipo ginóide - quando a gordura se distribui, principalmente, na metade inferior do corpo, particularmente na região glútea e coxas. É típica da mulher obesa.

Factores de risco

• Vida sedentária - quanto mais horas de televisão, jogos electrónicos ou jogos de computador, maior a prevalência de obesidade;

• Zona de residência urbana - quanto mais urbanizada é a zona de residência maior é a prevalência de obesidade;

• Grau de informação dos pais - quanto menor o grau de informação dos pais, maior a prevalência de obesidade;

• Factores genéticos - a presença de genes envolvidos no aumento do peso aumentam a susceptibilidade ao risco para desenvolver obesidade, quando o indivíduo é exposto a condições ambientais favorecedoras, o que significa que a obesidade tem tendência familiar;

• Gravidez e menopausa podem contribuir para o aumento do armazenamento da gordura na mulher com excesso de peso.

Consequências para a saúde

• Aparelho cardiovascular - hipertensão arterial, arteriosclerose, insuficiência cardíaca congestiva e angina de peito;

• Complicações metabólicas - hiperlipidémia, alterações de tolerância à glicose, diabetes tipo 2, gota;

• Sistema pulmonar - dispneia (dificuldade em respirar) e fadiga, síndrome de insuficiência respiratória do obeso, apneia de sono (ressonar) e embolismo pulmonar;

• Aparelho gastrointestinal - esteatose hepática, litíase vesicular (formação de areias ou pequenos cálculos na vesícula) e carcinoma do cólon;

• Aparelho genito-urinário e reprodutor - infertilidade e amenorreia (ausência anormal da menstruação), incontinência urinária de esforço, hiperplasia e carcinoma do endométrio, carcinoma da mama, carcinoma da próstata, hipogonadismo hipotalâmico e hirsutismo;

• Outras alterações - osteoartrose, insuficiência venosa crónica, risco anestésico, hérnias e propensão a quedas.

Para além das consequências directas para a saúde, a obesidade também provoca alterações socioeconómicas e psicossociais como a discriminação educativa, laboral e social, o isolamento social ou mesmo a depressão e perda de auto-estima.

Fonte: 
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Perguntas e respostas
Uma boca saudável na idade adulta depende dos cuidados que forem mantidos desde o berço.

Como cuidar dos dentes dos meus filhos?
Uma boa saúde oral começa no início da vida das suas crianças. Antes do nascimento do primeiro dente, alguns factores podem afectar a sua aparência e a sua saúde de forma permanente. Existem alguns medicamentos que, se forem administrados às grávidas, às mães que amamentam ou às crianças, no período em que se estão a formar os dentes, podem causar a descoloração ou alterações na formação dos dentes. Por esta razão, siga sempre as recomendações do médico. Não tome medicamentos, que não sejam indicados pelo médico.

As crianças precisam de cuidados orais especiais que todos os pais devem saber.

O que são as cáries de biberão e como posso evitá-las?
São provocadas pela exposição frequente e demorada dos dentes a soluções (líquidas ou cremosas) que contêm açúcares ou seus derivados. Nestes incluem-se o leite, as papas e sumos de fruta.

Assim, o hábito da criança andar durante muito tempo com a tetina do biberão na boca permite um contacto directo desses agentes sobre as superfícies dentárias.

Os líquidos açucarados permitem a adesão das bactérias às superfícies dentárias, depositam-se à volta dos dentes e aí permanecem durante longos períodos enquanto o bebé dorme, conduzindo à formação de cáries dentárias que têm o seu início nos dentes anteriores superiores e inferiores (incisivos e caninos). Não deve deixar que o seu bebé adormeça com o biberão de sumo ou de leite na boca.

A higiene oral começa logo após a erupção do primeiro dente do bebé. Deve ser executada pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas, obrigatoriamente, antes de deitar.

Qual a importância dos dentes temporários, conhecidos também por dentes de leite?
Os dentes de temporários ou decíduos, habitualmente designados por dentes de leite, têm tanta importância para o correcto desenvolvimento do bebé como qualquer outro órgão ou sistema.

A principal função será permitir à criança a correcta mastigação dos alimentos. Mas outras funções estão-lhe associadas, nomeadamente o estímulo para o correcto crescimento da face e a manutenção do espaço necessário para o nascimento dos dentes definitivos ou permanentes.

O que fazer quando os dentes de leite começarem a erupcionar?
Os dentes começam a erupcionar por volta dos 6 meses e devem terminar o seu crescimento por volta dos 30 meses. Isto faz com que muitas crianças fiquem com as gengivas muito sensíveis, o que as torna irritadas. Pode ajudar, esfregando as gengivas com o dedo, uma dedeira especial para esse efeito ou um anel de borracha refrigerado. Também existem géis e produtos farmacêuticos para aliviar o desconforto provocado pela erupção dos dentes do bebé.

Se a sua criança tiver febre quando os dentes estiverem a erupcionar, pode ser um processo natural de reacção do organismo. Contudo, se a febre persistir, será melhor contactar o seu médico para ajudar a prevenir qualquer outro problema, pois é um período particularmente sensível na interacção do corpo do seu bebé com o meio ambiente.

Como cuidar dos dentes temporários?
Passar os bons hábitos de higiene oral para as suas crianças é uma das lições de saúde mais importantes que lhes pode ensinar. Isto significa ajudá-las a escovar os dentes duas vezes por dia, limitar os lanches entre as refeições (especialmente os que contêm alimentos e/ou bebidas açucaradas como bolachas, pão achocolatado, refrigerantes) e visitar o dentista regularmente.

O médico também irá controlar o crescimento e o desenvolvimento dentário do seu filho, dando-lhe conselhos sobre o desenvolvimento dentário e respectivas condicionantes, nomeadamente a importância do flúor, como ajudar a manter uma boa higiene oral, como lidar com os hábitos orais da sua criança (por exemplo, o uso da chucha), nutrição e dieta.

Deve evitar que a sua criança ingira bebidas gaseificadas, pois estas provocam a erosão dos dentes. Se mesmo assim decidir que ela pode ingerir bebidas gaseificadas, use então “palhinhas” para evitar o contacto directo da bebida com as faces dentárias.

Faça a sua criança ver que uma visita ao dentista é uma experiência positiva. Explique que ajuda a manter uma boa saúde. Ao incentivar uma atitude positiva, aumenta as hipóteses da sua criança visitar regularmente o dentista ao longo da vida e reduz a necessidade de tratamentos mais invasivos e potencialmente geradores de medo e ansiedade.

Quanto mais cedo se iniciar o hábito diário de higiene oral, melhores perspectivas há de evitar as doenças orais, por isso, crie junto da sua criança o hábito de higiene oral desde a erupção do primeiro dente.

Qual é a melhor forma de escovar os dentes de leite?
Deve efectuar ou vigiar a escovagem das suas crianças, seguindo os passos seguintes:

A limpeza dos dentes deve iniciar-se logo após a erupção do primeiro dente do bebé. No início, quando há poucos dentes erupcionados, pode utilizar-se uma gaze, dedeira específica para o efeito ou escova de dentes.

A escova de dentes deve ser macia e ter um tamanho adequado à boca do bebé. Deve utilizar-se uma pequeníssima quantidade de dentífrico fluoretado (1.000-1.500 ppm de fluoretos), semelhante ao tamanho da unha do dedo mindinho do bebé.

Tenha atenção para ensinar a sua criança a não engolir a pasta.

Direccione os filamentos da escova de encontro às faces dentárias e execute suaves movimentos de rotação. Repita isto em todas as faces dentárias.

No final pode escovar a língua da criança. Coloque a escova sobre a língua e escove suavemente de trás para a frente (desde a base para a ponta).

Chuchar no dedo é um problema?
O reflexo de chuchar no dedo é frequente nos bebés. Contudo, o hábito de chuchar nos dedos pode causar problemas no crescimento dos maxilares e no posicionamento dos dentes.

Deve prestar particular atenção a este hábito, de modo a eliminá-lo ou evitando que ele se estabeleça. É preferível o uso de chupetas. Contudo, se o seu uso for prolongado também pode causar importantes problemas orais.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Cirurgia estética
A lipoaspiração não é um tratamento para a obesidade, é sim uma cirurgia estética, uma das mais proc
Barriga com marcas para lipoaspiração

Apesar de todas as pessoas poderem fazer uma lipoaspiração, as mais indicadas são aquelas que têm algum excesso de peso e que apresentem uma pele firme e elástica. A importância do tipo de pele está relacionada com a recuperação pós-cirúrgica, pois a pele flácida e descaída não irá adaptar-se aos novos contornos corporais. Nestes casos será sempre necessário recorrer a outro tipo de cirurgias para resolver o problema.

Uma das razões a que se deve a popularidade da lipoaspiração, é por ser uma cirurgia minimamente invasiva, com resultados positivos e com uma recuperação rápida. Procurada principalmente por mulheres, é feita principalmente para remover gordura nas coxas, ancas, nádegas, cintura, barriga, braços e queixo, podendo ser efectuada em mais que uma zona ao mesmo tempo.

Ao decidir fazer uma lipoaspiração deve começar por ir a uma consulta com um Cirurgião Plástico. Nesta consulta deve transmitir ao médico quais as suas expectativas em relação ao que pretende e ao resultado final, mas sempre com a noção de que o que se atinge nesta intervenção são melhorias e não a perfeição. A avaliação da sua saúde e da sua pele são importantes pois vão determinar qual o método mais apropriado para a sua situação.

Na maioria dos casos, a lipoaspiração é feita recorrendo a anestesia local salvo raras exepções em que é realizada com anestesia geral. Usam-se cânulas, que são inseridas em pequenas incisões feitas nas zonas seleccionadas, ligadas a uma bomba de sucção de vácuo, que vai sugar a gordura em excesso da zona pretendida. Após este processo, as incisões são suturadas, desinfectadas e cobertas com uma compressa.

Apesar destas incisões serem de dimensões muito reduzidas e serem feitas em locais mais escondidos do corpo, poderão sempre ficar umas pequenas marcas das cicatrizes.

Quais os riscos?

Qualquer cirurgia tem os seus riscos e pode depender da condição de cada pessoa. Os efeitos da anestesia, os inchaços, as infecções, as hemorragias e as dores são alguns dos exemplos de possíveis complicações. É importante que o médico faça uma avaliação rigorosa do paciente e que as condições do espaço onde a cirurgia é feita sejam as melhores, pois estes são factores que contribuem em muito para reduzir significativamente todos os riscos. O cumprimento de todas as indicações dadas pelo médico é igualmente importante.

Como é feita a recuperação?

Numa situação considerada normal, poderá ir para casa no próprio dia da intervenção cirúrgica mas, sempre acompanhado por uma pessoa que fornecerá o auxílio necessário para a sua deslocação. A recuperação pode variar consoante o local e a quantidade de gordura que foi removida, embora o inchaço, as nódoas negras e algumas dores sejam normais durante algumas semanas.

É aconselhável retomar gradualmente alguma actividade e não ficar parado/a ou acamado/a, pois este é um factor importante que pode evitar algumas complicações de circulação do sangue e que também ajuda a reduzir o inchaço.

Actividades físicas mais intensas são desaconselhadas durante o primeiro mês, enquanto o corpo ainda está a recuperar.

Resultados finais

Os resultados irão aparecer de uma forma progressiva à medida que é feita a recuperação. Há que ter em consideração a recuperação da pele, pois esta pode ser mais ou menos lenta, conforme a quantidade de gordura que foi retirada.

O resultado final irá proporcionar uma maior auto estima, sendo que os cuidados de alimentação e vida saudável são fundamentais para manter os resultados obtidos através desta cirurgia.

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Violência juvenil
O bullying é conhecido como sendo uma das maiores preocupações dos jovens.

Acontece entre os mais jovens mas nem sempre se fica pelo ambiente escolar. Os comportamentos violentos, por parte de quem os pratica, consistem numa perseguição cruel das vítimas com atitudes intimidatórias. Os mais novos são alvos fáceis para os mais velhos, pois nestas idades a idade faz muita diferença na hierarquia. Mas nem sempre os mais novos são apenas as vítimas, na medida em que ambicionam juntar-se aos que aparentemente têm mais poder ou são mais populares, o que faz, por vezes, com que sejam agentes provocadores.

O facto de sofrerem este tipo de agressões não quer dizer que mais tarde venham a praticá-las porém, a maioria toma isso como exemplo e irão agir da mesma maneira quando forem mais velhos.

O maior número de casos de bullying que existem é entre rapazes, porém também são comuns algumas situações entre raparigas.

Estes são alguns dos actos praticados pelos agressores às suas vítimas:

  • Agressões;
  • Gozar e humilhar publicamente;
  • Perseguições;
  • Ameaças;
  • Ofensas;
  • Roubos;
  • Mentir e espalhar boatos;
  • Discriminações;
  • Exclusão social;
  • Assédio sexual.

Numa fase da vida em que as crianças começam a definir a sua personalidade adulta, estas são situações que podem deixar marcas muito profundas para o seu desenvolvimento, podendo mesmo levar a actos de desespero como o suicídio.

Com as novas tecnologias, a que praticamente todos os jovens têm acesso, também é preciso estar atento aos actos praticados através da internet, mais precisamente nas redes sociais. Esta acaba por ser tão recorrente como as agressões praticadas na escola, dado estarem reunidos todos os intervenientes, mas num meio virtual, a que todos têm acesso.

Consideram-se intervenientes todos aqueles que de um modo directo ou indirecto participam ou testemunham as agressões. São eles as vítimas, os agressores, os provocadores e as testemunhas.

Quais as principais diferenças entre os intervenientes?
As vítimas são normalmente crianças mais sensíveis, com melhor aproveitamento escolar e um bom ambiente familiar, o que faz com que não estejam habituadas nem saibam lidar com as situações agressivas que lhes são impostas pelos agressores. A auto-estima destas crianças costuma ser baixa, tornando-os em alvos fáceis e os insultos e agressões a que estão sujeitos são, muitas vezes, aceites pelos próprios como normais e justificados.

O perfil do agressor pode variar, pois as suas atitudes podem ser provenientes de inseguranças e baixa auto-estima, como de excesso de atenção e maus hábitos familiares na obtenção de tudo o que deseja. A necessidade do sentimento de superioridade é constante, seja por carência ou excesso de afectividades. O facto de por vezes serem eles as vítimas leva-os a praticar agressões semelhantes às que sofrem.

Os provocadores caracterizam-se por encararem a violência de forma positiva, terem problemas de aprendizagem e emocionais, pouco habituados a afectos e por vezes serem eles próprios vítimas de agressões no seio familiar.

Os grupos que testemunham as agressões não compactuam com o que presenciam e condenam todos os actos, no entanto não se verifica a sua intervenção com receio de se tornarem nas próximas vítimas.

Os sinais a que os pais devem estar atentos
A denúncia das agressões por parte das vítimas é muito rara. São alguns os sinais que as crianças manifestam aos quais deve estar alerta.

São eles:

  • Sentimento diário de tristeza e ansiedade;
  • Sem relações de amizade;
  • Medo de frequentar a escola;
  • Pedir para mudar de escola;
  • Desinteresse ou quebra do bom aproveitamento escolar;
  • Marcas corporais ou materiais que revelem agressões;
  • Dificuldade em dormir.

As vítimas não devem responder às provocações, mas também não devem sofrer em silêncio. Tudo a que estão sujeitos pelos agressores deve ser transmitido de forma clara aos pais ou aos professores.

Nestas situações e após a confirmação de que se trata de um caso de bullying, os pais não devem culpar os filhos pela sua passividade em relação às agressões nem devem incentivar a responder a esses actos retribuindo agressões. Elogiar o facto de conseguirem conversar abertamente sobre o assunto é um bom começo. Transmitir a situação ao professor responsável, de modo a apurar qual a gravidade da situação e quais as medidas a tomar, será a melhor maneira de lidar com uma situação destas.

Sendo este um problema que pode afectar bastante o desenvolvimento saudável de uma criança, há que estar atento a todos os sinais e agir rapidamente.

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Saiba como fazê-lo
Vale a pena parar de fumar em qualquer idade.

O tabagismo reduz a esperança média de vida em sete anos e meio. Além do risco associado ao cancro do pulmão, o tabaco aumenta o risco de outros cancros (boca, laringe, etc.), doenças cardiovasculares, úlcera, aborto espontâneo e bebés prematuros. Representa a maior causa de morte evitável e calcula-se que vitima mundialmente mais de três milhões de pessoas por ano.

A preocupação das instituições de saúde centra-se nos jovens das sociedades modernas, nas quais o vício tem crescido de forma perturbadora e que já levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a defender que este flagelo seja categorizado de pandemia.

Ao ser fumador uma pessoa está a introduzir no seu corpo cerca de 4.700 substâncias de elevada toxicidade, nomeadamente monóxido de carbono (letal em doses acumuladas), amoníaco, formaldeído, etanol ou acroleína, todos eles compostos nocivos. Por outro lado, ingere ainda a nicotina, presente em quantidades substanciais em cada cigarro, que em conjunto com o alcatrão são determinantes para o rápido enfraquecimento das defesas naturais e das células responsáveis pela oxigenação adequada dos órgãos vitais.

Não há dúvida que o tabagismo constitui um elevado factor de risco para a diminuição da sua saúde e reduz a esperança média de vida em 10 anos. São muitos os benefícios de se parar de fumar. Desde logo diminui o risco de morte prematura, mas também o risco de virem a sofrer de uma doença cardiovascular, de cancro ou de doenças respiratórias graves e incapacitantes. Está comprovado que os ex-fumadores vivem em média mais anos do que os fumadores.

Para além disso, passará a travar do envelhecimento precoce, a ter uma aparência renovada, o hálito mais fresco e uma poupança económica, factor igualmente importante e motivador da sua decisão.

Segundo os dados disponíveis, após oito horas de não fumar, os níveis de monóxido de carbono no organismo baixam e os de oxigénio aumentam; passadas 72 horas, a capacidade pulmonar aumenta e a respiração torna-se mais fácil; com cinco anos de abstinência do tabaco o risco de cancro da boca e do esófago é reduzido para metade; ao final de dez anos o risco de cancro do pulmão é já metade do verificado em fumadores, e o de outros cancros diminui consideravelmente. Também após 15 anos de abstinência, o risco de doença cardiovascular é igual ao de um não fumador do mesmo sexo e idade.

Certo é que tratando-se de um hábito com dependência física e psíquica, os sintomas de privação do tabaco nem sempre se conseguem ultrapassar sem ajuda. Planeie a sua decisão calmamente e, se necessário, recorra a apoio médico. Ele poderá indicar-lhe medicamentos (alguns de venda livre), cuja utilização duplica o grau de sucesso de parar de fumar, recomendar-lhe apoio psicológico ou encaminhá-lo para as consultas de cessação tabágica, disponíveis em vários pontos do país.

Consultas para deixar de fumar: Local, horário e contactos – http://www.min-saude.pt/NR/rdonlyres/7A07E4A9-B411-43AF-B196-8C585ADF70E7/0/i017373.pdf

Conselhos úteis
Querer deixar de fumar e decidir fazê-lo são os passos mais importantes. Mas passar à prática exige esforço e auto-disciplina. Algumas rotinas poderão facilitar a tarefa:

• Fixe um dia para deixar de fumar. O estabelecimento de uma data ajuda a criar um sentimento de compromisso.

• Anuncie aos outros a sua decisão. Envolver os que lhe são mais próximos garante-lhe apoio e solidariedade.

• Identifique os seus hábitos tabágicos. Saber em que circunstâncias habitualmente fuma, permite-lhe criar estratégias para contorná-las.

• Elabore uma lista de motivos para deixar de fumar e releia-a sempre que pensar em desistir.

• Aprenda a reagir à vontade de fumar. Os momentos em que sente grande desejo de voltar a fumar duram apenas alguns minutos.

• Faça uma alimentação saudável. Se a sua preocupação é o ganho de peso associado ao abandono do tabaco, procure substituir as gorduras, o açúcar e os alimentos ricos em sal por saladas, frutas e legumes.

• Tente evitar a proximidade de fumadores, bem como os cigarros e todos os objectos relacionados com o hábito de fumar.

• Pratique actividade física. Não só contribui para uma boa forma física, como ajuda a combater a ansiedade e as alterações de humor próprias dos ex-fumadores.

• Com o dinheiro que poupar no tabaco, ofereça-se uma prenda que deseje há muito tempo.

• Se não conseguir à primeira, nada está perdido. A recaída faz parte do processo de mudança. Marque uma nova data e volte a tentar.

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Causas e tratamentos
Os factores genéticos poderão estar associados ao sonambulismo que, tal como os pesadelos, é um fenó
Desenho de homem sonâmbulo

Mais frequente nas crianças, e provavelmente relacionado com factores genéticos, existem grandes hipóteses de existir algum familiar que já tenha tido episódios de sonambulismo.

Nas crianças crê-se estar associado a estados de ansiedade, fadiga ou à falta de sono, enquanto nos adultos o consumo de álcool e o stress são as causas mais prováveis para que aconteça.

Durante o sono de uma pessoa que não é sonâmbula, há uma diminuição da intensidade das ondas cerebrais, o que leva a um estado de relaxamento profundo em que a actividade motora e de consciência é extremamente baixa. Nos sonâmbulos, estas ondas cerebrais são irregulares, o que faz com que a actividade motora continue activa e provoque estados de deambulação mais ou menos complexa.

Desde sentar-se na cama, caminhar pela casa ou efectuar algumas tarefas simples como acender luzes ou abrir portas, o sonambulismo pode também provocar acções mais complexas como arrastar móveis ou vestir-se e despir-se.

No caso de existirem episódios frequentemente acompanhados de agressividade ou violência, há que ter um cuidado especial pois poderá estar relacionado com problemas psiquiátricos e deverão ser relatados a um médico especialista.

Tratamento

Não existe nenhum tratamento específico para o sonambulismo, existem sim medidas de segurança para evitar que o sonâmbulo se magoe.

Algumas medidas de segurança:

  • Evitar dormir em andares superiores com acesso a escadas;
  • As portas e janelas devem estar fechadas e com dispositivos que dificultem a sua abertura;
  • Ter pouca mobília no quarto onde dorme;
  • Ter acesso vedado a instrumentos potencialmente perigosos ou cortantes;

Quando os episódios são muito frequentes poderá recorrer-se a ajuda médica para a prescrição de algum tipo de fármacos capazes de diminuir a intensidade dos mesmos.

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Dormir é uma necessidade fisiológica que deve ser respeitada

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Estudo
As conclusões do inquérito realizado pelo Centro Anti-discriminação VIH/SIDA revelam que as prostitutas são alvo de...

Num mesmo inquérito realizado pelo Centro Anti-discriminação VIH/SIDA, 28% das trabalhadoras do sexo portadoras do vírus VIH/SIDA revelaram que são aconselhadas pelos médicos a não terem filhos.

O inquérito elaborado junto de 1400 pessoas revela ainda que houve 70 doentes com sida que confessaram que em alguma parte do tratamento foram pressionados pelos médicos a serem submetidos a uma cirurgia de esterilização.

A investigadora Ana Duarte disse que as mulheres “são alvo de chantagem”, uma vez que 2,3% das respostas indicaram que os médicos só cedem a terapêutica contra o VIH/SIDA se estas adoptarem algum método de contracepção.

Na apresentação do estudo 'Stigma Index: Estigma e Discriminação em Portugal', o coordenador Pedro Silvério Marques referiu que só uma minoria dos doentes confessa aos colegas no trabalho serem portadores de VIH/SIDA.

Por sua vez, o director-geral de Saúde, Francisco George, confirmou que há doentes que têm dificuldade em ter uma consulta com um dentista.

No Auditório da Assembleia da República, o subdirector-geral da Educação, Pedro Cunha, assinalou que houve 18 casos de exclusão escolar. Uma situação em que estiveram envolvidas duas crianças.

Devido a lesões na medula
Cerca de 500 mil pessoas ficam incapacitadas anualmente devido a lesões na medula espinal, revela um estudo da Organização...

Por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que se assinala hoje – 3 de Dezembro – a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulga um estudo que revela que cerca de 500 mil pessoas ficam incapacitadas anualmente devido a lesões na medula espinal. O estudo é o primeiro elaborado a nível mundial sobre esta área da saúde.

"A lesão espinal é uma condição muito complexa do ponto de vista médico e com forte impacto na vida diária dos doentes", afirmou em conferência de imprensa o director do departamento de Violência e Prevenção de Lesões e Incapacidades da OMS, Etienne Krug.

Segundo o estudo, cerca de 90% das lesões devem-se a “causas traumáticas” como acidentes de viação, quedas de grandes alturas ou violência, embora se registem variações segundo as regiões.

Em África, por exemplo, 70% das lesões da medula espinal devem-se a acidentes de viação, valor que na região do Pacífico Sul e na Oceânia cai para 55%, enquanto no sudoeste Asiático e na zona do Mediterrâneo Oriental as quedas de grandes alturas representam cerca de 40% dos casos.

Além das consequências físicas, como a incapacidade ou a dor crónica, as lesões medulares têm também repercussões emocionais, já que 20 a 30% destas pessoas mostram “sinais de depressão clinicamente significativos”, indicou a coordenadora de incapacidades e reabilitação da OMS, Alana Officer.

O relatório sublinha que para as crianças com estas lesões é menor a probabilidade de iniciarem um percurso escolar e, uma vez inscritos, têm menos possibilidade de progredir, enquanto os adultos com lesões medulares registam taxas de desemprego globais de mais de 60%.

Alana Officer alertou ainda para o facto de muitas das consequências que resultam das lesões não derivarem directamente da lesão, mas “da falta de atenção médica adequada no momento do acidente e no tratamento de reabilitação posterior, bem como das barreiras físicas e sociais que excluem estas pessoas da sua participação nas comunidades”. “Um diagnóstico rápido, a estabilização das funções vitais, a imobilização da medula para preservar as suas funções neurológicas e o controlo sanguíneo e a temperatura corporal são cuidados que os lesionados devem receber no prazo de duas horas após o acidente”, recordou a OMS.

Universidade de Coimbra produz
O Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde da Universidade de Coimbra já está a produzir "três novas moléculas...

As três novas moléculas são a ‘Fluorocolina (18F) UC’, a ‘NaF (18F) UC’ e a ‘DOTA-NOC (68Ga) UC’, cuja produção - iniciada após a respectiva aprovação pelo Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) - se insere na “estratégia do ICNAS de disponibilizar moléculas que, até aqui, eram de difícil acesso pelos hospitais portugueses”, salienta a Universidade de Coimbra (UC()

A Fluorocolina é “essencial para a detecção do cancro da próstata, o tipo de cancro mais comum nos homens em Portugal, e a NaF é utilizada para a detecção de metástases ósseas provocadas por vários tipos de cancro, como, por exemplo, os cancros do pulmão, da mama e da próstata”, adianta a UC.

“É de esperar uma redução bastante significativa de custos porque, até agora, estes dois radiofármacos eram importados de Espanha”, afirmam os investigadores Antero Abrunhosa e Francisco Alves, sublinhando que, por outro lado, a sua produção “aumentará a acessibilidade aos exames tomografia por emissão de positrões (PET), baseados nestas moléculas”.

A terceira molécula a ficar disponível no mercado - a “DOTA-NOC” - é recente e utilizada no “diagnóstico de tumores neuroendócrinos, tumores raros relacionados com as células neuronais (do sistema nervoso), que podem surgir em diferentes partes do organismo e cuja detecção é muito difícil com as técnicas convencionais”, acrescentam aqueles dois especialistas do ICNAS.

Até agora, para recorrer à sua utilização, as unidades de saúde nacionais que possuem a tecnologia PET necessitavam de “um sistema gerador, com custos de investimento muito elevados”, mas a investigação do ICNAS - recentemente premiado internacionalmente - resultou na “síntese da molécula com características de qualidade farmacêutica, que permitem a sua disponibilização à medida das necessidades”.

Se ao nível clínico estas três novas moléculas são fundamentais para “a caracterização do diagnóstico, o planeamento dos tratamentos e a avaliação pós-terapêutica”, para o ICNAS “são também ferramentas essenciais para ajudar a esclarecer os mecanismos das diversas doenças oncológicas, permitindo, no futuro, desenvolver novas abordagens de tratamento das doenças do foro oncológico”, assegura o neurocientista Miguel Castelo-Branco, director do ICNAS.

Cientistas
Uma pílula anticoncepcional masculina poderá estar mais perto de ser desenvolvida depois de cientistas australianos terem...

Cientistas da Universidade de Monash modificaram ratos geneticamente para bloquear duas proteínas encontradas nas células musculares lisas, essenciais para a circulação do esperma nos órgãos reprodutivos dos animais.

Os testes demonstraram que apesar de os ratos terem relações sexuais normalmente e serem saudáveis, eles eram inférteis, disse o cientista Sabatino Ventura, da Universidade de Monash, em Melbourne.

“Demonstrámos que a interrupção simultânea das duas proteínas que controlam o transporte do esperma durante a ejaculação causa infertilidade nos machos”, disse Ventura. “O esperma está efectivamente lá, mas o músculo não recebe a mensagem química para o mover” afirmou. O investigador, que colaborou com cientistas da Universidade de Melbourne (Austrália) e Universidade de Leicester (Inglaterra) no estudo, quer agora replicar o processo genético quimicamente, e acredita que uma pílula masculina pode ser possível dentro de 10 anos.

“O próximo passo é o desenvolvimento de um contraceptivo oral masculino, que seja efectivo, seguro e rapidamente reversível”, indicou.

As descobertas, publicadas no jornal norte-americano Proceedings of the National Academy of Science, demonstram que a ausência de duas proteínas nos ratos causa infertilidade, sem afectar a viabilidade do esperma a longo prazo, comportamento sexual ou a saúde dos animais.

Tentativas anteriores para desenvolver um contraceptivo masculino focaram-se nas hormonas ou na produção de esperma disfuncional - métodos que podem interferir na actividade sexual masculina e a longo prazo causar potenciais efeitos irreversíveis na fertilidade.

Conheça-as
As crianças podem nascer com uma tiróide que não funcione adequadamente ou podem desenvolver problem
Rosto de bebé

Ao contrário do que se possa pensar, as doenças da tiróide não afectam apenas adultos, mas também as crianças e os adolescentes. A tiróide é uma glândula, localizada na região anterior do pescoço e produz as hormonas conhecidas como T3 e T4, que são essenciais para a vida.

A doença da tiróide mais comum na infância é o hipotiroidismo, também conhecido como Doença de Hashimoto ou Tiroidite, seguida do hipertiroidismo, igualmente designado por Doença de Graves.

Habitualmente, o que leva a suspeitar de doença da tiróide são as queixas relacionadas com a produção diminuída (hipotiroidismo) ou aumentada (hipertiroidismo) de hormonas tiroideias ou o aparecimento de bócio, isto é, aumento de volume da glândula tiroideia, muitas vezes visível na base do pescoço, na face anterior.

Crianças ou adolescentes que tenham um familiar de primeiro grau com alguma alteração da tiróide, tem maior probabilidade de ter uma doença desta glândula, e necessita de avaliação periódica com o endocrinologista/pediatra.

Por outro lado, os bebés podem já nascer com alterações da tiróide e nesse caso falamos do hipotireoidismo congénito. O diagnóstico é realizado aquando do "teste do pézinho", e é importante que seja identificado de forma precoce para iniciar o tratamento adequado.

Hipotiroidismo

A causa mais frequente de hipotiroidismo na infância e adolescência é a tiroidite linfocítica crónica, também conhecida por tiroidite de Hashimoto. É uma doença provocada pela destruição das células que produzem hormonas tiroideias, levada a cabo pelo próprio organismo (doença auto-imune). É mais frequente no sexo feminino, nas crianças com diabetes e pode estar associada a outras doenças auto-imunes e doenças provocadas por alterações dos cromossomas, como por exemplo a Síndrome de Down. Frequentemente há familiares com doenças da tiróide.

Outras causas de hipotiroidismo são as malformações da tiróide, as alterações na produção de hormonas tiroideias, certas doenças do cérebro e a toma de medicamentos como os utilizados no tratamento da epilepsia. A carência de iodo e a ingestão de alimentos que provocam bócio, aparentemente não são problema em Portugal.

As queixas instalam-se de modo insidioso. As crianças afectadas são reconhecidas por apresentarem bócio ou por serem baixas para a idade e terem obesidade ligeira. Se o hipotiroidismo for acentuado e de longa duração a criança pode aparentar "cara de bebé" e proporções do corpo alteradas (membros pequenos em relação ao tronco).

Os sintomas típicos de hipotiroidismo, que podem não ser evidentes, incluem adinamia (criança "parada"), intolerância ao frio, obstipação, pele e cabelo secos e olhos "papudos". O aproveitamento escolar não é afectado, a não ser que o défice de hormonas tiroideias se tenha iniciado antes dos 3 anos de idade.

As crianças com hipotiroidismo costumam apresentar atraso do desenvolvimento sexual. O diagnóstico do hipotiroidismo é fácil e o tratamento, que consiste na toma de hormonas tiroideias, é simples e eficaz.

Hipertiroidismo

A quase totalidade dos casos de hipertiroidismo nas crianças é devida à Doença de Graves.

Também é uma doença auto-imune, mas ao contrário do que sucede na tiroidite de Hashimoto, aqui é o próprio organismo que estimula a tiróide a produzir hormonas em excesso e de forma descontrolada.

O excesso de hormonas tiroideias é responsável pela quase totalidade dos sintomas. A maioria dos doentes apresenta bócio, tremor, suores abundantes, batimentos cardíacos acelerados, emagrecimento apesar do aumento do apetite, intolerância ao calor e insónias. Irritabilidade fácil e dificuldades de concentração podem prejudicar o rendimento escolar. Pode existir atraso no desenvolvimento sexual e as meninas já menstruadas podem deixar de ter menstruação. A criança pode ter olhos saídos e muito abertos e brilhantes.

O tratamento consiste, numa primeira fase, na administração de medicamentos que diminuem a produção das hormonas tiroideias

Bócio simples

O aumento difuso de volume da tiróide, sem alterações da sua função, é a doença mais frequente nestas idades. Atinge mais as meninas e surge a maioria das vezes em idade escolar. É conveniente investigar a causa do bócio. Muitas vezes regride sem qualquer tratamento. Quando o bócio é doloroso, pode tratar-se de uma doença infecciosa.

Nódulos da tiróide

Os nódulos da tiróide são raros neste grupo etário. Os tumores benignos e malignos, os quistos do canal tiroglosso e as tiroidites linfocíticas são causas possíveis de nódulos da tiróide.

As crianças expostas as radiações (tratamento de algumas doenças ou acidentes, como o da central nuclear de Chernobyl) são um grupo de risco que deve ter vigilância adequada.

Existe um tipo particular de tumores da tiróide (carcinoma medular) que pode afectar vários elementos da família; quando surge um caso, os familiares são aconselhados a proceder ao rastreio da doença.

Perguntas frequentes

Porque é que estar grávida ou ter sido mãe recentemente cria o risco de desenvolver doenças da tiróide?

Doenças como o hipotiroidismo podem ocorrer durante a gravidez devido a alterações na tiróide e no nível de hormonas que ela produz. Como a necessidade de iodo aumenta durante a gravidez e a amamentação a falta de iodo pode também ser uma das causas. Uma doença auto-imune, a tiroidite de Hashimoto, causada pelo sistema imunitário que ataca e destrói a tiróide pode também causar doenças da tiróide.

Se for diagnosticada à mãe uma doença da tiróide o bebé poderá ser prejudicado?

O bebé apenas corre risco se a disfunção da tiróide não for detectada atempadamente e tratada de forma adequada. Assim, é muito importante que a tiróide seja vigiada de forma regular.

O bebé poderá desenvolver hiper/hipotiroidismo se a mãe tiver uma doença da tiróide?

Cerca de 50% das crianças nascidas de um progenitor com doenças da tiróide têm risco de vir a desenvolver a doença. Assim, é muito importante que os pais e crianças estejam conscientes deste risco de forma a estarem atentos aos sinais e sintomas das doenças e que vigiem a sua tiróide regularmente.

Porque é a ingestão de iodo tão importante?

O iodo tem um papel fundamental na produção da hormona tiroideia que assegura que o organismo funciona adequadamente. Nas primeiras 10-12 semanas de gestação, o bebé está completamente dependente da mãe para a produção de hormona tiroideia. Após esse período o bebé é capaz de produzir hormona tiroideia por si. No entanto, antes de nascer, o bebé continua dependente da mãe para manter os níveis adequados de iodo.

Quais os sintomas possíveis de observar se o bebé nascer com hipotiroidismo congénito?

Os sintomas de hipotiroidismo podem incluir: icterícia prolongada, sono excessivo, alimentação deficiente, pouca força muscular, voz baixa ou rouca, movimentos intestinais pouco frequentes e baixa temperatura corporal.

Porque razão é importante monitorizar a tiróide da criança?

Se a função tiroideia não for monitorizada com frequência pode levar a que o hipotiroidismo ou o hipertiroidismo passem despercebidos e não sejam tratados atempadamente, o que pode ter um efeito muito grave no desenvolvimento da criança.

Qual o efeito que o hiper/hipotiroidismo podem vir a ter na vida da criança, no seu desenvolvimento e aprendizagem?

Quando não detectado e tratado, o hipotiroidismo em crianças pode ter consequências graves nas competências da aprendizagem. Em crianças com hipertiroidismo, os sintomas da doença, tais como insónias e irritabilidade, podem ter um impacto negativo no desenvolvimento social e na aprendizagem.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Os diferentes
Os potenciais perigos no meio envolvente têm especial importância no inicio da gravidez quando os pr
Perigos na gravidez

Destacam-se os principais factores a considerar quer em casa, quer no trabalho.

Em casa:
- Evitar inalar vapores provenientes de gasolina cola, líquidos de limpeza, tintas voláteis, aerossóis domésticos e produtos para limpar o forno. A grávida deve ler o rótulo de todos os produtos químicos que pretenda usar e, caso não tenha a certeza de que são seguros, deverá rejeitá-los. Se estiver a retirar tinta velha e a redecorar a casa, deve mantê-la bem arejada. Se a tinta velha for tão antiga que possa conter chumbo, deve delegar a decoração a outra pessoa.

No local do trabalho:
- Vários solventes usados nas indústrias de manufactura podem causar muitos problemas a grávidas que estejam excessivamente expostas a eles durante o trabalho. Solventes orgânicos lipossolúveis, presentes em tintas, pesticidas, colas, vernizes e agentes de limpeza, atravessam a placenta. Inalar esses compostos pode levar a complicações.

Álcool, tabaco e cafeína

Álcool
O álcool aumenta o risco de aborto espontâneo. Um grande consumo de álcool durante a gravidez pode resultar em síndrome alcoólico fetal, que pode causar deformidades faciais, problemas cardíacos, baixo peso ao nasce, incapacidade de se desenvolver depois de nascer e atraso mental. Mesmo o consumo moderado de álcool pode afectar o desenvolvimento do cérebro do bebé.

Tabaco
A mulher grávida não deve fumar. Nos três primeiros meses de gravidez, o tabaco pode reduzir a capacidade de a placenta invadir a parede do útero e crescer. Se continuar a fumar numa fase mais avançada da gravidez, está a reduzir o fornecimento de oxigénio e de nutrientes ao bebé e a aumentar o risco de parto prematuro, descolamento da placenta e atraso do crescimento do feto.

Cafeína
A cafeína é o xenobiótico mais consumido durante gravidez. No entanto esta substância pode afectar o desenvolvimento da unidade fetoplacental. A ingestão de cafeína pela grávida está associada a uma redução do peso ao nascer, mas o valor limite acima do qual a cafeína não deverá ser consumida ainda não é consensual. Vários autores referem frequentemente que um consumo de cafeína> a 300 mg / dia pode prejudicar o crescimento do feto.

É actualmente aceite que 200 miligramas (mg) de cafeína por dia - cerca de um copo de 354 ml de café - durante a gravidez podem retardar o crescimento do feto.

A quantidade de cafeína em alimentos e bebidas pode variar, assim sabemos que:
• 2 Chávenas de café instantâneo (100mg cada);
• 1 Chávena de café (140mg cada);
• 2 Chávenas de chá (75 mg cada);
• 5 Latas de Coca-Cola (até 40 mg cada);
• 4 (50g) de barras de chocolate (até 50 mg cada).

Convém lembrar que alguns medicamentos contêm cafeína.

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