Estudo
Uma equipa de investigadores no Canadá desenvolveu uma classe de compostos que podem ajudar na erradicação da doença de Chagas,...

Com uma fase aguda e outra crónica e, sem tratamento, a doença de Chagas provoca transtornos cardíacos e digestivos à medida que o parasita se aloja no coração, no esófago e no cólon destruindo os tecidos.

O tratamento padrão actual para a doença é a administração do composto benzonidazol que mostra uma actividade significativa contra o parasita durante a fase aguda, mas não é tão eficaz quando a doença se torna crónica.

Os trabalhos na busca de novos fármacos concentraram-se na interferência com uma enzima, cruzipaína, necessária para a digestão do parasita, para a produção de outros mecanismos celulares, invasão do sistema imunológico do anfitrião e para invadir os tecidos dos órgãos internos.

A doença causada pelo parasita Trypanosoma Cruzi, transmitido aos humanos por insectos que se alimentam de sangue e picam preferencialmente o rosto das suas vítimas. «Apesar de, historicamente, a infecção se restringir maioritariamente aos povos pobres e rurais nas América Central e do Sul, também apareceu nos Estados Unidos, Europa, Japão, Canadá e Austrália devido às migrações, e a transmissão sem o vector tradicional está a transformar-se numa ameaça à saúde pública», escreveu a cientista Deborah Nicoll Griffith.

De acordo com Nicoll, do Centro Merck Frosst de Pesquisa Terapêutica em Kirkland, no Quebeque, foram registrados 300 mil casos nos Estados Unidos em 2005.

Nicoll e os seus colegas identificaram dois compostos, conhecidos como inibidores reversíveis de protease cisteína, que se liga à cruzipaína como peças de um quebra-cabeça e desabilitam a proteína.

No estudo, os cientistas provaram a eficácia dos compostos em ratos e compararam-na com a do benzonidazol.

O artigo concluiu que, apesar de todos os grupos de ratos submetidos à tratamento terem mostrado uma redução notável na carga de parasitas em todos os tecidos, os dois compostos experimentais tiveram taxas mais altas de cura das infecções agudas (90% e 78%, respectivamente), comparadas com a benzonidazol (71%).

«A eficácia demonstrada nestes estudos com o T. cruzi com ratos indica que os inibidores de cruzipaína que contêm nitrilo são um método promissor para um tratamento seguro e eficaz da doença de Chagas», escreveram os investigadores.

Dicionário de A a Z
Sons agudos e prolongados, mais evidentes na expiração.

A pieira surge frequentemente no decurso das crises de asma e caracteriza-se por um ruído tipo assobio que se ouve ao respirar e que é provocado pela passagem do ar nos brônquios estreitados.

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Infecção viral
A poliomielite é uma infecção viral muito contagiosa, por vezes mortal, que pode provocar fraqueza m

A poliomielite é provocada por um vírus conhecido como poliovírus, um enterovírus, que se transmite ao engolir substâncias, como água, contaminadas por fezes infectadas. A infecção estende-se do intestino a todo o corpo, mas o cérebro e a espinal medula são os mais gravemente afectados.

Nos primórdios do século XX, grande parte dos recursos sanitários eram destinados às pessoas infectadas pela poliomielite. Hoje em dia, a maioria dos médicos nunca viu uma infecção nova de poliomielite. Nos países industrializados os surtos de poliomielite desapareceram quase por completo graças aos maciços programas de vacinação. Antes de existirem as vacinas, os surtos surgiam durante os meses de Verão e de Outono em zonas de clima temperado. Nos países em vias de desenvolvimento, o vírus pode propagar-se através da água contaminada por fezes humanas. As crianças com menos de 5 anos de idade são especialmente propensas a infectar-se desta forma.

Sintomas e diagnóstico
Na maioria dos casos, a infecção desaparece ao fim de cerca de duas semanas, mas pode provocar a paralisia irreversível dos grupos musculares afectados como sequela. Por outro lado, como este tipo de paralisia afecta o desenvolvimento esquelético e muscular dos bebés, com o passar do tempo, é muito comum que se comecem a evidenciar assimetrias, posições anómalas, rigidez e deformações nos segmentos corporais afectados.

A poliomielite que afecta as crianças pequenas costuma ser ligeira. Os sintomas, que começam entre o 3.º e o 5.º dia depois da infecção, consistem numa sensação de mal-estar geral, febre ligeira, dor de cabeça, irritação da garganta e vómitos.

A poliomielite grave é mais provável nas crianças mais velhas e nos adultos. Os sintomas, que normalmente surgem entre o 7.º e o 14.º dia depois da infecção, incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez do pescoço e das costas e dor muscular profunda. Em algumas zonas da pele aparecem sensações raras, como picadas e uma invulgar sensibilidade à dor. A doença pode estacionar ou até progredir e desenvolver-se debilidade ou paralisia em certos músculos, dependendo de que partes do cérebro e da espinal medula forem afectadas. A pessoa pode ter dificuldade em engolir e pode sufocar com saliva, alimentos ou líquidos. Ao engolir, por vezes os líquidos passam para o nariz. Finalmente, a voz pode tornar-se nasalada.

Pode ser diagnosticada a poliomielite a partir destes sintomas. O diagnóstico confirma-se ao identificar o poliovírus numa análise às fezes e ao detectar valores de anticorpos perante o vírus no sangue.

Complicações
A complicação mais grave da poliomielite é a paralisia permanente. Embora a paralisia ocorra em menos de 1 em cada 100 casos, a debilidade permanente de um ou mais músculos é bastante frequente.

Por vezes, a parte do cérebro responsável pela respiração pode ser afectada e provocar debilidade ou paralisia nos músculos do peito. Durante as epidemias dos anos 1940 e 1950, esta complicação fez com que se generalizasse o uso do pulmão de aço, um incómodo dispositivo mecânico que facilitava a respiração. Hoje em dia, a morte por poliomielite é rara.

Algumas pessoas desenvolvem outras complicações vinte ou trinta anos depois de terem sofrido um ataque de poliomielite. Esta doença (síndroma de pós-poliomielite) consiste numa fraqueza muscular progressiva, que muitas vezes é causa de uma grave invalidez.

Prevenção
A prevenção da poliomielite consiste na vacinação. A vacina da poliomielite está incluída nas imunizações sistemáticas das crianças.

Existem dois tipos de vacinas antipoliomielíticas. A primeira a ser utilizada foi a vacina Salk, composta por vírus mortos e aplicada através de uma injecção subcutânea. A outra, que à excepção de raras ocasiões é a que se utiliza actualmente, corresponde à vacina Sabin ou antipoliomielítica oral trivalente, elaborada com os três subtipos de poliomielite atenuados e administrada por via oral sob a forma de gotas, na maioria dos casos dissolvidas num torrão de açúcar.

No entanto, em casos muito raros, a vacina viva pode provocar poliomielite, sobretudo em pessoas que têm um sistema imunitário deficiente. Por conseguinte, a vacina viva não é administrada a estas pessoas ou às que tenham contacto permanente com elas, porque o vírus vivo elimina-se pelas fezes durante determinado tempo depois da vacinação.

Nos países industrializados não se recomenda vacinar pela primeira vez pessoas maiores de 18 anos, pois o risco de adquirir poliomielite nessas circunstâncias é extremamente baixo. Os adultos que nunca tenham sido imunizados e que vão viajar para uma zona onde a poliomielite ainda representa um problema sanitário deverão ser vacinados.

Tratamento
A poliomielite não se cura e os medicamentos antivirais não afectam o curso da doença.

Apenas é necessário, quando a poliomielite manifesta sinais e sintomas, recorrer-se à hospitalização do paciente, de modo a que sejam adoptadas as medidas adequadas para solucionar eventuais complicações agudas e prevenir sequelas. Para além disso, pode-se recorrer à aplicação de gesso ou outros dispositivos, com vista a corrigir contracturas musculares. Após se ultrapassar a fase aguda da poliomielite paralítica, costuma-se proceder à realização de fisioterapia, com o objectivo de recuperar, o máximo possível, a força dos músculos afectados e, caso seja necessário, realizar várias técnicas cirúrgicas para corrigir deformações esqueléticas.

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Esclareça-se
Em muitos países ocidentais, a causa mais frequente de cirrose é o abuso do álcool.
Fígado saudável e fígado com cirrose

O que é a cirrose hepática?

Cirrose hepática é o termo utilizado quando as células do fígado morrem e são substituídas por tecido fibroso, semelhante a cicatrizes. A estrutura fica alterada, formando-se os chamados nódulos de regeneração resultando na perturbação da circulação do sangue através do fígado. A substituição do fígado por este tipo de tecido leva à perturbação do desempenho das suas funções: a sua consistência fica muito dura e a superfície irregular e nodular.

O que causa cirrose?

A cirrose é causada por múltiplas situações:

  • Ingestão excessiva de bebidas alcoólicas (causa mais frequente em Portugal);
  • Hepatites provocadas por vírus, as hepatites C e B;
  • Excesso de gordura no fígado (a chamada esteato hepatite não-alcoólica, associada principalmente à obesidade e diabetes);
  • Doenças mais raras (cirrose biliar primária, hepatite auto-imune, hemocromatose, etc).

Como evitar a cirrose e as suas complicações?

Evitar o excessivo consumo de bebidas alcoólicas e vacinar-se contra a hepatite B. Quanto à hepatite C, actualmente, os grupos de maior risco são os toxicodependentes e aqueles com relações sexuais de risco (múltiplos parceiros, relações desprotegidas). Deve promover-se a não partilha de seringas ou outro material utilizado no consumo de drogas, bem como o uso do preservativo.

Como identificar as causas da cirrose?

De vários modos: pode existir um passado de ingestão de álcool em excesso ou seja mais de duas ou três bebidas no homem e mais de uma a duas na mulher por dia, consoante o peso, por um período superior a 5 anos. Para este efeito considera-se que, um copo de vinho, uma cerveja, um uísque, um copo de vinho de Porto ou um shot contêm idêntica quantidade de álcool.

Apesar da diferente graduação, contêm também quantidades diversas de líquido por bebida o que as torna em termos de conteúdo de álcool praticamente idênticas.

Nas hepatites B e C o diagnóstico de certeza é efectuado através de análises sanguíneas: têm que ser pedidos os “marcadores” das hepatites. Por vezes é necessário recorrer à biópsia hepática, isto é, colher um fragmento do fígado através de uma agulha apropriada e analisá-lo ao microscópio.

As bebidas alcoólicas em excesso causam sempre cirrose?

Não, só uma percentagem de bebedores excessivos vem a desenvolver cirrose hepática: aproximadamente 10-15%. Isto depende de vários factores: genéticos, quantidade ingerida (quanto mais elevada a quantidade maior é o risco), sexo (as mulheres, para a mesma quantidade, têm um risco aumentado). No caso de estar infectado com o vírus da hepatite C, B ou da SIDA o risco é superior.

As hepatites causam sempre cirrose?

Só uma determinada percentagem dos infectados com as hepatites víricas vem a ter cirrose. A hepatite A nunca provoca cirrose. Dos que contraem hepatite B, 5% ficam com o vírus para sempre, dos quais 20% evoluem para cirrose a médio/longo prazo. Naqueles com hepatite aguda C cerca de 80% permanecem para sempre com o vírus; destes 20% vêm a desenvolver cirrose.

Quais os sinais e sintomas de cirrose?

A maioria dos doentes com cirrose hepática não apresenta sintomas. O aparecimento desta doença é silencioso. Pode desenvolver-se durante muitos anos sem que estes se apercebam. Em muitos casos o médico suspeita da existência da cirrose através de análises sanguíneas ou dos resultados da ecografia abdominal. Este período sem sintomas é a chamada fase da cirrose hepática compensada.

À medida que a doença progride as alterações da estrutura do fígado tornam-se mais intensas, podendo aparecer os seguintes sintomas: emagrecimento, cansaço, olhos amarelos (icterícia), acumulação de líquido no abdómen (ascite), vómitos com sangue (chamadas hematemeses, muitas vezes provocadas pela rotura de veias do esófago dilatadas, as chamadas varizes esofágicas), alterações mentais (encefalopatia hepática), diminuição da resistência às bactérias com infecções muito graves (septicemias, peritonites).

Uma das complicações mais temíveis da cirrose é o cancro do fígado chamado carcinoma hepatocelular: qualquer pessoa com cirrose tem um risco muito aumentado de lhe surgir este tipo de cancro. A fase - de maior gravidade - em que surgem estas complicações chama-se cirrose descompensada.

Qual o tratamento da cirrose?

Depende da causa e da fase da doença. Considerando as três causas mais frequentes (álcool, hepatite C e B), na fase compensada, deve ser abandonado o consumo de álcool; para as hepatites existem medicamentos que em muitos casos conseguem eliminar ou controlar os vírus.

Na cirrose descompensada, o tratamento é variável podendo constar de antibióticos, diuréticos (para eliminar líquidos em excesso), endoscopia com terapêutica para as varizes do esófago e tratamentos para impedir o crescimento do carcinoma hepatocelular.

Nalguns casos, poderá ter que se recorrer ao transplante hepático, cuja taxa de sobrevivência é próxima dos 80%.

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Dependência alcoólica

Fígado gordo

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Segundo pesquisa
Um gene que parece aumentar o risco da diabetes em populações da América Latina pode ter sido herdado dos Neandertais, de...

Sabe-se hoje que humanos modernos miscigenaram-se com populações de Neandertais logo após deixarem África, entre há 60.000 e 70.000 anos.

Isso significa que genes do Neandertal estão agora dispersos pelo genoma de todos os não-africanos.

Os detalhes do estudo foram publicados na revista Nature. A variação do gene foi detectada num vasto estudo de associação sobre o genoma de mais de oito mil mexicanos e outros latino-americanos.

O estudo analisa genes de indivíduos diferentes para tentar descobrir se estes estão ligados por alguma particularidade.

As pessoas que carregam a versão de maior risco do gene têm 25% mais probabilidades de desenvolver diabetes do que aqueles que não a tem. Além disso, aqueles que herdam esses genes de pai e mãe têm 50% mais de hipóteses de ter diabetes.

A forma mais perigosa do gene - chamada SLC16A11 - foi encontrada em mais da metade das pessoas que possuem ancestrais nativos da América, incluindo a América Latina.

Essa variação do gene é encontrada em cerca de 20% das populações do Leste da Ásia e muito rara em habitantes da Europa e da África.

Uma frequência elevada dessa variação na América Latina pode ser a responsável por até 20% do aumento da prevalência da diabete tipo 2 nessas populações - cujas origens são complexas e pouco entendidas.

«Até agora, estudos genéticos usaram amplamente amostras de pessoas com ancestrais europeus ou asiáticos, o que torna possível a perda de genes que são alterados em frequências diferentes noutras populações», disse um dos co-autores da pesquisa, José Florez, professor associado de medicina na Harvard Medical School, de Massachusetts.

«Ao expandir a nossa pesquisa para incluir amostras do México e da América Latina, descobrimos um dos mais fortes riscos genéticos já encontrados até agora, o que pode iluminar novos caminhos para atingir a doença com remédios e melhor entendimento dela», explicou.

A equipa que descobriu a variante realizou análises adicionais, em colaboração com Svante Paabo, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva.

Os peritos descobriram que a sequência do SLC16A11 associada com o risco de diabetes tipo 2 é encontrada numa sequência de genoma de Neandertal recentemente descoberta na caverna Denisova, na Sibéria.

Análises indicam que a versão SLC16A11 foi introduzida em humanos modernos através de miscigenação entre os primeiros humanos modernos e Neandertais.

Encontrar genes de Neandertal não é algo invulgar. Cerca de 2% dos genomas da actualidade de não-africanos foram herdadas deste grupo humano, que viveu pela Europa e Ásia ocidental entre há 400.000-300.000 anos e 30.000 anos.

Mas os cientistas só estão a começar a entender as implicações funcionais dessa herança Neandertal.

«Um dos aspectos mais excitantes deste trabalho é que revelamos uma nova pista sobre a biologia da diabetes», disse outro co-autor da pesquisa, David Altshuler, baseado no Broad Institute de Massachusetts.

O SLC16A11 é parte de uma família de genes que codificam proteínas responsáveis por várias reacções químicas no corpo.

Alterar os níveis de proteína SLC16A11 pode mudar a quantidade de um tipo de gordura que está relacionada com o risco de diabetes.

Essas descobertas sugerem que esta poderia estar envolvida no transporte de um metabólito desconhecido que afecta os níveis de gordura nas células, aumentando assim o risco para a diabetes tipo 2.

O que são?
Os antioxidantes ajudam a combater o envelhecimento precoce provocado por doenças cardiovasculares o
Frutos vermelhos

São substâncias que ajudam a combater os radicais livres que se formam durante os processos celulares.

Quando se tem hábitos de vida saudáveis e se faz uma alimentação que inclui uma variedade de alimentos frescos, sobretudo hortícolas e frutos, há maior probabilidade de o organismo estar protegido contra esses elementos nocivos. Nesta situação, as substâncias antioxidantes que ingerimos juntamente com as que o organismo produz poderão ser suficientes para minimizar o seu efeito nefasto. Mas, com a quantidade de poluentes a que estamos sujeitos, com a alimentação desequilibrada e excessiva a que nos sujeitamos, a que muitas vezes se junta o consumo de tabaco, alcoól e gorduras, a quantidade de radicais livres que se forma é muito superior aos antioxidantes que o organismo consegue produzir, conduzindo ao seu excesso. Em sumo, quanto maior for o número e prevalência destes factores de oxidação, maior deverá ser a ingestão de alimentos ricos em antioxidantes.

Onde existem?

Embora os possamos encontrar na forma de suplementos, o ideal será ingeri-los através dos alimentos para obviar algum risco de sobredosagem com riscos para a saúde. No grupo dos antioxidantes encontramos as vitaminas A, C e E, selénio, zinco e polifenóis.

O vinho tinto, as uvas, o chá verde, o cacau, o azeite e as azeitonas são alguns exemplos de alimentos ricos em polifenóis. As vitaminas encontram-se sobretudos em produtos hortícolas e frutos, a vitamina A encontra-se predominantemente em frutos ou alimentos de cor amarela ou laranja e nalguns peixes e a C predomina em frutos e hortícolas vermelhos ou verde-escuros. Podemos encontrar a vitamina E no azeite e óleos vegetais e em frutos oleaginosos como as nozes, amêndoas, etc. O zinco encontra-se nos frutos secos bem como em cereais integrais e marisco, e o selénio no ovo e cereais pouco refinados.

Que quantidades devemos ingerir?

Para que a alimentação seja equilibrada, o que significa consumir nas quantidades recomendadas todos os nutrientes indispensáveis à manutenção da vida e da saúde, não devemos privilegiar um grupo específico de alimentos. Aconselhamos a consulta da Nova Roda dos Alimentos para, de uma forma graficamente simples, se percepcionarem as quantidades em que cada grupo deve ser consumido diariamente. A receita, no que toca ao consumo de antioxidantes, diz que, do grupo dos frutos e legumes, devemos consumir, no mínimo, cinco porções por dia, o que equivale a três peças de fruta e 200 g de legumes ou 300 g de legumes e duas peças de fruta.

O grande segredo está em variar, mesmo dentro de cada grupo. Não devemos cair no erro de privilegiar um ou dois alimentos em detrimento dos outros, sob pena de podermos vir a ter, em simultâneo, excesso de uns nutrientes e carência de outros.

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Dicionário de A a Z
O fígado é o maior órgão do corpo humano e pesa cerca de 1,5 Kg.

Localiza-se na porção superior do abdómen, à direita, debaixo das costelas. O fígado normal é liso e mole. Funciona como uma fábrica que produz e armazena produtos químicos. Tem múltiplas funções:

• Produção de proteínas, bílis e factores fundamentais na coagulação do sangue;

• Armazenamento de energia importante para os músculos;

• Regulação de muitas hormonas e vitaminas;

• Eliminação de medicamentos e toxinas incluindo o álcool;

• Mantém a concentração de açúcar no sangue dentro dos valores normais;

• Filtra o sangue proveniente do estômago e intestinos;

• Tem um papel fulcral na defesa do organismo contra as infecções.

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Estudo
Uma vacina anti-gripe é, geralmente, menos eficaz nos homens do que nas mulheres, um fenómeno aparentemente ligado aos níveis...

Além do caso da gripe, a comunidade científica sabia que o sistema imunitário masculino não responde tão vigorosamente como o das mulheres às vacinas contra a febre amarela, o sarampo e a hepatite.

O novo estudo, publicado na edição semanal dos Anais da Academia de Ciências Norte-Americana, revela que as mulheres tiveram uma resposta dos seus anticorpos à vacina da gripe geralmente mais forte do que os homens.

Contudo, a reacção imunitária média dos homens com baixos níveis de testosterona foi mais ou menos similar à das mulheres, precisam os investigadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e do Instituto Nacional da Saúde e Investigação Médica, em França.

A investigação abrangeu 34 homens e 53 mulheres, mas não demonstra a relação directa entre a testosterona e a menor resposta imunitária.

Segundo Mark Davis, professor de imunologia da Universidade Stanford, o que parece é que a reacção do sistema imunitário é reduzida pela activação de um grupo de genes ligado ao nível elevado de testosterona.

Quando existe urgência e esforço em simultâneo:
Calcula-se que a incontinência urinária afecte cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e cerc
Placas de wc a ilustrar incontinência urinária

A perda involuntária de urina - incontinência urinária - é um sintoma que define um problema de saúde pública com um impacto social e económico considerável. É uma condição que pode afectar homens e mulheres e existe em todos os grupos etários. Nas mulheres jovens e em idade adulta a prevalência é de 20-30 por cento aumentando progressivamente com a idade podendo no idoso atingir 30-50 por cento.

Existem variados tipos de incontinência urinária mas grosso modo existem três tipos: incontinência urinária de esforço que se caracteriza pela perda de urina relacionada com o esforço, sem sensação de vontade de urinar ou de bexiga cheia, que pode ocorrer predominantemente na mulher jovem e em idade adulta; a incontinência urinária de urgência definida como a perda de urina acompanhada ou imediatamente antecedida por uma vontade súbita ou urgência miccional, que é mais frequente na mulher idosa. Por fim, a incontinência urinária mista uma combinação das duas condições anteriores.

Esta é uma condição socialmente não aceite, rodeada de estigma e de mitos, não só pela falta de conhecimento das pessoas, mas também pelas ideias erradas, preconceitos e intolerância. Numa fase mais avançada pode mesmo levar ao isolamento pessoal e ao constrangimento social, agravados pelo adiamento em procurar ajuda profissional adequada.

É por isso uma condição sub-diagnosticada e, por consequência, sub-tratada, uma vez que os dados disponíveis apontam para que apenas uma em cada quatro mulheres sintomáticas (com perdas) procure ajuda médica. Para além da vergonha, acredita-se, de forma errada, que a incontinência urinária é uma consequência natural da idade, sem tratamento eficaz. Daí que este seja considerado um importante problema de saúde pública, quer pela sua elevada prevalência, quer pelo impacto físico, psíquico e social na vida dos doentes.

Por menos frequentes que sejam os episódios ocasionais de perda de urina, estes originam alterações significativas na qualidade de vida da mulher e do homem, provocando situações de desconforto, e originando, assim, um problema social e/ou higiénico.

São vários os factores que contribuem para o desenvolvimento da incontinência urinária e que vão desde a fraqueza dos músculos do pavimento pélvico, alterações na transmissão dos sinais da bexiga para o cérebro, a obesidade, a gravidez e/ou parto por via vaginal, a obstipação, traumas na região pélvica, a menopausa, entre muitos outros.

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história clínica do doente, embora possa ser confirmado por meios auxiliares de diagnóstico. Devem ser excluídas outras doenças antes de lhe ser diagnosticado o tipo de incontinência, incluindo qualquer lesão na cabeça, no pescoço ou nas costas ou outras condições relevantes como sejam a diabetes, existência de actividade desportiva constante, paridade, historial familiar, análise dos sintomas urinários e exames físicos. 

Incontinência urinária mista

Este tipo de incontinência caracteriza-se pela existência, simultaneamente, de incontinência urinária de esforço e de urgência.

Ou seja, coexistem sintomas de perda de urina quando tosse, faz esforços, espirra, levanta objectos pesados ou executa qualquer manobra que aumente bruscamente a pressão dentro do abdómen, mas também de uma urgência e vontade forte e inadiável de urinar, associada à hiperactividade do músculo detrusor da bexiga, que produz uma vontade súbita para urinar, praticamente sem aviso, muitas vezes acompanhada de perda de urina.

Uma vez que a incontinência urinária mista comporta dois tipos diferentes de incontinência, o tratamento deve ter em conta a (s) causa (s), a gravidade da condição e o doente em questão. Pode, por isso, comportar terapia comportamental com mudança/adaptação do estilo de vida e treino de hábitos de micção e da bexiga, terapêutica farmacológica e/ou cirurgia.

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Universidade do Minho cria
A nova bebida é um destilado, como uma aguardente transparente, com 40% de etanol e aroma a café. A revista “Time” considerou a...

Uma investigação da Universidade do Minho permitiu criar, a partir da borra do café, uma bebida com um teor alcoólico que a torna tão forte como vodka ou aguardente e que foi considerada pela revista Time uma das 25 melhores invenções do ano.

Em comunicado, a UMinho explica que aquela é a primeira bebida destilada directamente da borra de café e que, por se basear no aproveitamento daqueles resíduos, tem “elevado potencial comercial”.

Solange Mussatto, responsável pela investigação, lembra que os resíduos do café são “muito ricos”, desde logo porque “a borra representa cerca de 80% do grão”.

“A nova bebida foi identificada como café alcoólico mas, na verdade, é um destilado, como uma aguardente transparente, com 40% de etanol e aroma a café”, refere a investigadora.

O resultado é “diferente do que existia até agora”, pois a nova bebida é obtida dos resíduos, ao contrário dos licores actuais, que são produzidos a partir dos grãos de café.

A nova bebida foi obtida em laboratório, depois de os resíduos secos de café serem fervidos em água e de esta ter sido coada, tendo-lhe sido adicionados açúcar e levedura para catalisar a fermentação.

“Num formato de produção em contexto industrial, apesar de o processo ser relativamente simples e barato, a recolha de grandes quantidades de borra de café necessita de um sistema com alguns cuidados, já que estes resíduos têm humidade e outros factores de fácil contaminação”, realça a investigadora.

A patente já foi registada, aguardando agora os responsáveis por alguém que se interesse pelo produto, numa vertente comercial.

Entretanto, foi feito um estudo para chegar às melhores condições para a produção da bebida, desde a extracção do aroma da matéria-prima, fermentação e destilação. Também já foi caracterizado o produto final para apurar se reunia a composição adequada para consumo, que tem regras europeias quanto a compostos voláteis para uma bebida alcoólica, “tendo sido comprovado ser regulamentar para consumo”.

Equipa francesa
Uma equipa médica francesa realizou em Paris um transplante que utilizou, pela primeira vez, um coração artificial elaborado a...

De acordo com a Carmat, a operação foi realizada com sucesso no hospital Georges Pompidou, na capital francesa, e foi concretizada no âmbito de um “ensaio clínico”, referiu a empresa num comunicado acrescentando que, esta prótese, que funciona de forma autónoma, reduz o risco de rejeição.

O coração implantado, segundo explicou a empresa, gera uma circulação sanguínea de forma autónoma a nível fisiológico.

O doente, cuja identidade não foi divulgada, encontra-se sob vigilância, acordado e a comunicar com a família, indicou a mesma nota informativa.

O director-geral da Carmat, Marcello Conviti, pediu prudência face aos resultados deste primeiro implante porque “seria prematuro tirar conclusões quando se trata de um único transplante” e porque o período pós-operatório “é ainda muito curto”.

A Carmat apresentou há quatro anos esta prótese com tecidos biológicos como uma solução para “dezenas de milhares” de doentes com insuficiência cardíaca e que não tinham acesso a um dador natural.

Apesar do carácter revolucionário desta técnica, a empresa só conseguiu obter em finais do verão passado a autorização necessária das autoridades sanitárias francesas para realizar o primeiro implante num ser humano.

A empresa acredita que o coração artificial que desenvolveu imita na perfeição o funcionamento de um órgão natural, adaptando-se de forma autónoma ao ritmo da pessoa que recebe a prótese, sem necessidade de um controlo externo.

O coração artificial, desenvolvido a partir de componentes de origem animal, está equipado com sensores electrónicos e um complexo sistema electromecânico que detecta, por exemplo, a posição em que se encontra o doente (de pé, sentado ou deitado) e adapta a frequência cardíaca e o fluido às diferentes situações do quotidiano.

A concepção desta prótese, cujo estudo durou mais de 15 anos, é fruto de um trabalho de uma equipa multidisciplinar que envolveu o professor Alain Carpentier, cofundador da Carmat, e engenheiros do consórcio aeronáutico europeu EADS, proprietário do construtor de aviões Airbus.

Uma semana antes da menstruação
O período que antecede a menstruação apresenta-se para muitas mulheres como uma semana de irritabili

A síndrome pré-menstrual (SPM), também designada por tensão pré-menstrual (TPM), é um termo usado para descrever uma vasta série de sintomas que afectam muitas mulheres durante a segunda metade do ciclo menstrual. Evidencia-se pelo surgimento de um conjunto de sinais e sintomas que têm carácter cíclico: precedem a menstruação uma semana (ou alguns dias) e desaparecem espontaneamente, para voltar no ciclo seguinte.

A SPM inclui diversos sintomas e estima-se que até 75 por cento das mulheres sofram um ou mais desses sintomas todos os meses. Esses sintomas podem incluir: peito sensível, estado depressivo, ansiedade, dores de cabeça, cansaço, irritabilidade e agressividade, abdómen inchado e desejo de certos alimentos.

Os sintomas da SPM são mais notados por mulheres entre os 20 e os 30 anos, embora todas as mulheres menstruadas sejam susceptíveis à SPM. Para a maioria das mulheres, os sintomas causam apenas dificuldades ou desconforto suave a moderado, embora a SPM possa ser grave em alguns casos. A esses casos chama-se transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).

Ainda não são totalmente conhecidos os factores que provocam a SPM, parece, no entanto, haver uma relação desta síndrome com a progesterona resultante da ovulação, embora a sua acção não é isolada. Ou seja, é a resposta do organismo à alteração dos níveis hormonais associada ao ciclo menstrual. Há especialistas que apontam que a SPM pode também ter a ver com alterações químicas no cérebro e que uma dieta pode ter algum impacto (sobretudo alimentos salgados e bebidas com cafeína).

Existe, ainda, o factor predisposição individual, eventualmente ligado à hereditariedade. Há uma susceptibilidade individual que parece decorrer de influência familiar. A obesidade e o sedentarismo podem, também, contribuir para o surgimento da síndrome pré-menstrual, sendo esta mais frequente nas mulheres jovens obesas e que praticam menos exercício físico.

Há várias maneiras de diagnosticar a SPM, mas não há nenhum teste definitivo para tal. Por isso valerá a pena manter um diário durante 3 ou 4 meses onde sejam anotados todos os sintomas físicos e mentais que vá sentindo no dia-a-dia, juntamente com as datas dos períodos menstruais. Decorrido esse tempo, é provável que já consiga reconhecer um padrão de sintomas, ainda que o padrão possa variar de ciclo para ciclo, é um princípio.

Como aliviar os sintomas

Há uma série de opções à sua disposição para aliviar os sintomas, mas pode ter de fazer algumas experiências e enganar-se algumas vezes, até encontrar o método ideal para o seu organismo. Especialistas apontam para os benefícios da conjugação das técnicas de gestão de stress com o aumento da actividade física.

Alguns dos procedimentos mais directos que têm mostrado ser uma boa ajuda, são beber muita água e fazer uma dieta equilibrada. É boa ideia ingerir muita fruta e vegetais frescos e diminuir o consumo de sal, açúcar e alimentos processados. Deve-se, igualmente, evitar a cafeína (que entra na composição de chá, café e cola) e o álcool. Banir da ementa refeições pesadas é fundamental para não agudizar a síndrome pré-menstrual, daí que seja importante dar atenção aos excessos alimentares, que são frequentes nas mulheres com este tipo de sintoma.

Praticar exercício físico regular também pode ajudar, principalmente porque o exercício reduz o stress e a tensão e pode levantar a moral. Se sofre de SPM, verá que andar a pé, nadar e correr reduz os sintomas – experimente fazê-lo durante 30 minutos, 3 vezes por semana.

Se estas simples mudanças de estilo de vida não a ajudarem a gerir a SPM, o seu médico pode receitar-lhe uma pílula contraceptiva que tem dado resultado. O seu médico pode também considerar outras terapêuticas hormonais e, no caso de SPM extremo, prescrever-lhe antidepressivos.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Contracepção de emergência
A pilula do dia seguinte, é um método de emergência, que permite inibir ou atrasar a ovulação e, por
Pílula do dia seguinte

 

Também pode impedir a fertilização ou impedir que o ovo se implante no útero e inicie a gravidez, dependendo da altura do ciclo menstrual em que é tomada a contracepção de emergência. Este método não interrompe uma gravidez que já se tenha iniciado (isto é, se o ovo estiver implantado no útero).

 

Modo de utilização

A contracepção de emergência pode ser utilizada nas 72 horas que se seguem a uma relação sexual não protegida, se:

Advertências ao uso de contracepção de emergência

  • A contracepção de emergência deve ser utilizada como recurso excepcional, dado que:
  • Não previne a ocorrência de uma gravidez em todas as situações;
  • A sobredosagem hormonal não é recomendável para uso regular;
  • Não pode substituir um contraceptivo regular;
  • Não é um método de interrupção da gravidez.

A contracepção de emergência não é abortiva. Actua de várias formas para prevenir uma gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual em que é tomada. Assim:

  • Pode impedir ou atrasar a ovulação (saída do óvulo do ovário da mulher);
  • Pode impedir a fertilização (encontro com o espermatozoide);
  • Pode impedir a implantação de um ovo na parede do útero, que corresponde segundo a ciência médica ao início da gravidez.

Se a mulher já estiver grávida, isto é se o ovo já estiver implantado no útero, a contracepção de emergência é totalmente ineficaz, embora não tenha qualquer efeito nocivo sobre o feto ou a gravidez.

Conceitos relativos à contracepção de emergência

A contracepção de emergência pode prevenir 3 a 4 gravidezes não desejadas, evitando gravidezes reduz o recurso ao aborto.

  • Não protege das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), deve, por isso, utilizar-se sempre preservativo, simultaneamente, para prevenir uma gravidez e uma DST.
  • Não é um método de uso frequente: a contracepção de emergência pode ter efeitos desagradáveis, incluindo náuseas e vómitos. Algumas mulheres também referem dores de cabeça, tensão mamária ou retenção líquida. Embora todos estes efeitos não tenham qualquer gravidade do ponto de vista médico, desencoraja-se a utilização repetida da contracepção de emergência como contracepção habitual.
  • A contracepção de emergência é também menos eficaz para prevenir uma gravidez e é mais cara do que a maior parte das formas habituais de contracepção habitual.

Cuidados adicionais

  • Se não deseja uma gravidez, não deve ter relações sexuais não protegidas. Deve usar sempre um método contraceptivo;
  • Deve ir anualmente ao médico de família, ginecologista ou consulta de planeamento familiar;
  • Se estiver a tomar outros medicamentos deve informar-se sobre possíveis interacções;
  • Os pais de adolescentes devem procurar informar os filhos sobre a contracepção;
  • A responsabilidade da contracepção é do casal e não somente da mulher.

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Recrutados 10.661 portugueses
Após dois anos no terreno, o primeiro Inquérito Nacional Sobre Doenças Reumáticas realizado em Portugal, o ReumaCensus, chega...

O ReumaCensus iniciou a primeira fase do projecto – recrutamento e entrevistas – no dia 19 de Setembro de 2011 e a segunda fase – consulta com o reumatologista – no dia 30 de Setembro do mesmo ano. No dia 8 de Dezembro terminou a fase de recrutamento que, durante vinte e sete meses, com a ajuda da equipa de 194 entrevistadores do CESOP contactou 28.364 domicílios em 366 localidades, de Norte a Sul do país, incluindo os Arquipélagos da Madeira e dos Açores.

No dia 20 de Dezembro [hoje] realiza-se a última das cerca de 3.850 consultas com o médico reumatologista, em Linda-a-Velha no Minho, a última região a receber o ReumaCensus, depois da Ilha da Madeira.

O estudo promovido pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia, com o alto patrocínio da Presidência da República e com o apoio de diversas Instituições, nomeadamente da Direcção-Geral da Saúde, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade Católica Portuguesa, vai estimar a prevalência das diferentes doenças reumáticas em Portugal.

Uma equipa constituída por pelo menos um médico especialista, uma enfermeira, uma técnica de Radiologia e um motorista percorreram, na Unidade Móvel construída para o efeito, todo o território de Portugal Continental. Nas Ilhas a equipa deslocou-se sem Unidade Móvel, mas seguindo os mesmos procedimentos.

Nos próximos meses seguir-se-á a análise dos resultados que permitirá determinar quais são as doenças reumáticas mais prevalentes em Portugal (nas diversas regiões do país, por classe etária, profissional, etc.). Vai ser também possível identificar os factores socioeconómicos, sociodemográficos e clínicos associados ao diagnóstico de cada patologia, determinar o impacto das doenças reumáticas na qualidade de vida, função e capacidade laboral e ainda investigar o acesso aos cuidados de saúde destes doentes.

Eleita pela Science
O uso da imunoterapia para combater o cancro foi o avanço científico mais significativo em 2013, revela o “ranking” anual da...

Diversos ensaios clínicos de imunoterapia - um tratamento que actua sobre o sistema imunitário, incluindo os linfócitos T, para que ataque os tumores - revelaram-se muito promissores, sobretudo contra os cancros agressivos, como o melanoma, segundo os responsáveis da última edição deste ano da revista, que sai hoje para as bancas.

Um grande número dos avanços em imunoterapia do cancro remonta à descoberta, no final dos anos 80, por investigadores franceses, de um receptor nas células T, que as impede de atacar os tumores cancerígenos com toda a sua força.

Testes com ratinhos
Cientistas australianos e norte-americanos conseguiram reverter o envelhecimento muscular em ratos na Universidade de Harvard,...

A equipa liderada por David Sinclair, da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália), e que realizou esta investigação na Universidade de Harvard, desenvolveu um composto químico que poderá permitir que uma pessoa de 60 anos se sinta como uma de 20 anos.

Esse composto químico deu maior energia aos ratos, tonicidade aos músculos, reduziu as inflamações e melhorou significativamente a sua resistência à insulina.

“Estudo o envelhecimento a nível molecular há quase 20 anos e nunca pensei constatar que o envelhecimento se pode reverter. Pensava que teria sorte se o conseguisse desacelerar um pouco”, disse Sinclair. De acordo com este cientista, a investigação, publicada na revista Cell, permitiu verificar em ratos velhos com problemas de saúde relacionados com a idade um retrocesso dos mesmos “em uma semana”.

A pesquisa favoreceu ainda a identificação de uma nova causa do envelhecimento, nomeadamente dos músculos, que é a comunicação entre os cromossomas do ADN do núcleo da célula e os do ADN das mitocôndrias, responsáveis por fornecer a maior parte da energia necessária para a actividade celular.

“O que descobrimos é que no processo de envelhecimento estes cromossomas não comunicam”, precisou Sinclair.

Os investigadores contrariaram esta situação com uma molécula que elevou nos ratos os níveis de nicotinamida adenina dinucleótido (NAD), que se mantém em níveis altos na idade jovem com uma dieta adequada e exercício, mas diminui com o envelhecimento até 50%, como se verificou nos ratos. A equipa de Sinclair espera realizar testes clínicos em humanos no final de 2014.

As fontes
Fontes importantes de poluição do ar interior incluem, para além do ar exterior, o organismo humano.

A sobre-ocupação do local de trabalho, deficiências no sistema de ventilação, o fumo de tabaco, a emissão de fibras a partir de materiais de construção (amianto, lã de rocha, lã de vidro), o mobiliário de escritório, a utilização de plásticos e produtos sintéticos (tintas e vernizes), a presença de alcatifas, cortinados, fotocopiadoras, impressoras e computadores saõ alguns exemplos de fontes de poluição do ar. Diversos compostos orgânicos voláteis, tais como o formaldeído, contribuem também para a contaminação do ar interior, podendo ser libertados durante a utilização e armazenamento de produtos de limpeza.

Outro factor de risco relativo ao ar interior prende-se com uma questão que, por natureza, escapa aos sentidos humanos, a radioactividade. A crosta terrestre contém naturalmente pequenas quantidades de elementos radioactivos. A sua actividade depende das características do solo, podendo ser elevada em regiões graníticas. Nestas regiões, forma-se radão, um gás que, apesar de não apresentar directamente uma ameaça por ser inerte, decai para descendentes radioactivos no estado sólido que podem ser inalados e depositar-se nos pulmões. Como gás emanado do solo, o radão pode facilmente infiltrar-se nos edifícios através de fissuras, podendo acumular-se e atingir níveis de actividade elevada em recintos mal ventilados.

A falta de controlo da radioactividade na origem das matérias-primas dá também azo a que sejam utilizados materiais de construção ricos em isótopos radioactivos. Se isto não apresenta um problema grave para construções de baixo factor de ocupação, pode revelar-se um factor de risco importante nas habitações, pois vai aumentar a exposição dos ocupantes a radiações ionizantes.

Outro aspecto importante é a ventilação das casas. Algumas habitações possuem divisões interiores (sem janelas), cujo arejamento é dificultado. Actualmente, para melhor aproveitamento da energia despendida em aquecimento/arrefecimento, procura-se que as janelas sejam mantidas devidamente fechadas e calafetadas. Esta medida, por um lado eficaz em termos de poupança de energia, prejudica muito a qualidade do ar interior que assim não é renovado, originando diversos problemas relacionados com condensações.

A ventilação é considerada inadequada quando ocorre uma insuficiente entrada e distribuição de ar do exterior para o interior. No caso de não haver renovação do ar dentro do edifício, irão ocorrer situações de estagnação e contaminação do ar. A falta de manutenção dos filtros e limpeza dos sistemas de ventilação (climatização) poderá favorecer a acumulação de poeiras, que irão provocar a contaminação do ar interior.

A bactéria do género legionella encontra-se normalmente em lagos, rios ou albufeiras. A partir destes reservatórios poderá colonizar os sistemas artificiais de água, tais como redes prediais e sistemas de climatização que usem água para arrefecimento do ar, principalmente aqueles aos quais estejam associadas torres de arrefecimento. Do ponto de vista da qualidade do ar interior, a problemática da legionella só fará sentido se o ar transportar aerossóis (microgotículas contaminadas com a bactéria). Esta situação só se poderá verificar no caso de existirem torres de arrefecimento posicionadas junto às entradas de ar do sistema de climatização e desde que exista libertação de aerossóis contaminados que entram no sistema, o que é pouco provável.

Os animais domésticos, quando vivem no interior das casas, influenciam a qualidade do ar interior e podem provocar algumas doenças como asma e alergias.

Uma fonte bastante importante para a poluição do ar interior é o fumo do tabaco no interior das habitações, que leva por vezes populações mais frágeis, tais como crianças e idosos a tornarem-se fumadores passivos.

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Saiba quais são:
Actualmente fala-se com maior abertura e naturalidade de sexo e de sexologia.

A nossa sociedade é, ainda, muito marcada por mitos e crenças relacionados com a sexualidade, que foram resistindo ao passar dos anos, apesar dos muitos estudos que já foram feitos, mostrando que não passam de opiniões deturpadas e de conceitos falsos. A verdade é que se para uns não passam de crenças inofensivas, para outros podem ter repercussões graves nas vivências e no desenvolvimento dos indivíduos e do casal.

Certo é que esses mitos são reflexo de uma tradição social que se foi construindo ao longo do tempo, tradição essa que os tornou em verdades indiscutíveis. Se algumas dessas representações se evidenciam como inocentes para o ser humano, outras revestem-se de tal gravidade que necessitam ser constantemente questionadas e divulgadas, de forma a poderem ser desmitificadas. Fique a conhecer alguns:

Mitos da sexualidade masculina
- Um homem de verdade não se preocupa com coisas como sentimentos e comunicação;
- Tem sempre interesse por sexo e está sempre pronto para ter relações sexuais;
- Um homem a sério tem sempre um bom desempenho na relação sexual;
- Homens de verdade não têm problemas sexuais;
- Maior é melhor, o tamanho é decisivo;
- Se um homem souber que poderá não ter uma erecção, é injusto para ele iniciar a actividade sexual com o/a seu/sua parceiro/a.

Mitos da sexualidade feminina
- Mulheres normais têm sempre um orgasmo quando têm relações sexuais;
- Todas as mulheres conseguem ter orgasmos múltiplos;
- Se uma mulher não consegue ter um orgasmo de forma rápida e fácil, então algo está errado com ela;
- Uma mulher é frígida quando não quer ter relações sexuais e "fácil” quando quer;
- A contracepção é da responsabilidade da mulher e ela apenas está a inventar desculpas quando questões relacionadas com a contracepção a inibem sexualmente.

Mitos sobre a sexualidade feminina e masculina
- Nós somos pessoas liberais que estão muito confortáveis com o sexo;
- Todo o toque é sexual e deve levar a relações sexuais;
- Sexo corresponde à penetração;
- Bom sexo requer o orgasmo;
- Pessoas que se amam devem saber automaticamente o que o seu parceiro deseja. O sexo deve ser espontâneo, sem planeamento e sem falar. Não é romântico perguntar ao seu parceiro o que gosta;
- Demasiada masturbação é prejudicial;
- Quando uma pessoa tem um parceiro sexual não se masturba;
- Fantasiar sobre outras coisas significa que a pessoa não está feliz com o que tem.

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Trate de si
A pele é um dos órgãos que mais alterações sofre durante a gravidez.
Barriga de grávida

Durante a gravidez a pigmentação da pele também muda. O corpo torna-se mais quente e, portanto, as grávidas tendem a transpirar mais, o que pode ser controlado com desodorizantes e antitranspirantes, banhos mornos (devem evitar-se temperaturas elevadas, banhos turcos e saunas durante a gestação) e uso de roupas de algodão. As unhas e os cabelos, geralmente, crescem mais rapidamente do que o normal.

As grávidas podem apresentar manchas escuras na pele do rosto durante a gestação. Isto acontece por causa de um melasma, uma máscara gravídica que surge em função da alteração da hormona reguladora da pigmentação. A incidência é maior nas mulheres que se expõem ao sol. Para prevenção, tenha sempre à mão um protector solar de factor 15, no mínimo, e que bloqueie as radiações UVA e UVB, mesmo não estando sob o sol ou em dias nublados. Além disso, é frequente o surgimento de uma linha escura vertical no meio do abdómen, chamada linea nigra.

Como evitar estrias

As estrias, na maioria dos casos, estão profundamente ligadas a uma questão de hereditariedade, aumento de peso e acção das hormonas. Quando aparecem devido ao aumento de peso, o que ocorre é que a pele é esticada. Desse modo, a estria é o dilaceramento da fibra elástica e do colagénio que sustentam a derme, ou seja, a pele é esticada além do seu limite de elasticidade e acaba por se romper, surgindo "linhas" nesse lugar.

As áreas mais comuns para o aparecimento das estrias são o abdómen, as mamas, as nádegas e as coxas. Inicialmente, surgem linhas rosadas que depois adquirem uma cor mais do tom da pele ou ligeiramente branca. Porém, não aparecem de um dia para o outro e muitas vezes podem ser prevenidas com uma boa alimentação, acompanhamento pré-natal adequado e uso diário de hidratantes e emolientes de boa qualidade.

Prefira cremes e emolientes simples, cuja fórmula de composição se baseie na água, ou no óleo com alto nível de lípidos, assim como ingredientes de efeito humidificante, que têm a capacidade de absorver e reter a humidade na epiderme.

Como evitar o aparecimento ou agravamento da celulite

Durante a gestação, ocorre uma significativa alteração hormonal no organismo, incluindo o aumento de estrogénio, que provoca retenção de líquidos e problemas de microcirculação local.

Para combater ou evitar a celulite, o mais indicado é a prática de exercícios físicos leves, como natação, caminhadas ou mesmo ginástica localizada suave. Outra medida eficiente pode ser a massoterapia com cremes. É importante referir que a maioria dos cremes para combater a celulite tem cafeína na sua composição pelo que deverão ser evitados.

Como evitar o aparecimento ou agravamento das varizes

As varizes podem surgir durante a gravidez, por causa da compressão, efectuada pelo bebé, dos vasos abdominais (veia cava), dificultando o retorno venoso e, consequentemente, a circulação do sangue nas pernas da mãe, o que provoca uma dilatação das veias nessa região.

Podem surgir as varizes propriamente ditas, que aparecem sob a forma de cordões mais espessos, ou os chamados derrames, que são as telangiectasias, causadas pela dilatação de pequenos vasos e que se revelam linhas finas e avermelhadas.

O modo mais eficiente de evitar o surgimento de derrames ou das varizes é usar as meias de descanso nos primeiros cinco meses e de média compressão até ao final da gravidez, tentar evitar estar de pé por longos períodos de tempo, não se sentar com as pernas cruzadas, não aumentar muito de peso, tentar dormir com as pernas mais elevadas do que o resto do corpo. Por último, exercícios como a caminhada e a natação são muito benéficos e indicados para activar a circulação dos membros inferiores e podem ser feitos durante pelo menos 15 minutos duas vezes por dia.

Cabelo

A acção das hormonas durante a gravidez tem um efeito imprevisível sobre os cabelos. Podem ocorrer modificações na textura, com os cabelos crespos tornarem-se lisos, ou vice-versa. Na maioria dos casos, o cabelo da grávida torna-se mais abundante. Após o nascimento do bebé, é comum acontecer uma queda excessiva e com reposição mais lenta. Este é um processo normal e reversível.

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Como evitar?
Apesar do risco de cair em casa ser grande, muitos acidentes devido a queda podem ser prevenidos.

Boas práticas baseadas na evidência mostram que é possível reduzir as lesões nos idosos em 38 % através de métodos com custos eficazes. A redução de lesões pode melhorar a qualidade de vida e reduzir os gastos dos serviços de saúde devido a lesões nesta faixa etária.

O primeiro passo é compreender as suas causas. Nas pessoas idosas a diminuição da massa muscular, a osteoporose, a diminuição da visão e da audição, assim como a falta de condições de segurança da casa e do jardim aumentam a probabilidade de cair.

As quedas podem ser prevenidas fazendo pequenos ajustamentos na casa e no estilo de vida, mas, promover a segurança, é também, garantir que as pessoas idosas se alimentam convenientemente e se mantêm fisicamente activas.

Quando falamos de segurança, é importante conhecer e utilizar os dispositivos de segurança que facilitem a vida diária quando a autonomia e o bem-estar estão em causa.

Manter a segurança é uma questão de tomar medidas de protecção, de algum bom senso, de muita prudência e precaução que, com convicção, se vão fazer sentir na redução dos acidentes domésticos e de lazer com pessoas idosas.

Alguns factores de risco de quedas:

  • Viver sozinho.
  • Tomar medicamentos, em especial medicamentos psicotrópicos.
  • Doenças crónicas tais como artroses, depressão, doença pulmonar crónica.
  • Mobilidade reduzida e balanço.
  • Dificuldades cognitivas e demência.
  • Redução da acuidade visual.
  • Calçado e vestuário inadequado.
  • Uso de bengalas ou andarilhos.
  • Subir para escadotes, cadeiras, bancos, árvores, autocarros.
  • Pisos escorregadios ou irregulares, pavimentos degradados.

Prevenir as quedas em toda a casa é uma questão de bom senso:

  • Mantenha uma boa iluminação em toda a casa e uma luz acesa na entrada principal.
  • As lâmpadas devem ser de fácil manutenção e substituição.
  • Nunca deixe fios eléctricos e de telefone desprotegidos. Prenda-os à parede.
  • Evite tapetes soltos no chão, principalmente nas escadas. Se usar, fixe-os ao chão.
  • Pinte de cores diferentes ou faça marcas visíveis no primeiro e no último degrau das escadas. Elas devem ter degraus com piso antiderrapante. Converse com o seu médico sobre a necessidade de colocar barras de apoio (corrimão).
  • Use sapatos com saltos largos e calcanhares reforçados, para evitar que o pé se movimente. Não use chinelos. Prefira os sapatos fechados.
  • Cuidado para não errar a dosagem dos remédios.
  • Não use camisolas e roupões compridos, para evitar tropeçar, principalmente se tiver que se levantar no meio da noite.
  • Ao dormir, deixe a luz do corredor acesa para auxiliar a visão, caso acorde no meio da noite.
  • Se cair e tiver dores, procure assistência médica. Deixe o telefone num local de fácil acesso, se necessitar de pedir ajuda.
  • No quintal, evite a acumulação de folhas e flores húmidas no chão.

Os profissionais de saúde podem ajudar as pessoas idosas a prevenir as quedas:

  • Identificando factores reversíveis e sugerir intervenções baseadas na evidencia.
  • Investigando o risco de osteoporose, tratando e encorajando os doentes a usarem protectores de anca.

Os prestadores de serviços a pessoas idosas podem ajudar a prevenir as quedas:

Prevenir as quedas no quarto é uma questão de prudência:

  • Procure utilizar uma cama larga, com altura suficiente para que, sentado, consiga apoiar os pés no chão, evitando tonturas. Ao deitar-se, utilize sempre um travesseiro para apoiar a cabeça.
  • Use uma mesa-de-cabeceira, de preferência, com bordas arredondadas e procure fixá-la ao chão ou à parede, para evitar que se desloque caso necessite apoiar-se nela.
  • Mantenha uma cadeira ou poltrona no quarto, para que possa sentar-se para calçar meias e sapatos.
  • Os interruptores devem estar ao alcance da mão quando estiver deitado na cama, para evitar levantar-se no escuro.
  • Evite prateleiras muito altas ou muito baixas, para diminuir o esforço físico ao procurar algum objecto e evitar quedas.

Prevenir as quedas na casa de banho é uma questão de sensatez:

  • O piso da casa de banho deve ser antiderrapante.
  • Evite prateleiras de vidro e superfícies cortantes, e é absolutamente proibido usar esquentador a gás dentro da casa de banho.
  • Se necessitar utilize barras de apoio no polibã ou na banheira, nas paredes próximas da sanita.
  • O espaço útil da casa-de-banho deve ser suficiente para duas pessoas. Nunca feche a porta da casa-de-banho à chave, para o caso de precisar de ajuda.
  • Certifique-se de que os interruptores e as tomadas eléctricas estão em áreas secas da casa de banho.

Prevenir as quedas na cozinha é uma questão de precaução:

  • Os armários não devem ficar em locais muito altos. Guarde os objectos que são pouco utilizados nos armários superiores e os de uso frequente, em locais de fácil acesso.
  • Instale a botija de gás, sempre, fora da cozinha.
  • Evite colocar peso nas portas do frigorífico e utilize as prateleiras que não exijam que baixe ou levante muito os seus braços.
  • Os fornos eléctricos e os microondas devem ser instalados em local de fácil acesso.
  • Lembre-se de desligar fornos, microondas e ferros de passar roupa, após o uso.

Prevenir as quedas na sala é uma questão de conforto:

  • Procure utilizar cores claras nas paredes e aumentar a iluminação, tornando-a três vezes mais forte que o normal, para compensar dificuldades visuais. Uma boa regra é completar a iluminação com candeeiros de fácil manutenção.
  • Opte por sofás e poltronas confortáveis, com assentos que não sejam demasiado macios, e que facilitem os actos de sentar e levantar.
  • Evite esquinas de vidro, metal ou materiais cortantes em mesas de apoio.
  • Não use tapete em baixo da mesa da sala jantar e deixe um espaço à volta da mesa para a movimentação das pessoas.
  • Prefira pisos antiderrapantes.
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