Veias dilatadas
Mais conhecida como varizes, a doença venosa crónica afecta mais de 1/3 dos portugueses e é uma das

A Doença Venosa Crónica (DVC) atinge 3 milhões de portugueses, dos quais 2 milhões são mulheres e apenas metade recebe algum tipo de tratamento. Trata-se de uma prevalência bastante elevada e que merece uma reflexão mais cuidada, tendo em conta que é possível prevenir e travar o avanço das varizes, caso estas sejam diagnosticadas atempadamente.

O aparecimento de varizes é motivado por dificuldades de drenagem sanguínea relacionadas com o estado das veias e com a insuficiência das válvulas existentes no interior das mesmas, afectando sobretudo os membros inferiores. As mulheres são mais afectadas do que os homens, devido a acção das hormonas sexuais femininas, ao uso de anticonceptivos orais (pílula), à existência de menor massa muscular e à gravidez.

O que é a doença venosa crónica
As varizes são veias dilatadas com volume aumentado, tornando-se tortuosas e alongadas com o decorrer do tempo. No seu percurso pelo corpo, o sangue é transportado para as extremidades através das artérias. Dentro das veias existem pequenas válvulas que impedem o retorno venoso para as extremidades. Quando essas válvulas não se fecham adequadamente, o refluxo é inevitável. É, então, que a quantidade de sangue dentro das veias começa a aumentar, obrigando-as a uma dilatação.

As veias dos membros inferiores têm como função conduzir o sangue de volta ao coração. Dentro delas existem pequenas válvulas que impedem o retorno venoso para os pés, devido à acção da gravidade. Quando estas válvulas se tornam insuficientes, não fecham adequadamente e o sangue não progride. Localmente, a quantidade de sangue aumenta, fica estagnado e faz com que as veias se dilatem e deformem tornando-se visíveis e com aspecto sinuoso.

Os vários tipos de varizes
Existem dois tipos de varizes, as essenciais e as secundárias. O caso das varizes essenciais, responsáveis pela maior parte dos casos clínicos, trata-se de um problema de origem hereditária. Todavia, a predisposição genética de antecedentes familiares não significa que irá, forçosamente, ter varizes.

Por sua vez, as varizes secundárias são provocadas por tromboflebites e, mais raramente, podem surgir por fístulas arteriovenosas na consequência de hábitos prejudiciais ou, por exemplo, depois de acidentes que obrigam a pessoa a ficar muito tempo acamada sem tomar as devidas precauções profilácticas.

Dito de outra forma…
- Telangiectasias - vulgarmente chamados "derrames”. São pequenas veias que aparecem por baixo da pele e se apresentam como pequenas linhas avermelhadas e sinuosas semelhantes a ramificações de uma árvore. Aparecem sem aviso e com maior frequência nas zonas das coxas, pernas e tornozelos.
- Veias varicosas - vulgarmente chamadas varizes, são veias dilatadas, tortuosas e alongadas, de maior ou menor calibre e profundidade. Têm cor azulada/arroxeada e resultam da falência valvular e perda da tonicidade e elasticidade da sua parede.

Causas mais frequentes
Na origem da doença venosa há sempre um ou mais factores determinantes, que podem ser de origem genética ou secundária a um factor circunstancial. O factor genético é responsável pela doença venosa primária, de início insidioso e com evolução mais ou menos lenta. Ocasiona uma diminuição da resistência das paredes das veias tornando-as mais frágeis e menos resistentes.

Os factores circunstanciais são vários, entre os quais se destacam, a trombose venosa profunda, os traumatismos, as terapêuticas hormonais femininas, a gravidez e um número considerável de factores causais como a obesidade, o ortostatismo prolongado, a toma excessiva de calor, etc.

Assim, a doença venosa deve ser tratada desde os primeiros estádios da sua evolução, e deve ser prevenida eliminando ou evitando, quando possível, os factores de risco. Mas há outros factores que desempenham, também, um papel importante no seu aparecimento ou agravamento, tais como: o tabaco, a ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, o excesso de peso, a permanência prolongada na posição de pé ou sentada e actividades em que é necessário realizar grandes esforços, tal como sucede em muitas profissões.

Principais sintomas
A sintomatologia da doença venosa traduz-se por sensação de peso, dor, e frequente edema da perna e pé, geralmente de predomínio vespertino ao fim do dia. Nos estádios iniciais da doença ou seja, nos períodos pré-varicosos, as veias dilatadas, as varizes, não são evidentes, mas à medida que a doença progride o seu aparecimento é notório. As queixas mais frequentes são a sensação de cansaço, peso e dor nas pernas, prurido, edema (inchaço) dos pés e tornozelos, dormência e cãibras em, particular, durante a noite.

Estas queixas agravam-se após períodos prolongados na posição de pé e melhoram durante a noite. Vão-se agravando com o tempo e com a idade, a menos que se tomem medidas de prevenção ou um tratamento adequado. Se não tratadas podem dar origem a úlceras de difícil tratamento.

Em casos graves podem contribuir para a incapacidade para o trabalho ou desenvolver tarefas domésticas.

Factores de Risco
O principal factor de risco é a idade. As varizes vão agravando ao ritmo do envelhecimento, o que não significa que uma pessoa jovem não as possa ter também. O sexo feminino é o mais afectado por este problema e a proporção é de sete mulheres para apenas um homem. As mulheres em fases de alterações hormonais pronunciadas devem ser mais vigiadas, como é o caso das grávidas e das que se encontram na menopausa. Desde a puberdade, à menopausa, as mulheres passam por várias etapas marcadas por autênticas revoluções hormonais. É precisamente nessas fases que ficam mais susceptíveis ao desenvolvimento de varizes.

A terapêutica anticoncepcional hormonal é mais um factor relevante. Não só a pílula, como todos os outros métodos hormonais (adesivo transdérmico, anel vaginal, implante) estão contra indicados em mulheres cuja tendência hereditária é por si só bastante pesada ou que tenham sofrido vários episódios de trombose venosa profunda.

A gravidez é o período de maior risco. Se não aparecerem na primeira gestação, as varizes poderão aparecer na segunda, sempre com tendência para agravar nas gravidezes seguintes. A hereditariedade, a idade, a obesidade e o clima hormonal são alguns dos factores de risco que fazem das mulheres o alvo preferido das varizes.

A exposição ao calor nas suas diversas formas é também um factor de risco apontado pelos especialistas. Especialmente nas mulheres que fazem depilação com cera quente, ou que gostam de apanhar banhos de sol durante longas horas.

Quanto ao consumo de álcool ou de tabaco, parece não haver uma influência no desenvolvimento da doença venosa. A não ser, em estádios mais avançados da doença, em que já se verificam grandes alterações cutâneas na perna e em que há falta de oxigenação. Se for fumador, o doente compromete ainda mais esta falta de oxigenação. O sangue que chega à perna tem menos oxigénio do que o de um não fumador.

Tratamento
Actualmente os tratamentos curativos são cada vez menos agressivos, os tratamentos paliativos mais eficazes, e os tratamentos preventivos mais frequentes. Isto deve-se a um melhor conhecimento da doença bem como ao seu diagnóstico precoce feito através de métodos como o triplex-scan e o ecodoppler a cores.

Em qualquer estádio da doença, a terapêutica medicamentosa com ventrópicos deve ser instaurada. Devem seleccionar-se os que, para além de outras acções terapêuticas, actuam sobre a micro circulação, eliminando assim a sintomatologia, e evitando as situações de dermatite, eczema venoso e a úlcera de perna.

Nas varizes mais volumosas ou nas dependentes dos sistemas das safenas interna ou externa, a cirurgia é a única solução. A escleroterapia "secagem” e o laser transcutâneo, estão indicados no tratamento das telangiectasias e varizes reticulares (varizes de pequeno calibre).

Quando a indicação é correcta e a execução efectuada com rigor, tem excelentes resultados, não só no que respeita aos sintomas mas também no que se refere à estética.

Nos estadios iniciais a cirurgia pode ser efectuada em regime ambulatório, sob anestesia local ou locoregional, por procedimento endovascular com laser através de fibra óptica ou por ressecção das varizes com mini incisões cutâneas. A preocupação dominante do cirurgião vascular nesta doença é não só a cura da lesão mas também o resultado estético.

Nas situações mais avançadas e mais graves, a cirurgia é mais complicada, requerendo anestesia geral ou raquidiana, do que decorre a necessidade de internamento hospitalar, geralmente não por tempo superior a 24 horas.

Consequências do não tratamento
As úlceras varicosas, provocadas por varizes não tratadas causam um aumento de pressão exercida pelo sangue sobre a pele. Esta, ao estalar, provoca uma chaga que é difícil de tratar, porque só é possível curar a ferida na pele atacando a causa, que é o mau funcionamento do sistema venoso.

O caso de maior gravidade decorre das flebotromboses: Quando um trombo de sangue que está preso numa veia se solta pode subir até aos pulmões e poder resultar numa embolia pulmonar e na morte.

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Os resultados do trabalho dos Investigadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, foram apresentados pelo professor Steven Finkbeiner, do Instituto Gladstone de Doenças Neurológicas daquela universidade norte-americana, em Pamplona, durante a sua visita ao Centro de Investigação Médica Aplicada (CIMA), da Universidade de Navarra.

"O nosso projecto consiste em utilizar células da pele de doentes, transformá-las em neurónios e estudá-las em laboratório, para compreender as causas das formas mais comuns de Alzheimer e Parkinson", explicou o investigador.

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Cientistas do Instituto Pasteur, em França e no Camboja, descobriram um marcador molecular que permite detectar parasitas do paludismo resistentes à artemisinina, principal componente dos medicamentos usados contra a doença, divulgou hoje a revista Nature.

Os resultados da descoberta indicam que é possível controlar melhor a propagação das formas resistentes e adaptar os tratamentos para o paludismo, doença que se transmite através da picada de um mosquito e para a qual não existe vacina.

Durante a investigação, os cientistas converteram, em laboratório, um parasita resistente à artemisinina e compararam o seu genoma com uma variante gémea não resistente.

Estudo internacional revela:
Um estudo internacional, em que participam investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra, concluiu...

Desenvolvida com “ratos sujeitos a processo de envelhecimento até 30 meses”, a investigação, em que participam investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra, incidiu nas mitocôndrias – “organelos que vivem dentro das nossas células fabricando energia no organismo essencial para a realização de funções vitais” -, que “têm sido identificadas como actores principais no envelhecimento”, refere a Universidade de Coimbra (UC). O estudo concluiu que há “processos envolvidos no envelhecimento” que “são reversíveis”.

A investigação, liderada pelo biólogo David Sinclair, da Harvard Medical School, de Boston (EUA), foi publicada na Cell, “uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo”.

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A grávida nunca deve "comer por dois", como gosta de indicar o senso comum. Esta ideia não poderia estar mais errada, podendo gerar mais danos do que benefícios para a mãe e para o bebé. Estudos revelam que a grávida precisa de um acréscimo de apenas 300 calorias por dia para garantir o bem-estar e um aumento de cerca de 12 quilos ao longo da gravidez. A grávida deverá dar especial atenção à qualidade dos alimentos que irá ingerir durante a gestação.

Uma alimentação equilibrada contém alimentos em quantidade e qualidade adequadas à manutenção das actividades corporais, deve fornecer energia, manter a estrutura e as funções corporais, regular os processos orgânicos e a síntese de células e tecidos.

No caso da grávida, deve atender às necessidades do feto sem sobrecarregar a mãe. Para isso, a alimentação deve fornecer proteínas, lípidos, hidratos de carbono, vitaminas e minerais de acordo com as necessidades de cada mulher.

Alimentos Construtores

São os que estão envolvidos na formação e crescimento dos tecidos, como as proteínas e os aminoácidos encontrados em carnes (aves, peixes e carnes vermelhas), ovos, leguminosas, como o feijão, ervilha, grão-de-bico e lentilha e leites e derivados, como iogurte, queijos e leite.

Alimentos Reguladores

São os que fornecem substâncias como as vitaminas e sais e são responsáveis pela regulação de diversas funções do organismo. Estes elementos são encontrados principalmente em alimentos como frutas, verduras e legumes.

Alimentos Energéticos

Fornecem energia para a realização de todas as actividades do corpo. Contêm hidratos de carbono e podem ser encontrados nos cereais (dar preferência aos integrais), pão, massa e arroz.

Vitaminas e minerais

Deverá haver um aporte diário de ácido fólico de 400 microgramas a partir do momento da contracepção até a 12 ª semana de gravidez. Devem incluir-se na dieta alimentos que contenham ácido fólico - a forma natural de ácido fólico - como verduras e arroz integral, pães e cereais matinais. O ácido fólico reduz o risco de defeitos do tubo neural, como espinha bífida. As mulheres grávidas podem desenvolver um défice em ferro, daí que a sua alimentação deva ser rica em alimentos com ferro. Como o chá e o café podem dificultar a absorção de ferro estas bebidas não deverão ser ingeridas durante as refeições. Relativamente à vitamina A é importante referir que não deverá ser ingerida em suplementos nem em grande quantidades, mesmo a sua forma tópica deve ser evitada.

Alimentos que a dieta da grávida deve incluir

Frutas e produtos hortícolas, pelo menos cinco porções diárias de uma variedade por dia; Alimentos ricos em amido, como pão, macarrão, arroz e batatas - tentar escolher; as opções integrais; Alimentos ricos em proteínas como carnes magras e frango, peixe (o objectivo é, pelo menos, duas porções de peixe por semana, incluindo óleo de peixe), ovos e leguminosas (como feijão e lentilha). Esses alimentos também são boas fontes de ferro. Fibras, como pão integral, macarrão, arroz, legumes e frutas e produtos hortícolas; Alimentos lácteos, como leite, queijo e iogurte, que contêm cálcio.

Também é oportuno reduzir os alimentos, como bolos e biscoitos, pois são ricos em gordura e açúcar.

O Peso Ideal

Uma mulher com constituição física e saúde equilibradas, deve ganhar entre nove a catorze quilos durante a gestação, ou seja, cerca de 1,5 a 2 quilos por mês, a partir da 14.ª semana. Antes desse tempo, o bebé não ganha peso e, portanto, a mãe não tem motivo para modificar o seu corpo inicial, especialmente se estiver a ter uma alimentação equilibrada e saudável.

Por outro lado, o não aumento de peso, ou ainda a sua perda, a partir do segundo trimestre constitui um mau sinal, especialmente quando o aumento de peso total é inferior a 4,5 quilos. Isso pode acarretar um atraso do crescimento do feto.

Existem algumas tabelas que indicam qual deverá ser o ganho ponderal tendo em conta o Índice de Massa Corporal inicial (IMC).

Variações de peso durante a gravidez

Peso antes da gravidez Aumento de peso recomendado

Baixo peso (IMC <18.5) 13 a 18 kg
Peso Normal (IMC de 18.5 a24.9) 11 a 16 Kg
Peso elevado (IMC de 25 a 29.9) 7 a 11 kg
Obesidade (IMC> 30) 5 a 9 kg

(Fonte: Institute of Medicine. Weight Gain During Pregnancy)

Algumas vezes, o aumento de peso é causado pela retenção de líquido decorrente do mau fluxo sanguíneo nos membros inferiores, principalmente quando a mulher permanece de pé por longos períodos. Nesse caso, a grávida pode minimizar o problema fazendo pequenas pausas durante o dia. A melhor posição para isso é deitando-se de lado, preferencialmente sobre o lado esquerdo, durante 30 a 45 minutos, duas a três vezes por dia. A razão pela qual é aconselhável deitar-se sobre o lado esquerdo assenta no facto da veia cava, que traz todo o sangue dos membros inferiores em direcção ao coração, ficar à direita da coluna vertebral. Portanto, ao deitar-se do lado esquerdo, a mulher desobstrui a passagem do sangue por essa veia e permite uma melhor circulação.

Acréscimo diário de calorias

Durante a gravidez, a maioria das mulheres deve acrescentar cerca de 300 calorias à sua dieta diária. Embora as proteínas devam representar a maior parte dessas calorias, a dieta deve ser bem equilibrada, incluindo frutas frescas, cereais e vegetais. Os cereais ricos em fibras e sem açúcar são excelentes.

Deve dar-se preferência ao sal que tenha menos sódio (verificar especificação nos rótulos); pode ser consumido com moderação, mas os alimentos excessivamente salgados ou os que contêm conservantes devem ser evitados.

As dietas restritivas durante a gravidez não são recomendadas, mesmo às mulheres obesas, pois a qualidade da dieta alimentar é essencial para o desenvolvimento adequado do bebé. O importante é não reduzir os nutrientes essenciais ao desenvolvimento do feto.

Alguns estudos epidemiológicos demonstraram uma clara associação entre o peso pré-gestacional e o resultado da gravidez. Como indicador do estado nutricional analisa-se o IMC. Mulheres com IMC baixos estão normalmente associadas a atraso de crescimento intra-uterino e parto prematuro. Se o IMC estiver acima do normal podem ocorrer resultados adversos na saúde reprodutiva. Por exemplo infertilidade diabetes gestacional, hipertensão na gravidez, pré-eclâmpsia e defeitos no nascimento.

Aumento médio de peso no final da gravidez

Bebé 3-4 kg
Placenta 0,7 kg
Liquido amniótico 1 kg
Gordura da Mãe 2,5 kg
Sangue 1,5 kg
Retenção de água 2,5 kg
Mamas 0,5 kg
Útero 1 kg
Total 12,7 – 13,7 kg

Orientações Gerais para o Menu Diário

- Fazer, no mínimo, cinco refeições por dia;
- Beber muitos líquidos, pelo menos 1,5 litros por dia;
- Limitar alimentos salgados e/ou gordurosos, bem como refrigerantes, pastilhas e doces industrializados;
- Bebidas alcoólicas são proibidas;
- Beber, pelo menos, três copos de leite por dia, ou consumir derivados como iogurte, queijos para cobrir a necessidade de cálcio, importante na formação óssea do feto;
- Consumir alimentos ricos em ferro, como feijão, carne, espinafre, beterraba e agrião. Consumir, na mesma refeição, alimentos ricos em vitamina C, para melhorar a absorção do ferro, como a laranja, limão, caju, maracujá, pimentão, tomate, tangerina e morango.
- Limitar o consumo de doces;
- Dar preferência aos alimentos ricos em fibras, como legumes, verduras e frutas cruas, bem como cereais integrais, para prevenir a obstipação;
- Evitar alimentos que potenciam a prisão de ventre, isto é, que dificultem o trânsito intestinal, como banana, maçã, pães com farinha refinada, batata, alimentos refinados (arroz branco, açúcar branco) e chá preto;
- É importante evitar também alimentos que induzem gases, como a couve-flor, o repolho, o pepino, a batata-doce, o pimentão, as ervilhas, os brócolos e o nabo.

Cuidados alimentares

A mulher grávida pode comer uma grande variedade de tipos de peixe. Comer peixe é bom para sua saúde e para o desenvolvimento do feto. No entanto alguns tipos de peixes deverão ser evitados ou deverá limitar-se a sua quantidade. Estes alimentos são uma grande fonte de proteína, ferro e ácidos gordos omega-3 que ajudam a promover o desenvolvimento do cérebro do bebé. No entanto, alguns peixes e mariscos contêm níveis potencialmente perigosos de mercúrio. Níveis elevados de mercúrio podem danificar o desenvolvimento do sistema nervoso do bebé. A Food and Drug Administration(FDA) dos Estados Unidos da América e a Agência de Protecção Ambiental (EPA) Americana encorajam as mulheres grávidas a evitar os seguintes tipos de peixe: espadarte, cavala e tubarão.

Segundo publicações da FDA e EPA as mulheres grávidas podem comer com segurança até 340 gramas por semana ou duas porções de tamanho médio de camarão, salmão e bacalhau. O atum não deverá exceder os 170 gramas por semana. Os peixes crus, as ostras e amêijoas deverão ser evitados. A temperatura a que o peixe deve ser cozinhado é de 63º C.

Durante a gravidez as mudanças no metabolismo e na circulação podem aumentar o risco de intoxicação alimentar bacteriana. Devem cozinhar-se totalmente todas as carnes e aves antes de comer. Os ovos devem ser cozinhados. Ovos crus podem estar contaminados com bactérias nocivas, como a salmonela. Evite os alimentos feitos com ovos crus ou parcialmente cozidos, como gemada e maionese. Os produtos lácteos devem ser pasteurizados. A menos que o queijo Camembert, Feta, Brie, queijo azul ou o queijo fresco estejam claramente identificados como pasteurizados, não devem ser ingeridos. Deve dar-se especial atenção à lavagem de frutas e vegetais crus e cortar as partes danificadas.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Em 2012
O programa de troca de seringas registou uma diminuição de 19% no número de seringas recolhidas, e de 10% nas distribuídas, em...

Segundo o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) o programa de troca de seringas registou uma diminuição de 19% no número de seringas recolhidas, e de 10% nas distribuídas, em 2012, face ao ano anterior.

Em 2012, foram recolhidas 1.341.710 seringas, menos 309.241 do que em 2011, e foram distribuídas 1.086.400 seringas, menos 123.600 do que no ano anterior.

Os dados constam do relatório anual do SICAD, "A Situação do País em Matérias de Drogas e Toxicodependência 2012", que revelam que, entre Janeiro e Outubro de 2012, os custos imputados ao programa de troca de seringas foram de 677.321 euros.

Em Novembro de 2012, terminou o contrato com a Associação Nacional de Farmácias para a troca de seringas e, em alternativa, o programa passou a ser assegurado pelos centros de saúde e centros de respostas integradas das administrações regionais de saúde.

Este programa visa prevenir a transmissão do VIH a utilizadores de drogas injectáveis, através da distribuição do material esterilizado e da recolha e destruição do material utilizado pelos toxicodependentes.

Com efeito, o relatório aponta para a redução de consumos endovenosos e das práticas de partilha de material deste tipo de consumo, e a diminuição de novos casos de infecção pelo VIH/Sida, entre as populações toxicodependentes.

Mesmo ao nível da mortalidade, que sofreu um aumento em 2012, verificou-se que as mortes relacionadas com o VIH/Sida seguem uma tendência decrescente desde 2002, a um ritmo mais acentuado nos casos associados à toxicodependência.

Nos casos diagnosticados mais recentemente, no entanto, a mortalidade observada continua a ser superior nas categorias de transmissão associadas à toxicodependência, o que poderá estar relacionado com a maior proporção de infecções antigas nos casos de infecção VIH associados à toxicodependência.

O relatório sublinha também a diminuição do consumo endovenoso e da partilha de material de consumo, com as proporções de utentes com consumos endovenosos recentes (últimos 12 meses) a diminuírem para cerca de metade quando comparadas com as de utentes com consumos ao longo da vida.

Contudo, entre os novos utentes persistem proporções relevantes de práticas de partilha de material de consumo não endovenoso e um aumento, nos últimos três anos, das proporções de partilha de material de consumo endovenoso.

Bactérias gástricas
Um estudo desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Viseu revela que cerca de 36% dos adolescentes portugueses estão...

Carlos Pereira, coordenador do projecto de investigação HELICOVISEU, informou que o estudo levado a cabo ao longo de um ano conclui que um terço dos adolescentes portugueses deu positivo para a infecção por Helicobacter Pylori (HP).

O estudo - desenvolvido por uma equipa de 10 investigadores da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu, coordenados por Carlos Pereira e Manuela Ferreira - teve por objectivo quantificar a prevalência da infecção por HP em adolescentes.

Ao todo, foram realizados testes em 447 adolescentes dos concelhos de Viseu e Sátão, com idades entre os 12 e os 18 anos.

“Como era expectável, a infecção por HP é associada à idade, ou seja, quanto mais perto o adolescente estiver dos 18 anos, mais probabilidades existem de estar infectado”, revelou. De acordo com o investigador, também os adolescentes das zonas rurais têm mais 50% de probabilidades de ter este tipo de infecção.

“O mesmo se aplica aos adolescentes que consomem regularmente bebidas alcoólicas, ou seja, há mais 34 por cento de probabilidades de estarem infectados”, acrescentou.

Carlos Pereira não se mostrou surpreendido com os resultados do projecto, já que diversos estudos sobre a matéria informam que mais de metade da população mundial está infectada por Helicobacter Pylori.

“A prevalência desta bactéria é superior nos países subdesenvolvidos, sendo a principal causa da gastrite e úlcera duodenal. É também uma das principais causas para o cancro de estômago”, acrescentou.

O investigador revelou ainda que a Helicobacter Pylori “é uma bactéria relativamente jovem, que foi descoberta há cerca de 30 anos por Marshall & Warren”, “não existindo consenso sobre a sua forma de transmissão”.

Apesar de mais de metade da população mundial estar infectada por HP, "entre 80 a 90% dos infectados nunca chega a ter sintomas associados à bactéria".

O projecto de investigação HELICOVISEU conta com o financiamento do Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Saúde de Viseu, CI&DETS (Centro de Investigação do IPV) e Fundação para a Ciência e a Tecnologia, e o apoio do Agrupamento de Escolas do Sátão e do IPATIMUP - Universidade do Porto.

Investigação
Um projecto para atenuar os problemas associados a intoxicações por consumo de cogumelos silvestres está a ser desenvolvido, em...

Visando criar “um sistema seguro e dinâmico para diminuir os problemas associados a intoxicações por consumo de cogumelos silvestres”, o projecto está a ser desenvolvido pela Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro (BLC3), sediada em Oliveira do Hospital, e pela microempresa iFungHealth, instalada na incubadora da BLC3, em parceria com outras entidades.

Envolvendo um investimento global da ordem dos 452 mil euros, esta investigação na área da toxicologia de fungos disporá de comparticipação de fundos europeus no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), anunciou a BLC3.

Relatório SICAD
Foi apresentado o relatório anual 2012 sobre situação do país em matéria de drogas e toxicodependências.

O consumo de droga entre a população portuguesa tem vindo a diminuir, mas começam a surgir algumas "tendências preocupantes" ao nível das prevalências e padrões de consumo entre as mulheres e os jovens em geral, segundo o relatório ‘A Situação do País em Matérias de Drogas e Toxicodependência 2012’ do SICAD que revela que entre 2007 e 2012 diminuiu a prevalência de consumo de drogas, mas que simultaneamente aumentaram alguns consumos no grupo feminino, contrariamente ao padrão geral de evolução, o que coloca "novos desafios para o futuro".

No entanto, as prevalências de consumo ao longo da vida e de consumo recente continuam a ser mais elevadas nos homens e Portugal continua a apresentar prevalências de consumo abaixo dos valores médios europeus.

Mortalidade por consumo de droga aumentou

O mesmo relatório revela que a mortalidade devido ao consumo de drogas aumentou em 2012 face ao ano anterior, tendo-se registado 29 mortes por overdose, mais de metade das quais acusaram a presença de cocaína no organismo.

Os resultados do documento revelam um aumento dos indicadores de mortalidade em relação a 2011, embora com valores ainda abaixo dos registados antes de 2008 ou de 2011. Em 2012, dos 187 óbitos com a presença de pelo menos uma substância ilícita e com informação sobre a causa de morte, cerca de 26% (29 casos) foram considerados overdoses.

Mantenha bons hábitos
Uma boa alimentação é importante em qualquer etapa da vida, os nutrientes promovem o fortalecimento
Alimentação do idoso

 

O processo de envelhecimento natural, mesmo na ausência de doença, implica alterações ao nível:

  • da constituição corporal (do peso, da massa celular corporal, atrofia muscular, alteração da coordenação muscular, aumento da probabilidade de fracturas);
  • da regulação energética e metabolismo dos micronutrientes (sais minerais e vitaminas);
  • da diminuição das defesas do organismo (com o aumento da probabilidade de sofrer de doenças infecciosas);
  • de outras alterações como: paladar e olfacto, do aumento do risco de desidratação, de alterações das funções neurológica e cognitiva.

Pelas razões mencionadas e também devido a outros factores, nomeadamente, factores de índole socioeconómica, as pessoas idosas por vezes alimentam-se erradamente. Quando estão presentes dificuldades económicas, estas têm como consequência a diminuição do poder de compra, logo da possibilidade de aquisição de alimentos nutritivos, em qualidade e quantidade, diminuindo assim a variedade dos alimentos consumidos. A variedade alimentar é garantida com o consumo diário de alimentos dos 7 grupos da Roda dos Alimentos:

  • Cereais e derivados, tubérculos – 28%
  • Hortícolas – 23%
  • Fruta – 20%
  • Lacticínios – 18%
  • Carnes, pescado e ovos – 5%
  • Leguminosas – 4%
  • Gorduras e óleos – 2%

Outro factor que influencia os hábitos alimentares relaciona-se com o sentimento de solidão que pode conduzir a estados depressivos e ao desinteresse pela confecção das refeições.

As doenças associadas e respectiva medicação podem limitar a escolha alimentar e também condicionam por vezes alterações dos orgãos dos sentidos, nomeadamente do paladar e olfacto.

A falta de dentes ou o uso de próteses dentárias mal adaptadas dificulta a mastigação. A diminuição da quantidade de saliva produzida também afecta a deglutição.

Os problemas de coordenação motora dificultam a manipulação dos utensílios necessários à confecção dos alimentos.

As alterações na motilidade do aparelho digestivo também podem condicionar o aparecimento de problemas digestivos e de obstipação (prisão de ventre).

As pessoas idosas constituem um grupo bastante heterogéneo, a sua capacidade de tomada de decisão individual tem um papel crucial quando está em causa a aceitação de mudanças não só ao nível dos hábitos alimentares como em relação ao estilo de vida.

Torna-se necessário o seu envolvimento sendo que a sua participação activa é essencial.

Recomendações
Uma alimentação saudável contribui para uma maior qualidade de vida, ajudando as pessoas idosas a manter a sua independência e aumenta a capacidade para cuidar das tarefas básicas diárias.

Existem critérios, em termos de recomendações alimentares concretas, que são comuns a todos os grupos etários, como tal úteis também para as pessoas idosas:

  • Fazer uma alimentação variada e evitar comer demais;
  • Começar as refeições com entradas (sopa ou pratos com vegetais);
  • Consumir líquidos em abundância, sendo a água a melhor bebida;
  • Moderar o consumo de doces, gorduras saturadas e bebidas alcoólicas;
  • Consumir alimentos ricos em fibras (frutas, legumes, verduras…);
  • Comer regularmente (5 a 7 pequenas refeições), alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos e não saltar refeições;
  • Ir ao dentista regularmente para prevenir problemas de mastigação ou desadaptação das próteses;
  • Controlar o peso de forma a manter um estado nutricional equilibrado;
  • Manter uma vida activa, com níveis moderados de actividade física diariamente;
  • Aumente os seus conhecimentos sobre alimentação pois estes ajudam a manter-se saudável;
  • Não fazer qualquer tipo de dieta sem consultar o seu médico/nutricionista;
  • Desfrute da vida e de uma alimentação equilibrada, viva uma vida plena e saudável.

Recomendações especialmente importantes para as pessoas idosas:

  • Embora necessite de menos calorias do que quando era jovem, necessita sempre dos mesmos nutrientes, em igual quantidade, excepto no caso do cálcio e vitamina D cujas necessidades aumentam com a idade,
  • Inclua na sua alimentação alimentos dos 7 grupos da Roda dos Alimentos, nas seguintes quantidades aproximadas:

1.       Cereais e derivados, tubérculos – 28%;

2.       Hortícolas – 23% (400 gr. /dia);

3.       Fruta – 20% (2 a 3 peças/dia);

4.       Lacticínios – 18% ( 750 ml = 3 chávenas médias por dia);

5.       Carnes, pescado e ovos – 5%:

- Carne: prefira as carnes brancas (frango, peru, coelho, porco);

- Peixe: prefira o peixe à carne que deve consumir pelo menos 3 x por semana;

- Ovos: 2 a 3 por semana;

6.       Leguminosas – 4% (fonte de proteína que pode substituir a carne quando combinadas com arroz, batata, milho…);

7.       Gorduras e óleos – 2% (evite as gorduras saturadas, prefira o azeite);

8.       Água: pelo menos 1,5 l/dia (ou chás de ervas);

  • Tomar sempre o pequeno-almoço, evitar estar longos períodos em jejum;
  • O pequeno-almoço deve constituir uma refeição equilibrada: inclua sempre leite ou equivalente (1 chávena de leite equivale a 2 iogurtes naturais, 2 fatias de queijo, 100 gr. de requeijão), pão ou cereais e fruta;
  • Uma porção de qualquer alimento, em volume, equivale a um baralho de cartas ou ao tamanho da palma da sua mão;
  • Não fazer intervalos entre as refeições superiores a 3 horas;
  • Não se esqueça que a sopa é uma excelente forma de consumir produtos hortícolas (hortaliças e legumes);
  • Reduza o consumo de sal (substituindo-o por ervas aromáticas, especiarias, alho, louro, limão…) e evite alimentos ricos em sal (caldos instantâneos ou “cubos de carne”);
  • Limite o consumo de açúcar refinado (o que faz parte dos bolos, sumos, doces…).
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Relacionamentos
As relações entre pais e filhos têm vindo a sofrer alterações muito vincadas ao longo dos tempos.
Adolescente sentada no parapeito interior da janela

Os contextos sociais e as realidades actualmente presentes, influenciaram naturalmente a relação já de si complexa que existe entre os membros do agregado familiar.

Apesar das modificações é necessário nunca esquecer os laços emocionais e afectivos que devem reger estes relacionamentos. A partir daqui é possível suplantar outros problemas que existam. Não existindo esses laços afectivos e permitindo um certo facilitismo entre a forma como se encara esta relação entre pais-filhos, isto implica, a longo prazo, um determinado distanciamento. Os pais acabam por ceder aos filhos, como forma de colmatar o tempo que não conseguem passar com eles, muitas vezes por motivos profissionais e acabam por desresponsabilizá-los em muitos elementos da vida, principalmente na altura em que estes estão a desenvolver o seu carácter. Como sabemos este facto pode provocar mutações profundas na forma de pensar de um jovem e na forma como este encara tanto os problemas como as responsabilidades da vida, seja a nível familiar, como indivíduo social e socializável, nos estudos, ou "no respeito pelo próximo”.

Os pais devem então ensinar os seus filhos a assumir a responsabilidade pelos seus actos, atribuir-lhes funções e cargos dentro da família, tarefas que só eles deverão desempenhar. No apurar da realização destas tarefas, os pais não podem nem ser autoritários, nem adoptar a postura de amigos, pois aí estarão a colocar-se ao nível dos filhos e esta responsabilização não irá acontecer. Ser autoritário não equivale a exercer autoridade neste caso. O pai tem que ser uma figura de autoridade, com um papel educativo e de modelo de responsabilidade e conhecimento, não autoritário com uma imposição de regras e valores pelo medo e pela força.

Ao longo do crescimento dos filhos, os pais têm que se aperceber que aqueles não serão crianças para sempre. Por exemplo, a nível da sexualidade, os pais devem acompanhar o desenvolvimento dos filhos e procurar estimular a maturidade e conhecimento destes face ao que são relações sexuais e o que pode estar adjacente à prática destas. É ainda necessário que, por exemplo quanto às saídas nocturnas, pais e filhos possam ter uma boa relação. Quer isto dizer que é importante que os pais saibam quem são os amigos dos filhos, que saibam onde estes vão, que sítios frequentam. Por outro lado é necessário que os filhos percebam que existem horas de chegada, horas de saída e que as regras de casa têm de ser obedecidas.

Estes meios de responsabilização e de bom relacionamento estão relacionados com questões de postura da família. Esta deve funcionar como a área onde ambos, pais e filhos, se sentem bem. Os pais devem ouvir a opinião dos filhos. É fundamental para o bom desenvolvimento de uma criança, ou adolescente que os pais questionem a opinião dos seus filhos, seja em matérias mais ligeiras, seja em matérias mais relevantes ou que digam respeito ao núcleo familiar. Com isto fazem com que os seus filhos se sintam relevados facilitandoa comunicação e permitindo que crianças e jovens se sintam também mais à vontade para partilhar com os pais experiências e opiniões que digam respeito a acontecimentos sobre a sua vida.

Os filhos embora digam que os pais não os compreendem, sentem uma enorme necessidade de perceber que os pais se preocupam com eles. Conseguindo esta harmonia no diálogo familiar, em que a opinião de cada membro deste núcleo é ouvida e respeitada, esta vai ajudar muito na fase da adolescência, altura em que, normalmente, os jovens têm muita dificuldade em aceitar opiniões diferentes da sua. Ao ver que a sua opinião é respeitada e ouvida com atenção, os adolescentes tendem a perder a relutância em ouvir opiniões contrárias à sua.

Não podemos esquecer que existem sempre alguns elementos da vida que não podem ser partilhados, mas, adoptando esta técnica, consegue-se na maioria dos casos um ambiente familiar mais harmonioso.

A fórmula não resulta em todos os casos, mas famílias que conversam mais, que passam mais tempo juntas, em tempo de qualidade entre os membros, onde cada um está efectivamente com o outro, ou outros membros e que se sentem próximos, amados e preocupados têm mais hipóteses de sucesso e de criar laços fortes entre os membros.

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Fale de sexo com os seus filhos

A adolescência

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Quais os perigos?
A internet é sem dúvida uma ferramenta de grande utilidade para todos, contudo há que ter algum cuid

Quais os principais perigos de comprar medicamentos na internet sem segurança?
Quem aposta a sua saúde na internet, comprando medicamentos fora dos canais licenciados, corre riscos desnecessários. Eis alguns:

Mesmo que o site tenha uma aparência credível, isso não significa que esteja autorizado a vender medicamentos pela internet, não estando garantida a segurança, qualidade e eficácia dos medicamentos.

  • Os medicamentos podem ser falsificados ou contrafeitos, terem a composição alterada, estarem fora do prazo ou terem sido transportados sem quaisquer precauções; como consequência, podem não fazer o efeito pretendido ou causar efeitos secundários inesperados.
  • Muitos sites vendem medicamentos sem que haja a intervenção de um profissional de saúde, sem considerarem a história clínica ou a existência de outras doenças, aumentando o risco para quem os toma.
  • O medicamento encomendado pode não chegar a ser enviado ou ficar retido na Alfândega.
  • Alguns sites não garantem a confidencialidade dos dados pessoais.

Como comprar medicamentos na internet em segurança?
Para não arriscar a sua saúde, saiba como pode usar a internet para encomendar medicamentos:

  • Em Portugal, só as farmácias e os locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica que estejam registados no Infarmed podem aceitar encomendas de medicamentos através da internet.
  • O facto de um site estar sediado em Portugal ou ser escrito em português não significa que esteja autorizado a utilizar a internet para receber encomendas de medicamentos.
  • A compra através dos sites registados no Infarmed garante que a dispensa dos medicamentos é feita pelos profissionais habilitados daqueles estabelecimentos; garante ainda que o transporte dos medicamentos é feito em condições controladas e que, no acto de entrega, são prestadas as informações necessárias à toma do medicamento.

Para saber quais os sites registados, consulte a lista de farmácias e locais de venda autorizados no site do Infarmed.

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Gestão da qualidade
A gestão da qualidade do ar interior implica uma correcta gestão das fontes de poluentes, a partir d

Deverá existir ventilação adequada, de modo a eliminar as fontes de poluição do interior do edifício, bem como uma correcta instalação e manutenção de filtros para o ar exterior.

Existem algumas medidas preventivas que deverão ser adoptadas nos locais de trabalho, no sentido de melhorar a qualidade do ar no interior de edifícios, tais como: boa concepção dos edifícios e do sistema de ventilação, tendo em atenção o número de ocupantes previsto para cada espaço e os locais onde é efectuada a tomada de ar do exterior; instalação de equipamento poluente em compartimentos isolados e com ventilação adequada; criação de áreas próprias destinadas a fumadores; manutenção periódica dos sistemas de ar condicionado; colocação do mobiliário de escritório de forma a não dificultar a circulação do ar; manutenção das instalações em perfeito estado de limpeza; armazenamento de géneros alimentícios em locais adequados para o efeito; despejo frequente dos contentores de lixo, de modo a dificultar a multiplicação microbiológica; realização da vigilância periódica da qualidade do ar interior.

Relativamente ao radão (um gás nobre), a solução passa por uma ventilação adequada das habitações. As concentrações anuais de radão interior apresentam normalmente uma variação sazonal, sendo mais elevadas no Inverno, quando há maior tendência para manter janelas fechadas, diminuindo a ventilação dos edifícios. As recomendações internacionais estabelecem valores limite para as concentrações anuais de radão os valores de 400 Bq/m3 para edifícios existentes e de 200 Bq/m3 novos edifícios. O Departamento de Protecção Radiológica e Segurança Nuclear do Instituto Tecnológico e Nuclear presta um serviço de medição das concentrações de radão em habitações e locais de trabalho, podendo ser contactado para o efeito.

Nas construções futuras poderão ser implementadas medidas adicionais de precaução, de natureza simples, mas eficazes, como a impermeabilização do chão com telas ou a construção de almofadas de ar sob os edifícios para ventilar o radão para o exterior antes de este poder penetrar nas habitações.

Uma escolha cuidadosa dos materiais de construção terá também grande impacto na redução dos níveis de radioactividade no interior das habitações.

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Doença do comportamento
A anorexia nervosa é uma doença comportamental complexa que envolve aspectos psicológicos, fisiológi
Mulher anorética a ver-se ao espelho

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por uma rígida e insuficiente dieta alimentar e que traduz em baixo peso corporal. É uma doença complexa que envolve os componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. As pessoas que sofrem deste transtorno estão constantemente na busca implacável pela magreza e leva os doentes a recorrer a estratégias para perda de peso, ocasionando importante emagrecimento. Para além disso, as pessoas anorécticas apresentam um medo intenso de engordar mesmo estando extremamente magras. É uma doença com riscos clínicos, podendo levar à morte por desnutrição e em 90 por cento dos casos acomete mulheres adolescentes e adultas jovens, na faixa de 12 a 20 anos.

Raparigas oriundas de meios socioeconómicos e culturais mais elevados e diferenciados têm uma maior incidência desta perturbação. Têm muitas vezes características obsessivas, com tendência para o perfeccionismo intelectual e, frequentemente, outros membros da família já tiveram sintomas semelhantes.

Por outro lado, é comum a anorexia ter início nas vulgares dietas que as adolescentes fazem e o quadro avança para anorexia quando a dieta e a perda de peso subsistem até que a pessoa atinge níveis de peso muito inferiores aos esperados para a sua idade, perdendo a autocrítica sobre a situação. Ou seja, a preocupação com o peso e a forma corporal leva a adolescente a iniciar uma dieta progressivamente mais selectiva, evitando ao máximo alimentos de alto teor calórico.

Mesmo depois de apresentar um peso abaixo do considerado normal, a pessoa continua a sentir-se gorda e acaba por se tornar escrava das calorias e de rituais em relação à comida. Isola-se da família e dos amigos, ficando cada vez mais triste, irritada e ansiosa. Dificilmente, a pessoa admite ter problemas e não aceita ajuda de forma alguma. Por vezes, a família demora a aperceber-se que alguma coisa de errado se passa. Em consequência disso, há muitas doentes com anorexia nervosa que podem não receber tratamento médico, ou o recebam tardiamente quando já estão perigosamente magras e desnutridas.

Sintomas

Raramente um anoréctico reconhece o seu transtorno alimentar e procura ajuda, portanto cabe muitas vezes a familiares e amigos que suspeitam de anorexia nervosa procurar ajuda de profissionais. Muitos dos sinais que indicam anorexia incluem:

- Perda de peso num curto espaço de tempo;
- Exercícios físicos em excesso;
- Depressão, ansiedade e irritabilidade;
- Períodos menstruais irregulares ou mesmo inexistentes;
- Interesse exagerado por alimentos;
- Comer em segredo e mentir a respeito de comida;
- Progressivo isolamento da família e amigos;
- Acreditar que se está gordo, mesmo estando excessivamente magro;
- Obsessão com o peso corporal;
- Negação quando questionado sobre o transtorno;
- Contagem obsessiva de calorias;
- Saltar refeições;
- Brincar com a comida no prato em vez de comer;
- Ingerir apenas um determinado tipo de comida;
- Vestir (para esconder o corpo) roupa larga ou disforme;
- Reduzido ou inexistente apetite sexual;
- Baixos níveis de energia.

Diagnóstico

Um diagnóstico de anorexia só pode ser feito por um médico qualificado, habitualmente um psiquiatra. Para diagnosticar anorexia têm de surgir quatro critérios de diagnóstico. Os critérios padrão para o diagnóstico de anorexia incluem a recusa do indivíduo em manter um peso corporal apropriado para a sua altura e idade (normalmente 15 por cento abaixo da média), um medo intenso de ficar "gordo" ou com excesso de peso, mesmo quando magríssimo, uma falta de auto-confiança relacionada com uma auto-imagem distorcida e a perda de períodos menstruais durante pelo menos três meses (obviamente não incluído no diagnóstico masculino). Se a anorexia é diagnosticada de acordo com critérios de doença mental, um anoréctico também precisará de um exame físico completo para determinar a extensão da doença ou da injúria que foi causada por esta transtorno alimentar.

Ainda segundo alguns investigadores é também importante juntar a estes critérios a existência de, pelo menos, dois dos seguintes sinais:

- Amenorreia (falta da menstruação);
- Lanugo;
- Bradicardia (menos de 60 batimentos por minuto);
- Hipotermia;
- Hiperactividade física;
- Vómitos;
- Episódios bulímicos (ocorrem em cerca de 1/3 dos casos).

O quase desaparecimento do tecido adiposo, uma atrofia muscular considerável, uma pele seca acompanhada de problemas de micro circulação, acrocianose (coloração azulada persistente e indolor em ambas as mãos), lanugo disseminado e uma hipotensão arterial (diminuição da pressão arterial) são alguns dos factores que contribuem para um diagnóstico de gravidade da doença. Por outro lado, a desnutrição e desidratação, a anemia, intolerância ao frio, motilidade gástrica diminuída, amenorreia, sinais de osteoporose e infertilidade são outros sinais de gravidade.

Causas

A anorexia habitualmente tem início na adolescência, mas pode ter início na infância ou, posteriormente, dos 20 aos 40 anos de idade.

Não existe uma causa única para explicar o desenvolvimento da anorexia nervosa e são apontados factores biológicos, psicológicos, familiares e culturais para o seu desenvolvimento. Alguns estudos/autores chamam atenção para que a extrema valorização da magreza e o preconceito com a gordura nas sociedades ocidentais pode estar fortemente associada à ocorrência destes quadros.

Tratamento

O tratamento da anorexia nervosa costuma ser demorado e difícil. A negação do problema é frequente, logo o percurso pode ser longo até à recuperação. As recaídas são comuns e, por isso, o doente deve permanecer em acompanhamento, mesmo após melhora dos sintomas.

O objectivo primordial do tratamento é a recuperação do peso corporal através de uma reeducação alimentar com apoio psicológico. Em geral, é necessária psicoterapia para ajudar o doente a lidar com sua doença e com as questões emocionais subjacentes. Por isso o tratamento deve ser realizado por uma equipa multidisciplinar formada por diferentes especialistas (psiquiatra, clínico, nutricionista..) em função da gravidade da situação, uma vez que existe nesta doença uma complexa interacção de problemas emocionais e fisiológicos.

Há, portanto, recurso a grupos de apoio ou terapia de grupo, planeamento nutricional e do tipo de exercício físico desenvolvido, bem como, a terapêutica medicamentosa. Havendo risco de vida, o doente é habitualmente hospitalizado.

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Bulimia nervosa

Transtorno de compulsão alimentar periódica

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Doença de pele
A rosácea é uma doença inflamatória crónica que afecta principalmente os adultos após os 30 anos de
Pele afetada por rosácea

A rosácea é uma doença vascular inflamatória crónica e frequente da pele que afecta sobretudo a face e que se caracteriza, inicialmente, por vermelhidão episódica e, posteriormente, por vermelhidão persistente e lesões inflamatórias, como edemas e pápulas podendo ser acompanhados por pústulas e nódulos.

Afecta principalmente pessoas adultas entre 30 e 50 anos de idade, embora possa surgir na adolescência, e é mais frequente nas mulheres com quadros mais extensos e moderados. Já as formas mais localizadas e graves - o rinofima - são encontradas mais comummente nos homens.

A rosácea foi observada com maior frequência em doentes de pele clara, principalmente os tipos célticos da Europa setentrional, pelo que é conhecida popularmente como "a maldição dos celtas." Por isso, raramente é observada em pessoas de raça negra.

Com frequência a doença manifesta-se por exacerbações episódicas pelo que é importante que o doente saiba como lidar com os surtos agudos. Em primeiro lugar deve tentar descobrir o que a poderá ter causado, por exemplo experimentou novos cosméticos, frequentou sauna, ingeriu álcool, etc., para poder minorar os sintomas. 

Causas

A verdadeira causa da rosácea é desconhecida. Ao longo dos anos suspeitou-se da implicação de diversos factores no seu surgimento, mas em nenhum caso houve confirmação. Entre eles o parasita Demodex folliculorum, presente nos folículos pilo-sebáceos, parece estar envolvido no desenvolvimento da doença apenas de forma oportunista. Também os factores hereditários e ambientais, alterações hormonais, como as da gravidez, a menstruação ou a pré-menopausa, as enxaquecas, alterações gastrointestinais são hipóteses levantadas pelos especialistas como podendo ser a causa da rosácea.

Além disso, vários factores relacionados com os hábitos de vida podem desencadear um surto em pessoas afectadas por rosácea. Por exemplo, certos alimentos podem piorar o quadro em alguns pacientes (café, bebidas alcoólicas, picles, pimenta e molhos quentes). Além disso, frio e calor intenso, assim como a exposição solar, podem estar implicados na piora das lesões. A pele danificada pelo sol ao longo dos anos também pode predispor ao surgimento da doença. 

Sintomas

A doença atinge principalmente a região central da face. O quadro inicia-se por vermelhidão, a princípio transitória, mas que depois torna-se persistente. Com a progressão da doença, surgem também pequenos vasos sanguíneos dilatados (telangiectasias), lesões avermelhadas e elevadas (pápulas) e pústulas (pontos amarelos), que parecem espinhas, daí a denominação acne rosácea, pela semelhança com a acne.

Casos mais graves podem atingir áreas extensas da face, com inflamação e edema da pele, formando placas avermelhadas e nódulos. Em alguns pacientes podem ocorrer alterações oculares inflamatórias, como conjuntivite ou inflamação da córnea, pálpebra e íris.

Nos homens, o quadro pode ser mais grave e a evolução da doença pode levar ao surgimento do rinofima, quando ocorre o aumento do volume do nariz, cuja pele se apresenta infiltrada, com os poros dilatados e com elevações na superfície. 

Tratamento

Não há tratamento curativo para a rosácea. Contudo, existem vários tratamentos que reduzem eficazmente os sintomas e, inclusivamente, que os suprimem. É importante que a doença seja tratada precocemente para não piorar ou evoluir para formas mais difíceis de tratar. Para além disso, a progressão da doença pode desfigurar o rosto, o que em muitos doentes provoca perda de auto confiança e, inclusive, depressão.

A consulta com um especialista é, portanto, importante para que lhe possa prescrever um tratamento eficaz, habitualmente com medicamentos que são utilizados isoladamente ou de forma combinada. Na rosácea ligeira ou moderada deverá aplicá-los directamente sobre a pele (tratamento por via tópica), enquanto nas formas intensas, por vezes, é indispensável um tratamento sistémico que consiste na toma de comprimidos.

É importante também que evite todos os factores que desencadeiam exacerbações episódicas. 

Subtipos da doença

Em geral, a rosácea tem um longo período de evolução. Inicialmente, pode manifestar-se como uma tendência a corar com facilidade e um subtil avermelhamento do rosto, estado que poderá descrever-se como fase de pré-rosácea. De acordo com a classificação da National Rosacea Society dos Estados Unidos, a doença pode dividir-se em quatro subtipos. 

Subtipo 1

Caracteriza-se por vermelhidão facial persistente (eritema) acompanhada de episódios de rubor (crises de vermelhidão com sensação de calor e ardor) e aumento do tamanho dos vasos sanguíneos (telangiectasias). 

Subtipo 2

Existe um rubor persistente ao qual se somam alterações inflamatórias características denominadas pápulas ou pústulas. Durante esta fase da doença em concreto, a rosácea pode parecer-se com a acne, mas, ao contrário desta, não existem pontos negros nem brancos. 

Subtipo 3

Nos casos intensos, como o subtipo 3, aparecem grandes nódulos inflamatórios acompanhados por um espessamento da pele, o que, por sua vez, pode derivar nas "fimas" da rosácea, localizadas geralmente no nariz (rinofima), mas também por vezes na testa e no queixo. 

Subtipo 4

Caracteriza-se pelo surgimento de lesões oculares, que afectam aproximadamente 50% das pessoas que sofrem de rosácea (rosácea ocular). Os sintomas mais frequentes são ardor ou comichão, sensação de corpo estranho e secura ocular, assim como intolerância à luz. É frequente que o oftalmologista não identifique estas perturbações, mas devem ser tratadas, pois podem conduzir a complicações oculares ainda mais graves.

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Rosácea afeta mais as mulheres

Os vários tipos de rosácea

Conselhos para melhorar a Rosácea

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Estudo
Um estudo realizado pela empresa de Neuromarketing Labs concluiu que os aficcionados de séries sentem os mesmos sintomas de...

Produtos televisivos como The Walking DeadBreaking Bad, A Teoria do Big Bang ou Guerra dos Tronos podem criar síntomas físicos de adição como suores, pulsação acelerada e descida da temperatura corporal.

O relatório da Neuromarketing Labs assegura que, quando um espectador está a assistir a uma dessas séries, o corpo segrega uma conjunto de hormonas que têm ainda um efeito "calmante". Isto porque, revela o mesmo estudo, o cérebro humano é masoquista, na medida em que prefere as séries que despertam emoções mais fortes - sejam elas positivas ou negativas - e por isso mesmo precisa de algo que contraponha de imediato esse efeito.

Saiba o que fazer
A Organização Mundial da Saúde e a Comissão da União Europeia consideram de grande importância todas

Aspectos valorizados:

  • A autonomia é uma vertente central do envelhecimento saudável. Promover a autonomia das pessoas idosas, o direito à sua autodeterminação, mantendo a sua dignidade, integridade e liberdade de escolha;
  • A aprendizagem ao longo da vida é um outro aspecto que muito contribui para se envelhecer saudavelmente, porque contribui para que se conservem as capacidades cognitivas;
  • Manter-se activo mesmo após a reforma é uma das formas que mais concorre para a manutenção da saúde da pessoa idosa nas suas diversas componentes, física, psicológica e social.

O envelhecimento saudável depende do equilíbrio entre o declínio natural das diversas capacidades individuais, mentais e físicas e a obtenção dos objectivos que se desejam.

A satisfação pessoal está relacionada com a aptidão para seleccionar objectivos apropriados à realidade circundante e à sua possibilidade de concretização.

A pessoa idosa precisa fazer a adequação entre o que deseja e o que devido aos recursos individuais e colectivos acessíveis e disponíveis é possível alcançar e querer.

Todos podemos contribuir para que qualquer pessoa idosa tenha objectivos de vida realistas e concretizáveis e desse modo encontre a satisfação que irá ter uma influência muito positiva na sua saúde.

Prevenção da doença
A prevenção das doenças, atrasando o seu aparecimento ou diminuindo a sua gravidade é uma componente fundamental do envelhecimento saudável.

De seguida salientamos alguns aspectos relacionados com a prevenção das doenças mais comuns das pessoas idosas.

Doenças cardiovasculares e Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Para prevenção destas doenças é conveniente:

  • Fazer actividade física regular e adequada à idade e ao estado de saúde da pessoa idosa;
  • Dar atenção à alimentação, evitando o consumo excessivo de sal, de gorduras, açúcar e aumentando a ingestão de frutas e vegetais;
  • Tentar diminuir o excesso de peso;
  • Diminuir ou cessar os hábitos tabágicos;
  • Fazer o controlo médico da tensão arterial, dos níveis de glicose e colesterol do sangue.

Cancro
Para prevenção destas doenças é conveniente:

  • Alguns cuidados a ter na prevenção do cancro são coincidentes com os das doenças cardiovasculares e AVC, como a prática da actividade física, os cuidados com a alimentação, a diminuição do excesso de peso e não fumar.
  • Deve evitar a exposição demorada ou excessiva ao sol;
  • É importante fazer os rastreios periódicos:

1.       Do cancro do colo do útero;

2.       Do cancro da mama;

3.       Do cancro do cólon e do recto.

Solidão
A promoção do envelhecimento saudável tem como uma das suas principais vertentes a prevenção do isolamento social e da solidão das pessoas idosas.

A qualidade de vida, o bem-estar, a manutenção das qualidades mentais estão directamente relacionadas com a actividade social, o convívio, o sentir-se útil a familiares e/ou à comunidade.

  • As pessoas idosas devem participar em actividades de grupo, de preferência intergeracionais, actividades de aprendizagem e de conhecimento de novos lugares.
  • É também indispensável participar em grupos de suporte para pessoas isoladas, viúvas/os, pessoas idosas com deficiência, motora, cognitiva ou outra e, em certos casos, procurar o aconselhamento por profissionais de saúde mental, serviço social ou terapeutas ocupacionais.

Medicação
As pessoas idosas têm com alguma frequência vários medicamentos para tomar.

  • Como é importante não trocar o horário em que se devem tomar os diferentes medicamentos, tenha consigo uma folha de papel com a informação detalhada das horas a que deve tomar os diferentes medicamentos para que não existam enganos.
  • Caso por qualquer razão não tenha esta informação solicite-a ao seu médico. Porque tomar os medicamentos de forma diferente do que o médico aconselhou pode trazer problemas.

Depressão
A depressão é uma das afecções mais comuns das pessoas idosas com grande influência no seu bem-estar. A tristeza e o isolamento, em geral acompanham este problema.

Se sente que possa estar com depressão procure apoio psicoterapêutico falando com o seu médico ou psicólogo.

  • Numa perspectiva de promoção da saúde mental, a depressão pode ser evitada ou pode melhorar com as actividades de ar livre e de grupo que podem ser uma das formas principais de terapia para a depressão das pessoas idosas.

Funções mentais e cognitivas
As funções mentais e cognitivas têm uma enorme importância na autonomia da pessoa idosa.

Estas capacidades têm tendência a diminuir com a idade, mas pode ser feita a prevenção desse enfraquecimento com actividades de vários tipos, que devem ser fomentadas.

  • Em especial, são promotoras das capacidades cognitivas, a leitura, os treinos da memória, a aprendizagem de novos conhecimentos, as actividades com as mãos, o convívio com outras pessoas, de preferência de várias gerações.

Sociabilidade
Conviver, é fundamental para a prevenção de diversos problemas das pessoas idosas e para a promoção do envelhecimento saudável.

Todas as estratégias que sejam possíveis de desenvolver e que promovam o convívio e a sociabilidade são de grande valia para as pessoas idosas, tendo um efeito na sua saúde, qualidade de vida e bem-estar.

O trabalho voluntário pode ser um instrumento essencial para a promoção da sociabilidade, porque desenvolve o sentido de pertença a uma comunidade, o sentimento de ajuda e de se sentir útil, com efeitos positivos na auto estima e na saúde, em suma é uma excelente forma de promover o envelhecimento saudável.

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Saiba tudo
A infecção urinária na criança é frequente na prática clínica diária ocupando o segundo lugar entre

Até ao primeiro ano de vida há um predomínio das infecções urinárias no sexo masculino e a partir desta idade tornam-se mais frequentes no sexo feminino por razões anatómicas, já que as meninas têm uma uretra mais curta, facilitando a passagem de bactérias do exterior para o interior da bexiga. No sexo masculino, a fimose (aperto do prepúcio, que é a pele que envolve a extremidade do pénis), ou as aderências do prepúcio associadas a uma higiene deficiente desta região, podem também favorecer as infecções urinárias por via ascendente, mas em número inferior às que afectam as meninas.

As infecções urinárias englobam um grupo de situações em que há um crescimento significativo de colónias de microrganismos no aparelho urinário. Estes agentes são, na sua maioria, bactérias que colonizam o intestino e que sobem pelo aparelho urinário até à bexiga ou até ao rim causando infecção. No entanto, as infecções urinárias podem surgir de duas formas distintas, uma através de bactérias que contaminam o sangue e infectam secundariamente o aparelho urinário (via hematogénea), e outra, mais frequente, a partir de bactérias presentes na região do períneo (zona que rodeia o ânus e os genitais), que a partir da abertura da uretra infectam outras zonas do aparelho urinário (via ascendente).

A primeira forma de infecção (via hematogénea) é característica do 1º mês de vida, enquanto depois dessa idade a grande maioria das infecções urinárias se faz por via ascendente. A possibilidade de infecção por via ascendente está associada não só a deficiente higiene do períneo (onde se encontram microrganismos da flora intestinal transportados nas fezes), como a proliferação de bactérias se existem condições que facilitam a permanência prolongada da urina na bexiga (tais como o esvaziamento pouco frequente ou incompleto da bexiga ou a existência de anomalias do aparelho urinário).

Sintomas
Os sintomas são variáveis e frequentemente inespecíficos, tornando-se mais específicos à medida que aumenta a idade da criança, nomeadamente na sua capacidade de localização da infecção à bexiga (cistite) ou ao rim (pielonefrite). Na criança mais velha e no adolescente a sintomatologia é perfeitamente sobreponível à descrita para o adulto e com alguma facilidade permite distinguir a localização da infecção.

Assim, no caso de a infecção estar confinada à bexiga os sinais e sintomas mais frequentes são: dor e ardor ao urinar, urinar às "pinguinhas”, dor ou desconforto abdominais, incontinência, emissão de urina com cheiro ou impossibilidade de controlar a saída da urina (enurese). Para dificultar o quadro, as meninas têm frequentemente irritação da região genital (vulva), que pode causar também ardor durante a micção sem que haja infecção. Se a infecção se localizar no rim podem estar presentes sintomas como: febre elevada, náuseas e vómitos, mal-estar geral, dor lombar e ocasionalmente diarreia.

No recém-nascido e nos lactentes torna-se praticamente impossível identificar queixas como a dor ou o ardor ao urinar pelo que suspeita-se da infecção urinária na presença de febre, gemido, vómitos, recusa alimentar, irritabilidade ou perda de peso.

Factores de risco
São vários os factores de risco, sendo o principal o facto de pertencer ao sexo feminino. Nas raparigas as infecções urinárias ocorrem frequentemente no início do treino vesical, ou seja, quando a criança começa a deixar as fraldas. Nesta fase há uma tentativa de reter a urina para permanecer seca, contudo, a bexiga pode apresentar contracções originando um fluxo urinário turbulento ou um incompleto esvaziamento da mesma. Deste modo aumenta a probabilidade de multiplicação de agentes infecciosos na urina e, portanto, de infecção urinária.

Outros factores de risco são a não circuncisão dos rapazes, a colocação de algália ou da realização de exames complementares de diagnóstico, a obstipação que causa uma disfunção do esvaziamento de urina, higiene dos genitais feita de trás para a frente nomeadamente nas raparigas ou a utilização de roupa interior apertada.

Também a patologia do aparelho urinário com obstrução à passagem do fluxo urinário ou no refluxo da urina que se encontra na bexiga para o rim, a bexiga neurogénica com disfunção do funcionamento do músculo da bexiga.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito após suspeita clínica. A confirmação faz-se através da análise da urina (urina II) e da urocultura. O especialista pode ainda considerar importante a realização de análises de sangue para identificar a localização da infecção urinária.

Tratamento
As infecções urinárias tratam-se com a administração de antibiótico, aumentando a ingestão de líquidos e corrigindo os factores que predispõem à infecção.

Têm indicação para serem tratadas todas as infecções urinárias sintomáticas e todos aqueles em que são identificadas bactérias na urina, mesmo sem apresentarem quaisquer sintomas, se existirem doenças nefro-urológicas ou doenças crónicas que condicionem susceptibilidade aumentada às infecções.

A escolha do fármaco deve ter em conta os agentes infecciosos mais frequentes, a idade e os antecedentes da criança, as resistências antibióticas locais, a gravidade da situação clínica e se houve ou não tratamento recente com antibiótico.

Há situações em que o especialista pode considerar a hipótese de instituir um tratamento preventivo, nomeadamente quando a infecção urinária ocorre no primeiro ano de vida, quando há infecções de repetição ou foram diagnosticadas anomalias do aparelho urinário (por ex. refluxo vesico uretral).

O objectivo do tratamento profilático é evitar as re-infecções, que podem deixar cicatrizes renais e causar complicações tardias graves, como a hipertensão arterial de causa renal ou a insuficiência renal.

Isto porque embora a maioria das infecções urinárias precocemente diagnosticadas e correctamente tratadas evoluam para a cura sem complicações, sabe-se 5 a 10 por cento das crianças com infecção urinária sintomática acompanhada de febre ficam com cicatrizes renais.

As infecções repetidas, incorrectamente tratadas ou de maior gravidade, podem originar complicações tardias e as que têm envolvimento renal (pielonefrite) podem provocar uma disseminação das bactérias através do sangue causando uma infecção generalizada e grave (sepsis). A probabilidade de isto suceder é bastante superior nos três primeiros meses de vida.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Malo Clinic
Durante a gravidez o bem-estar da mãe e do futuro bebé deve ser sempre a prioridade.

Em geral existe a ideia de que o surgimento de alguns problemas dentários, como a perda de dentes, deve-se à gravidez, pela diminuição da concentração de cálcio nos dentes. Contudo, não existe nenhuma evidência histológica, química ou radiográfica que suporte esta suposição. Na verdade, o cálcio presente nos dentes encontra-se sob uma forma sólida cristalina, não estando, de forma alguma, disponível para as necessidades do feto. O cálcio que o bebé necessita provém da dieta e, se insuficiente, o corpo da mãe irá fornecer esse mineral através do armazenado nos ossos. Ter uma dieta equilibrada é assim fundamental para que sejam ingeridos os nutrientes necessários à mãe e ao feto, uma vez que o que é ingerido durante os nove meses de gravidez afetará o desenvolvimento do feto, incluindo os dentes.

Um dos problemas mais vulgares na saúde oral durante a gravidez é a gengivite gravídica (inflamação gengival), sendo bastante comum entre os 2 e os 8 meses de gestação. Pode originar gengivas avermelhadas, sensíveis ou o aumento do volume com tendência a sangrar aquando a escovagem. Estas alterações gengivais estão muitas vezes associadas a alguma falta de atenção com a higiene oral, bem como aos irritantes locais, nomeadamente a placa bacteriana. Todavia, as alterações hormonais consequentes da gravidez poderão exacerbar esta inflamação gengival. São por isso indicadas consultas de higiene oral mais frequentes durante o segundo trimestre ou início do terceiro, de forma a evitar o aparecimento de complicações futuras. Podem também aumentar os fatores cariogénicos, devido ao aumento de apetite e em alguns casos uma dieta mais desequilibrada (muitas vezes o desejo por algo doce), o que associado a menores cuidados com a higiene oral, pode aumentar o risco de aparecimento de lesões de cárie, tendo estas que ser controladas e/ou tratadas.

As infeções dentárias, como por exemplo abcessos, devem igualmente ser tratadas. Cada situação, após um correto diagnóstico, deve ser alvo do tratamento adequado de forma a manter a saúde da mãe e do bebé, evitando assim possíveis riscos para o feto. Os tratamentos deverão ser efetuados preferencialmente durante o segundo trimestre de gravidez e a primeira metade do terceiro. As urgências deverão ser sempre tratadas, uma vez que poderão causar o aumento de stresse na mãe, colocando desta forma o feto em perigo. Nos tratamentos que exijam sedação ou prescrição de medicamentos que levantem incertezas, deverá ser contactado o obstetra.

As radiografias podem ser necessárias tanto para os tratamentos dentários rotineiros como em situações de emergência que não possam aguardar até ao nascimento do bebé. Apesar das radiações provenientes das radiografias dentárias serem extremamente baixas, no entanto, deverão ser tomadas todas as precauções necessárias para minimizar a exposição à radiação. O avental de chumbo minimiza a exposição à radiação e deverá ser utilizado em qualquer radiografia.

A anestesia local na dose adequada, muitas vezes indispensável para efetuar tratamentos dentários, não comporta qualquer risco para o futuro bebé. Contudo, a quantidade de anestesia deverá ser a mínima possível, mas sempre a suficiente para manter a mãe confortável uma vez que a redução do stresse é benéfica para ambos.

A gravidez é um momento especial, durante a qual devem existir cuidados adequados de forma a proporcionar uma vida saudável à mãe e ao seu bebé.

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Estudo
Não fumadores e ex-fumadores são menos depressivos do que aqueles que ainda fumam.

Estudos recentes estão a terminar com o mito de que o cigarro pode funcionar como "calmante" em momentos de ansiedade e nervosismo.

O hábito de fumar, na verdade, pode tornar as pessoas mais infelizes e levar à depressão, aponta um estudo feito na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, Brasil. A investigação, publicada no 'British Journal of Psychiatry' e apresentado numa conferência nos EUA, foi realizada com 1.021 pacientes e comparou grupos de fumadores, ex-fumadores e pessoas que nunca fumaram.

Os resultados mostraram que os primeiros atingiram, em média, 50% mais pontos do que os demais numa escala usada para medir o grau de depressão.

Entre o grupo de tabagistas, os que fumavam mais cigarros por dia e por mais tempo apresentaram quadros de depressão mais profundos.

Para o pneumologista José Miguel Chatkin, coordenador do estudo, os resultados reforçam a noção de que a nicotina ou outras substâncias inaladas no fumo do cigarro podem ser causadores de ansiedade e depressão."Inúmeros trabalhos têm mostrado que o grau de ansiedade e de depressão em fumadores são maiores. Não fumadores e ex-fumadores são mais felizes em vários aspectos da vida, como satisfação com a posição profissional e com a vida pessoal", explica o mesmo médico.

O estudo não constatou diferenças significativas entre homens e mulheres. Também mostrou que ex-fumadores apresentavam um grau de ansiedade ou depressão praticamente igual ao do grupo de pessoas que nunca fumou, resultado considerado importante para orientar o trabalho de especialistas no tratamento de pacientes que desejam abandonar o vício. 

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