ESTeSC-IPC investe
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) vai apresentar, na próxima semana, um...

Denominado VERTTM , este equipamento permite realizar uma simulação tridimensional e interativa do tratamento em radioterapia, recriando ambientes de treino altamente realistas. O manuseamento é feito com comandos reais e, através de óculos de realidade virtual, os utilizadores acedem a imagens médicas em contexto simulado, o que favorece o desenvolvimento de competências técnicas e clínicas com elevados padrões de segurança e qualidade formativa.

A ESTeSC-IPC é a primeira Escola de Saúde em Portugal a adquirir este equipamento. Ainda assim, a prática em contexto real continuará a integrar o percurso formativo dos estudantes. Tal como até aqui, o processo de aprendizagem prática continuará a desenvolver-se em três etapas: simulação na Escola, simulação entre pares e ensino clínico. A principal diferença reside no reforço da preparação prévias à prática clínica, uma vez que os estudantes passam a dispor de melhores condições e facilidade de acesso ao treino de simulação, aspeto particularmente relevante na área da radioterapia, devido à utilização de radiação ionizante.

Fabricado pela Vertual e representado em Portugal pela ABGT, o VERTTM permite também realizar simulações na ótica do doente, com o objetivo de esclarecer sobre a forma como procedimento decorre, diminuindo assim a ansiedade pré-tratamento oncológico. Esta funcionalidade será apresentada à comunidade pelos estudantes da ESTeSC-IPC durante a Semana das Ciências Aplicadas à Saúde (SCAS), que decorrerá entre os dias 13 a 19 de abril, no Centro Comercial Alma Shopping.

“Mais uma vez, a ESTeSC-IPC marca a diferença ao praticar um ensino inovador e atual”, afirma o Presidente da Escola, Graciano Paulo. Considerando a aquisição do VERTTM um “marco particularmente relevante para a formação em Imagem Médica e Radioterapia”, Graciano Paulo frisa que este não é um investimento isolado. “Desde que assumimos a presidência da Escola, temos vindo a realizar um investimento muito significativo e transversal aos vários cursos em tecnologia de ponta, nomeadamente em equipamentos de simulação clínica. Estes investimentos reforçam, de forma decisiva, a qualidade dos processos de ensino aprendizagem praticados na ESTeSC-IPC”, conclui.

 

APORMED distingue equipa do Observador
A reportagem “Pulseiras para a recuperação de AVC e próteses personalizadas. Como a impressão 3D está a revolucionar a área da...

O trabalho jornalístico, desenvolvido pela equipa de reportagem constituída por Martim Andrade e Diogo Ventura, aborda o papel da impressão tridimensional na criação de protótipos para área da saúde, desenvolvidos no único centro dedicado a esta área em Portugal, o laboratório do 3D Printing Centre for Health, no Edifício Excelência da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT).

“Próteses, modelos de ossos e dispositivos de sinalização para paraplégicos. Quando se entra no laboratório do 3D Printing Centre for Health, no Edifício Excelência da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT), encontramos «brinquedos» espalhados um pouco por toda a sala. É o único centro em Portugal que se dedica à impressão tridimensional de protótipos exclusivos para a área da saúde, contando com múltiplas colaborações com quase todos os hospitais públicos de Lisboa e arredores. Agora, o foco está na recuperação dos sobreviventes de AVC, através de pulseiras”, explica Martim Andrade na reportagem publicada online.

De acordo com Antonieta Lucas, presidente da APORMED e membro do júri, “a peça jornalística do Observador conquistou o consenso do júri pela forma rigorosa com que ilustra a pertinência, relevância e impacto dos dispositivos médicos na resposta às necessidades concretas das pessoas”.

O júri da 4.ª edição do Prémio APORMED - Jornalismo na área dos Dispositivos Médicos 2025 foi composto por Antonieta Lucas, presidente da APORMED, João Gonçalves, diretor executivo da APORMED; João Gamelas, Diretor Clínico da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental; Mafalda Fateixa, responsável de comunicação e marketing da B. Braun Portugal; Nicole Matias, responsável de comunicação da Fresenius Medical Care; e Andreia Garcia, professora doutorada em Ciências da Comunicação e docente na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa.

A quinta edição do Prémio APORMED - Jornalismo na área dos Dispositivos Médicos será anunciada brevemente.

 

Opinião
Hoje em dia, toda a gente tem alguma coisa. Ansiedade, burnout, depressão.

Um desgosto amoroso é logo um “trauma”. Um dia mau já é um “episódio depressivo”. Há uma certa moda em não estar bem — e, curiosamente, quanto mais se fala disso, mais pessoas aparecem com o mesmo problema.

A verdade é que, se a pessoa continua a trabalhar, a sair com amigos e a rir, dificilmente está assim tão mal. A depressão a sério vê-se. Nota-se. Quem está deprimido não funciona. Tudo o resto é uma enorme falta de vontade ou uma fase que passa. Pelo menos para os fortes de carácter. Para esses, há sempre escolha. Têm em si a capacidade de se superar.

Há sempre a explicação da “química do cérebro” para justificar a preguiça de uns e outros. Um conceito conveniente, difícil de provar e fácil de usar para justificar tudo. No fundo, transforma-se sofrimento humano em diagnóstico e diagnóstico em tratamento — muitas vezes sem questionar se era mesmo necessário.

Criou-se a ideia de que toda a gente precisa de terapia. Ir ao psicólogo ou ao psiquiatra passou de excepção a rotina. E que sociedade essa a que estamos a criar - tudo precisa de ser analisado, tratado ou medicado.

E depois há a questão da medicação. Antidepressivos, ansiolíticos e outros tais - hoje tomam-se como quem toma vitaminas. Mas a que custo? Há quem diga que não causam dependência mas a verdade é que muitas pessoas não conseguem estar sem eles. Começam com uma dose pequena e, de repente, não sabem viver de outra forma.

Nem tudo é doença. Nem tudo precisa de intervenção.

Ou será que precisa?

Se leu isto tudo e concordou, então é parte do problema.

É isto que os doentes ouvem todos os dias — em casa, no trabalho, na rua.

E é por isto que chegam tarde. E é por isto que chegam pior.

Tudo o que leu acima está errado.

 

Feliz Dia das Mentiras.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
PTRR - Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência
No âmbito da consulta pública do PTRR - Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência do Governo Constitucional, a Ordem...

Na sequência do processo de consulta público do PTRR - Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência do Governo Constitucional, a Ordem dos Nutricionistas apresenta ao Governo várias propostas concretas e ainda o desenvolvimento de Plano Nacional de Segurança Alimentar em Situações de Catástrofe.

“As situações de emergência podem comprometer rapidamente o acesso a alimentos e a cuidados básicos de saúde, aumentando o risco de desnutrição e agravando a morbilidade e mortalidade nas populações afetadas. Assim, garantir o acesso a uma alimentação adequada constitui uma prioridade fundamental nas respostas de saúde pública em contexto de crise”, sublinha a Liliana Sousa, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

A Ordem dos Nutricionistas propõe a implementação de um Plano Nacional de Segurança Alimentar em Situações de Catástrofe com o objetivo de reforçar a capacidade do país para garantir o acesso a uma alimentação adequada, segura, suficiente e nutricionalmente equilibrada em contextos de emergência e disrupção social, ambiental ou económica. Esta medida pretende promover uma abordagem integrada, envolvendo as áreas da saúde, setor social, agrícola, cadeia de produção e distribuição agroalimentar, em articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e com as estruturas municipais de proteção civil, assegurando a coordenação entre entidades nacionais, regionais e locais.

“Pretende-se, com este Plano, estruturar mecanismos de planeamento, prevenção e resposta atempada que garantam a continuidade do abastecimento alimentar, com especial atenção a grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, pessoas com doença crónica, pessoas institucionalizadas e populações isoladas, assegurando simultaneamente a qualidade nutricional das respostas alimentares em situações de crise”, sublinha a Bastonária.

O mesmo plano prevê ainda a integração de nutricionista nas estruturas de resposta alimentar em situações de emergência, bem como a sua presença obrigatória nas estruturas municipais de proteção civil, em articulação com os serviços de saúde e de ação social, para apoiar a resposta alimentar em situações de crise, incluindo a avaliação das necessidades nutricionais das populações afetadas e a garantia da segurança e qualidade nutricional das refeições disponibilizadas.

O documento apresenta ainda propostas como a formação de agentes locais e autarcas em gestão alimentar e nutricional em emergência, a implementação de programas escolares resilientes, capaz de assegurarem a continuidade da oferta e distribuição de refeições escolares equilibradas durante encerramentos ou a formação universitária e pós-graduada em gestão alimentar em contextos de crise.

 

APCL
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) realiza, no próximo dia 11 de abril, um seminário sobre o mieloma múltiplo no...

Este encontro, que se antevê repleto de informação relevante e partilha de experiências pessoais, focará o mieloma múltiplo, uma forma de cancro que atinge os plasmócitos na medula óssea. A doença caracteriza-se por sintomas como fadiga extrema, dores ou fraturas ósseas e infeções frequentes, que afetam significativamente a qualidade de vida. O seminário proporcionará um espaço para colocar questões diretamente a especialistas de diversas áreas, promovendo um maior conhecimento sobre a patologia.  

O programa, abrangente e informativo, será conduzido por especialistas nacionais de renome e terá início com uma sessão sobre o estado da arte das novas terapêuticas, apresentada por Cristina João, hematologista da Fundação Champalimaud. De seguida, Fernando Leal da Costa, do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, irá aprofundar os mecanismos de resistência ao tratamento. A manhã prosseguirá com Joana Vieira, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Santa Maria, que partilhará a experiência portuguesa com o tratamento de células CAR-T, e finalizará com uma intervenção de Paula Barão, da Unidade de Farmacovigilância, que explicará o que é a farmacovigilância e como se notificam os efeitos secundários. 

A tarde começará com Paulo Bernardo, do IPO Lisboa, que abordará a monitorização clínica e laboratorial, focando-se na interpretação de resultados e na participação ativa do doente. O programa dará então voz à experiência vivida com o mieloma múltiplo, através do testemunho na primeira pessoa de Filomena Duarte. Logo após, Rita Pombal do Grupo de Estudos de Hematologia irá detalhar a importância do diagnóstico precoce e o papel do médico de medicina geral e familiar. O seminário continuará com a perspetiva do Infarmed sobre o acesso à inovação, e terminará com uma sessão dedicada a “Cuidar de quem cuida”, orientada pela psicóloga Andreia Cardoso. 

“Este seminário representa um marco para a associação e para a comunidade de mieloma múltiplo em Portugal," afirma Manuel Abecasis, presidente da APCL.  "O nosso objetivo é criar uma ponte entre conceituados especialistas do país e aqueles que vivem diariamente com a doença – os doentes e os seus cuidadores. Queremos capacitar com informação, promover a partilha de experiências e, acima de tudo, reforçar a mensagem de que ninguém está sozinho nesta jornada. O conhecimento é uma ferramenta poderosa, e é isso que queremos oferecer." 

A APCL convida todos os interessados a participar nesta iniciativa, contribuindo para o progresso do conhecimento e melhoria contínua dos cuidados prestados na área do mieloma múltiplo. A inscrição no evento pode ser feita através do preenchimento do formulário online.  

 

Projeto FAST Heroes 112
No Dia Nacional do Doente com AVC (31 de março), o projeto educativo relembra que ensinar os mais novos a identificar três...

Só neste ano letivo, o projeto FAST Heroes 112 já capacitou mais de 9 mil crianças em Portugal a reconhecer os sinais de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a saber como agir para salvar os seus familiares, em particular os avós. 

O acidente vascular cerebral (AVC) continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal, uma emergência médica onde cada segundo é crucial para o futuro do doente. Neste contexto, e para assinalar o Dia Nacional do Doente com AVC, o projeto FAST Heroes 112 reforça o poder da educação como ferramenta para mudar esta realidade, focando-se num público fundamental: as crianças. 

A iniciativa FAST Heroes 112 ensina crianças em idade escolar a reconhecer os três principais sinais de alerta de um AVC, personificados pelos heróis Francisco (Face descaída), Fernando (falta de Força num braço) e Fátima (Fala alterada). A lição mais importante é a do herói Tomás: não perder Tempo e ligar imediatamente para o 112. O objetivo é transformar os alunos em "embaixadores da saúde" que levam este conhecimento para casa, protegendo toda a família, em especial os avós. 

Este efeito multiplicador é fundamental para construir uma sociedade mais consciente e educar a população de que, perante os primeiros sintomas, o AVC é uma emergência médica.

“Este ano, alcançámos, a nível global, o marco de 1 milhão de crianças envolvidas na iniciativa FAST Heroes,  um motivo de enorme orgulho, assim como ver este projeto crescer em Portugal. Estamos a proporcionar a estas crianças o superpoder mais importante de todos: o conhecimento que pode salvar vidas”, afirma Jan Van der Merwe, um dos criadores do projeto. “Este é um feito que só foi possível graças à dedicação de uma vasta comunidade, e estamos profundamente gratos a todos: professores, profissionais de saúde, pais, avós e, acima de tudo, a cada um dos nossos pequenos heróis. Celebramos este momento, mas o nosso trabalho continua. Juntos, vamos salvar o mundo, um avô de cada vez.” 

Desde o seu arranque em Portugal, em 2021, o FAST Heroes 112 já chegou a mais de 15 mil crianças e de 350 escolas. A iniciativa, desenvolvido em parceria com o Departamento de Políticas Educativas e Sociais da Universidade da Macedónia, conta com o apoio de entidades como a Organização Mundial do AVC, a Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC), a Direção-Geral da Educação e a Iniciativa Angels. 

Para expandir esta rede de pequenos heróis, o projeto convida escolas, professores e encarregados de educação a inscreverem as suas turmas e crianças. A participação é totalmente gratuita e a inscrição pode ser feita através do site oficial do FAST Heroes 112.  

 

Opinião
A compulsão alimentar consiste em consumir alimentos numa quantidade excessiva, num período de tempo

Esta perturbação do comportamento alimentar caracteriza-se pela ingestão de uma elevada quantidade de alimentos num curto período de tempo, ou seja, por um consumo de uma quantidade definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria no mesmo período de tempo sob circunstâncias semelhantes.  
 
Habitualmente, este período de tempo é inferior a duas horas, surge acompanhado por um sentimento de perda de controlo e não está associado a comportamentos compensatórios, como indução do vómito ou utilização de laxantes. 

 
Quais os sinais do transtorno de compulsão alimentar? 
 
De acordo com o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5),l para ser considerado transtorno de compulsão alimentar, esta ingestão alimentar compulsiva deve ser acompanhada por um sofrimento marcado e por, pelo menos, três das seguintes características:  
 

  1. Consumir alimentos mais rápido do que o normal;  
  2. Comer até se sentir excessivamente cheio;  
  3. Ingerir grandes quantidades de alimentos sem sentir fome;  
  4. Comer sozinho para evitar o constrangimento associado à elevada quantidade de alimentos consumidos; 
  5. Sentimento de culpa após o episódio de compulsão alimentar.  

 
Além disso, os episódios de compulsão alimentar devem ocorrer, pelo menos, uma vez por semana durante três ou mais meses. 

 
Como é feito o diagnóstico de doenças de comportamento alimentar?  
 
A prevalência de doenças do comportamento alimentar é, muitas vezes, subdiagnosticada, uma vez que estes indivíduos tendem a esconder os seus comportamentos, negando a sua existência, mesmo quando confrontados com a situação.  

 
Quem está mais propenso a desenvolver este tipo de compulsão?  
 
Segundo o DSM-5, a prevalência de 12 meses do transtorno de compulsão alimentar entre adultos norte-americanos é de 1,6% no sexo feminino e 0,8% no sexo masculino. Habitualmente, surge na adolescência ou no início da idade adulta, mas pode ter início posteriormente.  
 
Sabe-se que a prevalência de transtorno de compulsão alimentar é frequente nos indivíduos que procuram tratamento para o excesso de peso. A evidência científica tem demonstrado que a obesidade está frequentemente associada a perturbações do foro psicológico, nomeadamente à ansiedade e depressão. Uma vez que os indivíduos com um maior índice de massa corporal são mais vulneráveis à discriminação, existe muitas vezes associado um sentimento de insatisfação com a imagem e o peso corporal, aumentando o risco de desenvolver perturbações do comportamento alimentar.  
 
Indivíduos com história de compulsão alimentar referem com frequência que é sob certas emoções que esses períodos de ingestão alimentar compulsiva são despoletados.  
Importa realçar que apesar do transtorno de compulsão alimentar ser associado ao excesso de peso, também ocorre em indivíduos com um peso considerado adequado para a altura. 

 
Quais as principais consequências de comer compulsivamente?  
 
As perturbações do comportamento alimentar causam diversos problemas de natureza física. Nos indivíduos com um transtorno de compulsão alimentar, verifica-se uma maior incidência de hipertensão arterial, doença cardiovascular, diabetes e obesidade. No entanto, também pode ter consequências ao nível da saúde mental, nomeadamente ansiedade e depressão, que contribuem para uma diminuição da qualidade de vida. 

 
O nutricionista pode ajudar neste tipo de casos? 
 
Sim e de facto os nutricionistas têm um papel muito importante no acompanhamento, tratamento e recuperação de vários transtornos e compulsões alimentares.  
 
A atuação do nutricionista perante as doenças do comportamento alimentar é sempre um desafio, uma vez que a mudança de comportamentos e hábitos alimentares não é fácil. Acaba por não existir uma abordagem padrão e universal, nem um protocolo reconhecido – cada caso é um caso. A intervenção deve ser sempre individualizada e personalizada e é essencial estabelecer uma relação de confiança entre profissional e doente para garantir uma aumentar a adesão à intervenção adotada. 
 
O principal objetivo do nutricionista é realizar uma reeducação alimentar, sendo que o tratamento deve envolver uma equipa multidisciplinar de forma a abranger todas as dimensões da doença. 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Médicos do Mundo
O apelo convoca a sociedade para sair da indiferença e reforçar, de forma cívica, as respostas que chegam a quem continua...

A Médicos do Mundo dirige ao país um apelo público de participação cívica, sublinhando que persistem desigualdades no direito e acesso à saúde em várias regiões do país, com impacto particular em pessoas em situação de sem-abrigo, adultas mais velhas, migrantes, refugiadas e outras comunidades excluídas. Segundo a organização, continuam a verificar-se barreiras no acesso a cuidados essenciais, acompanhamento e serviços de proximidade.

Para reforçar este apelo e tornar visíveis situações que permanecem fora do olhar público, a organização lançou a nova campanha pública “Um colete à prova de injustiça”, que utiliza o colete das suas equipas no terreno como símbolo de proximidade e participação cívica. O colete assume o centro da mensagem como convite a enfrentar a injustiça, a indiferença, a desigualdade e o abandono.

A presença de figuras públicas como João Baião, Hernâni Carvalho, Joana Aguiar, Fernando Rocha, Mónica Jardim e Mariana Monteiro reforça este apelo nacional, ajudando a aproximar o debate público das realidades acompanhadas pelas equipas da Médicos do Mundo.

 

Necessidades que não param de crescer

Com as necessidades a aumentar, é essencial reforçar consultas, prevenção, distribuição de materiais de apoio e de proteção e acompanhamento psicossocial. Há várias formas de “vestir o colete” e apoiar quem está mais frágil; uma ao alcance de todos é a consignação de 1% do IRS, um gesto simples e sem custos que ajuda a manter respostas de proximidade no terreno.

 

Um apelo nacional ao envolvimento

“Um colete à prova de injustiça” pretende sensibilizar para a participação cívica e lembrar que pequenos gestos individuais podem ajudar a transformar a vida de quem vive em maior vulnerabilidade. A organização sublinha que o apelo é dirigido a toda a sociedade e que a continuidade da sua resposta depende do envolvimento cívico e da consciência coletiva para as desigualdades que persistem.

 

Investigação da Universidade de Aveiro
Uma investigação da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu microagulhas microscópicas inovadoras que podem funcionar como...

O trabalho abre novas perspetivas para sistemas injetáveis capazes de melhorar a eficácia da entrega e retenção de células em locais de lesão.

Nos sistemas de terapia celular, pequenas plataformas que transportam células — conhecidas como sistemas de entrega celulares — são fundamentais para garantir que as células chegam ao local pretendido e permanecem aí tempo suficiente para exercer o seu efeito terapêutico. O desenho dessas plataformas é determinante: o tamanho, a geometria e as propriedades da superfície podem influenciar diretamente funções celulares como a adesão e a proliferação.

Neste estudo, os investigadores apresentam a síntese “bottom-up” e a formação espontânea de microagulhas feitas a partir de híbridos de polioxometalatos. Estas estruturas microscópicas apresentam uma geometria quase unidimensional, semelhante a pequenas agulhas, que lhes confere uma elevada relação superfície-volume — cerca de duas vezes superior à de um sistema de entrega esférico com o mesmo volume — favorecendo assim a adesão celular.

A forma alongada das microagulhas oferece ainda outra vantagem: facilita a retenção das células no local onde são administradas, um fator crucial para aumentar a eficácia das terapias baseadas em células.

O trabalho é assinado por Marta Maciel, José Silvares, Tiago Correia, Carlos Mendonça, Ana Martins, Eduardo Silva, Nuno Silva, Filipa Sousa e João Mano, investigadores do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, uma das unidades de investigação da UA.

Os testes realizados demonstraram que estas estruturas apresentam elevada citocompatibilidade, na ordem dos 95 por cento, permitindo a adesão espontânea das células, mesmo quando existem outras superfícies aderentes no ambiente.

Outra característica inovadora destas microagulhas é a possibilidade de funcionalização magnética da sua superfície. Esta propriedade permite controlar o movimento e a orientação das estruturas, bem como realizar rastreamento tridimensional e fixação em tecidos criados por bioengenharia, o que poderá abrir caminho a novas estratégias para terapias celulares mais precisas e controladas.

O estudo destaca o potencial destas plataformas microscópicas como novas ferramentas para aplicações em medicina regenerativa e engenharia de tecidos, áreas em que a entrega eficiente e direcionada de células continua a ser um dos principais desafios.

Opinião
“Já estou melhor, doutora.”. “Acho que afinal não era nada.”.

O sol chegou e com ele o humor mais leve, mais energia, menos cansaço, maior produtividade. Voltam a rir, a trabalhar melhor, a achar que exageraram. E fazem o que qualquer pessoa faria: concluem que afinal não tinham nada de grave.

Mas o padrão esse ficou intacto. A vulnerabilidade permanece. O próximo Outono já está escrito.

Eu digo muitas vezes em consulta: melhorar não é o mesmo que estar tratado. E esta é uma das armadilhas mais típicas da depressão sazonal.

Na saúde mental precisamos de ser sérios, sim, mas sem perder a leveza e o humor. É assim que gosto de trabalhar. E por isso, às vezes, digo aos meus doentes — meio a brincar, meio a sério: o frio não é só psicológico.

Mas, na realidade, este ditado deixa muito a desejar. O que pesa não é tanto o frio em si, mas a ausência de luz solar. São os dias curtos e cinzentos que nos mexem mais com a cabeça. A luz é determinante para manter o nosso relógio biológico alinhado e para regular a produção de serotonina — uma molécula central na regulação do humor. Quando a luz aparece mais tarde e desaparece mais cedo, o cérebro ressente-se. E em algumas pessoas, a depressão sazonal ganha terreno.

Mas a história não acaba aqui. A ciência tem vindo a acrescentar novas peças a este puzzle. Hoje sabemos que o sistema imunitário também entra em jogo. A chamada teoria imuno-sazonal sugere que, no Inverno, o organismo activa mais intensamente a resposta inflamatória — a resposta Th1. É a nossa equipa de combate: combate vírus, bactérias, protege-nos. Mas fá-lo à custa de energia. E, no cérebro, este “modo de defesa” traduz-se em lentidão, fadiga extrema, menor motivação, vontade de hibernar.

É como se o corpo dissesse: pára, recolhe-te, poupa energia, concentra-te em sobreviver.

Isto é útil para atravessar o Inverno do ponto de vista biológico. Mas, em cérebros mais sensíveis, pode manifestar-se como depressão.

E depois há o efeito colateral óbvio: o frio fecha portas. Menos convívio, menos movimento, mais isolamento. Ou seja, juntam-se dois factores perigosos — maior vulnerabilidade biológica e menos estratégias protectoras activas. O terreno fica fértil para a doença aparecer

Mas então chega a Primavera. E o sol e o calor. A falsa sensação de “cura” gera uma confusão entre melhoria sazonal e remissão da doença. Há uma enorme dificuldade, característica desta doença, em perceber a diferença entre estar melhor e estar tratado

“Já passou”: a frase mais perigosa da história que hoje vos conto. Porque não passou.

O erro que se repete todos os anos. Até ao próximo Outono que, esse, já está escrito.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
APCP preocupada
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) tomou conhecimento da aprovação e publicação do Plano Estratégico de...

Em primeiro lugar, considera importante assinalar que o Plano é publicado já em 2026, para um biénio que se iniciou em 2025. De acordo com a presidente da APCP, Catarina Pazes, “esta publicação tardia coloca desde logo em causa a exequibilidade do documento no horizonte temporal a que se propõe”.

A Associação considera, no entanto, que mais relevante ainda é o facto de o Plano enunciar eixos estratégicos e objetivos de forma genérica, sem os traduzir em compromissos operacionais proporcionais à gravidade dos problemas que ele próprio reconhece. Como refere Catarina Pazes, “faltam metas quantitativas, cronogramas de execução, identificação de responsáveis, indicadores de resultado e um modelo explícito de monitorização e prestação de contas públicas. Um plano estratégico que não responde às questões - quem faz, com que recursos, até quando e como se mede - é, na prática, uma declaração de intenções. Os planos anteriores seguiram o mesmo alinhamento — e o resultado está documentado: problemas estruturais que se perpetuam”.

De acordo com a Associação, acresce uma preocupação sobre a governação do Plano. O documento invoca a Comissão Nacional de Cuidados Paliativos (CNCP) como entidade de referência, mas Portugal encontra-se já há mais de um ano sem uma comissão efetivamente nomeada e em funções. Sem esta estrutura operacional, fica por responder uma questão essencial: quem coordena, acompanha e é responsabilizado pela execução deste Plano?

Como recorda Catarina Pazes, “os Cuidados Paliativos são uma área diferenciada, com exigências clínicas, formativas e organizacionais próprias, amplamente reconhecidas pelas organizações internacionais de referência. A elaboração de documentos estratégicos nesta área beneficiaria substancialmente de um processo formal de auscultação das entidades técnico-científicas relevantes. A APCP, tal como outras organizações com intervenção neste domínio, não foi envolvida neste processo — o que representa uma oportunidade perdida para enriquecer o documento com a experiência acumulada no terreno”.

A APCP reforça a sua total disponibilidade para colaborar com as entidades decisoras e reguladoras na procura de soluções concretas, para que quem necessita de acesso aos cuidados paliativos não tenha de continuar à espera. 

 

Opinião
Vivemos numa cultura que celebra a pressa. Agenda cheia significa sucesso.

O movimento Slow Life não é fugir das responsabilidades. É recuperar o controlo do ritmo. É viver com intenção, não por impulso. Psicologicamente, quando reduzimos estímulos e desaceleramos, regulamos o sistema nervoso, diminuímos o stress e melhoramos a clareza mental. A pausa não é improdutiva, é estratégica por um modo vida mais saudável e equilibrado.

Se quer começar, experimente este plano simples:

1. Manhã sem pressa. Acorde 15 minutos mais cedo. Evite o telemóvel. Respire fundo, alongue-se, tome o café com presença. O tom do dia define-se nos primeiros minutos.

2. Uma tarefa de cada vez. Durante pelo menos uma hora, faça apenas uma coisa. O cérebro funciona melhor em foco profundo do que em constante alternância.

3. Pausas conscientes. A cada 2 ou 3 horas, pare 5 minutos. Levante-se, caminhe, olhe pela janela. Pequenas pausas previnem grandes quebras.

4. Dieta digital. Defina horários para redes sociais e notícias. Menos estímulo, menos ansiedade.

5. Aprenda a dizer não. Antes de aceitar algo, pergunte: isto acrescenta valor real à minha vida?

6. Agende o ócio. Uma caminhada sem destino, um livro por prazer, silêncio. O cérebro precisa de espaço vazio para reorganizar-se.

Para concluir entender que abrandar, não é perder tempo, é ganhar lucidez. É ter tempo para recuperar aquela parte de si que ficou para trás na correria.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
31 de março: Dia Nacional do Doente com AVC
O país continua muito aquém das metas com que se comprometeu, ao subscrever o Plano de Ação para o AVC na Europa em 2021 –...

Logo quando ocorre, o acesso ao internamento especializado em Unidades de AVC,  deixa o nosso país cada vez mais na cauda da Europa, com uma taxa de apenas 40% a 50% na média nacional. Quando a meta fixada até 2030, é que 90% das pessoas sejam internadas em unidades especializadas.

“Tem consequências muito gravosas, na sobrevida, no tratamento o mais eficaz possível, e no início quase imediato do processo de reabilitação e na continuidade adequada do mesmo, aspetos essenciais para minorar a eventual incapacidade” – refere António Conceição, Presidente da associação Portugal AVC – “Como afirma a Organização Europeia do AVC, está cientificamente provado que esta é a medida isolada mais eficaz para reduzir a morte e a incapacidade após um AVC”, acrescenta.

Continua a faltar também, como refere o mesmo Plano Europeu, e que foi reforçado pela Resolução da Assembleia da República nº 339/2021, ainda não levada à prática, o estabelecimento de uma estratégia nacional de acesso à reabilitação para sobreviventes de acidente vascular cerebral. Como afirma ainda António Conceição, “Este é também um passo fundamental e muito urgente. Aliás, custa crer como ainda não foi entendido por quem de direito que, estas medidas, não podem ser encaradas como um custo, mas um investimento com retorno imediato. São cada vez mais os estudos que o apontam. Com claro benefício para sobreviventes, famílias, sociedade e o próprio Estado!”

Jornalismo ao serviço da saúde: premiadas as melhores reportagens sobre AVC

É para dar palco aos desafios, à reabilitação, ao regresso à vida profissional e social, ao papel dos cuidadores e à realidade do AVC que a Portugal AVC, com o apoio da AbbVie, promove o Prémio de Jornalismo sobre o Acidente Vascular Cerebral, que este ano repartiu os 6.000 euros de prémio (3.000 euros para o 1.º lugar, 2.000 euros para o 2.º e 1.000 euros para o 3.º) por:

1.º - “Esta doença não é (só) para velhos”, de Raquel Morão Lopes, da Antena 1 e 3

2.º - “AVC. Sobreviver. Lutar. Trabalhar”, de Sara Dias Oliveira, do Notícias Magazine/JN

3.º - “Tempo é cérebro”, de Inês Linhares Dias, da Antena 1 e Antena 1 Açores

Uma escolha dificultada não só pelo número mais elevado de candidaturas, mas também pela qualidade das mesmas.

Lançamento de Bolsa de Investigação

Como mais um contributo para tão importante área, a Portugal AVC vai lançar, também assinalando o Dia Nacional do Doente com AVC, uma Bolsa de Investigação para incentivar e premiar trabalhos científicos que tenham como objetivo a melhoria da qualidade da “Vida após AVC”.

A partir de 31.março, regulamento disponível em www.portugalavc.pt.

 

Opinião
Não é possível impedir o envelhecimento.

Na esperança de poder enganar a natureza e quiçá permanecer jovem as pessoas entregam-se a um tipo de medicina que consiste em pedir análises e prescrever suplementos iguais ou muito semelhantes independentemente da pessoa em questão com desresponsabilização total acerca da existência de patologias, essas sim reais e não inerentes ao envelhecimento natural.

É importante que haja uma abordagem integrativa na verdadeira aceção da palavra. Por exemplo tonturas, dor e pressão na cabeça pode ser alteração da pressão arterial, em muitas destas consultas não se mede sequer a tensão arterial, não se vê nem toca no paciente. Por exemplo muitas mulheres procuram esta consulta porque sentem secura vaginal, dor com as relações e se arrastar muito tempo o diagnóstico muitas outras queixas.

Apesar de ainda terem ciclos regulares o que é indicativo de as hormonas estarem bem, são lhe prescritos suplementos hormonais e se for o caso de a mulher ter uma inflamação crónica da vulva e/ou da vagina também chamada de Líquen, isso só é resolvido pela observação direta de um ginecologista experiente e o tratamento adequado com corticoide tópico e se possível aceder a tratamento com Laser CO2 fracionado, ajuda a acelerar a resolução e dá alívio sintomático imediato.

Este problema surge muitas vezes na peri-menopausa e as mulheres tendem a confundir com as queixas normais da menopausa. Atenção à suplementação hormonal, se não for necessária ou se estiver contraindicada, mesmo sendo com as hormonas mais bio-idênticas. Podem ser utilizadas técnicas pouco invasivas e indolores de rejuvenescimento íntimo: Laser CO2 fracionado, Radiofrequência, PRP e Exossomas.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ordem dos Médicos
A Ordem dos Médicos considera imperativo que o mapa de vagas para colocação de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) seja...

Num mercado altamente competitivo, em que o setor privado e as oportunidades internacionais atuam com rapidez, qualquer atraso traduz-se numa perda efetiva de médicos. É neste momento que o SNS deve afirmar, de forma inequívoca, que quer contratar e fixar estes médicos.

"É essencial assegurar maior previsibilidade, transparência e responsabilidade em todo o processo de colocação dos médicos, desde a divulgação do mapa de vagas até à abertura efetiva dos concursos", afirma o Coordenador da Comissão para as Idoneidades e Capacidades Formativas.

José Durão sublinha que "a repetição de atrasos e indefinições num momento crítico de transição após o internato compromete o planeamento dos jovens médicos e fragiliza a capacidade do SNS de atrair e fixar profissionais de forma atempada e sustentada."

Os desafios do mercado, muito concorrencial, da Saúde “têm de ser enfrentados com mais proatividade. A Direção-Executiva do SNS e o Ministério da Saúde têm de antecipar e compreender melhor as dinâmicas dos recursos humanos. É necessário planear e atuar antes que ocorram perdas, desde logo com a publicação do mapa de vagas o mais cedo possível, idealmente antes de cada época de conclusão do Internato Médico. As vagas identificadas e não ocupadas devem manter-se abertas até serem efetivamente preenchidas, uma vez que correspondem a necessidades reais e persistentes do SNS”, argumenta o Bastonário da Ordem dos Médicos.

Carlos Cortes sublinha ainda que "a valorização dos médicos no SNS começa no internato e na forma ágil como o sistema demonstra que precisa destes médicos, garantindo melhor acesso e qualidade de cuidados para os doentes."

A Ordem dos Médicos defende a abertura de todas as vagas de Medicina Geral e Familiar nas unidades com utentes sem médico de família. “Num contexto em que persistem milhares de utentes sem médico de família, esta exigência é particularmente relevante”, nota José Durão, acrescentando que “o planeamento das colocações deve privilegiar as zonas mais carenciadas.”

A Ordem dos Médicos alerta que o processo de contratação deve ser desencadeado já em abril, evitando atrasos de vários meses como sucedeu em anos anteriores, sob pena de comprometer a capacidade do SNS de competir por estes médicos.

Para o Bastonário “só uma atuação determinada pode garantir que nenhuma vaga permaneça por preencher e que todos os cidadãos tenham acesso a acompanhamento médico, conforme é responsabilidade do SNS e defendido pela Ordem dos Médicos.”

 

Primavera à vista
A chegada da primavera traz dias mais longos, temperaturas amenas e mais tempo ao ar livre. No entanto, esta é também uma das...

De acordo com dados da OMS, cerca de 20% da população mundial sofre de algum tipo de alergia, sendo as alergias oculares uma das manifestações mais comuns nesta altura do ano. Comichão, vermelhidão, lacrimejamento, secura ocular e visão turva são alguns dos sintomas associados.

A pensar nesta estação, a MultiOpticas partilha algumas recomendações simples para proteger os seus olhos e garantir maior conforto visual:

  1. Lave as mãos antes de tocar nos olhos (mesmo que seja “só um bocadinho”) - Coçar os olhos pode agravar a irritação e aumentar o risco de inflamação. A higiene é um dos hábitos mais eficazes.
  2. Atenção ao ar condicionado e ao vento – Ambientes muito secos ou correntes de ar podem agravar a secura ocular e aumentar o desconforto em pessoas com alergias. Sempre que possível, evite exposição direta a ventiladores ou ar condicionado.
  3. Use óculos de sol também na primavera (sim, mesmo com céu “meio nublado”) - Além de serem um aliado de estilo, os óculos de sol reduzem o contacto dos alergénios com os olhos e ajudam a proteger da radiação UV, que está presente ao longo de todo o ano.
  4. Alívio imediato: lágrimas artificiais podem ajudar - Em situações de desconforto, as lágrimas artificiais podem hidratar e ajudar a “limpar” a superfície ocular, minimizando agressões externas.
  5. Se usa lentes de contacto, considere fazer uma pausa - Durante crises alérgicas, pode ser preferível trocar temporariamente para óculos graduados, para reduzir irritação e melhorar o conforto.

 

Universidade de Coimbra
A Unidade de Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental (UpC3) da Universidade de Coimbra (UC) criou o guia gratuito Ancorar,...

“Às vezes a recuperação começa por encontrar um ponto onde nos possamos ancorar. Esta iniciativa Ancorar procura ser isso mesmo. Este guia apresenta estratégias práticas para ajudar as pessoas a ‘ancorar-se’, trazendo novamente a sensação de segurança interna. Com tempo, apoio e estratégias adequadas a recuperação é possível”, explica a Diretora Técnica da UpC3, Cláudia Melo.

A também docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UC (FPCEUC) e investigadora do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) partilha que “ao longo deste guia, poderão ser encontradas informações sobre reações emocionais frequentes após situações de tempestade e instabilidade meteorológica severa, bem como orientações práticas para lidar com o stress, a incerteza e o impacto das mudanças vividas, com base em estratégias sustentadas pela evidência científica”.

O guia – que está disponível aqui – é dirigido a pessoas que possam ter sido afetadas, de forma direta ou indireta, por eventos meteorológicos extremos, quer seja através de perdas, danos materiais e alterações importantes no quotidiano, quer seja pelo aumento de preocupação, insegurança ou sobrecarga emocional. “Este material não substitui o acompanhamento psicológico, mas pode constituir um primeiro recurso de apoio e orientação após os acontecimentos recentes, facilitando o acesso a estratégias de autocuidado”, elucida Cláudia Melo. “Para além disso, neste guia estão presentes também os sinais de alarme, a que as pessoas devem estar atentas para saber quando devem procurar ajuda profissional", acrescenta.

Este guia é uma das atividades promovidas pela iniciativa Ancorar - Ajustamento Emocional face aos Eventos Meteorológicos Extremos em Portugal, que a Unidade de Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental da UC tem vindo a implementar. No âmbito do projeto, a equipa da UpC3 disponibiliza à comunidade da Universidade de Coimbra consultas gratuitas de apoio psicológico e psiquiátrico para todos os membros que tenham sido diretamente afetados pelos eventos vivenciados em Portugal em janeiro e fevereiro deste ano.

A iniciativa Ancorar – Ajustamento Emocional face aos Eventos Meteorológicos Extremos em Portugal insere-se no trabalho contínuo da UpC3, que alia investigação e intervenção na área da saúde mental, com o objetivo de disponibilizar ferramentas baseadas na evidência científica para diferentes públicos. A unidade é integrada por docentes e investigadores da FPCEUC e do CINEICC.

 

Dia Mundial da Adesão
– Um em cada três doentes que falha a toma da sua medicação omite esta informação ao seu médico. Não por vergonha ou por medo,...

O inquérito, realizado pela Spirituc com o apoio da Servier Portugal a propósito do Dia Mundial da Adesão, que se assinala a 27 de março, e em parceria com a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) e Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), ilustra ainda um paradoxo: dois em cada três doentes afirmam que o seu médico pergunta sempre se estão a cumprir a medicação. A resposta, porém, parece nem sempre ser verdadeira ou completa.

No caso destas duas patologias, as mais prevalentes segundo o inquérito, 53,3% dos inquiridos referem colesterol elevado, 43,7% hipertensão arterial e cerca de 26% ambas em simultâneo — Hipertensão e Dislipidemia são duas das doenças crónicas mais prevalentes e com maior impacto cardiovascular. Neste contexto, os dados indicam que uma elevada percentagem destes doentes está medicada: 91,2% e 73,1% dos doentes, respetivamente, indicam estar em tratamento. Mas entre os doentes que não fazem medicação, cerca de sete em cada dez afirmam não ter qualquer receio de que a sua doença se descontrole ou agrave. Por se tratarem de doenças silenciosas, muitos doentes acabam por subestimar um risco que se vai acumulando ao longo do tempo.

Os dados revelam também que, em teoria, a adesão à terapêutica é amplamente valorizada pelos doentes (59,7% estão altamente conscientes), embora essa valorização nem sempre se traduza numa aplicação consistente no dia a dia. Cerca de 40% dos doentes não tomam a medicação tal como indicado pelo médico, num dado que reforça necessidade de soluções que promovam a continuidade e a rotina. Dos que nem sempre cumprem, o esquecimento é o principal motivo (94,8%).

Face aos dados do estudo realizado nos mesmos moldes no ano anterior, regista-se um crescimento na percentagem de doentes que não fazem medicação por se "sentirem bem" (32,9% face a 21,9%) e também um aumento da percentagem de indivíduos sem acompanhamento médico regular (20,5% face a 14,1%).

Os dados dão ainda conta que, quando questionados sobre o fator que mais dita o incumprimento da medicação, a principal causa apontada é a ausência de sintomas (33,2%), seguida da "gravidade percecionada" da doença (17,2%) e da posologia (15,8%).

Quase metade dos doentes inquiridos (46,4%) é classificado como "não literado" em saúde: ou seja, não possuem os conhecimentos nem as competências necessárias para compreender e aplicar no seu dia a dia a informação de que precisam para gerir a sua própria doença. Tal significa que parece existir um fosso entre a linguagem da medicina e a realidade de quem vive com ela. A este dado junta-se outro, igualmente revelador: mais de um em cada cinco inquiridos considera que as notícias e a comunicação sobre saúde nos meios de comunicação social são difíceis ou muito difíceis de compreender.

A esmagadora maioria dos inquiridos neste estudo (87,8%) toma medicação para a sua doença crónica e, destes, 55% dos inquiridos toma mais de dois medicamentos diferentes para as suas doenças crónicas, 18,5% tomam quatro ou mais medicamentos diferentes e 46,3% fazem medicação regular há mais de 5 anos.

Outros dados do estudo:

●       Cerca de metade dos inquiridos acredita que a "Não adesão" à terapêutica impacta diretamente no controlo da sua doença crónica, apesar de 40% não tomarem a medicação tal como indicado pelo médico;

●       Dos inquiridos que valorizam o cumprimento da medicação, nove em cada dez consideram que a não adesão leva ao “não controlo” de uma doença crónica e cerca de metade acreditam que a não adesão pode aumentar o número de internamentos ou idas a urgências.

 

Em Portugal, o Dia Mundial da Adesão e as atividades ligadas à celebração desta efeméride contam com o apoio da Associação Nacional das Farmácias, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Portugal AVC, Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e Servier Portugal.

 

Opinião
É verdade que uma boa planificação e consistência no treino leva a melhores resultados, porém nem se

O descanso adequado é importantíssimo para um melhor desempenho físico, recuperação muscular, síntese proteica, desempenho cognitivo e neuromuscular, sistema imunológico, equilíbrio hormonal e principalmente para prevenir a ocorrência de lesões músculo-esqueléticas. Por esse motivo, a rotina de treinos deve incluir sempre dias destinados ao repouso.

Devemos analisar e perceber as razões do nosso corpo estar a pedir por descanso. Após uma sessão de treino, mesmo depois de alguns dias, é normal sentir o nosso corpo um pouco dorido, porém, se nos apercebermos que se trata de uma dor demasiado desconfortável e persistente, devemos estar alerta e respeitar o devido descanso. Devemos avaliar não só possíveis dores e desconfortos do corpo como alterações dos nossos padrões de sono e de concentração do dia a dia. Devemos dar sempre ouvidos ao que o nosso corpo diz.

Por outro lado, a falta de motivação, a procura contínua de distrações e a procrastinação frequente não justificada podem ser consideradas como sinais de preguiça.

O descanso adequado é imprescindível para a performance e para os ganhos musculares de um praticante de exercício físico. O repouso proporciona adaptações aos estímulos de treino exercidos, resultando num aumento da capacidade física, do rendimento e melhora a resistência à fadiga. Para além de prevenir possíveis lesões, o repouso também é fundamental para o aumento do foco, dedicação e o bem-estar do praticante, reduzindo os níveis de stress, ansiedade e melhorando a qualidade de sono.

Na maioria dos casos, as pessoas treinam 3/4 vezes por semana, mas isso não quer dizer que seja o mesmo caso para toda a gente. A duração, o número e o tipo de treinos realizados variam de caso para caso e dependem de diversos fatores tais como a disponibilidade do praticante, os seus objetivos, motivação e o seu nível/desempenho físico. No caso de estar a iniciar uma rotina de treinos, é indicado começar por realizar treinos de forma progressiva, ou seja, com menor número de dias de treinos semanais (por exemplo 1/2 vezes por semana) e com menor volume e intensidade. Este método de planificação irá ajudar o praticante a adaptar-se melhor e gradualmente aos estímulos do treino. Posteriormente, de forma progressiva e controlada, irá aumentar o volume e a intensidade do treino.

Treinar em excesso, também conhecido como “overtraining”, é um processo que ocorre quando o respetivo praticante excede os limites do seu corpo por meio da prática excessiva e exaustiva do exercício físico. Esta condição surge quando existe um desequilíbrio entre o volume de treino e o tempo de recuperação, resultando na diminuição do desempenho e no aumento do risco de lesões, podendo também ser induzida de forma mais acentuada com outros fatores externos tais como nutrição inadequada, falta de sono e eventos negativos ocorridos na vida do praticante.

São sinais claros de que alguém está a treinar em excesso: diminuição do desempenho; cansaço acumulado e persistente; alterações no padrão de sono; alterações de humor espontâneas; perda de motivação na realização de tarefas habituais do quotidiano; dores musculares persistentes, mesmo após repouso; diminuição do sistema imunológico, entre outros.

É muito importante que o praticante encontre e faça um tipo de atividade física que goste e o incentive a praticar regularmente. Nem todos temos os mesmos gostos e motivações para praticar os mesmos tipos de exercício, por isso, devemos praticar algo que gostamos, para que tenhamos uma maior adesão.

Devemos estabelecer uma boa organização dos nossos horários de treino dentro dos nossos calendários. Dedicar algum tempo para estruturar todos os dias, semanas ou até meses, tendo em consideração outro tipo de atividades regulares, tais como horário de trabalho e de refeições, tempo de descanso e sono, convívio com família e amigos, tempo de lazer, etc.

Para além do que se realiza durante os treinos, devemos também adotar um estilo de vida ativo fora dos horários dos mesmos. Isso poderá ser uma ajuda extra para maximizar os resultados pretendidos. Se possível e se for aplicável, caminha em vez de utilizar regularmente o carro ou transportes públicos, subir os andares do apartamento pelas escadas e não pelo elevador, em casa tentar passar o mínimo de tempo possível sentado no sofá, em zonas com escadas/passadeiras rolantes, utilizar as escadas. Estas são algumas pequenas estratégias que podemos adotar e que irão ajudar na obtenção de melhores resultados.

No caso de treinar em contexto de ginásio, tendo o tempo mais reduzido pode vir a ser mais indicado treinar de uma forma mais generalizada, realizando exercícios direcionados para os diversos músculos do corpo, ao contrário de realizar a típica divisão de treino diária por grupos musculares como peito, costas, pernas, braços e abdominal. Desta forma poderá treinar de forma geral e mais consistente, não treinando um grupo muscular mais vezes que outros, tendo sempre em atenção os volumes e as cargas de treino aplicadas.

O acompanhamento de profissionais do exercício e de saúde irão também ajudar no melhor e mais rápido alcance dos resultados. Estes irão orientar o praticante de forma eficaz na realização de diversos exercícios e adaptar o volume e a carga de treino mediante os objetivos e os horários restritos.

Mesmo quando não há muito tempo para praticar atividade física, é importante lembrar que fazer alguma coisa é sempre melhor do que não fazer nada, por muito mínima que possa ser a atividade.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Chegou a primavera!
Com a chegada da primavera, os dias tornam-se mais longos, as temperaturas sobem e os passeios ao ar livre multiplicam-se,...

Nesta época, prevenção e cuidado diário são essenciais para garantir o bem-estar dos patudos. A prevenção reduz riscos e protege contra problemas antes que surjam, enquanto o cuidado contínuo permite identificar alterações precocemente e assegurar a saúde da pele e do pelo. Combinadas, estas abordagens são fundamentais para que os animais vivam a primavera de forma equilibrada, saudável e confortável.

“A primavera traz novas energias e estímulos ao ar livre, mas também exige atenção redobrada à pele e ao pelo, pois alterações sazonais e a maior exposição a fatores externos podem revelar vulnerabilidades que só o cuidado atento consegue prevenir”, explica Elena Díaz, médica veterinaria da Kivet, clínicas veterinarias de Kiwoko.

“A atenção contínua à pele e ao pelo dos animais é um indicador direto da qualidade do cuidado que recebem, refletindo não só saúde física, mas também estabilidade e conforto no dia a dia”, conclui.

 

Escove o seu cão com mais frequência durante a muda de pelo

Durante a primavera, muitos cães entram num período de muda de pelo mais intensa, libertando o pelo mais denso que os protegeu durante o inverno. Este processo natural permite que o patudo desenvolva um pelo mais leve e adequado às temperaturas mais amenas. A escovagem regular ajuda a remover o pelo morto, evitar nós e melhorar a ventilação da pele, contribuindo para uma pelagem mais saudável e brilhante. Além disso, este momento permite observar a pele do animal e identificar possíveis alterações, como irritações, pequenas feridas ou presença de parasitas.

 

Proteja a pele do seu patudo com uma prevenção eficaz contra parasitas

Com o aumento das temperaturas, pulgas, carraças e outros parasitas externos tornam-se mais ativos. Estes organismos instalam-se frequentemente no pelo dos cães e alimentam-se do sangue do animal, podendo provocar comichão, irritação da pele e inflamações. Além do desconforto imediato, alguns parasitas podem também transmitir doenças ou desencadear dermatites alérgicas, que afetam diretamente a saúde da pele e podem causar queda de pelo localizada. Manter os tratamentos antiparasitários atualizados, de acordo com as recomendações do médico veterinário, é fundamental para proteger a pele do patudo e preservar a qualidade da pelagem, especialmente durante os meses mais quentes.

 

Esteja atento a sinais de alergias sazonais

Durante a primavera, o aumento de pólen, poeiras e outros alergénios ambientais pode provocar reações alérgicas em alguns cães. Estas alergias manifestam-se frequentemente através de sintomas como comichão persistente, vermelhidão, irritação cutânea ou lambedura excessiva das patas são alguns dos sinais mais comuns. Estes comportamentos podem danificar a pele e afetar o estado do pelo, tornando-o mais frágil ou irregular. Nestes casos, é importante procurar aconselhamento veterinário para identificar a origem da reação e definir estratégias que protejam a pele do animal.

 

Verifique o pelo após os passeios em zonas com vegetação

Os passeios em parques, jardins ou zonas com vegetação são mais frequentes nesta altura do ano, aumentando também o contacto com sementes, praganas e outras plantas que podem ficar presas no pelo. Quando ficam acumulados na pelagem, estes elementos podem causar irritações na pele, nós no pelo ou pequenas lesões, sobretudo em zonas mais sensíveis como patas, orelhas ou axilas. Verificar o pelo após os passeios e remover possíveis resíduos ajuda a evitar desconforto e a manter a pelagem limpa e saudável.

 

Adapte a rotina de higiene para se adequar à estação

Durante a primavera, os cães estão mais expostos a pólen, poeiras e outras partículas ambientais que se acumulam no pelo durante os passeios. Por isso, pode ser útil reforçar a rotina de higiene com escovagens mais frequentes e banhos ocasionais com produtos específicos para cães, adequados ao tipo de pelo e à sensibilidade da pele. Estes cuidados ajudam a remover resíduos que podem provocar irritações, manter a pele equilibrada e preservar o pelo limpo, saudável e com brilho. Além disso, uma higiene adequada contribui para prevenir nós, excesso de oleosidade ou desconforto cutâneo.

 

Garanta uma alimentação que fortaleça a pele e a pelagem

A qualidade do pelo está fortemente ligada à nutrição do animal. Uma alimentação equilibrada fornece os nutrientes necessários para manter a pele protegida e a pelagem forte. Componentes como ácidos gordos essenciais, vitaminas e minerais ajudam a reforçar a barreira cutânea, promovem um pelo mais resistente e contribuem para reduzir problemas como pele seca ou queda excessiva de pelo. Uma dieta adequada é, por isso, um fator essencial para manter a pelagem saudável ao longo de todo o ano.

 

Observe regularmente a pele e o pelo do seu cão

A pele é o maior órgão do corpo do cão e desempenha um papel fundamental na sua proteção. Alterações como descamação, vermelhidão, feridas ou queda de pelo localizada podem indicar problemas dermatológicos que exigem atenção. Observar regularmente a pele e a pelagem do animal permite detetar precocemente alterações e procurar aconselhamento veterinário sempre que necessário.

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