Estudo realizado nos EUA
Um estudo realizado nos EUA mostra que, tal como a obesidade, também o colesterol pode aumentar o risco de contrair cancro da...

Um grupo de investigadores da Universidade Duke Medical Center, nos EUA, descobriu que elevados níveis de colesterol podem alimentar o crescimento e propagação do cancro da mama. Está, agora, em discussão a possibilidade de administrar estatinas para o controlo da doença, avança o Notícias ao Minuto.

O mesmo acontece em relação à obesidade, que tem sido também associada ao cancro no intestino e no útero, doenças que podem ser mortais.

“Vários estudos têm comprovado a ligação entre a obesidade e o cancro da mama, e especificamente o colesterol elevado está associado ao risco de contracção deste tipo de cancro, mas os mecanismos ainda não estão identificados”, explicou o investigador Donald McDonnel.

A conclusão põe em cima da mesa a possibilidade de vir a administrar-se medicamentos contra o colesterol (estatinas) para combater o cancro, tal como já acontece nos tratamentos para problemas cardíacos. “Este estudo é intrigante, pois mostra pela primeira vez uma ligação directa entre o colesterol e cancro de mama em ratos. Mas é demasiado cedo para compreender como é que este conhecimento pode ajudar a combater o cancro de mama no futuro”, concluiu a médica do Instituto de Pesquisa sobre o Cancro, Emma Smith.

Dispositivo de vidro
A designer portuguesa Susana Soares criou um dispositivo de vidro que poderá vir a ser usado para detectar cancro. O aparelho...

Susana Soares baseou-se numa investigação que está a ser desenvolvida pela empresa britânica “Inscentinel”, cujo próximo objectivo é começar a utilizar as abelhas para detectar, através do hálito ou da urina, doenças como a tuberculose e o cancro, quando ainda se encontram numa fase inicial de desenvolvimento.

Embora a investigação ainda não esteja concluída, a designer portuguesa Susana Soares contou com a colaboração da “Inscentinel” para desenvolver um dispositivo de vidro que poderá ser usado para fazer o diagnóstico de certas doenças, com a ajuda de abelhas.

Estes pequenos insectos têm um sentido olfactivo tão apurado que são capazes de detectar, por exemplo, a presença de explosivos. Os bio marcadores de doenças como a tuberculose, alguns tipos de cancro e a diabetes estão presentes no hálito humano. Assim, graças ao seu sofisticado poder olfactivo, as abelhas poderão detectar a sua presença, explica a designer portuguesa no seu site oficial.

O dispositivo é um objecto de vidro que contém uma pequena abertura para onde o paciente deve soprar. O sopro ficará depois retido num pequeno contentor, também de vidro, dentro do cilindro maior. Caso um odor desconhecido seja identificado, as abelhas ficam perturbadas e deslocam-se, em massa, para o pequeno contentor onde o hálito ficou retido.

Segundo o site da designer, apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, as abelhas estão a ser treinadas recorrendo à técnica de Pavlov. Os investigadores dão-lhes uma dose de açúcar como recompensa, de cada vez que as abelhas detectam, com sucesso, estes bio marcadores. As abelhas passam assim a associar estes odores a uma recompensa de comida e trabalham na detecção das doenças para receberem a dose de açúcar. Depois de realizar o teste, as abelhas são postas em liberdade.

Previna-se
Fique a saber o que pode fazer para evitar dores incómodas corporais provenientes da postura enquant
Dicas ergonómicas

 

 

 

 

 

 

 

Apresentamos algumas dicas ergonómicas a utilizar no local de trabalho:

1 - Mantenha o pescoço direito
Para tal, mantenha os ombros relaxados, o monitor ao nível dos olhos, evitando curvar o pescoço para visionar o mesmo. O ecrã deve estar ajustado, de forma a evitar brilhos (ângulo de 20º), sendo que o monitor deve estar a 50/70 cm de distância:

2 – Punho em posição neutra
O punho deve estar em posição neutra, isto é, as mãos no teclado devem estar paralelas, evitando levantar as mãos ou apoiar o pulso no teclado, para escrever. Mantenha os ombros relaxados com os cotovelos junto ao corpo. O teclado deve estar directamente à sua frente com o rato ao mesmo nível e evite bater no teclado com muita força.

3 – Ombros e quadris alinhados
Para que os ombros e os quadris estejam alinhados é necessário que o encosto esteja adaptado à curvatura da coluna, sendo que as costas devem estar apoiadas no encosto da cadeira, mantendo o cotovelo junto ao corpo e não projectado para a frente.

4 – Manter os pés apoiados no chão
Os pés devem estar apoiados directamente no solo e o espaço abaixo da mesa deve estar desobstruído. Ao manter os pés apoiados no chão, ajudará a diminuir a pressão das costas.

Problemas derivados da falta de ergonomia
A adopção de medidas menos correctas na utilização dos equipamentos, tais como computadores e os seus aplicativos, podem originar, entre outros, os seguintes problemas:

Dores nas costas
A coluna tem a capacidade de armazenar traumas ao longo do tempo, sem apresentar nenhum sintoma. O facto de não se apoiar as costas no encosto da cadeira, pode originar dores lombares, que resulta da posição incorrecta da coluna vertebral, podendo causar lesões na estrutura da coluna.

Lesões musculares
As lesões musculares são um dos problemas que decorrem da falta de ergonomia na utilização dos computadores no local de trabalho. Algumas lesões musculares que podem decorrer do uso inadequado do computador são: as tendinites (inflamações nos tendões), cãibras (contracção involuntária e dolorosa do músculo), ou contracturas musculares(bloqueio constante das fibras musculares numa zona específica).

Fadiga
O facto de se adoptar posturas inadequadas na utilização do computador pode originar fadiga/cansaço, podendo também manifestar-se com dores de cabeça.

Exercícios de alongamento e relaxamento

Como pudemos observar, existem algumas actividades que exigem movimentos repetitivos, força excessiva, posturas estáticas ou inadequadas, que podem originar problemas de saúde. De seguida, apresentamos alguns exercícios práticos que poderá realizar para minimizar os impactos de um trabalho repetitivo:

Problemas de visão
O facto de se passar várias horas em frente ao computador adoptando uma postura inadequada, como por exemplo, ter o monitor demasiadamente perto do campo de visão, bem como a falta de iluminação do local de trabalho, pode originar danos à visão.

1 – Pescoço
Inclinar a cabeça para o lado, puxando-o com uma das mãos. Manter o outro braço esticado e com a mão estendida.

2 – Ombro
Puxar com uma das mãos o cotovelo até sentir alongar a região lombar do ombro.

3 – Punhos 1
Manter um dos braços estendidos. Dobrar o punho para baixo com o auxílio da outra mão. Repetir o mesmo com o outro punho.

4 – Punhos 2
Flexionar o polegar, segurá-lo com os dedos e realizar o movimento de desvio para baixo.

5 – Rotação dos punhos
Com os braços rectos e para os lados, girar lentamente as mãos em círculo.

6 – Relaxar os músculos do pescoço
Inclinar a cabeça para a esquerda, para a direita, para a frente e para trás, mantendo cada uma das posições por alguns segundos.

7 – Relaxar os ombros
Com os braços soltos e com as mãos apontadas para baixo, executar um movimento giratório dos ombros para a frente e para trás.

8 – Flexão das pontas dos dedos
Com a mão direita estendida, dedos juntos e palma da mão voltada para baixo, pressionar os dedos contra a palma da mão esquerda.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Malo Clinic
O desenvolvimento oro-facial da criança pode sofrer alterações consideradas fora do normal, sendo mu
Ortodontia interceptiva

O desenvolvimento oro-facial da criança pode sofrer alterações fora dos padrões tidos como normais, podendo estas situações manifestarem-se em idades tão precoces como os 2 anos de idade. A A.D.A. (American Dental Association) e a A.A.O. (American Association of Orthodontists) recomendam que todas as crianças (sem exceção) sejam vigiadas por um Médico Dentista da Área da Ortodontia até aos 7 anos de idade.

Se estas alterações de desenvolvimento não forem diagnosticadas/tratadas em tempo útil, podem condicionar deformações que à posteriori terão como única solução a correção cirúrgica das mesmas. Geralmente esse mau desenvolvimento ocorre por variados motivos, sendo os principais: a persistência de hábitos de sucção (chucha, biberon ou dedo), questões respiratórias (respiradores orais), más posições da língua (deglutição atípica), agenésias dentárias (falta de dentes), inclusões dentárias (dentes que não erupcionam), onicofagia (roer das unhas) e bruxismo (ranger dos dentes, geralmente noturno).

Quando estas situações surgem, pode haver a necessidade de uma intervenção precoce para correção do desenvolvimento músculo-esquelético-dentário, evitando que este mau desenvolvimento condicione uma má oclusão, que significa um não encaixe entre os dentes superiores e inferiores ou má mordida.

Surge assim a Ortodontia Interceptiva, em dentição de leite e em dentição mista (dentição em que coabitam dentes de leite e dentes definitivos) e que através de aparelhos fixos ou removiveis como o Disjuntor Palatino, Aparelho de Haas, Hilgers, “Trainer” ou Aparelho Fixo 4 por 2, corrigem o mau desenvolvimento precocemente.

Disjuntor palatino

É um aparelho com uma ação essencialmente ortopédica, pois ao promover a disjunção do palato (separação do céu da boca), permite corrigir o desenvolvimento horizontal do maxilar superior, resolvendo assim um problema dentário-esquelético denominado de “Mordida Cruzada Posterior”.

Aparelho de Haas

Tem função semelhante ao Disjuntor Palatino, mas permite ainda umas aplicações para correcção da posição de dentes que se encontrem demasiado palatinizados (para trás).

Aparelho de Hilgers

Permite também a correção da posição antero-posterior dos dentes molares, pois quando há perda precoce de dentes de leite, o espaço para os definitivos pode “perder-se” por migração dos molares para “a frente” da dentição, forçando então este aparelho o movimento dos dentes molares para trás, bem como o corrigir de rotações dos mesmos.

“Trainer”

Tem essencialmente uma função de correção/terapia muscular, facilitando o reposicionamento da língua (o maior e mais forte músculo da cavidade oral) para a sua posição ideal, resolvendo assim o problema da deglutição atípica, bem como a correção de para-funções como o bruxismo noturno.

Aparelho 4 por 2

Tem essencialmente uma função de alinhamento dentário, bem como coadjuvante em casos em que a mandíbula esteja retraída, desbloqueando-a.

Todos estes aparelhos podem ser utilizados isoladamente ou em conjunto, complementando mutuamente a sua ação terapêutica.

Os objetivos finais da Ortodontia Intercetiva, não se destinam apenas com requisitos estéticos (embora haja uma melhoria evidente) mas também com uma melhoria da higiene oral (dentes mais alinhados são mais fáceis de escovar e passar o fio dentário), aumentar a eficiência mastigatória, melhorar a fonação e a respiração e prevenir danos na Articulação Temporomandibular.

Toda esta complexa aparatologia colocada em boca, complica a higiene oral dos jovens pacientes, pelo que tem de se iniciar um escrupuloso programa de higiene oral diária e uma forte e regular vigilância por parte do Médico Dentista/Higienista Oral. O uso de uma escova, um dentífrico, um elixir, um escovilhão dentário e fio/fita dentário(a) adequados são essenciais para a manutenção de uma boca sã, livre de cáries e sem problemas gengivais. É também aconselhável evitar, durante o uso da aparatologia, refrigerantes, alimentos muito açucarados pois podem dissolver o esmalte junto à superfície dentária, criando manchas esbranquiçadas e alimentos muito duros ou fibrosos porque podem danificar as componentes do aparelho.

Uma dentição bonita não é só o reflexo de uma boca sã e cuidada, mas também de uma mastigação eficiente e livre de problemas gengivais, resultado de um correto desenvolvimento oro-facial.

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Trabalhadores com VIH
Estudo da Organização Internacional do Trabalho diz que integração é fundamental para que os doentes mantenham a adesão aos...

Trabalhar parece ser um factor determinante para facilitar o acesso e adesão das pessoas infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) aos tratamentos anti-retrovirais, indica um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), feito a propósito do Dia Mundial da Sida que se assinala no domingo.

De acordo com o documento The Impact of Employment on HIV Treatment Adherence (O impacto do emprego na adesão ao tratamento do VIH), os doentes com emprego têm uma possibilidade 40% superior de aceder aos medicamentos e de cumprirem os tratamentos.

Para chegar a esta conclusão o relatório analisou 23 estudos diferentes sobre o tema que contaram com um total de 6674 pessoas com VIH. A informação foi complementada com vários inquéritos e entrevistas feitos por telefone. Foram analisados dados de países de baixos, médios e altos rendimentos de África, Ásia e América do Norte. Só dois dos estudos são de países europeus: um do Reino Unido e outro de França.

A OIT diz que o trabalho proporciona, entre outras coisas, condições financeiras para que os doentes consigam pagar tudo aquilo que está relacionado com os tratamentos, isto é, não só os medicamentos, mas também as deslocações aos serviços de saúde e uma alimentação saudável.

“Ao mesmo tempo que o acesso aos tratamentos aumentou extraordinariamente nos anos mais recentes, assegurar que as pessoas que vivem com VIH conseguem manter protocolos de tratamento continua a ser um desafio. Fica claro com este relatório que o emprego, e o papel concreto do local de trabalho, são vitais para se atingir o objectivo de conseguir ter 15 milhões de pessoas a viver com VIH a receberem tratamento em 2015, diz Alice Ouédraogo, responsável pela área da sida na OIT.

 

Discriminação em Portugal no local de trabalho

O trabalho surge uma semana depois de ter sido publicado em Portugal um outro documento que indica que quase um quarto das pessoas infectadas com VIH/SIDA, inquiridas num estudo, disse ter sido excluído da família; e metade dos participantes foi forçada a mudar de casa e perdeu uma oportunidade de trabalho por “viver com vírus”.

O Stigma Index Portugal, que analisou pela primeira vez o estigma que existe no país relativamente às pessoas infectadas com VIH, inquiriu 1474 pessoas com VIH de vários grupos vulneráveis.

Questionados sobre os tipos de exclusão que sofreram, 24,7% dos inquiridos disseram ter sido afastados de “actividades com familiares”, 23,3% de “actividades religiosas ou dos lugares de culto” e 20,1% de “encontros ou actividades sociais”, indicam os dados. Sobre as consequências da discriminação nos últimos 12 meses, 25% dos participantes foram forçados a mudar o local de residência ou impedidos de arrendar casa e 25% viram ser-lhes recusada ou negada uma oportunidade de trabalho. Houve ainda 14,4% das pessoas que disseram que lhes mudaram as tarefas no trabalho.

Sobre a situação laboral, a maioria dos inquiridos (608) está desempregada, 318 estão empregados a tempo inteiro por conta de outrem, 233 estão reformados, 175 fazem “biscates ou trabalhos precários por conta própria”, 58 são empregados a tempo inteiro por conta própria, 52 empregado em part-time por conta de outrem e 30 são estudantes.

O estudo é um projecto internacional e em Portugal foi coordenado pelo Centro Anti-Discriminação, com a associação SER+ e o Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA, tendo sido financiado pelo Programa ADIS-SIDA. Os locais de entrevistas foram os hospitais e centros hospitalares de Lisboa, Porto, Setúbal e Faro, os distritos em que a prevalência dos casos notificados até 31 de Dezembro de 2011 era superior a 5%.

Entre a mania e a depressão
Caracterizada por variações acentuadas do humor, com crises repetidas de depressão e ‘mania’, a doen

Anteriormente conhecida como doença maníaco-depressiva, a doença bipolar implica “episódios de humor onde os pensamentos, as emoções e o comportamento de uma pessoa se alteram bastante, de acordo com as suas oscilações de humor, que podem variar em termos de frequência, duração e intensidade, variando entre estados de depressão e de euforia”, explica Renata Frazão psicóloga clínica da Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB). Ou seja, os doentes têm variações de humor que oscilam entre a depressão e a mania (euforia). Pode acontecer que o indivíduo apresente sintomas de crises mistas, altura em que existe presença de sintomas de ambas as anteriores fases. As crises, seja de depressão, euforia ou mistas, podem ser graves, moderadas ou leves, mas em qualquer das formas têm importante repercussão nas sensações, nas emoções, nas ideias e no comportamento da pessoa, com uma perda importante da saúde e da autonomia da personalidade.

Assim, conforme referiu Renata Frazão ao Atlas da Saúde, os principais sintomas da doença bipolar distinguem-se conforme a fase em que o doente se encontra. “Na fase maníaca existem sintomas como, sentimento de grande confiança ou importância; diminuição da necessidade de dormir; a pessoa fala mais que o habitual, distrai-se facilmente; desenvolve bastantes actividades, muitas vezes pela primeira vez, saindo das suas áreas habituais de funcionamento, com grande agitação e desassossego, mas com pouca capacidade de concretização; adopção de alguns comportamentos de risco devido às suas potenciais consequências - por exemplo, fazer compras excessivas, desinibição sexual - fuga de ideias”, diz, acrescentando que, “na depressão, a falta de energia ou cansaço; o funcionamento mais lento, ou com grande agitação ansiosa; as alterações de apetite e peso; a hipersónia ou insónia; os sentimentos de inutilidade ou excesso de culpa; as dificuldades de concentração, eventualmente pode surgir ideação suicida, com ou sem tentativa de suicídio são os sintomas mais frequentes”.

Contudo, a psicóloga clínica alerta que todos estes sintomas podem não ocorrer em todas as pessoas com doença bipolar, mas quando acontecem têm um forte impacto na sua relação com os outros, bem como ao nível social e profissional. Por vezes, comenta Renata Frazão, “podem ainda ocorrer episódios psicóticos, tais como alucinações, delírios ou pensamentos desorganizados”.

Um doente pode estar em cada uma das fases durante alguns dias, ou mesmo vários meses. O mesmo se aplica a estabilização da doença. Ou seja, uma pessoa com o tratamento adequado pode evitar o aparecimento das crises e estar em fase de estabilização durante meses ou até anos. Actualmente não existe cura para a doença bipolar, mas “é possível um nível de estabilização bastante regular, desde que a pessoa tenha uma boa adesão à terapêutica e ao tratamentos recomendados e uma atitude responsável face aos cuidados que a doença exige, tais como ter uma boa higiene de sono, não consumir drogas nem álcool, e ter um estilo de vida mais saudável”, recomenda a responsável.

Recomendações importantes para viver com uma doença cuja causa não é exactamente conhecida e pode surgir em qualquer idade. A especialista refere que “a doença bipolar está relacionada com a existência de uma vulnerabilidade biológica e genética em interacção com certos factores ambientais, sentidos como stressores e potencialmente desencandeadores do aparecimento da doença”. Logo, são vários os factores que podem originar o aparecimento de uma das fases da doença. A crise económico-financeira que atravessamos, por exemplo, pode na opinião de Renata Frazão “ajudar a desencadear sentimentos intensos de insegurança e instabilidade em todas as pessoas, e podem potenciar em indivíduos que já tenham predisposição para a doença bipolar, e apenas nestas, a manifestação de sintomas desta”. Isto é, remata a especialista, “a crise não provoca a doença bipolar, pode sim causar o aparecimento de sintomas desta doença, em pessoas com uma predisposição para tal”.

 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da doença bipolar é feito mediante uma avaliação clínica da sintomatologia e realizada pelo médico de família, psiquiatra ou psicólogo clínico. O especialista deve ter em conta “os sintomas actuais descritos pela pessoa e eventuais situações anteriores clinicamente relevantes para a construção do diagnóstico”.

A doença afecta de igual modo homens e mulheres, mais frequentemente surge no início da idade adulta, e tem uma prevalência de cerca de 1 a 4% da população, “apesar de alguns estudos indicarem uma prevalência superior”. No que respeita à incidência, Renata Frazão esclarece que “na ADEB tivemos em 2012 um número médio de 300 pessoas que nos procuraram pela primeira vez, com doença, sendo que destas, perto de 50% têm o diagnóstico da doença bipolar”.

No que toca ao tratamento, não existe um que cure a doença por completo. No entanto, é possível controlar a doença, através de medicamentos estabilizadores do humor, cuja acção terapêutica diminui muito a probabilidade de recaídas, tanto das crises de depressão como de mania. Assim, conforme explica a responsável, “o tratamento passa por uma terapêutica farmacológica, psicoeducação (aprender a viver com esta doença) e psicoterapia, para que a pessoa consiga fazer uma reflexão sobre o embate e percurso da doença na vida, e assim tentar controlar de forma mais eficaz os factores de risco na doença bipolar”.

É importante o apoio individual e familiar às pessoas com diagnóstica da doença. Isto porque a noção de doença mental ainda comporta um estigma social importante. Verifica-se uma tendência para considerar negativamente as pessoas que sofrem de doenças psiquiátricas. O conhecimento, mesmo que simplificado, das características da doença bipolar facilita a seu reconhecimento aos próprios (que a sofrem) e aos outros, possibilitando uma maior ajuda a muitas pessoas que carecem de um tratamento médico adequado e de uma solidária compreensão humana.

“Na ADEB, fazemos um apoio complementar e em articulação com psiquiatria, no sentido de promover a psicoeducação e apoio psicológico aos doentes e às suas famílias. Temos ainda grupos de auto ajuda e grupos psicoeducativos, que visam promover o combate ao estigma social, ao isolamento, e potenciar o contacto com outras pessoas com situações idênticas, o acesso a informação mais actualizada e adequada sobre a doença e a adopção de uma atitude mais positiva e responsável no manejo da mesma”, afirmou a especialista.

A ADEB tem a Sede Nacional em Lisboa e delegações regionais em Coimbra e Porto. No site www.adeb.pt pode encontrar mais informação acerca do trabalho desenvolvido.

Contactos da ADEB: Sede Nacional em Lisboa: 218540740; Delegação Regional do Norte (Porto): 226066414; Delegação Regional do Centro (Coimbra): 239812574.

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Estudo indica:
A maioria das mulheres (51%) e quase metade (46%) dos homens residentes em Portugal têm filhos e não tencionam ter mais, revela...

O Inquérito à Fecundidade 2013 (IFEC), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), decorreu entre 16 de Janeiro e 15 de Abril e foi dirigido a mulheres com idades entre os 18 e 49 anos e a homens com idades entre os 18 e 54 anos.

O inquérito permitiu analisar a fecundidade, quer para quem tem filhos, quer para quem (ainda) não tem, em função do número de filhos tidos, do número de filhos que as pessoas (ainda) pensam vir a ter e do número de filhos que desejariam ter.

Os dados revelam que as mulheres e os homens inquiridos têm, em média, 1,03 filhos, mas pensam chegar aos 1,77 filhos (média), sendo o número médio de filhos desejados ao longo da vida de 2,31 filhos.

Relativamente ao número ideal de filhos numa família, as pessoas consideram, em média, 2,38 filhos como sendo o número ideal, valor próximo ao que desejariam para si próprias.

Segundo o inquérito, “não ser verificam diferenças assinaláveis entre mulheres e homens quanto ao número médio de filhos que pensam vir a ter e que desejariam ter”.

Presente na apresentação do inquérito, o presidente da FFMS, Álvaro Barreto, afirmou que não haver uma “grande diferença entre homens e mulheres” neste domínio é um resultado que lhe “agrada” porque “é um sinal de progresso”.

O estudo adianta que 74% das mulheres e 88% dos homens com idades entre os 18 e os 29 anos não têm filhos, enquanto 40% das mulheres e 38% dos homens do grupo etário 30/39 anos têm um filho e, no grupo 40/49 anos, 45% das mulheres e 40% dos homens têm dois filhos.

“A idade média em que tiveram o primeiro filho ronda os 26 anos para as mulheres e os 28 anos para os homens, reflectindo a tendência destes serem pais mais tardiamente”, sublinha.

Para aqueles que ainda não têm filhos, mas pensam vir a ter, a idade média com que no máximo querem vir a ter o primeiro filho é de 31 anos para as mulheres e 33 anos para os homens.

Para todos os grupos etários, é predominante a proporção de pessoas que pensam vir a ter e desejariam ter dois filhos, independentemente da situação conjugal, do nível de escolaridade ou da condição perante o trabalho.

Contudo, 42% das mulheres e 36% dos homens com nível de escolaridade “superior” desejavam ter três ou mais filhos, valores superiores aos observados nos restantes níveis de escolaridade.

Também as pessoas que vivem em áreas densamente povoadas desejam ter, em média, mais filhos (2,4) do que as que vivem em áreas menos povoadas (2,2).

“Ver os filhos crescerem e desenvolverem-se” é apontado como o motivo importante para a decisão de ter filhos para 97% dos inquiridos, independentemente de já serem pais, seguindo-se a “realização pessoal” e o desejo de “ver a família aumentar”.

Os principais motivos apontados por quem não tem filhos para não equacionar tê-los são os “custos financeiros associados a ter filhos” (67% das mulheres e 68% dos homens) e a “dificuldade para conseguir emprego” (48% e 59%, respectivamente).

Para quem tem filhos e pensa não vir a ter mais, os motivos mais referidos são igualmente os custos financeiros (86% das mulheres e 82% dos homens) e a “dificuldade para conseguir emprego” (54% e 50%, respectivamente).

Acresce ainda, como motivo com particular expressão para não se ter mais filhos, o facto de já terem os que querem (74%).

Malo Clinic
O medo de ir ao dentista é um problema e uma barreira universal para a procura de tratamento dentári

O início de um novo ano escolar e o restabelecer das rotinas diárias nas famílias, leva muitos pais a marcarem consultas de avaliação da saúde oral dos seus filhos. A entrada ou o regresso à escola revela-se também como uma forma de exposição a outros fatores que poderão influenciar negativamente a saúde oral nas crianças, nomeadamente uma alimentação menos cuidada e sem a supervisão dos pais e a impossibilidade de escovar os dentes após as refeições em muitas instituições de ensino. As brincadeiras em conjunto com outras crianças deverão também ser tidas em conta pela maior exposição a situações problemáticas de origem traumática.

O medo de ir ao dentista é um problema e uma barreira universal para a procura de tratamento dentário. Pode ser adquirido na infância por experiências desagradáveis ou indiretamente por relatos de pais, parentes e conhecidos, permanecendo na idade adulta. Este receio, presente em grande parte da sociedade, pode atingir mais de 40% da população que evita assim procurar atendimento odontológico devido ao medo e ansiedade. Um dos grandes desafios para a Medicina Dentária moderna é o controlo do medo e ansiedade do paciente, sentimentos geradores de stress, e proporcionar qualidade de atendimento e conforto durante o procedimento clínico. Estas preocupações devem ser tidas em conta logo na consulta de Odontopediatria.  

A sedação consciente com protóxido de azoto e oxigénio é rotineiramente realizada desde os anos 60 nos EUA, sendo considerada a técnica mais segura e eficaz na Odontopediatria. O protóxido de azoto é um gás incolor, sem odor ou sabor desagradáveis, não é inflamável ou irritante e não se liga a nenhum elemento sanguíneo, logo não é degradado no organismo, atingindo uma rápida concentração no cérebro. Como o protóxido de azoto não possui efeitos adversos sobre o fígado, rim, cérebro e sistemas cardiovascular e respiratório, os pacientes que requerem cuidados especiais no atendimento dentário, tais como problemas cardíacos, diabéticos, hipertensos e asmáticos, entre outros, podem ser submetidos à esta técnica.

Muitas vezes as consultas de Medicina Dentária com crianças tornam-se delicadas se estas se apresentarem muito irrequietas, ansiosas ou pouco cooperantes com o Médico Dentista. Se houver um grande número de tratamentos a realizar, tal poderá de igual modo tornar-se um obstáculo a que a consulta decorra nos seus trâmites normais, o mesmo se aplicando a crianças portadoras de deficiências psicomotoras.

Assim, a sedação consciente com protóxido de azoto e oxigénio é um importante aliado do Médico Dentista e da criança, uma vez que possibilita que esta fique mais calma e relaxada, por períodos mais prolongados, permitindo ao clínico realizar os tratamentos necessários. A sensibilidade é reduzida pois o protóxido de azoto produz um certo grau de analgesia, mas este não é um substituto para o anestésico local. Tal como nos outros métodos de sedação, a combinação da sedação inalatória com a anestesia local é necessária e vantajosa. Esta técnica proporciona também um aumento da cooperação do paciente, reduzindo ou eliminando a sua ansiedade, proporcionando uma sensação de segurança e conforto, além de aumentar o controlo sobre os movimentos e reações adversas durante a consulta.

Para que a sedação resulte, o paciente tem de respirar calmamente pelo nariz, sendo a cooperação da criança ao ser sedada fundamental, visto se tratar de um gás pouco potente. O efeito sedativo tem um início rápido e a recuperação normalmente ocorre entre 3 a 5 minutos. A sedação pode ser interrompida em qualquer altura bastando para tal respirar unicamente oxigénio durante poucos minutos. A criança mantém-se sempre consciente durante o todo período em que está a ser sedada, respirando sozinha e respondendo à estimulação física ou ao comando verbal.
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A droga mais popular
A marijuana ou cânhamo índico, cuja denominação científica é Cannabis sativa, actualmente, é cultiva

Estamos perante uma planta cujo cultivo se adapta a praticamente qualquer clima e uma vez adaptada pode, inclusive, integrar-se num novo ecossistema.

A sua inclusão nos textos de medicina e farmácia é bastante antiga, sendo a primeira referência a da farmacopeia do imperador chinês Shen Nong (cerca de 3.000 anos a.C.).

É, também, citada nos textos sagrados do Hinduísmo, especialmente no Atharva Veda (2.200 anos A.C.), talvez introduzido pelos indo-europeus procedentes da área da cannabis.

No ocidente foi sempre uma planta muito popular, defendida por Diaconides e mais tarde, com muito ardor, por Laguna e Galeno. Em todo o caso, as indicações clínicas, como em todas as velhas farmacopeias, são um pouco confusas à luz dos nossos actuais conhecimentos.

Há três formas de consumo da Cannabis Sativa:

1."Marijuana ou Erva” – Preparada a partir das folhas secas, flores e pequenos troncos da planta;

2."Haxixe" – Prepara-se prensando a resina da planta fêmea e se transforma numa barra de cor castanha, com o nome coloquial de "Chamom". O seu conteúdo em THC (até 20%) é superior ao da Marijuana (de 5% a 10%), pelo que a sua toxicidade é potencialmente maior.

3."Óleo de Cannabis ou Óleo de Haxixe" – Liquido concentrado que se obtém misturando a resina com um dissolvente, como a acetona, o álcool ou a gasolina. Este evapora-se em grande medida e dá lugar a uma mistura viscosa, cujas quantidades em THC são muito elevadas (até 85%).

Efeitos

Os seus efeitos aparecem a curto prazo e variam em função das doses, da potência da cannabis utilizada, da maneira como é fumada, do estado de ânimo e das experiências anteriores.

Efeitos imediatos

Sintomas e sinais físicos:

·Aumento da frequência cardíaca;

·Aumento da pressão arterial sistólica quando se está deitado e a sua diminuição quando se está de pé;

·Congestão dos vasos conjuntivais (olhos vermelhos);

·Dilatação dos brônquios;

·Diminuição da pressão intraocular;

·Fotofobia;

·Tosse;

·Diminuição do lacrimejo.

Sintomas psíquicos:

·Euforia, que aparece minutos depois do consumo;

·Sonolência;

·Fragmentação dos pensamentos e podem surgir ideias paranoides;

·Intensificação da consciência sensorial, maior sensibilidade aos estímulos externos;

·Instabilidade no andar;

·Ação antiemética.

Alteração da memória imediata, assim como da capacidade para a realização de tarefas que requeiram operações múltiplas e variadas, juntando-se a isto reações mais lentas e um défice na aptidão motora, que persistem até 12 horas após o consumo. Isto provoca uma considerável interferência na capacidade de condução de veículos e outras máquinas.

Nas pessoas com pouca experiência e que a ingerem em lugares desconhecidos, os efeitos negativos mais frequentes são sintomas de ansiedade e ataques de pânico. Também, depois da euforia inicial, podem surgir sintomas de depressão.

Em pessoas vulneráveis ou consumidores de doses muito elevadas, pode provocar, em menor grau, um quadro psicótico-alucinatório-delirante agudo. Estes sintomas são mais frequentes nos países onde se consomem produtos potentes em THC. Os transtornos são de breve duração e em geral não é necessária uma assistência especializada.

Efeitos a longo prazo

Efeitos físicos:

·Nos fumadores produz bronquite e asma. O risco de contrair cancro do pulmão é maior, devido ao fumo ser inalado de uma forma mais profunda.

·Os efeitos endócrinos mais destacados são a diminuição da testosterona, inibição reversível da espermatogénese no homem e uma supressão da LH plasmática, que pode originar ciclos anovulatórios na mulher.

·Os filhos das mulheres consumidoras crónicas podem apresentar problemas de comportamento. Produz alterações na resposta imunológica, apesar da sua importância clínica ser desconhecida.

Efeitos psíquicos:

·Nos fumadores crónicos, o consumo pode provocar um empobrecimento da personalidade (apatia, deterioração dos hábitos pessoais, isolamento, passividade e tendência para a distração). Esta situação é semelhante à dos consumidores crónicos de outros depressores do Sistema nervoso Central. Alguns autores denominaram-na como "síndrome amotivacional".

·A existência de uma psicose cannábica crónica é controversa e atualmente admite-se que só apareceria em indivíduos propensos a padecer de algum transtorno psicológico.

Potencial de dependência

Provoca uma síndrome de abstinência leve (ansiedade, irritação, transpiração, tremores, dores musculares). A tolerância só ocorre nos grandes consumidores. Já que o seu mecanismo de ação no sistema nervoso se faz através de recetores específicos, não existe tolerância cruzada com nenhuma outra substância.

Tendo em conta o elevado número de pessoas que consomem derivados da cannabis, são muito poucas as que procuram ajuda para deixar o consumo.
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Anatomia
O aparelho genital feminino é constituído por uma série de órgãos externos e internos que permitem à

É possível distinguir as estruturas pertencentes ao aparelho genital feminino em dois grupos de órgãos: os externos, directamente ligados ao exterior ou até visíveis a olho nu, e os internos, localizados no interior da cavidade pélvica.

Órgãos externos
Os órgãos genitais externos são essencialmente os elementos que formam a vulva, embora também se possa incluir a vagina neste grupo, e correspondem às estruturas que participam na cópula. Assim, os órgãos genitais externos (vulva) são ladeados pelos grandes lábios, que são bastante volumosos, carnudos e comparáveis ao escroto nos homens. Os grandes lábios contêm glândulas sudoríparas e sebáceas (que segregam óleo). Depois da puberdade, cobrem-se de pêlos.A separação dos grandes lábios proporciona a observação dos pequenos lábios, duas pregas de pele mais finas e sem pêlos, cuja união da parte anterior constitui uma pequena camada do clítoris, um pequeno órgão eréctil, equivalente ao pénis masculino (com um par de corpos cavernosos, mas sem corpo esponjoso) e constituído por inúmeras terminações nervosas sensitivas, enquanto a parte posterior se encontra ligada aos grandes lábios. Os pequenos lábios podem ser muito pequenos ou ter até 6 cm de largura e rodeiam os orifícios da vagina e da uretra. A uretra, que transporta a urina da bexiga até ao exterior, tem o seu orifício de saída à frente da vagina.

Os grandes lábios encontram-se na parte inferior, no períneo, numa zona fibromuscular localizada entre a vagina e o ânus. A pele (epiderme) que cobre o períneo e os grandes lábios é semelhante à do resto do corpo (grossa, seca e pode descamar-se). O revestimento dos pequenos lábios e da vagina, pelo contrário, é uma membrana mucosa. Apesar de as suas camadas internas serem de estrutura semelhante à epiderme, a sua superfície mantém-se húmida graças ao líquido dos vasos sanguíneos das camadas mais profundas que atravessa o tecido. A sua grande quantidade de vasos sanguíneos dá-lhe uma cor rosada.

O orifício da vagina denomina-se intróito e a zona com forma de meia-lua que se encontra por trás desse orifício é conhecida como forquilha vulvar. Através de canais minúsculos que estão situados junto ao intróito, as glândulas de Bartholin igualmente denominadas glândulas vestibulares maiores ou paravaginais, cujos orifícios de saída encontram-se entre a parte posterior do orifício vaginal e os pequenos lábios; e as inúmeras glândulas vestibulares menores, distribuídas ao longo de todo o vestíbulo e especialmente abundantes à volta da papila uretral e do clítoris. Estas glândulas quando são estimuladas segregam um fluxo (muco) que lubrifica a vagina durante o coito.

O orifício vaginal é rodeado pelo hímen (ou membrana vaginal). Na mulher virgem, o hímen pode cobrir por completo o orifício, mas normalmente rodeia-o como um anel adaptado. Como o grau de adaptação varia entre as mulheres, o hímen pode romper-se na primeira tentativa de manter uma relação sexual ou pode ser tão mole e flexível que não se verifica qualquer rompimento. Numa mulher que não é virgem, o hímen é como um pequeno apêndice de tecido que rodeia o orifício vaginal.

Órgãos internos
Os órgãos genitais internos compreendem os ovários, que constituem as gónadas femininas, nas quais os óvulos são formados e as hormonas sexuais femininas são elaboradas; as trompas de Falópio, as duas estruturas tubulares que se prolongam dos ovários até ao útero, outro órgão genital interno, e por fim, a vagina.

Útero
O útero é um órgão oco situado no centro da pélvis, por trás da bexiga e à frente do recto. Tem a forma de uma pêra invertida, com cerca de 7 a 8 cm de comprimento, entre 3 a 4 cm de diâmetro na sua parte mais larga e um peso um pouco inferior a 100g, embora as suas dimensões se alterem significativamente durante a gravidez, ao longo da qual o útero aumenta milhares de vezes e alcança um peso superior a 1kg. O útero divide-se em duas partes: o colo uterino (ou cérvix) e o corpo principal (o corpus).

O útero normalmente está um pouco dobrado para a frente, na zona onde o colo se une ao corpo. Durante os anos férteis, o corpo é duas vezes mais comprido do que o colo uterino. O corpo é um órgão com musculatura abundante que aumenta para alojar o feto. As suas paredes musculares contraem-se durante o parto para empurrar o bebé para fora pelo colo uterino fibroso e pela vagina.

O colo uterino contém um canal que permite a entrada do esperma no útero e a saída da secreção menstrual para o exterior. Excepto durante o período menstrual ou na ovulação, o colo uterino é geralmente uma boa barreira contra as bactérias. O canal do colo uterino é demasiado estreito para que o feto o atravesse durante a gravidez, mas durante o parto dilata-se para que seja possível a saída do feto.

O canal do colo uterino é revestido por glândulas que segregam um muco espesso e impenetrável para o esperma, justamente até ao momento em que os ovários libertam um óvulo (ovulação). Durante a ovulação, a consistência do muco altera-se para que o esperma possa atravessá-lo e fertilizar o óvulo. Ao mesmo tempo, o muco que estas glândulas do colo uterino segregam tem a capacidade de manter o esperma vivo durante 2 ou 3 dias. Mais tarde, este esperma pode deslocar-se para cima e, atravessando o corpo do útero, entrar nas trompas de Falópio para fertilizar o óvulo.

Trompas de Falópio
As trompas de Falópio são duas estruturas tubulares ocas semelhantes a chifres de veado, com cerca de 10 a 12 cm de comprimento, que se evidenciam uma em cada lado do corpo do útero, terminando muito perto do ovário. A extremidade de cada trompa dilata-se e adopta a forma de funil, formando um orifício com maior diâmetro, para facilitar a queda do óvulo no seu interior, quando este é libertado pelo ovário.

Os ovários não estão unidos às trompas de Falópio, mas encontram-se suspensos muito perto delas graças a um ligamento. Os ovários, de cor pérola, têm uma forma oblonga e são um pouco mais pequenos que um ovo cozido.

Ovários
Os ovários são dois órgãos glandulares em forma de amêndoa, com cerca de 3 a 4 cm de comprimento e perto de 2 cm de largura na mulher adulta, localizados simetricamente na parte inferior da cavidade pélvica em ambos os lados do útero e cada um debaixo da correspondente trompa de Falópio, seguros nessa posição por vários ligamentos. Por outro lado, os ovários correspondem às gónadas femininas, já que é neles que as células hormonais reprodutoras e as hormonas sexuais femininas são produzidas.

Cada ovário é constituído por duas zonas: uma periférica, designada córtex, onde se encontram as células reprodutoras e outra central, a medula, formada essencialmente por tecido conjuntivo e onde se encontram os vasos sanguíneos que irrigam o órgão.

Vagina
A vagina é um órgão tubular oco com cerca de 8 a 12 cm de comprimento e um diâmetro muito variável, já que os seus septos são muito elásticos e conseguem dilatar-se, de modo a acolherem o pénis durante o coito e para permitirem a saída do feto para o exterior no momento do parto. Situada entre a bexiga e o recto, a vagina tem uma disposição oblíqua, de cima para baixo e de trás para a frente.

A superfície interna da vagina encontra-se revestida por uma camada mucosa constituída por pequenas glândulas, cujas secreções contribuem para a lubrificação do canal. Por baixo da mucosa existe uma camada de tecido muscular e de tecido conjuntivo.Na parte superior, a vagina encontra-se ligada ao útero, cujo colo se eleva no fundo do canal vaginal, enquanto a extremidade inferior se abre para o exterior através de um orifício situado no vestíbulo da vulva, entre os pequenos lábios.

Nas mulheres virgens, este orifício encontra-se parcialmente revestido por uma membrana denominada hímen (do grego, membrana), de consistência e forma variáveis, com um orifício central que permite a passagem do fluxo menstrual, embora possa ser rompido, com maior ou menor facilidade, através da utilização de tampões ou através da realização do primeiro coito.

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Quando a criança apresenta:
O aparecimento de manchas na pele é uma situação que acontece muitas vezes em crianças e uma causa f
Manchas na pele da criança

Quando uma criança aparece com manchas na pele, é importante que os pais olhem atentamente para a criança e avaliem três aspectos fundamentais: o tipo de manchas, quais as zonas do corpo atingidas e qual o estado geral da criança.
Assim, a primeira observação que os pais têm de fazer é se as manchas são pequenas ou grandes, qual a sua cor e se desaparecem quando são pressionadas com o dedo. A maioria das doenças provoca manchas que são pequenas (mesmo que atinjam grandes zonas do corpo) de cor rosa e que desaparecem ou se atenuam quando é feita alguma pressão sobre elas. Manchas de grandes dimensões podem existir quando ocorre uma reacção alérgica a um alimento ou medicamento como acontece na urticária.

Manchas pequeninas de cor mais escura (cor de sangue) e que não se alteram quando se faz pressão sobre elas chamam-se petéquias. As petéquias podem indicar que a criança tem uma infecção grave como uma sépsis ou meningite, principalmente se a criança está prostrada (diminuição da energia) e com febre elevada ou vómitos.

Existem outras doenças que também provocam o aparecimento de petéquias mas, na dúvida, sempre que este tipo de manchas aparecer a criança deve ser vista por um médico.

Zonas do corpo atingidas

A maioria das doenças que originam manchas na pele tem uma distribuição mais ou menos característica. Na criança que tem alguma tendência alérgica surgem muitas vezes zonas de eczema na face, atrás das orelhas, no pescoço e nas zonas das articulações. A pele restante está geralmente poupada, mas tende a estar seca.

As picadas de insecto aparecem principalmente nas zonas expostas da pele como as extremidades dos braços e pernas ou na barriga, por exemplo na criança que dorme destapada. São geralmente poucas manchas, todas localizadas na mesma zona e provocam muita comichão. As petéquias podem surgir em qualquer zona do corpo.

Avaliar estado geral da criança

Para melhor identificar o que pode estar na origem do aparecimento das manchas deve avaliar o estado geral da criança. Na maioria dos casos as manchas no corpo seguem-se ou são simultâneas com pequenas subidas de temperatura ou mesmo uma constipação.

Nas situações graves a criança apresenta baixa de energia, sem forças, baixo animo acompanhado de pouco apetite, febre ou arrepios de frio, vómitos ou dores de cabeça.

Assim, na presença de manchas na pele o mais importante é os pais observarem o estado geral da criança. Uma criança com mais ou menos manchas que está sem febre, mantém o apetite, mantém os seus hábitos de sono e está bem disposta não sofre (seguramente) de qualquer doença grave.

Se, independentemente do tipo de manchas, a criança está prostrada ou com febre alta ou vómitos, deve ser vista de imediato por um médico. Nas situações intermédias, em que pode existir uma febre baixa, dores de cabeça ou alguma perda do apetite muitas vezes tudo o que há a fazer é baixar a febre e aguardar algum tempo (24 horas) para ver qual o rumo que a doença vai tomar.

Se a criança teve contacto com outras que entretanto também adoeceram, por exemplo com varicela, o diagnóstico fica facilitado.

Portanto, no aparecimento de manchas na pela, os pais devem ter em atenção o seguinte:

1 - Criança com manchas no corpo e febre alta deve ser observada com urgência.
2 - Criança com petéquias deve ser observada com urgência.
3 - Nos outros casos pode ser dado algum tempo para observar a evolução da situação.

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Eficácia e segurança
Doenças como o sarampo ou a poliomielite já mataram milhões de pessoas.

As vacinas são o meio mais eficaz e seguro de protecção contra certas doenças, mesmo quando a imunidade não é total, quem está vacinado tem maior capacidade de resistência na eventualidade da doença surgir. A descoberta das vacinas constitui uma das maiores vitórias da medicina. Os seus princípios empíricos já são conhecidos há muito tempo, embora só recentemente tenham sido utilizados de forma moderna e massiva.

Em Portugal, administram-se vacinas desde o início do século XIX, designadamente a anti-variólica, mas foi apenas a partir de 1965, com a criação do Programa Nacional de Vacinação (PNV) que os ganhos em saúde foram significativos. Todas as vacinas que fazem parte do Plano Nacional de Vacinação são gratuitas.

No final do ano de 1965 iniciou-se a vacinação em massa contra a poliomielite, registando-se então 292 casos da doença; no ano seguinte registaram-se apenas 13 casos, o que traduz uma redução de 96 por cento. Em 1966 acrescentou-se a vacina contra a tosse convulsa, a difteria, o tétano e a varíola. Nesse mesmo ano efectuou-se a vacinação em massa das crianças contra a difteria e a tosse convulsa, registando-se nesse ano 1010 casos de difteria e 973 casos de tosse convulsa; no ano seguinte, após a vacinação, registaram-se apenas 479 casos da primeira doença e 493 da segunda, ou seja, uma redução de 50 por cento.

O sarampo (em 1974), a rubéola e a parotidite (em 1987) foram as vacinas seguintes a ser introduzidas no PNV. Seguiu-se o Haemophilus influenzae b e a hepatite B (Janeiro de 2000). Mais recentemente, em Janeiro de 2006, o PNV recebeu a vacina conjugada contra o meningococo-C e, em 2008, a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV).

Outra vitória enorme da vacinação, ainda mais espectacular a nível mundial, foi a erradicação da varíola. Esta doença, que durante muitos séculos matou milhões de pessoas, foi considerada eliminada em 1978 e erradicada em 1980; o último caso de doença ocorreu na Etiópia em 1977.

Desde 1965, em Portugal foram vacinados mais de sete milhões de crianças e vários milhões de adultos através do PNV, que é universal e gratuito. As doenças abrangidas estão eliminadas ou controladas, tendo-se evitado milhares de casos de doença e centenas de mortes, sobretudo em crianças, que teriam ocorrido na ausência de vacinação. As vacinas incluídas no PNV são muito importantes para a Saúde Pública e permitem combater doenças como a difteria, doença invasiva por Haemophilus influenzae b, doença invasiva por Neisseria meningitidis C (meningite C), Hepatite B, Papeira (trasorelho ou parotidite epidémica), Papiloma humano (desde Outubro de 2008), Poliomielite (paralisia infantil), Rubéola, Sarampo, Tétano, Tosse convulsa (coqueluche ou pertussis) e Tuberculose.

Embora as vacinas sejam administradas sobretudo em crianças e adolescentes os adultos devem ter actualizadas as suas vacinações contra a hepatite B, principalmente se tiverem comportamentos de risco, como toxicomania, promiscuidade sexual, etc., e contra a difteria e o tétano (reforços de 10 em 10 anos).

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Malo Clinic
Quando se fala na importância da higiene oral, devemos ter em conta a sua integração num todo que é
Seja por uma possível relação de causalidade constituindo um factor de risco como verificado nos estudos de Syoferas e colaboradores 2012 ( Sfyroeras GS, Roussas N, Saleptsis VG, Argyriou C, Giannoukas AD. Association between periodontal disease and stroke. J Vasc Surg . 2012 Jan 13. [Epub ahead of print]) , ou por partilharem factores de risco semelhantes como sugerido por Demmer e Desvarieux em 2006 (Demmer RT, Desvarieux M. Periodontal infections and cardiovascular disease. The heart of the matter. J Am Dent Assoc 2006; 137:14-20) é uma situação que dá que pensar.
 
E pensar que tudo isto ou pelo menos a esmagadora maioria pode ser evitado ao escovar os dentes corretamente todos os dias, duas vezes por dia, com o uso do fio dentário, associado a hábitos de vida saudáveis...
 
Parece-lhe lógico arriscar em não ter uma boa higiene oral?
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Estudo
Estudo alerta para os riscos associados à realização excessiva de exames. A responsabilidade não é só dos utentes, os médicos...

Prevenir nem sempre é o melhor remédio. A mensagem é contrária à “percepção cultural” enraizada na sociedade portuguesa, mas começa a ser defendida cientificamente: “Nós, comunidade médica, contribuímos para criar esta ideia de que quanto mais exames médicos e (mais) vigilância melhor e na realidade nunca se passou a mensagem de que quando nos submetemos a exames médicos corremos riscos.”

Os danos causados por um rastreio excessivo são variáveis consoante o tipo de exame realizado, e vão desde a detecção de falsos positivos, o risco de detectar problemas sem importância clínica real e mesmo a realização posterior de tratamentos desnecessários.

A balança é de difícil equilíbrio, mas um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) veio mostrar, com um estudo agora publicado na revista científica PLOS ONE, que a percepção dos portugueses – utentes e médicos – em relação ao número de exames médicos que deve realizar é errada. Fazemos mais exames e com maior frequência do que os previstos nas recomendações nacionais e internacionais, concluíram os investigadores.

Os “resultados surpreendentes” mostram que 99,2% dos portugueses acreditam que devem fazer análises gerais a cada 12 meses e que 87,4% as faz mesmo nessa periodicidade, mesmo que não existam recomendações nesse sentido, explicou Carlos Martins, primeiro autor do estudo feito com uma amostra representativa de mil portugueses com mais de 18 anos.

Para o investigador, os portugueses fazem “um número excessivo de exames complementares de diagnóstico” sem ter em conta que “submeter-se a exames médicos é expor-se a riscos”. “No futuro quando convidarmos as pessoas para fazermos determinados exames médicos e rastreios vamos ter de começar a passar a mensagem de que ao submeter-se a este exame tem alguma probabilidade de benefício mas tem também alguma probabilidade de dano associado”, defendeu, durante a apresentação do estudo na FMUP.

O trabalho dos investigadores não põe em causa a importância da medicina preventiva mas evidencia a necessidade de alcançar um meio termo, alertando não só os utentes como a própria comunidade médica para o uso excessivo de meios complementares de diagnóstico.

Se num período de dez anos forem rastreadas com mamografia 2000 mulheres, evita-se a morte de uma dessas mulheres, mas são feitos dez diagnósticos desnecessários e dados 200 falsos positivos. Da mesma forma, se num período de 11 anos forem rastreados 1055 homens com análise do PSA (Antigénio Específico da Próstata), evita-se que um homem morra com cancro da próstata mas 37 homens saudáveis são rastreados desnecessariamente com danos óbvios: possibilidade de ter disfunção eréctil, incontinência e ainda dano psicológico.

A percepção da necessidade de realizar exames médicos nem sempre é a correcta, salientou Carlos Martins: por exemplo, 67,8% dos portugueses sem qualquer historial familiar de cancro do pulmão consideram que devem fazer um raio X pulmonar, em média, de 15 em 15 meses.

A iniciativa de fazer estes exames considerados desnecessários é da responsabilidade do doente em 36,9% dos casos, mas recai sobre os profissionais de saúde 31,1% das vezes e resulta de mútuo acordo em 28,2% das situações.

Estudo
Alguns analgésicos solúveis podem, quando tomados regularmente, representar risco para a saúde devido à grande quantidade de...

Algumas fórmulas destes fármacos efervescentes, se tomados diariamente na sua dose máxima, podem provocar problemas cardíacos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), segundo a investigação, a cargo do médico Jacob George, do Hospital Ninewells de Dundee, na Escócia.

O médico analisou os casos de 1,2 milhões de pacientes no Reino Unido e encontrou uma relação entre o consumo destes fármacos e a incidência de ataques cardíacos e AVC.

A Fundação Britânica do Coração assinalou, no entanto, que a investigação se refere concretamente a pessoas que tomam estes medicamentos diariamente, explicando que se forem tomados ocasionalmente não prejudicam a saúde.

Segundo a investigação, muitos fármacos efervescentes contêm uma grande quantidade de sal, porque, para que possam dissolver-se, devem conter bicarbonato que costuma ser misturado com sal.

"Sabemos que altos índices de sal causam hipertensão e a hipertensão leva ao AVC", disse Jacob George, sublinhando que há muitas pessoas que compram estes medicamentos sem prescrição médica.

O estudo revela que, em alguns medicamentos, o nível de sódio atinge os 18 mmol (unidade que mede a quantidade de substâncias químicas).

A quantidade máxima recomendada de sódio para um adulto no Reino Unido é de 104 mmol por dia, o equivalente a seis gramas de sal.

A Agência Reguladora dos Medicamentos e Cuidados de Saúde disse que analisará cuidadosamente os resultados desta nova investigação.

Estudo da Deco:
Os hipermercados vendem os medicamentos sem receita médica cerca de 10% mais baratos do que as farmácias, uma tendência que se...

A associação analisou preços de 25 medicamentos de venda livre em farmácias, parafarmácias e hipermercados e concluiu que, na maioria dos casos, “compensa adquiri-los nos espaços de saúde dos hipermercados”.

As conclusões, que hoje são divulgadas na revista Teste Saúde, mostram que, no conjunto dos 25 remédios sem receita analisados, a factura na farmácia seria de 156 euros, na parafarmácia 150 euros e no hipermercado ficaria por 141 euros.

A amostra estudada custa, em média, 10% menos nos hipermercados do que nas farmácias, segundo as respostas obtidas em Julho deste ano de um total de 300 espaços.

As diferenças de preços podem atingir os 116%, como no caso de umas gotas para as cólicas do bebé que chegam a custar mais do dobro do preço entre o ponto de venda mais barato e o mais caro.

Apesar de apresentarem preços mais elevados, as farmácias continuam a ter 84% das vendas dos medicamentos não sujeitos a receita médica, refere o artigo da Teste Saúde.

A Deco analisou também 12 produtos de cuidados pessoais e detectou que as diferenças de preços entre os vários locais de venda não são tão significativas.

Ainda assim, no caso dos artigos pessoais, como champôs ou produtos dentários, são as parafarmácias a apresentar os preços mais baixos, uma média de 4% a menos do que nas farmácias.

A Deco vai disponibilizar, a partir de hoje, no seu site uma espécie de simulador para os consumidores que queiram consultar, na zona em que pretendem, onde são vendidos os medicamentos e produtos mais baratos incluídos neste estudo.

Perguntas e respostas
A dislexia representa um grave problema escolar, para o qual todos os profissionais de educação estã
Peças de letras com várias cores

O que é a dislexia?

A dislexia caracteriza-se por problemas na leitura. Quando a pessoa lê, ela pode não entender bem os códigos da escrita. A leitura pode ser lenta, silabada e a pessoa pode ter dificuldades em reconhecer até mesmo as palavras mais familiares.

A dislexia é inesperada pois não tem uma causa evidente. A pessoa tem inteligência normal e condições adequadas no seu meio, assim como no ensino. Não apresenta doenças neurológicas ou psiquiátricas e não tem alterações significativas auditivas e visuais.

A dislexia é uma doença?

A dislexia não é considerada uma doença. As pessoas com dislexia apresentam um funcionamento peculiar do cérebro para os processamentos linguísticos relacionados com leitura. O disléxico tem dificuldade em associar o símbolo gráfico, as letras, com o som que elas representam e organizá-los, mentalmente, numa sequência temporal. É uma dificuldade de linguagem inesperada, pois não está relacionada com problemas visuais, auditivos, lesões neurológicas, atraso, problemas psicológicos e sócio culturais.

Toda a pessoa disléxica tem sempre problemas na leitura?

O que caracteriza a dislexia é a dificuldade para descodificar os símbolos escritos e reconhecer imediatamente as palavras, tendo como consequência dificuldades na compreensão dos textos.

Com que idade pode ser feito um diagnóstico de dislexia? Quais os profissionais que fazem esse diagnóstico?

Podemos suspeitar a presença da dislexia desde cedo, principalmente na época da alfabetização, quando a leitura e a escrita são formalmente apresentadas à criança. Um diagnóstico mais preciso é feito a partir do 2º ano, após dois anos de aprendizagem da leitura. Mas havendo sinais de dificuldades nas áreas de linguagem, um atendimento adequado deve ser iniciado antes mesmo da alfabetização.

Os profissionais que podem realizar este diagnóstico são os Terapeutas da Fala trabalhando conjuntamente com os Psicólogos especializados no assunto. Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares (neurológico, neuropsicológico, processamento auditivo central, neuroftalmológico).

Existem sintomas antes da idade escolar?

Alguns sintomas podem ser observados desde cedo, como dificuldades para se expressar oralmente, dificuldades em identificar rimas e sons nas palavras, compreender o que é falado e dificuldades na orientação de espaço e tempo.

Quais são os direitos de um aluno disléxico perante a lei?

Todas as crianças têm o direito fundamental à educação. O Decreto-Lei n.º 3/2008 vem enquadrar as respostas educativas a desenvolver no âmbito da adequação do processo educativo às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da actividade e participação, num ou vários domínios da vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, das quais resultam dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social.

A dislexia pode ser encontrada também no adulto?

A dislexia é um transtorno de linguagem que perdura ao longo da vida, nasce-se disléxico. Mediante um grande esforço, os adultos podem ter aprendido a conviver com suas dificuldades e, se tiverem feito um tratamento adequado, terão desenvolvido estratégias que compensarão estas dificuldades, facilitando-lhes a vida académica.

Como pode uma pessoa com dislexia enfrentar a vida académica?

A intervenção terapêutica adequada para o desenvolvimento de estratégias de leitura, realizadas com a ajuda do Terapeuta da Fala especializado, são essenciais para o êxito da aprendizagem.

A família tem um papel de grande importância, assim como a escola. Ambos devem conhecer as características do disléxico, respeitando os seus limites e valorizando muito seu potencial.

A criança disléxica pode frequentar uma escola normal? E uma escola bilíngue?

A criança disléxica deve frequentar a escola regular. É importante que a equipa escolar conheça os aspectos característicos da dislexia, o funcionamento leitor do disléxico e esteja pronta e disponível para atender estas necessidades especiais. A escola bilíngue não é indicada para uma criança com dificuldades de linguagem, pois ela deverá lidar com vários idiomas simultaneamente, com diferentes estruturas fonéticas e gramaticais, o que tornará mais complexa a aprendizagem da língua escrita.

Como identificar a diferença entre uma criança má alfabetizada ou com dificuldades na aprendizagem e uma criança disléxica?

A criança má alfabetizada consegue vencer suas dificuldades, até ficarem totalmente superadas.

A criança disléxica tem sinais que a acompanharão por toda a vida. Há possibilidade de realizar este diagnóstico diferencial utilizando-se avaliações específicas.

A dislexia é hereditária?

A dislexia de desenvolvimento, aquela que nasce connosco, com frequência aparece em outros casos familiares. As causas genéticas e distúrbios neuroquímicos estão a ser estudados pelas ciências neurocognitivas.

A dislexia pode ser adquirida?

Se uma pessoa tiver um traumatismo craniano, doenças neurológicas graves ou problemas emocionais severos, ela poderá apresentar um grande transtorno na sua aprendizagem e consequentemente na leitura, mas com causa evidente.

É uma dislexia com história clínica diferente da dislexia de desenvolvimento, que nasce com a pessoa e sem motivo aparente.

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Mitos e Verdades sobre Dislexia

Dificuldades na aprendizagem podem conduzir a uma baixa autoestima

Dislexia uma realidade…

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A verdade sobre a doença
Estimuladas pelas hormonas típicas da adolescência, as glândulas sebáceas produzem o sebo (matéria g

É importante que conheça a verdade sobre alguns mitos comuns e saiba que:

O acne deve-se à falta de higiene - Falso
Uma higiene cuidada pode ser uma boa maneira de prevenir e controlar o acne, mas este é, na verdade, um problema interno da pele. A boa higiene é importante, mas quando em excesso também pode causar alguns problemas. O conselho será o de lavar o rosto 2 a 3 vezes por dia e sempre com produtos adequados ao seu tipo de pele.

Deve-se espremer as borbulhas - Falso
Ao espremer as borbulhas pode criar uma ferida que facilmente pode infectar e até sangrar. Evite por isso espremer as borbulhas.

Comer chocolate, fritos ou frutos secos agrava o acne - Falso
Não existem estudos que comprovem a relação entre a alimentação e o acne. Pode, no entanto, aperceber-se que ao ingerir determinado tipo de alimentos o acne agrava e aí deverá evitar esses alimentos.

Agrava com a masturbação - Falso
O acne não tem qualquer relação com a masturbação, apenas coincidem num período da vida que é a adolescência, sendo comandados, os dois, pelas hormonas.

O uso de maquilhagem piora o acne - Falso
Utilizar a maquilhagem adequada não piora o acne. O problema está na utilização de maquilhagem que não é a indicada para cada tipo de pele. Aplique sempre os produtos adequados e preferencialmente sempre oil free (sem óleo).

Apenas acontece aos adolescentes - Falso
O acne atinge cerca de 85% dos adolescentes entre os 12 e os 19 anos, sendo resultado das perturbações hormonais normais da puberdade. No entanto pode persistir até à idade adulta, afectando principalmente as mulheres até depois dos 25 anos.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
O que fazer?
As bolhas são elevações na camada mais superficial da pele, que criam líquido no seu interior e o se

Tanto o calor como o frio podem causar queimaduras classificadas por diferentes graus, conforme a camada de pele afectada e que, por sua vez, irão dar origem a bolhas.

Queimaduras pelo calor
O contacto com objectos quentes ou água a ferver são os casos mais comuns que dão origem a queimaduras classificadas como as de 2º grau, pois afectam a segunda camada de pele, chamada derme.

Contrariamente ao que muitas pessoas ainda continuam a aconselhar, a aplicação de manteiga ou cremes hidratantes após a queimadura é completamente desaconselhável pois pode dar origem a infecções graves.

Deve sim, colocar a zona que sofreu a queimadura, debaixo de água corrente fria ou utilizar soro fisiológico arrefecendo, deste modo, a pele. De seguida, caso tenha, coloque uma gase própria para queimaduras pois já contêm uma percentagem de antibiótico capaz de aliviar a dor. Caso não tenha estas gases, aplique uma compressa húmida para ajudar a proteger a queimadura.

Evite rebentar as bolhas pois ao rebentá-las a ferida fica vulnerável à entrada de bactérias que poderão dar origem a uma infecção.

Queimaduras pelo frio
As chamadas geladuras são outro tipo de queimaduras provocadas pelo frio extremo e que por sua vez também provocam bolhas.

Nestes casos ocorre uma congelação local da pele, que normalmente acontece nas extremidades do corpo como as mãos, os pés, o nariz ou as orelhas.

Não friccione nem utilize qualquer fonte de calor directo como meio de tratamento neste tipo de queimaduras, pois para além de lhe causar dor pode levar a complicações mais graves. Deve cobrir as zonas afectadas com um agasalho e procurar a ajuda de um médico.

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A doença celíaca é uma doença auto-imune que ocorre em indivíduos com predisposição genética causada
Pão e sementes de trigo

Pouco conhecida, a doença celíaca é uma doença que danifica o aparelho digestivo, intestino delgado e interfere com a absorção de nutrientes do alimento, quando são ingeridos alimentos ou usam produtos com glúten. O glúten define-se por um conjunto de proteínas individuais que se encontram nos cereais e se dividem em poliaminas e gluteninas. Dito de uma forma mais simples, o glúten é uma proteína existente em alguns cereais como o trigo, a cevada, o centeio, a aveia, etc.

Assim, quando os indivíduos intolerantes a esta proteína a ingerem, “o sistema imunológico, responde danificando as vilosidades do intestino delgado, que são responsáveis pela absorção dos nutrientes dos alimentos para a corrente sanguínea”, explica Delphine Dias, nutricionista da Associação Portuguesa de Nutricionistas. Ou seja, o organismo produz anti-corpos e ao serem destruídas as vilosidades, o intestino perde capacidade de absorção e responde com os sintomas habituais desta doença. Conforme nos refere a nutricionista, “os sintomas desta doença variam de pessoa para pessoa, e podem ocorrer ao nível do sistema digestivo ou de outras partes do corpo. Normalmente são as crianças as mais afectadas por sintomas do sistema digestivo, e principalmente nos primeiros dois anos de vida, durante a introdução de novos alimentos na dieta”. Apesar da diversidade de sintomas os mais comuns incluem a distensão abdominal e dor, diarreia crónica ou intermitente, vómitos, perda de peso, palidez ou fezes ricas em gordura, brilhantes, fétidas, volumosas e pouco consistentes. A anemia ferropriva inexplicada, a fadiga, dores ósseas ou articulares e cãibras, depressão ou ansiedade, a prisão de ventre ou diarreia ou o aparecimento de aftas recorrentes são sintomas muito frequentes nos doentes adultos.

As consequências da doença celíaca são especialmente significativas na criança, uma vez que “a má absorção de nutrientes, durante os anos em que a nutrição é essencial para o crescimento normal da criança podem resultar em outros problemas, como atraso no crescimento e baixa estatura, puberdade atrasada e defeitos no esmalte dos dentes permanentes”, alerta a especialista.

A causa da doença é genética e não tem cura, por isso manter-se-á para toda a vida. Conforme explica Delphine Dias, a doença pode “por vezes tornar-se activa pela primeira vez após cirurgia, gravidez, parto, infecção viral ou por stress emocional grave”. O factor genético pode também explicar o facto de estes indivíduos tenderem a ter outras doenças – por exemplo, a diabetes tipo 1, a doença auto-imune da tiróide, a doença hepática auto-imune ou a artrite reumatóide - em que o sistema imunológico ataca as células saudáveis do corpo e tecidos.

Assim, após suspeita de ter a doença, o médico deverá pedir análises ao sangue e às fezes para confirmar a existência de má absorção dos alimentos e a existência de anticorpos da doença celíaca, tais como: anti-gliadina, anti-endomisio, anti-transglutaminase. “Actualmente, é o mais exacto para se diagnosticar a doença, refere a especialista, acrescentando que “caso os exames sejam positivos, a probabilidade de ter a doença é alta, no entanto, é necessária a realização de biópsia ao intestino para confirmação da mesma”.

Apesar de não haver cura conhecida para a doença, é possível controlá-la com uma dieta rigorosa sem glúten. A dieta, alerta a especialista, “é para toda a vida, pois não existem medicamentos para a doença celíaca. O glúten deve ser excluído da dieta já que os sintomas podem surgir mesmo com quantidades mínimas desta proteína”.

Os doentes devem ter particular atenção aos rótulos dos alimentos e verificar se contêm ou não glúten. O trigo, a cevada, o centeio e a aveia deverão ser abolidos da dieta destas pessoas.

Incidência e prevalência da doença celíaca

A doença celíaca pode ser diagnosticada em qualquer idade; porém, parece surgir mais frequentemente na infância (entre os 6 e os 24 meses), algum tempo após a introdução de alimentos com glúten na alimentação (papas, pão, bolachas, etc.) ou na quarta ou quinta década de vida. Estudos recentes têm vindo a sugerir o aumento da incidência da doença em pessoas mais velhas. Actualmente debate-se se o diagnóstico em idade avançada corresponde, de facto, ao real desenvolvimento da doença em idade tardia ou se se prende com atrasos no diagnóstico.

Os especialistas desconfiam mesmo que a doença esteja largamente subdiagnosticada e que merece ser rastreada, uma vez que se estima que existam entre 70 a 100 mil celíacos por diagnosticar em Portugal. É que manifestações as clínicas são bastante variadas, envolvendo muitos órgãos e sistemas, podendo os sintomas não estarem relacionados com o tracto gastrointestinal. Pode inclusive apresentar-se de forma atípica e com queixas transitórias, podendo também variar em frequência e intensidade.

A estimativa presente de prevalência na população em geral na Europa e Estados Unidos da América é de aproximadamente 1%. Em Portugal, esclarece Delphine Dias, “são escassos os estudos de prevalência da doença, no entanto, estima-se que esta ronde os 0,7%, de acordo com os resultados de um estudo efectuado numa população de adolescentes, com determinação de anticorpos específicos e biópsias intestinais nos casos de serologia positiva”.

As mulheres parecem ser mais afectadas pela doença do que os homens, na razão de 3:1 ou 2:1. Contudo, “ à medida que a idade avança, este predomínio do sexo feminino tende a desaparecer: na terceira idade, o número de recém-diagnosticados do sexo masculino é equivalente ao do sexo feminino”, comenta a nutricionista.

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