Governo reconhece
O Ministério da Saúde reconheceu que um medicamento genérico para doentes de Parkinson esteve indisponível nas farmácias ...

Os deputados João Semedo e Helena Pinto questionaram o Ministério da Saúde sobre a falta nas farmácias, desde Novembro, do medicamento Pramipexol, exigindo medidas.

Numa carta dirigida ao BE, o Ministério refere que o fármaco “não esteve disponível no mercado durante algum tempo”, embora assegure que tal facto “não colocou em causa a saúde pública, atendendo à existência de outros medicamentos no mercado para a mesma indicação terapêutica”.

A tutela apresenta como justificação para a indisponibilidade temporária do medicamento nas farmácias o “encerramento do local de fabrico em Espanha e a respectiva transferência para um novo local de fabrico em Portugal”.

O Pramipexol voltou a estar disponível a 19 de Fevereiro, assinala o Ministério, acrescentando que, face ao sucedido, “foi autorizada a comparticipação de outro medicamento genérico (Pramipexol Aurobindo), pelo que se prevê que o abastecimento no mercado nacional seja brevemente reforçado através de duas origens distintas”.

Dia da Saúde Oral
Desde 2008 registou-se uma quebra de 30% nas idas aos dentistas. Os dados são revelados pelo bastonário da Ordem dos Médicos...

Os estudos “mostram que os portugueses, infelizmente, não procuram o médico dentista de uma forma regular”, refere o bastonário.

Orlando Monteiro da Silva diz que “é muito mais frequente da parte da população uma procura do médico dentista quando está instalado o problema”. E prossegue: “Com certeza que a crise económica e financeira que vivemos não ajuda, propriamente, a que a população consulte os médicos dentistas, porque eles estão, essencialmente, no sector privado”, afirma.

Campanha Caritas
A Cáritas Portuguesa inicia hoje o seu Peditório Público Nacional, com o objectivo de angariar fundos para apoiar mais de 52...

No ano passado, a Cáritas atendeu 139.059 pessoas (integradas em 52.967 agregados familiares), com problemas de desemprego, baixos rendimentos, habitação e alimentação.

Para apoiar estes carenciados, milhares de voluntários vão apelar “à generosidade e à partilha” dos portugueses no peditório, que irá realizar-se até domingo em várias cidades e estabelecimentos comerciais do país.

Segundo a instituição, “este gesto público é de uma importância fulcral”, já que reverte a favor dos diferentes projectos sociais concretizados em cada uma das Cáritas Diocesanas do país.

“Um gesto comunitário e também de desafio, já que lembra a cada português que todos estamos implicados na construção de uma sociedade mais justa e solidária. Sem o contributo de cada um de nós não poderá nunca haver uma verdadeira noção do bem comum”, afirma em comunicado o presidente da Cáritas, Eugénio Fonseca.

A Cáritas sublinha que, em 2013,”perante todas as dificuldades económicas, consequência das diferentes medidas de austeridade”, o peditório público angariou 296.126,38 euros (menos 2.139,75 euros do que em 2012).

Eugénio Fonseca reconhece que há razões para que as pessoas contribuam menos, mas deixou o apelo para que todos dêem o contributo possível no peditório nacional.

“Infelizmente, nos últimos anos, neste contexto de crise e de auxílio às pessoas que têm sido mais vítimas das medidas onerosas que a crise tem criado, as pessoas estão a ficar saturadas de tantas solicitações (...) e compreendo que possa haver essa saturação, porque quando se entra na normalização deste tipo de coisas, pode-se também cair no esquecimento e até na indiferença”, explicou. Também poderá haver uma diminuição no valor angariado, porque as pessoas “estão cada vez mais empobrecidas”.

“Mas o povo também nos tem surpreendido e quando achamos que as coisas vão ser assim, o povo surpreende-nos com uma generosidade que não estávamos a pensar que poderia ser tão expressiva”, defendeu Eugénio Fonseca.

O peditório insere-se na Semana Nacional da Cáritas, que teve início na segunda-feira e se prolonga até domingo, sob o lema “Unidos no Amor, Juntos contra a fome”.

Taxas
As autoridades e os administradores hospitalares vão dar seguimento à lei de aplicação de taxas moderadoras aos utentes que...

Nos hospitais públicos são registadas cerca de duas mil faltas por dia às consultas marcadas porque os doentes não comparecem e este comportamento, quando feito sem justificação plausível, pode vir a traduzir-se no pagamento de uma taxa moderadora, avança o Diário de Notícias, citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo a mesma publicação, um quinto das consultas nas instituições públicas de saúde já ultrapassa os tempos de espera legais, um problema que se torna cada vez mais grave e que poderia ser amenizado com uma melhor gestão do tempo dos médicos mas que a marcação sucessiva de consultas torna mais difícil.

A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) avançou que, só em Janeiro, houve 60.383 consultas que não foram realizadas, um número que pode ser bastante maior visto que muitas instituições ainda não revelaram estes dados.

A aplicação de taxas moderadoras aos utentes (excepto os isentos) que faltem às consultas sem aviso prévio ou justificação (a apresentar num prazo de sete dias após a data da consulta) já é possível desde o dia 1 de Abril de 2013 mas a regra ainda não está totalmente implementada visto que nem todos os hospitais têm cumprido o que está na lei.

23 de Março
Ao longo da tarde e noite do próximo domingo, dia 23, vai-se realizar uma Maratona solidária, onde se junta a música, o humor e...

Com entrada livre, pelo palco da Aula Magna vão passar nomes como Kátia Guerreiro, Tony Carreira, Luís Represas, Amor Electro, Jorge Palma, Lúcia Moniz, Mickael Carreira, Lúcia Moniz, Nelson Freitas, Rodrigo Costa Félix, Classificados, João Só, João Pedro Pais, Oquestrada, St Dominic´s Choir, UHF, entre muitos outros.

As estatísticas mostram que apesar de o cancro continuar a ser uma das doenças mais mortíferas, a taxa de sobrevivência a esta doença tem tido um aumento significativo nos últimos anos devido aos avanços científicos.

“A Maratona da Saúde nasceu para provar que a sociedade civil tem o poder de mobilizar-se em prol da ciência e das descobertas que contribuem para melhorar a prevenção, o diagnóstico e as terapêuticas para doenças que não têm cura definitiva”, refere em comunicado António Coutinho, presidente da Maratona da Saúde. “O cancro é uma destas doenças e, apesar do progresso científico e clínico ter permitido duplicar a taxa de sobrevivência ao cancro nos últimos 40 anos, a probabilidade de um português desenvolver cancro continua a ser de 1 em 3”, acrescentou, citado no mesmo comunicado.

24 de Março - Dia Mundial da Luta Contra a Tuberculose
No âmbito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala no dia 24 de Março, a Associação Nacional de Tuberculose e Doenças...

Há 132 anos, neste dia, Robert Koch, anunciou à comunidade científica a sua descoberta do bacilo da Tuberculose. Apesar dos avanços terapêuticos, esta doença continua a ter um peso significativo na nossa sociedade.

As crianças são um grupo que muito preocupa os especialistas por ser o mais vulnerável, que uma vez infectado pela Tuberculose poderá desenvolver formas mais graves da doença, como a Tuberculose Miliar - uma das formas mais graves da tuberculose e ocorre quando o bacilo entra na corrente sanguínea e chega a todos os órgãos – e Meningite Tuberculosa - a forma mais grave de tuberculose com taxas elevadas de mortalidade e morbilidade.

Também a falta de ferramentas de diagnóstico apropriadas às crianças (radiografia, análises de sangue, broncoscopias, biopsias) leva a que se estime que um grande número de crianças em todo o mundo não esteja a receber o tratamento adequado. Outro problema identificado é a existência de uma única vacina, a BCG, que além duma eficácia limitada contra os tipos mais comuns de tuberculose infantil, tem também um efeito de duração limitada.

Segundo Maria Conceição Gomes, presidente da Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias (ANTDR), “em Portugal, em 2012, foram registados 2599 casos de tuberculose, incluindo casos novos e retratamentos. Apesar de estarmos a assistir desde há alguns anos a uma redução da incidência de tuberculose em Portugal, esta variação estabilizou entre 2011 e 2012 (decréscimo de 0,5%) e portanto é necessário estar alerta, garantir a estabilidade da estrutura organizativa relativamente à luta contra a doença e garantir condições que assegurem o acesso aos cuidados de saúde e promovam a adesão ao tratamento da tuberculose”.

É precisamente com o objectivo de promover o acesso ao diagnóstico e tratamento, que a STOP TB Partnership escolheu como tema mundial da efeméride deste ano “TB – Reach the 3 million”. Segundo o Movimento, dos 9 milhões de pessoas que apanham tuberculose por ano, cerca de 1/3 não tem acesso aos cuidados necessários para o tratamento da doença. Muitos vivem em sociedades pobres e mais vulneráveis e incluem grupos como imigrantes, mineiros, toxicodependentes e profissionais do sexo. Tendo em conta esta situação, o objectivo da campanha mundial deste ano é a implementação de acções sensibilização e mobilização por cada um dos países aderentes para atingir as populações doentes mais necessitadas de tratamento.

 

Sobre a ANTDR:

A Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias é uma IPSS, federada na Union Internacionale contre la Tuberculose et les Maladies Respiratoires, fundada em 1989, que tem por objectivo dinamizar a Sociedade Civil na promoção da Saúde Respiratória dos portugueses, nas áreas da prevenção, diagnóstico precoce e aconselhamento dos doentes, promovendo iniciativas que ajudem a população em geral a consciencializar hábitos de vida saudáveis.

 

Sobre a Stop TB Partnership

Fundada em 2001, a Stop TB Partnership tem por missão atender cada pessoa que é vulnerável à tuberculose e garantir que o tratamento de alta qualidade está disponível a todos os que necessitam. Os mais de 1.500 parceiros deste projecto estão a transformar a luta contra a tuberculose em mais de 100 países. Fazem parte organizações internacionais, programas de governo, agências de investigação e financiamento, fundações, ONG’s, sociedade civil e grupos da comunidade e o sector privado.

Este projecto funciona através de um gabinete localizado nas instalações da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça, e sete grupos de trabalho, que têm como objectivo acelerar o progresso no acesso ao diagnóstico e tratamento da tuberculose; pesquisa e desenvolvimento de novos diagnósticos, medicamentos e vacinas; e combate ao fármaco-resistente e à TB associada ao VIH. O gabinete é administrado por um conselho de coordenação que define orientações estratégicas globais para a luta contra a tuberculose.

Decréscimo na procura
O fim das comparticipações para tratamentos termais contribuiu para o declínio da actividade económica deste sector.

“As termas de S. Pedro do Sul, de longe as mais frequentadas a nível nacional, reúnem mais aquistas do que todas as outras existentes na região Centro, tendo chegado já a receber 24 mil. Só nos balneários, no pico da procura, chegaram a trabalhar mais de 220 pessoas”, refere comunicado. No entanto, no ano passado, o número de aquistas foi de apenas 15 mil, “facto que revela a dificuldade de acesso a estes equipamentos de saúde, bem como o declínio da actividade económica local”, consideram dois deputados socialistas de visita às termas de S. Pedro do Sul, no âmbito do projecto Novo Rumo para a Saúde.

Na opinião dos deputados, “o facto de estes tratamentos terem deixado de ter qualquer comparticipação da ADSE e do SNS (Serviço Nacional de Saúde) é um dos maiores constrangimentos”. A juntar ao fim das comparticipações, “em matéria fiscal, as deduções ao IRS também ficaram prejudicadas e tiveram idêntica decisão” e “o turismo de saúde, sénior, promovido pelo Inatel, acabou”.

“Estes factos, no seu conjunto, revelam que a política de restrição seguida fez entrar em défice todo o sector, com uma preocupante acumulação de desemprego”, afirmam.

José Junqueiro e Acácio Pinto sublinham que “a realidade termal é um recurso natural precioso, habilitante, entre outras realidades, de uma política preventiva na saúde, de cuidados primários, intergeracional, promovendo a utilização regular destes equipamentos durante todo o ano”.

Por isso, dizem ser consensual a necessidade de dar prioridade à “revisão da intervenção da ADSE e do SNS, da política fiscal e do envolvimento dos representantes do sector e autarcas na definição de uma estratégia no próximo quadro comunitário de apoio”.

“Num momento em que melhor prevenção significa menos episódios agudos, menos urgências, menos medicamentos, menos dias de baixa por doença, é inelutável que o caminho seguido até aqui foi um erro grosseiro”, sublinham.

 

Maternidade da Guarda
Quase sem aviso e no espaço de oito dias nasceram perto de três dezenas de crianças na Maternidade da Guarda. Caso raro num dos...

Alívio e satisfação. É o que pode ler--se no rosto das parturientes que ainda permanecem na Maternidade da Guarda, depois de muitos nervos. As grávidas em trabalho de parto entraram umas atrás das outras, tanto que, nos últimos oito dias, o Serviço de Obstetrícia contabilizou o nascimento de 27 crianças, 11 das quais no sábado e domingo passados.

Investigadores portugueses
Uma equipa de investigadores portugueses descobriu que o que a mãe ingere durante a gravidez determina a forma como o filho...

“Ao contrário do que se pensava, o que nós viemos demonstrar é que esse período de formação do sistema imunitário está absolutamente dependente dos factores ambientais, sendo a dieta um dos mais importantes”, disse o investigador Henrique Veiga Fernandes, do Instituto de Medicina Molecular (IMM). Ou seja, os investigadores concluíram que o que a mãe ingere durante a gravidez determina a forma como o filho conseguirá combater as infecções.

A equipa de Henrique Veiga Fernandes concluiu que, quando as mães são sujeitas a uma dieta sem vitamina A, os seus descendentes vão ter órgãos linfoides (do sistema imunitário) muito pequenos e terão problemas ao longo da sua vida adulta a combater as infecções a que serão sujeitas (virais ou bacterianas).

Do Serviço Nacional de Saúde
80% dos utilizadores do Serviço Nacional de Saúde estão isentos do pagamento de taxas moderadoras, calcula o ministro Paulo...

São cerca de sete milhões os cidadãos que utilizam o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e actualmente há 5,5 milhões isentos de taxas, explicou o ministro da Saúde, no Porto, durante um almoço-debate em que traçou um quadro positivo da evolução deste sector que “se tem mostrado resiliente”, apesar da crise económico-financeira.

“Não há disparate maior do que dizer que na Saúde houve cortes cegos”, sustentou Paulo Macedo, contestando as críticas que lhe têm sido feitas, durante a sua intervenção sobre ‘O Futuro do Sistema de Saúde Português’, uma iniciativa organizada pelo International Club of Portugal e patrocinada pela consultora Delloite.

Lembrando que “cortar na despesa pública não é necessariamente mau”, deu o exemplo das “rendas excessivas”, nomeadamente no sector do medicamento, que têm vindo a diminuir de forma acentuada. Em resultado disso, notou, actualmente “o preço da saúde está mais baixo para as pessoas com menos recursos”.

Paulo Macedo voltou a afirmar que acredita no futuro do SNS, desde que se continue a fazer “reformas ambiciosas”. Citou, a propósito, o responsável pelo Serviço Nacional de Saúde inglês (NHS), David Nicholson, que recentemente afirmou que o NHS é “insustentável” e que “só passará a ser sustentável” se forem feitas reformas, incluindo “concentração de serviços”.

 

Ministro critica rendas e margens excessivas na saúde

 

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, criticou, esta quarta-feira, a existência de “rendas e margens excessivas” praticadas por algumas empresas do sector, defendendo a necessidade de haver “dados mais transparentes”, a par da rendibilidade da indústria.

Paulo Macedo falou das rendas existentes no sector da saúde, lamentando que estas não tivessem o mesmo destaque e visibilidade que têm a de outras áreas, como por exemplo as da energia. O ministro da Saúde disse que o Governo tem divulgado “rendas, preços e margens que são de facto excessivas nesta área”.

“Temos produtos farmacêuticos com margens de determinadas moléculas, de determinados medicamentos que têm variações como quando passam de medicamento de marca a genérico de 6000%, temos margens de 500%, temos reduções de 50% no preço. Isto não é normal”, defendeu, falando de “total opacidade”.

Paulo Macedo sublinhou que, em áreas como a electricidade, a banca ou as seguradoras, é possível fazer comparações, realçando que, na saúde, é preciso ainda “fazer muita coisa” para se ter “dados mais transparentes”.

“Obviamente a indústria tem de ser rentável, porque tem de continuar a poder investigar e a ter investigação mas que sejam valores que os cidadãos possam suportar”, ressalvou.

Para o governante, “há possibilidades em diversas áreas de ter margens mais adequadas àquilo que são as possibilidades dos portugueses”, defendendo “o acesso à saúde, em condições razoáveis, com margens razoáveis”.

 

Hoje é o Dia Mundial da Saúde Oral
O cancro oral é o sexto mais mortífero, com uma taxa de mortalidade a 5 anos de 50%, ou seja, metade dos doentes não sobrevive...

O perfil dos doentes também está a mudar, sendo hoje uma doença que atinge cada vez mais mulheres e cada vez mais homens com menos de 45 anos. O tabaco e o álcool são os principais factores de risco, e fumadores e consumidores imoderados de álcool têm entre 30 a 100 vezes maior probabilidade de vir a sofrer de cancro oral.

Quando detectada nos estádios iniciais, a doença tem taxas de sobrevivência entre os 75 e os 90%, sendo que a elevada taxa de mortalidade do cancro oral prende-se essencialmente com a detecção tardia.

O alargamento do programa do cheque dentista ao rastreio do cancro oral tem como principal objectivo a detecção precoce da doença, de forma a aumentar as taxas de sobrevivência.

Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, anuncia que “há 240 médicos dentistas envolvidos no Projecto de Intervenção Precoce no Cancro Oral, que alarga o cheque dentista ao rastreio desta doença. É um programa pioneiro que envolve ainda os centros de saúde que vão encaminhar os doentes para os médicos dentistas, o IPATIMUP, que vai realizar as biópsias, e os institutos de oncologia, onde os doentes serão tratados”.

“Uma colaboração inédita” afirma o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas que revela ainda que “para que todos os envolvidos estejam em total sintonia, foi elaborado um guia para profissionais de saúde intitulado ‘Intervenção Precoce no Cancro Oral’, com guidelines de actuação e detalhes sobre a doença”.

O guia vai ser distribuído a mais de 8 mil médicos dentistas e 6 mil médicos de família.

Apesar da gravidade, o cancro oral ainda é uma doença desconhecida para grande parte da população portuguesa e, por isso, Orlando Monteiro da Silva aconselha: “Qualquer pessoa que tenha por exemplo uma ferida na boca por mais de três semanas, por mais pequena que essa ferida seja, deve consultar o seu médico dentista. Detectado a tempo, o cancro oral é curável, e esta é a principal mensagem que queremos passar. A detecção precoce é o mais importante”.

Perguntas e respostas
Tem dúvidas sobre as alergias? Veja abaixo as respostas.

O que é uma alergia?
Uma alergia é uma resposta imunológica a uma determinada substância que se considera nociva para o próprio organismo, quando não o deveria ser. O nosso sistema imunológico possui uma excelente memória e ao reconhecer o "inimigo”, reage com rapidez a qualquer incursão que este realize, segregando anticorpos específicos. Esta hipersensibilidade define a alergia.

Que tipos de alergias existem?
Catalogam-se três tipos de alergias: respiratórias, alimentares e dermatológicas, segundo o sistema do organismo que afectam. As alergias respiratórias são as mais comuns, incluindo a febre dos fenos ou rinite alérgica sazonal, a rinite alérgica perenial e a asma. As causas e os efeitos dos diferentes tipos de alergia estão muito inter-relacionados. Ou seja, um mesmo alimento pode estar na origem de um eczema ou dermatite atópica num bebé, e também provocar asma numa criança de 6 a 12 anos.

Quais são os sintomas mais comuns?
Na sua manifestação na pele: eczemas ou dermatite atópica - inflamação, rubor, ardor na boca e secura -, edemas - inchaço por acumulação de água. Na sua manifestação a nível digestivo: vómitos, diarreia, dor abdominal, etc., e sobre o sistema respiratório: espirros, corrimento nasal, tosse e dificuldade respiratória.

Alergia e intolerância são o mesmo?
Não, mas podem confundir-se. Uma alergia é uma reacção anormal do nosso sistema imunitário ao que ele considera como um "alergeno". Uma intolerância é uma incapacidade do nosso organismo em absorver e metabolizar uma substância, sem a acção do sistema imunitário. Um exemplo clássico é o leite de vaca: pode-se ser alérgico a ele, especialmente às suas proteínas, ou pode-se ser intolerante, ou seja, não ter uma enzima que permite desdobrar um hidrato de carbono concreto, a lactose.

Como é que o stress influencia as alergias?
Está provado que o stress potencia a reacção alérgica. Alguns autores atribuem este facto à maior emissão de adrenalina, que diminui a irrigação sanguínea no sistema digestivo, reduzindo a capacidade de digestão dos diversos alimentos.

Os meus pais são alérgicos, eu e os meus filhos temos maior probabilidade de o sermos também?
Existe uma predisposição genética para sofrer de alergia.

O número de alergias tem aumentado porque existe excesso de higiene?
Trata-se de um teoria defendida por alguns especialistas que acreditam que quanto mais protecção e cuidado se tem em relação aos parasitas e germes, mais aumentam os casos de reacções alérgicas.

Contudo, outros especialistas apontam como factores causais: as mudanças nos hábitos de consumo, a introdução de novos alimentos, o uso de corantes e conservantes e, ainda, as consequências da cada vez maior contaminação do meio ambiente.

Existe apenas a alergia ao pólen?
Não, entre os outros alergenos responsáveis por uma manifestação alérgica, encontram-se o pó, os fungos, o mofo, as fezes das baratas, os pêlos, penas e escamas de animais, além do tabaco, da poluição, medicamentos, exercício físico e o consumo de certos alimentos.

As alergias estão relacionadas com a asma?
Quase todos os casos de asma têm uma origem alérgica. Podem provocá-la os mesmos alergenos relacionados com a rinite alérgica, como os ácaros do pó ou o pólen.

Quais são os sintomas específicos da asma?
A asma caracteriza-se pela tosse, sibilos no peito, opressão torácica e dificuldade em respirar, sobretudo durante a noite e madrugada.

A conjuntivite pode ter uma origem alérgica?
Sim, de facto é também um dos sintomas associados à rinite alérgica sazonal ou febre dos fenos, provocada pelos pólenes. Outros são os espirros, a congestão nasal, o corrimento nasal e, inclusive, a faringite.

Tenho sempre pingo no nariz, pode ser alergia?
Pode tratar-se de uma renite alérgica perene, não relacionada com a primavera ou o verão, como ocorre com a febre dos fenos. De qualquer forma, só um especialista pode fazer um diagnóstico correcto com os testes cutâneos necessários. Consulte o seu médico.

Tenho alergia ao pólen, e foi-me dito para ter cuidado com algumas frutas, como o kiwi. Porquê?
Os especialistas chamam-lhe reactividade cruzada, que se baseia no facto de as substâncias alergenas estarem presentes de forma igual ou similar em várias plantas e frutos. Por exemplo, os pólenes do vidoeiro e da artemisia partilham alergenos com vegetais e plantas como o aipo, a cenoura, a batata e o pepino. O kiwi apresenta reactividade cruzada com o látex.

Os aditivos alimentares podem desencadear reacções alérgicas?
Sim. Corantes amarelo-alaranjados, como a tartracina, provocam fenómenos alérgicos como urticárias e asmas. Os conservantes, como os nitratos, nitritos, benzoatos e o glutamato monosódico (o sindroma do restaurante chinês), também podem provocar alergias.

Os ovos fazem-me alergia, assim como as penas de alguns pássaros. Há alguma relação?
Sim, porque em ambos os casos existem moléculas iguais ou similares capazes de desencadear a alergia. Este fenómeno denomina-se reactividade cruzada.

O que é um eczema ou dermatite atópica?
É uma inflamação da pele acompanhada por um ardor intenso e secura. Consiste numa das manifestações alérgicas mais precoces, geralmente provocada por um alimento, ou até por alguns medicamentos.

Quando pode aparecer um eczema?
Desde bebé, nos primeiros meses de vida.

Tenho um eczema. Que alimentos devo evitar?
Deve ingerir uma dieta anti-ácida à base de legumes e frutas (batatas, e especialmente cenouras), peixes brancos ou azuis, frango cozido, iogurtes magros, mel, amêndoas e azeite virgem. Reduza ao máximo o consumo de leite, cereais, carnes vermelhas, amendoins, chocolate, café, álcool e bananas.

Porque é que os eczemas se resolvem com uma dieta adequada?
Porque muitas vezes eles são o resultado de uma alergia alimentar.

Em que é que consiste o eczema de contacto?
É um tipo de reacção da pele ao contacto com algum elemento, especialmente metal. Um eczema de contacto típico é provocado pelo níquel, presente em ligas de bijutaria, ou nas hastes dos óculos. O único remédio é evitar este contacto.

Fui asmática e estou grávida. O médico aconselhou-me a comer muito peixe azul e iogurtes. Porquê?
O consumo, durante a gravidez, de peixe azul, suplementos com lactobacilos e uma dose de diária de frutas e legumes são considerados factores protectores em relação à asma infantil e outras manifestações alérgicas como a dermatite atópica no bebé.

Fumar durante a gravidez pode levar ao aparecimento de alergias no futuro bebé?
Sim, já que o tabagismo passivo pela parte do feto está relacionado com um maior risco de asma.

Porque é que se dá aos bebés cereais sem glúten?
O sistema digestivo da criança não se encontra suficientemente desenvolvido para digerir esta fracção proteica que existe nas farinhas de trigo, cevada, aveia e centeio, o que pode vir a dar complicações posteriores como a doença celíaca (intolerância ao glúten) e outras manifestações alérgicas.

Porque é que os pediatras recomendam atrasar ao máximo a introdução dos ovos, peixe e leite de vaca nas dietas dos bebés?
Porque estes alimentos são os mais relacionados com as alergias alimentares numa altura em que a criança está a estabelecer os seus mecanismos de tolerância imunológica. Por isso, os especialistas recomendam atrasar, até depois do primeiro ano de vida, a sua introdução na dieta, e em crianças de risco, ou seja, com antecedentes alérgicos alimentares, aconselha-se a espera até aos 2 anos.

O uso de humidificadores pode agravar uma alergia?
Sim, não os utilize se tem alérgicos em casa.

É verdade que existe uma larva nos peixes que pode provocar alergias?
Sim, chama-se Anisakis e localiza-se nas vísceras dos peixes, mas quando este morre, passa aos seus músculos. Pode provocar alergias quando está viva se o peixe está cru ou pouco cozinhado.

Foi-me diagnosticada alergia a Anikasis. Posso comer anchovas em vinagre?
É melhor evitá-lo, já que estas larvas podem resistir vivas até 35 dias numa maceração com sal e vinagre. Para matar este parasita, é necessário o congelamento a menos de 20ºC durante 48 horas, ou então a boa cozedura do peixe.

Sou alérgica ao pó. Que medidas de higiene devo seguir em casa?
As medidas mais simples incluem evitar as alcatifas, tapetes, peluches e reposteiros; colocar protectores anti-ácaros nos colchões e nas fronhas das almofadas; utilizar lençóis de algodão e lavá-los todas as semanas com água bem quente; limpar o pó com trapos húmidos e usar o aspirador em vez de varrer.

Há climas e horas do dia mais perigosos para os alérgicos ao pólen?
O amanhecer e a tarde, quando as temperaturas são mais elevadas, registam as mais altas concentrações de pólen. Também são maus momentos os dias ventosos ou quando se dá uma ameaça de tempestade.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Potencialmente grave e contagiosa
A pneumonia pneumocócica continua, apesar dos avanços médicos, a ser responsável por um elevado núme
Pneumonia pneumocócica

A pneumonia é um processo inflamatório agudo do pulmão, que pode ser provocado por diferentes agentes. O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é a causa bacteriana mais frequente de pneumonia, uma doença que de acordo com os dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), é responsável por cerca de 3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

Também segundo a Organização Mundial de Saúde esta doença terá causado 476 mil mortes em crianças com idade inferior a cinco anos, em 2008. Ou seja, apesar da melhoria dos meios de diagnóstico e profilácticos e da terapêutica antibiótica, a pneumonia pneumocócica permanece uma entidade de grande morbilidade e mortalidade.
A doença para além de ser potencialmente grave, pode ser contagiosa através de secreções respiratórias (ex. tosse ou espirros), colocando em risco os doentes e todos os que possam estar em contacto com quem tem a doença.
A pneumonia pneumocócica começa, geralmente, depois de uma infecção viral do tracto respiratório superior (uma constipação, uma inflamação da garganta ou uma gripe) ter danificado suficientemente os pulmões para permitir que os pneumococos infectem a zona.Na realidade, a pneumonia pode ser uma doença com bom prognóstico, que cura mais ou menos rápida e totalmente, mas também pode ser uma doença grave e até rapidamente fatal.
A sua gravidade depende, em grande parte, do tipo de infecção causador da pneumonia, da idade e do estado de saúde do doente antes do aparecimento da doença, para além da instituição atempada de uma terapêutica adequada à situação em causa.
A vacinação, quer anti-gripal quer anti-pneumocócica, é a forma mais eficaz de prevenir a doença. A vacina protege as pessoas das formas mais agressivas de pneumonia, devendo por isso ser aplicada aquelas que apresentam maior risco de saúde. Recomenda-se assim a vacinação aos indivíduos com um alto risco de contrair a pneumonia pneumocócica, como os que têm doenças cardíacas ou pulmonares, os indivíduos com deficiência do sistema imune, diabéticos e os com idade superior a 65 anos.
De um modo geral, a protecção que as vacinas proporcionam dura toda a vida, embora os indivíduos com maior risco tenham, às vezes, de voltar a vacinar-se ao fim de 5 a 10 anos. Em 50 por cento dos casos, a vacina causa avermelhamento e dor no local da injecção. Só um por cento dos vacinados apresenta febre e dor muscular após a vacinação e são poucos os casos de reacção alérgica grave.

Sintomas
Os sintomas podem incluir tremores, calafrios, febre alta, tosse com expectoração purulenta, prostração e fadiga.
Nos casos mais graves surge a dificuldade respiratória e dores no tórax ao respirar.
Também são frequentes as náuseas e vómitos e as dores musculares. A expectoração tem, amiudadas vezes, um aspecto de ferrugem devido ao sangue que contém.

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Perguntas frequentes
É uma doença infecciosa aguda das vias respiratórias, causada pelo vírus da gripe.
Gripe sazonal

O que é a gripe?
É uma doença infecciosa aguda das vias respiratórias, causada pelo vírus da gripe.

Porque existe tanta variedade de estirpes de vírus Influenza?
A variedade de estirpes dos vírus Influenza é consequência da sua elevada taxa de mutação. Esta taxa faz parte da estratégia de sobrevivência do vírus. Cada pessoa só pode ser infectada uma vez por cada estirpe e, de cada vez que é infectada, é por uma versão ligeiramente diferente do vírus. Se existisse apenas uma variante do vírus, ou estirpe, a longo prazo as pessoas estariam todas imunes e o vírus não sobreviveria. O vírus depende da sua taxa de mutação para criar novas estirpes para as quais as pessoas não têm imunidade e assim prosperar.

Em que altura do ano é que surge a gripe?
A gripe ocorre, geralmente, entre Novembro e Março, no hemisfério Norte, e entre Abril e Setembro, no hemisfério Sul (meses frios locais), pelo que é designada por sazonal (relacionada com a estação do ano). Durante a Primavera e o Verão podem surgir doenças que, eventualmente, se confundem com a gripe mas que são provocadas por outros vírus.

Porque é que as pessoas ficam mais infectadas com gripe no Inverno?
Quando a temperatura é baixa e na ausência de radiação ultravioleta, o vírus sobrevive o tempo suficiente para poder ser transmitido de um pessoa infectada para uma pessoa saudável. Para além disso, no Inverno, existem outros factores facilitadores da transmissão do vírus, tal como, o agrupamento de pessoas em recintos fechados (escolas, lares, meios colectivos de transporte, discoteca).

Existe uma teoria que defende que o arrefecimento da superfície do corpo com o tempo frio induz uma constrição pronunciada dos vasos sanguíneos do nariz, aumentando a nossa susceptibilidade às infecções respiratórias. Quando saímos à rua, mesmo bem agasalhados, temos o nosso nariz exposto ao frio. Se esta teoria for verdadeira, usar um cachecol, ou outra peça de roupa, à volta da cara, de modo a aquecer o nariz, ajudaria a prevenir gripes ou constipações. No entanto, a explicação mais aceite para os picos de gripe acontecerem no inverno é outra. Costumamos estar mais juntos em espaços fechados e mal ventilados. Nestas condições qualquer pessoa infectada pode infectar mais pessoas do que no verão, altura em que passamos mais tempo em espaços abertos e as nossas casas são muito mais arejadas.

O que é uma pandemia de gripe?
É a ocorrência de casos de gripe em número superior ao esperado numa determinada comunidade ou região. Ou sejam, uma epidemia que abrange uma grande parte da população a nível mundial. No século XX ocorreram três pandemias de gripe: em 1918/19 (gripe espanhola), em 1957/58 (gripe asiática) e em 1968/69 (gripe de Hong Kong). As pandemias são causadas por novos subtipos de vírus para os quais a população ainda não tem imunidade/protecção e podem surgir em qualquer altura do ano.

Como se transmite a gripe?
O vírus é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infectada, expelidas sobretudo através da tosse e dos espirros, mas também por contacto directo, por exemplo, através das mãos. Mas isso só acontece se estivermos a menos de um metro de um doente que expele as gotículas e, nesse caso, é preciso mais de uma hora de exposição para a infecção se tornar efectiva. Já o mesmo não acontece, se o doente espirra ou tosse directamente para cima de nós. Uma forma indirecta de contágio surge quando tocamos em superfícies ou objectos onde há gotículas infectadas e depois as levarmos à boca, ao nariz ou aos olhos. Não há transmissão através da água ou dos alimentos.

De forma a evitar o contágio dos outros, como devemos espirrar?
Não devemos colocar a mão à frente da boca, durante o espirro. Ela ficará contaminada e ao tocar em superfícies ou objectos os vírus poderão passar novamente para outro hospedeiro.

Em que fase uma pessoa nos pode contagiar?
Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus um dia antes e até sete dias após aparecerem os primeiros sintomas. O período de maior risco de contágio é quando há sintomas, sobretudo febre.

Qual o período de incubação?
O período de incubação (tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas) é, geralmente, de 2 dias, mas pode variar entre 1 e 5 dias.

Quanto tempo demora a passar a gripe?
Normalmente, uma pessoa saudável recupera da gripe ao fim de cinco a sete dias.

Quais os sintomas/sinais da gripe?
No adulto, a gripe manifesta-se por início súbito de febre alta, calafrios, dores de cabeça, dor de garganta, dores musculares e articulares, tosse seca, congestão nasal e mal-estar geral.

E nas crianças, os sintomas da gripe são idênticos aos do adulto?
Nas crianças, a gripe manifesta-se consoante o grupo etário: prostração (50 por cento das crianças com idade inferior a 4 anos e só 10 por cento no grupo etário dos 5 aos 14 anos). Os sintomas gastrointestinais (náuseas e vómitos, diarreia, dor abdominal) são frequentes e ocorrem em mais de 40% dos casos. A febre tende a ser mais elevada. A otite média pode ser uma complicação frequente no grupo etário do 1 a 3 anos.

A gripe e a constipação são a mesma doença?
Não. Os vírus que as causam são diferentes e, ao contrário da gripe, os sintomas/sinais da constipação são limitados às vias respiratórias superiores: nariz entupido, espirros, olhos húmidos, irritação da garganta e dor de cabeça. Raramente ocorre febre alta ou dores no corpo. Os sintomas e sinais da constipação surgem de forma gradual.

Como se diagnostica a gripe?
O diagnóstico tem por base os sintomas típicos: febre, arrepios, dor de cabeça, tosse e dor no corpo.

Qual a gravidade da gripe?
A maioria das pessoas recupera da doença em 1 ou 2 semanas mas, nalguns casos, como por exemplo pessoas mais idosas ou portadoras de algumas doenças crónicas, pode ser mais grave.

Quais são as complicações da gripe?
O quadro clínico pode complicar-se com uma bronquite, pneumonia viral ou pneumonia bacteriana, ou com um agravamento da doença crónica existente (asma, diabetes, doenças cardíacas, pulmonares ou renais), necessitando, eventualmente de internamento hospitalar.

Como se evita a gripe?
A gripe pode ser evitada através da vacinação anual e da redução de contactos com as pessoas infectadas. Esta vacina só confere protecção contra a gripe sazonal. Lavar frequentemente as mãos reduz o risco de contrair a gripe e outras infecções.

Qual é a maneira correcta de lavar as mãos?
Parece banal mas não é bem assim. Demore-as algum tempo debaixo da água corrente. O famoso gel alcoólico serve sobretudo para locais onde não há instalações sanitárias. Água e sabonete em doseador são suficientes (e mais baratos).

Quem deve ser vacinado contra a gripe?
Devem ser vacinadas as pessoas que têm maior risco de sofrer complicações depois da gripe:

- Pessoas com 65 e mais anos de idade, principalmente se residem em instituições;
- As pessoas com mais de 6 meses de idade que sofram de doenças crónicas dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado; diabetes em tratamento (comprimidos ou insulina) ou outras doenças que diminuam a resistência às infecções.

Quem não deve ser vacinado contra a gripe?
As pessoas com alergia grave ao ovo ou que tenham tido uma reacção alérgica grave a uma dose anterior de vacina contra a gripe.

A vacina contra a gripe funciona?
Sim. A vacinação reduz muito o risco de contrair a infecção e se a pessoa vacinada for infectada terá uma doença mais ligeira.

A vacina pode provocar a gripe?
Não. A vacina contra a gripe não contém vírus vivos, pelo que não pode provocar a doença. No entanto, as pessoas vacinadas podem contrair outras infecções respiratórias virais que ocorrem durante a época de gripe.

Quando deve ser feita a vacinação?
Como, em Portugal, o pico da actividade gripal tem ocorrido entre Dezembro e Fevereiro, a vacinação deve ser feita, preferencialmente em Outubro/Novembro, podendo, no entanto, decorrer durante todo o Outono e Inverno.

Devo vacinar-me contra a gripe todos os anos?
Deve vacinar-se se pertencer a um grupo de risco.

Onde se compra a vacina?
A vacina compra-se nas farmácias e é comparticipada.

Como se deve guardar a vacina?
Depois de comprada, a vacina deve ser administrada assim que possível. Até a levar ao serviço de saúde para ser administrada, a vacina deve ser conservada dentro da embalagem, no frigorífico, entre +2º e +8ºC (nas prateleira do meio do frigorifico e não na porta).

A vacina dá protecção a longo prazo?
Não, porque o vírus muda constantemente - mudança e flutuação genética - com novas estirpes e variantes a emergirem, pelo que as pessoas não conseguem desenvolver imunidade específica às estirpes individuais que vão aparecendo.

Qual é a eficácia da vacina para a gripe?
O tempo que vai desde Fevereiro até ao início da época da gripe - por volta de Novembro - é necessário para a produção da quantidade de vacina necessária para comercialização. As estirpes do vírus em circulação podem não ser as mesmas em que a vacina foi baseada, mas sabe-se que as estirpes do vírus em circulação no fim da época anterior (ou em Fevereiro) são normalmente as que mais semelhanças apresentam com as que vão circular na época para a qual a vacina é produzida. Deste modo, a vacina contra a gripe que é produzida todos os anos não é a melhor vacina possível mas apenas uma aproximação baseada nas estirpes do ano anterior. No entanto, sabe-se que evita o aparecimento de sintomas em 70 por cento dos casos. Nos idosos e nos mais debilitados ou nos doentes crónicos, a vacina pode não prevenir a gripe com tanta eficácia, mas reduz a gravidade dos sintomas.

No caso de uma pandemia, como o novo vírus que surge é completamente diferente dos que estavam em circulação no ano anterior, a vacina produzida todos os anos com base nas estirpes em circulação no fim da época anterior, é inútil.

Porque é a vacina para a gripe diferente todos os anos?
Porque o vírus da gripe está constantemente a mudar, por um processo de mutação genética, sendo diferente todos os anos. Daí que todos os anos tenha que produzir-se uma nova vacina.

Porque não há vacinas para toda a gente?
O processo de fabrico de uma vacina é demorado e não se consegue fabricar numa quantidade ilimitada. A Organização Mundial de Saúde (OMS), partindo da experiência adquirida durante a crise da gripe aviária H5N1, considera, na teoria, que podem ser produzidas 4,9 mil milhões de doses durante 12 meses. Mas ainda há dados que se desconhecem como, por exemplo, a quantidade de antigénio necessária para que o nosso corpo desencadeie uma resposta imunitária suficiente para ficarmos imunizados. Por isso, as estimativas reais são muito mais baixas, havendo necessidade de dar prioridade aos grupos de risco.

Em caso de gripe, como proceder?
Existem linhas de apoio do Ministério da Saúde:
Para adultos, ligue para a Linha Saúde Pública - 808 211 311 e para crianças, ligue para a Linha Saúde 24 - 808 24 24 00.

Para além disso, deve:
- Procurar isolar-se das outras pessoas, de forma a diminuir o contágio;
- Descansar e ingerir muitos líquidos (água, sumos) e manter a alimentação, comendo o que apetecer mais, evitar mudanças de temperatura;
- Não se abafar demasiado;
- Contactar o médico assistente, se é portador de doença crónica ou prolongada;
- Tomar medicamento para baixar a febre. Se a dor for intensa também pode tomar analgésicos, fazer atmosfera húmida, se tiver tosse, aplicar soro fisiológico para desentupir/descongestionar o nariz;
- Pode não ser aconselhável tomar medicamentos que reduzam a tosse;
- Não tomar antibióticos sem aconselhamento médico, dado serem recomendados apenas para o tratamento de algumas complicações infecciosas da gripe;
- Grávidas e mães a amamentar só podem tomar paracetamol até contactar o médico assistente;
- Nas crianças, não dar aspirina sem conselho médico;
- Durante o período de doença não deverá ser vacinado;
- As pessoas que vivem sozinhas, especialmente se são idosas, devem pedir a alguém que lhes telefone, 2 vezes por dia, para saber se estão bem.

Como é monitorizada a gripe a nível global?
Existe uma rede global de 112 centros nacionais de monitorização da gripe, espalhados por todo o mundo, incluindo Portugal, que fazem parte da rede de monitorização global da gripe (Global Influenza Surveillance network). Esta rede, criada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), colhe amostras de vírus Influenza com vista à identificação das diferentes estirpes em circulação. Com base nestes dados, a OMS sugere, todos os anos em Fevereiro, a composição da vacina a ser produzida para o ano seguinte. Esta vacina é trivalente, ou seja, é produzida com base em três estirpes do vírus Influenza, uma pertencente ao subtipo H3N2, outra ao subtipo H1N1, ambos subtipos de Influenza A, e ainda uma estirpe pertencente ao vírus Influenza B.

Como é monitorizada a progressão da gripe em Portugal?
Actualmente, o Sistema Nacional de Vigilância da Gripe é coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) sob coordenação da Direcção Geral da Saúde. O sistema consiste na recolha, e processamento de dados de base clínica e laboratorial através da rede de Médicos-Sentinela e das Unidades de Urgência dos Hospitais e Centros de Saúde. Semanalmente, à quinta-feira, é elaborado um Boletim de Vigilância Epidemiológica.

Porque é que a vigilância epidemiológica da gripe tem uma semana de atraso?
O sistema de vigilância epidemiológica da gripe é um dos mais rápidos. A semana de atraso é inerente ao sistema de compilação de dados e elaboração do relatório semanal pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, na sua qualidade de laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde para a Gripe em Portugal.

O que fazer se vou viajar?
Deve adoptar exactamente os mesmos cuidados enquanto em Portugal. A automedicação é desaconselhada, por isso, caso suspeite de sintomas de gripe, deve recorrer às instituições locais de saúde, para o diagnóstico ser confirmado e receber o tratamento adequado.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Prevenção de doenças parasitárias
Cerca de metade da população mundial está infectada com pelo menos um tipo de doenças transmitidas por vetores. Assista à...

A terceira conferência “Canine Vector-Borne Diseases” (CVBD) será transmitida via Internet na próxima quinta-feira, 20 Março de 2014, através do site http://www.cvbd.org/, e conta com o apoio da Bayer HealthCare, Divisão de Saúde Animal. A inscrição na conferência já se encontra aberta online.

Na Conferência CVBD 2014 estará presente uma equipa de especialistas internacionais para consciencializar os participantes acerca da propagação de doenças transmitidas por vetores e abordar os desafios, oportunidades e informações de vigilância disponíveis.

Esta conferência web será dividida em duas sessões: uma primeira sobre o estudo de casos, direccionada para os veterinários, seguida então de uma mesa redonda também a médicos e auxiliares bem como profissionais de saúde pública.

“As doenças parasitárias são um tema de enorme importância para a saúde pública. Esta conferência engloba tanto o domínio veterinário como o da saúde pública. Nos últimos dois anos, houve mais de 5.000 participantes de 40 países diferentes que se juntaram em simultâneo e online na conferência”, disse Norbert Mencke, Director de Serviços Globais de Veterinária de Animais de Companhia da Bayer HealthCare Saúde Animal.

Cerca de metade da população no mundo está infectada com pelo menos um tipo de doenças transmitidas por vetores. Estas doenças são transmitidas por parasitas aos animais e seres humanos, e têm um impacto significativo na saúde pública. De uma forma geral, pode ser possível reduzir o risco de doenças transmitidas por vetores através de controlo de parasitas com medidas de prevenção como a administração de antiparasitários. Estes vetores (parasitas) que se alimentam de sangue, tais como carraças, pulgas, flebótomos e mosquitos podem transmitir agentes patogénicos - como bactérias, protozoários, vírus ou helmintes - aos cães e gatos que podem provocar infecção.

Os riscos de infeção variam conforme a região. As doenças transmitidas por vetores (denominadas VBD do inglês Vector Borne Diseases) – como a anaplasmose, a babesiose, a erliquiose, a dirofilariose, a leishmaniose, a borreliose de Lyme - parecem ter um impacto mundial.

 

Sobre a Bayer HealthCare

O Grupo Bayer é uma empresa global com competências centrais nas áreas da saúde, agricultura e materiais de alta tecnologia. A Bayer HealthCare, um subgrupo da Bayer AG com vendas anuais de mais de 18,9 mil milhões de Euros (2013), é uma das companhias inovadoras líderes mundiais na indústria dos cuidados de saúde e de produtos médicos e está sediada em Leverkusen, na Alemanha. A empresa combina as actividades globais das Divisões Saúde Animal, Consumer Care, Medical Care e Pharmaceuticals. A Bayer HealthCare tem como objectivo descobrir, desenvolver e fabricar produtos que venham a melhorar a saúde humana e animal em todo o mundo. A Bayer HealthCare emprega 56.000 pessoas (31. Dez. 2013) e está representada em mais de 100 países.

 

Dia Mundial do Rim reuniu no Porto os protagonistas da saúde renal
O dia Mundial do Rim foi celebrado no dia 13 de Março, com um rastreio participado por cerca de 400 habitantes do Porto, que...

Esta iniciativa resultou numa população mais informada sobre a Doença Renal Crónica e, igualmente importante, esclarecida sobre a sua propensão para desenvolver a doença ou eventual detecção da doença nos seus estágios iniciais. Neste rastreio em particular foi possível alertar um número significativo de pessoas sobre o seu frágil estado de saúde renal, o que só por si justifica que a prevenção tenha sido a tónica dominante que as diversas entidades organizadoras - Santa Casa da Misericórdia do Porto, Diaverum e Business Sweden - colocaram na campanha de informação neste Dia Mundial do Rim.

No mesmo dia do rastreio, decorreu uma Sessão Pública na Santa Casa da Misericórdia do Porto que reuniu os principais protagonistas da saúde renal em Portugal que abordaram o tema da “Prevenção da Doença Renal Crónica e a importância da educação do doente”. Participaram nesta Sessão Pública Anabela Coelho, em representação da Direção Geral de Saúde, Luís Castanheira Nunes, Presidente da ARS do Norte, António Tavares, Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, Fernando Nolasco, Presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, Fernando Macário, Presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, João Frazão, Director Médico Nacional da Diaverum, João Cabete, Presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, José Gouveia, Presidente da Associação de Doentes Renais do Norte de Portugal, e Fernando Vilares Presidente da Associação Portuguesa de enfermeiros de Diálise e Transplantação.

Os dois eventos do Dia Mundial do Rim mostraram existir uma grande cooperação entre todos os agentes envolvidos, seja por parte do governo, dado o apoio institucional da Direcção-Geral da Saúde, do poder local, das Associações de Doentes (como a APIR e a ADRNP), das Sociedades – (Portuguesa de Nefrologia e Portuguesa de Transplantação), do Sector Social, como a Misericórdia do Porto e da comunidade médica, aqui representada pela Diaverum, um dos principais prestadores de serviços renais a nível mundial integrado no sistema nacional de saúde. Todas os intervenientes estiveram debruçados sobre a prevenção da doença renal, assim como das doenças que estão na sua origem, a hipertensão e a diabetes. A educação dos doentes é um factor essencial nesse combate contra a doença renal e também aí, os parceiros estão em sintonia no que refere a procurarem soluções em que trabalhem em conjunto nesse sentido.

 

Uma doença silenciosa e possível de prevenir

A doença renal crónica, também chamada de insuficiência renal crónica, consiste numa doença caracterizada pela perda progressiva da função renal, sendo possível a prevenção primária, daí a inquestionável relevância de realizar rastreios. Trata-se de uma doença em que os rins deixam lentamente de desempenhar as suas funções habituais e que afecta actualmente cerca de 800 mil pessoas em Portugal. Nas fases mais avançadas os portadores desta doença necessitam de realizar regularmente um tratamento de substituição da função renal que poderá ser a hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal.

O nefrologista João Frazão explica que “a principal função dos rins é a correcção de perturbações na composição e volume dos fluidos corporais, que ocorrem como consequência da ingestão alimentar, metabolismo e factores ambientais, sendo também, responsáveis pela produção de enzimas e hormonas. A insuficiência renal crónica é uma doença provocada pela deterioração lenta e irreversível da função renal. Como consequência da perda de função, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam removidas pelo rim e excretadas na urina. O rim também tem funções hormonais, nomeadamente, produção de eritropoetina, hormona essencial à formação de glóbulos vermelhos, e a activação da vitamina D, indispensável à saúde do osso”.

 As duas principais causas de insuficiência renal crónica são a hipertensão arterial e a diabetes. A prevenção e o controlo destas duas doenças podem ter um impacto muito marcado na redução do número de doentes com insuficiência renal e na progressão da doença para os estadios mais avançados, com necessidade dos tratamentos de substituição da função renal.

A realização de rastreios como o que ocorreu no Porto são por esse motivo da maior importância, dado que cada vez existem mais pessoas a sofrer da doença no nosso país e pelo facto de se tratar de uma doença assintomática nas suas fases precoces, tal como a hipertensão arterial e por vezes a diabetes.

Neste contexto as campanhas de informação aos cidadãos e as campanhas de rastreio da doença são muito importantes porque podem identificar os doentes com doença renal crónica precoce e podem também identificar os doentes em risco. Em qualquer destes casos, a intervenção terapêutica precoce pode evitar o desenvolvimento da lesão renal ou diminuir muito a progressão da doença renal para as suas fases mais avançadas com necessidade de diálise.

 

Centro Comercial apoia iniciativa “Ovar a mexer”
No próximo dia 5 de Abril a cidade de Ovar vai receber uma jornada dedicada à saúde, ao bem-estar e ao desporto.

“Ovar a Mexer” é o nome da iniciativa promovida pela Câmara Municipal, pelo Dolce Vita Ovar e o Lux Health Club, que convida a população a participar num conjunto de aulas de fitness gratuitas. As inscrições estão abertas.

O evento vai ter lugar na Arena Dolce Vita, junto ao Centro Comercial, e conta com um programa de actividades preenchido (ver programa completo mais à frente). Ao longo do dia terão lugar aulas de modalidades como Oxigeno, Power, Ubound, Fitness Shaper, Topride, Gymstick, Radkidz, entre outras.

A participação nas aulas é gratuita mas requer inscrição prévia, que pode ser feita junto do Lux Health Club, na Arena Dolce Vita ou no Dolce Vita Ovar.

Ao associar-se a este evento inovador, o Dolce Vita Ovar reforça a sua ligação à promoção da prática de desporto e de hábitos de vida saudável. Para além do patrocínio ao Ovarense, uma das equipas de referência da liga de basquetebol nacional, o Centro Comercial tem vindo a promover regularmente eventos ligados à dança e ao desporto, convidando os visitantes a ocuparem o tempo livre de forma saudável e divertida.

 

Programa “Ovar a Mexer”

5 de Abril

Arena Dolce Vita

 

9h30 – Aula de Oxigeno (alongamentos e flexibilidade)

10h15 – Aula de Power (força e resistência)

11h – Aula de Ubound (diversão realizada num jump)

12h – Aula de Factor F (treino funcional)

12h30 – Aula de Fitness Shaper (supera os teus limites)

13h – Aula de Topride (treino de ciclismo)

14h – Aula de X55 (treino muscular localizado)

14h45 – Aula de Gymstick (100% core)

15h30 – Aula de Radkidz (psicomotricidade, a novidade!)

16h15 – Aula de Fightdo (luta ao ritmo de música)

17h – Aula de Megadanz (diversão e muita dança)

Estudo
A coordenadora de um estudo sobre as decisões dos casais relativamente ao destino dos embriões crio preservados defendeu a...

Susana Silva, investigadora do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), defendeu alterações, nomeadamente, “na concepção e implementação de políticas de saúde centradas nos beneficiários das técnicas de procriação medicamente assistida, bem como sobre os objectivos dos projectos de investigação com embriões”.

A investigação levada a cabo por uma equipa de investigadores do ISPUP revelou que a maioria dos casais inférteis (85%) doa embriões para investigação, colocando Portugal como um dos países no mundo onde os casais se mostram mais disponíveis para doar embriões para investigação.

Quanto às razões que justificam a doação de embriões para investigação, o estudo observou que “a responsabilidade individual no contributo para o desenvolvimento científico e para a melhoria dos tratamentos de infertilidade” surgem como os principais motivos, seguidos "da vontade de ajudar os outros".

Por outro lado, “a falta de informação acerca dos projectos que pretendem usar os embriões, a convicção de que o embrião é um filho e o facto de o embrião ser necessário para o próprio casal foram os principais argumentos apontados pelos participantes para não doar embriões para investigação”.

Os resultados demonstram também que mais de 75% dos participantes defenderam a extensão do limite máximo da crio preservação de embriões em Portugal.

Os participantes que não tinham filhos e aqueles que realizaram pelo menos um tratamento referiram, mais frequentemente, um período máximo de crio preservação superior a 3 anos.

O estudo incluiu um inquérito com 313 mulheres e 221 homens, envolvidos em tratamentos de fertilidade, e entrevistas a 34 destes casais.

Na apresentação das conclusões do estudo, responsáveis do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida e do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida defenderam a apresentação e discussão desta investigação na Comissão Parlamentar da Saúde.

 

Aneurisma da Aorta Abdominal
O número de mortes por rotura de aneurisma da aorta abdominal continua elevado. Cerca de 80% dos casos de rotura de aneurisma...

“Na maioria dos casos, o aneurisma da aorta abdominal (AAA) não apresenta qualquer sintoma, sendo a rotura a sua primeira manifestação. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para detectá-lo atempadamente”, refere João Albuquerque e Castro, cirurgião vascular e coordenador nacional da campanha Aorta É Vida!.

Os indivíduos com idade superior a 60 anos, do sexo masculino, fumadores ou ex-fumadores, com hipertensão arterial, colesterol elevado, doença cardiovascular ou doença pulmonar obstrutiva crónica correm mais riscos de sofrer de aneurisma da aorta abdominal.

“O rastreio, que consiste na realização de uma ecografia abdominal, deveria tornar-se, por isso, obrigatório para os grupos de risco, de forma a melhor vigiar o doente e a seleccionar o tratamento mais adequado”, apela João Albuquerque e Castro.

O aneurisma da aorta abdominal é uma doença grave que, não apresenta quaisquer sintomas. Trata-se de uma dilatação lenta e progressiva da aorta, a maior artéria do organismo que, quando rompe, origina uma perda de sangue muito grave que pode resultar em morte súbita.

Estima-se que, na Europa, 80 milhões de pessoas com mais de 65 anos, estejam em risco de desenvolver um aneurisma da aorta abdominal.

 

Sobre a Campanha Aorta é Vida

A campanha AORTA É VIDA! é uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV) e da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Cardio-Torácica e Vascular (SPCCTV), com o apoio da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG), com o objectivo de alertar e consciencializar a população portuguesa para o aneurisma da aorta abdominal, divulgando os principais factores de risco, de forma a aumentar o número de diagnósticos precoces e evitar o número de mortes por rotura desta artéria.

Para mais informação, consulte: www.aortaevida.com

Programa suspenso
Os chamados Grupos de Apoio à Saúde Mental Infantil receberam dois prémios de boas práticas e foram apontados como exemplo a...

O funcionamento destas equipas multidisciplinares está suspenso desde o final de Dezembro. Resta às famílias de crianças com problemas de saúde mental rumar a Lisboa, mas uma viagem para dois de autocarro não fica por menos de 45 euros, fora o resto das despesas. Muitas crianças poderão deixar de ter acompanhamento, alerta, em declarações ao Público, o pedopsiquiatra Augusto Carreira, que criou este programa que funciona há 13 anos.

Face à inexistência de pedopsiquiatras na região algarvia foi criado em 2001 este protocolo entre a Administração Regional de Saúde do Algarve (ARSA) e o Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital Pediátrico de D. Estefânia, em Lisboa. Os pedopsiquiatras da unidade lisboeta iam ao Algarve de dois em dois meses analisar os casos de crianças com problemas de saúde mental sinalizadas pelos médicos de família. Estavam envolvidas oito equipas a funcionar em centros de saúde de todo o Algarve, constituídas por psicólogos, medicina de família, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e da fala, a quem foi dada formação específica na área da saúde mental infantil pelo hospital da capital.

Os pedopsiquiatras de Lisboa davam directrizes aos médicos de família na prescrição de medicamentos e terapias a seguir. Estavam envolvidos 68 profissionais e até 2012 tinham sido seguidos 3700 meninos dos 3 aos 12 anos, refere um relatório disponível no site da ARSA. O mesmo documento diz que o programa trouxe várias vantagens, entre elas “não retirar a criança do seu ambiente natural”, evitar deslocações a Lisboa, diminuir a despesa do Sistema Nacional de Saúde e proporcionar melhor adesão das crianças e família às terapêuticas.

A experiência, que não existe em mais nenhuma região do país, foi considerada exemplar. Recebeu em 2008 o Prémio João dos Santos, instituído pela Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, em 2009 recebeu o prémio “Prevenção da Doença” instituído pelo Alto Comissariado para a Saúde. No Relatório da Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental, que traça o rumo que deve ser seguido nesta área até 2016 na área da infância e da adolescência, as equipas do Algarve são dadas como exemplo a expandir às outras regiões do país.

Augusto Carreira, o pedopsiquiatra que coordena o programa diz que não entende a decisão que deixa sem assistência todas as crianças com problemas de saúde mental da região até aos 13 anos. “É uma decisão injustificável”. Informa que existe apenas uma pedopsiquiatra no Hospital de Faro que apenas assiste adolescentes daquela parte do Algarve e que está de baixa por doença.

“Há centenas de crianças, muitas medicadas, que estão sem supervisão. As pessoas não vêm a Lisboa, estão ao abandono”.

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