Implante usado como diagnóstico pode evitar a morte súbita
Hospital de Santo António, no Porto, foi dos primeiros do País a realizar o implante de micro dispositivos de monitorização...

É um micro dispositivo usado na monitorização cardíaca e tem por objectivo detectar as arritmias (alterações do batimento cardíaco). Trata-se de uma melhor capacidade de diagnóstico dos problemas do coração que não eram reconhecidos pelos métodos disponíveis. Chama-se detector de eventos subcutâneo (linq) e já está a ser utilizado no Hospital de Santo António, no Porto, um dos primeiros do País a realizar este implante.

Esta novidade no diagnóstico cardíaco já é realidade desde o mês passado. “É a primeira vez no País que implantamos um sistema com estas características”, começa por explicar Hipólito Reis, responsável pela Unidade de Arritmologia do Santo António.

Até aqui os dispositivos utilizados para monitorização cardíaca consistiam num detector de eventos (reveal). “A diferença em relação ao reveal é o tamanho (o linq é 87% menor), maior facilidade de colocação (pode ser colocado fora do bloco), precisão do registo e possibilidade de monitorizar à distância. A informação é, assim, continuamente disponibilizada ao médico”, adianta. O linq tem um sistema de monitorização remota (wireless) que permite, mesmo com o paciente em casa, enviar notificações - para telemóvel ou internet - à equipa médica quando se registam arritmias cardíacas.

“É para saber o que está na causa dos sintomas: palpitações, cansaço, falta de ar, síncope (perda de consciência) e morte súbita”, acrescenta Hipólito Reis. Assim, consegue-se correlacionar os sintomas com a presença (ou ausência) de arritmias cardíacas, permitindo um diagnóstico mais preciso e um tratamento mais específico de eventuais alterações do ritmo cardíaco. O mecanismo tem ainda outra vantagem: “Pode ajudar a evitar a morte súbita cardíaca (paragem cardio respiratória de causa arrítmica) ao evitar precocemente arritmias potencialmente fatais. A morte súbita é um evento relativamente frequente, este aparelho é um auxiliar brutal no diagnóstico”, adianta o especialista. O dispositivo tem uma duração contínua de três anos. “Para situações em que a ocorrência é rara, mas não deixa de poder ser grave, existe, na actualidade, a possibilidade de uma monitorização mais prolongada que pode ir até aos três anos. Daí a importância na correlação entre queixas do doente e a alteração do ritmo cardíaco”, conclui.

Associação alerta
Apenas um em cada dez doentes terminais tem acesso a cuidados paliativos, alerta a Associação Portuguesa desta área, lamentando...

O presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos classificou como “altamente negativo” o panorama actual desta área em Portugal, embora reconhecendo que houve esforços de melhoramento.

Recorrendo a dados de relatórios de entidades oficiais, Manuel Luís Capelas indica que pelo menos 90% da população portuguesa que necessitaria de cuidados paliativos não tem acesso a eles.

“No máximo, só 10% da população terá acesso a cuidados paliativos. Estamos a deixar muitos destes doentes a serem cuidados noutra tipologia de serviços que não são os mais adequados para dar resposta cabal às suas necessidades”, afirmou.

A burocracia na referenciação de doentes é um dos problemas desta área, que já está diagnosticado há muito e que a lei de bases para o sector queria alterar.

“A ideia da lei de bases, que continua a aguardar regulamentação, era agilizar e tornar a referenciação numa referenciação clínica, que tivesse em conta a prioridade dos doentes e não a questão burocrática da ordem numa lista de espera”, explicou Manuel Luís Capelas. Para o presidente da Associação, sem a regulamentação da lei, a rede nacional de cuidados paliativos parou.

“Isto leva a aumentos de tempos de espera. Cerca de 50% dos doentes referenciados nem sequer chegam a ser admitidos nas unidades porque morrem entretanto”, lamentou.

A falta de equidade no acesso a estes cuidados é outro dos problemas que se verifica, havendo distritos que continuam sem um único recurso de cuidados paliativos.

Manuel Capelas, apela a que a legislação seja regulamentada, recordando que o grupo de trabalho criado pelo Governo para o efeito já cumpriu a sua tarefa.

Durante o Congresso será apresentada uma investigação, baseada na análise de dezenas de estudos, que mostra os benefícios dos cuidados paliativos domiciliários para os doentes.

Segundo a investigadora Bárbara Gomes, a maioria das pessoas com doença avançada prefere morrer em casa, uma hipótese que duplica de probabilidade quando os doentes recebem cuidados de saúde domiciliários.

“Na área, esta meta-análise é um marco importante porque demonstra, pela primeira vez, evidência clara e fidedigna de benefícios que justificam um investimento na prestação de cuidados paliativos domiciliários”, comentou Bárbara Gomes.

Liga Portuguesa
Tornou-se viral nas redes sociais a acção do núcleo regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que recebe cabelo, mais...

O núcleo regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro (CPCC) tem recebido, todas as semanas, tranças de cabelo de portugueses que tentam ajudar que passa pela doença.

“As doações começaram a ser virais no início do ano passado, a partir do momento em que alguém colocou nas redes sociais que estávamos a receber”, sem ter sido feita qualquer publicidade, contou a responsável, Helena Grilo, ao Diário de Notícias Online.

O cabelo era depois entregue a parceiros, que o trocavam por perucas de cabelo sintético, para doar a doentes oncológicos.

A estratégia da LPCC passa agora pode encontrar um parceiro que construa perucas com o cabelo doado. Até lá, as tranças de voluntários são guardadas, para mais tarde fazer a diferença na vida de alguém.

A cabeleireira Joana Silva chega mesmo a pedir a colaboração dos clientes que querem cortar o cabelo, sendo que até hoje “todos disseram que sim”.

ONU:
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou que a tuberculose é a segunda maior causa de morte em todo o mundo, ficando...

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,3 milhões de mortes por tuberculose são registadas anualmente e quase 9 milhões de pessoas contraem a doença durante o mesmo período.

Segundo a Rádio ONU, Ban afirmou que a tragédia tem ainda maior dimensão devido ao facto de a tuberculose ser uma doença curável e um terço dos doentes, 3 milhões de pessoas, não receber qualquer tipo de tratamento.

“Alcançar os 3 milhões” é precisamente o tema da campanha deste ano.

O secretário-geral da ONU afirmou que ao se tratar os pacientes que não recebem cuidados médicos promove-se um futuro melhor para toda a humanidade.

Acrescentou que a maioria dos doentes é pobre, muitos de classes marginalizadas pelas sociedades, como trabalhadores migrantes, refugiados e deslocados internos.

Ainda na lista estão prisioneiros, povos indígenas e minorias étnicas.

Ban citou que os avanços conquistados nos últimos anos provam que a comunidade internacional pode atacar essa ameaça com esforços concentrados.

Explicou que entre 1995 e 2012, intervenções globais de saúde conseguiram salvar 22 milhões de vidas e tratar 56 milhões que contraíram a doença.

Para acelerar os resultados, Ban disse que todos os países devem aumentar o acesso aos serviços de saúde e mobilizar comunidades e hospitais para que alcancem rapidamente um número maior de pessoas.

Frisou ainda que os países devem investir mais em pesquisas para criar novos equipamentos de diagnóstico, medicamentos e vacinas.

Sublinhou que é uma questão de justiça social que todos os doentes tenham acesso a serviços para um rápido diagnóstico, tratamento e cura da tuberculose.

Para Ban, aquela é uma questão também de segurança de saúde global, principalmente em relação ao aumento dos casos de pacientes que sofrem do tipo mais grave da doença, que é resistente aos medicamentos.

Circular Informativa N.º 067/CD/8.1.7. Data: 21/03/2014
O Infarmed emitiu uma circular informativa sobre a restrição da utilização dos medicamentos contendo diacereína.

O Grupo de Coordenação (CMDh) adoptou as recomendações do Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) de restrição da utilização dos medicamentos contendo diacereína, divulgadas na circular informativa n.º 056/CD/8.1.6 de 07/03/2014, para minimizar os riscos de diarreia grave e de efeitos hepáticos.

A diacereína é um medicamento usado no tratamento de doenças como a osteartrose (dor e inchaço das articulações).

Face à revisão de segurança agora concluída e para que os benefícios da diacereína superem os riscos conhecidos, a EMA e o Infarmed recomendam o seguinte:

 

Aos profissionais de saúde

- A diacereína deve ser utilizada apenas para o tratamento de osteartrose da anca e do joelho e não é recomendada para o tratamento de osteartrose da anca de progressão rápida.

- A terapêutica com diacereína só deve ser iniciada por médicos com experiência no tratamento de osteartrose.

- A diacereína não deve ser utilizada em doentes com doença hepática ou história de doença hepática. Os médicos devem monitorizar a função hepática dos seus doentes, para que possam identificar precocemente problemas hepáticos e ensinar os doentes a reconhecer os primeiros sintomas e sinais deste tipo de situações.

- Para minimizar risco de diarreia grave:

- é recomendável iniciar o tratamento com metade da dose normal (50 mg/dia) nas primeiras 2 a 4 semanas, após as quais, a dose recomendada é de 50 mg 2 vezes ao dia.

- o tratamento deve ser interrompido se surgir diarreia.

- estes medicamentos não devem ser utilizados em doentes com mais de 65 anos.

 

Aos Doentes

- Se tiver diarreia enquanto toma medicamentos contendo diacereína, interrompa o tratamento e contacte o seu médico para que este possa avaliar a situação e, eventualmente, indicar uma alternativa terapêutica.

- Se tiver mais de 65 anos e estiver a tomar estes medicamentos, contacte o seu médico para que este possa reavaliar a terapêutica.

- Se tem ou teve problemas de fígado não deve tomar diacereína.

- Se estiver a tomar estes medicamentos, o médico irá vigiar a sua função hepática e ajudar a identificar eventuais sinais e sintomas de problemas de fígado (tais como prurido e icterícia).

 

A opinião do CMDh seguirá para a Comissão Europeia, a qual emitirá uma decisão vinculativa. A EMA e o Infarmed continuarão a acompanhar este assunto e a divulgar toda a informação relacionada.

Skydive Europe associa-se
No próximo dia 2 de Abril, celebra-se o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo.

No próximo dia 2 de Abril, celebra-se o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo. O Skydive Europe, Centro Internacional de Paraquedismo, que não é indiferente a esta causa, e dando continuidade ao que já foi feito em anos anteriores, planeou um grande evento para integrar e alertar a população para esta iniciativa, convidando todos a tornarem este dia ainda mais azul!

O evento no Skydive Europe terá lugar no Aeródromo de Figueira dos Cavaleiros (Alentejo), no dia 29 de Março, sábado, a partir das 9h30, de modo a vir a ser comunicado no dia 2 de Abril.

Sessão de Lançamento
Realiza-se no dia 2 de Abril, das 10h00 às 11h45, na Assembleia da República, a Sessão de Lançamento de duas Publicações na...

Realiza-se no dia 2 de Abril, das 10h00 às 11h45, na Assembleia da República, a Sessão de Lançamento de duas Publicações na área dos Direitos da Criança:

Promover a compreensão entre Crianças e Jovens do Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à instituição de um Procedimento de Comunicação;

Convenção do Conselho da Europa para a Protecção das Crianças contra a Exploração Sexual e os Abusos Sexuais (Convenção de Lanzarote).

As Convenções em português encontram-se igualmente disponíveis aqui. O programa encontra-se em anexo.

Militares vão receber formação específica
As viaturas de patrulhamento da GNR vão estar equipadas com desfibrilhadores.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, considerou “muito importante” que a GNR possua viaturas de patrulhamento equipadas com Desfibrilhador Automático Externo (DAE) e disse que o projecto vai ser alargado, gradualmente, a todo o país.

“A ideia é que seja alargado a outros comandos e a outros territórios do país. Vamos fazê-lo de forma gradual” porque “envolve a aquisição de algum equipamento, mas também a formação dos militares”, prometeu o governante depois de participar na cerimónia de apresentação da primeira viatura de patrulhamento da GNR equipada com um DAE.

Este projecto da GNR arranca no Alentejo, mais precisamente com esta primeira viatura pertencente ao posto territorial de Telheiro/Monsaraz, o que transforma esta localidade na primeira, a nível nacional, a dispor de um carro de patrulha com esta valência.

No âmbito da iniciativa, as normais viaturas de patrulhamento passam a estar equipadas com DAE e os militares a deterem formação específica e certificação na utilização do equipamento, para resposta a casos de emergência de paragem cardiorrespiratória (PCR).

Investigadores da Universidade de Manchester
Comprimido pode ser a cura para o jet lag e horários de sono trocados. Cientistas da Universidade de Manchester descobriram que...

Os cientistas da Universidade de Manchester encontraram uma enzima que controla o funcionamento do corpo num ciclo de 24 horas. Quando a enzima é suprimida pelo comprimido, o corpo reinicia o seu ciclo biológico e é mais fácil adaptar-se ao novo horário.

David Bechtold, líder da equipa de cientistas ingleses, afirma que este comprimido pode resolver vários problemas, como, por exemplo, a falta de sono e o jet lag.

O comprimido foi testado para ver como é que o corpo se ajustava fora do padrão dia/noite a que estava habituado. O estudo revelou que com o comprimido a resposta à mudança de ciclo diário era muito mais rápida do que o normal.

Cientistas do Centro de Pesquisa do Sono, da Universidade de Surrey, Inglaterra, acreditam que 6% dos genes do corpo estão ligados ao relógio biológico e são activados em determinados momentos do dia ou da noite. O risco de sofrer ataques cardíacos e derrames aumenta 40% quando o ciclo natural do corpo é interrompido.

 

Enfermeiros alertam
Associação alertou para a necessidade de cumprimento das medidas de prevenção para evitar infecções hospitalares.

A Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações Portugueses alertou que é preciso apoiar os profissionais de saúde para que se cumpram as medidas de prevenção da infecção associada aos cuidados de saúde, nomeadamente a do local cirúrgico.

A AESOP lamentou que ainda "persistam alguns procedimentos menos correctos e facilmente evitáveis como a utilização de anéis, pulseiras e unhas artificiais por parte de profissionais de saúde que prestam cuidados directos ao doente".

A este propósito, a enfermeira Elena Noriega, da AESOP, lembrou uma norma nacional publicada pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) em 2010 que orienta os profissionais de saúde para a prática correcta da higiene das mãos nos cuidados aos doentes.

Especialistas denunciam:
Existem doentes a recusarem o transplante de rim por não terem dinheiro para os transportes para ir a consultas após o...

Durante um fórum organizado pela Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), que decorreu em Lisboa, especialistas que trabalham nesta área alertaram para as consequências das dificuldades económicas dos doentes que se revelam nos tratamentos.

Os especialistas em transplantação denunciaram casos de doentes que, por não terem dinheiro para os transportes, optam por continuar em hemodiálise em vez de receberem um rim. Esta opção fica mais onerosa para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Em alguns casos, disseram, os doentes que vivem longe dos centros de transplantação chegam a rejeitar a hipótese de receberem um rim, tendo em conta a necessidade das consultas pós-transplantação que, várias vezes por semana.

Todos os anos juntam-se centenas de pessoas à lista de pessoas que receberam um transplante de rim e que terão toda a vida que ser seguidos e de tomar medicação, refere o Público Online. Há cerca de 7 mil doentes que às vezes têm que fazer centenas de quilómetros para ir a uma consulta e para recolher medicamentos que passaram a ser-lhes dados de mês a mês, diz o presidente da SPT, Fernando Macário.

A proposta de descentralização do acompanhamento dos transplantados renais é defendida pela SPT pelo menos desde 2011. O Ministério da Saúde chegou a criar um grupo de trabalho para estudar o problema, refere o médico, que foi um dos seus membros. “Houve um projecto de despacho” mas nada saiu do papel. O grande obstáculo, diz, é o facto de os hospitais não quererem arcar com custos dos medicamentos destes doentes, que são muito elevados.

Fazem-se transplantes em hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra, e o seguimento pós-transplante destes doentes é feito nesses mesmos lugares, em deslocações que até aos seis meses têm de ser mensais; depois, vão-se espaçando mas continuam por toda a vida, explica o médico.

Desde que houve cortes para os fármacos nos orçamentos dos hospitais, deixaram de dar aos doentes medicamentos imunosupressores (usados para evitar a rejeição dos órgãos) para mais de um mês. O especialista dá o exemplo de doentes do Algarve que são seguidos em Coimbra e que, agora, além de se deslocarem para as consultas, têm de ir buscar os fármacos mensalmente, mesmo que tenham consultas mais espaçadas, normalmente de três em três meses. “E os doentes já têm muita dificuldade em chegar às consultas. Têm de lá estar às 8h para fazer análises", reforça.

Fernando Macário defende que há unidades que não avançam com consultas pós-transplante renal porque não querem ver a sua despesa aumentar com os imunosupressores que teriam que passar a fornecer a estes doentes.

Novo método pode permitir
Uma equipa de cientistas anunciou o desenvolvimento de uma técnica que permitiu detectar, com 97% de certeza, certos...

O cancro do pâncreas é um dos mais temíveis: é muitas vezes detectado numa fase avançada, quando já se espalhou para outros órgãos – o que faz com que apenas 5% dos doentes sobrevivam cinco anos ou mais após o diagnóstico. Mas agora, essa situação poderá estar prestes a mudar. Uma equipa de cientistas da Universidade de Gotemburgo (Suécia) acaba de anunciar, na revista Journal of the National Cancer Institute, o desenvolvimento de uma técnica que permitiu detectar, com 97% de certeza, certos precursores do cancro do pâncreas, tornando possível, no futuro, a sua prevenção ou tratamento, avança o jornal Público Online.

Sabe-se hoje que a presença de quistos no pâncreas – tumores cheios de fluido – pode ser um sinal precursor desse cancro, explica a universidade sueca em comunicado.

Estes quistos costumam ser descobertos acidentalmente na realização de exames com técnicas de imagiologia tais como a tomografia axial computadorizada (TAC) ou a ressonância magnética. Nem todos têm potencial canceroso, mas como não é possível prever a sua evolução com base nas imagens, isso conduz a análises desnecessárias – e pouco fiáveis – do líquido contido nos quistos, bem como a cirurgias invasivas que apresentam riscos para as pessoas.

O novo método agora desenvolvido por Karolina Jabbar e colegas consiste em utilizar a técnica dita de espectrometria de massa para detectar com precisão, nos quistos, a presença de proteínas chamadas mucinas, cuja produção aumenta nos tumores malignos. E permitiu aos cientistas diagnosticarem correctamente que, entre 79 quistos, 77 eram efectivamente precursores de cancros.

“Trata-se de um resultado espectacularmente bom para um teste de diagnóstico, e esperamos que o nosso método permita descobrir precocemente um maior número de cancros do pâncreas, numa fase em que ainda é possível tratá-los ou preveni-los”, diz Karolina Jabbar, citada no mesmo documento.

Os autores também conseguiram analisar diferentes quistos e identificar, com 90% de certeza, os que já tinham evoluído para um cancro. Isto significa que também poderá ser possível saber, em caso de detecção de um quistos potencialmente maligno no pâncreas, se o doente precisa logo de cirurgia para o remover ou se convém, pelo contrário, esperar e monitorizar o seu crescimento.

“O método existe e permite-nos medir os marcadores biológicos [do cancro do pâncreas] rapidamente e com precisão”, diz Gunnar Hansson, um dos líderes do estudo. Para mais, “requer uma amostra 25 vezes mais pequena de fluido do quisto que as análises convencionais [do conteúdo dos quistos]”. E conclui: “Tenho a certeza de que dentro de cinco anos, vai haver espectrómetros de massa nos corredores dos hospitais”.

Sem alternativa terapêutica
Há 716 medicamentos que estão neste momento em ruptura de stock nas farmácias, dos quais 43 não têm qualquer alternativa...

Há 716 medicamentos que estão neste momento em ruptura de stock nas farmácias, dos quais 43 não têm qualquer alternativa terapêutica. Têm de ser importados, o que nem sempre é fácil, dizem as farmácias.

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) tem conhecimento da existência de 716 medicamentos em ruptura de stock nas farmácias portuguesas, sendo que, destes, cerca de 6% (43 fármacos) não têm alternativa terapêutica. São essencialmente medicamentos antipsicóticos, antiepiléticos, heparinas (anticoagulantes e antiplaquetários), dopaminométicos (usados no tratamento da doença de Parkinson) e medicamentos para a disfunção eréctil.

Defina você mesmo quais os padrões
Existem na sociedade padrões pré definidos para a beleza.
O conceito de beleza deve passar não só pelo aspecto exterior, mas também pelo bem-estar interior de cada um. Aquilo que é bonito para uns pode ser feio para outros, logo não existe uma regra geral que nos ajude a definir a beleza. Contudo não se deve desprezar o aspecto exterior e deve sempre existir um cuidado com o mesmo. Este deve acontecer naturalmente e para que tal aconteça é muito importante existir um equilíbrio e bem-estar interior.

Os media e grande parte dos negócios ligados à área da beleza, que vivem de vendas directas aos consumidores, tiveram a necessidade de criar padrões de beleza para que, através da publicidade, conseguissem valorizar os seus produtos e obter melhores resultados financeiros.

Não pode ser uma prioridade estabelecer objectivos para padrões de beleza baseados em anúncios de televisão ou conceitos de moda, pois estes objectivos dificilmente serão atingidos devido á constante mutação desses mesmos padrões. Numa sociedade cada vez mais materialista e gerida por interesses é necessário criar laços afectivos e estar rodeado de pessoas que transmitam sentimentos verdadeiros capazes de proporcionar esse mesmo equilíbrio e bem-estar interior. Qualquer pessoa que tenha a capacidade de perceber que a sua própria beleza é aquilo que a torna única e diferente de todas as outras, vai inevitavelmente sentir-se melhor. E tudo isso se vai reflectir na sua aparência exterior.

Tudo o que nos rodeia, desde as pessoas, aos locais onde estamos e por onde passamos representam um papel importante quando tentamos definir e alcançar a nossa própria beleza. Passa principalmente pelo bem-estar e a felicidade interior e não exclusivamente pelo que se tenta mostrar através de mudanças físicas. Não é errado recorrer a produtos e tratamentos de beleza, muito pelo contrário, é um sinal que existe uma vontade de querer exteriorizar o que de bom existe interiormente.

Acima de tudo, o mais importante é cada pessoa sentir-se bem com ela própria e conseguir ver a beleza tal como ela é, sem que os padrões criados por tendências influenciem negativamente os verdadeiros conceitos de beleza.

A beleza passa por um conjunto de experiências positivas que, naturalmente, variam de pessoa para pessoa.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Doença respiratória profissional mais comum
A asma profissional é uma doença respiratória que está relacionada directamente com a inalação de po

A asma profissional, também designada de ocupacional, é definida como uma doença respiratória relacionada com a inalação de fumos, gases ou poeiras no local de trabalho.
A doença pode desenvolver-se tanto num trabalhador que já sofra de asma como num que não a tenha. Trata-se de uma enfermidade pouco divulgada junto da população em geral, mas é, simplesmente, a doença respiratória profissional mais comum.
Estima-se que entre 5 a 15 por cento de todos os casos de asma em adultos estejam relacionados com a profissão, ainda que a incidência varie de indústria para indústria.
Pessoas com história familiar de alergia terão mais tendência para sofrerem desta doença, tal como os fumadores.

A asma profissional atinge as mais variadas profissões, como veterinários e tratadores de animais (devido a contaminações através dos pêlos), actividades marítimas, indústrias alimentares como de cereais, peixe, ovos, aves, café, mariscos, lacticínios, padaria e pastelaria, outras indústrias mais "pesadas" como soldadores, aço, resinas, têxteis (nomeadamente através do algodão), indústria farmacêutica e de detergentes, pinturas de automóveis, indústrias de plástico, cabeleireiros, na área da carpintaria e marcenaria, entre tantas outras.
As indústrias que utilizam substâncias que podem causar asma devem obedecer às normas de controlo de poeiras e vapores. No entanto, a eliminação de poeiras e vapores pode ser impossível. Os trabalhadores com asma severa, quando possível, devem mudar de actividade, pois a exposição contínua leva a um quadro de asma mais grave e persistente.
Sabe-se também que existe uma relação nítida das crises com período de exposição no trabalho e que ocorrem melhorias quando se está afastado do local de trabalho, concretamente ao fim-de-semana ou durante as férias. No entanto, os sintomas podem ocorrer durante o período de trabalho, mas, frequentemente, começam apenas algumas horas após ter terminado o expediente. Além disso, podem aparecer e desaparecer durante uma semana ou mais, após a exposição. Por essa razão, é frequentemente difícil estabelecer a relação entre o ambiente de trabalho e os sintomas.

Sintomas
A asma profissional pode causar dificuldade respiratória, sensação de opressão no peito, sibilos (pieira), tosse, espirros ou lacrimejamento. Em algumas pessoas, a respiração sibilante é o único sintoma.
Os sintomas podem verificar-se durante a jornada de trabalho, mas, muitas vezes, começam algumas horas depois de ela ter terminado. Em algumas pessoas, os sintomas começam até 24 horas depois da exposição. Aliás é importante referir que o intervalo de tempo entre o início da exposição a estes agentes e o aparecimento dos sintomas de asma é muito variável, podendo ir de meses a anos. É por essa razão que é difícil estabelecer a relação entre o local de trabalho e os sintomas.

Causas
As causas podem ser agrupadas em três diferentes mecanismos: irritantes, alérgicas e farmacológicas. Estão actualmente identificados mais de 300 agentes responsáveis por estes mecanismos.
Os agentes irritantes incluem por exemplo o ácido clorídrico, dióxido sulfúrico e amónia, presentes na indústria química e do petróleo. Estas substâncias são altamente irritativas para a árvore respiratória e podem por si só causar um ataque de asma, particularmente nos trabalhadores que já sofrem de asma ou de outras doenças respiratórias. Na grande maioria dos casos os sintomas ocorrem imediatamente após a exposição a esses agentes.
Os factores alérgicos desempenham um papel importante num grande número de casos de asma ocupacional. Quando este mecanismo está envolvido, há habitualmente um longo período de exposição no local de trabalho a um agente sensibilizante, antes de surgir a doença. São exemplos deste tipo de agentes os cereais e suas farinhas (responsáveis pela asma dos padeiros), as proteínas animais que podem originar alergias respiratórias em veterinários e trabalhadores de laboratório ou as bactérias Bacillus subtilus utilizadas na indústria dos detergentes. Ainda dentro deste tipo de mecanismo, a inalação das partículas de látex (proteína de origem vegetal utilizada na manufactura das luvas de borracha) estão na origem de um aumento crescente do número de profissionais de saúde com asma ocupacional.
O mecanismo farmacológico consiste na inalação de certas poeiras ou líquidos, capazes de levar à libertação de substâncias naturalmente presentes no nosso corpo. É o caso da libertação da histamina no pulmão com o consequente aparecimento dos sintomas de asma.

Diagnóstico
O diagnóstico nem sempre é fácil, especialmente no caso de a doença se desenvolver em pessoas sem asma identificada. Frequentemente, a sintomatologia aponta para bronquite, quando na verdade se trata de asma profissional.
Para estabelecer o diagnóstico, o médico solicita ao doente que lhe descreva os sintomas e o tipo de exposição à substância que causa a asma. Às vezes, a reacção alérgica pode ser detectada por um prova cutânea (prova do adesivo), na qual uma pequena quantidade da substância suspeita é colocada na pele.
Se se tornar difícil estabelecer um diagnóstico, efectua-se um teste de provocação por inalação, em que o doente aspira pequenas quantidades da substância suspeita e o médico observa se aparecem sibilos e dispneia. Pode também fazer provas para determinar a função respiratória e verificar se existe uma diminuição da função pulmonar.
O estudo da função respiratória pode ser feito através de espirometria e realiza-se em períodos de trabalho e de afastamento, para detectar se existem alterações.
Uma vez diagnosticada é prioritário o afastamento da pessoa face ao agente responsável pela asma. No caso de não ser possível o afastamento total, deve-se controlar ao máximo o ambiente, sendo essa responsabilidade da entidade profissional, promovendo, por exemplo, a utilização de máscaras, implementando sistemas de ventilação e aspiração de ar, etc.

Prevenção
Uma vez identificada a causa de asma ocupacional é fundamental o afastamento total dos agentes responsáveis. Uma alternativa é a recolocação do trabalhador dentro da mesma empresa, num posto de trabalho onde não ocorra esta exposição.
Nos locais de trabalho em que existem agentes potencialmente nocivos, devem ser tomadas medidas tendentes a manter os níveis destes agentes o mais baixo possíveis no ar (por ex. através de sistemas de aspiração e exaustão) e monitorizando periodicamente esses níveis.
Por outro lado, os trabalhadores devem ter acesso a equipamentos de protecção individual, como por exemplo o uso de máscaras.

Tratamento
Os tratamentos para a asma profissional são os mesmos utilizados para os outros tipos de asma e deve sempre ser instituído pelo seu médico especialista.
Habitualmente, são utilizados medicamentos que promovem a abertura das vias aéreas (broncodilatadores), podendo ser administrados sob a forma de inalador ou de comprimido.
Para as crises graves, são utilizados os corticosteróides, administrados por via oral durante um período curto. Em tratamentos de longa duração, preferem-se os corticosteróides por inalação.

O que é uma doença profissional?
Uma doença profissional é aquela que resulta directamente das condições de trabalho, consta da Lista de Doenças Profissionais (Decreto Regulamentar n.º 6/2001, de 5 de Maio) e causa incapacidade para o exercício da profissão ou morte.
Deve ser considerada como doença profissional respiratória toda a alteração permanente da saúde do indivíduo que resulte da inalação de poeiras, gases, vapores, fumos e aerossóis ou ainda que resulte de exposição a radiações ionizantes e outros agentes físicos, em que se estabeleça uma relação causal com o posto de trabalho ocupado.

A quem devo dirigir-me?
Qualquer médico, perante uma suspeita fundamentada de doença profissional – diagnóstico de presunção –, tem obrigação de notificar o Centro Nacional de Protecção contra Riscos Profissionais (CNPRP), pertencente ao Trabalho e da Solidariedade Social, mediante o envio da Participação Obrigatória devidamente preenchida.

Existem alguns centros especializados em doenças alérgicas e respiratórias ocupacionais que poderão estudar mais aprofundadamente a relação entre a asma e a profissão.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Veja como
Caso uma pandemia de gripe não possa ser evitada, é possível reduzir o seu impacto global.
Mapa mundo para vigilância global da gripe

Embora os vírus da gripe sejam muito instáveis e o seu comportamento imprevisível, as estratégias de vigilância global da gripe permitem reduzir o impacto de uma pandemia. A prevenção passa pela implementação de sistemas de vigilância global e continuada — epidemiológica, clínica e virológica; utilização atempada de métodos de diagnóstico adequados; vacinação generalizada da população, logo que existam vacinas (vacinação prioritária de grupos de risco); prescrição racional de medicamentos antivíricos eficazes e numa intervenção comunitária efectiva.

A vigilância da gripe deve decorrer continuamente ao longo do ano, tendo como finalidade a recolha e a análise de informação essencial à monitorização da actividade dos vírus da gripe e respectiva doença. Os resultados deste tipo de avaliação são importantes para a emissão de recomendações que visam a produção anual de vacinas antigripais.

Genericamente, os objectivos de um sistema de vigilância global são:

  1. Monitorização temporal e espacial da circulação dos diferentes tipos e subtipos de vírus (habituais, emergentes e reemergentes) incluindo os vírus não habituais mas com potencial pandémico;
  2. Análise das características antigénicas das estirpes circulantes, incluindo novas variantes;
  3. Avaliação da morbilidade e da mortalidade associadas à gripe.

Quanto mais precoce for a detecção dos vírus com potencial pandémico, mais rápida será a implementação de medidas de controlo eficazes e mais precoce será o início da produção de vacinas específicas. Um sistema de vigilância efectivo é crucial para a detecção dos vírus circulantes e dos primeiros indícios da sua transmissão inter-humana. Como os vírus da gripe se disseminam com grande rapidez, os sistemas de vigilância (epidemiológica, clínica e virológica) devem ser articulados à escala mundial.

Sistema Nacional

Em Portugal, o sistema nacional de vigilância da gripe é coordenado pelo Centro Nacional da Gripe, em colaboração com a Direcção-Geral da Saúde e o Observatório Nacional de Saúde. Integra as componentes epidemiológica/clínica e virológica da vigilância da gripe, alicerçadas em informações clínicas e laboratoriais obtidas numa rede de médicos sentinela e nos serviços de urgência dos hospitais e centros de saúde. Através da recolha e análise da informação, o sistema de vigilância permite estimar a morbilidade da gripe, identificar surtos, caracterizar as estirpes de vírus, e facilitar intervenção dos serviços de saúde em termos de implementação de acções de prevenção e aconselhamento terapêutico.

Sistema Mundial

É um sistema de vigilância de base virológica, coordenado pela Organização Mundial de Saúde. Integra uma rede internacional de laboratórios que monitoriza a circulação dos vírus da gripe, e tem capacidade para detectar a emergência de novos vírus com potencial pandémico. É constituído por uma rede de 112 laboratórios nacionais, em 83 países (incluindo Portugal), e 4 centros mundiais de referência sedeados em Atlanta, Londres, Melbourne e Tóquio.

Sistema Europeu

Este sistema – European Influenza Surveillance Scheme (EISS) – faz parte da Rede Europeia de Vigilância Epidemiológica e Controlo de Doenças Transmissíveis, e integra os laboratórios nacionais de 23 países. Combinando a vigilância clínica e serológica da gripe, este sistema permite efectuar a monitorização da actividade dos vírus da gripe na Europa, e funciona como um sistema de alerta precoce do impacte das epidemias.

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Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias
Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias promove encontro onde especialistas alertam para a importância de...

A Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias (ANTDR) promoveu o primeiro de dois encontros sobre o papel da sociedade civil na luta contra a tuberculose, cujo Dia Mundial se assinala no próximo dia 24 de Março.

Segundo os dados apresentados a incidência da doença “tem vindo a diminuir, os doentes são muito bem tratados e, por isso, a doença tem estado controlada”. Em 2012, foram registados 2399 novos casos e segundo o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias a taxa de cura é de 72,9%.

Esta diminuição deve-se sobretudo aos melhores cuidados de saúde, embora os especialistas recomendem a importância de desenvolver programas de prevenção.

A tosse, a tosse com expectoração, um emagrecimento rápido e sudação excessiva são os sintomas que devem alertar para a existência da doença. É importante um diagnóstico rápido para diminuir a possibilidade de contágio, e apesar de as crianças receberem a vacina BCG, ela tem uma “eficácia parcial”, explicou José Miguel Carvalho, do Centro de Diagnóstico Pneumológico de Santarém. “Mas é a vacina que temos e deve ser administrada nas crianças”, acrescentou.

Porém, apesar de a doença ser cada vez menos evidente em Portugal, os especialistas alertaram para o facto de a crise económica que o país atravessa poder vir a causar um aumento dos casos de tuberculose. “Existem cerca de 2 milhões e meio de portugueses em situação de pobreza, logo privados de muitos recursos”, explica António Tavares, Delegado de Saúde Pública, sublinhando que, esta realidade juntamente com a falta de uma educação para a saúde pode facilitar o aumento de casos.

Durante o encontro da ANTDR, vários profissionais da área defenderam também a necessidade de desmistificar a doença. “As pessoas associam sempre a tuberculose à altura em que não havia tratamento, há muitos anos. Há sempre uma fuga à palavra tuberculose”, reforça Conceição Gomes.

O segundo encontro da Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias decorre a 24 de Março, dia mundial da tuberculose.

 

Tuberculose vai afectar até 2 milhões de pessoas até 2015

“Alcancemos os três milhões” é o lema da campanha da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Dia Mundial da Tuberculose. A Organização alertou para os quase 9 milhões de pessoas que são infectadas com tuberculose todos os anos, sendo que cerca de 3 milhões não chegam aos serviços de saúde, por falta de acesso ou de diagnóstico. Por outro lado, a OMS refere que até 2015 cerca de 2 milhões de pessoas podem ser infectadas pela tuberculose resistente a múltiplas drogas, o que representa um “risco à segurança sanitária global”, uma vez que as deficiências no tratamento fazem com que a resistência aos medicamentos se espalhe pelo mundo a um ritmo alarmante, aumentando o número de casos resistentes.

“Um diagnóstico mais precoce e mais rápido de todas as formas da tuberculose é vital”, disse Margaret Chan, directora-geral da OMS, ao divulgar os novos dados. “Isso melhora as hipóteses de as pessoas receberem o tratamento correcto e serem curadas, ajudando-as a conter a difusão da doença resistente aos fármacos”.

A dificuldade de diagnóstico também contribui para essa situação. Em alguns países mais pobres há apenas um laboratório central, frequentemente com capacidade limitada para diagnosticar a doença na sua forma mais resistente.

 

Conheça
Quando precisar de uma consulta, um exame, ou uma cirurgia num estabelecimento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pergunte qual...

Os deputados decidiram fazer uma compilação de toda a legislação sobre os direitos e deveres que os utentes têm nos serviços de saúde. A compilação, que está publicada no Diário da República de hoje [21 de Março], recupera, entre outros aspectos, as obrigações dos serviços em matéria de cumprimento dos tempos de espera, revela o Económico Online.

“De forma a garantir o direito do utente à informação (...) os estabelecimentos do SNS e do sector convencionado são obrigados a: informar o utente no acto da marcação, mediante registo ou impresso próprio, sobre o tempo máximo de resposta garantido para a prestação dos cuidados de que necessita”, refere a lei.

Além disso, os serviços de saúde devem afixar em “locais de fácil acesso e consulta” a informação actualizada sobre os tempos máximos de resposta garantidos por patologia e por grupos de patologia para os diversos tipos de prestações.

A informação deve ainda estar disponível no sítio da internet no serviço e deve ser tratada num relatório a “publicar e divulgar até 31 de Março de cada ano”, podendo o mesmo ser auditado pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde.

As obrigações de reporte de informação não ficam só ao nível dos serviços de saúde individualmente. A lei diz que, até 31 de Maio, o ministro da Saúde tem de apresentar à Assembleia da República um relatório sobre a “situação do acesso dos portugueses aos cuidados de saúde”, onde deve constar também a sua avaliação à aplicação da lei.

Estas regras decorrem da Carta de Direitos de Acesso aos Cuidados de Saúde pelos Utentes do SNS, uma das peças legislativas que foi reunida na nova lei.

A lei do Parlamento hoje publicada refere que “ao proceder a esta consolidação do quadro de direitos e deveres do utente dos serviços de saúde, não se introduziram alterações de substância”.

A única excepção ali assinalada refere-se ao facto de a lei “alargar o exercício do direito de acompanhamento da mulher grávida a todos os estabelecimentos de saúde, sendo que actualmente apenas está previsto nos estabelecimentos públicos de saúde”.

Se quiser conhecer os seus direitos e deveres leia a lei aqui.

Para assinalar o Dia Mundial da Água - 22 de Março
No âmbito da celebração do Dia Mundial da Água, a Associação das Termas de Portugal vai organizar no próximo dia 22 de Março um...

“Este dia tem como objectivo dar enfoque ao nosso património hidrológico natural e mostrar ao público em geral que para além dos benefícios terapêuticos, as estâncias termais são átimos locais de lazer e evasão”, refere Teresa Vieira, Presidente da Associação das Termas de Portugal.

Durante o dia de 22 de Março, ao visitar os Balneários Termais aderentes, poderá realizar uma visita guiada e ficar a conhecer as várias ofertas e pacotes disponíveis, tais como: técnicas termais de carácter preventivo; tratamentos revitalizantes; tratamentos anti-stress; descanso físico e mental; tratamentos que visam modificar hábitos e comportamentos nefastos à saúde (tabagismo, maus hábitos alimentares, desordens do sono); tratamentos de beleza e estética; tratamentos de patologias infantis (alergias, peles atópicas), entre outros. Além disso, estão previstas algumas surpresas.

“O termalismo é um produto turístico estratégico para a União Europeia e que se encontra em crescimento, acompanhando os sinais de retoma europeus. Em 2013, as Termas de Portugal registaram cerca de 100.000 termalistas e prevê-se um aumento de 10% da procura para 2014 face a uma forte aposta no mercado nacional e internacional” conclui Teresa Vieira.

Para informações sobre as Termas aderentes e pormenores sobre o Open Day Termas de Portugal consulte: www.termasdeportugal.pt ou www.facebook.com/termasdeportugal

Estudo destaca
Manter uma hidratação adequada antes, durante e depois da actividade física não só melhora o rendimento desportivo, como se...

A revista Nutrición Hospitalaria publicou um estudo abrangente sobre os requisitos para manter uma hidratação adequada durante a prática da actividade física. O estudo realizado pelos professores e investigadores da Universidade do Pais Vasco (UPV-EHU), Aritz Urdampilleta (da Faculdade de Ciências de AF e desporto) e Saioa Gómez-Zorita (Faculdade de Farmácia), ambos de Vitoria-Gasteiz, conclui que manter uma hidratação adequada antes, durante e depois da actividade física não só melhora o rendimento desportivo, como tem consequências positivas na saúde das pessoas. O trabalho incluiu os resultados obtidos numa ampla e rigorosa pesquisa bibliográfica e em bases de dados entre 2006 e 2013.

Uma das mensagens principais apontadas pelos autores do estudo é que as bebidas isotónicas devem hidratar, fornecer sais minerais e hidratos de carbono e aumentar a absorção de água mediante uma combinação de sódio e diferentes tipos de açúcares. Segundo recomendação dos autores “é importante seguir protocolos correctos de hidratação antes, durante e depois da actividade física, assim como conhecer as limitações que a prática desportiva nos pode trazer, segundo as condições ambientais em que se realiza”.

Entre outras evidências, o estudo demonstrou que as pessoas com mais gordura têm menos água no corpo (55 a 59%), enquanto os atletas (que geralmente têm mais volume de sangue e massa muscular) têm níveis elevados de água corporal (60 a 65%), mantendo um nível normal de hidratação (estão normohidratados).

Além disso, sabe-se que apesar de os desportistas poderem perder igual ou maior quantidade de suor por hora, perdem menos quantidade de sódio por litro de suor. No entanto, em desportos de longa duração com mais de 4 horas (maratona, triatlo...) é normal uma perda de peso corporal entre 2 e 6%, o que se reflecte na saúde e é um factor limitativo do rendimento desportivo.

Neste sentido, os autores afirmam que “os efeitos de cerca de 6% de desidratação poderiam ser melhorados com estratégias dietético-nutricionais específicas e personalizadas, de forma a atingir apenas 2% de desidratação, o que afecta a eficiência metabólica mas que não terá grande risco para a saúde”. Tal seria possível atingir-se com uma hidratação entre os 0,6 a 0,9l/hora através de bebidas isotónicas.

 

Um equilíbrio necessário

As necessidades de líquidos e sais minerais variam substancialmente de pessoa para pessoa, dependendo fundamentalmente de factores como a idade, o estado fisiológicos e as condições ambientais. Quando se pratica uma actividade física, “ter em conta as necessidades de líquidos é crucial”, afirma o autor do estudo, o investigador Aritz Urdampilleta. E, como destaca, “são muitas as funções que a água tem em relação à actividade física, entre elas: manter mais estável o volume sanguíneo e a temperatura corporal para um melhor funcionamento físico do organismo”.

Conforme o grau de desidratação conseguiu-se avaliar uma série de efeitos fisiológicos com significados especiais. Ficou demonstrado no estudo que com um nível de desidratação de apenas 1% (do peso corporal) se regista um aumento de 0,3°C e cerca de 6 pulsações por minuto no mesmo exercício físico; com 2% ocorre uma disfunção ao nível da termo-regulação, com um aumento da temperatura corporal (0,6 a 1° C) e do ritmo cardíaco; se o nível de desidratação for de 3%, diminui a resistência muscular por perda da eficiência bioenergética e pode surgir hipertermia, cefaleias e desorientação; com um nível de desidratação de 4% surge a perda de força e resistência, cãibras musculares por défice de electrólitos e o risco de queimaduras de frio em altitudes elevadas e abaixo de 0°C; já com um nível de desidratação de 5 a 6%, como referem os investigadores "é evidente a presença de exaustão e um aumento significativo da temperatura corporal (39 a 41°C, estado febril) até cessar a actividade desportiva”.

Por outro lado a hiper-hidratação, também pode ser perigosa para a saúde do desportista, associando-se a hiponatremia (diminuição da concentração de sódio no sangue) que pode provocar edema cerebral ou insuficiência respiratória.

 

Recomendações práticas

Embora seja difícil de calcular as necessidades de cada grupo ou indivíduo, já que variam até mesmo no próprio indivíduo, dependendo de vários factores (como as condições ambientais e a actividade física realizada), o artigo de revisão fornece dados interessantes sobre as perdas de água e sais minerais durante actividades físicas, assim como conselhos práticos.

Regista-se que em corridas de ultra maratona (120 a 160 km), devido à dificuldade em ingerir uma quantidade adequada de líquidos, assiste-se a estados de desidratação (3-6%) em 50% dos ultra fundistas e 30% chegam a sofrer de hiponatremia.

Em desportos intermitentes e de alta intensidade (como desportos de força, combate ou de equipa), a desidratação reduz a capacidade do sistema nervoso central em estimular a contracção muscular; Assim por exemplo, uma desidratação de 3% reduz em 8% a força do trem superior e em 19% do trem inferior. Esta mensagem pode ser de grande utilidade, especialmente em desportos colectivos.

No desporto, através da respiração e transpiração abundante (maior em ambientes quentes acima dos 30ºC ou com humidade relativa superior a 50%), as perdas de água podem chegar a 2 a 4 l/ h. Como observaram os investigadores Urdampilleta e Gómez-Zorita, “as necessidades de água dependem da intensidade da actividade e do stress térmico", esclarecendo que "para que a hidratação seja adequada, as bebidas durante a competição devem ser isotónicas (200 a 320 mOsm / kg de água) “.

Durante a actividade física e para desportos com duração inferior a 1 hora, as instituições internacionais recomendam não ultrapassar a concentração de 6-9% de hidratos de carbono (HC). Já em competições de ultra resistência e de acordo com a literatura analisada, chega-se a recomendar uma ingestão máxima de 90 g/h de HC, salientando que os atletas que toleram mais hidratos de carbono durante a competição são aqueles que alcançam maior desempenho atlético; portanto, as recomendações mais recentes para os atletas de provas de longa duração são de 60-90 g de HC/h, especialmente em desportos com duração acima das 4 horas. Com base neste aspecto, os investigadores acrescentam que “é aconselhável tomar 0,6 a 0,9 l/h de bebida isotónica durante a actividade (dependendo da modalidade desportiva), e a bebida deve conter 0,5 a 0,7 g Na/l em desportos de 2 a 3 horas e 0,7 a 1,2 g /l em ultra resistência”.

Para um aumento da absorção normalmente misturam-se vários tipos de açúcares, de assimilação rápida como a glucose, sacarose ou maltodextrina e de assimilação lenta como a frutose numa proporção de 2 a 3/1.

As temperaturas baixas (10°C) tornam mais lenta a absorção da bebida e, acima de 20°C não são apetecíveis. Neste contexto os investigadores enfatizam a importância de "manter a temperatura adequada da bebida", sendo aconselhável acrescentar cubos de gelo nas garrafas, especialmente quando se compete em ambientes quentes.

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