Fórum reúne especialistas e cerealicultores
A Bayer CropScience organiza o Fórum Baycereais 2014 para lançar o Clube Baycereais, que reúne produtores de cereais. Este...

O Fórum Baycereais vem promover o debate de temas da actualidade ligados às culturas dos cereais, com especial ênfase na abordagem da cultura do milho, englobando toda a problemática do mercado e da área de protecção da cultura. Na área do mercado, um especial destaque para as várias condicionantes que influenciam o sector, com destaque para as condicionantes da oferta e da procura no mercado mundial, a importância do mercado de futuros e as suas implicações sobre o processo de formação dos preços e na rentabilidade da cultura.

O tema do mercado nacional e mundial dos cereais traz a Portugal Paulo Costa e Sousa, da Louis Dreyfus Commodities, empresa internacional líder no mercado transacionável. Este especialista, de nacionalidade portuguesa mas a desempenhar funções em Espanha, vem apresentar um panorama macroeconómico do mercado dos cereais português condicionado pelos principais focos mundiais, além de mostrar a realidade actual da formação dos preços e como funcionam os mercados de futuros e o seu impacto para os produtores.

Em Portugal, os cereais representam cerca de 18% cento do mercado total da protecção das culturas, e a cultura do milho é a mais relevante representando cerca de 10% do total. 

É também neste contexto que a Bayer CropScience lançará o seu novo herbicida Adengo®, um produto residual, sistémico de absorção radicular e foliar para aplicação em pré-emergência, destinado ao controlo de infestantes gramíneas e dicotiledóneas anuais na cultura do milho.

O novo Clube Baycereais será o quarto clube criado pela Bayer CropScience que reúne já, no seu conjunto, cerca de mil produtores agrícolas. O principal objectivo é contribuir para o desenvolvimento sustentado do sector da cerealicultura em Portugal através da promoção das boas práticas agrícolas, que permitam a protecção das culturas, do ambiente e do rendimento destes produtores.

Os membros do clube Baycereais terão inúmeros benefícios, entre os quais se destaca o facto de serem periodicamente, convidados pela empresa a participar em acções formativas de carácter técnico na área da protecção dos cereais na Academia Bayer, instituto de formação profissional acreditado pela DGERT, além de terem acesso a vários serviços e suportes inovadores da companhia.

 

Programa:

15:30 - Recepção dos Participantes

16:00 – Bayer Ciência para uma vida melhor

Eng.º Luis Antunes (Director da BCS Ibéria)

16:15 - O Mercado de Cereais no Mundo    

Eng.º Paulo Costa e Sousa (Luis Dreyfus)

16:45 – Testemunhos: “A decisão de produzir milho…”

Testemunho dos agricultores

17:30 - Coffee Break (30m)

18:00 - Momento Adengo

Eng.º Jorge Matias (Crop Manager BCS)

18:45 - Adengo: evolução na Europa e no Mundo

Eng.ª Christine Veyrat (M. S. Manager Herbicidas Milho BCS)

19:00 - Clube BayCereais

Eng.º Isidoro Paiva (Projectos BCS)

19:30 – Encerramento

20:00 – Jantar (com animação)

 

Sobre a Bayer CropScience

A Bayer é uma empresa global com competências centrais nas áreas de saúde, agricultura e materiais de alta tecnologia. A Bayer CropScience, um subgrupo da Bayer AG responsável pelo negócio agrícola, com vendas anuais de 8.819 milhões de euros (2013), é uma das companhias do mundo mais inovadoras em ciência agronómica, na área das sementes, protecção das culturas e controlo de pragas não agrícolas. A empresa oferece uma enorme gama de produtos, incluindo sementes de alto valor, soluções inovadoras para a protecção das culturas baseadas em modos químicos e biológicos da acção, bem como um serviço de apoio extensivo para a agricultura moderna e sustentável. Na área de controlo de pragas não-agrícolas, a Bayer CropScience possui um amplo portfólio de produtos e serviços para o controlo de pragas desde o uso doméstico, para o jardim, às de aplicação florestal. A empresa conta a nível global com 22.400 colaboradores e está representada em mais de 120 países.

 

Entre 31 de Março e 3 de Abril
O 9th World Meeting on Pharmaceuticals, Biopharmaceuticals and Pharmaceutical Technology decorre no Centro de Congressos de...

Novos medicamentos e dispositivos médicos inovadores são urgentemente necessários num mundo em rápido desenvolvimento. Numa época com um aumento preocupante da população mundial, o envelhecimento das sociedades, a globalização da economia e o contínuo progresso para uma melhor compreensão das doenças, torna-se exigente a procura de novos fármacos e novos alvos de combate à doença. Moléculas pequenas, medicamentos complexos, biológicos e não-biológicos requerem novas tecnologias de administração aos doentes. Medicamentos novos e genéricos têm de ser desenvolvidos considerando as necessidades dos doentes, os processos industriais de produção, a farmacoeconomia, a segurança e qualidade dos medicamentos, tudo à luz dos requisitos legais e regulamentares.

Complementarmente às sessões paralelas sobre tópicos ligados à Indústria apresentados por oradores convidados de reconhecido mérito, haverá eventos paralelos com espaço para apresentações orais de cientistas, tanto novos como consagrados, de todo o mundo.

O Encontro Mundial e a exposição industrial internacional ResearchPharm® garantem a transdisciplinaridade desta plataforma para cientistas farmacêuticos que trabalham em todos os sectores do desenvolvimento de medicamentos na indústria, ensino e entidades regulamentares.

Durante o mesmo período decorre a exposição internacional ResearchPharm®.

 

Resultados do projecto "Cirurgia Segura Salva Vidas"
Os resultados do projecto "Cirurgia Segura Salva Vidas" são apresentados no próximo dia 29 de Março, no Estoril,...

No âmbito da adesão de Portugal ao 2º desafio da World Alliance for Patient Safety – “Safe Surgery Saves Lives”, em Dezembro de 2009, está a ser implementado o

Os doentes que contraem uma Infecção do Local Cirúrgico (ILC) têm 60% maior probabilidade de necessitar de cuidados intensivos; cinco vezes maior probabilidade de serem re-internados e duas vezes maior probabilidade de morte.

De acordo com os últimos Estudos Nacionais de Prevalência de Infecção, a infecção do local cirúrgico é a 3ª infecção associada aos cuidados de saúde mais frequente. Esta está ligada a alta morbilidade, mortalidade e elevados custos.

Elena Noriega, Enfermeira Consultora da Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações Portugueses (AESOP), explica que “a infecção do local cirúrgico é uma das mais evitáveis. Os riscos podem ser minimizados com a adopção de boas práticas durante o período perioperatório nomeadamente através de:

  • Preparação pré-cirúrgica das mãos da equipa cirúrgica, preferencialmente com uma solução à base de álcool;
  • Interdição de unhas artificiais, verniz ou outros adornos por parte de todos os profissionais de saúde que prestam cuidados directamente aos doentes;
  • Maior adequação da utilização de antibióticos (o uso excessivo, subutilização, tempo inadequado e desadequada utilização de antibióticos ocorre em 25% -50% das operações);
  • Vigilância Epidemiológica (VE) e a divulgação de resultados à equipa cirúrgica. Em vários países europeus foi demonstrado que esta medida reduz entre 25% a 74% a Infecção do Local Cirúrgico.

Em Portugal, existe um programa de VE em rede Europeia, mas segundo o relatório de Vigilância das infecções do local cirúrgico (helics-cirurgia Relatório 2006-2010) publicado pela DGS a adesão dos hospitais ainda é muito baixa.

O projecto “Cirurgia Segura, Salva Vidas” e as orientações do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA) vêm reforçar a obrigatoriedade por parte dos serviços cirúrgicos de fazerem a Vigilância Epidemiológica da Infecção do Local Cirúrgico.

“Por todas estas razões torna-se um imperativo ético divulgar as normas de boas práticas, verificar se são cumpridas, implementar medidas preventivas e adoptar as boas práticas salvaguardando assim a segurança e o cuidado aos doentes”, finaliza Elena Noriega.

 

Painéis de Discussão do XVI Congresso Nacional da AESOP:

1º Painel: Segurança do Doente

2º Painel: Combate à infecção do local cirúrgico – um imperativo ético

3º Painel: Como tornar um bloco operatório mais eficiente

4º Painel: Ser cuidado para cuidar

5º Painel: Desafio cirurgia segura

6º Painel: Prática baseada na evidência

O XVI Congresso decorre de 27 a 29 de Março no Centro de Congressos do Estoril.

 

Sobre a AESOP

A Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações Portugueses – AESOP – é uma organização profissional, de âmbito nacional, sem fins lucrativos, fundada em Fevereiro de 1986 e considerada como Entidade Colectiva de Utilidade Pública desde 28 de Setembro de 2001. Em 1989 iniciou o trabalho com um grupo de enfermeiros europeus para a criação de uma Associação Europeia de Enfermeiros de Sala de Operações que foi constituída oficialmente em 1992 sendo portanto a AESOP membro fundador da European Operating Room Nurses Association – EORNA. Os objectivos de ambas as organizações passam por promover a qualidade dos cuidados prestados no bloco operatório, desenvolver a investigação na área dos cuidados pe-rioperatórios.

 

Infarmed alerta
A empresa Merck, S.A. irá proceder à recolha voluntária do lote n.º BA016356, com a validade 12/2014, do medicamento Gonal-F®,...

A empresa Merck, S.A. irá proceder à recolha voluntária do lote n.º BA016356, com a validade 12/2014, do medicamento Gonal-F®, 900 U.I./1,5 ml, solução injectável em caneta pré-cheia com o número de registo 5012398, por terem sido detectados desvios na monitorização ambiental realizada durante o seu fabrico.

Este medicamento é usado no contexto do tratamento da infertilidade.

Assim, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização deste lote.

Face ao exposto:
- As entidades que possuam este lote de medicamento em stock não o podem vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.
- Os doentes que estejam a utilizar medicamentos pertencentes a este lote não o devem administrar. Atendendo a que não devem interromper o tratamento, devem consultar o médico assistente, logo que possível, para poderem adquirir um lote alternativo.

 

Em Abril:
De 4 a 23 de Abril, o centro histórico de Abrantes vai receber um conjunto de iniciativas para promover hábitos de saúde e bem...

Levada a cabo pela Associação Centro Comercial Ar Livre, em parceria com a Câmara Municipal de Abrantes, a mesma vai abranger muitos dos estabelecimentos centrais da cidade que, nos dias 5 e 12 de Abril irão oferecer um tipo específico de serviço, especializado em saúde.

Nestas datas, quem por ali passar terá direito a rastreios visuais e auditivos, a medições de colesterol e de tensão arterial, a consultas livres de nutrição e podologia, entre outros. Será ainda possível usufruir de uma massagem terapêutica, de uma sessão de terapia de reiki, bem como participar em acções que visam a correcção postural e em workshops sobre saúde e alimentação saudável.

Em simultâneo irão também decorrer aulas de actividade física, dinamizadas pelos ginásios do concelho, todas elas abertas à comunidade, aliadas a demonstrações desportivas para os interessados nas diferentes modalidades.

E porque a acção visa abranger mesmo todos os habitantes de Abrantes, também os companheiros caninos terão direito a rastreios de higiene oral e auditiva, bastando, para isso, visitar as clínicas veterinárias aderentes.

O conjunto de iniciativas que irá tomar conta do centro histórico de Abrantes surge no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Actividade Física e da Saúde (a 6 e 7 de Abril, respectivamente), tendo como principal objectivo a dinamização do centro histórico, a promoção e divulgação dos estabelecimentos comerciais.

 

Universidade do Minho
O projecto STOL - Science Through Our Lives, ligado à Universidade do Minho, está a sensibilizar a comunidade de Braga para uma...

Para o efeito, existem 15 instalações colocadas no campus de Gualtar e na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, que consistem num determinado objecto e na indicação da água necessária à sua obtenção (a chamada “pegada hídrica”).

A título de exemplo, produzir um computador requer 20 mil litros de água, um telemóvel exige 10 mil litros de água e um par de sapatilhas envolve 4750 litros. Os investigadores do STOL - Science Through Our Lives pretendem assim sensibilizar para os gastos, os desperdícios e as possíveis poupanças deste recurso natural valioso e cada vez mais escasso. As pequenas instalações em locais de passagem chamam a atenção para a água despendida na produção de roupas, alimentos, papéis ou outros objectos de uso corrente, que hoje são facilmente descartáveis.

O STOL - Science Through Our Lives envolve vários investigadores e tem por missão promover a interacção entre o mundo científico e a sociedade com diversas actividades. Em dois anos de existência lançou oficinas, workshops, festivais de ciência, exposições, publicações e estabeleceu ligações/colaborações com mais de vinte instituições, designadamente lares de terceira idade, colégios e escolas secundárias, bibliotecas, museus, jornais, universidades, associações, gabinetes de design e fábricas.

A sensibilização para o uso racional de água surgiu no âmbito do Dia Mundial da Água, celebrado a 22 de Março pelas Nações Unidas.

 

Infarmed
Existem actualmente 716 medicamentos em ruptura de stock nas farmácias portuguesas, situação que já levou o Infarmed a...

A autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed) revelou hoje que instaurou 18 processos de contra-ordenação no seguimento de inspecções sobre situações de falta de fármacos.

De acordo com este organismo do Ministério da Saúde, desde 01 de Agosto de 2013 foram realizadas 147 acções inspectivas temáticas, das quais resultou a instauração de 18 processos de “contra-ordenação social”.

As acções inspectivas resultaram de um reforço destas iniciativas junto dos titulares de Autorização de Introdução no Mercado (AIM) de medicamentos, distribuidores por grosso de medicamentos e farmácias que visaram averiguar “situações de falta de medicamentos”.

Perante os resultados dos últimos seis meses, o Infarmed considera que “o fenómeno das falhas de medicamentos apresenta uma tendência de diminuição significativa nos últimos seis meses, tendo em conta a comparação do número de notificações espontâneas de faltas reportadas pelos utentes através dos diversos canais disponíveis”.

Em Agosto do ano passado foram registadas 243 notificações de faltas de medicamentos, 166 em Setembro, 121 em Outubro, 83 em Novembro e 62 em Dezembro. Já este ano, foram notificadas 40 falhas em Janeiro e o mesmo número no mês seguinte.

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) disse ter conhecimento da existência de 716 medicamentos em ruptura de stock nas farmácias portuguesas, 6% dos quais (43 fármacos) não têm alternativa terapêutica.

 

Unidades do IPO vão reduzir custos e optimizar recursos
A criação do Grupo Hospitalar Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (GHIPOFG), que integra os Institutos de Lisboa,...

Com a criação do Grupo Hospitalar Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (GHIPOFG) e do seu regime de organização e funcionamento, o objectivo do Ministério da Saúde foi “criar um modelo de governação comum, com vista a optimizar os recursos do Serviço Nacional de Saúde”, revela o portal Sapo Saúde.

“Neste contexto, foi considerado que a criação de um Grupo Hospitalar composto pelas três Entidades Públicas Empresariais (EPE) permite uma mais eficiente utilização dos recursos disponíveis, com um forte impacto na redução de custos”, indica a portaria assinada pelo ministro da Saúde Paulo Macedo.

Aqueles três EPE funcionam como centros oncológicos multidisciplinares de referência para a prestação de serviços de saúde no domínio da oncologia, com actividade abrangente nas áreas de investigação, ensino, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e continuidade de cuidados e articulavam-se entre si através de uma Comissão Coordenadora.

Segundo a portaria, a criação do Grupo Hospitalar permite “a adopção de normas de actuação clínica uniformes, a implementação de sistemas de controlo de qualidade interinstitucionais, aumentando a política de transparência e reforço da qualidade, bem como o aumento da capacidade científica e o desenvolvimento do conhecimento especializado, aliados à definição de protocolos e à sua aplicação numa lógica de promoção da melhor relação custo-efectividade das opções de diagnóstico e tratamento e da equidade no acesso”.

Competirá ao GHIPOFG coordenar as actividades de prestação de cuidados de saúde, de formação de profissionais, de investigação em oncologia e de registo oncológico da responsabilidade dos hospitais do grupo, bem como, as acções de prevenção primária, secundária e de rastreio, em colaboração com os demais serviços, organismos e entidades do SNS, apoiando-os no âmbito da oncologia.

Pretende-se ainda desenvolver parcerias com centros de investigação especializados em oncologia e estimular a criação de uma rede nacional de bancos de produtos biológicos.

Ao futuro GHIPOFG compete promover a utilização racional e eficiente dos recursos no planeamento dos investimentos, na aquisição de medicamentos e outros bens e serviços, materialmente relevantes na estrutura de custos, nomeadamente com recurso à compra centralizada e definir de forma concertada uma política de gestão de recursos humanos.

As três entidades que, ao abrigo deste diploma, integram agora o GHIPOFG mantêm as respectivas natureza e personalidade jurídicas, as entidades que o integram os respectivos órgãos de administração e de fiscalização e os demais serviços de organização interna.

São órgãos de coordenação comum do GHIPOFG o conselho de direcção (composto pelos presidentes dos conselhos de administração das entidades que integram o GHIPOFG) e o conselho técnico (é composto pelos directores clínicos e enfermeiros directores das entidades integradas no GHIPOFG).

A portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

 

Estudo aponta:
Estudo aponta inexistência de serviços especializados em aliviar a dor de crianças que sofrem de doenças incuráveis.

É uma falta que penaliza as crianças afectadas por doenças incuráveis. Portugal é o país da Europa Ocidental mais atrasado nos cuidados paliativos para crianças, não dispondo sequer de serviços especializados, segundo um relatório que vai ser apresentado no VII Congresso Nacional de Cuidados Paliativos, nos dias 27 a 29 de Março, no Algarve.

Faltam equipas especializadas em cuidados paliativos pediátricos, falta organização dos serviços e faltam profissionais formados no apoio às crianças e às famílias, aponta Ana Lacerda, pediatra no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa e membro da comissão de cuidados continuados e paliativos da Sociedade Portuguesa de Pediatria. “Estas crianças podiam sofrer menos e não é só nos últimos tempos de vida. Às vezes falamos de anos de suporte à vivência com uma doença crónica complexa que limita a qualidade de vida da criança”, alertou, em declarações à TSF, citadas pelo Público Online, criticando ainda o facto de estas crianças serem tratadas como se as doenças de que elas sofrem fossem curáveis quando não o são. Como se não bastasse, os cuidados existentes estão centralizados em hospitais terciários que ficam muitas vezes “a centenas de quilómetros do domicílio dos doentes”.

As crianças não são, porém, as únicas afectadas pela inexistência de cuidados paliativos. No Serviço Nacional de Saúde, apenas 10% dos doentes são referenciados para este tipo de cuidados, segundo a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP). “Cerca de 90% da população que precisa de cuidados paliativos em Portugal não os recebe”, aponta a APCP.

Baseando-se no relatório da Entidade Reguladora da Saúde, a APCP recorda que, entre Janeiro de 2011 e Setembro de 2012, apenas 3.450 doentes foram referenciados para a rede nacional de cuidados integrados. “Fica claro que nem o Serviço Nacional de Saúde nem as entidades fora da rede e os privados conseguem dar uma resposta a estas milhares de pessoas, todos os anos”, conclui a APCP.

Além do desconhecimento da população quanto a estes cuidados que podem fazer toda a diferença para quem sofre de uma doença incurável, a APCP lembra que a lentidão dos tempos de referenciação para os serviços não se compadece com as necessidades dos doentes: 50% das pessoas morrem antes de serem chamadas.

A APCP defende assim a criação com urgência de uma rede de cuidados paliativos domiciliários, capaz de apoiar a rede hospitalar no apoio a estes doentes. E, a partir dos dados do INE que lembra que 62.107 das 103.512 pessoas que morreram em 2007 tiveram necessidade de cuidados paliativos, aquela associação propõe que a rede integre 265 médicos e 465 enfermeiros com formação específica na área e a criação de 1062 camas de internamento, o que corresponde a 89 unidades, “30% delas em hospitais de agudos e as restantes noutras tipologias de instituições, com 200 médicos e 500 enfermeiros por dia”.

 

Cientistas americanos revelam:
O stresse duplica o risco de infertilidade nas mulheres concluíram cientistas americanos, numa investigação que provou, pela...

A ansiedade em ter um filho pode explicar a dificuldade que algumas mulheres enfrentam em tentar engravidar. São frequentes os casos em que só conseguem conceber quando param de tentar, escreve o Jornal de Notícias Online.

“Pela primeira vez, conseguimos mostrar que este efeito é clinicamente significativo, uma vez que está associado com mais do que o dobro do risco de infertilidade entre estas mulheres”, diz Courtney Lynch, líder do estudo, da Universidade de Ohio, no jornal Human Reproduction.

Germaine Louis, co-autor do estudo, afirma que eliminar o stresse antes de tentar engravidar pode diminuir o tempo que os casais demoram em comparação em ignorar o stresse.

Os cientistas observaram 373 mulheres americanas, entre os 18 e os 40 anos, que têm problemas em engravidar, causados pelo stresse. O estudo revela que estas mulheres têm 29% de probabilidade de não conseguirem engravidar e têm o dobro da probabilidade de serem inférteis. A prática de yoga e meditação é recomendada pelos cientistas para combater a ansiedade e o stresse.

 

Bastonário dos Médicos
A assistência ao doente será prejudicada em detrimento da atenção que os médicos têm de dar ao computador, alerta o bastonário...

O bastonário dos Médicos considera que a contratualização nos centros de saúde obriga os clínicos a “colocar o computador no centro das consultas”, prejudicando a assistência ao doente, e apelou às instituições para não pactuarem com esta “farsa”.

José Manuel Silva disse que os indicadores que são impostos aos profissionais nos centros de saúde são de tal forma “absurdos” que, em alguns casos, se traduzem em 0% de sucesso, quando isso não é verdade.

Para o bastonário, a contratualização devia ser parte de um diálogo, construtivo e com objectivos, mas está a ser “imposta”.

 

Estudo pioneiro revela
Em Portugal existem perto de 13 mil pessoas com Parkinson, a segunda doença neurodegenerativa com maior prevalência no país,...

O Estudo Epidemiológico de Avaliação da Prevalência da Doença de Parkinson em Portugal concluiu ainda que a maioria dos doentes identificados eram homens com mais de 65 anos, que apresentavam sintomas moderados e estavam fisicamente independentes.

De acordo com Joaquim Ferreira, neurologista e coordenador científico do estudo, o número obtido (1,29 por cada mil pessoas) ficou aquém das expectativas, que até agora se baseavam na extrapolação de estudos europeus, revela o Destak.

Saiba como
As doenças sexualmente transmissíveis constituem um grave problema de saúde pública.
Homem e mulher nus na cama

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) constituem um grave problema de saúde pública que pode ser descurado. Estudos apontam para que, em média, 39 por cento dos viajantes de longa duração tenham comportamentos de risco com possibilidade de contrair uma destas doenças.

Doenças que incluem: o VIH/Sida ou a Hepatite B, mas também a sífilis, a gonorreia, infecções por clamidia, o herpes genital, o condiloma genital, a tricomoníase e o cancróide. Qualquer uma delas pode conduzir a uma elevada morbilidade e algumas delas à esterilidade e mesmo morte.

Tal como o nome indica, são doenças transmitidas pelas relações sexuais (incluindo a forma anal e oral) não protegidas e, por isso, os indivíduos devem ter sempre em mente que um simples descuido pode trazer graves consequências para a sua saúde. Várias destas doenças podem ser também transmitidas por via sanguínea (como o VIH/Sida e a Hepatite B) ou pelos derivados, nomeadamente, através de transfusões, injecções com seringas e agulhas contaminadas, através de instrumentos cirúrgicos ou dentários não esterilizados ou outros materiais pontiagudos de penetração na pele (por exemplo, acupunctura, piercing e tatuagens).

As medidas de prevenção das DST incluem como medida essencial o uso correcto dos preservativos. A única doença sexualmente transmissível contra a qual existe uma vacina é a hepatite B. O número de indivíduos atingidos, anualmente, por sífilis, clamidía e tricomoníase, é cada vez maior.

Salvo em situações de perigo de vida, as pessoas devem negar qualquer tipo de intervenção que envolva a utilização de agulhas ou outro material cortante, se não estiver seguro da sua proveniência. Para além disso, não são recomendadas intervenções de colocação de piercings ou tatuagens em lugares que não reúnam condições de higiene e segurança.

Precauções a tomar

  • Em países menos desenvolvidos, as DST são geralmente mais prevalentes do que em Portugal, sendo maior o risco de as contrair com as pessoas originárias daqueles países;
  • O risco de infecção é tanto maior quanto maior for o número de parceiros sexuais;
  • A infecção pode ser transmitida por um parceiro sexual aparentemente saudável, sem sinais de doença;
  • Evite contactos sexuais ocasionais;
  • Evite contactos sexuais com múltiplos parceiros ou com alguém que os tenha;
  • Utilize correctamente o preservativo, no caso das mulheres, deve certificar-se que o parceiro o utiliza;
  • Não partilhe a escova de dentes nem a lâmina de barbear.

Qualquer pessoa deverá procurar assistência médica em caso de comportamentos de risco - relação sexual não protegida; utilização de seringas, agulhas ou outro material cortante já utilizado; tatuagens, piercings ou qualquer outro procedimento que envolva o uso de material cortante. Em caso de aparecimento de corrimento genital, úlcera genital, tumefacção ou verruga na região genital, também deve procurar imediatamente assistência médica.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Infecção pulmonar
A pneumonia é a sexta causa de morte mais comum nos países desenvolvidos e a mais fatal das doenças
Pneumonia adquirida na comunidade

A pneumonia é uma infecção dos pulmões que afecta os pequenos sacos de ar (alvéolos) e os tecidos circundantes. Pode ser causada por vários microrganismos diferentes, incluindo vírus, bactérias, parasitas ou fungos. Por isso, a pneumonia não é uma doença única, mas muitas doenças diferentes, cada uma delas causada por um microrganismo diferente.

Existem, portanto, diferentes tipos de pneumonias designadas consoante o agente causador. Os principais são a pneumonia pneumocócica, pneumonia estafilocócica, pneumonia bacteriana causada por bactérias gram-negativas, pneumonia causada por Hemophilus influenzae, pneumonias atípicas, psitacose, pneumonia viral, pneumonia por fungos, pneumonia por Pneumocystis carinii e a pneumonia por aspiração.

O Streptococcus pneumoniae é o principal microrganismo implicado na pneumonia adquirida na comunidade, sendo responsável por um número de casos que pode atingir os 66 por cento. É também responsável por cerca de 2/3 das mortes por pneumonia.

De um modo geral, a pneumonia surge depois da inalação de alguns microrganismos, no entanto, existem três formas distintas de contrair uma pneumonia: o mecanismo mais frequente ocorre quando a pessoa inala um microrganismo, através da respiração, e este chega até um ou ambos pulmões, onde causa a doença, outra forma frequente é quando bactérias, que normalmente vivem na boca, se proliferam e acabam por ser aspiradas para o pulmão. Por fim, a forma menos comum, ocorre através da circulação sanguínea quando uma infecção por um microrganismo, num outro local do corpo, se alastra através da circulação sanguínea e chega aos pulmões onde causa a infecção.

Nos adultos, as causas mais frequentes são as bactérias, como o Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, Legionella e Hemophilus influenzae. Os vírus, como os da gripe e da varicela, podem também causar pneumonia. O Mycoplasma pneumoniae, um microrganismo semelhante a uma bactéria, é uma causa particularmente frequente de pneumonia em crianças crescidas e em jovens adultos. A pneumonia também pode ser causada por alguns fungos.

Qualquer pessoa pode ser atingida por esta doença, bastando para isso que os mecanismos de defesa estejam diminuídos ou comprometidos, no entanto, os idosos estão mais predispostos para contrair a doença, exactamente porque o seu sistema imunitário já não reage da mesma forma. Também estão no grupo de risco as pessoas debilitadas por doenças crónicas, prostradas na cama, paralisadas ou inconscientes ou as que sofrem de uma doença que afecta o sistema imunitário, como a SIDA. Por outro lado, o alcoolismo, o fumar cigarros, a diabetes, a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crónica são causas que predispõem à pneumonia.

Em todo o mundo a pneumonia afecta milhões de pessoas com elevada morbilidade e mortalidade. É a sexta causa mais frequente de todas as mortes e a infecção mortal mais comum que se adquire nos hospitais. Nos países em vias de desenvolvimento, a pneumonia é a causa principal de morte e só a segunda a seguir à desidratação causada pela diarreia aguda.

Estima-se que a incidência de pneumonia possa atingir 11,6/1000 indivíduos por ano, aumentando com a idade (aos 65 anos, até 44/1000 indivíduos por ano) e com a existência de co-morbilidade. A mortalidade por pneumonia é de 1 a 3 por cento, aumentando para 6 a 24 por cento em doentes hospitalizados e para 22 a 57 por cento em Unidades de Cuidados Intensivos.

Sintomas e diagnóstico
Os sintomas decorrentes da pneumonia são uma tosse produtiva com expectoração, dores no tórax, calafrios, febre e falta de ar. No entanto, estes sintomas dependem da extensão da doença e do microrganismo que a cause.

Geralmente, a pneumonia produz uma modificação característica da transmissão dos sons que podem ouvir-se através do fonendoscópio logo que o médico ausculte o tórax do doente.

Na maioria dos casos, o diagnóstico confirma-se com uma radiografia ao tórax que, frequentemente, contribui para determinar qual é o microrganismo causador da doença. Também se podem examinar amostras de expectoração e de sangue, com o fim de identificar a causa. No entanto, em metade dos indivíduos com pneumonia não se chega a identificar o microrganismo responsável.

Tratamento
Os exercícios de respiração profunda e a terapia para eliminar as secreções são úteis na prevenção da pneumonia em pessoas com alto risco, como as que foram submetidas a uma intervenção ao tórax e aquelas que estão debilitadas. Quem sofre de pneumonia também tem necessidade de expelir as secreções.

Muitas vezes, os indivíduos que não estão muito doentes podem tomar antibióticos por via oral e permanecer em casa. As pessoas com idade avançada e as que têm dispneia ou uma doença cardíaca ou pulmonar preexistente habitualmente são hospitalizadas e tratadas com antibióticos por via endovenosa. Também podem necessitar de oxigénio, de líquidos endovenosos e de ventilação mecânica.

A terapêutica antibiótica inicial é, normalmente, empírica. A escolha do antibiótico depende de numerosas variáveis, nomeadamente da gravidade da doença, idade do doente, sintomas, co-morbilidade, medicação concomitante, contexto epidemiológico, contactos com outros doentes ou com um tipo de ambiente específico e intolerância a um determinado antibiótico ou seus efeitos secundários.

O antibiótico ideal para iniciar uma terapêutica empírica da PAC deverá ser aquele que se revele eficaz contra os agentes etiológicos mais importantes, ou seja, os pneumococos (incluindo os resistentes à penicilina), H. influenzae e microrganismos atípicos intracelulares.

Prevenção
Existem, actualmente, no mercado nacional duas vacinas antipneumocócica, com a duração de aproximadamente cinco anos, indicadas para a prevenção de pneumonias e infecções pneumocócicas. Estas vacinas evitam as complicações graves que ocorrem com frequência na pneumonia provocada pelo pneumococo.

Está indicada para os chamados grupos de risco, onde se incluem, pessoas com idade superior a 65 anos, doentes imunocomprometidos com doenças crónicas (ex: doenças cardiovasculares, pulmonares, diabetes mellitus, alcoolismo, cirrose, etc.) ou pessoas que residam ou trabalhem em locais com um risco aumentado de infecções pneumocócicas ou das suas complicações (ex: pessoas idosas hospitalizadas, pessoas em instituições de prestação de cuidados de saúde, etc.).

Para além disso, é recomendável fazer a vacinação antigripal, recomendada para a população de risco e para determinados grupos profissionais, por exemplo, profissionais de saúde ou profissionais que lidam com o público em geral.

Existem também hábitos que devem ser cessados como o tabagismo e o excesso de álcool e outros que devem ser mantidos e/ou melhorados como manter um estado nutricional adequado e o controlo das doenças crónicas.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Doença de Alzheimer
Como lidar com um familiar a quem, de repente, lhe foi diagnosticada a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é uma doença crónica e neurodegenerativa, caracterizada por uma deterioração global, progressiva e irreversível das funções cognitivas que acarreta implicações a nível económico e social para o doente e família.

Devido às características da doença, as mais simples atividades de vida diária irão tornar-se progressivamente mais complicadas, e no sentido de tornar o quotidiano dos cuidadores e dos doentes de Alzheimer mais agradável, o enfermeiro poderá ajudá-los a encontrar um conjunto de soluções potencialmente úteis.

A população mundial, nas últimas décadas, sofreu um aumento da esperança média de vida e consequentemente um aumento do número de pessoas com doenças crónicas, conduzindo a problemas sociais e económicos.

As doenças neurodegenerativas, como as demências, fazem parte do leque das doenças crónicas, sendo a Doença de Alzheimer responsável por 50 a 60% dos casos de demência (1).

A Doença de Alzheimer caracteriza-se por uma deterioração global, progressiva e irreversível das funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem e pensamento). Conduzindo a alterações do comportamento, da personalidade e da capacidade funcional, dificultando a realização das atividades de vida diária (2).

Esta deterioração é determinada essencialmente por dois processos:

1. Formação de substâncias que impedem o normal funcionamento dos neurónios (2);

2. Diminuição da produção de neurotransmissores, impedindo a comunicação normal entre neurónios (2).

Assim, as mais simples atividades de vida diária tornar-se-ão progressivamente mais complicadas. Por este motivo o cuidador familiar torna-se a pedra angular do tratamento da doença.

De modo a tornar o quotidiano dos cuidadores e dos doentes de Alzheimer mais agradável, seguem-se algumas sugestões que podem ser úteis:

Como lidar com problemas de alimentação?

O excesso de apetite pode ser um problema no início da doença, cabendo ao cuidador a tarefa de restringir a ingestão de alimentos calóricos. Com a progressão da doença o doente pode vir a ter dificuldade em alimentar-se, neste caso o cuidador pode:

  • Sentar-se à frente do doente durante as refeições de modo a que este imite os seus gestos;
  • Incentivar o doente a comer como lhe der jeito. (2)

Quando as dificuldades em engolir impossibilitam uma alimentação saudável e segura, irá precisar de orientação do seu enfermeiro de família sobre outras técnicas de alimentação.

Como lidar com alterações do autocuidado?

Numa fase mais avançada da doença o doente pode não cuidar da higiene pessoal ou não se recordar dos movimentos necessários para a efetuar. Assim deve:

  • Incentivar o doente a manter a higiene pessoal e a seguir uma rotina habitual;
  • Simplificar a tarefa. (2)

Como lidar com problemas de vestir e despir?

Quando o doente começa a ter dificuldade em executar tarefas do quotidiano, como vestir e despir, deverá tomar as seguintes precauções:

  • Substituir laços, botões, fechos de correr e sapatos com atacadores por velcro;
  • Preparar as peças de roupa pela ordem a serem vestidas;
  • Procurar que a pessoa se mantenha bem vestida e elogie o seu bom aspeto;
  • Deixar o doente cuidar-se da forma mais autónoma possível. (2)

Andar sem rumo, pode tornar-se um perigo. Como evitar?

A partir de uma dada fase da doença andar sem destino é umas das características destas pessoas, o que é um grande perigo. Assim, para evitar este problema deverá tomar as seguintes precauções:

  • O doente deve andar identificado;
  • Previna os vizinhos do estado de saúde do doente (estes podem ser uma ajuda preciosa);
  • Em casa, feche as portas de saída para evitar que o doente vá para a rua sem que ninguém se aperceba;
  • Acompanhe o doente sempre que este saia de casa. (2)

Como lidar com alterações do comportamento?

Quando o doente se apercebe que é incapaz de realizar tarefas simples e que está a perder a independência, a autonomia e a privacidade, poderá apresentar um comportamento agressivo, como resultado de um forte sentimento de frustração. Este comportamento pode manifestar-se de diversas formas, tais como ameaças verbais, destruição de objetos ou mesmo violência física. 

Perante estas situações deverá:

  • Procurar compreender o que originou a reação agressiva;
  • Evitar discutir ou ralhar;
  • Não forçar contactos físicos;
  • Agir calma e tranquilamente e procurar desviar a atenção do doente para qualquer outra coisa. (2)

Cuidar de um familiar com doença de Alzheimer oferece dificuldades, por isso não tente lidar sozinho com tudo, aceite toda a ajuda que lhe for oferecida, desde que pertinente. Procure apoio junto do seu enfermeiro de família sempre que não conseguir lidar com alguma situação.

Nota: O texto está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Referências Bibliográficas

(1) Alzheimer Disease International (2009) – Relatório sobre a Doença de Alzheimer no Mundo. Londres: Alzheimer Disease International, 2009. 

(2) APFADA – Associação de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer. Disponível em: http://alzheimerportugal.org/. Consultado a 05/02/2014 às 21h00.

(3) CASTRO-CALDAS, A; MENDONÇA, A (2005) – A doença de Alzheimer e outras demências em Portugal. Lisboa: Lidel, 2005. 

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Stress
A vida quotidiana é indutora de stress, impondo a cada um a adoção de estratégicas que facilitem a a

As atuais exigências que caraterizam a dinâmica vivencial de cada pessoa, nos mais diversos planos, biológico, económico, social, profissional, etc., constituem-se, frequentemente, como fatores geradores de níveis desconfortáveis de stress, os quais conduzem à adoção de estratégias de coping, enquanto facilitadoras do alcance de um estado de adaptação perante novas imposições.

As estratégias de coping são mecanismos cognitivos e comportamentais, utilizados pelas pessoas para fazer face a situações, internas e/ou externas, que são percebidas como excedendo a capacidade de utilização dos recursos pessoais disponíveis e aprendidos ao longo da vida.

A seleção de estratégias de coping resulta da avaliação da situação problemática, sendo que, a perceção do acontecimento stressor varia de pessoa para pessoa, produzindo diferentes tipos de respostas interligadas, a nível biológico, cognitivo, comportamental e emocional, cuja sua intensidade e duração estão relacionadas com a frequência e temporização da exposição ao estímulo stressante.

A avaliação cognitiva de uma situação indutora de stress depende do nível de significação atribuído, das estratégias de coping para lidar com o stress, dos recursos pessoais e sociais que a pessoa detém, assim como das caraterísticas da sua personalidade. A avaliação primária coincide com a atribuição de uma significação ao evento, podendo ser conotado como irrelevante, benéfico ou stressante e, neste caso, percecionado como um desafio, uma ameaça ou um prejuízo. Numa avaliação secundária prospetiva-se a existência de mecanismos de coping capazes de ultrapassar ou modificar a situação, tendo presente a relação esforço/benefício.

Estratégias determinadas pelos resultados da avaliação
O resultado da avaliação determina a escolha das estratégias, predominando as focalizadas no problema se a situação é avaliada como passível de ser modificada, ou pelo contrário, prevalecendo as centradas na emoção quando a situação é entendida como inalterável. Esta separação não é linear, elas podem coexistir em diferentes fases do problema e a mesma estratégia pode assumir diferentes funções no decurso do processo.

Independentemente do mecanismo de ação, pode atribuir-se aos mecanismos de coping uma função protetora, no sentido de lidar com o stress e suas manifestações afetivas, como a ansiedade, o desespero o medo, etc., quando nos deparamos com eventos cuja sua exigência vai muito para além dos recursos disponíveis. Esta proteção pode ser materializada por mecanismos diversos e distintos, nomeadamente pela eliminação ou modificação das situações que criam o problema, pelo controlo percetivo do significado da experiência e suas consequências, ou pela manutenção das consequências emocionais dentro de limites aceitáveis.

Neste sentido, podem distinguir-se estratégias focalizadas no problema, centradas no controlo percetivo da situação e suas consequências, que visam a modificação da situação - problema através da alteração da relação pessoa/ambiente, e estratégias centradas nas emoções, dispondo-se a modular e regular somaticamente as emoções. Ambas as estratégias, se usadas em simultâneo, podem influenciar-se mutuamente em termos de resultados, pois a diminuição da tensão emocional terá um efeito positivo sobre a capacidade cognitiva de agir sobre o problema e, do mesmo modo, a tentativa de modificação da situação-problema irá influenciar a expressão das emoções.

As oito estratégias de utilização universal
Existem inúmeras estratégias de coping, porém é, mais ou menos, consensual a utilização universal de oito estratégias, designadamente, o confronto, a resolução planeada do problema, a aceitação/assumir das responsabilidades, o autocontrolo, a procura de suporte social, a reavaliação positiva, o distanciamento e a fuga/evitamento do problema. As primeiras cinco estratégias estarão mais focalizadas na modificação/resolução da situação problema e as três últimas desempenharão um papel mais incisivo na regulação/modulação da expressão das emoções. Como referido anteriormente, esta divisão não é linear, pois, por exemplo, o suporte social pode estar focado no problema quando se procura, numa pessoa amiga ou familiar, ajuda ou mesmo a resolução para o problema, mas por outro lado, pode estar centrado nas emoções se o objetivo for, apenas, desabafar e exprimir os sentimentos.

Nota: O texto está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Bibliografia

- RIBEIRO, P; SANTOS, C – Estudo conservador de adaptação do Ways Coping Questionnaire a uma amostra e contexto portugueses. Análise Psicológica, 4, 2001, p. 491-502.

- SERRA, A – Um estudo sobre coping: O Inventário de Resolução de Problemas. Psiquiatria Clínica, 9, 1987, p. 301-316.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Sessão informativa
O cancro da próstata vai ser o tema central da próxima sessão informativa que decorre no anfiteatro do IPO de Lisboa.

Dia 26 de Março o Núcleo de Oncologia Psicossocial (NOPS) e a Administração do Instituto Português de Oncologia de Lisboa promovem a próxima sessão informativa, dirigida especialmente aos doentes e familiares e dedicada ao diagnóstico e tratamento do cancro da próstata. O tema será apresentado por Rodrigo Ramos, urologista do Serviço de Urologia do IPO de Lisboa.

Estas sessões de esclarecimento, de entrada livre, decorrem no anfiteatro do IPO Lisboa, entre as 18h00 e as 19h30 e visam abordar aspectos médicos e psicossociais da doença oncológica. Após as intervenções dos especialistas, segue-se um período aberto de debate e esclarecimento de dúvidas.

Ao promover a informação e a comunicação entre utentes e profissionais, o IPO Lisboa deseja que estas acções contribuam para “facilitar a adaptação à doença e a adesão ao tratamento, bem como a satisfação com a equipa terapêutica e com a Instituição”.

 

Em 2013
Especialistas e sociedade civil juntam-se para assinalar o Dia Mundial da Tuberculose. No mesmo dia a Direcção-Geral da Saúde...

No dia em que se assinalou a descoberta do bacilo que causa a doença (24 de Março), a Direcção-Geral da Saúde (DGS) revelou os dados de 2013 relativos à tuberculose em Portugal. Assim, segundo a coordenadora do Centro de Tuberculose, Raquel Duarte, Portugal registou 2.142 novos casos de tuberculose em 2013, menos 257 do que no ano anterior, o que coloca Portugal “à beira de um momento histórico” da doença.

Ainda segundo os dados da DGS, foram no ano passado, em Portugal, notificados 2.292 casos de tuberculose, dos quais 2.142 foram novos casos. Isto significa que apresentamos uma taxa de incidência de 20,4 por 100 mil habitantes. Dos casos notificados, 1.602 (70%) eram pulmonares, ou seja, a forma contagiosa e que transmite a doença na comunidade.

Uma outra novidade nos dados apresentados é que a população dos 25 aos 40 anos deixou de ser a mais afectada, para se registar nos adultos acima dessa idade. Lembrar que em 2000 Portugal registou mais de 4 mil novos casos de tuberculose, sendo na sua maioria doentes com idade entre os 25 e 40anos.

Contudo, Conceição Gomes, presidente da Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias (ANTDR) deixou o alerta: “temos diminuído a incidência dos casos, a taxa de cura é de 85% mas temos que melhorar e não podemos baixar os braços”. A especialista falava num encontro que assinalou o Dia Mundial da Tuberculose, onde se debateu O Papel da Sociedade Civil na Luta contra a Tuberculose.

Teles de Araújo, presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, apresentou uma retrospectiva do que tem sido ao longo dos séculos a luta contra a tuberculose e o envolvimento da sociedade civil através de diferentes iniciativas. O especialista lembrou que em 1930, 10% dos óbitos que ocorreram em Portugal deveram-se à tuberculose, situação que viria a diminuir ao longo dos anos com a melhoria das medidas de saúde pública e com a obrigatoriedade de declaração dos casos de tuberculose. Porém, Teles de Araújo lembra que “mesmo com a chegada da antibioterapia a Portugal (em 1946) e apesar dos avanços científicos e sociais a incidência da tuberculose em Portugal continuava a ser das mais altas na Europa”, e acrescenta que, “ainda no século XXI a doença continuava a ser um problema de saúde pública e permanecia uma ameaça global”.

 

Relação da tuberculose e a diabetes

“Não sabemos qual a percentagem de risco dos doentes com diabetes terem tuberculose latente, mas sabemos que a probabilidade é particularmente maior nos doentes insulino-dependentes”, afirmou Ana Filipa Lopes, endocrinologista da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) durante o mesmo encontro, onde se fez o paralelismo entre a diabetes e a tuberculose. A especialista chamou a atenção para a importância de se rastrear a diabetes em doentes com tuberculose e vice-versa, como aliás já é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ana Filipa Lopes realçou a elevada incidência das duas doenças a nível mundial, e ambas com tendências crescentes.

Sabendo-se que o sistema imunitário deficitário pode potenciar o desenvolvimento de tuberculose, foi também apresentada a importância da alimentação, e de alguns alimentos em particular, na manutenção de uma imunidade elevada. Ana Raimundo, dietista da APDP assinalou que “é possível aumentar as defesas do organizamos através de uma nutrição adequada”, sublinhando que “são vários os factores que podem influenciar a diminuição dessa imunidade, como o stress, a poluição, alguns medicamentos, mas também um deficit de nutrientes”.

 

“AIR Care Centre”
A Linde Healthcare inaugura no dia 2 de Abril pelas 16h00, o 1º Centro de Reabilitação Respiratória AIR Care Centre®, um centro...

AIR Care Centre® será o primeiro Centro de Reabilitação Respiratória a prestar serviços ao doente respiratório crónico, focados na Reabilitação Respiratória, de forma integrada, interdisciplinar e de proximidade. Esta intervenção baseia-se em três pilares, avaliação e controlo clínico, exercício e educação do doente, a qual disponibilizará aos doentes respiratórios soluções inovadoras, eficientes e reconhecidas, que pretendem a diminuição das incapacidades físicas e psicológicas causadas pela doença respiratória.

O AIR Care Centre® pretende também reduzir os custos directos e indirectos com a saúde relacionados com a diminuição dos doentes aos recursos dos serviços de saúde, internamento hospitalar e abstenção laboral dos doentes e/ou familiares.

A Reabilitação Respiratória é reconhecida cientificamente como uma componente fundamental no tratamento do doente respiratório crónico

Actualmente apontada como intervenção de 1ª linha no tratamento da DPOC estável, num estadio moderado a grave.

Cerca de 800 mil doentes em Portugal sofrem de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e a maioria deveria integrar um Programa de Reabilitação Respiratória.

A taxa de adesão e referenciação para a Reabilitação Respiratória, assim como a capacidade de resposta dos serviços de saúde públicos ou privados, tem sido muito diminuta.

Portugal revela uma das mais baixas taxas de resposta que se conhece descritas na literatura, com apenas cerca de 0,1%.

 

Data: 2 de Abril

Hora: 16h00

Local: AIR CARE CENTRE, Rua Mário Azevedo Gomes, núcleo R, 6-6ª, Alto dos Moinhos, Lisboa

 

Conferência “Políticas de Droga e Saúde”
No dia 1 de Abril, a Assembleia da República acolhe a Conferência “Políticas de Droga e Saúde”, entre as 9h00 e as 16h00.

Promovida pelo GAT (Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA), APDES (Agência Piaget para o Desenvolvimento) e a associação CASO (Consumidores Associados Sobrevivem Organizados), este é um debate, em Portugal, sobre a política em matérias de drogas que envolve a sociedade civil, as instituições nacionais e internacionais, especialistas e os decisores políticos.

Para Luís Mendão, presidente do GAT: “O consenso alargado ao nível das políticas de droga e saúde é necessário para alinhar as intervenções básicas que são imprescindíveis: acesso alargado ao tratamento, acesso à prevenção e à redução de riscos. As terapêuticas de manutenção opiácea e os programas de redução de riscos são hoje a parte essencial da estratégia de promoção de saúde entre as pessoas que usam drogas (PUD), estão em todas as recomendações internacionais, sendo necessário aumentar a sua disponibilidade e facilitar o acesso.”

“Podemos ler na Declaração de Atenas, adoptada no Conselho da Europa que, desde 1930, o estudo das crises económicas e as suas consequências evidenciam uma relação entre a tendência de mortalidade e morbilidade e a capacidade dos sistemas de saúde responderem a um crescente aumento de procura pelos cuidados de saúde, particularmente dos grupos mais vulneráveis”, afirma o Presidente do GAT.

Sérgio Rodrigues, presidente da Associação CASO, refere que “ o envolvimento da sociedade civil e das pessoas que usam drogas é crucial para monitorizar a eficácia dos programas e serviços, dar voz e promover o acesso aos direitos, incluindo o direito à saúde, das pessoas que usam drogas.” Segundo Sérgio Rodrigues, “faltam ainda: um plano nacional de prevenção, rastreio e tratamento das infecções com foco na hepatite C entre os PUD, estruturas de consumo mais seguro, acesso médico a diacetilmorfina para não respondedores a outros tratamentos, programa de prevenção de overdoses com naloxona, acesso gratuito aos diferentes tratamentos manutenção opiácea e reconhecimento profissional do trabalho de pares.”

José Queiroz, Director Executivo da APDES, afirma que “ a conferência ambiciona promover o debate e a reflexão sobre as respostas mais eficazes ao problema do uso de drogas e de saúde que estão associados e o papel central das estratégias de redução de riscos e dos programas de proximidade, com base no conhecimentos e no reconhecimento dos direitos das pessoas.”

A Conferência pretende, ainda, contribuir para um consenso político, técnico e social sobre os meios mais eficazes e o caminho a seguir.

A conferência será presidida por Jorge Sampaio, ex-Presidente da República, da Global Commission on Drug Policy, a quem se juntam Icro Maremmani, Presidente do European Opiate Addiction Treatment Association (EUROPAD), Dagmar Hedrich, Responsável pelo sector das Respostas Sociais e de Saúde do European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction (EMCDDA), Alexandre Quintanilha, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC-UP), António Vaz Carneiro, Director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Ciência (CEMBE), Raminta Stuikyte, Presidente do European Civil Society Forum on Drugs, entre outros especialistas de renome nacional e internacional, representantes do Ministério da Saúde e dos grupos parlamentares, associações e entidades de referência na área.

 

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