Sobre alimentação e exercício
Ensaio clínico que relaciona os benefícios da alimentação e da prática de exercício físico arranca em Abril.

Uma equipa de investigadores da Universidade do Porto (UP) vai dar início, no mês de Abril, a um ensaio clínico que pretende estudar a influência que uma refeição pode ter quando consumida antes da prática desportiva. Serão ainda avaliadas as consequências para a saúde da paragem repentina da actividade física.

O MERIIT Project - Meal-Exercise Challenge and Physical Activity Reduction Impact on Immunity and Inflammation - resulta de uma parceria entre as Faculdades de Medicina, Desporto e Nutrição da UP e parte do princípio de que as alterações motivadas pelo stress do quotidiano podem ter consequências graves para a saúde. “Pretendemos perceber de que forma uma refeição consumida antes do exercício e o sedentarismo agudo afectam, de forma imediata, a nossa resposta inflamatória e o sistema imunológico”, adianta André Moreira, coordenador do estudo e professor de Imunologia na Faculdade de Medicina da UP (FMUP).

Todos os interessados em participar como voluntários do estudo podem inscrever-se no site da Faculdade de Medicina da UP, sendo que apenas 60 inscritos serão seleccionados. A selecção dos candidatos será feita de forma a reunir uma amostra representativa da população, ou seja, de diversas faixas etárias e características físicas. Para além de duas refeições gratuitas, os participantes terão ainda acesso aos resultados de todas as avaliações e testes médicos realizados.

 

Estudo em três fases

O ensaio dividir-se-á em três fases distintas. Para o primeiro momento está planeada uma avaliação antropométrica dos voluntários (avaliação de peso, altura, perímetro abdominal, entre outros factores), testes cutâneos e alérgicos, avaliação da função respiratória e preenchimento de questionários de avaliação nutricional e actividade física.

Na segunda fase do ensaio, a Eat and Run (Come e Corre), será oferecida aos participantes uma refeição seguida de uma prova de esforço físico, concretizada através da corrida em tapete rolante. Uma semana depois, o mesmo ritual de refeição e corrida será repetido. As refeições serão distintas nas duas etapas e os seus componentes estarão a cargo da equipa de Nutrição.

A terceira e última etapa, Slow Down (Abranda), pede aos voluntários que durante duas semanas reduzam ao máximo a sua actividade física. “Devem passar muito tempo deitados, a ver televisão e utilizar o elevador em vez das escadas, por exemplo”, explica Diana Silva, uma das imunoalergologistas da FMUP envolvidas no projecto. Os participantes serão reavaliados após este processo e as consequências para a saúde aferidas.

O estudo não pretende avançar com generalizações, mas antes estudar casos concretos uma vez que “todos somos diferentes, por isso, procuramos o atleta, o cidadão normal, o asmático ou o obeso e o impacto das situações testadas vai ser diferente em cada um”, esclarece Diana Silva. O projecto MERIIT venceu já o prémio SPAIC, da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, mas os resultados do estudo só são esperados para o final do ano.

Associadas a agentes físicos
O ruído, as vibrações e as radiações são alguns dos principais factores de risco físicos que podem o
Doenças profissionais agentes físicos

A actividade profissional pode ser responsável por alterações da saúde se não for executada em condições adequadas. Existem diferentes tipos de factores de risco que podem interferir directa ou indirectamente no desempenho de cada trabalhador e que podem contribuir para o aparecimento de doenças. As chamadas doenças profissionais.

 

Constam na lista de doenças profissionais – publicada em Diário da República - os factores ou agentes físicos e que podem ser subdivididos em quatro grandes áreas de intervenção:

• Ruído
• Vibrações
• Ambiente térmico
• Radiações ionizantes

Ruído
Os especialistas definem o ruído como todo o som que causa sensação desagradável ao homem. Assim, quando nos encontramos num ambiente de trabalho e não conseguimos ouvir perfeitamente a fala das outras pessoas no mesmo recinto, isso é uma primeira indicação de que o local é demasiado ruidoso.

O ruído é pois, um agente físico que pode afectar de modo significativo a qualidade de vida do trabalhador. Este mede-se utilizando um instrumento denominado medidor de pressão sonora, e a unidade usada como medida é o decibel (ou abreviadamente dB).

Quando os níveis de ruído são excessivos, em condições de exposição prolongada e sem protecção, as perdas de audição são frequentes. Inclusive, uma única exposição a um valor de 140 dB(A) pode provocar a surdez, a segunda doença profissional com maior incidência em Portugal, e uma das grandes causas responsáveis pela incapacidade permanente nos trabalhadores portugueses.

Assim, sem qualquer medida de controlo ou protecção o excesso de intensidade do ruído acaba por afectar o desempenho do trabalhador na execução da sua actividade laboral, e provoca distúrbios ao nível do cérebro e do sistema nervoso.

As medidas de protecção que se podem tomar de forma a eliminar ou minimizar os efeitos nocivos de exposição ao ruído, passam por:

• Formação e informação dos trabalhadores;
• Sinalização e limitação de acesso das zonas muito ruidosas;
• Vigilância médica e audiométrica da função auditiva dos trabalhadores expostos;
• Encapsulamento de máquinas;
• Barreiras acústicas;
• Montagem de elementos absorventes do som;
• Limitação da duração do trabalho em ambientes muito ruidosos;
• Organização da rotatividade de mudanças nos postos de trabalho;
• Utilização de protectores de ouvido, etc.

Vibrações
As vibrações caracterizam-se pela sua amplitude e frequência e exprimem-se em m/s2 ou em dB. Apresentam, geralmente, baixas frequências e conduzem-se por materiais sólidos, sendo que, em geral, as massas pequenas estão mais sujeitas a altas-frequências e as massas grandes às baixas frequências.

Consoante a posição do corpo humano (de pé, sentado ou deitado), a sua resposta às vibrações será diferente, sendo igualmente importante o ponto de aplicação da força vibratória. Para tal, é importante distinguir dois tipos de vibrações:

As vibrações transmitidas ao sistema mão – braço: vibrações mecânicas que, quando transmitidas ao sistema mão – braço, implicam riscos para a saúde e para segurança dos trabalhadores.

As vibrações transmitidas a todo o organismo: vibrações mecânicas que, quando transmitidas a todo o organismo, implicam riscos para a saúde e para a segurança dos trabalhadores.

Os efeitos no homem das forças vibratórias que degeneram muitas vezes em incapacidades permanentes, podem ser resumidos a:

• Complicações nos vasos sanguíneos e articulações;
• Diminuição da circulação sanguínea;
• Danos ao nível da epiderme;
• Afecções ao nível da coluna;
• Perturbações neurológicas;
• Perturbações musculares;

As principais medidas a serem implementadas para a eliminação ou redução dos riscos inerentes à exposição do corpo humano às vibrações, passam, entre outras, pela:

• Adopção de métodos de trabalho alternativos que permitam a redução da exposição a vibrações mecânicas;
• Escolha de equipamento de trabalho adequado;
• Concepção e disposição ajustada dos locais e postos de trabalho;
• Informação e formação adequada dos trabalhadores;
• Limitação da duração e da intensidade de exposição;
• Vigilância médica adequada;
• Horário de trabalho adequado, com períodos de repouso frequentes.

Ambiente térmico
As mudanças bruscas de temperatura de um ambiente quente para um ambiente frio, provocam alterações no desempenho dos trabalhadores, sendo simultaneamente prejudiciais à sua saúde.

Os ambientes térmicos podem ser classificados como:

• Quentes - por exemplo nas fundições, cerâmicas, padarias, indústria vidreiras;
• Frios - por exemplo nos armazéns frigoríficos, actividades piscatórias;
• Neutros - por exemplo nos escritórios;

Ambiente térmico quente:
Nos ambientes onde há a necessidade do uso de equipamentos, como fornos e maçaricos, associados ao tipo de material utilizado e às características das construções (insuficiência de janelas, portas ou outras aberturas necessárias a uma boa ventilação), pode-se gerar altos níveis de temperatura prejudicial à saúde do trabalhador. Desta forma, a sensação de calor que sentimos é proveniente da temperatura existente no local de trabalho e do esforço físico que fazemos para executar uma tarefa, e pode provocar o que se designa de Stress Térmico.

O conceito de Stress Térmico está relacionado com o desconforto do trabalhador em condições de trabalho em que a temperatura ambiente é muito elevada, podendo conjugar-se com humidade baixa e com circulação de ar deficiente. Sendo assim, a temperatura registada, estabelece-se em função dos seguintes factores:

• Humidade relativa do ar;
• Velocidade e temperatura do ar;
• Calor radiante (produzido por fontes de calor do ambiente, como fornos, maçaricos, luzes intensas);

Os sintomas de exposição a ambientes térmicos quentes podem ser descritos por:

• Aumento da temperatura superficial da pele (vasodilatação dos capilares, o indivíduo cora);
• Aumento ligeiro da temperatura interna;
• Sudação;
• Mal-estar generalizado;
• Tonturas e desmaios;
• Esgotamento e morte;

As medidas que podem ser implementadas para minimizar os efeitos do Stress Térmico devem passar por uma correcta dieta alimentar de modo a fortalecer o organismo, evitar uma alimentação rica em gorduras, ingestão de bastante água à temperatura ambiente, não ingerir bebidas alcoólicas, bem como, moderação do consumo de cafeína.

Podem ainda ser tomadas medidas de carácter mais geral que passam por:

• Implementação de sistemas de ventilação;
• Adopção de medidas de protecção colectiva (como o enclausuramento ou arrefecimento de máquinas) e/ou medidas de protecção individual (viseiras, vestuário térmico especial);

Ambiente térmico frio:
Como nos casos de ambientes térmicos quentes, os ambientes térmicos frios são igualmente prejudiciais para a saúde dos trabalhadores, bem como para a boa execução das suas tarefas.

Os sintomas mais vulgarmente associados a ambiente térmicos frios são:

• Frieiras localizadas nos dedos das mãos e dos pés;
• Alteração circulatória do sangue, que leva a que as extremidades do corpo humano adquiram uma coloração vermelha – azulada;
• "Pé das Trincheiras”, que surge em situações de grande humidade, ficando os pés extremamente frios e com cor violácea;
• Enregelamento, que consiste na congelamento de tecidos devido a exposição a temperaturas muito baixas ou ao contacto com superfícies muito frias.

Radiações ionizantes
Entende-se por radiação ionizante "a transferência de energia sob a forma de partículas ou de ondas electromagnéticas com um comprimento de onda igual ou inferior a 100 nm ou uma frequência igual ou superior a 3 x 1015 Hz e capazes de produzir iões directa ou indirectamente” (Decreto lei 165/2002, art.3 alínea q).

Os dados disponíveis sobre os efeitos das radiações ionizantes a que o homem está sujeito indicam que cerca de 68 por cento resultam da exposição natural e que cerca de 30 por cento resultam ou provêm de utilizações médicas. Nos restantes cerca de 2 por cento estão incluídas várias origens, das quais se destacam cerca de 0,15 por cento atribuíveis a descargas de indústrias nucleares.

No entanto, este cenário tem vindo a sofrer alterações significativas quer em termos qualitativos como quantitativos. Seja como for, todas as actividades que envolvam exposição a radiações ionizantes deverão ser previamente justificadas pelas eventuais vantagens que proporcionam, sendo que toda a exposição ou contaminação desnecessária de pessoas e do meio ambiente deve ser evitada, e os níveis de exposição devem ser sempre tão baixos quanto possível em cada instante.

As medidas de protecção e segurança deverão ser implementadas em função do grau de risco e passam, entre outros:

• Pela formação e informação dos trabalhadores;
• Por medidas limitativas de exposição às radiações;
• Pela organização da vigilância física e médica;
• Pela organização e manutenção de processos e registos adequados;
• Pela implementação de sinalização de segurança;
• Pela planificação da eliminação e armazenamento dos resíduos radioactivos.

Os tipos de lesões ou doença, tipicamente, associados às radiações ionizantes, são:

• Anemias;
• Leucemias;
• Radiodermites;
• Radiolesões das mucosas;
• Carcinomas e sarcomas, entre outras.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
A doença do carvão
O pulmão negro é uma doença ocupacional que tem como causa o depósito de pó de carvão nos pulmões.

O pulmão negro, também designada de pneumoconiose dos carvoeiros, é uma doença pulmonar causada pela acumulação de pó de carvão nos pulmões.Ou seja, é consequência da aspiração do pó de carvão durante muito tempo.

Apesar de o pó de carvão ser relativamente inerte e não provocar demasiadas reacções, estende-se por todo o pulmão e numa radiografia observa-se sob a forma de pequenas manchas. Isto porque o pó do carvão acumula-se à volta das vias respiratórias inferiores (bronquíolos) dos pulmões, mas não obstrui as vias respiratórias.

Segundo os dados existentes, todos os anos, 1 a 2 por cento das pessoas com pulmão negro simples desenvolvem uma forma mais grave da doença, denominada fibrose maciça progressiva, na qual se formam cicatrizes em áreas extensas do pulmão (com um mínimo de 1,5 cm de diâmetro).

A fibrose maciça progressiva piora mesmo que a pessoa já não esteja exposta ao pó de carvão. O tecido pulmonar e os vasos sanguíneos dos pulmões podem ficar destruídos pelas cicatrizes.

Habitualmente, o pulmão negro simples não produz sintomas, contudo a tosse e a falta de ar aparecem, com facilidade, em muitos dos afectados com fibrose maciça progressiva, uma vez que também têm enfisema (causado pelo fumo dos cigarros) ou bronquite (causada pelo fumo dos cigarros ou pela exposição a outros poluentes industriais). Por outro lado, na fase de maior gravidade há tosse e, às vezes, uma dispneia incapacitante.

O médico deve estabelecer o diagnóstico, quando detecta as manchas características na radiografia feita ao tórax do indivíduo que esteve exposto ao pó do carvão durante muito tempo, em regra alguém que trabalhou nas minas, no subsolo, pelo menos 10 anos.

Assim, os trabalhadores do carvão deverão fazer radiografias ao tórax, de modo a que a doença possa ser detectada na fase inicial. Quando esta se detecta, o trabalhador deve ser transferido para uma zona com baixas concentrações de pó de carvão para prevenir a fibrose maciça progressiva. A única forma de prevenir o pulmão negro é eliminando o pó do carvão no local de trabalho, uma vez que não existe cura para esta doença.

Os doentes com esta enfermidade podem beneficiar dos tratamentos utilizados para a doença pulmonar obstrutiva crónica, bem como dos fármacos que permitem manter as vias aéreas abertas e livres de secreções.

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Jaba Recordati promove
Os cursos práticos de simulação na área do risco cardiovascular, promovidos pela Jaba Recordati, com enfoque na dislipidémia,...

O Curso conta já com 15 edições e a participação de 225 médicos. A última edição decorreu em Ponte Lima, no início do mês de Março.

O curso é ministrado por uma equipa de médicos especialistas de Cardiologia, em colaboração com o Prof. Pedro Monteiro, do Hospital Universitário de Coimbra, com recurso a simuladores de última geração.

O curso de simulação biomédica, patrocinado pela Jaba Recordati, tem como objectivo desenvolver os conhecimentos no diagnóstico e abordagem do risco cardiovascular, recorrendo às últimas tecnologias de simulação de casos clínicos. No Hospital virtual criado para o efeito, estão disponíveis desfibrilhadores, soros cristalóides e colóides, carros e fármacos de emergência, dispositivos de via aérea, etc.

Os simuladores respondem em termos fisiológicos e em tempo real às intervenções clínicas e estão preparados para intervenções invasivas e procedimentos de emergência como acessos venosos, compressões cardíacas externas, desfibrilhação, pace externo, etc. A semiologia clínica é rica: auscultação cardíaca e pulmonar, débito urinário, pulsos centrais e periféricos.

Os formandos são convidados a tratar doentes com dislipidémia e risco cardiovascular, em situações práticas e em tempo real. Os formandos enfrentam uma situação de paragem cardio-respiratória em doente dislipidémico com enfarte agudo do miocárdio e de enfarte anterior em diabético com antecedentes de AVC isquémico e hipertensão arterial.

O Curso, que conta com o apoio da Jaba Recordati, pretende abordar as novas estratégias de abordagem de risco cardiovascular e da dislipidémia nomeadamente no diabético, no doente com efeitos secundários a estatinas clássicas, o doente a fazer fibratos, o idoso e o doente com co-morbilidades.

 

Sobre a Jaba Recordati

A Jaba Recordati atua em três áreas de negócio, produtos inovadores sujeitos a prescrição médica, genéricos e produtos de venda livre. A subsidiária portuguesa foi responsável em 2012 por um volume de negócios de 33,9 milhões de euros, correspondente a 4,2% da facturação global do grupo Recordati. O peso da actividade em Portugal mantém-se acima do mercado do Reino Unido. A Jaba Recordati tem operações nos PALOP, nomeadamente Angola, Cabo Verde e Moçambique.

www.jaba.pt e www.recordati.com

Mais do que uma questão estética
Cuidar da pele é mais do que um acto de estética.

A pele é o maior órgão do corpo humano e, tal como os outros órgãos, precisa de cuidados de saúde que vão para além de meras questões de estética. Constitui a barreira protectora entre o meio ambiente e o nosso corpo, exercendo funções como a regulação térmica, a defesa orgânica, o controlo do fluxo sanguíneo, passando pela protecção contra os agentes do meio ambiente, para além das funções sensoriais (calor, frio, pressão, dor e tacto). É, portanto, vital à sobrevivência do homem no ambiente envolvente, tornando-se impreterível cuidar bem dela. 

Tipos de pele
Existem diferentes tipos de pele, pelo que se torna importante conhecer o seu para tomar a decisão acertada na hora de escolher os cuidados específicos adequados às necessidades.

Assim, conhecer o seu tipo de pele é fundamental para conseguir tomar a decisão acertada ao escolher os cuidados específicos de acordo com as necessidades da sua pele.

Os seus genes são os maiores responsáveis pelo seu tipo de pele, embora outras questões interfiram para que a sua pele seja mais seca ou mais oleosa. A alimentação, a qualidade dos produtos cosméticos que usa, o nível de stress, a toma ou não de medicamentos, se é ou não fumadora, etc. são factores que também interferem no seu tipo de pele.

Habitualmente o tipo de pele é determinado pelo equilíbrio/desequilíbrio hidrolipídico, pelo que é possível classificar a pele humana nas seguintes categorias:

  • Pele Normal
  • Pele Seca
  • Pele Oleosa
  • Pele Mista
  • Pele Sensível
  • Pele Desidratada
  • Pele Envelhecida

Cuidados a ter
Ter uma pele cuidada e saudável exige o estabelecimento de uma rotina. Convém encontrar uma que seja própria para o seu rosto e se adapte ao seu estilo de vida.

Contudo, regra geral deve ter em conta os seguintes cuidados:

  1. Limpar sempre a pele, com um produto adequado, antes de aplicar qualquer creme;
  2. Remover a maquilhagem com um produto criado para o efeito;
  3. Proteger a pele do sol, usando protector solar com factor de protecção adaptado à cor da sua pele e tendo em conta o tempo de exposição solar;
  4. Fazer uma limpeza de pele profunda por um especialista, pelo menos uma vez por ano, de modo a desobstruir os poros, libertando-os de impurezas, poluição e pontos negros, e permitindo uma melhor oxigenação dos tecidos.

Para manter a pele limpa e hidratada, a sua rotina deverá incluir limpeza, esfoliação e hidratação.

  • A limpeza da pele deve realizar-se duas vezes por dia (manhã e noite);
  • Use um produto que se adapte ao seu tipo de pele;
  • O tónico usa-se como complemento da limpeza. Tem como finalidade remover o excesso de produto de limpeza usado e outras impurezas, suavizando a pele e preparando-a para uma correcta hidratação;
  • A esfoliação faz-se, regra geral, uma vez por semana. Tem como objectivo remover as células de pele morta e estimular a renovação celular. Peles muito oleosas e mais resistentes podem usar esfoliante duas a três vezes por semana;
  • Depois de limpa e tonificada, a pele tem de ser hidratada. Deverá escolher um hidratante com uma fórmula que se adapte ao seu tipo de pele, e de preferência com protecção solar, de modo a evitar o envelhecimento precoce provocado pelos raios solares. Uma pele desidratada apresenta-se mais áspera, menos elástica e com um aspecto mais envelhecido.
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Saiba como:
Durante o luto é comum a criança experienciar um conjunto ambivalente de sentimentos como a tristeza
Menino a chorar

A morte de alguém próximo à criança espoleta vários sentimentos que, muitas vezes, não são reconhecidos pela família como estando relacionados com a perda. Ao alterar magicamente a realidade, não falando da morte, o adulto considera estar a proteger a criança e a aliviar a sua dor. Porém, desse modo a criança irá sentir-se confusa e desamparada. Distanciar a criança da realidade da perda poderá reforçar a reacção inicial de negação esperada no processo de luto normal e dificultar a passagem para o primeiro momento de elaboração da perda, respectivamente, a aceitação da ocorrência da morte. É necessário que os pais compreendam que as crianças conseguem lidar com situações como a doença e a morte, permitindo que estas coloquem questões e demonstrem os seus sentimentos.

Durante o luto é comum a criança experienciar um conjunto ambivalente de sentimentos como a tristeza, a raiva e/ou a culpa. A raiva pode resultar de um sentimento de frustração por a pessoa não poder ter feito nada para evitar a morte ou por uma experiência regressiva que ocorre após a perda de alguém próximo. Se a criança não lidar com a raiva de forma adequada o luto pode complicar-se, pois poderá focalizá-la noutra pessoa, culpando-a pela perda e considerando que esta poderia ter sido evitada. Por outro lado, pode dirigir a raiva a si própria, o que pode desencadear uma depressão profunda e, nos casos mais extremos, comportamentos suicidas. O seu pensamento egocêntrico pode levá-la a pensar que a perda de deveu a uma acção sua ou que as suas acções influenciam a tristeza/felicidade dos adultos. Esta pode ainda contribuir para o desenvolvimento do medo de que ela ou as outras pessoas que ama também morram, podendo ficar muito preocupada se os outros saem durante muito tempo de casa e não se querendo afastar da família, pedindo inclusive para dormir com os pais.

Os sintomas, comummente, apresentados ao longo deste período remetem para perturbações no sono (insónias), no apetite (redução/aumento), na actividade (hipoactividade/hiperactividade), encontrar-se distraído, isolamento social, sonhar com a pessoa falecida ou evitar lembrar-se dela, procurar e chamar o ente perdido, visitar sítios ou andar/guardar objectos que pertenciam/lembrem a pessoa que partiu. É ainda comum apresentarem queixas físicas como cansaço, falta de energia, dores de cabeça ou dores de barriga, preocupações, choro excessivo, sensação de vazio no estômago, aperto no peito, nó na garganta, hipersensibilidade ao barulho ou sensação de falta de ar. As cognições mais comummente experienciadas são a descrença (não acreditar na morte assim que se ouve a notícia); confusão mental (esquecendo-se das coisas); preocupação (obsessão com pensamentos acerca do falecido); sensação que o falecido continua presente; e alucinações (visuais e auditivas).

Se detectar alguns destes sinais após a experiência de uma perda será importante recorrer a um psicólogo especializado. Concretamente nestas situações, a terapia objectiva ajudar as crianças a experienciarem adequadamente o “processo de luto”, ou seja, o processo cognitivo de confrontação com a perda, de lidar com os acontecimentos anteriores e na altura da morte e de focar-se nas memórias do falecido, de forma a reorganizar o vínculo relacional, trabalhando com o objectivo de que estas no futuro não venham a desenvolver um processo de luto patológico.

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Saiba quais são
Saiba a que sinais deve ter atenção para perceber se o seu filho tem a Perturbação do Espectro do Au

Um diagnóstico seguro da Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) é geralmente feito pelos três anos de idade. No entanto, aos 18 meses já é possível detectar um conjunto de características, cuja presença, são um indicador bastante seguro desta perturbação.

Nesse sentido é importante que os pais estejam atentos a alguns sinais de alerta e, na sua presença, recorram a um médico que realize uma avaliação holística da criança:

- Do nascimento aos três meses, os principais sinais são o não fixar nem seguir com o olhar um objecto a um palmo; não sorrir ou chorar e tremer quando é tocado; sobressaltar-se ao menor ruído; ausência de comportamentos de ligação e choro persistente ou ausência do mesmo; e não manifestar interesse em ser agarrado ao colo.

- Dos três aos seis meses salienta-se a criança não apresentar qualquer interesse pelo ambiente que a rodeia; evitando o contacto visual, não olhando nem agarrando objectos; não reage a sons; continua a não manifestar desejo de ser pegado ao colo; manifesta comportamentos apáticos.

- Dos seis aos nove meses a criança autista mantém-se sentada e imóvel sem mudar de posição; não imita e não reage a sons; vocaliza de forma monótona ou não vocaliza; demonstra-se mais satisfeito se deixado só e em ambiente inalterado.

- Dos nove aos doze meses não responde a sons nem demonstra interesse pelo ambiente; as vocalizações são pobres ou inexistentes; não se coloca nem se mantém de pé e apresenta movimentos estereotipados.

- Dos doze aos 18 meses a criança não se coloca de pé; ainda se baba, leva tudo à boca ou atira para o chão; não responde quando o chamam nem vocaliza espontaneamente; não se interessa pelo ambiente; isola-se não participando em jogos de imitação e de faz de conta; ausência da atenção partilhada e a utilização do dedo, não para partilhar ou mostrar algo, mas sim para o pedir ou exigir.

- Aos dois anos parece não compreender o que se lhe diz; não anda; não imita nem se interessa pelo que a rodeia.

- Dos dois aos quatro anos a criança isola-se e resiste a mudanças; apresenta ausência ou vocalizações pobres e ecolalias.

- Dos quatro aos seis anos podem exibir uma linguagem incompreensível; problemas comportamentais, hiperactividade, dificuldade de concentração e estrabismo.

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Duas opções de tratamento para a doença
O Aneurisma da Aorta Abdominal é uma das principais causas de morte nas sociedades ocidentais.

O Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA) é uma dilatação localizada e permanente da aorta (diâmetro 50% superior ao normal) – a maior artéria do organismo. É o mais frequente dos aneurismas arteriais, sendo muitas vezes causa de morte súbita. Estima-se que, na Europa, entre seis e oito por cento da população masculina com mais de 65 anos sejam portadores de um AAA.

Ser homem com mais de 65 anos, historial de tabagismo, colesterol elevado e hipertensão são alguns dos factores de risco associados ao AAA, uma doença grave, progressiva e assintomática que tem sido uma das causas de morte mais significativa nas sociedades ocidentais.

Caso o médico considere a existência de risco de ruptura do aneurisma, o tratamento é sempre cirúrgico. Existem duas opções de tratamento disponíveis, dependendo do diagnóstico do médico: cirurgia aberta ou colocação de uma prótese endovascular (stent).

No caso da cirurgia aberta, o cirurgião acede ao aneurisma através de uma incisão no abdómen. A parte aneurismática da artéria é substituída por uma prótese sintética. O procedimento cirúrgico é realizado sob anestesia geral e demora entre três a quatro horas. Normalmente, os doentes precisam de Cuidados Intensivos no pós-operatório imediato e têm de permanecer no hospital durante pelo menos uma semana e o período de total recuperação é entre um a três meses.

A colocação de uma prótese endovascular é um procedimento minimamente invasivo, em que o stent – uma prótese tubular ramificada suportada por um esqueleto metálico – é colocado dentro do vaso doente (aneurismático) através de uma pequena incisão na área superior da coxa. A prótese endovascular (stent) exclui o aneurisma e reforça a parede enfraquecida da aorta, reduzindo o risco de ruptura através do alívio da pressão e providenciando um novo trajecto para o fluxo sanguíneo. O procedimento demora, normalmente, cerca de uma a duas horas. A permanência no hospital reduz-se a um período de dois a quatro dias e a permanência na unidade de cuidados intensivos geralmente não é necessária.

Ambos os tratamentos apresentam benefícios e riscos, e deverá ser o doente, juntamente com o médico, a discutir qual a melhor opção terapêutica.

Para mais informações, consulte o website da campanha disponível em www.aortaevida.com

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Hoje é Dia Mundial do Rim
Existem em Portugal cerca de 800 mil pessoas que sofrem de doença renal crónica, prevendo-se que os

Assinala-se hoje o Dia Mundial do Rim. Uma efeméride que pretende “fundamentalmente para dar a conhecer o problema”, diz ao Atlas da Saúde Fernando Neves, nefrologista. Este ano a data é dedicada ao tema ‘A Doença Renal Crónica e o Envelhecimento’, porque “o envelhecimento da população é uma realidade, a doença renal ‘oculta’, porque não dá dores, é subavaliada e quando se torna clinicamente relevante, a maior parte das vezes, está irreversivelmente instalada sendo então de evolução inexorável para a sua fase terminal, em que pouco mais há a fazer do que ‘controlar os danos’”, acrescenta o especialista, também membro da Sociedade Portuguesa de Nefrologia.

O facto de haver um dia dedicado a esta temática é na opinião do especialista mais que propositado, inclusive Fernando Neves considera que, “a problemática é de tal ordem, prevendo-se o seu agravamento, que devia haver um dia mundial do rim direito e outro dia mundial do rim esquerdo”.

Mas para além da gravidade da doença, convém salientar que são muitas as dificuldades pelas quais os insuficientes renais crónicos em idade activa passam. Nomeadamente, esclarece Fernando Neves, “o estigma social, a descriminação na hora de obter emprego, pedir empréstimos, fazer seguros”, para além “do cansaço, da depressão, etc.”. “Imagine-se, por um breve instante, dependente de uma máquina!”, alerta o especialista.

Para este Dia Mundial do Rim, Fernando Neves deixa uma mensagem: “Vale a pena não cometer excessos, que gordura não é formosura, que a piada de o diabético ser muito doce…não tem piada nenhuma. Que os pais se devem preocupar com a alimentação dos filhos e com o exemplo que dão. Que o Estado não deveria ganhar dinheiro com as máquinas de venda de comida hipercalórica, de chocolates, alto teor em gorduras e sal… particularmente em hospitais e escolas! Que as populações deveriam ter acesso a consultas nos centros de saúde, para informação, aconselhamento e rastreio. Para que deixasse de ser necessário a existência do dia mundial do rim. Do direito e do esquerdo”.

 

 

A Doença Renal

Segundo o nefrologista esta é uma doença que arrastou para a Terapêutica Substitutiva da Função Renal (TSFR) mais de 17.500 portugueses - número de doentes actualmente em tratamento - com todas as consequências clínicas, sociais e económicas.

“A Diabetes, a Hipertensão Arterial, a obesidade, hábitos dietéticos errados com o consumo de gorduras e açúcares desregulados” são os principais factores de risco para desenvolver falência renal. Por outro lado, acrescenta o nefrologista, “o abuso do sal, o tabagismo, o abuso de medicamentos de grande consumo como são os anti-inflamatórios não esteroides, mais requisitados pelos idosos, onde se regista com elevada prevalência patologia osteo-articular (as atroses)”.

 

Tratamento

O tratamento da Doença Renal Crónica passa pela diálise e pelo transplante “para os casos em que se avance para a substituição da função renal”, refere Fernando Neves, acrescentando que, “outros casos há em que as medidas terapêuticas são menos invasivas, particularmente nas situações de outras doenças terminais, tumores malignos disseminados ou estados de demência”.

A diálise é – das duas práticas – a mais prevalente, sendo que a hemodiálise é mais praticada do que a dialise peritoneal. Na opinião do especialista porque “foi a primeira, porque está acessível em todo o país, porque exige menos responsabilidade ao doente e muitos deles são idosos com algum grau de dependência, porque há um investimento muito forte, com unidades de diálise de grande qualidade, que deverão ser rentabilizadas, porque a dialise peritoneal está concentrada nas grandes cidades e os doentes de outras zonas necessitariam de grandes deslocações, etc. Mas sobretudo porque a hemodiálise em Portugal tem resultados de grande qualidade merecendo a plena confiança dos doentes e profissionais de saúde”.

 

Dados do Registo da Doença Renal Crónica da Sociedade Portuguesa de Nefrologia

Segundo os Dados do Registo da Doença Renal Crónica da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), tem-se assistido nos últimos anos a um aumento da prevalência da doença renal na população com mais de 65 anos. Neste sentido, é necessária uma maior vigilância junto da população mais envelhecida de forma a detectar o mais precocemente possível estas doenças. Mas Fernando Neves esclarece que “muito raramente o diagnóstico é precoce, sobretudo, nas doenças mais graves, com sintomas bem evidentes, pois aí existe a possibilidade de se procurar a causa, tão cedo quanto possível, do que os está a provocar”. Contudo, o facto de muitos portugueses não terem médico de família atribuído ajuda a que os doentes não sejam atempadamente detectados e tratados.

Ainda segundo os dados da SPN, estima-se que existam em Portugal cerca de 800 mil pessoas que sofrem de doença renal crónica e todos os anos surgem mais de 2 mil novos casos de doentes em falência renal.

Existem actualmente cerca de 16 mil doentes em tratamento substitutivo da função renal (cerca de 2/3 em diálise e 1/3 já transplantados), e cerca 2 mil aguardam em lista de espera a possibilidade de um transplante renal.

De salientar que os dados estatísticos conhecidos são anualmente recolhidos, analisados e tratados pela SPN à sua inteira custa com “a colaboração de todo o grupo nefrológico, obtendo uma adesão de próxima dos 100% de respostas por parte das unidades de diálise e transplantação do país. É um trabalho insano por parte dos colegas envolvidos neste processo, cujos resultados são facultados às Autoridades de Saúde nacionais sem qualquer contrapartida”.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
A síndrome seco
A síndrome seco caracteriza-se pela presença clínica de olho seco e boca seca.

A síndrome seco é definida pela presença de xeroftalmia - "olho seco" - e xerostomia - "boca seca". Por outro lado, a síndrome seco é o quadro principal da síndrome de Sjögren, que se caracteriza pela existência de sintomas de secura da boca, dos olhos, da pele, vias aéreas e mucosa vaginal.

É importante salientar que a síndrome seco pode ocorrer em idosos sem síndrome de Sjögren e ser secundário à toma de alguns medicamentos, como anti-depressivos, anti-histamínicos, alguns anti-hipertensores etc., ou relacionados com a diabetes, a sarcoidose, infecções virais ou outras doenças.

A investigação da síndrome seco exige uma história clínica apurada. As queixas devem ser valorizadas de acordo com a idade e sexo do doente, já que existe uma diminuição da produção do filme lacrimal com a idade, durante a gravidez e após a menopausa. O desenvolvimento das queixas é normalmente insidioso, pelo que se as queixas forem de início abrupto, há que averiguar da toma de nova medicação ou da presença de estados ansiosos e depressivos.

Xeroftalmia

Assim, a xeroftalmia - "olho seco" - caracteriza-se pela diminuição da secreção aquosa lacrimal, e descrita pelos doentes como a sensação de corpo estranho, associada a prurido e/ou sensação de queimadura nos olhos, que aumenta ao longo do dia. São também frequentes as queixas de fotofobia. Os principais sintomas são a secura ocular, ardor ou dor ocular, sensação de ardor ou prurido. A xeroftalmia mantida pode levar à formação de úlceras na córnea (queratoconjuntivite sicca), que podem, se não tratadas, evoluir com gravidade.

Por outro lado, a xerostomia - "boca seca" - caracteriza-se pela diminuição da produção de saliva pelas glândulas salivares. Manifesta-se pela sensação de secura oral, necessidade da ingestão frequente de líquidos e dificuldade na ingestão de alimentos sólidos ou em falar continuamente. Traduz-se por um aumento de cáries, necessidade do uso de próteses dentárias e susceptibilidade a infecções, como a candidíase oral recorrente. As razões para o seu aparecimento são variadas.

Com o intuito de minimizar os sintomas deste problema deve alterar hábitos, medicações ou factores ambientais que podem prejudicar os olhos, bem como evitar ambientes com baixa humidade, fluxos de ar de ventoinhas ou ar condicionado, fumo ou poeiras. Também é conveniente evitar a utilização excessiva de maquilhagem, utilizar lubrificantes oculares para manter os olhos húmidos durante a noite, se possível evitar medicamentos que originem secura ocular, como alguns anti-hipertensivos, anti-depressivos ou anti-histamínicos.

Outras atitudes preventivas incluem o uso de óculos com protecção lateral ou de lente larga de modo a evitar a evaporação da lágrima bloqueando o vento e aumentando a humidade à volta dos olhos, manter os olhos lubrificados durante o dia, mesmo nas alturas em que não tem sintomas, evite permanecer muito tempo sem pestanejar, porque leva a uma maior evaporação da lágrima e aplique compressas mornas nos olhos, para humedecer os tecidos secos e irritados, e aumentar a secreção de substâncias oleosas pelas glândulas palpebrais.

Xerostomia

A xerostomia pode ser muito incomodativa e levar a grande incapacidade. Pode causar dificuldade na mastigação, rápida degradação dos dentes e infecções (sobretudo fúngicas, candidíase). Pode haver dor ou ardor, alterações no paladar e mesmo dificuldade em falar. Por vezes os sintomas são causados não por uma diminuição da saliva, mas sim por uma diminuição da qualidade da saliva.

Deve por isso beber pequenas quantidades de água frequentemente para manter a boca húmida, mas evitar beber grandes volumes de uma vez, porque remove a camada protectora de saliva, evitar bebidas ácidas, como refrigerantes ou bebidas energéticas, a cafeína, porque pode aumentar a sensação de secura oral.

A secreção de saliva pode ser aumentada com pastilhas ou rebuçados sem açúcar ou à base de Xilitol - adoçante que ajuda a prevenir a degradação dos dentes. Contudo, estes produtos têm um efeito temporário, sendo úteis sobretudo em pessoas com xerostomia grave. A secura labial pode ser prevenida com cremes ou batons hidratantes e pode utilizar um humidificador para aumentar a humidade ambiente, sobretudo de noite.

É importante também prevenir e tratar os problemas dentários bem como prevenir e tratar infecções da boca. As infecções orais mais frequentes nestes doentes são causadas por fungos, sobretudo candidíase, manifestando-se por inflamação da mucosa oral e sensação de ardor na boca, por isso a prevenção, com limpeza frequente da boca, dentes e dentaduras, para remover restos de comida e potenciais agentes patogénicos é essencial.

Tratamento

No caso da xerostomia existem medicamentos que reduzem os sintomas de secura oral e aumentam a secreção de saliva durante algumas horas, no entanto, associam-se frequentemente a efeitos secundários, podem não ser eficazes em todos os doentes e podem não prevenir as cáries, devendo ser utilizados apenas por indicação médica.

É também importante avaliar medicamentos que o doente esteja a tomar por outras indicações (hipertensão, depressão) e que possam agravar as queixas de secura.

Para a xeroftalmia, as lágrimas artificiais - de venda livre - podem proporcionar alívio temporário das queixas oculares. Contém água, sais minerais e polímeros, mas não possuem as proteínas habitualmente presentes na lágrima natural.

No tratamento da inflamação crónica que agrava a secura ocular mediante a perturbação da secreção lacrimal existem aplicações tópicas, mas devem ser administradas pelo seu médico.

A manutenção da higiene e saúde das pálpebras é fundamental para manter uma boa lubrificação ocular. As infecções palpebrais devem ser prontamente tratadas, e problemas cutâneos que possam envolver as pálpebras devem ser identificados e tratados.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
FDA questionada
A comercialização de um potente novo analgésico nos EUA tem gerado polémica entre médicos e grupos de defesa do consumidor, que...

O medicamento Zohydro®, do laboratório Zogdnix, foi aprovado pela FDA (agência reguladora de medicamentos norte-americana) em Outubro de 2013.

Num facto pouco usual, o analgésico recebeu sinal verde da agência mesmo depois de um comité de especialistas independentes ter recomendado a sua não aprovação. A FDA geralmente segue o conselho dos comités, embora não seja obrigada a fazê-lo.

A decisão tem mobilizado muitos médicos e organizações que lutam contra o abuso desses analgésicos – reunidos no grupo Fed up (“Fartos”, em tradução livre) - "para acabar com a epidemia de opiáceos". Em carta dirigida à directora-geral da FDA, a médica Margaret Hamburg, o grupo pede a revisão desta autorização.

A permissão para comercializar o Zohydro® “tem potencial para piorar a nossa epidemia nacional de abuso destes medicamentos – alguns dos quais ilegais – porque este analgésico será o único a conter hidrocodona pura, um narcótico opióide cinco a dez vezes mais forte do que os analgésicos à venda que contêm esta substância”, ressaltam médicos e activistas.

“Aprovar um medicamento que vai agravar o problema do vício é muito chocante”, disse o médico Andrew Kolodny, presidente da Associação de Médicos pela Prescrição de Opiáceos de Maneira Responsável, que assinou a petição.

Círculo vicioso

A FDA “determinou que o Zohydro® ER respeita os nossos requisitos reguladores e que os seus benefícios superam os riscos quando utilizado de forma correcta”, garantiu um porta-voz da FDA.

Analgésicos como o Zohydro® são perfeitos para o tratamento da dor poucos dias depois de uma cirurgia ou em doentes com doenças terminais, como cancro, que estão em sofrimento, explicou Kolodny à AFP.

Mas estes opiáceos “são medicamentos muito maus” para as pessoas com dores crónicas, como dores nos ombros ou enxaquecas, explicou o médico, que ressaltou que 100 milhões de norte-americanos se encaixam nesta categoria, principal alvo dos laboratórios farmacêuticos. Estima-se que este mercado movimente 9 mil milhões de dólares nos EUA.

Por serem altamente aditivos, o uso destes analgésicos por períodos prolongados exige o aumento da dose para que o efeito seja mantido, criando um vício perigoso, acrescentou Kolodny.

Para o médico, a decisão da FDA de autorizar o Zohydro® e os problemas causados pela dependência de opiáceos nos últimos 15 anos reflecte a “influência, talvez grande demais, das empresas farmacêuticas nas decisões tomadas pela FDA, especialmente na divisão de analgésicos”.

Em Outubro, o jornal Washington Post publicou uma série de e-mails mostrando que as empresas farmacêuticas pagaram dezenas de milhares de dólares a alguns centros médicos universitários para assistir a reuniões internas da FDA durante as quais foram decididos os critérios de aprovação de novos analgésicos, lembrou Kolodny.

Dois senadores norte-americanos iniciaram uma investigação e convidaram a FDA a dar maiores explicações sobre seus motivos numa carta conjunta enviada em 26 de Fevereiro, em que descrevem a acusação como “muito preocupante”.

Em comunicado, a FDA disse “levar essas preocupações muito a sério”, mas afirmou “não ter conhecimento de nenhuma irregularidade”.

Vectibix (DCI: panitumumab)
Foi renovada a autorização de aquisição pelos hospitais do SNS do Vectibix (DCI: panitumumab).

A autorização de aquisição pelos hospitais do SNS para o medicamento Vectibix (DCI: panitumumab) para o tratamento de doentes adultos com carcinoma colo-rectal metastizado (CCRm), sem mutação de (K)RAS, em monoterapia após insucesso terapêutico com regimes de quimioterapia contendo fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano foi renovada, tendo sido restrita a situações em que há contra-indicações para a associação cetuximab com irinotecano ou em caso de reacções infusionais ao cetuximab.

O relatório de avaliação prévia à utilização em meio hospitalar e o respectivo relatório da Comissão de Farmácia e Terapêutica encontra-se disponível na página Relatórios de avaliação prévia à utilização em meio hospitalar

Circular Informativa N.º 060/CD/8.1.6 Data: 12/03/2014
Para clarificar as situações excepcionais de arredondamento do PVA o Infarmed emitiu uma circular informativa

No decorrer da determinação dos novos preços de venda ao público (PVP)1, verificou-se que, devido a arredondamentos no valor do preço de venda ao armazenista (PVA), o medicamento podia alterar o seu escalão das margens máximas de comercialização2 . A título de exemplo, um medicamento cujo PVA seja 20,009 € seria incluído no escalão e).

Para clarificar este tipo de situações, o Infarmed decidiu a título excepcional, que o PVA poderá ser alterado nos casos em que este implique uma mudança de escalão e cuja diferença seja de apenas um cêntimo. Ou seja, retomando o exemplo acima mencionado, o titular poderia solicitar a alteração do PVA para 20,00 € para que este seja incluído no escalão d).

Para tal, os titulares e seus representantes devem solicitar a alteração do PVA através do e-mail [email protected], com o assunto “Alteração de PVA – DL nº 19/2014”, até dia 21 de Março.

Nos casos em que o pedido seja aceite por este Instituto, as bases de dados serão actualizadas em conformidade.

Refere-se ainda que, por se tratar de uma excepção, esta decisão não é aplicável a outro tipo de cálculos (aprovações e revisões de preços).

1Aplicação do Decreto-Lei n.º 19/2014, de 5 de Fevereiro, que altera o Decreto-Lei n.º 112/2011, de 29 de novembro.

2N.º 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 112/2011, de 29 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 19/2014, de 5 de Fevereiro.

Regime jurídico das incompatibilidades
O regime jurídico das incompatibilidades iniciou a produção de efeitos no dia 26 de Fevereiro de 2014 (artigo 10.º).

O regime jurídico das incompatibilidades, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 14/2014, de 22 de Janeiro, aplicável a todos os membros das Comissões Técnicas Especializadas e/ou de Grupos de Trabalho, nas áreas do medicamento e do dispositivo médico no âmbito dos estabelecimentos e serviços do Serviço Nacional de Saúde, independentemente da sua natureza jurídica, bem como dos serviços e organismos do Ministério da Saúde, iniciou a produção de efeitos no dia 26 de Fevereiro de 2014 (artigo 10.º).

A publicação deste regime impôs a necessidade de reorganização das Comissões Técnicas Especializadas e/ou dos Grupos de Trabalho com carácter consultivo do Infarmed, nomeadamente a Comissão de Avaliação de Medicamentos (CAM), a Comissão de Avaliação Terapêutica e Económica, a Comissão da Farmacopeia Portuguesa, a Comissão do Prontuário Terapêutico e a Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica.

Esta reorganização tem gerado alguns atrasos na execução das tarefas atribuídas às Comissões e/ou Grupos de Trabalho. Contudo, o Infarmed encontra-se a envidar todos os esforços conducentes à devida regularização desta situação, com a maior brevidade possível.

Revista Nature
Investigadores demonstraram o papel do cérebro na obesidade, ao verificarem em ratos que as mutações num gene do hipotálamo, o...

Até agora, sabia-se que as mutações com maior grau de associação com a obesidade residiam no gene FTO. Contudo, investigadores em Espanha, nos Estados Unidos e no Canadá descobriram que tais mutações afectam elementos reguladores, que, apesar de estarem localizados no gene FTO, controlam o gene IRX3.

Marcelo Nóbrega, geneticista brasileiro da Universidade de Chicago que coordenou o estudo, sustenta que, numa experiência com ratinhos, os roedores com mutações no IRX3 revelaram-se 30% mais magros - devido à perda de tecido adiposo branco, ao aumento de tecido adiposo castanho e à actividade metabólica - e mais resistentes às dietas ricas em gorduras. Tal aconteceu, não obstante os ratinhos terem comido e exercitado o mesmo que os roedores com o gene “intacto”.

“Os nossos dados sugerem, fortemente, que IRX3 controla a massa de gordura”, ao regular o metabolismo, assinalou o geneticista.

As mutações causam uma produção excessiva da proteína com o mesmo nome no cérebro, afectando possivelmente, segundo os cientistas, o hipotálamo, onde são regulados o apetite e o metabolismo.

A próxima meta da equipa de investigadores será identificar quais as funções das células que foram alteradas pelo IRX3, e de que forma, para que possam ser desenvolvidos medicamentos que bloqueiem os efeitos causadores da obesidade.

As conclusões do estudo são publicadas na quinta-feira, na revista Nature.

Estudo
Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto concluiu que a maioria dos casais inférteis aceita doar...

O estudo, do qual apenas algumas conclusões foram hoje divulgadas em comunicado, foi feito entre Agosto de 2011 e Dezembro de 2012, abrangendo 313 mulheres e 221 homens em tratamentos de fertilidade.

Os restantes resultados serão apresentados na próxima terça-feira, num debate no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) sobre "a governação da investigação em embriões de origem humana".

Segundo o inquérito, 85% dos casais inférteis aceitam doar embriões para investigação, "sendo que as mulheres e os homens católicos se revelam mais propensos à doação", comparativamente aos não católicos ou sem religião.

Por outro lado, mais de 75% dos inquiridos defendem a extensão do limite máximo da criopreservação de embriões em Portugal, actualmente fixado em três anos.

Desde 2006 que a lei portuguesa prevê a possibilidade de os embriões criopreservados se destinarem à investigação científica, sendo que as experiências têm de ser autorizadas pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida e pelos casais envolvidos em tratamentos de fertilização in vitro ou de microinjeção intracitoplasmática de espermatozóides.

Associação exige:
A Associação de Hipertensão Pulmonar quer o estatuto de doente crónico para quem sofra da doença e recorda que a petição já foi...

“Os doentes têm de estar protegidos”, defendeu Teresa Carvalho, da Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar (APHP), frisando que estes doentes, aos olhos da medicina, “são doentes crónicos”, mas a lei “não inclui estes doentes”, considerando-os “como incapacitados, como se fosse um acidente de trabalho”, revela o Notícias ao Minuto.

A associação defende protecção jurídica, recordando que quem sofra desta doença, por não ser considerado doente crónico, “não está isento de taxas moderadoras”, explicou.

Teresa Carvalho sublinhou que a hipertensão pulmonar “é uma doença que tem uma taxa de mortalidade igual à de muitos cancros” e que os doentes, recorrentemente, “são mal diagnosticados, porque os sintomas são confundidos com a asma”.

A associação critica a “inépcia do governo que está há 44 meses para legislar sobre as matérias desta doença e, como tal, os seus doentes são vítimas de discriminação”.

A inexistência de uma tabela de incapacidade para os doentes crónicos, que acabam por estar na tabela de doenças profissionais e acidentes de viação, conduz a “situações de arbitrariedade e desigualdade”, refere nota da Associação.

Para tal, a associação irá realizar uma acção de sensibilização no domingo, na Mealhada, onde está sediada, em que promove uma caminhada solidária, a iniciar-se às 09:30, no local de passagem da rota portuguesa dos caminhos de Santiago de Compostela. Todos os participantes da caminhada irão de lábios pintados com batons azuis, que serão distribuídos na iniciativa, como forma de simbolizar a hipertensão pulmonar, em que um dos sintomas é “a coloração dos lábios”, contou Teresa Carvalho.

Depois da caminhada, no dia 31 de Março, seis peregrinos e dois atletas veteranos, Aurora Cunha e Baltasar Sousa, irão partir do Porto até Santiago de Compostela, aproveitando a peregrinação, patrocinada pela APHP, para divulgar os problemas que afectam os doentes, ao longo do caminho. A peregrinação está prevista terminar a 05 de Abril.

Desenvolvido e testado em Barcelona
Um novo tratamento para o cancro do colo do útero aumenta em quatro meses a sobrevivência global, indicam os resultados de uma...

Um novo tratamento desenvolvido e testado num hospital de Barcelona melhora a sobrevivência das doentes com cancro do colo do útero e reduz em 30% a taxa de mortalidade por esse tipo de tumor, avança o Diário Digital.

A oncologista ginecológica e coordenadora do estudo, Ana Oaknin, explicou que os cientistas compararam “a eficácia do tratamento padrão baseado em quimioterapia com outro” ao qual acrescentaram “um novo agente, um anticorpo monoclonal, que inibe a angiogénese”, ou seja, a formação de novos vasos sanguíneos e o crescimento dos tumores.

A pesquisa, publicada esta quarta-feira pela revista The New England Journal of Medicine, marca, segundo a cientista, a primeira vez que um tratamento médico consegue prolongar a sobrevivência dessas doentes em mais de 12 meses.

Segundo Oaknin, o novo tratamento aumenta em quatro meses a sobrevivência global, numa doença que tem uma incidência baixa mas que afecta sobretudo a mulheres com idades entre os 30 e 40 anos.

O estudo foi realizado com uma amostra de 452 doentes com cancro do colo do útero em 164 hospitais americanos e espanhóis. Segundo Oaknin, “até 2009, ano em que começou o teste clínico, era muito difícil que essas doentes vivessem mais de um ano, mas conseguimos prolongar a sua sobrevivência 17 meses”.

Uma das doentes que já provou o novo tratamento é Stania García, que contou que após receber o anticorpo se sente “bem, em geral com muita energia” e que pode “sair de casa, correr e passear”. “Sinto-me muito melhor, porque com o tratamento anterior estava muito cansada”, compara a doente.

O cancro do colo do útero é diagnosticado a cada ano em cerca de 500 mil mulheres no mundo, das quais a metade morre, 90% delas nos países em desenvolvimento.

Até agora, quando fracassava o tratamento padrão (cirurgia em estágios iniciais e uma combinação de quimioterapia e radioterapia em estágios avançados), as doentes tinham como única opção a quimioterapia convencional, mas a sua sobrevivência era de aproximadamente um ano.

Embora o cancro do colo de útero seja a principal causa de morte em mulheres jovens, as taxas desse tipo de doença nos países desenvolvidos diminuíram drasticamente graças ao rastreio que se realiza através de citologia (estudo das células) e dos testes ao vírus do papiloma humano (HPV).

Guia
O Guia de Reações Adversas Cardiovasculares é da responsabilidade da Unidade de Farmacovigilância do
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14 de Março nas unidades Saúde CUF
As unidades Saúde CUF vão realizar uma acção de sensibilização para assinalar o Dia Mundial da Incontinência Urinária, no dia...

Entre outras iniciativas, em todas as unidades de saúde da rede CUF, será possível responder a um questionário para avaliar a probabilidade de sofrer de incontinência urinária.

A perda involuntária de urina é uma perturbação da fase de armazenamento do funcionamento da bexiga, podendo estar na origem de diversos problemas. Esta doença é mais frequente nas mulheres do que nos homens. Entre outras causas, esta doença está intimamente associada ao avanço da idade, à gravidez, ao parto, à menopausa e ao prolapso uro-genital (relaxamento da vagina com descida do útero e/ou da bexiga).

Estima-se que a incontinência urinária afecte cerca de 30% das mulheres. Nos homens, a presença da próstata e a ancoragem da bexiga na bacia são condições determinantes para evitar este tipo de problemas.

Esta iniciativa é realizada, em simultâneo, em todas as unidades Saúde CUF com o apoio várias especialidades médicas, entre elas, a Medicina Física e Reabilitação, Urologia e Ginecologia.

As unidades Saúde CUF dispõem de unidades de urologia, uroginecologia e ginecologia com equipas de especialistas reconhecidos e com experiência que disponibilizam serviços nas áreas de consultas, exames, tratamentos (litotrícia) e cirurgias.

Para mais informações consulte www.saudecuf.pt

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