Previna-se!

Doenças sexualmente transmissíveis

As doenças sexualmente transmissíveis constituem um grave problema de saúde pública.

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) constituem um grave problema de saúde pública que pode ser descurado. Estudos apontam para que, em média, 39 por cento dos viajantes de longa duração tenham comportamentos de risco com possibilidade de contrair uma destas doenças.

Doenças que incluem: o VIH/Sida ou a Hepatite B, mas também a sífilis, a gonorreia, infecções por clamidia, o herpes genital, o condiloma genital, a tricomoníase e o cancróide. Qualquer uma delas pode conduzir a uma elevada morbilidade e algumas delas à esterilidade e mesmo morte.

Tal como o nome indica, são doenças transmitidas pelas relações sexuais (incluindo a forma anal e oral) não protegidas e, por isso, os indivíduos devem ter sempre em mente que um simples descuido pode trazer graves consequências para a sua saúde. Várias destas doenças podem ser também transmitidas por via sanguínea (como o VIH/Sida e a Hepatite B) ou pelos derivados, nomeadamente, através de transfusões, injecções com seringas e agulhas contaminadas, através de instrumentos cirúrgicos ou dentários não esterilizados ou outros materiais pontiagudos de penetração na pele (por exemplo, acupunctura, piercing e tatuagens).

As medidas de prevenção das DST incluem como medida essencial o uso correcto dos preservativos. A única doença sexualmente transmissível contra a qual existe uma vacina é a hepatite B. O número de indivíduos atingidos, anualmente, por sífilis, clamidía e tricomoníase, é cada vez maior.

Salvo em situações de perigo de vida, as pessoas devem negar qualquer tipo de intervenção que envolva a utilização de agulhas ou outro material cortante, se não estiver seguro da sua proveniência. Para além disso, não são recomendadas intervenções de colocação de piercings ou tatuagens em lugares que não reúnam condições de higiene e segurança.

Precauções a tomar:
- Em países menos desenvolvidos, as DST são geralmente mais prevalentes do que em Portugal, sendo maior o risco de as contrair com as pessoas originárias daqueles países;
- O risco de infecção é tanto maior quanto maior for o número de parceiros sexuais;
- A infecção pode ser transmitida por um parceiro sexual aparentemente saudável, sem sinais de doença;
- Evite contactos sexuais ocasionais;
- Evite contactos sexuais com múltiplos parceiros ou com alguém que os tenha;
- Utilize correctamente o preservativo, no caso das mulheres, deve certificar-se que o parceiro o utiliza;
- Não partilhe a escova de dentes nem a lâmina de barbear.

Qualquer pessoa deverá procurar assistência médica em caso de comportamentos de risco - relação sexual não protegida; utilização de seringas, agulhas ou outro material cortante já utilizado; tatuagens, piercings ou qualquer outro procedimento que envolva o uso de material cortante. Em caso de aparecimento de corrimento genital, úlcera genital, tumefacção ou verruga na região genital, também deve procurar imediatamente assistência médica.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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