José de Mello Saúde reforça rede de clínicas
Entra em funcionamento a 1 de Abril a nova clínica CUF São Domingos de Rana, a mais recente unidade do Grupo José de Mello...

Consultas, análises e exames complementares de diagnóstico são alguns dos serviços disponíveis na nova clínica CUF São Domingos de Rana. Além de Medicina Geral e Familiar, a clínica CUF terá também consultas de Ginecologia, Pediatria, Cardiologia, Otorrinolaringologia, Medicina Dentária, Oftalmologia, Ortopedia, Cirurgia Geral e Vascular, entre outras especialidades. Esta nova unidade de saúde tem acordos com a maioria das seguradoras e subsistemas de saúde.

Com um horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, entre as 7h e as 21h30, e aos sábados entre as 8h e as 19h, a nova clínica dispõe também de um serviço de consultas de Medicina Geral e Familiar sem necessidade de marcação, a funcionar de segunda a sexta-feira entre as 8h e as 21h30 e aos sábados entre as 8h e as 19h.

A nova clínica CUF São Domingos de Rana vai funcionar em colaboração com a clínica CUF Cascais que, além do serviço de atendimento médico permanente, possui uma vasta oferta de especialidades médicas, equipamentos tecnológicos avançados, cirurgias, internamento e um corpo clínico experiente e qualificado.

A abertura desta clínica pretende oferecer uma melhor resposta à população de todas as freguesias do concelho de Cascais e fornecer os cuidados de saúde de qualidade reconhecida da rede saúde CUF, a operar em Portugal desde 1945. No relatório SINAS, elaborado pela Entidade Reguladora da Saúde e divulgado no final de 2013, todas as unidades da rede saúde CUF obtiveram a classificação máxima (5 estrelas).

Ao contrário da região do Porto
Um estudo realizado pela Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações Portugueses revela que há um decréscimo progressivo...

Um estudo realizado (em 2010) pela Associação dos Enfermeiros de Sala de Operações Portugueses (AESOP) junto de 164 hospitais nacionais, revela que há um decréscimo progressivo nas dotações seguras de três enfermeiros por sala de operações. Em Lisboa, apenas 50% dos inquiridos tem este número assegurado. Em comparação, na região do Porto, estão garantidas dotações seguras em 91% das salas de operações.

A AESOP estima que em Portugal trabalhem pelo menos 5 mil enfermeiros em contexto peri-operatório (no bloco operatório). Considera-se uma cirurgia segura, quando estão presentes na sala de operações o enfermeiro instrumentista, o enfermeiro circulante e o enfermeiro de anestesia.

“Existe uma relação evidente entre a dotação de enfermeiros e a segurança dos doentes. O número apropriado de enfermeiros, com capacidades adequadas, reduz significativamente o número de eventos adversos, que causam morbilidades e mortalidade hospitalar”, explica Manuel Valente, Vice-presidente da AESOP.

A maioria dos blocos operatórios trabalha com dotações seguras nos turnos da manhã, enquanto no turno da noite o número de equipas com dotações seguras é relativamente reduzido, num contexto de actividade cirúrgica de urgência e onde os meios redundantes de suporte não existem.

Este estudo mostra que o valor do decréscimo é de 9,5% do turno da manhã para o turno da tarde e de 43% do turno da manhã para o turno da noite.

“A não garantia na sala de operações do enfermeiro instrumentista, enfermeiro circulante e enfermeiro anestesista, respectivamente para cada uma das funções é, por si só, um condicionador de risco acrescido de eventos adversos”, remata o Enfermeiro Manuel Valente.

Este e outros temas estão em debate no XVI Congresso Nacional da AESOP, que se realiza no Centro de Congressos do Estoril.

 

Saúde mental
Cada vez mais se fala em doenças mentais, e muito pouco em Saúde Mental e na prevenção da doença.

Quantas vezes se fala em saúde mental?
Provavelmente poucas. No entanto, tem-se falado cada vez mais em doenças mentais. Isto porque é do conhecimento geral que as doenças mentais estão a aumentar, devido à realidade socioeconómica atual, como à falta de intervenções na promoção da saúde mental e na prevenção da doença. Também o estigma, em relação à doença mental, leva a que muitas vezes os doentes e as respetivas famílias escondam a doença e peçam ajuda tardiamente.

O que é a saúde mental?
A saúde mental é mais do que ausência de doença ou de sintomas, mas também a capacidade de enfrentar obstáculos e de ser resiliente face às adversidades. Obtém-se através da promoção do bem-estar e do empowerment.

Que respostas existem para a doença mental em Portugal?
Poucas. Apesar de existir um Plano Nacional de Saúde Mental (2007-2016), que prevê uma panóplia de intervenções e de estratégias de assistência ao doente mental e família, pouco se vê desenvolvido e implementado neste âmbito. Assim, e uma vez que não têm sido criados serviços, equipas e instituições para assistir o doente mental e família, seria importante investir em estratégias de promoção da saúde mental, a desenvolver na comunidade e em parceria com outras instituições e organismos.

Qual a realidade atual?
Segundo relatórios da União Europeia (UE), a doença mental atinge mais de 27% dos adultos, com ansiedade e depressão. A depressão está em 4º lugar a nível mundial, como carga global de doença, e prevê-se o 1º lugar na projeção para 2020.

De acordo com o estudo “A Carga Global da Doença” (Global Burden of Disease), conduzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças mentais, incluindo o suicídio, ocupam o 2º lugar no grupo das doenças que atingem países com economias estáveis, sendo que das dez doenças mais incapacitantes, nas idades compreendidas entre 15 e 44 anos, quatro são do foro psiquiátrico (depressão major, esquizofrenia, transtornos bipolares e distúrbio obsessivo-compulsivo).

Em Portugal, a doença mental atinge 30% da população, menos de 50% têm acesso a cuidados especializados e constituí a 1ª causa global de doença.

Como promover a saúde mental?
Existem várias formas de promover a saúde mental. Combatendo situações de stresse e ansiedade intensa, aprendendo a utilizar técnicas diversas de relaxamento (umas mais mentais, outras mais físicas). Mas, essencialmente, encontrar o Ser Interior e o equilíbrio interno, para dar resposta às seguintes questões: Quem sou eu? Quem quero ser? Para onde quero ir? Qual o caminho a seguir? Lutar por aquilo que nos deixa feliz, partilhar afetos e acreditar que somos capazes de ultrapassar as adversidades. Simplesmente não desistir! Mesmo quando os problemas nos batem à porta, não cruzar os braços, pedir ajuda e acreditar que vamos conseguir ultrapassar.

Por onde começar?
Devíamos apostar na promoção da literacia em saúde mental, ou seja, na aquisição de conhecimentos sobre a saúde mental, no sentido de ensinar os indivíduos a identificar sinais e sintomas da doença mental, a prevenir problemas de saúde mental, a incentivar a procura de ajuda precoce e a reduzir o estigma associado às perturbações mentais. Investir na saúde mental, apostando no aumento de conhecimentos dos cidadãos, sensibilizando os organismos e instituições para investirem nesta área e desenvolvendo ações de luta contra o estigma. A saúde mental é imprescindível ao desenvolvimento social e económico das comunidades. Envolver as comunidades, no desenho e desenvolvimento de planos locais de promoção da saúde mental, é um importante desafio para garantir mais e melhor saúde mental, a cada comunidade. A reforma da saúde mental é indispensável para assegurar a integração dos serviços de saúde mental no sistema geral de saúde e garantir a acessibilidade na comunidade (Plano Nacional de Saúde Mental, 2007-2016).

Nota: Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

Referências Bibliográficas

COMISSÃO NACIONAL PARA REESTRUTURAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE MENTAL (2007). Reestruturação e Desenvolvimento dos Serviços de Saúde Mental em Portugal - Plano Nacional de Saúde Mental 2007-2016.

GOMES, José Carlos Rodrigues e LOUREIRO, Maria Isabel Guedes. O lugar da investigação participada de base comunitária na promoção da saúde mental. Revista Portuguesa Saúde Publica. Lisboa. ISSN 0870-9025. Volume 31, nº 1,(janeiro,2013).

OMS - Organização Mundial de Saúde (2002) - Relatório Mundial da Saúde 2001 – Saúde Mental: Nova Compreensão, Nova esperança. Lisboa: Direção Geral de Saúde.

The Global Burden Of Disease" by C.J.L. Murray and A.D. Lopez, World Health Organization, 1996, Table 5.4 page 270

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Usado apenas uma vez por semana
Um medicamento para a diabetes administrado apenas uma vez por semana foi aprovado para comercialização na Europa.

A GlaxoSmithKline (GSK) anunciou esta quarta-feira que recebeu aprovação de comercialização na Europa para o seu medicamento para a diabetes administrado apenas uma vez por semana, o albiglutide, que a empresa comercializa como Eperzan®, avança a agência Reuters.

O medicamento recebeu uma recomendação positiva da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) em Janeiro.

A GSK disse que espera lançar o albiglutide em diversos países na Europa entre o terceiro e quarto trimestre deste ano.

O albiglutide está actualmente a ser revisto por reguladores dos EUA, que devem emitir a sua opinião sobre o fármaco até dia 15 de Abril.

A autorização da agência europeia para o albiglutide teve como base os resultados do programa Harmony, composto de oito ensaios clínicos de estágio final, disse a companhia.

 

Provenientes da Índia
A Comissão Europeia aprovou medida para proibir a importação de certas frutas e produtos hortícolas provenientes da Índia.

Os Estados-Membros na reunião do Comité Fitossanitário Permanente aprovaram esta quarta-feira medidas de emergência, propostas pela Comissão Europeia, proibindo a importação de certas frutas e produtos hortícolas provenientes da Índia.

Os alimentos em questão são Colocasia sp (taro), Mangifera sp (manga), Momordica sp (melão-de-são-caetano), Solanum melongena (beringela) e Trichosanthes sp (abóbora-serpente).

As medidas visam fazer face às deficiências significativas no sistema de certificação fitossanitária da exportação desses produtos para a UE, refere-se em comunicado enviado à redacção.

 

Sistema Nacional de Saúde
Um grupo de peritos nomeados pelo Ministério da Saúde concluiu que o Sistema Nacional de Saúde tem falta de alguns meios para...

O Sistema Nacional de Saúde tem falta de equipamentos suficientes para responder a algumas necessidades na área oncológica, nomeadamente ao nível da medicina nuclear e da radio-oncologia, segundo peritos nomeados pelo Ministério da Saúde para actualizar a carta de equipamentos médicos pesados, avança hoje o Expresso, citado pelo Diário Digital.

Segundo a análise realizada e agora publicada, faltam quatro PET e PET-TC - máquinas que, por exemplo, produzem imagens que permitem planear tratamentos de radio-oncologia - para atingir o total de 14 dispositivos considerados necessários. Actualmente funcionam 10 dispositivos, mas apenas três em unidades do Estado.

Segundo o jornal, diagnóstico semelhante é feito para outra tecnologia utilizada em oncologia. Há necessidade de mais 15 aceleradores lineares - os mais utilizados nos tratamentos de radioterapia externa - para perfazer o conjunto de 60 equipamentos clinicamente desejáveis face ao número de doentes com cancro em Portugal.

O país tem 45, a maioria (29) nas unidades públicas.

Nos restantes equipamentos inventariados, como ressonâncias magnéticas, tomografias computorizadas ou angiógrafos, a oferta é geralmente excessiva. Ou seja, há tecnologia a mais para as necessidades de tratamento dos doentes.

Ao todo, o país tem 241 equipamentos pesados, 223 no Serviço Nacional de Saúde, com destaque para a região Norte. Além de serem excessivos, quase sempre produzem menos do que seria expectável em condições ideais.

Os peritos afirmam ainda que grande parte dos equipamentos está a terminar o seu período de vida útil. Se for considerado o prazo máximo de 12 anos, um total de 30 dispositivos terá de ser substituído durante este ano, escreve o Expresso.

 

Vamos a Isto
Sob o lema “Exercício hoje... Saúde para sempre”, o projecto “Vamos a Isto” demonstra que, independentemente da idade, do sexo...

Todos sabemos que a prática de actividade física faz bem ao organismo e ao bem-estar, mas na verdade passamos muitas horas em frente ao computador, evitamos ir a pé para o local de trabalho e para fazer as nossas compras diárias, e muitas vezes não tomamos as melhores decisões no que diz respeito à escolha dos alimentos que ingerimos.

Sob o lema “Exercício hoje... Saúde para sempre”, o projecto Vamos a Isto demonstra que, independentemente da idade, do sexo e do estado de saúde, todas as pessoas podem melhorar a sua qualidade vida, fazendo simples sessões de exercício físico três vezes por semana na sua casa ou no exterior. Pode consultar o www.vamos-a-isto.com, onde encontra vários programas de exercício físico, com uma duração média de 15 minutos por cada programa, acompanhados por Rui Barros, os quais são compostos por sequências de exercícios simples e práticos que podem ser feitos em casa ou no exterior, em grupo ou individualmente.

Os vídeos são constituídos por aulas cujos movimentos se caracterizam por serem de baixa intensidade, utilizando um padrão fácil de seguir e estão adaptados para todos os escalões etários.

Vamos a Isto irá ajudá-lo(a) a atingir os seus objectivos, sejam eles a redução do risco de desenvolvimento de problemas cardiovasculares, musculares e ósseos, o atraso do envelhecimento ou a melhoria da qualidade do sono, entre muitos outros benefícios. O portal conta também com testemunhos bem conhecidos da comunidade médico-científica e de participantes anónimos que reconhecem na actividade física uma mais-valia para o seu bem-estar diário e para o aumento da sua qualidade de vida.

 

Estudo revela:
O autismo resultará de anomalias no desenvolvimento de certas estruturas cerebrais do feto, revelaram neurologistas americanos.

A descoberta faz parte de um estudo que mostra que existe uma desorganização na estrutura cerebral das crianças autistas. “Se for confirmada por outras investigações, poderemos deduzir que isso reflecte um processo que se produz bastante tempo antes da nascença”, explicou Thomas Insel, director do Instituto Americano da Saúde Mental (IASM), que financiou o trabalho publicado na revista New England Journal of Medicine.

“Estes resultados mostram a importância de uma intervenção precoce para tratar o autismo, que atinge uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos”, salientou.

O autismo é “geralmente considerado como um problema do desenvolvimento do cérebro, mas as investigações não permitiram ainda identificar a lesão responsável”, disse.

“O desenvolvimento do cérebro de um feto durante a gravidez inclui a criação do córtex - ou córtex cerebral – composto por seis camadas distintas de neurónios”, precisou Eric Courchesne, director do Centro de Excelência em Autismo da Universidade da Califórnia (San Diego), principal co-autor da pesquisa. “Descobrimos anomalias no desenvolvimento dessas camadas corticais na maioria das crianças autistas”, acrescentou.

Os médicos analisaram amostras de tecido cerebral 'post-mortem' provenientes de 11 crianças autistas com idades entre os dois e os 15 anos no momento da sua morte e compararam-nas com amostras de um grupo de 11 crianças que não eram autistas.

Os investigadores analisaram uma série de 25 genes que servem de marcadores para certos tipos de células cerebrais que formam as seis camadas do córtex e constataram que estes marcadores estavam ausentes em 91% dos cérebros de crianças autistas, contra nove por cento no grupo de controlo (crianças não autistas).

 

Não exige investimento
Portugal pode tornar-se opção internacional nas áreas de dentária, estética e fertilização, aumentando assim a procura do...

O responsável do Health Cluster Portugal (HCP) defendeu que o turismo de saúde é uma oportunidade de negócio, sem necessidade de investimentos adicionais, pois o país tem oferta excedentária de equipamentos, infra-estruturas e profissionais, faltando apenas apostar na promoção.

O director executivo do HCP, Joaquim Cunha, disse que, “de facto, há um potencial e não precisa de investimento, ou seja, os hospitais que [o país] tem chegam e neste momento, quer da parte pública quer da privada, há uma oferta excedentária”.

Para Joaquim Cunha, Portugal tem mais unidades de saúde, aparelhos e recursos humanos do que necessita, situação que relacionou com a evolução demográfica, a estagnação da população e com o facto de alguns investimentos terem sido projectados e iniciados numa altura em que a economia estava a crescer e já não foi possível alterar a sua concretização.

O turismo de saúde, com um desenvolvimento recente, junta a visita, normalmente a outro país, com o objectivo de realizar tratamentos médicos, com maior destaque nas áreas dentária, estética, ortopédica e das fertilizações.

Com um clima ameno e produtos turísticos variados, da praia à cultura, história ou gastronomia, o destino Portugal tem recebido distinções no estrangeiro, uma vantagem a que pode juntar-se, segundo o HCP, a qualidade dos serviços médicos.

No entanto, “precisamos de investir sobretudo na promoção” do país, salientou Joaquim Cunha. “Temos histórias de sucesso, uma é o Sistema Nacional de Saúde (SNS), a parte pública e privada”, defendeu o responsável.

Para o HCP, o SNS “compara bem com outros (sistemas) a nível internacional, mas os outros (países) não sabem. A imagem que um alemão tem do nosso SNS não corresponde à sua qualidade, o que não é verdade junto dos médicos, pois convivem em congressos internacionais e conhecem-se”.

A falta de conhecimento da forma como funciona o SNS leva a um “défice de reputação” de Portugal nesta área, o que “tem de ser trabalhado”, frisou Joaquim Cunha.

O director executivo do HCP faz questão de explicar que não se trata de uma imagem negativa do sistema de saúde, mas sim de uma “má imagem de Portugal e dos países do sul” da Europa.

Os jovens médicos e enfermeiros que acabam por emigrar e ir trabalhar para outros países têm um papel “importantíssimo” na construção dessa reputação e estes profissionais “são muito bem formados”. “Temos de ter uma estratégia de nos promovermos internacionalmente, onde fará sentido utilizar os nossos activos”, resumiu Joaquim Cunha.

 

Infarmed
O Infarmed avisou que “ruptura total do stock de canetas de adrenalina a nível nacional põe vidas em risco”, por isso a...

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) autorizou, a título excepcional, a importação de canetas de adrenalina que estão esgotadas nas farmácias nacionais. A disponibilização de embalagens de Anapen (0,15 mg e 0,30 mg) vai começar hoje [27 de Março] “pelo que todas as farmácias que delas necessitem devem solicitá-las aos distribuidores habituais”, informa o Infarmed.

Esta autorização de importação para utilização especial foi divulgada depois de a Associação Portuguesa de Alergias e Intolerâncias Alimentares (Alimenta) ter avisado que a “ruptura total de stock de canetas de adrenalina a nível nacional põe vidas em risco”. O distribuidor exclusivo destes dispositivos que são usados em caso de reacção alérgica grave “confirma que o stock da única caneta de adrenalina vendida em Portugal (Anapen) está esgotado” e que a previsão de regularização do stock é de “duas semanas”, alertou a associação em comunicado.

“Esta situação não é aceitável dada a dependência deste fármaco para a sobrevivência de crianças, jovens e adultos com alergias alimentares”, critica a direcção da Alimenta, que lembra que, para quem sofre deste problema, “a caneta de adrenalina pode ser a diferença entre sobreviver ou não a um choque anafiláctico”.

Em 3 de Março, o Infarmed adiantava que havia um stock de emergência assegurado pelo distribuidor e reconhecia a necessidade de avaliar a possibilidade de conceder uma autorização de importação para utilização especial. “Até agora, nada foi operacionalizado”, lamenta a associação.

O Infarmed explica agora que autorizou a importação a título excepcional destes medicamentos rotulados em língua francesa (e acompanhados de folheto informativo em português) para “minimizar o impacto da falta de acesso” a estes fármacos que “não dispõem de alternativa terapêutica no mercado”. A Autoridade do Medicamento acrescenta que as canetas de adrenalina continuam a ser comparticipadas pelo Estado em 37%.

 

Hoje é Dia Nacional do Dador de Sangue
O Instituto Português do Sangue e da Transplantação pretende aumentar este ano o número de novos dadores, chamando os jovens à...

No Dia Nacional do Dador de Sangue, que hoje se assinala, o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) sublinhou a importância de chamar mais jovens à dádiva de sangue e recordou que, no ano passado, houve 28 mil novas inscrições, número que o instituto quer ver aumentado este ano.

“Precisamos que a juventude possa aderir a esta causa, porque só eles nos podem garantir o futuro e até para que se possa contrariar o envelhecimento da população em Portugal”, declarou Helder Trindade à agência Lusa, citada pelo Jornal de Notícias Online.

O responsável deixa ainda um agradecimento a todos os dadores que têm ajudado os doentes, sublinhando o quanto é heróico o seu ato.

Em Fevereiro, o IPST fez um apelo “urgente” à população para que desse sangue, porque as reservas estavam baixas, uma situação que já se encontra ultrapassada.

“O Instituto ultrapassou essa situação e, ao dia de hoje, temos reservas de sangue de todos os grupos suficientes, para não ter situação de qualquer constrangimento. Mas o nosso alerta é um alerta constante. Temos de pedir aos dadores que mantenham as suas dádivas regulares para que possamos continuar a ajudar os doentes. A dádiva de sangue tem de ser mantida ao longo de todo o ano”, afirmou Helder Trindade.

 

Estudo revela:
Os homens heterossexuais queixam-se mais de ejaculação prematura do que os homossexuais e as mulheres heterossexuais...

Os resultados do estudo sobre a “Prevalência de Problemas Sexuais e mau estar associado em heterossexuais, gays e lésbicas”, elaborado pelo Laboratório de Investigação em Sexualidade Humana (SexLab), serão apresentados amanhã [28 de Março] durante uma reunião científica.

A investigadora do SexLab Maria Manuela Peixoto, responsável pelo estudo, desenvolvido no âmbito do seu projecto de doutoramento em psicologia, disse que os resultados preliminares apontam para “semelhanças e diferenças ao nível dos problemas sexuais experienciados por heterossexuais, gays e lésbicas”, escreve o Jornal de Notícias Online.

O estudo, que teve como base numa amostra online de 908 homens (435 homossexuais e 473 heterossexuais) e 1399 mulheres (390 lésbicas e 1009 heterossexuais), recolhida entre Maio de 2012 e Maio de 2013, avaliou os principais problemas sexuais dos homens e mulheres. No sexo masculino foram avaliados a disfunção eréctil, a ejaculação prematura, a ejaculação retardada e o baixo desejo sexual, enquanto nas mulheres foram abordadas as dificuldades de orgasmo e de excitação sexual, bem como o baixo desejo sexual e a dor sexual.

A investigação analisou ainda o nível de mal-estar (distress) associado a cada problemática. Os resultados demonstraram que os homens heterossexuais apresentam mais queixas de ejaculação prematura, comparativamente aos homossexuais.

Por seu lado, as mulheres heterossexuais apresentaram mais queixas de dor sexual, dificuldades de orgasmo e dificuldades de excitação sexual, quando comparadas com as lésbicas.

“A prevalência dos problemas sexuais diminuiu significativamente após o controlo dos índices de mal-estar”, lê-se nos resultados preliminares do estudo. Outro aspecto abordado neste estudo, mas cujos resultados ainda não foram trabalhados, prende-se com uma teoria já aflorada na década de 70 pelo médico William Howell Masters e a psicóloga Virginia Eshelman Johnson, sobre a satisfação dos parceiros.

“O que verificámos - e vem de um trabalho da década de 70 - é que os casais de gays e lésbicas dedicam-se mais à satisfação do parceiro, com mais preliminares, o que pode indicar uma satisfação sexual superior”, disse Maria Manuela Peixoto.

Este estudo teve como principal objectivo contribuir para a compreensão do funcionamento sexual em heterossexuais, gays e lésbicas. Além do objectivo de aumentar o conhecimento científico na área, este estudo pretendeu ainda contribuir para a formação mais específica dos profissionais de saúde.

A reunião científica dedicada ao tema “Investigação em Sexualidade Humana: Passado, presente e futuro” é organizada pelo SexLab e realiza-se no Porto.

Criado pelo Centro de Investigação em Sexualidade Humana da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, em parceria com a Universidade de Aveiro, o SexLab é o primeiro laboratório em Portugal a conduzir de forma regular estudos de natureza experimental e psicofisiológica em sexologia.

 

Saiba tudo
É a inflamação do peritoneu, grave complicação de diversas patologias abdominais, geralmente de dese

 

A inflamação da membrana peritoneal costuma ser consequência directa de uma infecção (peritonite infecciosa), embora inicialmente se possa dever à acção de certas substâncias irritantes vertidas na cavidade abdominal (peritonite química). De qualquer maneira, neste último caso, ocorre uma infecção consequente do desenvolvimento de alguns microorganismos integrantes da flora bacteriana digestiva que, na presença de um meio favorável, se tornam mais agressivos.

 

Mecanismos que podem desencadear o processo:

  • A extensão de uma infecção localizada numa víscera abdominal no peritoneu, com a chegada ao espaço peritoneal de micróbios que encontram as condições oportunas para a sua multiplicação;
  • A perfuração ou ruptura de uma víscera abdominal, normalmente um órgão oco do aparelho digestivo e a consequente passagem do seu conteúdo para a cavidade peritoneal (por exemplo, suco gástrico, no caso de uma úlcera de estômago perfurada, ou bílis, se a vesícula biliar se perfurar);
  • Um traumatismo da parede abdominal que provoque uma comunicação entre o peritoneu e o exterior, o que proporciona a contaminação do espaço peritoneal.

São vários e numerosos os distúrbios que, através de alguns dos mecanismos referidos, podem dar lugar a uma peritonite: apendicite, úlcera gastroduodenal, pancreatite aguda, distúrbios inflamatórios intestinais, como a diverticulite ou a doença de Crohn, inflamação da vesícula biliar (colecistite), processos infecciosos dos órgãos genitais, doenças cancerosas, alterações vasculares que perturbem a irrigação do intestino e do peritoneu, hérnias estranguladas, etc.

Na realidade, são tão variadas as causas possíveis que poderiam incluir-se na lista praticamente quase a totalidade das doenças das estruturas anatómicas contidas na cavidade abdominal.

Manifestações
Antes de mais, convém destacar que a peritonite costuma ser uma complicação de um distúrbio intra-abdominal prévio, pelo que as suas manifestações, embora possam ser as primeiras a aparecer, geralmente juntam-se ou sobrepõem-se aos próprios sintomas da patologia causal.

Inicialmente, surge uma dor abdominal contínua cuja intensidade aumenta de maneira progressiva. Ao princípio, a dor pode estar localizada aproximadamente na zona onde assenta o problema desencadeante do processo como, por exemplo, na parte superior e central do abdómen, se se tratar de uma perfuração do estômago, ou no lado direito, se a origem for uma infecção da vesícula biliar. Mas rapidamente o incómodo doloroso tende a generalizar-se por todo o abdómen de maneira difusa ou a distinguir-se simultaneamente em vários sectores, chegando até a irradiar-se a outras regiões corporais (por exemplo, até às costas ou aos ombros).

De forma indirecta, como mecanismo de protecção inconsciente para evitar qualquer factor que agrave a dor, desencadeia-se uma contracção involuntária e persistente da musculatura abdominal. Esta rigidez da parede abdominal, embora inicialmente possa ser localizada, ao fim de algumas horas, vai-se estendendo a todo o abdómen (ventre em tábua). Aparecem náuseas e vómitos, por vezes tão intensos e persistentes que podem chegar a provocar um quadro de desidratação.  Ao mesmo tempo, os movimentos intestinais param (íleo paralítico) e o trânsito do conteúdo do tubo digestivo interrompe-se. Costuma também surgir febre, que evidencia o processo infeccioso, com uma temperatura de 38 a 40 graus  e caracteristicamente mais elevada se for medida no recto, em vez da axila (dissociação térmica). Se não se fizer nada para reprimir esta situação, a evolução espontânea do processo permitirá a passagem de microorganismos para a corrente sanguínea e a sua disseminação por todo o organismo (septicémia), com a instauração de um quadro de choque caracterizado pelo aumento da frequência cardíaca e pulso débil, palidez, extremidades frias, aspecto do paciente muito decadente e com os olhos encovados, etc. Finalmente, produzir-se-á uma alteração da consciência e, embora o paciente esteja inicialmente alerta e irritável, acabará por ficar apático e aos poucos entrará num estado de coma. Sem um tratamento urgente, a sua vida correrá um sério risco.

Tratamento
O tratamento da peritonite constitui uma urgência médico-cirúrgica que exige sempre o internamento hospitalar do paciente. Por um lado, é necessário administrar antibióticos para combater a infecção e proceder a uma nova hidratação do paciente, mediante uma infusão intravenosa (gota a gota), para compensar a perda de líquidos através dos vómitos, bem como levar a cabo uma série de medidas destinadas a aliviar os seus sintomas: analgésicos para atenuar a dor, colocação de uma sonda nasogástrica para evacuar o conteúdo do tubo digestivo e aliviar a distensão abdominal, administração de oxigénio, possíveis transfusões de sangue, etc. Por outro lado, pratica-se uma intervenção cirúrgica, indispensável no tratamento do distúrbio, a fim de solucionar a causa, eliminar o foco contaminante e drenar os líquidos infectados, procedendo até a uma profusa lavagem do espaço peritoneal com soro fisiológico.

Um rosto expressivo
Quando a peritonite está já numa fase avançada, o estado geral do paciente é tão doloroso que se reflecte no seu rosto: pálido, com os olhos submersos, nariz pontiagudo, maçãs do rosto proeminentes, lábios finos e azulados, respiração difícil e uma expressão angustiada. Este aspecto facial é tão típico que é referido como a "face hipocrática", em honra do célebre Hipócrates, que já descreveu estes sinais quatro séculos antes de Cristo.

Automedicação perigosa
Se um paciente com peritonire ingere por iniciativa própria medicamentos analgésicos para combater a dor, encontrará um certo alívio; por outro lado, dificultará a tarefa do médico, pois podem ocultar-se sinais reveladores do distúrbio, o que alterará o diagnóstico.

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Saiba porque acontecem
As náuseas, também designadas de enjoos, não representam uma doença mas sim um sintoma de uma outra

As náuseas e os vómitos são provocados pela activação do centro do vómito no cérebro. O vómito é uma das formas mais espectaculares de eliminar do organismo as substâncias nocivas. Pode ser provocado pela ingestão de alimentos, por ter engolido uma substância irritante ou tóxica, ou pela ingestão de alimentos em mau estado.

Algumas pessoas sofrem de náuseas e podem vomitar devido aos movimentos de um barco,  carro ou avião. Os vómitos podem ocorrer durante a gravidez, principalmente nas primeiras semanas e sobretudo pelas manhãs, podendo ser intensos. Muitos fármacos, inclusivamente os anticancerosos (quimioterapia) e os analgésicos opiáceos, como a morfina, podem provocar náuseas e vómitos. A obstrução mecânica do intestino provoca finalmente a expulsão (vómito) dos alimentos e dos líquidos detidos acima da obstrução. Também podem provocar vómitos, irritação ou inflamação do estômago, do intestino ou da vesícula biliar.

Os problemas psicológicos também podem provocar náuseas e vómitos (vómitos psicogénicos). Tais vómitos podem ser intencionais (por exemplo, uma pessoa com bulimia vomita para perder peso). Ou podem ser não intencionais (uma resposta condicionada involuntária, para ter uma vantagem, como evitar ir à escola). Os vómitos psicogénicos também podem ser o resultado de uma situação ameaçadora ou desagradável que provoca ansiedade. Em alguns casos, os factores psicológicos que provocam vómitos dependem da estrutura cultural da pessoa. Por exemplo, em alguns países a maioria das pessoas achará repugnante comer formigas revestidas de chocolate, mas noutras partes do mundo considera-se um requinte. O vómito pode ser uma expressão de hostilidade; por exemplo, quando uma criança vomita durante uma birra. Ou pode ser provocado por um intenso conflito psicológico; por exemplo, uma mulher que queria ter filhos pode vomitar quando se aproxima o aniversário da sua histerectomia (extirpação cirúrgica do útero) ou no dia exacto da mesma.

Sintomas, diagnóstico e tratamento
Antes de os vómitos começarem, costumam ocorrer vómitos secos (espasmos) e uma considerável salivação. Embora durante os vómitos a pessoa normalmente não se sinta bem, no fim a sensação é de alívio.

Para identificar a causa, o médico interroga a pessoa acerca doutros sintomas. Depois, faz análises simples, como uma contagem completa de células sanguíneas e uma análise à urina, para finalmente pedir análises ao sangue mais completas e estudos radiológicos e ecográficos da vesícula biliar, do pâncreas, do estômago ou do intestino.

Se se encontrar uma causa orgânica para os vómitos, começa-se o tratamento. Se o problema tiver uma base psicológica, o tratamento pode consistir apenas em tranquilizar o paciente ou em prescrever-lhe medicação. Podem ser necessárias consultas regulares para ajudar a resolver aspectos complexos. Para suprimir as náuseas, são prescritos fármacos antieméticos.

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Equilíbrio entre o exterior e o interior
A beleza é uma experiência diferente de pessoa para pessoa, por isso torna-se difícil encontrar uma

É muito difícil definir o conceito de beleza e, talvez por isso, não exista consenso em volta desta expressão. É verdade que ao longo dos tempos os padrões de beleza têm vindo a ser alterados não só pela influência de modas (factores culturais e sociais), mas também pela descoberta de novos conceitos, quer a nível médico quer a nível de filosofia de vida, que resultam numa melhoria de qualidade de vida do ser humano.

Seja qual for o seu conceito existem factores essenciais que determinam uma beleza saudável, como sejam, uma boa e equilibrada alimentação, uma atitude mental positiva, regular actividade física e mental, encontrar o equilíbrio entre o trabalho e o lazer, procurar ter um peso corporal adequado, manter uma postura correcta, abster-se de vícios como o tabagismo e o consumo de álcool e, por fim, procurar uma adequada adaptação psicossocial.

Tudo isto é importante, pois devemos ter em conta que a beleza de cada um depende não só daquilo que fazemos para beneficiar exteriormente o nosso corpo mas também do nosso empenho em manter-nos saudáveis por dentro, quer a nível do bom funcionamento do nosso organismo quer a nível mental. Só um equilíbrio entre estas três áreas a poderá fazer sentir realmente bela.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Direcção-Geral da Saúde
A Direcção-Geral da Saúde publica no seu portal um artigo com vasta informação sobre o amianto. Uma substância com numerosas...

O amianto ou asbestos é a designação comercial utilizada para a variedade fibrosa de seis minerais metamórficos de ocorrência natural.

Devido às suas propriedades (elasticidade, resistência mecânica, incombustibilidade, bom isolamento térmico e acústico, elevada resistência a altas temperaturas, aos produtos químicos, à putrefacção e à corrosão) o amianto teve, no passado, numerosas aplicações nomeadamente na indústria da construção, encontrando-se presente em diversos tipos de materiais tais como: telhas de fibrocimento, revestimentos e coberturas de edifícios, gessos e estuques, revestimentos à prova de fogo, revestimentos de tetos falsos, isolamentos térmicos e acústicos, entre outros. Na Europa foi particularmente utilizado entre 1945 e 1990.

Em Portugal, foi proibida a utilização/comercialização de amianto e/ou produtos que o contenham a partir de 1 de Janeiro de 2005, de acordo com o disposto na Directiva 2003/18/CE transposta para o direito interno através do Decreto-Lei nº 101/2005, de 23 de Junho.

 

Riscos do amianto existente

O perigo do amianto decorre sobretudo da inalação das fibras libertadas para o ar.

Regra geral, a presença de amianto em materiais de construção representa um baixo risco para a saúde, desde que o material esteja em bom estado de conservação, não seja friável e não esteja sujeito a agressões directas. Qualquer actividade que implique a quebra da integridade do material (corte, perfuração, quebra, etc.) aumenta substancialmente o risco de libertação de fibras para o ar ambiente.

Quando se suspeite da existência de material com amianto e com risco de libertação de fibras para o ar, só com medições feitas com equipamento adequado e por técnicos especializados é que é possível a determinação destas fibras e da sua concentração.

Neste contexto, a confirmação da presença de amianto em determinado material deverá ser feita através de análise em laboratório. Confirmada a presença de amianto será necessário proceder à avaliação da contaminação do ar por fibras respiráveis que requer a intervenção de técnicos com formação especializada e o recurso a equipamento adequado.

 

Doenças associadas ao amianto

As diferentes variedades de amianto são agentes cancerígenos, devendo a exposição a qualquer tipo de fibra de amianto ser reduzida ao mínimo.

As doenças associadas ao amianto são, em regra, resultantes da exposição profissional, em que houve inalação das fibras respiráveis. Estas fibras microscópicas podem depositar-se nos pulmões e aí permanecer por muitos anos, podendo vir a provocar doenças, vários anos ou décadas mais tarde.

A exposição ao amianto pode causar as seguintes doenças: asbestose, mesotelioma, cancro do pulmão (o fumo do tabaco poderá ser uma variável de confundimento, agravando a evolução da doença) e ainda cancro gastrointestinal.

Materiais de construção susceptíveis de conter amianto

Devido ao seu baixo custo e às suas propriedades, tais como de resistência mecânica, de isolamento térmico, eléctrico, acústico e de protecção contra o fogo, o amianto teve diversas aplicações.

Na indústria da construção civil, o amianto foi utilizado nos seguintes elementos e materiais de construção:

  • Pavimentos;
  • Placas de teto falso;
  • Produtos e materiais de revestimento e enchimento;
  • Portas corta-fogo;
  • Portas de courettes;
  • Paredes divisórias pré-fabricadas;
  • Elementos pré-fabricados constituídos por fibrocimento;
  • Tijolos refractários;
  • Telhas;
  • Pintura texturizada;
  • Caldeiras (revestimentos e apoios);
  • Impermeabilização de coberturas e caleiras.

Em termos de utilizações em casas de habitação, o amianto friável raramente foi usado, sendo no entanto possível ser encontrado em:

  • Isolamento de tubagens de água quente;
  • Isolamento de antigos aquecedores domésticos;
  • Isolamento de fogões;
  • Materiais de isolamento de tetos.
  • Gestão de materiais/resíduos com amianto

A remoção, acondicionamento e eliminação dos resíduos que contêm amianto devem ser alvo de procedimentos adequados face à avaliação de risco previamente efectuada, pois poderão constituir fontes de exposição ocupacional e ambiental, caso não sejam observadas as medidas regulamentares adequadas.

Na remoção de materiais contendo amianto deve ser cumprido o Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho, relativo à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho. É ainda obrigatória a notificação à Autoridade para as Condições de Trabalho das actividades no exercício das quais o trabalhador está, ou pode estar, sujeito a exposição a poeiras ou partículas de amianto ou de materiais que contenham amianto.

Os trabalhos de remoção devem ser acompanhados de recolha de amostras de ar para avaliação da contaminação do ar por fibras respiráveis para controlo/garantia da sua adequada execução. No final dos trabalhos deverá ser efectuada nova avaliação para garantir a conformidade com o valor de concentração de 0,01fibra/cm3 preconizado pela Organização Mundial de Saúde como indicador de área limpa.

Quanto à gestão de resíduos de construção e demolição (RCD), deve cumprir-se o disposto no Decreto-Lei nº 46/2008, de 12 de Março, que preconiza, entre outros aspectos, a publicação de normas para a correcta remoção dos materiais contendo amianto e para o acondicionamento, transporte e gestão dos respectivos RCD gerados, através de Portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente, da saúde e do trabalho.

A Portaria nº 40/2014, de 17 de Fevereiro, estabelece as normas para a correcta remoção dos materiais contendo amianto e para o acondicionamento, transporte e gestão dos respectivos resíduos de construção e demolição gerados, tendo em vista a protecção do ambiente e da saúde humana.

No que se reporta à fiscalização do cumprimento do disposto no Decreto-Lei nº 46/2008, que estabelece o regime das operações de gestão de resíduos resultantes de obras ou demolições de edifícios ou de derrocadas, designados por resíduos de construção e demolição (RCD), esta é remetida para a Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, bem como para os municípios e para as autoridades policiais.

 

Valores de referência

Segundo o Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho, relativo à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho, o valor limite de exposição (VLE) é fixado em 0,1 fibra/cm3 para todos os tipos de fibras de amianto.

No caso da exposição da população em geral, o nível de concentração das fibras de amianto em suspensão no ar deverá ser inferior a 0,01 fibra/cm3, valor considerado pela Organização Mundial da Saúde como indicador de área limpa.

Estes referenciais são estabelecidos atendendo a que o Homem pode ser exposto ao amianto por 3 vias: via cutânea, por inalação e por ingestão, sendo a via preponderante a respiratória.

 

Documentos Legais e Normativos

Decreto-Lei nº 101/2005, de 23 de Junho, que proíbe a utilização e comercialização de fibras de amianto e de produtos que contenham essas fibras

Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho, relativo à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho

Decreto-Lei nº 46/2008, de 12 de Março, que aprova o regime da gestão de resíduos de construção e demolição

Portaria nº 40/2014, de 17 de Fevereiro, que estabelece as normas para a correcta remoção dos materiais contendo amianto e para o acondicionamento, transporte e gestão dos respectivos resíduos de construção e demolição gerados, tendo em vista a protecção do ambiente e da saúde humana

 

Documentos para consulta

Guia para Procedimentos de Inventariação de Materiais com Amianto e Acções de Controlo em Unidades de Saúde, G 03/2008 (V. 2011) - ACSS, Administração Central do Sistema de Saúde, IP

Guia de Boas Práticas para prevenir ou minimizar os riscos decorrentes do amianto em trabalhos que envolvam (ou possam envolver) amianto, destinado a empregadores, trabalhadores e inspectores do trabalho - Guia publicado pelo Comité de Altos Responsáveis da Inspecção do Trabalho (CARIT)

Fichas Técnicas Habitação e Saúde – 3.9 Amianto na Habitação e Doenças Respiratórias - Direcção-Geral da Saúde

 

Sítios relevantes para consulta

Administração Central do Sistema de Saúde

Instituto Nacional da Saúde Dr. Ricardo Jorge

Autoridade para as Condições do Trabalho

Agência Portuguesa do Ambiente

Organização Mundial da Saúde

União Europeia

Health and Safety Executive

 

Contributos para a revisão do texto

Dr.ª Maria do Carmo Proença, Responsável pela Unidade de Ar e Saúde Ocupacional – Departamento de Saúde Ambiental, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge

Engª Liliana Pereira, Técnica Superior da Unidade de Instalações e Equipamentos – Departamento de Gestão da Rede Serviços e Recursos em Saúde, Administração Central do Sistema de Saúde

 

Ministro da Saúde na Comissão Parlamentar da Saúde
Atendimento específico a idosos isolados e com problemas de saúde arranca em Abril.

A Linha Saúde 24 vai passar a contactar idosos que possam viver isolados e com necessidade de cuidados de saúde. A medida foi anunciada hoje [26 Março] no Parlamento.

No próximo mês, de acordo com o Ministro da Saúde, a linha já vai ter em funcionamento um serviço específico de atendimento a idosos.

Paulo Macedo esclareceu, na Comissão Parlamentar de Saúde, que actualmente a Linha Saúde 24 recebe mais de sete mil chamadas, o que se traduz em 95% de chamadas atendidas, valor que está dentro dos limites contratuais, estando "preparada para responder a novas funções".

Esta funcionalidade deve estar a funcionar em Abril, tendo acesso a ela pessoas que se inscrevem em termos de isolamento, para serem contactados e terem apoios de saúde.

 

Governo prepara medidas para liberdade de escolha dos utentes nas listas de espera

O ministro da Saúde anunciou que serão tomadas brevemente medidas para melhorar a liberdade de escolha dos utentes nas listas de espera, tanto nas consultas externas como nas cirurgias. “Queremos tomar medidas brevemente para permitir liberdade de escolha nas listas de espera, do SIGIC, nas consultas externas e nos meios complementares de diagnóstico”, afirmou Paulo Macedo, na Comissão Parlamentar da Saúde.

O ministro alertou, contudo, para o risco de alguns hospitais de proximidade poderem ficar esvaziados de pessoas e de financiamento, o que implicará cuidados especiais.

“Gostaríamos de dar passos neste sentido, mas serão passos muito cuidadosos. Temos que ver como fica a situação dos hospitais de proximidade”, para não ficarem sem pessoas e sem financiamento, disse.

 

Ministro diz que portugueses estão a tomar medicamentos a mais

Paulo Macedo respondia, na comissão parlamentar de saúde sobre política do medicamento, às críticas da deputada socialista Luísa Salgueiro, para quem de pouco serve a baixa de preços nos medicamentos se não estiverem disponíveis nas farmácias.

Paulo Macedo responde que o consumo excessivo de fármacos pode dar origem a um problema de saúde pública. "Isto é que não é normal e é preocupante em termos de saúde pública. Daqui a algum tempo, vamos estar aqui a discutir este problema de saúde pública que é o de as pessoas consumirem medicamentos a mais", afirmou exemplificando com o caso dos antibióticos. Na opinião do ministro, só quem tem interesses no sector pode afirmar que não há medicamentos, uma vez que os portugueses compram 20 milhões de fármacos por mês.

Paulo Macedo reforçou ainda que já se tinha registado um aumento na aquisição de medicamentos entre 2011 e 2012. Os números indicam que houve um aumento de embalagens compradas entre 2013 e 2012: mais sete milhões.

 

De 26 a 29 de Março, na Casa do Médico, no Porto
Como é que a mente e a matéria estão relacionadas uma com a outra? Pode o pensamento comandar uma máquina? A criação de...

A sessão de abertura do 10º Simpósio “Aquém e Além do Cérebro”, dia 26 de Março, às 21h15, será presidida pelo Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato. Contará também com a presença de Pedro Gonçalves, Secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, de Fernando Leal da Costa, Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, António Rendas, Presidente do Conselho de Reitores e do Bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva.

Segue-se uma conferência magistral do Professor Eberhard Fetz, investigador da Universidade de Washington, que tem centrado o seu trabalho na comunicação entre a máquina e o sistema biológico, concretamente na estimulação e reabilitação cerebral via interfaces cérebro-computador e o seu potencial clínico para reforçar ligações neurais enfraquecidas por AVC, lesões ou acidentes. O neurocientista Miguel Nicolelis, orador previsto para a conferência inaugural, cancelou a sua presença por motivos de força maior.

 

Três dimensões de uma mesma temática

Entre os dias 27 e 29 de Março, o Simpósio “Aquém e Além do Cérebro” desenrola-se ao longo 3 sessões base: no dia 27, a 1ª sessão será dedicada à dimensão neurocientífica das relações Mente-Matéria. No dia seguinte será abordada a vertente parapsicológica do tema enquanto no dia 29, durante a 3ª sessão do simpósio, será abordada a dimensão social e filosófica das relações Mente-Matéria.

Entre os oradores presentes no encontro destaca-se a participação de Rui Costa, investigador do Programa Champalimaud de Neurociências, que centrará a sua intervenção nos mecanismos cerebrais que levam ao início voluntário de acções, suas implicações na aprendizagem das mesmas e na incapacidade de as realizar.

A análise das capacidades cognitivas em doentes com pouca ou nenhuma evidência de comportamento consciente (caso dos pacientes em estado de coma) será o tema abordado por Vanessa Charland-Verville, investigadora do Grupo de Ciência do Coma da Universidade de Liège. Esta palestrante apresenta demonstrações científicas de que alguns doentes com o cérebro gravemente danificado e com patologias de longa duração podem, mesmo assim, possuir capacidades latentes de recuperação.

Realça-se ainda a participação no 10º Simpósio da Fundação BIAL de Peter Bancel, investigador doutorado em Física e mentor do Projecto da Consciência Global, experiência cuja finalidade é testar a hipótese de que a atenção focada por um grande número de pessoas durante eventos mundiais (por exemplo o 11 de Setembro) possa estar correlacionada com desvios numa rede global de geradores físicos de números aleatórios.

Adolf Tobeña, da Universidade Autónoma de Barcelona, apresentará os dados mais recentes sobre a propensão para a religiosidade associada a singularidades do cérebro. Avanços nas técnicas de imagiologia do cérebro têm dado novas pistas sobre o modo como o cérebro processa a espiritualidade.

No dia 28 à noite haverá ainda espaço para a realização de um encontro/tertúlia conduzido pela artista Marta de Menezes em interacção com os neurocientistas Mário Simões e Miguel Castelo-Branco. Este será um espaço de discussão sobre como o cérebro pode ser iludido na interpretação do mundo material. Onde termina a realidade e começa a ilusão e como pode o contexto distorcer a forma como a mente imagina o mundo material serão os temas em análise.

 

Projectos dos bolseiros da Fundação BIAL

À semelhança das edições anteriores, este simpósio contará igualmente com a apresentação dos projectos de investigação dos bolseiros da Fundação BIAL. No simpósio estará patente uma exposição de posters com os resultados dos trabalhos de investigação dos bolseiros, alguns dos quais serão apresentados em comunicações orais.

Destaca-se que no âmbito das Bolsas de Investigação Científica, a Fundação BIAL patrocinou até à data 461 projectos, envolvendo mais de 1000 investigadores em vinte e sete países, de que, até Abril de 2013, resultaram 600 publicações.

Ao celebrar 20 anos, a Fundação BIAL é hoje uma referência na investigação científica a nível internacional e persegue o seu objectivo de promover a investigação sobre o ser humano, tanto a nível físico como sob o ponto de vista espiritual.

Os Simpósios “Aquém e Além do Cérebro” são uma iniciativa da Fundação BIAL que teve início em 1996 e que reúne, de dois em dois anos, grandes vultos das neurociências a nível mundial.

 

Próxima iniciativa a 28 de Março
O Centro de Dermatologia do hospital CUF Descobertas promove, no dia 28 de Março, entre as 10h30 e as 17h, cursos gratuitos de...

As sessões destinam-se, essencialmente, a pessoas com problemas de pele (manchas ou cicatrizes), e são orientadas por uma maquilhadora profissional, que dará conselhos sobre qual a forma mais eficaz de disfarçar as imperfeições da face, de forma a reforçar a auto-estima. A hidratação da pele e a correcção da imagem são alguns dos principais aspectos a abordar.

As sessões são gratuitas, mas requerem marcação através do e-mail [email protected] ou do telefone 210 025 200.

Já estão agendadas novas sessões deste curso para os dias 30 de Maio, 27 de Junho e 25 de Julho.

Para mais informações consulte www.cufdescobertas.pt.

 

10ª Edição dos Encontros da Primavera
Entre os dias 27 e 29 de Março, decorre, em Évora, a 10ª Edição dos Encontros da Primavera, evento multidisciplinar, que junta...

O presidente dos Encontros da Primavera e oncologista, Sérgio Barroso, avança que “projecta-se neste evento o debate sobre duas áreas oncológicas que ganham cada vez mais destaque e expansão, através de investigações expressivas cujos resultados são animadores, e têm o potencial de transformar a forma como os doentes vivem o cancro.”

Sérgio Barroso afirma: “a individualização das terapêuticas, dirigidas à pessoa e ao seu cancro, e a Imuno-oncologia são propulsoras de novos paradigmas no tratamento do cancro e permitem aumentar a sobrevida das pessoas com qualidade de vida”.

Questões relacionadas com as diferentes possibilidades de tratamento e o acesso a terapêuticas inovadoras vão ser alvo de discussão, com particular enfoque na oncologia no idoso. Neste tema, serão discutidas as características sociais específicas que determinam o acesso ou não acesso de um idoso a um medicamento inovador. Para Sérgio Barroso “a idade biológica é diferente da idade cronológica e a avaliação deve ser feita em função de cada idoso”.

Neste evento será também apresentado oficialmente o Grupo de Estudos do Cancro e Trombose que irá expor os dados de um inquérito realizado aos profissionais de saúde portugueses sobre a percepção dos mesmos face ao conhecimento que têm da ligação entre Cancro e Tromboembolismo, que é a 2ª causa de mortalidade mais frequente no doente oncológico.

Nesta 10ª Edição, estará também em debate o perfil epidemiológico e as necessidades Oncológicas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. “Procuramos neste encontro potenciar um ponto de partida para a idealização de projectos de trabalho comuns em países como Angola, Moçambique, Cabo Verde e S. Tomé”, afirma o presidente do encontro.

O cancro é a segunda principal causa de morte em Portugal e a primeira no grupo etário entre os 35 e os 64 anos. Prevê-se que as taxas de incidência de cancro podem aumentar cerca de 20%, até 2020.

 

Páginas