Mulheres são mais afectadas

Úlcera venosa

A insuficiência venosa crónica é a principal causa de úlcera venosa, cuja prevalência aumenta com a idade

As úlceras de perna sempre constituíram um problema de saúde causador de sofrimento e incapacidade. Estima-se que, nos Estados Unidos, um em cada 4 americanos com idade superior a 65 anos (mais 1,5 milhões de pessoas) desenvolvem anualmente úlceras nos membros. Na Europa, estima-se que cerca de 1,5 por cento da população adulta desenvolva úlcera varicosa em alguma fase da sua vida.

O termo “úlcera da perna” é usado para descrever uma perda de pele na região inferior ao joelho, na perna ou no pé, cujo tempo de cicatrização é superior a seis semanas.

Embora as úlceras possam ser do tipo arterial ou venoso (ou seja, provocadas por alterações nas artérias, ou nas veias), mais de 85 por cento delas são de origem venosa. É usual o desenvolvimento de úlceras venosas seguir um padrão: aumento da tensão do sangue, que se encontra a circular nas veias e incompetência das válvulas que “empurram” o sangue que circula nas pernas de novo para o coração, o que leva a estase venosa, retorno venoso insuficiente, edema e por fim formação de úlcera.

As úlceras venosas distinguem-se das restantes, dado que têm características específicas. Habitualmente, localizam-se no tornozelo, ou próximo deste, sendo de evolução lenta. O edema pode estar presente, piorando ao fim do dia, mas melhorando com a elevação dos membros. A dor é variável, mas na maioria das vezes está associada a edema e a infecção.

Esta condição manifesta-se de forma mais precoce em indivíduos sedentários, obesos ou que permanecem longos períodos em pé ou sentados, embora a prevalência das úlceras venosas aumente com a idade, sendo também mais comum nas mulheres do que nos homens. É também muito frequente em trabalhadores da aviação.

Factores de risco
As feridas com compromisso vascular, têm associados factores de risco que podem representar um papel fundamental na prevenção e tratamento das mesmas. Os factores de risco de aparecimento de úlceras incluem história familiar positiva, gravidez, obesidade, tabagismo, nutrição/hidratação, idade e uma ocupação profissional que obrigue a estar de pé por períodos prolongados.

Causas
A insuficiência venosa crónica é a principal causa de úlcera da perna. Esta resulta do desvio da pressão venosa profunda, gerada por contracções musculares em redor das veias, para as veias superficiais que não estão preparadas para resistir a pressões elevadas. Essas veias dilatam-se (veias varicosas) e ocorre acumulação de sangue, resultando em estase venosa na pele, a qual se apresenta como uma área descorada, frequentemente eczematosa, em geral na região de veias varicosas salientes. Eventualmente, a drenagem venosa da pele torna-se muito insatisfatória para sustentar o metabolismo da epiderme, que morre e descama deixando uma úlcera venosa. Esta situação pode acontecer espontaneamente ou ser acelerada por um traumatismo relativamente pequeno.

No entanto, as úlceras de perna podem ser provocadas também por outras condições, incluindo:

  • Hipertensão venosa (aumento da tensão arterial nas veias)
  • Infecção
  • Diabetes mellitus
  • Doença maligna
  • Distúrbios dos tecidos que revestem as veias
  • Lesão por trombose das veias profundas ou estase venosa (estado no qual o fluxo do sangue presente nas veias, pára).

Prevenção
A prevenção das úlceras de perna representa, quer do ponto de vista social, familiar e profissional, a medida mais eficaz para combater os danos resultantes das feridas com compromisso vascular.

Desta forma, as medidas específicas a ter em consideração para a sua prevenção passam pelo seguinte:

  • Eliminar o uso de tabaco
  • Fazer exercício físico diariamente, principalmente realização de caminhadas
  • Ter uma alimentação equilibrada e uma ingestão de líquidos adequada, o que promove a cicatrização da ferida
  • Evitar permanecer de pé ou sentado com os pés no chão mais que uma hora seguida
  • Fazer elevação das pernas intermitente durante o dia; se tiver de permanecer de pé, efectuar passeios curtos e frequentes
  • Assegurar uma higiene adequada dos pés e proceder a uma observação diária dos mesmos
  • Não usar calçado nem apertado, nem demasiado largo
  • Elevar os pés da cama 12 a 15 cm (de forma a promover o retorno do sangue nas veias e a diminuir o edema das pernas)
  • Proteger as pernas de forma a evitar a exposição ao calor ou frio excessivos
  • Combater a obesidade
  • Utilização de uma adequada contenção elástica – após validação e/ou prescrição do seu médico/enfermeiro de referência
  • Controlo das doenças de base, que possam contribuir para o aparecimento deste tipo de úlceras (como por exemplo, as varizes), através de um acompanhamento regular de profissionais de saúde.

Desta forma e actuando de forma preventiva, pode ter uma melhor qualidade de vida, até porque a úlcera melhor tratada é aquela que não se chega a manifestar.

Sintomas
As úlceras são feridas abertas e fundas nos membros inferiores, em geral pouco dolorosas, que demoram muito a cicatrizar. Localizam-se preferencialmente sobre os ossos dos tornozelos e costumam surgir após leves traumatismos. Forma-se uma pequena ferida que não cicatriza e vai gradativamente aumentando de tamanho.

Comummente estão acompanhadas de varizes, inchaço e manchas acastanhadas nas pernas. Pode haver inflamação, com vermelhidão e presença de secreção purulenta (pus). Também é comum existirem áreas de alergia ao redor das feridas. É o eczema de estase, que forma placas avermelhadas, descamativas e com comichão.

Tratamento
O mais importante são as medidas gerais. Procurar movimentar as pernas e pés o máximo possível é fundamental. O simples movimento de contrair os dedos dos pés repetidamente ajuda muito a fazer o sangue fluir perna acima. Actividades físicas como caminhar, pedalar e nadar são excelentes. A musculação não está indicada.

O uso de meias elásticas é outra medida de grande importância. Estas devem ser calçadas ao acordar, de preferência antes de sair da cama. Antes de dormir, elas devem ser removidas.

Existem vários tipos de meias elásticas. A de compressão suave ajuda muito pouco e é recomendada apenas como "adaptação" para as de média e forte compressão. Meias elásticas não podem ser utilizadas sem indicação médica. Alguns tipos de úlceras das pernas, como as úlceras hipertensivas, podem ser agravadas com o seu uso.

É importante permanecer o máximo de tempo possível com as pernas elevadas. Utilizar uma almofada abaixo dos calcanhares quando se deitar, ler ou ver televisão, é uma óptima medida. Esta elevação não precisa ser exagerada. Basta estar acima do nível do coração. A maior parte das pessoas irá melhorar apenas com estas medidas.

As terapêuticas medicamentosas devem ser orientadas pelo seu médico de família e/ou especialista. Existem várias opções, umas que aceleram a cicatrização, outras que servem para diminuir a inflamação e há ainda os medicamentos vasodilatadores periféricos.

Portanto, juntando as medidas preventivas de higiene diária e os medicamentos poderá eficazmente combater as úlceras venosas.

Fonte: 
dermatologia.net
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde de A-Z não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.