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O retinoblastoma é um tumor da retina altamente maligno, cujo prognóstico depende do diagnóstico e t
Criança a tapar um olho com a mão

O aparecimento do tumor é devido à mutação no gene RB1. Para que o tumor se desenvolva é necessário que exista mutação nas duas cópias do gene. A primeira mutação pode envolver a linha germinativa ou estar confinada ao próprio tumor. Esta diferença determina duas formas diferentes da doença: retinoblastoma (RB) hereditário e RB não hereditário. Estas duas formas de tumor têm características clínicas e epidemiológicas muito diferentes.

Retinoblastoma hereditário

Apenas 10% dos doentes com RB têm história familiar da doença. Contudo uma mutação de novo na linha germinativa, contribui com mais cerca de 30% de casos. Por isso cerca de 40% dos doentes são portadores da forma hereditária do tumor.

Os doentes com a forma hereditária possuem uma mutação que envolve o gene RB1 em todas as células do organismo. Esta mutação é denominada da linha germinativa. Pode ser herdada de um progenitor, ou mais frequentemente, desenvolve-se numa célula no estádio embrionário do desenvolvimento do indivíduo afectado. A mutação da segunda cópia do gene RB1 acontece numa célula retiniana pruripotencial que vai dar origem ao tumor.

O gene RB1 tem um comportamento recessivo, ou seja, para que o fenotipo tumoral se expresse é necessário que ambos os alelos estejam afectados. Contudo ao nível individual, a mutação comporta-se de uma forma autossómica dominante, com uma penetração de 90%.

 Os doentes com esta forma hereditária possuem um risco de 80 a 90% de desenvolver tumor ocular bilateral ou multifocal durante a infância; além disso possuem uma predisposição para, ao longo da vida desenvolver tumores não oculares. Cerca de 8% desenvolvem um segundo tumor intracraniano maligno primário, normalmente na glândula pineal – retinoblastoma trilateral. Cerca de 30% destes doentes acaba por desenvolver outro tumor não ocular até aos 40 anos. São mais frequente os osteossarcomas os fibrossarcomas e os melanomas.

Retinoblastoma não hereditário

Os restantes 60% dos doentes com RB são portadores de uma forma não hereditária ou somática da doença. Nestes doentes ambas as mutações do gene RB1 ocorreram dentro de uma única célula retiniana, resultando numa forma do tumor unilateral e unifocal. Nestes doentes não existe predisposição para o desenvolvimento de tumores não oculares.

Epidemiologia

É o tumor ocular mais frequente na criança. Ocorre em cerca de 1 para cada 20000 crianças e representa à volta de 12% de todos os tumores da infância.

A idade média de diagnóstico é 13 meses para as formas bilaterais e 24 meses para as formas unilaterais. Nos doentes diagnosticados em função do rastreio familiar a idade de diagnóstico é naturalmente mais precoce, sendo muitos casos diagnosticados perto do nascimento.

Cerca de dois terços dos tumores surgem antes dos dois anos e 95% surgem antes dos 5 anos. Depois dos 7 anos são muito raros.

Aspectos clínicos

É necessário distinguir a facilidade de diagnóstico entre famílias afectadas e famílias sem história da doença. Entre os filhos de pais afectados, o diagnostico é habitualmente mais precoce, numa fase em que o tumor é mais pequeno e oferece melhor oportunidade de tratamento para preservar o olho e a visão.

Formas de apresentação

Nas famílias sem historia de retinoblastoma, o tumor é diagnosticado acidentalmente ou após ter sido notada alguma alteração no olho afectado.

O sinal de apresentação mais comum do tumor continua a ser a leucocória (pupila branca), em 60% dos casos. A segunda alteração mais frequente nas crianças afectadas é o aparecimento de um estrabismo. Outras formas de apresentação mais raras incluem: inflamação intraocular, neovascularização da íris, hifema (sangue na câmara anterior), celulite orbitária e glaucoma.

Nos países desenvolvidos, a doença raramente se apresenta com evidência de extensão extraocular, doença metastática ou com sinais de envolvimento do sistema nervoso central.

Formas de crescimento do tumor

Quando não tratado, o tumor cresce de forma a preencher a cavidade ocular, e eventualmente a disseminar para fora do olho.

O RB exibe 4 formas de crescimento. O padrão endofítico caracteriza-se por um crescimento para a cavidade vítrea, que facilita o diagnostico pela sua visualização directa. No padrão exofítico há um crescimento na direcção da coroide, elevando a retina, manifestando-se como um descolamento seroso da mesma. Na prática, a maioria dos tumores exibe características comuns aos dois padrões de crescimento – padrão misto. O quarto padrão de crescimento é uma forma difusa, rara (representa 1 a 2% dos casos), em que o tumor infiltra a retina produzindo um espessamento em placa; nesta forma, os sinais clínicos são muito subtis provocando muitas vezes um atraso do diagnóstico.

As células do RB são pouco coesivas. Por esse motivo espalham-se com frequência para o vítreo (sementeira vítrea) ou para o espaço sub-retiniano, dependendo da direcção do crescimento do tumor. Podem ainda disseminar para longe do tumor primário, como locais distantes da própria retina (mimetizando um tumor multicêntrico), para a cápsula do cristalino ou mesmo para a câmara anterior (podendo complicar-se de glaucoma ou uveíte).

Diagnóstico diferencial

Nos casos típicos o diagnóstico é fácil. Contudo existe um número significativo de casos em que o diagnóstico de retinoblastoma não se confirma. As doenças que mais vezes levam ao diagnóstico errado de retinoblastoma são a persistência de vascularização fetal (PVF), a Doença de Coats e a inflamação (granuloma) por toxocara.

Avaliação Oftalmológica

Perante a suspeita da presença de retinoblastoma o Oftalmologista deve fazer uma avaliação cuidada do potencial visual do olho ou olhos afectados. Este é um aspecto determinante para futuras decisões terapêuticas.

O exame Oftalmológico deve ser o mais detalhado possível em função da idade e da colaboração da criança. Deve incluir a procura de sinais associados à presença do tumor.

A observação do tumor deve ser efectuado sob dilatação pupilar com uma observação cuidada de todo o fundo ocular incluindo a periferia da retina. Sempre que possível deve ser obtido o registo fotográfico a cores do tumor, com uma câmara de contacto e com uma lente de grande abertura. Este registo é fundamental para a discussão das estratégias terapêuticas e para monitorizar a resposta às terapêuticas.

Exames auxiliares de diagnóstico

A ultrassonografia é um instrumento extremamente útil na avaliação do retinoblastoma. No modo A, é possível observar ecos de alta intensidade dentro do tumor, correspondentes às áreas de calcificação. O modo B da ecografia demonstra a presença de massa intraocular com ecos altamente reflectivos espalhados dentro do tumor e com atenuação do sinal atrás dele. Permite ainda diagnosticar a presença e a extensão do descolamento de retina associado.

A tomografia computorizada e a ressonância magnética confirmam o diagnóstico e permitem avaliar a extensão extraocular do tumor. A tomografia é particularmente sensível na demonstração das calcificações intra tumorais características do retinoblastoma, na avaliação da sua extensão para fora do globo ocular, e na avaliação da órbita e das estruturas ósseas vizinhas.

A ressonância magnética é particularmente importante na avaliação da extensão do tumor ao longo do nervo óptico e no sistema nervoso central.

Na maioria dos casos a pesquisa exaustiva de metástases está reservada para doentes que apresentam características de doença muito avançada. É sempre obrigatório pedir a avaliação por um oncologista pediátrico.

Tratamento

O tratamento deve ser individualizado para cada doente. É determinado por vários factores que incluem o tamanho e a localização do tumor, o potencial visual do olho afectado, o envolvimento do nervo óptico, a expansão para a órbita e a presença de metástases.

Muito resumidamente poderemos dizer que na presença de tumores pequenos (tamanho inferior a 3 milímetros) se aplicam unicamente tratamentos locais com Laser ou crioterapia. Para os tumores maiores e sobretudo na presença de tumores múltiplos ou bilaterais é preferível efectuar quimioterapia para reduzir o tamanho do tumor (quimiorredução) e só depois se efectuam tratamentos locais com laser, crioterapia ou radioterapia. Nos tumores muito extensos, normalmente envolvendo mais de 50% do globo, ou em que existe opacificação dos meios ou neovascularização da íris faz-se a enucleação do olho afectado.

Com a grande evolução terapêutica das últimas décadas, podemos dizer que embora o objectivo primário do tratamento do retinoblastoma seja salvar a vida da criança afectada, na maioria dos casos o objectivo passa também por preservar o olho atingido e garantir a melhor função visual possível.

Vigilância após tratamento

A forma hereditária de retinoblastoma encerra um risco elevado de aparecimento de outros tumores da retina durante a infância. Daqui decorre a necessidade de uma vigilância apertada durante este período. Acresce que a forma familiar está associada ao aparecimento de outros tumores malignos ao longo da vida. A periodicidade dos exames de vigilância deve ser personalizada, deve envolver equipas multidisciplinares e deve manter-se ao longo da vida.

Prognóstico

O prognóstico é actualmente excelente no que diz respeito à sobrevivência, tendo também uma morbilidade ocular e visual muito diminuída. Nos países desenvolvidos a taxa de mortalidade caiu para valores inferiores a 10%.

O prognóstico a longo prazo é pior nas formas hereditárias devido à predisposição para desenvolver tumores exraoculares; é por isso necessária uma vigilância cuidadosa relativamente ao aparecimento desses tumores.

Na perspectiva da função visual houve uma melhoria muito significativa com o desenvolvimento de tratamentos que preservam a visão e evitam a enucleação.

Apesar da grande melhoria no prognóstico, o retinoblastoma metastático continua a ser de difícil tratamento. O factor mais importante para melhorar neste aspecto é a sua detecção precoce.

Na presença de envolvimento da glândula pineal, o prognóstico é bastante mau, com uma taxa de mortalidade aos 5 anos de praticamente 100%.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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O consumo excessivo e prolongado do álcool designa-se por uma dependência alcoólica com consequência
Dependência alcoólica

O regular e excessivo consumo de bebidas alcoólicas é responsável pela dependência mais frequente em toda a população mundial. A dependência alcoólica ou alcoolismo é uma doença, frequentemente crónica e progressiva, que se caracteriza pelo consumo regular e contínuo de bebidas alcoólicas, apesar da recorrência repetida de problemas relacionados com o álcool.

O processo de dependência do álcool desenvolve-se como o de qualquer outra dependência, como por exemplo em relação ao tabaco, às drogas e outras substâncias psicoactivas. Começa-se por experimentar beber, depois bebe-se pontualmente e daí passa-se a beber com regularidade, até criar dependência. Para algumas pessoas é um processo relativamente rápido.

Habitualmente, poucos dependentes alcoólicos assumem sê-lo nas primeiras fases da doença, considerando muitas vezes que não consomem bebidas alcoólicas em excesso. Para muitas pessoas, beber um copo de uma bebida alcoólica pode constituir apenas um momento social, achando que os riscos desse consumo vão depender da quantidade e da frequência com que se bebe e de algumas condições individuais, nomeadamente, o seu estado de saúde. 

Na verdade, está estabelecido um conceito padrão com a finalidade de quantificar o consumo de álcool e consiste numa forma simplificada de calcular a quantidade de álcool consumida, diária ou semanalmente.

Embora as bebidas alcoólicas tenham diferentes graduações, os copos habitualmente mais usados para as diferentes bebidas têm quantidade idêntica de álcool, o que corresponde a uma unidade bebida padrão com cerca de 10 a 12 gramas de álcool puro. Este facto permite fazer a quantificação por unidades de bebidas ingeridas, o que facilita os cálculos do total de bebidas consumidas diária ou semanalmente.

A Organização Mundial de Saúde considera que não se devem fazer consumos que ultrapassem 20 gramas de álcool (2 unidades/dia) e de preferência estar pelo menos dois dias por semana sem beber qualquer bebida alcoólica.

Em Portugal, a correspondência é aproximadamente a seguinte:

 

Cerveja

Vinho

Aperitivo

Aguardente

Capacidade do copo

3 dl

1,65 dl

0,5 dl

0,5 dl

Conteúdo de álcool puro

12 g

12 a 13 g

10 a 12 g

14 a 16 g

 
Por outro lado, a OMS classifica os consumos de álcool em: 

Consumo de risco - padrão de consumo que pode vir a implicar dano físico ou mental se esse consumo persistir. 
Consumo nocivo - padrão de consumo que causa danos à saúde, quer físicos quer mentais. Todavia não satisfaz os critérios de dependência. 
Dependência - padrão de consumo constituído por um conjunto de aspectos clínicos e comportamentais que podem desenvolver-se após repetido uso de álcool, desejo intenso de consumir bebidas alcoólicas, descontrolo sobre o seu uso, continuação dos consumos apesar das consequências, uma grande importância dada aos consumos em desfavor de outras actividades e obrigações, aumento da tolerância ao álcool (necessidade de quantidades crescentes da substância para atingir o efeito desejado ou uma diminuição acentuada do efeito com a utilização da mesma quantidade) e sintomas de privação quando o consumo é descontinuado. 

Factores de risco
Entre os principais factores de risco para se desenvolver dependência alcoólica estão:
- História familiar relacionada com o alcoolismo;
- Ambiente sociocultural. A integração em famílias ou em meios sociais propensos ao consumo de álcool (ter de frequentar festas, reuniões sociais, etc.);
- Situações imprevisíveis de rotura na vida quotidiana;
- Distúrbios emocionais – pessoas deprimidas ou ansiosas;
- Conflitos entre os pais, divórcio, separação ou abandono, de um ou de ambos os progenitores;
- Dificuldades de adaptação à escola;
- Dificuldades de aprendizagem. 

Sintomas
O regular e excessivo consumo de bebidas alcoólicas durante um prolongado período de tempo costuma provocar uma série de lesões orgânicas, correspondentes a uma intoxicação alcoólica crónica, que dão origem a várias repercussões significativas a nível afectivo, social e profissional. No entanto, estas lesões orgânicas e as suas manifestações podem levar entre 5 a 20 anos a evidenciarem-se, consoante a quantidade de álcool regularmente ingerida, a frequência das intoxicações agudas, o estado físico e nutricional do paciente e a sua relação com o meio que o rodeia.

Os principais sintomas da dependência alcoólica centram-se numa grande necessidade de consumir bebidas alcoólicas; incapacidade para controlar o consumo, seja o início, o fim ou os níveis de consumo; apresentar síndrome de abstinência (estado de abstinência fisiológica quando se para ou reduz os consumos); apresentar tolerância ao álcool; abandono progressivo de interesses alternativos em favor do uso da substância e persistência no uso da substância, apesar da evidência de consequências manifestamente nocivas.

Deve, portanto, estar atento aos seguintes comportamentos e sintomas:
- Se bebe muito em ocasiões sociais;
- Se tem episódios de amnésia ou blackouts frequentes – quando, no dia a seguir, acorda sem nenhuma memória ou recordação da noite anterior ou de ter ingerido álcool em excesso;
- Se utiliza subterfúgios para esconder a bebida alcoólica, como usar garrafas ou embalagens de bebidas não alcoólicas ou esconder as garrafas para que ninguém à volta perceba;
- Se se irrita e se torna agressivo verbalmente, com declarações de rejeição da dependência da bebida ou mesmo que deixou de beber de uma vez por todas;
- Se tem medos, comportamentos obsessivos, sentimentos de perseguição contra si próprio ou ciúmes em relação ao cônjuge;
- Se sente cansaço, insónias, disfunções sexuais, depressão, ansiedade;
- Se ocorrem fracturas, quedas, queimaduras no corpo ou mesmo convulsões sem causa aparente. 

Diagnóstico e tratamento
Um dos benefícios de ser feita a detecção precoce deste grave problema é o facto de os indivíduos que não são dependentes do álcool poderem parar ou reduzir os seus consumos de álcool com adequada intervenção, a qual deverá ser feita pelo seu médico assistente.

Após avaliação clínica do indivíduo pelo médico assistente ou de família, será orientado para uma consulta de alcoologia. Há doentes que, quando são avaliados, têm dificuldade em relatar os sintomas físicos e psicológicos, porque sofrem já de défice de memória e não conseguem recordar-se de tudo o que fizeram, ou têm negação para a doença. Quando o indivíduo admite o problema ligado ao álcool é, normalmente, sinal de melhor adesão ao tratamento.

O tipo e a duração do tratamento variam em função do grau de dependência e do estado de saúde geral do doente. No entanto, quanto mais cedo o problema do alcoolismo for diagnosticado, maiores são as probabilidades de sucesso do tratamento e da recuperação.

De salientar que como doença crónica que é, a dependência alcoólica não tem cura. A única forma de estar controlado é a manutenção da abstinência. Um alcoólico pode manter-se sóbrio por um longo período de tempo, mas isso não significa necessariamente que esteja curado. O risco de recaída mantém-se.

Habitualmente, o tratamento engloba o uso de medicação, sobretudo na fase aguda de abstinência, e apoio para manutenção dessa abstinência, com vigilância médica, podendo incluir medicamentos que reduzem a vontade de beber, e também psicoterapias estruturadas individuais ou em grupo, movimentos de auto-ajuda e de antigos bebedores que desempenham um papel fundamental no tratamento e na recuperação dos pacientes com sintomas de dependência do álcool.

Há medicamentos para tratar o alcoolismo que são normalmente usados durante os primeiros dias da desintoxicação e que se destinam a ajudar o doente a passar a fase aguda da abstinência do álcool e outros que se destinam a ajudar o doente a manter-se sóbrio e a evitar recaídas. 

Principais consequências da dependência do álcool
São várias, e a diferentes níveis, as consequências da dependência alcoólica. Elas diferem consoante a duração da dependência e das quantidades de álcool ingeridas. No entanto, as pessoas com dependência severa do álcool podem padecer de:

- Desnutrição;
- Alterações sanguíneas – ao nível dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas;
- Esofagites;
- Gastrites;
- Úlcera péptica;
- Pancreatite crónica ou crises de pancreatite aguda;
- Esteatose hepática;
- Hepatite alcoólica;
- Cirrose hepática;
- Hipertensão arterial;
- Cardiomiopatia alcoólica;
- Acidentes vasculares cerebrais;
- Alterações endócrinas e metabólicas;
- Alterações músculo-esqueléticas - como a osteoporose;
- Alterações dermatológicas;
- Maior prevalência de tuberculose e de infecções bacterianas;
- Maior prevalência de cancros a nível de todos os órgãos;
- Síndrome de abstinência; 
- Delirium tremens;
- Síndrome de Wernicke;
- Síndrome de Korsakov;
- Demência alcoólica.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Direcção-Geral da Saúde associa-se a campanha mundial
A Organização Mundial da Saúde, através do desafio: “Save Lives: Clean Your Hands global campaign” promove anualmente, no dia 5...

Em 2014, a campanha está centrada na seguinte mensagem: “Papel da higiene das mãos no combate às resistências aos antimicrobianos (RAM)”. Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde, através do Programa de Prevenção e Controlo de Infecção e Resistências aos Antimicrobianos (DGS/PPCIRA) associa-se, como habitualmente, a esta iniciativa, promovendo um evento que se realizará, dia 5 de Maio, no Anfiteatro do Edifício Tomé Pires, no Infarmed, em Lisboa.

Criado em Maio de 1999, o PPCIRA, sob a direcção de José Artur Paiva, é resultado da junção do Programa Nacional de Prevenção e Controlo das Infecções Associadas aos Cuidados de Saúde (PNCI) e do Programa Nacional de Prevenção e Resistência aos Antimicrobianos (PNPRA) constituindo um Programa de Saúde Prioritário. Tem, como objectivo, "reduzir as infecções associadas aos cuidados de saúde, evitáveis, através da implementação de práticas baseadas na evidência".

Semana da Higiene das Mãos

A DGS determinou que, na semana de 5 a 9 de Maio, será comemorada a Semana da Higiene das Mãos, alertando-se para as "precauções básicas e resistências aos antimicrobianos". Assim, solicitou a todas as unidades de saúde a promoção interna de iniciativas, sugerindo os seguintes temas a serem desenvolvidos durante essa semana:

- Avaliação do nível de limpeza das superfícies de contacto frequente

- Apresentação dos resultados de auditorias às Precauções Básicas

- Apresentação de resultados de estudos de prevalência, propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS para realização em Março e Abril de 2014 (profilaxia antibiótica cirúrgica e microrganismos multirresistentes)

- Apresentação de resultados de auditorias à adesão dos profissionais à higiene das mãos

Para o efeito, é referido em comunicado, que a “DGS/PPCIRA disponibiliza diversos materiais de suporte, traduzidos para a Língua Portuguesa e que as Unidades de Saúde podem utilizar nas acções internas de sensibilização de profissionais de saúde, doentes e visitantes, para estas problemáticas, relevantes para a segurança dos cuidados”.

O mesmo documento refere que a DGS/PPCIRA “convidou todos os hospitais públicos e privados a participar em dois estudos de prevalência propostos pela OMS (profilaxia antibiótica cirúrgica e microrganismos multirresistentes mais relevantes), tendo havido uma boa adesão dos hospitais pelo que, é de louvar o empenho e dedicação quer dos Gestores, quer dos Profissionais de Saúde”.

15 de Abril - Dia Mundial da Doença de Pompe
Por ocasião do Dia Mundial da Doença de Pompe que se celebra amanhã, a Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares,...

A doença de Pompe é uma Doença neuromuscular rara, debilitante e progressiva, cujas manifestações clínicas são extremamente variáveis e podem ocorrer, quer durante a infância, quer na idade adulta.

A forma infantil é, normalmente, mais grave. A forma juvenil, tardia ou adulta, tem uma progressão mais lenta mas é de difícil diagnóstico, pois os sintomas são idênticos aos de muitas outras doenças. Os sintomas podem manifestar-se desde o nascimento e caracterizam-se pelo enfraquecimento muscular proximal nos braços e pernas e falta de ar provocada por fraqueza dos músculos respiratórios; Nos bebés afectados, pode ocorrer um aumento do volume cardíaco, o que pode conduzir ao aparecimento de outros problemas associados.

Na idade adulta e na maioria dos casos, os doentes apresentam um quadro sintomatológico que pode envolver enfraquecimento muscular nos braços e pernas, dificultando a sua marcha. Os músculos utilizados na respiração são também afectados o que impede a normal função respiratória.

Tal como ilustra o Dr. Joaquim Brites, presidente da Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares (APN), “a doença de Pompe é uma doença genética e progressiva que provoca falta de força muscular, necessitando os doentes a quem foi diagnosticada, de apoios e/ou ajudas técnicas, como por exemplo o recurso, por vezes, a uma cadeira de rodas. É fundamental ter em conta estes e outros sintomas para avançar com um diagnóstico ainda numa fase inicial para que a terapêutica seja mais eficaz.”.

Sendo uma doença lisossomal de sobrecarga de origem genética, o diagnóstico pode ser feito através de uma análise ao sangue na qual se procuram mutações do gene GAA. Hoje em dia é possível rastrear a doença com um método em tudo semelhante ao teste do pezinho, que consiste na recolha de gotas de sangue para papel de filtro - teste em gota de sangue seca (DBS, dry blood spot).

O tratamento da doença é feito através da terapêutica enzimática de substituição (TSE), disponível em Portugal desde 2006.

Segundo João Martins, neurologista do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, “o envolvimento sistémico que esta doença condiciona implica um acompanhamento médico multidisciplinar. Até à introdução da terapêutica enzimática de substituição (TES), o tratamento consistia no controlo sintomático, ou seja tratávamos os sintomas isoladamente, a introdução da TSE trouxe uma mudança de paradigma ao actuar directamente sobre a doença através da substituição da enzima deficitária. Importa, no entanto, salientar um aspecto muito importante: esse efeito terapêutico para este medicamento é tanto maior quanto mais prematuramente for diagnosticada a doença, preferencialmente em estádios ligeiros do envolvimento clínico, para se obter uma maior e sustentada resposta terapêutica. Para isso, é essencial que a doença seja conhecida pela população geral e reconhecida precocemente pelos médicos”. 

Resultados do Great Place to Work® Institute
A Grünenthal, empresa especialista no tratamento da dor, é a 9.ª melhor empresa para se trabalhar em Portugal na categoria de...

“Esta distinção só foi possível graças a uma excelente equipa, focada, motivada e empenhada em melhorar a qualidade de vida dos doentes com dor em Portugal. Estamos orgulhosos por este reconhecimento da nossa dedicação diária e investimento contínuo para que a Grünenthal seja a melhor empresa para trabalhar, em Portugal, refere Norberto Villarrasa, Country Manager da Grünenthal Portugal.

A Grünenthal esteve também entre as quatro finalistas na categoria de melhores empresas para trabalhadoras – equipas que se destacam por terem um mínimo de 25% de presença feminina e percentagem significativa de mulheres em cargos de chefia.

A Grünenthal é uma empresa farmacêutica que aposta fortemente na inovação. Iniciou a sua actividade em Portugal em 1990 e, desde então, tem vindo a intensificar a sua internacionalização.

A lista das empresas vencedoras é o resultado de um estudo anual elaborado pelo Great Place to Work® Institute que elege as Melhores Empresas Para Trabalhar em Portugal desde 2000. O Instituto conta com mais de 20 anos de experiência, presença em 41 países e tem como objectivo destacar as melhores práticas de gestão de pessoas e os melhores ambientes de trabalho.

Great Place to Work Institute
AbbVie distinguida como a 2ª Melhor Empresa para Trabalhar na categoria entre 100 e 250 colaboradores.

Foram conhecidos ao final do dia de 10 de Abril, os resultados de 2014 do Great Place to Work Institute, nos quais a AbbVie foi distinguida como a 2ª Melhor Empresa para trabalhar na categoria entre 100 e 250 colaboradores.

A AbbVie, biofarmarcêutica com 120 colaboradores criada em Janeiro de 2013, alcançou este resultado no seu primeiro ano de existência, perante uma lista que contou com mais de 6.000 candidatos.

De acordo com Eduardo Leiva, Director Geral da AbbVie, “este prémio significa muito para nós. Durante o primeiro ano da nossa existência enquanto companhia, fizemos um grande esforço para definir os nossos valores e para formar a nossa cultura. Neste momento sabemos que tivemos sucesso: os nossos colaboradores vivem e valorizam a nossa cultura”.

Acerca da AbbVie
A AbbVie é uma empresa biofarmacêutica global, orientada para a investigação, formada em 2013 na sequência da separação dos Laboratórios Abbott. A missão da empresa é fazer uso da sua experiência, da dedicação dos seus colaboradores e da sua abordagem única à inovação para desenvolver e comercializar terapêuticas avançadas que respondam a algumas das doenças mais complexas e graves a nível mundial. A AbbVie emprega cerca de 25 mil pessoas em todo o mundo, comercializando medicamentos em mais de 170 países. Para mais informações acerca da empresa e dos seus colaboradores, portefólio e compromissos, consulte www.abbvie.com. Siga a empresa em @abbvie no Twitter, ou consulte as oportunidades de carreira na nossa página do Facebook ou LinkedIn.

Ministério Público investiga
“Esquemas” mais ou menos imaginativos têm lesado os cofres do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social.

Segundo dados da Procuradoria-geral da República, entre 2009 e 2013, foram investigados mais de 650 casos. Os dois ministérios concertaram esforços com a Polícia Judiciária no combate à fraude. Sete gravidezes consecutivas de gémeos; uma assinatura falsa para receber durante anos a pensão da prima falecida; três bilhetes de identidade para receber três vezes o Rendimento Social de Inserção (RSI); empresas fantasmas criadas apenas para receber o subsídio de desemprego; falsificação de receitas médicas; esquemas de compras e vendas fictícias de medicamentos. Tudo serve para tentar enganar o Estado. De acordo com dados fornecidos pela Procuradoria-geral da República ao DN, entre 2009 e 2013 foram investigados mais de 650 casos de fraude à Segurança Social e ao SNS.

Como muitos dos processos estão em investigação, o montante em que o Estado foi lesado ainda não está apurado, mas, só na área da saúde, o ministério liderado por Paulo Macedo contabiliza 225 milhões de euros em três anos. A este valor, o Ministério da Justiça junta cinco milhões na área Social - referentes a apenas 10 processos -, mas reconhece que a burla “será substancialmente superior” pois muitas destas investigações estão ainda “em estado relativamente embrionário”.

Conselho de Ética e Deontologia da Ordem dos Médicos defende
Um médico não pode emitir uma segunda opinião sem ter um contacto directo e personalizado com o doente, defende o Conselho de...

O parecer foi feito depois de uma empresa ter convidado, por e-mail, vários médicos a elaborar segundas opiniões através de uma plataforma digital. “Um médico não pode dar um parecer sem ver o doente”, contesta o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, citado pelo jornal Público.

A empresa oferecia aos médicos 3,5 euros por cada relatório realizado no âmbito desta tarefa. No e-mail em que formulava o convite a empresa explicava que o objectivo era desenvolver “um novo projecto na área da saúde” designado “Segunda Opinião Médica”, que permitiria ao “utente pedir uma segunda opinião para além do diagnóstico inicial”.

Sem acesso ao primeiro diagnóstico, o médico seria obrigado a formular uma segunda opinião “com base nos sintomas apresentados e exames já realizados” ou pedir “a realização de novos exames, caso verifique a necessidade dos mesmos”.

O acesso ao processo do doente era assegurado através de uma plataforma digital. “Sempre que existirem casos para analisar é enviada uma sms / e-mail para que o médico possa ter conhecimento”, especificava a empresa, que estipulava um prazo máximo de 72 horas para a realização de cada relatório.

Tudo se processaria online, segundo a proposta: “ Os exames são recebidos via DHL ou via plataforma” e os relatórios “são realizados na respectiva plataforma”.

O projecto foi lançado no final do ano passado, mas, depois de vários médicos se terem queixado à OM, acabou por ser “descontinuado”, segundo informou a empresa. A Sucesso 24 explicou à OM que apenas se envolveu no projecto “segunda opinião médica” como “resposta a uma solicitação” para “prestar serviços de recrutamento de profissionais de saúde a fim de serem contratados por uma empresa terceira” e remete para o endereço www.segundaopinaomedica.com. Porém, o endereço está desconectado.

Depois de ter conhecimento de que o seu nome estaria a ser utilizado “para um fim ética e deontologicamente reprovável”, a Sucesso 24 garante ter cessado de imediato toda e qualquer relação comercial com a dita empresa.

Mas o órgão que aprecia as questões deontológicas na OM pronunciou-se sobre esta matéria e o parecer “serve de jurisprudência”, sustenta o bastonário.

O direito ao pedido de uma segunda opinião está contemplado no Código Deontológico, aliás, o médico até deve encorajar o doente a fazê-lo, caso entenda que é útil ou que é essa a vontade, começam por acentuar os responsáveis do Conselho Deontológico no parecer agora divulgado.

Mas o projecto em causa, ao definir que “o médico não tem acesso ao diagnóstico inicial”, viola o Código Deontológico, uma vez que impede que sejam fornecidos todos os elementos relevantes que possam ser utilizados por outros médicos, argumentam. Este projecto “impossibilita, por definição, o contacto directo e personalizado entre o médico e o doente, impedindo, assim, a realização de actos médicos de acordo com o estado da arte, como é sempre exigível para estabelecer um diagnóstico”, sintetizam.

A OM começou a investigar a situação por ter recebido “ várias denúncias” de profissionais que foram contactados por e-mail pela empresa.

“O pedido de uma segunda opinião médica é um direito dos doentes, mas o que está aqui em questão é o facto de não haver um exame físico, o contrário do que deve ser a medicina”, explicou Miguel Guimarães, presidente da Secção Regional do Norte da instituição.

O Conselho Deontológico da OM recomenda agora ao Conselho Nacional Executivo da OM que alerte todos os médicos que serão sancionados disciplinarmente se aderirem a este tipo de propostas, por” violação grosseira do Código Deontológico”.

Investigadores da Universidade de Coimbra
Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveram um estudo que, além de ajudar a tornar “o diagnóstico da doença de...

Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) “mostrou, pela primeira vez, a localização sub-celular (zona da célula) da proteína precursora da beta-amilóide (APP) que origina a proteína tóxica envolvida no surgimento da doença de Alzheimer”, afirma uma nota da instituição.

Ao mapearam a proteína APP, para identificarem a sua “distribuição em diferentes regiões das sinapses (ligações entre os terminais nervosos responsáveis pela transmissão de informação de um neurónio para outro) e nos diferentes tipos de neurónios”, os especialistas descobriram que “a APP está enriquecida na região pré-sináptica activa (zona da sinapse onde são libertados os neurónios transmissores) e nos neurónios glutamatérgicos”.

Os neurónios glutamatérgicos são responsáveis pela “libertação de glutamato”, que garante “a 'ligação' do sistema nervoso”, isto é, assegura que “os neurónios comuniquem entre si”, salienta na mesma nota.

Com esta descoberta, “finalmente percebe-se porque é que na fase inicial da doença ocorre a perda da conexão entre neurónios (sinapses) e a degeneração dos neurónios glutamatérgicos é a mais acentuada”, sublinha Paula Agostinho, investigadora do CNC da UC e autora responsável pelo artigo científico sobre esta investigação, que será publicado no Journal of Alzheimer's Disease, em Maio.

Os resultados do estudo, realizado em modelos animais (ratos), ao longo dos últimos três anos, “além de ajudarem a tornar o diagnóstico da doença de Alzheimer mais claro, permitem desenvolver fármacos mais eficazes na fase inicial da doença, evitando a clivagem da APP (proteína precursora) para impedir a formação da proteína tóxica (beta-amilóide) e direccionar as terapias para o sistema glutamatérgico”, sustenta Paula Agostinho.

Ao descobrir as zonas onde a APP se encontra enriquecida, os investigadores conseguiram responder a questões como “porque é que na doença de Alzheimer existem zonas do cérebro que são particularmente vulneráveis, nomeadamente o hipocampo e o córtex entorinal” e “porque é que uns neurónios são mais afectados do que outros”, sintetiza a investigadora do CNC da UC.

EUA
Um novo par de óculos, desenvolvido nos EUA, permite que cirurgiões identifiquem células cancerígenas e consigam distingui-las...

A tecnologia foi desenvolvida por Samuel Achilefu, que trabalha em novos métodos para visualizar e detectar doenças. O novo par de óculos permite que cirurgiões identifiquem células cancerígenas e consigam distingui-las de um tecido saudável. Vistas através dos óculos especiais, as células cancerígenas, projectadas no campo de visão do cirurgião criando uma realidade aumentada, brilham em cor azulada.

Até ao momento, essa tecnologia foi usada em cirurgias de cancro da pele e cancro da mama. Os cirurgiões dizem que os óculos poderão ser usados para detectar outros tipos de cancro com maior precisão.

Os testes clínicos ainda estão no início, mas os cirurgiões acreditam que a tecnologia possa vir a ser uma nova arma importante na luta contra o cancro.

Instituição organiza
O Centro Social Infantil de Aguada de Baixo, uma instituição que trabalha com crianças até aos 10 anos, vai organizar o...

No âmbito do Projecto Fora de Portas, criado em 2012 e que consiste no desenvolvimento de uma abordagem pedagógica valorizadora dos espaços exteriores, enquanto contextos importantes para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças, o Centro Social Infantil de Aguada de Baixo (CENSI) organiza o seminário “Fora de Portas: Saúde, Desenvolvimento e Bem-estar da Criança nos Espaços Exteriores” nos dias 31 de Maio e 1 de Junho, no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda.

O seminário tem como principais destinatários os profissionais da área da educação, saúde, arquitectura, autarquias, pais, estudantes, entre outros.

Reconhecendo as rápidas e acentuadas mudanças trazidas pelo século XXI, como a expansão dos jogos electrónicos, que conduzem a uma progressiva extinção do brincar na rua e à ocupação do tempo livre da criança através de actividades estruturadas, circunscritas a espaços fechados e controladas pelos adultos, o Projecto Fora de Portas pretende reconhecer a importância do brincar livre, na natureza, para o crescimento saudável e harmonioso das crianças.

Neste sentido, a equipa do CENSI, na sua acção educativa, procura valorizar e pensar o espaço exterior com o mesmo rigor que o interior, considerando-se que as experiências vividas ao ar livre permitem adquirir e mobilizar competências importantes relacionadas com dimensões cognitivas, sociais, emocionais e motoras, bem como adquirir hábitos de vida saudáveis e atitudes de respeito e valorização pelo ambiente.

Defende a existência de um código de conduta
O presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida defende um código de conduta para todos os trabalhadores de...

“Trabalhar num hospital ou num centro de saúde - e o ministro da Saúde está atento e em breve deverá sair um conjunto de regras sobre isso - não é a mesma coisa que trabalhar num stand de automóveis ou numa fábrica de bolachas”, disse Miguel Oliveira da Silva, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV).

O mesmo responsável revelou que este organismo vai em breve pronunciar-se sobre o assunto, defendendo, em termos pessoais, a existência de um código de conduta para quem trabalha nas instituições de doente, mesmo onde não há doentes.

Miguel Oliveira da Silva adiantou que há organismos de saúde - como o Infarmed, as administrações regionais de saúde, a Direção Geral da Saúde ou a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde - que, apesar de não terem doentes, têm acesso a informação clínica.

“Os problemas éticos não se colocam só com médicos, enfermeiros e farmacêuticos, até porque esses têm, e vão continuar a ter, um código deontológico, mas sim com todas as pessoas que trabalham num hospital”, disse.

Miguel Oliveira da Silva, ginecologista e obstetra no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, dá o exemplo dos informáticos que muitas vezes têm de “entrar” no sistema para resolver dificuldades de comunicação, que lhes permite ter acesso à informação sobre a doente que está a ser seguida, como se já fez um aborto ou se planeou a gravidez.

“Qualquer pessoa que trabalhe num hospital ou num centro de saúde pode ter acesso a dados sobre o doente e está obrigado a segredos de confidencialidade, desde logo sobre a pessoa do doente”, adiantou.

Para o presidente do CNECV, esse código deve abranger todos os trabalhadores na área, “do informático ao carpinteiro, passando pelo canalizador”. 

ARS Norte
A ARS Norte esclareceu que a portaria que classifica os hospitais e lhes retira algumas valências médicas em função da sua...

A portaria 82/14, publicada em Diário da República na quinta-feira [10 de Abril], categoriza os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em grupos de I a IV, hierarquizando as unidades de acordo com a natureza das suas responsabilidades e as valências exercidas.

No norte, excluindo os centros hospitalares de São João e de Santo António, no Porto, assim como as unidades especializadas, os hospitais perdem as valências de farmacologia clínica, genética médica, cardiologia pediátrica, cirurgia cardiotorácica e cirurgia pediátrica.

Algumas unidades hospitalares (classificadas no grupo I) perdem ainda, além destas, uma série de outras valências. A este propósito, e de algumas reacções a este diploma, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte esclareceu, em comunicado, que a portaria em causa “constitui um documento norteador da organização hospitalar em curso, a ser complementado com outros diplomas em produção normativa”.

“Nesses termos, não representa um impacto directo, nem imediato no perfil assistencial das unidades da região Norte. Esse perfil será definido nos respectivos planos estratégicos das unidades, os quais se encontram em fase de conclusão”, acrescenta.

A ARS Norte refere ainda que os termos da portaria prevêem mecanismos adequados a considerar a especificidade de cada unidade hospitalar, isto sem prejuízo de se poderem propor ainda medidas de ajustamento.

Após ter sido conhecido o teor da portaria, as reacções não se fizeram esperar e a Ordem dos Médicos acusou o Ministério da Saúde de amadorismo, ao querer fazer uma “profunda reforma hospitalar” por despacho, sem um estudo prévio fundamentado e sem avaliar as consequências.

UNICEF alerta
Cerca de 250 mil crianças estão em risco de sofrer de desnutrição grave e 50 mil poderão morrer até ao final do ano, no Sudão...

O actual conflito agravou a insegurança alimentar que o país já vinha a sofrer desde a sua independência em 2011, refere em comunicado a UNICEF, advertindo que se não forem tomadas medidas rapidamente 50 mil crianças menores de cinco anos poderão morrer de fome.

A agência das Nações Unidas estima em 3,7 milhões, incluindo 740 mil crianças, o número de sul-sudaneses mais ameaçados pela insegurança alimentar.

Em que consiste
O aumento do volume de Líquor Cefalorraquidiano nos ventrículos laterais denominada de hidrocefalia,
Hidrocefalia

O tratamento, na maioria dos casos, é cirúrgico com a colocação de um shunt que tem como função drenar o Líquor Cefalorraquidiano (LCR) excedente dos ventrículos para o peritoneu da própria criança (derivação ventriculo-peritoneal ou Shunt VP). Consiste numa intervenção cirúrgica na qual se remove o obstáculo que está a impedir a circulação do LCR e/ou na colocação de um shunt. O shunt é uma válvula conectada a um tubo de plástico que vai permitir a drenagem do LCR excedente da cabeça para o peritoneu (cavidade abdominal).

Esta válvula é colocada na cabeça nos ventrículos cerebrais e controla a pressão dentro do cérebro deixando sair o LCR acumulado e está ligada a um tubo que vai por baixo da pele até ao peritoneu.

Complicações do Shunt
Durante o período pós-operatório, é muito importante para proteger a sutura, evitar que a criança posicione a cabeça para o lado onde está inserida a válvula. Exames complementares de diagnóstico como ecografia transfontanelar e Tomografia Axial Computorizada (TAC) craneoencefálica, são utilizados para avaliar a evolução/regressão da hidrocefalia. Todavia, a avaliação frequente do perímetro cefálico e observação clínica da criança de sinais e sintomas sugestivos de hipertensão ou hipotensão intracraneana são fundamentais.

Idealmente, a Válvula ventriculo-peritoneal deve permitir uma drenagem controlada e sistemática, por isso o crescimento da cabeça da criança acontece de acordo com o seu desenvolvimento. Uma ligeira a moderada hidrocefalia ou dilatação ventricular pode persistir no entanto importa avaliar a sua evolução e se há sinais de comprometimento neurológico. Actualmente os sistemas de derivação ventriculo-peritoneal (DVP) têm sido desenhados para responder a uma enorme panóplia de alterações de pressão intracraneana, tal como alterações posturais, situações de tosse, esforço físico. Estes mecanismos vão automaticamente variar a resistência da DVP o que regula a saída de LCR drenado, prevenido a dilatação ou colapso dos ventrículos.

Como qualquer mecanismo artificial colocado no organismo de uma pessoa, podem existir complicações no pós-operatório. As principais complicações de um Shunt VP são infecções ou o seu mau funcionamento. Todos os shunts estão sujeitos a dificuldades mecânicas como torção, obstrução, separação ou migração do tubo. O mau funcionamento está muitas vezes associado a obstrução mecânica no interior dos ventrículos, por tecido ou exsudado, por trombose extremidade distal do tubo ou deslocamento deste devido ao crescimento da própria criança. Quando uma destas complicações ocorre a situação é de emergência e as manifestações clínicas directamente associadas são aumento da pressão intracraniana (PIC) acompanhado de alterações neurocomportamentais, como o estado de consciência.

Alguns sinais e sintomas de Hipertensão Intracraneana:

  • Cefaleias;
  • Letargia;
  • Náuseas;
  • Síndroma de Foster Kennedy - atrofia óptica primária de um olho e edema papilar do outro olho;
  • Irritabilidade.

A infecção do shunt, pode ocorrer a qualquer momento, mas o período de maior risco é durante os dois primeiros meses. A infecção pode resultar em sepsis por, infecção da ferida operatória, meningite, encefalite e ventriculite. Estas últimas complicações são as mais preocupantes uma vez que qualquer afecção do SNC pode provocar alterações no desenvolvimento cognitivo da criança. O tratamento da infecção passa por administração de elevadas doses de antibióticos EV.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Órgãos dos sentidos
O ouvido, órgão responsável pela audição e pela manutenção do equilíbrio, é composto por diferentes
Audição

No homem, o órgão divide-se em três partes: ouvido externo, médio e interno.

Morfologia e fisiologia do ouvido humano
Nos seres humanos, o ouvido externo actua como receptor das ondas sonoras, dividindo-se em pavilhão auditivo ou orelha e canal auditivo. Ao contrário de alguns animais que possuem a capacidade de orientar livremente o pavilhão auditivo para captar com maior facilidade a fonte sonora, a orelha humana é imóvel.

O pavilhão auditivo é recoberto por uma estrutura cartilaginosa, à excepção do extremo inferior do lóbulo, que se apresenta carnoso e pendular. O rebordo externo, ou hélice da orelha, circunda uma segunda dobra interna, ou antélice, a qual, por sua vez, delimita a concha do canal auditivo. Na concha existem duas saliências, que constituem o extremo da antélice. O canal auditivo, delimitado por uma estrutura fibrocartilaginosa, apresenta pêlos e glândulas ceruminosas, que produzem o cerume ou cera, substância que protege o acesso ao ouvido médio.

Várias cavidades ligadas entre si, que constituem a denominada caixa do tímpano, formam o ouvido médio. Este encontra-se limitado exteriormente pelo tímpano, membrana sensível que transmite as vibrações sonoras aos ossos do ouvido. O primeiro desses ossos, o martelo, está fixado à membrana timpânica, seguido da bigorna e do estribo, comunicando-se este último com a chamada janela oval, que marca a transição para o ouvido interno. A vibração desses minúsculos ossos, fixados à parede da cavidade auditiva por meio de pequenos ligamentos, reduz a amplitude das ondas sonoras que os atingem, ao mesmo tempo em que lhes amplificam a intensidade. Esse sistema é fundamental para que as ondas que se propagam nesse meio possam passar ao meio líquido do ouvido interno.

A pressão do ar sobre ambos os lados do tímpano deve ser equivalente à atmosférica para que a transmissão dos sons seja adequada. Esse equilíbrio é alcançado pela trompa de Eustáquio, canal que liga o ouvido médio à garganta. O ar contido na cavidade auditiva é absorvido pela mucosa que a recobre, sendo substituído pelo que penetra na trompa com a deglutição da saliva.

O ouvido interno, também denominado de labirinto, devido à sua complexidade estrutural, consta basicamente de um conjunto de cavidades situadas na região mastóidea do osso temporal do crânio, as quais se encontram cheias de um líquido denominado perilinfa; e de um grupo de membranas internas, em cujo interior flui a chamada endolinfa. Assim, estabelece-se uma diferença entre o labirinto ósseo e o membranoso. A estrutura óssea é formada por três cavidades: o vestíbulo, em contacto com o ouvido médio por meio da janela oval; a cóclea ou caracol, orgânulo disposto em espiral em torno de um eixo cônico; e os três canais semicirculares, ligados ao vestíbulo por cinco aberturas.

Aos orgânulos ósseos correspondem várias partes membranosas do labirinto. Assim, ao vestíbulo correspondem dois divertículos membranosos, o utrículo e o sáculo, enquanto os canais semicirculares apresentam os condutos homónimos como equivalente membranoso. É nessas minúsculas estruturas que se localizam as células responsáveis pelo equilíbrio, as quais contêm os chamados estatolitos e otólitos, corpúsculos reguladores dessa função.

Na cóclea óssea está situado o canal coclear, sede do órgão de Corti. Este é o sistema terminal acústico e compreende os bastonetes de Corti, as células auditivas e seus correspondentes elementos de apoio. No seu interior realiza-se a transformação das vibrações sonoras em impulsos nervosos que, transmitidos ao nervo acústico, passam ao cérebro.

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Como afectam o corpo humano
Certas infecções causam modificações no corpo humano, seja no sangue, no coração, nos pulmões, no cé
Infecções

A presença de uma infecção provoca, habitualmente, sintomas diversos dependendo do tipo e da gravidade da infecção. São vários os agentes causadores das infecções, logo também são diferentes as alterações, seja ao nível dos sinais/sintomas, seja ao nível do órgão afectado.

Alterações no sangue:
Como parte das defesas do organismo contra a infecção, a quantidade de glóbulos brancos costuma aumentar. Esse aumento pode verificar-se em poucas horas, em grande medida pela libertação de glóbulos brancos armazenados na medula óssea. O primeiro a aumentar é o número de neutrófilos e, se a infecção persistir, aumentam os monócitos, sendo ambos duas variedades de glóbulos brancos. Os eosinófilos também o são e aumentam nas reacções alérgicas e nas infecções parasitárias; não o fazem habitualmente nas infecções bacterianas.

Certas infecções, como a febre tifóide, fazem diminuir o número de glóbulos brancos. Essa diminuição pode verificar-se porque a infecção é tão importante que a medula óssea é incapaz de fabricar glóbulos brancos com suficiente rapidez para que substituam os leucócitos perdidos na luta contra a invasão.

A anemia pode ser o resultado de uma hemorragia, por causa da infecção, dever-se à destruição dos glóbulos vermelhos ou então resultar da depressão da medula óssea. A infecção grave pode provocar uma coagulação disseminada em todos os vasos sanguíneos, o que é conhecido por coagulação vascular disseminada. A melhor maneira de inverter essa situação é tratar da doença de base, neste caso a infecção.

Uma baixa nos valores das plaquetas do sangue sem nenhuma outra alteração pode também indiciar uma infecção subjacente.

Alterações no coração, nos pulmões e no cérebro:
As alterações cardíacas possíveis de ocorrer durante uma infecção consistem numa aceleração do ritmo cardíaco e num aumento ou diminuição do volume de sangue expelido em cada contracção (débito cardíaco).

Embora no decurso das infecções, habitualmente, o ritmo cardíaco aumente, algumas, como a febre tifóide, fazem com que o pulso seja mais lento do que se poderia esperar dada a gravidade da febre. A tensão arterial pode baixar. Numa infecção grave, a dilatação dos vasos sanguíneos pode derivar de uma forte queda da tensão arterial (choque séptico).

A infecção e a febre costumam fazer com que se respire mais rapidamente - aumento da frequência respiratória. A rigidez pulmonar aumenta e isso pode interferir na respiração e levar a uma doença conhecida como a síndroma da insuficiência respiratória aguda. Os músculos respiratórios do tórax também se podem cansar.

As infecções graves podem igualmente provocar anomalias na função cerebral, quer um microrganismo invada o cérebro de forma directa, ou não. As pessoas de idade avançadas são particularmente propensas a sofrer estados de confusão. A febre muito elevada pode provocar convulsões.

Alterações renais, hepáticas e intestinais:
As alterações renais podem ir desde uma ligeira perda de proteínas através da urina até uma insuficiência renal aguda. Podem ser provocadas pelo enfraquecimento do coração, pela queda da tensão arterial ou pelo efeito directo dos microrganismos sobre o rim.

Muitas infecções podem alterar a função hepática, mesmo quando os microrganismos não atacam directamente o fígado. Um problema frequente é a icterícia causada por uma acumulação de bílis (icterícia colestática). A icterícia é um sinal preocupante quando se instala a partir de uma infecção.

Uma infecção grave pode provocar úlceras de stress na parte mais alta do intestino, podendo originar uma hemorragia. Em geral só se verifica uma perda de sangue diminuta, mas numa pequena percentagem de indivíduos a hemorragia pode ser grave.

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Bristol-Myers Squibb Presents Phase III Data
Results of the HALLMARK-Dual study include data among genotype 1b cirrhotic and non-cirrhotic, treatment-naïve, non-responder,...

Bristol-Myers Squibb Company (NYSE: BMY) today announced Phase III results from the global HALLMARK-Dual study investigating the all-oral, interferon- and ribavirin-free regimen of daclatasvir (DCV), a NS5A inhibitor, and asunaprevir (ASV), a NS3 inhibitor, among genotype 1b hepatitis C virus (HCV) infected patients. Results showed that the 24-week regimen achieved an overall sustained virologic response (a functional cure) 12 weeks after the end of treatment (SVR12) among treatment-naïve (90%), peginterferon/ribavirin non-responder (82%), and peginterferon/ribavirin ineligible/intolerant (82%) patients, including cirrhotic and non-cirrhotic patients (84% and 85%).[1] In the study the DCV+ASV regimen was generally well tolerated.[2] These data will be presented this week at the 49th annual meeting of the European Association for the Study of the Liver (EASL) The International Liver CongressTM in London, April 9-13.

Globally, there are 170 million people infected with HCV, with genotype 1 being the most prevalent. There are 9 million people infected in Europe, where there is a high prevalence of HCV genotype 1b.[3],[4]

“Not only was the daclatasvir and asunaprevir regimen highly effective among study participants, it was also very well tolerated, even among sicker patients with more advanced liver disease and higher unmet needs,” said lead study investigator Professor Michael P. Manns, director of the Department of Gastroenterology, Hepatology and Endocrinology at Hannover Medical School, Germany. “Despite a rapidly evolving HCV treatment paradigm, physicians and patients remain in need of new all-oral, interferon- and ribavirin-free regimens that have the potential to achieve virologic cure across a broad range of patients, including those with advanced liver disease and cirrhosis.”

These data were part of the company’s recent DCV and ASV new drug application (NDA) submissions to the U.S. Food and Drug Administration (FDA), and helped support the validated marketing authorization application to the European Medicines Agency for the use of DCV in combination with other agents for the treatment of adults with HCV with compensated liver disease, including genotypes 1, 2, 3, and 4. These data are comparable to a similar Phase III study of this regimen in Japanese patients, which led to the submission of a New Drug Application with Japan’s Pharmaceutical and Medical Devices Agency.[5]

“Daclatasvir has unique scientific characteristics that support ongoing research for its use in multiple all-oral HCV regimens,” said Brian Daniels, MD, senior vice president, Global Development and Medical Affairs, Research and Development, Bristol-Myers Squibb. “In addition to the HALLMARK-Dual study, we are pleased to be presenting data at EASL on our investigational 3DAA fixed-dose-combination, as well as daclatasvir in combination with other HCV compounds.”

Study Design and Results[6]

This Phase III multinational clinical trial involved 116 sites in 18 countries, including countries that have a high prevalence of genotype 1b such as Korea and Taiwan. In the study, treatment-naïve patients (n=205) received DCV 60 mg once daily plus ASV 100 mg twice daily for 12 weeks, and 102 patients received matching placebo for 12 weeks. The DCV+ASV treatment-naïve group continued treatment through week 24; placebo recipients entered another DCV+ASV study. The peginterferon/ribavirin-ineligible/intolerant (n=235) and non-responder patients (n=205) received the same doses of DCV and ASV for 24 weeks. The primary endpoint was the percentage of patients with a sustained virologic response at 12 weeks after the end of treatment (SVR12).

Virologic Response

  • 90% of treatment-naïve patients achieved SVR12
  • 82% of patients with prior null or partial response to peginterferon/ribavirin (non-responders) achieved SVR12
  • 82% of peginterferon/ribavirin ineligible/intolerant patients achieved SVR12
    • Among peginterferon/ribavirin ineligible/intolerant patients, SVR12 was achieved by patients with anemia/neutropenia (91%); depression (80%) and compensated advanced fibrosis/cirrhosis with thrombocytopenia (73%).

Results among Cirrhotic Patients treated with DCV+ASV

  • At baseline, 33 treatment-naïve, 63 non-responders, and 111 ineligible/intolerant patients had cirrhosis. Cirrhotic patients made up ~32% of the study population.
  • SVR rates were similar in cirrhotic (84%) and non-cirrhotic (85%) patients.

The regimen used in this Phase III study resulted in low rates of discontinuation (1-3%) due to adverse events (AEs). In addition, the rate of serious adverse events (SAEs) was low (5-7%). Headache was the most common AE in the study (24-25%). No deaths occurred, and no clinically meaningful differences were observed in frequencies of SAEs, AEs leading to discontinuation, or grade 3/4 ALT/AST (liver enzymes) elevations in patients with or without cirrhosis. Importantly, all grade 3/4 ALT/AST elevations observed were reversible and resolved off-treatment.

About Hepatitis C

Hepatitis C is a virus that infects the liver and is transmitted through direct contact with infected blood and blood products.[vii] Up to 90 percent of those infected with hepatitis C will not spontaneously clear the virus and will become chronically infected.[viii] According to the World Health Organization, up to 20 percent of people with chronic hepatitis C will develop cirrhosis; of those, up to 25 percent may progress to liver cancer.[ix],[x]

About Bristol-Myers Squibb’s HCV Portfolio

Bristol-Myers Squibb’s research efforts are focused on advancing late-stage compounds to deliver the most value to patients with hepatitis C. At the core of our pipeline is daclatasvir (DCV), an investigational NS5A replication complex inhibitor that has been studied in more than 5,500 patients as part of multiple direct-acting antiviral (DAA) based combination therapies.[xi] DCV has shown a low drug-drug interaction profile, supporting its potential use in multiple treatment regimens and in people with co-morbidities.

Daclatasvir is being investigated in combination with sofosbuvir in high unmet need patients, such as pre- and post-transplant patients, HIV/HCV co-infected patients, and patients with genotype 3, as part of the ongoing Phase III ALLY Program.

In 2014, the U.S. Food and Drug Administration (FDA) granted Bristol-Myers Squibb’s investigational DCV Dual Regimen Breakthrough Therapy Designation for use as a combination therapy in the treatment of genotype 1b HCV infection.

In 2013, Bristol-Myers Squibb’s investigational all-oral 3DAA Regimen (daclatasvir/ asunaprevir/BMS-791325) also received Breakthrough Therapy Designation, which helped to expedite the start of the ongoing Phase III UNITY Program. Study populations include non-cirrhotic naïve, cirrhotic naïve and previously treated patients. The daclatasvir 3DAA regimen is being studied as a fixed-dose-combination treatment with twice daily dosing.

About Bristol-Myers Squibb

Bristol-Myers Squibb is a global biopharmaceutical company whose mission is to discover, develop and deliver innovative medicines that help patients prevail over serious diseases. For more information, please visit http://www.bms.com or follow us on Twitter at http://twitter.com/bmsnews.

Bristol-Myers Squibb Forward Looking Statement

This press release contains "forward-looking statements" as that term is defined in the Private Securities Litigation Reform Act of 1995 regarding the research, development and commercialization of pharmaceutical products. Such forward-looking statements are based on current expectations and involve inherent risks and uncertainties, including factors that could delay, divert or change any of them, and could cause actual outcomes and results to differ materially from current expectations. No forward-looking statement can be guaranteed. Among other risks, there can be no guarantee that clinical trials of these compounds will support regulatory filings, or that DCV or any other compounds mentioned in this release will receive regulatory approval or, if approved, that they will become commercially successful products. Forward-looking statements in this press release should be evaluated together with the many uncertainties that affect Bristol-Myers Squibb's business, particularly those identified in the cautionary factors discussion in Bristol-Myers Squibb's Annual Report on Form 10-K for the year ended December 31, 2013 in our Quarterly Reports on Form 10-Q and our Current Reports on Form 8-K. Bristol-Myers Squibb undertakes no obligation to publicly update any forward-looking statement, whether as a result of new information, future events or otherwise.

Ricardo Baptista Leite assina Carta dos Direitos dos Doentes com Fibrilhação Auricular
Ricardo Baptista Leite, deputado português e membro da Comissão Parlamentar de Saúde assinou, durante o EU Summit on Chronic...

A Associação Bate Bate Coração esteve presente nesta iniciativa inédita, tendo sido representada por Carlos Morais, presidente da associação. “Este documento pretende dar uma voz única, a nível mundial, a todas as pessoas e famílias que já sofreram com a fibrilhação auricular. O nosso objectivo, em termos globais, é conseguir 1,7 milhões de assinaturas em apoio à Carta e entregá-la depois aos decisores de saúde em todos os países do mundo”, afirmou Carlos Morais.

Esta Carta é uma iniciativa inédita a nível mundial, promovida em Portugal pela Associação Bate Bate Coração com o objectivo de sensibilizar a sociedade para a Fibrilhação Auricular, a arritmia crónica mais frequente que afecta cerca de 250.000 Portugueses.

A Carta alerta para a necessidade de promover a acesso ao diagnóstico e tratamento adequado de forma a evitar o Acidente Vascular Cerebral que ocorre em 15 a 20% dos indivíduos afectados por esta arritmia.

Para mais informações sobre a Carta dos Direitos dos Doentes com Fibrilhação Auricular consulte:http://www.signagainststroke.com/pt

Conferência “Droga e Saúde”
Trabalhar em conjunto para minimizar o impacto da crise nos problemas de saúde pública e individuais associados ao uso de...

A APDES, a CASO e o GAT são organizações de referência nas áreas da prevenção, redução de riscos e danos, promoção dos direitos, saúde e participação das pessoas que usam/usaram drogas e do acesso ao diagnóstico precoce e acesso aos tratamentos. Têm advogado por políticas na área das drogas em Portugal cada vez mais abrangentes e ajustadas à realidade do consumo de drogas em Portugal.

O fenómeno do consumo problemático de drogas e das epidemias associadas de VIH e Hepatite C teve, em Portugal, uma dimensão avassaladora nos últimos vinte anos do século passado.

Portugal implementou políticas de droga e saúde baseadas nos princípios humanistas, na evidência científica em intervenções de prevenção, de redução de riscos e danos e acesso aos tratamentos. Estas políticas, reconhecidas e validadas pelos sucessivos governos têm, no essencial, sido mantidas, e permitiram controlar o fenómeno e reduzir a incidência do VIH, bem como alterar padrões de uso precoce e de maior risco.

Por que razão a sociedade civil e a comunidade de pessoas que usam ou usaram drogas estão actualmente preocupadas e manifestam a importância de se encontrar uma nova liderança e consenso político, científico, técnico e social para fazer face aos desafios presentes do uso de drogas e impacto na saúde pública e individual?

À semelhança de outros países europeus, Portugal atravessa um momento difícil em termos económicos e sociais. Os momentos de crise atingem de modo desproporcionado os sectores mais vulneráveis da população e têm um impacto negativo nos:

Padrões de uso de drogas com maior risco, poli-consumos de substâncias lícitas e ilícitas, incluindo o início precoce;

Aumento da prevalência do consumo injectado, no número de recaídas e mortes por overdose, de comportamentos sexuais de risco;

Surtos de doenças transmissíveis (i.e. VIH, hepatite C, tuberculose, etc.) com custos de saúde e de recursos muito elevados.

Historicamente, os momentos de crise social aumentam o risco de movimentos políticos e sociais discriminatórios, populistas e demagógicos, que podem pôr em causa o investimento na área da prevenção, da redução de riscos, do tratamento da dependência e doenças associadas, bem como no âmbito da inclusão social e promoção da cidadania plena.

Considerando:

- Que a implementação de políticas de droga e saúde deve ser baseada na melhor evidência, no acesso universal e respeito pelos direitos humanos e no envolvimento de todos os atores, como reconhecido pela OMS, ONUSIDA, ECDC e OEDT.

- Que a cooperação entre as ONG, a comunidade de pessoas que usam ou usaram drogas e o Estado, quando reforçada, é factor-chave para a promoção da qualidade e da acessibilidade aos serviços, desde a prevenção ao tratamento;

Consideramos que é possível e necessário o consenso político sobre:

Vigilância Epidemiológica - Conhecer para Decidir. Investir na vigilância epidemiológica e risk assessment precoce sobre o uso de drogas e infecções associadas, garantindo a cooperação entre o SICAD, PN VIH/SIDA e Tuberculose e serviços;

Prevenção, Redução de Riscos e Tratamento da Dependência – Intervir para Prevenir. Garantir que são implementadas, de forma eficaz, a nível nacional as intervenções recomendadas pelo ECDC/OEDT (http://www.emcdda.europa.eu/publications/ecdc-emcdda-guidance) para reduzir e prevenir infecções nas pessoas que usam drogas em conjugação com a cobertura adequada, facilidade no acesso, incluindo o acesso a material de consumo, programas de vacinação, tratamento da dependência acesso gratuito aos programas de manutenção opiácea, disponibilização de programas de teste e avaliação da composição de novas substâncias psicoactivas promoção e literacia em saúde e prestação de serviços em função das necessidades.

Diagnóstico precoce, acesso universal aos cuidados de saúde e tratamento do VIH/SIDA, hepatites víricas, tuberculose e outras doenças frequentes – Diagnosticar para tratar. É reconhecido que o diagnóstico e o tratamento atempado de doenças transmissíveis têm grande impacto positivo na saúde pública e individual e são uma medida essencial para travar as cadeias de transmissão.

Serviços inovadores e investimento na investigação-acção – Inovar e investigar para Agir Melhor. Promover a integração profissional do trabalho de pares, a distribuição de naloxona para a prevenção de mortes por overdose, serviços integrados de consumo seguro e cuidados de saúde sócio sanitários (pelo menos em Lisboa e no Porto), investimento em programas inovadores para o consumo problemático de álcool, disponibilização de programas de tratamento com dihidromorfina e de diacetilmorfina para doentes não respondedores e investigação-acção sobre estas respostas e outras na área dos consumos problemáticos de substâncias não opiáceas.

Apelamos à Assembleia da República e especificamente à Comissão de Saúde e Grupos de Trabalho da Toxicodependência e Álcool e VIH/SIDA para que, com base nas conclusões e recomendações desta conferência, apresentem uma resolução parlamentar sobre prioridades das políticas de saúde no consumo de drogas, a exemplo da Resolução da Assembleia da República nº 161/2011 “Recomenda ao Governo a adopção de medidas tendentes ao combate à infecção por VIH/SIDA em Portugal, com vista à sua erradicação”

(http://dre.pt/pdf1sdip/2011/12/24900/0546305464.pdf).

Apelamos ao Governo para que assegure os recursos mínimos – incluindo inovação necessária – humanos, técnicos e financeiros para que garanta o direito à protecção da saúde pública e individual, o direito ao acesso equitativo aos serviços de saúde de qualidade e a proibição de qualquer tipo de discriminação à comunidade de pessoas que usam/usaram drogas.

Os organizadores da conferência aproveitam para agradecer publicamente, em primeiro lugar, ao Dr. Jorge Sampaio, Presidente de Honra da Conferência, pela contínua disponibilidade e exemplo de compromisso político e civilizacional, à Assembleia da República e todos os grupos parlamentares que acolherem e patrocinaram esta iniciativa e às diferentes instituições e especialistas que acederam em partilhar o seu conhecimento e recomendações. 

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