500 mil portugueses sofrem:

Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

A doença pulmonar obstrutiva crónica é a obstrução persistente das vias respiratórias provocada por enfisema ou por bronquite crónica.
DPOC

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) caracteriza-se pela limitação do débito aéreo acompanhada por dificuldade respiratória, tosse e aumento da produção de expectoração. A dificuldade respiratória é devida à obstrução das vias respiratórias aéreas provocada por enfisema ou por bronquite crónica.

O enfisema é uma dilatação dos pequenos sacos de ar dos pulmões (alvéolos) e a destruição das suas paredes. A bronquite crónica manifesta-se como uma tosse crónica persistente que produz expectoração e que não se deve a uma causa clínica perceptível, como o cancro do pulmão. As glândulas brônquicas dilatam-se, provocando uma secreção excessiva de muco.

Trata-se de uma doença de carácter progressivo, parcialmente irreversível, que provoca graves limitações, podendo conduzir a incapacidade e morte prematura. A taxa de mortalidade associada a DPOC, ao nível mundial, tem vindo a aumentar, embora este efeito esteja também relacionado com o envelhecimento da população.

Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde é a segunda causa, depois das doenças cardíacas, de incapacidade laboral, sendo também a quarta causa mais frequente de morte. Mais de 95 por cento de todas as mortes provocadas por DPOC verificam-se em pessoas com mais de 55 anos. É mais frequente nos homens que nas mulheres e tem maior mortalidade nos primeiros. A mortalidade é também mais alta na etnia branca e nos operários do que nos trabalhadores administrativos.

Em Portugal, a DPOC atinge mais de 500 mil portugueses, sendo a sexta causa de morte a nível nacional. Cerca de 600 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de DPOC, sendo que destes, 3 milhões morrem todos os anos. Estima-se que 1 em cada 10 adultos com mais de 40 anos sofra de DPOC.

A doença pulmonar obstrutiva crónica aparece muito frequentemente em pessoas que trabalham num ambiente contaminado por vapores químicos ou poeiras não tóxicas, uma vez que estas substâncias podem aumentar o risco. No entanto, a principal causa da doença é o fumo do tabaco. A DPOC desenvolve-se, aproximadamente, em 10 a 15 por cento dos fumadores.

Causas
As principais causas para desenvolver DPOC são o tabaco. Em 80 a 90 por cento dos doentes há ou houve exposição ao tabaco. Também a exposição a certas poeiras, vapores, produtos irritantes ou fumos podem desenvolver a doença, independentemente de ser ou não fumador. A poluição atmosférica é um factor de agravamento. Alguns poluentes ocupacionais, como o cádmio e a sílica, aumentam igualmente o risco. As pessoas com maior risco a este tipo de poluição ocupacional são os trabalhadores da construção, mineiros e os indivíduos que trabalham com metal e algodão.

Sintomas
Todas as formas de doença pulmonar obstrutiva crónica fazem com que o ar fique retido nos pulmões. Nas primeiras fases da doença, a concentração de oxigénio no sangue está diminuída, mas os valores de dióxido de carbono permanecem normais. Nas fases mais avançadas, os valores de dióxido de carbono elevam-se enquanto os do oxigénio diminuem ainda mais.A DPOC desenvolve-se progressivamente, por isso, muitas vezes o doente só recorre ao médico quando a doença já está numa fase avançada. Assim, os sintomas iniciais da doença podem aparecer ao fim de 5 a 10 anos.

A tosse, a pieira, a sensação de falta de ar e as secreções, principalmente ao levantar, são os principais sintomas. A tosse é geralmente ligeira e, com frequência, considera-se como uma tosse "normal” de fumador, já a expectoração, com frequência, se torna amarela ou verde devido à presença de pus e podem tornar-se mais frequentes. Uma respiração sibilante também é habitual embora seja mais evidente para os membros da família do que para o próprio doente.

Numa fase mais avançada da doença surge a dispneia de esforço, que se torna progressiva, e o doente sente falta de ar nas actividades diárias mais simples, como lavar-se, vestir-se e/ou preparar as refeições.

Diagnóstico
A DPOC é frequentemente suspeita pela presença de sintomas – tosse, expectoração, sensação de falta de ar e/ou pieira – num indivíduo que fuma, fumou ou que esteve exposto a gases nocivos.

No entanto para que o diagnóstico seja rigoroso deverá ser confirmada a obstrução das vias aéreas ou seja, verificar que não se altera no dia-a-dia ou em resposta ao tratamento. Isto porque por vezes, a DPOC é confundida com outras doenças do sistema respiratório, como a asma. Embora os sintomas sejam semelhantes, as origens das duas doenças são diferentes.

O exame mais frequentemente utilizado para avaliar a função dos pulmões chama-se espirometria, uma técnica que permite medir a quantidade de ar obstruído. Numa pessoa que sofre desta doença, o exame mostra uma redução do débito de ar durante uma expiração forçada. O especialista pode também entender ser necessário pedir uma radiografia do tórax.

Tratamento
Uma vez que a causa mais importante da DPOC é sem dúvida o tabaco, o tratamento principal consiste em deixar de fumar. E isso é benéfico em qualquer fase da doença. O doente deve também tentar evitar a exposição a partículas irritantes no ar.

Deve também evitar as infecções respiratórias, pois elas agravam a sua condição. Aconselha-se por isso a vacina contra as infecções bacterianas e contra a gripe.

Trate as infecções respiratórias: em geral não se acompanham de febre. Reconhecem-se pela cor amarela da expectoração, pelo aumento da viscosidade da expectoração que se torna mais difícil de expulsar.

É igualmente importante manter uma alimentação equilibrada e, se for o caso, reduzir o peso, de forma a não sobrecarregar as vias respiratórias e o pulmão. Pode praticar exercício físico, tendo em conta que não pode esforçar-se e ir além das suas capacidades.

Em termos medicamentosos, existem diversas opções, mas deve ser o seu especialista a indicar qual a mais adequada ao seu caso. O objectivo será sempre combater a falta de ar e o cansaço fácil. Poderá, inclusive, ser-lhe indicada reabilitação respiratória ou ter de fazer oxigenoterapia para reduzir a dispneia.

Fonte: 
Manual Merck
paraquenaolhefalteoar.com
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.