VII Congresso Nacional Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, organiza o VII Congresso Nacional com o objectivo de discutir a realidade em...

Manuel Luís Capelas, Presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), refere que “os cuidados paliativos continuam a sofrer um aumento da procura devido essencialmente a três factores: uma população cada vez mais envelhecida, o aumento das doenças oncológicas e das não oncológicas crónicas, que progridem e que são geradores de sofrimento e/ou ameaçadoras da vida. A APCP procura debater o estado dos Cuidados Paliativos em Portugal, discutindo consensos, guidelines e a realidade nos Hospitais, Unidades, lares e apoio domiciliário”.

Do leque de prelectores do VII Congresso Nacional, constam figuras relevantes para o desenvolvimento dos cuidados paliativos.

O Prof. José Luís Pereira analisa as prioridades e limitações da investigação, assim como o planeamento estratégico; o Prof. Marco Goméz Sancho explica todo o processo de luto e sofrimento, não só dos doentes, familiares e dos profissionais que prestam estes cuidados e ainda a Enf.ª Joana Mendes revela o Consenso em Cuidados Paliativos Neonatais e em fim de vida.

Irene Higginson, chefe do Departamento e Professora de Políticas de Cuidados Paliativos e Reabilitação na King´s College em Londres, traz a debate o custo-efectividade das equipas, o estado de arte da investigação e as políticas de organização de cuidados paliativos. Por sua vez, Emílio Herrera, vem para partilhar o seu know-how enquanto um dos preconizadores do plano nacional de cuidados paliativos em Espanha.

“Os cuidados paliativos devem ser pensados em todas as dimensões de saúde. São fundamentais para as pessoas com demência, pessoas com doenças neurodegenerativas, doentes oncológicos, doentes com insuficiência de órgãos e VIH/SIDA, entre outros. Enquanto associação queremos contrariar os mitos, a imagem negativa associada a esta área e criar empowerment à população, para que procurem os cuidados paliativos, em situações de doença grave e avançada”, diz Manuel Capelas.

“O estudo Preferências e Locais de Morte em Regiões de Portugal em 2010 mostra que muitos portugueses morre em casa ou nos lares, sem apoio de cuidados paliativos domiciliários. É urgente encontrar melhores soluções para que cada um de nós possa morrer com dignidade e qualidade no fim de vida”, finaliza o Presidente.

Este encontro científico conta com a participação de mais de 600 profissionais de saúde na área dos cuidados paliativos e é realizado no Hotel Tivoli Carvoeiro, no Algarve, nos próximos dias 27 e 29 de Março.

 

Sessões de Discussão

Controlo de Sintomas

Espiritualidade

Cuidados Paliativos Pediátricos

Cuidados Paliativos a Pessoas com Doença do Neurónio Motor

Investigação em Cuidados Paliativos

Nutrição e Hidratação em Cuidados Paliativos

Luto

Directivas antecipadas de vida / testamento vital

Cuidados paliativos domiciliários ou em diferentes contextos de prestação

Últimos dias e horas de vida

 

Sobre a APCP

A APCP é uma associação profissional, que congrega profissionais de múltiplas áreas e proveniências, que se interessam pelo desenvolvimento e prática dos cuidados paliativos, que no entanto não é prestador directa de cuidados a pessoas doentes e suas famílias.

Foi fundada na Unidade do IPO do Porto em 1995 e pretende essencialmente:

Ser um pólo dinamizador dos cuidados paliativos no nosso país e um parceiro privilegiado no trabalho com as autoridades responsáveis pelo desenvolvimento destes serviços; Trabalhar em sinergia com organizações que visem o desenvolvimento dos CP e áreas afins em Portugal e no estrangeiro; Contribuir para a credibilização e garantia da qualidade das estruturas que prestam e/ou venham a prestar cuidados nesta área; Apoiar os profissionais de saúde que se queiram dedicar a esta área da saúde e fortalecer a investigação específica a desenvolver.

Associação Portuguesa de Adictologia manifesta preocupação
A Associação Portuguesa de Adictologia está apreensiva relativamente à orgânica das unidades funcionais prestadoras de cuidados...

A Associação Portuguesa de Adictologia está apreensiva relativamente à situação criada pela publicação em Diário da República de dois despachos do Ministério da Saúde, saídos a 21 e 27 de Fevereiro de 2014, relativos à orgânica das unidades funcionais prestadoras de cuidados de saúde com intervenção nos comportamentos aditivos e dependências integradas nas ARS desde 2013.

“Causa alguma estranheza que por um lado se definam quais as estruturas que compõem as unidades de intervenção local, de que forma são integradas nas ARS, qual o seu modelo organizativo, as competências de cada unidade, as competências da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (DICAD) das Administração Regional de Saúde (ARS) em relação a essas estruturas, para depois se vir dizer uma coisa totalmente diferente, os CRI serão integrados nos ACES e as unidades de internamento nas instituições hospitalares. Cabe ainda referir que se ignora a existência das três comunidades terapêuticas públicas as quais não é definido o que lhes vai suceder. Parece-nos haver incongruências nos dois despachos que em nada vêm beneficiar os utentes que recorrem a esses serviços e os profissionais que aí trabalham”, afirma a Associação.

O despacho saído a 21 de Fevereiro define as unidades de intervenção local na área dos comportamentos aditivos e dependências no âmbito das ARS, IP e que revestem a natureza de centros de respostas integradas, unidade de desabituação, unidade de alcoologia e comunidade terapêutica. Estas unidades de intervenção local ficam sob a coordenação da DICAD das ARS, cujas competências constam da portaria do ministério da saúde de 27/06/2013.

Porém, a 27 de Fevereiro um novo despacho cria um grupo de trabalho para num prazo de 120 dias apresentar um relatório final sobre vários objectivos propostos, dos quais um se refere especificamente sobre a forma de proceder e propor um calendário para a integração dos Centros de Respostas Integradas (CRI) na estrutura dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e das Unidades de Desabituação e Unidades de Alcoologia em instituições hospitalares.

O Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), IP foi extinto a 29 de Dezembro de 2011 no âmbito do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC) sendo as unidades de intervenção local integradas nas ARS. No ano de 2012 os serviços continuaram a trabalhar e só em Janeiro de 2013 é que se verifica a integração nas ARS. Decorrente das alterações institucionais ocorridas, assistiu-se a alguma indefinição e retardamento na prossecução de linhas orientadoras. Os utentes e seus familiares olhavam para esta situação com preocupação e receio de que os seus tratamentos pudessem ser afectados pela indefinição gerada. Para os profissionais que trabalham nesses serviços os receios eram da mesma natureza. Apesar das dificuldades que surgiam conseguiu-se dar continuidade à actividade assistencial privilegiando respostas integradas e a qualidade das intervenções.

Com a integração funcional nas ARS, Janeiro de 2013, conseguiu-se estabelecer uma orgânica que permitia a continuidade dos cuidados aos utentes e uma intervenção especializada nesta área. As cinco ARS vinham articulando no sentido de se estabelecerem critérios uniformes para estes serviços de forma a haver uma resposta semelhante em todo o país. Ao mesmo tempo a DICAD das ARS procurava dar seguimento às orientações recebidas ao mesmo tempo que se procedia à implementação da rede de referenciação/articulação, aprovada pelo Ministério da Saúde, com os cuidados primários e os serviços hospitalares.

“Vem agora o Ministério criar uma comissão, dois anos depois de ter extinguido o IDT, para estabelecer uma data e o modo de integração dos CRI nos cuidados primários e das unidades de internamento nos serviços hospitalares. Se este era o objectivo porquê tanto tempo de espera? Até onde é que vão as competências da DICAD anteriormente definidas pelo Ministério?”, questiona a Associação Portuguesa de Adictologia.

Fica o apelo da Associação Portuguesa de Adictologia: “Para bem dos utentes e dos familiares que recorrem a estes serviços bem como dos profissionais que aí trabalham, o Ministério da Saúde deve clarificar de uma vez por todas qual a política a seguir nos cuidados de saúde a prestar aos utentes com comportamentos aditivos e dependências.”

1º Congresso Nacional debate:
Com o objectivo de debater o que realmente merece atenção na vida, a Fundação O que de Verdade Importa promove, no dia 14 Março...

O encontro pretende, através de testemunhos reais, contados na primeira pessoa, dar a conhecer algumas histórias da vida de pessoas que através das suas experiências, acções e projectos inspiram quem os ouve. Maria Belón, Jaume Sanllorente, Johnson Semedo e Bento Amaral (descritivos abaixo) são os oradores nesta 1ª edição.

Maria Belón - ex-médica, e agora advogada e porta-voz para as vítimas do Sismo e tsunami que varreu a Tailândia e o Sudoeste Asiático em 2004, matando 25 mil pessoas. Belón viveu este cenário de destruição e caos, quando estava de férias com sua família na Tailândia e quase morreu. Foi com base na história da sua família e no seu relato de sobrevivência, que o filme The impossible/O Impossível, com Naomi Watts e Ewan McGregor, foi feito.

 

Jaume Sanllorente – jornalista catalão que numa viagem à Índia, surpreendeu-se com as condições precárias, de prostituição e de doenças, em que viviam as crianças da cidade de Bombaim e decidiu agir. Voltou a Espanha, vendeu a sua casa, procurou fundos e comprou um orfanato em Bombaim para tirar as crianças das ruas e dar-lhes condições dignas. Criou a ONG Sorrisos de Bombaim, para mudar essa realidade e neste momento mantém um orfanato com milhares de crianças.

Johnson Semedo – ex-presidiário, dependente de drogas que deu um volta de 180 graus à sua vida. Aos 10 anos foi viver para a rua. Quase a completar 18 anos, o tribunal atribui-lhe uma pena de 10 anos de prisão. Quando saiu, decide mudar de vida, investir na sua recuperação e sair da vida do crime e das drogas. É hoje pai, treinador de futsal, com 25 jovens a seu cargo, interventor social da Associação Cultural Moinho da Juventude, onde faz da transmissão da sua experiência e história de vida apoiar as opções dos miúdos com quem convive.

Bento Amaral – Português que aos 25 anos que ficou paraplégico, é enólogo, professor universitário e foi campeão do mundo de vela adaptada. A sua história levou-o a escrever o livro Sobreviver.

 

São testemunhos verdadeiramente capazes de incentivar a procura do lado positivo a seguir, capazes de revolucionar consciências e de tocar emocionalmente o coração do mundo. A ideia é que, através deste congresso onde as pessoas podem ouvir as provas de quem já viveu em situações limite, consigam fazer pontos de viragem com a sua própria vida, superando os seus obstáculos e aprendendo a valorizar o que realmente deve ser valorizado.

A Fundação O que de Verdade Importa é uma organização espanhola sem fins lucrativos que se dedica à divulgação de valores universais da sociedade, como o esforço, a tolerância, a solidariedade e o optimismo. Há já oito anos que realiza dezenas de congressos, em Espanha e na América Latina, promove actividades educativas e formativas destinadas a jovens, e também desenvolve acções de voluntariado, local e internacional.

Esta Fundação é inspirada no testemunho de Nicholas Fortsmann, um bilionário americano que antes de morrer com cancro escreveu as suas reflexões finais sobre os valores que realmente importam na vida, como um legado para seus filhos, ao que chamou de “O que realmente importa”.

11.º Congresso Português de Diabetes
O 11.º Congresso Português de Diabetes tem início amanhã e prolonga-se até dia 9, no Hotel Tivoli Marina, em Vilamoura.

Começa esta semana o maior congresso na área da Diabetes. Entre 6 e 9 de Março vão estar, em Vilamoura, mais de 1.300 participantes, entre médicos especialistas e internos de várias especialidades médicas ligadas à Diabetologia, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, investigadores, entre outros. A diabetes na gravidez, com a apresentação de novos dados, e as novas tecnologias associadas à administração de insulina são dois dos temas do Programa em destaque neste tão aguardado encontro que contará com dois cursos, 12 simpósios, conferências, mais de 100 comunicações livres e posters.

“É urgente fazer uma abordagem da Diabetes através de novos conceitos, novas terapêuticas e formas de abordar e investigar esta doença que é a quarta causa de morte no mundo, mantendo o interesse clínico e científico deste encontro que vai já na sua 11.ª edição. Realço a importância da participação dos investigadores e dos cientistas neste encontro, já que sem investigação a Diabetologia não avançaria”, defende Rui Duarte, presidente da Comissão Organizadora do 11.º Congresso Português de Diabetes.

A conferência inaugural do Congresso será feita por José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, que falará sobre o “O estado actual da Medicina”. Os dois cursos que integram o Congresso versam sobre temas como a “Educação terapêutica da pessoa com diabetes: explorar a ambivalência – Entrevista motivacional”, a cargo da equipa educativa da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), e “Insulinoterapia funcional”, da responsabilidade do Serviço de Endocrinologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Os 12 simpósios do Congresso, na sua maioria da responsabilidade dos Grupos de Estudo da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, vão centrar-se em temas como o “Pé diabético”, “Diabetes e Rim”, “Diabetes nas Crianças e adolescentes”, “Diabetes no paciente sénior”, “Terapêuticas avançadas na diabetes”, “Diabetes e gravidez”, com a apresentação de novos dados nesta área.

“Como tem acontecido em congressos anteriores, ultrapassamos o número de inscritos que vai já em 1.300 e esperamos ir ao encontro das expectativas dos muitos participantes, não só porque os temas vão ser do maior interesse clínico mas também porque a Diabetes está no centro das preocupações da humanidade às quais os médicos portugueses não são de modo nenhum alheios”, conclui Rui Duarte.

O programa do 11.º Congresso Português de Diabetes está disponível para consulta em http://www.diabetologia2014.com

 

Sobre a SPD (Sociedade Portuguesa de Diabetologia)

Sociedade científica de direito privado, sem fins lucrativos, filiada na International Diabetes Federation. Tem como objectivos a defesa dos interesses científicos, sociais e morais dos seus associados, bem como promover, cultivar e desenvolver a investigação na prevenção, controlo e combate à Diabetes e o ensino da Diabetologia. A Diabetes é uma doença crónica que tem graves implicações a nível cardiovascular e é a principal causa de insuficiência renal, de amputações e de cegueira. Esta doença é já a quarta principal causa de morte na maior parte dos países desenvolvidos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda segundo dados fornecidos pela OMS, esta patologia pode conduzir a uma redução da esperança média de vida, pela primeira vez em 200 anos. Em 2013 a Diabetes matou 5,1 milhões de pessoas. Estima-se que em 2035 o número de pessoas com Diabetes no mundo atinja os 592 milhões, o que representa um aumento de 55% da população atingida pela doença. Portugal posiciona-se entre os países Europeus que registam uma mais elevada taxa de prevalência da Diabetes (12,9% da população portuguesa, segundo dados do relatório “Diabetes: Factos e Números” do Observatório Nacional da Diabetes, o que corresponde a mais de 1 milhão de pessoas).

Reunião Clínica de Neurologia
A Clínica CUF Belém promove no dia próximo 22 de Março, entre as 9h e 14h, na Residência DomusVida Parede, uma Reunião Clínica...

Serão abordadas as doenças que mais frequentemente conduzem a demência, como as doenças de Alzheimer, de Parkinson e vasculares, bem como outras menos comuns.

A demência é uma situação que envolve défices cognitivos múltiplos, como a memória, a linguagem, as funções executivas, e outros, que progressivamente dificultam as actividades da vida diária e o desempenho socioprofissional. A demência inflige enorme sofrimento não só aos doentes como às suas famílias e cuidadores.

As causas mais importantes de demência têm uma incidência relacionada com a idade. Devido ao aumento de esperança de vida e envelhecimento da sociedade, estima-se que a sua prevalência duplique nos próximos 20 anos.

“Criar soluções e dar resposta ao que muitos definem como o flagelo do século XXI é um desafio para investigadores, profissionais e gestores de saúde, conscientes e atentos a este problema prioritário de saúde pública” afirma Martinho Pimenta, coordenador da Unidade de Neurologia da Clínica CUF Belém.

As inscrições podem ser feitas através do e-mail [email protected] ou dos contactos telefónicos 912 840 932 / 213 612 328.

A Unidade de Neurologia da Clínica CUF Belém dispõe de uma Consulta de Memória, a cargo de uma equipa experiente de neuropsicólogos e médicos especialistas em doenças do Sistema Nervoso.

Para mais informações consulte: http://www.cufbelem.pt

Seminário & Workshop
Difundir o conhecimento actual sobre o impacto da idade e/ou doenças específicas na actividade de condução e os métodos de...

O Seminário “Avaliação clínica de condutores: Abordagem médica e psicológica”pretende oferecer aos participantes um conhecimento actual sobre o impacto da idade e/ou doenças específicas na actividade de condução e os métodos de avaliação médica e psicológica dos condutores.

O actual cenário do envelhecimento demográfico e da população condutora explicam a importância acrescida de actos de avaliação clínica especializados que permitam a identificação de condutores com diminuição da capacidade de condução e maior risco de acidente de viação. Doenças neurológicas como acidente vascular cerebral, traumatismo crânio-encefálico, esclerose múltipla, doença de Parkinson, doença de Alzheimer, mas também as doenças psiquiátricas como depressão, esquizofrenia e perturbação de hiperactividade com défice de atenção, constituem alguns grupos clínicos representativos considerados neste Seminário.

A reunião científica inclui especialistas nacionais da Medicina e da Psicologia, assegurando uma abordagem multidisciplinar do tema, bem como intervenientes da Direcção-Geral da Saúde, do Instituto da Mobilidade e dos Transportes e da Prevenção Rodoviária Portuguesa.

Um membro da Divisão de Neuropsicologia da British Psychological Society, Janice Rees, contribuirá igualmente com uma comunicação e um Workshop no período da tarde com o tema “Assessing fitness to drive: A neuropsychological perspective”.

Esperamos que esta reunião científica possa constituir um marco formativo e espaço de diálogo para estudantes e profissionais com interesse no domínio da avaliação clínica dos condutores em Portugal.

O Seminário tem lugar no próximo dia 22 de Março, em Lisboa, no Hotel Fénix Urban, e é organizada pela CliniPinel - Clínica de Psiquiatria, Psicoterapia e Psicanálise Prof. Doutor Carlos Amaral Dias.

 

PROGRAMA:

9h30    Abertura do Secretariado

 

10h00  Sessão de Abertura

Carlos Amaral Dias, Rui Aragão Oliveira, José Miguel Trigoso, Isabel Pires

 

10h30  Mesa: Avaliação Clínica de Condutores

Moderação: Rui Aragão Oliveira

 

Doenças neurodegenerativas e condução

Rita Miguel, Luísa Alves, Isabel Carmo, Miguel Viana Baptista

 

Importância da Avaliação Psicológica de condutores

Alberto Maurício

 

Avaliação Psicológica de condutores com doença neurológica e psiquiátrica
Inês Saraiva Ferreira

 

12h00  Fitness to drive in older patients

Janice Rees (UK)

Workshop

 

14h00  Assessing fitness to drive: A neuropsychological perspective

Janice Rees (UK) As inscrições podem ser efectuadas online aqui.

(https://kiguary.typeform.com/to/YTCLsp)

 

Contactos:

CliniPinel I Largo de Andaluz, 15 - 2º Esq. - 1050-004 Lisboa

CliniPinel II Rua Luciano Cordeiro, nº 116 - 4º Dto. - 1050-004 Lisboa

Telefone: 213304851 Fax: 213304885 Email: [email protected]

“Interações Mente-Matéria” é o tema central
Evento traz a Portugal alguns dos maiores investigadores mundiais em Neurociências onde se discutem as finalidades terapêuticas...

Como é que a mente e a matéria estão relacionadas uma com a outra? Pode o pensamento comandar uma máquina? A criação de interfaces entre a actividade mental e computadores ou meios mecânicos, tais como robots, estará no centro da discussão do 10º Simpósio “Aquém e Além do Cérebro”, entre 26 e 29 de Março, na Casa do Médico, Porto.

A comunidade científica debruça-se cada vez mais sobre os fenómenos que ocorrem ao nível da mente e que influenciam a matéria, e sobre a sua aplicabilidade a nível terapêutico. Lançando a discussão em torno das “Interacções Mente-Matéria” e da nova área de investigação das interfaces cérebro-máquinas, este 10º Simpósio “Aquém e Além do Cérebro” abrange uma temática multifacetada, com implicações que vão muito para além da esfera científica, e que contemplam questões de ordem ética, clínica e até social.

Quando comemora 20 anos desde a sua instituição, em 1994, a Fundação BIAL traz a Portugal alguns dos maiores especialistas mundiais das Neurociências para discutir as dimensões neurocientífica, parapsicológica, social e filosófica das relações entre a Mente e a Matéria.

 

Mind to Action

Considerado no início da década passada um dos 20 maiores cientistas do mundo, Miguel Nicolelis será o responsável por inaugurar o encontro, no dia 26, numa sessão intitulada “From Mind to Action” (Da Mente à Acção).

Este investigador tem dedicado o seu trabalho ao estudo de ferramentas robóticas que possam ser controladas neuralmente. Nicolelis assenta o seu trabalho na convicção de que, independentemente dos mecanismos naturais que temos, há a possibilidade de influenciar a matéria através da actividade cerebral, o que se poderá traduzir no desenvolvimento de instrumentos e aplicações para a melhoria da qualidade de vida de pacientes com paralisias severas.

Miguel Nicolelis esteve em destaque quando apostou com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que seria possível um paraplégico dar o pontapé de saída do Campeonato Mundial de Futebol de 2014. O jovem entrará em campo vestido com um fato robot, ou exoesqueleto, e os seus passos serão controlados por sinais motores originados no seu cérebro e transmitidos a uma unidade de computador, que traduzirá esses impulsos cerebrais eléctricos em comandos motores.

Um dos objectivos de Nicolelis é mostrar que o controlo cerebral de máquinas passou do laboratório - e de especulação futurista - para uma nova era, em que ferramentas capazes de trazer mobilidade a pacientes incapacitados por lesões ou doenças se tornam realidade.

 

Mente-Matéria e novas áreas do conhecimento

O simpósio “Aquém e Além do Cérebro” será repartido por três sessões, respectivamente, nos dias 27, 28 e 29 de Março, com comunicações de um total de mais de 12 palestrantes.

O dia 27 será dedicado à dimensão neurocientífica das relações Mente-Matéria e abrirá com a intervenção do português Rui Costa, investigador do Programa Champalimaud de Neurociências, cujo trabalho pretende entender a base biológica do comportamento humano. O que acontece no nosso cérebro quando iniciamos uma determinada acção? Rui Costa incide os seus estudos nos mecanismos cerebrais que levam ao início voluntário de acções, suas implicações na aprendizagem e execução das mesmas, bem como na incapacidade de as realizar, observadas em distúrbios como as doenças de Parkinson e de Huntington.

Esta primeira sessão terá também a intervenção de Eberhard Fetz, investigador da Universidade de Washington, que tem centrado o seu trabalho na comunicação entre a máquina e o sistema biológico, concretamente na estimulação e reabilitação cerebral via interfaces cérebro-computador.

Entre as palestras do dia estarão ainda as de Nick Ramsey, Professor de Neurociência Cognitiva na Holanda e Ander Ramos-Murguialday, do Instituto de Psicologia Médica e de Neurobiologia Comportamental da Universidade Eberhard Karls, na Alemanha.

A vertente parapsicológica será analisada no dia 28 e contará com a intervenção de Peter Bancel, investigador doutorado em Física e mentor do Projecto da Consciência Global, experiência cuja finalidade é testar a hipótese de que a atenção focada por um grande número de pessoas durante eventos mundiais possa estar correlacionada com desvios numa rede global de geradores físicos de números aleatórios.

Segundo este investigador, num evento (como por exemplo o 11 de Setembro ou as eleições americanas de 2008) a propensão de várias pessoas pensarem na mesma coisa, ao mesmo tempo, não acontece por mero acaso, mas sim devido a uma consciência global, relacionada com o poder da mente.

Neste dia, Dean Radin, do Institute of Noetic Sciences da Califórnia, Harald Walach, Director do Institute of Transcultural Health Sciences da Universidade Europeia Viadrina, na Alemanha, e Stuart R. Harmeroff, Director do Centro para Estudos da Consciência da Universidade do Arizona, EUA, estarão também na lista de palestrantes.

O último dia do Simpósio será subordinado à dimensão social e filosófica das relações Mente-Matéria, com destaque para Steven Laureys, da Universidade de Liège, Bélgica. Laureys lidera o Grupo de Ciência do Coma e tem incidido a sua actividade científica na análise das capacidades cognitivas em doentes com pouca ou nenhuma evidência de comportamento consciente (caso dos pacientes em estado de coma).

Os últimos 15 anos proporcionaram um conjunto de descobertas científicas relevantes sobre a recuperação da consciência no cérebro humano na sequência de danos cerebrais graves. De entre estas descobertas, é possível destacar que doentes sem evidência comportamental de resposta consciente podem manter capacidades cognitivas críticas. Uma avaliação melhorada da função cerebral em estados de coma poderá alterar os cuidados médicos e proporcionar um diagnóstico e um prognóstico melhor documentado.

Rainer Goebel, da Universidade de Maastricht, Adolf Tobeña, da Universidade Autónoma de Barcelona e Patrick Haggard, da University College, em Londres, completam o leque de oradores da terceira sessão do encontro.

À semelhança das edições anteriores, este Simpósio contará igualmente com apresentações dos resultados de vários projectos de investigação de bolseiros da Fundação BIAL, que apresentarão os seus trabalhos em sessões de “posters” e em comunicações orais.

No dia 28 à noite haverá ainda espaço para a realização de um encontro/tertúlia conduzido pela artista Marta de Menezes em interacção com os neurocientistas Mário Simões e Miguel Castelo-Branco. Este será um espaço de discussão sobre como o cérebro pode ser iludido na interpretação do mundo material. Onde termina a realidade e começa a ilusão e como pode o contexto distorcer a forma como a mente imagina o mundo material serão os temas em análise.

 

Sobre a Fundação BIAL

Ao celebrar 20 anos, a Fundação BIAL é hoje uma referência na investigação científica a nível internacional e persegue o seu objectivo de promover a investigação da mente e do comportamento humano, tanto a nível físico como sob o ponto de vista espiritual.

Criada pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e pelos Laboratórios BIAL, a Fundação promove o Prémio BIAL – um dos maiores prémios europeus na área da Saúde – e um sistema de Bolsas de Investigação Científica, privilegiando as áreas da Psicofisiologia e da Parapsicologia. Neste âmbito patrocinou já 461 projectos, envolvendo mais de 1000 investigadores em vinte e sete países, de que, até Abril de 2013, resultaram 600 publicações.

Em 1996, e como forma de fomentar o diálogo e o debate de ideias entre os seus bolseiros e toda a comunidade científica, organizou o 1º Simpósio Aquém e Além do Cérebro, que se realizou até hoje, a cada dois anos.

 

Dicionário de A a Z
Hormona que estimula o crescimento das glândulas mamárias e a produção de leite.

A prolactina é produzida em pequenas quantidades durante a puberdade, participando no desenvolvimento das glândulas mamárias juntamente com o estrogénio e a progesterona. Durante a gravidez e principalmente na amamentação (aleitamento materno), a produção de prolactina é muito elevada.

Após o parto, a prolactina estimula a produção de leite por parte das glândulas mamárias. A sucção do mamilo pelo bebé permite a elevada concentração de prolactina o que possibilita a continuada produção de leite. Esta diminui ou termina completamente quando a mãe deixa de amamentar, pois a falta de estímulo leva à diminuição de prolactina.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Conheça quais são:
A pneumonia é uma infecção dos pulmões que afecta os pequenos sacos de ar (alvéolos) e os tecidos ci
Pneumonia

A pneumonia não é uma doença única, mas muitas doenças diferentes, cada uma delas causada por um microrganismo diferente. De um modo geral, a pneumonia surge depois da inalação de alguns microrganismos, mas às vezes a infecção é levada pela corrente sanguínea ou migra para os pulmões directamente a partir de uma infecção próxima.
Nos adultos, as causas mais frequentes são as bactérias, como o Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, Legionellae Hemophilus influenzae. Os vírus, como os da gripe e da varicela, podem também causar pneumonia. O Mycoplasma pneumoniae, um microrganismo semelhante a uma bactéria, é uma causa particularmente frequente de pneumonia em crianças crescidas e em jovens adultos. Alguns fungos também causam pneumonia.

As pneumonias são todas diferentes, até porque todos os doentes são diferentes entre si e porque os vários microrganismos causadores das pneumonias também são diferentes no seu comportamento e na sua agressividade.
A pneumonia pode ser, frequentemente, uma doença terminal em pessoas que sofrem de outras doenças crónicas graves. É a sexta causa mais frequente de todas as mortes e a infecção mortal mais comum que se adquire nos hospitais. Nos países em vias de desenvolvimento, a pneumonia é a causa principal de morte e só a segunda a seguir à desidratação causada pela diarreia aguda.

Algumas pessoas são mais propensas a esta doença que outras. O alcoolismo, o fumar cigarros, a diabetes, a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) são causas que predispõem à pneumonia.
As crianças e as pessoas de idade avançada correm maior risco de a contraírem, assim como os indivíduos com um sistema imune deficiente devido a certos fármacos (como os utilizados para curar o cancro e na prevenção da rejeição de um transplante de órgão).
Também estão no grupo de risco as pessoas debilitadas, prostradas na cama, paralisadas ou inconscientes ou as que sofrem de uma doença que afecta o sistema imunitário, como a SIDA.
A pneumonia não dá sintomas particulares, específicos, que permitam desde logo fazer o diagnóstico. Ou seja, os sintomas que normalmente se observam são comuns a outras doenças.
No entanto, os sintomas mais comuns são a febre, muitas vezes elevada, arrepios de frio, tosse com mais ou menos expectoração, dificuldade respiratória ou mesmo falta de ar, dor torácica, dor de cabeça ou musculares. Estes sintomas podem, ou não, existir todos ao mesmo tempo.

Os vários tipos de pneumonia

Pneumonia pneumocócica

O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é a causa bacteriana mais frequente de pneumonia;

Pneumonia estafilocócica

O Staphylococcus aureus causa somente 2 por cento dos casos de pneumonia adquirida fora do hospital, mas, em contrapartida, provoca entre 10 e 15 por cento das pneumonias que se adquirem nos hospitais. Este tipo de pneumonia tende a desenvolver-se em pessoas muito jovens ou de idade avançada e em indivíduos debilitados por outras doenças;

Pneumonia bacteriana causada por bactérias gram-negativas

As bactérias classificam-se em gram-positivas e gram-negativas. Os causadores da maior parte dos casos de pneumonia são pneumococos e estafilococos, bactérias gram-positivas. Por outro lado, as bactérias gram-negativas, com a Klebsiella e a Pseudomonas, provocam uma pneumonia que tende a ser extremamente grave;

Pneumonia causada por Hemophilus influenzae

Haemophilus influenzae é uma bactéria e apesar do seu nome, nada tem a ver com o vírus da influenza que causa a gripe. As estirpes de Haemophilus influenzae tipo b são o grupo mais virulento e provocam graves doenças, como a meningite, a epiglotite e a pneumonia, mas geralmente em crianças com menos de 6 anos. No entanto, devido ao uso amplamente difundido da vacina com o Haemophilus influenzae tipo b, a doença grave causada por este microrganismo está a tornar-se menos frequente. A pneumonia é mais comum entre as pessoas que sofrem de depranocitose e nas que apresentam imunodeficiências;

Pneumonias atípicas

As pneumonias atípicas são pneumonias causadas por microrganismos diferentes dos denominados tipicamente bactérias, vírus ou fungos. Os mais frequentes são Mycoplasma e Chlamydia, dois microrganismos semelhantes às bactérias;

Psitacose

A psitacose (febre do papagaio) é uma pneumonia rara causada pela Chlamydia psittaci, uma bactéria que se encontra principalmente em aves como papagaios, periquitos e rolas.

Pneumonia viral

Muitos vírus podem afectar os pulmões, provocando pneumonia. Os mais frequentes em lactentes e crianças são o vírus sincicial respiratório, o adenovírus, o vírus parainfluenza e o vírus da gripe. O vírus do sarampo também pode causar pneumonia, especialmente em crianças desnutridas;

Pneumonia por fungos

A pneumonia deve-se, frequentemente, a três tipos de fungos: Histoplasma capsulatum, que causa a histoplasmose, Coccidioides immits, que causa a coccidioidomicose, e Blastomyces dermatitidis, que causa a blastomicose. Os indivíduos que contraem a infecção, em geral, só têm sintomas menores e não se dão conta de que estão infectados. Alguns adoecem gravemente;

Pneumonia por Pneumocystis carinii

O Pneumocystis carinii é um microrganismo comum que pode residir inofensivamente nos pulmões normais, causando a doença só quando o sistema imunitário está debilitado devido a um cancro ou ao tratamento do mesmo ou devido à SIDA. Mais de 80 por cento dos doentes com SIDA, que não recebem uma profilaxia estandardizada, desenvolvem em algum momento pneumonia por Pneumocystis;

Pneumonia por aspiração

Partículas minúsculas provenientes da boca migram frequentemente para as vias aéreas, mas, de um modo geral, são eliminadas pelos mecanismos normais de defesa antes que possam chegar aos pulmões ou causar inflamação ou infecções. Se essas partículas não forem eliminadas, podem causar pneumonia.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Ordem preocupada
A Ordem dos Médicos demonstrou preocupação com a emigração de médicos e com os cortes no sector, que estão a dificultar o...

“Os portugueses vão continuar a sentir a falta de médicos, porque os médicos estão a emigrar. É preciso dar condições aos médicos para se fixarem em Portugal”, defendeu o bastonário da Ordem, José Manuel Silva.

O Presidente da República, Cavaco Silva, recebeu a Ordem dos Médicos para cumprimentar a nova direcção e José Manuel Silva aproveitou para alertar não só para os cortes na área da saúde, mas também para as condições de trabalho dos médicos que estão a conduzir à emigração. “Nós temos médicos de elevadíssima qualidade, reconhecidos em toda a Europa e que emigram com facilidade. Aliás, os países ditos da Europa mais desenvolvidos vêm activamente a Portugal recrutar especialistas portugueses”, disse o bastonário que considera “lamentável” que, “sendo necessários aos doentes portugueses”, esses médicos estejam a emigrar “por falta de condições de trabalho em Portugal”.

José Manuel Silva garante que “esta nova realidade” está “a condicionar” a acessibilidade dos portugueses ao Serviço Nacional de Saúde, “por falta de recursos médicos” e vai “agravar-se no futuro”. Mesmo admitindo que há especialidades nas quais faltam médicos, José Manuel Silva defende que o problema se explica pelo facto de muitos estarem a emigrar e de outros se reformarem mais cedo e não porque se estejam a formar menos profissionais em Portugal: “Nós não estamos a formar médicos a menos. Estamos neste momento a sofrer a confluência de duas circunstâncias que são o facto de ter havido uma excessiva redução no numerus clausus há muitos anos atrás, e que agora já está sobre compensada, e por os médicos estarem a reformar-se cerca de 10 anos mais cedo, por força da fórmula de cálculo das reformas que penaliza quem continuar a trabalhar mais tempo”, explicou, defendendo mesmo que neste momento a formação de médicos está “acima das necessidades do país para o futuro”.

O que é preciso, defende, não é formar mais, mas fazer com que os profissionais não saiam do país: “Nós queremos fixar os médicos em Portugal. Para isso, o Governo tem de dar condições de trabalho e naturalmente condições remuneratórias para os médicos se fixarem em Portugal, porque os doentes portugueses precisam dos médicos portugueses”, sublinhou.

Apesar de não ter dados concretos sobre esta emigração médica, o bastonário acredita que é uma realidade crescente e vai continuar a aumentar: “Há cada vez mais médicos a emigrar. Nós não temos dados numéricos, mas o número de médicos que pede as certidões na Ordem para poder emigrar para a Europa é em número crescente. E nós vamos ter, de facto, esta situação paradoxal: estarmos a formar médicos a mais, gastar milhares de milhões de euros em formação médica, altamente qualificada e especializada, para depois emigrar para a Europa”, alertou.

Infarmed
Um medicamento destinado a reacções alérgicas graves - caneta Anapen – está esgotado no mercado nacional.

A caneta Anapen, um medicamento à base de adrenalina, administrado por doentes ou médicos durante uma reacção alérgica grave, está esgotada. Para minimizar o impacto da ruptura de fornecimento, o Infarmed contactou uma empresa portuguesa que dispõe de um “stock de emergência, cujas unidades se destinam a situações clínicas diagnosticadas”.

O Infarmed está ainda a avaliar conceder uma autorização de importação para uso especial de um medicamento rotulado em língua estrangeira.

Para combater listas de espera
Vários hospitais estão a alargar horários de atendimento e a fazer cirurgias e exames à noite e aos fins-de-semana como forma...

A notícia surge publicada na edição do jornal Diário de Notícias, com o jornal a apontar grandes unidades como o Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Lisboa Ocidental, Garcia de Orta, Amadora-Sintra ou o Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), como alguns dos hospitais que têm vindo a seguir esta prática.

Na base desta decisão, está a falta de capacidade destas unidades para responderem ao crescimento das listas de espera, com o Amadora-Sintra, por exemplo, a exibir tempos de espera em oftalmologia que superavam o ano e meio.

A solução encontrada, recorda o hospital ao jornal, foi o pagamento em trabalho suplementar e ao sábado.

Assinala-se a 6 de Março
“Multilinguismo: Muitas línguas, muitas culturas, uma comunicação!” é o tema desta efeméride criada em 2004 criada pelo Comité...

O Comité Permanente de Ligação dos Terapeutas da Fala e Logopedistas da União Europeia (CPLOL) promove o Dia Europeu da Terapia da Fala, assinalado a 6 de Março, dando ênfase ao multilinguismo. “Multilinguismo: Muitas línguas, muitas culturas, uma comunicação!” é o tema desta efeméride criada em 2004 pelo CPLOL com o objectivo de chamar a atenção para a profissão em toda a Europa.

Segundo o Portal da Saúde, citado pelo portal Vital Health, a intenção destes profissionais passa por sensibilizar os cidadãos para as perturbações da comunicação, o seu efeito sobre a saúde humana, os direitos dos doentes com perturbações da comunicação e a forma de os ajudar.

As pessoas com perturbações da fala e da comunicação, os médicos, os professores são alguns dos públicos-alvo para esta chamada de atenção pelos terapeutas da fala.

 

Dia comemorado em Setúbal

O Departamento de Ciências da Comunicação e Linguagem da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal organiza uma palestra onde serão abordados temas como: “Multiculturalismo e Terapia da Fala”, “Bilinguismo na comunidade surda”, “Vaipess: desenvolvimento de competências comunicativas em contexto educacional”.

A iniciativa é dirigida a terapeutas da fala, estudantes das áreas da saúde e educação e todos os interessados no tema do Dia Europeu da Terapia da Fala. A entrada é gratuita, mas com inscrição obrigatória.

 

PROGRAMA

09h00 Abertura do Secretariado

09h15 Sessão de Abertura

Ana Mendes (Coordenadora do Departamento de Ciências da Comunicação e Linguagem)

09h30 Multiculturalismo e Terapia da Fala

Inês Pereira, Joana Sousa e Rita Oliveira (estudantes do 2.º ano do curso de Terapia da Fala, ESS/IPS)

10h00 Português Língua Não Materna em Cabo Verde

Inês Cabano, Sofia Palma e Vanessa Matias (estudantes do 2.º ano do curso de Terapia da Fala, ESS/PS)

10h30 Cultura e variante dialetal: a realidade dos Açores

Ashley Valente e Joana Mendes (estudantes do 2.º ano do curso de Terapia da Fala, ESS/IPS)

11h00 Intervalo

11h30 Bilinguismo na comunidade surda

Ana Cláudia Nunes e Susana Belo (estudantes do 4.º ano do curso de Terapia da Fala, ESS/IPS)

Joana Gaspar e Marlene Araújo (estudantes do 3.º ano do curso de Terapia da Fala, ESS/IPS)

Marina Vuškovic (Estudante do curso de Terapia da Fala, ESS/IPS, Programa Erasmus)

12h15 Vaipess: desenvolvimento de competências comunicativas em contexto educacional

Ana Rita Neca, Catarina Carvalho e Liliana Cruz (estudantes do 4.º ano do curso de Terapia da Fala, ESS/IPS)

12h45 Bel(In)Vista: comunicação e interacção social

Susana Azevedo, Mariana Alface e Marisa Viegas (estudantes do 4.º ano do curso de Terapia da Fala, ESS/IPS)

13h15 Sessão de encerramento

Helena Germano (Coordenadora do Curso de Licenciatura em Terapia da Fala)

Fundação do Pulmão apresenta propostas
As doenças do foro respiratório foram responsáveis, em 2012, pela morte de 50 portugueses por dia.

A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) vai ao Parlamento debater o aumento do número de internamentos e de mortes por doenças respiratórias e apresentar propostas para diminuir estas cifras. Na base da audição da FPP na Comissão de Saúde está o relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR), segundo o qual as doenças do foro respiratório foram responsáveis, em 2012, pela morte de 50 portugueses por dia, um aumento de 17% face ao ano anterior.

Os dados indicam que “houve um aumento do número de internamentos e um aumento da mortalidade” devidos a estas doenças, disse o presidente da Federação Portuguesa do Pulmão, citado pelo Sapo Saúde.

“São aspectos que, obviamente, nos preocupam e para os quais teremos de encontrar soluções”, adiantou Teles de Araújo. Nesse sentido, adiantou, além do debate dos dados do ONDR, a FPP irá apresentar, na comissão parlamentar, algumas propostas, que passam por “uma aposta muito forte nas áreas da prevenção” e pelo diagnóstico precoce de algumas doenças crónicas.

“Quanto mais precoce for o diagnóstico, por exemplo, de uma doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), melhor será o prognóstico e melhor será a qualidade de vida do doente respiratório crónico”, sustentou.

Teles de Araújo defendeu que, apesar da situação de crise que o país atravessa e de não poder haver “um grande aumento da despesa”, é necessário “encontrar soluções que permitam diminuir” o número de internamentos e de mortes.

O pneumologista lembrou que, em situações de crise, “as doenças aumentam e as doenças respiratórias são muito sensíveis a isso, não só pelos aspectos que a crise possa dificultar, como o acesso à medicação”, mas também pela degradação das condições sociais: “Maior pobreza e situações de stress mais acentuado são factores que facilitam as doenças”.

No entanto, o responsável ressalvou que não há indicadores que refiram que a dificuldade no acesso à medicação “seja um problema ainda muito sério em Portugal, mas ter-se-á que ter em conta”.

“Pensamos que em Portugal não tem havido uma redução na área de prevenção relacionada com a crise, mas pensamos que há muito mais a fazer nessa área”, sustentou.

Segundo o relatório, elaborado pela Fundação Portuguesa do Pulmão, morreram, em 2012, 13.908 portugueses por doenças respiratórias.

A este número acrescem 4.012 óbitos por cancros da traqueia, brônquios e pulmão, o que representa um aumento de 16,58% em relação a 2011 e de 24,07% em relação a 2005.

No documento lê-se que houve um aumento da mortalidade em todas as doenças, à excepção da tuberculose, e uma relativa estabilização em relação aos cancros.

Nesse ano, foram internados 70.546 doentes (64.122 em 2011) por motivos de asma, DPOC, pneumonias, fibroses, neoplasias, bronquiectasias, patologia pleural, tuberculose e gripe.

As três principais causas de internamento foram as pneumonias (43.275 casos, 61,4%), a DPOC (8,967 casos, 12,7%) e as neoplasias (6.322 casos, 9%).

Por insuficiência respiratória foram internadas 51.322 pessoas (45.395 em 2011).

DGS lança cartão de saúde
Um cartão de saúde para pessoas com doenças raras, contendo informação clínica essencial para que em situação de emergência os...

O Cartão da Pessoa com Doença Rara (CPDR) foi concebido pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) e desenvolvido pela SPMS (Serviços Partilhados do Ministério da Saúde), de forma a ser acedido através dos portais da PDS – Plataforma de Dados da Saúde, disse fonte do Ministério da Saúde e noticiado pelo Sapo Saúde.

Este cartão transmite a informação clínica mínima essencial, servindo de protecção e segurança clínica dos doentes e simultaneamente de auxílio na boa prática clínica da equipa terapêutica que os atende em situação de emergência ou urgência.

A necessidade de criar um cartão deste tipo surgiu da avaliação do “elevado risco a que se submetem as pessoas com doença rara, quando acorrem a um serviço de urgência, por natural e geral desconhecimento dos clínicos sobre os cuidados e terapêuticas a que se podem submeter estes doentes, devido à raridade ou extrema raridade de muitas destas doenças”.

A disponibilidade da requisição do CPDR em formato electrónico permite maior rapidez e eficácia na emissão do cartão, acrescenta fonte do gabinete do ministro.

Assim, o Cartão da Pessoa com Doença Rara destina-se a assegurar que os diferentes profissionais têm acesso a informação sobre a doença, sobre a situação clínica do doente e sobre recomendações de actuação específica de urgência.

Outro objectivo deste cartão é melhorar a continuidade de cuidados, evitando a demora, o erro, intervenções nefastas e possibilitando o rápido contacto com o médico assistente do doente, devidamente identificado no Cartão.

Por fim, o cartão visa ainda facilitar o encaminhamento rápido e adequado, em situação de emergência ou urgência, para a instituição de referência que habitualmente segue o doente.

Para obter o CPDR, o doente terá de o solicitar junto dos médicos de hospitais públicos, designadamente naqueles onde é seguido habitualmente. O processo implica que o médico aceda à Plataforma de Dados de Saúde e esteja habilitado pela sua direcção clínica para o efeito e que o utente esteja inscrito no Portal do Utente.

Sempre que exista alteração clínica que o justifique, será reiniciado o processo de emissão de novo cartão, sendo anulado o anterior com a respectiva informação.

Sexual, físico ou psicológico
Uma em cada três mulheres da União Europeia foi ou será vítima de pelo menos um episódio de abuso sexual, físico ou psicológico...

O maior estudo sobre violência de género alguma vez realizado na União Europeia (UE) foi divulgado pela Agência para os Direitos Fundamentais (FRA, na sigla em inglês), revelando a persistência do problema e um forte pendor de género: 97% das vítimas de violência sexual, física ou psicológica são mulheres, revela o Jornal de Notícias Online.

“É uma chamada de alerta: a violência afecta praticamente todas as mulheres”, disse a investigadora Joanna Goodey, em Viena de Áustria, sede da FRA.

As mulheres foram questionadas sobre as suas experiências de abusos físicos, sexuais e psicológicos, em casa, no trabalho, na esfera pública e também no espaço virtual (perseguição e assédio através da internet).

Nos 12 meses anteriores à realização do estudo - com 42 mil inquiridas nos 28 Estados-membros da UE -, 3,7 milhões de mulheres foram alvo de violência sexual e 13 milhões de mulheres foram vítimas de violência física.

Os resultados dizem ainda que a violação dentro do casamento não é uma raridade e que uma em cada cinco grávidas foi violentada pelo parceiro actual.

Estes e outros indicadores revelam “claramente” que “os direitos das mulheres da UE não estão a ser garantidos na prática”, resume o estudo.

Joanna Goodey não tem dúvidas: “Se estes dados dissessem respeito a um país fora da UE, haveria imensas declarações de indignação, mas isto é dentro da EU”.

Considerando que o combate à violência de género “não está entre as prioridades” comunitárias, a perita lamenta que o tema esteja a ficar “fora de moda”, com a UE a preferir fazer campanhas focadas “em áreas particulares da violência”, que, sendo “muito importantes”, afectam menos mulheres.

A FRA não se limita a analisar os dados, deixando algumas recomendações, nomeadamente para lidar com o número de mulheres que, sendo vítimas de violência física e/ou sexual, não contactam as autoridades.

A “grande maioria” das mulheres recorrem aos serviços de saúde quando querem denunciar um caso de maus tratos e, por isso, “os profissionais de saúde precisam de ser treinados para saberem ler os sinais”, sublinha Goodey, recordando que os centros de apoio, como casas-abrigo, são “sub-financiados” e só existem na capital ou nas grandes cidades.

“O abrigo mais próximo pode estar a uma distância de quatro horas de carro, enquanto toda a gente sabe onde fica o médico mais próximo”, compara, frisando que as mulheres inquiridas aprovaram, por “grande maioria”, que os profissionais de saúde passem a incluir, nas consultas de rotina, perguntas sobre violência, quando observam sinais que a indiciam. “Não é um assunto de privacidade”, frisa.

Uma das novidades da pesquisa é a inclusão de “novas ou recentes” formas de violência de género, que recorrem à tecnologia, concluindo que onze por cento das inquiridas foram alvo de "avanços inapropriados" nas redes sociais e através de mensagens escritas de telemóvel (SMS) ou de correio electrónico (emails).

As mulheres entre os 18 e os 29 anos são mais vulneráveis, com 20% das jovens a reportarem "ciber-assédio", refere Goodey, recusando o argumento da “liberdade de expressão”.

Pneumoconioses dos mineiros de carvão
Esta síndroma resulta da exposição à poeira respirável proveniente do carvão mineral, desprendida du

Também conhecida como pneumoconioses dos mineiros do carvão, a síndrome de Caplan é uma perturbação pouco frequente que pode afectar os mineiros do carvão que sofrem de artrite reumatóide. A doença desenvolve-se rapidamente através da formação de grandes nódulos redondos no pulmão. Tais nódulos podem formar-se nos indivíduos que sofreram uma exposição significativa ao pó do carvão.

Quanto maior for a intensidade e duração da exposição, tanto maior serão as hipóteses de desenvolvimento da doença. A síndrome pode apresentar-se na sua forma mais simples, através da presença de máculas e placas (deposição de partículas enegrecida no tecido conjuntivo peribrônquico e sub-pleural) danificando as vias aéreas adjacentes e predispondo a enfisema focal ou centro lobular.

Na sua forma mais complicada a síndrome de Caplan caracteriza-se pela presença de grandes massas fibróticas predominando nos lobos superiores de ambos os pulmões.

Sintomas
A pneumoconiose dos mineiros de carvão ou sindrome de Caplan não complicada não costuma determinar manifestações significativas, uma vez que os sintomas surgem após vários anos de exposição ao agente – pó do carvão. Podem no entanto os doentes apresentar uma função respiratória obstrutiva com tosse e falta de ar.

Nos casos mais graves da doença, a dispneia apresenta-se como uma grave perturbação funcional. Se os doentes forem fumadores e apresentarem enfisema ou bronquite a gravidade da função respiratória será maior.

Diagnóstico, prevenção e tratamento
O médico estabelece o diagnóstico quando detecta as manchas características na radiografia ao tórax da pessoa que esteve exposta ao pó do carvão durante muito tempo. Regra geral indivíduos que trabalharam em minas pelo menos durante10 anos.

Pode prevenir-se a sindrome de Caplan suprimindo o pó do carvão no local de trabalho. Os trabalhadores do carvão devem fazer radiografias ao tórax todos os quatro a cinco anos, de modo que a doença possa ser detectada no estadio inicial.

Quando esta se detecta, o trabalhador deve ser transferido para uma zona com baixas concentrações de pó de carvão para prevenir a fibrose maciça progressiva.

A prevenção é fundamental pois não há cura para esta doença. O doente que tem dificuldades respiratórias pode beneficiar dos tratamentos utilizados para a doença pulmonar obstrutiva crónica, como os fármacos que permitem manter as vias aéreas abertas e livres de secreções.

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Tipo raro de cancro
O carcinoma da tiróide é o tumor endócrino mais frequente, mas também com maior probabilidade de cur

Ocorre quando a tiróide segrega quantidades superiores às normais de calcitonina. Além disso, as metástases correm com frequência através do sistema linfático e, através do sangue, atingem outros órgãos, como por exemplo, o fígado, pulmões e ossos.

A glândula tiróide é formada por dois tipos de células: as foliculares, responsáveis pela formação das hormonas tiroideias, e as parafoliculares ou células C, produtoras da calcitonina.

O Carcinoma Medular de Tiróide (CMT) é o carcinoma proveniente das células C, um cancro muito raro e com pior prognóstico do que os carcinomas bem diferenciados. Pode ser esporádico (80 por cento dos casos) ou familiar surgindo associado à síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (MEN2) (ver abaixo).

Neste tipo de cancro, a glândula tiróide produz quantidades excessivas de calcitonina, uma hormona segregada por certas células tiroideias. Dado que também pode produzir outras hormonas, pode causar sintomas inabituais. Além disso, tem tendência a difundir-se (metástases) pelo sistema linfático até aos gânglios linfáticos e, através do sangue, ao fígado, pulmões e ossos. Este cancro desenvolve-se juntamente com outros tipos de cancro endócrino no que constitui a denominada síndroma da neoplasia endócrina múltipla. O tratamento exige a extirpação completa da glândula tiróide. Pode ser necessária cirurgia adicional se o cancro se tiver difundido pelos gânglios linfáticos.

Estudos e investigação
Nas últimas décadas os cientistas têm vindo a investigar alterações genéticas que podem provocar doenças, entre as quais o cancro. Descobriu-se que um subgrupo de cancros é devido à hereditariedade. Este tipo de cancros é causado por alterações genéticas mutações) que se transmitem de pais para filhos.

Existem exames laboratoriais capazes de detectar essas mutações, através da análise dos genes que permitem identificar os indivíduos com predisposição genética para desenvolver essa doença.

A MEN 2 - "Multiple Endocrine Neoplasia" - é uma doença hereditária caracterizada pelo aparecimento de tumores em várias glândulas endócrinas (tiróide, supra-renais e paratiróides) levando ao desenvolvimento de CMT, feocromocitoma e hiperparatiroidismo.

A MEN 2 é dividida em 3 subgrupos de acordo com as glândulas afectadas:

MEN 2A- Famílias com indivíduos afectados com CMT, feocromocitoma e hiperparatiroidismo
MEN 2B- Famílias com indivíduos afectados com CMT, feocromocitoma e lesões nas mucosas da boca denominados neuromas mucosos
CMTF (carcinoma medular da tiróide familiar)- Quando existem 3 ou mais indivíduos do mesmo lado da família em que a única manifestação da doença é o CMT.

Em 1993 uma equipa de cientistas descobriu que a MEN 2 e o CMTF são causadas por alterações específicas num gene chamado RET. Essas alterações genéticas são chamadas mutações e provocam o funcionamento anormal do gene RET.

Cada ser humano tem duas cópias de cada gene, uma herdada da mãe e a outra herdada do pai. A cópia que é herdada pelos filhos é transmitida ao acaso. Por este motivo quando um dos pais é portador de uma mutação no gene RET, as probabilidades dos descendentes herdarem uma cópia do gene RET com a mutação, de entre as duas cópias do progenitor portador, são de 50 por cento. Tal significa que os familiares em 1º grau de um portador da mutação têm 50 por cento de hipóteses de ter herdado a mutação.

Se o teste é positivo, a tiroidectomia profiláctica está indicada para a maioria das pessoas afectadas. A cirurgia profiláctica previne o cancro da tiróide pois o órgão é removido antes do seu desenvolvimento.

Como a expressividade da MEN 2 é variável, mesmo dentro da mesma família, só alguns desenvolvem feocromocitoma e hiperparatiroidismo. Periodicamente devem ser realizados exames que permitam uma vigilância apertada quer para uma quer para outra condição.

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Estudo
A apneia do sono pode dificultar o controlo da glicose sanguínea em pessoas com diabetes tipo 2 ao prejudicar o estágio de sono...

Estas descobertas fornecem mais uma razão para as pessoas usarem a máscara de CPAP (pressão positiva contínua em vias aéreas) durante toda a noite. O dispositivo é usado como tratamento padrão da apneia do sono e ajuda a manter a respiração constante.

É sabido que a apneia do sono – distúrbio que causa interrupções no sono e reduções perigosas dos níveis de oxigénio – cause um aumento muito grande do risco de diabetes tipo 2. Os casos mais graves estão geralmente associados ao controlo deficiente da glicose sanguínea em diabéticos.

As pausas na respiração dos pacientes com apneia podem acontecer em qualquer período da noite. Todavia, o novo estudo, publicado na revista Diabetes Care, descobriu que os episódios que ocorreram durante o sono REM (fase na qual ocorre o movimento rápido dos olhos) foram mais prejudiciais para o controlo da glicose sanguínea a longo prazo.

O sono REM ocorre na maioria das vezes antes do despertar, nas primeiras horas da manhã. Contudo, pesquisas mostraram que muitos pacientes removem as máscaras de CPAP no meio da noite por sentirem desconforto, afirmou Babak Mokhlesi, um dos autores do estudo e director do centro de distúrbios do sono da Universidade de Chicago.

Por isso, é mais provável que a apneia desses pacientes deixe de ser tratada durante o sono REM, período que talvez tenha uma importância singular para as pessoas com diabetes, afirmou Mokhlesi.

Estudo
Ter um ataque de raiva pode elevar o risco de sofrer um enfarte ou um Acidente Vascular Cerebral (AVC), revela uma nova...

Os cientistas identificaram as duas horas subsequentes a uma explosão de cólera como as de maior risco para a saúde de um indivíduo.

Mas os responsáveis pelo estudo alegam que mais pesquisas são necessárias para entender como funciona essa conexão e descobrir se estratégias para desanuviar o stress podem evitar tais complicações.

Pessoas que já tenham histórico de doenças cardíacas também apresentam maior risco de saúde caso passem por episódios de descontrolo emocional, afirmou o estudo americano, publicado na revista científica European Heart Journal.

Nas duas horas imediatamente subsequentes ao ataque de raiva, o risco de uma paragem cardíaca aumentou cinco vezes e o de AVC mais de três vezes, identificou o estudo, baseado em nove pesquisas diferentes.

O estudo foi feito a partir da análise de dados de milhares de pessoas.

Investigadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard afirmaram que o risco de um ataque de raiva na população comum é relativamente baixo - a hipótese de um indivíduo sofrer uma paragem cardíaca atinge uma a cada 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular que tenham rasgos de fúria uma vez por mês. Para pessoas com elevado risco cardiovascular, o risco aumenta para quatro em cada 10 mil.

Mas, segundo os cientistas, o risco é acumulativo, o que significa que indivíduos com temperamento explosivo têm uma maior probabilidade de sofrer de tais problemas.

Na avaliação da investigadora Elizabeth Mostofsky e a sua equipa, responsáveis pelo estudo, cinco ataques de raiva podem resultar em 158 paragens cardíacas por 10 mil pessoas com baixo risco cardiovascular por ano, aumentando para 657 as paragens cardíacas por 10 mil pessoas com elevado risco cardiovascular.

Segundo ela, «embora o risco de sofrer um ataque cardíaco após uma explosão de raiva é relativamente baixo, o risco pode acumular dependendo do número de episódios em que o indivíduo perca o controlo».

Ainda não está claro, no entanto, por que é que a raiva pode ser perigosa - os cientistas destacam que os resultados não necessariamente indicam que a cólera causa problemas cardíacos e de circulação.

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