Alergia bastante comum

Rinite Alérgica

A rinite alérgica é uma doença inflamatória crónica da mucosa do nariz e que se caracterizada por espirros, tosse, comichão e obstrução nasal.

A rinite alérgica é um tipo de alergia muito comum, cujas queixas são desencadeadas pelo contacto com a substância à qual se é sensível. Existem dois tipos de rinite alérgicas: a sazonal, cujos sintomas predominam nos meses de Primavera e Verão e a rinite alérgica perenial, que se caracteriza pela existência de sintomas durante o ano todo.

O indivíduo alérgico é aquele cujo sistema de defesa do organismo reage despropositadamente (em excesso) a substâncias que habitualmente são inofensivas. Ou seja, quando se é alérgico, por exemplo, a substâncias naturais que existem no ar que respiramos, a mucosa do nariz, dos seios peri-nasais, das pálpebras e dos olhos, fica irritada e inflamada. Este fenómeno é consequência da libertação de uma substância por parte do sistema de defesa do organismo chamada histamina.

São múltiplas as causas de rinite alérgica e o mesmo indivíduo pode ser sensível a mais do que uma substância. No entanto os agentes mais frequentes são o pólen das plantas, o bolor, os ácaros, o pelo de animais de estimação, o fumo do tabaco e a poeira.

O início da rinite alérgica ocorre principalmente na infância, mas pode surgir em qualquer idade. Quando surge nas crianças é frequente os sintomas continuarem pela vida adulta. Factores como a localização geográfica, as condições ambientais e a concentração de alergénio, influenciam o desenvolvimento da doença.

Segundo os dados disponíveis da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), estima-se que cerca de um quarto dos portugueses sofre de rinite alérgica, mas calcula-se que existam muitos mais casos não diagnosticados. O principal motivo prende-se com o facto de os sintomas serem semelhantes aos de uma simples constipação e os doentes desvalorizarem as queixas.

Portanto, um correcto diagnóstico ajuda a determinar a que substâncias é sensível e tomar medidas para aliviar os sintomas e evitar a evolução da doença.

Os sintomas mais frequentes da rinite alérgica surgem após a inalação da substância à qual o indivíduo é sensível. As queixas habituais são os espirros sucessivos; o nariz a pingar e a sensação de nariz tapado.

Pode acontecer que antes do aparecimento destes sintomas, sinta comichão acentuada do nariz, olhos e garganta, bem como sensação do nariz a correr, lacrimejo e olhos vermelhos. Algumas pessoas podem também mencionar dores de cabeça, particularmente sobre os olhos, ou atrás destes, e em redor das maçãs do rosto. Por vezes os sintomas podem ser mais generalizados, surgindo eczema, urticária, dificuldade em dormir e cansaço.

O diagnóstico de rinite alérgica é feito através das queixas apresentadas pelo doente e pela observação médica, complementadas por alguns exames de diagnóstico.

O momento de aparecimento dos sintomas pode ser útil já que este depende da presença do alergénio no ar respirado.

A observação médica é importante, mas o especialista precisará de alguns exames complementares de diagnóstico para determinar a que substância se é sensível.

Os exames incluem provas cutâneas ou teste epicutâneo, análises de sangue e análise de secreções nasais.

Agentes mais frequentes da rinite alérgica:
- Pólen das plantas – é o alergénio mais comum (o pólen das plantas com flor geralmente não provoca alergia). As pessoas apresentam as queixas no início da Primavera, agravando-se pela manhã e em dias ventosos. Referem sentir-se melhor quando chove;
- Bolor – pequeno fungo existente no ar e que cresce particularmente no Outono. Os indivíduos mencionam agravamento das queixas à noite, em ambientes húmidos e após tempo húmido, sentindo-se melhores em meios quentes;
- Ácaros – são microrganismos existentes no pó da casa. As pessoas têm queixas quando limpam a casa, fazem a cama, usam aquecimentos e se deitam na cama ou locais acolchoados;
- Partículas de peles de animais - pêlo e penas de animais de estimação;
- Fumo de tabaco;
- Poeira - variedade de substâncias como fibras de tecidos, partículas de comer e produtos químicos de limpeza.

Prevenção da rinite alérgica
A primeira atitude a ser tomada é evitar as substâncias que se julgam ser a causa da rinite alérgica. Os procedimentos são diferentes consoante o tipo de rinite alérgica apresentada. O indivíduo com rinite de tipo sazonal deve evitar passear pelo campo, principalmente durante os meses de Primavera e Verão.

O doente com rinite alérgica de tipo perene deve ter um controlo mais apertado em relação a substâncias domésticas. Recomenda-se manter a casa o mais limpa possível, evitando ter objectos que têm maior tendência para acumular pó, como por exemplo, mantas, tapetes, móveis acolchoados, almofadas de penas e cortinados em excesso. São aconselhados os tecidos sintéticos, em vez de lã ou algodão, para diminuir a probabilidade de acumulação de pó. A casa deve estar livre de humidade, sendo útil lavar as paredes que apresentam bolor com desinfectante. Está aconselhado o uso de desumidificador. Os doentes alérgicos ao bolor devem evitar ter em casa violetas africanas e gerânios.

É igualmente importante evitar o contacto com animais de estimação, porém se tal não acontecer devem ser tomadas medidas de higiene rigorosas evitando a presença de pêlos espalhados pela casa. Deve evitar-se o fumo do tabaco.

Diferenciar os sintomas
As queixas descritas em relação com a rinite alérgica podem surgir noutras doenças. Ou seja, se os sintomas descritos forem acompanhados de febre, dores difusas pelo corpo e/ou secreções nasais amarelo-esverdeadas, podem indicar uma causa infecciosa, como por exemplo uma gripe ou outra infecção respiratória.

Por outro lado, se as secreções nasais apresentam sangue e a sensação de nariz tapado é só de um lado, poderá pensar-se na existência de algo mais grave, ou a presença de um corpo estranho (geralmente em crianças) ou desvio da parede do nariz (desvio do septo) para um dos lados.

Tratamento
A forma mais eficaz de tratar a rinite alérgica é preveni-la. Porém, há medicamentos que podem ser prescritos pelo médico sempre que o afastamento dos alergénios é pouco prático ou eficaz. Os medicamentos mais utilizados são os anti-histaminicos, uma vez que bloqueiam os efeitos da histamina e importantes no alívio dos sintomas e os corticóides para diminuir a inflamação.

Há também a imunoterapia ou dessensibilização usada em doentes, que apesar de uma terapêutica máxima bem instituída, apresentam queixas.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.