Pelas suas práticas inovadoras
Projecto com a chancela das Nações Unidas procura promover um mundo sem barreiras e elegeu o código para daltónicos como exemplar.

O ColorADD® – código de identificação de cores criado pelo designer português Miguel Neiva – acaba de ser distinguido pelo Zero Project, uma rede mundial com a chancela das Nações Unidas que o colocou na sua lista anual de práticas inovadoras na área da acessibilidade, onde se incluem outros 53 projectos oriundos de trinta países.

No diploma entregue ao projecto português, o Zero Project descreve que o ColorADD é “exemplar no que concerne à inovação, ao impacto e à possibilidade de crescimento e da obtenção de sucesso a longo termo”, salientando que o código de Miguel Neiva “providencia, de uma forma notável, uma solução prática para melhorar a acessibilidade a pessoas com deficiência”.

O ColorADD® é um código universal de identificação de cores, pensado para incluir as pessoas que sofrem de daltonismo, patologia que afecta cerca de 350 milhões em todo o mundo e 10% de toda a população masculina, e que pode levar a sérios problemas de integração social. “Começou como um projecto pessoal e tomou proporções inimagináveis: o ColorADD® conta já com aplicações tão distintas como materiais escolares, indicações de linhas de metro, catálogos de tintas, etiquetas de roupas ou rotulagem de medicamentos”, explica o seu criador, o designer Miguel Neiva.

O Zero Project é uma rede mundial lançada pela Essl Foundation e gerida em parceria com o World Future Council e o European Foundation Centre. A sua missão passa por trabalhar por um mundo sem barreiras para pessoas com deficiência, seleccionando práticas e políticas inovadoras e comunicando-as a decisores e líderes de opinião de todo o mundo. Cabe ainda a este projecto a busca de ferramentas e indicadores sociais que permitam avaliar a implementação da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU.

Sobre o ColorADD®

O projecto ColorADD®, criado pelo designer português Miguel Neiva, é um sistema inovador que permite identificar a cor através de um código gráfico, replicando o conceito a partir das cores primárias e nos tons branco e preto. O inovador sistema de códigos de identificação de cores distingue-se pela sua fácil e imediata apreensão. ColorADD® é uma marca registada e de aplicação universal.

Missão e valores ColorADD®

Este projecto tem como principal objectivo contribuir para a melhoria da qualidade de vidas das pessoas daltónicas, oferecendo-lhes condições para que possam, com independência, segurança e tranquilidade, realizar as tarefas diárias nas quais a cor seja factor determinante. De entre a população mundial, estima-se que cerca de 10% dos homens sejam daltónicos.

Pretende-se que este sistema seja implementado nos mais variados sectores de actividade a nível nacional e internacional. Para além da adopção por parte das entidades, há a ambição de que este código seja o ponto de partida para a investigação, contribuindo para a inovação de conceitos e tornando a sociedade mais inclusiva. Na base do desenvolvimento deste projecto estão valores essenciais como a universalidade, a transversalidade e a inclusão.

Na Assembleia da República
A Fundação Portuguesa do Pulmão apresentou propostas que visem melhorar a saúde respiratória em Portugal, numa audição com a...

A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) esteve ontem numa audição com a Comissão de Saúde para debater os dados do relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR) e apresentar propostas concretas que visem melhorar a saúde respiratória em Portugal. Dados do Relatório mostram que saúde respiratória dos portugueses está a piorar.

A FPP sugere medidas em concreto, tais como:

  • A criação de uma rede de cuidados respiratórios que inclua todos os profissionais de saúde envolvidos na prevenção e controle das doenças respiratórias em qualquer nível de cuidados, com a inclusão de unidades, fora do contexto hospitalar, de apoio a doentes com insuficiência respiratória que necessitam de ventilação.
    • Em 5 anos tiveram de ser submetidos a ventilação em unidades de cuidados intensivos, por períodos superiores a 30 dias, 6.426 doentes com um custo superior a 84 milhões de euros.

 

  • Para Teles de Araújo, presidente do ONDR e da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) “desta realidade ressalta a necessidade de serem encontradas novas formas organizativas de resposta às necessidades destes doentes, fora dos hospitais, que permitam encurtar os períodos de internamento destes doentes, libertando camas de cuidados intensivos, cuja escassez é notória".

 

  • Existem projectos privados, como o projecto REMEO, um programa de natureza privada, testado em países como a Alemanha e os Estados Unidos, que pode ser integrado na resposta a esta necessidade. Estas unidades permitiriam diminuir custos, fornecer aos doentes e familiares cuidados mais adequados e diminuir o risco de complicações inerentes aos espaços hospitalares.

 

  • Outra das medidas apresentadas pelos especialistas do Observatório na Comissão de Saúde passa pela criação de uma rede de reabilitação respiratória em Portugal. Uma vez que em Portugal apenas 0,1% dos doentes têm acesso a esta parte essencial da terapêutica de doenças respiratórias crónicas que é custo-efectiva. Estes programas assentam em 3 pilares: apoio clínico, educação e exercício.

 

  • Para Teles de Araújo “torna-se premente o desenvolvimento duma rede de reabilitação respiratória com componente hospitalar e de proximidade, de forma a tratar os doentes com impacto positivo na sua qualidade de vida e redução efectiva dos custos directos e indirectos, associados à doença”.

 

Para Teles de Araújo, as dificuldades no acesso aos cuidados de saúde primários e hospitalares, “torna essencial uma reflexão conjunta para implementação de medidas, como as sugeridas por nós – criação de uma rede de cuidados respiratórios e criação de uma rede de reabilitação respiratória, que visem melhorar esta condição com soluções custo-efectivas para o Estado e que não comprometem a saúde dos doentes”.

Gabinete oficial de estatísticas da União Europeia
Portugal tinha, em 2012, a taxa de fecundidade mais baixa da União Europeia (1,28), numa tabela liderada pela Irlanda e a...

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE) - que divulga dados de 2012 - além de Portugal, as mais baixas taxas de fecundidade foram registadas na Polónia (1,30) e em Espanha (1,32).

No outro extremo da tabela, à Irlanda e França juntam-se o Reino Unido (1,92) e a Suécia (1,91), segundo os dados divulgados no âmbito do Dia Internacional da Mulher, que se assinala no sábado.

A taxa de fecundidade - o número de filhos por mulher - tem vindo a reduzir-se em Portugal: em 2001 era de 1,45, em 2005 de 1,41, em 2010 de 1,39, em 2011 de 1,35, até aos 1,28 de 2012.

Para mulheres entre os 18 e os 55 anos
“Unidas para treinar” promete mudar vida das participantes em apenas três meses.

A Advanced Training Academy do Tâmega Clube de Amarante abriu as inscrições para um programa de treino e saúde que promete mudar a vida das mulheres.

Destinado a mulheres entre os 18 e os 55 anos, o programa “Unidas Para Treinar” que será lançado simbolicamente a 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, contempla 3 meses de sessões de treino físico, formação nutricional, desafios mistério e a possibilidade das participantes ganharem vários prémios, incluindo um prémio para a vencedora no valor de 2500 euros, em tratamentos estéticos com avaliação clínica do Dr. Ribeirinho Soares.

Miguel Cardoso, director técnico, da Advanced Training Academy, revela que “o programa pretende transformar positivamente a vida das participantes de forma permanente e duradoura. Juntámos profissionais de educação física, nutrição, estética e saúde oral porque consideramos que é a única forma de garantir resultados e mudanças para a vida. Detectamos que as mulheres têm maior dificuldade em equilibrar as suas necessidades pessoais com a vida profissional e familiar. Por isso, estudámos e elaborámos um programa destinado especificamente às mulheres, que as motive e incentive a mudarem para uma vida melhor, porque isso é positivo para elas e também para as suas famílias. Este programa pretende incutir uma autonomia, hábitos de vida saudáveis e permanentes através da interdisciplinaridade de várias áreas”.

O programa “Unidas Para Vencer” tem um sistema de atribuição e monitorização de pontos, que serve de incentivo às participantes. O importante neste programa é a criação de uma rotina de treino e desse modo, a atribuição de pontos é realizada fundamentalmente através da presença nos treinos pois consideramos que é um critério exequível para todas as mulheres independentemente da sua condição física ou idade. São pontuados ainda os testes em formato americano após palestras de nutrição e desafios mistério. As participantes com maior número de pontos terão maiores probabilidades de ganhar o prémio a sortear no final. Entre várias surpresas disponíveis ao longo do programa destacamos o primeiro prémio no valor de 2500€ em serviços estéticos do reputado cirurgião plástico Dr. Ribeirinho Soares, jantar e noite para duas pessoas no restaurante Largo do Paço distinguido com uma estrela Michelin, cartão anual para a academia Advanced Training, branqueamentos dentários e brindes da GoSuper.

As inscrições já estão abertas no site www.advancedtrainining.pt.

O programa começa a 29 de Março com uma sessão de esclarecimento gratuita e aberta ao público, sendo que os treinos realizam-se três vezes por semana. Começam a 31 de Março e prolongam-se até 6 de Julho. Nos dias úteis, as sessões são em horário laboral.

A inscrição tem um valor de 85€ e inclui um seguro desportivo, à qual acresce a mensalidade de 59€.

Auditoria do Tribunal de Contas
O número de utentes sem médico de família aumentou 24% desde 2006, altura em que começaram a surgir as Unidades de Saúde...

“O grande objectivo da reforma [dos cuidados de saúde primários], que era o de atribuir um médico de família a cada utente inscrito numa unidade funcional, não foi ainda atingido”, lê-se no relatório de uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC) ao desempenho das unidades funcionais da rede de cuidados de saúde primários.

Segundo o TdC, o número de utentes inscritos sem médico de família atingia, em Dezembro de 2012, os 1.657.526.

Estudo revela
Os cientistas afirmam que a elevação das temperaturas pode causar uma maior disseminação e que a enfermidade está entrar em...

As pessoas que vivem em terras altas em África e na América do Sul podem correr risco acrescido de contrair malária durante os anos mais quentes, segundo um novo estudo sobre a doença hoje publicado pela BBC e citado pelo iOnline.

De acordo com uma pesquisa feita por cientistas da Universidade norte-americana de Michigan, as altas temperaturas estão a ajudar a espalhar a malária para zonas mais montanhosas, que, de resto, consideram, têm sido um “refúgio tradicional” da doença.

“O risco da doença diminui com a altitude e é por isso que, historicamente, as pessoas se instalaram nessas regiões mais altas”, disse o pesquisador da Universidade de Michigan, Mercedes Pascual, citado pela BBC.

Mas, segundo a investigação, no futuro, o aumento da temperatura pode contribuir para o registo de milhões de casos adicionais da doença em algumas destas áreas.

Os cientistas afirmam que a elevação das temperaturas pode causar uma maior disseminação e que a enfermidade está entrar em novas regiões que anteriormente eram consideradas livres da malária.

Os cientistas examinaram áreas densamente povoadas em terras altas da Colômbia e Etiópia, onde há registos pormenorizados de altas temperaturas e de casos de malária de 1990 a 2005. No final, os investigadores concluíram que, nos anos mais quentes, a malária começou a “escalar” montanhas, enquanto em anos mais frios se mantém em altitudes mais baixas, o que, em parte, justifica o aumento substancial de casos observados nas regiões altas, disse Mercedes Pascual.

Na Etiópia, onde quase metade da população vive a uma altitude de entre 1.600 e 2.400 metros, os cientistas acreditam que pode haver muitos mais casos.

“Nós estimamos que, com base na distribuição da malária em função da altitude, uma elevação de um grau célsius da temperatura pode aumentar anualmente em três milhões os casos adicionais de malária em crianças menores de 15 anos”, disse Mercedes Pascual.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, pelo menos 627 mil pessoas, nomeadamente crianças africanas, morreram de malária no ano passado, que registou 207 milhões de casos da pandemia.

Saiba como
A ingestão de bebidas alcoólicas, quando em excesso, pode ser sinónimo de um dia seguinte de mal-est

Por vezes o consumo de álcool pode proporcionar momentos de maior descontracção. Estes estados podem levar a beber um pouco mais, para lá do limite desejável, tornando o dia seguinte numa difícil recuperação do bem-estar do nosso organismo.

A ressaca acontece devido à intoxicação do nosso organismo após a ingestão excessiva de álcool. Esta tem uma acção de desidratação, afectando o fígado e os rins e provoca os tão indesejado sintomas como as dores de cabeça, boca seca, náuseas e vómitos, etc.

A recuperação não é, normalmente, uma tarefa fácil nem agradável pela qual se deseje voltar a passar tão depressa.

Há porém alguns cuidados que poderá ter, antes e depois do consumo de bebidas alcoólicas, para minimizar os tão indesejados efeitos da ressaca no dia seguinte.

Se sabe previamente que há a hipótese de nesse dia vir a cometer alguns excessos de consumo de álcool, previna-se. Alimente-se bem e beba muita água, chá ou sumos naturais. Proteja assim o seu estômago, proporcionando-lhe uma maior resistência ao álcool.

Em relação ao tipo de bebidas a consumir, este pode também ser um factor determinante para agravar os efeitos da ressaca. Há bebidas que contêm mais impurezas e conservantes do que outras, exemplo disso são aquelas em que são utilizados produtos químicos para alterar a sua cor e sabor.

Já sabe que se optar pelas marcas mais baratas, poderá estar a correr o risco de ingerir mais quantidade de impurezas devido a uma menor filtragem das mesmas no processo de destilação.

Estes são alguns cuidados a ter antes e durante o consumo, contudo não vão eliminar por completo as sensações de mal-estar no dia seguinte, por isso há que passar à fase seguinte: a desintoxicação!

O potássio e o sódio têm de ser repostos, após ter passado uma grande parte do tempo a libertá-los através da urina.

Para uma rápida recuperação, a sua alimentação neste dia será de extrema importância!

Os melhores alimentos a consumir serão os legumes e frutas. De fácil digestão e com elevadas quantidades de vitaminas, irão ajudar a repor o normal funcionamento do fígado e rins, funcionamento este que também será beneficiado pelo consumo abundante de líquidos como a água ou chá.

Hidratos de carbono como o pão e as massas deverão prevalecer na sua alimentação em alternativa a outro tipo de alimentos como as carnes vermelhas, fritos ou gorduras.

Um alimento que contribui bastante para a recuperação é o gengibre. As suas propriedades ajudam a eliminar mais rapidamente o álcool do organismo e reduzem também as náuseas e vómitos. Pode ser ingerido em chá contribuindo também dessa forma para a reidratação.

Estas são apenas algumas dicas, que consideramos como mais importantes. Mas já sabe, se realmente não quer passar por este estado, nada melhor que conhecer os seus limites e evitar o consumo excessivo de álcool.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Reacção alérgica
A rinite alérgica perenial é uma doença muito frequente e caracteriza-se por afectar os doentes dura

A rinite deve-se a uma reacção alérgica que afecta as pessoas com pré-disposição (genética) provocada por uma reacção imunitária anómala perante a inalação de determinadas substâncias - alergénios - que, para a maioria das pessoas, são inócuas.

No entanto, na rinite alérgica, a reacção ocorre na mucosa nasal e provoca diferentes sintomas consoante o alergénio. Ou seja, embora desencadeiem uma reacção alérgica idêntica, nem todos os alergénios produzem o mesmo efeito em todas as pessoas, pois cada indivíduo pode ser sensível a um em concreto ou apenas a alguns, enquanto os restantes não provocam qualquer manifestação. Além disso, o problema nem sempre tem a mesma evolução, pois depende da natureza dos alergénios responsáveis.

Por isso se distingue dois tipos de rinite: a sazonal, habitual nos meses da Primavera e Verão, cujo principal alérgenio são os pólenes; e a perenial, que ocorre todo o ano, tornando o problema crónico, e os alergénios habituais são os pelos e penas dos animais de estimação, o pó doméstico, os ácaros e o bolor.

Nestes indivíduos, perante a inalação, ou contacto, com o alergénio, o sistema imunitário responde com a produção de anticorpos que actuam sobre as células, denominadas mastócitos, provocando a libertação de substâncias que desencadeiam uma reacção inflamatória, sobretudo histamina. Trata-se de um processo semelhante a todas as patologias de tipo alérgico, variando apenas o órgão onde a reacção inflamatória desencadeada.

Sintomas da rinite perenial
Os sinais e sintomas aparecem ou acentuam-se quando se realizam actividades em que se levanta pó, sobretudo durante a limpeza doméstica. O típico ardor no nariz, espirros repetidos e rinorreia, lacrimejo e olho vermelho são os principais sintomas deste tipo de rinite.

Os sintomas acentuam-se em contactos com o alergénio e como podem surgir durante o ano todo, os doentes podem ter períodos muito incapacitantes e provocar grande transtorno nas actividades da vida diária.

Tratamento
É muito importante o médico distinguir a rinite alérgica perenial de outras possíveis infecções recorrentes dos seios (sinusite) e das formações anormais que afectam o nariz (pólipos nasais). A sinusite e os pólipos nasais podem ser complicações da rinite alérgica.

No tratamento destas situações alérgicas é muito importante evitar o contacto com os factores desencadeantes. Assim é de grande importância que no ambiente doméstico ou profissional seja evitado o contacto com o pó de casa, com animais, com o fumo do tabaco ou outros fumos, com bolores, poluentes ou gases. O ambiente do ar doméstico deve ser saudável, com bom arejamento e ventilação, e promovendo-se uma limpeza cuidada.

No entanto, quando as medidas preventivas não são suficientes para evitar os sintomas recorre-se à terapêutica medicamentosa. Com um correcto diagnóstico e com as medidas terapêuticas adequadas é possível controlar eficazmente a alergia e possibilitar uma vida livre de sintomas incapacitantes.

Existem múltiplas alternativas terapêuticas e por isso o médico escolherá o medicamento consoante o tipo e a gravidade da doença, bem como da resposta do doente à medicação instituída.

Na maioria das situações, os tratamentos baseiam-se em corticóides de acção local, quer nasais quer por deposição nos brônquios. É também habitual recorrer aos anti-histamínicos, por via oral ou também por via tópica. É ainda possível recorrer à imunoterapia específica. Esta terapia socorre-se de injecções subcutâneas ou da via sublingual de concentrações crescentes do alérgenio específico, de modo a criar tolerância e dessensibilização do sistema imunitário e desta forma controlar a doença.

Em alguns casos é necessário recorrer à cirurgia para eliminar os pólipos nasais ou para tratar uma infecção dos seios perinasais.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Causada por gram-negativas
A pneumonia bacteriana é uma doença respiratória que gera sintomas como tosse produtiva e febre e cu

A pneumonia é uma doença inflamatória dos pulmões causada por uma infecção. Pode ser leve, severa ou mortal, dependendo do organismo que a provoque, da idade e do estado geral de saúde do doente. Quando ocorre num doente fora do hospital, é denominada pneumonia adquirida na comunidade.

A pneumonia é uma doença que requer cuidados especiais, porque embora a maioria dos casos se cure rapidamente com os tratamentos adequados em ambulatório, também é possível que um agravamento rápido do estado geral dos doentes, com apresentação de dificuldades respiratórias, implique o internamento hospitalar.

As pneumonias causadas por bactérias são mais perigosas e requerem cuidados médicos e tratamentos mais cuidados. As bactérias classificam-se em gram-positivas e gram-negativas, baseando-se no seu aspecto quando são coradas e se vêem ao microscópio.

Por um lado, os causadores da maior parte dos casos de pneumonia são os pneumococos, os estafilococos e as bactérias gram-positivas. Por outro lado, as bactérias gram-negativas, como a Klebsiella e a Pseudomonas, provocam uma pneumonia que tende a ser extremamente grave.

Os pulmões do adultos saudáveis raramente são infectados por bactérias gram-negativas. Os infectados com maior frequência são as crianças pequenas, assim como as pessoas de idade avançada, os alcoólicos e as pessoas com doenças crónicas, especialmente com alterações do sistema imune. Já as infecções por bactérias gram-positivas adquirem-se geralmente em ambientes hospitalares.

A gravidade das bactérias gram-negativas centra-se no facto de poderem destruir com muita rapidez o tecido pulmonar, tendendo por isso a agravar de forma rápida a pneumonia provocada por uma bactéria gram-negativa.

A febre, a tosse e a falta de ar são frequentes, e a expectoração eliminada pode ser espessa e de cor avermelhada (cor e consistência semelhantes à geleia de groselha).

Dada a gravidade da infecção, o indivíduo é hospitalizado para submeter-se a um tratamento intensivo com antibióticos, oxigénio e líquidos endovenosos. Às vezes, é necessário um tratamento com respirador.

Mesmo com um tratamento totalmente adequado, morrem cerca de 25 a 50 por cento das pessoas que sofrem de pneumonia causada por uma bactéria gram-negativa.

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Guia
O Guia de Reacções Adversas Cutâneas elaborado diz respeito às reacções adversas cutâneas a medicame
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Ensaio clínico demonstra
Um ensaio clínico realizado com 12 pessoas infectadas com VIH demonstrou a eficácia da terapia genética conhecida como “edição...

Realizado nos EUA um ensaio clínico com 12 pessoas infectadas com VIH demonstrou a eficácia da terapia genética conhecida como “edição genómica” no bloqueio do vírus da SIDA, avança o Diário Digital.

Através da nova técnica de terapia genética - descrita como uma espécie de edição de texto no computador aplicada aos genes -, os investigadores utilizaram pela primeira vez enzimas geneticamente modificadas, chamadas “nucleases dedo de zinco” (ZFN, na sigla em inglês) para alterar os genes e conseguiram bloquear e controlar o VIH nos 12 seropositivos, aumentando resistência destes ao vírus.

Alguns dos participantes no ensaio clínico conseguiram obstruir a produção da proteína usada pelo vírus da Sida para infectar células humanas, o que os tornou em pessoas imune a contrair o VIH. De acordo com a The New England Journal of Medicine, a nível mundial existem apenas dois por cento de pessoas nesta condição.

Os 12 doentes seropositivos que se submeteram ao estudo, dirigido por Carl June, do Departamento de Patologia e Medicina Laboratorial da Escola de Medicina Perelman, receberam células geneticamente modificadas que tinham sido anteriormente retiradas dos próprios organismos.

Os cientistas concluíram que o processo é bem tolerado e seguro e que as células modificadas revelaram uma persistência no organismo superior ao observado nas originais, refere a publicação científica.

Os investigadores constataram também modificação das células no tecido linfóide associado ao intestino, que constitui um importante armazém de células imunitárias e depósito de infecção por VIH, o que indiciou que as estruturas modificadas funcionavam normalmente no organismo.

Segundo a revista, em 12 semanas as cargas virais baixaram em quatro doentes cujo tratamento anti-retroviral foi interrompido, enquanto num ficou esteve abaixo do limite de detecção.

DGS alerta
A Direcção-Geral da Saúde alerta que a aplicação de taxas moderadoras pode levar ao aumento do aborto ilegal.

A Assembleia da República debate uma petição para acabar com a isenção de taxas moderadoras às mulheres que interrompam a gravidez, avança o jornal i. A ideia tem o apoio do CDS, mas tanto os sociais-democratas como os socialistas rejeitam essa possibilidade. Às reservas dos partidos junta-se a Direcção-Geral da Saúde (DGS) com um alerta de que a aplicação de taxas moderadoras pode levar ao aumento do aborto ilegal.

Num parecer pedido pelos deputados, a DGS avisa que uma taxa moderadora pode levar a que as mulheres recorram ao “uso de fármacos em automedicação ilegal”, o que “poderia traduzir-se num recrudescimento das complicações de aborto ilegal”. Sobre os efeitos de aplicar taxas moderadoras ao aborto, a DGS diz que não há “estudos que demonstrem que a aplicação de um co-pagamento ou taxa moderadora diminua as interrupções das gravidezes indesejadas”.

Circular Infarmed
O Infarmed emitiu uma circular informativa que define a alteração de preços dos dispositivos destinados a doentes com diabetes.

O Despacho n.º 4294-A/2013, de 20 de Março, definiu uma redução de 15% dos preços de venda ao público (PVP) dos reagentes (tiras-teste) para determinação de glicemia, cetonemia e cetonúria e das agulhas, seringas e lancetas destinadas a pessoas com diabetes.

O Despacho n.º 3575/2014, de 6 de Março, vem dar ordem de cumprimento da decisão judicial de 23/01/2014 do Tribunal Central Administrativo do Sul, que decretou a suspensão da eficácia das normas contidas nos números 1, 2, 3, 4, 5 e 6 do Despacho n.º 4294-A/2013, de 20 de Março.

Os PVP daqueles produtos voltam a vigorar à data de 07/03/2014 com o valor que tinham à data de 31/03/2013 e os preços aprovados após essa data serão recalculados tendo em conta as mesmas regras.

Estes PVP poderão ser consultados em Programa de Controlo da Diabetes Mellitus.

É permitida a remarcação destes produtos nas instalações das farmácias e dos distribuidores grossistas. Os esclarecimentos adicionais sobre esta matéria devem ser solicitados através do e-mail [email protected]

Câmara de Gaia prevê gastar
Autarquia diz que está a procurar financiamento para conseguir fazer as intervenções necessárias e compromete-se a resolver...

O presidente da Câmara de Gaia estima que sejam necessários cerca de 1,6 milhões de euros para retirar o amianto dos jardins-de-infância e escolas de 1.ºciclo sob responsabilidade desta autarquia e defendeu a comparticipação do Governo.

A questão do amianto existente em estabelecimentos de ensino de Gaia foi levantada na Assembleia Municipal (AM) por munícipes e através de uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda intitulada “Plano de Emergência para o Fim do Amianto [placas de fibrocimento] nas Escolas de Vila Nova de Gaia”. Recentemente o debate sobre ainda existirem edifícios com amianto e a sua relação com casos de cancro foi retomado, com várias autarquias a tentarem uma solução.

Eduardo Vítor Rodrigues informou que está a ser feito um estudo focado nos estabelecimentos de ensino que são responsabilidade da autarquia, jardins-de-infância e escolas de 1.ºciclo, e o autarca prevê que seja necessária uma verba a rondar 1,6 milhões de euros para tratar a questão.

O presidente da Câmara defendeu que o problema deveria ser tratado “centralmente” pelo Governo ou “regionalmente” pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, acrescentando que chegou a existir a intenção de candidatar a retirada de amianto a nível nacional ao antigo Quadro Comunitário de Apoio (ciclo 2007/13), ideia que foi cancelada e a candidatura transferida para as áreas do Ambiente, Turismo e Cultura.

À margem da sessão, Vítor Rodrigues adiantou já terem sido identificadas 32 escolas em Gaia com amianto e que, após o estudo focado no meio escolar, a Câmara vai avançar para um levantamento aos pavilhões de associações e espaços públicos do concelho.

“Queremos ter tudo pronto para, mal abra um financiamento, podermos avançar. A Câmara percebe que vai ter de comparticipar, mas não temos capacidade para a totalidade. Se até ao final do ano lectivo o Governo não abrir uma linha de financiamento, nós vamos começar a obra em três fases, garantindo que até ao final deste mandato acaba o problema. Mas é muito injusto porque estas eram escolas do Governo. Esta é uma questão de saúde pública”, disse o autarca de Gaia.

Por cirurgia
Dados do primeiro semestre de 2013 mostram que há mais operações a doentes com cancro mas que não chegam para a procura, pelo...

No espaço de seis anos, o número de pessoas a dar entrada na lista de inscritos para uma cirurgia oncológica cresceu quase 25%, ao mesmo tempo que o número de operados fora dos tempos aconselháveis caiu para metade. O problema é que a tendência de descida que vinha a acontecer desde 2007 foi invertida no primeiro semestre de 2013, com os doentes a terem de esperar em média 24 dias, quando no mesmo período do ano anterior só esperavam 19. Os casos com cancros da pele e da próstata são os que mais aguardam.

Os dados são da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e fazem parte do Relatório Preliminar do SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia), relativo ao primeiro semestre de 2013, que acaba de ser publicado e que mostra que a área da oncologia segue uma tendência diferente do resto das intervenções, nas quais o tempo de espera melhorou. Para a ACSS, “o aumento do número de inscritos é o esperado” tendo em consideração que todos os anos o número de casos de cancro cresce e que há também um “desejável aumento da detecção mais precoce”.

Em relação ao primeiro semestre de 2012, os hospitais públicos fizeram mais 2,9% de intervenções cirúrgicas a neoplasias malignas, com um total de 22.321 doentes operados. Porém, o acréscimo de produtividade não foi suficiente para travar o aumento do tempo de espera que subiu cinco dias, de 19 para 24 dias. Esta derrapagem teve também tradução na percentagem de doentes que ainda são operados foram dos tempos recomendáveis para as doenças em causa: em 2013 eram 22,6%, quando no ano anterior eram 22,4%. Além disso, o número de pessoas que ainda aguardavam operação no fim do semestre é também o mais elevado dos últimos seis anos, já que no primeiro semestre de 2007 eram 3501 e agora eram 3725.

Quanto aos grupos com mais problemas de espera, as neoplasias malignas da pele são as que aguardam mais dias (26) e em que mais gente é operada fora do prazo (32,5%). Segue-se o cancro da próstata, em que a espera em dias é maior, com 34 dias, mas a percentagem de pessoas operada fora do prazo previsto na lei baixa para 29,2%. Alguns cancros da região torácica são os que menos esperam, com uma média de 13 dias e apenas 11,8% de intervenções fora do tempo recomendado. Já os casos de cancro da mama esperam 16 dias, sendo que a percentagem fora do desejável se fica pelos 7,4%.

Investigação do Instituto Gulbenkian de Ciência
Um grupo de cientistas portugueses do Instituto Gulbenkian de Ciência fez uma investigação pioneira: o estudo da evolução de...

Depois de anos de estudo da evolução de bactérias in vitro, em placas de Petri, um ambiente artificial, investigadores portugueses especializados em evolução, microbiologia e imunologia estudaram o desenvolvimento da bactéria Escherichia coli (E. coli) no seu ambiente natural - o intestino.

Segundo a investigação liderada por Isabel Gordo, estas bactérias acabam por competir entre si para sobreviverem no intestino, assumindo uma série de mutações ao longo do seu tempo de vida.

A identificação das várias estirpes irá, no futuro, permitir a elaboração de novas formas de combate a doenças. “Esta abordagem é necessária para trilhar caminhos científicos, que eventualmente irão resultar numa aplicação para a saúde e doenças”, afirma Jocelyn Demengeut, uma das cientistas envolvidas no projecto.

Apesar de transferida para a Guarda
A administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste esclareceu hoje que os utentes do sul do Distrito de Bragança vão...

O Conselho de Ministros decidiu que o Centro de Saúde de Vila Nova de Foz deixa de pertencer à Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) e passa para a gestão da Unidade Local de Saúde da Guarda, o que implica também a transferência do Serviço de Urgência Básica (SUB) que funciona naquela unidade.

Devido à proximidade geográfica, os doentes dos concelhos do sul do Distrito de Bragança, como Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta, eram encaminhados para este serviço em caso de emergência médica e vão continuar a ser, segundo garantiu hoje a ULSNE.

Num esclarecimento por escrito enviado à agência Lusa, a administração da entidade responsável pela saúde no Nordeste Transmontano indica que “do ponto de vista do doente, tudo continua como até aqui, incluindo o Serviço de Urgência Básica, uma vez que a SUB de Vila Nova de Foz Côa integra a Rede Nacional de Urgência e Emergência definida pela tutela”, o Ministério da Saúde.

“Assim, a referenciação de doentes através da SUB será exactamente a mesma, independentemente do local de origem, seja o utente do município de Foz Côa, na Guarda, ou do sul do Distrito de Bragança”, acrescenta o esclarecimento.

De acordo com a administração da ULSNE, a transferência de Foz Côa para a Guarda é “uma alteração apenas ao nível da gestão daquele Centro de Saúde, nomeadamente dos recursos humanos, materiais e financeiros, a qual não tem impacto directo no que respeita ao atendimento dos utentes”.

Embora pertença ao Distrito da Guarda, o concelho de Vila Nova de Foz Côa tem estado associado ao Distrito de Bragança não só nos serviços de saúde, mas também noutros projectos como o do sistema intermunicipal de tratamento de resíduos.

Tribunal de Contas
Os carros dos membros do conselho directivo da Administração Central dos Sistemas de Saúde foram indevidamente usados para fins...

No relatório com os resultados da auditoria financeira relativa a 2011, o Tribunal de Contas (TdC) acrescenta que a Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS) pagou ilegalmente mais de três mil euros pelo uso irregular de viaturas de serviço para fins particulares, custos estimados com combustível e portagens.

Esta é uma das irregularidades que o TdC diz que seria passível de ser considerada uma infracção financeira punível. Contudo, o tribunal decidiu não aplicar sanções por considerar que existem motivos para ser relevadas.

Fonte oficial do Ministério da Saúde disse à agência Lusa, citada pelo Diário de Notícias, que, quanto ao uso da viatura de serviço, o presidente da ACSS supunha que se tratava de um direito e dado o horário que a si próprio impunha não tinha alternativa, “como o Tribunal de Contas de certa forma reconheceu, dada a relevação”.

O Tribunal recorda que esta má utilização de viaturas para fins particulares tinha sido também detectada numa auditoria da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde, que encontrou pagamentos de vias verdes e de parqueamentos em horas e locais que dificilmente estariam relacionados com a actividade dos serviços.

Ainda sobre viaturas de serviço, o Tribunal de Contas diz que em 2011 a ACSS tinha 11 veículos, sete deles inactivos. Utilizava, então, oito viaturas em regime de aluguer de longa duração, cinco delas afectas aos membros do conselho directivo e uma à Unidade de Missão dos Cuidados Continuados Integrados.

Globalmente, o relatório hoje divulgado pelo TdC aponta para deficientes práticas de gestão e incumprimento. O Ministério da Saúde sublinha que se trata de um relatório que diz respeito a situações verificadas em 2011.

Saiba como mantê-los
Com o tempo as relações podem vir a perder alguma da sua chama.

 Há coisas que podemos fazer para manter ou reatar a chama antiga e manter uma relação bem viva!

Dê o primeiro passo
Por vezes temos tendência a esperar que o nosso parceiro tome alguma atitude ou faça algo por nós. E se a outra pessoa estiver à espera exactamente do mesmo? O melhor é parar de se queixar e dar o primeiro passo. Está à espera de um ramo de flores, porque não oferecer uma prenda primeiro? Algo que ele goste e que o alegre terá sem dúvida algum efeito.

Pare de discutir
Para resolver é preciso chegar a consensos.

De que vale continuar a discutir acerca de problemas passados, de coisas que já aconteceram ou de situações que já não representam ameaças no presente?

Em vez de discutir a situação, tente fazer ver o que sente. Converse, explique. Não imagina a diferença que faz.

Fotografias
Espalhe fotografias pela casa. As recordações boas podem ajudar em “climas de tensão”. Ao vermos imagens nossas de tempos felizes, existe a tendência para afastar maus pensamentos que tantas vezes surgem em maus momentos.

Diga coisas bonitas
Tão importantes como os actos, são as palavras bonitas. Mime o seu parceiro com palavras, expresse o quando gosta dele/a, toques e sorrisos são uma boa receita também.

Agindo dessa forma, vai ajudar a manter a conexão amorosa que existe e que vos une.

Seja atrevido/a
Se lhe apetecer coisas atrevidas, porque não as fazer?

A ideia do sexo atrevido e em lugares menos comuns apela ao sentido de “risco”. Esse “risco” desperta as hormonas para o desejo. Ao ser atrevido, vai aumentar o seu desejo e o do/a seu/sua parceiro/a.

Quebre velhos hábitos e rotinas
É certo, passados alguns anos a rotina e o hábito instala-se, com tudo o que isso tem de bom e de mau.

Se por um lado nos sentimos seguros, por outro a “chama” pode começar a perder a sua força. E como evitar que isso aconteça? Quebrando rotinas ou hábitos.

Um jantar romântico, um fim-de-semana a dois num sítio diferente, sair para dançar, tudo isso contribui para a alteração das rotinas. Ah… e faça-o fora das datas normais… todos nós vamos jantar fora no dia dos Namorados…

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Conhecida como a febre do papagaio
A psitacose é uma pneumonia rara transmitida ao homem por determinadas aves, que provoca febre e sin

A psitacose, também conhecida como a febre do papagaio, é uma pneumonia rara causada pela Chlamydia psittaci, uma bactéria de reduzidas dimensões que se encontra principalmente em aves como papagaios, periquitos e rolas. Mais raramente, é possível ser encontrada noutras aves, como pombos, borrachos, galinhas e pavões.

As aves infectadas eliminam a bactéria através das suas secreções, sobretudo através dos excrementos, onde podem sobreviver durante um mês, conservando a sua capacidade de infecção. O contágio ao ser humano, de um modo geral, produz-se por via respiratória, através da inalação das pequenas partículas que se encontram suspensas no ar e provenientes das fezes contaminadas.

Contudo, o microrganismo também se pode transmitir através da picada de uma ave infectada e, em alguns casos excepcionais, de uma pessoa para outra através das pequenas gotas que são expulsas com a tosse.

A psitacose é a principal doença ocupacional de quem trabalha com animais domésticos ou nas criações aviárias. Estas são as pessoas mais expostas ao contágio, uma vez que estão intimamente em contacto com as aves. Por exemplo, as pessoas que têm aves de capoeira ou as que trabalham em lojas de animais, também podem ser afectadas pela doença bem como as pessoas que têm, simplesmente um papagaio ou uma ave semelhante em casa.

O método mais fiável para confirmar o diagnóstico é através de uma análise ao sangue.

Sintomas
O período de incubação da psitacose dura entre uma a duas semanas. A doença pode ser ligeira ou grave, dependendo da idade e da extensão do tecido pulmonar afectado.

A doença começa por se manifestar de forma brusca através de febre elevada acompanhada com arrepios, dor de cabeça, dores articulares e musculares por todo o corpo, apesar de serem mais intensas nas costas, e uma sensação de mal-estar geral.

Em seguida, surgem os sinais e sintomas da afectação pulmonar, nomeadamente tosse seca, que ao fim de pouco tempo se torna produtiva com expectoração mucosa ou sanguinolenta, dificuldade respiratória e sensação de falta de ar.

Caso se inicie o adequado tratamento nesta fase, a doença costuma desaparecer ao fim de algumas semanas, sem originar grandes problemas. Todavia, caso não se proceda ao devido tratamento as manifestações costumam persistir, nomeadamente através de um quadro típico de pneumonia e complicações graves consequentes da extensão do processo infeccioso ao coração, fígado, baço, glândulas supra-renais ou outros órgãos.

Tratamento
O tratamento baseia-se na administração de antibióticos activos contra o microrganismo responsável durante um período de uma ou duas semanas.

É aconselhável que o doente se mantenha em repouso na cama enquanto persistem as manifestações, cumpra uma dieta ligeira e beba líquidos em abundância.

Para além disso, caso se manifestem sinais e sintomas que evidenciem complicações, é possível que o especialista decida por internar o doente para que lhe seja administrado um tratamento intensivo e para que seja submetido a um controlo constante.

A recuperação pode levar muito tempo, especialmente nos casos graves. O índice de mortalidade pode atingir 30 por cento nos casos graves não tratados.

Prevenção
A psitacose é uma doença altamente contagiosa. Por isso, a prevenção é fundamental para evitar o contágio.

A prevenção consiste essencialmente na detecção das aves afectadas e em submetê-las ao tratamento oportuno. Ocasionalmente, as aves afectadas expressam alguns sinais e sintomas que evidenciam o padecimento do problema, como falta de apetite, debilidade notória, um franzir das penas ou estado de letargia, enquanto noutros casos o seu aspecto é perfeitamente normal. Em caso de dúvida, convém consultar um veterinário.

Por outro lado, os criadores e donos de aves podem proteger-se evitando o contacto com o pó das penas e das jaulas dos animais doentes.

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