Tutela diz não haver razão para alarme
Um caso de tuberculose detectado numa escola da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Açores, obrigou ao rastreio de 312 pessoas....

Segundo Armando Almeida, director regional da Saúde, foram realizadas “312 provas de tuberculina” na Escola Básica Integrada Francisco Ornelas da Câmara na sequência do “diagnóstico de um caso de tuberculose”.

“Na sequência de um procedimento de doenças de declaração obrigatória, foi notificada à Delegação de Saúde da Praia da Vitória a existência de um caso de tuberculose e foram tomadas as medidas habituais para esta situação”, explicou o responsável. Armando Almeida explicou que foram “lidos”, os resultados das 312 provas de tuberculina “sem notificações de novos casos”, referindo que “alguns utentes vão ser encaminhados para fazer exame radiológico”.

“Não há nenhuma razão para qualquer tipo de alarmismo”, disse, sublinhando que o rastreio "está a seguir o seu procedimento normal".

O presidente do conselho executivo da escola, Rodolfo França, informou que “não há conhecimento” de outros casos, quer no corpo docente, discente ou nos alunos relacionados com a doença diagnosticada a um professor, que se encontra de baixa médica há um mês.

O director regional da Saúde referiu ainda que os Açores já integram o sistema nacional de notificação da tuberculose coordenado pela Direcção-Geral da Saúde, depois de ter sido noticiado, em Dezembro do ano passado, que o arquipélago era a única região do país que não o usava.

“Neste momento, a região tem todos os casos já introduzidos nesse sistema informático”, acrescentou Armando Almeida, explicando que “logo” que tomou conhecimento “do problema”, foram tomadas as “diligência necessárias” para a implementação do referido sistema.

Em 2012 foram registados 18 casos de tuberculose nos Açores, em 2011 tinham sido 29 e no ano anterior 18. Segundo o director regional da Saúde, ainda não há dados relativos a 2013.

A tuberculose é uma doença causada pelo Mycobacterium tuberculosis, transmissível por via aérea, que tem como principais sintomas tosse prolongada, febre, dores no tórax, apatia e falta de apetite.

Estudo indica:
As crianças cujos pais são mais velhos têm maior risco de sofrer de problemas psiquiátricos e de dificuldades de aprendizagem,...

Investigadores da Universidade de Indiana, no norte Estados Unidos, e do Instituto Karolinska, em Estocolmo, analisaram dados médicos sobre 2,6 milhões de pessoas nascidas na Suécia entre 1973 e 2001. Constataram uma “ligação muito forte” entre a idade avançada do pai, à nascença, e o desenvolvimento de doenças como transtorno bipolar, esquizofrenia e de problemas como o défice de atenção ou o autismo.

Comparando com uma criança nascida quando o pai tem 24 anos, uma que nasce quando o progenitor tem 45 terá 3,5 vezes maior risco de sofrer de autismo e 13 vezes mais probabilidade de ter problemas de atenção.

O risco de ser bipolar será 25 vezes maior e a probabilidade de ter um comportamento suicida e problemas de droga mostra-se 2,5 vezes mais elevada.

“Ficámos espantados com os resultados deste estudo. As associações com a idade paterna foram muito, muito maiores do que as observadas em estudos anteriores”, afirmou Brian D'Onofrio, professor de psicologia da Universidade de Indiana e principal autor do trabalho publicado no Journal of the American Association Psychiatry.

Os investigadores tiveram também em conta o nível de formação e os rendimentos dos pais, factores que podem contrabalançar os efeitos negativos de uma paternidade tardia.

Nos últimos 40 anos, a idade média para ter filhos tem aumentado constantemente quer para os homens quer para as mulheres.

Em Portugal, dados do Instituto Nacional de Estatística relativos às mulheres mostram que a idade média ser mãe do primeiro filho passou dos 26,5 anos em 2000 para 29,5 em 2012. Em relação ao pai não existem dados estatísticos que permitam perceber a idade média ao nascimento do primeiro filho.

Estados Unidos
Um tumor cerebral raro causou o crescimento de dentes no cérebro de um rapaz de quatro anos nos Estados Unidos, um caso inédito...

Após ter sido removido o tumor, o rapaz, que tem um “inédito craniofaringioma”, ficou bem de saúde e os médicos afirmam que este caso lança luz sobre a forma como estes tipos de tumores raros se desenvolvem, refere a publicação Live Science, que cita o relatório.

Os médicos começaram a suspeitar que algo podia estar errado com o menor quando notaram que a sua cabeça parecia estar a crescer mais rapidamente do que é normal para alguém daquela faixa etária, revela o Diário de Notícias.

“A varredura do cérebro revelou um tumor que contém estruturas que pareciam muito semelhantes aos dentes normalmente encontrados no maxilar inferior. A criança passou por uma cirurgia no cérebro para remover o tumor, durante a qual os médicos constataram que o tumor continha vários dentes totalmente formados, de acordo com o relatório”, refere a Live Science, uma publicação online especializada.

O neurocirurgião Narlin Beaty, da Universidade de Maryland Medical Center, que realizou a cirurgia juntamente com o seu colega do Centro de Johns Hopkins Children, Edward Ahn, disse à Live Science que os pesquisadores sempre suspeitaram que estes tumores se formam a partir das mesmas células encontradas no desenvolvimento de dentes, mas, até agora, os médicos nunca tinham visto dentes reais nestes tumores.

“Não é todos os dias que se vêem dentes em algum tipo de tumor no cérebro. É um craniofaringioma, é inédito”, resumiu Narlin Beaty, assinalando que o caso do rapaz de quatro anos fornece mais evidências de que, de facto, o craniofaringioma se desenvolve a partir de células que formam os dentes.

De acordo com o Instituto do Cancro do Estado norte-americano de Maryland, estes tumores são diagnosticados mais frequentemente em crianças com idades entre cinco e 14 anos, mas são raros os casos em crianças menores de dois anos. Narlin Beaty lembrou que anteriormente foram encontrados dentes em cérebros, especialmente em tumores conhecidos como teratoma, uma massa tumoral formada por uma grande diversidade de células e tecidos estranhos à região onde estão localizados.

No caso do rapaz de Maryland, o tumor destruiu as conexões normais no cérebro que permitem que certas hormonas possam ser libertadas, pelo que o menor vai precisar de receber tratamentos hormonais para o resto da vida para substituir essas hormonas, disse o neurocirurgião. Os dentes foram enviados para um patologista para um estudo mais aprofundado, como acontece normalmente com este tipo de amostras de tecido, guardadas durante anos para investigação.

Dia Internacional para as Doenças Raras
Paula Brito e Costa, presidente da Raríssimas, denuncia o facto de haver doentes com doenças raras que aguardam 5 anos pelo...

“Há doentes com doenças raras que esperam quatro a cinco anos para tomar o medicamento adequado”, denuncia a presidente da Associação Raríssimas que pede celeridade na aprovação de fármacos órfãos.

Em Janeiro foi aprovada a comparticipação de um medicamento órfão. Em 2013, foram três. Paula Brito e Costa, presidente da Raríssimas - Associação Nacional de Doenças Mentais e Raras pensou ser uma luz ao fundo do túnel, mas não. “O fármaco de Janeiro estava aprovado na Europa desde 2009, assegura”. “Estes dossiers nunca foram uma prioridade, há um travão na aprovação de medicamentos órfãos, considerados `life-saving´, para os quais não há alternativa. Os doentes ou tomam aquilo ou tomam nada, explica a responsável ao Jornal de Notícias Online.

Inspecção da Saúde investiga
Doente ficou com infecção após operação no Hospital das Caldas e transferência foi recusada em quatro unidades. Acabou por ser...

A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) abriu um processo de investigação ao caso do doente operado no Hospital das Caldas da Rainha e que foi depois recusado por quatro unidades hospitalares por falta de camas nos cuidados intensivos.

O doente foi admitido no Hospital das Caldas da Rainha, com suspeita de um cancro raro. Após uma operação ao intestino terá contraído uma infecção, segundo avançou o Diário de Notícias desta quinta-feira [27 de Fevereiro]. Na sequência da infecção o doente precisou de ser transferido com urgência para um hospital com unidade de cuidados intensivos. Os hospitais de Santa Maria, em Lisboa, Loures, Santarém e Leiria disseram não poder receber o doente por falta de camas, diz o Público Online.

O doente chegou quatro horas mais tarde ao Hospital de Abrantes, onde esteve semana e meia internado e foi operado mais duas vezes, tendo morrido na segunda-feira. Segundo o mesmo jornal, a família pondera apresentar queixa e questiona a prática do cirurgião que assistiu o doente na primeira operação. Além disso, o Hospital das Caldas, pelas suas características, deveria ter uma unidade de cuidados intensivos – uma reclamação que é, aliás, antiga.

O Ministério da Saúde, através de um comunicado, lamentou a morte do doente e adiantou que já pediu “um cabal esclarecimento do caso” à IGAS. “Neste momento, a IGAS já deu início ao processo de investigação com vista a obter a correcta e total averiguação dos factos que antecederam ao falecimento em causa”, lê-se na nota onde a tutela refere que “a administração do Centro Hospitalar do Oeste [a que pertence o Hospital das Caldas da Rainha] assegurou que o processo de referenciação do doente para outro hospital do Serviço Nacional de Saúde decorreu com normalidade”.

O ministério nega também que tenha existido uma recusa, referindo que “a unidade de cuidados intensivos escolhida, pertencente ao Centro Hospitalar do Médio Tejo, resultou do facto de ser aquela que tinha vaga e meios técnicos adequados – incluindo cirurgia – para responder às necessidades clínicas da situação. Não se tratou de uma ‘recusa’, mas sim de uma transferência de acordo com os princípios e necessidades que a situação exigia”.

Cancro:
O processo de metástase, que permite às células cancerígenas “libertar-se” do tumor de origem e alojar-se noutros tecidos e...

Um grupo internacional de cientistas acredita ter descoberto um mecanismo no cérebro que dificulta a infiltração das células doentes naquele órgão e que pode inspirar formas de desacelerar ou impedir o desenvolvimento das metástases. Apesar de as metástases serem comuns, a maioria das células tumorais que viajam pela corrente sanguínea morrem antes de chegar ao destino - e isso é particularmente verdadeiro quando o destino é o cérebro, explica um comunicado do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, nos EUA, onde decorreu o estudo, divulgado pelo Boas Notícias.

No caso do cancro do pulmão, por exemplo, células cancerígenas conseguem, ocasionalmente, infiltrar-se no cérebro, mas muito poucas sobrevivem tempo suficiente para desencadear novos tumores.

Pela primeira vez, uma equipa coordenada pelo catalão Joan Massagué procurou entender os motivos pelos quais algumas das células cancerígenas morrem e outras são bem-sucedidas na infiltração em diferentes partes do corpo, tendo identificado os genes e proteínas que controlam a sobrevivência das metástases do cancro da mama e do pulmão no cérebro.

Segundo Massagué, líder do estudo cujos resultados foram publicados recentemente na revista Cell, estes factores de sobrevivência podem, futuramente, servir de alvo a novos fármacos para diminuir o risco de metástases, já que os especialistas acreditam que existe um único mecanismo que torna as células cancerígenas capazes de colonizar diversos órgãos, entre eles o cérebro, num número amplo de tipos da doença.

 

Cérebro é um dos órgãos com melhor protecção

Ao longo de quatro anos, os investigadores descobriram que o cérebro é um dos órgãos com melhor protecção contra as células tumorais que circulam pelo organismo, já que obriga estas células a entrar na corrente sanguínea e atravessar uma estrutura vascular complexa, a barreira hematoencefálica.

“Não sabíamos por que razão estas células morrem. O que as mata? E como é, ocasionalmente, as células sobrevivem neste estado vulnerável - por vezes escondidas durante anos no cérebro - para, a certa altura, desencadearem novos tumores? O que é que as mantém vivas e onde se escondem?”, questiona Massagué.

Foi a estas perguntas que os cientistas tentaram responder levando a cabo ensaios laboratoriais com modelos animais (ratos) de cancro da mama e do pulmão, dois tipos de tumor que com frequência alastram ao cérebro, e analisando um painel de genes que tem sido associado às metástases cerebrais.

A investigação mostrou que muitas das células cancerígenas que entram no cérebro são mortas pelos astrócitos, o tipo mais comum de célula cerebral, que segrega uma proteína denominada “fas ligand”. Quando se cruzam com os astrócitos, estes conseguem activar nas células doentes um processo de autodestruição, que conduz à sua eliminação.

Além disso, o estudo revelou que as poucas células que conseguem escapar o fazem através da produção de uma proteína - a “serpina”, que actua como uma espécie de antídoto - e que estas células crescem agarradas aos vasos capilares, parecendo “abraçá-los como um panda abraça o tronco de uma árvore”, ilustra Massagué, em comunicado.

De acordo com o cientista catalão, “estes 'abraços' são claramente essenciais”, porque “se uma célula tumoral se afastar do seu vaso capilar é imediatamente atacada pelos astrócitos mais próximos”. O que a torna capaz de se manter nutrida e protegida é a associação aos capilares sanguíneos, habilitando-a a provocar o crescimento de novos tumores.

 

Chave pode ser fortalecer impedimentos naturais às metástases

“A maioria dos doentes com paciente estão em risco de sofrer metástases”, afirma Massagué, utilizando como exemplo o cancro da mama, que pode alastrar aos ossos, aos pulmões, ao fígado e ao cérebro.

A equipa adianta que esta descoberta, que identificou diversos mecanismos que os medicamentos poderão atacar, traz também novas possibilidades para a compreensão e estudo da biologia e da metástase, oferecendo potencial para o aparecimento de novas terapias assentes no fortalecimento dos impedimentos naturais a este processo.

"O que pode estar em causa é uma forma de, futuramente, prevenir simultaneamente o aparecimento de metástases em diversos órgãos" através de fármacos que obriguem as células cancerígenas a libertar-se dos vasos capilares por intermédio dos quais sobrevivem, conclui Massagué.

Dicionário de A a Z
A oxitocina é uma hormona segregada em tecidos cerebrais e sintetizada pelo hipotálamo.

Esta pequena mas crucial região do cérebro onde é sintetizada, o hipotálamo, controla reacções biológicas como a fome, a sede e a temperatura do corpo, bem como as reacções viscerais de luta ou fuga associadas a emoções básicas como o medo e a ira.

Apesar de ser uma hormona, que viaja na corrente sanguínea e afecta todo o organismo, a oxitocina actua também como um neurotransmissor , permitindo a comunicação das células cerebrais, no entanto, foi considerada durante anos uma simples hormona reprodutiva existente em ambos os sexos.

Tanto nos seres humanos como nos animais, este mensageiro químico estimula as contracções uterinas no trabalho de parto e induz a produção de leite para a amamentação do bebé. Aliás, segundo alguns cientistas, o sistema de vinculação nos mamíferos estará associado com a oxitocina. Isto porque foi encontrada em elevadas concentrações durante e após o nascimento e demonstrou-se que está envolvida na bioquímica do afecto.

É também libertada, em ambos os sexos, durante as relações sexuais.

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Quando a tiróide se inflama
Tiroidite refere-se a qualquer tipo de processo inflamatório com envolvimento da tiróide.
Tiroidite

A tiroidite é uma inflamação da glândula tiróide e provoca um hipertiroidismo transitório muitas vezes seguido de um hipotiroidismo transitório. Pode também não produzir qualquer mudança no funcionamento da tiróide.

Diversos factores poderão contribuir para a protecção da glândula tiroideia contra a infecção, destacando-se a rica vascularização e a boa drenagem linfática, o conteúdo elevado de iodo (com possível efeito bactericida) e a separação física clara das outras estruturas adjacentes.

A infecção é facilitada quando há uma doença subjacente da glândula ou quando há uma intervenção cirúrgica da tiróide ou dos órgãos vizinhos. A infecção das diversas estruturas cervicais pode atingir por continuidade a glândula tiroideia.

De referir ainda a possibilidade de a infecção da tiróide ser provocada por via sanguínea e a partir de focos de infecção localizados em locais distantes, tais como a pele, as vias respiratórias, o aparelho genito-urinário ou o tubo digestivo.

Existem vários tipos de tiroidite sendo os mais frequentes a tiroidite aguda infecciosa, a tiroidite subaguda de De Quervain (também conhecida por tiroidite subaguda granulomatosa), a tiroidite crónica auto-imune e a tiroidite linfocitária silenciosa.

Tiroidite aguda infecciosa

As tiroidites infecciosas podem ser provocadas por diversos tipos de agentes: bactérias, fungos, parasitas ou vírus, sendo que as tiroidites bacterianas são as mais frequentes e potencialmente graves. A distinção entre a tiroidite infecciosa (nomeadamente a forma bacteriana aguda) e outras formas de tiroidite, com processos inflamatórios de estruturas adjacentes, pode ser difícil.

Na tiroidite bacteriana aguda supurativa os sinais e sintomas mais frequentes são para além da dor, rubor, calor e inchaço locais, a febre, a dor ao engolir e a rouquidão. Em geral não existe mau funcionamento da tiróide (hipotiroidismo ou hipertiroidismo) neste tipo de tiroidites.

O tratamento da tiroidite bacteriana deverá ser o mais precoce possível e inclui a utilização de antibióticos cuja escolha deve ser guiada pelos resultados do exame bacteriológico do material das lesões. Nos casos em que há formação de um abcesso, poderá ser necessária uma drenagem cirúrgica.

Tiroidite subaguda de De Quervain

A tiroidite subaguda de De Quervain é uma forma rara de tiroidite com um início mais arrastado que a forma bacteriana. Esta tiroidite também é denominada tiroidite granulomatosa ou tiroidite de células gigantes.

Nesta doença uma infecção virusal poderá ser o factor precipitante ou mesmo causal. Ocorre preferencialmente entre os 20 e os 60 anos e é 3 a 6 vezes mais frequente na mulher. É mais habitual o seu diagnóstico nos meses de verão. A tiroidite é muitas vezes precedida por uma infecção respiratória ou o que muitas vezes as pessoas chamam uma inflamação da garganta, mas na realidade trata-se de uma dor no pescoço, localizada na tiróide.

Esta entidade caracteriza-se pela dor e inchaço da tiróide (em geral assimétrica), por vezes com febre e outros sintomas gerais tais como falta de forças, dores musculares, anorexia e emagrecimento. A dor pode deslocar-se de um lado para o outro do pescoço, espalhar-se à mandíbula e aos ouvidos e tornar-se mais forte quando se vira a cabeça ou no momento da deglutição, por isso, no inicio, pode ser confundida com um problema dentário ou com uma infecção da garganta ou do ouvido.

A inflamação faz com que a glândula tiróide liberte uma quantidade excessiva de hormona tiróidea e, por conseguinte, apareça hipertiroidismo, quase sempre seguido de um hipotiroidismo transitório.

O tratamento é dirigido ao alívio dos sintomas e pode incluir a toma de anti-inflamatórios não esteróides e/ou corticosteróides. A maioria dos doentes recupera por completo deste tipo de tiroidite. O mal diminui de forma espontânea em poucos meses, mas por vezes causa recaídas ou, raramente, provoca uma lesão bastante grave na glândula tiróide para causar um hipotiroidismo permanente.

Tiroidite crónica auto-imune

A tiroidite crónica auto-imune é como o nome indica uma forma crónica de tiroidite que do ponto de vista clínico pode ter pouca sintomatologia e passar mesmo despercebida. A sua origem é imunológica e está relacionada com fenómenos de auto-imunidade, com auto agressão da tiróide pelo sistema imunitário do próprio indivíduo. Ou seja, por razões desconhecidas, o organismo vira-se contra si mesmo numa reacção auto-imune e cria anticorpos que atacam a glândula tiróide.

A doença caracteriza-se pela presença no sangue de anticorpos antitiroideus, nomeadamente anticorpos antitiroglobulina e antiperoxidade tiroideia. Esta tiroidite é mais frequente nas mulheres idosas e é habitual em famílias com antecedentes da doença. Sabe-se que alguns medicamentos podem ser factores precipitantes ou desencadeantes da tiroidite auto-imune.

Este tipo de tiroidite começa muitas vezes com um aumento indolor do tamanho da glândula tiróide ou com uma sensação de plenitude no pescoço. Quando se palpa a glândula, em geral esta encontra-se aumentada.

Os indivíduos com o diagnóstico de tiroidite crónica auto-imune, deverão ser avaliados regularmente do ponto de vista funcional através de análises, para detectar e tratar precocemente um hipotiroidismo, pois a maior parte dos doentes desenvolve-o (hipotiroidismo). Nestes casos, é-lhes prescrito um tratamento de substituição hormonal para toda a vida, embora não haja tratamento específico para a tiroidite propriamente dita.

Tiroidite linfocitária silenciosa

Incide com maior frequência nas mulheres, habitualmente logo depois do parto, e faz com que a tiróide aumente de volume sem provocar dor. Num período que oscila de várias semanas a vários meses, a mulher afectada sofrerá de hipertiroidismo, seguido de hipotiroidismo, antes de recuperar finalmente o funcionamento normal da tiróide.

Esta afecção não requer um tratamento específico, embora o hipertiroidismo ou o hipotiroidismo possam requerer tratamento durante algumas semanas. Com frequência é necessário tratamento farmacológico para controlar os sintomas do hipertiroidismo. Durante o período de hipotiroidismo, pode ser necessário administrar hormona tiróidea, em geral durante alguns meses. O hipotiroidismo torna-se permanente em cerca de 10 por cento das pessoas que sofrem de tiroidite linfocitária silenciosa.

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Carência de selénio associado a disfunção da tiróide e cancro

1 milhão de portugueses sofre de doenças da tiroide

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Causa frequente de consulta em dermatologia
O eczema de contacto resulta da reacção a substancias - chamadas alergénios - que contactam com a no
Braços com marcas após teste às alergias

O eczema de contacto é uma doença da pele frequente e caracteriza-se uma reacção inflamatória que ocorre devido ao contacto da pele com um agente irritativo (eczema por irritante primário) ou que cause alergia (eczema alérgico).

O eczema por irritante primário ocorre pela acção directa da substância sobre a pele, que a danifica e desencadeia a reacção. Pode ser um evento agudo quando a substância causadora tem concentração alta e a resposta é imediata à exposição. É o caso do contacto da pele com ácidos fortes. Por outro lado, pode tratar-se de uma situação crónica quando a pele é exposta repetidamente a substâncias irritativas de baixa concentração, provocando um dano cumulativo. É o caso do eczema das mãos das pessoas que lidam diariamente com sabões e detergentes (donas de casa e profissionais de cozinha).

Já o eczema alérgico ocorre quando uma substância alergénica (que causa alergia) entra em contacto com a pele e, ligando-se a proteínas da própria pele, passa a ser reconhecida como estranha ao organismo, que desencadeia uma resposta imunológica para combatê-la. Em consequência disso surge vermelhidão e inflamação no exacto local onde a pele esteve em contacto com o alergénio, a substância específica causadora de alergia. A reacção surge de cada vez que há contacto com o alergénio.

Diagnóstico

Descobrir qual o alergénio responsável é tarefa muitas vezes difícil e requer um prolongado diálogo entre o médico e o doente. Na maioria dos casos, os alergénios são substâncias vulgares, como o níquel contido nos botões, nos brincos, nas pulseiras dos relógios, fibras sintéticas como o nylon, produtos cosméticos como champôs, tinta para o cabelo, verniz de unhas, batom para os lábios ou mesmo dentífricos. Também os medicamentos como antibióticos ou anestésicos locais podem causar eczema de contacto, bem como certas madeiras e colas, etc.

Para identificar o alergénio, é frequente executar uma série de testes de "pele”, assim chamados porque são feitos na pele; estes testes consistem na colocação do alergénio ou alergénios suspeito (s) em contacto directo com o organismo, a fim de verificar se ocorre alguma reacção e, em caso afirmativo, medi-la. Avaliar os resultados destes testes nem sempre é fácil e requer toda a perícia do médico.

Acontece em alguns casos concluir-se que o alergénio que provoca o eczema é uma substância com a qual lida diariamente a nível profissional, por exemplo cabeleireiros, trabalhadores de determinadas indústrias químicas (tinturaria, colas, medicamentos) ou de pedreiros. Torna-se, nesses casos, complicado resolver o problema e, por isso, alguns eczemas são considerados doenças profissionais.

Sintomas

A reacção alérgica só aparece tardiamente, em regra um ou dois dias depois, por vezes sete a 10 dias após o contacto com alergénio. O primeiro sinal é um rash chamado eritema. O sinal seguinte é a tumefacção, o edema. Após esta fase, aparecem geralmente vesículas. Quando rebentam, produzem um eczema exsudativo com a libertação de um fluido da pele.

Os sinais podem agravar-se durante mais alguns dias, mesmo depois de o contacto com o alergénio ter cessado. Podem ser necessários vários dias para que os sintomas desapareçam completamente.

Embora o eczema de contacto apareça primeiro apenas no local onde a pele entrou em contacto com o alergénio, pode posteriormente estender-se a outras partes do corpo.

Tratamento

O tratamento do eczema de contacto depende do tipo (irritativo ou alérgico) e da fase em que se encontra (agudo, sub-agudo ou crónico), variando de acordo com cada caso, e deve ser determinado pelo médico dermatologista. São utilizadas medicações de uso local e de uso oral, para diminuir o processo inflamatório e o prurido, que muitas vezes é desesperante.

Evitar o contacto com as substâncias que desencadeiam o eczema é fundamental para o sucesso do tratamento. No caso dos eczemas alérgicos, o teste de contacto, pode ser de grande ajuda para se descobrir o que está a causar a alergia.

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Conheça-os
Sendo algo que por norma contribui para o bem-estar de uma pessoa só poderia ser considerado como um

1. Ajuda a manter o sistema imunológico
Pessoas sexualmente activas adoecem com menos frequência. As defesas (anticorpos) do organismo são mais elevadas protegendo o corpo contra vírus e outros ataques.

Pratique sexo mas com segurança, utilize sempre preservativo. As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são uma realidade que não deve ser ignorada.

2. Aumenta a líbido
As relações sexuais aumentam a líbido, é um facto!

Não sendo a líbido algo exclusivamente relacionado com a sexualidade, faz com que desejar e ser desejado seja algo importante para o bem-estar psicológico e que contribui para aumentar a sua auto-estima. Quanto mais praticar mais elevados estarão os seus níveis de confiança e melhor se sentirá com o seu corpo.

3. Ajuda a combater a depressão
Estados de depressão estão associados a baixos níveis quer de auto-confiança, como de testosterona. As relações sexuais, como já foi dito anteriormente, ajudam a sentir-se mais confiante e contribuem também para a produção desta hormona mantendo assim os seus níveis equilibrados.

4. Reduz a pressão arterial
A hipertensão arterial está directamente relacionada com as doenças cardiovasculares. Existem estudos que comprovam que homens que pratiquem sexo pelo menos duas vezes por semana têm menos riscos de vir a sofrer de ataque cardíaco ou Acidente Vascular Cerebral (AVC).

5. Conta como exercício físico
É uma excelente forma de praticar exercício físico e também queimar calorias. É verdade, em média queimam-se 3000 calorias por minuto ao fazer sexo!

O esforço realizado não só irá ajudar a emagrecer como irá também tonificar os músculos mais utilizados. Tal como no ginásio e consoante as zonas do corpo que se pretende exercitar, existem diferentes formas de praticar sexo que podem trabalhar mais ou menos os vários músculos do corpo. Fique em forma!

6. Melhora o sono
É do conhecimento geral que uma noite bem dormida é fundamental para revigorar o organismo e restabelecer forças e energias para o dia seguinte.

A razão pela qual se dorme melhor após as relações sexuais deve-se a duas hormonas que são libertadas antes e durante o orgasmo, a oxitocina e a prolactina respectivamente.

7. Reduz os níveis de stress
A excitação antes e durante o acto sexual estimula a produção de endorfinas. Estas hormonas reduzem a dor e ansiedade e proporcionam um sentimento de bem-estar e felicidade.

8. Melhora a sua pele
O aumento de produção de serotonina durante o sexo faz com que os poros da pele se abram, ajudando a libertar as impurezas dando-lhe um aspecto mais rejuvenescido.

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Aceda à área profissional e leia:
O estudo que compara os medicamentos de marca e os genéricos em Portugal no período de 2003 a 2012 está disponível na íntegra...

O estudo “Mercado Farmacêutico Português no Séc. XXI – Marcas Vs. Genéricos”, desenvolvido pelo investigador Alberto Castro no IPAM – The Marketing School, no Porto, no âmbito da tese de mestrado, está disponível na íntegra, para leitura, na área profissional do Atlas da Saúde.

O estudo pretendeu “avaliar o impacto da entrada dos genéricos nos medicamentos de marca, no mercado farmacêutico português, desde o ano 2000 ao ano 2012, e estabelecer um modelo preditivo de comportamento, para marcas que venham a enfrentar as mesmas condições de mercado”, escreve o investigador.

 

 

“Mercado Farmacêutico Português no Séc. XXI – Marcas Vs. Genéricos”
Fármacos destinados ao aparelho cardiovascular são os mais afectados pelo sucesso das marcas brancas, segundo estudo que...

Sempre que um medicamento de marca deixa de estar protegido pela sua patente, há vários laboratórios que aproveitam esta janela de oportunidade para lançar no mercado versões genéricas do mesmo, as quais, por imposição legal, têm de ser 50% mais baratas que o fármaco original.

Com os chamados medicamentos de marca branca a ganharem cada vez mais peso, torna-se especialmente visível o impacto que têm ao chegar ao mercado: só no primeiro ano os medicamentos de marca perdem em média 65% do volume de vendas em termos de embalagens para os genéricos, segundo dados de um estudo, noticiado no Público Online.

O trabalho intitulado “Mercado Farmacêutico Português no Séc. XXI – Marcas Vs. Genéricos”, desenvolvido pelo investigador Alberto Castro no IPAM – The Marketing School, no Porto, no âmbito da tese de mestrado, mostra, porém, que há diferenças consoante as áreas terapêuticas. E, mesmo dentro da mesma área, há mudanças no comportamento de medicamento para medicamento, existindo alguns que podem ultrapassar os 80% de perdas e outros que conseguiram excepcionalmente continuar a crescer.

Alberto Castro analisou de 2003 a 2012 a evolução do volume de vendas de todos os medicamentos de marca para o qual passou a existir um genérico e seleccionou depois cinco classes terapêuticas em termos de peso, onde analisou algumas tendências isoladas. Construiu, ainda, um modelo preditivo para antecipar o comportamento de marcas que venham a perder a patente e a concorrer com genéricos. “Apesar de termos genéricos desde 2000, analisei os dados desde 2003, por ser a partir daí que começam a ter expressão, que aliás vindo a aumentar devido a políticas sucessivas dos diversos governos”, explica ao Público.

O investigador salienta que se concentrou no volume de vendas em unidades e não no valor, justificando que “o preço flutua muito e é uma variável de marketing, enquanto o volume não”. A análise permitiu perceber que foi, sobretudo, a partir de 2007 que houve o grande revés, com os medicamentos de marca a baixarem dos 200 milhões de embalagens vendidas e os genéricos a ultrapassarem os 50 milhões. O crescimento dos genéricos trouxe também mudanças na liderança das farmacêuticas, com algumas empresas recentemente criadas e dedicadas às marcas brancas a tornarem-se líderes de mercado.

Os últimos dados da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) indicam que em 2013, ainda sem dados relativos a Dezembro, a quota de medicamentos genéricos nas farmácias atingiu, em termos de volume, os 27,9%. A quota cresceu 6,3 pontos percentuais nos últimos três anos. No que diz respeito ao valor, o preço médio caiu de 20,38 euros em 2007 para 6,88 em 2013 – o que representa uma queda de mais de 66%.

As principais conclusões do trabalho mostram que os fármacos destinados ao aparelho cardiovascular são os mais afectados pela entrada dos genéricos, com perdas médias de 86% logo no primeiro ano, seguidos dos medicamentos para o sistema nervoso (40%), para o aparelho respiratório (34%), músculo-esquelético (30%) e digestivo e metabolismo (28%). “Não esperava um número tão elevado nos 12 primeiros meses. Talvez no máximo 40%, até por à medida que os anos vão passando o impacto ser cada vez maior”, admite o autor.

Questionado sobre as consequências desta mudança ao fim de dez a 15 anos de patente, Alberto Castro considera que o grande problema é conseguir uma conjugação razoável. “É preciso um grande equilíbrio para ser possível continuarmos a ter tecnologia a preços acessíveis mas sem comprometer a investigação terapêutica. A área da antibioterapia é uma das que tem tido menos desenvolvimento, precisamente por o investimento não compensar. E esse é um dos principais motivos em termos de saúde pública para precisarmos de ter uma utilização racional dos antibióticos de que dispomos para as bactérias não ganharem resistências”, sublinha. O investigador alerta que “com esta percentagem há o grande risco de a balança ficar mais do lado dos genéricos e de as farmacêuticas que não conseguirem renovar o seu portfólio irem desaparecendo, em especial em Portugal onde o mercado é muito pequeno e pouco apetecível e onde vão demorar mais a chegar os inovadores”.

Em relação às diferenças, Alberto Castro defende que “a área cardiovascular tem muito mais doentes a consumir medicamentos por serem normalmente patologias crónicas que implicam que a medicação seja feita de forma prolongada. Por isso, as pessoas tornam-se mais sensíveis ao preço do que quando têm, por exemplo, de tomar pontualmente um antibiótico ou um anti-inflamatório e em que não se compara tanto o valor e não se tem tanta referência”.

Mas mesmo dentro das doenças crónicas, o investigador encontrou excepções. “Dentro do sistema digestivo e metabolismo, na área da diabetes, os genéricos demoraram mais a penetrar, porque a comparticipação chegou a ser quase total e as pessoas não tinham qualquer incentivo para mudar, enquanto nas doenças gástricas a marca quase se eclipsou”, exemplifica, acrescentando que outros “líderes” conseguiram-se manter à frente, aumentando até as vendas. “Há marcas que pela sua notoriedade até têm aumentado as vendas, como o Ben-u-ron ou a Aspirina [dois analgésicos] em que as pessoas continuam a não pedir pela substância”, afirma. Dentro da substituição de um medicamento de marca por um genérico, adianta que essa tendência é mais comum nos idosos “e muito mais conversadora” na área pediátrica.

Marcas vs. Genéricos
Os medicamentos genéricos, estão, desde o final do séc.
A literatura internacional certifica que, após a entrada de genéricos, ocorrem grandes transformações no mercado, nomeadamente a transferência de prescrições de medicamentos de marca, depreciação acentuada dos preços e uma consequente diminuição do valor do marcado.
Este estudo pretende avaliar o impacto da entrada dos genéricos nos medicamentos de marca, no mercado farmacêutico português, desde o ano 2000 ao ano 2012, e estabelecer um modelo preditivo de comportamento, para marcas que venham a enfrentar as mesmas condições de mercado. Ler mais...
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
European Heart Journal
Dois conceituados cardiologistas portugueses foram nomeados para integrar o corpo editorial do European Heart Journal.

Os médicos portugueses Adelino Leite Moreira (Cirurgião Cardiotorácico) e Lino Gonçalves (Cardiologista) foram nomeados para o corpo editorial do European Heart Journal, o jornal oficial que a Sociedade Europeia de Cardiologia edita e publica semanalmente.

O European Heart Journal é um jornal de grande relevância para a comunidade médica pela qualidade dos artigos clínicos e científicos que aborda no âmbito de todos os aspectos da medicina cardiovascular. Artigos relacionados com pesquisas, avaliações técnicas, revisões científicas, aspectos de educação e artigos originais sobre medicina e cirurgia cardiovascular são algumas das rubricas que podemos encontrar no European Heart Journal, uma publicação de leitura obrigatória e indispensável por todos os que pretendem actualizar, rever, conhecer e desenvolver o conhecimento sobre doenças cardiovasculares.

Considerado por excelência o principal meio de intercâmbio de informações entre a comunidade médica e científica que se dedica ao estudo da medicina cardiovascular, o European Heart Journal conta agora com dois portugueses, um Cardiologista e um Cirurgião Cardíaco, no Board de editores internacionais da publicação.

A comunidade científica cardiológica internacional reconhece, desta forma, o valor da Cardiologia e Cirurgia Cardíaca nacionais.

Nova directiva
O Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira uma nova directiva sobre o tabaco que prevê o aumento de advertências de saúde...

O Parlamento Europeu (PE) aprovou a revisão da directiva sobre os produtos do tabaco, depois do acordo alcançado com o Conselho de Ministros da União Europeia (UE) em Dezembro.

"Entre as novas medidas incluem-se o aumento das advertências de saúde para 65% em ambos os lados das embalagens, a proibição de certos aromas e a regulamentação dos cigarros electrónicos como medicamentos apenas se forem apresentados como possuindo propriedades curativas ou preventivas", refere o Sapo Saúde.

A revisão da actual directiva (que remonta a 2001) visa sobretudo dissuadir os jovens de fumar.

Para tal, as advertências de saúde passam a ser mais fortes e a embalagens e os aromas que possam ser particularmente atractivos para os jovens passam a ser proibidos.

As regras actualmente em vigor exigem que as advertências de saúde cubram pelo menos 30% de uma face e 40% da outra face da embalagem, mas a directiva revista aumenta o tamanho destas advertências (texto e imagem) para 65% em ambos os lados.

Os cigarros slim poderão ser mantidos, mas a utilização de aromas distintivos que tornem o tabaco mais atractivo será restringida e o mentol será proibido a partir de 2020.

A nova legislação contempla ainda outros produtos que não estavam regulamentados a nível da UE, como os cigarros electrónicos.

Os e-cigarros que forem apresentados como possuindo propriedades curativas ou preventivas de doenças deverão ser autorizados como "medicamentos", mas os que não aleguem ter estas propriedades serão "produtos do tabaco" e poderão ser comercializados se o nível de nicotina for inferior a 20 mg/ml.

Quanto aos ambientes sem fumo, esta directiva não harmoniza regras, cabendo aos Estados-membros regulamentar tais matérias na sua jurisdição.

O tabagismo continua a ser a principal causa de mortes evitáveis na UE, vitimando cerca de 700 mil pessoas por ano. Segundo dados da Comissão, 70% dos fumadores começam a fumar antes dos 18 anos e as despesas públicas em saúde na UE para o tratamento de doenças relacionadas com o tabaco ascendem aos 25,3 mil milhões de euros por ano.

Dicas úteis a futuras mães
Ajudar as futuras mães a preparar da melhor maneira o momento da ida para a maternidade é o mote do workshop que o Dolce Vita...

Intitulado “Malas de Maternidade mais práticas e funcionais para o bebé e para a mamã”, a sessão pretende transmitir dicas, conselhos, tratamentos e esclarecer dúvidas das participantes.

O workshop terá lugar no dia 1 e 8 de Março, pelas 10h30 e 12h30, no Dolce Espaço do Dolce Vita Tejo (piso 1). Para participar é necessária inscrição prévia, estando cada sessão limitada a 10 pessoas. As inscrições devem ser feitas junto de Liliana Oliveira (96 896 24 41) e têm um custo de 5 euros.

O programa do workshop é composto por três temas: “Mala da Mamã e do Bebé” (o que é prático e indispensável? Onde comprar mais em conta? Calor ou frio? O mais adequado de acordo com a estação do ano), “Cores, padrões e tecidos… quais o que se adequam melhor?” e “Cortes, linhas e tecidos indicados para a morfologia da mamã após a gravidez?” (mamã e bebé confortáveis e irresistíveis!).

Estudo inédito revela:
Quatro marcadores biológicos parecem estar relacionados, mesmo nas pessoas aparentemente saudáveis, com um risco bastante...

Um estudo de um género inédito, realizado por uma equipa internacional de cientistas, mostra que pode ser possível detectar, no sangue de uma pessoa, uma “assinatura” do seu risco de morte por doença num futuro relativamente próximo. Os resultados ainda precisam de ser validados, escrevem os autores na revista online de acesso livre PLos Medicine, mas, a serem confirmados, poderão um dia ajudar a identificar as pessoas de alto risco, mesmo que elas ainda não apresentem sinais de doença. Essa análise poderá permitir que recebam tratamentos atempados.

Os cientistas analisaram separadamente os casos de 7500 finlandeses e de quase 10 mil estonianos, à procura de marcadores biológicos com valor preditivo em termos do risco de morte. Após a recolha de sangue, a saúde desses dois grupos – representativos das respectivas populações gerais – foi acompanhada durante pelo menos cinco anos e as mortes em cada grupo devidamente registadas.

Nas amostras de sangue, os autores testaram, através da técnica de espectroscopia por ressonância magnética nuclear, 106 substâncias candidatas a marcadores de mortalidade prematura. Identificaram assim quatro substâncias relevantes, todas relacionadas com mortalidade por cancro, doença cardiovascular e outras doenças não vasculares. Porém, fazem notar, não é possível concluir que existe uma relação de causa/efeito entre os marcadores e a mortalidade prematura. São, por enquanto, apenas isso: marcadores.

Seja como for, quando os cientistas calcularam um índice de risco de morte baseado nesses quatro marcadores, constataram, no caso dos estonianos, que o risco de morte a cinco anos das pessoas com índices entre os 20% mais elevados era 19 vezes maior do que o das pessoas com índices entre os 20% mais baixos. No primeiro grupo tinha havido 288 mortes, contra apenas 15 entre no segundo.

Os resultados revelaram-se independentes de factores de risco conhecidos como sexo, idade, estilo de vida, pressão arterial ou níveis de colesterol, explica em comunicado a Universidade da Finlândia Oriental, que participou no estudo. E também permaneceram inalterados quando apenas foram consideradas as pessoas aparentemente saudáveis.

Os quatro marcadores biológicos agora relacionados com a morte prematura são: os níveis de albumina, de orosomucóide (uma proteína associada à inflamação) e de citrato (um derivado do ácido cítrico); e ainda o tamanho das chamadas "partículas de lipoproteína de muito baixa densidade" ou VLDP, que permitem a circulação no sangue das gorduras e do colesterol.

“O que é particularmente interessante é que estes biomarcadores reflectem o risco de morrer de uma série de doenças muito diferentes, tais como doenças cardíacas ou cancro. Parecem ser sinais de uma fragilidade geral do organismo”, diz Johannes Kettunen, co-autor, da Universidade da Finlândia Oriental. A seguir, os cientistas tencionam determinar se existe alguma ligação entre esses quatro biomarcadores.

“Acreditamos que, no futuro, estas medições possam vir a ser utilizadas para identificar as pessoas que, apesar de parecerem de boa saúde, sofrem na realidade de doenças subjacentes graves, de forma a se conseguir orientá-las para os tratamentos adequados”, acrescenta Kettunen. “Porém, vão ser precisos mais estudos antes de ser possível aplicar estes resultados na medicina clínica.”

Modelo que prevê mutações do vírus da gripe
Uma equipa de investigadores apresentou um modelo que prevê as mutações do vírus da gripe de um ano para o outro, o que pode...

O grupo de cientistas, liderado por Michael Lassig, da Universidade de Colónia, Alemanha, analisou quase 4 mil amostras do vírus da gripe, que afecta anualmente entre 5% e 15% da população mundial e causa entre 250 mil e 500 mil mortes, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A equipa estudou 3.944 sequências da “hemaglutinina”, uma proteína que se encontra na superfície do vírus da gripe e que une as células infectadas, e introduziu mutações para verificar as mudanças operadas, diz o Sapo Saúde.

A partir dos resultados obtidos, desenvolveram um modelo que, por meio do estudo efectuado anteriormente, é capaz de prever as novas estirpes virais que podem emergir. Em concreto, a equipa detectou o aumento de algumas mutações em 93% dos casos e uma redução de outras em 76% das situações.

“Como o vírus da gripe afecta até 15% da população em cada ano, a maioria das pessoas têm um certo grau de imunidade. Contudo, sempre que surgem novas estirpes todos os anos, as mutações, que dominam o vírus iludem a resposta imunitária da pessoa contaminada”, refere o estudo.

As mutações aumentam com frequência, assim que se reduz o número de hóspedes possíveis, e o processo cíclico leva a que a população viral se substituta rapidamente e torne possível que, passados uns dias, uma pessoa seja novamente contagiado com o vírus da gripe.

A variação do vírus leva a que, anualmente, se modifique a composição das vacinas contra a gripe, embora, até ao momento, não se saiba exactamente qual é a composição mais adequada.

Pelos profissionais de saúde
Foram 244 os incidentes e eventos adversos de doentes que os profissionais de saúde notificaram no ano de 2013. As quedas...

Os profissionais de saúde notificaram no ano passado 244 incidentes e eventos adversos, as situações mais registadas foram as queda de doentes; já os cidadãos fizeram apenas 74 registos, sobretudo relativos à prestação de cuidados de saúde. O Sistema Nacional de Notificação de Incidentes e de Eventos Adversos, lançado no final de 2012, permite o registo anónimo de acidentes e erros em saúde, com o objectivo de evitar a sua repetição.

Em Portugal escasseiam os dados sobre o erro clínico (que inclui os médicos mas também outros profissionais de saúde). No primeiro estudo sobre eventos adversos realizado em Portugal, em 2011, investigadores da Escola Nacional de Saúde Pública, em Lisboa, chegaram à conclusão que, em 11,1% das admissões hospitalares analisadas, houve um evento adverso, definido “como um acontecimento não intencional” que teve alguma consequência para o doente, como danos ou lesões, ou o prolongamento do internamento, ou incapacidade permanente ou temporária ou mesmo a morte.

O sistema nacional de notificação, que é gerido pela Direcção-Geral de Saúde (DGS), pretende que os erros sejam notificados de forma confidencial, quer por profissionais de saúde quer por cidadãos, de modo a que possam ser analisados caso a caso e que as equipas possam aprender com o erro, lê-se no documento. Qualquer pessoa pode notificar na plataforma online.

No primeiro balanço anual deste sistema feito pela DGS, referente a todo o ano de 2013, admite-se que “o número total de notificações registadas está, ainda, longe de reflectir a realidade nacional”, notando-se que a DGS está a desenvolver reajustes na plataforma “para aumentar a adesão”.

Os profissionais de saúde notificaram 244 incidentes (sem dano para o doente) e eventos adversos (com dano para o doente), mas não se distingue entre as duas situações. Os casos mais registados foram “acidentes do doente” (57), representando mais de um quinto das notificações, dentro destes estão sobretudo “quedas” de doentes (45). No estudo da Escola Nacional de Saúde Pública as quedas também estavam no topo dos problemas.

A seguir, na lista dos registos efectuados pelos profissionais, estão questões relativas ao comportamento (46 situações, representando 19% dos registos) e, de seguida, incidentes relacionados com processo/procedimento clínico (41 casos), incidentes relacionados com a medicação ou fluidos intravenosos (30 casos, o que representa 12% do total), questões relacionadas com dispositivo/equipamento médico foram 19. O processo administrativo (admissão, marcações, referenciação) surge a seguir, com 14 situações.

Já no caso dos cidadãos os cuidados de saúde (diagnóstico, tratamento, intervenção cirúrgica, exames) surgem no topo, com 30 notificações. Os acidentes do doente surgem em segundo lugar, com 15 situações que se subdividem em sete situações “de queda do doente (da cama, do cadeirão, ou no banho, etc.)” e oito acidentes envolvendo “contusão, corte, queimadura, intoxicação, etc.”. As infecções associadas aos cuidados de saúde (infecções no local da intervenção, do cateter urinário, etc.,) correspondem a nove registos.

Uma das questões mais polémicas deste sistema era o anonimato do médico e doente, quando podiam estar em causa situações de negligência ou de erro clínico. Os responsáveis explicaram, na altura, que nas situações detectadas nas unidades, ou objecto de queixa, em que exista responsabilidade disciplinar ou criminal estas seguirão o curso normal na Inspecção Geral das Actividades em Saúde. O objectivo da DGS com esta plataforma é reforçar a cultura preventiva no SNS, pretendendo-se que cada notificação dê azo a medidas correctivas.

Num estudo-piloto de Avaliação da cultura de segurança do doente em hospitais portugueses, feito pela DGS em 2011, 73% dos profissionais de saúde inquiridos em sete hospitais diziam não notificar incidentes.

No Serviço Nacional de Saúde
Um estudo divulgado pela Universidade de Aveiro conclui que o elevado número de cesarianas efectuado no serviço público de...

O estudo sobre a realização de partos, elaborado pelo Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial (DEGEI) da Universidade de Aveiro, conclui que a preferência pela cesariana é tomada muitas vezes num contexto de cansaço por turnos prolongados e partos morosos, revela o Jornal de Notícias Online.

“No sector público, os médicos ganham uma remuneração fixa, independentemente das consultas ou das cirurgias efectuadas. Assim, a preferência pela cesariana em detrimento do parto natural não se deve a questões económicas mas organizacionais. A opção pela cirurgia deve-se ao facto de os hospitais não terem profissionais suficientes para que haja tranquilidade na tomada da decisão mais apropriada”, refere o estudo.

O trabalho da Universidade de Aveiro regista que existem equipas “a fazer turnos de muitas horas e muitas cesarianas são decididas, na sequência de trabalhos de parto prolongados, no momento do cansaço e antes de entrar pela madrugada adentro”.

A decisão pela cesariana “tende a ser tomada para evitar a vigília médica durante a madrugada”, adverte a investigação de Aida Isabel Tavares e Tânia Rocha, do DEGEI.

Já no sector privado são razões económicas que ajudam a explicar o elevado número de cesarianas praticadas, concluem as duas investigadoras da Universidade de Aveiro.

“Uma cesariana custa, em média, o dobro de um parto normal”, aponta Aida Isabel Tavares, lembrando que, se o parto for por cesariana, a mãe e o recém-nascido têm que ficar mais dias no hospital, o que tem um custo acrescido por cada dia suplementar.

Para a investigadora, nem sempre é alheia à decisão o facto de, no sector privado, a remuneração de um médico obstetra ser composta por uma componente fixa e outra variável, que depende do número de consultas ou de intervenções realizadas pelo médico. “Poderá acontecer que haja incentivos para que os obstetras procurem induzir as grávidas a fazer uma cirurgia [cesariana] e a realizar mais consultas, o que significa mais benefícios económicos, quer para o hospital, quer para o obstetra”, admite Aida Tavares.

A investigadora sublinha que os médicos, enquanto agentes económicos, possuem mais informação do que os pacientes e podem induzi-los a realizar mais consultas, mais exames de diagnóstico ou mais tratamentos do que o necessário, para que possam atingir os seus objectivos pessoais.

“A este fenómeno dá-se o nome de procura induzida, isto é, induzir alguém a procurar um bem ou serviço. Neste caso poder-se-á dizer que as mães poderão ser induzidas a realizar cesarianas”, diz.

As cerca de 27400 cesarianas registadas em Portugal no ano de 1999, distribuídas pelos sectores público e privado, aumentaram para mais de 34300 realizadas em 2009, tendência de crescimento que se mantém, segundo o estudo.

Em 2010 o país registou uma taxa de cesarianas de cerca de 36% (por 100 nados-vivos), valor muito acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde que aponta que a taxa não deve ultrapassar os 15%, já que a saúde de mães e recém-nascidos pode ser afectada com a realização de cesarianas desnecessárias.

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