Consórcio Europeu de Hemofilia
Este foi o tema do evento realizado pelo Consórcio Europeu de Hemofilia que pretende harmonizar o tratamento da hemofilia na...

Portugal não cumpre recomendações do Conselho Europeu para o tratamento da hemofilia. A compra de factores do sangue não pode ser apenas baseada no critério do preço, como acontece actualmente em muitas unidades hospitalares, mas também em critérios essenciais como a eficácia, qualidade e segurança.

São duas em sete as recomendações que Portugal incumpre: a outra seria a criação de um Conselho Nacional de Hemofilia. Este foi o tema do evento realizado pelo Consórcio Europeu de Hemofilia (EHC) que pretende harmonizar o tratamento da hemofilia na Europa, com base nas normas europeias.

As sete recomendações, que resultam também de uma consulta à EMA (European Medicines Agency), abarcam aspectos científicos, éticos e sociais e estabelecem standards mínimos do que deve ser, a nível europeu, o tratamento da hemofilia.

 

Dadas agora a conhecer num filme (https://www.facebook.com/video.php?v=740994945947033&set=vb.167859296593937&type=2&theater), que conta com a participação de Miguel Crato, Presidente da Associação Portuguesa de Hemofilia afiliada do EHC, estas advertências resultaram de um encontro, realizado em 2013, que reuniu especialistas em hemofilia de 36 países com o objectivo de estabelecer normas mínimas para o tratamento e cuidados para a hemofilia, uma vez que se assiste ainda a uma grande variabilidade na assistência ao doente com hemofilia e na disponibilização dos diferentes concentrados nos diferentes países europeus.

Portugal não cumpre duas das sete recomendações. A existência de um Conselho Nacional de Hemofilia que possibilitaria a existência em Portugal de um órgão colegial, que envolvesse associações de doentes, médicos e ministério da saúde e permitiria traçar um plano nacional para a hemofilia que possibilitasse uma maior harmonização de tratamentos para optimização de custos.

O não cumprimento da outra recomendação, o critério de compra dos factores não deve ser somente baseado no preço dos mesmos, afigura-se extremamente grave, por deixar nas mãos de critérios economicistas a escolha do tratamento para a hemofilia e não critérios essenciais como a eficácia e a segurança.

Estes dois critérios ou o seu não cumprimento em Portugal, afastam-nos do nível básico do tratamento da hemofilia e outros distúrbios hemorrágicos que se pretendem numa base comum europeia.

 

As sete recomendações do Conselho Europeu

Recomendação 1:

A existência de um Conselho Nacional de Hemofilia, de forma a optimizar a organização dos cuidados de hemofilia em cada país.

Recomendação 2:

O consumo mínimo de factor VIII nível de um país deve ser de 3 I.U. per capita, como resultado de uma recente pesquisa que indicou que o limite anterior (2 I.U per capita) não é suficiente para garantir o acesso das crianças à profilaxia.

Recomendação 3:

O critério de escolha dos factores não deve ser só baseado no preço dos mesmos. As decisões sobre adopção de um novo produto não podem ser baseadas apenas no custo, mas também na qualidade.

Recomendação 4:

A profilaxia para crianças deve ser garantida e para os adultos deve ser aplicada numa decisão conjunta entre médico e paciente.

Recomendação 5:

Às crianças que não conseguiram erradicar inibidores, deve ser dada a possibilidade de efectuar profilaxia com agentes Bypass (Feiba e Novoseven).

Recomendação 6:

Concentrados de factor devem ser utilizados como terapia em pacientes com distúrbios hemorrágicos raros.

Recomendação 7:

A designação de medicamentos órfãos para alguns concentrados de factor (factor) não deve impedir o desenvolvimento e licenciamento de outros produtos com comprovada modificação de proteínas na sua génese.

 

Para informação adicional, contactar:

Associação Portuguesa de Hemofilia e de outras Coagulopatias Congénitas

Telefone: 218 598 491

E-mail: [email protected] | Blog: http://funfilia-aph.blogspot.com/ |Site: www.aphemofilia.pt | Facebook

 

28 de Outubro no Auditório do Infarmed
Perceber se o modelo de financiamento da infecção pelo VIH/Sida se adequa às boas práticas para esta área de tratamento e obter...

Compreender se o modelo de financiamento da infecção pelo VIH/Sida se adequa às boas práticas para esta área de tratamento e obter o consenso quanto ao seu futuro. Foi com este objectivo que a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) e biofarmacêutica Gilead Sciences juntaram esforços no estudo “VIH/SIDA – Financiamento e Contratualização, Assente na Eficiência e Qualidade”. Um trabalho que chamou, pela primeira vez, todos os stakeholders a participar e cujos resultados são apresentados no dia 28 de Outubro.

Este trabalho foi desenvolvido segundo o método Delphi, que juntou um painel de peritos, constituído por médicos, gestores, associações de doentes, académicos, entre outros. O propósito foi obter consenso sobre o caminho a seguir no modelo de financiamento e contratualização efectiva para a infecção pelo VIH/Sida, enquanto mecanismo por excelência de garantia do acesso ao tratamento com qualidade por parte do utente, num patamar de sustentabilidade.

VIH/Sida Financiamento e Contratualização - Apresentação de Resultados

 

Sobre a Escola Nacional de Saúde Pública

A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa (ENSP-UNL) foi criada em 1966, sendo uma instituição vocacionada para estudos pós-graduados e investigação na área da saúde pública. Integrada numa ampla rede de parcerias nacionais e internacionais, é dotada de um corpo docente reconhecido e qualificado em áreas disciplinares muito diversas, como a epidemiologia, a saúde ambiental e ocupacional, a promoção da saúde, a economia da saúde e a política e gestão em saúde. A escola recebe anualmente cerca de 320 alunos, com formação de base muito diversa como medicina, enfermagem, gestão, direito, psicologia e outras, para a realização de doutoramentos, mestrados, especializações e cursos de curta duração nas áreas da promoção e inovação em saúde.

Mais informações em www.ensp.unl.pt

 

Sobre a Gilead Sciences

A Gilead Sciences, empresa de investigação biofarmacêutica, tem como missão, desde a sua fundação na Califórnia em 1987, a investigação, desenvolvimento e comercialização de medicamentos inovadores para tratamento de doentes que, em todo o mundo, sofrem de doenças potencialmente fatais.

A filosofia da Gilead Sciences assenta na seguinte premissa: o melhor para os doentes, é o melhor para a empresa. É por isso que os cerca de 4 mil colaboradores estão permanentemente empenhados em alcançar o objectivo primordial de salvar vidas e proporcionar melhor qualidade de vida.

 

Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus
Analisar a importância da “variabilidade glicémica” no controlo da diabetes mellitus,é um dos principais objectivos da reunião...

O Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus (NEDM) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) promove, no dia 25 de Outubro, no Hotel dos Templários, em Tomar, uma Reunião Extraordinária com o objectivo de analisar a importância da “variabilidade glicémica” no controlo da diabetes mellitus, uma doença que atinge mais de um milhão de portugueses e levou o Serviço Nacional de Saúde (SNS) a um gasto de muitos milhões de euros.

A variabilidade glicémica, tema escolhido para esta reunião, é importante marcador de risco vital. Os especialistas defendem que picos e quedas da glicemia somam mais um factor de risco aos portadores de diabetes e obrigam a reflectir na abordagem no tratamento desta população.

Álvaro Coelho, coordenador do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus, explica que “o controlo da variabilidade glicémica é fundamental para prevenir o risco cardiovascular, em particular no doente idoso e com co-morbilidades, daí considerar fundamental a troca de experiência e pareceres entre Internistas com diferentes áreas de especialização, como é o caso do AVC ou da geriatria. Além disso, a Medicina Interna assume um papel cada vez mais preponderante no acompanhamento e gestão dos doentes que juntam à diabetes outras doenças, como a hipertensão, a dislipidemia e outras doenças crónicas. A gestão eficaz destes doentes assume uma importância maior numa altura em que a população está envelhecida e o impacto económico da diabetes no SNS não pára de aumentar”.

Esta reunião será presidida por Manuel Teixeira Veríssimo, presidente da SPMI, será Moderada por Abílio Vilas-Boas e contará com um painel especializado de excelência composto por João Gorjão Clara, coordenador do Núcleo de Estudos de Geriatria, Maria Teresa Cardoso, coordenadora do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral, António Martins Baptista, coordenador do Núcleo de Estudos de Formação em Medicina Interna, Andreia Vilas Boas, coordenadora do Núcleo de Internos de Medicina Interna e Margarida Bigotte, em representação Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus.

Estima-se que a diabetes mellitus afecte mais de um milhão de portugueses, sendo que 5,6% dos casos não são diagnosticados. Na última década, verificou-se um crescimento do número casos diagnosticados anualmente em Portugal, e também do número de óbitos (41%), nos internamentos com registo de diabetes mellitus neste mesmo período de tempo.

O consumo de medicamentos para controlar a diabetes duplicou desde 2000, mas o crescimento da despesa foi bastante superior, o que significa que começaram a ser utilizadas alternativas de tratamento mais dispendiosas. O SNS gastou no ano passado 210 milhões de euros em medicamentos para a diabetes, um valor recorde que equivale a quase um quinto da despesa total do Estado com a comparticipação de fármacos em ambulatório.

Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), os encargos com a diabetes, que atinge mais de um milhão de portugueses, dispararam 400% só nos últimos seis anos, atingindo o valor mais alto em 2013: em média, a despesa atingiu 575 mil euros por dia.

 

Hospital CUF Cascais
Realiza-se no dia 1 de Novembro, uma reunião clínica que recebe especialistas da comunidade médica para discutir a cura da...

No âmbito do novo programa de Tratamento de Hepatites do Hospital CUF Cascais, unidade que se destaca por ser uma das primeiras do sector privado a iniciar este tratamento, tem lugar no dia 1 de Novembro, uma reunião clínica que recebe especialistas da comunidade médica para discutir a cura da hepatite C.

Em discussão estão temas como “O que significa ter Hepatite C – Programa de Cura na CUF Cascais”, que terá a gastrenterologista e hepatologista desta unidade hospitalar, Paula Ferreira, como oradora. O também gastrenterologista e responsável pela unidade de hepatologia do Hospital de Santa Maria, Fernando Ramalho, abordará, por sua vez, a temática “Carcinoma Hepato Celular e Hepatite C”. Já o médico-cirurgião Eduardo Barroso irá abordar o “Transplante Hepático”.

A reunião organizada pelo Hospital CUF Cascais receberá também Rui Tato Marinho, o coordenador do Painel Consultivo para o Tratamento da Hepatite C do Infarmed e, também membro do Comité Científico de Estratégia Nacional para as Hepatites Virais da Direcção-Geral de Saúde, o qual irá falar sobre os “Benefícios da Cura”. Seguir-se-á a participação do deputado Ricardo Baptista Leite sobre a “Estratégia Nacional”.

Por fim, e ainda antes do momento final de ponto de situação e conclusões, terá lugar o “À conversa com o especialista”, aquele que se prevê como um dos momentos altos do dia, onde o director da Unidade Clínica de Gestão Médico-Cirúrgica de Doenças Digestivas do Hospital Universitário de Valme, em Sevilha, Manuel Romero-Gómez estará à conversa com Rui Tato Marinho. Manuel Romero-Gómez foi recentemente galardoado com o Prémio de Investigação Javier Benjumea Puigcerver, um prémio que reconhece o impacto científico do projecto apresentado pelo investigador sobre as vantagens do uso da ressonância magnética nos estudos do fígado, nomeadamente o quanto este recurso tecnológico indolor permite obter imagens muito detalhadas deste órgão, permitindo um diagnóstico muito preciso tanto para a inflação como para a fibrose. Com uma carreira marcada pela realização de inúmeros e importantes estudos sobre o fígado, Manuel Romero-Gómez está ligado ao desenvolvimento de linhas de investigação na busca de novos alvos terapêuticos para a hepatite C, ao desenvolvimento de novos tratamentos para a encefalopatia hepática, novos métodos não-invasivos baseados em ressonância magnética, para a avaliação de danos no fígado de pacientes com doença metabólica, e novas abordagens na prevenção do cancro colo-rectal.

 

A Hepatite C em Portugal

Calcula-se que, em Portugal, existam cerca de 150.000 doentes com hepatite C e a nível mundial 160 milhões. As recomendações mais recentes a nível europeu consideram que todos os doentes com hepatite C devem ser candidatos a tratamento, sendo que, em alguns, este tratamento é prioritário e mais urgente pelo risco em que se encontram de desenvolver complicações da cirrose e cancro do fígado.

Porque o tratamento da hepatite C conheceu um avanço notável nos últimos anos, 2014 mudou definitivamente a forma de tratar esta doença infecciosa. 2014 marca o começo de uma nova era com a aprovação na Europa de dois novos fármacos: o Sofosbuvir, aprovado em Janeiro, que encurta o tratamento para apenas 12 semanas, eficaz em todos os genótipos e conseguindo-se a cura de 80-90% dos doentes; e o Simeprevir, aprovado em Maio, também com taxas de cura superiores a 80%, eficaz nos genótipos 1 e 4, permitindo também tratamentos de menor duração. Ainda este ano, espera-se a aprovação do Daclatasvir. A eficácia deste novo agente será igualmente superior a 90%. Num futuro próximo, há a expectativa de que surjam combinações de outros fármacos, todos por via oral, com taxas de cura de mais de 95% sem efeitos secundários.

Inscrições na reunião clínica “Hepatite C – A Cura”

A inscrição na reunião clínica “Hepatite C – A Cura” pode fazer-se através do e-mail [email protected], sendo gratuita e obrigatória, limitada à capacidade da sala. Data limite de inscrição: 24 de Outubro.

 

Regresso às aulas - Necessidades Educativas Especiais
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O seu (sua) filho(a) tem dificuldades de integração na escola? Precisa de ajuda na realização dos trabalhos de casa? Tem dificuldades em comunicar com os colegas e professores e de se fazer entender? Precisa de ajuda na organização de tarefas diárias? Acha que já podia ser mais autónomo na vida diária, em tarefas domésticas, no caminho para a escola ou para outras actividades?

A APSA – Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger, através do seu projecto Casa Grande, quer ser parceira com as Famílias e as Escolas disponibilizando um conjunto de serviços de intervenção em contexto escolar e domicílio:

 

ESTUD’Apsa

Acompanhar ao nível das competências académicas de acordo com o currículo do aluno com necessidades educativas especiais, quer com perturbações do espectro do autismo.

 

Serviço no domicílio

Sessão semanal de intervenção no domicílio, de treino de competências sociais, de autonomia funcional e comunitária.

 

Treino de competências sociais

Desenvolver relações intrapessoais e interpessoais, intencionalidade comunicativa, regulação socio-emocional e reciprocidade social, em grupo e individual.

 

Treino de autonomia funcional e comunitária

Desenvolver autonomia secundária e comunitária para que o jovem/adulto adquira competências no quotidiano.

 

Ateliês

Horticultura e Jardinagem, Informática, Expressão Plástica, Música, Costura

Desenvolver actividades de carácter ocupacional/lúdico de acordo com o perfil e interesses do jovem/adulto.

 

GYM’Apsa

Promover actividade física de acordo com o perfil da criança e jovem.

 

A Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger, ao longo dos seus quase 11 anos de existência, tem contactado directamente com as Escolas e as Famílias, em todo o território nacional. Daí tem resultado uma experiência e conhecimento acumulados das dificuldades e necessidades que as crianças e jovens com perturbações do espectro do autismo e suas famílias sentem quando têm de enquadrar os seus filhos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) e quando têm de decidir sobre os melhores apoios.

Consideramos importante que as crianças e jovens sejam integrados nas escolas, e que se invista em currículos funcionais, com especial incidência na componente académica, na componente social e de autonomia funcional, e na componente vocacional.

É neste contexto, que a APSA desenvolveu o projecto Casa Grande e se coloca como parceira das Famílias e das Escolas, disponibilizando um conjunto de serviços de intervenção em contexto escolar e domicílio, para crianças e jovens, quer estejam ou não enquadradas num PEI (Programa Educativo Individual) e/ou PIT (Plano individual de transição) com o objectivo de facilitar não só o sucesso académico, mas também a construção de um projecto de vida futura.

Saiba mais em [email protected] ou 217119100.

 

Ébola:
A Organização Mundial de Saúde declarou hoje oficialmente a Nigéria livre de Ébola, após 42 dias – ou dois períodos de...

“O vírus desapareceu por agora. O surto na Nigéria foi derrotado. Esta é uma história de sucesso que mostra ao mundo que o Ébola pode ser contido”, disse o representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) no país, Rui Gama Vaz, em Abuja.

A chegada do vírus Ébola à Nigéria, a mais populosa nação africana, a principal economia e o maior produtor de petróleo, provocou receios da sua rápida disseminação pelo país de 170 milhões de pessoas.

Mas este cenário não se registou e especialistas de saúde envolvidos no combate ao surto da febre hemorrágica elogiaram as autoridades pela sua resposta rápida e rastreio alargado.

No total, morreram oito pessoas de 20 casos confirmados na maior cidade da Nigéria, Lagos, e no centro petrolífero de Port Harcourt, tendo sido monitorizadas cerca de 900 pessoas para se detectar eventuais sintomas da doença.

A declaração oficial da OMS de país livre da doença relativamente à Nigéria surge depois de o estatuto ter sido dado ao Senegal na sexta-feira.

Ambos os países estão sob escrutínio de especialistas em saúde pública que tentam conter a propagação da doença em todo o mundo. Além de um seguimento dos que poderiam ter tido contacto com os doentes, a Nigéria introduziu inspecções de rastreio médico rigoroso em todos os aeroportos e portos para chegadas e partidas.

 

MNE dos 28 pedem a Bruxelas orientações comuns para pontos de entrada

Os responsáveis pela diplomacia europeia pediram hoje à Comissão Europeia para preparar protocolos e respostas comuns para os Estados-membros aplicarem nos pontos de entrada nacionais, face à epidemia de Ébola.

No texto de conclusões do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, os 28 sublinham “a importância de serem realizadas mais consultas com vista à coordenação de medidas nacionais nos pontos de entrada”, pedindo a Bruxelas para que proponha “protocolos e procedimentos comuns” que considere apropriados.

Os ministros apelam ainda aos Estados-membros para que considerem a possibilidade de usar “os sistemas de informação sobre vistos e ainda dados fornecidos pelas transportadoras aéreas”, de modo a antecipar a chegara de potenciais doentes infectados com o vírus da febre hemorrágica.

Na Bélgica, começaram hoje a ser rastreados os passageiros oriundos de países atingidos pelo Ébola, a exemplo do que já sucede no Reino Unido e em França.

Mais de 4.500 pessoas morreram e perto de 10 mil foram infectadas com o Ébola, a maioria na África Ocidental, desde o início do ano, de acordo com a OMS.

 

Desde o início do mês
Os Açores têm, desde o início do mês, um novo Programa Regional de Vacinação que reintroduz a vacina contra a doença...

“A partir do dia 01 de Outubro de 2014, o PRV [Programa Regional de Vacinação] passa a incluir uma vacina contra a doença pneumocócica, aplicável às crianças até aos 5 anos de idade, comparticipada de acordo com o previsto na Portaria n.º 52/2014, de 30 de Julho”, lê-se numa portaria hoje publicada no Jornal Oficial da Região Autónoma.

Em Julho deste ano, a Secretaria Regional da Saúde, a propósito da publicação de nova legislação sobre reembolsos, já tinha revelado que passaria a haver nos Açores comparticipação da vacina pneumocócica (que protege de doenças como a pneumonia e a meningite) a partir deste mês, na totalidade “para as pessoas com menores rendimentos” e parcialmente para os restantes utentes, “em função das suas condições económicas”.

Por outro lado, e também desde o dia 01 de Outubro, há alterações no calendário da administração da vacina HPV (contra o vírus do papiloma humano, uma das causas do cancro do colo do útero).

Neste caso, a portaria prevê a “vacinação universal de rotina no âmbito do PRV 2014 com a vacina HPV, recomendada às raparigas com idades dos 10 aos 13 anos de idade inclusive, podendo coincidir com a administração da vacina contra o tétano e a difteria (Td)”.

A vacinação contra o HPV pode, no entanto, “ser iniciada até aos 18 anos de idade exclusive e completada (2.ª ou 3.ª dose) até aos 25 anos de idade inclusive”.

O PRV “é aplicável a todos os indivíduos presentes na região com idade inferior aos 18 anos” e, no caso do tétano e difteria, “durante toda a vida”.

O texto explica que, na sequência da aprovação do Programa Nacional de Vacinação, pelo Ministério da Saúde, se tornou necessário “alterar o Programa Regional de Vacinação de forma a conseguir-se maior uniformidade no acesso à vacinação”.

 

Próxima quarta-feira
O novo Centro Biomédico de Simulação do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto e do Centro...

De acordo com a Universidade do Porto, o renovado centro Biomédico de Simulação resultou de um investimento de 500 mil euros irá reforçar a formação dos estudantes de Medicina do Centro Biomédico de Simulação do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e dos profissionais do Centro Hospitalar do Porto, permitindo que “testem e experimentem intervenções e tratamentos em robôs que simulam as condições reais de pacientes em determinadas patologias”.

As novas instalações incluem uma sala de bloco operatório, uma sala de simulação de partos, uma enfermaria, uma sala de treino de competências técnicas e uma sala de 'briefing', onde é possível monitorizar tudo o que ocorre nas restantes salas de simulação, através de um 'software' e equipamentos de som e vídeo desenvolvidos especificamente para o Centro Biomédico de Simulação. Entre outros equipamentos, estará também disponível uma ambulância para treino de transporte de doentes.

“O CBS dispõe de um simulador de patologias cardiotorácicas único no país e simuladores de alta-fidelidade. Destacam-se o SimMan3G – um simulador avançado com um manequim com a estrutura de um homem de estatura normal – e o SimMom, que permite o treino de partos”, salienta a universidade.

O centro está aberto a todos os alunos e docentes do ICBAS e profissionais do Centro Hospitalar do Porto, de forma a disponibilizar uma aprendizagem contínua. Está ainda prevista a abertura do CBS à população em geral para a realização de cursos como suporte básico de vida e treino de partos em ambulâncias.

A inauguração do Centro Biomédico de Simulação está inserida na cerimónia de abertura do ano lectivo 2014/2015 do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, que irá decorrer no Salão Nobre do ICBAS/FFUP. A sessão será presidida pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, e contará com as intervenções do reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, e do director do ICBAS, António de Sousa Pereira.

 

Cientistas desenvolvem
Um grupo de cientistas criou uma injecção que vibra e engana o cérebro de maneira a diminuir o medo e a dor generalizado que...

As tradicionais ‘picas’ são bem mais temidas do que o imaginado. São poucas – ou quase nenhumas – as pessoas que gostam de injecções e só de pensar na agulha há quem fique com tremores, mas para que este medo generalizado de dor não seja tão atormentador, um grupo de cientistas criou uma injecção que vibra e engana o cérebro, escreve o Notícias ao Minuto.

Um grupo de cientistas norte-americanos criou uma injecção que promete colocar um ponto final no medo da ‘pica’. Trata-se de uma agulha vibratória que engana o cérebro e faz com que a sensação de dor não seja tão intensa.

Este engenho surgiu após uma experiência com 21 voluntários que se submeteram a um teste com agulhas de plástico, mas em que o índice de dor era idêntico a uma injecção tradicional. Os participantes foram tocados no ombro enquanto várias quantidades de frio, calor, pressão e vibração eram aplicadas.

Quanto ao calor e ao frio, ficou provado que a temperatura em nada atenua a dor. Já no que toca à vibração, os cientistas concluíram que a dor era menor quando era aplicado um determinado nível de ondas vibratórias no local a picar vinte segundos antes da injecção.

Para os cientistas, a diminuição da dor deveu-se ao facto da vibração mexer directamente com os “portões nervosos”, deixando-os bloqueados para que a sensação de dor não chegue ao cérebro de forma tão intensa.

E o mesmo acontece com a pressão, mas aqui não existe uma descoberta mas sim o reforço de algo que é já do senso comum: fazer pressão sobre locais lesionados, como é o caso de um dedo cortado, faz com que a sensação de dor seja menor.

Novidades previstas para a nova legislação do ensino especial
Os pais das crianças com dislexia mostram-se preocupados com um possível recuo na legislação que enquadra o apoio a estas...

A Associação Portuguesa de Pessoas com Dificuldades de Aprendizagem Específicas realiza hoje em Lisboa um debate sobre a dislexia, que vai abordar as novidades previstas para a nova legislação do ensino especial. Eduarda Cabrita, dirigente desta associação, explicou à Lusa que o relatório do grupo de trabalho sobre educação especial introduz algumas alterações que estão a preocupar os pais das crianças com dificuldades de aprendizagem específicas. Dislexia, disgrafia, disortografia e discalculia são as quatro dificuldades de aprendizagem específicas, sendo a dislexia a mais prevalente.

“Tememos que os nossos filhos, que representam 48% dos alunos da educação especial, sejam relegados para segundo plano. Tememos que venha a significar menos intervenção junto destas crianças”, comentou Eduarda Cabrita, adiantando que os alunos com dislexia “vêm sempre na cauda dos apoios”.

Da proposta contida no relatório do grupo de trabalho sobre educação especial, os pais contestam o facto de o documento apontar para uma indefinição de conceitos relativamente à dislexia e às outras dificuldades de aprendizagem específicas.

Para a associação é ainda preocupante que o relatório proponha que a avaliação para diagnóstico destes alunos tenha de ser feita por um médico do Serviço Nacional de Saúde (SNS): “O SNS tem meios e recursos humanos para fazer o diagnóstico de todos os alunos?”, questionou Eduarda Cabrita.

A associação contesta também a proposta segundo a qual os pais deixam de ser um dos elementos que podem referenciar a criança, solicitando depois um diagnóstico.

No debate que hoje se realiza em Lisboa, e que conta com a participação da ex-ministra da Saúde Ana Jorge, a associação pretende deixar um “olhar realista sobre a (in)visibilidade da dislexia no sistema educativo português”.

 

Pela primeira vez
O Dia Nacional da Paralisia Cerebral assinala-se segunda-feira pela primeira vez oficialmente, uma data que pretende ser “uma...

Em declarações à Lusa, a presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral, Eulália Calado, disse que o que está a acontecer neste momento é que estão a “retirar toda a dignidade” à população de pessoas afectadas por paralisia cerebral com os cortes orçamentais que têm sido aplicados nas várias áreas implicadas, desde a Segurança Social à Saúde.

“Não se pode ir ao sabor de políticas. Tire-se de onde se quiser, dos gabinetes dos ministros, tire-se dos carros, podem andar com carros de mais baixa cilindrada. São estas [as pessoas com paralisia cerebral] que necessitam mais. O Dia da Paralisia Cerebral dá para nós falarmos e os ecos talvez se reflictam nos outros 364 dias em que as pessoas se debatem com problemas tremendos”, referiu a dirigente associativa sobre o dia que vai incluir um concerto do fadista Camané e do pianista Mário Laginha, na Casa da Música, no Porto.

A presidente da federação recordou, por exemplo, que famílias com um rendimento agregado superior a 628 euros e “com um filho altamente dependente” não têm direito a transporte para ir a consultas ou a hospitais, algo que “antes era pago pelo hospital”.

Eulália Calado mencionou várias outras situações problemáticas, desde as pessoas “completamente presas” em andares cimeiros de um edifício sem acessos correctos que vêem dificultadas as criações de rampas quer pelos próprios condomínios quer pelas autarquias até às dificuldades de obtenção de baterias novas para cadeiras eléctricas que chegam a demorar um ano.

“Isto é a realidade. As pessoas não gostam de ouvir isto, mas é o dia-a-dia desta população. Nós fazemo-los sentir perfeitamente lixo. Cidadãos de quinta, culpabilizados por estarem cá. Isto não pode ser”, declarou a presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral.

As actividades de segunda-feira, o primeiro Dia Nacional da Paralisia Cerebral desde a publicação em Diário da República, vão desenvolver-se no Porto, começando às 09:30 no Espaço Atmosfera M com várias conversas, seguindo-se diversas oficinas em diferentes locais da cidade e culminando com o concerto, na Casa da Música, a partir das 19:00.

 

Cientista português estuda
Um cientista português liderou uma investigação para perceber como é que pessoas infectadas pelo HIV desenvolveram anticorpos...

“Conseguimos determinar todos os passos de uma família de anticorpos desde o início, até à forma em que é mais eficiente contra o vírus, e conseguimos fazer o mapeamento das zonas do vírus que são importantes para o desenvolvimento destes anticorpos”, disse à agência Lusa Fernando Garces Ferreira a propósito do trabalho, publicado na revista Cell.

O investigador do "The Scripps Research Institute" (TSRI), nos EUA, e a sua equipa propõem “uma vacina que tem de ser ´tailer made´, feita à medida, para os diferentes passos” para que se possa "guiar o desenvolvimento do anticorpo numa determinada direcção".

O objectivo é "tentar ensinar o sistema imunitário de pessoas saudáveis, não infectadas com HIV, a produzirem esses anticorpos para que, na eventualidade de uma infecção, o sistema esteja preparado para ter uma resposta rápida e eficiente", resumiu o cientista.

“Todos temos a possibilidade de desenvolver esses anticorpos, mas é preciso realmente guiar o sistema imunitário a desenvolver esses anticorpos, por isso, provavelmente, temos de dar ao organismo diferentes vacinas”, defendeu Fernando Garces Ferreira.

“Até agora, quando o anticorpo maduro se une ao vírus, desenhamos a parte viral e é essa parte que injectamos no organismo e vamos ver se o sistema imunitário consegue reproduzir a criação desse mesmo anticorpo”, explicou.

O que falhava era que, até esse ponto final, “há muitos outros processos desenvolvidos” que, se não forem tidos em conta, impedem que se chegue ao anticorpo final, capaz de enfrentar o HIV, um vírus “muito sofisticado”.

A família de anticorpos objecto do estudo foi descoberta há alguns anos num doente com HIV e chegou-se à conclusão que 10 a 15% dos doentes, passados alguns anos, desenvolvem anticorpos “extremamente potentes” na neutralização do vírus.

O problema é que esses anticorpos “já chegam tarde porque o vírus já está instalado e uma vez o HIV instalado no nosso corpo é impossível remove-lo”, referiu Fernando Garces Ferreira.

 

Relatório da Rede Médicos-Sentinela
8 em cada 10 utentes que procuraram o centro de saúde, em 2013, devido a problemas de depressão eram mulheres, revela um...

Na grande maioria das consultas (93,2%) houve prescrição de medicamentos, sendo que em 64,2% dos casos foi usado apenas um fármaco.

Das 1.873 consultas realizadas, menos 35 face a 2012, 1.488 (79,4%) foram pedidas por mulheres e 385 (20,6%) por homens, “o que traduz um predomínio de consultas no sexo feminino logo a partir dos 15 anos”, refere o relatório da rede, constituída por médicos de família que exercem funções nos centros de saúde.

O número anual estimado de consultas relacionadas com a depressão foi de 6.645 por 100 mil utentes e na população feminina, com 15 ou mais anos, foi de 11.737 consultas por 100 mil utentes, valores semelhantes aos registados no ano anterior.

Segundo o documento, publicado no site do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), oito doentes tiveram de ser internados, dos quais seis eram mulheres.

As consultas de seguimento e de renovação de medicação foram as duas tipologias mais frequentes, representando, respectivamente, 43% e 35,2% do total de consultas notificadas durante o ano, semelhante ao que tinha acontecido no ano anterior.

Em 89% das situações, o diagnóstico de depressão (primeiro episódio ou recidiva) foi estabelecido pelo médico de família do utente.

Em 133 consultas (7,1%), o utente foi referenciado para outro profissional de saúde, na maioria dos casos para um psiquiatra (67,7%).

Os Médicos-Sentinela observam que “foi percebido risco de suicídio em 2,4% dos casos (2,1% nos homens)”.

A distribuição da taxa de incidência de depressão, considerando apenas os primeiros episódios na vida dos utentes, acompanhou a procura de cuidados de saúde, observando-se uma taxa de incidência mais elevada nas mulheres (886/100.000 utentes).

No global, o grupo etário com taxa de incidência mais elevada é o dos 35-44 anos, embora nos homens a taxa de incidência mais elevada tenha sido registada entre os 65 e os 74 anos.

No ano passado, foram também notificados 166 casos de insónia, não havendo registo de nenhum caso com internamento. A taxa de incidência estimada foi de 589 por 100 mil utentes, observando-se uma incidência mais elevada nas mulheres (804/100.000). A causa da insónia foi identificada por 104 utentes (62,7%), sendo a ansiedade/depressão a causa mais frequentemente apontada (48,1%).

Os Médicos-Sentinela, que no ano passado eram 112, notificam voluntariamente casos ou episódios de doença e de outras situações relacionadas com saúde dos utentes inscritos nas suas listas.

O relatório ressalva que os dados “devem ser interpretados à luz das limitações inerentes às características da Rede”, uma vez que é de participação voluntária e apenas abrange os utilizadores dos cuidados de saúde primários.

 

Rede de Médicos-Sentinela
Quase 38% das 220 gravidezes notificadas em 2013 pela Rede de Médicos-Sentinela não foram planeadas, um número que aumenta para...

O número de gravidezes caiu de 224, em 2012, para 220, no ano passado, sendo a idade mediana das grávidas de 31 anos, a idade mínima de 15 e a máxima de 43 anos, adianta o relatório dos Médicos-Sentinela, uma rede constituída por médicos de família que exercem funções nos centros de saúde de Portugal.

O relatório, publicado no site do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), salienta “o aumento da proporção de gravidezes planeadas” em 2013, face ao ano anterior, e a redução da taxa de incidência de gravidez na população sob observação da rede, “o que está de acordo com a tendência decrescente da taxa de natalidade em Portugal”.

Os dados referem que, das 220 consultas registadas, 134 (60,9%) corresponderam a gravidezes planeadas, mas no caso das grávidas entre os 15 e os 24 anos apenas 30% das gravidezes foram planeadas.

Registaram-se 83 gravidezes não planeadas (37,7%), das quais 51,8% não usava método contraceptivo no mês em que engravidou e 32,5% referiu falha do método contraceptivo.

Do total das gravidezes planeadas, 107 mulheres (79,9%) fizeram consulta pré-concepcional e em 75,7% dos casos (81 gravidezes) a consulta pré-concepcional foi efectuada antes da paragem do método contraceptivo.

Os Médicos-Sentinela notificam voluntariamente casos ou episódios de doença e de outras situações relacionadas com saúde dos utentes inscritos nas suas listas.

No ano passado estavam inscritos na rede 112 médicos de Medicina Geral e Familiar distribuídos pelas sete regiões de saúde do país.

O relatório ressalva que os dados “devem ser interpretados à luz das limitações inerentes às características da Rede”, uma vez que é de participação voluntária e apenas abrange os utilizadores dos cuidados de saúde primários.

“A participação voluntária permite a obtenção de dados de melhor qualidade, mas, ao mesmo tempo, o grupo de médicos que integram os Médicos-Sentinela constitui-se como uma amostra de conveniência do total de médicos de família do SNS, o que poderá condicionar que a população sob observação não seja representativa da população portuguesa”, acrescenta.

Ao mesmo tempo, o facto dos médicos que integram a rede pertencerem ao SNS não permite avaliar o que acontece em determinados grupos populacionais que utilizem outros sistemas de saúde.

 

Relatório da Rede Médicos Sentinela
Os centros de saúde registaram no ano passado 157 novos casos de diabetes mellitus, a maioria de mulheres, acompanhando a...

A idade mediana destes utentes foi de 63 anos, variando entre os 13 e os 87 anos, adianta a rede, constituída por médicos de família que notificam voluntariamente casos ou episódios de doença e de outras situações relacionadas com a saúde dos utentes inscritos nas suas listas. Esta doença, um dos principais problemas de saúde pública, levou ao internamento de cinco destes doentes e causou a morte de uma mulher.

A taxa de incidência estimada foi de 557 por 100 mil utentes, tendo sido mais elevada nas mulheres (588/100.000). Considerando apenas a população utente com 35 ou mais anos, a taxa de incidência foi de 932/100.000 utentes. Nos homens, a incidência mais elevada observou-se entre os 55 e os 64 anos (1.406/100.000), enquanto nas mulheres o pico de incidência se registou uma década mais tarde (1.709/100.000).

O relatório sublinha que “estes resultados reforçam a necessidade de manter a diabetes mellitus sob monitorização na rede”.

Os Médicos-Sentinela notificaram também no ano passado 234 casos de hipertensão arterial, dos quais 53% eram mulheres. Na população com mais 25 anos obteve-se uma taxa de incidência de 1.122 por 100 mil utentes. Para o total da população inscrita na rede a taxa de incidência estimada foi de 830/100 mil utentes. A estimativa da taxa de incidência mais elevada para os homens verificou-se no grupo etário dos 55-64 anos (2.411/100.000) e para nas mulheres no grupo dos 65-74 anos (1.923/100.000 utentes).

Foi reportado pela rede a morte de uma mulher de 65 anos e o internamento de outra com 39 anos devido a hipertensão arterial, cuja taxa de incidência estimada tem aumentado para homens e mulheres. Foram ainda notificados três casos de jovens com idades entre os 15 e os 24 anos, segundo o relatório.

Os Médicos-Sentinela, que no ano passado eram 112, notificam voluntariamente casos ou episódios de doença e de outras situações relacionadas com saúde dos utentes inscritos nas suas listas.

O relatório ressalva que os dados “devem ser interpretados à luz das limitações inerentes às características da Rede”, uma vez que é de participação voluntária e apenas abrange os utilizadores dos cuidados de saúde primários.

O facto de os médicos que integram a rede pertencerem ao SNS não permite avaliar o que acontece em determinados grupos populacionais que utilizam outros sistemas de saúde.

 

Dia Nacional assinalado pela primeira vez
Assinala-se hoje, oficialmente e pela primeira vez, o Dia Nacional da Paralisia Cerebral, uma data q

A Paralisia Cerebral (PC) resulta de uma lesão ou disfunção a nível do Sistema Nervoso Central (SNC), que pode ocorrer no período pré, peri ou pós-natal. O principal comprometimento nestas crianças é a nível sensoriomotor, o que significa que estas têm a capacidade de realizar aprendizagens a outros níveis.

No dia 21 de março de 2014, foi publicada no Diário da República, I Série – N.º57, a Resolução da Assembleia da República n.º 27/2014 que institui, finalmente, o dia 20 de outubro como o Dia Nacional da Paralisia Cerebral. Assim e como forma de sinalizar este dia, salientamos a necessidade que ainda existe de continuar a sensibilizar as pessoas para a importância da integração destas crianças na sociedade e nos diversos contextos, tal como para a necessidade de prestar apoio aos pais/famílias destas crianças.

 

Prevenir é o melhor tratamento

O melhor tratamento para a Paralisia Cerebral é a prevenção e a identificação precoce dos fatores de risco. Em situações em que a PC está diagnosticada, existem diversas intervenções diretas e indiretas, que podem contribuir para um desenvolvimento mais harmonioso destas crianças, nomeadamente: a musicoterapia, a terapia familiar, a terapia ocupacional, a psicologia, a psicomotricidade, a hidroterapia, a fisioterapia, os desportos adaptados (ex: bócia), a psicologia, o snoolozen (estímulos música, sons, notas, luz, estimulação táctil e aromas podem ser usados de forma individual ou combinada), a terapia com cavalos, a zarabatana (um jogo que vem de uma prática que teve origem nos índios da Amazónia e que pode ser usado num quadro clínico motor grave), a comunicação alternativa e o serviço social. Atualmente fala-se de um tratamento inovador, que é a terapia com células-tronco.

 

Fisioterapia com tratamento multidisciplinar

As crianças com PC devem ser tratadas por uma equipa multidisciplinar. No entanto, a principal atuação é a da fisioterapia em que existem basicamente três métodos utilizados, de acordo com o quadro clínico: o de Bobath, o de Phelps e o de Kabat.

Já existem várias instituições que trabalham nesta área e que podem prestar um apoio efetivo aos pais e às crianças com PC, é o caso das Associações de Paralisia Cerebral que estão espalhadas pelo País, com técnicos especializados e instalações adaptadas para trabalhar nesta área.

O envolvimento dos pais/familiares na estimulação destas crianças é essencial e complementar ao trabalho dos diferentes técnicos.

 

Integração no ensino regular pode não ser solução

A medida de integrar estas crianças no ensino regular nem sempre permite o melhor apoio a estas crianças e aos pais. Estará o ensino regular preparado para dar o apoio que estas crianças e aos pais precisam? Será que têm técnicos em número suficiente e preparados para estimular estas crianças aproveitando ao máximo o seu potencial? Terão condições físicas adaptadas a estas crianças? Terão material pedagógico adaptado? Estarão também os cuidadores destas crianças devidamente preparados? São estas e outras questões que nos fazem pensar se estas crianças têm a assistência e os apoios necessários em Portugal. Seria também importante investir na formação dos cuidadores informais destas crianças e criar grupos de ajuda mútua, entre outras medidas de apoio. Ainda se pode fazer muito por estas crianças…

 

Referências bibliográficas:

FERRARETTO, Ivan e SOUZA, Ângela M. C.. (1998). Paralisia Cerebral – aspetos práticos. São Paulo: Memnon.

BOBATH K. (1990). Uma base neurofisiológica para o tratamento da paralisia cerebral. 2ª Ed.. Manole: São Paulo.

PETEAN, Eucia Beatriz Lopes e MURATA, Marília Ferreira. Paralisia cerebral: conhecimento das mães sobre o diagnóstico e o impacto deste na dinâmica familiar. Paidéia: Ribeirão Preto. Dez 2000, vol.10, no.19, p.40-46. ISSN 0103-863X.

 

Sites úteis:

www.fappc.pt

www.apc-coimbra.org.pt

www.redesolidaria.org.pt

 

Andreia Eunice Pinto Magina,  Enfermeira Especialista em Saúde Mental e Psiquiátrica, Instrutora de Massagem Infantil certificada pela IAIM e Licenciada em Ciências da Educação          

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
18 de Outubro – Dia Mundial da Menopausa
Assinala-se amanhã o Dia Mundial da Menopausa que pretende alertar as mulheres a procurar ajuda médi

A menopausa caracteriza-se por “uma fase fisiológica da vida da mulher que corresponde a uma perda, mais ou menos brusca, da perda das hormonas ováricas (estrogénios e progesterona) que leva ao fim dos períodos menstruais”, refere Fátima Romão, presidente da Sociedade Portuguesa de Menopausa, ao Atlas da Saúde.

Assim, considera-se que uma mulher está em menopausa quando decorrem 12 meses sem menstruação. Conforme explica Fátima Romão, “a maior parte das vezes, a menopausa não tem um início súbito, acontece alguns meses com irregularidades menstruais e / ou alguma sintomatologia”. Inicia-se em idade variável, mas nas mulheres portuguesas a idade média calculada para o aparecimento é aos 50/51 anos.

Ao contrário do que muitos possam pensar, a menopausa não é nenhuma doença, é apenas uma nova etapa na vida na vida das mulheres que erradamente se associa ao envelhecimento e à perda de feminilidade. O medo é o sentimento mais dominante e na opinião da especialista “ocorre porque entra na fase infértil e receia ficar diminuída, menos atractiva e tem receio das doenças que começam a surgir com o próprio envelhecimento”, diz sublinhando que, muitas vezes não se sentem bem no seu próprio corpo e preferem mesmo não falar da sua vivência menopáusica.

Já o principal mito associado à menopausa é o da perda da feminilidade. Deixou de menstruar, deixou de ser mulher, e começa o envelhecer. “A nossa sociedade torna-se muito castigadora para quem não é jovem, elegante e bem sucedido. Mas temos de pensar que aos 50 anos muitas mulheres estão no auge das suas carreiras profissionais e com um papel muito activo e importante familiarmente, ainda com filhos e pais a cargo”, explica a ginecologista.

É por estas razões que vale a pena assinalar o dia que “serve para a chamada de atenção e, apesar de tudo, levar muitas mulheres a procurar ajuda médica. Digamos que estimula a consciencialização do problema em todo o mundo, embora cada mulher vá viver a sua menopausa conforme a sua cultura e os seus credos. Por isso a informação nunca é demais”, nota.

 

Principais sintomas

Os principais sintomas da menopausa são os vasomotores, conhecidos como: “afrontamentos ou fogachos e os suores nocturnos, que quando são intensos limitam muito a qualidade de vida da mulher”.

Muito incómodos também, alerta Fátima Romão, são “as alterações emocionais como o cansaço fácil, a irritabilidade, as insónias, o choro fácil, a falta de concentração e o esquecimento”.

Mais tarde, numa segunda fase, e igualmente devido à perda hormonal, surgem os sintomas urogenitais: a secura vaginal que se traduz em dificuldades sexuais, aparecimento de infecções urinárias de repetição e alterações na pele e cabelo. Por fim, diz a ginecologista, a mulher menopáusica apresenta alterações cardiovasculares e osteoarticulares com eventual aparecimento de osteoporose.

Fátima Romão salienta que “é muito importante a mulher encarar a menopausa com naturalidade, uma vez que esta fase irá corresponder a um terço da vida da mulher”. Deve por isso, procurar ajuda médica para que lhe indique como tratar/diminuir os sintomas. “Por vezes, é necessário apenas modificar alguns hábitos alimentares, tabágicos e praticar exercício físico”, esclarece a presidente, sublinhando que “temos de nos lembrar que o envelhecimento é cumulativo e a prevenção da doença é o mais importante”

 

Tratamento

Existem vários opções para tratar a menopausa, mas o mais importante é perceber qual o tratamento indicado para cada mulher. “Ainda há muito receio em relação às hormonas, com alguma cancerofobia (fobia de que provocam cancro)”, lamenta a ginecologista, acrescentando que, “é preciso individualizar, acompanhando o perfil e os desejos de cada mulher.

Existe, além do tratamento hormonal com as próprias hormonas ováricas - que se administram em doses mínimas e usando várias vias, desde a toma de um comprimido/dia até ao adesivo colado uma vez por semana – existem outros produtos que vão simular estas hormonas, sendo os mais conhecidos os fitoestrogénios.

Em jeito de conclusão, e enquanto presidente da Sociedade Portuguesa de Menopausa e como mulher em menopausa, Fátima Romão deixa uma mensagem:”Primeiro quero desejar um excelente Dia 18 da Menopausa a todas as mulheres. Se não estiverem já em menopausa, que consigam chegar lá. Se estiverem procurem ajuda do vosso médico para poder ter uma menopausa saudável e feliz”.

 

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Tratamento permite reduzir o risco destas complicações
Neste artigo analisa-se o tratamento das feridas com presença de dispositivos percutâneos médicos.

Na prática clínica atual tem-se generalizado a utilização de dispositivos percutâneos médicos em diversas áreas terapêuticas. A presença destes dispositivos forma uma ferida (ponto de inserção), que deve ser tratada de forma adequada para evitar o aparecimento de complicações, tais como a infeção e a hipergranulação. O tratamento à ferida no ponto de inserção permite reduzir o risco destas complicações. A adoção de princípios básicos de boas práticas, pelos profissionais de saúde, utentes e cuidadores informais, a este tipo de feridas é condição imprescindível para a prevenção das complicações.  

 

Objectivos

- Sensibilizar os profissionais de saúde para a importância da adoção de boas práticas nos cuidados à ferida no ponto de inserção;

- Analisar as complicações mais frequentes à ferida no ponto de inserção;

- Consciencializar os profissionais de saúde da sua importância na promoção do autocuidado do utente a este tipo de ferida.

 

Metodologia de investigação

Realizou-se, de 7 a 19 de fevereiro de 2014, uma pesquisa nas bases de dados científicas CINAHL, Nursing & Allied Health Collection, British Nursing Index, Cochrane Collection, MedicLatina e MEDLINE, através das palavras-chave: feridas, ponto de inserção, hipergranulação e infeção. A pesquisa foi limitada a artigos escritos em inglês, português e espanhol, selecionando-se o período que compreendia produções científicas de janeiro de 2000 até ao presente. Foram selecionados 15 artigos, que foram sujeitos a leitura e análise e, que permitiram extrair as informações mais relevantes para o desenvolvimento deste trabalho.

 

Desenvolvimento

Na prática clínica atual utilizam-se de uma forma generalizada uma variedade de dispositivos percutâneos, que incluem, entre outras, cateteres de diálise peritoneal (DP), tubos de gastrostomia endoscópica percutânea (PEG), tubos de traqueostomia, cateteres suprapúbicos e dispositivos de acesso vascular.

Estes dispositivos estão indicados para doentes que são incapazes de manter as suas funções corporais normais, por causa de uma doença ou incapacidade e que necessitam de um tratamento complementar para satisfazer as necessidades humanas básicas.

Os dispositivos percutâneos introduzem-se através de um orifício realizado cirurgicamente na pele, para poder aceder às estruturas, órgãos e tecidos subjacentes e administrar ou eliminar líquidos ou gases. Esta abertura na pele denomina-se ponto de inserção.

Também se podem utilizar dispositivos de fixação externa, que mantêm fixo o esqueleto através de fios ou cravos, como objetivo de um tratamento ortopédico ou tratamento de traumatismos. Neste caso, resulta uma ferida percutânea na interface entre um cravo ou fio e a pele.

Ao contrário do que acontece nas feridas agudas ou crónicas em que o objetivo é a cicatrização da ferida, no caso de uma ferida no ponto de inserção o objetivo é manter uma abertura saudável com exsudado mínimo. Ainda que exista uma tendência natural para que a ferida se estreite em redor do tubo/dispositivo, todos os dispositivos percutâneos atuam como corpos estranhos no tecido, o que evita que a ferida cicatrize (McClave SA & Neff RL, 2006).

Quanto mais tempo esteja inserido o dispositivo, maior a probabilidade de complicações para o doente (Royal College of Nursing, 2010).

 

Risco de complicações no ponto de inserção

- Segundo estimativas, os cateteres venosos centrais são responsáveis por 250.000-400.000 infeções do sangue, associada a uma taxa de mortalidade de 10-35% (Altman S., 2006);

- As infeções no ponto de inserção em diálise peritoneal fazem com que aumente em 6 vezes o risco de peritonite, o que obriga à retirada do cateter em 50% dos casos (Johnson, D. W. et al., 2009);

- As infeções no trajeto do cravo são uma complicação importante da fixação externa em fraturas complexas e deformidades das extremidades (Royal College of Nursing, 2010). Os índices publicados sobre a infeção em redor do cravo oscilam entre 1% em caso de infeções importantes (osteomielite) e em 80% em caso de infeções pouco importantes (Temple, J. & Santy, J., 2004);

- A PEG é o método de eleição na nutrição/hidratação entérica artificial a longo prazo. Podem surgir infeções locais num intervalo aproximado entre os 2% e os 39% consoante os procedimentos efetuados (Zoft, Y. et al., 2008).

 

Princípios Básicos

Cada dispositivo tem requisitos específicos de manipulação pelo que é importante seguir as instruções do fabricante e os protocolos de serviço. Todavia existem princípios básicos que são importantes a considerar nos cuidados às feridas no ponto de inserção.

 

Os princípios básicos de tratamento incluem:

1 - Garantir a permeabilidade e a eficácia do dispositivo;

2 - Manter a integridade da pele circundante;

3 - Evitar infeções e outras complicações.

 

1 - Garantir a permeabilidade e a eficácia do dispositivo

Todos os dispositivos devem-se colocar, imobilizar e fixar de forma adequada. (Best, C., 2009 & Tomlins, M. J., 2008). Isto pode implicar o uso de apósitos apropriados que ajudem a imobilizar o dispositivo (Royal College of Nursing, 2010). Não obstante, os movimentos dos doentes ou uma má colocação do dispositivo podem causar ferimentos na pele circundante, por pressão ou fricção (Sigler, B., 1997). Os dispositivos devem ser avaliados no sentido de se verificar se se ajustam de forma adequada à situação, comprovando que não há drenagem de líquido sobre a pele circundante.

 

2 - Manutenção da integridade da pele circundante

A pele circundante no ponto de inserção deverá manter-se limpa e seca para evitar a proliferação de bactérias. Nestas situações está contra indicado o uso de cremes protetores. Em caso de necessidade de tratar situações de irritação ou maceração da pele circundante o profissional de saúde deverá assegurar-se de que o mesmo não danifica o dispositivo e que não se infiltre no ponto de inserção.

 

3 - Evitar infeções e outras complicações

Todos os pontos de inserção estão colonizados por bactérias, que podem provocar infeções no ponto de inserção. A infeção pode ser superficial em redor do ponto de inserção ou pode evoluir para o trajeto do dispositivo, aumentando de forma significativa o risco de infeção bacteriana das estruturas subjacentes.

Alguns dispositivos, como os cateteres centrais, exigem a utilização de técnica asséptica durante o tratamento e a aplicação de um apósito transparente através do qual se possa observar o ponto de inserção.

A limpeza da ferida tem como objetivo a redução da carga bacteriana e a eliminação de exsudados da ferida, pele circundante e dispositivo (Wong, F., 2003), podendo ser utilizadas soluções salinas e soluções antissépticas (iodopovidona, clorhexidina e polihexanida) (Temple, J. & Santy, J. (2004).

Nalgumas feridas pode utilizar-se uma técnica limpa com o objetivo de evitar a contaminação por micro-organismos e a redução da carga bacteriana. A limpeza regular da ferida e pele circundante pode ajudar o doente e/ou cuidador a detetar precocemente sinais de complicações. Desta forma recomenda-se:

  1. Limpar a pele circundante ao dispositivo com sabão suave e água morna;
  2. Limpar o dispositivo conforme as instruções do fabricante, eliminando toda a acumulação de exsudado seco, sangue e sabão residual;
  3. Secar bem a área com uma compressa seca.

 

Função dos apósitos

Podem-se utilizar apósitos para manter uma barreira eficaz que evite que entrem bactérias e outros micro-organismos na ferida no ponto de inserção, sendo claro o consenso na utilização de um apósito que mantenha a ferida livre de humidade (Royal College of Nursing, 2010). 

Por outro lado, generalizou-se a utilização de apósitos impregnados com agentes antissépticos no tratamento às feridas no ponto de inserção. A este respeito Hadaway refere que o uso de polihexanida reduz as infeções no local cirúrgico (Hadaway, L., 2010).

 

Complicações das feridas no ponto de inserção:

- Infeção;

- Formação de biofilmes;

- Hipergranulação.

 

 

 

 

Conclusão

É importante que os profissionais de saúde estejam informados acerca das tecnologias e procedimentos no âmbito dos dispositivos de inserção, para que possam assegurar aos seus doentes os melhores cuidados (Tomlins, M. J., 2008).

Os doentes com dispositivos de longa duração deverão ser incentivados a tratarem eles mesmos das suas feridas. Cabe aos profissionais de saúde, os ensinos para uma manipulação cuidada do dispositivo e tratamento da ferida, de forma a prevenir complicações.

 

 

 

 

Bibliografia

1. Royal College of Nursing. Guidance on pin site care. Report and recommendations from the 2010 Consensus Project on Pin Site Care. RCN, London. 2011.

2. McClave SA, Neff RL. Care and long-term maintenance of percutaneous endoscopic gastrostomy tubes. J Parenter Enteral Nutr 2006; 30(1): S27-S38.

3. Altman S. Showering with central venous catheters: experience using the CD-1000 composite dressing. Dial Transpl 2006; 35(5): 320–27.

4. Johnson DW, Clark C, Isbel NM, et al.The honeypot study protocol: a randomized controlled trial of exit-site application of medihoney antibacterial wound gel for the prevention of catheter-associated infections in peritoneal dialysis patients. Perit Dial Int 2009; 29 (3): 303-9.

5. Temple J, Santy J (2004) Pin site care for preventing infections associated with external bone fixators and pins. Cochrane Database Syst Rev (1): CD004551.

6. Zopf Y, Konturek P, Nuernberger A, et al. Local infection after placement of percutaneous endoscopic gastrostomy tubes: a prospective study evaluating risk factors. Can J Gastroenterol 2008; 22(12): 987-91.

7. Best C. Percutaneous endoscopic gastrostomy feeding in the adult patient. Br J Nurs 2009; 18(12): 724-9.

8. Tomlins MJ. Practice change in peritoneal dialysis exit site care. Renal Soc Aus J, 23 Apr 2008.

9. Sigler B. Nursing care of clients with upper airway disorders. In: Black JM, Matassarin-Jacobs E (eds). Medical Surgical Nursing: clinical management for continuing of care. 5th edition. Philadelphia: Saunders, 1997; 1067-103.

10. Wong FSY. Use of cleansing agents at the peritoneal catheter exit site. Perit Dial Int 2003; 23(2) S148-S52.

11. Hadaway L. Polyhexamethylene biguanide dressing — another promising tool to reduce catheterrelated bloodstream infection. JAVA 2010; 15(4):203-5.

12. Phillips PL, Wolcott RD, Fletcher J, Schultz GS. Biofilms Made Easy 2010; 1(3). Available from www.woundsinternational.com.

13. Wolcott RD, Rhoads DD, Bennett ME, et al. Chronic wounds and the medical biofilm paradigm. J Wound Care 2010; 19(2): 45-50, 52-53.

14. Stephen-Haynes J, Hampton S. Understanding and treating overgranulation, 2010. Available from www.wcauk.org/downloads/booklet_overgranulation.pdf.

15. Warriner L, Spruce P. Managing overgranulation tissue around gastrostomy sites. Br J Nurs 2012; 21(5): S14-6, S18, S20.

 

AUTORES

Maria Helena Junqueira - Enfermeira Graduada e Pedro Quintas - Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária

 

 

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20 de Outubro - Dia Mundial da Osteoporose
Sensibilizar a população para a doença e seu diagnóstico precoce é o objectivo da sessão aberta que a Sociedade Portuguesa de...

No dia 20 de Outubro - Dia Mundial da Osteoporose - a Sociedade Portuguesa de Osteoporose e Doenças Ósseas Metabólicas (SPODOM), em conjunto com o Hospital Santa Maria, CHLN, EPE, a Faculdade de Medicina de Lisboa, a Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa e a Associação Fung Loy Kok Taoísmo de Portugal, realizam uma Sessão Comemorativa aberta ao público, no Anfiteatro Cid dos Santos, Piso 2 do Hospital Santa Maria, com o objecto de sensibilizar a população para a doença e seu diagnóstico precoce.

Estima-se que cerca de 500 mil portugueses sofrem de Osteoporose. Esta doença, cuja prevalência é claramente superior nas mulheres, conduz ao aparecimento de fracturas que muitas vezes condicionam ou levam à perda total da mobilidade dos doentes.

No programa, consta a apresentação de um projecto que será implementado futuramente no Hospital de Santa Maria e que pretende inquirir doentes internados neste hospital, sobretudo nos serviços cirúrgicos, quanto à ocorrência de fracturas, a fim de apurar se são decorrentes de Osteoporose.

A Sessão irá terminar com a apresentação das vantagens das artes internas taoístas, associada a melhorias nas condições de saúde e bem-estar e acessível a todas as pessoas. As artes internas taoístas consistem num conjunto de práticas centenárias holísticas que incluem movimentos suaves e coordenados que potenciam o alinhamento da coluna, a flexibilidade nas articulações, a nutrição dos ossos e o consequente aumento da possibilidade de manutenção da densidade óssea. Estas práticas serão exemplificadas, com a possibilidade de experimentação por parte dos participantes.

 

Programa

09:00 – Sessão de Abertura

09:15 – Osteoporose em Portugal

Prof. Mário Rui Mascarenhas – Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa e Responsável do Serviço de Endocrinologia do Hospital Santa Maria, CHLN, EPE;

09:20 – Projecto de Inquérito sobre Fracturas Osteopáticas em doentes internados no Hospital Santa Maria

Dr.ª Ana Paula Barbosa – Assistente de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria, CHLN, EPE;

09:25 – Vantagens das Artes Internas Taoistas na Osteoporose

Vasco Silva – Membro da Direção da Associação Fung Loy Kok Taoísmo de Portugal

09:30 – Demonstração Prática de Artes Internas Taoístas

Ana Roxo, Bráulio Sousa, Carlos Perestrelo Dias, Guilem Peiró, Júlia Caillaud

10:30 – Café e Encerramento

 

Sobre a Osteoporose

A Osteoporose afecta cerca de 200 milhões de mulheres e 2 milhões de homens em todo o mundo. É uma doença óssea, caracterizada pela diminuição da densidade óssea e deterioração da micro arquitectura do tecido ósseo, provocando um aumento do risco de fractura. Ocorre quando a densidade óssea diminui mais depressa do que o corpo consegue substituí-la. Como resultado, os ossos ficam tão frágeis que qualquer queda ou mesmo um movimento mais brusco pode resultar numa fractura óssea. É considerada uma “doença silenciosa”, uma vez que não apresenta quaisquer sinais ou sintomas até se verificar a fractura, daí a prevenção ser fundamental para evitar o seu desenvolvimento. Todas as mulheres pós-menopáusicas e todos os homens com mais de 50 anos devem ser avaliados por um médico para determinar a existência de factores de risco para a doença. Por outro lado, existem factores de risco que não podem ser alteráveis, como historial familiar de fractura ou a idade superior a 65 anos. No entanto, outros, como um estilo de vida sedentário, consumo de tabaco e bebidas alcoólicas ou uma alimentação pobre em cálcio podem fazer toda a diferença na estrutura óssea.

A Osteoporose não é uma doença rara. As mulheres têm maior risco de vir a ter osteoporose do que cancro da mama, dos ovários e do útero. Uma mulher caucasiana de 50 anos tem um risco de 16 por cento de sofrer uma fractura vertebral na sua vida. No caso dos homens, existe maior risco de ter esta doença óssea do que cancro da próstata. Estima-se que a cada três segundos ocorre no mundo uma fractura osteoporótica e, em casos mais graves, 20 por cento das pessoas que sofrem uma fractura da anca morrem nos seis meses seguintes.

Manter um estilo de vida e alimentação saudáveis, praticar exercício e reduzir o risco de queda no dia-a-dia são algumas das medidas a adoptar que podem reduzir a probabilidade de sofrer uma fractura por osteoporose.

 

Sobre a SPODOM:

A Sociedade Portuguesa das Doenças Ósseas Metabólicas é uma associação médica para o estudo, investigação, prevenção e tratamento das doenças ósseas metabólicas em seus diferentes aspectos e de luta contra a Osteoporose, em particular. Pretende promover a divulgação e actualização dos conhecimentos sobre estas doenças assim como fomentar o ensino e investigação sobre as mesmas.

 

Fiscalista fala sobre IRS:
O aumento das deduções com saúde previstas na reforma do IRS apresentada pelo Governo vai beneficiar contribuintes com mais...

O Governo pretende reforçar para 15% a percentagem da dedução com as despesas de saúde (com limite de 1.000 euros) em sede de IRS, baseada no regime de e-factura, uma medida que o professor da Universidade Católica do Porto considerou ser “fortemente regressiva” e que será “aplaudida pela minoria dos privilegiados”, ou seja, ironizou, aqueles que recebem 2 mil euros por mês.

“Aplaudimos isto porque temos dinheiro para fazer despesas, os que estão fora do sistema tanto lhes faz, porque não pagam IRS. Já a franja [que recebe] até aos 1.000 euros [mensais] não chegará a qualquer coisa como 300 euros ano [com estas despesas], por isso estão muito longe de atingir este teto”, afirmou.

Por outro lado, para Rui Duarte Morais, que presidiu à Comissão de Reforma do IRS, esta medida “restaura o estímulo de recurso ao sector privado de saúde”, por parte “das pessoas que podem”, com um “efeito brutal multiplicador na economia da despesa” do Estado com saúde.

“Estamos a estimular as pessoas que podem, em vez de ir para o Sistema Nacional de Saúde, onde os custos da prestação dos cuidados saem para o Estado, e para cada um de nós, muito mais caros, a ir para o sector privado, e obviamente só custam esta comparticipação”, ou seja, a perda de receita fiscal proveniente do aumento das deduções com saúde, explicou.

Ainda sobre as alterações nas deduções apresentadas na quinta-feira pelo Governo, que pretende criar um novo regime de deduções em sede de IRS que abrange todas as despesas familiares até aos 600 euros por casal, Rui Duarte Morais considerou que essa medida acaba por ser uma dedução fixa, como a comissão tinha proposto.

“Para atingir a dedução fixa tens de pôr o teu número de contribuinte em facturas de um total de cerca de 1.500 euros por ano. Toda a gente vai atingir facilmente o teto máximo, por isso fica tudo exactamente na mesma. Não é uma dedução fixa, mas como há um teto máximo e como todos o atingem, [a dedução] passa a ser fixa”, afirmou.

Para o fiscalista, a “grande vantagem” da medida “é criar o hábito de as pessoas pedirem factura com número de contribuinte”.

 

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