Tratamento permite reduzir o risco destas complicações
Neste artigo analisa-se o tratamento das feridas com presença de dispositivos percutâneos médicos.

Na prática clínica atual tem-se generalizado a utilização de dispositivos percutâneos médicos em diversas áreas terapêuticas. A presença destes dispositivos forma uma ferida (ponto de inserção), que deve ser tratada de forma adequada para evitar o aparecimento de complicações, tais como a infeção e a hipergranulação. O tratamento à ferida no ponto de inserção permite reduzir o risco destas complicações. A adoção de princípios básicos de boas práticas, pelos profissionais de saúde, utentes e cuidadores informais, a este tipo de feridas é condição imprescindível para a prevenção das complicações.  

 

Objectivos

- Sensibilizar os profissionais de saúde para a importância da adoção de boas práticas nos cuidados à ferida no ponto de inserção;

- Analisar as complicações mais frequentes à ferida no ponto de inserção;

- Consciencializar os profissionais de saúde da sua importância na promoção do autocuidado do utente a este tipo de ferida.

 

Metodologia de investigação

Realizou-se, de 7 a 19 de fevereiro de 2014, uma pesquisa nas bases de dados científicas CINAHL, Nursing & Allied Health Collection, British Nursing Index, Cochrane Collection, MedicLatina e MEDLINE, através das palavras-chave: feridas, ponto de inserção, hipergranulação e infeção. A pesquisa foi limitada a artigos escritos em inglês, português e espanhol, selecionando-se o período que compreendia produções científicas de janeiro de 2000 até ao presente. Foram selecionados 15 artigos, que foram sujeitos a leitura e análise e, que permitiram extrair as informações mais relevantes para o desenvolvimento deste trabalho.

 

Desenvolvimento

Na prática clínica atual utilizam-se de uma forma generalizada uma variedade de dispositivos percutâneos, que incluem, entre outras, cateteres de diálise peritoneal (DP), tubos de gastrostomia endoscópica percutânea (PEG), tubos de traqueostomia, cateteres suprapúbicos e dispositivos de acesso vascular.

Estes dispositivos estão indicados para doentes que são incapazes de manter as suas funções corporais normais, por causa de uma doença ou incapacidade e que necessitam de um tratamento complementar para satisfazer as necessidades humanas básicas.

Os dispositivos percutâneos introduzem-se através de um orifício realizado cirurgicamente na pele, para poder aceder às estruturas, órgãos e tecidos subjacentes e administrar ou eliminar líquidos ou gases. Esta abertura na pele denomina-se ponto de inserção.

Também se podem utilizar dispositivos de fixação externa, que mantêm fixo o esqueleto através de fios ou cravos, como objetivo de um tratamento ortopédico ou tratamento de traumatismos. Neste caso, resulta uma ferida percutânea na interface entre um cravo ou fio e a pele.

Ao contrário do que acontece nas feridas agudas ou crónicas em que o objetivo é a cicatrização da ferida, no caso de uma ferida no ponto de inserção o objetivo é manter uma abertura saudável com exsudado mínimo. Ainda que exista uma tendência natural para que a ferida se estreite em redor do tubo/dispositivo, todos os dispositivos percutâneos atuam como corpos estranhos no tecido, o que evita que a ferida cicatrize (McClave SA & Neff RL, 2006).

Quanto mais tempo esteja inserido o dispositivo, maior a probabilidade de complicações para o doente (Royal College of Nursing, 2010).

 

Risco de complicações no ponto de inserção

- Segundo estimativas, os cateteres venosos centrais são responsáveis por 250.000-400.000 infeções do sangue, associada a uma taxa de mortalidade de 10-35% (Altman S., 2006);

- As infeções no ponto de inserção em diálise peritoneal fazem com que aumente em 6 vezes o risco de peritonite, o que obriga à retirada do cateter em 50% dos casos (Johnson, D. W. et al., 2009);

- As infeções no trajeto do cravo são uma complicação importante da fixação externa em fraturas complexas e deformidades das extremidades (Royal College of Nursing, 2010). Os índices publicados sobre a infeção em redor do cravo oscilam entre 1% em caso de infeções importantes (osteomielite) e em 80% em caso de infeções pouco importantes (Temple, J. & Santy, J., 2004);

- A PEG é o método de eleição na nutrição/hidratação entérica artificial a longo prazo. Podem surgir infeções locais num intervalo aproximado entre os 2% e os 39% consoante os procedimentos efetuados (Zoft, Y. et al., 2008).

 

Princípios Básicos

Cada dispositivo tem requisitos específicos de manipulação pelo que é importante seguir as instruções do fabricante e os protocolos de serviço. Todavia existem princípios básicos que são importantes a considerar nos cuidados às feridas no ponto de inserção.

 

Os princípios básicos de tratamento incluem:

1 - Garantir a permeabilidade e a eficácia do dispositivo;

2 - Manter a integridade da pele circundante;

3 - Evitar infeções e outras complicações.

 

1 - Garantir a permeabilidade e a eficácia do dispositivo

Todos os dispositivos devem-se colocar, imobilizar e fixar de forma adequada. (Best, C., 2009 & Tomlins, M. J., 2008). Isto pode implicar o uso de apósitos apropriados que ajudem a imobilizar o dispositivo (Royal College of Nursing, 2010). Não obstante, os movimentos dos doentes ou uma má colocação do dispositivo podem causar ferimentos na pele circundante, por pressão ou fricção (Sigler, B., 1997). Os dispositivos devem ser avaliados no sentido de se verificar se se ajustam de forma adequada à situação, comprovando que não há drenagem de líquido sobre a pele circundante.

 

2 - Manutenção da integridade da pele circundante

A pele circundante no ponto de inserção deverá manter-se limpa e seca para evitar a proliferação de bactérias. Nestas situações está contra indicado o uso de cremes protetores. Em caso de necessidade de tratar situações de irritação ou maceração da pele circundante o profissional de saúde deverá assegurar-se de que o mesmo não danifica o dispositivo e que não se infiltre no ponto de inserção.

 

3 - Evitar infeções e outras complicações

Todos os pontos de inserção estão colonizados por bactérias, que podem provocar infeções no ponto de inserção. A infeção pode ser superficial em redor do ponto de inserção ou pode evoluir para o trajeto do dispositivo, aumentando de forma significativa o risco de infeção bacteriana das estruturas subjacentes.

Alguns dispositivos, como os cateteres centrais, exigem a utilização de técnica asséptica durante o tratamento e a aplicação de um apósito transparente através do qual se possa observar o ponto de inserção.

A limpeza da ferida tem como objetivo a redução da carga bacteriana e a eliminação de exsudados da ferida, pele circundante e dispositivo (Wong, F., 2003), podendo ser utilizadas soluções salinas e soluções antissépticas (iodopovidona, clorhexidina e polihexanida) (Temple, J. & Santy, J. (2004).

Nalgumas feridas pode utilizar-se uma técnica limpa com o objetivo de evitar a contaminação por micro-organismos e a redução da carga bacteriana. A limpeza regular da ferida e pele circundante pode ajudar o doente e/ou cuidador a detetar precocemente sinais de complicações. Desta forma recomenda-se:

  1. Limpar a pele circundante ao dispositivo com sabão suave e água morna;
  2. Limpar o dispositivo conforme as instruções do fabricante, eliminando toda a acumulação de exsudado seco, sangue e sabão residual;
  3. Secar bem a área com uma compressa seca.

 

Função dos apósitos

Podem-se utilizar apósitos para manter uma barreira eficaz que evite que entrem bactérias e outros micro-organismos na ferida no ponto de inserção, sendo claro o consenso na utilização de um apósito que mantenha a ferida livre de humidade (Royal College of Nursing, 2010). 

Por outro lado, generalizou-se a utilização de apósitos impregnados com agentes antissépticos no tratamento às feridas no ponto de inserção. A este respeito Hadaway refere que o uso de polihexanida reduz as infeções no local cirúrgico (Hadaway, L., 2010).

 

Complicações das feridas no ponto de inserção:

- Infeção;

- Formação de biofilmes;

- Hipergranulação.

 

 

 

 

Conclusão

É importante que os profissionais de saúde estejam informados acerca das tecnologias e procedimentos no âmbito dos dispositivos de inserção, para que possam assegurar aos seus doentes os melhores cuidados (Tomlins, M. J., 2008).

Os doentes com dispositivos de longa duração deverão ser incentivados a tratarem eles mesmos das suas feridas. Cabe aos profissionais de saúde, os ensinos para uma manipulação cuidada do dispositivo e tratamento da ferida, de forma a prevenir complicações.

 

 

 

 

Bibliografia

1. Royal College of Nursing. Guidance on pin site care. Report and recommendations from the 2010 Consensus Project on Pin Site Care. RCN, London. 2011.

2. McClave SA, Neff RL. Care and long-term maintenance of percutaneous endoscopic gastrostomy tubes. J Parenter Enteral Nutr 2006; 30(1): S27-S38.

3. Altman S. Showering with central venous catheters: experience using the CD-1000 composite dressing. Dial Transpl 2006; 35(5): 320–27.

4. Johnson DW, Clark C, Isbel NM, et al.The honeypot study protocol: a randomized controlled trial of exit-site application of medihoney antibacterial wound gel for the prevention of catheter-associated infections in peritoneal dialysis patients. Perit Dial Int 2009; 29 (3): 303-9.

5. Temple J, Santy J (2004) Pin site care for preventing infections associated with external bone fixators and pins. Cochrane Database Syst Rev (1): CD004551.

6. Zopf Y, Konturek P, Nuernberger A, et al. Local infection after placement of percutaneous endoscopic gastrostomy tubes: a prospective study evaluating risk factors. Can J Gastroenterol 2008; 22(12): 987-91.

7. Best C. Percutaneous endoscopic gastrostomy feeding in the adult patient. Br J Nurs 2009; 18(12): 724-9.

8. Tomlins MJ. Practice change in peritoneal dialysis exit site care. Renal Soc Aus J, 23 Apr 2008.

9. Sigler B. Nursing care of clients with upper airway disorders. In: Black JM, Matassarin-Jacobs E (eds). Medical Surgical Nursing: clinical management for continuing of care. 5th edition. Philadelphia: Saunders, 1997; 1067-103.

10. Wong FSY. Use of cleansing agents at the peritoneal catheter exit site. Perit Dial Int 2003; 23(2) S148-S52.

11. Hadaway L. Polyhexamethylene biguanide dressing — another promising tool to reduce catheterrelated bloodstream infection. JAVA 2010; 15(4):203-5.

12. Phillips PL, Wolcott RD, Fletcher J, Schultz GS. Biofilms Made Easy 2010; 1(3). Available from www.woundsinternational.com.

13. Wolcott RD, Rhoads DD, Bennett ME, et al. Chronic wounds and the medical biofilm paradigm. J Wound Care 2010; 19(2): 45-50, 52-53.

14. Stephen-Haynes J, Hampton S. Understanding and treating overgranulation, 2010. Available from www.wcauk.org/downloads/booklet_overgranulation.pdf.

15. Warriner L, Spruce P. Managing overgranulation tissue around gastrostomy sites. Br J Nurs 2012; 21(5): S14-6, S18, S20.

 

AUTORES

Maria Helena Junqueira - Enfermeira Graduada e Pedro Quintas - Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária

 

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
20 de Outubro - Dia Mundial da Osteoporose
Sensibilizar a população para a doença e seu diagnóstico precoce é o objectivo da sessão aberta que a Sociedade Portuguesa de...

No dia 20 de Outubro - Dia Mundial da Osteoporose - a Sociedade Portuguesa de Osteoporose e Doenças Ósseas Metabólicas (SPODOM), em conjunto com o Hospital Santa Maria, CHLN, EPE, a Faculdade de Medicina de Lisboa, a Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa e a Associação Fung Loy Kok Taoísmo de Portugal, realizam uma Sessão Comemorativa aberta ao público, no Anfiteatro Cid dos Santos, Piso 2 do Hospital Santa Maria, com o objecto de sensibilizar a população para a doença e seu diagnóstico precoce.

Estima-se que cerca de 500 mil portugueses sofrem de Osteoporose. Esta doença, cuja prevalência é claramente superior nas mulheres, conduz ao aparecimento de fracturas que muitas vezes condicionam ou levam à perda total da mobilidade dos doentes.

No programa, consta a apresentação de um projecto que será implementado futuramente no Hospital de Santa Maria e que pretende inquirir doentes internados neste hospital, sobretudo nos serviços cirúrgicos, quanto à ocorrência de fracturas, a fim de apurar se são decorrentes de Osteoporose.

A Sessão irá terminar com a apresentação das vantagens das artes internas taoístas, associada a melhorias nas condições de saúde e bem-estar e acessível a todas as pessoas. As artes internas taoístas consistem num conjunto de práticas centenárias holísticas que incluem movimentos suaves e coordenados que potenciam o alinhamento da coluna, a flexibilidade nas articulações, a nutrição dos ossos e o consequente aumento da possibilidade de manutenção da densidade óssea. Estas práticas serão exemplificadas, com a possibilidade de experimentação por parte dos participantes.

 

Programa

09:00 – Sessão de Abertura

09:15 – Osteoporose em Portugal

Prof. Mário Rui Mascarenhas – Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa e Responsável do Serviço de Endocrinologia do Hospital Santa Maria, CHLN, EPE;

09:20 – Projecto de Inquérito sobre Fracturas Osteopáticas em doentes internados no Hospital Santa Maria

Dr.ª Ana Paula Barbosa – Assistente de Endocrinologia do Hospital de Santa Maria, CHLN, EPE;

09:25 – Vantagens das Artes Internas Taoistas na Osteoporose

Vasco Silva – Membro da Direção da Associação Fung Loy Kok Taoísmo de Portugal

09:30 – Demonstração Prática de Artes Internas Taoístas

Ana Roxo, Bráulio Sousa, Carlos Perestrelo Dias, Guilem Peiró, Júlia Caillaud

10:30 – Café e Encerramento

 

Sobre a Osteoporose

A Osteoporose afecta cerca de 200 milhões de mulheres e 2 milhões de homens em todo o mundo. É uma doença óssea, caracterizada pela diminuição da densidade óssea e deterioração da micro arquitectura do tecido ósseo, provocando um aumento do risco de fractura. Ocorre quando a densidade óssea diminui mais depressa do que o corpo consegue substituí-la. Como resultado, os ossos ficam tão frágeis que qualquer queda ou mesmo um movimento mais brusco pode resultar numa fractura óssea. É considerada uma “doença silenciosa”, uma vez que não apresenta quaisquer sinais ou sintomas até se verificar a fractura, daí a prevenção ser fundamental para evitar o seu desenvolvimento. Todas as mulheres pós-menopáusicas e todos os homens com mais de 50 anos devem ser avaliados por um médico para determinar a existência de factores de risco para a doença. Por outro lado, existem factores de risco que não podem ser alteráveis, como historial familiar de fractura ou a idade superior a 65 anos. No entanto, outros, como um estilo de vida sedentário, consumo de tabaco e bebidas alcoólicas ou uma alimentação pobre em cálcio podem fazer toda a diferença na estrutura óssea.

A Osteoporose não é uma doença rara. As mulheres têm maior risco de vir a ter osteoporose do que cancro da mama, dos ovários e do útero. Uma mulher caucasiana de 50 anos tem um risco de 16 por cento de sofrer uma fractura vertebral na sua vida. No caso dos homens, existe maior risco de ter esta doença óssea do que cancro da próstata. Estima-se que a cada três segundos ocorre no mundo uma fractura osteoporótica e, em casos mais graves, 20 por cento das pessoas que sofrem uma fractura da anca morrem nos seis meses seguintes.

Manter um estilo de vida e alimentação saudáveis, praticar exercício e reduzir o risco de queda no dia-a-dia são algumas das medidas a adoptar que podem reduzir a probabilidade de sofrer uma fractura por osteoporose.

 

Sobre a SPODOM:

A Sociedade Portuguesa das Doenças Ósseas Metabólicas é uma associação médica para o estudo, investigação, prevenção e tratamento das doenças ósseas metabólicas em seus diferentes aspectos e de luta contra a Osteoporose, em particular. Pretende promover a divulgação e actualização dos conhecimentos sobre estas doenças assim como fomentar o ensino e investigação sobre as mesmas.

 

Fiscalista fala sobre IRS:
O aumento das deduções com saúde previstas na reforma do IRS apresentada pelo Governo vai beneficiar contribuintes com mais...

O Governo pretende reforçar para 15% a percentagem da dedução com as despesas de saúde (com limite de 1.000 euros) em sede de IRS, baseada no regime de e-factura, uma medida que o professor da Universidade Católica do Porto considerou ser “fortemente regressiva” e que será “aplaudida pela minoria dos privilegiados”, ou seja, ironizou, aqueles que recebem 2 mil euros por mês.

“Aplaudimos isto porque temos dinheiro para fazer despesas, os que estão fora do sistema tanto lhes faz, porque não pagam IRS. Já a franja [que recebe] até aos 1.000 euros [mensais] não chegará a qualquer coisa como 300 euros ano [com estas despesas], por isso estão muito longe de atingir este teto”, afirmou.

Por outro lado, para Rui Duarte Morais, que presidiu à Comissão de Reforma do IRS, esta medida “restaura o estímulo de recurso ao sector privado de saúde”, por parte “das pessoas que podem”, com um “efeito brutal multiplicador na economia da despesa” do Estado com saúde.

“Estamos a estimular as pessoas que podem, em vez de ir para o Sistema Nacional de Saúde, onde os custos da prestação dos cuidados saem para o Estado, e para cada um de nós, muito mais caros, a ir para o sector privado, e obviamente só custam esta comparticipação”, ou seja, a perda de receita fiscal proveniente do aumento das deduções com saúde, explicou.

Ainda sobre as alterações nas deduções apresentadas na quinta-feira pelo Governo, que pretende criar um novo regime de deduções em sede de IRS que abrange todas as despesas familiares até aos 600 euros por casal, Rui Duarte Morais considerou que essa medida acaba por ser uma dedução fixa, como a comissão tinha proposto.

“Para atingir a dedução fixa tens de pôr o teu número de contribuinte em facturas de um total de cerca de 1.500 euros por ano. Toda a gente vai atingir facilmente o teto máximo, por isso fica tudo exactamente na mesma. Não é uma dedução fixa, mas como há um teto máximo e como todos o atingem, [a dedução] passa a ser fixa”, afirmou.

Para o fiscalista, a “grande vantagem” da medida “é criar o hábito de as pessoas pedirem factura com número de contribuinte”.

 

Promovido pelo Núcleo de Estudos das Doenças Raras
Promover o debate sobre a investigação de doenças raras e os desafios que estas doenças continuam a apresentar são os...

No âmbito do V Simpósio do Núcleo de Estudos das Doenças Raras, da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, a decorrer no Porto, será promovido um debate sobre os desafios que as doenças raras continuam a apresentar, havendo lugar para a divulgação de projectos de investigação nacionais e estudos ibéricos sobre este tipo de patologias.

Luís Brito Avô, coordenador do Núcleo de Estudos das Doenças Raras (NEDR), considerou que “o debate que esta reunião possa suscitar é da maior importância para a divulgação de conhecimentos, reavaliação das necessidades de intervenção médica, recolha de novos dados, apreciação de políticas de saúde nesta área”.

Segundo o responsável, estas são algumas das maiores preocupações dos profissionais de saúde, enquanto os doentes sofrem sobretudo pela própria raridade das suas doenças, o défice de conhecimento médico-científico que sobre elas recai e a sua dificuldade de referenciação para centros especializados.

Durante o simpósio serão abordadas “áreas de extrema raridade” como a Progeria – vulgarmente designada envelhecimento precoce - e abordados dados absolutamente recentes sobre vários temas com Miocardiopatias, Doenças lisossomais de sobrecarga, Porfírias, entre outras, adiantou.

Relativamente a projectos nacionais, vão ser apresentados resultados de estudos realizados em Espanha com participação portuguesa e lançadas as bases para a sua extensão para Portugal, com o objectivo de consolidar o conhecimento sobre várias doenças – como Doenças Lisossomais, Porfírias e Hemoglobinúria Paroxística Nocturna - na população ibérica.

Durante o encontro haverá também lugar para a divulgação de uma investigação realizada pela Universidade de Coimbra na área do envelhecimento e para a apresentação do desenho de um estudo em Portugal sobre doença de Pompe a iniciar este ano.

Por outro lado, a participação do Instituto Ibérico de Nanotecnologia abrirá seguramente portas para futuras colaborações com a Medicina Clínica, explicou Luís Brito Avô.

“Da apresentação do programa Horizon 2020 pela Fundação Nacional de Ciência e Tecnologia, espera-se a explicitação de como ter acesso a esse extraordinário apoio para a investigação na área da saúde em Portugal”, antecipou o responsável, sublinhando que este programa “colocou o formidável desafio de no ano 2020, existir tratamento para 2 mil doenças raras”.

Segundo o organizador do simpósio, a área das doenças raras tem conhecido nos últimos tempos progressos “muito bons”, pois apesar de ainda se estar muito longe de conseguir avaliações bem documentadas e terapêuticas curativas para as cerca de 7 mil doenças raras descritas, na última década esta área “tem tido particular interesse” por parte das políticas de saúde europeias e nacional, bem como da comunidade científica.

“Multiplicou-se notavelmente a investigação, quer médica quer farmacêutica, e a própria comunidade global, muito expressa no florescimento de múltiplas associações de doentes, ganhou redobrado interesse por esta temática”, disse.

Reflexo disso é o facto de nos últimos anos terem sido introduzidos cerca de 100 medicamentos órfãos, encontrando-se actualmente em tratamento activo milhares de doentes portadores de doença rara em todo o mundo, acrescentou.

Sendo doença rara aquela em que ocorre num doente em cada 2 mil pessoas, estima-se que em Portugal possam existir 700 mil pessoas suas portadoras e, apesar de não terem vindo a aumentar, têm sido descobertos mais casos e há uma melhor recolha de dados.

 

Ébola
Portugal está disponível para enviar equipas médicas para a Guiné-Bissau para manter o país livre do vírus Ébola, disse o...

“Se o governo guineense assim o requisitar, naturalmente que a resposta é positiva. É verdade [já há equipa pronta], mas depende sobretudo daquilo que as autoridades guineenses solicitarem”, referiu.

Francisco George chegou hoje de madrugada a Bissau, acompanhado pelo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Paulo Campos.

O objectivo da visita é reforçar os laços de cooperação entre os dois países, sobretudo agora, com o vírus à porta.

“Se apoiarmos os trabalhos de controlo de uma epidemia, os outros países ficam com menos risco”, acrescentou Francisco George.

Paulo Campos quer perceber durante a passagem por Bissau qual poderá ser o contributo do INEM: "como poderá aqui ser aqui uma ajuda no estabelecimento de ligações, nomeadamente na criação de mecanismos de saúde que possam proteger o povo guineense e, de certa forma, a Europa".

Durante os dois dias de visita, sexta e sábado, os dois responsáveis portugueses vão ter encontros com diversas autoridades da Guiné-Bissau.

A Organização Mundial de Saúde teme um aumento expressivo do número de infecções pelo Ébola: podem subir dos actuais 1000 até a 10 mil novos casos por semana, até ao final do ano, na África Ocidental.

 

Membro honorário da American Dental Association
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas foi eleito membro honorário da American Dental Association pelo conselho de...

Orlando Monteiro da Silva foi esta semana homenageado, em San Antonio, no Texas, no Congresso Anual da ADA - American Dental Association. O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) foi eleito membro honorário da ADA pelo conselho de curadores daquela que é a maior associação de medicina dentária dos EUA, com mais de 157 mil membros e fundada em 1859.

A presidente eleita da ADA, Maxine Feinberg, destacou “o trabalho desenvolvido por Orlando Monteiro da Silva como presidente da FDI – World Dental Federation e a forma como a sua liderança ajudou a transformar a FDI, guiando-a na direcção certa em direcção a uma maior segurança financeira”.

Maxime Feinberg salientou “os esforços desenvolvidos por Orlando Monteiro da Silva para aumentar o acesso aos cuidados de saúde oral. O seu incansável trabalho e empenho para melhorar a saúde oral em populações carentes de todo o mundo. A sua energia é inesgotável e contagiante e o Dr. Orlando deve ser uma inspiração para todos nós”.

Para o bastonário da OMD “ser nomeado membro honorário da ADA constitui uma enorme alegria. O trabalho realizado pela ADA na promoção da saúde oral, nos EUA e em todo o mundo, sempre foram uma fonte de inspiração para mim”.

No discurso que realizou durante a cerimónia de entrega da placa que simbolicamente marca a sua nomeação para membro honorário da ADA, Orlando Monteiro da Silva lembrou ainda que “a ADA tem estado na primeira linha de defesa dos médicos dentistas e da profissão nos EUA, sendo constantemente uma fonte de inspiração para o lançamento de batalhas semelhantes no meu País com a Ordem dos Médicos Dentistas, numa escala regional na União Europeia e mais tarde numa perspectiva global com a FDI.”

O bastonário da OMD enfatizou precisamente o papel vital da FDI para a saúde oral e seus profissionais, “com uma liderança única e insubstituível”, citando dois exemplos, “a inclusão da saúde oral na estratégia global para as doenças crónicas das Nações Unidas e a Convenção de Minamata sobre a utilização de mercúrio, em que as questões relacionadas com a saúde oral ficaram salvaguardadas apesar das circunstâncias muito exigentes.”

Orlando Monteiro da Silva considerou a distinção da ADA um enorme incentivo pessoal, mas sobretudo para as várias organizações que tem representado para que continuem a lutar e a promover o acesso à saúde oral.

Para além de um agradecimento ao conselho de curadores da ADA que lembrou ser “uma das mais antigas e mais respeitadas organizações profissionais de todo o mundo”, o bastonário da OMD deixou, perante um plateia cheia, um agradecimento especial a todos os que trabalharam com ele nos últimos anos, muitos deles presentes no congresso anual da ADA, e “uma palavra muito especial aos colegas em Portugal”.

 

17 de Outubro – Dia Nacional de Luta Contra a Dor
Cada doente com Nevralgia Pós-Herpética seguido em Unidade de Dor custa em média 3 mil Euros. Este é um dos resultados do...

Na data em que se assinala o Dia Nacional de Luta Contra a Dor, investigadores do Centro Nacional de Observação em Dor e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto divulgam pela primeira vez os resultados do Estudo 'Custos e Qualidade de Vida em doentes com Zona ou Nevralgia Pós-Herpética seguidos em Unidades de Dor em Portugal – Estudo Observacional Multicêntrico'.

Um dos resultados mais significativos foi a elevada utilização de serviços de saúde por parte destes doentes e o subsequente e muito relevante impacto económico desta doença. Durante o curso do episódio de Herpes Zoster ou Nevralgia Pós-Herpética a média dos custos totais por doente são estimados em 3.331€. Para este valor contribuem sobretudo os custos directos (medicação, consultas médicas, atendimentos em serviços de urgência, hospitalizações) que são estimados em 3.043€ e dos quais 2/3 representam unicamente custos com medicação. Os custos indirectos são relativamente baixos, mas devem ser encarados no contexto de uma população idosa, maioritariamente reformada e onde apenas 60% reporta ter um cuidador dedicado.

O estudo agora divulgado teve ainda como objectivos avaliar os sintomas e as características da dor associada ao Herpes Zoster e à Nevralgia Pós-Herpética e o respectivo impacto na qualidade de vida do doente, quer ao nível das actividades diárias, quer ao nível da utilização de cuidados de saúde.

Relativamente às características da Nevralgia Pós-Herpética, 28% dos doentes que participaram no estudo referiram dor durante um período de 7-12 meses, 23% durante 1-2 anos e 12% durante 2 a 3 anos. 55% referiram que a dor é constante e 34% que a mesma é diária. Para 26% dos doentes a intensidade da dor foi classificada como grave e muito grave e para 22% como moderada.

Na fase aguda do episódio de Herpes Zoster 55% dos doentes relatou dor intensa e muito intensa e a localização da erupção cutânea foi sobretudo na região torácica e abdominal.

O estudo conclui ainda que 50% dos doentes já tiveram que recorrer a uma urgência hospitalar pelo menos uma vez e 7% permaneceram internados, em média por cerca de 10 dias.

 

Sobre o Estudo:

O estudo foi elaborado através de um questionário presencial, a doentes com diagnóstico de Herpes Zóster ou Nevralgia Pós-Herpética, seguidos em 18 Unidades de Dor em Portugal. A recolha de dados decorreu entre Janeiro 2010 e Julho 2011, para uma amostra global composta por 91 indivíduos residentes em Portugal, 87 dos quais com 50 anos ou mais (idade média de 72 anos), 45% dos inquiridos são do género feminino e 55% do género masculino.

 

Sobre o Herpes Zoster (Zona) e a Nevralgia Pós-Herpética:

O Herpes Zoster, também conhecido como Zona é uma doença dolorosa e debilitante que afecta cerca de uma em cada quatro (1,2) pessoas ao longo da vida. Qualquer pessoa que tenha tido varicela (>95% da população Europeia)(3) está, potencialmente em risco, dado que esta doença resulta da reactivação do mesmo vírus que provoca a varicela.

O Herpes Zoster ocorre com maior frequência em indivíduos com mais de 50 anos. Caracteriza-se por exantema vesicular da pele extremamente doloroso e que pode ter complicações graves tais como a Nevralgia Pós-Herpética. A Nevralgia Pós-Herpética foi definida como dor presente por mais de 90 dias (3 meses) após a erupção cutânea e é causada pela lesão dos nervos pelo vírus, sendo por isso considerada como dor neuropática.

O risco e a gravidade do Herpes Zoster e da Nevralgia Pós-Herpética aumentam com a idade. Actualmente já é possível prevenir o Herpes Zoster e a Nevralgia Pós-Herpética através de uma vacina indicada para indivíduos com 50 ou mais anos de idade.

 

Sobre a OBSERVDOR:

A Associação Centro Nacional de Observação em Dor – OBSERVDOR, é uma associação sem fins lucrativos e tem a sede na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. A OBSERVDOR tem como objectivos:

a) Analisar a informação sobre prevalência, prevenção, diagnóstico e tratamento da dor, proveniente de

fontes nacionais e internacionais; b) Promover a monitorização da evolução dos indicadores constantes no Programa Nacional de Controlo da Dor; c) Avaliar o impacto da Dor na saúde e nas desigualdades em saúde; d) Avaliar impacto socioeconómico da Dor; e) Desenvolver projectos específicos de avaliação de necessidades de saúde no âmbito da Dor; f) Identificar falhas na informação disponível e propor medidas para a sua correcção; g) Produzir relatórios periódicos sobre a evolução da prevalência, prevenção, diagnóstico e tratamento da dor em Portugal.

 

Referências:

1. Bowsher D. The lifetime occurrence of Herpes zoster and prevalence of postherpetic neuralgia: A retrospective

survey in an elderly population. Eur J Pain 1999 Dec ; 3 ($): 335-42

2. Miller E, Marshall R, Vurdien J. Epidemiology, outcome and control of varicella zoster infection. Rev Med

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3. Johnson RW, Wasner G, Saddier P, Baron R. Postherpetic neuralgia: epidemiology, Pathophysiology and

management. Expert Rev Neurother. 2007;7(11):1581-95.

4. Brisson M, Edmunds WJ, Law B, et al. Epidemiology of varicella zoster virus infection in Canada and the United

Kingdom. Epidemiol Infect. 2001;127(2):305-14.

 

 

Na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra volta a promover um programa de preparação para o parto e parentalidade para ajudar...

Dirigido a grávidas/casais a partir das 28 semanas de gestação, este programa de preparação para o parto e parentalidade, no âmbito do projecto “Terna Aventura”, é composto por sessões educacionais antes e após o nascimento do bebé, através das quais se pretende promover a autoconfiança e o autocontrolo, ajudando a mulher e o casal a viverem de forma mais tranquila esta experiência de vida.

O programa (às quartas feiras, das 18h30 às 20h00) contempla uma parte prática, composta por exercícios que promovem o relaxamento, o autocontrolo e ajudam a grávida/casal a preparar-se para o trabalho de parto. Noutras sessões, teórico-práticas, são abordados temas como os direitos parentais, as alterações fisiológicas na gravidez e depois do parto, a adaptação conjugal e a sexualidade, as vantagens do aleitamento materno, a prevenção e resolução de problemas durante a amamentação, a crio preservação de células estaminais do cordão umbilical, o plano de parto e os cuidados ao recém-nascido (incluindo banho e massagem).

A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) coloca os seus laboratórios, com equipamentos usados para práticas simuladas, à disposição deste projecto, para, assim, melhor poder ajudar os futuros pais no treino de competências parentais para o cuidar dos filhos após o nascimento.

Colaboram neste programa, cujas sessões terão lugar no Pólo B da ESEnfC (Rua 5 de Outubro, junto ao Hospital Geral do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), estudantes do curso de pós-licenciatura de especialização em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia da Escola de Coimbra.

As inscrições são feitas por telefone (927 501 116 ou 962 659 147), ou por correio electrónico ([email protected] – neste caso deve ser indicado nome e contacto telefónico). Sendo gratuitas, estão limitadas a 10 participantes.

 

Orçamento de Estado 2015
O Serviço Nacional de Saúde vai contar, em 2015, com um reforço de verbas na ordem dos 154 milhões de euros.

Na leitura das medidas do Orçamento do Estado para o próximo ano, os olhos dos especialistas ouvidos pelo jornal Público caem antes na taxa que será criada sobre as vendas da indústria farmacêutica. Esta nova alteração em termos de política do medicamento preocupa algumas das pessoas ligadas ao sector, que lamentam que tutela não garanta estabilidade. “É chicotear um cavalo já morto”, resume em jeito de ilustração o economista Miguel Gouveia, da Católica Lisbon School of Business and Economics.

No orçamento para 2015 o Governo deixa cair o acordo que tem com a indústria farmacêutica para reduzir a despesa pública com medicamentos em 160 milhões de euros e substitui-o por uma taxa que é aplicada directamente às vendas dos laboratórios. No documento explica-se apenas que esta contribuição tem “por objectivo a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na vertente dos gastos com medicamentos” e que não deverá ser igual para todos os fármacos, variando entre os 0,5 e os 15%.

A criação desta taxa chegou a estar em cima da mesa neste ano, mas a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) e a tutela mantiveram um acordo que já vigorou noutros anos e que passa por os laboratórios contribuírem com um valor pré-estabelecido para o equilíbrio das contas do SNS. O acordo para 2014, assinado só em Setembro, pode ficar em risco com o avanço para esta nova contribuição.

O presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, não quis comentar a medida. Mas o Público apurou junto de fontes do sector que a indústria recebeu a nova taxa com incómodo, ainda que acredite que esta medida (por carecer de legislação posterior) seja uma forma de em 2015 alcançar um novo acordo com os laboratórios com um valor superior ao deste ano. Já o presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Paulo Duarte, remeteu eventuais reacções para depois de uma leitura mais atenta do documento.

Miguel Gouveia, por seu lado, admite que a área do medicamento tinha margem de manobra para a redução de preços a que assistimos desde 2011. Mas diz que se atingiu um “limite” e defende que “o Ministério da Saúde parece só saber um mesmo truque” quando deveria apostar numa verdadeira reforma hospitalar.

A principal preocupação do bastonário da Ordem dos Médicos, à semelhança de Miguel Gouveia, está no “impacto negativo no acesso dos doentes aos medicamentos” depois de vários anos de cortes. “A indústria tem sido causticada com o mesmo tipo de medidas em todos os orçamentos e que são medidas que não vemos aplicadas a outros sectores, como o da alimentação”, sublinhou José Manuel Silva, em referência à taxa sobre os chamados alimentos nocivos (ricos em sal, açúcar e gordura) que estava prevista no orçamento de 2014 e que cai no do próximo ano. O médico entende que “o acesso à inovação terapêutica fica ainda mais em risco” e critica o Estado por “querer usufruir da inovação que os outros produzem a baixo custo”.

Para Miguel Gouveia é imperativo ter em consideração a degradação a que se tem assistido nas farmácias, contrapondo que neste momento já não se estão a taxar as chamadas “rendas”. O economista teme que a medida se traduza em mais falhas de medicamentos nas prateleiras das farmácias, tanto por o mercado português não ser interessante como pela via da exportação para países em que os fármacos são vendidos a preços mais elevados.

Preocupações semelhantes são manifestadas pela presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. Marta Temido receia “os efeitos e a instabilidade” que a nova taxa para as farmacêuticas possa trazer aos hospitais, lamentando que os administradores nunca consigam orçamentar as despesas de recursos humanos e com medicamentos “pelas mudanças constantes e ausência de políticas estáveis”.

A representante dos administradores hospitalares afirma que o reforço orçamental já estava implícito nas regras dos contratos-programa dos hospitais para o próximo ano e que permitiam que a despesa crescesse em alguns casos. De todas as formas, considera que o reforço de 154 milhões de euros “é uma boa notícia, para que as unidades retomem um ritmo de reposição, ainda que não de crescimento” dos serviços prestados. Ainda assim, Marta Temido diz que “é difícil antever se esta verba vai ser suficiente para resolver a dívida acumulada dos hospitais” aos fornecedores, que em Agosto ainda estava nos 1000 milhões de euros. A administradora considera que resolver os pagamentos com orçamentos rectificativos ao longo não pode continuar a ser a solução, e admite que as negociações com a indústria podem ser afectadas pela taxa.

No que diz respeito a outras medidas do orçamento, José Manuel Silva resume as políticas para o sector da saúde como “um conjunto de slogans de marketing”, defendendo que é preciso esperar por clarificações da tutela sobre vários pontos. O bastonário refere que o documento recupera temas “quentes” junto da opinião pública, como a mobilidade dos médicos, mas sem serem especificados os incentivos a que terão direito. Por outro lado, ainda que apoie a redução das taxas moderadoras (que para os cuidados nos hospitais em 2015 vão regressar aos valores de 2013), o médico considera a descida “de cêntimos ridícula”, acrescentando que o ministro deveria ter feito “uma redução que se veja”.

 

A partir do próximo ano
A ADSE vai passar, finalmente, para a tutela do Ministério de Saúde.

Este sistema ADSE (sistema de saúde dos funcionários públicos) estava na tutela do Ministério das Finanças, mas no próximo ano vai integrar o Programa da Saúde, avança a rádio Renascença.

Com esta alteração, há também uma transferência de receita e um aumento de encargos num ministério em que a despesa ultrapassa os nove mil milhões.

Para o próximo ano, a Saúde vai contar com um aumento de 0,6%, o que representa mais 51,6 milhões de euros face à estimativa de despesa para este ano.

Nos objectivos, este ministério espera continuar a cortar na despesa com medicamentos, mas a taxa sobre a indústria farmacêutica ainda fica no plano das intenções. Ou seja, fica prevista no orçamento através de uma autorização legislativa que prevê a criação de uma contribuição sobre a indústria farmacêutica destinada financiar a sustentabilidade do serviço Nacional de Saúde.

Também ainda no plano das intenções, no relatório do orçamento, o Ministério da Saúde garante que “permanece o objectivo de concluir o processo concurso do Hospital Oriental de Lisboa”, uma unidade que irá concentrar os serviços dos hospitais de S. José, Santo António dos Capuchos, Santa Marta, Dona Estefânia, Curry Cabral e Maternidade Alfredo da Costa.

Num orçamento que impede, de forma geral, aumentos salariais, o Ministério da Saúde é uma excepção: está autorizado a fixar incentivos à fixação de médicos em “zonas carenciadas”. Os incentivos podem ter a natureza de um suplemento remuneratório ou ser de carácter não pecuniário.

 

Em Lisboa
Uma equipa de rua inicia hoje, no âmbito do projecto “Nova Vida”, um percurso nocturno para conhecer os sem-abrigo que vivem na...

A iniciativa, promovida pela Junta de Freguesia de Arroios, visa “aprofundar o conhecimento do território”, de forma a saber “quem são as pessoas [que vivem na rua] e qual a sua história”, disse hoje à agência Lusa a presidente desta autarquia, Margarida Martins.

A autarca explicou que “as pessoas não se deslocam” ao Centro Social Paroquial de São Jorge de Arroios, criado pela Junta para apoiar esta população.

Margarida Martins, que foi também dirigente da associação Abraço, admitiu que algumas destas pessoas sofrem de patologias graves, como “dependências e doenças mentais que não estão a ser tratadas”.

A equipa de rua terá, também, a tarefa de encaminhar os sem-abrigo para centros onde podem receber tratamento aos problemas que apresentem, acrescentou.

Composta por seis pessoas, entre voluntários e técnicos da Junta, a equipa realiza a visita das 22:00 às 24:00, que será sempre semanal (à quinta-feira), afirmou Joana Clemente, da autarquia, referindo que o ponto de encontro é na Igreja dos Anjos.

Numa primeira fase do projecto “Nova Vida”, estes percursos vão alterando consoante a semana, disse.

O primeiro começa no Intendente, passando pela Avenida Almirante Reis, Banco de Portugal, Largo de Santa Bárbara, Rua de Santa Bárbara, Paço da Rainha, Campo Mártires da Pátria e Rua de São Lázaro.

O segundo caminho começa no Saldanha e passa pela rotunda da Estefânia, Rua Pascoal de Melo, Mercado de Arroios e Alameda.

Estas são as zonas da freguesia onde a Junta tem mais casos referenciados, às quais se juntam o Regueirão dos Anjos, o Jardim Constantino e a Praça José Fontana.

Na contagem da Santa Casa da Misericórdia, realizada a 12 de Dezembro de 2013, foram sinalizados 852 sem-abrigo em Lisboa, dos quais 509 dormiram na rua e 343 pernoitaram em Centros de Acolhimento nessa noite.

Segundo esse levantamento, os sem-abrigo eram na sua maioria homens, portugueses, solteiros e sem fontes de rendimento.

As freguesias de Santa Maria Maior e do Parque das Nações registaram a maior concentração, com 83 pessoas cada, seguidas de Santo António, com 64.

Quanto à freguesia de Arroios, foram contados 48 sem-abrigo, número inferior ao registado em 2000 (100) e em 1998 (120).

 

Segue o exemplo da União Europeia
O Governo indiano anunciou que irá proibir a importação de todos os cosméticos testados em animais.

A proibição arranca a 13 de Novembro e segue o exemplo da União Europeia, que tomou a mesma decisão há cinco meses. Também Israel já proibiu os cosméticos testados em animais. Esta decisão, que terá um impacto muito grande na indústria da cosmética e até na sociedade indiana, foi impulsionada por várias campanhas em defesa dos direitos dos animais, lideradas por organizações como a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) e a Humane Society International Índia(HSI). “A Índia vai tornar-se na primeira área do sul da Ásia a proibir cosméticos que fazem testes em animais. É um exemplo para outros países”, explicou a HSI ao Times of India.

“Esta é uma mensagem para todo o mundo: a Índia não vai tolerar que ceguem coelhos para [produzir] champô, máscaras ou outros produtos de beleza”, explicou Chaitanya Koduri, conselheiro de ciência da PETA.

Segundo o Inhabitat, a PETA espera que os próximos países a banir a importação de cosméticos testados em animais sejam o Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Taiwan e Estados Unidos.

 

No Dia Mundial da Alimentação
A Associação Portuguesa dos Nutricionistas e o Chefe Jorge Sousa deram forma ao Livro de Receitas inspiradas na Dieta...

Hoje nas estações do Metropolitano em Lisboa (Baixa-Chiado e Entrecampos) e no Porto (Trindade) decorrerá uma acção de sensibilização onde os interessados poderão receber gratuitamente um exemplar do Livro de Receitas, bem como informação mais detalhada sobre o iogurte.

O Programa “Um Iogurte por Dia” promovido pela Associação Portuguesa dos Nutricionistas, em conjunto com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, não quis deixar de assinalar o Dia Mundial da Alimentação e promove hoje um conjunto de iniciativas que visam sensibilizar a população para a importância de uma alimentação saudável e equilibrada em que o iogurte pode ser uma alternativa nutricionalmente interessante.

Assim, hoje o Programa “Um Iogurte por Dia” lança um Livro de Receitas inspiradas na Dieta Mediterrânica e desenvolvidas pelo Chefe Jorge Sousa, do Hotel Crowne Plaza Porto, em conjunto com a Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN). “Neste livro é possível ficar a conhecer um pouco mais sobre a Dieta Mediterrânica, mundialmente reconhecida como um dos padrões alimentares mais equilibrados e saudáveis, com reconhecidos benefícios para a saúde” destaca Célia Craveiro, Presidente da Direção da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, acrescentando que “procuramos também demonstrar neste livro a vantagem de incluir o iogurte nas confecções culinárias, tendo em conta que este pode funcionar como um substituto de ingredientes mais calóricos como as natas ou a maionese, aumentando por outro lado a cremosidade e consistência de molhos, preparações e recheios.”

A partir de hoje o programa “Um Iogurte por Dia” conta também com um website www.1iogurtepordia.pt, um espaço virtual próprio que pretende constituir-se numa plataforma onde toda a informação relevante do Programa “Um Iogurte Por Dia” pode ser descoberta, permitindo que a informação esteja acessível para todos. A versão digital do Livro de Receitas, bem como outras publicações sobre o iogurte, estará disponível para download ou consulta a qualquer momento.

Com o objectivo de alertar os portugueses de forma mais impactante para a importância da alteração de alguns hábitos e comportamentos alimentares e apresentar o iogurte como uma alternativa saudável, o Programa “Um Iogurte por Dia” vai descer a algumas estações do Metropolitano em Lisboa e no Porto e ao longo de todo o dia vai distribuir gratuitamente exemplares de uma edição limitada do Livro de Receitas, bem como informação sobre o iogurte. Em paralelo, está, em curso uma campanha de sensibilização do Programa em televisão, rádio e algumas plataformas digitais que decorrerá durante toda a semana.

 

Informação adicional sobre o iogurte

As vantagens nutricionais do consumo de iogurte, segundo o Consenso Científico da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, são:

Tem proteínas de elevado valor biológico - Com um papel essencialmente construtor, estes nutrientes são fundamentais para o crescimento, manutenção e regeneração do nosso organismo.

Com vitaminas, principalmente do complexo B - Regulam funções vitais no nosso organismo, sendo essenciais para o crescimento normal e para a manutenção da saúde.

Contém minerais, em especial o cálcio e o fósforo – O cálcio é essencial para a formação, manutenção e reparação do esqueleto. E o fósforo é seu aliado nesta função.

Saudável e equilibrado – É um alimento com muitos nutrientes essenciais, tendo uma elevada densidade nutricional.

Saboroso – Existem iogurtes para todos os gostos: do natural, com pedaços ou polpa de frutos, aromatizado, líquido, cremoso ou sólido… o difícil é escolher!

Por tudo isto, o iogurte é o snack ideal – O seu equilíbrio nutricional, sabor e variedade tornam o iogurte um alimento perfeito para os lanches.

 

Sobre o Programa “Um Iogurte Por Dia”

Promovido pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, pela Associação Portuguesa dos Nutricionistas e pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, o Programa “Um Iogurte por Dia” é um projecto que visa sensibilizar, através da implementação de iniciativas e divulgação de informação, a população portuguesa para a importância das pequenas refeições numa alimentação saudável, e que apresenta hipóteses de lanches saudáveis com iogurte, um alimento nutricionalmente relevante e ao alcance de todos.

 

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16 de Outubro – Dia Mundial da Alimentação

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Quase 43% das crianças aumentaram consumo de fruta

30 a 40% das mulheres obesas têm dificuldade em engravidar

Organização Mundial de Saúde divulga
A Organização Mundial de Saúde divulga manual com 12 recomendações que podem ajudar a diminuir para metade o número de novos...

O novo Código Europeu contra o Cancro resulta de uma investigação liderada por Joachim Schuez, da Agência Internacional para a Pesquisa do Cancro da Organização Mundial de Saúde (OMS), e resume em 12 passos simples as medidas que cada indivíduo pode adoptar e integrar no seu comportamento diário, de forma a reduzir o risco de contrair a doença.

Segundo o especialista, levar em conta estas recomendações pode ajudar a reduzir para metade o número de novos casos de cancro na Europa. Actualmente, são diagnosticados por ano 2,5 milhões de casos de cancro no continente europeu.

Sendo o tabaco a principal causa de cancro na Europa, as primeiras recomendações relacionam-se precisamente com a necessidade de evitar os cigarros.

 

Código Europeu contra o Cancro:

1. Não fume nem use qualquer forma de tabaco.

2. Garanta que a sua casa é um ambiente livre de fumo do tabaco. Apoie políticas anti-tabaco no seu local de trabalho.

3. Mantenha um peso saudável.

4. Seja fisicamente activo. Coloque limites ao tempo que passa sentado.

5. Faça uma alimentação saudável: coma cereais integrais, leguminosas, vegetais e fruta, corte nos alimentos calóricos (ricos em gorduras e açúcar) e bebidas açucaradas, evite carne processada, carnes vermelhas e alimentos com alto teor de sal.

6. Se consome álcool, corte na quantidade. Não beber álcool é aconselhável para prevenir o cancro.

7. Evite o sol, especialmente as crianças. Use protecção solar e não use solários.

8. No seu local de trabalho, proteja-se das substâncias cancerígenas seguindo as instruções de segurança e saúde.

9. Descubra se está exposto a altos níveis de radiação em casa e tome medidas para os reduzir.

10. Amamentar reduz o risco de cancro da mãe. Se puder, amamente o seu filho. Terapias de substituição hormonal aumentam o risco de determinados cancros, evite-as.

11. Garanta que os seus filhos participam em programas de vacinação para a hepatite B, no caso dos recém-nascidos, e para o HPV (para as raparigas).

12. Participe em rastreios do cancro do intestino (homens e mulheres), cancro da mama e cancro do colo do útero.

 

No próximo dia 24 de Outubro
Os administrativos e auxiliares dos hospitais e centros de saúde vão estar em greve no dia 24 deste mês para exigir a reposição...

Segundo adiantou hoje a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, que convocou a greve, os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sentem-se exaustos com “a completa desregulação de horários de trabalho”.

Luís Pesca, dirigente sindical, afirmou à agência Lusa que a “enorme falta de pessoal” nos serviços de saúde faz com que funcionários auxiliares, técnicos e administrativos trabalhem diariamente 10, 12 ou 16 horas. “No fim de uma semana temos claramente horários acima das 40 horas sem que haja pagamento de horas extraordinárias”, declarou.

De acordo com o sindicalista, as horas de trabalho a mais não são pagas, sendo transformadas “ilegalmente” numa bolsa de horas que são depois de difícil utilização pelos profissionais. “Temos casos de pessoas que têm 50 a 60 dias para gozar de compensação. Este trabalho não pago é desumano e há trabalhadores exaustos”, referiu Luís Pesca.

Segundo o sindicato, a greve, a realizar entre as 00.00 e as 24.00 horas do dia 24 de Outubro terá “impactos enormes” nos hospitais e centros de saúde e pode causar “muitas perturbações em vários actos ou procedimentos”, incluindo até cirurgias.

“Iremos respeitar os serviços mínimos e ninguém ficará sem auxílio no serviço de urgência. Mas a greve tem graves implicações na maior parte dos serviços de saúde”, declarou Luís Pesca.

Quanto à contratação de mais trabalhadores, a Federação refere que seriam necessários “milhares de trabalhadores”, estimando que a carência em todos os serviços de saúde públicos seja acima dos 20 mil funcionários.

A Federação lamenta ainda a forma “diferenciada” com que o ministro da Saúde tem tratado estes sindicalistas ao nunca ter recebido elementos desta organização que representa os auxiliares, administrativos e outros técnicos da saúde.

 

Especialistas defendem criação de associação de inscrição obrigatória
O presidente da Associação Portuguesa dos Técnicos de Prótese Dentária denunciou hoje a “desregulamentação total” da actividade...

“Uma associação de inscrição obrigatória é a única maneira de fazer um controlo. O Estado não tem capacidade para fazer fiscalização. Se criarem uma organização de inscrição obrigatória – como as ordens dos Médicos, dos Médicos Dentistas ou dos Engenheiros - a profissão passa a ser regulada”, disse Luís Costa, presidente da Associação Portuguesa dos Técnicos de Prótese Dentária (APTPD),

Na sexta-feira e no sábado tem lugar uma reunião, no Porto, que vai reunir cerca de 300 profissionais, e a regulamentação será um dos assuntos em análise. A profissão encontra-se regulamentada ao nível da actividade geral das Tecnologias da Saúde, anteriormente conhecidas por Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica. No entanto, a regulamentação da actividade específica do Técnico de Prótese Dentária (TPD) ainda está por se definir em regulamento próprio.

Outra questão que irá ser abordada no encontro relaciona-se com o licenciamento dos laboratórios. “Os laboratórios só podem funcionar com o devido licenciamento industrial, porém não existe uma igualdade na aplicação do regulamento. Quer dizer que existe regulação que é da responsabilidade das autarquias, mas a mesma não é aplicada de igual forma em todo o país. Grande parte dos laboratórios não consegue regular as suas instalações”, disse o responsável.

Luís Costa frisou que “mais de 90% dos laboratórios não tem sequer autorização de funcionamento e quando vão às câmaras para tratar do processo de legalização deparam com problemas complicados. Se vou à Câmara do Porto, pedem uma coisa, se vou à da Maia pedem outra e em Lisboa outra diferente. Não há enquadramento e esse é um problema grave”.

Luís Costa referiu ainda que “não existe fiscalização” o que, em seu entender, põe em causa a saúde dos utentes. “Ao nível de saúde pública, a situação é completamente anárquica, é à portuguesa, enquanto não der muitos problemas vão sendo encobertos e as coisas continuam assim”, lamentou.

Segundo disse, “as entidades com que a associação tem contactado não têm meios de fiscalização” referindo a Administração Central do Sistemas do Saúde, as câmaras municipais e a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

“Na realidade, um dos objectivos é estimular o aparecimento não só de TPD, mas também o desejo de ter o maior número possível de médicos dentistas com o objectivo de se sentirem motivados à partilha de experiencias e conhecimentos entre duas profissões que estão ligadas umbilicalmente”, sublinhou o presidente da APTPD.

A APTPD é uma associação de cariz profissional e científico de âmbito nacional, sem fins lucrativos, que se dedica à salvaguarda dos interesses profissionais e deontológicos dos seus associados.

A associação tem como objectivo o estudo e o progresso científico da prótese dentária, incentivar a pesquisa, investigação, formação. Defender e promover os interesses sociais, técnico-científicos e profissionais dos seus associados, incluindo a formação, educação e profissionalização técnico-científico dos jovens que optem por fazer formação de nível superior nesta área.

 

Serviço de Anestesiologia
O Serviço de Anestesiologia do Hospital de São João criou um registo informático para os doentes difíceis de ventilar ou...

A cerimónia de entrega dos cartões a doentes de “Via Aérea Difícil” realizou-se no âmbito da comemoração do Dia Mundial da Anestesiologia, data indicada para reflectir sobre a dificuldade de um anestesiologista em ventilar ou intubar um doente.

Em comunicado, o serviço de Anestesiologia do Hospital de São João, no Porto, explica que “com a criação do registo informático de Via Aérea Difícil, nos últimos dois anos, foi possível sinalizar doentes de risco e ajustar a abordagem dos mesmos em procedimentos anestésicos subsequentes”.

Apesar das complicações associadas ao manuseio da Via Aérea serem raras, “estão associadas a uma alta morbilidade e mortalidade”, sendo que a situação mais dramática surge numa incidência inferior a um por cada 50 mil anestesias gerais, mas está associada “a 25% das mortes intra-operatórias associadas à anestesia”, esclarece o comunicado.

Em declarações à Lusa, a anestesista do Hospital de São João Patrícia Santos explicou que estes cartões servem como identificação para um “cadastro electrónico que permite registar os antecedentes médicos, anestésicos e cirúrgicos através de relatórios em PDF. Nestes relatórios constam a abordagem da via aérea realizada pelo anestesiologista responsável”.

“Sempre que o doente der entrada neste hospital, ou em qualquer outro hospital nacional, deve apresentar o cartão que o identifica como portador de Via Aérea Difícil – o que vai permitir o acesso aos seus dados clínicos e facilitar a informação sobre a sua dificuldade em intubar ou ventilar o doente e, portanto, permitir um tratamento melhor e mais eficaz”, concluiu a anestesista.

O Serviço de Anestesiologia do Centro Hospital do São João iniciou em 2012 um registo electrónico de todos os episódios de Via Aérea Difícil e o objectivo futuro é “continuar a investir na identificação de situações de risco, associado à aquisição de novas competências e formação dos futuros profissionais”, conclui o comunicado.

 

Prémio João Cordeiro
O projecto DigitalPharma conquistou o I Prémio João Cordeiro – Inovação em Farmácia. O galardão foi entregue hoje na sede da...

O júri presidido por Diogo de Lucena atribuiu o prémio principal à DigitalPharma, uma solução móvel que permite ao utente interagir com a farmácia facilitando – pela mobilidade e portabilidade – o acesso ao medicamento, a adesão à terapêutica e a farmacovigilância. Trata-se de uma aplicação móvel na qual o utente pode informar previamente a sua farmácia sobre o medicamento ou produto de saúde de que necessita e receber avisos para proceder às tomas do seu medicamento, de acordo com a prescrição médica e as indicações do farmacêutico ou comunicar reacções adversas. Com este projecto, a farmácia e o serviço do farmacêutico vão para além do momento da dispensa, contribuindo com isso para uma maior qualidade do serviço à comunidade e mais saúde para os utentes.

Na génese deste projecto estão professores da Faculdade de Ciências e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, o que mais uma vez demonstra o dinamismo, potencial interdisciplinar e de ligação às empresas e à comunidade do meio universitário português.

Na cerimónia foi também atribuído um prémio na categoria de Instrumentos de Gestão. Distinguiu-se um projecto que nasceu da mente quatro jovens empreendedores espanhóis e que já conquistou a adesão das primeiras 40 Farmácias em Espanha.

O Evolufarma é uma solução de comunicação multicanal desenhada para, mais uma vez, aproximar as farmácias das comunidades que servem.

Trata-se de uma solução de comunicação multicanal, que permite às farmácias aproximarem-se mais da comunidade que servem. Neste caso, possibilita manter a comunidade a par de novos programas de saúde pública, bem-estar e promocionais criados pela sua farmácia, permitindo a cada farmácia diferenciar a sua identidade, construir a sua marca junto da comunidade e comunicar de forma direccionada aos interesses de cada utente.

Promovido pela Associação Nacional de Farmácias (ANF), o prémio destina-se a apoiar projectos originais no âmbito da intervenção e do conhecimento em Saúde, que incentivem à inovação e desenvolvimento nas farmácias portuguesas. Conta com um conjunto de características que o tornam único em Portugal: pelo impacto prático e valor real acrescentado no universo das farmácias, por ser dirigido a entidades de qualquer sector profissional e não só a farmacêuticos e por não premiar realizações passadas mas projectos a concretizar.

Foram apresentados 22 trabalhos a concurso, avaliados por um júri independente presidido por Diogo de Lucena e composto por um conjunto de personalidades de relevo em várias áreas, sobretudo atentas às questões do empreendedorismo e inovação.

Ao atribuir ao Prémio o nome de João Cordeiro, a ANF presta também homenagem à visão empreendedora do líder histórico das farmácias, para que o seu exemplo seja um estímulo ao desenvolvimento do sector.

Saiba mais sobre os projectos vencedores:

DigitalPharma (vencedor do Prémio Principal)

O projecto DigitalPharma consiste numa aplicação móvel, capaz de revolucionar a relação dos utentes com a sua farmácia.

A solução proposta facilita o acesso ao medicamento, a adesão à terapêutica e a farmacovigilância.

Na génese deste projecto estão professores da Faculdade de Ciências e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, o que mais uma vez demonstra o dinamismo, potencial interdisciplinar e de ligação às empresas e à comunidade do meio universitário português.

A aplicação DigitalPharma permite a cada utente informar previamente a sua farmácia sobre o medicamento ou produto de saúde de que necessita.

O utente saberá sempre o caminho mais rápido para as farmácias da sua zona. O utente beneficiará, com grande facilidade, de toda a informação técnica e científica relevante sobre o seu medicamento. Poderá, ainda, solicitar entregas domiciliárias.

A qualidade do serviço farmacêutico é potenciada para além do momento da dispensa.

O utente poderá calendarizar e receber, no seu telemóvel, avisos relativos aos momentos adequados para proceder às tomas do seu medicamento, de acordo com a prescrição médica e as indicações do farmacêutico.

Esta ferramenta permite ainda comunicar reacções adversas ao Infarmed, tornando assim mais robusto o sistema de farmacovigilância em Portugal.

Pelas suas características, o DigitalPharma pode ser adoptado noutros sectores de actividade, podendo vir a constituir-se como mais uma oferta de inovação e desenvolvimento das farmácias à sociedade portuguesa.

 

Evolufarma (vencedor na categoria: Instrumentos de Gestão)

O projecto Evolufarma foi uma das candidaturas internacionais apresentadas ao Prémio João Cordeiro – Inovação em Farmácia 2004.

O Evolufarma é uma ideia de quatro jovens empreendedores e já conquistou a adesão das primeiras 40 Farmácias em Espanha.

Trata-se de uma solução de comunicação multicanal, que permite às farmácias aproximarem-se mais da comunidade que servem.

Este projecto permite aos utentes estarem permanentemente a par de novos programas de saúde pública, bem-estar e promocionais criados pela sua farmácia, através dos canais da sua preferência: e-mail, SMS, aplicações móveis, ou qualquer outra plataforma Web. O projecto permite ao cliente escolher o tipo de informação em que está interessado. Por outro lado, permite a cada farmácia diferenciar a sua identidade, construir a sua marca junto da comunidade e comunicar de forma direccionada aos interesses de cada utente.

O projecto foi já distinguido por entidades de reconhecido prestígio, como a Telefónica espanhola e a IE Competition.

Os seus promotores apresentam-no como meio de promoção, no Século XXI, do modelo da farmácia mediterrânica, focado na diferenciação dos seus recursos humanos e na qualidade do serviço farmacêutico.

Num momento em que as farmácias portuguesas, filiadas na ANF, assinaram com o Estado um acordo com vista ao desenvolvimento de serviços de prevenção e promoção da saúde, este projecto tem grande potencial como ferramenta de suporte aos dois grandes objectivos desse acordo: ganhos em saúde para a população e ganhos de eficiência na despesa pública em Saúde.

 

Profissionais que trabalham com idosos juntam-se
Iniciativa da Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem do Idoso da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra agendada para o...

A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) organiza, no próximo dia 27 de Outubro, o 5º Colóquio Envelhecimento, Saúde e Cidadania, a decorrer entre as 9h00 e as 18h00 nas instalações do Pólo A, e para o qual aguarda a presença de profissionais que trabalham com a pessoa idosa, investigadores, profissionais e estudantes de áreas como a Enfermagem, a Medicina, a Farmácia, a Psiquiatria, a Gerontologia, o Serviço Social ou as Ciências da Educação.

As competências gerontogeriátricas dos enfermeiros, a adesão e gestão de terapêutica na pessoa idosa, a intergeracionalidade e os rumos da investigação nesta área do conhecimento são assuntos em destaque neste 5º Colóquio, cujo programa pode ser consultado na página Web do evento, em http://www.esenfc.pt/event/5cesc.

A sessão de abertura, às 9h00, será feita pela Presidente da ESEnfC, Maria da Conceição Bento.

Para este 5º Colóquio Envelhecimento, Saúde e Cidadania, a organização conta com a participação de vários docentes da ESEnfC e de especialistas de serviços de saúde e de instituições de ensino superior como o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, a Casa de Saúde Rainha Santa, a Escola Superior de Enfermagem de Vila Real e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.

Organizado, anualmente, pela Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem do Idoso da ESEnfC, o Colóquio pretende ser um espaço de reflexão académica, com uma participação aberta, procurando testemunhos de conhecimento e competência.

 

Um em cada cinco homens sofre com a doença
Apesar de a osteoporose ser frequentemente considerada uma doença de mulheres, já que uma a cada três sofrem da doença, tem...

De acordo com uma pesquisa recente, levada a cabo pela IOF (Fundação Internacional da Osteoporose), o principal motivo está relacionado com o facto de se considerar esta uma doença maioritariamente feminina e de, consequentemente, o sexo oposto ignorar a importância do rastreio.

Neste sentido, e no âmbito do Dia Mundial da Osteoporose, que se comemora na próxima segunda-feira, dia 20 de Outubro, o Spine Center alerta para os perigos associados a este desconhecimento e para o facto de esta doença ser muitas vezes silenciosa e mascarada. Luís Teixeira, médico-fundador deste centro, um dos que realiza mais intervenções na área da coluna a nível nacional, sediado em Coimbra, considera que estes dados não podem ser ignorados: “Embora a prevenção da osteoporose deva ter início desde cedo, há vários procedimentos que precisam de ser tidos em conta; nomeadamente a prática de desporto já que é extremamente importante para o aumento da densidade óssea. A corrida, por exemplo, estimula as células que ajudam na manutenção de ossos fortes. Mas cada caso é um caso.” Explica o médico que reitera, também, a importância de um rastreio masculino e feminino a partir dos 65 anos, independentemente dos factores de risco.

Os dados deste estudo demonstram, que um em cada cinco homens, acima dos 50 anos sofre com a descalcificação óssea, que se manifesta em fracturas, nomeadamente osteoporóticas da coluna. Estimando-se que o número de pessoas do sexo masculino afectadas pela osteoporose seja de 900 milhões em 2050.

“A ingestão da dose diária recomendada de cálcio e de vitamina D, assumem uma importância grande para a saúde dos nossos ossos.” Acrescenta ainda o cirurgião ortopedista que relembra que a fractura dos ossos da bacia e do quadril é uma das lesões ortopédicas que mais resultam em morte na terceira idade.

 

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