Moradores de Lisboa receosos
Moradores da freguesia da Penha de França, em Lisboa, manifestaram-se preocupados com os impactos na saúde devido à futura...

Durante a apresentação pública do estudo ambiental e projecto da subestação do Alto de São João, na freguesia da Penha de França, em Lisboa, os técnicos da REN (Redes Energéticas Nacionais) e da EDP, as duas empresas responsáveis pela implementação da infra-estrutura, esclareceram as dúvidas da população, reforçando não haver riscos para a saúde. Vários foram os moradores que se queixaram das implicações da construção da subestação para a saúde, assim como a desvalorização do território e do preço das habitações.

“Parece um paradoxo, porque se esta zona precisa de ser reabilitada, esta subestação vai afastar as pessoas”, disse Marta, residente na Penha de França. Segundo o técnico da REN, o projecto da subestação do Alto de São João “não é nenhum tipo de experiencialismo” e é uma “tecnologia madurada, utilizada há mais de 20 anos nos principais centros urbanos do mundo”.

Em Lisboa, já existem duas subestações, em Sete Rios e Carriche, mas “passam despercebidas”, pois estão inseridas no enquadramento paisagístico e urbano, o mesmo irá acontecer no Alto de São João.

Em relação às implicações para a saúde da população, o responsável da REN explicou que “a Direcção-Geral da Saúde fez vários estudos sobre o impacto dos campos electromagnéticos e não chegou a nenhuma conclusão que façam mal à saúde”.

“Não há riscos nenhuns para a saúde, nem para os trabalhadores, que são os que estão mais próximos das instalações de campos electromagnéticos”, disse.

De acordo com o técnico da EDP, trata-se de “uma tecnologia testada e validada, que irá reforçar a qualidade de serviço em relação à energia eléctrica”. A EDP tem por todo o país 414 subestações e a REN tem 80, mas a futura subestação do Alto de São João será uma infra-estrutura conjunta das duas empresas.

A participar na apresentação do estudo ambiental e projecto da subestação, o vereador do urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, reforçou que “o objectivo não é fazer-se infra-estruturas contra as populações, antes pelo contrário”. Para o vereador, existem “crenças e receios das populações, mas quando se comprovam que não são verdade deixam de ser um problema, assim aconteceu há uns anos com campanhas contra as antenas de telemóveis”.

O estudo ambiental sobre a futura subestação eléctrica no Alto de São João, Lisboa, admite impactos negativos para os moradores da zona, como a necessidade de reinstalação de infra-estruturas e uma menor qualidade ambiental, mas indica que não são significativos. A subestação em estudo na freguesia da Penha de França visa a alimentação da rede de 60 quilovolts (kV), a partir da rede de 220 kV.

 

Sindicato dos Enfermeiros acusa
O Sindicato dos Enfermeiros de Setúbal acusou o Centro Hospitalar Barreiro/Montijo de colocar os doentes nos corredores dos...

O sindicato adianta, em comunicado, que a administração decidiu internar doentes nos corredores dos serviços, salientando que não está garantida “a privacidade, dignidade e segurança dos utentes”.

“Perante o ambiente desumano e caótico que tem vivido o Serviço de Urgência, em particular do Hospital do Barreiro, o Conselho de Administração decidiu dissimular a situação e passou os doentes dos corredores do Serviço de Urgência para os corredores dos serviços de internamento”, refere-se no documento.

O sindicato sublinha que a decisão merece “o repúdio dos profissionais”, quando consultados sobre esta decisão. “Ainda assim, a administração procedeu à abertura de camas extra-lotação em detrimento do reforço das equipas e do aumento da capacidade de internamento. Os enfermeiros estão a proceder à denúncia destas situações nos vários serviços onde têm ocorrido, no estrito cumprimento do seu código deontológico e na defesa dos doentes”, acrescenta.

O conselho de administração disse que o sindicato está a “gerar alarmismos despropositados e desnecessários” e explicou que procura definir e implementar as medidas adequadas à máxima rentabilização dos recursos existentes em todo o Centro Hospitalar.

“Confirmamos a implementação de um plano de reorganização do Serviço de Urgência e gestão de camas do Centro Hospitalar exactamente pela preocupação com a melhoria da resposta de forma integrada e articulada, para o doente em situação urgente ou emergente ou para o doente que necessita de internamento ou outras respostas de âmbito hospitalar”, explica a administração, em comunicado. A administração refere que procedeu a um alargado processo de consulta, com envolvimento dos vários profissionais, cujos contributos estiveram na base do seu plano. “Este plano passa várias medidas organizativas internas com o objectivo de garantir a melhoria do atendimento dos doentes nomeadamente no que diz respeito à sua privacidade, considerando-se a indicação para em situações extraordinárias e para evitar a prologada estadias de doentes em macas nos corredores da urgência, a possibilidade de internamento em camas extras nos serviços”, concluiu.

 

Sabia que…
Conheça pequenas curiosidades sobre o acidente vascular cerebral, que lhe podem ser muito úteis.
Acidente Vascular Cerebral

1. Um Acidente Vascular Cerebral (AVC), também por vezes chamado de "trombose” é a consequência do entupimento ou rompimento súbito de uma artéria cerebral. As células da parte do cérebro que essa artéria alimenta começam rapidamente a morrer e a parte do corpo que essa região cerebral controla deixa de funcionar.

2. O Acidente Isquémico Transitório (AIT), popularmente chamado de "princípio de AVC”, acontece quando o entupimento da artéria cerebral é transitório e os sintomas desaparecem espontaneamente em menos de 24 horas. Mesmo que os sintomas desapareçam rapidamente, não deixe de ir ao Hospital. Um AIT pode ser o prenúncio de um AVC com consequências devastadoras.

3. O AVC é a principal causa de morte em Portugal, 1 em cada 6 pessoas no mundo terão um AVC.

4. A cada segundo alguém no mundo tem um AVC.

5. A cada 6 segundos o AVC é responsável pela morte de alguém no mundo.

6. A cada ano 15 milhões de pessoas no mundo têm um AVC. Dessas, 6 milhões não sobrevivem.

7. Pode evitar um AVC se verificar regularmente a sua pressão arterial e colesterol, não fumar, tiver uma dieta saudável, evitar o excesso de sal, praticar exercício físico, controlar o seu peso, moderar o consumo de álcool.
Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Sinais de alarme
Saiba quais são os sinais de alarme e como pode reconhecer um acidente vascular cerebral.
Sinal com o número de emergência médica 112

Os 5 Fs do Acidente Vascular Cerebral (AVC)

 

1. Face

A face do doente parece ter ficado assimétrica subitamente? - Um "canto da boca” ou uma das pálpebras parecem "descaídos”?

Para se certificar, peça à pessoa para sorrir.

 

 

2. Força

Pode reconhecer um AVC quando um braço ou uma perna parecem ter perdido subitamente a força e há uma súbita falta de equilíbrio.

Nestes casos certifique-se, peça à pessoa para esticar ambos os braços e levantá-los à altura dos ombros, para lhe apertar a mão ou para tentar caminhar em linha recta.

3. Fala

A fala da pessoa parece estranha ou incompreensível? A pessoa parece não compreender o que se lhe diz?

Peça à pessoa para repetir uma frase.

4. Falta súbita de visão

A pessoa deixou subitamente de ver de um ou de ambos os olhos? Ficou subitamente a ver a dobrar?

5. Forte dor de cabeça

Dor de cabeça súbita e muito intensa, diferente do habitual e sem causa aparente.

O que fazer se os "F” estiverem presentes e suspeitar de um AVC?

Ligue imediatamente 112 e explique o que se está a passar consigo ou com o seu familiar ou amigo. Se a suspeita tiver fundamento, será activada a " Via Verde AVC”, que permite um transporte rápido e atendimento prioritário no Serviço de Urgência.

Não vá pelos seus próprios meios para o Hospital, a não ser que não tenha outra opção.

É muito importante que ligue imediatamente 112. Quanto mais cedo se diagnosticar e tratar um AVC, maiores são as hipóteses de recuperar. Tempo perdido é cérebro perdido!

Artigos relacionados

Acidente vascular cerebral: sinais e sintomas

AVC: como regressar ao dia-a-dia passo a passo

“Há muito que o AVC deixou de ser uma doença de velhos”

 
Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Associação Portuguesa de Gagos
A gaguez continua a ser vista em Portugal como piada e, em muitos casos, chega mesmo a ser “bullying inconsciente” contra...

O diagnóstico foi feito pela Associação Portuguesa de Gagos (APG) na véspera do Dia Internacional de Consciencialização para a Gaguez, que se assinala amanhã – 22 de Outubro.

“Em Portugal ainda há muito a utilização da gaguez para a piada, para o riso fácil, às vezes sem consciência do impacto que isso tem na pessoa que gagueja”, disse o sociólogo Daniel Neves da Costa, da APG.

Estigma social nos adultos e uma espécie de “bullying inconsciente” sobre as crianças e jovens em idade escolar contam-se entre os principais impactos da gaguez, que se estima atinja cerca de 100 mil portugueses. Existem “formas de bullying e opressão das crianças e jovens que gaguejam de uma forma muito inconsciente”, sublinhou, adiantando que o número de terapeutas da fala nas escolas é insuficiente.

“Nestes últimos anos com todos os cortes e restrições no ensino especial têm surgido dificuldades acrescidas”, no acesso aos terapeutas da fala, disse o sociólogo.

A cobertura do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não existe em todo o país, o que leva muitos pais a recorreram à associação, criada em 2005, para aconselhamento sobre terapeutas e terapias.

A gaguez pode ser tratada de várias formas e, segundo Daniel Neves da Costa, quanto mais precoce for o diagnóstico e a intervenção, melhores são as perspectivas do tratamento. O problema é que quando os pais recorrem aos médicos de família existe uma tendência de os aconselhar a deixarem passar algum tempo na expectativa que a gaguez desapareça. “Isso é um dos problemas que a APG está a tentar resolver junto da comunidade médica”, disse.

Terapia da fala, instrumentos electrónicos e medicação podem ajudar a um discurso mais fluente, mas a APG lembra que não existem “curas milagrosas” para a gaguez.

Debater todas estas terapêuticas para disponibilizar melhor informação às famílias é o que se pretende com mais uma edição das jornadas sobre a gaguez, a promover no sábado.

A gaguez, que atinge cerca 1% da população mundial, é uma perturbação da fluência da fala caracterizada por repetições, prolongamento de letras ou sílabas, pausas inesperadas e bloqueios. As causas da gaguez podem ser genéticas (60% das pessoas com gaguez têm um familiar gago), neurológicas (os gagos usam áreas neuronais distintas) e psicossociais (condições do desenvolvimento linguístico na infância).

Em cada cinco pessoas que sofrem de gaguez, 4 são homens e apenas 1 é mulher e na maioria das crianças, a gaguez surge entre os 2 os 5 anos.

Marilyn Monroe, Bruce Willis ou Anthony Quinn (atores), Winston Churchil ou Joe Biden (políticos), Charles Darwin ou Isaac Newton (cientistas) são algumas celebridades com gaguez.

Também em Portugal existem vários exemplos, sendo os mais conhecidos os da escritora Maria João Seixas, do músico Mário Laginha ou do radialista da TSF Mário Dias, que quando se senta ao microfone vê a gaguez desaparecer como por milagre.

Para Daniel Neves da Costa, a explicação é simples e encontra-se na neurologia: “Os circuitos neuronais que o ser humano usa para produzir fala espontânea são diferentes daqueles que usa quando está a cantar, a ler ou a dizer um texto memorizado e a gaguez ocorre principalmente nos momentos de fala espontânea”.

 

Estudo revela:
A ideia de que a vacina contra a gripe está associada a efeitos secundários ou que induz a doença é um dos motivos que leva os...

O trabalho ainda preliminar foi conduzido pelo Instituto Nacional de Saúde (INSA) através de inquéritos feitos a cerca de mil famílias portuguesas, tendo como alvo as pessoas com mais de 65 anos e os doentes crónicos, os grupos a quem é altamente recomendada a vacinação e para quem a vacina é gratuita nos centros de saúde.

Segundo Baltazar Nunes, do INSA, muitas pessoas alegam que quando tomaram a vacina tiveram gripe ou desenvolveram uma gripe mais forte. Contudo, o especialista explicou que não há qualquer descrição de uma relação causa-efeito entre a toma da vacina e o desenvolvimento da gripe. “Durante o período da vacinação há mais incidência de outros vírus respiratórios. O que pode acontecer é que as pessoas desenvolvam uma constipação ou uma infecção respiratória provocada por outro agente e que pode ter uma sintomatologia próxima da gripe. Mas isso não tem relação com a vacina”, referiu. As conclusões do trabalho desenvolvido por Baltazar Nunes e por Ana João Santos indicam ainda que a não toma da vacina está também associada a uma noção de que se é pouco susceptível à gripe. “Acham que são saudáveis e não desenvolvem a doença ou que se a desenvolvem não é grave”, sintetizou Baltazar Nunes. Outro dos três factores principais apontados para não se vacinarem é a dificuldade em aceder ao médico de família.

Perante estes resultados preliminares, Baltazar Nunes considera que é importante “realizar mais campanhas de informação e sensibilização para a importância da vacinação contra a gripe”.

O especialista lembrou que os grupos alvos definidos pela Direcção-Geral da Saúde estão em risco de desenvolver mais complicações associadas à doença, podendo mesmo registar “consequências graves”.

O INSA realizou uma reunião sobre “Vigilância Epidemiológica da Gripe em Portugal”, em que se analisaram os resultados da vigilância da época gripal passada. Segundo Raquel Guiomar, especialista do Instituto, a época passada foi considerada “moderada”, com o período epidémico a centrar-se nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2014, o que é considerado “mais tardio do que o habitual”.

Não foram verificados excessos de mortes relacionados com a gripe e a maior percentagem de casos da infecção registaram-se em jovens e adultos entre os 15 e os 44 anos.

Quanto aos internamentos e admissões nos cuidados intensivos por gripe, 72% dos doentes tinham doença crónica, mas apenas 3,8% se tinha vacinado.

Segundo Raquel Guiomar, relativamente à época gripal deste ano, Portugal mantém-se ao dia de hoje sem qualquer caso de gripe sazonal, enquanto na Europa já se registaram alguns casos mas “muito reduzidos e esporádicos”.

Raquel Guiomar acrescentou à Lusa que a actividade gripal na Europa está ainda em níveis “muito baixos” e que em Portugal não foram ainda detectados casos de gripe.

Apesar de o tempo seco e frio proporcionar condições para a transmissão do vírus entre as pessoas, a especialista lembra que não é o único factor.

Adiantou também que é “imprevisível” se a época gripal deste ano vai ser forte ou moderada, mas aconselhou os portugueses que se enquadram nos grupos indicados pelas autoridades a levarem a vacina.

 

Primeiro-ministro diz
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que a transferência da gestão dos hospitais das Misericórdias para aquelas...

Pedro Passos Coelho, que falava na inauguração da Unidade de Cuidados Continuados (UCC) da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez adiantou que o protocolo para o biénio 2015/2016, em preparação, deverá incluir “a primeira grande fase de transferência dos chamados hospitais das Misericórdias para as Misericórdias”.

“Devolvê-los à sua proveniência, mantendo a sua vocação e ainda assim conseguindo ganhos de eficiência na ordem dos 25%”, sustentou.

O primeiro-ministro adiantou que o novo protocolo tem vindo a ser preparado com a União das Misericórdias, a União das Mutualidades e com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

“Eu tive ocasião de receber já os representantes destas instituições que tiveram com os respectivos ministros do Governo uma reunião de trabalho para conseguimos programar os nossos protocolos e apoios para os próximos dois anos”.

Adiantou que o novo acordo, além da área social, será estendido à saúde e educação.

“O que estas instituições desenvolvem é um trabalho de natureza e relevância públicas que toda a gente reconhece e a verdade que fazendo desta maneira nós conseguimos resultados muito melhores do que simplesmente se o Estado utilizasse os seus serviços, e os impostos dos cidadãos, para ir ao encontro das necessidades das pessoas”, afirmou.

O equipamento inaugurado pelo primeiro-ministro em Arcos de Valdevez, onde foi distinguido com o título de “irmão de honra” da Santa Casa, representou um investimento de 1,9 milhões de euros.

A UCC dispõe de 24 camas garantidas através de protocolos celebrados entre a Santa Local, a Segurança Social e o Ministério da Saúde. Está ainda dotada de centro de fisioterapia e recuperação. Além da prestação de cuidados continuados a estrutura dispõe de várias respostas como lar de idosos e crianças em risco, creche, jardim-de-infância, apoio domiciliário e serve ainda 800 refeições diárias no âmbito das cantinas sociais.

 

Na Assembleia da República
O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos entrega na quarta-feira na Assembleia da República uma petição contra a eventual...

“Esperamos que os deputados não se esqueçam dos objectivos que estiveram na criação do SNS, das populações desfavorecidos e que estão longe dos hospitais, que precisam de serviços de proximidade”, disse Fátima Pinhão, da direcção nacional do Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP).

A petição, exigindo que o Hospital Arcebispo João Crisóstomo se mantenha “como hospital público e contra a sua privatização”, reúne mais de 5 mil assinaturas de utentes de Cantanhede, mas também dos municípios vizinhos de Mira e Montemor-o-Velho, nomeadamente da freguesia de Arazede, que está no raio de acção daquela unidade.

O texto do abaixo-assinado refere que a portaria 82 de 10 de Abril de 2014 exclui esta unidade de saúde da lista de hospitais públicos, “o que significa que o Ministério da Saúde já tomou a decisão de privatizá-lo”, segundo o MUSP.

“Os abaixo-assinados pronunciam-se pela sua manutenção na esfera pública, integrado no Serviço Nacional de Saúde, no respeito do preceito constitucional de que a saúde é um direito universal, geral e tendencialmente gratuito, garantido pelo Estado”, lê-se no documento.

“Estamos contra a privatização do hospital, que desapareceu da lista de hospitais públicos publicada este ano pelo Ministério da Saúde, porque defendemos a saúde pública e acessível a todos”, sublinhou Fátima Pinhão, esperançada de que uma mudança no Governo em 2015 possa reverter a situação.

Uma delegação do MUSP vai entregar a petição na quarta-feira, às 11:00, numa audiência com o vice-presidente da Assembleia da República António Filipe.

 

Ébola:
Investigadores franceses desenvolveram um teste de diagnóstico rápido do Ébola, que detecta o vírus em menos de 15 minutos no...

Segundo o Comissariado para a Energia Atómica e Energias Alternativas (CEA), o teste, idêntico ao de gravidez, “poderá ser utilizado no terreno, sem necessidade de material específico, a partir de uma gota de sangue, plasma ou urina”.

Permitirá dar uma resposta “em menos de 15 minutos, para qualquer paciente que apresente sintomas da doença”, precisou num comunicado.

Criado por uma equipa do CEA, o teste foi validado por um laboratório de alta segurança do Instituto Farmacêutico Jean Mérieux em Lyon (centro-leste da França) para a estirpe que atinge actualmente a África Ocidental.

A sua fase de industrialização deve iniciar-se muito em breve através da empresa francesa Vedalab, líder europeia dos testes rápidos, segundo a agência France Presse.

Um protótipo estará disponível a partir do final deste mês para permitir a validação clínica no terreno, adiantou o CEA.

Os actuais testes de diagnóstico do Ébola, com base na detecção genética do vírus, levam em média um pouco mais de duas horas e têm de ser realizados exclusivamente em laboratório.

 

Operação Nariz Vermelho lança campanha
Há quem queira ser Dr. Palhaço quando crescer e este foi o mote que esteve na origem da nova campanha institucional da Operação...

Depois do sucesso da recente campanha de rua “Seja Sorridário”, é agora lançada esta campanha que tem a assinatura da Nossa™ e a produção da Pix Mix, parceiras da Operação Nariz Vermelho na missão de distribuir sorrisos.

A campanha tem como objectivo principal comunicar a profissão de “Doutor Palhaço”, um artista profissional que tem formação especializada no meio hospitalar e trabalha em estreita colaboração com os profissionais de saúde, realizando actuações adaptadas a cada criança e a cada situação “ É muito importante esclarecermos o público que o serviço de visitas que oferecemos aos hospitais é prestado por um conjunto de artistas que para poderem estar perto da criança hospitalizada têm que adaptar o seu know-how artístico ao contexto hospitalar e agir em perfeita consonância com o trabalho dos profissionais de saúde, o ambiente e o público para o qual se dirigem. Assim, o “Doutor Palhaço”, surge como uma nova profissão, uma especialização do trabalho do palhaço” afirma Magda Ferro, porta-voz da Operação Nariz Vermelho.

Pedro Fabião, director artístico da ONV salienta “O encontro entre a criança hospitalizada e a dupla de Doutores Palhaços é inesperado, transformador e, em muitos casos, um momento de pura magia. Mas por trás da espontaneidade e graça dos Doutores, há na sua bagagem um longo treino. As competências necessárias correspondem às seguintes grandes áreas de formação: artística/humorística, corporal, musical, médica/psicológica e relacional. Um artista que integre a nossa equipa - sempre através de audições muito participadas - traz já consigo uma grande sensibilidade e maturidade emocional, um variado leque de técnicas artísticas - para além de ter de ser muito engraçado! Ao entrar no grupo, inicia um processo de nove meses de estágio, durante o qual recebe intensivamente toda a formação de base. A partir daí, íntegra a equipa e passa a receber, como todos os outros artistas da Operação, formação interna mensal e, duas vezes por ano, com mestres que trazemos do estrangeiro. Só com este investimento podemos garantir que as crianças no hospital tenham o melhor de nós!

A campanha conta com exemplos de algumas crianças cujo maior sonho é ser “Doutor Palhaço”, e, com isso, proporcionar momentos de alegria aos seus amigos doentes.

 

Sobre a Operação Nariz Vermelho

A Operação Nariz Vermelho (ONV) é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sem vinculações políticas ou religiosas, que promove semanalmente visitas de Doutores Palhaços às enfermarias pediátricas de 13 hospitais do país. Tem como principal objectivo transformar momentos, tornando mais alegre a vivência das crianças hospitalizadas e dos seus familiares. Oficialmente constituída em 2002, a Operação Nariz Vermelho conta actualmente com uma equipa de 22 Doutores Palhaços e 9 profissionais nos bastidores, visitando cerca de 40 mil crianças por ano. Contando já com vários prémios no seu portefólio, a ONV foi distinguida em 2005 com o prémio Serviços Sociais, atribuído pelo Hospital do Futuro, o Diploma de Reconhecimento de Mérito pela Ordem dos Médicos, e em 2009 recebeu pelas mãos da Assembleia da República o Prémio de “Direitos Humanos”.

 

Responsável pelo Programa de Saúde Mental
O director do Programa Nacional de Saúde Mental defendeu hoje que é “dificílimo” tratar um abusador sexual porque se trata de...

A falar na mesa redonda sobre exploração sexual, no âmbito da conferência promovida pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC) sobre “Os direitos das crianças”, Álvaro de Carvalho adiantou que a evolução dos abusadores sexuais “é tendencialmente crónica e semelhante com o que se passa na toxicodependência”.

“Alguns trabalhos mostram que há uma situação de perturbação da área obsessivo-compulsivo, em que há um sentimento de impossibilidade de resistir ao impulso e à compulsão”, disse o director do programa nacional de saúde mental.

Segundo o responsável, essa dificuldade que o abusador tem em resistir ao impulso, faz com que as situações de abuso sexual de crianças sejam “dificílimas de serem tratadas e muitas vezes impossíveis de serem tratadas”.

Disse, por isso, que os psiquiatras ficam “muito preocupados” quando vêem “algumas decisões judiciais em que aparentemente [os juízes] aceitam como boas as declarações de culpa ou de melhoria destes comportamentos”.

“Nós, os psis [psiquiatras] ficamos muito preocupado porque é uma situação tendencialmente crónica e recidivante, sobretudo em situações de abuso dirigidas a rapazes”, explicou Álvaro de Carvalho.

Já no que diz respeito ao tratamento, o psiquiatra adiantou que não existe nenhum até à data e defendeu que a castração química pouco resolve, já que não altera a líbido. “Apenas inibe a expressão a nível físico, a erecção no caso do homem, por isso é que a prisão em regra refina os abusadores porque ao estarem detidos cinco, seis anos, vão elaborando ao pormenor as situações em que vão intervir", alertou.

Segundo o responsável, não há um perfil de personalidade típico, indicativo ou tendencialmente característico, mas mostrou que os abusadores sexuais são maioritariamente adultos, geralmente homens, com idade igual ou superior a 16 anos e com uma diferença de idade em comparação com a criança igual ou superior a cinco anos. O responsável adiantou que muitos realizam os abusos com recurso a ameaças, nomeadamente ameaça de morte, enquanto outros recorrem a técnicas mais elaboradas, como o casamento com a mãe da vítima. Quando adultos tendem a escolher profissões que os associem a crianças - como professores, sacerdotes, treinadores, médicos - sentem empatia e afecto pelas crianças em geral, mas não pelo sofrimento que lhes causam.

O procurador da Justiça Manuel Aires Magriço sugeriu, por seu lado, no âmbito da prevenção, um Plano Nacional de protecção das crianças contra a violência, à semelhança do que acontece com a violência doméstica. Aproveitou também para sugerir atitudes preventivas aos pais, como falar com o filho, tentar perceber quem são os amigos, deixar o computador na sala de estar, usar software de controlo parental e ensinar para os perigos.

Já o fundador do projecto MiudosSegurosNa.Net, Tito de Morais sugeriu, ao nível da prevenção, uma abordagem regulamentar que criasse uma lei que tornasse obrigatório o ensino da prevenção do abuso sexual nas escolas, desde o pré-escolar até ao 12.º ano.

 

Especialidade recente
O vice-presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal, João Pinheiro, afirmou em Coimbra que não há médicos legistas em...

Na realização de perícias, Portugal não tem médicos legistas “em número suficiente”, tendo que recorrer à prestação de serviços, com médicos sem essa especialidade, referiu João Pinheiro, assegurando que “dentro de alguns anos” o quadro estará completo.

“A especialidade é recente e ainda não conseguimos cobrir as necessidades do país”, apesar de haver agora “um grande interesse” na especialidade, explanou, acrescentando que estão de momento “com dificuldade” em aceitar todos os internos face ao aumento da procura de formação em medicina legal. Apesar disso, todos os gabinetes médico-legais, com a excepção dos Açores, já são coordenados por médicos-legistas.

João Pinheiro salientou ainda a necessidade de os jovens especialistas do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) poderem integrar missões internacionais, considerando que a participação nessas missões é uma “grande escola da medicina legal”.

O acesso a essas missões, apesar de não apresentar custos para o instituto, era “limitado”, pretendendo-se agora apostar na participação em missões, também como uma “forma de motivar os profissionais”. O responsável falava durante a conferência de imprensa de apresentação da I Conferência do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, que conta já com mais de 360 participantes inscritos.

O evento, que decorre a 30 e 31 de Outubro, em Coimbra, vai receber cerca de 120 trabalhos (40 comunicações orais e 80 posters) e quatro conferências, procurando ser um espaço “de intercâmbio” de conhecimento científico, sublinhou o vice-presidente do INML.

Uma conferência que se quer “multidisciplinar” por a própria medicina legal ser “um mundo muito amplo que engloba muitas disciplinas” explanou, avançando que na iniciativa serão abordados temas como "desastres de massa", “violência doméstica” em múltiplos contextos, como a vítima homem, ou a violência na terceira idade, a sinistralidade rodoviária associada às drogas e álcool e os vários processos entre o crime e a sentença.

A conferência pretende-se realizar anualmente, na última quinta e sexta-feira do mês de Outubro, sendo que os temas irão variar de ano para ano. No evento, vão estar presentes, entre outros, o antigo presidente do CDS e advogado Adriano Moreira, e o patologista forense-chefe do Tribunal Penal Internacional, Eric Baccard.

Na conferência de imprensa, estiveram também presentes a coordenadora do Departamento de Investigação, Formação e Documentação do INML, Helena Teixeira, e o presidente do instituto, Francisco Brízida Martins, que salientou a importância "do diálogo e intercâmbio" que a conferência promove.

 

Instituição alarga âmbito da sua missão
A Europacolon Portugal alarga o âmbito da sua missão às áreas de esófago, estômago, intestino, fígado, pâncreas, GIST e tumores...

A Europacolon vai implementar a sua acção diária na prevenção de algumas destas doenças e apoiará os doentes e familiares que vivem com doençaas oncológicas digestivas. A Europacolon Portugal é pioneira, a nível europeu, na alteração dos seus estatutos neste sentido, mas a Europa está alinhada e o intuito é abrangente.

Os doentes com estas doenças do foro digestivo, excepto Cancro Colo-Rectal, não tinham, até ao momento, uma associação nacional à qual pudessem recorrer, pelo que a Europacolon decidiu tomar esta decisão que visa aumentar o conforto e qualidade de vida dos pacientes e dos familiares/cuidadores.

“As pessoas com cancro do aparelho digestivo como, por exemplo, esófago, estômago ou pâncreas, não eram representados por uma associação em Portugal à qual pudessem recorrer e pedir apoio. Estas doenças são, por isso, muitas vezes esquecidas e, de modo geral, bastante desconhecidas pela sociedade. Ao sermos uma associação que tem desenvolvido trabalho na área do cancro do intestino, consideramos importante trabalhar também na sensibilização para todo o aparelho digestivo e chamar a atenção das pessoas de que estas doenças existem e precisam muito de atitudes preventivas e acompanhamento de tratamentos adequados e actuais”, afirma Vítor Neves, presidente da Direcção da Europacolon Portugal.

As patologias malignas do aparelho digestivo são responsáveis pela morte de 375 mil cidadãos da União Europeia por ano e em Portugal são 13 mil novos casos todos os anos, apresentando uma mortalidade aproximada de 8.800 pessoas. Não tem havido muita atenção social, de saúde e política às doenças oncológicas do aparelho digestivo, que – apesar do rápido aumento da sua prevalência e/ou elevadas taxas de mortalidade – são, na sua maioria, desconsiderados ou ignorados. Por conseguinte, é essencial mobilizar a sociedade em benefício e apoio aos doentes e familiares.

A actual abordagem em relação à luta contra o cancro foca sobretudo o tratamento, dando muito pouca atenção à prevenção. A longo prazo, esta situação será insustentável, quer do ponto de vista económico quer em termos do bem-estar dos cidadãos.

 

Sobre a Europacolon Portugal

A Europacolon é uma IPSS de âmbito nacional, com sede no Porto, tem desenvolvido um trabalho, ao longo dos sete anos da sua existência, persistente pela implementação do rastreio do cancro do intestino, pelo qual morrem mais de 11 pessoas por dia em Portugal e também focado na sensibilização, em campanhas de diagnóstico e apoio a pacientes, familiares e cuidadores.

A Europacolon Portugal promove a prevenção e apoio ao Doente com Cancro Digestivo, difundindo o conhecimento das doenças e os seus sintomas, a vantagem do diagnóstico precoce, as atitudes preventivas adequadas, apoiando os pacientes e familiares/cuidadores, na área psico-emocional, nutricional, social e jurídica, bem como no esclarecimento dos seus direitos, criando parcerias com a comunidade médica e outros profissionais de saúde.

Desenvolvemos o Projecto de Prevenção Escolar Alimentar, junto da população escolar e também promovemos o Apoio Domiciliário a Pacientes e os Grupos de Apoio, possuindo ainda uma linha de apoio telefónica permanente - 808 200 199.

 

Recorrendo a células que formam o nosso sentido de olfato
Darek Fidyka era paraplégico, mas voltou a caminhar depois de ser submetido a uma terapia pioneira. Foi sujeito a um...

Em 2010, Darek Fidyka foi agredido com uma navalha. O ataque deixou-o paralisado nos membros inferiores. Quatro anos depois, ele recupera o andar. Um tratamento inovador na Polónia devolveu-lhe a esperança de uma vida “normal”. Darek já caminha, com a ajuda de um andarilho, e até pode conduzir, escreve a TSF no seu portal.

Os detalhes do tratamento podem ser lidos na revista Cell Transplantation e podem, também, ser vistos logo mais num programa especial da BBC, que acompanhou a reabilitação deste doente ao longo do último ano.

“Quando podes mexer apenas metade do teu corpo sentes-te impotente. Quando recomecei a andar foi como se tivesse renascido”, explicou este cidadão búlgaro.

Para Geoff Raismam, responsável pelo Departamento de Regeneração no Instituto de Neurologia da Universidade de Londres, este episódio é “ainda mais impressionante do que ver um homem a caminhar na Lua”. O tratamento revolucionário recorreu a células que formam o nosso sentido de olfacto e que actuam como uma caminho que possibilita que as fibras ópticas do sistema olfactivo se regenerem continuamente.

Essas células contribuem para a reparação dos nervos danificados que transmitem mensagens olfactivas. Quando transplantadas para a medula espinal, elas permitem que as extremidades das fibras nervosas que estão danificadas voltem a crescer e se unam, algo que até agora era impossível.

Antes deste tratamento, Darek Fidyka poderia demorar dois anos a mostrar algum sinal de recuperação, apesar das intensas sessões de fisioterapia.

Após o transplante, Darek realizou um programa de exercícios diários de cinco horas, cinco vezes por semana. Ao fim de 3 meses, os primeiros resultados apareceram, quando a sua coxa esquerda começou a desenvolver músculo. Seis meses depois deu os primeiros passos apoiado em barras paralelas.

 

Ébola:
O secretário-geral da ONU apelou à comunidade internacional para seguir o exemplo da Aliança Bolivariana para os Povos da...

“Exortamos a todos os países da região e de todo o mundo a seguir a liderança da Aliança Bolivariana para os Povos da América (ALBA), particularmente de Cuba e da Venezuela, que deram um exemplo louvável com a sua rápida resposta de apoio aos esforços para travar o Ébola”, escreveu Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, numa mensagem divulgada durante a sessão de abertura de uma cimeira, promovida por Havana e Caracas, para debater esta doença que já matou milhares de pessoas na África Ocidental.

O coordenador da ONU para a luta contra o Ébola David Navarro, que viajou até Havana na qualidade de enviado especial de Ban Ki-moon, leu a mensagem no início da cimeira extraordinária, que está a reunir na capital cubana representantes e mandatários dos países que integram a ALBA.

Os representantes de Antigua & Barbados, Bolívia, Cuba, República Dominicana, Equador, Nicarágua, Santa Lucia, San Vicent & Granadinas, Venezuela e Haiti, na qualidade de convidado permanente, pretendem debater a coordenação da prevenção e da luta contra o Ébola.

Também estão em Havana representantes de Granada e de San Cristóbal & Nieves, cuja integração na organização regional já foi aprovada.

Na mesma mensagem, o secretário-geral da ONU realçou que o Ébola é “um grande problema global que exige uma resposta global maciça e imediata”, manifestando ainda a sua satisfação pela realização deste encontro.

Ban Ki-moon elogiou, em particular, “a resposta extraordinária” das autoridades cubanas, que enviaram no início deste mês um grupo de 165 médicos e enfermeiros para combater o surto do vírus do Ébola na Serra Leoa.

O Presidente cubano, Raul Castro, anunciou hoje, durante a mesma cimeira, que na terça-feira outro grupo de 91 profissionais da saúde vai viajar para a Libéria e a Guiné-Conacri, outros dois países que estão no epicentro da epidemia.

Após a divulgação desta informação, a ONU sublinhou que Cuba, no total, “terá enviado 255 profissionais para a linha da frente na África Ocidental”.

“Isto é mais do que foi enviado pelos Médicos Sem Fronteiras ou pela Federação Internacional da Cruz Vermelha, mais do que foi enviado pelos Estados Unidos, pelo Reino Unido, mais do que foi enviado pela China”, destacou Ban Ki-moon, na mesma mensagem.

A directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, também enviou uma mensagem de vídeo aos países participantes na cimeira em Havana.

A responsável insistiu que o bloco regional (ALBA) está a fazer “a coisa certa”, recordando que qualquer país com um aeroporto internacional está em risco face a esta crise “implacável” e “grave”.

Margaret Chan fez ainda questão de alertar que os meios de protecção contra o vírus são importantes, mas que não são “infalíveis” e que é importante prevenir possíveis erros.

O Ébola já matou desde o início do ano 4.500 pessoas entre mais de 9.200 infectados, segundo a OMS.

 

Deliberação n.º 114/CD/2014
Foram incluídos dois novos grupos homogéneos na lista, para os quais foi aprovado o respectivo preço de referência.

A lista dos Grupos Homogéneos e dos preços de referência unitários a vigorar no 4.º trimestre de 20141, aprovada pela Deliberação n.º 114/CD/2014, de 18 de Setembro de 2014 do Conselho Directivo, será actualizada com a inclusão de dois novos grupos homogéneos, para os quais foi aprovado o respectivo preço de referência, avança o Infarmed, em comunicado.

De acordo com o estabelecido na alínea b) do n.º 1 do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 48-A/2010, de 13 de Maio, na sua redacção actual, o Infarmed define e publica até ao 20.º dia do mês, para produzir efeitos no 1.º dia do mês seguinte, os novos grupos homogéneos criados após a comercialização de novos medicamentos genéricos, quando a criação do novo grupo ocorra em mês diferente do último mês de cada trimestre civil.

Assim, o Infarmed divulga a Deliberação do Conselho Directivo que aprova o aditamento à lista do 4.º trimestre de 2014 dos novos Grupos Homogéneos, o qual entra em vigor no dia 1 de Novembro de 2014.

 

Sociedade Portuguesa de Nefrologia alerta
A Sociedade Portuguesa de Nefrologia alerta para a relação entre a prevalência da doença renal e o risco de desenvolvimento de...

De acordo com Fernanda Carvalho, nefrologista e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, “a probabilidade de morte por doença cardiovascular é cerca de 15 a 30 vezes mais elevada nos doentes que sofrem de doença renal, em causa está a prevalência dos habituais factores de risco da doença cardiovascular aliados à progressiva deterioração da função renal”.

“É importante salientar que o risco de desenvolvimento das doenças cardiovasculares nos doentes renais está relacionado com o grau de alteração da função renal, ou seja, quando a progressão da doença já é significativa, os riscos de sofrer de doença cardiovascular aumentam proporcionalmente”, acrescenta a especialista, referindo ainda que “ muitos doentes renais morrem devido a doenças cardiovasculares e, em alguns casos, nem chegam a fazer diálise”.

A Sociedade Portuguesa de Nefrologia recomenda: andar a pé pelo menos 30 minutos por dia, durante cinco vezes por semana e beber bastantes líquidos. Estes são alguns dos procedimentos simples que podem ajudar a prevenir o aparecimento da doença renal e que consequentemente diminuem o risco de doença cardiovascular.

Em Portugal, estima-se que cerca de 800 mil pessoas deverão sofrer de doença renal crónica, considerando qualquer uma das suas cinco fases ou estádios de evolução. A progressão da doença é muitas vezes silenciosa, isto é, sem grandes sintomas, o que leva o doente a recorrer ao médico tardiamente, já sem possibilidade de qualquer recuperação.

Todos os anos surgem mais de dois mil novos casos de doentes em falência renal. Em Portugal existem actualmente cerca de 16 mil doentes em tratamento substitutivo da função renal (cerca de 2/3 em diálise e 1/3 já transplantados), e cerca dois mil aguardam em lista de espera a possibilidade de um transplante renal.

A Sociedade Portuguesa de Nefrologia é uma organização de utilidade pública, sem fins lucrativos, fundada em 1978 que tem por missão, através do desenvolvimento da actividade científica dentro da área da nefrologia, ajudar a prevenir e a curar as doenças renais e melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas afectadas de doença renal.

 

Ébola:
Falta de formação, desconhecimento sobre os protocolos ou uso de equipamento desadequado são algumas das deficiências...

As conclusões fazem parte de uma investigação detalhada realizada por especialistas do Conselho Geral de Enfermagem (CGE) sobre o primeiro caso de contágio de Ébola fora de África, o da auxiliar de enfermagem espanhola Teresa Romero, infectada em Madrid.

“Os profissionais asseguram que não receberam formação necessária e não conhecem os protocolos. Não se sentem com garantias suficientes para atender estes pacientes. E queixam-se de ter estado em situações em que não sabiam o que fazer”, disse Maximo Gonzalez Jurado, um dos autores da investigação.

Óculos inadequados fornecidos para o tratamento e outras deficiências nos uniformes, contacto com resíduos, uso de antisséticos inadequados na medicina preventiva (que podiam provocar danos nos próximos uniformes), e falta de formação para o processo pós-morte são outros dos problemas.

Além do uniforme em si, o estudo detectou erros na forma como o seu uso foi explicado, tanto na colocação como, posteriormente, e depois de contacto com o paciente, na retirada.

“Em matéria de vigilância da saúde, o profissional deve ser consultado e isso nunca foi tido em conta na hora de avaliar o risco. Os profissionais tiveram que ser eles, em vários casos, a pedir formação às autoridades. Quando há uma lei que obriga a que isto se faça e como se tem que fazer”, explicou.

Em conferência de imprensa, Gonzalez Jurado disse que, mesmo antes do contágio, um primeiro relatório sobre a resposta ao vírus do Ébola, conhecido na véspera do alerta pela infecção de Teresa Romero, 05 de Outubro, confirmava que “havia deficiências importantes do ponto de vista da segurança dos profissionais”, algo confirmado com o relatório final.

A investigação detalhada começou a 06 de Outubro e, horas depois, “surge o alerta” do contágio da auxiliar de enfermagem, que, disse, acabou por ser “bode expiatório” do caso de infecção.

“Quando ocorreu o contágio era claro desde o primeiro momento que se ia penalizar e culpabilizar Teresa como a responsável do seu contágio. Não tínhamos dúvidas. Porque este é o manual que existe normalmente”, disse.

“Jamais o sistema erra, só erram os profissionais. Sempre achámos que se ia encontrar um bode expiatório que, neste caso, seria a profissional”, afirmou.

A divulgação do relatório ocorre no dia em que, previsivelmente, será conhecido o resultado da última prova a Teresa Romero que, a ser negativa como a anterior, realizada no domingo, confirmaria que superou a doença.

O relatório - centrado nos âmbitos profissionais, jurídicos e éticos - analisa três aspectos fundamentais: a formação dos profissionais, avaliação dos riscos e a vigilância da saúde, recordando que, além dos protocolos específicos para o Ébola, Espanha e a UE têm um quadro jurídico importante no que toca à protecção da saúde dos profissionais e à protecção dos riscos laborais.

Recordando que a resposta ao Ébola é um processo “novo”, com contágios também noutros países, com sistemas de saúde muito avançados, como é o caso dos Estados Unidos, Gonzalez Jurado afirmou que todo o relatório foi feito com “transparência e humildade”.

“O nosso objecivo é tentar procurar a verdade, do que podia estar a ocorrer neste processo que pusesse em risco a segurança dos profissionais que lidam com pacientes com Ébola. E dizer às autoridades o que se pode melhorar no futuro para que eventuais deficiências se possam corrigir”, disse.

“O relatório foi feito com veracidade, transparência, independência e com finalidade profissional, ética e jurídica. Queremos saber como devemos intervir e actuar, eticamente o que deve ser feito e o que se fez bem e mal neste caso” sublinhou.

O relatório foi feito por uma equipa de especialistas, fundamentalmente enfermeiras e enfermeiras que tiveram contacto com pacientes contagiados e afectados pelo Ébola em Espanha.

“São testemunhos vivos do que aconteceu, de como viram este processo e possíveis carências ou deficiências. Participam ainda especialistas do direito laboral, civil e penal para dar o enquadramento adequado”, explicou.

 

Waveweb
Uma empresa portuguesa, a Waveweb, desenvolveu uma aplicação gratuita para iPhone que permite seguir a evolução do Ébola no mundo.

A "Ebola App" disponibiliza informação actualizada sobre o número de casos do vírus, mortes, ocorrências dividas por países e também uma listagem de links das notícias mais recentes sobre o Ébola.

A aplicação dispõe ainda de uma área de perguntas e respostas, com as principais questões sobre a doença (sintomas, o que fazer, precauções a ter), e outra com os contactos dos principais centros da Organização Mundial de Saúde que estão a acompanhar a epidemia que já matou mais de quatro mil pessoas A "Ebola App" baseia-se em informações da Organização Mundial de Saúde e da healthmap.org.

Esta é a 21.ª aplicação que a Waveweb tem na App Store, em áreas tão variadas que vão desde jogos didácticos ("One Math" e "Baby ABC"), até histórias infantis ("Hansel And Gretel" e "O Patinho"), passando por guias dos sistemas de Metropolitano de Lisboa e do Porto e por revistas (Turismo de Lisboa, Securitas) ou informações fiscais ("Guia do Fisco BPI").

Circular Informativa N.º 225/CD/8.1.7.
O Infarmed emitiu circular informativa com referência à recolha voluntária do lote n.º 3000500.02, com a validade 31-01-2016,...

A empresa Crucell Italy, S.r.l. está a proceder à recolha voluntária do lote n.º 3000500.02, com a validade 31-01-2016, do medicamento Epaxal, vacina contra a hepatite A, 500 RIA/0,5 mL, suspensão injectável em seringa pré-cheia.

Esta recolha surge na sequência de um alerta emitido pela Agência Espanhola, por existir a possibilidade das seringas pré-cheias terem sido contaminadas com partículas de óxido de ferro. Em Portugal, foi distribuído um lote deste medicamento, com o n.º 3000500.02, validade de 31-01-2016 e CAUL n.º 38123-CAUL.

Assim, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização destes lotes.

Face ao exposto, pelo princípio da precaução, embora não tenha sido detectada qualquer seringa contaminada com partículas de óxido de ferro:

- As entidades que possuam este medicamento em stock não o podem vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

- Os utentes que tenham embalagens deste medicamento não as devem utilizar, entregando-os na farmácia.

- Acresce que a vacina contra a hepatite A não é administrada no âmbito do Plano Nacional de Vacinação.

 

Páginas