Para ganhar até 11 mil euros/mês
Cerca de 200 médicos portugueses, que trabalham no público, no privado ou estão reformados, candidataram-se a hospitais da...

Trata-se da primeira vez que um “prestigiado grupo multinacional de hospitais árabes” – com unidades na Arábia Saudita, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos - vem a Portugal com vista a contratar médicos especialistas para preencherem 30 vagas, na maioria em Riade e Dammam. Serão candidatos médicos com experiência mínima de três anos pós-especialidade em cirurgia-geral, ortopedia, obstetrícia e ginecologia, oftalmologia, urologia, otorrinolaringologia, cirurgia cardiotorácica, cardiologia de intervenção, anestesiologia, medicina intensiva, embriologia médica, dermatologia, neurocirurgia, nefrologia e cirurgia plástica.

A estes especialistas, que deverão partir no primeiro e segundo semestre do próximo ano, é oferecido “um contrato de três anos, renovável automaticamente ou permanente (efectivo)”.

O salário proposto - líquido e isento de imposto – situa-se entre os 8 mil e os 11 mil euros, “podendo ser superior em função da especialidade e dos anos de experiência”, segundo o anúncio, promovido pela empresa “FFF Healthcare”, responsável pelo recrutamento.

Outros benefícios oferecidos são o alojamento para o agregado familiar, seguro de vida familiar, até 44 dias de férias pagas, passagens aéreas e prémios.

André Leite, da “FFF Healthcare”, disse à agência Lusa que, até ao momento, responderam ao anúncio cerca de 200 médicos de diferentes especialidades e idades.

Estes profissionais estão actualmente a trabalhar em hospitais públicos, privados ou já reformados.

“Apenas 60 [dos médicos que responderam ao anúncio] têm o perfil curricular procurado, pelo que apenas 60 foram convidados para a fase de entrevistas”, afirmou André Leite.

A equipa de representantes dos hospitais na Arábia Saudita, que vai realizar as entrevistas aos médicos profissionais, estará em Portugal nos dias 10 e 11 de Novembro.

 

Direção clínica admite
O director clínico do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, Barros da Silva, admitiu que o novo hospital de Amarante, um...

“A capacidade instalada é muito superior às necessidades para aquela área de referenciação”, comentou Barros da Silva, director clínico do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa. O responsável considerou que a unidade de Amarante, aberta em Maio de 2012, “foi preparada para funcionar em regime de ambulatório, mas há muitos constrangimentos que, provavelmente, não foram medidos na altura e outros que decorrem da actual situação de crise”.

Barros da Silva comentou ainda que a unidade de Amarante foi dimensionada para funcionar como hospital autónomo, em vez de ter sido pensada para operar num contexto de centro hospitalar, em articulação com o hospital Padre Américo, em Penafiel.

“Se retirarmos toda a patologia aguda importante, nomeadamente o serviço de urgência ou patologia mais diferenciada, que teriam de ser feitos aqui [Penafiel], ficaria um hospital [de Amarante] mais direccionado para ambulatório até às 20:00 e para a consulta externa”, explicou, acrescentando: “pensou-se num hospital de proximidade, com um conceito, provavelmente, de hospital. E nós devemos ter outro conceito”.

Sobre a inexistência em Amarante de cuidados médicos mais diferenciados, incluindo uma urgência médico-cirúrgica, com a que existiu no passado, explicou “não ser possível haver tantas unidades a prestar os mesmos cuidados numa área geográfica tão pequena”, defendendo a necessidade de “concentrar” esses recursos em Penafiel.

Barros da Silva vincou que em Amarante funciona uma urgência básica “como num centro de saúde”, com avaliação feita por um médico de clínica geral, mas com acesso a meios complementares de diagnóstico (análises, raio-X e TAC). “Se for detectada uma situação mais complexa, o doente pode ser transferido para um especialista, em Penafiel”, observou.

Barros da Silva adiantou que “a transferência de doentes de Amarante para Penafiel não é significativa, porque os casos mais graves recorrem directamente a Penafiel, porque em Amarante é uma urgência básica”.

Desde o anúncio de construção do novo hospital de Amarante, há cerca de uma década, que se assumiu a aposta nas cirurgias de ambulatório. Contudo, nem essa tem sido conseguida de acordo com a dimensão do equipamento. Actualmente, sinalizou aquele responsável, estão a ser utilizados dois dos três blocos operatórios, nos quais são realizadas apenas 10 intervenções cirúrgicas por dia, o que corresponde a cerca de 30% da capacidade instalada. Barros da Silva admitiu que se trata de um número inferior ao desejado, sobretudo porque o ideal seria concentrar em Amarante as cirurgias de ambulatório de todo o território abrangido pelo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), excepto as que necessitassem de pernoita, que ficariam em Penafiel.

O responsável justifica a situação com a falta de recursos, sobretudo enfermeiros, e o facto de muitos doentes não quererem ser operados em Amarante, devido às dificuldades de transportes, a partir das zonas mais distantes. “A localização é um constrangimento grande, devido à dispersão do território”, justificou o director clínico.

Nas actuais instalações há 48 camas da medicina interna, com doentes de várias especialidades, em função da proximidade geográfica dos docentes. O hospital de dia tem várias especialidades, “com todas as condições” e está equipado com 25 cadeirões. Funciona ainda um hospital de dia de psiquiatria. O director clínico avançou, por outro lado, que “estão a ser deslocalizados” para aquela unidade os médicos de todas as especialidades para consultas externas aos doentes da zona.

Para Barros da Silva, a preocupação actual é “rentabilizar os equipamentos” da unidade de Amarante. “A estrutura está criada. Foi gasto dinheiro que é de todos nós. Só temos uma solução, potenciar o que existe e ideias não nos faltam”, concluiu.

 

Director do Instituto de Saúde Ambiental diz
Um especialista em saúde ambiental defendeu que a avaliação do impacto de alguns projectos, como fábricas, na saúde das pessoas...

O director do Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina de Lisboa, recentemente criado, defendeu que, “muitas vezes, fazem-se estudos sobre o impacto ambiental [dos projectos], em que se verifica se um determinado empreendimento vai pôr em risco a saúde dos peixes, das plantas”.

“Há toda uma problemática em relação aos humanos e, por vezes, não se dá o relevo que se deve dar”, defendeu José Pereira Miguel, acrescentando que, para dar esta atenção, “é preciso investigar quais as metodologias e os processos adequados”.

“Cada vez mais as pessoas se vão questionar se certas iniciativas, que podem ser muito boas para a economia e outras finalidades, lesam os humanos ou não”, realçou.

Além desta questão, o Instituto pretende trabalhar outras preocupações, consequência da relação entre ambiente e os humanos, principalmente devido aos efeitos que muitas das actividades por eles desenvolvidas têm na natureza, causando desequilíbrios que acabam por reflectir-se na saúde.

A qualidade do ar do interior, dos edifícios, mais relevante em alguns países do que em Portugal, e do exterior, nas cidades e nas zonas industriais, a questão dos campos electromagnéticos, das ondas de calor e das alterações climáticas são outros assuntos destacados pelo director do Instituto de Saúde Ambiental.

Sobre as emergências de saúde ambiental, defendeu: em Portugal “não temos tido tanto problema com as ondas de frio, mas relacionado com as ondas de calor, temos muita coisa que é preciso estudar, avaliar, investigar”.

Questionado acerca dos problemas de saúde que derivam das alterações climáticas, como de focos até agora ausentes em Portugal, José Pereira Miguel referiu que “esse é um aspecto que preocupa porque com as alterações climáticas podem fazer vir [para Portugal] certos vectores”, seres vivos que podem transmitir doenças, como mosquitos ou pulgas.

Com as mudanças do clima, com o aquecimento, por exemplo, “é natural que venham bichos desses para o nosso território e que venham alguns infectados com determinados agentes, portanto, há realmente uma relação entre as alterações climáticas, as doenças infecciosas e os vectores dessas doenças”, apontou.

 

Em 2015
O Centro Hospitalar da Cova da Beira pretende duplicar o número de apoios domiciliários que realiza, passando de 6 mil para os...

“Já apresentámos a proposta à tutela e esta já faz parte do contrato/programa para 2015. Portanto, certamente que conseguiremos atingir esse número ou até ultrapassá-lo”, especificou o responsável durante uma conferência de imprensa que teve como objectivo dar a conhecer o trabalho realizado nesse âmbito.

Miguel Castelo Branco esclareceu que a aposta no apoio domiciliário, no qual profissionais de saúde asseguram e acompanham a reabilitação de doentes nas próprias casas, “será cada vez maior”, uma vez que traz um conjunto de mais-valias não só para o Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) - integra o Hospital da Covilhã e o Hospital do Fundão -, mas principalmente para o doente.

“Conseguiremos reduzir o tempo de estadia dos doentes nos hospitais em relação àquele que seria o normal caso não existisse este tipo de acompanhamento e isso traduz-se em grandes benefícios, desde logo os que estão relacionados com a redução dos riscos relacionados com as infecções que estão associadas aos cuidados de saúde”, apontou.

Entre as vantagens contam-se também a redução dos custos de internamento e o maior bem-estar obtido pelo doente, graças à possibilidade de poder fazer a recuperação no meio familiar.

Actualmente, o CHCB já presta este tipo de apoio em sete serviços distintos, designadamente Medicina I/Pneumologia, Medicina II, Imuno-hemeoterapia, Ortopedia, Psiquiatria, Paliativos (Fundão) e Cirurgia, este último desde o início de Outubro.

Para Janeiro de 2015 está perspectivada a entrada em funcionamento do serviço de apoio domiciliário em Obstetrícia/Ginecologia, no qual a equipa de enfermeiros deverá fazer o acompanhamento das mães e recém-nascidos, durante o primeiro mês de vida.

A associação do apoio domiciliário ao serviço de telemonitorização e a introdução de dispositivos inteligentes no apoio domiciliário (de modo a garantir melhor partilha de informação) também estão previstas para 2015.

24 e 25 de Outubro no Porto
A associação ENCONTRAR+SE assinala o seu aniversário e o Dia Mundial da Saúde Mental no Porto, num evento de entrada livre.

Partindo do tema proposto pela World Federation for Mental Health (WFMH) para o Dia Mundial da Saúde Mental de 2014 – “Viver com a Esquizofrenia”, a Associação para a Promoção da Saúde Mental (ENCONTRAR+SE) e o Centro de Estudos de Desenvolvimento Humano (CEDH) da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP/UCP), desenvolveram um programa de comemorações no âmbito da saúde mental.

As comemorações, com entrada livre, realizam-se no Auditório Carvalho Guerra, da Universidade Católica Porto, Campus Foz, nos dias 24 e 25 de Outubro.

Temas:

  • Viver com a esquizofrenia
  • Promoção da saúde mental e prevenção da doença mental
  • Programa de intervenção em primeiros surtos psicóticos
  • Casa da Alba: Uma comunidade terapêutica para intervenção na doença mental grave
  • Actualizações na intervenção em quadros demenciais
  • Literacia e psico-educação em depressão, ansiedade e ideação suicida. Psico-educação e promoção da auto-ajuda nos cuidados de saúde primários
  • Debate e Lançamento de livro - “Tornar a promoção da saúde mental e a prevenção da doença mental uma realidade. Está, ou não, ao nosso alcance?”.

 

A ENCONTRAR+SE é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, de utilidade pública, sem fins lucrativos, que surge da necessidade de desenvolver soluções para as dificuldades encontradas no desenvolvimento, implementação, avaliação e investigação de respostas adequadas às exigências próprias da reabilitação psicossocial das pessoas com doença mental grave.

Ao longo de 8 anos de trabalho, a ENCONTRAR+SE tem vindo a contribuir de forma inovadora, responsável e consistente para os objectivos descritos no Plano de Acção para a Saúde Mental 2013-2020, cumprindo o compromisso assumido de colaborar na promoção da saúde mental e prevenção da doença mental dos Portugueses.

 

Oftalmologista José Cunha-Vaz
O oftalmologista de Coimbra José Cunha-Vaz, prémio Nacional de Saúde 2014, vai ser distinguido na sexta-feira nos Estados...

O também docente da Universidade de Coimbra vai receber o prémio Albert C. Muse, da Fundação Eye & Ear de Pittsburgh, que reconhece “o seu contributo original para o desenvolvimento da ciência e da medicina na área de oftalmologia”, refere um comunicado da Associação para Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem (AIBILI), em Coimbra, instituição que preside.

“É um orgulho ser-se reconhecido pelos pares e colegas, por um trabalho que se prolonga durante anos”, disse José Cunha-Vaz, sublinhando a importância de uma universidade estrangeira considerar “o trabalho de um português ser digno de ser premiado”.

De acordo com o oftalmologista, este é um prémio não apenas seu, mas da “oftalmologia de Coimbra” e do trabalho que se tem feito na cidade nessa especialidade. “Houve uma escola que se formou e que criou bases, contribuindo com inovações e publicações originais, desde 1965, e que são reconhecidas”, frisou.

Neste momento, “a oftalmologia em Portugal é uma referência na Europa”, realçou.Exemplo disso é a AIBILI ser o “centro coordenador de uma rede europeia de investigação em oftalmologia, que reúne 91 centros”, notou.

O prémio Albert C. Muse distingue alternadamente “líderes nas áreas de oftalmologia e otorrinolaringologia”, tendo sido criado em 2001.

Para além deste prémio, José Cunha-Vaz foi distinguido em Maio com o prémio Weisenfeld, na reunião anual da Associação para a Investigação em Visão e Oftalmologia, nos Estados Unidos da América, e com o Prémio Nacional de Saúde 2014, em Outubro.

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Oftalmologista de Coimbra distinguido

Desde o início do ano
Despesa dos hospitais públicos com fármacos caiu 2,5% entre Janeiro e Agosto. Centro Hospitalar Lisboa Central foi o que mais...

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) conseguiram reduzir a despesa com medicamentos em cerca de 2,5% desde o início de 2014. As unidades de Lisboa foram as que mais contribuíram para esta descida, numa lista encabeçada pelo Centro Hospitalar Lisboa Central, que engloba os hospitais de S. José, Capuchos, Santa Marta, Curry Cabral, Dona Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa, e que conseguiu recuar a factura dos fármacos em 9,5%, escreve o jornal Público na sua edição digital.

Nos primeiros oito meses do ano a despesa hospitalar com medicamentos ficou-se nos 650,9 milhões de euros, indica o relatório mensal referente a Agosto de 2014 sobre o Consumo de Medicamentos em Meio Hospitalar, divulgado pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed). A manter-se este comportamento até ao final do ano, a despesa do SNS com medicamentos ficará em níveis de 2009. De acordo com o documento, esta redução da factura “decorre, provavelmente, das medidas implementadas relativas à definição e revisão dos preços dos medicamentos hospitalares assim como do acordo estabelecido entre o Ministério da Saúde e a Indústria Farmacêutica”.

O acordo em causa foi assinado em Setembro entre a tutela e a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), prevendo-se que os laboratórios contribuam para a redução da despesa pública em medicamentos com 160 milhões de euros. Em 2015 ainda não se sabe se haverá acordo, já que o Orçamento do Estado para o próximo ano prevê a possível criação de uma taxa sobre as vendas da indústria farmacêutica e que poderá substituir este protocolo.

Depois do Centro Hospitalar Lisboa Central, o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (hospitais de Santa Maria e Pulido Valente) foi o que mais contribuiu para a redução da despesa, com uma quebra de 9,4%, seguido pelo Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (hospitais de São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz), com menos 7,3%. Em sentido contrário foi o Centro Hospitalar de São João, que viu a despesa crescer em 17%, o Centro Hospitalar do Alto Ave (que junta os hospitais de Guimarães e de Fafe) e que subiu 7,3% e o Centro Hospitalar do Porto (Hospital de Santo António e Maternidade Júlio Dinis), com mais 4,4%.

No global das 46 entidades hospitalares com gestão pública que integram o balanço do Infarmed, quase 77% da despesa foi para os medicamentos consumidos em serviços como a consulta externa, hospital de dia e cirurgia de ambulatório – sobretudo devido aos fármacos para as doenças oncológicas, VIH/sida, artrite reumatóide e outras doenças que utilizam os chamados medicamentos inovadores. Aliás, nestes grupos só foi possível reduzir a despesa com os anti-retrovirais, tendo a verba destinada às outras patologias subido. Só nos medicamentos órfãos o encargo até Junho atingiu os 55,5 milhões de euros, o que representa mais 6,1% do que no período homólogo e 8,5% da despesa total.

A redução da despesa pública com medicamentos, tanto ao nível hospitalar como nas farmácias de oficina, era uma das principais metas do acordo com a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu). Contudo, no ano passado a poupança tinha ficado abaixo do esperado: a despesa não deveria ir além de 1% do PIB e ultrapassou esse valor em pelo menos 0,2%, em grande parte pela dificuldade sentida ao nível dos hospitais.

 

Organização Mundial da Saúde informa
A Organização Mundial da Saúde informou que cerca de 10 mil pessoas já foram infectadas com o vírus Ébola, praticamente todas...

No comunicado que actualiza os dados sobre a epidemia a organização internacional refere que, até ao passado domingo, 9.936 pessoas foram infectadas com o vírus, 4.877 das quais morreram.

Os 9.936 casos – confirmados, prováveis ou suspeitos – foram registados em sete países: Libéria (4.665), Serra Leoa (3.706) e Guiné-Conacri (1.540), os três países mais afectados, Nigéria e Senegal, países previamente afectados mas onde o surto foi entretanto controlado, e Espanha e Estados Unidos, com um e três casos confirmados, respectivamente.

Assinalando que todos os distritos da Serra Leoa já registam pelo menos um caso de infecção e que na Libéria apenas um distrito escapa à epidemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma, por outro lado, que Nigéria e Senegal já estão livres do Ébola.

Passados 42 dias sobre o último caso detectado (o dobro do tempo máximo de incubação do vírus), o surto foi dado como terminado no Senegal, no dia 17, e na Nigéria, no dia 19.

O Ébola tem fustigado o continente africano regularmente desde 1976, mas o actual surto é o mais extenso e prolongado desde que o vírus foi descoberto.

Não há vacina nem cura para o Ébola, que se transmite por contacto directo com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados, provocando febres hemorrágicas que, na maioria dos casos, são fatais. O contacto directo com outras pessoas ou cadáveres infectados tem sido o grande veículo de transmissão do vírus, para o qual não existe tratamento nem vacina.

Este cenário faz do Ébola um dos mais mortais e contagiosos vírus para os seres humanos, com uma taxa de mortalidade a rondar os 90%. A OMS decretou, no dia 08 de Agosto, o estado de emergência de saúde pública mundial

 

Organização Mundial de Saúde revela
A tuberculose fez 1,5 milhões de vítimas entre os 9 milhões de pessoas que contraíram a doença em 2013, um número superior às...

Aqueles valores constam do relatório anual sobre a tuberculose, apresentado em conferência de imprensa, que acrescenta que entre os 1,5 milhões de vítimas mortais, 360 mil eram doentes infectados com VIH/Sida.

A estimativa inicial era de 8,6 milhões de casos e segundo o director do programa da Organização Mundial de Saúde (OMS) de combate à tuberculose, Mario Raviglione, o aumento deve-se “aos investimentos nos sistemas de monitorização e vigilância (...) que proporcionam mais e melhores dados” sublinhando que “a tuberculose é a segunda doença infecciosa que mata mais, situando-se perto do VIH”.

No entanto, a taxa de mortalidade de tuberculose diminuiu 45% desde 1990 e o número de novas infecções diminuiu para 1,5% por ano, com cerca de 37 milhões de vidas salvas desde 2000 devido a diagnósticos feitos em tempo útil e aos tratamentos assegurados.

Em paralelo, o número de novos casos de tuberculose multirresistente (MDR-TB) atingiu os 480 mil em 2013 no mundo, e as regiões mais afectadas foram a Europa de Leste e a Ásia Central. Causada por bactérias que não respondem a dois dos principais medicamentos usados no tratamento, Mario Raviglione salientou que esta forma de tuberculose “é mais complicada de tratar, por requerer mais esforços, mais tempo e provocar mais efeitos indesejáveis”.

Além disso, alguns países notificaram casos em que os doentes contraíram XDR-TB, uma forma severa de MDR-TB, sendo que a resposta aos tratamentos é de 48% para os doentes com MDR-TB e 22% para os doentes com XDR-TB.

A OMS avisou que apesar dos progressos, a investigação e os desenvolvimentos de medicamentos contra a tuberculose carece de fundos.

O relatório apresentado à imprensa será debatido na próxima semana em Barcelona, no quadro da conferência mundial sobre a Saúde do pulmão.

Conheça:
Existem diversos tipos de psoríase, classificados de acordo com o seu aspecto clínico.
Papel a dizer psoriasis

Psoríase do couro cabeludo

A Psoríase do couro cabeludo é a manifestação mais frequente da Psoríase em Placas ou Psoríase Vulgaris, atingindo aproximadamente 80% dos doentes. Pode surgir em qualquer idade sendo mais frequente nos adultos antes dos 40 anos e pode desenvolver-se na sequência de outras formas da doença.

O couro cabeludo demonstra ser mais sintomático, comparativamente com as outras formas da doença, sendo habitual a sensação de prurido, presença de grandes lesões de pele avermelhada (eritema), cobertas por placas espessas, assimétricas, de cor branco-prateado, constituídas por "escamas” ou "caspa” e consequente descamação das mesmas. Outra característica comum na psoríase do couro cabeludo é a extensão das lesões para além da linha do cabelo, atingindo a face, pescoço ou regiões retroauriculares. É igualmente comum, a redução da densidade do cabelo nas zonas com placas psoriáticas.

Psoríase em placas ou psoríase vulgar

Este tipo representa a grande maioria dos casos de psoríase. As lesões têm relevo, são vermelhas e cobertas por escama prateada. O número, dimensão e extensão das lesões é variável de doente para doente e em diferentes fases da evolução da doença de cada doente. Surgem sobretudo nos cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo, embora passam afectar qualquer área do corpo cobrindo, nos casos mais graves, extensas áreas do tronco e membros. Em contraste com o seu aspecto exuberante, estas lesões são muitas vezes assintomáticas.

Psoríase gutata

É menos frequente que a anterior e afecta sobretudo crianças e jovens, por vezes na sequência de uma faringite (infecção na garganta). Aparece geralmente de forma súbita, com lesões de menores dimensões (forma de gota) que ocupam áreas extensas do tronco e membros. Pode desaparecer definitivamente após o primeiro episódio ou evoluir para uma psoríase vulgar.

Psoríase inversa

A designação desta forma de psoríase resulta de uma localização "inversa” das lesões cutâneas, ou seja, privilegiando as pregas (axilas, virilhas e região infra-mamária). As lesões são vermelhas, brilhantes e não têm escama evidente. Este aspecto menos "típico” pode dificultar o diagnóstico.

Psoríase eritrodérmica

Esta é uma forma generalizada de psoríase, na qual a pele de toda a superfície corporal adquire um aspecto vermelho e inflamado. Este tipo de psoríase é muito grave devido ao risco associado de desenvolvimento de complicações.

Psoríase com Pústulas

Algumas formas de psoríase caracterizam-se pelo aparecimento de pústulas (pequenas "bolhas” cheias de pus).

A mais frequente é a pustulose palmo-plantar, na qual estas lesões surgem sobre um fundo avermelhado nas palmas das mãos e plantas dos pés, por vezes com descamação abundante e fissuras dolorosas. Esta forma particular de psoríase é de difícil tratamento, podendo ter uma evolução crónica com surtos de agravamento. Existe uma forma generalizada de psoríase pustulosa (von Zumbusch), felizmente rara, dada a sua gravidade, que pode surgir subitamente ou evoluir a partir do agravamento de uma psoríase em placas. Ao contrario das restantes formas de psoríase, é acompanhada de sintomas gerais (febre, mal estar, etc.) e tem um risco elevado de desenvolvimento de complicações, algumas das quais potencialmente fatais.

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O que é a psoríase?

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Fonte do Ministério da Saúde garante:
Governo justifica ausência de medida por “falta de ligação aérea directa” com países afectados.

Portugal não vai rastrear nos aeroportos os passageiros oriundos da Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri, países afectados pela epidemia do vírus do Ébola, ao contrário do que já acontece na França, no Reino Unido e na Bélgica, países que estão a fazer os rastreios às chegadas desses países. A garantia de que Portugal não vai adoptar, por enquanto, essas medidas foi dada ao Correio da Manhã por fonte do Ministério da Saúde.

Segundo as explicações avançadas por fonte da tutela, a não aplicação de um rastreio aos passageiros deve-se ao facto de Portugal “não ter uma ligação aérea directa” com os países afectados pela epidemia, que já provocou desde Março mais de 4500 mortes e mais de 9100 casos de infecção, sendo a grande maioria das vítimas natural desses três países. “Faz mais sentido fazer o rastreio à saída desses países”, sublinhou a fonte.

Parecer semelhante manifestou o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública, Mário Santos. “O rastreio nos aeroportos serve mais para tranquilizar a opinião pública, porque não tem validação científica, uma vez que o período de incubação do vírus é de 21 dias e, portanto, a pessoa pode entrar no país sem sintomas de doença, que só se manifestarão mais tarde”, explicou.

No caso de suspeita a bordo de um navio, a embarcação não irá aportar nem haverá desembarques, e ficará ao largo até à chegada de uma equipa médica, que fará o transporte.

 

Associação das Unidades de Saúde Familiar
A associação das unidades de saúde familiar avisou que a limpeza das listas de utentes dos centros de saúde está a ser feita à...

“Todos os três meses estão a ser expurgados utentes das listas sem o conhecimento dos próprios médicos”, afirmou o presidente da associação Unidades de Saúde Familiar – Associação Nacional durante uma audiência na comissão parlamentar de saúde.

Segundo Bernardo Vilas Boas, o acordo que o Ministério da Saúde tinha feito com os sindicatos indicava que nenhuma alteração das listas de utentes poderia ser feita, sem o conhecimento do cidadão e do médico. “Os profissionais só se apercebem da saída de utentes já depois de ela estar consumada”, indicou um representante das Unidades de Saúde Familiar (USF), contestando esta forma de actuação “apenas burocrática”. Para Bernardo Vilas Boas, a equipa de saúde deveria ter uma palavra a dizer para que não ocorram situações como uma criança surgir na lista de um médico de família, estando os pais ausentes dessa listagem.

Sobre este processo, a deputada do PCP sublinhou que “não está claro” que, quando o doente quiser regressar ao sistema, tenha o seu médico de família disponível.

O actual Governo definiu que os utentes que estão três anos sem consultar o médico de família devem ser retirados das listas, sendo primeiro contactados pelos centros de saúde para dizerem se pretendem ou não manter o lugar na lista do médico.

 

Associação critica desinvestimento do Governo nestas unidades

A associação das USF alertou ainda para a diminuição do ritmo de abertura de novas unidades, lamentando o desinvestimento nos cuidados de saúde primários.

Segundo dados apresentados na comissão parlamentar de saúde, a média de unidades de saúde familiar a iniciar actividade por mês baixou este ano para três, quando em 2008 tinha sido de 9,17.

O presidente da associação considerou que o despacho que limita a 50 a abertura de novas unidades é desajustado e fica aquém das necessidades. Contudo, frisou que actualmente nem um terço das USF autorizadas foi efectivamente aberto, ou por atrasos na aprovação de candidaturas ou por redução das próprias candidaturas face “à incerteza do rumo” destas unidades e à escassez de pessoal.

“Ao fim de sete anos, as USF abrangem quase metade da população portuguesa quando deveriam abranger praticamente toda a população”, considerou. A outra metade da população ainda é servida pelos tradicionais centros de saúde.

Bernardo Vilas Boas lamentou a “subestimação” a que o Governo votou os cuidados de saúde primários, vincando que para se apresentar uma candidatura para uma nova unidade é necessário “confiança e clareza política”.

“As Grandes Opções do Plano não falam uma única vez nas USF. O Orçamento do Estado para 2015 não aponta qualquer perspectiva para as USF”, exemplificou o responsável. Para a associação, este cenário de incerteza e de sentimento de desinvestimento nos cuidados de saúde está a desmotivar a apresentação de candidaturas. Além disso, nas USF que já existem, os profissionais “estão à beira da exaustão”, com falta de enfermeiros e médicos de família e com secretários clínicos que saem sem serem substituídos.

 

Resultados de estudo revelam:
Em determinados tipos de cancro da mama, a combinação entre quimioterapia e o medicamento Herceptin aumenta a sobrevivência e...

O estudo descobriu que ao adicionar-se Herceptin - que advém do composto Tratuzumab - à quimioterapia a taxa de sobrevivência entre as pacientes aumentava 37%, aumentando também as taxas de sobrevivência globais em 10 anos de 75 para 84%, escreve o portal Boas Notícias.

“As mulheres que receberam Herceptin tinham um tipo de cancro de mama conhecido como HER2-Positivo”, afirmou Edith Perez, autora do estudo, citada pelo site científico Medical Xpress.

Os cancros da mama HER2-Positivo, que representam 20% dos cancros invasivos, estão relacionados com o crescimento epidérmico do factor 2 que ajuda as células cancerígenas a crescer.

A investigação sobre a utilização deste fármaco está a ser realizada desde 2005, tendo havido várias actualizações das informações obtidas. Edith Perez seguiu o estudo ao acompanhar 4.000 mulheres com cancro da mama, sendo que metade recebeu apenas quimioterapia. À outra metade foi também administrado o Herceptin.

A equipa de investigação descobriu que a adição deste fármaco melhorou a taxa de sobrevivência em 37% e a taxa de sobreviventes livres de cancro em 40%. “Esta estratégia teve benefício a longo prazo na redução da recorrência do cancro e melhorou a sobrevivência”, salienta Edith Perez.

Os autores do estudo ressalvam que, em alguns pacientes, o uso de Herceptin está associado a problemas cardíacos. De facto, a equipa de Edith Perez verificou que a ocorrência de problemas cardíacos foi menor nas pacientes que não consumiram o medicamento. O Herceptin tem um custo de consumo anual de 50 mil euros e é produzido pela Genetech.

 

Em 2015
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou que o Governo está a estudar a possibilidade de aumentar em 2015 o capital dos...

“Estamos a estudar a possibilidade de haver reforços nos capitais dos hospitais que se encontram em falência técnica”, afirmou Paulo Macedo, no Porto, à margem da cerimónia oficial de abertura do ano lectivo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).

Paulo Macedo especificou que este aumento de capital ocorrerá “no horizonte de 2015”.

Questionado se este é o Orçamento do Estado (OE) para 2015 que desejava, o ministro referiu que não, mas que “é um orçamento que tem uma diferenciação positiva para a saúde”. “Aumentam as transferências para a saúde, [o OE2015] tem um congelamento ou diminuição das taxas moderadoras, invertendo um ciclo que vinha a acontecer, tem novas fontes de financiamento formalizadas de outras áreas, quer através de seguradoras quer através da indústria farmacêutica”, disse.

Sobre a diminuição em cinco cêntimos nas taxas moderadoras, Paulo Macedo considerou ser “um excelente exemplo quando se fala na inversão de um ciclo” que “é tão minimizada quando desce e tão valorizada, como aconteceu todos estes anos, quando aumentaram, e exactamente os mesmos cinco cêntimos”.

“Os portugueses ficam satisfeitos em haver uma inversão nesta tendência e em não haver, sobretudo, um aumento”, disse, acrescentando que “não é através das taxas moderadoras que se fará o financiamento da saúde”.

O ministro referiu ainda não ter queixas do Ministério das Finanças, considerando que “tem tido uma postura relativamente ao financiamento dos hospitais que os próprios hospitais reconhecem”. Paulo Macedo afirmou que, com o OE2015, “os portugueses podem esperar um Serviço Nacional de Saúde (SNS) que vai continuar a dar resposta”.

 

Ministro afirma:
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou que “há uma autorização legislativa” no sentido de taxar a indústria farmacêutica em...

“Há uma autorização legislativa nesse sentido, há a possibilidade de fazer um acordo com a indústria, como se tem vindo a fazer, ou, em alternativa, haver esse tipo de incidência”, afirmou Paulo Macedo aos jornalistas, no Porto, à margem da inauguração do novo Centro Biomédico de Simulação do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto e do Centro Hospitalar do Porto.

De acordo com o Negócios, na proposta para o Orçamento do Estado para 2015 (OE2015) o Governo avança com um pedido para legislar sobre a implementação da taxa sobre as farmacêuticas, estimando obter 160 milhões adicionais.

Esta contribuição sobre a indústria farmacêutica tem por “objectivo a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na vertente com os gastos com medicamentos”.

A criação desta taxa não é um assunto novo, sendo que a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) e a tutela mantiveram este ano um acordo que passa por os laboratórios contribuírem com um valor preestabelecido para o equilíbrio das contas do SNS.

 

Inglaterra
Os técnicos de três hospitais públicos ingleses foram proibidos de beber café e chá em público, para evitar má imagem junto dos...

Médicos e enfermeiros de três hospitais de Leicester, em Inglaterra, foram proibidos de beber café ou chá em público, para não passar uma imagem de que estão a tentar fugir ao trabalho, revela o Independent.

O aviso surgiu pela enfermeira-chefe, num e-mail, de que a medida tinha sido adoptada na sequência de queixas de alguns funcionários e utentes.

"Claramente esta actividade deu a impressão errada ao pessoal e ao público de que o pessoal médico não está a trabalhar tanto como devia", indica a enfermeira-chefe.

Com os “longos tempos de espera” os utentes ficam irritados quando vêem o pessoal “a tomar uma bebida quente na recepção”, justifica.

A proibição aconteceu no final de Setembro e não inclui bebidas frias, pois segundo o porta-voz do hospital, é importante que se mantenham hidratados.

 

Estudos indicam
Estar solteiro pode ser um problema para muitas pessoas. No entanto, se ainda não se casou tem cinco boas razões,...

O Business Insider  (http://www.businessinsider.com/) elenca esta um conjunto de cinco razões para que se mantenha solteiro. Agremiando um conjunto de cinco estudos, o site norte-americano consegue provar que existem razões para sorrir, mesmo que não tenha uma aliança no dedo, tudo porque há benefícios para a saúde, mas também sociais, em não ‘dar o nó’, escreve o Notícias ao Minuto.

Porque estará certamente ansioso, dizemos-lhe que, depois de ter acompanhado mais de 9 mil adultos de meia-idade durante nove anos, um estudo científico permitiu concluir que as taxas de doenças do foro cardíaco eram mais baixas nos grupos que nunca se tinham casado.

A investigação foi publicada no Jornal do Casamento e da Família, em 2006, e concluiu ainda que havia maior predisposição para doenças do coração entre aqueles que tinham voltado a casar, estavam divorciados ou viúvos. A diferença entre os que nunca tinham casado ou os que estavam casados foi irrisória.

Mente sã, corpo são. Já diz o ditado. Um grupo de investigadores, que analisou as respostas de mais de 13 mil homens e mulheres, com idades entre os 18 e os 64 anos, concluiu que os indivíduos que nunca tinham casado praticavam mais exercício todas as semanas do que aqueles que eram casados ou divorciados.

Aqui dir-se-á que as pessoas que estão solteiras têm mais tempo livre, uma maior preocupação com a sua aparência e, na teoria, não terão filhos, o que justifica que façam mais exercício físico. Mas isto não deveria chegar para sustentar o facto de os casados fazerem exercício menos vezes. A investigação, segundo as fontes do Business Insider, foi publicada em diversas publicações científicas.

Há outro aspecto que é reconhecível em quase todas as relações recentes. Quando um casal se forma deixa de passar tanto tempo com os seus amigos. “Vários estudos demonstraram que as pessoas casadas têm menos propensão do que as solteiras para ajudar, visitar e manter contacto com amigos, família ou vizinhos”, defende-se num estudo, comprovando-se ainda os mesmos factos em casais que estão juntos, mas não estão casados. Estas conclusões foram publicadas por Bella DePaulo, no site psychologytoday.com.

O próximo estudo comprova uma outra questão, talvez, de senso comum. Quem está numa longa parceria tem tendência a acomodar-se, sentir-se menos realizado ou incompleto. A razão? Prioridades. Pessoas que desenvolvem relacionamentos amorosos tendem a privilegiar a estabilidade do casal em detrimento da sua evolução pessoal. Mais do que temer terminar a vida sozinho, diz a publicação norte-americana, deve temer-se acabar com um mau casamento.

“Estar só, em contraste com a solidão, é muitas vezes um estado positivo – que deve ser procurado mais do que evitado”, escreveu um psicólogo, investigador da Universidade de Massachusetts, que acrescentou que estar sozinho está muito vezes ligado à “liberdade, criatividade, intimidade e espiritualidade”.

Estudos preliminares referem também que a maioria das pessoas que está solteira é mais capaz de se sentir bem por passar tempo sozinha do que as que vivem com outra pessoa, algo que ajudará à formação de memórias, o que normalmente acontece neste período ‘solitário’. Resumindo e concluindo, se está solteiro sorria, afinal a saúde sai a ganhar.

 

Doença de pele incurável
A psoríase é uma doença crónica e recorrente que se reconhece pelas suas formações escamosas pratead
Pele afetada por psoríase

A psoríase é uma doença incurável da pele, não contagiosa, que atinge 1 a 3% da população mundial. Surge com placas vermelhas e descamativas em qualquer área da superfície cutânea e atinge igualmente homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos, embora possa surgir em qualquer fase da vida.

O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são muito variáveis, caracterizando-se, geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam preferencialmente os cotovelos, joelhos, região lombar e couro cabeludo. A escamação resulta de um crescimento e de uma produção anormalmente elevada das células cutâneas.

Nos casos mais graves, estas lesões podem cobrir extensas áreas do corpo. As unhas são também frequentemente afectadas, com alterações que podem variar entre o quase imperceptível e a sua destruição.

Cerca de 10% dos doentes desenvolvem artrite psoriática, que se traduz por dor e deformidade, por vezes bastante debilitante, das pequenas (mãos e pés) ou grandes (membros e coluna) articulações. A artrite psoriática apresenta sintomas muito semelhantes aos da artrite reumatóide.

A origem da psoríase não está totalmente esclarecida, embora se saiba que é geneticamente determinada e envolva alterações no funcionamento do sistema imunitário, que provocam inflamação e aumento da velocidade de renovação das células da epiderme (camada mais superficial da pele).

O facto de ser geneticamente determinada não implica que a hereditariedade de pais para filhos seja obrigatória. Contudo, verifica-se uma maior probabilidade do aparecimento da doença em pessoas que tenham familiares portadores da mesma e calcula-se que cerca de 30% das pessoas que têm psoríase apresentam história de familiares também acometidos pela doença.

Diagnóstico

No princípio esta afecção pode ser de diagnóstico incerto, porque muitas outras doenças podem apresentar placas e escamações similares. À medida que a psoríase avança, os especialistas podem reconhecer facilmente o seu padrão de escamação característico, pelo que, em geral, não são necessárias provas de diagnóstico.

De qualquer forma, para confirmar o diagnóstico, o médico pode fazer uma biópsia da pele (extrai uma amostra da pele para examinar ao microscópio).

Sintomas

A psoríase costuma começar como uma ou mais pequenas placas que se tornam muito escamosas. É possível que se formem pequenas protuberâncias em redor da área afectada. Apesar de as primeiras placas poderem desaparecer por si só, a seguir podem formar-se outras. Algumas placas podem ter sempre o tamanho da unha do dedo "mindinho”, mas outras podem estender-se até cobrir grandes superfícies do corpo, adoptando uma forma de anel ou espiral.

Por serem lesões secas, as escamas da psoríase podem tornar-se grossas e esbranquiçadas e as localizações mais frequentes são os cotovelos, joelhos, couro cabeludo e tronco. Geralmente, a maioria dos doentes com psoríase só refere queixas de escamação, sem comichão. No entanto, como o aspecto das lesões não é agradável, é muitas vezes motivo de preconceitos e discriminação.

É comum ocorrerem fases de melhoria e nessa altura a pele adopta uma aparência completamente normal e o crescimento do pêlo restabelece-se.

Tratamento

Actualmente, não existe uma cura definitiva para a psoríase, mas sim um conjunto variado de tratamentos, cujo uso isolado ou em associações permite controlar os sintomas na maioria dos casos.

Assim, o tratamento da psoríase vai depender do quadro clínico apresentado, podendo variar desde a simples aplicação de medicações tópicas, nos casos mais brandos, até tratamentos mais complexos para os casos mais graves.

Por outro lado, a resposta aos vários tratamentos também varia muito de pessoa para pessoa, uma vez que cada doente tem a sua especificidade, pelo que estas terapêuticas devem ser usadas criteriosamente, de acordo com as indicações adequadas para cada caso e respectiva fase de evolução.

Assim, ao nível da terapêutica medicamentosa existem os medicamentos tópicos, tais como loções, cremes ou pomadas para aplicar sobre a pele. Os fármacos para aplicação sistèmica (via oral ou injectáveis) ou os agentes biológicos que actuam selectivamente sobre determinados componentes do sistema imunitário, representam a área em que se verificaram os mais recentes progressos.

Por outro lado, os doentes com psoríase beneficiam da helioterapia (sol), sem dúvida o tratamento mais barato e acessível, uma vez que a exposição ao sol (espectro ultravioleta) com moderação, induz uma melhoria na maioria dos casos. A exposição pode ainda ser feita através de fontes artificiais de luz ultravioleta (UV) em sessões regulares, com doses de UV adequadas a cada doente e durante períodos predeterminados.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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Iniciou-se a recolha de dados junto das mulheres sobre “Avaliação das práticas contraceptivas das mulheres em Portugal”. Trata...

A investigação é da iniciativa das duas entidades científicas que se interessam pela área da contracepção, a Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) e a Sociedade Portuguesa da Contracepção (SPDC).

O resultado da avaliação das práticas contraceptivas das mulheres em Portugal, que será conhecido em meados de 2015, pretende fazer uma actualização do último inquérito, realizado em 2005, e perceber as alterações das mulheres em relação aos métodos de contracepção utilizados, passados 10 anos.

Fernanda Águas, presidente da SPG, avança que “este é um dos documentos mais importantes e mais citados na área da ginecologia. Os dados de um estudo tão representativo da população feminina são essenciais para perceber o desenvolvimento da relação das mulheres com os métodos contraceptivos, para que seja possível a desconstrução de mitos ou alterações de hábitos.”

“Esta actualização de dados é extremamente importante para os profissionais de saúde poderem acompanhar da melhor forma as mulheres portuguesas, tendo em conta a evolução registada na área da contracepção e assim, encontrar formas cada vez mais adaptadas a este novo contexto”, diz Teresa Bombas, presidente da SPDC.

O estudo vai contar com uma amostra representativa de 4 mil mulheres de todas as regiões de Portugal continental e Ilhas. As conclusões serão apresentadas no XIII Congresso Português de Ginecologia, que comemora o 40º aniversário da SPG e se realiza de 4 a 6 de Junho, em Espinho.

O estudo é apoiado pela multinacional farmacêutica húngara Gedeon Richter.

 

Sobre a Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG)

A Sociedade Portuguesa de Ginecologia é uma associação científica, sem fins lucrativos fundada em 1975, que tem como finalidade o estudo e a investigação de todos os assuntos relacionados com a Ginecologia.

A Sociedade criou quatro secções que correspondem a áreas de desenvolvimento: Ginecologia Oncológica, Colposcopia e Patologia de Tracto Genital Inferior, Endoscopia Ginecológica e Uroginecologia.

 

Sobre a Sociedade Portuguesa da Contracepção (SPDC)

A Sociedade Portuguesa da Contracepção é uma associação criada em Fevereiro de 2009, com fins científicos, que tem por fim a formação, difusão de informação, promoção e estudo científico no âmbito da saúde sexual e reprodutiva.

 

Sobre a Gedeon Richter

A Gedeon Richter Plc, fundada em 1901 na Hungria, é uma empresa multinacional farmacêutica presente em mais de 100 países, que se dedica à investigação, desenvolvimento, produção e comercialização de soluções terapêuticas inovadoras e acessíveis nas áreas da saúde da mulher, sistema nervoso central e biológicos. Está em Portugal desde 2011, centrando a actividade na oferta de diversas soluções terapêuticas na área da Saúde da Mulher.

 

Em debate no Supremo
“O Controlo do Consumo de Álcool e Estupefacientes no Contexto Laboral” vai estar em discussão num colóquio do Supremo Tribunal...

Segundo uma nota do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), no colóquio do Supremo Tribunal de Justiça e que visa debater a relação entre os Códigos do Processo Civil e do Processo de Trabalho, serão discutidos “as incidências do novo código de processo civil no processo de trabalho, a audiência de partes, o suprimento oficioso de pressupostos processuais, aperfeiçoamento dos articulados e condensação processual, a discussão e julgamento da causa: poderes do juiz, e as particularidades do regime de recursos”.

O equilíbrio entre os direitos de personalidade dos trabalhadores (como o direito à imagem ou o direito à privacidade) e as exigências das entidades empregadoras, a segurança no trabalho e o interesse público constituem o núcleo temático em análise, adianta o Supremo, que organiza o colóquio, em parceria com a Associação Portuguesa de Direito do Trabalho.

A utilização dos meios de vigilância à distância é outro dos assuntos em debate, inserido no tema relativo aos “Direitos de Personalidade na relação de Trabalho”.

O presidente do STJ, António Henriques Gaspar, fará a intervenção de abertura do colóquio, cabendo o seu encerramento, à tarde, ao presidente da Secção Social do STJ, juiz conselheiro Manuel Pinto Hespanhol.

 

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