Direcção-Geral da Saúde
A Direcção-Geral da Saúde vai lançar uma campanha de informação sobre o Ébola, para travar situações como a do Hospital de São...

O eixo de comunicação será apresentado numa reunião “em conselho nacional de saúde pública na quarta-feira”, confirmou Francisco George. Questionado sobre as formas de evitar a deslocação de doentes com sintomas suspeitos e que tenham estado nos países afectados para locais públicos, em que há maiores riscos de contágio, o Director-Geral da Saúde anunciou que ia “avançar uma campanha de informação para a população muito em breve”.

O objectivo será “explicar como devem as pessoas actuar nestes casos, nomeadamente não se dirigindo às urgências e a outros serviços de saúde”. Desde logo devem contactar a Linha Saúde 24, para ajudar a descartar e a encaminhar doentes para os locais certos. Se se estiver perante um caso suspeito de Ébola, é chamada uma das três ambulâncias do INEM, que são destinadas para o efeito. A Direcção-Geral da Saúde é contactada.

Desta forma é possível garantir o acompanhamento nas unidades mais adequadas e pelos profissionais treinados para a triagem e acompanhamento dos casos.

 

Sociedade Portuguesa de Pediatria
A Sociedade Portuguesa de Pediatria considera a vacina contra a meningite tipo B, infecção que pode ser letal, como a “única...

Comercializada há poucos meses em Portugal e com um custo unitário de 98,36 euros, esta vacina contra a meningite tipo B não está incluída no Programa Nacional de Vacinação nem tem qualquer comparticipação, sendo um medicamento sujeito a receita médica.

Em resposta à agência Lusa, a direcção da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) indicou que a vacina 4CMenB (cujo nome comercial é Bexsero) é “actualmente a única disponível para prevenção da doença invasiva” conhecida como meningite tipo B.

A Comissão de Vacinas da Sociedade de Infecciologia da SPP analisou esta vacina, considerando que “é imunogénica e segura em lactentes, crianças e adolescentes”.

“Mesmo desconhecendo-se com precisão qual será a percentagem das estirpes circulantes em Portugal cobertas pela vacina, ela é, actualmente, a única forma de protecção contra a doença invasiva meningocócica tipo B”, refere a recomendação.

A Direcção-geral da Saúde encontra-se ainda a analisar a vacina, nomeadamente para perceber a sua adequação à bactéria que geralmente circula em Portugal.

“Estamos a estudar a vacina propriamente dita e a tentar perceber se a que existe se adequa à nossa bactéria”, declarou à Lusa a subdirectora-geral da Saúde Graça Freitas.

Na sua recomendação, a Comissão de Vacinas da Sociedade de Infecciologia da SPP refere que a vacina mostrou ser segura e induzir memória imunológica em todos os grupos etários.

Já os efeitos secundários esperados, como febre e reacções locais, “têm uma incidência semelhante às vacinas” do Programa Nacional de Vacinação.

Segundo o esquema vacinal aprovado pela Agência Europeia do Medicamento, a vacina contra a meningite B requer duas ou quatro doses, com intervalos mínimos de um a dois meses, dependendo da idade da criança a vacinar.

A taxa de letalidade da meningite situa-se entre os cinco e os 14%, sendo que 11 a 19% sobrevivem com alguma sequela a longo prazo.

Em Portugal, de acordo com os dados mais recentes analisados pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em 2011 mais de 70% dos casos de meningite pertenciam ao tipo B.

 

Directora-geral da Organização Mundial de Saúde
O actual surto de Ébola é “a mais grave emergência dos tempos modernos” e mostra que o mundo está mal preparado para responder...

“O mundo está mal preparado para responder a qualquer emergência sanitária sustentada e severa”, disse Margaret Chan directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) num discurso lido por um representante da OMS numa reunião de responsáveis de saúde do Pacífico Ocidental em Manila e distribuído à imprensa em Genebra.

Margaret Chan frisou que esta constatação não se refere apenas ao surto de Ébola na África ocidental, mas a qualquer outra emergência da mesma magnitude. O actual surto considerou, é a maior emergência sanitária da nossa era.

“Na minha longa carreira na saúde pública, que incluiu lidar com os surtos de H5N1 e SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Hong Kong e com a pandemia de gripe na OMS, nunca vi um assunto que atraia tanto interesse mediático mundial. Nunca vi um problema de saúde que provoque tanto medo e terror fora dos países afectados. Nunca vi uma doença contagiosa que contribua tão fortemente para o potencial fracasso de um Estado”, afirmou a directora-geral da OMS.

A reunião de 18 de Setembro do Conselho de Segurança da ONU para avaliar a situação demonstra, considerou, tratar-se de “uma crise de saúde pública que se transformou numa crise que afecta a paz e a segurança internacional”.

Margaret Chan realçou que a evolução do surto foi parcialmente determinada pelo facto de ter surgido em países pobres com sistemas de saúde muito precários.

“O surto demonstra os perigos das crescentes desigualdades sociais e económicas no mundo. Os ricos obtêm o melhor tratamento. Os pobres são deixados morrer”, disse.

A inexistência de tratamentos ou vacinas para um vírus conhecido desde 1976 deve-se, afirmou, ao facto de “o Ébola ter sido histórica e geograficamente confinado a nações africanas pobres”.

Mais de 8 mil pessoas foram infectadas com o Ébola em África nos últimos meses, mais de 4 mil das quais morreram.

 

Do Porto
O Prémio Grünenthal Dor vai ser entregue, na próxima sexta-feira, a dois grupos de investigadores da Faculdade de Medicina da...

O prémio de Investigação Básica Grünenthal Dor, no valor de 7.500 euros, foi atribuído ao projecto “Administração intratecal de toxina botulínica do tipo A melhora o funcionamento da bexiga e reduz a dor em ratos com cistite”.

Trata-se de um trabalho da autoria de Ana Coelho, Raquel Oliveira, Ornella Rossetto, Francisco Cruz, Célia Duarte Cruz e António Avelino, do Instituto de Biologia Molecular e Celular e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

“Esta investigação teve como objectivo avaliar se a injecção de toxina botulínica do tipo A na medula espinhal era capaz de diminuir a dor a animais com cistite como modelo de dor visceral”, explica Ana Coelho, investigadora principal do estudo, citada no texto.

Quanto ao Prémio de Investigação Clínica, também de 7.500 euros, o comunicado conjunto indica que foi atribuído ao projecto “Dor crónica e utilização de serviços de saúde – Poderá existir sobre-utilização de exames complementares de diagnóstico e iniquidades na utilização de tratamentos não-farmacológicos”, da autoria de Luís Azevedo, Altamiro da Costa Pereira, Liliane Mendonça, Cláudia Camila Dias e José Manuel Castro Lopes, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Em declarações citadas no comunicado, Luís Azevedo considera que este estudo, que “serviu de base para uma avaliação do impacto económico da dor crónica” em Portugal, “poderá vir a constituir-se como uma ferramenta chave para o desenvolvimento de políticas de saúde nesta área”.

Os Prémios Grünenthal Dor, no valor global de 15 mil euros, distribuídos pelo Prémio de Investigação Básica e pelo Prémio de Investigação Clínica, constituem, segundo o comunicado, “o prémio de mais alto valor anualmente distribuído em Portugal, no âmbito da investigação em dor”.

A cerimónia de entrega, a realizar no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Luta Contra a Dor, está marcada para sexta-feira, às 17:00, na Aula Magna da Faculdade de Medicina.

 

Beira Baixa
O presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, João Paulo Catarino, mostrou-se a favor da transferência dos centros...

“À partida, tudo o que for descentralizar parece-me bem, mas em primeiro lugar deverá haver sempre uma negociação entre a Associação Nacional de Municípios Portugueses [ANMP] e o Governo”, disse João Paulo Catarino.

Para o presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB), esta é uma questão que deve ser salvaguardada pela ANMP, até porque, até agora, todas as transferências feitas pela administração central “têm sido altamente lesivas para os municípios”.

“As transferências [de competências] têm sido calculadas num ano, mas depois não são actualizadas. Acontece que as câmaras, ao fim de dois ou três anos, têm que suportar parte desses custos através do seu orçamento”, sustentou. João Paulo Catarino ressalvou ainda que "este não é o 'timing' certo" para avançar com esta proposta de descentralização.

“Estamos a menos de um ano das eleições legislativas. É estranho que o Governo venha agora propor esta transferência de competências, que deve ser negociada com serenidade, quando teve três anos para o fazer”, concluiu.

A CIMBB integra os concelhos de Castelo Branco, Proença-a-Nova, Penamacor, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão e Oleiros.

De acordo com uma versão preliminar do Orçamento do Estado para 2015, o Governo deve iniciar a transferência dos centros de saúde para a gestão dos municípios do continente já no próximo ano. O executivo prevê ainda a descentralização de competências para os municípios nas áreas da Acção Social e da Educação, como já acontece com as escolas básicas, por exemplo.

Ao nível da Saúde, indica o documento, as verbas concretas a transferir serão definidas posteriormente, “mediante portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das Finanças, da Saúde e da Administração Local”.

 

Aflibercept solução para injecção intravítrea:
A Bayer HealthCare anunciou que o EYLEA® (aflibercept, solução para injecção no olho) foi aprovado pela Comissão Europeia para...

A dose recomendada é de 2 miligramas (mg) de solução de aflibercept para injecção no olho, equivalente a 50 microlitros. O tratamento com aflibercept solução injectável é iniciado com uma injecção por mês durante cinco doses consecutivas, seguido de uma injecção no olho a cada dois meses, sem qualquer requisito de monitorização entre as injecções. Após os primeiros 12 meses de tratamento, o intervalo de tratamento pode ser prolongado com base em resultados visuais e anatómicos.

“O diagnóstico precoce do edema macular diabético é fundamental”, referiu Joerg Moeller, membro do Comité Executivo da Bayer HealthCare e Responsável pelo Departamento de Desenvolvimento e Investigação Global. “Se o edema macular diabético não for tratado de forma rigorosa, existe um elevado risco de conduzir à cegueira. Sem tratamento, cerca de metade dos doentes perdem mais de duas linhas de visão nos dois anos após o diagnóstico, o que pode afectar a sua capacidade de realizar actividades diárias importantes, como trabalhar e conduzir”.

“Os resultados de dois estudos de fase III foram muito animadores com a maioria dos doentes a apresentarem ganhos significativos de duas linhas de visão com aflibercept”, disse o professor Jean-François Korobelnik, Investigador Principal do estudo VIVID-DME e Director do Departamento de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Bordéus, França.

 

Sobre o Programa de Investigação e Desenvolvimento de Fase III do aflibercept no EMD

O programa de desenvolvimento de fase III do aflibercept no EMD consiste em três ensaios clínicos em dupla ocultação: VIVID-DME, VISTA-DME e VIVID-EAST-DME, e um ensaio clínico de segurança aberto (sem ocultação) numa população japonesa (VIVID-Japão).

Os três estudos em dupla ocultação têm três braços de tratamento, em que os doentes são aleatorizados para receber aflibercept solução para injecção 2 mg mensal, aflibercept solução para injecção 2 mg a cada dois meses (após 5 injecções mensais iniciais) ou tratamento com o comparador, fotocoagulação laser. O endpoint primário destes três estudos é a variação média da melhor acuidade visual corrigida (MAVC) desde a avaliação inicial, à semana 52, avaliada pela escala visual standardizada Early Treatment Diabetic Retinopaty Scale (ETDRS). Os estudos VIVID-DME, VISTA-DME e VIVID-EAST-DME estão ainda a decorrer.

A submissão foi baseada nos resultados positivos dos estudos de fase III VIVID-DME e VISTA-DME que demonstraram que a administração intravítrea da solução de aflibercept 2 mg a cada dois meses (após 5 injecções mensais iniciais) permitiu atingir e manter ganhos de acuidade visual em relação ao tratamento com fotocoagulação laser.

No estudo VIVID-DME, após a semana 52, os doentes em tratamento com solução para injecção de aflibercept 2 mg a cada dois meses (após 5 injecções mensais iniciais) apresentaram um ganho médio da Melhor Acuidade Visual Corrigida (MAVC) de +10,7 letras (p <0,0001), equivalente a um ganho superior a 2 linhas de visão (ETDRS). Os doentes em tratamento com fotocoagulação laser apresentaram uma variação média da MAVC de +0,2 letras. Adicionalmente, trinta e um por cento (31,1%) dos doentes em tratamento com solução para injecção de aflibercept 2 mg a cada dois meses (após 5 injecções mensais iniciais) apresentaram ganhos iguais ou superiores a 15 letras desde a avaliação inicial, em comparação com cerca de oito por cento (7,8%) (p <0,0001) no grupo tratado com laser.

Outros endpoints secundários nos estudos VIVID-DME e VISTA-DME incluíram a variação na espessura central da retina desde a avaliação inicial, escala de gravidade de Retinopatia Diabética (Diabetic Retinopathy Severity Scale) e na qualidade de vida relacionada com a visão.

Nos dois estudos, a solução para injecção de aflibercept foi geralmente bem tolerada, com uma incidência global de eventos adversos (EAs), EAs graves oculares e EAs graves não oculares, semelhante entre os grupos de tratamento e grupo controlo (laser). Os eventos tromboembólicos arteriais definidos pela colaboração Anti-Platelet Trialists' Collaboration (AVC não-fatal, enfarte do miocárdio não-fatal e morte vascular) também ocorreram em taxas similares entre os grupos de tratamento e no grupo de controlo com laser. Os efeitos adversos oculares emergentes do tratamento (TEAEs) mais frequentes nos estudos VIVID-DME e VISTA-DME incluíram hemorragia conjuntival, dor ocular e flocos vítreos. Os TEAEs não oculares mais frequentes incluíram hipertensão arterial e nasofaringite, que ocorreram com frequência similar nos grupos de tratamento e no grupo controlo (laser).

Os resultados do segundo ano do estudo VISTA-DME mostram que a melhoria na acuidade visual foi mantida no intervalo de tratamento prolongado com injecções a cada dois meses.

Aflibercept, solução para injecção no olho, foi aprovado sob o nome comercial EYLEA® em muitos países para o tratamento de doentes com degenerescência macular da idade neovascular (DMI exsudativa) e para o tratamento da perda de visão devida ao edema macular secundário à oclusão da veia central da retina (OVCR). Foram realizadas submissões às autoridades regulamentares do Japão, Ásia-Pacífico, América Latina e EUA para o tratamento do edema macular diabético. No Japão, o EYLEA foi também submetido à aprovação da autoridade regulamentar para o tratamento da neovascularização coroideia secundária à miopia patológica (mCNV). Adicionalmente foi também realizada uma submissão às autoridades reguladoras da Europa e EUA para o tratamento da perda de visão devido a edema macular secundário à oclusão de ramo da veia central da retina.

A Bayer HealthCare e a Regeneron estão a colaborar no desenvolvimento global do VEGF Trap-Eye. A Regeneron detém os direitos de comercialização exclusivos nos EUA e a Bayer HealthCare detém os direitos de comercialização exclusivos fora dos Estados Unidos.

 

Sobre o edema macular diabético (EMD)

O edema macular diabético é uma complicação comum da Retinopatia Diabética, uma doença que afecta os vasos sanguíneos da retina. O EMD ocorre quando se verifica extravasamento de fluido para o centro da mácula, a parte da retina fotossensível e responsável pela visão central e de detalhe. A presença de líquido na mácula pode causar perda significativa de visão ou cegueira.

Nos países desenvolvidos, o edema macular diabético é a causa mais frequente de cegueira em adultos jovens e de meia-idade. A população tratável para o EMD a nível global é estimada em cerca de 6,2 milhões de pessoas. A incidência de diabetes tem vindo a aumentar e prevê-se que até sete por cento de todos os doentes com diabetes venham a desenvolver EMD.

 

Sobre o Factor de Crescimento do Endotélio Vascular e Aflibercept

O Factor de Crescimento do Endotélio Vascular (VEGF) é uma proteína que existe naturalmente no corpo humano. O seu papel fisiológico num organismo saudável é, desencadear a formação de novos vasos sanguíneos (angiogénese) que suportam o crescimento dos tecidos e órgãos do corpo humano. Está também associado ao crescimento anormal de vasos sanguíneos no olho, os quais apresentam uma maior permeabilidade, que conduz ao edema.

O aflibercept, solução para injecção, é uma proteína de fusão recombinante, que consiste em fracções dos domínios extra celulares dos receptores 1 e 2 do VEGF humano combinadas com a fracção Fc da IgG1 humana e formulada como uma solução isosmótica para administração por via intravítrea. O aflibercept actua como um receptor decoy solúvel que se liga ao VEGF-A e ao Factor de Crescimento Placentário (Placental Growth Factor – PlGF), inibindo a activação e a ligação destes aos receptores endógenos do VEGF.

 

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra institui Prémio Marta Lima Basto
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra acaba de criar o Prémio Marta Lima Basto, que visa promover e reconhecer o mérito...

Esta distinção, a ser entregue anualmente no dia da abertura solene das aulas (assim haja cabimento orçamental de receita própria), destina-se não só aos alunos do 2º, 3º e 4º anos com melhores notas no ano lectivo anterior, como também ao estudante do 1º ano a ser admitido na instituição com a melhor média.

O Prémio Marta Lima Basto foi atribuído, pela primeira vez, na última quinta-feira (dia 9 de Outubro), justamente aquando da sessão solene de abertura das aulas na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), tendo distinguido 10 estudantes, com quantias que oscilam entre os 178 euros e os 534 euros.

A entregá-lo esteve a enfermeira e investigadora que lhe empresta o nome (nas fotos com estudantes), uma mulher que, pela trajectória académica e profissional, mereceu a medalha de ouro de serviços distintos do Ministério da Saúde, além de ter sido distinguida pelo Presidente da República como Grande Oficial da Ordem da Instrução Pública.

“Nada melhor que o nome de uma enfermeira portuguesa que pelo seu percurso académico, profissional e pessoal, pudesse ser inspiradora das trajectórias pessoais dos estudantes de Enfermagem, por durante o seu percurso de vida “ter sido agente e atora da sua própria formação, ao mesmo tempo que agia socialmente transformando a realidade, sendo capaz de mobilizar as condições reais da vida quotidiana e as dimensões sociais das relações com os outros”, explicou a Presidente da ESEnfC, Maria da Conceição Bento, ao justificar o nome escolhido.

Marta Hansen Lima Basto Correia de Frade foi a primeira enfermeira portuguesa a obter, em 1995, o grau de Doutor, defendendo a tese (escrita em inglês) “Implementing Change in Nurses Professional Behaviours”. Concluiu o doutoramento no Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa, formação que iniciou na Universidade de Lovaina (Bélgica), quando, à data, tal não era possível em Portugal.

Aposentada desde 2001, Marta Lima Basto passou a dedicar-se integralmente à investigação e a colaborar com os cursos de doutoramento em Enfermagem do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e da Universidade de Lisboa.

 

Especialistas ibéricos defendem
Os adultos jovens saudáveis, mas com sintomas de hidratação inadequada, necessitam de uma maior actividade neural para poder...

Uma hidratação inadequada, mesmo que ligeira, pode alterar a função cerebral em adultos jovens, assim como o seu processo cognitivo. Isto indica que a hidratação inadequada pode não só afectar negativamente populações mais vulneráveis, como idosos e crianças. Uma hidratação adequada é fundamental em todos os estágios da vida para manter as funções físicas e cognitivas apropriadas.

Estas foram algumas das conclusões do Simpósio centrado em hidratação que se realizou no XXXVII Congresso da Sociedade Espanhola de Ciências Fisiológicas (SECF), que decorreu em Granada.

Para Ana Adán, do Departamento de Psiquiatria e Psicologia da Universidade de Barcelona, “uma desidratação moderada – de somente 2% -, está associada também a alterações da permeabilidade da barreira hematoencefálica, o que reduz o fluxo de sangue em algumas áreas do cérebro. Se o nível de hidratação inadequada em adultos jovens aumenta, são afectadas as capacidades de concentração e atenção, e aumenta a fadiga, cansaço e sonolência”.

Em estudos realizados recentemente, foi possível mostrar através de técnicas de imagiologia como a ressonância magnética, que os adultos jovens saudáveis mas com sintomas de desidratação “necessitam de uma maior actividade neuronal para levar a cabo funções como a percepção espacial e visual”, explica Ana Adán.

Da mesma forma, níveis inadequados de hidratação diminuem também a capacidade física e mental para realizar actividades físicas e podem inclusive chegar a comprometer as funções cardiovasculares e aquelas que regulam a temperatura corporal, incrementando o risco de provocar doenças relacionadas com o calor”.

 

Treinar para uma boa hidratação

É de vital importância manter níveis de ingestão de líquidos adequados, sobretudo quando se realiza algum tipo de actividade física ou desporto. “Da mesma forma que realizamos sessões de treino quando vamos realizar um exercício físico prolongado, devemos utilizar estas sessões para treinar o nosso organismo a estar correctamente hidratado e ter uma adequada reposição de fluidos”, explica Raquel Blasco, da Unidade de Medicina Interna do Centro Regional de Medicina Desportiva de Castilla y León.

“É importante beber os líquidos em pequenas quantidades para que sejam vazados desde o estômago e absorvidos pelos intestinos”, alertou Raquel Blasco. “Para evitar o desconforto digestivo causado pela desaceleração do esvaziamento gástrico que ocorre quando se faz exercício físico, é importante começar a beber desde o primeiro momento em que se começa a treinar. Igualmente fundamental é a composição da bebida que se ingere, que deve conter líquidos, hidratos de carbono e electrólitos em quantidade e velocidade suficiente para que se possa melhorar o rendimento desportivo”.

 

Qual a importância?
A Fisioterapia é uma importante ajuda na reabilitação física e na recuperação de lesões, devolvendo
Fisioterapeuta

O trabalho do fisioterapeuta não consiste apenas na recuperação dos doentes, também pode actuar de uma forma preventiva em diversas patologias e lesões do sistema locomotor. As orientações fornecidas por estes profissionais, assim como os exercícios de alongamento e fortalecimento dos músculos contribuem para que lesões antigas não sejam facilmente reincidentes.

O trabalho feito na Fisioterpaia tornou-se imprescindível para todos os doentes com lesões musculares ou musculoesqueléticas, que sem esta ajuda demorariam muito mais tempo a recuperar ou, na pior das hipóteses, não recuperar totalmente.

Existem alguns tipos de cirurgia que sem o contributo da Fisioterapia não conseguiriam, de modo algum, atingir os resultados pretendidos em termos de recuperação. Algumas das operações que são feitas aos joelhos são exemplo disso mesmo. A Fisioterapia contribui para a redução do processo inflamatório, acelera o processo de cicatrização e previne a limitação de movimentos dos tecidos após os traumas que requerem longos períodos de imobilização.

Nos problemas articulares também se revela de extrema importância, pois estes são problemas em que a dor e os processos inflamatórios estão em constante progressão limitando a qualidade de vida de quem sofre com estas patologias. Minimizar as dores e os incómodos, assim como reduzir o tempo de progressão destas doenças é gratificante para estes doentes.

Sejam terapias de cura ou prevenção, são várias as técnicas de tratamento utilizadas dependendo das necessidades de cada paciente.

As mais comuns são as terapias que consistem em exercícios específicos para fortalecimento dos músculos, alongamento dos tecidos e recuperação de articulações com pouca mobilidade. O recurso ao calor e ao frio também é frequente pois ambos actuam de forma terapêutica só pelas suas propriedades. O calor proporciona o relaxamento muscular e aumenta o metabolismo, enquanto o frio reduz dores e inflamações.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Principal queixa
A dor é a principal e a mais frequente queixa de todo e qualquer doente reumático.
Dor reumática

Desde tempos imemoriais que a dor carrega o estigma de ser incurável, o que acarreta graves consequências a nível psicológico, familiar, social e até mesmo profissional. Da mesma maneira que é imperativo desmistificar que as doenças reumáticas só atingem as pessoas idosas. Fundamental, é conseguir proporcionar ao doente uma melhor qualidade de vida, usando para tal todo o arsenal terapêutico, medicamentoso e não medicamentoso.

Classicamente, a dor reumática é tida como crónica, ou seja, que cursa com pelo menos mais de três meses de evolução. Porém, existem situações agudas que podem ser exuberantes, como o caso de uma crise aguda de gota, uma das mais intensas dores da reumatologia, cujo quadro clínico é acompanhado de uma grande inflamação da articulação acometida.

Mais frequentemente, as doenças reumáticas manifestam-se através de dores insidiosas e que se prolongam no tempo. Habitualmente, os doentes têm tendência a protelar a procura do médico porque a função da articulação não é drasticamente acometida. Genericamente a dor reumática pode ser subdividida em dor crónica de ritmo mecânico, dor crónica de ritmo inflamatório e dor crónica músculo-esquelética.

Dor reumática crónica de ritmo mecânico
Este tipo de dor é definido pela dor do movimento. Ou seja, piora com o movimento e com o esforço. As dores geralmente são piores ao fim do dia, quando a sobrecarga daquela articulação se faz sentir de maneira mais intensa. Esta dor melhora com o repouso, com o descanso e os doentes apresentam uma rigidez matinal, logo uma certa dificuldade em executar os movimentos.

Classicamente, representa a globalidade das doenças degenerativas articulares, ou seja, a osteoartrose. Pode atingir as articulações periféricas de carga como os joelhos e as coxo-femorais, mas também articulações que sofrem movimentos repetitivos por períodos de tempo muito prolongados. O esqueleto axial, isto é, a coluna, também pode sofrer as alterações aqui descritas, tendo como exemplo a espondilose. Os exames que comprovam estas alterações são por excelência as radiografias. As análises laboratoriais não são específicas.

O tratamento deste tipo de dor é sempre multidisciplinar. Na crise de dor, os analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares impõem-se. A fisioterapia irá complementar este tratamento, tentando através das diversas técnicas aliviar a dor, mas também fortalecer a musculatura que sustenta as articulações envolvidas através de exercícios dirigidos para cada caso, na tentativa já de prevenir novas crises. Em alguns casos, a dor indica a necessidade de se efectuar uma cirurgia daquela articulação, embora apenas quando a função também se encontra comprometida de maneira acentuada.

Fundamentalmente, a prevenção é um dos mais eficazes tratamentos da dor. Quer isto dizer que se devem adoptar medidas como a postura correcta, saber carregar um peso, saber como se sentar e manter uma alimentação equilibrada. Para além de combater o excesso de peso e as doenças associadas, são fundamentais para um esqueleto saudável.

Dor crónica de ritmo inflamatório
A dor crónica de ritmo inflamatório é a dor do repouso, que acorda durante o sono. Habitualmente é muito pior no início do dia, sendo a rigidez matinal bastante prolongada, chegando os doentes a ter dificuldades em executar os movimentos por mais de uma hora. O levantar da cama de manhã, ou o movimento após um período relativamente prolongado de imobilidade é extremamente doloroso. Está presente em doenças inflamatórias articulares, isto é, das artrites .

O acometimento poderá ser preferencialmente periférico, como por exemplo, na artrite reumatóide, axial (coluna vertebral), como na espondilite anquilosante, ou periarticular, como nas periartrites. O diagnóstico é feito através dos exames radiológicos e laboratoriais, onde se registam alterações típicas.

O seu tratamento envolve a intenção de tratar a dor e de bloquear a progressão da doença para que o dano articular seja o menor possível, mantendo assim a função das articulações. Na vertente medicamentosa todo o arsenal terapêutico disponível tem indicação de ser utilizado, desde os analgésicos, passando pelos anti-inflamatórios, corticosteróides, e fundamentalmente na terapêutica de fundo, que irá realmente alterar o curso da doença. Também o papel da fisioterapia e da terapia ocupacional é de extrema importância. Por fim, a cirurgia poderá ser aventada dependendo do estado de cada articulação.

Alguns destes doentes podem beneficiar do acompanhamento psicológico, uma vez que as depressões reactivas aos quadros de dores crónicas, que chegam a durar uma vida, não são tão pouco frequentes e podem resolver-se com esta ajuda especializada.

Dor crónica músculo-esquelética
A dor crónica músculo-esquelética é a dor muscular local ou geral, porém incaracterística, e que apresenta uma rigidez matinal prolongada. Um exemplo de dor músculo-esquelética é a fibromialgia, que se manifesta por dores difusas pelo corpo todo, acompanhadas de alterações do sono. Pode-se acompanhar de fadiga frequentemente.

Não existem exames característicos para diagnosticar esta doença, podendo haver alterações específicas no electroencefalograma durante o sono. O seu diagnóstico é basicamente clínico, havendo a necessidade de se encontrar uma série de pontos dolorosos que se consideram critérios para o diagnóstico da doença.

Basicamente, o tratamento passa pelo controle do quadro doloroso através do uso de medicamentos que vão controlar a dor, como analgésicos, relaxantes musculares e mesmo antidepressivos, com a intenção de aumentar o limiar da dor. As massagens e o exercício físico são fundamentais para o complemento da terapêutica medicamentosa, tal como as medidas de protecção do aparelho locomotor. O apoio psicológico e a tranquilização dos doentes através de informações sobre a doença são fundamentais para o sucesso do tratamento.

Outras doenças, outras dores
Além das doenças referidas, existem outras - como a osteoporose tão importantes para a população em geral, que também são responsáveis por dores. A osteoporose causa dor difusa pelo esqueleto, nomeadamente na coluna, para além de ser responsável pelas dores da descalcificação propriamente dita, ou consequente das complicações que dela podem surgir, como as micro fracturas dos ossos da coluna, que levam ao achatamento das vértebras e às devidas compressões das estruturas que as envolvem.

A osteoporose pode atingir qualquer osso e ser responsável por dores em qualquer um deles. O exame por excelência que a confirma é a densitometria óssea. A radiografia não dá noção nenhuma do grau de descalcificação dos ossos. O tratamento específico desta doença alivia os sintomas da dor.

Qualquer que seja a doença reumática a provocar a dor, é importante reconhecê-la, valorizá-la, respeitá-la e fundamentalmente tratá-la adequadamente. Todos os doentes têm o direito de reclamar uma melhor qualidade de vida, principalmente numa altura em que a média de vida dos portugueses ronda os 80 anos. Essa qualidade passa pela prevenção, atenção e tratamento dos sintomas e das suas causas. A dor, como um dos mais importantes sinais de alerta do sofrimento de uma estrutura, acaba por ser um dos mais fortes coadjuvantes na tentativa de manutenção da sua própria saúde.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Universidade de Coimbra
Uma investigação de imagem cerebral sobre a percepção visual desenvolvida em Coimbra é o principal tema de capa da edição de...

Um estudo de imagem cerebral sobre a ambiguidade da percepção visual, desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) faz “a manchete da edição de Outubro da 'Human Brain Mapping', a mais prestigiada revista internacional de neuroimagem” (http://onlinelibrary.wiley.com/enhanced/doi/10.1002/hbm.22545/), afirma a instituição numa nota divulgada pelo Notícias ao Minuto.

O estudo da ambiguidade da percepção tem “implicações em doenças neuropsiquiátricas, como a esquizofrenia e o autismo, e originou estudos agora em curso” no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da UC, salienta a mesma nota.

“A combinação da originalidade do trabalho com a criatividade artística da exposição gráfica dos resultados fundamentou a escolha” da publicação para destacar a investigação desenvolvida por especialistas do ICNAS e do Instituto Biomédico Investigação de Luz e Imagem (IBILI) da UC.

Coordenado pelo neurocientista Miguel Castelo-Branco, o estudo, que tem como primeiro autor João Castelhano, centrou-se na investigação da forma como "diferentes ritmos cerebrais nos ajudam a processar informação visual ambígua, recorrendo a técnicas de imagem multimodal (electroencefalografia e ressonância magnética funcional)", salientam os especialistas de Coimbra.

No estudo, “descobrimos que pelo menos dois módulos estão envolvidos naquele processamento, um sediado no córtex visual e outro noutra região do cérebro associada à dificuldade da decisão, a ínsula anterior”, adianta Miguel Castelo-Branco.

Dito de forma mais simples, “conseguimos verificar como o cérebro decide sobre aquilo que é difícil de observar”, sintetiza Miguel Castelo-Branco, citado pela UC.

“Através da utilização em simultâneo de duas técnicas foi possível associar os ritmos do cérebro a uma determinada função, neste caso, à percepção visual, isto é, à forma como vemos o mundo”, explicita o investigador.

No futuro, este estudo, enquadrado na neurociência básica, terá “fortes implicações nas doenças neuropsiquiátricas, especialmente na esquizofrenia e no autismo, onde os circuitos de percepção visual podem estar fragmentados”, sublinha o neurocientista, sustentando que “se percebermos como está alterada a percepção, podemos pensar em mecanismos que restabeleçam a harmonia do ritmo cerebral”.

 

Casos suspeitos de Ébola:
Qualquer caso suspeito de Ébola que dê entrada nas urgências de um hospital privado será isolado e encaminhado, através do INEM...

Segundo Artur Osório, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), os profissionais dos hospitais privados têm estado a seguir as orientações da Direção Geral da Saúde (DGS), organismo com quem vão ter uma reunião na quarta-feira para mais esclarecimentos sobre a doença e os procedimentos a adoptar.

Para já, essas instituições de saúde – só associados da APHP são 100, com uma facturação na ordem dos 1.500 milhões de euros – estão a seguir as normas da DGS.

“Se um doente chegar às urgências de uma unidade de saúde privada com sintomatologia e critérios epidemiológicos suspeitos será isolado e chamado o INEM, que o transportará para um dos hospitais de referência (o Hospital de São João, no Porto, o Curry Cabral e o Dona Estefânia, em Lisboa)”, disse.

Encontra-se nessa situação quem tenha estado nos últimos 21 dias num actividade epidémica do vírus do Ébola - Guiné-Conacri, Serra Leoa, Nigéria ou Libéria -, quem, no mesmo período, esteve em contacto com pessoas infectadas e apresente aparecimento súbito de febre superior a 38 graus.

Até ao momento, registaram-se cinco casos suspeitos de Ébola em Portugal, tendo as análises realizadas no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) dado negativo ao vírus do Ébola.

O número de mortos devido ao surto epidémico de Ébola surgido na África Ocidental no final do ano passado ultrapassou os 4.000, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Administração Regional de Saúde estima:
Os hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo vão fazer este ano 35.400 colonoscopias, um acréscimo de 5 mil face às...

No início deste ano, a administração regional de saúde admitia haver “um problema preocupante” com a capacidade de resposta para realizar colonoscopias na região, tanto no sector público como no privado, na sequência de notícias sobre uma doente que esperou dois anos por um exame.

Na sequência deste caso, foi estabelecido com os hospitais a necessidade de aumentar o número de colonoscopias, fazendo mais cinco mil por ano nos hospitais da região.

Em resposta à agência Lusa, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) referiu que até Agosto os hospitais fizeram cerca de 23.600 colonoscopias, uma média de quase três mil exames por mês.

A ARS estima, assim, que sejam realizadas 35.400 colonoscopias este ano nos hospitais, um acréscimo face às 30.050 registadas em 2013.

Contudo, segundo a Associação de Luta Contra o Cancro do Intestino (Europacolon), mantêm-se as dificuldades de marcar exames nas clínicas privadas que têm convenção com o Estado.

Vítor Neves, presidente da Europacolon, explicou à Lusa que na região de Lisboa só uma unidade privada aceita na prática realizar colonoscopias através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo dados que a associação recolheu no início deste mês.

 

Registo do Aleitamento Materno
Valor fica aquém das metas da Organização Mundial de Saúde, mas tem melhorado desde que a Direcção-Geral da Saúde começou a...

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os bebés sejam alimentados em exclusivo com leite materno até aos seis meses, mas em Portugal só 22% das crianças nesta idade cumprem esta meta. Os dados, referentes a 2013, fazem parte do Registo do Aleitamento Materno e foram divulgados pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), depois de se ter assinalado a Semana do Aleitamento Materno.

Apesar de os valores estarem muito aquém das metas da OMS, que pretendia ter pelo menos 50% dos bebés em aleitamento exclusivo até aos seis meses, a verdade é que Portugal tem conseguido uma evolução positiva. No período de três anos, o país conseguiu passar de 14% dos bebés a cumprirem as indicações da OMS para 22%.

O relatório, que é feito desde 2010 com o objectivo de monitorizar os processos de alimentação de lactentes e crianças pequenas em Portugal, indica ainda que no ano passado mais de 98% dos bebés começaram a mamar antes da alta hospitalar. Em quase 77% dos casos o aleitamento materno foi conseguido em exclusivo, isto é, sem que tenha sido dado nenhum tipo de suplementos. Um valor que sobe para os 79% nos chamados Hospitais Amigos dos Bebés, que são unidades que cumprem dez medidas definidas pela OMS e consideradas essenciais para a promoção, protecção e apoio ao aleitamento materno.

Além dos dados sobre o aleitamento aos seis meses, o relatório mostra também que na chamada consulta de puerpério, feita entre a quinta e a sexta semana de vida, 88% das crianças mantinham-se a tomar o leite da mãe em exclusivo. No entanto, aos dois meses este valor cai abruptamente para menos de 52% e, aos quatro meses, volta a descer para 35%. Ao todo, em 10% dos casos as famílias optaram por iniciar a alimentação complementar (como papas e sopas) antes dos cinco meses e 25% fizeram-no antes dos seis meses.

A recolha dos dados foi feita em hospitais e centros de saúde e contou com uma amostra de mais de 31 mil recém-nascidos, o que corresponde a 25% dos nascimentos em Portugal. Porém, a DGS, perante o aumento do número de casos de prematuros, recomenda que, no futuro, seja feito um estudo específico sobre estas crianças, dadas as particularidades que os bebés pré-termo envolvem.

 

Associação Nacional de Farmácias tem barómetro diário das falhas
Em apenas um ano as farmácias reportaram falhas de 57 milhões de embalagens. Na maior parte dos casos, os medicamentos em falta...

Todos os dias faltam, em média, 150 mil embalagens nas farmácias portuguesas – um cenário que se tem agravado nos últimos anos. De ansiolíticos a medicamentos para o colesterol, as carências são muitas e, na maior parte dos casos, mantêm-se ao longo de todo o ano, alerta o Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (Cefar) da Associação Nacional de Farmácias (ANF).

Perante o crescente número de queixas, a ANF montou há um ano um barómetro diário das falhas, que permite perceber em tempo quase real que medicamentos estão em falta e onde, explicou ao jornal Público a directora-executiva do Cefar. “No acumulado de 12 meses, entre Agosto de 2013 e Julho de 2014, registámos um total de 57 milhões de embalagens em falta, que foram reportadas por 2227 farmácias, o que corresponde a mais de 78% das farmácias existentes em Portugal”, adiantou Suzete Costa.

O problema, sublinhou a responsável, é ainda mais grave pelo facto de na lista dos medicamentos que mais têm faltado estarem fármacos para doenças crónicas, como a doença pulmonar obstrutiva crónica, diabetes, ou mesmo ansiolíticos e anticoagulantes. “A grande maioria são medicamentos que as pessoas precisam de tomar o ano inteiro, o que as obriga a ir a duas e três farmácias e mesmo assim voltarem de mãos a abanar”, acrescentou. As dificuldades são tantas que muitas farmácias já alocaram um funcionário “só para pesquisar onde é que se pode ir buscar os medicamentos e percorrer os grossistas para conseguir o fármaco”, reforçou a directora deste centro da ANF.

Quanto a justificações para a degradação do acesso ao medicamento em Portugal, Suzete Costa refere “razões multifactoriais”. “Nunca tivemos isto no passado. Se recuarmos cinco anos, podíamos ter situações pontuais em que o medicamento só chegava da parte da tarde, mas era raro o utente não levar os medicamentos todos de uma vez. Agora, sobretudo desde 2011, muitas farmácias com as reduções progressivas de preço dos medicamentos e com a alteração drástica do sistema de remuneração têm dificuldade em manter os níveis de stock”, apontou a responsável do Cefar.

Suzete Costa referiu, ainda, que “também há medicamentos que não existem mesmo em Portugal porque por terem um preço tão baixo deixam de ser atractivos para as farmacêuticas”. Depois, surgem situações mais pontuais em que os laboratórios não conseguem dar resposta à procura por limites na capacidade de produção, como é o caso da vacina BCG (contra a tuberculose).

“Sempre que o Estado reduz os preços dos medicamentos para reduzir a sua despesa, isso tem implicações para quem tem um sistema de remuneração parcialmente indexado ao preço. Sempre que há cortes administrativos nos preços, a remuneração dos grossistas e da farmácia baixa. As insolvências e as penhoras são só o caso limite, o extremo deste cenário de degradação que começa com a falta de medicamentos nas prateleiras”, afirmou a responsável do centro da ANF, que adiantou que em Junho existiam 1756 farmácias com fornecimentos suspensos por dívidas aos grossistas, com a dívida litigiosa a ultrapassar já os 303 milhões de euros. Em Dezembro de 2013 eram 1567 as farmácias nesta situação, quando em 2011 eram 795 e em 2009 apenas 255, o que significa que o número disparou quase 600% em cinco anos.

 

Direcção-Geral da Saúde
Os grupos mais vulneráveis ao frio integram as crianças e as pessoas idosas.
Frio grupos vulneráveis

Crianças: perdem o calor corporal mais rapidamente que os adultos e tem mais dificuldade em produzir calor suficiente para compensar as perdas.

Pessoas idosas: produzem menos calor porque, à medida que a idade avança, o metabolismo do corpo humano tende a ser mais lento e os indivíduos tendem a reduzir a actividade física. A resposta fisiológica de adaptação ao frio por parte dos idosos pode ser menor pela existência de certas doenças crónicas e pelo facto de eventualmente tomarem medicação que pode afectar a circulação sanguínea.

Estes dois grupos são ainda particularmente vulneráveis ao frio porque não têm grande percepção das alterações de temperatura.

São também vulneráveis as pessoas que:

  • Têm doenças crónicas, em especial cardiovasculares, respiratórias, reumáticas, diabetes e da tiroide;
  • Têm doenças neurológicas ou transtornos psíquicos;
  • Têm problemas de alcoolismo;
  • Tomam medicamentos como psicotrópicos ou anti-inflamatórios;
  • Têm mobilidade reduzida;
  • Têm dificuldades na realização das actividades da vida diária;
  • Estão mais isoladas;
  • Vivem em habitações degradadas e sem condições de isolamento térmico;
  • Estão em situação de exclusão social.

Bebés ou recém-nascidos

  • Não deve sair de casa com o bebé ou recém-nascido nos dias de frio intenso;
  • No caso de ter de sair de casa agasalhe o bebé, principalmente a cabeça e as extremidades (mãos, orelhas e pés);
  • Utilize várias camadas de roupa em vez de uma única peça grossa;
  • Dê de beber regularmente ao bebé;
  • Transporte o bebé num carrinho que lhe permita movimentar-se para se aquecer e verifique se está bem protegido do frio;
  • Evite transportar as crianças em porta-bebés tipo mochila, que poderá comprimir as pernas e causar enregelamento.

Pessoas idosas

  • Os idosos precisam do acompanhamento dos familiares ou prestadores de cuidados para que sejam tomadas as medidas adequadas em situações de frio, nomeadamente ao nível da alimentação, vestuário, cuidados com os equipamentos de aquecimento e precauções ao sair de casa;
  • Os familiares, amigos e vizinhos têm um papel importante devendo manter um acompanhamento de proximidade, sempre que possível, de pessoas idosas sós/isoladas, fazendo um telefonema ou contactando pessoalmente, pelo menos uma vez por dia, para prestar ajuda e verificar o seu estado de saúde e conforto.

Doentes cardíacos, vasculares, reumáticos, com diabetes e com insuficiência respiratória (incluindo asma e doença pulmonar crónica obstrutiva)

  • Siga as recomendações gerais e, se necessário, aconselhe-se com o seu médico;
  • Em caso de frio intenso deve considerar a redução de actividades físicas no exterior se revelar sintomas;
  • Certifique-se que tem sempre consigo os seus medicamentos habituais.
Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Ébola: Análises de doente suspeito negativas
O director-geral da Saúde, Francisco George, disse hoje que as autoridades portuguesas vão continuar atentas à situação do...

“O Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA) já concluiu as análises que dizem respeito à detecção do vírus do Ébola e confirma que são absolutamente negativas, isto é, a condição de doença da doente em causa não é explicada pelo vírus Ébola, pelo que outras análises estão a decorrer”, adiantou à agência Lusa Francisco George.

O Hospital de São João, no Porto, já tinha anunciado que as análises ao doente que domingo deu entrada naquela unidade hospitalar com suspeita de ter contraído o vírus Ébola deram resultado negativo.

O director-geral da Saúde disse que “não há qualquer tipo de razão para pânico” e pediu a colaboração da população. “Há uma ansiedade colectiva que não é saudável. É preciso que a população reconheça que as autoridades de saúde estão atentas a este problema e que Portugal dispõe de um plano que tem sido devidamente testado e que não entrem em pânico perante as notícias divulgadas”, sublinhou. Francisco George pediu ainda que a população faça um esforço e que colabore, nomeadamente no que respeita à adopção de comportamentos de segurança. “As pessoas devem, sempre que tenham alguma desconfiança, ligar primeiro para a Linha Saúde24 e não deslocar-se ao hospital”, alertou.

O doente tinha-se deslocado até ao Hospital de S. João pelos seus próprios meios, enviado por uma unidade de saúde privada. O doente, que tinha chegado recentemente de um país africano com casos de Ébola, ficou internado por precaução, uma vez que apresentava “critérios de caso suspeito de Doença por Vírus Ébola (DVE)", de acordo com o comunicado inicial do Hospital de S. João.

Este foi o primeiro caso em Portugal de um doente internado numa unidade hospitalar com suspeitas de estar infectado com Ébola.

O Hospital de São João, no Porto, o Curry Cabral e o Dona Estefânia, em Lisboa, são, em Portugal, os hospitais de referência definidos para atender estes casos.

O número de mortos devido ao surto epidémico de Ébola surgido na África Ocidental no final do ano passado ultrapassou os 4 mil, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com um relatório da OMS, datado da passada sexta-feira, estão confirmados 8399 casos de provável contágio pelo Ébola em sete países (Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa, Nigéria, Senegal, Espanha e Estados Unidos), dos quais resultaram 4.033 mortes. Os sete países afectados foram divididos em dois grupos pela OMS, sendo o primeiro constituído pela Guiné-Conacri, a Libéria e a Serra Leoa – os três países mais atingidos – e o segundo pela Nigéria, o Senegal, a Espanha e os Estados Unidos. No primeiro grupo, a Libéria, o país mais afectado pela epidemia, registou 4.076 casos, dos quais 2.316 resultaram em mortes.

Os profissionais de saúde continuam a ser o grupo populacional mais afectado pela doença, sobretudo nos países mais atingidos, com 416 casos, de que resultaram 233 mortes.

 

Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo
Garantir um bom serviço, e a horas, aos utentes que procuram os centros de saúde é o objectivo da Administração Regional de...

Um dos objectivos é garantir o cumprimento de horários e a detecção de eventuais abusos e atrasos sucessivos que podem afectar a resposta a utentes, embora os dirigentes admitam que, em regra, os profissionais são cumpridores. Todas as regiões de saúde estão a avançar com o sistema biométrico de registo de assiduidade (passagem de um dedo num ecrã), mas as regras não são consensuais. Por exemplo, nem todos vão gozar as horas que acumularem. Refira-se que os médicos - no final de 2013 havia 6106 médicos de família e 1545 internos - criticam a aplicação destes sistemas.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) acredita que “o sistema esteja em 60% dos centros de saúde já este mês e em 99% até ao fim de Novembro. Se tudo correr bem, a generalidade dos profissionais vão aceder desta forma aos centros de saúde. Para mim, isto não é um problema. Só peca pelo atraso de anos, já que vai permitir moralizar situações que eram imorais, embora a maioria cumpra. Por outro lado, vamos informatizar o sistema, que deixará de ser manual e vai ajudar no processamento de salários”, exemplifica Luís Cunha Ribeiro, o presidente da ARS Lisboa.

A sede já lida com estas regras há três anos, agora todos os profissionais, seja em que modelo laboral estiverem, têm de as cumprir.

 

Saiba quais são:
Nunca como agora os especialistas recomendaram a prática regular do exercício físico para manter cor
Lesões desporto

Praticar desporto é saudável, melhora a qualidade de vida e faz-nos sentir bem no dia-a-dia. No entanto, as lesões fazem parte. E, se há algumas lesões que são evitáveis através de uma boa preparação e aquecimento por exemplo, há outras que, seja por contacto com outro atleta ou por uma queda, não há como as evitar!

Habitualmente, uma lesão causada pelo desporto deve-se a métodos de treino incorrectos, anomalias estruturais que forçam certas partes do corpo mais do que outras e fraqueza dos músculos, tendões e ligamentos. O desgaste crónico é a causa de muitas destas lesões, que são resultado de movimentos repentinos que afectam tecidos susceptíveis. Felizmente o corpo humano tem uma excelente capacidade de se auto-regenerar, o que combinado com um bom descanso, torna a recuperação mais rápida e eficaz.

O corpo, em muitos casos, emite sinais de que qualquer coisa não está bem, por isso esteja atento e não ignore os sinais. O repouso é sem dúvida, para as 10 lesões mais comuns do desporto, um dos melhores remédios no caminho da recuperação.

1. Cãibras

A cãibra é uma contração parcialmente involuntária e dolorosa dos músculos que ocorre em função do desequilíbrio hidroeletrolítico da área onde a dor aparece. Ou seja, é muito comum a cãibra surgir durante ou após a prática de exercícios físicos dando sinais de que é preciso repor os níveis de água e sais minerais, como o potássio e o sódio. Outra das causas da cãibra é a acumulação de ácido láctico no tecido, devido á degradação da glicose na ausência de oxigénio no músculo.

Comer alimentos ricos em potássio, como banana e batata não-descascada, podem ajudar a prevenir as cãibras musculares.

2. Estiramento e distensão muscular

Uma distensão é o resultado de uma lesão tanto no músculo como no tendão. A distensão pode ser um simples estiramento, desde uma pequena ruptura de fibras musculares a um rompimento parcial ou completo na junção músculo-tendão. Ocorre resultante de um esforço extremo realizado pelo músculo em questão.

A recomendação para recuperar de uma distensão é a mesma que para um estiramento: repouso, gelo, compressão e elevação. Estes cuidados iniciais devem ser seguidos de uma ida ao médico especialista que o encaminhará a reabilitação e fisioterapia, caso seja necessário.

3. Tendinite

Trata-se da inflamação de um tendão que surge usualmente através do excesso de repetições de um mesmo movimento (LER - Lesão por Esforço Repetitivo). Assim, a inflamação num tendão é chamada de tendinite. Esta condição afecta pessoas que dispendem muito tempo a realizar a mesma tarefa, quer em trabalho quer em lazer. Com a difusão da informática, tornou-se uma importante doença ocupacional.

Jogadores profissionais de ténis e golfe, assim como nadadores estão mais sujeitos a tendinites nos braços e ombros. Jogadores de basket e futebol, corredores e ginastas têm tendência a sofrer de tendinites nas pernas e pés.

Tenha em conta que, se continuar a aplicar força sobre um tendão inflamado, ele pode romper. Se isso acontecer, obriga á imobilização através de talas ou até mesmo cirurgia para corrigir o tendão.

4. Contusão

Uma contusão é o resultado de um forte impacto e que pode causar uma lesão nos tecidos moles da superfície, nos músculos, nos tendões ou ligamentos articulares. Algumas vezes, a lesão é profunda, ficando, então, difícil determinar a sua extensão.

Esta lesão aparece como uma equimose (sangue aglomerado ao redor da lesão que marca a pele). A maioria das contusões não são graves e respondem muito bem a descanso, aplicação de gelo, compressão e elevação a área lesada. Se a lesão for mais séria, deve consultar um ortopedista. Um tratamento precoce efectuado por um fisioterapeuta, pode evitar danos maiores e permanentes ao músculo.

5. Fracturas de stress

A fractura por stress é uma lesão óssea que ocorre quando o osso é sujeito a utilização excessiva. Nesta altura podem ocorrer pequenas fissuras no osso, não havendo uma fractura completa no osso, nem desvio do osso fracturado.

Na maioria dos casos, as fracturas ocorrem devido a uma sobrecarga no osso, provocadas pela mudança de plano de treino, para um treino mais intenso, ou começo da prática desportiva sem a orientação correcta, terrenos inapropriados, ou até mesmo pelo calçado impróprio para a prática desportiva.

Os ossos da perna e pé estão particularmente sujeitos a este tipo de fractura. Se é um entusiasta da boa forma ou um atleta, deve prestar muita atenção aos sinais de alerta que o seu corpo lhe transmite. Fadiga e dor são geralmente sinais de que está a forçar muito o seu corpo. Para além disso, as lesões de stress podem ser resultado de um pobre equilíbrio muscular, de falta de flexibilidade ou de fraqueza dos tecidos causada por lesões prévias.

6. Bursite

Uma bursite é a inflamação de uma bolsa sinovial, um saco membranoso revestido por células endoteliais. A bursa é um saco cheio de fluído que se situa entre o osso e o tendão ou músculo, possibilitando que o tendão escorregue suavemente sobre o osso. Ou seja, a função desta bolsa é evitar o atrito entre duas estruturas (por exemplo, tendão e osso ou tendão e músculo) ou proteger as proeminências ósseas.

Uma pancada, pequenas quantidades de pressão repetidas e demasiada utilização podem fazer com que a bursa dos seus ombros, cotovelos, anca, joelhos e tornozelos inchem. A esse inchaço e irritação chama-se bursite e muitas pessoas sofrem dessa lesão juntamente com uma tendinite. As bursites são geralmente aliviadas através de repouso e eventualmente de medicamentos anti-inflamatórios, para além de muita fisioterapia.

7. Entorse e ruptura de ligamento

As entorses são provocadas por uma excessiva distensão dos ligamentos e das restantes estruturas que garantem a estabilidade da articulação, originada por movimentos bruscos, traumatismos, uma má colocação do pé ou um simples tropeçar que force a articulação a um movimento para o qual não está habilitada.

São as lesões mais frequentes da prática desportiva, principalmente as que se verificam no tornozelo (tibiotársica). A seguir à entorse da tibiotársica, a mais comum é a do joelho e, neste caso, a questão que mais importa esclarecer é se os ligamentos cruzados foram ou não afectados, uma vez que a estabilidade desta articulação depende fundamentalmente da integridade destes ligamentos.

8. Luxações e redução articular

Uma luxação é a deslocação de um ou mais ossos de uma articulação. Ocorre quando uma força violenta actua directa ou indirectamente numa articulação, empurrando o osso para uma posição anormal. Em caso de sofrer de uma luxação deve ir imediatamente ao hospital para voltar a colocar o osso no lugar. Repouso e fisioterapia são necessários para que não haja perda da capacidade de locomoção.

9. Lombalgia

Denomina-se de lombalgia (ou lumbago) o conjunto de manifestações dolorosas que acontecem na região lombar, decorrente de alguma anormalidade nessa região. Este é um tipo de dor que a maioria dos praticantes de desporto já sentiu. Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional. Muitas destas lesões ocorrem ao levantar incorrectamente pesos, por trauma, durante o desporto ou até mesmo por dormir numa má posição. Inicia-se repentinamente e caracteriza-se pela intensidade da dor.

10. Traumatismo Craniano

O traumatismo craniano é uma lesão no cérebro que é causada normalmente por uma pancada na cabeça. Os sintomas são desorientação, visão deturpada, dores de cabeça, tonturas, desequilíbrio, náuseas e dificuldade de concentração. São mais comuns em desportos que promovam o contacto como o futebol, boxe, hóquei, rugby e outros. Ainda que muitas pessoas recuperem bem ao fim de umas semanas, outras podem sofrer de danos permanentes. O descanso total é recomendado e, dependendo da gravidade da lesão, pode ter de ficar sem praticar desporto durante alguns meses. Se insistir na sua prática cedo demais, os efeitos são imprevisíveis e potencialmente fatais.

Artigos relacionados

Antes de fazer exercício físico saiba o que fazer para evitar lesões

As 5 lesões desportivas mais comuns

Dicas para a hidratação durante a prática de desporto

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
European Science Foundation
Investigadora espanhola que criticou o processo conduzido pela European Science Foundation num artigo de opinião, na revista...

A avaliação das unidades de investigação científica, que a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) encomendou à European Science Foundation (ESF) e que mereceu duras críticas e acusações por parte da comunidade científica e uma acção em tribunal por parte do SNESup, o Sindicato Nacional do Ensino Superior, por “conter erros”, tem agora um novo episódio, desta vez internacional, escreve o Diário de Notícias na sua edição online.

A astrofísica espanhola Amaya Moro-Martin, que é investigadora no Space Telescope Science Institute e na John Hopkins University, nos Estados Unidos, publicou a 9 de Outubro, na revista Nature um artigo de opinião sobre o futuro preocupante da ciência na Europa. Ali afirmou que no caso de Portugal, “poderão ser fechadas metade das suas unidades de investigação devido a erros no processo de avaliação por parte da European Science Foundation”. Em resposta, o presidente da ESF, Jean-Claude Worms, enviou-lhe uma carta, intimando-a a retirar a frase, sob pena de uma acção legal.

Citada no Retraction Watch, um blogue internacional de referência na área da ciência, Amaya Moro-Martin, afirmou que a Nature lhe pediu para não comentar enquanto a própria revista não analisasse a questão.

Entretanto, inúmeros cientistas portugueses e estrangeiros colocaram comentários no artigo de Amaya Moro-Martin, mostrando-se indignados com a ameaça do presidente da ESF, defendendo a liberdade de opinião, reafirmando acusações de erros no processo de avaliação e desafiando a ESF a agir legalmente também nos seus casos.

O blogue português de ciência De Rerum Natura, do qual o físico Carlos Fiolhais é um dos fundadores, também dá eco do caso e refuta a atitude da ESF.

A avaliação dos 322 centros de investigação do País, cuja primeira fase ficou concluída há duas semanas, mereceu forte contestação por parte da comunidade científica, depois de se ter ficado a saber que uma das cláusulas do contrato com a entidade externa avaliadora, a ESF, era a de que metade dos centros não passariam à segunda fase da avaliação. 131 das unidades retidas decidiram recorrer e 10 acabaram por ser repescadas, podendo agora aceder à possibilidade de um financiamento de 400 mil euros por ano, durante os próximos cinco anos. Outras 11 vão integrar um grupo de cerca de 40 que ficarão com acesso a verbas para se reestruturarem.

 

Páginas