European Science Foundation
Investigadora espanhola que criticou o processo conduzido pela European Science Foundation num artigo de opinião, na revista...

A avaliação das unidades de investigação científica, que a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) encomendou à European Science Foundation (ESF) e que mereceu duras críticas e acusações por parte da comunidade científica e uma acção em tribunal por parte do SNESup, o Sindicato Nacional do Ensino Superior, por “conter erros”, tem agora um novo episódio, desta vez internacional, escreve o Diário de Notícias na sua edição online.

A astrofísica espanhola Amaya Moro-Martin, que é investigadora no Space Telescope Science Institute e na John Hopkins University, nos Estados Unidos, publicou a 9 de Outubro, na revista Nature um artigo de opinião sobre o futuro preocupante da ciência na Europa. Ali afirmou que no caso de Portugal, “poderão ser fechadas metade das suas unidades de investigação devido a erros no processo de avaliação por parte da European Science Foundation”. Em resposta, o presidente da ESF, Jean-Claude Worms, enviou-lhe uma carta, intimando-a a retirar a frase, sob pena de uma acção legal.

Citada no Retraction Watch, um blogue internacional de referência na área da ciência, Amaya Moro-Martin, afirmou que a Nature lhe pediu para não comentar enquanto a própria revista não analisasse a questão.

Entretanto, inúmeros cientistas portugueses e estrangeiros colocaram comentários no artigo de Amaya Moro-Martin, mostrando-se indignados com a ameaça do presidente da ESF, defendendo a liberdade de opinião, reafirmando acusações de erros no processo de avaliação e desafiando a ESF a agir legalmente também nos seus casos.

O blogue português de ciência De Rerum Natura, do qual o físico Carlos Fiolhais é um dos fundadores, também dá eco do caso e refuta a atitude da ESF.

A avaliação dos 322 centros de investigação do País, cuja primeira fase ficou concluída há duas semanas, mereceu forte contestação por parte da comunidade científica, depois de se ter ficado a saber que uma das cláusulas do contrato com a entidade externa avaliadora, a ESF, era a de que metade dos centros não passariam à segunda fase da avaliação. 131 das unidades retidas decidiram recorrer e 10 acabaram por ser repescadas, podendo agora aceder à possibilidade de um financiamento de 400 mil euros por ano, durante os próximos cinco anos. Outras 11 vão integrar um grupo de cerca de 40 que ficarão com acesso a verbas para se reestruturarem.

 

Em causa aumento dos salários
Centenas de milhares de funcionários do serviço de saúde nacional britânico foram convocados para aderir a uma greve parcial, a...

Os funcionários, incluindo enfermeiros, planeiam levar a cabo uma paralisação de quatro horas, entre as 07:00 e as 11:00 (mesma hora em Lisboa).

A iniciativa tem como objectivo elevar a pressão sobre o ministro da tutela, Jeremy Hunt, que rejeitou recomendações apresentadas por uma entidade independente para um aumento salarial na ordem de 1% para todo o pessoal do serviço de saúde.

Em Março, o ministro da Saúde afirmou que as recomendações “eram incomportáveis e representavam um risco para a qualidade da assistência prestada aos doentes”.

Para os sindicatos do sector, os argumentos utilizados pela tutela são inadmissíveis, atendendo designadamente ao desempenho da economia britânica – que deverá crescer mais de 3% em 2014 – e aos sacrifícios consentidos em anos anteriores.

“A inflação continua a aumentar desde 2011 e, ao mesmo tempo, o nível das remunerações dos funcionários do serviço de saúde nacional britânico (NHS) baixou cerca de 12%”, afirmou Dave Prentis, secretário-geral do sindicato UNISON, o maior sindicato do sector público da Grã-Bretanha.

Rejeitar aumentar os salários “nuns meros 1% mostra o que o governo realmente pensa sobre os seus funcionários da saúde”, realçou o dirigente sindical.

Entre os sindicatos que vão tomar uma acção industrial figura o Royal College of Midwives, um sindicato de parteiras, que entra greve pela primeira vez em 133 anos de existência.

Uma sondagem revelada pelo jornal The Guardian estima que a greve de hoje poderá ser capaz de mobilizar 500 mil pessoas. No total, foram nove os sindicatos britânicos que apelaram à paralisação de quatro horas.

 

Investigadores revelam:
A dieta de uma pequena aranha da Malásia pode ser chave para reduzir a propagação de algumas das piores doenças do mundo, como...

Os investigadores descobriram que uma aranha da Malásia (Paracyrba wanlessi) foi o primeiro e único predador conhecido a especializar-se em predar mosquitos durante todas as etapas do ciclo de vida dos insectos, explicaram cientistas da Universidade de Canterbury envolvidos no estudo.

“Isto é notável porque a larva ou a pupa [estágio intermédio entre a larva e o insecto adulto] que vivem na água são muito diferentes do mosquito que nos importuna em busca de sangue”, afirmou a investigadora Fiona Cross em comunicado.

“A aranha não precisa de aprender como identificar e capturar nestes diferentes estágios do mosquito. Nós demos à aranha a escolha entre inúmeras presas e consistentemente ela foi para os mosquitos, independentemente se eram ‘juvenis’ ou adultos”, acrescentou, citada pela agência Xinhua.

Na Malásia, a aranha Paracyrba wanlessi vive em brotos de bambu caídos onde a água entra na madeira através de pequenos buracos tornando-os um local ideal para encontrar mosquitos ‘juvenis’ na água ou adultos que regressam à água para depositar os ovos.

“Encontrar predadores que singularizam mosquitos como presa preferida é especialmente interessante para as pessoas porque eles matam os vectores de algumas das mais graves doenças humanas, com a malária a figurar no topo da lista”, frisou Cross.

“Nesta fase não podemos dizer se a Paracyrba wanlessi vai ser útil no contexto do controlo dos mosquitos, mas o mais importante passo é saber mais sobre a biologia deste predador único”, concluiu.

 

Organização Mundial de Saúde
O estudo genético desempenha um papel relevante na definição da forma como as pessoas percepcionam e respondem à dor crónica,...

Esta dor que se estende por um período de tempo superior a seis meses deixa de ser um sintoma e passa a ser uma patologia, cuja origem e tratamento foram debatidos em Buenos Aires por mais de 6 mil profissionais de todo o mundo.

“A dor transmite-se e efectivamente hoje sabe-se a importância que tem o impacto genético na sua percepção”, explicou o presidente do Comité Local da Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP, na sigla em inglês) e neurocirurgião, Fabián Piedimonte.

O médico acrescentou que “a genética tem hoje um papel preponderante para definir a forma como um indivíduo vai perceber a dor, se vai ter uma maior ou menor sensibilidade”.

Segundo Piedimonte, o tratamento da dor é algo que sempre se fez, mas a sua valorização como doença é algo “muito recente”, pelo que não existem suficientes profissionais de saúde especializados nessa área.

A percentagem de pessoas afectadas por algum tipo de dor crónica atinge os 50% entre os maiores de 65 anos, e os 85% entre os idosos acima de 80 anos.

“O estilo de vida tem sem dúvida muito a ver”, assegura Piedimonte, destacando as dores de coluna, como uma das mais frequentes. Seguem-se as artroses (dores osteoarticulares) e depois as neuropatias, causadas por uma alteração na comunicação nervosa, como as fibromialgias. “E essa dor crónica tem um efeito devastador sobre a personalidade de quem a sente”, sublinha o médico.

Depressão, ansiedade ou falta de sono são algumas das consequências de uma dor constante que, segundo Piedimonte, “se pode e deve combater”.

“Há uma infinidade de tratamentos que podem preveni-la e combatê-la que vão desde a administração de analgésicos em distintas escalas à técnica mais inovadora: a neuromodulação, que consiste em implantar um dispositivo que actua como bloqueador daquilo que produz a dor”, explica. Existem outros métodos como os derivados da morfina, que “sendo dados adequadamente também ajudam”, as infiltrações ou as terapias químicas. Além disso, o médico destaca também a importância de acompanhamento psicológico. Contudo, segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas 10% das pessoas que padecem de dor recebem um tratamento adequado.

 

Recomendações
Ter hábitos alimentares saudáveis não é sinónimo de uma alimentação restritiva ou monótona.

Quanto mais variada for a sua selecção alimentar, melhor. Diferentes alimentos contribuem com diferentes nutrientes o que, garante que todas as necessidades nutricionais sejam satisfeitas.

Optar por hábitos alimentares mais saudáveis, não significa deixar de comer aqueles alimentos menos saudáveis que tanto gosta. O importante é que o consumo desses alimentos constitua a excepção e não a regra do seu dia-a-dia alimentar.

Encare a adopção de práticas alimentares mais saudáveis como uma oportunidade para experimentar novos alimentos e novos modos de confecção, que para além de serem apetitosos, são uma forma de contribuir para a melhoria do seu estado de saúde.

Actualmente sabe-se que os hábitos alimentares inadequados e a inactividade física são dois dos principais factores de risco para o aparecimento de doenças como obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de cancro.

É por isso de primordial importância que todos adoptemos um estilo de vida mais saudável, cuidando dos nossos hábitos alimentares, praticando mais actividade física e não fumando.

Recomendações para fazer uma alimentação diária mais saudável:

Tome sempre o pequeno-almoço
Inicie o seu dia com um pequeno-almoço completo, equilibrado e saudável. Para isso consuma leite ou seus derivados, pão escuro ou de mistura ou cereais integrais e não se esqueça de incluir fruta fresca.

Evite estar mais de 3 horas e meia sem comer
Faça pequenas merendas entre as três refeições principais e uma pequena ceia antes do deitar.

Diminua o consumo de sal
Reduza a quantidade que usa para a confecção dos alimentos, opte por usar ervas aromáticas e especiarias para que os seus cozinhados fiquem mais apetitosos. Não adicione sal fino aos pratos já confeccionados, para isso evite levar o saleiro para a mesa.

Evite o consumo de alimentos muito salgados (ex.: chouriço e outros produtos de charcutaria e salsicharia, determinados queijos, caldos concentrados, molhos pré-preparados, alimentos tipo fast-food, etc. ...).

Evite ingerir açúcar e produtos açucarados
Não adicione açúcar ao leite, chá ou café, procure habituar-se ao sabor natural destas bebidas. Evite consumir produtos ricos em açúcar (ex.: produtos de confeitaria e pastelaria, chocolates, gelados, rebuçados, mel, sobremesas açucaradas, gomas, refrigerantes, determinadas bolachas, etc.).

Estes alimentos só devem ser consumidos ocasionalmente e de preferência após uma refeição.

Aumente o seu consumo de hortaliças e legumes
Inicie sempre o almoço e o jantar com uma sopa rica em hortaliças e legumes; faça destes alimentos (em salada ou preparados de outras formas) um acompanhamento fundamental do seu prato.

Aumente o seu consumo de fruta
Lembre-se: “Para terminar a refeição em beleza, a fruta é a melhor sobremesa!”. Prefira a fruta a outro tipo de sobremesas mais açucaradas. Nos intervalos entre as refeições, “engane” a fome comendo uma peça de fruta acompanhada de outro alimento (ex.: um pedaço de pão ou um iogurte...).

Consuma de preferência peixe e carnes magras (ex.: aves ou coelho)
O peixe e as carnes brancas fornecem a mesma quantidade de proteína que as carnes vermelhas (ex.: carne de vaca ou de outros mamíferos), com a vantagem de terem menor quantidade de gordura, por isso faça um consumo muito esporádico de carnes vermelhas.

A pele das aves e a gordura visível da carne e peixe, por serem prejudiciais à saúde, deve evitar-se o seu consumo.

Beba água simples em abundância ao longo do dia
Chá e infusões sem adição de açúcar são uma maneira saudável e saborosa de consumir água. Evite os refrigerantes e bebidas artificiais à base de sumo de frutos que são geralmente pobres em nutrientes e ricas em açúcar.

Se consumir bebidas alcoólicas, faça-o com moderação
Mulheres grávidas, crianças, adolescentes e jovens até aos 17 anos não devem consumir nenhuma porção de álcool.

Reduza o seu consumo total de gordura, em especial da gordura saturada, existente principalmente em produtos de origem animal
Diminua não só a quantidade de gordura usada para cozinhar e temperar, mas também o consumo de alimentos com elevado teor de gordura (ex.: margarina, banha, manteiga, produtos de charcutaria e salsicharia, natas, molhos pré-preparados industrialmente, caldos concentrados, toucinho, massas folhadas, rissóis, etc. ...).

Prefira métodos de culinária simples, saudáveis e saborosos, tais como: estufados, cozidos e grelhados
Se adicionar gordura aos seus assados no forno, que seja apenas azeite e em pouca quantidade. Evite o consumo de alimentos fritos, pois estes contêm grandes quantidades de gordura.

Nos alimentos grelhados não consuma as partes carbonizadas (queimadas), pois estas são muito prejudiciais para a sua saúde.

Não utilize gorduras que foram sobreaquecidas ou óleos queimados
Evite cozinhar mais do que duas vezes com a mesma gordura, pois as altas temperaturas a que esta é submetida durante o processamento culinário (ex. fritura), levam à sua degradação e ao aparecimento de substâncias cancerígenas, que passam para o alimento enquanto este é cozinhado.

Privilegie sempre o consumo do azeite em relação às outras gorduras, tanto para cozinhar, como para temperar os pratos.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Devido a novas mutações
O cancro do pulmão pode ficar “adormecido” durante mais de 20 anos antes de se tornar mortal, afirmaram cientistas, o que pode...

Duas revistas especializadas que detalharam a evolução do cancro do pulmão revelam como, após uma falha genética causadora da doença “muitas vezes devida ao tabaco”, as células do tumor desenvolvem numerosas novas mutações silenciosamente, tornando partes diferentes do mesmo tumor geneticamente únicas.

Quando os indivíduos apresentam sintomatologia que permita diagnosticar o cancro, as células malignas terão percorrido diversas fases evolucionárias, fazendo com que seja extremamente difícil que qualquer medicamento específico surta efeito. As descobertas mostram a necessidade premente de detectar o cancro do pulmão antes que este se tenha transmutado em múltiplos clones malignos.

“O que não tínhamos conseguido entender antes é por que este é o imperador de todos os tipos de cancro e uma das doenças mais difíceis de tratar”, disse Charles Swanton, autor de uma das monografias do Instituto de Pesquisa de Londres da instituição de caridade Pesquisa do Cancro da Grã-Bretanha. “Anteriormente, não sabíamos o quão heterogéneo este tipo de cancro em estágio inicial era”.

O cancro do pulmão é o mais fatal do mundo, estimando-se que vitime cerca 4.300 pessoas por dia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 85% dos doentes têm cancro do pulmão de células não-pequenas (NSCLC, na sigla em inglês), o tipo analisado nos dois estudos.

Para chegar a uma compreensão plena da doença, os dois grupos de cientistas britânicos e norte-americanos analisaram a variabilidade genética em diferentes regiões dos tumores pulmonares removidos em cirurgias e desvendaram como as falhas genéticas haviam desenvolvido ao longo do tempo.

O que descobriram foi um período de latência extremamente alto entre as mutações iniciais e os sintomas clínicos, que acabaram por surgir depois de novas e adicionais falhas terem desencadeado o crescimento acelerado da doença.

No caso de alguns ex-fumadores, as falhas genéticas iniciais que despertaram o cancro remontavam a um consumo de cigarros de há duas décadas. Mas estas falhas tornaram-se menos importantes ao longo do tempo, e mutações mais recentes foram causadas por um novo processo controlado por uma proteína chamada APOBEC.

A pesquisa foi publicada na revista científica Science.

 

A partir de hoje
A Região Autónoma da Madeira passou a ter, a partir de hoje, um coordenador residente do Gabinete Médico-Legal e Forense do...

Segundo João Pinheiro, vice-presidente do I Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), a nomeação cumpre "um desejo antigo do instituto, que é nomear médicos especialistas do quadro em todo o território nacional".

O gabinete já existe na Madeira há 15 anos, funcionando nas instalações do hospital Dr. Nélio Mendonça e tem sido coordenado nos últimos anos “à distância”.

“O que se pretende com este coordenador forense é melhorar a qualidade os serviços, melhorar a resposta, chegar mais cedo e chegar melhor”, afirmou.

João Pinheiro considerou que “as ilhas têm um risco estatístico que obrigam a que os gabinetes estejam mais bem apetrechados, quer em meios humanos, instalações e de materiais”. Para João Correia, a existência de alguém que é especialista permitirá acelerar a pendência de processos.

“Havendo um especialista de medicina legal a tempo inteiro vai permitir que as perícias possam ser agendadas de uma forma mais célere”, nomeadamente as autópsias, a observação de vítimas de agressões, particularmente as sexuais, e os acidentes.

O gabinete tem seis peritos na Madeira, além do coordenador, que ajudam nas perícias, cinco deles de medicina geral familiar e um ortopedista.

 

Presidente da Sociedade Americana do Sangue e Transplante de Medula diz
O presidente da Sociedade Americana do Sangue e Transplante de Medula, Sergio Giralt, disse que o novo tratamento do mieloma...

Segundo Sergio Giralt, presidente da Sociedade Americana do Sangue e Transplante de Medula, considerado um dos maiores especialistas mundiais nesta área, “a terapêutica do mieloma múltiplo é optimizada em função do doente e das características da doença”.

Sergio Giralt falava numa conferência sobre o transplante perfeito no mieloma múltiplo numa conferência sobre “A Ciência e a Ética” organizada pelo IPO/Porto.

O director do Serviço de Transplantação de Medula Óssea do IPO/Porto, António Campos, considerou que se trata de “um avanço extraordinário. Os doentes não são todos tratados da mesma maneira, são tratados em função de determinados parâmetros e, assim, conseguimos que os doentes vivam mais e melhor”.

“São definidos grupos de doença, com prognósticos diferentes e a partir daí o tratamento é adaptado em função do grupo de risco em que o doente cai”, explicou.

Segundo António Campos, a abordagem sistematizada para diferentes grupos de doentes, hoje apresentada por Sergio Giralt, dá aos especialistas “uma ideia de como a doença se vai comportar”.

O mieloma múltiplo é um cancro que tem origem nas células plasmáticas, um tipo de glóbulos brancos. A sua incidência anual em Portugal é de 3 casos /100 mil habitantes, sendo a ocorrência mais comum acima dos 60 anos.

O IPO-Porto já fez 493 transplantes em 325 doentes com mieloma múltiplo. O Sociedade Americana do Sangue e Transplante de Medula está a assinalar este ano os 25 anos sobre o primeiro transplante, tendo ultrapassado já os 2 mil transplantes.

 

Em pedopsiquiatria
O secretário de Estado da Saúde, Fernando Leal da Costa, afirmou que quer reforçar a capacidade de intervenção e internamento...

O Governo tem “consciência da necessidade de intervenção em saúde mental nos mais novos”, sendo uma especialidade para a qual o país “não foi capaz de criar os profissionais necessários”, disse Fernando Leal da Costa, na sessão de abertura das comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental, no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra.

“É necessária uma intervenção mais forte, mais efectiva e mais competente nas crianças e adolescentes", referiu, frisando que a promoção da saúde mental e a prevenção de distúrbios também se “ganha numa intervenção precoce”.

Os recursos existentes “são manifestamente poucos para as necessidades identificadas”, sendo a capacidade de intervenção e de internamento “limitada”, observou, sublinhando a importância “de formar o maior número possível” de pedopsiquiatras.

O presidente do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), José Martins Nunes, também presente na cerimónia, prevê que “dentro de três meses” seja possível dotar o CHUC de um serviço de pedopsiquiatria com internamento e urgência, “que sirva as crianças da região Centro”. “Existe uma médica a trabalhar fora da região interessada em trabalhar em Coimbra, estão a tramitar dois processos de cedência por interesse público de duas pedopsiquiatras e, em Janeiro, teremos mais uma especialista formada no nosso hospital”, informou.

José Martins Nunes explicou que o serviço com internamento e urgência estará integrado no Hospital Pediátrico de Coimbra numa área actualmente desocupada, prevendo que no início o serviço esteja equipado com 10 camas. De acordo com o presidente do conselho de administração do CHUC, "nunca houve internamento em pedopsiquiatria" em Coimbra.

José Alberto Garrido, director do serviço de pedopsiquiatria do CHUC, sublinhou que até agora as crianças “ou ficam nas urgências ou vão para o Porto ou para casa”.

 

Unidade de Pedopsiquiatria do Hospital de Ponta Delgada com espera de 8 meses

A unidade de pedopsiquiatria do Hospital de Ponta Delgada, nos Açores, debate-se com um grande volume de pedidos, superior à capacidade de resposta e a lista de espera para uma primeira consulta a crianças e jovens atinge os oito meses.

A informação foi avançada pelo pedopsiquiatra do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, Bruno Seixas, à margem do III Roteiro de Saúde Mental dos Açores, indicando que na região, “uma em cada quatro crianças” tem hipótese, “ao longo do seu percurso de desenvolvimento, de ter sintomas com impacto significativo ao nível do seu desenvolvimento”.

Segundo o pedopsiquiatra, a lista de espera na ilha Terceira, onde o especialista também dá assistência, “é de 26 crianças”, mas em São Miguel, a maior ilha açoriana, “o número é superior”. “Actualmente um caso não urgente que seja encaminhado para o Hospital de Ponta Delgada para observação pedopsiquiátrica tem que esperar mais de oito meses” para ser atendido para uma primeira consulta de pedopsiquiatria, adiantou.

“Temos um grande volume de pedidos, era necessário que o sistema de referenciação fosse afinado, mas tentamos dar resposta, embora por vezes não o consigamos em tempo útil”, disse o responsável pela unidade de pedopsiquiatria do Hospital de Ponta Delgada.

O pedopsiquiatra adiantou que são referenciadas “sobretudo” crianças “com perturbações de comportamento, muitas crianças com dificuldades escolares para despiste de problemas específicos de aprendizagem e muitos casos de hiperactividade com défice de atenção” e admitiu que possa haver uma maior incidência e casos graves “em famílias com poucos recursos e com patologia também a nível dos pais”.

No Dia Mundial da Saúde Mental, o pedopsiquiatra considerou ainda que deveria ser “reforçado o investimento” na área da saúde mental infanto-juvenil.

A coordenadora do Centro Paroquial de Bem Estar Social de S. José, Vitória Furtado, defendeu que “é preciso efectivar o cumprimento da articulação” entre as várias instituições que trabalham na área. A psicóloga alertou ainda que “muitas vezes” o pedido de ajuda “é adiado” pelos próprios doentes e disse que além do suporte à família também é importante reforçar o apoio psicossocial na comunidade.

O director da Casa de Saúde de S. Miguel, Pedro Carvalho, defendeu igualmente a necessidade de “reforçar as redes de suporte familiar”, indicando que a instituição tem a taxa de ocupação “quase a 100%” e uma vez mais a necessidade do enfoque no acompanhamento pós internamento, e aqui com papel importante por parte das famílias.

O III Roteiro de Saúde Mental é uma iniciativa do Centro Paroquial de Bem-estar Social de São José em parceria com a Casa de Saúde São Miguel, do Instituto São João de Deus, a Casa de Saúde Nossa Senhora da Conceição, das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus e a Associação para a Promoção da Saúde Mental (ANCORAR). A iniciativa pretende aproximar as entidades dos profissionais e a comunidade na reflexão e desmistificar algum estigma ainda associado à doença mental.

Líder do CDS-PP nos Açores acusa
O líder do CDS-PP nos Açores, Artur Lima, denunciou hoje que há “cerca de dois anos” que os médicos especialistas não se...

“O Governo tem de pôr a mão na consciência e começar a fazer a deslocação de especialistas, particularmente em algumas áreas”, frisou o líder do CDS-PP nos Açores, Artur Lima. Para o dirigente, a deslocação de médicos especialistas às ilhas sem hospital “foi uma boa medida socialista”, mas neste momento não existe “por teimosia e culpa do actual secretário [regional] da Saúde”.

“As Flores são exemplo disso. Há mais de um ano, há cerca de dois anos, que estão sem deslocação de especialistas”, denunciou. Na ilha das Flores, Artur Lima considerou que “a neurologia é uma área fundamental”, assim como a pediatria, que implica a deslocação de pai, mãe e filho, quando as crianças têm menos de quatro anos, o que “triplica a despesa”.

“O senhor secretário [regional da Saúde] anda a cortar nos direitos dos doentes, para eventualmente esbanjar noutro sítio”, acusou.

Depois de visitar o centro de saúde de Santa Cruz das Flores, Artur Lima defendeu um “forte investimento” do executivo açoriano em “cuidados continuados”.

“Há a boa vontade do centro de saúde, mas é preciso que se aposte definitivamente nos cuidados continuados e parece que não há nada programado nesse sentido”, frisou.

O líder regional centrista lamentou ainda que a telemedicina, prometida pelo executivo socialista “desde 1997”, ainda não seja uma realidade e continue “numa fase experimental”.

 

Afecta 1% da população
O director da Organização Mundial de Saúde para África, Luís Sambo, admitiu que persiste o “estigma” às pessoas com...

A propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala hoje sob o lema “Viver uma vida saudável com esquizofrenia”, o médico angolano responsável regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África reconheceu que naquele continente “há muitas vezes o mal-entendido de que a esquizofrenia não é tratável”.

“Esse mal-entendido resulta num estigma, associado a um maior fardo físico, psicológico e económico, sobre o doente, os cuidadores e a família”, afirma o director regional da OMS.

Na comunicação alusiva ao Dia Mundial da Saúde Mental, Luís Sambo reconhece que os países africanos já fizeram “alguns progressos na melhoria dos cuidados de saúde mental”, mas “há ainda muitos desafios a ultrapassar”.

“A saúde mental deverá ser integrada nos cuidados de saúde primários. É preciso informar e sensibilizar as comunidades para a melhor maneira de ajudar os indivíduos com esquizofrenia. Por isso, a OMS apela aos governos para reforçarem os serviços de saúde que apoiam as pessoas com esquizofrenia”, sublinhou o director regional da organização. A isto acrescentou que as pessoas com esquizofrenia “podem ter uma vida saudável, se receberem tratamento adequado o mais cedo possível e levarem um estilo de vida aceitável”.

“Hoje, na comemoração do Dia Mundial da Saúde Mental, apelo aos doentes, famílias e cuidadores que, tomem iniciativas para detectar, tratar e prevenir a esquizofrenia. Apelo aos governos, parceiros, instituições de investigação e à sociedade civil para reforçarem o seu envolvimento e investir mais na saúde mental”, rematou Luís Sambo.

 

Circular Informativa N.º 216/CD/8.1.6.
O Infarmed alerta, através de circular informativa, para a venda ilegal de sabonetes artesanais que não cumprem a legislação...

No decurso das actividades de supervisão do mercado, o Infarmed tem verificado o aumento do comércio, em lojas e na Internet, de sabonetes artesanais que não cumprem a legislação aplicável aos produtos cosméticos bem como com o previsto na Deliberação n. 15/CD/2013 de 13 de Fevereiro).

O fabrico de produtos cosméticos, independentemente da tipologia de fabrico (Decreto-Lei n.º 169/2012 de 1 de Agosto, na actual redacção) e incluindo o que é realizado em unidades produtivas artesanais (Decreto-Lei n.º 41/2001, de 9 de Fevereiro), tem de cumprir a legislação europeia e nacional

Assim, só podem ser colocados no mercado produtos cosméticos que demonstrem ser seguros e cumpram os requisitos legalmente estabelecidos pelo Regulamento (CE) N.º 1223/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de Novembro de 2009 e pelo Decreto-Lei n.º 189/2008, de 24 de Setembro

Face ao exposto, o Infarmed adverte:

- As entidades que fabriquem produtos cosméticos artesanais têm de tomar as medidas necessárias para cumprir a legislação aplicável;

- As entidades que distribuam ou vendam este tipo de produtos devem certificar-se que os produtos estão conformes com os requisitos previstos.

O não cumprimento das disposições legais está sujeita a sanções de acordo com a Lei n.º 51/2014, de 25 de Agosto.

 

 

Serviço Nacional de Saúde
As Unidades de Saúde estão obrigadas a divulgar na internet os tempos de espera de consultas e exames. No entanto, ainda são...

Uma análise do jornal i aos sites dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que estão a cumprir a obrigação de divulgar estes indicadores revela que em algumas especialidades as unidades estão longe de garantir os tempos de resposta previstos na lei, que no máximo deveriam ser 150 dias. Dados divulgados recentemente pela Administração Central do Sistema de Saúde mostram que até Julho duas em cada 10 consultas externas realizadas (23%) ocorreram fora do tempo, mas os dados publicados por alguns hospitais permitem perceber o que isto significa, já que este indicador não reflecte a espera de quem está a aguardar.

Se as esperas médias superiores a mil dias são ainda assim uma excepção, é mais comum encontrar tempos médios de resposta de um ano e quase dois. No Centro Hospitalar de Setúbal são apontados 513 dias de espera média para uma consulta de ortopedia e 606 dias para otorrinolaringologia. No Amadora-Sintra, o tempo médio de resposta para uma consulta de ortopedia de prioridade normal são 348 dias e para gastrenterologia são 369 dias. Além destas especialistas, oftalmologia é outra área em que os tempos elevados são comuns.

Uma das conclusões do jornal ao pesquisar nos sites dos hospitais é que ainda há muito a fazer em matéria de informação ao público. Além dos tempos de espera para consultas, as unidades devem divulgar esperas para cirurgias, exames e análises. Apesar de nos últimos meses ter havido melhorias, ainda são menos de metade as unidades do SNS com dados actualizados nos sites. Só 17 unidades num total de 45 fornecem tempos de espera para consulta e 19 apresentam os prazos relativamente a exames e análises. Falham grandes centros hospitalares como Lisboa Norte, Central ou Algarve. Também são pouco mais de uma dezena as que publicitam tempos para cirurgia, mas esses dados são objecto de relatórios da ACSS que permitem uma ideia da dimensão das esperas, o que não ocorre com consultas e exames.

Mas além de serem ainda poucos os hospitais com dados, o acesso à informação nos que já o fazem não é fácil. É raro haver uma ligação para os dados na página principal e surgem em secções como estatísticas, documentos ou informação de gestão. A maior parte dos sites tem um separador de “informação aos utentes”, mas quase nunca é lá que surgem as fichas. Depois os próprios critérios são díspares. Algumas unidades apresentam tempos médios, outras medianos e máximos.

 

Dia Mundial da Saúde Mental
Não se deixar manipular pela televisão ou pela internet é um bom passo para garantir uma mente sã, dizem os especialistas.

De que vale ter um corpo em forma se a mente não é saudável? Aceite as críticas, ria de si próprio, relacione-se com os outros. Esta é a receita do psiquiatra José Luís Pio Abreu para manter a sua mente sã. Para assinalar o Dia Mundial da Saúde Mental, que se comemora hoje, o Diário de Notícias questionou o psiquiatra, bem como outros dois profissionais da área, sobre o que é ser saudável mentalmente. Todos deram respostas diferentes. Para Pio Abreu, “é ter liberdade psicológica para fantasiar, imaginar, pensar”.

Numa sociedade cada vez mais tecnológica, o risco de se perder essa liberdade torna-se maior. Consegue manter-se a saúde mental “se não nos deixarmos manipular pela televisão, isto é, pela imagem, pelo som, pela repetição das coisas e pelo insólito”. Afinal, diz o autor do livro Como tornar-se doente mental", “há tantas coisas boas que acontecem além do insólito”. Pio Abreu considera que “apesar de tudo, na internet existe essa liberdade, embora se possa perder quando os pensamentos ou fantasias aparecem publicados nas redes sociais”.

 

Ensaio clínico tem início em Novembro
Uma equipa de investigadores japoneses começa em Novembro um ensaio clínico para tratar pessoas que sofrem de autismo com...

O grupo, formado por investigadores de quatro universidades japonesas, entre elas as de Tóquio e Kanazawa, realizará um ensaio com 120 doentes, revelou a cadeia pública NHK. Os 120 doentes serão divididos em dois grupos. A um dos grupos será administrada oxitocina através de um pulverizador nasal, enquanto o segundo receberá um placebo.

A oxitocina, também denominada a “hormona ou molécula do amor” é um neurotransmissor produzido pelo hipotálamo que se acredita estar relacionado com o orgasmo, o reconhecimento afectivo, as condutas maternal e paternal e, em geral, no estabelecimento de relações sociais.

Uma equipa da Universidade de Tóquio apresentou este verão os resultados de um estudo em que se concluiu por uma melhoria nas capacidades de reconhecer e associar expressões faciais em pacientes adultos com autismo. O estudo também mostrou um aumento da actividade neuronal numa zona do cérebro que está relacionada com o reconhecimento de emoções e com a empatia.

Um estudo anterior publicado pela revista Nature por uma equipa do Centro Médico Langone de Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 2013, também sublinhou o peso que poderia ter os baixos níveis desta hormona nas pessoas que sofrem de transtornos do autismo.

A equipa nipónica planeia ter compilados os resultados do estudo em 2016 com o objectivo de determinar se a oxitocina pode ser utilizada para tratar o autismo e, nesse caso, iniciar mais testes destinados a obter as autorizações do Ministério da Saúde para produzir e comercializar um fármaco.

 

Ébola:
A Argentina desenvolveu um método para diagnosticar o Ébola, através de biologia molecular, que permite detectar o vírus em...

O método foi desenvolvido pelo Instituto Malbrán a partir do envio de material genético viral de um centro de referência da Organização Mundial de Saúde (OMS), e é o único com estas características na América Latina.

O ministro argentino da Saúde, Juan Manzur, destacou que a “Argentina é o primeiro país da América Latina que tem o diagnóstico de Ébola”, sublinhou que a validação desta técnica foi feita através de um centro de referência da OMS.

Segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde, a epidemia de Ébola já causou a morte de mais de 3.860 pessoas num conjunto de 8 mil infectados.

A Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri são os países mais atingidos pela epidemia, que também já causou mortes na Nigéria, Estados Unidos e Espanha.

O primeiro caso de contágio fora de África foi detectado, no início do mês, em Espanha e estão seis pessoas internadas em observação num hospital de Madrid.

Vários países estão a impor restrições à circulação de pessoas oriundas dos países mais atingidos pela epidemia e a introduzir postos de controlo sanitário nos aeroportos para vigiar a febre, um dos primeiros sintomas da doença.

Existe também um outro surto de Ébola na República Democrática do Congo, que já causou 43 mortos, mas as autoridades médicas referem que não está relacionado com os casos na África Ocidental.

O Ébola, que se transmite por contacto directo com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados, é um vírus que foi identificado pela primeira vez em 1976. Não existe vacina, nem tratamentos específicos e a taxa de mortalidade é elevada. O período de incubação da doença pode durar até três semanas.

 

Em 2015
O secretário regional da Saúde dos Açores, Luís Cabral anunciou que a rede de cuidados continuados da região, que actualmente...

“Vamos já no próximo ano duplicar a verba que temos em plano de investimentos nesta área dos cuidados continuados exactamente para estender aquilo que foi um bom exemplo na ilha de São Miguel a todas as outras ilhas do arquipélago, aumentando assim a nossa capacidade de internados em cuidados continuados para 226 camas”, adiantou Luís Cabral, secretário regional da Saúde dos Açores, no final de uma visita à unidade de cuidados continuados que funciona no centro de saúde de Vila Franca do Campo.

Segundo explicou, todos os centros de saúde da região vão ter uma área de cuidados continuados, à excepção de Ponta Delgada (ilha de São Miguel), Horta (Faial), Angra do Heroísmo e Praia da Vitória (Terceira), que não têm serviço de internamento. Nestes casos, serão criadas parcerias com as misericórdias para assegurar os cuidados continuados.

Luís Cabral assume a área dos cuidados continuados como “prioritária” para o Governo Regional dos Açores e por isso em 2015 será disponibilizada uma verba de 2 milhões e 400 mil euros, o dobro do valor deste ano.

A presidente da Comissão Regional dos Cuidados Continuados congratulou o Governo Regional pela aposta na área, admitindo que “é sinal de que a partir de agora” haverá “todas as condições para poder desenvolver os cuidados continuados integrados nos Açores” alertando, no entanto, para a necessidade de um reforço de recursos humanos.

“Todo o aumento da capacidade de resposta é muito bem-vinda, mas eu saliento que o nosso investimento não é só aumentar a capacidade de camas, é proporcionar condições para que as pessoas possam estar no seu domicílio em segurança e aí os recursos humanos são fundamentais”, alertou Margarida Moura.

Quanto ao reforço de meios humanos, o secretário regional da Saúde comprometeu-se para já a contratar 15 enfermeiros em Novembro e dar seguimento ao processo de contratação de mais dois terapeutas ocupacionais na Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.

Em São Miguel existem neste momento 153 camas na área dos cuidados continuados, com uma ocupação de 80%.

 

Estudo europeu revela:
Portugal é dos países da Europa que menos integra, na sociedade e no trabalho, pessoas com doenças mentais, indica um estudo...

No trabalho, sobre Saúde Mental e Integração, Portugal aparece em 27.º lugar, só à frente da Grécia, Roménia e Bulgária. A Alemanha surge como o país que melhor integra as pessoas com deficiência, seguida do Reino Unido, Dinamarca e Noruega.

Da responsabilidade da Intelligence Unit da revista The Economist, e divulgado a propósito do Dia Mundial da Saúde Mental que se assinala hoje – 10 de Outubro - , o estudo analisa dados como a ajuda médica dispensada a pessoas que vivem com doença mental, as oportunidades de trabalho ou os esforços para combater o estigma.

Os especialistas que analisaram os 30 países (os 28 da União Europeia mais a Noruega e a Suíça) recomendam que se produza mais informação sobre a saúde mental, que esta área receba mais financiamentos e que se dê mais atenção ao emprego das pessoas que sofrem de alguma patologia.

Citando especialistas, diz-se no trabalho que na União Europeia 165 milhões de pessoas são em cada ano afectadas em algum momento por alguma doença mental, dos quais apenas um quarto recebe algum tratamento e só 10% tem um tratamento considerado adequado.

Apesar de reconhecerem que há “muitos exemplos de boas práticas” por toda a Europa os autores do estudo (encomendado por uma empresa farmacêutica) sublinham que há ainda “um longo caminho a percorrer até que as pessoas com doenças mentais sejam apoiadas de forma adequada e sejam verdadeiramente integradas nas suas comunidades”.

As doenças mentais representam elevados custos humanos e económicos para a Europa, começa por avançar o estudo, que cita a Organização Mundial de Saúde (OMS) para dizer que em 2012 cerca de 12% dos anos perdidos por incapacidades advinha de doenças mentais, as mesmas que afectavam o PIB da Europa em 3 a 4%.

O continente – adianta o documento – viu mudar nas últimas décadas a percepção sobre a melhor forma de tratar as doenças mentais, afastando-se a ideia do hospital como centro para se optar pelo tratamento na comunidade.

Ainda assim a Europa como um todo “está ainda no início” de uma rede de cuidados centrada na comunidade. Dos 30 países há 16 nos quais há mais pessoas que recebem tratamento em longas estadas nos hospitais ou em instituições do que na comunidade onde residem.

E dos 30 países, diz-se no documento, apenas oito têm programas de cooperação entre o departamento responsável pela saúde mental e as áreas da educação, emprego, habitação, assistência social, protecção à criança e ao idoso, e justiça criminal.

Baseado em recolha de dados e em entrevistas o estudo cita os indivíduos ouvidos para dizer que o emprego é a maior preocupação das pessoas (e suas famílias) que vivem com alguma doença mental, mas que é também a área “com as políticas mais inconsistentes em toda a Europa”. Por outro lado apenas em 14 dos 30 países há uma política de apoio às famílias dos portadores de doença, ainda que a família tenha “um papel fundamental”.

 

Orçamento do Estado 2015
O Governo deve iniciar a transferência dos centros de saúde para a gestão dos municípios do continente já no próximo ano, de...

O Governo deve iniciar a transferência dos centros de saúde para a gestão dos municípios do continente já no próximo ano, de acordo com uma versão preliminar do Orçamento do Estado para 2015. O documento refere ainda que o Governo prevê ainda a descentralização de competências para os municípios na área da Acção Social e na Educação, como já acontece com as escolas básicas, por exemplo.

Quanto à saúde, em 2015 fica o Governo “autorizado a transferir para os municípios do continente as dotações inscritas no orçamento do Ministério da Saúde, referentes à competência a descentralizar no domínio dos cuidados de saúde primários”, é referido no documento.

As verbas concretas a transferir serão definidas posteriormente, “mediante portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da saúde e da administração local”.

O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, anunciou em meados de Julho que o Governo estava a estudar a transferência da gestão dos centros de saúde para os municípios, no âmbito da descentralização de competências que abrange também as escolas e a segurança social.

De acordo com Poiares Maduro, o modelo de descentralização dos centros de saúde para as autarquias envolve também o Ministério da Saúde e deve ser um modelo que defina “com muita clareza quais são as competências da administração central e dos municípios e quais os meios financeiros a que está sujeita a transferência das competências”.

A não-maleficência vs. beneficência
A presente reflexão tem como objetivo fomentar a discussão sobre os princípios basilares do Bem e do

Um pensamento ético, por mais distinto que seja, é sempre decorrente do conceito global de “Ética”[1] e uma parte fundamental da Filosofia e da Moral. Deste modo, o problema ético pressupõe sempre uma escolha, uma opção e uma direção. A ética compreende, portanto, um vasto leque de possibilidades de natureza moral e relacionadas com múltiplos códigos de conduta, entre outros regulamentos deontológicos.[2]

Qualquer conceito ético, por mais específico ou global, é sempre uma definição em aberto. Como consequência, a ética não é finita nem exata, mas perpetuamente uma matéria subjetiva. A ética possui um carácter individualista, embora possa ser entendida na ótica coletiva ou social. A ética é uma interrogação permanente[3], fruto de um produto cultural, dado que cada sociedade possui condutas éticas e deontológicas diferentes.

A ética está continuamente em mudança, dado que faz parte da dialética da vida, ou seja, quanto mais complexa for a existência, mais emaranhada será a ética que a rege. A ética é normativa e tem um sentido impositivo, o que justifica o seu poder. Daí o pensamento ético tender a ser autónomo, o que pressupõe o exercício de um livre-arbítrio. Também pode ser confundida com a Moral, mas não é nitidamente um pensamento ou ato moral; confunde-se inclusive com o Direito, mas não é um conjunto de leis.[4]

A ética acompanha a evolução do pensamento e está compreendida na estrutura básica da sociedade. O que possibilita o “Homem social” é a ética e a obediência a essa mesma ética, sendo lícito afirmar que é responsável pela vida em comunidade. Seria difícil imaginar uma sociedade sem ética, porque, caso contrário, viveríamos num meio anárquico, sem leis ou regras, num estado permanentemente “selvagem”. A ética é a expressão da coesão humana, sendo cada vez mais uma reivindicação nos domínios das ciências da vida, aonde o conceito de “bioética”[5] é constantemente revisto. Assim sucede na realidade portuguesa, crescentemente atenta às orientações científicas das questões da Bioética.[6]

 

Problematização/Desenvolvimento

No decurso profissional da prática da Enfermagem, somos confrontados com inúmeras questões de natureza ética. É, sem dúvida, uma premissa constante nestas atividades profissionais.[7] Devemos informar inteiramente o doente? Nem sempre o profissional de saúde está devidamente informado e formado. A exigência formativa e informativa deve ser uma constante para, em última análise, sabermos responder a novas problemáticas, daí a importância de acompanhar a evolução dos conhecimentos.

Na sociedade em que vivemos, num mundo cada vez mais globalizado, o acesso há informação é imperativo. Não podemos cair na info-exclusão, pois a informação é Poder e Saber. O caminho da ética, ou o melhor caminho para a ética, surge através do acesso a esse mesmo conhecimento.

Uma discussão científica em torno dos eixos «beneficência», em contraponto com a “não-maleficência”, é um princípio constante nas ações e práticas da Saúde, com especial acuidade no campo da Enfermagem. [8] É, notoriamente, uma preocupação de cariz filantrópico e de assistência ao outro, uma exigência para todos os profissionais nas áreas da Saúde. Muito além dos tradicionais conceitos do “Bem” e do “Mal”, que tanto preocuparam os teólogos e pensadores do mundo ocidental [9], sem esquecer a capacidade de escolha que o dote do livre-arbítrio concede, atualmente a discussão/aplicabilidade do ‘fazer bem’ e do ‘não fazer mal’ reveste-se da maior pertinência. É certo que todos nós, enquanto seres dotados de uma consciência social, faremos escolhas, tomaremos decisões e, forçosamente ou não, acarretamos com as demais consequências.

É um reflexo do quotidiano, bem patente e com grande impacto no meio hospitalar, por exemplo. É nesse local que, muitas das vezes, se decide o grande jogo da vida e da morte, da saúde e da doença, da sanidade e da insanidade, do alívio ou do desespero. É no combate contra a dor e o sofrimento que aflige o paciente que levam a que, ultima ratio, se tomem opções e escolhas, enfrentando uma maior ou menor autonomia de acção e passível de uma adequada justiça.

Entre as múltiplas definições de “beneficência” pode entender-se que seja um conceito puramente ético, no qual uma acção é moralmente correta quando as suas consequências são mais favoráveis do que desfavoráveis a todos, exceto ao agente que a concretiza, desde que obedeça a códigos [10] e condutas éticas.[11] Também pode revelar-se uma forma de altruísmo, o qual se opõe ao egoísmo puro [também ético]. É, sobretudo, uma tendência humana inata, ou instintiva, por assim dizer.

No seu oposto, o egoísmo ou a “maleficência” [convém não esquecer que deve procurar-se a “não-maleficência”] nascem perspetivas divergentes, isto é, à busca de conciliação dos direitos individuais com os direitos do outro e os direitos coletivos: “A minha liberdade termina aonde começa a do outro”. Trata-se, então, de um modelo de coexistência altruística. Contudo, existem graus de altruísmo dificilmente explicáveis ao abrigo da lógica de defesa dos próprios interesses – por exemplo: dar sangue, fazer doações anónimas de órgãos, morrer por uma causa, dar a vida por outro, não praticar o aborto, a eutanásia.[12] Estas atitudes parecem encontrar uma explicação ao nível das convicções éticas e denotam uma forma de altruísmo ou egoísmo, conforme as nossas escolhas.[13]

Nessa ótica, os tradicionais executantes nas áreas da Saúde, os médicos e os enfermeiros, estão na dianteira dessa mesma escolha, quantas vezes de difícil resolução ou consenso mesmo entre os nossos pares! [14] São as velhas questões éticas, sobre a decisão a tomar perante um caso de vida, neste caso na forma de um caso clínico, que norteiam as preocupações do quotidiano profissional. Só quando é ultrapassado o limiar de existência condigna fará sentido o movimento em prol da defesa da vida ou da eutanásia, por exemplo – neste âmbito, destacam-se as interrogações que a evolução da Bioética exige.

 

Conclusões

Estas questões são, em boa verdade, bastante simples, de natureza dualista ou maniqueísta, se preferirmos, embora toda essa carga simbólica se exceda, indo muito além do Bem e do Mal, tal como Friedrich Nietzsche [15] evocava nos finais do século XIX. Estas contendas são quási eternas, porque acompanham o Homem praticamente desde o berço, ou pelo menos quando possui a capacidade cognitiva de entender o “certo” ou o “errado”, ainda que a esfera infantil seja compreensivelmente nebulosa.

Com a construção da personalidade e da consciência do indivíduo, per si, as preferências e escolhas revestem-se cada vez mais de uma complexidade crescente. E assim será, até ao dia em que morrermos. Somos instados a escolher, mesmo que não queiramos optar ou decidir, especialmente no que diz respeito ao destino alheio. [16]

Não devemos descurar a procura da excelência no trabalho de assistência ao paciente, sem nunca deixar de respeitar os grandes princípios éticos. No entanto, todas estas interrogações de natureza ética permanecerão sempre em aberto.

Beyond Good & Evil, choices and dilemmas…

 




Referências

[1]É virtualmente impossível apontar todas as obras de referência e estudos especializados sobre o conceito de «Ética». Foi de grande utilidade para esta questão, em termos bastantes sintéticos, a consulta de LUÑO, Angel Rodriguez – Etica, Ediciones Universidad de Navarra, Pamplona, 1984.

[2]Por exemplo, veja-se «Ética», in Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. X, Editorial Enciclopédia, Lisboa, [s. d.], p. 596.

[3]“Estabelecido o campo da Bioética pelo exame de suas definições, importa, agora, interrogar sobre os princípios orientadores do seu exercício. Assim, se a moral indica o que devo fazer, a Bioética, reflexão ética aplicada, indaga: Por que devo fazer? Qual é o sentido de minha acção? Com que argumentos posso justificar minhas decisões? O principialismo, entre as diversas teorias bioéticas, pensamos, é apto em oferecer importantes elementos capazes de auxiliar nos processos decisórios.” HINRICHSEN, Luís Evandro – «O que é Bioética? Tecendo uma primeira noção», in PUCRS Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Pontifícia Universidade Católica, Rio Grande do Sul, 2010, p. 16.

[4]“[…] poderíamos pensar em algumas situações do nosso quotidiano que nos levam a reflectir sobre a postura ética necessária aos profissionais da saúde, especialmente da Enfermagem, quais sejam: como eu actuo, penso e falo frente a um cliente descontrolado e agressivo? Frente a um cliente alcoolizado? […] Frente à gestante adolescente? Frente ao cliente que não coopera, não aceita o tratamento e exige alta? […] Frente à falta de estruturas das acções e do planeamento de recursos na organização dos serviços de saúde? Estas, além de outras, são questões frequentes nos contextos dos serviços de saúde e que podem nortear um debate mais aprofundado sob o ponto de vista ético. Assim, pode-se perceber que a preocupação com os aspectos éticos na assistência à saúde, não se restringe à simples normatização contida na legislação ou nos códigos de ética profissional, mas estende-se ao respeito à pessoa com cidadã e com ser social, enfatizando que a ‘essência da bioética é a liberdade, porém com compromisso e responsabilidade.’” KOERICH, Magda; MACHADO, Rosani; COSTA, Eliani – «Ética e Bioética: para dar início à reflexão», in Texto & Contexto Enfermagem, vol. XIV, n.º 1, Universidade Federal de Santa Catarina, Janeiro-Março 2005, p. 107.

[5]De entre as inúmeras definições sobre o termo «bioética», salientamos: “Bioética s. f. (1982) BIO ÉT estudos dos problemas e implicações morais despertados pelas pesquisas científicas em Biologia e Medicina [A bioética abrange questões como a utilização de seres vivos em experiências, a legitimidade moral do aborto ou da eutanásia, as implicações profundas da pesquisa e da prática no campo da genética etc.] ETIM bio- + ética.” Cf. «Bioética», in Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, vol. IV, Temas & Debates, Lisboa, 2005, p. 1302.

[6]Onde se destacam as directivas do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida [CNECV]. A Lei n.º 14/90, de 9 de Junho, que permitiu a criação do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, tem como primeira competência “analisar sistematicamente os problemas morais suscitados pelos progressos científicos nos domínios da biologia, da medicina ou da saúde em geral” [art.º 2.º, n.º 1].

[7]Uma excelente obra de referência que nos foi utilíssima: HOTTOIS, Gilbert & PARIZEAU, Marie-Hélène – Dicionário da Bioética, tradução de Maria de CARVALHO, «Atlas e Dicionários», Instituto Piaget, Lisboa, 1998, com abundantes indicações especializadas.

[9]“Segundo [São Tomás de] Aquino, todo o ser humano tem a faculdade de distinguir o bem do mal, tal como é possível separar a verdade do erro. […] Para além disso, todos os seres humanos têm a faculdade de distinguir entre bens particulares e males particulares. Aquino chama a esta faculdade de ‘conscientia’. Esta faculdade desenvolve-se com o tempo e com a experiência. Se todos os seres humanos possuem estas faculdades, então é porque tem de haver um padrão objectivo de avaliação dos actos morais.” MARQUES, Ramiro – Breve História da Ética Ocidental, Plátano Edições, Lisboa, 2000, p. 93.

[10]A actividade profissional do Enfermeiro pelo Código Deontológico [inserido no Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, republicado como anexo pela Lei n.º 111/2009, de 16 de Setembro].

[11]Destacamos, entre outros organismos científicos, o Centro de Bioética e Enfermagem. Cf. VIEIRA, Margarida – «Composição das Comissões de Ética – o Enfermeiro», in Comissões de Ética: das bases teóricas à actividade quotidiana, coordenação de M.ª do Céu Patrão Neves, [s. n.], Coimbra, 2002.

[12]Para as questões bioéticas da eutanásia, ver LEAMAN, Oliver – «Bioética», in Enciclopédia da Morte e da Arte de Morrer, coordenação de Glennys HOWART e Oliver LEAMAN, Círculo de Leitores, Lisboa, 2004, pp. 62-63, com bibliografia.

[13]“Dois tipos de moralidade impregnam, então, a atitude do profissional de saúde: uma de natureza ‘altruísta’, baseada no critério do bem para o doente, e outra mais ‘corporativista’ com o propósito de afirmar um ‘ethos’ especial de defesa do prestígio profissional. É nesta perspectiva virtuosa que o princípio da beneficência se veio a constituir como o pilar ético da prática dos profissionais de saúde ao propor que se actue de modo que as consequências da intervenção sejam para o bem do doente, avaliada a proporção entre os benefícios e os riscos de qualquer intervenção.” BARBOSA, António – Manual de Cuidados Paliativos, 2.ª edição revista e aumentada, Centro de Bioética, FMUL, Lisboa, 2010, p. 661.

[14]De salientar a necessidade e importância das Comissões de Ética na prática hospitalar, de modo a gerir eventuais conflitos e inquietudes éticas.

[15]“Com os nossos princípios procuramos tiranizar os nossos hábitos para justificar ou honrar, censurar ou esconder – duas pessoas com os mesmos princípios provavelmente procuram algo fundamentalmente diferente com eles. […] O perigo é a felicidade – agora está tudo a correr bem para mim, agora amo todos os destinos – quem é que gostaria de ser o meu destino? […] A expressão mais casta que alguma vez ouvi: <Dans la véritable amour c’est l’âme, qui envelope de corps.>” NIETZSCHE, Friedrich – Além do Bem e do Mal, tradução de Sophie VINGA, «Grandes Obras», n.º 531, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990, pp. 71-83.

[16]“Quem sabe não se deva ir além do Bem e do Mal numa busca dialéctica de melhor posição possível? Será que nos devemos contentar com as posições que alcançamos? Tais ponderações sobre as potencialidades de acção, criação e transformação social individual fazem parte da ética e do processo de constante reinvenção do ser humano em sociedade.” Barros De Luccia, Thiago Paes de – «Reflexões sobre a ética médica, a bioética e a realidade brasileira», in Revista Bioética, n.º 18, Conselho Federal de Medicina, Brasília, 2010, p. 343.

Bibliografia

BARBOSA, António – Manual de Cuidados Paliativos, 2.ª edição revista e aumentada, Centro de Bioética, FMUL, Lisboa, 2010.

Barros De Luccia, Thiago Paes de – «Reflexões sobre a ética médica, a bioética e a realidade brasileira», in Revista Bioética, n.º 18, Conselho Federal de Medicina, Brasília, 2010.

Código Deontológico [inserido no Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, republicado como anexo pela Lei n.º 111/2009, de 16 de Setembro].

Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, vol. IV, Temas & Debates, Lisboa, 2005.

Enciclopédia da Morte e da Arte de Morrer, coordenação de Glennys HOWART e Oliver LEAMAN, Círculo de Leitores, Lisboa, 2004.

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. X, Editorial Enciclopédia, Lisboa, [s. d.].

HINRICHSEN, Luís Evandro – «O que é Bioética? Tecendo uma primeira noção», in PUCRS Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Pontifícia Universidade Católica, Rio Grande do Sul, 2010.

HOTTOIS, Gilbert & PARIZEAU, Marie-Hélène – Dicionário da Bioética, tradução de Maria de CARVALHO, «Atlas e Dicionários», Instituto Piaget, Lisboa, 1998.

KOERICH, Magda; MACHADO, Rosani; COSTA, Eliani – «Ética e Bioética: para dar início à reflexão», in Texto & Contexto Enfermagem, vol. XIV, n.º 1, Universidade Federal de Santa Catarina, Janeiro-Março 2005.

LUÑO, Angel Rodriguez – Etica, Ediciones Universidad de Navarra, Pamplona, 1984.

MARQUES, Ramiro – Breve História da Ética Ocidental, Plátano Edições, Lisboa, 2000.

NIETZSCHE, Friedrich – Além do Bem e do Mal, tradução de Sophie VINGA, «Grandes Obras», n.º 531, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990.

SMELTZER, Suzanne & BARE, Brenda – «Problemas Éticos na Enfermagem Médico-Cirúrgica», in Brunner/Suddarth Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica, vol. I, tradução de Fernando Diniz MUNDIM, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1994.

VIEIRA, Margarida – «Composição das Comissões de Ética – o Enfermeiro», in Comissões de Ética: das bases teóricas à actividade quotidiana, coordenação de Maria do Céu Patrão Neves, [s. n.], Coimbra, 2002.

 

Susana Cristina Silvestre Alexandre, Enfermeira Graduada no Serviço de Consultas Externas e Unidade de Tratamento de Dor da ULS da Guarda E.P.E. – Hospital Sousa Martins

 

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.

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