Nos EUA
Um grupo de cientistas testou com sucesso em ratos uma nova técnica cirúrgica que pode chegar a substituir as complicadas e...

Este novo procedimento, escreve o Diário Digital, desenvolvido por especialistas do Vanderbilt University Medical Center de Nashville, nos EUA, consiste em desviar o fluxo de bílis para a parte final do intestino delgado.

O resultado sobre a perda de peso nos roedores obesos é comparável ao oferecido por métodos mais tradicionais, como a gastrectomia vertical ou a cirurgia bariátrica.

Nesta última, que requer uma mínima incisão ao ser por via laparoscópica, são usados instrumentos cirúrgicos para reduzir o estômago do paciente e ligá-lo directamente ao intestino delgado pelo chamado bypass gástrico.

A gastrectomia vertical retira até 90% do estômago do paciente e o órgão fica reduzido a uma espécie de canal com capacidade de absorção aproximada de 50 a 60 gramas.

Em ambos os casos, o resultado é que o paciente come menos e, ao mesmo tempo, absorve menos do alimento que ingeriu, por isso estão entre os métodos cirúrgicos “mais efetivos” para conseguir “uma perda de peso duradoura” e “reverter os sintomas do diabetes em humanos”, apontaram os autores da pesquisa liderada pelo especialista Naji Abumrad.

Estudos anteriores também já mostraram que os ácidos biliares potenciam os “efeitos metabólicos positivos” que gerados pelos bypasses gástricos.

Levando em conta esse conhecimento, Abumrad e os seus colegas conectaram a vesícula biliar de ratos obesos a diferentes partes do intestino delgado e compararam depois os benefícios metabólicos desta intervenção com os de um bypass durante um período de até oito semanas.

Os especialistas descobriram que a simples injeção de fluxo de ácido biliar no íleon é suficiente para obter efeitos similares aos gerados por “procedimentos cirúrgicos tradicionais mais complicados”.

Aparentemente, esses efeitos são consequência de uma redução na absorção de gordura no intestino delgado e a mudanças na microbiota (flora intestinal), segundo o estudo.

Embora esse novo procedimento seja menos invasivo e mais simples do ponto de vista técnico, os autores alertam que a sua segurança e eficácia a longo prazo ainda não foram determinados.

Além disso, os especialistas defendem que essa técnica pode ser inviável para pacientes obesos ou diabéticos cujas vesículas biliares foram retiradas para combater os cálculos biliares.

Os pesquisadores também disseram que ainda é cedo para saber com exatidão até que ponto esta nova intervenção cirúrgica é reversível.

Estudo revela
Mulheres com problemas cognitivos ligeiros, como perdas de memória, que podem ser os primeiros sintomas da doença de Alzheimer,...

O estudo pode ajudar a explicar por que é que as mulheres mais velhas são muito mais afetadas pela doença de Alzheimer do que os homens, dizem os pesquisadores, que apresentaram as suas conclusões na Conferência da Associação Internacional de Alzheimer (AAIC) em Washington.

Dois terços dos norte-americanos afetados pela doença são mulheres, que a partir dos 60 anos têm o dobro do risco de desenvolver Alzheimer do que cancro da mama, segundo a Associação Norte-americana de Alzheimer.

Segundo o Diário Digital, a partir dos 71 anos, 16% das mulheres nos EUA sofrem de Alzheimer, contra 11% dos homens.

O estudo foi realizado com 398 participantes, 141 mulheres e 257 homens, a maioria septuagenários e todos afetados por problemas cognitivos leves.

Durante um período de acompanhamento de oito anos, o estado cognitivo das mulheres deteriorou-se o dobro da velocidade do que entre os homens, segundo testes-padrão para avaliar a memória e outras capacidades mentais utilizadas para os testes clínicos, explicou o médico Murali Doraiswamy, professor de psiquiatria do Centro Médico Universitário da Universidade de Duke, na Carolina do Norte e principal autor do estudo.

“Estes resultados sugerem a possibilidade de fatores de risco genético e ambiental específicos da variável biológica dos sujeitos que poderiam incidir sobre o ritmo de degradação das suas capacidades cognitivas”, explicou Katherine Amy Lin, cientista da Universidade de Duke e uma das co-autoras do estudo.

“Determinar estes fatores deveria ser uma prioridade de futuras pesquisas”, afirmou.

Entender os mecanismos responsáveis por estas diferenças entre as variáveis biológicas na vulnerabilidade ao Alzheimer poderia levar à descoberta de novos tratamentos experimentais, avaliam os cientistas.

Segundo eles, estas diferenças poderiam ser produto de características biológicas particulares no cérebro.

“Não esgotamos as pesquisas para que possamos estabelecer estas diferenças entre os sexos” que poderiam explicar a maior vulnerabilidade das mulheres ao Alzheimer, apontou Kristine Yaffe, da Universidade da Califórnia em São Francisco.

Já se sabe que as mulheres são mais propensas à depressão e mais vulneráveis ao stress, ambos considerados fatores de risco à doença degenerativa, explicou a cientista.

Segundo ela, poderia tratar-se de “uma interação complexa entre dois fatores genéticos e hormonais e a forma como o cérebro se desenvolve”.

Estudo indica
Mau desempenho escolar das crianças de famílias com baixos rendimentos pode estar relacionado com o próprio desenvolvimento da...

Que a pobreza afeta o rendimento das crianças em idade escolar, era um dado conhecido e comprovado. Mas um novo estudo, segundo o Diário de Notícias, sugere que o mau desempenho na escola dos mais novos que vivem em situações económicas e sociais débeis está relacionado com o próprio desenvolvimento do cérebro, que é afetado pelas carências na infância.

A pesquisa, publicada na revista JAMA Pediatrics, mostra que as estruturas do cérebro responsáveis pelos processos críticos de aprendizagem são vulneráveis às circunstâncias ambientais da pobreza, indica o El País, nomeadamente à falta de estímulos e a uma nutrição desadequada. De acordo com os cientistas das universidades norte-americanas de Michigan, Duke e Wisconsin, o desenvolvimento destas regiões do cérebro é tão sensível ao contexto da criança que pode justificar até 20% do baixo rendimento dos menores com poucos recursos.

Os autores do estudo analisaram o desenvolvimento da massa cinzenta das crianças através de ressonâncias magnéticas, realizadas ao longo da infância, tendo depois cruzado a informação dos exames médicos com o rendimento escolar dos menores. A conclusão foi que a falta de desenvolvimento do cérebro explicaria entre 15% a 20% os défices de aprendizagem. "Com estes dados, demonstrámos que as crianças de lares com baixos rendimentos mostram um desenvolvimento estrutural atípico em várias áreas críticas do cérebro, incluindo o total da massa cinzenta, o lóbulo frontal, lóbulo temporal e o hipocampo", refere-se na pesquisa.

Ainda que a amostra do estudo não tenha sido muito abrangente - foram analisadas 40 crianças - os resultados vão ao encontro de outras pesquisas na mesma área, que obtiveram resultados semelhantes.

O El País cita, por exemplo, o trabalho de Joan Luby, da Universidade de Washington,que publicou na mesma revista científica um artigo onde alerta para a "alta vulnerabilidade e adaptabilidade do cérebro humano em desenvolvimento", defendendo a importância de proteger e melhorar as condições das crianças, nomeadamente através de apoios aos pais, para reduzir as desigualdades e evitar situações de pobreza na primeira infância, que determinam depois alterações cognitivas para o resto da vida.

Solanezumab
O medicamento Solanezumab consegue reduzir a progressão da doença de Alzheimer em pelo menos 30%. Este é o principal resultado...

O estudo teve uma duração de 18 meses. Segundo o Diário de Notícias, parte do grupo que participou tomava o medicamento Solanezumab e os outros tomavam um placebo. No final, registou-se que a perda de memória foi 30% mais lenta nos pacientes que tomaram o medicamento do que nos restantes, revelou a farmacêutica Eli Lilly, detentora da patente deste medicamento.

"Esta é a primeira demonstração de algo que modifica genuinamente o processo da doença. Muda o curso da doença de uma maneira irrevogável" disse ao The Guardian Eric Karran, diretor de investigação na Alzheimer's Research UK.

Este é o primeiro resultado positivo de um medicamento deste género. Entre 2002 e 2012, 99,6% dos estudos medicamentosos foram interrompidos ou descontinuados devido aos elevados custos para as empresas de medicamentos, segundo o referido jornal britânico.

FoPo Food Powder
A FoPo Food Powder pretende combater o desperdício alimentar e a fome no planeta. Ganhou vida através de uma campanha de ...

Segundo o Sapo, todos os anos são desperdiçados 1,76 mil milhões de toneladas de alimentos, o equivalente a 685 milhões de euros, de acordo com dados das Nações Unidas.

A curta validade dos produtos frescos é uma das razões, mas uma ideia inovadora pretende contornar esse problema.

A empresa FoPo Food Powder está a secar frutas e vegetais que já ninguém quer comprar e transforma-os em pó que pode ser utilizado na confeção de bolos, gelados, sumos ou adicionado a outros alimentos, como leite e iogurtes, escreve o Mashable.

A FoPo partiu de uma ideia do estudante sueco de engenharia mecânica Kent Ngo, que se juntou a mais quatro jovens: Gerald Marin, Vita Jarolimkova, Lizzie Cabisidan e Ada Bałazy.

Para já, o pó está disponível em três sabores: banana, framboesa e manga. O produto retém entre 30 a 80% do valor nutricional do alimento, de acordo com a empresa, e pode ser polvilhado sobre o iogurte, gelado, pão ou smoothie.

A FoPo aumenta a vida útil das frutas e vegetais até dois anos. O objetivo da FoPo Food Pó é tornar-se num importante player mundial no combate à fome no mundo.

Depois de uma campanha de “crowdfunding” e graças ao apoio do governo das Filipinas e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a empresa integra agora um projeto-piloto neste país, beneficiando de doações locais do excedente da produção de abacaxi e manga.

Cirurgia refrativa e catarata
Dois trabalhos, na área da cirurgia refrativa e de catarata, do oftalmologista e investigador Eduardo Marques foram...

A Sociedade Americana de Cirurgia Refrativa e de Cataratas (ASCRS) distinguiu os trabalhos de Eduardo Marques na área do tratamento cirúrgico da presbiopia (dificuldade de visão para perto) e das cataratas com lentes intraoculares.

No primeiro caso, diz o Sapo, tratou-se da apresentação dos resultados de um estudo clínico com lentes intraoculares multifocais tóricas (corrigem visão para longe, perto e astigmatismo) no tratamento da catarata. O segundo trabalho premiado teve como base a apresentação de resultados de um outro estudo clínico com um novo tipo de lente intraocular, denominado foco alongado, que promete revolucionar o tratamento da presbiopia com lentes intraoculares.

"É com grande satisfação que, pela quarta vez, vejo o nosso trabalho na cirurgia da presbiopia e das cataratas com lentes intraoculares ser distinguido nos Estados Unidos. É o reconhecimento de muitos anos do trabalho de uma equipa, com o objetivo de proporcionar aos doentes com presbiopia e/ou cataratas melhor qualidade de visão e maior independência de óculos, ou seja, uma melhor qualidade de vida", revela o médico Eduardo Marques, coordenador do Centro de Educação e Investigação do Hospital Lusíadas Lisboa.

E acrescenta: "estas distinções são prestigiantes e importantes para o currículo mas sobretudo porque, ao reconhecer internacionalmente o trabalho de um cirurgião e de uma equipa, nos estimulam a continuar e avançar com o progresso científico. Em anos anteriores, já tinha sido distinguido duas vezes com o mesmo tipo de prémio por outros trabalhos. Este ano tive o privilégio de ser escolhido por dois trabalhos diferentes o que, no mesmo ano, é bastante raro ou mesmo inédito".

No congresso participaram os maiores nomes da cirurgia refrativa e de cataratas a nível mundial e, nas sessões em que os prémios foram atribuídos concorreram nomes como o de Robert Cionni, presidente da ASCRS, ou Gerd Auffhard de Heidelberg, investigador europeu que mais publicações tem na área da cirurgia refrativa e de catarata. As distinções atribuídas a Eduardo Marques e as respetivas apresentações foram publicadas na revista EyeWorld e na página oficial da ASCRS.

O Congresso da Sociedade Americana de Cirurgia Refrativa e de Cataratas reúne anualmente cerca de 7500 cirurgiões refrativos e de cataratas do mundo inteiro. Conjuntamente com o Congresso anual da sua congénere europeia, com quem partilha a mais importante publicação científica desta área cirúrgica, constitui o mais importante evento mundial na área da cirurgia refrativa e de cataratas.

Greenpeace diz
O coordenador da área de Agricultura da Greenpeace Espanha considerou esta quarta-feira que Portugal deve aprovar legislação a...

"O que pedimos é que Portugal, Espanha e os outros três países europeus que os usam [República Checa, Eslovénia e Roménia], uma minoria na UE, sigam o caminho da maioria. Já são nove os países que proibiram o cultivo de transgénicos, entre eles França, o maior produtor da Europa. O que demonstra que não são necessários", considerou Luís Ferreirim, da Greenpeace Espanha.

A associação ambientalista apresentou um mapa do uso de transgénicos em Espanha, escreve o Sapo, no qual identifica a região da Extremadura (que faz fronteira com Portugal) como a terceira com mais hectares deste tipo de cultivo no país vizinho.

Ferreirim, o único português com um cargo de coordenação na secção espanhola da Greenpeace, considera que os cerca de 7.167 hectares de área cultivada com transgénicos na Extremadura representam um perigo de contaminação genética para as culturas portuguesas.

"O maior perigo que existe, com a utilização deste tipo de semente, para os agricultores portugueses é precisamente para os que querem fazer uma agricultura livre de transgénicos. A contaminação genética está confirmada e é impossível controlar os transgénicos uma vez libertados para o meio ambiente", disse Luís Ferreirim, estimando que o pólen transgénico pode "viajar" cerca de um quilómetro.

Possíveis efeitos sobre a saúde humana

Atualmente na União Europeia apenas está autorizado para fins comerciais o cultivo do milho transgénico MON810 e, a seguir a Espanha, Portugal é o país que mais o planta. A Greenpeace considera que ainda não há estudos independentes sobre os possíveis efeitos destes produtos para a saúde humana.

"Um dos problemas que existe na Europa com a utilização dos transgénicos é que não se está a fazer uma avaliação dos riscos de forma adequada. Hoje em dia continuamos sem saber quais são os efeitos a longo prazo que os transgénicos podem ter para a saúde humana, uma vez que não existe qualquer tipo de estudo que vão nessa direção", disse Luís Ferreirim.

Os estudos que existem, acrescenta, são feitos por uma parte interessada, a própria indústria dos transgénicos.

"Para efeitos de avaliação de riscos e eventual autorização de um transgénico na União Europeia, só se leva em consideração os relatórios elaborados pela própria indústria que solicita a utilização destas variedades", salientou.

Luís Ferreirim, há 12 anos profissional na Greenpeace [antes tinha sido voluntário em Portugal e em Espanha], diz que é "fundamental" que o Governo português faça um registo exaustivo e fiável de todas as áreas cultivadas com este tipo de sementes.

"Para que o resto dos agricultores saiba onde se está a cultivar transgénicos e poderem assim evitar potenciais efeitos", realçou o responsável ambientalista.

De acordo com a Greenpeace, o milho transgénico MON810 (cuja autorização da UE caducou em 2008 e permanece em reavaliação) é modificado geneticamente para produzir [desde que germina até à colheita] um inseticida que mata a espécie Ostrinia nubilalis, uma praga dos cereais (especialmente do milho).

A associação considera que este inseticida afeta outros seres vivos, incluindo espécies benéficas que ajudam no controlo das pragas.

PSD/CDS-PP
A maioria PSD/CDS-PP aprovou a obrigatoriedade de aconselhamento psicológico e social e de consultas de planeamento familiar às...

Estas medidas constam de um texto de substituição apresentado por centristas e sociais-democratas à iniciativa legislativa de cidadãos pelo "direito a nascer".

Num debate muito intenso no parlamento, que foi antecedido, no início da votação, por protestos nas galerias, foi também aprovada a introdução de taxas moderadoras para a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), isenta por se incluir no âmbito dos cuidados materno-infantis.

Pedido de intervenção da Direção-geral do Emprego
Dois sindicatos médicos pediram a intervenção da Direção-geral do Emprego para mediar a negociação do acordo de empresa para os...

Numa carta enviada à Direção-geral do Emprego, o Sindicato Independente dos Médicos e o Sindicato dos Médicos da Zona Sul dão conta das dificuldades negociais com o Sindicato dos Bancários.

Numa nota aos associados, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) lembra que o percurso negocial com o Sindicato dos Bancários “sempre foi conturbado”, remonta a 2011 e que chegou já a ter a intervenção externa da Direção-geral do Emprego.

Em declarações, o presidente do SIM, Roque da Cunha, considera que “o Sindicato patrão [o dos bancários] teve uma atitude negocial inexplicável”, recorrendo a uma multinacional para tentar negociar o acordo de empresa e a regulamentação específica dos médicos que trabalham no SAMS.

“Reiteradamente os sindicatos médicos solicitaram reunião com a direção do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, que não se dignou sequer a responder”, referiu ainda Roque da Cunha.

As negociações para o acordo de empresa começaram em 2011, quando o Sindicato dos Bancários apresentou uma proposta de acordo de empresa para todas as carreiras de forma indiscriminada.

Os sindicatos médicos recusaram, indicando que os trabalhadores médicos deviam ter uma regulamentação coletiva específica, à semelhança do que se passava já com o Serviço Nacional de Saúde.

Nos EUA
Cientistas norte-americanos estão a desenvolver uma vacina que se mostrou 100% eficaz contra a gripe aviária em frangos, mas...

Numa audiência perante o comité da Agricultura da Câmara dos Representantes, Tom Vilsack afirmou que, caso a eficácia da vacina também seja comprovada em perus, o seu departamento planeia conceder uma licença para permitir a sua produção em massa e distribuição em todo o país.

Desde o início do ano, a gripe aviária causada pelo vírus H5N2 matou quase 50 milhões de aves nos Estados Unidos, a maioria nos estados do Iowa, Minesota e Nebraska.

Infarmed
O Estado gastou nos primeiros cinco meses do ano 470 milhões de euros em medicamentos dispensados nos hospitais, um aumento de...

Segundo um relatório divulgado pelo Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, as quantidades de medicamentos consumidas subiram 1,3%.

Diz o comunicado que os medicamentos antivíricos (para o VIH ou a Hepatite C por exemplo ) foram os que mais contribuíram para o aumento da despesa, com um aumento de 52% face ao ano passado.

“Considerando as áreas de prestação hospitalar, o ambulatório hospitalar continua a ser a área de prestação com maior peso no total da despesa. Os encargos com esta área aumentaram 22,5% face a 2014 e totalizaram 374 M€, correspondente a 80% da despesa total”, diz o Infarmed.

Governo
O Governo concluiu negociações com 34 municípios que vão receber competências nas áreas da educação, saúde e cultura a partir...

No caso da educação, os projetos-piloto celebrados devem ser publicados já esta semana no Diário da República (DR), para entrarem em vigor no próximo ano letivo de 2015/2016, enquanto nos casos da saúde e da cultura “os contratos encontram-se em fase de aprovação interna nos órgãos das entidades autárquicas (que se prevê até ao final do Verão), entrando em vigor à medida que cada um for publicado” em DR.

Além destes, decorrem ainda negociações com mais quatro municípios com vista à descentralização de competências.

No final de uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Territorial, que agrega membros do Governo e de autarquias, Poiares Maduro esclareceu que a descentralização nestas áreas decorrerá através de projetos-piloto celebrados com os municípios, que vão decorrer de forma faseada e que poderão gradualmente alargar-se a todos os municípios do país.

Na área da saúde há um total de 19 municípios que vão receber competências: oito câmaras e a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, que agrega 11 municípios.

Nesta área não haverá transferência do pessoal atualmente ao serviço, mas as câmaras vão poder gerir equipamentos e infraestruturas, definir estratégias municipais ou intermunicipais de saúde, ajustar horários de centros de saúde, tratar dos transportes de utentes não urgentes e promover ações de prevenção de saúde.

Esta é a área que o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, considera mais complicada.

“É uma questão especialmente sensível e não conhecemos nenhum dado, nenhum estudo que aponte para a virtude de pulverizar as responsabilidades na área da Saúde”, disse Manuel Machado, acrescentando que “é uma das áreas em que os municípios têm de avaliar com extremo cuidado aquilo em que se vão meter”.

Na área da educação, na qual grande parte dos municípios já assegura tarefas, serão “ainda esta semana publicados em Diário da República os Contratos Interadministrativos de Delegação de Competências celebrados com 15 municípios”, que entrarão em funcionamento já no próximo ano letivo.

São eles os municípios de Águeda, Amadora, Batalha, Cascais, Crato, Maia, Matosinhos, Mealhada, Óbidos, Oeiras, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Sousel, Vila de Rei e Vila Nova de Famalicão.

Além de definir o plano estratégico educativo municipal, estes municípios vão poder ajustar calendários e horários escolares, gerir processos de matrícula e colocação de alunos, definir números de turmas e número de alunos por turma e ajustar os currículos localmente, por exemplo.

Também farão a gestão e o recrutamento do pessoal não docente do básico ao secundário (os professores mantém-se no Ministério da Educação), a organização de disciplinas de base local, e de programas de combate ao abandono e ao insucesso escolar.

“Na área da Cultura é transferida para os municípios (Aveiro, Cascais, Caldas da Rainha, Castelo Branco, Estremoz, Guarda e Nazaré) a gestão de diversos equipamentos culturais nos quais se incluem Museus, Fortes, um Castelo e um Complexo de Ruinas Romanas”, esclareceu ainda o Governo.

Ministro da Saúde
O ministro da Saúde afirmou que há cerca de dois milhões de portugueses que não recorrem ao médico de família, um número...

“Temos muito mais portugueses com médico de família do que aqueles que o utilizam”, disse Paulo Macedo aos jornalistas, num comentário ao Relatório Anual sobre o Acesso a Cuidados de Saúde de 2014, divulgado pelo jornal Público, que apontava para 1,4 milhões de utentes sem médico de família no final do ano passado.

O ministro afirmou que o número de portugueses com médico de família tem vindo a aumentar, mas optou por frisar que muitos utentes com clínico atribuído não recorrem às consultas.

“Temos ao longo dos anos sistematicamente sete milhões de pessoas que recorrem ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e nove milhões com médico de família. Temos um conjunto de pessoas que não tem médico de família e mais de dois milhões de pessoas que não usam médico de família”, indicou.

Para Paulo Macedo, a prioridade é, numa primeira fase, atribuir médico de família a quem mais precisa e às pessoas que o pretendem utilizar, como o caso das grávidas.

“Em relação a quem não tem, a nossa preocupação é ver quais são os que necessitam. O Objetivo é cobrir todas as pessoas, mas, numa primeira fase é cobrir aquelas pessoas que querem ter médico de família”, disse.

Ainda sobre os cuidados primários, o governante admitiu que no futuro os centros de saúde têm de ter “maior abrangência”, nomeadamente “consultoria médica” de algumas especialidades, como a pediatria.

O Relatório Anual sobre o Acesso a Cuidados de Saúde de 2014 mostrou ainda que os hospitais do SNS atenderam mais de seis milhões de urgências.

Em 40% das urgências os doentes receberam na triagem pulseiras verdes, azuis ou brancas, que demonstram uma menor gravidade ou urgência no atendimento.

Estudo revela
Horários irregulares de sono, como trabalhar durante o dia numa semana e de noite na outra, podem ter impactos mais profundos...

Segundo um estudo realizado por cientistas holandeses, publicado no Current Biology, em que utilizaram ratos de laboratório, padrões de sono irregulares podem aumentar a probabilidade de as mulheres desenvolverem cancro da mama.

Os investigadores, escreve a revista Visão, alertam que a fase de estudos ainda não está concluída, mas defendem esta ligação torna necessário alertar as mulheres com historial familiar de cancro da mama para o aumento do risco da doença em trabalhos que impliquem horários alternados.

O estudo concluiu também que os ratos com hábitos de sono irregulares pesavam mais 20% do que os outros com padrões regulares, ingerindo a mesma quantidade de alimentos.

Investigações anteriores já tinham demonstrado que profissões com horários irregulares, como assistentes de bordo, aumentam o risco de várias doenças, devido, em parte, à interferência no ritmo circadiano, ou relógio biológico. O nível de atividade física ou a quantidade de vitamina D ingerida são outros fatores que interferem na probabilidade de as pessoas que trabalhem por turnos, especialmente à noite, desenvolver cancro.

Este estudo é, no entanto, o primeiro que "mostra categoricamente uma ligação entre a inversão crónica do dia e da noite e o desenvolvimento de cancro da mama", conforme se lê no documento.

"Se vem de uma família com histórico de cancro da mama, certamente não a aconselharia a trabalhar como assistente de bordo ou fazer turnos de noite", afirma um dos investigadores, Gijsbetus van der Horst, do Centro Médico da Universidade de Erasmus, na Holanda.

Em declarações à BBC, Michael Hastings, do centro britânico Medical Research Council, elogia o estudo: "Acredito que este estudo evidencia, usando ratos, que a interferência no chamado ciclo circadiano pode acelerar o desenvolvimento de cancro da mama". "A mensagem a transmitir ao público é que trabalhar por turnos, especialmente os rotativos, causa imenso stress e isso atrai consequências", conclui.

Inspetora-geral da Saúde
A inspetora-geral das Atividades em Saúde elegeu a área dos contratos públicos de bens e serviços como uma das prioridades no...

Numa sessão para realizar um balanço das atividades de combate à fraude, Leonor Furtado considerou que a “área da contratação pública merecia um olhar específico no futuro”.

“Devia ser um alerta quando vemos adjudicações diretas de milhões” ou quando há grandes derrapagens em obras de hospitais ou centros de saúde, referiu a inspetora-geral.

Relativamente às adjudicações diretas, o ministro da Saúde considera que têm “vindo a ser cada vez mais minimizadas”, seja através de legislação ou de fiscalização.

“Os limites teóricos da adjudicação direta são relativamente baixos. O que é preciso é ter a certeza de que cumpriram todos os trâmites. Mas também não há o fim de eliminar a adjudicação direta. Há é o fim de eliminar a adjudicação direta que esteja incorreta”, afirmou Paulo Macedo aos jornalistas no final da cerimónia que decorreu em Lisboa.

Sobre a realização de obras com procedimentos incorretos na área da saúde, o ministro disse esperar que, além das investigações e do processo criminal, o Estado possa ser reembolsado ou indemnizado.

Ainda em relação aos desafios futuros no combate à fraude e corrupção, a responsável da Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) considerou prioritário atuar sobre os subornos na prestação de serviços médicos e na área dos dispositivos médicos, que parece ser o tipo mais prevalente de irregularidades detetadas.

Últimos três anos
O Ministério da Saúde enviou para investigação nos últimos três anos 416 processos no âmbito do combate à fraude, que equivalem...

Os dados foram revelados em Lisboa por responsáveis de organismos do Ministério da Saúde que fizeram um balanço do que foi o combate à fraude na área da saúde, com as situações detetadas a envolverem maioritariamente prescrição de medicamentos para obtenção das comparticipações, relações promíscuas entre farmacêuticos e médicos e a contrafação de receitas por parte do próprio utente.

Segundo os números apresentados, entre setembro de 2012 e maio de 2015 foram tratados e enviados para investigação 416 processos, num valor total de 372 milhões de euros.

No final da sessão, o ministro da Saúde admitiu que o montante da fraude na saúde possa ser superior e chegar aos 6% do total da despesa na área, como indicam estimativas internacionais.

Da atividade recente de combate à fraude no Ministério, Paulo Macedo destacou que têm sido detetados um número menor de prevaricadores mas com valores mais significativos.

“Temos menos pessoas a criar mais danos. Há uma maior sofisticação”, sintetizou o ministro.

Macedo acredita que não há mais fraude, mas antes que a sua deteção aumentou, nomeadamente graças a uma maior informatização e sistematização da informação, aliada à disponibilidade da Polícia Judiciária e do Ministério Público.

Exemplo disso é a quantidade de despesa da saúde que o Ministério consegue controlar através de processos eletrónicos: em 2010 controlava cerca de 180 milhões de euros e atualmente já controla mais de dois mil milhões.

Os 416 processos enviados para investigação entre 2012 e 2015 resultaram da análise sobre 330 prescritores de faturas, 140 prestadores de serviços e dois utentes.

Do total, Polícia Judiciária, Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e Inspeção-geral das Atividades em Saúde levantaram 60 processos.

O ministro da Saúde sublinhou que a fraude na saúde “retira uma quantidade significativa de recursos que podiam ser aplicados na parte assistencial e em mais investimento.”

Em 2014
Relatório sobre acesso a cuidados através do SNS indica que no ano passado ainda existiam quase 1,5 milhões de pessoas sem...

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) atenderam no ano passado mais de seis milhões de urgências, diz o jornal Público. O valor tem vindo a subir sempre desde 2012, mas em 40,8% dos casos os doentes, após a triagem de Manchester, receberam pulseiras verdes, azuis ou brancas – o que significa que poderiam ter sido tratados noutro local, como os cuidados de saúde primários.

Os centros de saúde também atenderam mais pessoas em 2014, mas o acréscimo fica aquém quando 1.478.271 utentes continuavam no final desse ano sem médico de família. Os dados fazem parte do Relatório Anual sobre o Acesso a Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas de 2014, enviado para a Assembleia da República e a que o jornal Público teve acesso.

O Ministério da Saúde, no sumário executivo, destaca o crescimento da atividade dos centros de saúde e salienta que também nos hospitais houve “ligeiros aumentos no número de consultas externas, de urgências e estabilização da atividade cirúrgica”. “As melhorias registadas no SNS que este relatório documenta são ainda mais relevantes quando consideramos a diminuição da população que se tem registado nos últimos anos, ou seja, o aumento de acesso e de produção registada no SNS ocorreu num quadro em que a população residente diminuiu 52.479 residentes de 2013 para 2014”, lê-se no documento.

Porém, o aumento da atividade não está a ser suficiente para desviar os doentes das urgências hospitalares para outros locais, como os centros de saúde. Nas 6.168.324 urgências feitas em 2014, só 60% dos utentes receberam as pulseiras vermelhas, laranjas e amarelas (que correspondem ao nível de emergência que se considera dever ser resolvido no momento num hospital). Mesmo assim, as chamadas falsas urgências desceram de 42% em 2013 para 40,8 em 2014. Os dados correspondem a um ano que, na reta final, ficou marcado pelo relato do caos nos hospitais perante o surto de gripe. “A evolução da atividade de urgência hospitalar está muito dependente da sazonalidade dos surtos de doenças respiratórias infecciosas e ondas de calor”, reconhece o relatório.

Ainda sobre urgências, o relatório diz que o número de contactos para a Linha Saúde 24 cresceu em 2014 e que “mais de 34% dos utentes foram encaminhados para um serviço de urgência hospitalar, por se tratarem de situações de risco que necessitavam de observação médica urgente”. Os dados indicam ainda que “mais de 50% dos utentes que ligaram para a Linha Saúde 24 com a intenção de se dirigirem a um Serviço de Urgência, acabaram por ser encaminhados para os cuidados de saúde primários (31,3%) ou para auto cuidados (24,7%)”.

No campo dos cuidados primários, o relatório também diz respeito a dados de 2014. Mas, perante o número de quase 1,5 milhões de pessoas sem médico de família nesse ano, neste ponto o Ministério da Saúde faz questão de ressalvar que no primeiro semestre de 2015 já foi possível reduzir o valor para perto de 1,2 milhões de pessoas. Os valores mostram que houve mais 7712 pessoas a utilizarem as consultas médicas nos centros de saúde em 2014 em relação a 2013 e que 80% das pessoas com médico de família o usaram de facto.

No total houve mais 165.268 consultas do que no ano anterior, só que este aumento foi feito sobretudo à custa das consultas sem a presença do doente, que foram mais 101.547 do que em 2013. As consultas domiciliárias, por exemplo, foram menos quase 3000. A maior subida foi nas consultas de enfermagem, que representam mais de 15,6 milhões, com um aumento de um milhão entre os dois anos.

Do lado dos hospitais também houve mais consultas, com um total de 11,8 milhões, o que representa mais 1,6% do que no ano anterior. A subida foi conseguida mais pelo aumento de consultas subsequentes do que pelas primeiras consultas. No campo das primeiras consultas, o tempo médio de espera por uma resposta aos pedidos melhorou ligeiramente, mas ainda atinge os 115 dias. Os piores casos são no Algarve, com uma média de 161 dias. O Alentejo é o mais rápido, com 105 dias. Esta dificuldade traduz-se no facto de 26% das consultas ainda serem feitas fora dos tempos máximos de resposta inscritos na lei. O valor ultrapassa os 30% se olharmos apenas para as consultas muito prioritárias e prioritárias.

Em 2014
No ano passado, o SNS pagou 153 mil colonoscopias em estabelecimentos com convenção com o Estado, o que representa mais 35 mil...

A despesa do Estado com exames e análises pagos ao sector convencionado emagreceu sempre desde 2011, mas em 2014 a tendência inverteu-se pela primeira vez. No ano passado, segundo o jornal Público, o Serviço Nacional de Saúde gastou mais de 360 milhões com os exames complementares dos seus utentes feitos em locais com acordos, o que representou um crescimento de 8,5%. Mesmo assim, em 2011 a fatura era de mais de 418 milhões. A maior fatia continua a ser canalizada para as análises clínicas, mas a subida foi sobretudo à custa das endoscopias gastrenterológicas, onde se inserem as colonoscopias, que viu a sua despesa duplicar de 10,4 milhões de euros para 22,3 milhões.

A subida do número de colonoscopias acontece quando 2014 ficou marcado, logo em Janeiro, pelo caso de uma doente que esperou dois anos por um exame destes, o que atrasou o diagnóstico de um cancro colo-rectal. Mesmo com o aumento, continuam a existir vários relatos de dificuldade em marcar colonoscopias tanto nos hospitais públicos como nos convencionados, com clínicas com grandes listas de espera que obrigam os doentes a ir de madrugada tentar uma vaga.

“Mais de 40% dos encargos suportados com as entidades do sector convencionado tem a ver com a área das análises clínicas, seguindo-se a radiologia e a medicina física e reabilitação”, explica o Relatório Anual sobre o Acesso a Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas de 2014, enviado para a Assembleia da República e a que o jornal Público teve acesso. De acordo com o documento do Ministério da Saúde “foram realizados quase 60 milhões de exames no sector convencionado no ano de 2014, sendo que 80% desses exames foram da área das análises clínicas”. De fora destes valores ficam os acordos relacionados com a diálise e as pessoas operadas no âmbito do programa Sigic, de gestão da lista de espera para cirurgias.

De 2013 para 2014 foram várias as áreas com mais exames (e mais despesa) nos convencionados, mas as endoscopias destacam-se largamente, com mais 113% de encargos. Depois deste valor, o maior crescimento foi de 22% na área da otorrinolaringologia. No total tinham sido feitas quase 346 mil endoscopias gastroenterológicas em 2013 e no ano passado foram realizadas mais de 632 mil. Dentro destas endoscopias, quase 153 mil exames corresponderam a colonoscopias, quando em 2013 eram pouco mais de 118.

“O ano de 2014 ficou ainda marcado pela criação de um novo pacote de cuidados ao abrigo da convenção para a endoscopia gastrenterológica, de forma a garantir a realização de endoscopias digestivas baixas (colonoscopias) associada à analgesia ao doente, reduzindo o efeito dissuasor à realização do exame”, lembra o relatório, que indica também que os hospitais públicos fizeram mais 3745 colonoscopias em 2014, o que representou um total de quase 117 mil.

Estudo
É do conhecimento geral que a grande maioria dos avós “estraga” os netos com mimos. Guloseimas, chocolates, pastilhas…quase...

Um estudo sueco, publicado na revista Journal of Human Genetics, vai ainda mais longe e acaba de revelar que os maus hábitos alimentares dos idosos durante a sua adolescência têm uma influência muito grande na saúde dos seus netos, escreve o Diário Digital. O dado mais surpreendente deste estudo revela que os netos de homens que tiveram uma alimentação “farta” durante a juventude apresentam quatro vezes mais hipóteses de vir a morrer de diabetes.

“Este estudo vem reforçar algo que já tinha sido constatado: os maus hábitos alimentares na infância podem ser um fator potenciador do aparecimento da diabetes ao longo da vida. Hoje em dia, fala-se muito da promoção de um estilo de vida saudável mas, até há poucos anos atrás, não havia tanta sensibilização para a prática de exercício físico e para a redução do consumo de açúcar, fatores que hoje sabemos prevenirem o aparecimento de doenças como a diabetes”, segundo Isabel Manita, endocrinologista do Hospital Garcia da Horta.

“Por não estarem tão sensibilizados e considerarem que ‘se saíram bem’, a população mais velha atual acaba por transmitir os seus hábitos menos saudáveis para os netos. Quantas vezes ouvimos os avós a insistir para as crianças comerem mais, e a comentar que estão muito magrinhas? Isto acontece porque, para os mais velhos, as crianças gordinhas são as mais ‘rijas’, e porque consideram que as restrições alimentares impostas pelos pais às crianças são exageradas. A realidade é que, apesar da esperança média de vida ter aumentado, cerca de 20% da população portuguesa com diabetes tem idade superior a 65 anos, o que demonstra que os hábitos alimentares ao longo da vida não foram os mais adequados”, acrescenta a endocrinologista.

As conclusões deste estudo vêm também fortalecer a sondagem divulgada pela Marktest este ano - “O que sabem os portugueses sobre a diabetes”, na qual apenas 6,4% dos inquiridos afirmou ter conhecimento da importância do controlo do peso, e apenas 1,6% dos 800 inquiridos admitiu que ter um estilo de vida saudável era uma forma de prevenção da doença.

No Brasil
Investigadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um filme plástico com efeito bactericida que aumenta a vida útil dos...

Segundo o Diário Digital, isso foi possível porque os investigadores do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) desenvolveram o produto com nanopartículas de prata que demonstraram serem eficazes na eliminação de bactérias causadoras de infeções em seres humanos, sem serem tóxicas.

A pesquisa utilizou o polipropileno, um tipo de plástico de valor relativamente baixo, o que favorece a sua utilização no produto. A colocação das nanopartículas foi feita numa máquina específica para isso.

As nanopartículas interagem com componentes celulares vitais, como o ADN, impedindo a divisão celular e consequente morte da bactéria. Já a ação bactericida das nanopartículas de prata acontece no contato direto com os microorganismos, afirma o cientista Washington Oliani, que realizou o estudo no Laboratório de Polímeros do Centro de Química e Meio Ambiente do Ipen.

“O polipropileno, a prata e outros componentes, no formato de grãos, são inseridos numa máquina extrusora, aparelho que faz a fusão dessas substâncias através de aquecimento. A partir desse processo é obtido um material em forma de fios finos”, relata Oliani.

O efeito bactericida dos filmes com nanopartículas de prata foi comprovado em testes realizados no Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Inicialmente, o material foi colocado em contacto direto com culturas das bactérias Escherichia coli, que pode causar diarreia, e Staphylococcus aureus, que pode causar diversos tipos de complicações infecciosas, como uma infeção urinária.

“Após ajustes na formulação, foi possível eliminar quase 100% de Staphylococcus”, diz Oliani. Experiências posteriores com a bactéria Pseudomonas aeruginosa, que afecta os aparelhos respiratórios e urinário, também tiveram uma eficiência próxima de 100%.

“Com o efeito bactericida das nanopartículas seria possível aumentar a vida útil dos produtos embalados, especialmente os de origem orgânica”, afirma Oliani.

Outro possível emprego do material está na área hospitalar. “Futuramente, a película poderá ser colocada em divisórias e janelas de hospitais, além de ser utilizada em materiais cirúrgicos, como cateteres”, diz Duclerc Fernandes Parra, orientadora do projeto. 

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