OMS e departamento do INSA
O Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge vai colaborar com a Organização...

Este departamento passa agora, e durante quatro anos, a designar-se centro colaborativo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a nutrição e obesidade infantil.

No âmbito deste acordo estão previstas “ações de divulgação de resultados nesta área, a organização de eventos técnico-científicos relacionados com a obesidade infantil, o apoio na identificação e divulgação de boas práticas a nível nacional, com vista à prevenção da obesidade infantil e à promoção do envelhecimento saudável ativo”.

“Contribuir para o trabalho na OMS ao nível da monitorização da ingestão dietética e da composição de alimentos, em particular ao nível da quantidade de sal, gordura trans e teor de iodo presentes nos alimentos é outra das áreas de colaboração previstas”, segundo este organismo.

Para o presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Fernando de Almeida, esta colaboração com a OMS “é uma distinção que vem dar justo reconhecimento ao bom trabalho que o Instituto vem realizando nesta importante área”.

“Tendo em conta que a OMS apenas indica para seus centros colaborativos serviços e instituições com créditos absolutamente inquestionáveis e firmados, Portugal e o Ministério da Saúde estão assim na primeira linha de análise de um dos principais problemas de saúde pública a nível mundial”, acrescentou.

Em Portugal, um terço das crianças com idades compreendidas entre sete e os nove anos apresentam excesso de peso, sendo 11% obesas.

Tribunal de Contas
O Tribunal de Contas criticou a demora no envio dos processos da Inspeção Geral das Atividades em Saúde, com eventuais...

“O tempo médio apurado entre a data de homologação pelo Inspetor-Geral dos relatórios de auditoria da Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) em que são evidenciadas situações geradoras de eventuais responsabilidades financeiras e a data de envio dos processos autónomos de apuramento das respetivas responsabilidades ao Tribunal de Contas foi de 22,5 meses”, lê-se no documento.

Para o Tribunal de Contas (TdC), esta demora “prejudica a tempestividade do processo, a recolha da prova e, no limite, conduz à prescrição das infrações indiciadas”.

Segundo o relatório do TdC relativo a uma auditoria de desempenho à IGAS, referente ao quadriénio 2010-2013, este órgão de controlo setorial do sistema de saúde e do Serviço Nacional de Saúde (SNS) “não dispõe de informação completa e fiável sobre o cumprimento/implementação das recomendações produzidas nos seus relatórios, à exceção da área disciplinar”.

Esta ausência “não permite avaliar, com rigor, o impacto real da atividade nas áreas de auditoria e inspeção”, prossegue o TdC.

O Tribunal acrescenta que “o número de recomendações formuladas nos relatórios produzidos pela Inspeção-Geral é elevado, apresentando um teor extenso e predominantemente qualitativo”.

“Na área da auditoria, esta profusão de recomendações pode afetar a respetiva apreensão, exequibilidade e dificultar a auditabilidade sobre o acatamento das mesmas”.

As críticas estendem-se ao facto de não estarem “instituídos mecanismos de controlo e acompanhamento sistemático e regular da implementação dessas recomendações”, nem estarem “estabelecidas metas (prazos) para a referida implementação”.

O orçamento anual da IGAS – que em 2013 dispunha de 88 trabalhadores - é de cerca de 3,2 milhões de euros.

Recomendações da Agência Europeia do Medicamento
Comissão Europeia seguiu recomendação da Agência Europeia do Medicamento. Em causa estão problemas nos ensaios clínicos que a...

A Comissão Europeia seguiu as recomendações da Agência Europeia do Medicamento (EMA) e mandou retirar do mercado um total de cerca de 700 medicamentos genéricos que tinham sido testados na Índia e cujos ensaios clínicos foram forjados. O problema veio a público pela primeira vez em Janeiro, segundo o jornal Público, altura em que a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) decidiu, por precaução, retirar logo estes produtos do mercado português.

Em Janeiro, a EMA recomendou a suspensão da venda de alguns fármacos genéricos cujos ensaios clínicos tinham sido feitos na Índia pela empresa GVK Biosciences, depois de terem sido detetadas falhas nos procedimentos que sustentam os resultados dos testes. Os problemas foram inicialmente detetados pela agência francesa do medicamento no âmbito da sua atividade de rotina, que remeteu o caso para o organismo europeu. Já em Maio, a EMA defendeu a retirada definitiva dos medicamentos do mercado e remeteu essa decisão para a Comissão Europeia que, agora, decidiu no mesmo sentido. A decisão, tomada a 16 de Julho, foi divulgada nesta semana e, segundo o diário francês Le Monde, a data limite é 21 de Agosto.

Em Portugal, o Infarmed confirmou ao PÚBLICO que já foi informado da publicação da decisão da Comissão Europeia. “No entanto, em Janeiro de 2015, o Infarmed já tinha determinado a recolha de todos os medicamentos comercializados que foram objeto da arbitragem relativa à empresa GVK Biosciences, conforme circular informativa”, explicou a mesma fonte. Ao todo Portugal tinha 64 fármacos apontados pela EMA, mas na prática só 20 eram comercializados, adiantou em Janeiro o Infarmed. Em causa estavam medicamentos para várias patologias, desde protetores gástricos a antidepressivos, analgésicos, anti-histamínicos, neurolépticos, vasodilatadores e fármacos para demências e doença de Parkinson.

Na altura o presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, sublinhou também que, apesar das incongruências nos ensaios, não foram reportados até agora problemas associados a estes fármacos. Segundo a EMA, as falhas são sobretudo na forma como a GVK Biosciences conduzia os ensaios, nomeadamente manipulando eletrocardiogramas em alguns estudos de medicamentos genéricos – um comportamento que se terá arrastado durante cinco anos.

O problema é que os eletrocardiogramas forjados colocam em causa os testes que deveriam garantir que a bioequivalência daqueles medicamentos genéricos, isto é, comprovar que tem uma ação no doente igual à do produto de marca. De todas as formas, como há alguns medicamentos que noutros países deixam os doentes sem alternativas, alguns fármacos poderão continuar à venda e a GVK tem de apresentar novos dados até Janeiro de 2016. Se até essa altura não o fizer poderá ter de retirar mesmo todos os medicamentos de todos os países.

Em Espanha
Uma investigação de um grupo de cientistas espanhóis permitiu aumentar em 65% a esperança média de vida dos ratos. No futuro,...

A investigação, iniciada em 2011 por uma equipa da Universidade de Oviedo, foi publicada na revista "Nature Cell Biology" e demonstra o aumento da esperança média de vida em 65% nos ratos de laboratório, escreve o Jornal de Notícias. Tudo graças a duas moléculas experimentais (epz-5676 y epz-4777) que, atualmente, já estão a ser testadas em seres humanos no tratamento da leucemia mielóide crónica.

Ao diário espanhol "El Mundo", o investigador Fernando Garcia Osório explica que o objetivo desta investigação é prolongar a esperança média de vida a quem sofre de doenças associadas ao envelhecimento prematuro, atualmente sem cura.

Para esta investigação, a equipa dirigida pelo catedrático Carlos López-Otín - que se debruça há vários anos sobre este tema - utilizou ratos desenhados especificamente para o efeito, cuja longevidade é de apenas quatro meses, ao contrário dos três anos de vida dos seus pares, o que permitiu chegar a conclusões mais rapidamente.

Os investigadores centraram-se no processo de reprogramação celular verificado nos ratos com envelhecimento precoce e identificaram uma alteração molecular devido à proteína DOT1L. Esta demonstrou ter a capacidade de regular vários genes e bloquear a formação de células iPS (células-tronco pluripotentes). Após esta verificação, a equipa encontrou forma de inibir essa ação e aplicou as molécula experimentais.

"A superação desta barreira, através dos inibidores de DOT1L, permite-nos reprogramar ou rejuvenescer, até um estado quase embrionário e de forma muito eficiente, células de pacientes com envelhecimento acelerado e de pessoas saudáveis com mais de 90 anos", explica López-Otín.

"Acreditamos que os ratos são um bom modelo para estas doenças em humanos, devido às suas semelhanças, pelo que, em teoria, poderiam fazer-se ensaios clínicos", explica.

Além dos resultados nos animais doentes, nos saudáveis também se verificou um efeito rejuvenescedor, pelo que, a ser aplicado a humanos, poderia significar uma esperança média de vida até aos 135 anos.

López-Otín destaca que este estudo é "um novo passo para consolidar a ideia da enorme plasticidade da longevidade", apesar de não ser essa a prioridade do estudo.

"O nosso compromisso de utilizar este conhecimento para ajudar os doentes com envelhecimento prematuro continua a ser máximo", salienta o investigador.

Estudo
Investigadores norte-americanos e britânicos afirmam ter encontrado um marcador que ajuda a identificar mulheres com risco de...

Segundo o Diário Digital, uma cientista da Universidade da Virgínia, com a colaboração de cientistas de outras instituições nos Estados Unidos e no Reino Unido, descobriu que a hormona oxitocina, envolvido no aleitamento e no afeto entre mães e bebés, também está associada à depressão pós-parto. Eles descobriram que baixos níveis desta hormona no sangue podem servir como indicativo de que a mulher terá o problema.

O estudo, publicado na revista Frontiers in Genetics, contou com dados de milhares de mulheres, participantes de um estudo longitudinal britânico. Mesmo assim, os peritos acreditam que é preciso replicar os resultados noutras populações para confirmar a tese.

A depressão pós-parto é mais comum em mulheres que já apresentaram sintomas depressivos ao longo da vida, e mais ainda naquelas que ficam deprimidas durante a gestação. Apesar disso, o problema pode surgir em quem nunca teve a doença. Por isso, quanto mais cedo for identificado e tratado, melhor para todos.

Campanha da Brisa
Sabia que o risco de causar um acidente aumenta em 800% se estiver a enviar mensagens? E que o tempo de reação de um jovem que...

A prática é punível com multa de 120 a 600 euros e perda da carta de 6 meses a 1 ano, escreve o Sapo, mas mesmo assim a coima não dissuade os portugueses de enviar mensagens ou fazer chamadas enquanto está ao volante.

Segundo dados da Brisa, 31% dos portugueses admitem enviar e ler SMS enquanto conduzem e 59% dizem já ter falado ao telemóvel enquanto conduziam, o que faz de Portugal um dos piores exemplos no que diz respeito à prática.

Por isso, a Brisa, em parceria com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, a participação das três operadoras (MEO, NOS e Vodafone) e o apoio da MCR, lançou a campanha "Não use o telemóvel enquanto conduz".

Só em 2014, todos os dias foram multados cerca de 60 automobilistas por utilizarem o telemóvel enquanto conduziam, ou seja, à volta de 22 mil pessoas num ano.

Alguns cuidados a ter segundo a Brisa:

·         Desligue o seu telemóvel ou configure-o de modo a silenciar toques, avisos e mensagens;

·         Evite ligar aos seus amigos quando sabe que estão a conduzir;

·         Pense se tem alguma chamada ou SMS a enviar antes de conduzir. Tire um momento para pensar se precisa de alguma informação para a viagem que vai fazer, antes de pôr o carro a funcionar. Por exemplo, programar o GPS antes de começar a viagem; Faça as chamadas de que necessita, antes de iniciar a marcha do seu veículo;

·         Aplique o conceito do condutor 100% Cool às mensagens escritas e escolha um passageiro para escrever por si enquanto conduz;

·         Guarde o telemóvel num local onde não tenha acesso enquanto conduz. Ex. Na mala do carro; Na bolsa do banco de trás;

·         Instale apps que o ajudem. Existem várias aplicações, algumas gratuitas, que permitem bloquear chamadas/SMS e/ou enviem respostas automáticas a dizer que está a conduzir;

·         Seja paciente. Reflita se se justifica arriscar a sua segurança e a dos que o rodeiam, para ler um SMS;

·         Caso precise, aproveite as áreas de serviço para ligar ou escrever uma mensagem, ou, em último recurso, utilize o sistema de mãos livres do seu veículo.

Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra
Um estudo desenvolvido por investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra revela que a diabetes pode...

“Os níveis elevados de açúcar [no sangue] não têm efeito direto nos espermatozoides, mas poderão comprometer a produção de esperma, contribuindo assim para a infertilidade masculina, evidencia um estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC)”, afirma uma nota da Universidade de Coimbra (UC).

O elevado nível de açúcar no sangue (a hiperglicemia) “desempenha um papel importante, mas não decisivo, na disfunção do espermatozoide maduro”, sustenta Sandra Amaral, especialista que lidera o estudo.

“Neste sentido, temos conduzido mais investigação, que irá ser publicada brevemente, que sugere que a hiperglicemia influencia mais o processo da formação dos espermatozoides (a espermatogénese), do que os espermatozoides em si”, acrescenta a investigadora do grupo de Biologia da Reprodução e Células Estaminais do CNC.

Para Sandra Amaral “este trabalho constitui um passo importante no esclarecimento dos mecanismos de ação da diabetes no sistema reprodutor masculino, permitindo delinear novas abordagens para estudos futuros”.

A pesquisa realizou-se num sistema ‘in vitro’, possibilitando controlar e identificar todas as condições às quais os espermatozoides são expostos, refere a UC, sublinhando que este estudo é inovador, por “avaliar vários parâmetros de funcionalidade espermática, que não são usualmente avaliados”, mas que “fornecem informação muito mais detalhada sobre esta célula tão particular”.

Nas últimas décadas, tem-se assistido a “um notório aumento do número de casos da diabetes em todo o mundo, sendo que, atualmente, ultrapassa já um milhão de casos em Portugal”, que é “um número preocupante” para uma população com a dimensão da portuguesa.

A diabetes constitui uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos e “tem efeitos prejudiciais em quase todos os sistemas de órgãos”, não sendo o sistema reprodutivo uma exceção.

“Apesar de a diabetes ser uma doença multifatorial, existem várias indicações de que a hiperglicemia será o principal promotor das alterações promovidas pela doença”, sustenta Sandra Amaral.

Mas “não excluímos a possibilidade do envolvimento de outros fatores, como o stress oxidativo ou processos inflamatórios que, conjuntamente com a hiperglicemia, poderão ter efeitos igualmente nefastos nos espermatozoides”, observa a investigadora.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o estudo, que já foi publicado na revista ‘Reproduction’, foi desenvolvido, ao longo de vários anos, em colaboração com o serviço de Reprodução Humana do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

O grupo de investigadores envolvidos neste trabalho é constituído, além de Sandra Amaral, por Renata Tavares e por Joana Portela (primeiras autoras), por Paula Mota e por João Ramalho-Santos, que é presidente do CNC.

Estudo revela
As vacinas defeituosas ou "permeáveis" podem dar origem a vírus ainda mais poderosos, revela um estudo realizado em...

Quando uma vacina funciona como deve, como a da varíola, da poliomielite ou do sarampo, protege os vacinados e também previne a transmissão do vírus.

No entanto, segundo o Sapo, um novo estudo publicado na revista PLoS Biology, indica que as vacinas imperfeitas protegem as aves, mas também permitem que o vírus sobreviva de forma ainda mais prejudicial.

"A nossa pesquisa mostra que o uso de vacinas 'permeáveis' podem promover a evolução das variações mais desagradáveis do vírus, o que coloca os indivíduos não vacinados num elevado nível de risco", explicou um dos autores, Venugopal Nair, do Instituto de Pirbright, no Reino Unido.

"Estas vacinas permitem que os vírus virulentos continuem a evoluir", acrescentou.

Os cientistas dizem mesmo que este tipo de vacinas é responsável por aumentar a resistência do vírus. O processo, segundo eles, não é tão claro como a evolução dos germes que desenvolvem resistência aos antibióticos.

No entanto, o estudo mostra uma clara ligação entre a vacina defeituosa e o desenvolvimento de variações do vírus da doença de Marek, que pode ser mortal em alguns tipos de bovinos.

Não há dúvida sobre a eficácia da vacina humana usada atualmente, mas esses resultados levantam muitas questões sobre o desenvolvimento de futuras vacinas, dizem os cientistas.

"Agora a preocupação é a próxima geração de vacinas", explicou o co-autor Andrew Read, da Penn State University, na Pensilvânia, Estados Unidos.

"Nós não queremos que doenças mortais como o ébola evoluam e nossa análise mostrou que isso poderia ocorrer no caso de vacinas imperfeitas ou 'permeáveis'".

"É importante não interpretar este estudo como um argumento contra a vacinação de crianças contra a gripe ou outras doenças", disse ainda Peter Openshaw, do Imperial College London.

Nos Estados Unidos
Um menino de oito anos recebeu um duplo transplante de mãos - inédito no mundo para esta faixa etária - no início do mês de...

A equipa médica enxertou em Zion Harvey as duas mãos e os antebraços de um doador morto. Nascido em Baltimore, o menino perdeu as mãos e os pés devido a uma necrose gangrenosa, que também o obrigou a um transplante de rim.

Segundo o Sapo, Zion caminha e consegue comer, escrever e até jogar videojogos com o auxílio das próteses. Mas o seu sonho é  agora pode lançar uma bola com as novas mãos.

O transplante, realizado recentemente por uma equipa médica multidisciplinar de 40 pessoas, durou mais de 10 horas, segundo o hospital.

A equipa, dividida em quatro grupos, utilizou placas e parafusos para fixar os ossos, antes de ligar cuidadosamente as artérias e veias para restabelecer o fluxo de sangue. Em seguida, os cirurgiões conectaram tendões, músculos e nervos.

O menino, que continua internado, foi escolhido para este duplo transplante devido ao seu estado de saúde específico.

"O transplante de rim tornou-o num bom candidato para o transplante de mãos porque já recebia medicamentos para evitar a rejeição de órgãos [transplantados]", comentou Benjamin Chang, diretor do programa de transplante de mãos do Hospital de Crianças da Filadélfia.

Enfermeiro da Guarda
Um enfermeiro da Guarda, especialista em Saúde Mental e Psiquiatria, realizou um documentário sobre a promoção da saúde mental,...

O documentário "Umbra" foi realizado e produzido por Pedro Renca, enfermeiro especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria no Departamento de Psiquiatria e de Saúde Mental da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda e mestre em Toxicodependência e Patologias Psicossociais, e aborda o relacionamento entre uma égua, Umbra, e a sua dona, Rute, e "o equilíbrio de saúde mental conseguido nesta interação".

Na curta-metragem, Pedro Renca pretende "retratar e fazer refletir" as possibilidades que cada um tem “de encontrar uma (ou várias) estratégia(s) para promover a sua saúde mental".

"É um filme que retrata de uma forma leve um assunto sério. Temos de perceber que nem tudo na área da saúde mental é patológico. Ou seja, a saúde mental está implícita a todos nós e temos de saber trabalhá-la. Este filme ajuda-nos a perceber isso mesmo", explicou o autor.

Pedro Renca que Rute, a protagonista, "é uma pessoa perfeitamente comum, integrada na sociedade", sem nenhuma psicopatologia associada, e "a estratégia dela para conseguir um equilíbrio emocional é a interação com a Umbra", a sua égua.

"Seguindo este exemplo, cada um de nós tem de encontrar as estratégias individuais e de grupo, para estarmos saudavelmente equilibrados", defendeu, justificando o projeto com a sua preocupação com a promoção da saúde mental e para prosseguir a sua luta "contra os aspetos discriminatórios desta área".

Em "Umbra" pretende "ir ao encontro da comunidade, consciencializar as pessoas para a importância" da promoção da saúde mental.

Pedro Renca lembrou que, ao longo da sua carreira, tem mantido "uma preocupação constante no âmbito da discriminação e estigma que circundam a doença mental, o doente mental e as questões associadas à saúde mental".

Já desenvolveu alguns trabalhos, para tentar esclarecer a comunidade em geral sobre estas temáticas da saúde e da doença mental, sendo o mais recente o documentário "Esta é a Minha Casa", produzido em 2014.

O filme "Umbra", com a duração de 20 minutos, foi rodado numa quinta nas proximidades da cidade da Guarda.

Na produção do documentário teve a ajuda "de amigos que se preocupam e identificam" com a causa.

Pedro Renca contou com a colaboração do realizador Jorge Pelicano (autor de "Ainda há Pastores" e "Pára-me de repente o pensamento"), de Carlos Braz Saraiva (psiquiatra e professor na Faculdade de Medicina de Coimbra), de Rute Renca, Pedro Aguiar, Hugo Moreira, Rui Campos, Miguel Cordeiro, Victor Afonso, Carla Silva, Eduardo Renca, Nuno Renca e Óscar Nogueiro.

A obra tem estreia marcada para o Fundão, no distrito de Castelo Branco, no outono.

Diário da República
Todas as crianças vão ter um médico de família, mas só depois de eleito o próximo Governo, segundo uma lei publicada hoje em...

A lei da Assembleia da República destina-se a assegurar que, “a cada criança, é atribuído um médico de família”, uma medida que será assegurada através do reforço do número de profissionais de medicina geral e familiar no Serviço Nacional de Saúde, refere a legislação.

Para garantir esta medida, o Governo irá fazer um “levantamento exaustivo” de todas as crianças que não têm médico de família atribuído.

Vai ainda criar para os recém-nascidos “um processo automático de atribuição de médico de família, a requerimento dos seus representantes legais”.

O Governo assegura que, “em nenhuma circunstância, outros cidadãos serão privados do seu direito a um médico de família”.

A lei, que se aplica também às crianças estrangeiras residentes em Portugal, entra em vigor com “a aprovação do Orçamento do Estado subsequente à sua publicação”.

A legislação foi promulgada a 22 de julho pela presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves, e referendada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, um dia depois.

Em animais
Uma vacina experimental contra a Síndrome Respiratória do Médio Oriente mostrou sinais promissores em testes em animais,...

Atualmente, não há vacina contra o coronavírus, que surgiu pela primeira vez em 2012 e causou vários contágios, inclusive um surto na Coreia do Sul.

Ratos vacinados produziram anticorpos que neutralizaram a Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS), de acordo com um estudo do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.

As vacinas que causaram as maiores respostas imunitárias em ratos foram depois administradas em macacos.

Quando tomaram a vacina, sendo depois expostos a uma versão do vírus, os macacos ficaram protegidos de uma grave infeção pulmonar característica da MERS.

Os investigadores estão agora a trabalhar em versões da vacina que possam ser testadas em humanos.

Na Coreia do Sul o surto de MERS infetou cerca de 180 pessoas e matou 36. A Organização Mundial de Saúde identificou 1.368 casos desde 2012, incluindo 490 mortes, a maioria na Arábia Saudita.

Segundo investigadores
Um grupo de investigadores escoceses conseguiu pela primeira vez transplantar células estaminais cultivadas laboratorialmente e...

Foi a primeira vez que os investigadores conseguiram comprovar que as células estaminais do fígado podem regenerar o órgão até certo ponto, disse o chefe da investigação, Stuart Forbes, da Universidade de Edimburgo.

"Esta pesquisa tem o potencial de revolucionar os cuidados ao paciente, encontrando formas de optar por recursos do seu próprio corpo para reparar ou substituir os tecidos danificados ou doentes”, acrescentou o professor de transplantação e medicina regenerativa do Centro de Pesquisa Médica (MRC na sigla inglesa) do conselho de Medicina Regenerativa da Universidade de Edimburgo.

“O fígado tem uma grande capacidade de se autorregenerar, até cerca de 70% do seu volume, mas em situações como cirrose e insuficiência hepática aguda fica demasiado danificado para o fazer”, referiu.

“Os danos no fígado ocorrem por diversas causas, incluindo doenças genéticas, infeções virais, doenças do sistema imunológico, obesidade, consumo excessivo de álcool ou de droga”, salientou Stuart Forbes, que é também o consultor hepatologista da Unidade Escocesa de transplante de fígado, referindo que se a afetação do órgão for muito grave, tal pode levar à insuficiência hepática.

Quando o problema se torna crónico aumenta também a possibilidade de cancro do fígado, insistiu, sublinhando que o colangiocarcinoma - cancro do ducto biliar [rede de tubos que drena as toxinas do fígado] afeta cerca de 1.000 pacientes por ano no Reino Unido.

“Muitas vezes, [essa doença] é diagnosticada em estado avançado, tornando-se muito difícil tratar através da cirurgia, e por normalmente não responder à quimioterapia”, apontou o especialista.

Perante lesão hepática grave, os hepatócitos [principais células do fígado, que o desintoxicam e produzem as proteínas essenciais] envelhecem e tornam-se incapazes de se dividirem de forma a espalharem-se pelo órgão, regenerando-o.

“Ainda não conseguimos reproduzir hepatócitos em laboratório”, referiu o especialista, salientando contudo que, “se os avanços científicos alcançados nos ratos se repetirem em seres humanos, a redução das cicatrizes do fígado por lesões hepáticas graves e a alternativa ao transplante de fígado poderá estar na transplantação de células estaminais”.

Demorará algum tempo até tal ser possível, acrescentou, sublinhando que “isso significaria uma cura a partir de dentro”, cujo desenvolvimento é extremamente necessário dado a doença do fígado ser uma causa de morte muito comum para pacientes do Reino Unido e do resto do mundo.

Investigação clínica
O Centro Hospitalar de Lisboa Central e a Faculdade de Ciências Médicas formalizam a constituição de um centro de investigação...

O modelo do Centro Médico Universitário de Lisboa (CMUL) assenta na “criação de instrumentos que suscitem a discussão, investigação e aplicação prática de novos instrumentos para a governação clínica, para a governação académica, de modo a desenvolver áreas inovadoras”, adianta o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) em comunicado.

“Desta forma, pretende-se adquirir bases e conhecimentos que, uma vez testados e desenvolvidos em modelos teóricos e académicos, possam ser transpostos para a melhoria da prestação de cuidados”, adianta o centro hospitalar, que engloba os hospitais de São José, Capuchos, Santa Marta, Curry Cabral, Maternidade Alfredo da Costa e D. Estefânia.

Os centros médicos académicos representam atualmente uma das formas de organização mais modernas e promissoras das estruturas integradas de assistência, ensino e investigação médica, apresentando como principal objetivo o avanço e aplicação do conhecimento e da evidência científica para a melhoria da saúde, refere o centro hospitalar.

Segundo o comunicado, a relação entre a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e o CHLC é “determinante para importar as ferramentas necessárias para fazer melhor e diferente no campo do ensino pré e pós graduado, da investigação e na criação de canais para a introdução de técnicas inovadoras que permitam criar valor acrescentado e romper com os paradigmas tradicionais, nomeadamente através da investigação translacional”.

A constituição do Centro Médico Universitário de Lisboa será formalizada, hoje, numa cerimónia no Hospital S. José, que conta com a participação dos ministros da Saúde, Paulo Macedo, e da Educação, Nuno Crato, da presidente do Conselho de Administração do CHLC, Teresa Sustelo, e do reitor da Universidade Nova de Lisboa, António Rendas.

Até junho
O lucro da José de Mello Saúde atingiu 12,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2015, uma queda de 10% face aos lucros de...

Em comunicado publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo liderado por Salvador de Mello destaca, no entanto, que não fossem efeitos não recorrentes, o lucro tinha aumentado 14,4% uma vez que o luro do primeiro semestre de 2014 comparável seria de 11 milhões de euros e não os 14 milhões.

“Foi considerada como não recorrente a anulação de uma provisão no valor de 2,97 milhões de euros constituída em 2013 (que faz a diferença entre os 14 milhões e os 11 milhões) relativa a um processo de divergência fiscal com a administração tributária, que foi ganho pela José de Mello Saúde", esclareceu à Lusa fonte oficial da empresa, adiantando que, "com esta decisão judicial, a provisão voltou a ser integrada nos Resultados Líquidos, em 2014. Não considerando o valor dessa provisão, o cálculo deve ser feito a partir dos 11 milhões de euros para os 12,6 milhões de euros de 2015”, ou seja, um crescimento de 14,4%.

Até junho, a José de Mello Saúde registou um total de rendimentos operacionais de 277,2 milhões de euros, um crescimento de 8,9% quando comparado com o igual período do ano anterior, sobretudo motivado pelo aumento da atividade nos hospitais privados (12,9%).

Também a atividade no segmento de cuidados de saúde público deu um contributo positivo, ainda que mais tímido (4%).

Nos primeiros seis meses, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu os 36,1 milhões de euros, valor superior em 15,9% ao registado no primeiro semestre do ano passado.

Já a dívida líquida consolidada registou um aumento de 12,3 milhões de euros face ao final de dezembro de 2014, o que é justificado pela diminuição do saldo de caixa, por via do investimento de expansão (aquisição de terrenos no Parque das Nações, para a expansão do Hospital CUF Descobertas e em Alcântara, para a construção de um novo Hospital) e cumprimento do serviço de dívida.

Ainda assim, o rácio dívida líquida/EBITDA melhorou para 1,6x contra os 1,8x registados no final de 2014.

Em maio passado, a José de Mello Saúde emitiu um novo empréstimo obrigacionista, no montante de 50 milhões de euros, pelo prazo de seis anos, a uma taxa de juro indexada à Euribor a 6 meses acrescida de 2,95%.

O presidente do conselho de administração, Salvador de Mello, destaca em comunicado que “os resultados confirmam a afirmação da José de Mello Saúde como um operador fundamental para o desenvolvimento do sector privado e do sistema de saúde do país”.

“Estes resultados reforçam o nosso projeto de crescimento e expansão geográfica em Portugal, de que são exemplo a construção de um novo Hospital em Alcântara - um investimento de 100 milhões de euros que dotará a cidade de Lisboa da mais moderna unidade hospitalar do país - as obras de ampliação do Hospital CUF Descobertas e a abertura do Hospital CUF Viseu, em 2016”, conclui Salvador de Mello.

Acordo alcançado
Os 2.800 médicos habilitados com o grau de consultor vão passar a ser pagos de acordo com o previsto nessa categoria da...

De acordo com os sindicatos, o descongelamento na carreira destes médicos, que passam a receber de acordo com o estipulado para os integrados na categoria superior de assistente graduado, vai implicar um aumento salarial entre os 400 a 500 euros, que começará a ser pago a partir do próximo mês e que esteve congelado enquanto vigorou o programa de ajuda externa no país.

O acordo foi assinado entre o ministro da Saúde, Paulo Macedo, e os representantes dos dois principais sindicatos de médicos: Maria Merlinde Madureira, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

“Foi reposta aquilo que nós dizemos ser a legalidade, ao pagar-se ao consultor de acordo com a tabela”, disse Maria Merlinde Madureira, que referiu também que os concursos abertos para o grau de consultor abertos em 2002 só foram concluídos em 2013.

Para Roque da Cunha o acordo alcançado hoje representa “a reposição de algo que nunca devia ter sido retirado”.

O Governo vai abrir novo concurso ainda em 2015 para que mais médicos possam aceder ao grau de consultor, e outro concurso, mas para a categoria de assistente graduado sénior, para a qual se definiu a abertura de 150 vagas, que acrescem aos 140 já abertas este ano, e outras 130 em 2013.

“É o topo de carreira dos médicos. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) assim fica com o topo preenchido, o que é essencial para a formação dos médicos, porque são estas pessoas que fazem a orientação do internato [ano de formação dos médicos]”, disse o secretário de Estado da Saúde, Manuel Ferreira Teixeira.

Sobre a possibilidade de o ano comum no internato médico ser eliminado da formação dos médicos, o secretário de Estado da Saúde sublinhou que o que o decreto-lei prevê é que este possa “tendencialmente desaparecer”, mas apenas se a comissão que vai ser criada para avaliar essa hipótese entender que há condições para tal.

“O decreto-lei define que vai ser criada uma comissão de avaliação, com a Ordem dos Médicos, Ministério da Saúde e faculdades de Medicina, no sentido de averiguar se em 2017 é possível o ano comum terminar. Claro que pode terminar se o curso de Medicina for suficientemente profissionalizante, que é aquilo que se pretende. Os estudantes não devem, de facto, acumular anos que tendem a ser um desperdício para eles e para a própria sociedade. Isso só se passará em 2017 caso esta comissão assim ache que deve ser”, afirmou.

Se foi possível ao Ministério da Saúde chegar a acordo com SIM sobre o que diz respeito às alterações ao internato médico, o mesmo não aconteceu com a FNAM, cuja presidente recusa o fim do ano comum: “Não podemos admitir o fim do ano comum nem podemos admitir que possa haver médicos indiferenciados”.

Pela positiva a FNAM destacou ainda o acordo alcançado relativamente às alterações aos concursos de contratação de médicos, que vão “permitir torná-los mais ágeis”, esperando que se possa evoluir, também na carreira médica, para a contratação coletiva e não individual, como ainda acontece nos hospitais.

Sobre os concursos o SIM destacou que o acordo reforça a exigência no acesso e progressão na carreira, ao exigir provas públicas “muito difíceis, com especificações que obrigam as pessoas a estar permanentemente atualizadas”.

O SIM lamentou, no entanto, que não tenha sido possível chegar a acordo para o descongelamento generalizados das carreiras médicas, por considerar que ao fim de várias anos de assistência externa, esse seria um passo importante para tornar o SNS mais competitivo face ao setor privado.

No Dia Mundial do Cancro da Cabeça e Pescoço
Cerca de 30 pessoas foram inscritas para examinação posterior por possuírem lesões relacionadas com o cancro da cabeça e do...

A iniciativa que decorreu durante a manhã de segunda-feira serviu para assinalar o primeiro Dia Mundial do Cancro da Cabeça e Pescoço, uma doença que em Portugal mata três pessoas por dia.

Ana Castro, médica oncologista no Centro Hospitalar do Porto, adiantou à Lusa um total de 288 rastreios gratuitos baseados na observação do paciente, referindo que 10% dos doentes foram inscritos em exames posteriores por possuírem lesões suspeitas.

A especialista é também presidente do Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e do Pescoço e, em jeito de balanço, referiu a necessidade de "alertar a população para os sintomas [desta doença]", destacando as feridas na boca como a evidência mais frequente de carcinoma oral.

"[Esta iniciativa] é uma tentativa de diagnóstico precoce", esclareceu a médica, uma vez que, numa fase inicial da doença, o tratamento destes cancros tem uma taxa de sucesso de 80 a 90%.

Em Portugal, os cancros da cabeça e pescoço são a quarta doença com maior incidência nos homens quando se agrupam as diferentes localizações dos tumores (laringe, faringe, cavidade oral e nasofaringe).

Anualmente há cerca de 2.500 novos casos da doença em Portugal e cerca de 85% das vítimas são fumadores ou ex-fumadores. O rastreio é considerado fundamental, sobretudo para pessoas com hábitos tabágicos ou de consumo excessivo de álcool.

As unidades onde se realizaram rastreios gratuitos à população foram o Hospital de Santo António (84 rastreios), o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures (36), o Instituto Português de Oncologia do Porto (35), o Hospital de Santa Maria (21), o Hospital de São João (20), o Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia - Espinho (20), o Instituto CUF das Descobertas (18) e do Infante Santo (16), em Lisboa, a CUF Porto Hospital (10) e Instituto (10), o Hospital da Luz (10) e a Clínica Quadrantes de Miraflores (8), em Oeiras.

Hepatite C
O diretor do Serviço de Infeciologia do Hospital de Curry Cabral, em Lisboa, afirmou hoje que o acordo para o fornecimento de...

Fernando Maltez falava durante uma visita que o ministro da Saúde realizou hoje, Dia Mundial das Hepatites, a dois serviços no Hospital Curry Cabral, uma referência na área da infeciologia e onde são seguidos centenas de doentes com a hepatite C.

Este especialista reconheceu que a notícia sobre o fornecimento gratuito deste fármaco – que resultou de um acordo alcançado entre o Ministério da Saúde e um laboratório – aumentou a procura deste medicamento.

“Muitos doentes, por razões de vária ordem, ou com receio do estigma, não procuravam os serviços e agora fazem-no com mais frequência”, disse.

Para Fernando Martez, em resultado desta mudança, são cada vez mais os doentes que são tratados numa fase mais precoce da doença, o que potencia a sua cura.

Desde o acordo entre governo e laboratório, em fevereiro deste ano, cerca de 200 doentes já receberam o Sofosbuvir e mais 100 aguardam pelo fármaco.

Fernando Maltez adiantou que entre o pedido e a administração do fármaco têm decorrido, em média, três a quatro semanas, o que é um tempo “perfeitamente aceitável”.

Paulo Macedo visitou o serviço de infeciologia do Curry Cabral, que pertence ao Centro Hospitalar de Lisboa Central, tendo sido informado pelos profissionais que 12 dos 14 quartos estão atualmente preenchidos com doentes, nomeadamente pessoas com tuberculose.

O ministro procurou saber sobre a incidência da doença, com Fernando Maltez a afirmar que a tuberculose tem diminuído, mas que Lisboa continua a ter níveis mais elevados do que as restantes cidades.

A tuberculose multirresistente continua a procurar os profissionais de saúde.

A visita de Paulo Macedo prosseguiu depois para a unidade dos transplantes, onde o diretor do Centro Hepatobiliopancreático e de Transplantação deste hospital, Eduardo Barroso, revelou que este ano já foram realizados 78 transplantes hepáticos.

Destes transplantes, prosseguiu o cirurgião, 46 por cento tinham hepatite C.

Eduardo Barroso congratulou-se com o fornecimento do medicamento e especificou que os doentes com hepatite C que são transplantados recebem também o fármaco inovador, o que visa impedir que o novo fígado seja infetado pelo vírus que está no organismo do doente.

O cirurgião afirmou depois esperar que a administração do fármaco reduza o número de doentes transplantados por esta razão.

Sobre os resultados da administração do Sofosbuvir na cura dos doentes, Fernando Maltez disse que “ainda é muito cedo”, mas revelou que os dados disponíveis são “animadores”.

Um documento hoje divulgado num encontro de especialistas que decorreu no Curry Cabral, em que Paulo Macedo participou após a visita aos dois serviços, revela que existem 13.015 doentes com autorização de tratamento prevista até dezembro de 2016.

Deverão ser evitadas 5.170 mortes prematuras por razões hepáticas e ganhos 89.242 anos de vida, prossegue o documento, distribuído pelo organismo que regula o setor do medicamento em Portugal (Infarmed).

A nova estratégia de tratamento da hepatite C deverá ainda evitar 482 transplantes hepáticos, 2.920 carcinomas hepatocelulares e 8.499 casos de cirrose.

A poupança em custos de tratamento das consequências da evolução da hepatite C será de 412,6 milhões de euros.

Até 30 de junho deste ano, 5.013 doentes tinham autorização de tratamento, o que terá evitado 2.184 mortes prematuras por razões hepáticas, refere o documento elaborado pela empresa Exigo Consultores.

Em Portugal, as autoridades admitem a existência de 100 mil pessoas infetadas com o vírus da hepatite C.

36 Ambulâncias novas
O INEM entregou hoje 36 ambulâncias aos bombeiros, numa cerimónia que contou com discursos, a bênção da igreja católica, o hino...

“É o maior investimento em emergência médica realizado em Portugal, nos últimos dez anos”, afirmou o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Paulo Campos, no púlpito colocado para o efeito junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

Num discurso que começou por recordar a glória do Infante Dom Henrique, imortalizado no Padrão, Paulo Campos sublinhou a importância da entrega de 25 Postos de Emergência Médica e 11 novas ambulâncias, que visam substituir o parque destas viaturas, as quais apresentam um maior desgaste.

Segundo Paulo Campos, com esta entrega foram atingidos, em Portugal, os 300 PEM (ambulâncias que se destinam à estabilização e transporte de doentes que necessitem de assistência durante o transporte), restando apenas 21 municípios para completar o objetivo de “equipar todos os municípios com um destes meios”.

“Há dez anos tínhamos 183 PEM, há cinco anos, 226. Hoje, temos 300 PEM, 56 Ambulâncias de Emergência Médica [AEM], 40 ambulâncias de Suporte Imediato de Vida [SIV] e 42 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação [VMER]”, adiantou Paulo Campos.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LPM), Jaime Marta Soares, também se juntou ao júbilo pela entrega de mais estes meios, mas aproveitou a sua intervenção para apelar ao ministro da Saúde, presente na cerimónia, para que seja corrigida a obrigação de os Veículos Dedicados ao Transporte de Doentes (VDTD), criados com o novo regulamento de transporte de doentes, pagarem os impostos de aquisição e as portagens.

No seu discurso, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, não respondeu ao apelo, tendo, no final do evento, afirmado aos jornalistas que os bombeiros precisam de ter os meios necessários para trabalhar, não desenvolvendo a questão da fiscalidade.

Para Paulo Macedo, o momento de hoje é “significativo”, pois “mostra que o Sistema Integrado de Emergência Médica [SIEM] está vivo e dinâmico”.

“Porque mostra a vontade, transformada em realidade, de dar mais um passo na melhoria e no aumento da qualidade do socorro e da emergência médica que se presta aos cidadãos do nosso país, independentemente do ponto do território nacional onde se encontrem”, acrescentou.

O ministro frisou, mais tarde, nas declarações aos jornalistas, que o investimento em emergência médica aumentou nos últimos anos, apesar das dificuldades económicas que o país atravessou.

Paulo Macedo mostrou vontade de antecipar a meta de 2017 para a conclusão da cobertura nacional destes meios, a qual disse que gostaria de ver concluída em 2016.

Aos discursos sucedeu o hino nacional, com muitos militares presentes a prestar continência.

Seguiu-se a entrega das chaves das viaturas e a sua bênção, a cargo do bispo auxiliar de Lisboa, Nuno Brás.

O investimento das ambulâncias hoje entregues ronda os 1,9 milhões de euros, de um total de 20 milhões que serão aplicados, nesta área, até ao final deste ano.

Ministério da Saúde
As unidades e equipas em cuidados paliativos vão deixar de estar integradas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados...

O Ministério da Saúde explica no decreto-lei, que entra em vigor dentro de 30 dias, que as unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) podem coexistir com as unidades da Rede Nacional de Cuidados Paliativos (RNCP) e que a Rede Nacional de Cuidados Integrados pode integrar as equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos.

“As unidades e serviços da RNCCI, em função das necessidades, podem prestar ações paliativas, como parte da promoção do bem-estar dos utentes”, acrescenta o Ministério da Saúde.

Este decreto-lei procede à primeira alteração da lei que criou a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), em 06 de junho de 2006, e à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 8/2010, de 28 de janeiro, que cria um conjunto de unidades e equipas de cuidados continuados integrados de saúde mental.

A Rede Nacional de Cuidados Paliativos “visa desenvolver, fomentar, articular e coordenar a prestação de cuidados paliativos no âmbito do Sistema Nacional de Saúde, complementar da rede hospitalar, da rede de cuidados de saúde primários e da rede de cuidados continuados integrados”, de acordo com o diploma.

Esta rede é constituída por unidades e equipas de cuidados continuados de saúde e/ou de apoio social, com origem nos serviços comunitários de proximidade, abrangendo os hospitais, os centros de saúde, os serviços distritais e locais da segurança social, a rede solidária e as autarquias locais.

É ainda constituída pelo conjunto de unidades e equipas de cuidados continuados integrados de saúde mental.

Segundo a legislação, a “existência de comorbilidade de foro mental ou a deficiência mental não são fatores de exclusão para admissão nas tipologias de resposta da rede que se afigurem mais adequadas às necessidades de reabilitação motora ou outras ações que possam ser prestadas na rede”.

As unidades e equipas da Rede devem articular-se com as unidades de tratamento da dor e de paliativos, criadas segundo as normas do Programa Nacional de Luta contra a Dor, do Plano Nacional de Saúde e da Lei de Bases dos Cuidados Paliativos, de acordo com a legislação.

Os serviços da rede, segundo as características e o volume de necessidades, podem diferenciar-se de acordo com diferentes patologias e organizar-se internamente segundo os graus de dependência das pessoas, designadamente para dar respostas específicas na área pediátrica e na área da saúde mental.

Podem também diferenciar-se para dar outras respostas específicas na área da saúde mental, nomeadamente na área das demências e deficiência mental, segundo a legislação.

Os cuidados paliativos são tratamentos centrados na prevenção e alívio do sofrimento físico, psicológico, social e espiritual e na melhoria do bem-estar dos doentes em estado terminal, com doenças graves ou incuráveis, em fase avançada e progressiva.

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