Tratamento da hipercolesterolémia
A Sanofi e a Regeneron Pharmaceuticals, Inc. anunciaram hoje que o Comité dos medicamentos para uso Humano, CHMP (Committee for...

Praluent® é um anticorpo monoclonal experimental totalmente humano que tem como alvo a PCSK9 (pró-proteína convertase subtilisina/quexina tipo 9).

“Estamos muito satisfeitos por receber uma opinião positiva do CHMP para o Praluent® e estamos ansiosos por trazer o Praluent® para aqueles que mais necessitam em toda a Europa,” afirmou Elias Zerhouni, M.D., President, Global R&D, Sanofi. “Não obstante as estatinas e outras terapêuticas de redução de lípidos, muitos doentes não conseguem alcançar os seus valores alvo de colesterol LDL e podem beneficiar de novas opções terapêuticas, como o Praluent®.”

O CHMP recomendou que o Praluent®, nas doses de 75 mg e 150 mg, fosse aprovado para o tratamento de doentes adultos com hipercolesterolémia primária (hipercolesterolémia familiar heterozigótica [HeFH] e não familiar) ou dislipidemia mista, como complemento da dieta: a) em doentes que não conseguem alcançar os valores alvo de colesterol de lipoproteínas de baixa densidade (LDL-c), com a dose máxima tolerada de estatina, Praluent® poderá ser utilizado em combinação com uma estatina, com ou sem outras terapêuticas hipolipemiantes, e b) em doentes com intolerância a estatinas ou nos quais as estatinas são contra-indicadas, Praluent® poderá ser utilizado isoladamente, ou em combinação com outras terapêuticas hipolipemiantes. Os acontecimentos adversos comuns, mais frequentemente reportados em doentes tratados com Praluent® do que nos grupos de controlo incluíam reações no local da injeção, infeções no trato respiratório superior e prurido.

Espera-se que a Comissão Europeia (CE) tome uma decisão final sobre o pedido de autorização de introdução no mercado de Praluent® na União Europeia no final de setembro. A opinião do CHMP baseou-se no perfil benefício-risco do Praluent®, na sequência da revisão dos dados de eficácia e segurança de mais de 5000 doentes incluídos em 10 ensaios clínicos de fase 3 em dupla ocultação, com duração entre seis meses a dois anos. Os dados clínicos do programa de fase 3 ODYSSEY mostram resultados consistentes e positivos na redução do LDL-c.

“No nosso programa de desenvolvimento clínico, Praluent® reduziu significativamente o colesterol LDL entre os doentes não controlados ou com risco cardiovascular muito elevado e entre aqueles com uma forma de colesterol hereditária, chamada hipercolesterolémia familiar”, afirmou George D. Yancopoulos, M.D., Ph.D., Chief Scientific Officer of Regeneron and President, Regeneron Laboratories. “Nestes ensaios, os doentes receberam Praluent® como uma única injeção subcutânea, uma vez a cada duas semanas, numa dose de 75 mg ou de 150 mg, fornecendo opções de doses flexíveis que podem ser adaptadas às necessidades de redução de colesterol dos doentes.”

A U.S. Food and Drug Administration (FDA) definiu o dia 24 de julho como a data de decisão para o pedido de licença de produto biológico (Biologics License Application, BLA) do Praluent®. A segurança e a eficácia do Praluent® não foram inteiramente avaliadas por qualquer autoridade reguladora.

As redes sociais vieram para ficar!
Temos novos "opinion makers", que emergem em catadupa, quase todos os dias.
Redes sociais

Hoje em dia até soa um pouco mal não estar “ligado” a uma destas modernices. Quem diz que não tem ou não usa é olhado com um ar estranho, como se a este mundo não pertencesse. O estranho é não ver alguém num dedilhar frenético num telemóvel, sem ver por onde caminha e sem ver o mundo que o rodeia.

Os enfermeiros e a enfermagem não são estranhos a este fenómeno e muito menos imunes! Os enfermeiros gostam de escrever sobre tudo um pouco… têm blogs, páginas no facebook, no twitter, vídeos no YouTube… Falam de enfermagem, mas também falam de política, de culinária e até de férias.

Mas para a profissão, que vantagens trouxe este advento das novas tecnologias?

Temos efetivamente um acesso mais rápido à produção científica, alguns blogs especializados disponibilizam informação atualizada ao minuto sobre os mais variados temas relacionados com a profissão; a informação relacionada com legislação e afins. Facilmente podemos consultar os portais eletrónicos das mais variadas associações profissionais e sindicais (a maior parte delas já aderiu às páginas no facebook e ao twitter), que nos permitem aceder à informação em tempo real. Tenhamos nós o tempo para a pesquisar! É possível ainda acompanhar em tempo real a discussões, em fóruns online, dos mais variados temas. A credibilidade de alguns é discutível, mas em todos os casos esta avaliação é discricionária! Cada utilizador faz a sua própria avaliação quanto à credibilidade da informação, da rede social que a fornece e do seu autor.

Em todos estes meios de divulgação a informação é diferente. Alguns de elevada qualidade e rigor, outros mais duvidosos. Outros ainda limitam-se a retratar opiniões pessoais ou comentar factos do dia-a-dia relacionados com a profissão.

E depois temos a desinformação. Se em alguns percebemos que a omissão é por desconhecimento, em outros, claramente a omissão é intencional! Mas o que realmente me preocupa é a construção de opinião e pensamento crítico, por um número por vezes alargado de enfermeiros, assente em pressupostos falsos, parciais ou tendenciosos.

A informação é poder, todos sabemos disso. Mas a desinformação, nos dias que correm, assume-se como um contrapoder muito mais forte. É mais fácil dizer a verdade, o que nem sempre convém, do que desconstruir uma mentira. E nisso, todos nós somos pouco críticos. Se lemos num qualquer facebook ou página de alguém um facto, temos tendência a acreditar, sem questionar, num estranho movimento seguidista, pouco crítico e refletido. Acresce ao "facto" relatado a secção de comentários… deixamo-nos levar muitas vezes num chorrilho de desabafos que tendem a confirmar ou contrariar o facto, num exercício por vezes pouco urbano…

Curioso que as nossas barreiras sociais pouco funcionam nestes “meios”. Somos tendencialmente mais desinibidos e escrevemos coisas que provavelmente não teríamos coragem de dizer de viva voz ao outro, chegando por vezes a ultrapassar o limite da educação. Atrás dos ecrãs, no conforto do teclado, tornamo-nos mais aguerridos, eloquentes no discurso, corajosos nas palavras, somos capazes de mudar o Mundo… virtual! Mas quando chegamos ao Mundo Real… que obra vemos feita?

Estas modernices criam falsos “eus”. Mostram-nos pessoas que não existem de carne e osso.

Eu cá continuo um pouco “atrasada” nestas coisas…! Por enquanto vou preferindo ficar ligada à Terra, com o facto relatado na primeira pessoa e os comentários desfiados numa agradável “conversa de corredor”. Mas vou deitando um olhinho nas redes sociais para não me sentir tão infoexcluída ;-)

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Por 40.5 mil milhões de dólares
A Teva Pharmaceuticals Industries Ltd. anunciou hoje a assinatura de um acordo com a Allergan tendo em vista a compra da...

A Teva acredita que a aquisição trará crescimento gradual nos non-GAAP EPS, incluindo um crescimento de dois dígitos nos non-GAAP EPS em 2016 e o crescimento de 20 por cento em dois e três anos após a conclusão da transação. A transação foi aprovada por unanimidade pelos Conselhos de Administração da Teva e da Allergan e deverá ser concluída no primeiro trimestre de 2016.

Esta aquisição estratégica une duas empresas líderes na área dos genéricos, com forças, marcas e culturas que se complementam, providenciando aos doentes medicamentos de qualidade a custo acessível. Traz ainda benefícios significativos para os acionistas da Teva. O negócio irá criar uma empresa líder na indústria dos genéricos, com um portefólio de produtos de grande qualidade que lidera a indústria em termos de diferenciação e durabilidade e oferece oportunidades de crescimento promissoras. A nova Teva vai transformar ainda mais o espaço global de genéricos através do seu pipeline de genéricos, capacidade de I&D, rede operacional, cadeia de fornecimento, implantação comercial global e infraestrutura para conseguir maior eficiência em todo o sistema de saúde e oferecer aos doentes e consumidores em todo o mundo com melhor acesso a medicamentos de alta qualidade a preços acessíveis.

Quando combinado com o portfólio de genéricos da Teva, o pipeline de genéricos de classe mundial da Allergan Generics, que detém uma posição de liderança no sistema First-to-File nos EUA, irá contribuir para os objetivos da Teva de disponibilizar medicamentos genéricos da mais alta qualidade a preços mais competitivos e cultivar o melhor canal de desenvolvimento na indústria. O portfólio de produtos de classe mundial resultante será complementado por uma presença global significativamente maior e mais eficiente, incluindo posições de liderança e operações reforçadas, vendas e plataformas I&D em mercados atrativos em todo o mundo. Além disso, a Teva espera melhorar significativamente seu perfil financeiro com receitas altamente diversificadas, lucros e, para desbloquear substanciais sinergias de custos exequíveis, eliminar duplicações e ineficiências numa escala global e capturar economias de escala. O resultado será uma Teva mais forte, competitiva e mais bem posicionada e com mais valor para seus acionistas e outras partes interessadas de modo a prosperar num mercado global em evolução.

“Este negócio beneficia os objetivos estratégicos da Teva nas áreas dos genéricos e das especialidades” afirma Erez Vigodman, President e CEO da Teva. “Através aquisição da Allergan Generics vamos estabelecer uma base sólida para um crescimento sustentável, impulsionado por uma capacidade de liderança no mercado dos genéricos e um pipeline de classe mundial de medicamentos na última etapa. Vamos aumentar a nossa capacidade e construir um portfólio excecional de produtos – tanto genéricos como de especialidade, bem como a interseção dos dois.

Os nossos respetivos portfólios de medicamentos genéricos e aplicações são altamente complementares, proporcionando à Teva um crescimento de alta qualidade, visibilidade dos resultados, escala e recursos para expandir nossas capacidades especiais”.

Erez Vigodman continua: “Devido ao nosso profundo conhecimento do negócio de classe mundial da Allergan, estamos confiantes de que podemos realizar as sinergias projetadas e as receitas inerentes para os nossos acionistas, e integrar rapidamente a Allergan Generics na Teva. Com receitas de aproximadamente 26 mil milhões de dólares e um EBITDA combinado de aproximadamente 9.5 mil milhões de dólares perspetivados para 2016, esta aquisição reforça a nossa estratégia, acelera o crescimento e diversifica as receitas tanto de produtos como de modelos de negócio. Acredito fortemente que, no seguimento do reforço do nosso perfil financeiro resultante desta transação, estaremos ainda melhor posicionados para colher os benefícios da integração, da inovação Teva e da investigação genérica para suportar o crescimento e expandir nosso portfólio em toda a empresa”.

Vigodman conclui: “Esta aquisição surge numa altura em que a Teva está mais forte do que nunca. Desde o início de 2014, fortalecemos significativamente a estrutura da nossa companhia, aumentamos os lucros dos genéricos, solidificamos os nossos franchises chave e colocamos em marcha um plano de crescimento orgânico, apoiado em transações como esta. Este negócio é outro passo em frente para reforçar, ainda mais, a nossa posição.

A Teva e a Allergan Generics partilham um compromisso com a inovação, qualidade e melhoria da saúde das pessoas em todo o mundo. Juntos, os funcionários da Teva e da Allergan Generics irão desempenhar um papel fundamental, explorando o potencial resultante desta transação. Estamos ansiosos para entregar os benefícios dessa transação a todos os nossos acionistas e responder melhor aos doentes, clientes e sistemas de saúde de todo o mundo."

Yitzhak Peterburg, Presidente do Conselho de Administração da Teva, afirma: "Esta aquisição vai resultar na criação significativa e sustentada de valor para nossos acionistas, reforça a nossa estratégia, acelera a realização de um novo modelo de negócio e abre um novo conjunto de possibilidades. Juntamente com a Allergan Generics, a Teva terá uma plataforma muito mais forte, mais eficiente para alcançar os seus objetivos - tanto financeiros como estratégicos - com a plataforma certa para crescimento orgânico e inorgânico futuro ".

Benefícios financeiros substanciais
A transação deverá proporcionar benefícios financeiros substanciais à Teva incluindo receitas altamente diversificadas e lucros, sinergias substanciais de custos e poupança fiscal. A Teva espera que a Allergan Generics contribua com aproximadamente 2.7 mil milhões de dólares em EBITDA em 2016, excluindo as sinergias. Após a conclusão da aquisição, a Teva deverá ter de vendas de aproximadamente 26 mil milhões de dólares e um EBITDA de cerca de 9.5 mil milhões de dólares em 2016, incluindo uma estimativa de 11 mil milhões de dólares fora dos EUA.

A Teva espera alcançar sinergias de custos e economia de impostos de aproximadamente 1.4 mil milhões por ano, em grande parte alcançado por ocasião do terceiro aniversário do fecho da transação. A Teva espera que as poupanças resultem de eficiência nas operações, manufaturação, G&A (General And Administrative Expense), vendas e marketing.

A Teva espera que a aquisição gere um cash flow de 6.5 mil milhões de dólares em 2016, esperando aumentar este valor nos anos seguintes. Este cash flow irá permitir uma rápida alavancagem e a capacidade de continuar atento a futuras aquisições de modo a expandir o portfolio da Teva. A companhia vai continuar a avaliar oportunidades para entregar novas receitas aos seus acionistas, de forma regular.

Teva melhora o seu modelo de negócio integrando uma incomparável capacidade tecnológica de I&D
A Teva passa a contar as mais avançadas capacidades de I&D da indústria de genéricos destinadas a fomentar a inovação com cerca de, em conjunto, 320 aprovações pendentes nos Estados Unidos da América, incluindo uma oferta exclusiva de cerca de 110 aprovações “First-to-File” (FTF).

A companhia passa a estar bem posicionada para potenciar oportunidades inexploradas entre os genéricos e os ativos da especialidade com uma única, poderosa e diferenciada oferta. Teva passa também a incorporar as capacidades e tecnologia para focar a sua atividade em genéricos complexos, biosimilares e tratamentos da especialidade ligados às principais áreas terapêuticas da companhia, disponibilizando melhor valor e acessibilidade e, ao mesmo tempo, melhorando a adesão e compliance.

A focada estratégia de I&D da Allergan Generics está associada a novas substâncias ativas para as áreas da especialidade e cuidados primários onde ainda existem necessidades médicas significativas por responder. Com a integração das áreas de genéricos e da especialidade a Teva será capaz de desenvolver um pipeline robusto de medicamentos de elevado valor, com ênfase em medicamentos genéricos complexos e de marca, tendo por base as necessidades dos doentes e seus cuidadores.

A área de I&D de genéricos da Teva está intimamente ligada à vasta experiência clínica da companhia no desenvolvimento de tratamentos para a especialidade. Este negócio irá proporcionar à Teva uma velocidade e flexibilidade incomparáveis, com a criação de uma empresa bem posicionada para transformar o crescente espaço global ligado aos genéricos em mercados de todo o mundo, proporcionando um valor ainda maior para doentes e acionistas, bem como para os serviços de saúde em todo o mundo e melhorar a adesão e resultados de saúde na sua globalidade. Esta aquisição resulta numa empresa bem posicionada para garantir o desenvolvimento de produtos que suportem, a longo prazo, um crescimento orgânico sustentável.

Pipeline promissor e reforçado
Atualmente a Teva tem direcionada a sua atividade para múltiplas especialidades farmacêuticas, em vários estádios de desenvolvimento que, por sua vez, poderão impulsionar o crescimento sustentável no negócio da especialidade. A Teva está empenhada em construir uma liderança global nas suas áreas da especialidade incluindo o sistema nervosa central, dor, enxaqueca e respiratória.

A aquisição da Allergan Generics promove melhorias em termos de escala e capacidade e providenciará ainda melhores recursos nestas áreas. Aproveitando o mais amplo portfólio de produtos e tecnologias na indústria de genéricos, face à sua posição de liderança na especialidade, a Teva continuará a reforçar o seu pipeline através do desenvolvimento de novos tratamentos baseados em moléculas conhecidas que promovam um valor único para os doentes.

Crescimento do alcance comercial global
A aquisição da Allergan Generics pela Teva irá melhorar as oportunidades comerciais internacionais posicionando a Teva no sentido de potenciar significativamente a escala global das suas plataformas de venda e I&D. Juntas, a Teva e a Allergan Generics terão uma presença comercial em mais de 100 mercados e uma posição de liderança no top 3 em mais de 40 mercados.

A aquisição irá também contribuir para a eliminação de ineficiências e duplicação no espaço global de genéricos e permitir à Teva focalizar os seus recursos e esforços em genéricos complexos, biosimilares e tratamentos da especialidade em áreas terapêuticas chave. Esta escala e amplitude nas operações irá permitir à Teva ter uma plataforma global mais eficiente, flexível e competitiva com capacidade de liderança em diferentes mercados.

Compromisso comum de segurança e qualidade
A Teva e a Allergan partilham um compromisso para com a segurança dos doentes e qualidade dos produtos. Esta aquisição reforça o futuro promissor da Teva e o seu compromisso de desenvolver genéricos com foco nas necessidades dos doentes, melhorando a compliance, conveniência, eficácia e segurança e providenciando medicamentos genéricos a preços acessíveis para os doentes e sociedades um pouco por todo o mundo.

Ao aplicar os melhores padrões de qualidade através de uma rede de produção otimizada, a Teva será um parceiro ainda mais forte junto dos seus clientes, permitindo que estes disponibilizem ao consumidor final tratamentos mais eficazes e seguros de forma mais rápida. Neste contexto a Teva será mais competitiva nos mercados-chave onde opera e nos atrativos mercados em crescimento.

A Teva e a Allergan Generics estão comprometidos a adoptar todos os requisitos regulamentares aplicáveis, reforçar os mais elevados padrões da indústria, implementar políticas e sistemas de segurança para o doente, bem como assegurar a conformidade com todas as normas globais e locais relevantes. Importa referir que esta aquisição irá melhorar o padrão de qualidade para os empregados, clientes e comunidades nas quais a Teva e a Allergan Generics desenvolvem sua atividade.

Colaboradores podem beneficiar, a longo prazo, de maiores oportunidades

A Allergan Generics tem muito em comum com a Teva e os seus colaboradores, fazendo parte de uma companhia mais forte e líder na sua área, poderão beneficiar de substanciais oportunidades de crescimento e desenvolvimento. As duas companhias partilham uma visão cultural e estratégica próprias e a Teva está focada em alavancar as competências e talentos de ambas as organizações.

Financiamento e Aprovações
Teva irá adquirir a Allergan Generics isento de juros e dívida. A transação de 40.5 mil milhões de dólares consiste numa combinação de dinheiro e ações. A Teva iá pagar à Allergan 33.75 mil milhões de dólares em dinheiro que, por sua vez, será financiado através de uma combinação de nova participação, financiamento e dinheiro. A Teva espera manter a estrutura de capital, o balanço e as políticas financeiras consistentes com o rating bancário.

Após o encerramento do processo a Allergan irá também receber ações da Teva a um valor presente de 6.75 mil milhões dólares, representando um acréscimo inferior a 10 por cento na participação acionista na Teva, com o número de ações determinado com base na média ponderada dos preços de negociação para as ações da Teva durante os 15 dias de negociação antes do anúncio e cinco dias após o anúncio.

A Allergan concordou em certas restrições em relação às ações Teva, incluindo um acordo para não transferir tais ações, por um período de 12 meses após o fecho das negociações, bem como as restrições habituais associadas ao processo.

A transação está sujeita ao término dos períodos de espera aplicáveis sob a Scott-Rodino HART Antitrust Improvements Act de 1976, conforme alterada, bem como outras condições habituais de encerramento. A transação não requer votos dos acionistas da Teva ou da Allergan. A Teva espera obter os compromissos de financiamento num prazo de 15 dias úteis e está altamente confiante de que será capaz de o concretizar em condições favoráveis. A Allergan terá o direito de rescindir com a transação se a Teva não conseguir assegurar os compromissos.

Consultores
O Barclays e o Greenhill & Co. são os consultores financeiros escolhidos pela Teva. A Sullivan & Cromwell LLP e a Tulchinsky Stern Marciano Cohen Levitski & Co são os consultores legais da Teva.

Informação sobre a Conference Call e o Webcast
A Teva irá promover uma conference call e um live webcast a 27 de julho de 2015 às 8:00 a.m. ET para debater o anúncio de hoje.

Para participar deverá utilizar os seguintes números (pelo menos 10 minutos antes da hora prevista para o início): Estados Unidos da América 1-866-966- 9439; Canadá 1-866-966-0399 ou Internacional +44(0) 1452 555566; passcode: 96422100.

Também estará disponível um live webcast no website da Teva em: www.tevapharm.com. Deverá conectar-se pelo menos 10 minutos antes da conference call para proceder ao download do respetivo software de áudio. Após a conclusão da chamada, estará disponível durante as 24 horas seguintes, no website da companhia, uma repetição do webcast. Esta poderá ser acedida até às 10:00 (ET) de 30 de agosto de 2015 através dos números: Estados Unidos da América 1-866-247-4222; Canadá 1-866-878-9237 ou Internacional +44(0) 1452 550000; passcode: 96422100.

A partir de agosto
As receitas médicas em papel começam a desaparecer já a partir de agosto. Os médicos vão passar a registar a prescrição de...

Posteriormente, na farmácia, através do leitor de cartões do cidadão, o farmacêutico acede à receita do doente.

Em agosto, as farmácias estarão todas preparadas para ler o cartão de cidadão, escreve a SIC Notícias.

O sistema ainda não está implementado em todos os hospitais e centros de saúde e nem todos os portugueses têm cartão do cidadão.

Por isso, ainda não há data certa para o fim definitivo das receitas em papel.

O Governo garante que esta nova forma de passar receitas médicas é uma medida eficaz no combate à fraude.

Estudo
Cientistas acreditam que a falta de uma hormona no cérebro pode levar as pessoas a comer em excesso sem estar com fome e apenas...

O estudo foi realizado na faculdade de medicina norte-americana Rutgers Robert Wood Johnson, em New Jersey, e divulgado na publicação científica Cell Reports. Os pesquisadores descobriram que quando a hormona GLP-1 (glucagon-like peptide-1) está reduzida no sistema nervoso central, o apetite aumenta mesmo que não haja a falta de nutrientes no corpo. O teste, segundo o Diário Digital, foi realizado com ratos que comeram além do normal e ainda assim preferiram alimentos com muitas calorias.

A hormona intestinal é secretada pelas células endócrinas L e também pelas células cerebrais e tem a função de regular os hábitos alimentares. O seu papel é o de avisar o corpo que é a hora de deixar o garfo descansar.

Os cientistas manipularam a ativação da hormona e o resultado foi que os ratos começaram a comer menos. Eles acreditam que essa descoberta pode levar ao aparecimento de uma nova linha de inibidores de apetite que podem agir com mais foco para as pessoas que apresentarem deficiência ou mau funcionamento das células que produzem a referida hormona.

Investigadores testam
Na medicina popular, o alecrim é associado há séculos com a boa memória. O médico Chris Van Tulleken investigou para a BBC qual...

Existe a memória passada: o que se aprendeu na escola, por exemplo. Existe a memória presente, usada minuto a minuto. E também a memória futura, ou “lembrar de lembrar”. A memória futura é a mais completa para a maioria. Quando falha, situações como esquecer de tomar um medicamento ou do presente de aniversário do cônjuge acontecem, escreve o Diário Digital.

Existem estratégias para melhorar a memória passada, porém é mais complicado aprimorar a memória futura - e muitos adorariam ter uma receita. A medicina, por sua vez, não oferece muitas alternativas. Há remédios que tratam a perda da memória associada à demência, mas não são totalmente eficazes.

Na Universidade de Northumbria, no norte de Inglaterra, a equipa do professor Mark Moss está a realizar experiências para testar se o óleo essencial de alecrim pode ajudar a memória futura. O alecrim está vinculado à memória há centenas de anos.

A personagem Ofélia, na peça Hamlet, de Shakespeare, mostra o alecrim ao irmão, Laertes, e diz que é “para lembrança”. Mas, na peça, a personagem fica insana e morre pouco depois dessa cena.

O alecrim é usado em aromaterapia por razões parecidas, mas isso também não pode ser considerado como forte prova científica. A partir de um trabalho em comunidades remotas a nível global, constatou-se que tradições antigas de cura têm muito para ensinar e, historicamente, já forneceram muitos remédios úteis.

Mas o médico acreditava que a aromaterapia estivesse noutra categoria, uma terapia com pouco efeito; recorrer a cheiros bons para fazer as pessoas se sentirem bem.

Então, eis como a equipa de pesquisadores da Universidade Northumbria trabalhou: foram recrutados 60 voluntários mais velhos para testar os efeitos não apenas do óleo de alecrim, mas do de lavanda também. De seguida situaram os voluntários em salas impregnadas com óleo essencial de alecrim, de lavanda ou sem aroma nenhum.

Os participantes recebiam a informação de que estavam a testar uma bebida com vitaminas. Qualquer comentário sobre os aromas era descartado e considerado irrelevante, os pesquisadores diziam que o aroma tinha sido “deixado pelo grupo que usou a sala antes”. Os voluntários, posteriormente, fizeram um teste de memória.

No início, objetos eram escondidos pela sala em lugares que os voluntários teriam que se lembrar no final do teste. Depois eram submetidos a uma série de quebra-cabeças com palavras, e jogos enquanto os pedidos dos responsáveis pelos testes de memória ficavam cada vez mais complicados.

O que a equipa de Mark Moss descobriu com estes testes foi notável: os voluntários na sala com a infusão de alecrim conseguiram, estatisticamente, resultados melhores do que aqueles na sala de controlo. Os da sala com lavanda apresentaram uma queda significativa no desempenho. A lavanda é tradicionalmente associada com o sono e sedação.

De acordo com os cientistas, alguns compostos do óleo de alecrim podem ser responsáveis por mudanças no desempenho da memória. Um deles é chamado de 1,8 cineol. Além de ter um cheiro muito bom (para quem gosta do cheiro), pode agir da mesma forma que os remédios permitidos para tratar a demência, causando um aumento num neurotransmissor chamado acetilcolina. Esses compostos fazem isso ao evitar a quebra do neurotransmissor por uma enzima. E isso é muito plausível - inalação é uma das melhores formas de levar drogas para o cérebro.

Quando se consome um remédio via oral, este pode ser quebrado durante a digestão. Mas a inalação de pequenas moléculas pode passar para a corrente sanguínea e, dali, para o cérebro sem ser quebrado no sistema digestivo. Moss e a sua equipa analisaram amostras de sangue dos voluntários e encontraram traços dos elementos químicos do óleo de alecrim.

As implicações com este tipo de pesquisa são enormes, mas não significa que será necessário passar os dias a cheirar alecrim e as suas noites a dormir numa almofada impregnada com essência de lavanda.

Os efeitos foram detetáveis mas reduzidos, dando uma pista de que é necessário fazer mais pesquisas sobre alguns compostos químicos encontrados em óleos essenciais, o que pode levar à criação de terapias ou aumentar a nossa compreensão da memória e do funcionamento do cérebro.

Estudo
Um estudo que acompanhou as vidas de 17 mil pessoas mostrou que as crianças ricas tinham maior probabilidade de sucesso do que...

As crianças que nascem e crescem em famílias ricas têm maior probabilidade de serem bem-sucedidas do que as crianças de famílias pobres, diz o Diários de Notícias, mesmo que as crianças desfavorecidas sejam mais inteligentes. A conclusão é de um estudo realizado no Reino Unido pela Comissão para a Mobilidade Social e Pobreza Infantil.

O estudo analisou as vidas de 17 mil pessoas que tinham nascido na mesma semana em 1970, comparando o que essas pessoas tinham conseguido aos 42 anos. Concluíram que mesmo quando as crianças, aos 5 anos, se tinham saído mal em testes cognitivos, tinham maior probabilidade de ser bem-sucedidas se fossem ricas do que crianças de famílias desfavorecidas que tinham bons resultados nesses testes.

As crianças de famílias ricas tinham 35 por cento maior probabilidade de virem a ganhar bem na sua vida adulta do que crianças mais inteligentes nascidas em famílias pobres. "Existe uma vantagem clara para as crianças que estudam em escolas privadas", lê-se no estudo, que também encontrou uma correlação entre o nível de educação dos pais e o futuro sucesso das crianças nas suas carreiras.

"Se os políticos estão a falar a sério acerca do seu desejo de aumentar a mobilidade social no Reino Unido, precisam de lidar com as barreiras que impedem as crianças de atingir o seu potencial total, e de remover as barreiras que bloqueiam a mobilidade social para baixo", acrescentam os investigadores da Comissão que realizou o relatório.

Com o termo "mobilidade social para baixo", os investigadores referem-se à dificuldade que existe em mudar de classe social para uma menos favorecida quando se pertence a famílias muito ricas. Tal como é difícil para as crianças pobres alcançarem estatutos socioeconómicos superiores ao longo da vida, existe aquilo a que chamam um "chão de vidro" que impede que as crianças de famílias ricas sejam significativamente menos bem sucedidas que as famílias, mesmo que sejam menos inteligentes que as restantes.

Em Santa Maria
Novo centro de investigação clínica, em Lisboa, irá desenvolver ensaios nas doenças oncológicas e também na cardiologia,...

Lisboa vai ter um megacentro dedicado à investigação clínica, uma unidade que permitirá fazer investigação nas áreas em que há maiores necessidades para os doentes portugueses, seja a oncologia, a cardiologia, a diabetes ou a neurologia. Só na oncologia, escreve o Diário De Notícias, o Centro de Investigação Clínica (CIC) poderá vir a colocar um quinto dos seus doentes em ensaios clínicos com novos medicamentos, o que irá abranger perto de 200 pessoas por ano.

Carlos Martins, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, diz que a meta "é garantir mais possibilidades de tratamento, em especial em áreas onde já não existem. Ao mesmo tempo, trazer tratamentos inovadores, dar formação a profissionais e valorizar os currículos dos clínicos", explica.

O novo CIC, que fica situado no Centro Académico de Medicina de Lisboa, deverá ser apresentado em outubro e vai tirar partido das mais-valias de três instituições: o Hospital de Santa Maria, o Instituto de Medicina Molecular e a Faculdade de Medicina de Lisboa. Já existe um piso dedicado, o do 7º andar, e as obras já estão completas, tendo custado perto de 300 mil euros.

Estudo revela
Um estudo realizado na Suécia mostrou que os condutores com deficiência auditiva não representam um maior risco na condução e...

Para alcançar estes resultados, segundo o Sapo, os investigadores utilizaram um questionário, um simulador de condução e um estudo observacional de tráfego real e concluíram que os condutores com perda auditiva são mais cautelosos e atentos: os condutores com perda auditiva olham, com mais frequência, para os espelhos frontal e lateral do que os condutores com audição saudável e, em dias de trânsito ou quando as condições são mais desafiantes (chuva, por exemplo), reduzem mais a velocidade de condução.

"Este maior cuidado na condução pode estar relacionada com a necessidade natural que as pessoas com perda auditiva têm de prestar mais atenção a pistas visuais. Este é um fenómeno conhecido como plasticidade neural, no qual as partes do cérebro dedicadas à audição tentam integrar outros sentidos que lhes permitam colmatar esta falha. Por exemplo, já foi provado que as pessoas que nasceram surdas têm uma melhor visão periférica e capacidade de processar movimento, características que são muito importantes na condução", explica Pedro Paiva, audiologista.

Mas o especialista alerta também que este estudo não significa que os condutores com perda auditiva não têm que ter mais cuidado que os demais.

Outros estudos têm mostrado que os idosos com perda auditiva têm mais dificuldade de conduzir quando algo os distrai, criando mais riscos.

"Conversa com o “pendura”, música demasiado alta ou utilização de telemóveis fazem parte do quotidiano da grande maioria dos condutores. No caso dos condutores com perda auditiva, estas distrações devem ser minimizadas, de forma a garantir a segurança de todos na estrada. E a utilização de aparelhos auditivos é altamente recomendada. Há aparelhos modernos e invisíveis que até dão para conectar com telemóveis e bluetooth. Com as devidas precauções, não há razão para a pessoa com perda auditiva temer a condução", conclui o especialista.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, mais de um terço dos adultos com 65 anos de idade sofre de perda auditiva e estima-se que este valor aumente nos próximos anos, também nas faixas etárias mais novas.

Em Portugal, estima-se que o problema afete cerca de 1 milhão de portugueses mas, graças à evolução tecnológica, 90% dos casos que procuram ajuda atempadamente têm, hoje em dia, uma solução simples e acessível.

Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia considera que "podemos ser otimistas o suficiente para dizer que a hepatite C é...

José Cotter, presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) admitiu que os pacientes dispõem de tratamentos "com elevadíssima taxa de eficácia, muito próxima dos 95%", mas revelou preocupação face a "uma pequena franja de doentes [que] não responde a estes tratamentos".

"[Esses pacientes] necessitarão de medicamentos alternativos que neste momento ainda não estão aprovados do ponto de vista negocial pela tutela", informou o também diretor do serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar do Alto Ave, afirmando que, no entanto, esta é "uma doença que pode estar erradicada dentro de alguns anos" face ao avanço da investigação médica nesta área.

O especialista alertou, ainda, para o carácter "silencioso" desta doença, que deve ser combatido através de "uma simples análise sanguínea", "pelo menos uma vez, na idade adulta".

"Se a infeção evoluir de modo silencioso, o que vai acontecer é que, quando houver sinais, já vai estar numa fase muito avançada" e trazer complicações como a cirrose ou o cancro do fígado, que pressupõem "tratamentos muito complicados", nos quais, na maioria dos casos, o transplante é "o único recurso".

A hepatite C associa-se mesmo a 25 a 30% dos casos de cancro do fígado a nível mundial e é hoje a principal indicação para transplante do fígado nos Estados Unidos da América e na Europa, referiu a SPG em comunicado, sublinhando a importância do rastreio para todos os casos de doença hepática.

No que toca aos casos de hepatite B, o presidente da SPG afirmou que se verifica um decréscimo a partir do momento em que a vacina entrou no Programa Nacional de Vacinação, não descurando a realidade de que "ainda existe uma parte substancial de cidadãos infetados".

"Dispomos de tratamentos eficazes, no sentido de não deixar avançar a infeção, nem deteriorar o fígado", referiu o especialista, admitindo que, "numa elevada percentagem de casos", não são a cura, mas sim um modo de controlar a doença e impedir que esta avance.

Em Portugal, a infeção pelo vírus da hepatite B pode atingir, segundo a SPG, 40.000 a 100.000 cidadãos, e estar presente em 15 a 20% dos doentes com cirrose hepática, "estádio final das doenças do fígado cujo único tratamento curativo será o transplante".

As hepatites víricas, "segunda causa mais frequente de cirrose em Portugal, atrás da cirrose de etiologia alcoólica", são, na ótica da SPG, "um problema de saúde pública mundial" que deve ser combatido através da "informação e sensibilização geral das populações, dos médicos de família, e de uma coordenada e eficaz resposta dos médicos especialistas em gastrenterologia e hepatologia [...], contando com um imprescindível empenhamento das instâncias estatais e governamentais".

Na senda do apelo de rastreio feito pela SPG, a SOS Hepatites vai estar hoje, na Praia de Santo Amaro de Oeiras, em Lisboa, entre as 10:00 e as 17:00, a oferecer rastreios à hepatite C a toda a população, como forma de assinalar o Dia Mundial das Hepatites.

Com o slogan "Faça o Rastreio. Salve o seu fígado", esta associação pretender também alertar para a necessidade de avaliar a situação do fígado, especialmente o dos portugueses nascidos entre 1950 e 1980.

Universidade de Aveiro
A Universidade de Aveiro anunciou que uma sua equipa de investigadores identificou sequências de ADN específicas do Ébola que...

O trabalho dos especialistas em bioinformática e biologia computacional do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática (IEETA) e do Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) da Universidade de Aveiro (UA) “abre as portas, tanto a novas formas de diagnóstico, como ao desenvolvimento de novas terapias de combate ao vírus” que, no recente surto, matou 11 mil pessoas.

“Os nossos resultados podem ser utilizados no diagnóstico do vírus Ébola, uma vez que as sequências que identificámos permitem distinguir entre espécies e surtos do vírus”, congratula-se Raquel Silva investigadora do IEETA e uma das autoras do estudo.

De acordo com a investigadora, o trabalho com as sequências de ADN do Ébola até agora desconhecidas pela ciência, “também pode ser aplicado no seu tratamento, já que [as sequências] estão localizadas em proteínas fundamentais para a replicação do vírus”.

A inovação do estudo da UA está no método utilizado para comparar o genoma do vírus contra uma sequência de referência, neste caso, o seu hospedeiro, sem recorrer ao alinhamento das sequências.

“Ao identificar regiões do ADN viral que não estão presentes no genoma humano, estas sequências têm potencial para serem usadas tanto no diagnóstico como no desenvolvimento de novas terapêuticas”, aponta Raquel Silva.

Para chegar aos resultados, a equipa de investigação, que integra também os cientistas Diogo Pratas, Luísa Castro, Armando Pinho e Paulo Ferreira recorreram à construção de novos métodos computacionais que permitiram descrever um genoma, usando informação de outro genoma. Para isso, os investigadores do IEETA/DETI não usaram amostras do vírus Ébola mas sim as suas sequências de ADN, que estão disponíveis em bases de dados públicas, neste caso, no National Center for Biotechnology Information.

“Na sua maioria, estes genomas correspondem ao vírus Ébola do surto iniciado em 2014 na África Ocidental [Guiné, Libéria e Serra Leoa], mas também foram incluídas sequências provenientes de surtos anteriores e das várias espécies do vírus Ébola”, explica Raquel Silva.

A partir de 3 de agosto
Os ensaios clínicos passam a ser auditados por profissionais que podem, a partir de 3 de agosto, aceder aos dados dos...

A primeira alteração à lei da investigação clínica, hoje publicada em Diário da República, fixa as condições em que os monitores, auditores e inspetores podem aceder ao registo dos participantes em estudos clínicos.

De acordo com a lei, que entra em vigor a 3 de agosto, a auditoria a ensaio clínico é “uma avaliação cuidadosa, sistemática e independente, com o objetivo de verificar se as atividades em determinado ensaio clínico estão de acordo com as disposições planeadas e estabelecidas no protocolo, bem como com os procedimentos operacionais padrão do promotor, e em concordância com as boas práticas clínicas”.

Esta avaliação está a cargo de um auditor, o qual é “dotado da necessária competência técnica, experiência e independência, designado pelo promotor para conduzir auditorias a estudos clínicos”, lê-se no diploma.

Segundo esta alteração da lei, “o investigador e a instituição onde decorre o estudo clínico autorizam o acesso direto dos representantes do promotor, concretamente o monitor e o auditor, bem como dos serviços de fiscalização ou inspeção das autoridades reguladoras competentes, aos dados e documentos do estudo clínico, quando obtido consentimento informado do participante ou do respetivo representante legal”.

Este acesso “é efetuado por intermédio do investigador e na medida do estritamente necessário ao cumprimento das responsabilidades dos representantes do promotor, bem como das autoridades reguladoras competentes, pelos meios que menos risco importem para os dados pessoais, e com garantias de não discriminação dos seus titulares”.

“Os profissionais que acedem aos dados pessoais nos termos dos números anteriores devem garantir a confidencialidade da informação pessoal dos participantes no estudo clínico”, refere a lei.

1º Dia Mundial do Cancro de Cabeça e Pescoço
No âmbito do primeiro Dia Mundial do Cancro de Cabeça e Pescoço, é oficialmente lançada a única Associação específica de apoio...

“Em todo o mundo, anualmente, são registados cerca de 400 mil casos de cancro da boca e da faringe. Sabendo que a patologia oncológica da área da cabeça e pescoço tem elevados índices de mortalidade e morbilidade, é inquestionável o impacto na saúde pública. Esses mesmos índices estariam radicalmente diminuídos através do diagnóstico precoce”, alerta José Alves Presidente da Associação dos Amigos dos Doentes com Cancro Oral (ASADOCORAL) e sobrevivente de cancro oral.

A criação do site www.asadocoral.pt marca o lançamento oficial da Associação e José Alves explica que “o objetivo é reunir toda a informação necessária sobre uma patologia que mata 3 portugueses por dia. É fundamental relembrar que as áreas mais comuns onde ocorre o Cancro da Cabeça e Pescoço são a Cavidade Oral com 42% dos casos; a Faringe com 35% e a Laringe com 24%”.

Boletim da Execução Orçamental
Executivo queria arrecadar mais dinheiro com estes dois produtos para ajudar a pagar o défice do SNS. Mas no primeiro semestre...

Nos primeiros seis meses do ano, segundo o jornal Público, o Estado só conseguiu 502,4 milhões de euros com os impostos sobre o álcool e sobre o tabaco, quando no mesmo período de 2014 tinha atingido os 596,4 milhões. A manter-se o comportamento da primeira parte do ano, é bastante difícil atingir o montante global de 1706,2 milhões de euros inscritos no Orçamento do Estado para 2015 – o que compromete a ideia de usar parte destas verbas para pagar o buraco das contas dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Os dados fazem parte do Boletim da Execução Orçamental até Junho divulgada sexta-feira. No que diz respeito ao tabaco, o Governo estimava arrecadar 1505 milhões de euros em todo o ano e só conseguiu 425,4 milhões nos primeiros seis meses. Em igual período do ano passado, tinha chegado aos 519,6 milhões. Já o imposto sobre as bebidas alcoólicas (IABA) está quase igual ao valor de idêntico período do ano passado: 77 milhões.

Aquando da apresentação do Orçamento do Estado para 2015 o Governo tinha adiantado que estimava um aumento das receitas com o tabaco e o álcool de mais 7,6% em relação a 2014. A ideia era conseguir uma verba adicional de mais de 100 milhões de euros que deveriam reverter para o sector da Saúde e ajudar a pagar as dívidas acumuladas no Serviço Nacional de Saúde, sobretudo dos hospitais em situação de falência técnica.

No Documento de Estratégia Orçamental (DEO), apresentado em Abril do ano passado, o Governo já estimava esta receita extra para 2015, mas havia sérias dúvidas sobre a capacidade de atingir este montante sem a aplicação de uma nova taxa sobre os produtos alimentares tidos como nocivos, como os que contêm alto teor de sal ou de açúcar.

A medida causou tensão no Governo (entre o Ministério da Saúde e o da Economia) e acabou por não avançar, mas o executivo garantiu a solução podia passar apenas pelo imposto sobre o álcool e o tabaco, tendo passado a taxar os cigarros eletrónicos, e subido o imposto de produtos como os charutos e cigarrilhas.

Doenças cardiovasculares
Se o aumento da taxa de colesterol é um meio que o organismo encontra para se proteger, então baixar a sua taxa com...

Na luta contra as doenças cardiovasculares, sempre que se pensa em arteriosclerose é admitido, desde há muito tempo, que o culpado é o colesterol que se vai depositando nas artérias, entupindo-as progressivamente a uma velocidade proporcional ao seu nível no sangue. Ora a verdade é que esta teoria não repousa em nenhum dado científico bem sustentado, diz o jornal Público.

Na realidade, não só a investigação comprova que três quartos das pessoas que têm o primeiro ataque cardíaco têm níveis normais de colesterol, como estudos recentes indicam que os tratamentos, em muitas situações, acabam por ser bem mais nocivos.

Reportando-nos exclusivamente aos problemas cardiovasculares, têm-se negligenciado muitas vezes a importância dos numerosos efeitos secundários provocados pelos tratamentos para baixar o colesterol, essencialmente perda de memória, fraqueza muscular e ligamentosa, impotência sexual e diabetes tipo2, alterações digestivas e hepáticas, dores de cabeça, edemas, vertigens, alterações cognitivas e alergias cutâneas.

No caso das estatinas, drogas que bloqueiam, no fígado, a enzima responsável pela produção do colesterol, essencial para a nossa sobrevivência, talvez nos dias que correm os medicamentos que mais se vendem em todo o mundo, utilizadas para baixar o colesterol total e a fração LDL do colesterol, (sendo que este último, embora não seja mais que um transportador do colesterol do fígado, onde ele é fabricado, para os tecidos que dele têm necessidade é considerado ridiculamente “mau colesterol”, em contraponto com a fração HDL, considerada “bom colesterol”, outro mero transportador do mesmo colesterol, dos tecidos que o utilizaram, para o fígado - a sua central de fabrico e reciclagem), o risco de diabetes e obesidade resultante da sua toma foi ainda há pouco tempo denunciado pela comunidade científica.

Assim, em Março de 2012 a Agência Europeia do Medicamentos (EMA) reconheceu a gravidade do efeito diabetogénico das estatinas e recomendou aos laboratórios que os seus efeitos secundários passem a ser claramente anotados nas normas de utilização, norma que, parece, nem sempre cumprida.

Mas não é tudo. Começa a aparecer cada vez mais evidência mostrando que as estatinas pioram também a saúde cardíaca, revelando não só que não seguras como também não são muito eficazes. Um estudo recentemente publicado, revelou, em contraste com o aquilo que é hoje comummente aceite (a redução do colesterol com estatinas diminuem a arterioesclerose), que estas drogas podem, pelo contrário, estimular a arteriosclerose e a insuficiência cardíaca (Expert Review of Clinical Pharmacology.2015 Mar;8(2):189-99).

Alguns mecanismos fisiológicos discutidos no estudo mostraram que as estatinas podem piorar a saúde do coração de várias formas:

·         Inibindo a função da vitamina K2, necessária para proteger as artérias da calcificação;

·         Danificando a mitocôndria, prejudicando a produção de ATP (responsável pela energia do músculo cardíaco).

·         Interferindo com a produção de CoQ10, como se referirá mais adiante;

·         O mesmo com proteínas contendo selénium, tais como a glutationa peroxidase, cruciais para prevenir o dano oxidativo do tecido muscular.

Considerando todos estes riscos, os autores concluíram que “as epidemias da insuficiência cardíaca e arteriosclerose, quais pragas do mundo moderno, podem ser paradoxalmente agravadas pelo uso difuso de estatinas. Nós propomos que os correntes manuais de tratamento com estatinas sejam criticamente reavaliados”.

No que diz respeito às doenças cardiovasculares, em que o colesterol teima em aparecer como o mau da fita, há uma grande incerteza sobre as suas causas e têm surgido as teorias mais contraditórias.

Sabe-se que aquilo a que se chama “placa” ateromatosa, que reduz o diâmetro das artérias, é principalmente constituída por células compostas pelo tecido muscular liso das artérias (proliferarando anormalmente), cálcio, ferro e colesterol, sendo este minoritário, funcionando como um curativo qual penso reparador do desgaste provocado pela inflamação da parede das artérias, esta sim a verdadeira má da fita nesta questão da formação da placa ateromatosa e da consequente arteriosclerose. Daí a importância do seu biomarcador – a PCR (Proteína C Reativa) – estar abaixo de 0,5. Quem o tem abaixo deste valor pode comer gorduras à vontade.

Sendo assim, se o aumento da taxa de colesterol é um meio que o organismo encontra para se proteger, então baixar a sua taxa com medicamentos, estatinas ou quaisquer outros, não parece boa ideia.

Se as taxas estiverem elevadas, tal deverá ser sempre considerado como um problema essencialmente de estilo de vida, que se corrigirá, prioritariamente, modificando o comportamento e a alimentação (de relevar a toma diária de 3 gramas diários de Ómega 3).

As únicas pessoas que podem tirar partido das estatinas são as que sofrem de hipercolesterolémia familiar, uma doença rara que dá uma taxa elevada de colesterol (para cima de 330) qualquer que seja a alimentação e o modo de vida. Se se tiver que as tomar, dever-se-á tomar também CoQ10 ou ubiquinol, co-enzimas também anti-oxidantes cuja produção está igualmente bloqueada pelas estatinas.

Para reduzir o risco cardiovascular, as melhores medidas a tomar são:

·         Substituir a alimentação industrial, transformada e artificial, por alimentos frescos pouco cozinhados, se possível biológicos, cultivados localmente;

·         Aumentar o consumo de gorduras boas para a saúde como o abacate, peixes gordos, ovos biológicos inteiros, gordura de noz de coco, nozes, amêndoas, avelãs e azeite, de forma que o rácio entre o ómega 3 e o ómega 6 ande entre 1/1 e 1/5 (e não 1/20 como acontece com a atual alimentação ocidental);

·         Otimizar a ingestão de cálcio, magnésio, sódio e potássio, optando sempre que possível por legumes biológicos;  

·         Monitorar a taxa de vitamina D optando pela exposição ao sol – conseguir-se-ão níveis ótimos com uma exposição de 20 minutos em pelo menos ¾ partes do corpo -, acompanhada de vitamina K2 para evitar a calcificação das artérias;

·         Restaurar os níveis hormonais, principalmente da testosterona, com hormonas bio-idênticas;

·         Parar de fumar e não beber mais de um copo de vinho tinto por dia;

·         Fazer exercício físico regularmente;

·         Cuidar da higiene bucal e dentária – as pessoas com má higiene da sua boca têm 70% de risco de desenvolver uma doença cardíaca em contraponto com as pessoas que lavam os dentes pelo menos duas vezes por dia;

·         Evitar as estatinas (salvo no caso da hipercolesterolémia familiar), que fazem baixar as taxas de colesterol artificialmente, sem esforço, mas com o risco de numerosos efeitos indesejáveis, como se referiu.

·         Melhorar a sensibilidade à insulina – para tal optar por um regime com índice glicémico baixo como a batata-doce (melhor que a batata), o mel (melhor que o açúcar), as leguminosas como as ervilhas, os feijões e as favas (melhor que os cereais).

Com esta finalidade, considerar também o ácido alfa-lipóico (400 mg/dia).

O colesterol é uma molécula natural produzida 70% pelo organismo, principalmente pelo fígado, (os restantes 30% provêm dos alimentos), que o utiliza como um verdadeiro cimento: ao nível dos músculos, para os reparar quando estão fragilizados depois dum exercício físico; ao nível do cérebro, para ajudar os neurónios a melhor comunicar entre si; ao nível das artérias, para as reparar quando são lesadas.

Ele é uma das substâncias mais importantes, não só indispensável à regeneração das células e à formação das suas membranas, à metabolização de vitaminas como a A, D, E e K, à produção de ácidos biliares importantes na digestão das gorduras, essencial, como se disse, para o cérebro (contém cerca de 25 % de todo o colesterol do corpo, sendo critico na formação das sinapses que permitem o pensamento, a aprendizagem e a formação da memória) como à síntese de hormonas tão vitais para a nossa existência como as hormonas sexuais – testosterona, progesterona e estrogéneo (há quem considere que ter taxas de colesterol elevado a partir dos 65 anos é sinal de longa vida e de virilidade...), as hormonas do stress – glucocorticóides como o cortisol, e à mais importante de todas – a vitamina D, como as hormonas sexuais ela também uma hormona esteróide, sendo que uma pele com níveis insuficientes de colesterol não é capaz de a produzir.

Peritagens médicas
Não obstante a sempre desejável conciliação, o recurso a uma segunda avaliação médica pericial faz, cada vez mais, parte do...

Segundo os dados estatísticos da ANSR - Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, este ano, no período de 1 de Janeiro a 7 de Julho, foram registados 60.467 acidentes rodoviários.

Foram registados mais 2.708 acidentes do que em 2014, segundo o jornal Público. Também os feridos graves1 aumentaram este ano, tendo ficado gravemente feridas 1.074 pessoas, mais 88 do que no ano anterior. No mesmo período foram também registados 17.680 feridos leves2, ou seja, mais 198 do que em 2014.

É consensual a importância de uma peritagem médica independente para avaliação das (in)capacidades dos Cidadãos. Tem especial relevância em contexto de avaliação de dano corporal após acidente de viação ou de trabalho.

O resultado de uma peritagem de dano corporal é materializado em relatório pericial elaborado por Perito Médico com formação específica em avaliação de dano corporal pós-traumático. Tem como principal objetivo a descrição e qualificação/quantificação médico-legal de sequelas pós-traumáticas.

O Perito Médico não deve estar sujeito a quaisquer constrangimentos de ordem técnica, financeira ou institucional. Deve executar o ato médico pericial com imparcialidade, isenção e independência, cumprindo as orientações técnicas vigentes para elaboração de relatórios de dano corporal. O eventual desrespeito destas orientações origina críticas depreciativas da peritagem e do respetivo relatório, o que acontece com frequência.

É desejável que o Perito Médico esteja disponível para acompanhar os processos em que intervém.

Estes são alguns dos eventos traumáticos que exigem, frequentemente, avaliação de dano corporal:

·         Acidentes de trabalho

·         Acidentes de viação

·         Acidentes Pessoais

·         Doenças Profissionais

·         Agressões / Violações

·         Procedimentos médico-cirúrgicos

Para que um relatório de avaliação de dano esteja completo, todos os parâmetros de dano devem ser considerados para qualificação.

O eventual pagamento de uma indemnização/compensação por danos corporais decorrentes de um evento traumático varia em função de vários fatores. Nomeadamente, incapacidades arbitradas, períodos de incapacidade estabelecidos e implicações que as sequelas têm no dia-a-dia e no futuro da vítima. Varia, também, de acordo com o âmbito do Direito em que decorre a avaliação e com os normativos legais a que está sujeita a respetiva indemnização/compensação.

Numa época em que as restrições e constrangimentos financeiros e económicos se agudizam, o rigor nestas avaliações afigura-se fundamental para a justa reparação de danos físicos e psíquicos, sem benefício assimétrico ou injusto, para o Cidadão lesado e para a Entidade pagadora.

Justiça, imparcialidade, ausência de conflito de interesses e de incompatibilidades técnicas e institucionais, nas atividades periciais médicas, são indispensáveis para as instituições e para os Cidadãos.

A propósito:

"os peritos médico-legais não podem, em alguma circunstância, peritar um sinistrado e simultaneamente trabalhar para companhias de seguros. A exclusividade é, nesta matéria, crucial, e quando o tribunal nomeia o perito do sinistrado, deverá assegurar-se de que não incorre neste risco." - Observatório Permanente da Justiça, 2011

"as funções de médico assistente e médico perito são incompatíveis, não devendo ser exercidas pela mesma pessoa." - Artigo 120.º do Código Deontológico da Ordem dos Médicos

Muitos Cidadãos deixam transparecer a sua preocupação acerca de casos de conflitos de interesse e de objetivos desfocados da real e justa compensação do dano sofrido. Não sendo este clima de desconfiança benéfico para qualquer das partes - Cidadãos e Instituições - ele parece acentuar-se ao longo do tempo.

Assim, a avaliação de dano corporal - alterações na integridade psico-física - também designada por perícia/peritagem médica para avaliação de dano corporal pós-traumático ou de dano na pessoa - é uma atividade médica que permite avaliar, qualificar e quantificar, do ponto de vista médico-legal, sequelas (disfunções/incapacidades permanentes com origem em lesões traumáticas) decorrentes de eventos traumáticos, bem como o eventual estabelecimento do nexo de causalidade entre evento e dano.

Estas peritagens são realizadas, habitualmente, no decurso de processos, muitas vezes litigiosos, entre o Cidadão sinistrado/lesado e uma entidade eventualmente responsável pelo pagamento de indemnização/compensação por danos. Neste contexto, os litígios entre as partes intervenientes resultam, não só de desentendimentos de ordem processual e administrativa mas, fundamentalmente, de divergências de opinião quanto às incapacidades arbitradas e outros parâmetros de dano, tais como dependências (ex. necessidade de ajuda de terceira pessoa).

No entanto, a assimetria da informação, do conhecimento da capacidade financeira e de influência entre as partes envolvidas é uma realidade.

São utilizados os argumentos, instrumentos e estratégias que melhor servem os objetivos de cada uma das partes.

Não obstante a sempre desejável conciliação, o recurso a uma segunda avaliação médica pericial faz, cada vez mais, parte do processo quando não há acordo entre entidade pagadora e Cidadão lesado.

Cabendo ao Juiz a livre apreciação das provas, a valorização de quaisquer relatórios ou pareceres compete, em última instância, ao próprio Juiz que é o “perito dos peritos” (peritus peritorum).

 

1Ferido Grave: vítima de acidente cujos danos corporais obriguem a um período de hospitalização superior a 24 horas e que não venha a falecer nos 30 dias após o acidente.
2Ferido Leve: vítima de acidente que não seja considerada ferido grave e que não venha a falecer nos 30 dias após o acidente.

Hospitais públicos
Realidade varia muito de uma unidade para outra. Opção das mulheres, velocidade do parto e falta de anestesistas explicam o valor.

Em Agosto de 2009 chegou o João. Nasceu no Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa. Célia Silva deu entrada na maternidade já com o trabalho de parto bem encaminhado e duvidou se precisaria de epidural, mas perante os conselhos da equipa de enfermagem aceitou-a. “Foi uma maravilha, pude aproveitar muito mais o momento”, conta. Por isso, quatro anos depois, em Novembro de 2013, não duvidou de que queria fazer o mesmo no parto de Tiago. Só que o anestesista, desta vez na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), já não chegou a tempo. “Senti tudo, acho que até mordi a enfermeira e não vivi o nascimento da mesma forma por causa da dor”. Cerca de 36% dos partos realizados nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) são feitos sem qualquer analgesia, de que a epidural é o exemplo mais conhecido.

De um total de 70.692 partos registados em 2013, houve 44.956 que contaram com a participação de um anestesiologista, isto é, menos de 64% do total. Tendo em consideração que as cesarianas são necessariamente feitas com analgesia, isto significa que de fora ficam principalmente os partos vaginais, como o de Célia. Em alguns casos o valor reflete a vontade das mulheres ou a velocidade a que se desenvolveu o parto, mas a explicação também está na carência de anestesiologistas. Os números fazem parte de um trabalho conduzido pelo Colégio de Anestesiologia da Ordem dos Médicos com o objetivo de apresentar uma fotografia da realidade nacional nesta especialidade.

A analgesia nos partos é apenas um dos pontos no estudo, pelo que não é possível aprofundar alguns dados. Por exemplo, não é possível perceber em concreto qual a proporção de epidurais apenas nos partos por via vaginal, uma vez que a resposta foi conjunta com as cesarianas e que ainda há casos, como as anestesias gerais nas cesarianas, que podem estar de fora destas 44.956 analgesias avançadas pela Ordem dos Médicos, explicou ao jornal Público o presidente do Colégio de Anestesiologia daquele organismo, Paulo Lemos.

O estudo da Ordem dos Médicos salienta que se tivermos em conta que houve quase perto de 83.000 partos em 2013 e que 85% aconteceram em hospitais públicos “o valor encontrado de 44.956 analgesias poderá corresponder”, no máximo, a dois terços dos “partos ocorridos nos Serviços de Obstetrícia dos Hospitais do SNS”. Paulo Lemos salienta que o número é “positivo” quando comparado com realidades como a do Reino Unido, “onde há um valor de epidural mais baixo”. No entanto, o anestesiologista recorda que, regra geral, os hospitais ingleses oferecem outras alternativas tanto no desenrolar no parto como no controlo da dor.

Célia acabou por ter mais estas experiências diferentes no segundo parto na MAC, para onde foi encaminhada devido a um problema de coagulação que obrigava ao uso de um medicamento não disponível no S. Francisco Xavier. “Como o anestesista não vinha, os enfermeiros deixaram-me circular e usar uma bola de pilates para ajudar na dilatação. Isso aliviou, mas o problema é que já tinha a expectativa de pedir a epidural e a dor é mesmo exponencial. As enfermeiras até repetiram várias vezes ‘olhem que esta senhora quer epidural´, mas o anestesista quando chegou já estava o bebé a sair”, relata ao PÚBLICO. Além disso, no primeiro parto fez aulas de preparação e neste acabou por não conseguir, pelo que teve menos “treino psicológico para lidar com a dor”.

Para esta mãe de 39 anos, as portas da natalidade já se fecharam. Pela idade e por questões financeiras. “Não é pelo segundo parto, ainda que sinta que não tenha aproveitado tanto o momento, porque na maior parte do tempo nem os olhos conseguia abrir”. Célia ressalva que, apesar de tudo, teve sorte. No primeiro parto esteve várias horas em casa com contrações. Chegou ao hospital às 10h30 e o João nasceu às 15h00, com 3,7 quilogramas. No caso de Tiago, entrou na MAC 14h às sem qualquer dilação e o bebé nasceu às 19h00 com 3,7 quilos. “Se fosse ao contrário era pior”, brinca, entre risos. “Mas acho que esta insegurança da epidural faz com que muitas mulheres corram para o privado, com medo da dor. Depois claro que há imensas cesarianas por medo.”

O obstetra Diogo Ayres de Campos, do Hospital de São João e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, começa por dizer que a utilização de epidural em Portugal está “enraizada culturalmente”, muito mais do que em alguns países com que nos comparamos. O também presidente da Comissão Nacional para a Redução da Taxa de Cesarianas defende, por isso, que “os valores nacionais são bons” e que o principal problema está nas assimetrias no acesso à epidural. Se nos grandes hospitais universitários o peso dos partos com epidural ultrapassa largamente os 90%, há casos onde o valor não atinge sequer os 20%.

Os valores da Ordem dos Médicos estão em linha com alguns dos números identificados em 2009 num estudo da anestesiologista Maria Rui Crisóstomo, do Hospital de Braga. A clínica adiantava que a epidural é o método privilegiado para aliviar a dor durante o parto, mas alertava que o acesso a esta técnica variava entre os 37% e os 93% nos vários hospitais públicos do país, consoante tanto a unidade de saúde como a hora do trabalho de parto. O problema da assimetria salientado por Ayres de Campos era um dos alertas deixados pelo trabalho. Em teoria o anestesista tem de estar disponível 24 horas por dia, independentemente da unidade ou da hora do parto.

“O principal problema está nos hospitais do interior, em que não há um anestesiologista em exclusivo na obstetrícia”, diz Ayres de Campos. De acordo com os dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), citados pelo médico, os valores mais baixos na analgesia dos partos de 2013 encontram-se nos centros hospitalares do Alto Ave, Gaia/Espinho, do Médio Tejo, Cova da Beira e Algarve, nas unidades locais de saúde do Nordeste e de Castelo Branco e no Hospital Distrital de Santarém. Em muitos destes casos o valor nem sequer ultrapassa os 20%.

O especialista considera que a epidural “tem de estar disponível”, cabendo à mulher decidir se quer ou não, “até porque no momento do parto, mesmo as que não queriam, acabam por pedir”. O clínico defende que controlar a dor é uma questão de “humanização” de um momento tão importante como o nascimento e salienta que o nível de dor varia muito de mulher para mulher.

Paulo Lemos lembra, contudo, que com a falta de anestesiologistas no SNS é cada vez mais difícil chegar a outras áreas que não a cirurgia convencional. Paulo Lemos destaca que além dos partos é urgente contar com mais profissionais na área controlo da dor aguda no pós-operatório, dor crónica ou sedação nos exames complementares de diagnóstico e terapêutica. O trabalho da Ordem dos Médicos alerta que o problema da falta de anestesiologistas tem vindo a agravar-se, com as contas a apontarem para que sejam necessários mais 467 clínicos desta especialidade em todo o país.

A carência é agravada pelo facto dos mais de 1200 anestesiologistas que estão nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde trabalharem, regra geral, simultaneamente no sector privado. Só 40% destes médicos estão nas instituições públicas com um contrato de trabalho de 42 horas e em regime de exclusividade. Há ainda mais 200 profissionais que já só trabalham no sector privado. Até 2020, a Ordem dos Médicos acredita que se podem formar dois terços dos mais de 400 profissionais em falta. Mas o problema poderá manter-se se o sector público não os conseguir fixar e ter outro tipo de organização.

O tema da presença do anestesista para proporcionar uma epidural é, aliás, recorrente nos fóruns online onde mães, grávidas e “treinantes” (nome dado a quem está a tentar engravidar) partilham informação sobre esta fase da vida. Dos eventuais riscos ou ineficácia da epidural, às vantagens de um parto com menos dor, são várias as perguntas e dúvidas formuladas no fórum onde conhecemos Célia. Há quem considere a dor suportável, há quem a ache impossível de descrever, há quem deixe sugestões para preparar o colo do útero para uma melhor dilatação. Nos testemunhos que escreve, Célia diz não ter dúvidas de que “quem conhece a epidural não quer outra coisa”.

Estudo
Um estudo norte-americano mostra que a quantidade de interações sociais que uma pessoa tem aos 20 anos e a qualidade das...

Investigadores da Universidade de Rochester entrevistaram 222 pessoas e conseguiram acompanhar 133 delas ao longo de 30 anos para chegar às conclusões, publicadas na revista especializada Psychology and Aging. Os participantes foram entrevistados até aos 50 anos, escreve o Diário Digital, e depois avaliados em relação à saúde, humor e solidão.

As análises mostraram que pessoas com poucas interações sociais na juventude apresentaram um risco mais elevado de morrer precocemente. De acordo com o principal autora, Cheryl Carmichael, ter poucas relações sociais pode ser tão prejudicial à saúde quanto fumar e é até pior do que ser obeso.

O trabalho mostra que as interações sociais que ocorrem aos 20 anos ajudam as pessoas a conhecerem-se melhor, além de adquirir ferramentas que são úteis para desenhar a vida adulta. Nessa fase, é comum encontrar gente de diversas origens, com opiniões e valores diferentes, e isso é importante para aprender a gerir diferenças.

O interessante é que, aos 30 anos, é mais importante ter relações de qualidade do que um grande número de interações. Outra descoberta curiosa dos cientistas é que nem sempre ter uma vida social agitada aos 20 anos garante relacionamentos de qualidade aos 30 anos.

Estudo
Férias relaxantes na praia são perfeitas para a experimentação sexual com um parceiro fixo, enquanto excursões em grupo ou...

O objetivo do estudo, segundo o Diário Digital, era determinar os destinos turísticos mais propícios para a exposição das mulheres ao sexo. Para isso, as entrevistadas foram convidadas a avaliar 23 práticas ou situações de acordo com a sua perceção de grau de risco, como, por exemplo, ter sexo sem preservativo com um estranho, ou trocar intimidades com um desconhecido sob influência de álcool ou drogas.

O trabalho, das pesquisadoras Liza Berdychevsky, da Universidade de Illinois, e Heather Gibson, da Universidade da Florida, foi publicado na revista online Tourism Management.

Segundo as cientistas, certos ambientes ou destinos turísticos geram uma espécie de sensação alterada da realidade, o que pode aumentar a propensão a situações de experimentação sexual sem uma perceção tão clara dos riscos e das consequências a longo prazo.

As entrevistas deixaram claro que o consumo elevado de álcool foi o principal facilitador de práticas sexuais de risco. A bebida, segundo os relatos das mulheres, foi usada como desculpa ou mesmo para tomar coragem de experimentar algo diferente em relação ao sexo. O uso de roupas mais insinuantes, assim como o prazer de estar longe da rotina e das expectativas sociais foram outros fatores apresentados por elas para justificar o risco sexual.

A ideia de nunca mais ver o parceiro de novo, e a possibilidade de manter o anonimato foi outro fator motivador para muitas mulheres, mas algumas até relataram que o risco, em si, era o que mais estimulava a procurar novas experiências durante as viagens de férias.

Para Berdychevsky, todos esses aspetos ajudam as mulheres a libertarem-se de barreiras psicológicas e inibições. Além de fazer com que sintam novas emoções, a experimentação sexual traz uma sensação de “poder” ao regressar a casa.

A pesquisa também constatou que mulheres que já tinham se envolvido, antes, com algum turista tinham uma noção maior do perigo de certos comportamentos.

O sexo com penetração sem preservativo foi a atitude classificada como a de maior risco pelas entrevistadas. No entanto, muitas mulheres subestimaram os riscos de atividades sexuais sem penetração e superestimaram o grau de proteção oferecido pelos preservativos. Vale lembrar que o preservativo nem sempre garante 100% de proteção contra algumas infeções, como o HPV.

Para as investigadoras, os resultados mostram que é preciso valorizar essas informações em campanhas de prevenção específicas para esse público. Viajar é uma delícia, assim como fazer sexo. Só é preciso ter sempre em mente que as DST (doenças sexualmente transmissíveis) não tiram férias.

Estudo
"O que é um pénis com bom aspeto?" é o título de um estudo recente. Sim, um estudo científico levado a cabo por...

O estudo publicado no The Journal of Sexual Medicine faz parte de um grande projeto focado em homens submetidos a cirurgias ao pénis para corrigir uma malformação congénita designada de hipospádia, escreve o Sapo.

A hipospádia é uma deformação inata do meato urinário, caracterizada pela abertura da uretra em localização anormal na glande. Afeta um em cada 300 homens, segundo dados de um hospital britânico.

Para incrementar a qualidade do resultado do trabalho cirúrgico e a satisfação dos doentes, os investigadores quiseram saber o que as mulheres mais apreciam no órgão sexual masculino.

Para tal, os cientistas da Universidade de Zurique pediram a 105 mulheres para classificarem a importância de oito aspetos do pénis numa escala de cinco pontos em que um é pouco importante e cinco é muito importante.

Os oito parâmetros em análise correspondiam ao comprimento do pénis, perímetro, posição e abertura da uretra - designada de meato - forma da glande, pele, escroto, pelos púbicos e a aparência cosmética geral do órgão, embora os cientistas admitam que este último parâmetro seja difícil de aferir.

Os investigadores concluíram então que é precisamente a "aparência cosmética geral do pénis" o aspeto mais importante para as mulheres.

A posição e a forma do meato são, em contrapartida, o que menos importa para o sexo oposto. Contrariamente ao cliché sobre o tamanho, o comprimento surge apenas em sexto lugar na lista dos aspetos mais importantes. A grossura do pénis aparece em terceiro lugar e os pelos púbicos em segunda posição.

Em conclusão, os cientistas acreditam que não existe assim um único aspeto do pénis que seja absolutamente essencial na avaliação global feita pelo sexo feminino, a não ser a sua aparência geral, lê-se no estudo.

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