Direção-Geral da Saúde
As unidades de saúde que pretendam ser admitidas como centros de referência para as áreas dos cancros raros, da transplantação...

Um centro de referência é um serviço, departamento ou unidade de saúde, reconhecido como o expoente mais elevado de competências na prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade.

O reconhecimento da unidade como centro de referência é dado pelo ministro da Saúde, tendo as candidaturas de seguir para a Direção-Geral da Saúde (DGS), a quem cabe analisar se os candidatos cumprem os critérios gerais de reconhecimento desta designação.

Hoje foi publicada a abertura das candidaturas nas áreas das neoplasias malignas de adultos do testículo, reto, esófago e hepatobilio/pancreáticos, bem como sarcomas de partes moles e ósseos de adultos.

As neoplasias malignas de crianças e adolescentes, a transplantação de adultos para coração, fígado, rim, pulmão e pâncreas, a transplantação pediátrica para coração, fígado e rim, os tumores oculares, a epilepsia refratária de crianças, adolescentes e adultos e a paramiloidose familiar são as outras áreas abrangidas pelos concursos agora abertos.

Estudo
Uma equipe de cientistas canadianos afirma que a ansiedade e a depressão podem ter relação com as bactérias que vivem no...

A pesquisa, feita em ratos, sugere que sintomas de ansiedade e depressão provocados pela exposição ao stress no início da vida aparecem somente com a presença de germes no intestino, escreve o Diário Digital.

Os resultados reforçam descobertas de pesquisas anteriores. Numa delas, os pesquisadores descobriram que camundongos sem a presença de bactérias no intestino eram menos propensos a apresentar comportamentos ansiosos.

O trabalho atual avaliou animais que tinham sido expostos a uma experiência stressante no início da vida – foram separados das suas mães precocemente. Ao crescer, apresentaram comportamentos semelhantes ao de pessoas ansiosas e deprimidas, além de disfunção intestinal e níveis anormais da hormona do stresse.

Já as cobaias livres de germes expostas ao mesmo tipo de stresse não apresentaram quaisquer sinais de ansiedade ou depressão mais tarde.

Os cientistas, depois, transferiram as bactérias dos ratos normais, também expostos à experiência traumatizante, para os animais livres de germes. Em pouco tempo, estes passaram a apresentar os comportamentos depressivos e ansiosos. Os resultados foram noticiados pelo jornal britânico Independent.

Segundo o principal autor, Premysl Bercik, da Universidade McMaster, ainda é preciso testar a hipótese em seres humanos. Mas ele acredita que terapias que têm como alvo a microbiota intestinal podem, no futuro, beneficiar pacientes com transtornos psiquiátricos.

No Reino Unido
Um comprimido para o exercício físico: parece o sonho de qualquer sedentário, mas pode tornar-se realidade. Cientistas da...

Os investigadores chamaram-lhe "composto 14", diz o Sapo. A molécula inibe a função de uma enzima celular chamada ATIC, envolvida no processo de metabolismo, a reação química de sintetização dos nutrientes e produção de energia nas células.

A inibicação da ATIC provoca uma acumulação de uma molécula chamada ZMP, dentro das células. O aumento da ZMP leva as células a pensar que estão sem energia, ativando o sensor de captação de energia, conhecido como AMPK.

Dessa forma, as células vêm-se obrigadas a procurar "combustível", promovendo assim a absorção da glicose no sangue para recarregar a "bateria" das células. Os cientistas dizem mesmo que esta nova molécula pode também ser um passo na luta contra a diabetes tipo 2 e a obesidade.

Em ratos obesos, os resultados foram promissores: redução nos níveis de glicose em jejum e perda de peso.

Mais uma investigação em ratos? Sim. Mas de acordo com Ali Tavassoli, coordenador do grupo de estudos que desenvolveu o composto, trata-se de um estudo promissor.

"A molécula alterou o metabolismo celular e pode ser considerada uma potencial terapêutica. Estudos anteriores mostram que a ativação do sensor central de energia da célula pode ajudar no tratamento de várias doenças, incluindo diabetes tipo 2 e obesidade, porque mimetiza o efeito do exercício físico, aumentando a absorção e utilização de glicose", relata o investigador no estudo.

Para a investigação, publicada na revista "Chemistry and Biology", do grupo Cell, dois grupos de ratos foram alimentados com dietas diferentes. O primeiro seguiu um regime equilibrado; o segundo, ingeriu elevados teores de gordura. Os animais que ingeriram a dieta mais gorda ficaram obesos e reduziram a tolerância à glicose.

Quando os ratos gordos tomaram o composto 14, os níveis de glicose reduziram e, depois de sete dias, tinham perdido 5% do peso corporal. Para os animais que seguiram a dieta equilibrada, o composto não surtiu efeito.

O próximo passo é examinar os resultados do tratamento a longo prazo e testar o modo de ação da molécula, que ainda continua por descodificar. Se for comprovada a segurança do composto, a "pílula do exercício" pode estar mais perto do que nunca.

Estudo revela
O efeito protetor da ingestão desta bebida está associado ao resveratrol, concluiu um estudo de investigadores do Reino Unido e...

O estudo agora publicado não é o primeiro a associar os benefícios do resveratrol no combate de vários tipos de cancro, mas é pioneiro em relação ao tumor do cólon e do reto, escreve o Sapo.

Os cientistas da Universidade de Leicester, em Inglaterra, decidiram avaliar os benefícios de uma pequena dose diária de vinho tinto, o equivalente a um copo de 250 ml.

Os investigadores administraram uma pequena dose de resveratrol a ratinhos propensos ao desenvolvimento de cancro colorretal, observando uma diminuição de 50% no tamanho dos tumores. Aqueles que receberam, por outro lado, uma grande quantidade do composto, apenas beneficiaram de uma redução de 25%.

A equipa esclarece em comunicado que "as doses baixas de resveratrol foram duas vezes mais eficazes do que doses elevadas".

"Pela primeira vez, vimos que, com o resveratrol, menos é mais", afirma Karen Brown, docente do Departamento de Estudos Oncológicos da Universidade de Leicester. "Este estudo prova que pequenas quantidades podem ser mais eficazes na prevenção dos tumores do que doses elevadas", frisa.

Karen Brown admite que este efeito pode ser comum "a outros químicos e vitaminas derivados de plantas que estão, também, a ser estudados" e alerta que estes são, para já, resultados preliminares.

Portanto, mais ensaios clínicos são necessários para provar a eficácia do resveratrol.

Estudo
O simples facto de ficar em pé em vez de sentado pode contribuir para nos manter em boa saúde, segundo um estudo publicado na...

Estar de pé, segundo o Sapo, melhora os níveis sanguíneos de colesterol, gordura e açúcar, todos marcadores biológicos dos riscos cardiovasculares. Passar mais tempo de pé e caminhar também têm um efeito benéfico sobre a circunferência abdominal e o índice de massa corporal (IMC), lê-se no estudo.

"Inúmeras investigações mostraram que a atividade física reduz a mortalidade total, os acidentes cardiovasculares, o diabetes tipo 2 (o mais frequente), a obesidade e diversos tipos de cancro", relembra o professor Francisco Lopez-Jimenez da Mayo Clinic, no Minnesota, Estados Unidos, num comentário que acompanha o artigo.

Mas "a luta contra o sedentarismo não pode reduzir-se a conselhos para fazer exercício regularmente", escreve o médico, acrescentando que é igualmente importante promover comportamentos não sedentários na vida diária.

"Uma pessoa que caminha duas horas até o trabalho, que fica de pé durante quadro horas e que faz mais uma hora em tarefas de casa, queima mais calorias do que se estiver a correr durante uma hora", explicou, evocando especialmente o interesse de colocar à disposição dos trabalhadores esteiras e adaptar os escritórios para permitir trabalhar de pé ou sentado.

Investigadores australianos equiparam com marcadores de atividade 782 homens e mulheres, com idades entre os 36 e os 80 anos, para determinar precisamente quanto tempo cada um passava a dormir, andar ou a correr ou ficava sentado, deitado ou de pé.

Uma diminuição das gorduras sanguíneas (triglicerídeos) e um aumento do "bom" colesterol foram observados sobretudo quando relacionados com uma redução do tempo em que permaneciam sentado.

A redução do tamanho da circunferência abdominal e do IMC só se mostrou significativa quando combinada com a caminhada ou corrida, ressaltam os autores da análise.

Ao substituir todos os dias duas horas sentadas por uma caminhada, o tamanho da cintura diminuiu em média cerca de 7,5 cm e o IMC 11%.

"A nossa mensagem é: 'levantem-se, fiquem menos tempo sentados e mexam-se mais'", afirmou a médica Genevieve Healy da Universidade de Queensland, na Austrália, que dirigiu o estudo.

Na Europa, os adultos são muito sedentários: em média passam 3,2 a 6,8 horas por dia sentados, lê-se neste mesmo estudo.

Prescrição eletrónica
Cerca de 15% dos 7 milhões de receitas passadas por mês em Portugal não são levantadas nas farmácias. Receita sem papel avança...

Aviar receitas médicas sem papel vai passar a ser possível em breve nas farmácias apenas com o cartão de cidadão. Pode parecer ficção, mas este cenário vai começar a tornar-se realidade nalgumas unidades de saúde já a partir do final de Setembro, se tudo correr como previsto. A portaria que prevê esta possibilidade entra em vigor no sábado, mas dá 60 dias para adaptação. Com o novo sistema, os doentes podem comprar medicamentos da mesma receita em farmácias diferentes, escreve o jornal Público, ao contrário do que acontece atualmente.

Até ao final do ano, pretende-se ir mais longe e criar uma aplicação que permita aos doentes ter acesso a receitas sem necessidade de contacto físico com o médico. Com “a versão mobile” da prescrição eletrónica, os médicos poderão receitar através do telemóvel. “Assinam com a chave móvel digital e os doentes recebem um sms com os códigos que lhe permitem comprar os medicamentos na farmácia”, explica o presidente da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Henrique Martins. Será muito simples, prevê. “Um médico pode estar no Porto a receitar medicamentos a um doente que está de férias no Algarve”.

É um mundo de novas possibilidades que se abre e as vantagens para os utentes e para os médicos parecem óbvias. Mas o objetivo é ir caminhando devagar. Pretende-se ter, no próximo Natal, "2% do total de receitas aviadas por dia (ou seja, 15 mil) levantadas nas farmácias sem necessidade de papel", antecipa o presidente da SPMS, notando que "há toda uma cultura que tem que mudar”. Henrique Martins quer que todas as unidades do Serviço Nacional de Saúde estejam preparadas para poder ter receitas sem papel já a partir de Janeiro de 2016, mas sabe que o processo vai levar anos até ficar concluído.

Nos países pioneiros, como a Finlândia e a Suécia, "foram precisos dez anos para se conseguir a desmaterialização total", recorda Henrique Martins, que esta sexta-feira vai fazer uma demonstração do funcionamento do sistema para a comunicação social.

Atualmente, por mês, são aviadas cerca de sete milhões de receitas médicas em Portugal, mas sabe-se que uma parte significativa, "15%", não são levantadas por várias razões, por exemplo, porque o cidadão não tem dinheiro ou porque não segue a posologia recomendada. Quando o novo sistema estiver completamente operacional, os médicos passam a poder perceber se os seus pacientes compraram ou não os medicamentos receitados, diz. “Uma das grandes vantagens para o médico é a de perceber se o doente comprou ou não os medicamentos", enfatiza. O novo sistema ajuda ainda a combater a fraude nesta área, porque uma receita que já tenha sido aviada numa farmácia é automaticamente invalidada.

Para que o sistema funcione (e as farmácias já estão quase todas equipadas), é preciso ainda distribuir leitores de cartões de cidadão pelos hospitais e pelos centros de saúde do país, de forma a que os médicos possam utilizar a assinatura eletrónica. Numa primeira fase, vão avançar 16 centros hospitalares e unidades locais de saúde, além dos consultórios dos médicos dentistas, adianta. Porquê? Porque nos hospitais é mais fácil fazer isto do que nos centros de saúde e porque os consultórios dos médicos dentistas já têm todos leitores de cartões de cidadão, explica. 

Como é que este sistema vai funcionar? “O médico preenche a receita no software, que passa a ter uma janela no final com as perguntas: Quer entregar a receita sem papel? Sim ou não? Ele assina com o cartão [assinatura digital do cartão do cidadão ou o da Ordem dos Médicos] e depois pode enviar a receita por sms ou por email ou pode imprimir o guia de tratamento”, explica Henrique Martins. O cenário ideal é que as pessoas nunca imprimam o guia de tratamento, frisa.

Ao contrário da ideia que tem sido veiculada, esclarece o presidente da SPMS, a receita médica eletrónica sem papel pode funcionar sem cartão de cidadão, mas para isso é preciso que o doente saiba o número da receita e os códigos necessários para a aviar e que traga o bilhete de identidade. As receitas, diz ainda, não ficam dentro do cartão do cidadão, como muitas pessoas pensam, mas sim nos servidores centrais, a base de dados do ministério à qual as farmácias vão poder aceder.

O projeto arrancou no ano passado e, a partir de Fevereiro deste ano, a SPMS começou a trabalhar com as associações de farmácias para que os farmacêuticos passassem a fazer a dispensa desmaterializada, usando ainda o papel, do qual extraem os números. Desta forma, já têm sido dispensadas milhares de receitas. Na terça-feira, por exemplo, foram 157 mil, exemplificou.

Entretanto, está já a ser estudada outra alternativa, um sistema que permita aceder aos códigos das receitas através do multibanco, mas isso terá que ser pago, adianta.

As primeiras unidades a avançar com a receita sem papel são os centros hospitalares de Setúbal, Lisboa Ocidental e Lisboa Central, o do Porto, o S. João, o de Leiria- Pombal, o de Coimbra, e o de Trás-os-Montes e Alto Douro e unidades locais de saúde de Matosinhos, Alto Minho, Nordeste Transmontano e Castelo Branco.

No primeiro semestre
O lucro da Luz Saúde, grupo detido pela chinesa Fosun, aumentou 21,5% para 10,6 milhões de euros no primeiro semestre deste ano...

Em comunicado à Comissão do Mercado Mobiliário (CMVM), a empresa liderada por Isabel Vaz adiantou que o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, apreciações e amortizações) atingiu os 31,1 milhões de euros, um acréscimo de 9,8% em relação ao homólogo.

No mesmo período, os rendimentos operacionais aumentarem 5,8% entre janeiro e junho, para 212,8 milhões de euros, com o segmento privado a crescer 6,55 e o público (parceria público-privada) 2,9%.

No primeiro semestre de 2015, o investimento consolidado da Luz Saúde, antiga Espírito Santo Saúde, foi de 6,5 milhões de euros, dos quais 3,5 milhões na expansão de capacidade, no Hospital da Luz – com a finalização das obras de expansão do parque de estacionamento e projetos de arquitetura para a expansão do hospital - e na Clínica de Oeiras – com o segundo pagamento relativo à aquisição do terreno para construção de área de expansão.

Os restantes três milhões de euros corresponderam a investimentos de reposição e atualização tecnológica, distribuídos pelas várias unidades do grupo, representando 1,4% dos rendimentos operacionais consolidados.

Em junho, a dívida líquida consolidada da Luz Saúde totalizava 187 milhões de euros, representando uma redução de 19 milhões face ao valor de final de ano de 2014, devida principalmente à geração de fluxos de caixa operacionais das diversas unidades do Grupo, combinada com uma melhoria dos níveis de fundo de maneio.

Assim, o rácio dívida líquida/EBITDA atingiu 3,0 vezes, face a 3,6 no final de 2014.

No comunicado ao mercado, o grupo adianta que “continua a diligenciar pela obtenção de uma decisão do Estado relativamente ao reconhecimento do direito do Hospital Beatriz Ângelo ao financiamento das prestações de saúde adicionais realizadas em regime de ambulatório aos doentes VIH/SIDA”.

14,883 milhões de euros
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Ministério da Defesa Nacional formalizaram a transferência do antigo Hospital...

No interior das instalações, cujo complexo inclui a denominada cerca do Convento da Estrela e a Casa de Saúde da Família Militar, o ministro da tutela, Aguiar-Branco, e o provedor da instituição de solidariedade social, o antigo chefe de Governo Santana Lopes, trocaram cumprimentos e louvaram a operação.

"Esperamos ter em funcionamento algumas das valências até final do ano ou início de 2016, progressivamente, nomeadamente em termos de apoio domiciliário, cuidados continuados e paliativos", desejou Santana Lopes, adiantando ainda planos para incluir serviços de medicina de reabilitação e consultas externas, além de "algumas cirurgias de pequena ou média dimensão".

O responsável pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa esclareceu que o acordo prevê a manutenção do uso previsto daquelas instalações "durante 30 anos", escusando-se a avaliar os custos da reabilitação e da compra de materiais diversos para o seu funcionamento (equipamentos de diagnóstico, por exemplo), bem como comentar a atualidade política do país, especificamente o programa eleitoral da maioria PSD/CDS-PP, apresentado na véspera, ou as futuras eleições presidenciais.

"Essas vozes - agoirentas e maledicentes - têm hoje a resposta. Nada teve a ver com especulação imobiliária, mas sim com a racionalização e a adequação da utilização do património e erário públicos a cada um dos tempos. Tratou-se de rentabilizar em defesa do interesse público", congratulou-se Aguiar-Branco, referindo-se a uma "reforma estruturante", como a fusão dos hospitais de cada um dos ramos das Forças Armadas.

O responsável ministerial lembrou ainda que foi há 11 anos que recebeu o "desafio" para a estreia em cargos públicos, precisamente pela voz de Santana Lopes, então líder do executivo.

No evento estiveram ainda presentes, entre outros, a secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, a secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, bem como diversos deputados da maioria, além do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e dos chefes dos três ramos.

Aprovado em Conselho de Ministros
Os clínicos gerais com seis anos de exercício efetivo de prestação de cuidados de saúde e com funções próprias da medicina...

Em comunicado, o Governo revelou que aprovou hoje o diploma que “regula os termos e condições relativas à obtenção do grau de especialista em medicina geral e familiar, a título excecional, dos clínicos gerais”.

Esta aquisição “está condicionada à aprovação no âmbito de formação específica extraordinária em exercício, nos termos a definir por portaria do membro do Governo responsável pela área da saúde”, lê-se no comunicado.

No Conselho de Ministros desta quinta-feira foram ainda aprovados “os termos e condições aplicáveis à avaliação de desempenho dos trabalhadores médicos nos anos de 2011 e 2012, adotando solução idêntica à formulada para os anos de 2004 a 2010”.

O Governo criou também “as condições necessárias para garantir o suprimento de avaliação relativa aos médicos que não foram objeto de avaliação no biénio 2013/2014, dado a mesma não se ter efetuado de forma transversal em todos os serviços e estabelecimentos de saúde”.

“Reforça-se, assim, um instrumento de enorme relevância na política de desenvolvimento de recursos humanos, quer no âmbito do desenvolvimento do percurso profissional dos trabalhadores, quer para que se atinjam níveis de desempenho mais elevados”, prossegue o comunicado.

Diploma aprovado
Os dadores vivos de órgãos vão estar cobertos por um seguro que lhes garante uma compensação, se surgirem complicações...

Com este decreto-lei passará a ser obrigatória a celebração por parte dos hospitais de um contrato de seguro de vida a favor do dador vivo de órgão, segundo informou o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST).

Segundo o IPST, “o seguro obrigatório do dador vivo de órgãos para transplantação há mais de 20 anos que aguarda pela oportunidade de se tornar uma realidade”.

O Conselho de Ministros deu hoje conta da aprovação do regime de proteção do dador de órgãos, de invalidez definitiva, independentemente do grau, ou internamento decorrente de complicações do processo de dádiva e colheita.

Apesar de ressalvar que “a dádiva e a colheita de órgãos em vida para fins de transplante é um procedimento comum”, o Conselho de Ministros recorda que “existem, no entanto, riscos associados à dádiva e colheita de órgãos em vida, os quais justificam um regime de proteção do dador que permita, aos dadores vivos e às unidades de colheita e transplantação, dispor da garantia de que eventuais danos relacionados com a dádiva e colheita de um órgão são compensados”.

Para o governo, “a forma mais adequada de assegurar a proteção do dador vivo é garantir-lhe um conjunto de prestações ou de internamento hospitalar decorrente de complicações do processo de dádiva e colheita, sem prejuízo das demais prestações a que tenha direito nos termos da legislação aplicável”.

É, assim, criado o seguro de vida obrigatório do dador vivo de órgãos, seguro que os estabelecimentos hospitalares responsáveis pelas referidas prestações devem celebrar para garantia das mesmas.

“Os dadores vivos terão, assim, uma garantia de que serão compensados por eventuais danos relacionados com o processo de dádiva e colheita, muito embora o risco associado à doação em vida seja baixíssimo, conforme demonstram as estatísticas internacionais”, lê-se no comunicado.

A coordenadora nacional na área da transplantação do IPST, Ana França, sublinhou a importância da aprovação desta lei, apesar do número de complicações ser “muito diminuto”.

“Mas pode acontecer, sobretudo se as pessoas ficarem retidas no hospital com uma infeção hospitalar”, disse.

Os dadores são “pessoas saudáveis e ativas”, pelo que têm famílias que podem depender de si e que, no caso de complicações associadas à doação, ficam desta forma mais protegidas com uma compensação prevista no seguro”, afirmou.

“O seguro também prevê a atribuição de um valor indemnizatório, em caso de invalidez, cujo grau será avaliado por uma junta médica, e para os dependentes, no caso de morte do dador”, adiantou Ana França.

O capital mínimo do seguro, no caso de morte do dador, é de 200 mil euros.

Protocolo assinado
A Universidade de Coimbra e o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais assinaram um protocolo de colaboração tendo em vista a...

O acordo agora formalizado prevê a colaboração entre as duas entidades em projetos de investigação nas áreas de saúde e ambiente e a possibilidade de estágios de estudantes da Universidade de Coimbra (UC) no Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), associação sem fins lucrativos que presta serviços aos hospitais nas áreas de engenharia, ambiente e alimentação.

"Quando falamos em saúde pensamos em médicos e enfermeiros, mas há outras infraestruturas, onde está presente a gestão ou a engenharia, que são cada vez mais relevantes", sublinhou o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, considerando que há "muito espaço para inovação" na área dos serviços não-clínicos.

Segundo o reitor, este setor é "decisivo" e "cada vez mais complexo", referindo que o SUCH é também "um parceiro interessante" na internacionalização, recordando que a "logística dos serviços hospitalares" é uma área onde os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) "ainda têm um caminho a percorrer".

O presidente do SUCH, Paulo Sousa, presente na cerimónia que decorreu na Sala do Senado da UC, sublinhou também a necessidade de "internacionalização, principalmente para os PALOP" - o SUCH é desde 24 de julho Observador Consultivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Para Paulo Sousa, o protocolo permite "partilhar o conhecimento gerado na UC".

A cerimónia de assinatura do protocolo contou ainda com a presença do presidente do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, José Martins Nunes.

Mil pessoas por dia
A população idosa está a encher os hospitais do Algarve. As urgências têm atendido, em média, mil pessoas por dia, que chegam a...

Em Faro já foi mesmo necessário ativar dez camas suplementares para dar resposta ao aumento da procura do hospital. E se for necessário há mais 20 prontas a serem acionadas.

Pedro Nunes, presidente do Conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve, explicou à TSF, que a situação já atingiu um pico devido aos efeitos severos do calor.

"Tem-se registado um aumento de acessos de doentes aos serviços de urgência, que depois carecem de internamento. São pessoas idosas, na sua maioria, que têm de ser compensadas, por isso, o hospital [de Faro] está com um pico similar ao que se regista no inverno, na época de gripe. Em média temos tido perto de mil atendimentos diários em todos os centros de urgência do Algarve".

Pedro Nunes salienta que por parte dos hospitais, ainda não há costuras a rebentar. Apesar disso reconhece que o trabalho desenvolvido deve-se à dedicação dos profissionais.

"Em Faro, o hospital tem resistido. Tem respondido muito bem, mas à custa de um trabalho dos médicos e enfermeiros".

O presidente do Conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve diz, ainda, que os hospitais da região do Algarve estão sempre preparados para enfrentar um aumento da procura dos serviços de urgência apesar de haver falta de clínicos nos serviços de internamento. A contratação de médicos tarefeiros aplica-se ao atendimento nas urgências, deixando a descoberto as necessidades na fase posterior de internamento.

Estudo
Um estudo publicado na revista Science Translational Medicine identificou um tratamento para evitar recaídas em pacientes de...

No artigo, publicado na quarta-feira e intitulado “Um duplo golpe contra a leucemia mieloide crónica”, é explicado como um grupo de investigadores, liderados por Carsten Riether, da Universidade de Berna (Suíça), acredita ter encontrado forma de evitar que, após receberem tratamento, os pacientes tenham recaídas.

A leucemia mieloide crónica é habitualmente tratada com a substância ativa 'imatinib' e outros inibidores de tirosina cinases (enzima).

No entanto, de acordo com o artigo, estes tratamentos não erradicam as células-mãe da leucemia, o que faz com que alguns pacientes tenham recaídas.

A equipa liderada por Riether identificou “um mecanismo para a resistência ao tratamento” neste tipo de cancro, que se pode obter inibindo a atividade da molécula CD70, algo que, de acordo com o estudo, pode permitir criar aplicações clínicas.

Estudo
Estudo diz que acidentes domésticos ou em situações de lazer afetam mais os homens até aos 54 anos e as mulheres com mais de 55...

Entre 2010 e 2014, as urgências dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deram resposta a perto de 25 mil casos de acidentes que aconteceram em casa ou em momentos de lazer, escreve o jornal Público. As quedas estiveram na origem da maior parte dos incidentes que precisaram de cuidados nos hospitais, com as contusões e os hematomas a surgirem no topo da lista das principais consequências, indica um estudo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa).

O trabalho, publicado na edição de Julho a Setembro do Boletim Epidemiológico Observações do Insa, agora divulgado, pretendeu apurar o número e tipo de acidentes caseiros e de lazer que decorreram em Portugal nestes cinco anos. O estudo contabiliza neste tipo de acidentes todos os casos cuja causa não seja doença, acidente de viação, acidente de trabalho ou violência. A amostra conta com dados de 1 de Janeiro de 2010 a 30 de Setembro de 2014 numa amostra de serviços de urgência do SNS considerados representativos.

As conclusões indicam que no período temporal em estudo, o número de acidentes domésticos e de lazer (ADL) registados ascendeu a 24.752. Regra geral os acidentes afetaram mais os indivíduos do sexo masculino entre os zero e os 54 anos e as mulheres com mais de 55 anos. “No total, a percentagem de ADL foi superior no sexo masculino (52,8%) em relação ao feminino (47,2%)”, lê-se no trabalho. Ainda no que diz respeito a diferenças entre sexo e grupo etário, “as crianças menores de um ano registaram valores mais elevados no sexo feminino em 2010 e 2013 e no sexo masculino nos restantes anos”.

Os autores avançam algumas explicações para as diferenças entre sexos, nomeadamente o “facto de os homens preferirem atividades com maior risco físico ou práticas desportivas mais radicais. Pelo contrário, nos grupos etários mais elevados são as mulheres que surgem com a maior proporção de ADL, o que poderá traduzir o facto de a população geral conter uma maior proporção de mulheres em idades mais avançadas”.

Na origem dos acidentes que levaram as vítimas às urgências estiveram quase sempre as chamadas “quedas ao mesmo nível”, seguidas por “quedas não especificadas”. Houve também muitos casos na sequência de objetos em movimento, cortes, incidentes com objetos parados e quedas relacionadas com escadas. Os acidentes podem dar origem a várias lesões, mas as frequentes as contusões e hematomas, que “constituíram mais de metade de todas as lesões registadas durante o período considerado, seguindo-se ferida aberta, sendo que este padrão se reflete em todos os grupos etários”.

Os autores ressalvam, contudo, que na análise das conclusões é preciso ter em consideração que a amostra dos hospitais não traduz a realidade completa do país e apela-se a alguma “cautela” já que “pois a informação é declarada pelo acidentado ou acompanhante, ou seja sem base no diagnóstico médico”.

Legislativas 2015
A coligação PSD/CDS-PP quer mais trabalhadores do Estado a usufruir da ADSE e a financiar as unidades de saúde, consoante os...

Bloco de Esquerda (BE)
- Auditorias ao funcionamento e atividade dos organismos centrais e regionais do Ministério da Saúde para conhecer a sua real situação.
- Aumentar o financiamento atribuído à despesa pública em saúde para 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) - hoje é de 5,9%.
- Eliminar as taxas moderadoras e introduzir uma taxa extraordinária de apoio à inovação cobrada anualmente sobre as vendas dos fabricantes.
- Devolver ao domínio público a gestão dos hospitais, em parceria público privadas e as unidades entregues às Misericórdias.
- Garantir vagas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) para a realização dos internados a todos os licenciados em medicina, nas faculdades portuguesas e também aos portugueses que concluem os cursos no estrangeiro.
- Rejeitar a municipalização da saúde.
- Reforço do financiamento do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD) e promover programas de redução de riscos com a instalação de salas de injeção assistido em Lisboa e Porto.
- Enquadramento legal dos clubes sociais de canábis.

Coligação Democrática Unitária (CDU)
- Combater a privatização da saúde. Gestão pública dos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), rejeitando qualquer entrega da sua gestão a entidades privadas.
- Reversão para o Estado das parcerias público-privadas no SNS (Braga, Vila Franca de Xira, Loures, Cascais e Linha Saúde 24).
- Fim do processo de transferência dos hospitais públicos para as Misericórdias e reversão dos entretanto já transferidos.
- Rejeição da municipalização da saúde.
- Integração de todos os 'hospitais empresa' do SNS no setor público administrativo.
- Revogação das taxas moderadoras.
- Garantia de médico de família para todos os utentes -- medida a concretizar num período de dois anos.

- Reforço do financiamento público na área da saúde pública com o objetivo de atingir, gradualmente, a dotação de 5% do orçamento do Ministério da Saúde em 2020.
- Dispensa gratuita de medicamentos para os doentes crónicos.
- Reativação do Instituto da Droga e da Toxicodependência.

Partido Socialista (PS)
- Criação de um programa nacional de Educação para a Saúde, Literacia e Autocuidados.
- Dar aos cidadãos, progressivamente, liberdade de escolher as unidades onde desejem ser assistidos.
- Criação de um 'simplex' da saúde, que simplifique os procedimentos relativos ao acesso e utilização do SNS
- Até final da legislatura, criar 100 novas unidades de saúde familiar, assegurando médico de família a mais de 500 mil habitantes.
- Criar um sistema integrado de gestão de acesso que facilite o acesso e a liberdade de escolha dos utentes do SNS, nomeadamente no que respeita a áreas onde a espera ainda é significativa.
- Mutualização progressiva da ADSE, abrindo a sua gestão a representantes legitimamente designados pelos seus beneficiários, pensionistas e familiares.

Coligação Portugal à Frente
- Reconfigurar o modelo de governação da ADSE (proteção social aos funcionários e agentes da Administração Pública), atribuindo-lhe crescente autonomia, alargando o seu âmbito a outros trabalhadores, designadamente aos que se encontram em regime de contrato individual de trabalho na Administração Pública, com regras que preservem a sua sustentabilidade.
- Criar um sistema de incentivos, direcionado a premiar os melhores desempenhos.
- Aprovar medidas de regulação sobre os menus escolares e sobre a disponibilização de alimentos e bebidas nos estabelecimentos da administração pública em geral.
- Garantir que cada português tenha um médico de família até final de 2017.
- Atingir uma quota de genéricos de três quartos, em volume do mercado, de grupos homogéneos, até ao final da legislatura.
- Avançar para a construção do Hospital Lisboa Oriental, incorporando as unidades hospitalares e valências que lhe dão origem.

Investigadores de Coimbra dizem
Departamento de Ciências da Vida da universidade revela que tratamentos convencionais podem tornar tumores mais letais e aponta...

A quimioterapia e a radioterapia são as formas mais eficazes (na impossibilidade de uma remoção cirúrgica logo à partida) de combater os diferentes tipos de cancro, no entanto, estes tratamentos convencionais poderão também potenciar ainda mais a malignidade de um tumor. Esta é a conclusão de um estudo realizado por uma equipa de investigadores do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, cujo trabalho contribuiu para mais um pequeno mas absolutamente importante passo para compreender o cancro, ao comprovar que a origem das células estaminais cancerígenas é multifacetada e que algumas podem mesmo tornar-se mais letais por ação dos tratamentos de quimioterapia.

Através de um estudo financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, a equipa de quatro investigadores coordenada pela professora Maria Carmen Alpoim concluiu, através da análise da origem das células estaminais tumorais, que dentro de cada tumor existe um vasto conjunto de subpopulações celulares, correspondentes a vários tipos de células estaminais cancerígenas que mediante alguns estímulos podem tornar-se mais letais. O que equivale a dizer que os próprios tratamentos de químio e radioterapia poderão aumentar o potencial maligno de sobrevivência e metastização de um tumor, conforme explicou em declarações ao Diário de Notícias a coordenadora da investigação.

Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal
Mais de dois mil alunos foram sensibilizados para a diabetes. Este ano ação é dirige-se a quem sofre da doença.

Findo o ano letivo, é tempo de balanços. Fazem-se as contas às notas, ao desempenho escolar e planeiam-se os tempos que por aí vêm. Para a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), é tempo de avaliar o projeto que levou às escolas nacionais e que ‘tocou’ cerca de dois mil alunos entre os seis e os 18 anos. E de, claro, preparar o próximo ano letivo, que conta com novidades.

“Este ano o projeto abrangeu um total de 2.794 pessoas, das quais fazem parte alunos, pais e encarregados de educação, profissionais de saúde e profissionais escolares, em escolas de Silves, Porto, Évora e em diferentes cidades da Grande Lisboa, incluindo Amadora, Alcochete, Seixal, entre outras”, conta ao Destak Alexandra Costa, coordenadora do Programa para a Inclusão e Vida Saudável da APDP.

Com uma a três turmas por cada sessão de 45 a 90 minutos, realizaram-se “atividades interativas e jogos educacionais adaptados às idades dos alunos envolvidos” nestas sessões de esclarecimento e sensibilização, que tinham um propósito: “promoção de estilos de vida saudável junto da comunidade escolar com vista a fomentar hábitos de nutrição equilibrada e a importância da saúde e do bem-estar desde a idade escolar”, refere Alexandra Costa. Isto porque, acrescenta, por cá, em 2013, “a prevalência da diabetes era de 13%. Se não informarmos e consciencializarmos os nossos jovens, os números têm tendência a aumentar exponencialmente”.

Foi assim no ano letivo que passou e vai continuar a ser, ainda que em moldes um pouco diferentes, no ano que já se anuncia. “Para o próximo ano letivo há um projeto que conta com o apoio da Direção-Geral de Saúde e é direcionado a escolas com crianças e jovens com diabetes tipo 1.”

É que, explica, “a diabetes tipo 1 manifesta-se maioritariamente em crianças e jovens em idade escolar, surgindo mais de 300 novos casos por ano, dos 0 aos 19 anos”. Aqui, o que se pretende é “dar formação à comunidade escolar, que tem como principal objetivo melhorar a integração social e a rede de suporte das crianças e jovens” com esta doença.

Até 14 de setembro
Prémio distingue melhor trabalho realizado por farmacêuticos no domínio da Saúde Pública.

Encontram-se abertas, até ao dia 14 de setembro, as candidaturas ao Prémio de Investigação Científica Professora Doutora Maria Odette Santos-Ferreira, instituído pela Direção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos em 2010, com o objetivo de homenagear a ilustre farmacêutica e professora universitária, dando a todos a distintíssima referência da sua vida e da sua obra, e, ao mesmo tempo, visando promover a investigação científica no domínio da Saúde Pública realizada por farmacêuticos.

Com um valor pecuniário de 10 mil euros, o Prémio de Investigação Científica Professora Odette Santos-Ferreira distingue o melhor projeto científico, cujo contributo destaque o papel do farmacêutico na sociedade e a sua valorização na área da saúde pública.

O Prémio de Investigação Científica Professora Doutora Maria Odette Santos-Ferreira tem o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e o trabalho a distinguir será seleccionado por um júri presidido pelo Prof. Doutor Francisco Carvalho Guerra e composto pelo Prof. Doutor José Pereira Miguel, Prof. Doutor Henrique de Barros, Profª Doutora Margarida Caramona, Profª Doutora Ana Paula Martins e a Profª Doutora Patrícia Cavaco Silva.

As candidaturas devem ser enviadas até 14 de setembro para o endereço de e-mail [email protected]. Para mais informações, consulte o regulamento aqui ou o Portal da Ordem dos Farmacêuticos, em www.ordemfarmaceuticos.pt.

Não é apenas um problema feminino
Divulgação de infografia sobre a Infertilidade em Portugal, elaborada em conjunto pela Sociedade Portuguesa de Fertilidade,...

Infertilidade é uma condição do sistema reprodutor. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a infertilidade como a incapacidade de engravidar ou de levar uma gravidez até ao fim num período de 12 meses consecutivos em que o casal mantenha relações sexuais regulares e desprotegidas.

Nas mulheres com mais de 35 anos, o casal deve consultar um médico se a mulher não engravidar num período de 6 meses consecutivos em que se mantenham relações sexuais regulares e desprotegidas.

Programa de saúde nas praias
A obesidade reduz 9 anos na esperança média de vida das mulheres e 12 anos no caso dos homens.

O programa Peso da Saúde arrancou a 13 de julho, na praia da Torre, em Oeiras com a participação da Subdiretora-Geral da Saúde, Drª. Graça Freitas e do Dr. Pedro Graça da Direção Geral da Saúde, e visa contribuir para a melhoria da saúde através da consciencialização da gravidade da doença obesidade e sensibilização para a prevenção e tratamento.

O programa itinerante estará presente em mais de duas dezenas de praias do país e é dinamizado a partir de diversos espaços interativos, organizados dentro de uma tenda. As pessoas interessadas podem participar gratuitamente percorrendo 3 etapas de atividades.

Na primeira etapa é avaliada a composição corporal através da medição de 7 parâmetros e explicada a importância do índice de massa corporal para caracterizar o peso – normal, excesso e obesidade de diferentes graus.

Na segunda etapa, com base no índice de massa corporal, é analisado o aumento do risco de outras doenças decorrentes da obesidade, como por exemplo a diabetes ou a hipertensão arterial. É entregue a cada participante o seu relatório de risco com o objetivo de lhe facultar informação clara e útil.

Na terceira etapa, apenas destinada a pessoas com excesso de peso e “porque somos mais sensíveis à experimentação e à vivência sensorial, o cenário de simulação permite aos participantes vivenciar 2 situações – como é viver com mais 10kg ou como é ter uma paralisia e défice visual resultante de um AVC, uma doença muito incapacitante, com grande prevalência em Portugal e elevada mortalidade” explica a Professora Ana Macedo, médica responsável da Keypoint, que desenvolveu o programa Peso da Saúde.

Todo o percurso do programa é acompanhado e orientado por 3 técnicos da área da investigação em saúde e inclui um questionário confidencial sobre a perceção e o “peso do peso” nas várias vertentes do dia-a-dia. O programa Peso da Saúde é uma ação de educação para a saúde que visa ajudar a compreender a obesidade como uma doença em si mesmo, que não sendo tratada pode desencadear várias outras doenças graves, que aumenta o risco de vida e reduz drasticamente a qualidade de vida. No início de Setembro é apresentado em Lisboa o relatório resultante dos dados obtidos ao longo dos dois meses do programa Peso da Saúde.

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