Procedimento estético

Já ouviu falar em Lipoescultura Superficial?

Atualizado: 
20/02/2020 - 12:27
Muitas vezes confundida com a Lipoaspiração, a verdade é que a Lipoescultura Superficial apresenta características muito próprias. Tratando-se de uma versão melhorada da técnica de lipoaspiração tradicional, ela apresenta resultados bastante eficazes no tratamento das camadas de gordura mais superficiais, evitando cicatrizes.

De acordo com o cirurgião plástico, Luiz Toledo, a Lipoescultura Superficial permite, para além da aspiração de gordura localizada, a injeção “dessa gordura noutras partes do corpo ou da face”.  Esta técnica, que na realidade é uma versão melhorada da tão procurada Lipoaspiração, ao utilizar cânulas mais finas para a aspiração permite retirar o excesso de gordura que se encontra mais à superfície, junto à pele. Além disso, e uma vez que ao tratar estas camadas mais superficiais permite uma melhor retração da pele, esta técnica reduz a possibilidade de deixar cicatrizes visíveis.
No entanto, apesar de poder ser indicada “a todas as pessoas de todas as idades”, ela só pode ser usada em determinadas áreas do corpo, como os braços, parte interna das coxas, pescoço ou a parte inferior do abdómen. Ou seja, são as áreas de pele mais fina que beneficiam da Lipoescultura. As marcas são mínimas: “mais ou menos 5 milímetros”, o que as torna quase imperceptíveis.

Antes de realizar este procedimento, os cuidados são os mesmo que para a lipoescultura. “São necessários exames de sangue, como para qualquer cirurgia, eletrocardiograma para pacientes acima dos 40 anos, tirar fotografias do antes e medir as áreas a serem operadas”, explica o especialista.

Quanto ao método anestésico utilizado, Luiz Toledo revela que este depende “da área a ser operada e da quantidade de gordura a ser aspirada”. “Para pequenos procedimentos, onde ser vai aspirado menos de um litro de gordura, a cirurgia pode ser feita sob sedação e anestesia local”, revela. Caso se tratem de áreas maiores, é utilizada anestesia local em conjunto com a anestesia geral.

O tempo de recuperação também é variável e pode ir de uma a duas semanas, dependendo da quantidade de gordura aspirada. “Pode haver inchaço e manchas roxas na pele, no entanto, estas desaparecem ao fim de três semanas”, adianta o cirurgião. Quanto ao inchaço, segundo o especialista, este diminui cerca de 80% no primeiro mês, “90% no segundo, mas os 10% finais podem levar até seis meses a desaparecer”.

Entre as principais recomendações durante o período pós-operatório, Luiz Toledo aconselha a “repouso relativo” durante a primeira semana, caminhando no máximo dois quilómetros por dia. Não deve conduzir nos primeiros sete dias e deve usar uma cinta elástica no local operado “por pelo menos três semanas”. O exercício físico está desaconselhado durante as quatro semanas imediatamente a seguir.

“A técnica de drenagem linfática manual pode ser usada a partir do segundo dia do pós-operatório para melhorar o conforto e ajudar a desinchar”, acrescenta ainda.

No entanto, apesar de esta ser uma técnica relativamente segura e eficaz – “o principal risco é a criação de irregularidades no local aspirado” – Luiz Toledo apela a que se procurem profissionais credenciados, membros da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética (SPCPRE) ou da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Estes “são cirurgiões treinados e a possibilidade de vir a ter complicações é muito menor. Não acredite em anúncios milagrosos. Procure alguém que já foi operado pelo médico e peça referências”, aconselha.

Por último, convença-se de que nenhum procedimento estético trata a obesidade ou o faz livrar-se da celulite. “Lipoaspiração, qualquer que seja, não é tratamento para a obesidade”, apenas serve para tratar gordura localizada.

Quanto às irregularidades da celulite, estas podem diminuir com o tratamento adequado, “usando-se cânulas que tratam as aderências fibrosas”, no entanto, tal como explica o cirurgião plástico, uma vez que a causa da celulite não está a ser trata, “com o tempo o problema volta a surgir”.

Autor: 
Sofia Esteves dos Santos
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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