Situação Epidemiológica
Nas últimas 24 horas, foram registadas mais três mortes associadas à Covid-19 e identificados mais 375 novos casos de infeção....

Segundo o boletim divulgado, registaram-se três mortes associada à Covid-19, desde o último balanço: uma na região Centro, uma no Norte e uma na região Autónoma da Madeira.  

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 375 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 175 novos casos e a região norte 103. Desde ontem foram diagnosticados mais 19 na região Centro, 20 no Alentejo e 11 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 21 infeções e 26 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 237 doentes internados, menos dois que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos contam agora com menos cinco doentes. Estão, atualmente, nas UCI 52 doentes internados.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 669 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 806.648 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.171 casos, menos 297 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 263 contactos, estando agora 19.851 pessoas em vigilância.

Confusão com os sintomas impede deteção atempada
Fadiga, sonolência, sensibilidade ao frio, ganho de peso, depressão.

Estima-se que 350 milhões de pessoas em todo o mundo sejam afetadas por disfunções da tiroide, que ocorrem quando a glândula da tiroide não funciona adequadamente 1,2. E as estimativas apontam também para a existência de até 50% das pessoas com estas disfunções sem diagnóstico pelo facto de os sintomas serem comumente confundidos com os de outras doenças3, o que impede as pessoas de viverem as suas vidas ao máximo, inclusive em marcos importantes, como constituir família.

As boas notícias, segundo João Jácome de Castro, Presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM) são: “apesar de estimarmos que, na Europa, cerca de 3% dos adultos sofram com hipotiroidismo, a mais comum das disfunções da tiroide, se estes doentes forem diagnosticados e tratados corretamente poderão ter uma vida completamente normal.”

É, por isso, importante, por um lado, fazer um diagnóstico na presença de sintomas e, por outro, perceber junto de quem tem o diagnóstico, como decorreu todo o processo, como tem sido viver com os sintomas, de que forma é a adesão aos tratamentos, traçando o cenário do que é o hipotiroidismo em Portugal, que é, aliás um dos grandes objetivos do inquérito anónimo, agora lançado pela Associação das Doenças da Tiroide (ADTI), e que se encontra disponível aqui.

Este ano, a Semana Internacional da Tiroide reforça a importância da atenção que deve ser dada aos níveis de iodo da população, essenciais que são para a produção de hormonas da tiroide, em especial antes, durante e depois da gravidez.

João Jácome de Castro explica que, “uma vez que o iodo é o principal combustível para a produção de hormonas tiroideias, o seu défice pode acarretar alterações funcionais de diferentes graus de gravidade, podendo inclusivamente comprometer a produção de hormonas tiroideias e levar a disfunções graves.”

A tiroide concentra 99% do iodo disponível no organismo, pelo que a depleção de iodo é a causa maior de patologia tiroideia. “Em Portugal, a Direção-Geral de Saúde já emitiu, inclusive, uma norma de orientação clínica acerca da suplementação de iodo em grávidas, na qual recomenda a ingestão de iodo, sob a forma de iodeto de potássio, a todas as mulheres em preconceção, grávidas ou em amamentação, exatamente para combater esta falha e evitar problemas maiores,” sublinha o Presidente da SPEDM. 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
A convite da Associação de Atletismo de Lisboa
Nos dias 26 e 27 de maio, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) associa-se às comemorações do centenário da...

O evento, que assinala o centenário da FPA com 100 horas de competição, realiza-se entre os dias 26 e 30 de maio, tendo início com a cerimónia de abertura às 16h00 no dia do arranque. A iniciativa termina com a cerimónia de encerramento às 20h00 do dia 30 de maio.

A convite da Associação de Atletismo de Lisboa, a APDP e a Diabetes Team Portugal marcarão presença no evento, através da participação do atleta Fernando Santos (atleta com diabetes tipo 1) e todos aqueles que pretenderem juntar-se a esta causa. O desafio consiste em garantir a presença da equipa de pessoas com diabetes na competição durante 24 horas, desde as 16h de dia 26 até às 16h de dia 27, seja a correr ou a caminhar, sejam 10 minutos ou 2 horas. A equipa inclui cuidadores e profissionais de saúde.

“É com entusiasmo que integramos o evento que assinala o centenário de uma instituição como a Associação de Atletismo de Lisboa. Estamos presentes nesta competição simbolicamente, como forma de chamar a atenção para a importância da atividade física, fundamental para a melhoraria da qualidade de vida das pessoas com diabetes.”, refere José Manuel Boavida, presidente da direção da APDP.

Como salienta João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP, “Cerca de 90% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser atribuídos a uma combinação de sedentarismo, excesso de peso e alimentação inadequada. A prática de exercício físico, desde que adequada e regular, tem um papel reconhecido na prevenção e, simultaneamente, no controlo da diabetes.”

A associação pede a quem se quiser juntar que vista uma camisola azul, uma camisola branca com círculo azul ou, caso tenha, uma camisola com o logotipo da APDP ou da Diabetes Team Portugal.

As inscrições podem ser efetuadas aqui: https://forms.gle/zke9jRn98dKU7iLS7

 

Com certificação europeia
Chegou a Portugal a primeira máscara social transparente, criada em plena pandemia. É uma máscara higiénica reutilizável de...

A máscara social é transparente, leve e inclusiva, mostra os sorrisos, pesa poucas gramas e permite ler os lábios, característica fundamental na comunicação. É inclusiva, pois foi concebida para pessoas surdas que precisam de ler os lábios. É ainda essencial para pessoas autistas, com demência senil ou doença de Alzheimer que ficam facilmente desorientadas quando não podem ver o cuidador.

Esta máscara garante proteção de nível 2, pois cumpre a nova normativa europeia CWA 17553 e a especificação UNE 0065/2020, com eficácia de filtro de aerossóis superior a 96% e eficácia de filtro de partículas superior a 95%. 

Tem, ainda, um novo tratamento repelente de água de alta tecnologia adicionado, o que permitiu melhorar as taxas de impermeabilidade e, portanto, a segurança do utilizador contra gotas externas potencialmente contaminantes.

Feita de um têxtil reutilizável, resiste até 40 lavagens a 60ºC, deve ser lavada à mão ou no programa de sedas e seca com um secador a quente para reativar o revestimento protetor. Por ser um têxtil altamente respirável, evita a condensação e embaciamento dos óculos.

Em colaboração com a empresa suíça HEIQ, a máscara dispõe da tecnologia antiviral VIROBLOCK como revestimento final. Esta inovação testada em laboratórios europeus, neutraliza a ação de germes, vírus e bactérias em 99,9% num período máximo de 10 minutos.

Para Ricardo Correia, representante e distribuidor da Xula Mask em Portugal, “a transparência numa máscara social facilita a atividade empresarial, pois permite a comunicação, a empatia e a sociabilidade. Para além disso, melhora a autoestima de todos, pois permite ver o rosto e sorrisos das pessoas, bem como a maquilhagem ou batom”, salienta. 

A Xula Mask em Portugal quer ser a primeira opção em certas profissões, como terapeutas ou professores, que precisam de comunicar com clareza, útil nas faixas etárias mais jovens, como crianças e adolescentes, para quem a expressão das emoções e sentimentos está em fase de desenvolvimento e aprendizagem.

A máscara assume facilitar os relacionamentos, reduzir a desconfiança e aumentar a abertura ao próximo, combatendo os efeitos nefastos apontados por estudos científicos publicados na revista Nature (em notas ao editor), estudo científico realizado por investigadores da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, e da Universidade York, no Canadá, sobre como o uso de máscara impacta na identificação das pessoas.
 

Prémio de inovação apoia a retoma dos cuidados de saúde
É já no próximo dia 28 de maio, sexta-feira, das 17h30 às 19:00h, no Salão da Ordem dos Médicos (Lisboa) e via streamming, que...

Foram mais de 100 projetos que se candidataram ao BI AWARD for Innovation in Healthcare, dos quais 12 foram selecionados para a fase seguinte - o hackathon - onde as equipas foram apoiadas por um grupo de mentores de excelência alinhados com os temas estratégicos do prémio e que ajudaram na orientação e validação dos conceitos e ideias em competição.

No último domingo (23 de maio), as equipas apresentaram os seus projetos aos membros do júri, que irão agora decidir quais as três equipas vencedoras, sendo os resultados apresentados no dia 28 pelas 17h30.

O BI AWARD, para além de um prémio em valor monetário, pretende integrar os projetos finalistas num ecossistema adequado à sua aplicação, que permitirá uma contribuição direta para a sociedade e a saúde dos portugueses.

Os projetos escolhidos incluem-se em áreas estruturantes para os cuidados de saúde, como a medicina personalizada, telemedicina, triagem, referenciação de doentes e sistemas de informação. Poderão ser implementados de forma transversal, em diferentes contextos dos serviços de saúde, como é o caso dos Cuidados de Saúde Primários, Cuidados Domiciliários, Hospitais e Medicina do Trabalho.

Este projeto é uma iniciativa da Boehringer Ingelheim, com o apoio institucional da Ordem dos Médicos, que nasceu com o objetivo de encontrar projetos inovadores para melhorar os cuidados de saúde.

Para assistir, presencialmente ou via streaming, é necessário confirmar. Para tal deverão utilizar o e-mail [email protected].

 

15 mil euros
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH), com o apoio da Amgen...

A bolsa de investigação, no valor de 15 mil euros, é direcionada a investigadores nacionais ou estrangeiros de instituições portuguesas, que desenvolvam projetos de investigação na área da Leucemia Linfocítica Aguda, e pretendam obter financiamento para explorar novas questões, com o objetivo de avançar o conhecimento científico numa doença ultra-rara.

Manuel Abecasis, Presidente da APCL, menciona que “a LLA é um tipo de cancro que não escolhe idades. É mais frequente nas crianças, sendo que aproximadamente 25% dos diagnósticos são em crianças com menos de 15 anos. Nas crianças a probabilidade de remissão, na apresentação da doença, ronda os 90%. Já nos adultos, ou nas crianças com recaída da doença, o cenário é completamente diferente, pois a probabilidade de remissão é muito menor. Neste sentido, estamos perante uma excelente oportunidade para fomentar a descoberta e investigação na LLA para encontrar respostas que atendam às necessidades destes doentes.”

Para João Raposo, Presidente da SPH, “a bolsa de investigação é mais um passo para a saúde publica e para todos os profissionais que se interessam por esta patologia. Estamos ansiosos para avaliar as candidaturas e perceber, de forma mais aprofundada, como é que podemos contribuir para melhorar os resultados em saúde do doente, seja a nível do tratamento ou da qualidade de vida, na busca de respostas científicas para uma doença hemato-oncológica onde permanece uma evidente necessidade médica não satisfeita”.

Tiago Amieiro, Diretor-geral da Amgen, frisa ainda que “estamos em contagem decrescente para uma iniciativa que reforça mais uma vez, no período em que vivemos, que nenhum doente pode ficar para trás. A Amgen está empenhada em dar respostas a todos os doentes e concretizar a missão de melhorar a sua qualidade de vida, com novos tratamentos, diagnósticos mais rápidos e melhoria da prática clínica. Uma iniciativa coletiva a pensar no bem-estar individual de cada doente”.

Os projetos que deverão ser submetidos para o e-mail para [email protected], serão avaliados por um júri idóneo, composto por peritos de reconhecido mérito em investigação científica e experiência profissional e/ou académica em hemato-oncologia em Portugal e/ou internacional, nomeado pela APCL e SPH. O regulamento da bolsa pode ser consultado nos sítios dos parceiros.

Para que nenhum doente raro fique sem voz ou representação
Será criada a 29 de maio a RD-Portugal, a União de Associações de Doenças Raras, que nasce da necessidade de existir uma única...

Após três anos de desenvolvimento, será formalizada a criação da União, que pretende trazer esperança aos doentes raros. A Missão da RD-Portugal passa por trazer as doenças raras para a ordem do dia todos os dias do ano e não apenas no Dia Mundial das Doenças Raras. Desta forma, a RD-Portugal vai participar ativamente em ações diretamente ligadas a políticas de saúde ou outras iniciativas que visem uma melhoria das condições de vida de todos os que convivem com uma doença rara.

A presença ativa na implementação de Centros de Referência, iniciativas que promovam a criação do registo de dados e a luta pela universalidade e equidade no acesso aos medicamentos órfãos são exemplos de áreas onde a União de Associações pretende intervir. A RD-Portugal irá ainda representar as Associações que a constituem junto de entidades públicas ou privadas em território nacional e internacional, nomeadamente a nível europeu.

“A formação da RD-Portugal é o começo de uma nova era na centralização da atenção na pessoa com doença rara, nos seus cuidadores e familiares”, afirma Paulo Gonçalves, futuro presidente da RD-Portugal. “Esperamos que seja o início de uma nova era na advocacia de centrar a atenção na pessoa com doença rara, nos seus cuidadores e familiares com vista à sua qualidade de vida, e na perseguição de cura”.

 

Investigação em Ciência da Saúde
Estão abertas as candidaturas para os Prémios Pfizer, a mais antiga distinção na investigação Biomédica em Portugal, que este...

A Pfizer e a SCML procuram, desta forma, reconhecer todos os cientistas que, pelo seu esforço, incessante curiosidade e entrega ao desenvolvimento da Ciência, contribuem no seu dia-a-dia para gerar novo conhecimento e novas descobertas médicas em prol dos doentes e da sociedade.

Os trabalhos podem ser submetidos até ao dia 9 de julho 2021, através do email da SCML (consultar regulamento em https://www.pfizer.pt/ ou http://www.scmed.pt/). Na atribuição dos prémios, o júri apreciará o mérito dos trabalhos e projectos apresentados, e a sua decisão será conhecida durante a sessão solene a realizar-se no próximo mês de novembro.

Os Prémios Pfizer têm marcado a investigação que se faz em Portugal, distinguindo os melhores trabalhos de investigação básica e clínica, elaborados total ou parcialmente em instituições portuguesas por investigadores portugueses ou estrangeiros. Este ano, o valor total atribuído para os Prémios Pfizer 2021 terá um valor de 60.000 euros.

Criados em 1956, os Prémios Pfizer já premiaram mais de 700 investigadores em Portugal, em diferentes fases da sua carreira. É difícil pensar num grande nome da Ciência em Portugal que não tenha sido distinguido com um Prémio Pfizer.

 

Sociedade Portuguesa de Oftalmologia alerta
A orbitopatia tiroideia é uma doença autoimune, ou seja, uma doença em que o organismo, por engano,

Ana Magriço, da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, explica: “neste caso, são as armas produzidas contra a tiroide que, além de provocarem uma alteração no seu funcionamento - o que resulta em alterações na produção das hormonas tiroideias (nomeadamente hipo ou hipertiroidismo) - atacam também a órbita, já que, a nível molecular, tem estruturas parecidas”.

Assim, a órbita - que é a cavidade óssea onde está alojado o olho rodeado de gordura, músculos, vasos e nervos - sendo alvo deste autoataque, fica inflamada. Esta reação inflamatória, acompanhada por inchaço num espaço ósseo que não distende, pode ter consequências graves para a função visual, culminando numa perda de visão com atrofia ótica. 

A médica oftalmologista sublinha : “O doente, além dos sintomas provocados pelas alterações das hormonas tiroideias, que podem passar por suores, aumento da frequência cardíaca, perda de peso, insónia... pode apresentar sinais de envolvimento orbitário, nomeadamente: olhos vermelhos, esbugalhados, ver duas imagens ou ter a sensação de areia intraocular; são sinais que não devem ser subvalorizados e que podem ser o primeiro alerta de uma doença da tiroide e ocular que carece de avaliação urgente.” 

A orbitopatia tiroideia é a causa mais comum de doença orbitária na população adulta; a grande maioria dos casos evolui de forma leve, caracterizada por períodos de maior ou menor inflamação, evoluindo para uma fase cicatricial.

No entanto, pode evoluir para diplopia (dupla visão), glaucoma e perda de visão, sendo fundamental a avaliação em equipa multidisciplinar, nomeadamente por um oftalmologista e endocrinologista, para controlo das alterações hormonais, dos fatores de risco (fundamental a cessação tabágica) e do atingimento ocular para minimizar as sequelas a longo prazo.

 

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Estudo
De acordo com um novo estudo, os doentes com COVID-19 diagnosticados com sintomas neurológicos durante o internamento...

No entanto, uma equipa de investigação da NyU Grossman School of Medicine também descobriu que 91% dos pacientes, tendo ou não um diagnóstico neurológico quando foram internados pela primeira vez, tiveram tais problemas seis meses depois de irem para casa.

Publicado online no Journal of the Neurological Sciences, o estudo descobriu, como esperado pelos autores, que o grupo de sintomas neurológicos teve um aumento duplo nas suas hipóteses - versus o grupo não-sintoma - de diminuição da capacidade de se envolverem nas suas atividades normais, caminharem ou cuidarem de si mesmos seis meses após a alta hospitalar. Estes "resultados funcionais" foram medidos utilizando ferramentas estabelecidas no campo, incluindo a Pontuação de Rankin Modificada e o Índice de Atividades de Barthel do Daily Living.

Entre os primeiros estudos prospetivos sobre a neurologia COVID-19, o estudo também descobriu que os pacientes do grupo de sintomas neurológicos experimentaram ao longo do tempo significativamente mais ansiedade, depressão, fadiga e problemas de sono medidos por questionários telefónicos padrão (inquéritos NIH PROMIS/NeuroQoL).

Especificamente, 94 % dos pacientes com sintomas iniciais tiveram testes anormais ao fim de seis meses, em comparação com 88 % dos pacientes sem sintomas neurológicos originais, para uma média de 91 % tendo tais sintomas em ambos os grupos. Também em ambos os grupos (382 doentes no total), 50 % obteve uma cognição deficiente, 47% não conseguiu voltar ao trabalho, e muitos apresentavam níveis de ansiedade acima do normal, problemas de sono, fadiga e depressão ao fim de seis meses. A mortalidade foi aproximadamente a mesma, em cerca de 20%, para ambos os grupos de doentes, cuja idade média era de 68 anos.

"Embora pensássemos que os doentes com complicações neurológicas teriam resultados piores a longo prazo, o que acabou por ser o caso, também descobrimos que ambos os grupos tinham taxas muito elevadas de deficiência cognitiva aos seis meses", diz a autora principal Jennifer Frontera, professora do Departamento de Neurologia da NyU Grossman School of Medicine. 

Estudos anteriores tinham relatado distúrbios prolongados da memória, fadiga e sintomas respiratórios persistentes sob o título "Síndrome pós-COVID", no entanto pouco se sabia antes deste estudo sobre os mecanismos de prevalência da doença a longo prazo para além dos sintomas.

"Este é o primeiro estudo, pelo que sabemos, para avaliar a função neurológica de longo prazo entre aqueles que estiverem internado com a Covid-19 de forma padronizada usando uma variedade de medidas de resultados", diz Steven Galetta, presidente do Departamento de Neurologia da NYU Langone Health. "A frequência e gravidade das anomalias funcionais, cognitivas e de humor entre os sobreviventes  - com ou sem complicações neurológicas originais - devem moldar os esforços educativos e preventivos que avançam."

 

A 20vPnC está em desenvolvimento para prevenção de doenças invasivas e pneumonia
A Pfizer anunciou esta segunda-feira que deu início a um estudo para investigar a coadministração da sua vacina conjugada...

De acordo com a Pfizer, o estudo incluirá 600 adultos com idade igual ou superior a 65 anos que serão recrutados a partir do ensaio de fase III da BNT162b2 e que terão recebido a segunda dose da vacina pelo menos seis meses antes. Os sujeitos serão aleatoriamente selecionados para receber a vacina conjugada pneumocócica e uma terceira dose de vacina contra a Covid-19, ou cada uma destas com placebo.

O principal objetivo do estudo é a segurança de ambas as vacinas administradas em conjunto, com seguimento seis meses após a imunização, enquanto os objetivos secundários incluem respostas imunes produzidas por cada uma das vacinas.

A vacina candidata a 20vPnC da Pfizer baseia-se no seu produto atualmente comercializado Prevnar 13, que fornece proteção contra doenças invasoras causadas por serótipos de streptococcus pneumoniae 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F. Além destes serótipos, 20vPnC também contém conjugados capsulares de polissacarídeo para sete serótipos adicionais que causam a doença pneumocócica.

A potencial vacina conjugada pneumocócica da Pfizer está atualmente em desenvolvimento para a prevenção de doenças invasivas e pneumonia causada por 20 serótipos de S. pneumoniae em adultos com idade igual ou superior a 18 anos. Em dezembro do ano passado, a FDA aceitou a revisão prioritária de um pedido que pedia a aprovação da vacina, com data de revisão-alvo em junho. Entretanto, a Agência Europeia de Medicamentos aceitou recentemente rever um pedido de comercialização para a 20vPnC.

 

 

Gripe aviária
Dois cientistas chineses, George Fu Gao e Weifeng Shi, alertaram na revista Science que depois da Covid-19 pode chegar outra...

Segundo o jornal El País, que divulgou o alerta, este agente patogénico tem circulado na Europa desde 2014, causando surtos que afetaram milhões de aves selvagens e aves. A 20 de fevereiro de 2021, a Rússia alertou que o vírus tinha dado o primeiro salto para os humanos. Sete trabalhadores ficaram infetados numa gigantesca quinta, na região de Astrakhan, com 900 mil galinhas. Nenhum dos infetados apresentou sintomas.

Segundo os dois especialistas chineses, "a propagação global dos vírus da gripe aviária H5N8 é um problema de saúde pública". George Fu Gao é o diretor geral do Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças e Weifeng Shi é o diretor do Laboratório de Referência de Doenças Emergentes Infeciosas nas Universidades de Shandong. Ambos participaram na identificação do novo coronavírus em dezembro de 2019. Na sua opinião, os vírus da gripe aviária podem causar "pandemias desastrosas" em humanos.

Pelo menos 46 países da Europa, Ásia e África declararam surtos mortais de H5N8 em aves. Os investigadores chineses sublinham que o vírus dos sete trabalhadores russos pertencia ao subgrupo 2.3.4.4b, com mutações "preocupantes" que parecem aumentar a sua afinidade com as células humanas. Esta mesma variante do vírus levou ao abate de mais de 20 milhões de aves de capoeira na Coreia do Sul e no Japão, adverte Fu Gao e Shi. "É imperativo que a propagação global e o risco potencial de vírus da gripe aviária H5N8 para aves de capoeira, aves selvagens e saúde pública global não sejam ignorados", alertam.

No entanto, os dois especialistas chineses acreditam que a substituição de pequenas explorações familiares por grandes explorações industriais, teoricamente com medidas rigorosas de biossegurança, ajudará a reduzir o risco de o vírus das aves saltar para os seres humanos.

OMS
Dados da Organização Mundial da Saúde, mostram que o número de mortes provocadas pela Covid-19 é entre duas a três vezes maior...

Por ocasião da publicação do seu relatório anual sobre estatísticas globais da saúde, a OMS indicou que a Covid-19 causou pelo menos três milhões de mortes diretas e indiretas no ano passado, enquanto o número de mortes atribuídas ao vírus ascendeu a cerca de 1,8 milhões.

"Isto corresponde a um número total de mortos pelo menos 2 a 3 vezes maior" do que os números oficialmente apresentados, disse Samira Asma, diretora-geral adjunta responsável pelos dados da OMS, em conferência de imprensa.

A OMS não foi a primeira agência a salientar que o número de mortes por coronavírus é muito maior do que os registados. O Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, liderada por Christopher Murray, apresentou uma análise global que duplica o número de mortes: as 3.209.109 mortes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, seriam de aproximadamente 6,9 milhões.

Os números fornecidos pelo IHME incluem apenas as mortes diretamente causadas pelo vírus SARS-CoV-2, e não as mortes causadas por perturbações pandémicas nos sistemas de saúde. Deste modo, com base nestas estimativas o número de mortos na Índia e no México triplicaria, enquanto no Japão, estas subiriam das 10.000 mortes "oficiais" para 100.000, por exemplo.

De acordo com estimativas da OMS, o especialista estima que a pandemia tenha causado até agora "cerca de 6 a 8 milhões" de mortes diretas e indiretas. "A pandemia covid representa uma grande ameaça para a saúde e bem-estar das populações em todo o mundo", sublinhou, salientando que a OMS está a trabalhar com diferentes países para aprender sobre o "verdadeiro equilíbrio humano da pandemia para que possam estar mais bem preparados para a próxima urgência".

 

Vacinação
O ministro da Saúde, Matt Hancock, anunciou esta manhã que cerca de 3.000 voluntários vão participar de um estudo pioneiro com...

Para realizar o estudo, que será liderado pela Fundação Hospitalar Universitária da Universidade de Southampton, pertencente ao Sistema Nacional de Saúde Pública, o Governo britânico concedeu uma subvenção de cerca de 23 milhões de euros. No total, 2.886 pessoas vão receber esta terceira dose no o início de junho, altura em que a campanha de vacinação a nível nacional vai vacinar o grupo etário entre os 34 e os 30 anos com a primeira dose.

Os voluntários para o estudo fazem parte das faixas etárias mais altas, já que os mais novos ainda não terminaram ou ainda nem iniciaram o seu ciclo de vacinação. Uma vez vacinados com essa terceira dose, considerada como um 'potenciador' dos benefícios, serão monitorizados através de estudos sanguíneos nos dias 28, 84, 308 e 365 para comparar a quantidade de anticorpos disponíveis em comparação com aqueles que receberam apenas duas injeções.

"Alguns grupos etários podem não precisar de um aumento da vacina enquanto outros vão precisar. O que estamos a tentar fazer não é ditar se uma vacina é melhor do que outra, mas se vale a pena colocar uma terceira dose e, nesse caso, qual a mais adequada", explica o professor Saul Faust, investigador principal do estudo na Universidade de Southampton.

Os efeitos colaterais destas terceiras doses, segundo Fausto, não põem em perigo a vida de voluntários, mas, no pior dos casos, podem causar febres altas ou dores nas articulações, por exemplo. "Peço a todos os que receberam ambas as doses e que sejam elegíveis para serem eleitos para avançar a inscreverem-se neste estudo, porque ajudarão a proteger as pessoas mais vulneráveis deste país e do resto do mundo nos próximos anos", apelou o ministro da Saúde britânico.

 

 

Evento digital
GS1 Portugal, organização neutra e sem fins lucrativos que atua na melhoria da eficiência, nomeadamente, no setor da saúde,...

A terceira edição deste evento digital, uma iniciativa liderada pela GS1, a entidade autorizada para gerir o Sistema GS1 de Standards Globais, representado no nosso país pela GS1 Portugal, volta a juntar autoridades internacionais com ação determinante no setor da saúde, como a UNICEF e a ACT Health, para apresentar e debater a respetiva visão sobre a necessidade de adoção internacional de um sistema de verificação para a redução do risco de falsificação e desvio das vacinas Covid-19.

Nesta sessão, moderada pela Deloitte, participarão, na qualidade de oradores, Grant Courtney, Traceability Lead, UNICEF Supply Division; Ken Legins, Supply Chain Strengthening Centre Chief, Supply Division, UNICEF Copenhaga; e Peter O’Halloran, Chief Information Officer da Australian Capital Territory (ACT Health).

Conforme destaca Grant Courtney no enquadramento da iniciativa, “a pandemia representa uma oportunidade para acelerar a utulização de standards GS1 no combate à falsificação de medicamentos, sobretudo no que diz respeito às vacinas COVID-19”. No âmbito desta sessão, Peter O’Halloran apresentará o caso prático da ACT Health, onde “estão a usar os standards GS1 para garantir que os pacientes têm acesso aos melhores cuidados de saúde possíveis, com os recursos existentes, numa lógica de eficiência e otimização.”

Neste GS1 Healthcare Executive Dialogue, serão ainda partilhadas informações práticas sobre os mecanismos e benefícios inerentes à adoção de standards GS1 em contexto de pandemia. A participação é aberta e gratuita.

 

 

Situação Epidemiológica
Nas últimas 24 horas, foi registada mais uma morte associada à Covid-19 e identificados mais 241 novos casos de infeção, mas...

Segundo o boletim divulgado, registou-se apenas uma morte associada à Covid-19, desde o último balanço, na região Norte de Portugal Continental.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 241 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 97 novos casos e a região norte 60. Desde ontem foram diagnosticados mais 20 na região Centro, oito no Alentejo e 13 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 17 infeções e 26 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 239 doentes internados, mais 19 que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos contam agora com menos um doente. Estão, atualmente, nas UCI 57 doentes internados.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 287 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 805.979 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.468 casos, menos 47 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 109 contactos, estando agora 19.588 pessoas em vigilância.

Doença genética rara
Muitas vezes confundida com outras perturbações como o autismo ou a paralisia cerebral, a Síndrome d

Causada pela ausência ou disfunção de um gene, designado por UBE3A, a Síndrome de Angelman surge, em 70% dos casos, por mero acaso. A verdade é que, embora existam famílias com mais de um elemento afetado, o que sugere que esta perturbação possa ser transmitida, a anomalia genética que está na sua origem acontece, quase sempre, de forma aleatória.

Segundo Manuel Costa Duarte, Presidente da Direção da ANGEL - Associação Síndrome de Angelman de Portugal, é através do cromossoma 15 que é produzido o gene UBE3A – um gene “responsável por produzir uma proteína chave para permitir que as células, particularmente neurónios, passem sinais elétricos e químicos uns para os outros”.

 “No humano típico (normal) o alelo paterno do cromossoma 15 está naturalmente silenciado sendo que a produção desta proteína se dá através do alelo materno do cromossoma 15. O Síndrome de Angelman acontece quando há uma ausência ou imperfeição no alelo materno (quer seja por deleção, imperfeição ou mutação) que impossibilita a produção desta proteína”, começa por explicar quanto à sua causa.

O seu diagnóstico é por isso feito através de exame genético. E, embora, esta síndrome possa ser identificada logo à nascença, “a maioria dos casos só é diagnosticada depois do primeiro ano de vida, após surgirem os primeiros sintomas”.

Os primeiros sintomas, esclarece Manuel Costa Duarte, podem surgir entre os 6 e os 9 meses, “quando se começa a notar algum atraso no desenvolvimento face ao desenvolvimento típico de um bebé”. No entanto, adverte que como não existem sintomas específicos ou exclusivos para a Síndrome de Angelman, “é a conjugação de vários fatores que pode levar a «desconfiar» deste diagnóstico, o que por vezes leva a uma demora no despiste da situação”.

Há, no entanto, algumas características comuns a que os pais podem estar atentos, como o atraso severo no desenvolvimento, ausência de fala, dificuldades no equilíbrio e marcha, convulsões, “personalidade facilmente excitável, com movimentos aleatórios das mãos, hipermotricidade e incapacidade de manter a atenção e/ou problemas de sono”.

Para além do atraso no desenvolvimento global, como “sentar-se mais tarde que um bebé da mesma idade, por exemplo”, os episódios convulsivos, a ataxia dos movimentos e o atraso no desenvolvimento da fala, são, de acordo com Manuel Costa Duarte, dos principais fatores a ter em consideração para o seu diagnóstico. No entanto, o presidente da ANGEL, reforça: “estes sintomas muitas vezes são também indicadores de outros distúrbios mais comuns (ou apenas de atraso no desenvolvimento)”.

Sem tratamento, a terapêutica proposta visa o alívio de alguns sintomas. “Para as questões motoras é fundamental recorrer a terapias, como fisioterapia, psicomotricidade, hidroterapia e hipoterapia. Para os problemas de fala, uma vez que na maioria dos casos não conseguem mesmo articular nenhuma palavra, é importante desde cedo trabalhar com um(a) Terapeuta da Fala na ótica da Comunicação Aumentativa e Alternativa (comunicação através de símbolos, em papel ou tablet). A Terapia Ocupacional é também fundamental, precocemente, para potencializar os meios para alcançar mais autonomia e maximizar as capacidades cognitivas”, explica o presidente da ANGEL.

Há ainda muitos casos em que é necessário recorrer à medicação para ajudar a controlar a epilepsia ou, por exemplo, a excitabilidade dos movimentos. “Em todos exemplos que referi é importante mencionar que o ponto chave está na qualidade e na consistência e persistência do trabalho feito. É uma maratona para a vida e não uma corrida que é feita num curto espaço de tempo!” adianta sublinhando que, embora este distúrbio tenha um elevado comprometimento da qualidade de vida dos seus portadores, não permitindo a sua autonomia, a esperança média de vida é igual à de um indivíduo saudável. “As pessoas com Síndrome de Angelman tem um elevado nível de incapacidade (>80%) e dependência. A ausência de fala é um desafio constante, temos de aprender a comunicar de uma forma especial e única, assim como o andar, que tem de ser constantemente estimulado. Desde cedo que episódios convulsivos são uma importante componente e é fundamental que os pais sejam bem acompanhados e aconselhados por um médico neurologista”, acrescenta.

A legislação feita para deficiência em Portugal é desadequada e apoios para os cuidadores são limitados

Tratando-se este de um distúrbio que torna as pessoas completamente dependentes, estas têm de ser acompanhadas por familiares e profissionais ao longo de toda a sua vida. Segundo Manuel Costa Duarte, “a legislação está idealizada para que sejam acompanhados através do projeto escola inclusiva até aos 18 anos, com recurso a terapias e, a partir daí, cada família é responsável por colocar os seus filhos/ familiares num CAO (Centro de Atividades Ocupacionais) ou qualquer outra entidade que consideram competente para tal. O problema principal é falta de recursos e oferta de respostas a partir daí, que são limitadas, e, infelizmente, muitas vezes as famílias têm de atravessar muitas incertezas, angústias e mudar completamente o estilo de vida para se moldarem a uma realidade de cuidadores”.

“A legislação feita para deficiência em Portugal é desadequada, uma vez que é aglomerada nas regras gerais das creches normais e lares de idosos. Há que entender que esta camada da população é especial e extraordinária e precisa de leis apropriadas e mais adequadas, que não sobrecarreguem tanto os familiares ao longo da vida”, acrescenta.

De acordo com o presidente da ANGEL, há ainda o problema de os apoios para os cuidadores serem muito limitados, “ou quase inexistentes”. A nova legislação é muito recente e, afirma “não resulta na prática”. “Para começar, um pai/mãe não pode ser considerado cuidador informal principal, pois este tem de ser alguém que cuide da pessoa cuidada, na mesma morada de residência, sem qualquer outro vínculo laboral e a pessoa cuidada não pode receber outro cuidado/resposta. Ora isto significa que se o um filho(a) com Síndrome de Angelman for à escola ou CAO, o pai/mãe perde automaticamente o estatuto de cuidador principal, trabalhando ou não”, justifica. Por outro lado, refere, quanto à vertente financeira, que “para ser possível obter algum apoio, é preciso que o rendimento do agregado familiar seja consideravelmente baixo”.  

Foi com o objetivo de dar a conhecer as dificuldades por que passam estas famílias que, em 2012, nasceu a ANGEL – Associação Síndrome de Angelman de Portugal.

“Apesar de ser uma síndrome rara, a Síndrome de Angelman não deixa de ter grande impacto na vida das famílias da nossa comunidade. Queremos alargar este espectro à sociedade em geral, médica e terapêutica, divulgando a SA para que seja acessível ao conhecimento de todos. Os nossos filhos e/ou familiares com SA, ainda que diferentes, são muito especiais e trouxeram-nos um propósito e missão de vida únicos”, sublinha Manuel Costa Duarte.

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De acordo com o despacho publicado em Diário da República esta segunda-feira, “o PNPSO 2021-2025, encontra-se alinhado com o Programa do XXII Governo Constitucional, que prevê o alargamento da cobertura do cheque dentista a todas as crianças entre os 2 e os 6 anos de idade, sendo igualmente alargado às crianças e jovens dos 7 aos 18 anos que frequentam o ensino privado”.

No caso das crianças com quatro anos de idade, “é atribuída referenciação para consulta de higiene oral nas unidades de cuidados de saúde primários ou são atribuídos até dois cheques-dentista”.

“O acesso dos utentes será efetuado mediante a definição de prioridades relacionadas com o estado de saúde e com as condições socioeconómicas”, esclarece o documento.

Segundo o diploma, assinado pelo Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, as regras e condições de acesso e utilização de cheque/referenciação são definidas pela Direção-Geral da Saúde.

 

Novo medicamento reduz número de crises de doença genética rara
A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) lançou o apelo ao INFARMED para que seja concluído de forma...

“Atualmente existem novas opções terapêuticas in-label para a profilaxia a longo prazo dos doentes com angioedema hereditário, já disponibilizadas por rotina em vários países europeus e com importantes ganhos na redução do número de crises e ganhos significativos da qualidade de vida, amplamente demonstrados, quer nos ensaios clínicos, quer nos estudos de vida real.  Em Portugal, este medicamento está sob um Programa de Acesso Precoce (PAP) desde 2020, mas com uma indicação muito mais restrita do que a indicação que consta no RCM do fármaco aprovado pela EMA (Agência Europeia de Medicamentos)”, alertou Manuel Branco Ferreira, presidente da SPAIC.

De acordo com o especialista, foi por este motivo que a SPAIC avançou com o apelo: “para que o INFARMED rapidamente avance e conclua a avaliação dos processos relacionados com estes medicamentos órfãos - como aliás preconizado por todas as instituições oficiais - para que os portugueses com esta doença rara possam ter acesso aos mesmos tratamentos eficazes e seguros que outros cidadãos da União Europeia têm, não sendo de todo aceitável a existência de qualquer disparidade não fundamentada e não justificada por motivos clínicos ou farmacológicos”.

O angioedema hereditário é uma doença genética rara que se estima que, em Portugal, possa atingir cerca de 300 a 400 pessoas, já com mais de 230 pessoas identificadas, e que se manifesta pelo aparecimento de crises recorrentes de angioedema em várias localizações possíveis (sendo a face uma das mais frequentes). 

 Os imunoalergologistas são os especialistas que, desde há várias décadas, têm sido responsáveis pelo seguimento dos doentes com angioedema hereditário e, neste sentido, a SPAIC tem contribuído para a disseminação do conhecimento médico e científico nesta área e para a implementação da melhor prática médica relativamente a esta situação clínica rara.

 

Campanha “Seguir EM frente”
Viver com esclerose múltipla (EM) é um desafio. Mas para os mais de 8.000 doentes que, segundo as estimativas, têm o...

Com uma prevalência de 50 casos por cada 100 mil habitantes, a EM é uma doença inflamatória crónica e degenerativa, uma das mais comuns do sistema nervoso central e a principal causa de incapacidade neurológica nos adultos jovens. Uma doença que incapacita, que desmoraliza, que isola. “A maioria das pessoas são diagnosticadas entre os 20 e os 40 anos, quando estão a fazer planos para as suas vidas, a pensar em comprar casa, em progredir nas suas carreiras, em ter filhos…”, referem os representantes da ANEM, SPEM e TEM. “Mas apesar de mudar vidas, a EM não tem de impedir que sejam vividas. E é isso que queremos transmitir com esta campanha”, acrescentam.

A mensagem é só uma: ‘A vida segue EM frente’. E é assim para o homem que sonha correr a maratona e que treina todos os dias para o conseguir, ou para a mulher a quem a doença não impediu de concretizar o sonho de ter um filho, exemplos partilhados, em forma de vídeo, que ilustram os avanços na medicina que permitem que aqueles com o diagnóstico possam continuar o seu caminho.

“Os avanços têm sido muitos, mas é preciso continuar a chamar a atenção para a doença, uma vez que a EM nem sempre é fácil de diagnosticar. Uma vez que os sintomas são comuns a outras doenças (alterações na sensibilidade, visuais e motoras, fadiga, dor, etc) há casos em que se leva muito tempo até chegar ao diagnóstico. O que significa também uma demora em relação ao início do tratamento e um pior prognóstico”, reforça João Cerqueira, presidente do GEEM.

“Alertar e sensibilizar, mas ao mesmo tempo transmitir uma mensagem positiva, é o grande objetivo desta campanha, que conta com o apoio da Merck. Porque somos ‘As One for Patients’, é ao lado dos doentes que sempre temos e queremos continuar a estar, ao longo dos mais de 20 anos de experiência que a companhia tem no tratamento da EM”, refere Pedro Moura, Diretor-Geral da Merck Portugal.

 

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