Níveis de depressão, ansiedade e stress aumentaram
O medo da compaixão ampliou o impacto prejudicial da Covid-19 na saúde mental, aumentando os níveis de depressão, ansiedade e...

Este consórcio, que explora a compaixão, a conexão social e a resiliência ao trauma durante a pandemia de Covid-19, ou seja, os fatores que podem aumentar ou atenuar o risco de problemas de saúde mental neste contexto, conta com a participação de cientistas de 21 países da Europa, Médio Oriente, América do Norte, América do Sul, Ásia e Oceânia.

Neste estudo em particular, já publicado na revista científica “Clinical Psychology and Psychotherapy”, o universo da amostra foi constituído por 4057 indivíduos de ambos os sexos da população geral, recrutados nos 21 países participantes.

De acordo com a coordenadora, Marcela Matos, os resultados obtidos mostram que «o medo da autocompaixão, medo da compaixão em relação aos outros e medo de receber compaixão dos outros estão associados a maiores níveis de depressão, ansiedade e stress e menor sensação de segurança e ligação aos outros», isto é, clarifica, «pessoas que têm mais medo e resistências em relação a serem sensíveis ao seu próprio sofrimento e ao dos outros e a tentarem aliviar ou prevenir sofrimento e que estão menos disponíveis para receber suporte e compaixão por parte de outras pessoas tendem a apresentar mais sintomas depressivos, de ansiedade e de stress e a sentir-se menos seguras e conectadas/ligadas às outras pessoas».

A investigadora do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da

Universidade de Coimbra (FPCEUC) explica que, embora a compaixão possa ser um fator protetor, em oposição, «o medo da compaixão aumenta a vulnerabilidade ao sofrimento psicossocial e pode ampliar o impacto da pandemia na saúde mental».

Outra conclusão do estudo «extremamente relevante», segundo Marcela Matos, é o facto de «estes medos da compaixão e da autocompaixão amplificarem o efeito nefasto da pandemia nos níveis de depressão, ansiedade e stress. Isto significa que quanto mais medo as pessoas tiverem de ser compassivas em relação a elas mesmas e em relação aos outros e mais resistências tiverem em receber compaixão por parte dos outros, maior é o impacto do medo do vírus na sua saúde mental».

Por outro lado, acrescenta, «percebemos também que o medo de receber compaixão por parte de outras pessoas, isto é, estar menos disponível/recetivo para receber suporte, ajuda e compaixão de outras pessoas na nossa vida, é um importante fator de risco que agrava o impacto nefasto da pandemia/medo do vírus na sensação de segurança e ligação aos outros».

Face aos resultados obtidos, que são transversais aos 21 países que participaram no estudo, a investigadora defende que as autoridades de saúde pública «devem adotar intervenções e comunicações focadas na promoção da compaixão e da ligação aos outros para reduzir os medos da compaixão e, assim, promover a resiliência e o bem-estar mental durante e após a pandemia COVID-19».

A especialista do CINEICC recomenda ainda que «intervenções psicológicas de promoção/tratamento da saúde mental focadas na compaixão e baseadas em evidência empírica (como a terapia focada na compaixão ou o treino da mente compassiva), em formato individual, grupal ou na comunidade, sejam usadas para reduzir o medo da compaixão e promover a motivação e as competências compassivas e, portanto, ajudar a proteger contra dificuldades de saúde mental durante e após a pandemia».

Investigação
Novas pesquisas descobriram que os adolescentes com níveis mais elevados de um ácido gordo ómega-3 no sangue eram menos...

O estudo, liderado por investigadores da RCSI University of Medicine and Health Sciences, é publicado na Translational Psychiatry.

Mais de 3.800 indivíduos que participara no estudo Children of the 90s foram avaliados para desordem psicótica, desordem depressiva e transtorno de ansiedade generalizada aos 17 e aos 24 anos.

Durante estas avaliações, foram recolhidas amostras de sangue, e os investigadores mediram os níveis de ácidos gordos ómega-6, que geralmente aumentam a inflamação no corpo, e os ácidos gordos ómega-3, que geralmente reduzem a inflamação.

Embora houvesse poucas evidências de que os ácidos gordos estivessem associados a distúrbios mentais aos 17 anos, os investigadores descobriram que os 24 anos com desordem psicótica, desordem depressiva e transtorno de ansiedade generalizada os indivíduos tinham níveis mais altos de ómega-6 do que ácidos gordos ómega-3, quando comparados com aqueles que não apresentam tais patologias.

Os investigadores também descobriram que os indivíduos, aos 24 anos e com desordem psicótica, tinham níveis mais baixos de DHA, um ácido gordo ómega-3 tipicamente encontrado em peixes gordos ou suplementos dietéticos, aqueles que não apresentavam qualquer desordem psicótica. Num grupo de mais de 2.700 indivíduos que foram rastreados ao longo do tempo, os adolescentes com níveis mais elevados de DHA aos 17 anos tinham 56% menos probabilidade de desenvolver distúrbios psicóticos sete anos depois, aos 24 anos. Isto sugere que o DHA na adolescência pode ter um efeito preventivo potencial de reduzir o risco de psicose na idade adulta.

Estes resultados mantiveram-se consistentes na contabilização de outros fatores, como o sexo, o índice de massa corporal, o tabagismo e o estatuto socioeconómico.

"O estudo precisa de ser replicado, mas se os resultados forem consistentes, estes resultados sugerem que a ingestão alimentar melhorada de ácidos gordos ómega-3 entre adolescentes, como através de peixes gordos como a cavala, poderia impedir algumas pessoas de desenvolver psicose no início dos anos 20", disse o professor David Cotter, autor sénior do estudo e professor de psiquiatria molecular no RCSI.

"Os resultados também podem levantar questões sobre a relação entre o desenvolvimento de distúrbios de saúde mental e ácidos gordos ómega-6, que são tipicamente encontrados em óleos vegetais."

David Mongan, estudante de doutoramento da RCSI e bolseiro de Formação Académica Clínica Irlandesa (ICAT), analisou os dados com a supervisão do Professor David Cotter e da Professora Mary Cannon do Departamento de Psiquiatria do RCSI. O programa ICAT é apoiado pelo Wellcome Trust e pelo Health Research Board, pelo Programa Nacional de Formação e Planeamento de Médicos do Serviço de Saúde e Pela Divisão de Saúde e Assistência Social, Irlanda do Norte.

"Precisamos de fazer mais pesquisas para aprender sobre os mecanismos por detrás deste efeito, mas pode estar relacionado com a redução da inflamação ou a diminuição da poda inadequada das ligações cerebrais durante a adolescência", disse David Mongan, o primeiro autor do estudo, que é estagiário de psiquiatria e estudante de doutoramento no RCSI.

Hospital de Faro acolhe a ação formativa Day at the Cath Lab
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai promover a iniciativa formativa Day at the Cath Lab (D@CL),...

“Com este D@CL pretendemos demonstrar aos colegas a exequibilidade do acesso radial distal nos doentes que nos aparecem diariamente, dado ser um acesso alternativo à artéria radial convencional, que pode apresentar muitos benefícios”, afirma Hugo Vinhas, coordenador do Centro de Cardiologia de Intervenção do Hospital de Faro.

De acordo com Hugo Vinhas, o centro que coordena tem grande experiência na utilização do acesso radial distal. Esta técnica pode ser utilizada em inúmeras situações, como no tratamento de oclusões crónicas, bifurcações, aterectomia rotacional, entre outras, mostrando-se por vezes uma mais-valia, como por exemplo no caso dos doentes que fazem hemodiálise.

Carlos Braga, cardiologista de intervenção e responsável pela iniciativa D@CL da APIC refere: “A realização de procedimentos de diagnóstico e de intervenção coronária por acesso radial distal tem crescido nos últimos anos, sendo uma alternativa segura, eficaz e com várias vantagens potenciais relativamente aos acessos tradicionais, por isso julgamos ser um ótimo tema para retomar a realização do D@CL, sobretudo num centro com elevada experiência, como é o caso do Hospital de Faro.”

De acordo com o responsável pela iniciativa, “o D@CL pretende promover ações de formação práticas e dinâmicas, com o objetivo de adquirir ou partilhar conhecimento em procedimentos inovadores e complexos. É uma iniciativa que também permite aos cardiologistas de intervenção conhecerem o dia-a-dia de um laboratório de hemodinâmica do país, num ambiente informal, hands on e de proximidade.”

Criado em 2003 e coordenado por Hugo Vinhas desde outubro 2018, o Centro de Cardiologia de intervenção do Hospital de Faro é o único centro público de Cardiologia de Intervenção do Algarve e assegura o funcionamento da Via Verde Coronária, de toda a região do Algarve, recebendo ainda doentes de alguns concelhos do Baixo Alentejo.

 

Vencedores conhecidos na passada sexta feira
A equipa GLIA, do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP), foi a grande vencedora do BI Award for Innovation in...

O grupo do serviço de neurocirurgia do CHUP propõe criar, no serviço de Neurocirurgia, uma sala de teleconsulta, com integração online através de uma plataforma digital, que permita uma comunicação atempada e imediata com os Cuidados de Saúde Primários, rede de Cuidados Continuados e Cuidados Paliativos e restantes Centros Hospitalares da área de influência com equipamento tecnológico e espaço físico apropriados.

O projeto foca-se na dor lombar, patologia com impacto alargado na população e que se traduz em perda de qualidade de vida e em absentismo. O objetivo é melhorar a resposta aos doentes, reduzindo o número de deslocações e a dispersão de consultas e meios complementares de diagnóstico e terapêutica. A ideia é que o projeto piloto valide as premissas do projeto e que este venha a ser alargado a mais patologias, especialidades e zonas do país.

“Sistema de Informação para apoio ao cuidador informal e ao utente - Uma abordagem integrativa em Hospitalização Domiciliária” é o nome do projeto da equipa MyDHU, que ficou em segundo lugar. Um projeto que pretende otimizar o atual serviço de Hospitalização Domiciliária com recurso a tecnologias de informação e comunicação (TIC), facilitando a comunicação entre os diferentes prestadores de cuidados e, sobretudo, entre estes e os utentes e os cuidadores informais. Através da aplicação que o projeto vai desenvolver, será possível registar vários dados de saúde do doente e introduzir evoluções diárias, bem como colocar dúvidas a que a equipa de saúde procurará dar resposta. O projeto quer também promover a literacia dos cuidadores informais, ensinando por via virtual temas relevantes como técnicas de mobilização do doente, medição da pressão arterial ou do oxigénio.

Em terceiro lugar ficou a equipa Safer, com uma proposta de identificação pró-ativa para Referenciação Rápida e Segura de doente não COVID, que une os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares e que recorre a business intelligence para a priorização clínica dos utentes. A equipa do projeto quer mitigar os efeitos da pandemia na acessibilidade aos cuidados de saúde e propõe a construção de uma ferramenta que permita identificar os doentes que ficaram para trás, chamando-os pró-ativamente para consultas nos centros de saúde e nos hospitais. O projeto vai focar-se sobretudo nas doenças crónicas não transmissíveis, isto é, nas pessoas com dislipidemia, hipertensão, diabetes e obesidade, entre outros exemplos, ou em risco de desenvolver estas patologias.

Os projetos vencedores, escolhidos pelo júri, além de um prémio monetário, deverão ser integrados num ecossistema adequado à sua aplicação, que permitirá a contribuição direta para a sociedade e a saúde dos portugueses.

“É de facto bom saber que existe tanta gente com vontade de inovar e de apoiar o sistema de saúde português como vimos pelo número histórico de candidaturas que recebemos e pela qualidade dos projetos que hoje distinguimos.

O objetivo da Boehringer Ingelheim com este prémio “era, e é, melhorar a vida dos portugueses, melhorando a sua saúde. Queremos um Sistema de Saúde mais forte e mais eficaz, capaz de dar resposta às muitas solicitações”, refere Vanessa Jacinto, Head of Market Access & Public Affairs da Boehringer Ingelheim Portugal.

“Com este concurso de ideias inovadoras, e muito em particular com estes três projetos vencedores, reforçamos que a inovação não é algo distante e que é possível ser desde já implementada nos nossos serviços de saúde, com efeitos rápidos e práticos na vida das pessoas. As boas ideias existem, unem os profissionais de saúde, muitas delas vêm mesmo de quem está no terreno e que quer encontrar melhores respostas para os doentes que protege e de quem cuida todos os dias. É crítico que o Serviço Nacional de Saúde acarinhe esta vontade de fazer diferente, pelo que a valorização do capital humano significa só por si, mas sobretudo porque são ideias que melhoram a qualidade de vida dos nossos doentes”, destaca o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

O BI Award for Innovation in Healthcare, uma iniciativa da Boehringer Ingelheim, com o apoio institucional da Ordem dos Médicos, contou com um número recorde de candidaturas: mais de 100 equipas apresentaram projetos diferenciadores e inovadores para apoiar a retoma dos cuidados de saúde e o sistema de saúde em Portugal. Durante o período de Hackathon, o modelo de trabalho colaborativo, escolhido para este projeto, foram realizadas mais de 260 sessões, mais 1500 interações nas salas de trabalho e somaram-se mais de 400 horas de trabalho e todos com a visão única de apoiar a retoma dos Cuidados de Saúde.

Presidente quer um novo rumo para a associação
Ema Paulino foi eleita Presidente da Direção da Associação Nacional das Farmácias (ANF) para o triénio 2021-2023, com 58% dos...

A lista A, liderada por Ema Paulino, conquistou 1340 votos, contra 825 da lista F, num total de 2165 farmácias apuradas. Foram ainda contabilizados 147 votos nulos ou em branco.  Ficam por apurar os votos de 199 farmácias, processo que estará concluído na próxima sexta-feira, dia 4 de junho de 2021.

Ema Paulino propõe um Novo Rumo para a ANF, dando “prioridade ao reequilíbrio das contas através de uma gestão rigorosa e transparente”. Apresenta como principais objetivos “aproximar a Associação de todos os Associados, defender e valorizar as farmácias e os farmacêuticos na rede de cuidados de saúde, bem como recuperar o poder de intervenção e influência da ANF junto dos centros de decisão, das autoridades e de todos os parceiros da saúde”.

Ema Paulino foi membro da Direção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos (OF) e representou esta organização no Grupo Farmacêutico da União Europeia (PGEU) e na Federação Internacional Farmacêutica (FIP), da qual foi CEO interina. Pertenceu à Direção da ANF durante 9 anos, de 2003 a 2012, e foi, entre 2012 e 2019, Presidente da Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas da Ordem dos Farmacêuticos. Foi, até à eleição para a ANF, membro da Comissão Técnica de Vacinação da Direção-Geral da Saúde, desde 2018, e, desde 2020, da Comissão Técnica de Vacinação Contra a COVID-19. Integra a delegação da FIP à Assembleia Mundial da Saúde, da Organização Mundial da Saúde.

Recebeu o galardão FIP Fellow em 2012. Em 2014, foi distinguida com o prémio Almofariz para Figura do Ano e, em 2017, foi selecionada como uma das 100 gestoras da nova geração a nível nacional para o Círculo da Inovação, projeto do Expresso, SIC Notícias e NOS. Em 2020, foi eleita membro correspondente da Academia Nacional de Farmácia Francesa.

Ema Paulino conta, na equipa da Direção, com os Vice-presidentes Diogo Gouveia, Paula Dinis e Paulo Fernandes. João Cordeiro preside à Mesa da Assembleia Geral, Paulo Barradas é Presidente do Conselho Fiscal e Helena Amado é Presidente do Conselho Disciplinar.

 

 

Opinião
A 31 de maio, comemora-se o Dia Mundial Sem Tabaco.

Quando refletimos acerca dos malefícios do tabaco, de imediato, associámo-los ao desenvolvimento de carcinoma do pulmão, eventualmente a doença pulmonar obstrutiva crónica ou infeções respiratórias. De facto, o tabagismo é a principal causa de cancro do pulmão e está provado que a cessação tabágica, após 10 anos, pode reduzir o risco para metade.

No entanto, o tabagismo está também associado a uma pandemia (outra que não a COVID-19), que parece silenciosa, mas é a principal causa de morte em Portugal…o acidente vascular cerebral (AVC).

Fumar 1 maço de tabaco por dia aumenta em 6 vezes o risco de ter um AVC e duplica o risco de morte em caso de AVC.

Os químicos, contidos em todos os tipos de tabaco, aumentam o risco de AVC isquémico, sobretudo pelo desenvolvimento de doença aterosclerótica, através de vários mecanismos, entre eles:

  • aumento do colesterol “mau” (LDL) e diminuição do colesterol “bom” (HDL);
  • diminuição da oxigenação cerebral, pelo monóxido de carbono;
  • promoção de hipertensão arterial, pela nicotina;
  • alterações da função plaquetar com formação de coágulos sanguíneos.

Estes químicos, parecem ter, igualmente, um papel importante na estimulação de episódios de fibrilhação auricular, outra causa importante de AVC isquémico.

Para além disto, o tabaco é também um fator de risco importante para o AVC hemorrágico, não só por aumentar em 3 a 10 vezes o risco de rotura de aneurismas, mas, sobretudo, pela sua associação com hipertensão arterial. Este tipo de AVC, apesar de menos frequente, é o mais letal apresentando uma mortalidade de cerca de 50%.

Felizmente, esta é uma causa prevenível de AVC e quanto mais cedo for tentada a cessação tabágica, maior é o impacto na redução do risco de AVC.

Após 8h, os níveis de oxigenação sanguínea normalizam e os níveis de nicotina e monóxido de carbono diminuem em 50%. Após 2-12 semanas, verifica-se uma melhoria no sistema circulatório. Após 2-4 anos, o risco de AVC por rotura aneurismática assemelha-se ao de um não fumador. E, até 15 anos de cessação tabágica, o risco de ter um AVC é semelhante ao de quem nunca fumou.

Os benefícios da cessação tabágica são inegáveis. Procure ajuda para iniciar, hoje, esse caminho. Não queira fazer parte da contabilização anual de doentes com AVC e morte por AVC. O seu cérebro, está nas suas mãos, cigarro a cigarro (a menos).

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Iniciativa
No próximo dia 31 de maio assinala-se o Dia Mundial Sem Tabaco. Nesse âmbito, a Comissão de Prevenção de Tabagismo do Centro...

Nesta sessão será dada a conhecer a estrutura e funcionamento da consulta de desabituação tabágica do CHUCB, bem como as várias, grátis e simplificadas modalidades de acesso à mesma, disponibilizadas ao público em geral. Nesta serão ainda abordados os riscos e consequências graves que esta adição acarreta para a saúde dos próprios e de terceiros, bem como a desconstrução de referências “positivas” preconcebidas em torno dos cigarros eletrónicos e do tabaco aquecido, igualmente, viciantes e nefastos para a saúde. Serão também referenciadas as melhores ferramentas e metodologias, para parar de fumar e os benefícios associados a esta disposição.

Em paralelo no Hospital, e sob o lema “AJUDAR A DEIXAR DE FUMAR É SALVAR VIDAS: NÓS COMPROMETEMO-NOS A AJUDÁ-LO, COMPROMETA-SE A DEIXAR DE FUMAR!” estará em curso uma campanha baseada em suportes gráficos informativos e digitais, direcionada a todos os profissionais de saúde, com o objetivo de alertar para a importância de ajudar os doentes a deixar de fumar, com base numa abordagem simples e rápida, a qual culmina no encaminhamento dos fumadores para a consulta especializada de desabituação tabágica deste hospital.

O Centro Hospitalar recorda que "os fumadores têm maior risco de desenvolver doença grave e morte por covid-19 e que, para além disso, o tabaco causa e agrava em larga escala as doenças do foro cardiovascular, respiratórias, cancro e diabetes".

 

Com a Comirnaty
O comité de medicamentos humanos da EMA (CHMP) deu luz verde à vacinação de crianças, dos 12 aos 15 anos, com a Comirnaty. A...

Em comunicado, a Agência Europeia de Medicamentos faz saber que “o uso da Comirnaty em crianças dos 12 aos 15 anos será o mesmo que em pessoas com idade igual ou superior a 16 anos”. Conta com duas inoculações com três semanas de intervalo.

Os efeitos desta vacina foram investigados em 2.260 crianças com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos.

O ensaio mostrou que a resposta imune ao Comirnaty neste grupo era comparável à resposta imunitária na faixa etária dos 16 aos 25 anos (medida pelo nível de anticorpos contra a SARS-CoV-2). A eficácia do Comirnaty foi calculada em cerca de 2.000 crianças entre os 12 e os 15 anos que não tinham sinais de infeção anterior. Estes receberam a vacina ou um placebo (uma injeção falsa), sem saber qual deles foram dados. Das 1.005 crianças que receberam a vacina, explica, “nenhuma desenvolveu COVID-19 em comparação com 16 crianças das 978 que receberam a injeção falsa. Isto significa que, neste estudo, a vacina foi 100% eficaz na prevenção do COVID-19 (embora a taxa real possa ser entre 75% e 100%).”

Os efeitos secundários mais comuns em crianças entre os 12 e os 15 anos são semelhantes aos de pessoas com idade igual ou superior a 16 anos. Incluem dor no local da injeção, cansaço, dor de cabeça, dores musculares e articulares, calafrios e febre. “Estes efeitos são geralmente leves ou moderados e melhoram em poucos dias a partir da vacinação”, escreve a EMA.

O CHMP observou que, devido ao número limitado de crianças incluídas no estudo, o ensaio não poderia ter detetado efeitos secundários raros. O comité observou ainda que o comité de segurança da EMA PRAC está atualmente a avaliar casos muito raros de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e pericardite (inflamação da membrana em torno do coração) que ocorreram após a vacinação com Comirnaty, principalmente em pessoas com menos de 30 anos de idade. Atualmente, não há indícios de que estes casos se devam à vacina e a EMA está a acompanhar de perto esta questão.

Apesar desta incerteza, o CHMP considerou que os benefícios da Comirnaty em crianças entre os 12 e os 15 anos superam os riscos, em particular nas crianças com condições que aumentam o risco de covid-19 grave.

“A segurança e a eficácia da vacina, tanto nas crianças como nos adultos, vão continuar a ser acompanhadas de perto, uma vez que é utilizada em campanhas de vacinação em todos os Estados-Membros, através do sistema de farmacovigilância da UE e de estudos contínuos e adicionais por parte da empresa e das autoridades europeias”, afirma.

 

Investigação
Uma investigação, do Hospital Charité, em Berlim, Alemanha, que contou com mais de 25 mil participantes, mostra que as pessoas...

Uma amostra normal retirada da garganta contém 2,5 milhões de cópias do genoma do vírus, mas quase 9% dos infetados têm mil milhões de cópias ou mais, de acordo com o novo estudo. O trabalho encontra um cenário explosivo: mais de um terço dos pacientes com carga viral muito elevada são assintomáticos ou têm apenas sintomas leves. Quer isto dizer que uma pessoa sem sintomas pode ser tão contagiosa quanto um doente Covid hospitalizado.

O principal autor da pesquisa, o virologista Christian Drosten, afirmou em comunicado que estes dados apoiam "a ideia de que uma minoria de pessoas infetadas causa mais contágios". Os resultados deste trabalho foram publicados esta terça-feira na revista Science e coincidem com as conclusões de outros estudos recentes.

Um artigo publicado no passado dia 10 de maio sugeria que 2% das pessoas infetadas transportam 90% dos vírus circulantes. A investigação incluiu 1.400 casos positivos sem sintomas, identificados na Universidade do Colorado em Boulder, EUA. Os autores, liderados pela virologista Sara Sawyer, falam de "super-super-contágios virais e, possivelmente, super-contágios". Um outro estudo publicado em novembro passado descobriu na Índia que 71% das cerca de 85.000 pessoas infetadas não transmitiram o vírus a mais ninguém. E uma análise de 1.200 casos na China descobriu, em janeiro, que 15% causou 80% dos contágios.

O novo trabalho agora apresentado, levado a cabo pela equipa de investigação do Hospital Charité, também aborda o papel das crianças.

Os investigadores não observaram grandes diferenças na carga viral de pessoas entre os 20 e os 65 anos. A quantidade de vírus foi menor em crianças com menos de cinco anos, com níveis de pelo menos 800.000 cópias do genoma coronavírus. A carga viral, no entanto, aumenta com a idade e aproxima-se do número de adultos em crianças e adolescentes mais velhos.

Além disso, esta investigação confirma ainda que a variante B.1.1.7 do coronavírus, registada pela primeira vez em setembro de 2020 no Reino Unido e já dominante em muitos países, é mais contagiosa. A análise de 1.500 infetados com este subtipo sugere que a sua carga viral é 10 vezes maior em média, com 2,6 vezes maior infecciosidade.

 

Investigação
Um novo estudo, assinado por investigadores do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), estabelece uma relação entre...

O estudo epidemiológico, publicado no European Journal of Epidemiology, recolheu dados de mais de 70.000 crianças de seis países europeus (Reino Unido, Dinamarca, Holanda, Itália, Grécia e Espanha). Os autores verificaram a informação disponível sobre a sua exposição ao paracetamol (pré-natal ou início) e a subsequente presença de sintomas associados a transtornos neurocomportamentais, concluindo que aqueles que foram expostos 'in utero' ao paracetamol têm 19% mais probabilidade de desenvolver sintomas de transtorno do espectro do autismo e 21% mais propensos a desenvolver transtorno do déficit de atenção com hiperatividade

No entanto, os autores sublinham que os resultados não significam que este analgésico deva deixar de ser prescrito durante a gravidez em caso de necessidade, no entanto aconselham um consumo limitado. "Tendo em conta todas as evidências sobre o uso de paracetamol e desenvolvimento neurológico, concordamos com recomendações anteriores que indicam que, embora o paracetamol não seja suprimido em mulheres grávidas ou crianças, deve ser usado apenas quando necessário", explica Jordi Sunyer investigador do ISGlobal, um centro apoiado pela Fundação "la Caixa", citado hoje pelo jornal El Mundo.

Neste sentido, em Espanha, o Ministério da Saúde, através da Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS), já atualizou as suas recomendações dirigidas aos profissionais em 2019 para abordar a questão do paracetamol durante a gravidez. Embora a AEMPS não considerasse então que existissem indícios destas associação, recomendou "a sua utilização na dose mínima efetiva, pelo menor tempo possível".

No entanto, e embora os números mostrem uma relação entre o fármaco e estas condições clínicas, as razões permanecem em grande parte desconhecidas. "Os mecanismos precisos explicados por estas associações não são conhecidos, mas é plausível que a exposição biológica ao paracetamol nas fases iniciais da vida possa alterar o desenvolvimento cerebral; alguns mecanismos propostos incluem alterações em fatores neurotróficos, uma família de proteínas muito relevante para o neurodesenvolvimento", explica Sílvia Alemany, primeira autora do estudo. "Também pode contribuir para o stress oxidativo, que é um mecanismo que tem sido ligado ao PEA e ao TDAH."

A verdade é que em fevereiro de 2014, a JAMA Pediatrics publicou uma pesquisa na Dinamarca que estabeleceu um risco 29% maior de precisar de medicação para a TDAH durante a infância em bebés que foram expostos ao paracetamol, e uma probabilidade aumentada de 13% de mostrar comportamentos semelhantes aos sete anos.

E em 2019, um estudo da Universidade Johns Hopkins, através amostras de sangue do cordão umbilical, observou que os recém-nascidos com maior exposição ao paracetamol tinham aproximadamente três vezes mais probabilidades de ser diagnosticados com alguns destes transtornos na infância.

Situação Epidemiológica
Nas últimas 24 horas, foi registada uma morte associada à Covid-19 e quase 600 novos casos da doença em Portugal.

Desde ontem que morreu mais uma pessoa com Covid-19 em Portugal. O único óbito registou-se na região de Lisboa e Vale do Tejo

Quanto ao número de infetados, segundo o boletim divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde, foram diagnosticados 598 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 295 novos casos e a região norte 171. Desde ontem foram diagnosticados mais 54 na região Centro, 15 no Alentejo e 33 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais sete infeções e 23 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 246 doentes internados, mais 13 que ontem.  No entanto, as unidades de cuidados intensivos contam com menos um doente, estando agora 52 pessoas na UCI.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 515 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 808.047 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.534 casos, mais 82 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 1.053 contactos, estando agora 22.887 pessoas em vigilância.

Saúde feminina
Trata-se de uma condição bastante comum, no entanto, são muitas as mulheres que, apesar dos sintomas

A Síndrome de Congestão Pélvica (SCP) é uma causa comum de dor pélvica crónica. Segundo o especialista, Chefe de Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Centro Hospitalar Universitário do Porto, esta trata-se de uma patologia “multifatorial e mal definida” na qual podem estar envolvidas múltiplas condições, de forma isolada ou em conjunto,  como é o caso de “disfunção valvular das veias pélvicas de etiologia desconhecida, nomeadamente das veias ováricas e/ou as veias ilíacas internas ou dos seus ramos, que condicionam uma hipertensão venosa e consequente processo inflamatório nos órgãos pélvicos” ou “uma obstrução da drenagem venosa pélvica, conhecida como síndrome de Nutt-Cracker, em que a veia renal esquerda é comprimida entre a aorta e a coluna ou entre a artéria mesentérica superior e a aorta, e síndrome de May-Thurner, em que a veia ilíaca comum esquerda é comprimida pela artéria ilíaca comum direita”. Rui Machado acrescenta ainda que também as alterações hormonais, que podem condicionar a fragilidade da parede venosa, resultando nesta condição.

Podendo desenvolver-se em mulheres com idades compreendidas entre os 20 e os 50 anos, ou seja, antes da menopausa, apresenta-se como reconhecido fator de risco a multiparidade (gravidez múltipla). Isto porque, explica o especialista, ocorre um “aumento brutal da capacitância venosa das veias pélvica na gravidez, provocada pelo aumento do volume sanguíneo”. Por outro lado, também o “aumento hormonal da progesterona e estrogénios e a dilatação venosa condicionada pelo efeito compressivo do útero gravídico nas veias pélvicas” condicionam o desenvolvimento desta síndrome.

A dor – pélvica, sacroilíaca, perineal ou na raiz da coxa – que já se arrasta há mais de seis meses, juntamente com a dispareunia, ou seja, dor durante as relações sexuais, e desconforto vaginal após as mesmas são os principais sintomas a que todas devemos estar atentas.

No entanto, e uma vez que estes sintomas são comuns a outras patologias, Rui Machado chama a atenção para a necessidade de se excluírem outras doenças como “endometriose, adenomiose, miomatose uterina, doença urológica, doença oncológica retal, aderências intraperitoneais e a doença neurológica relacionada com a coluna lombo-sagrada”.

“O mais importante é o conhecimento da existência da SCP por parte da população em geral e pela comunidade médica no seu conjunto e, em particular, pelos Médicos Assistentes e Ginecologistas. Não se diagnostica aquilo que se desconhece”, sublinha o Chefe de Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Centro Hospitalar Universitário do Porto.

Assim, na presença destes sintomas e após a exclusão de outros diagnósticos, explica o médico, deve “realizar-se uma ecografia transvaginal pélvica, onde se vão observar varizes pélvicas, veias dilatadas e com fluxo sanguíneo invertido e lentificado. Posteriormente, um exame por tomografia computorizada ou ressonância magnética nuclear vai confirmar os achados e mostrar eventuais síndromes compressivos venosos (SMT ou SNC)”.

Confirmada a presença desta Síndrome, o tratamento médico inicia-se com “analgésicos, venotropicos e derivados da progesterona para suprimir a função ovárica”. “Contudo, quando este tratamento falha tem que se recorrer a tratamentos invasivos”, adianta o especialista em Cirurgia Vascular.

De acordo com Rui Machado, o tratamento de eleição, quando a terapêutica farmacológica não resulta, “consiste na realização de uma flebografia pélvica das veias ováricas e ilíacas internas para confirmação do diagnóstico e, simultaneamente, em proceder à embolização destas veias e das varizes pélvicas com coils e/ou agentes esclerosantes”. Embora já se tenham realizado outras técnicas, esta é menos agressiva e mais eficaz.

“Este tratamento, conhecido como cirurgia ou tratamento endovascular, é realizado sob anestesia local com ou sem sedação em regime ambulatório ou com internamento de 24 horas através de cateteres, sendo os riscos mínimos e tendo uma taxa de sucesso que varia entre os 80 e os 90%”, esclarece.

Não obstante, os sintomas podem ressurgir. Por isso, Rui Machado aconselha o seguimento por médico assistente ou ginecologista e, caso volte a apresentar algumas manifestações, deve ser referenciada “ao Cirurgião Vascular para que seja realizada uma nova observação e, se necessário, feito um novo tratamento complementar”.

Com um grande impacto na qualidade de vida das mulheres – sabe-se que “em fases tardias de diagnóstico da doença, é frequente as doentes irem a consultas de apoio psicológico ou psiquiátrico” -, o especialista reforça a mensagem: na presença de sintomas, fale com o seu médico!

As mulheres “devem falar abertamente com o seu Médico Assistente ou Ginecologista sobre a possibilidade de terem uma Síndrome de Congestão Pélvica perante: uma dor pélvica com duração superior a seis meses não cíclica de agravamento vespertino ou com o ortostatismo; quando se queixam de dor durante a relação sexual ou de um desconforto vaginal após uma relação sexual”.

“No caso de não ser encontrada uma causa justificativa, devem ser referenciadas para um Cirurgião Vascular para observação, confirmação do diagnóstico e tratamento. Não deixem, contudo, atrasar o diagnóstico, pois este atraso, além dos problemas físicos e emocionais que tem associados, está relacionado com piores resultados terapêuticos”, sublinha.

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Encontro internacional
São quatro jornadas, em formato online (por Zoom), que começam hoje e prosseguem nos dias 29 de maio, 4 e 5 de junho. Falamos...

De acordo com a organização, pretende-se com este workshop «que os participantes se apropriem de procedimentos cuidativos que operacionalizem e sistematizem a relação, que facilitem prestar cuidados em situações complexas, como cuidar de pessoas dependentes e/ou com alterações cognitivas, evitando comportamentos de agitação, oposição/recusa aos cuidados». Intervêm no encontro, professores e profissionais de saúde da ESEnfC, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, do Centro de Saúde de Cantanhede, do IGM Portugal e IGM Internacional, de instituições sediadas em Portugal, Espanha e Brasil.

A Metodologia de Cuidado Humanitude (MCH), criada pelo professor de Educação Física Yves Gineste e pela psicogerontóloga Rosette Marescotti, privilegia intervenções não-farmacológicas no controlo e redução de “comportamentos de agitação patológica”, melhorando a qualidade de vida da pessoa cuidada e o bem-estar dos cuidadores.

Gineste e Marescotti desenvolveram uma filosofia de cuidados baseados nos “pilares da humanitude” (o olhar, a palavra, o toque e a verticalidade), capazes de promoverem a dignidade, o respeito e a liberdade da pessoa, restituindo-lhe a autoestima.

Esta metodologia proíbe intervenções em força ou não consentidas, enfatizando técnicas que favorecem o estabelecimento de uma verdadeira relação de confiança entre o cuidador e a pessoa cuidada.

Em Portugal, a MCH é utilizada em quase todas as tipologias de instituições que oferecem respostas sociais e de saúde, bem como na área do ensino de enfermagem e no serviço social.

Todas as informações sobre o programa deste workshop internacional estão disponíveis no sítio do evento na Internet, em www.esenfc.pt/event/confhumanitude2021

 

“Depois da pandemia, como evitar o pandemónio da gripe? Vacinar será ainda mais importante”
No dia 31 de maio, das 16h45 às 17h15, realiza-se a conferência patrocinada pela Sanofi Pasteur “Depois da pandemia, como...

A conferência tem como objetivo fazer uma apresentação do real impacto da gripe, explicando a associação às doenças cardiovasculares e reforçando a importância dos cuidados e da prevenção do vírus da gripe num contexto de pandemia.

Com uma intervenção focada na relação entre a doença aterosclerótica e o vírus da gripe, Carlos Rabaçal, cardiologista, explica que existem dados que demonstram que nos três dias seguintes a uma infeção gripal o risco de Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) é entre 6 a 15 vezes superior.

No decorrer desta sessão, será abordada a relação direta entre a taxa de internamentos por EAM na época gripal, o impacto associado à evolução intra-hospitalar, cuidados terciários e de reabilitação, assim como o papel da vacinação como uma medida preventiva efetiva conta a gripe. De destacar a apresentação dos resultados principais do estudo BARI (Burden of Acute Respiratory Infections) com foco na associação entre gripe e eventos cardiovasculares.

A intervenção de Filipe Froes, pneumologista, será direcionada para a inevitabilidade da ocorrência de uma pandemia e quais as medidas a adotar para evitarmos o pandemónio da gripe. Ainda com esta sessão será realizada uma overview do que podemos esperar na próxima época gripal depois de uma época em que a gripe foi praticamente inexistente, procurando responder à questão: poderemos estar perante uma época gripal mais intensa?

Esta sessão está integrada no 14º Congresso Nacional do Idoso que se realiza no Centro de Congressos Sheraton Porto Hotel e em formato online.

 

 

Esteja atenta aos sintomas!
Geralmente não existem complicações graves associadas à incontinência urinária, no entanto, este pro

Segundo os últimos dados divulgados sobre o tema, estima-se que em Portugal, apesar de 33% das mulheres acima dos 40 anos apresentarem queixas associadas à incontinência urinária, apenas uma pequena percentagem (cerca de 10%) procura o médico. Para Alexandra Henriques, Médica assistente Hospitalar Graduada em Ginecologia e Obstetrícia da Equipa de Uroginecologia do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina da Reprodução do Hospital de Santa Maria, há três razões para que isto aconteça: “primeiro porque têm que admitir que sofrem deste problema e muitas mulheres entendem que é normal com a idade ter incontinência e acham que não há nada a fazer; segundo não é fácil comentar com o companheiro, com familiares ou com as amigas porque é embaraçoso falar de perda de urina; terceiro quando vão ao médico, e não é diretamente questionado, este problema também é difícil de abordar (os próprios médicos podem não estar alerta para perguntar sistematicamente)”.

Entre os fatores que condicionam o desenvolvimento desta condição clínica, destacam-se “a genética; as gravidezes e os partos; o envelhecimento - sobretudo após a menopausa; a obesidade e outras condições que aumentam a pressão intra-abdominal como é o caso da doença pulmonar obstrutiva crónica ou tosse crónica por tabagismo; algumas doenças como a diabetes mal controlada, doenças do colagénio; o estilo de vida e os hábitos comportamentais”. Assim, sublinha a especialista, a melhor forma de prevenir o problema é manter um estilo de vida saudável. Evitar a obesidade, não fumar manter bons hábitos miccionais (urinar aproximadamente de 2 em 2 horas ou 3 em 3 horas); evitar o consumo de estimulantes (bebidas alcoólicas, gaseificadas, comida picante, café, chocolate) e manter uma boa ingestão de água (cerca de 1,5L /dia), enumera. Por outro lado, há que manter algumas das patologias pré-existentes sob controlo. “Como a diabetes, a doença pulmonar ou doenças psiquiátricas”, acrescenta.

Como sinais de alerta, Alexandra Henriques, destaca: “perda de urina associada ao esforço (por exemplo com tosse, espirro ou riso), vontade urgente de urinar associada ou não a perda de urina, aumento do número de micções (o normal é até 7 vezes por dia) ou noctúria (acordar mais que uma vez para urinar durante a noite)”, são sintomas que a devem levar a procurar o médico.

Embora não esteja associada a complicações graves, “o mau funcionamento da bexiga pode estar associado a situações que propiciam infeções urinárias de repetição e, isso sim, poderá ser gerador de outras complicações”, no entanto a médica admite que estes casos remetem para outras situações clínicas que merecem ser investigadas.

Não obstante, a incontinência urinária tem um grande impacto na qualidade de vida das mulheres que dela sofrem, estando associada a um dia-a-dia vivido sempre com grande ansiedade. “Medo de cheirar mal, medo de ficar suja, medo de perder urina durante as relações sexuais ou medo de não conseguir encontrar uma casa de banho”, são uma constante na vida destas mulheres.

“O verão, que agora se avizinha, pode ter maior impacto na vida das pessoas que sofrem de incontinência urinária de esforço e/ou de urgência (bexiga hiperativa) essencialmente devido aos hábitos e comportamentos sociais que temos tendência a ter nesta época do ano”, acrescenta Alexandra Henriques, sublinhando que os eventos sociais geram sempre muita ansiedade. “As idas à praia, passeios no jardim, caminhadas à beira-mar, são locais onde habitualmente não existem casas de banho de fácil acesso, o que pode ser um motivo de ansiedade e desconforto para as pessoas que sofrem de incontinência”, revela.

“As viagens longas também podem constituir um problema porque há necessidade de fazer várias paragens para ir à casa de banho; esta situação pode ser bem ou mal acolhida por familiares e amigos e pode ser motivo de embaraço para a mulher”, adianta sublinhando que a ansiedade vivida agrava a sensação de urgência miccional.

De um modo geral, explica a especialista, “a incontinência urinária de esforço e/ou de urgência (bexiga hiperativa) podem melhorar através de mudanças simples no estilo de vida das pessoas, nomeadamente através da manutenção do peso ideal (alimentação e exercício físico), treino da bexiga, deixar de fumar, fisioterapia dos músculos do pavimento pélvico”.

Em todo o caso, salienta, quanto à incontinência urinária de esforço, “deve ser ponderada a necessidade de correção cirúrgica”. Já nos casos de bexiga hiperativa, podem ser indicados alguns medicamentos.

Deste modo, e reforçando a ideia de há “medidas que podem melhorar a qualidade de vida” de quem sofre de incontinência urinária, não hesite em procurar apoio médico se apresentar alguns destes sintomas.

“Para quem quiser aprofundar mais sobre o assunto existe um site, Na Bexiga Mando Eu, feito com o apoio da Associação Portuguesa de Neurourologia e Uroginecologia e o site https://www.yourpelvicfloor.org/leaflets/, feito pela International Urogynecological Association, ambos têm muita informação útil sobre este tema, estão disponíveis gratuitamente e em linguagem acessível”, recomenda a especialista.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Projeto de investigação vai ser apresentado na próxima semana
Visando prevenir a repercussão na saúde mental da contínua exposição à adversidade dos bombeiros na sua atividade e melhorar a...

Iniciado em janeiro de 2020, seguindo trabalho prévio da equipa clínica, o estudo, designado “DECFIRE - Treino da tomada de decisão crítica e gestão do stress pós-traumático nos técnicos de combate a incêndios”, envolve a participação de mais de 200 bombeiros do distrito de Coimbra e tem como parceiros o Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicológico, CRI de Psiquiatria – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC, IP) e a Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra.

Os dados prévios já obtidos pelo grupo de trabalho clínico especializado na área do trauma confirmam a «exposição frequente a vivências potencialmente traumáticas. 82% dos participantes no estudo já estiveram expostos a mais de 20 situações potencialmente traumáticas. A exposição continuada a este tipo de situações poderá vir a colocar em causa os seus mecanismos de funcionamento normais e condicionar a emergência de problemas ao nível da saúde mental», afirma Miguel Castelo-Branco.

O docente da Faculdade de Medicina da UC e investigador do Coimbra Institute for Biomedical Imaging and Translational Research (CIBIT/ICNAS) explica que o projeto DECFIRE, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), explora os «processos cerebrais

envolvidos na tomada de decisão crítica em condições extremas de combate a incêndios e a forma de melhorar a tomada de decisão nessas situações».

Estes processos, clarifica, «são estudados através de eletroencefalograma e imagem por ressonância magnética funcional, mas também com recurso a ambientes de realidade virtual. Foram desenvolvidos simuladores específicos para o projeto, capazes de simular de forma realista situações de combate a incêndios. Deste modo, os participantes no estudo são expostos a cenários de situações de tomada de decisão desafiadoras, mas realistas, o que nos permite estudar a perceção de risco e o controlo emocional em situações extremas».

«O domínio do fogo florestal é bastante diferente de outros cenários de emergência em termos de cenários operacionais e fontes de incerteza. Os bombeiros precisam da capacidade de treinar situações e cenários inerentemente inseguros e difíceis de reproduzir, ou impossíveis devido a restrições ambientais, comunitárias e regulatórias», justifica.

Os resultados obtidos até agora no âmbito do DECFIRE vão ser apresentados na próxima segunda-feira, dia 31 de maio, pelas 21h30m, durante um webinar sobre “A atividade de Bombeiro(a): Impactos do Stress na Saúde e Qualidade de Vida”, que, de acordo com a organização, pretende «discutir o impacto do stress resultante do combate a incêndios na saúde e na qualidade de vida dos bombeiros e das suas famílias». O evento reúne bombeiros e suas famílias, profissionais de saúde e cientistas.

Miguel Castelo-Branco salienta ainda que o projeto inclui um plano de «disseminação com demonstrações práticas para bombeiros, fornecendo oportunidades privilegiadas de treino em situações e cenários específicos de combate e domínio do fogo, inerentemente inseguros e de reprodução difícil fora do contexto de treino». Passará também, conclui, por «sensibilizar os bombeiros e famílias, profissionais de saúde, associações corporativas e comunidade em geral para o impacto na saúde decorrente da exposição continuada à adversidade e para a importância na prevenção e ajuda precoce».

O webinar, que contará ainda com as intervenções de Carlos Santos (Diretor dos CHUC), Rosa Reis Marques (Presidente da ARSC), João Rodrigues (Vice-Presidente da ARSC), Fernando Carvalho (Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra), João Redondo (Médico Psiquiatra) e Vítor Rodrigues (FMUC), pode ser seguido através dos seguintes links: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/82185186471https://www.uc.pt/en/uid/cibit/ScienceSociety/WebinarDECFIRE/ ou https://www.facebook.com/decfire.coimbra

Webinar LadoaLado.Com: Competências Avançadas e Diferenciadas – Novos Desafios do Cuidar
A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) vai organizar mais um webinar LadoaLado. Com o tema ...

Esta sessão “será um momento de formação e discussão aberta entre pares e futuros enfermeiros sobre a importância das novas competências para obtenção de conhecimentos, técnicas e formas inovadoras de cuidar, capazes de superar os desafios e problemas que diariamente enfrentam no desempenho das suas funções”.

De acordo com o comunicado, Paula Cristina Marques, Vogal Suplente da Mesa da Assembleia Regional e Membro do Júri Nacional para efeitos de atribuição de Competências Diferenciadas; Rui Macedo, Vogal do Conselho de Enfermagem Regional; e Olinda Oliveira, Secretária do Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Enfermeiros e Membro do Júri Nacional para efeitos de atribuição de Competências Diferenciadas serão os palestrantes convidados.

A moderação estará a cargo de Nuno Pereira, Secretário da Mesa da Assembleia Regional. A SRCentro faz ainda saber que “a atividade está aberta a enfermeiros e estudantes de enfermagem com interesse pelo assunto, atribuindo 0,35 Créditos de Desenvolvimento Profissional”.  

A inscrição gratuita, mas obrigatória no Balcão Único AQUI.

 

 

Dia Mundial marca o início do Mês da Saúde Digestiva
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) alia-se às celebrações da Organização Mundial de Gastroenterologia (WGO) que,...

A escolha deste tema visa promover a consciencialização para aquela que é considerada a pandemia do século XXI, mais letal, inclusive, do que a Covid-19: a obesidade. “Se sofre de obesidade, estamos consigo nesta luta” é a mensagem que a SPG deixa aos portugueses, no filme hoje apresentado com o objetivo de lançar um alerta à população para este problema e destacar o seu grande impacto nas doenças do aparelho digestivo. 

No que respeita à Saúde Digestiva, está provado o aumento dos cinco cancros do aparelho digestivo (cancro do esófago, estômago, pâncreas, fígado e cólon) nas pessoas com obesidade. Além de encurtar a esperança média de vida, a obesidade é um fator de risco para várias doenças do aparelho digestivo, como por exemplo o refluxo gastroesofágico, a obstipação, a doença do fígado (cirrose), entre muitas outras.

“Sabemos que cerca de 75% dos doentes obesos têm doença hepática não alcoólica, o que se reflete num aumento significativo de doença hepática avançada, de cancro de fígado e de necessidade de transplante. Mais de metade da população adulta da União Europeia é obesa, o que justifica o motivo por detrás da escolha do tema do Dia Mundial da Saúde Digestiva”, refere Guilherme Macedo, vice-presidente da SPG e presidente-eleito da WGO. Acrescenta ainda que “o gastrenterologista tem um papel fundamental, trabalhando em conjunto com equipas multidisciplinares, no combate a esta pandemia que se agrava anualmente e que atinge muito a Saúde Digestiva”.  

A obesidade representa também despesas de mais de 81 mil milhões de euros para as economias europeias. Esta realidade reforça a urgência de uma resposta que congrega todos aqueles que convivem com esta pandemia como equipas de saúde multidisciplinares, indústria farmacêutica, nutricionistas, decisores políticos, pessoas afetadas e demais população.

Em conjunto, devem ser adotadas soluções para um problema mundial de saúde pública que pode ser prevenido e se tem agudizado na última década, representando uma das principais causas de doenças digestivas crónicas e também responsável pelo aumento do risco da mortalidade global.

“A adoção de estilo de vida saudável, uma dieta equilibrada, a prática exercício físico regular e consultas regulares com um gastrenterologista são essenciais para evitar a obesidade e todos os riscos que esta acarreta e promover a Saúde Digestiva, que tanto influencia a sua saúde global!”, recomenda a SPG.

“Movimento 50+”
177 pessoas que realizaram o teste de pesquisa de sangue oculto nas fezes no âmbito da campanha de sensibilização para a...

Nesta iniciativa, que decorreu de 15 de março a 14 de abril em 292 farmácias aderentes, foram realizados testes a um total de 4.190 indivíduos, com idades compreendidas entre os 50 e os 74 anos, na sua maioria mulheres (57%). Os resultados negativos ultrapassaram os 95%. Já os testes positivos fixaram-se nos 4,2%, em que nestes casos existiu uma recomendação para consulta médica com o objetivo de análise da situação e definição de próximos passos, nomeadamente a realização de colonoscopia, de acordo com as guidelines nacionais.

Em termos geográficos, o distrito de Lisboa foi o distrito com maior número de rastreios realizados (2.036), seguido do Porto (436), Setúbal (267), Coimbra (210) e Castelo Branco (197).

Katrien Buys, Diretora de Estratégia, Inovação e Sustentabilidade do Grupo Ageas Portugal, refere que “os resultados da campanha superaram as expectativas, o que reforça a importância desta iniciativa, especialmente num momento em que os rastreios e a prevenção passaram para segundo plano. O cancro colorretal é um dos tipos de cancro mais comuns e a sua incidência continua a aumentar, pelo que é urgente sensibilizar e incentivar os portugueses para o rastreio, permitindo identificar a doença numa fase inicial e salvar vidas. O nosso objetivo passa por continuar a abraçar este tipo de iniciativas e contribuir, de alguma forma, para a melhoria da saúde dos portugueses”.

Isabel Luz, Diretora Técnica da Farmácia Rainha do Douro, em Carrezeda de Ansiães, uma das farmácias participantes na campanha, comenta que “os utentes mostraram-se muito interessados em participar na campanha, principalmente num período como este em que muitos diagnósticos ficaram por fazer”.  A farmacêutica destaca a proximidade da rede de farmácias, sublinhando que “estamos perto das pessoas, conhecemos bem os nossos utentes, eles confiam em nós, estamos numa posição privilegiada para este tipo de iniciativas”.

Sensibilizar para a deteção precoce do Cancro Colorretal é uma das principais missões do “Movimento 50+”, que através de uma campanha nacional apoiada pela Fundação Ageas, Médis, Farmácias Portuguesas, Fundação Millennium bcp, Fundação Calouste Gulbenkian, Europacolon Portugal, Alliance Healthcare e Laboratório Germano de Sousa, permitiu testar mais de 4.000 portugueses, com o objetivo de prevenir esta doença.

Mais informações no infográfico e em https://www.medis.pt/cancro-colorretal

 

E já há mais países interessados
Em março, a Rússia anunciou que tinha registado o que dizia ser a primeira vacina contra a Covid-19 específica para animais....

Embora os cientistas digam que não há evidências de que os animais apresentam um papel significativo na propagação da doença aos seres humanos, as infeções foram confirmadas em várias espécies em todo o mundo, como cães, gatos, macacos e visons.

As autoridades estimam que o período de imunidade após a vacina Carnivak-Cov é de seis meses.

Julia Melano, assessora do diretor da Rosselkhoznadzor, disse, citada pela BBC, que as clínicas veterinárias estavam a assistir a um aumento dos pedidos de vacinação por parte de "criadores, donos de animais de estimação que viajam com frequência e também cidadãos cujos animais vagueiam livremente”.

Atualmente, está a ser desenvolvida outra vacina, específica para animais, pela empresa farmacêutica veterinária norte-americana Zoetis.

Países com os Estados Unidos, Argentina, Coreia do Sul e Japão já mostraram interesse na Carnivak-Cov.  

 

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