CEO da Pfizer já tinha partilhado esta ideia
Segundo o diretor do Centro de Avaliação e Investigação biológica da FDA, Peter Marks, é muito provável que sejam necessárias...

Para o alto funcionário da FDA, as versões atuais das vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna são altamente eficazes na prevenção da CoVID-19, parecendo proteger também contra as variantes que circulam nos EUA.

" Seria bom se se descobrisse que vai demorar um ano até que alguém precise de um reforço", comenta.

CEO da Pfizer também prevê que seja necessário um terceiro reforço da vacina Covid-19

O CEO da Pfizer, Albert Bourla, também acredita que provavelmente será necessário que as pessoas recebam mais uma dose de vacinação COVID-19 no prazo de um ano após a vacinação total, a fim de evitar a infeção. "Haverá provavelmente necessidade de uma terceira dose, algures entre seis e 12 meses e depois, a partir daí, haverá uma revacinação anual, mas tudo isso precisa de ser confirmado", disse Bourla durante um evento com a CVS Health no dia 1 de abril.

"É extremamente importante suprimir o conjunto de pessoas que podem ser suscetíveis ao vírus", disse Bourla, que, na altura, também reiterou que a propagação de variantes mais contagiosas "desempenhará um papel fundamental" na determinação da necessidade de doses extra.

Embora não seja claro quanto tempo dura a proteção contra a SARS-CoV-2 a partir do momento em alguém foi totalmente inoculado, a Pfizer e o parceiro BioNTech reportaram recentemente dados de seguimento que mostram que a sua vacina baseada em mRNA BNT162b2 foi 91,3% eficaz na prevenção da doença até seis meses após a segunda dose. Da mesma forma, a vacina mRNA-1273 da Moderna, que se baseia na mesma tecnologia, também demonstrou uma proteção sustentada de mais de 90% aos seis meses.

 

Nutrição
A sociedade moderna incute um espírito de vida saudável onde a alimentação e o treino ganham cada ve

Para fazer uma seleção adequada de alimentos para um plano alimentar de um atleta, profissional ou amador, devemos conhecer bem a modalidade desportiva (que pode ir de uma aula de zumba até treinos intensos de crossfit), os seus objetivos de treino, o seu gosto (preferências alimentares e alimentos preteridos) e a composição corporal pretendida. Só assim temos as ferramentas necessárias para fazer um plano ajustado ao objetivo individual e obter os melhores resultados.

Mas, embora o Plano Alimentar deva ser o mais individualizado possível, há alimentos que devido às suas características nutricionais são interessantes para incorporar numa ementa de quem treina com regularidade.

Tendo sempre em consideração que não há alimentos insubstituíveis nem alimentos perfeitos, nem obrigatórios, podemos destacar alguns que pelas suas características nutricionais melhoram a saúde e o bem-estar principalmente de quem tem uma vida bastante ativa.

A água é essencial para a saúde e bem-estar do organismo, sendo indispensável para quase todas as suas funções! O estado de hidratação pode comprometer o rendimento físico e mental.

É fundamental que garanta uma ingestão adequada de água para não prejudicar a performance e evitar um esforço fisiológico acrescido.

A ingestão moderada de café pode conferir um efeito protetor para várias patologias e proporcionar uma sensação bem-estar geral.

A cafeína é uma substância psicoativa com efeito estimulante a nível do sistema nervoso central (SNC). Muito apreciada pelos atletas porque tem a capacidade de diminuir da sensação de fadiga e sonolência e aumentar a capacidade de alerta, o que conduz a um melhoramento do rendimento físico e intelectual.

A dose recomendada para tirar o máximo proveito desta bebida varia entre 1 a 3 chávenas por dia. Por outro lado, um consumo excessivo pode conduzir a um estado de nervosismo, ansiedade, agressividade, insónia, taquicardia e tremores. Ou seja, a dose deve respeitar a variabilidade individual.

A ingestão adequada de carne, peixe e ovos garante um bom aporte de proteínas de alto valor biológico com funções de reparação/regeneração e síntese do tecido muscular. O atum e o salmão além da sua riqueza proteica fornecem ácidos gordos essenciais com propriedades anti-inflamatórios.

A batata-doce, aveia e a quinoa são apenas alguns exemplos de alimentos que fornecem um bom aporte de hidratos de carbono, importante fonte de energia durante o exercício.

A batata-doce apresenta ainda uma riqueza excecional de vitamina A, que lhe confere um poder antioxidante e anti-inflamatório interessante, fibras, vitaminas lipossolúveis e minerais.

Aveia destaca-se pelo seu teor de fibra e proteína (cerca de 13% e com um bom aporte de aminoácidos essenciais).

A quinoa, á semelhança da aveia, possui teor considerável de proteína (com todos os aminoácidos essenciais).

O teor proteico destes alimentos, alem dos benefícios para um melhor rendimento e recuperação, associado ao bom aporte de fibra proporciona uma maior saciedade importante para quem quer perder/manter o peso.

O abacate ao contrário da maioria da fruta é rico em gorduras “saudáveis” (ácidos gordos essenciais) e com baixo teor de hidratos de carbono.

Apresenta na sua constituição nutricional um rol de vitaminas e minerais, destacando-se o bom aporte de potássio.

Os frutos vermelhos conhecidos pelo seu poder antioxidante auxiliam no controle de inflamações e na recuperação pós-treino.

Apresentam baixo valor calórico ideal para quem quer perder peso.

A beterraba, os espinafres e o aipo são alimentos com alto teor de nitratos, substância responsável pela vasodilatação e relaxamento vascular.

O espinafre fornece, ainda, um bom aporte de ferro, importante para o transporte e armazenamento de oxigénio.

As frutas oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas do maranhão) são ricas em muitos nutrientes, sendo fonte de proteínas, de gordura monoinsaturada, gordura polinsaturada, vitamina E, magnésio, selênio, zinco e manganês.

Os seus efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios tornam estes alimentos bons aliados do treino.

A nutrição e o treino devem ser sempre aliados a um sono tranquilo e reparador com as horas necessárias para repor as energias.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Gileadcovid19.pt
Com o objetivo de disponibilizar informação consolidada e atualizada sobre a COVID-19, a doença infeciosa causada pelo novo...

Dirigido ao público em geral e aos profissionais de saúde (que têm acesso a uma área restrita), o gileadcovid19.pt pretende prestar informações relativas à COVID-19 disponibilizando num só local informação sobre sintomas, diagnóstico e tratamento, prevenção e comportamentos de risco, tendo ainda, ao dispor do profissional de saúde, uma Biblioteca Virtual com ligação aos artigos científicos mais relevantes e atuais e uma agenda com informação sobre os principais eventos na área da COVID-19.

Este site procura ser um instrumento de partilha e consolidação de informação relativa aos diversos aspetos inerentes à COVID-19, reforçando os já disponibilizados pelas autoridades de saúde, sociedades médicas, ordens profissionais e outras entidades. Apesar dos avanços verificados nas últimas semanas no combate à doença em Portugal, continua a ser importante garantir a comunicação de informação credível, atual e comprovada cientificamente focando aspetos relacionados com a prevenção e testagem, mas também com a vacinação e as abordagens terapêuticas à COVID-19.

O gileadcovid19.pt é um projeto da Gilead Sciences, uma empresa biofarmacêutica que, alicerçada numa herança construída ao longo de 30 anos de combate às doenças virais, está empenhada em apoiar a comunidade mundial de saúde a responder rápida e eficazmente a surtos virais graves e potencialmente fatais em todo o mundo.

 

Cerimónia transmitida amanhã
Shankar Balasubramanian e David Klenerman receberam o Millennium Technology Prize (Prémio de Tecnologia do Milénio) pelo...

Os químicos da Universidade de Cambridge, Shankar Balasubramanian e David Klenerman, foram anunciados como os vencedores do Millennium Technology Prize 2020, um dos prémios de ciência e tecnologia mais prestigiados do mundo, atribuído pela Technology Academy Finland (TAF).

O prémio global, atribuído a cada dois anos desde 2004 para destacar o amplo impacto da ciência e da inovação no bem-estar da sociedade, tem o valor de 1 milhão de euros. O anúncio de hoje do prémio de 2020 foi adiado devido à pandemia da COVID-19.

Os professores Balasubramanian e Klenerman coinventaram a Solexa-Illumina Next Generation DNA Sequencing (NGS), tecnologia que melhorou a nossa compreensão básica da vida, convertendo as biociências em “grande ciência”, ao permitir o sequenciamento genético rápido, preciso, de baixo custo e em larga escala — o processo de determinação da sequência completa de ADN da composição de um organismo. Fundaram conjuntamente a empresa Solexa para tornar a tecnologia mais amplamente disponível para o mundo.

A tecnologia tem tido — e continua a ter — um enorme impacto transformador nos campos da genómica, medicina e biologia. Para avaliarmos a escala da mudança, podemos referir que permitiu uma melhoria de mil vezes em termos de velocidade e de custo quando comparada com o primeiro sequenciamento do genoma humano. Em 2000, o sequenciamento de um genoma humano levou mais de 10 anos e custou mais de mil milhões de dólares. Atualmente, o genoma humano pode ser sequenciado num dia a um custo de mil dólares e são sequenciados à escala mais de um milhão de genomas humanos todos os anos, graças à tecnologia coinventada pelos Professores Balasubramanian e Klenerman. Isto significa que podemos compreender as doenças muito melhor e muito mais rapidamente.

Como funciona

O método de NGS envolve a fragmentação da amostra de ADN em muitos pedaços pequenos, que são imobilizados na superfície de um chip e ampliados localmente. Cada fragmento é então descodificado no chip, base a base, usando nucleótidos coloridos com fluorescência aos quais é adicionada uma enzima. Ao detetar os nucleótidos codificados por cores incorporados em cada posição do chip com um detetor de fluorescência — e repetindo este ciclo centenas de vezes — é possível determinar a sequência de ADN de cada fragmento.

Os dados recolhidos são então analisados com um sofisticado software informático para montar a sequência completa de ADN a partir da sequência de todos esses fragmentos. A capacidade do método de NGS de sequenciar milhares de milhões de fragmentos paralelamente torna a técnica rápida, precisa e muito rentável. A invenção do NGS constituiu uma abordagem completamente revolucionária e inovadora para a compreensão do código genético em todos os organismos vivos.

Contribuição para a luta global contra a COVID-19

O sequenciamento de próxima geração fornece uma forma eficaz de estudar e identificar novas estirpes do coronavírus e outros agentes patogénicos. Com o surgimento da pandemia, a tecnologia está agora a ser utilizada para rastrear e explorar as novas mutações virais do coronavírus, que é uma preocupação global crescente. Este trabalho tem ajudado na criação de múltiplas vacinas, que estão agora a ser administradas em todo o mundo, e é fundamental para a criação de novas vacinas contra novas estirpes virais perigosas. Os resultados serão também utilizados para prevenir futuras pandemias.

A tecnologia também está a permitir aos cientistas e investigadores identificar os fatores subjacentes em indivíduos que contribuem para a sua resposta imunológica à COVID-19. Esta informação é essencial para desvendar o motivo pelo qual algumas pessoas respondem muito pior ao vírus do que outras. Os resultados destes estudos serão inestimáveis para entender como minimizar a possibilidade de as pessoas desenvolverem respostas inflamatórias exacerbadas, o que é atualmente entendido como sendo responsável por alguns dos sintomas da COVID-19.

Impacto na ampliação dos cuidados de saúde e diagnósticos

A tecnologia NGS revolucionou a investigação biológica e biomédica global e permitiu o desenvolvimento de uma ampla gama de tecnologias, aplicações e inovações relacionadas. Devido à sua eficiência, o NGS tem sido amplamente adotado nos cuidados de saúde e nos diagnósticos, tais como cancro, doenças raras, medicina infeciosa e testes pré-natais não invasivos baseados no sequenciamento.

É cada vez mais utilizado para definir os genes de risco genético nos doentes com uma doença rara e é atualmente utilizado para definir novos alvos farmacológicos para novas terapias para doenças comuns em grupos definidos de doentes. O NGS também contribuiu para a criação de novas e potentes terapias biológicas, como terapias com anticorpos e genéticas.

No campo do cancro, o NGS está a tornar-se o método de análise padrão para definir um tratamento terapêutico personalizado. A tecnologia melhorou drasticamente a nossa compreensão da base genética de muitos cancros a um nível fundamental e é agora frequentemente utilizada tanto para testes clínicos de deteção precoce como para diagnóstico, a partir de tumores e de amostras de sangue de doentes.

Impacto na biologia

Além das aplicações médicas, o NGS também tem tido um grande impacto em toda a biologia, pois permite a identificação clara de milhares de organismos em quase todos os tipos de amostra. É agora extremamente importante para estudos de Agricultura, Ecologia e Biodiversidade.

De acordo com a Professora da Technology Academy, Päivi Törmä, Presidente da Comissão de Seleção do Millennium Technology Prize, “O potencial futuro do NGS é enorme e a exploração da tecnologia está ainda a dar os primeiros passos. A tecnologia será um elemento crucial na promoção do desenvolvimento sustentável através da personalização da medicina, da compreensão e da luta contra doenças mortais e, consequentemente, da melhoria da qualidade de vida. O Professor Balasubramanian e o Professor Klenerman são dignos vencedores do prémio.”

Esta é a primeira vez que o Prémio é concedido a mais do que um destinatário pela mesma inovação, celebrando o significado da colaboração.

Marja Makarow, Presidente da Technology Academy Finland, referiu que “a colaboração é uma parte essencial para garantir uma mudança positiva para o futuro. O Sequenciamento de Próxima Geração é o exemplo perfeito do que pode ser alcançado através do trabalho em equipa e da colaboração entre indivíduos de diferentes formações com vista à resolução de um problema.

“A tecnologia pioneira do Professor Balasubramanian e do Professor Klenerman também desempenhou um papel fundamental na descoberta da sequência do coronavírus, o que, por sua vez, permitiu a criação das vacinas — por si só, um triunfo para a colaboração transfronteiriça — e ajudou a identificar novas variantes da COVID-19.”

Numa declaração conjunta, Shankar Balasubramanian David Klenerman disseram:

“Estamos encantados e honrados por sermos os décimos galardoados com o Millennium Technology Prize. Esta é a primeira vez que recebemos um prémio internacional que reconhece a nossa contribuição para o desenvolvimento da tecnologia — mas não é apenas para nós, é para toda a equipa que desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da tecnologia e para todos aqueles que nos inspiraram ao longo do nosso percurso.”

Dos nove vencedores anteriores do Millennium Technology Prize, três foram posteriormente galardoados com um Prémio Nobel.

Estudo longitudinal
Bebés que nascem com menos de um quilo de peso envelhecem mais rápido do que bebé que nascem em final de tempo com um peso...

De acordo com a equipa de investigação, que seguiu um grupo de bebés muito prematuros, ou seja, com um peso extremamente baixo, comparando-os com outros nascidos no final do termo e que apresentavam um peso normal, descobriu que, pelo menos biologicamente, os bebés prematuros envelhecem mais depressa.

Segundo os investigadores, a taxa de envelhecimento pode ser influenciada pela gestão do stress fisiológico das crianças antes do nascimento e durante a estadia na unidade de cuidados intensivos neonatais após o nascimento.

A informação provém do estudo longitudinal mais antigo do mundo sobre bebés com baixo peso, que têm sido rastreados desde que o estudo começou na McMaster e Hamilton Health Sciences em 1977.

"Embora não seja claro por que razão o envelhecimento biológico acelerado é observado em homens com um peso de nascimento extremamente baixo, isto sugere que as exposições pré-natais desempenham um papel importante no envelhecimento", diz Ryan Van Lieshout, primeiro autor do estudo da MCMaster, médico e professor associado de psiquiatria e neurociências comportamentais na McMaster's Michael G. DeGroote School of Medicine.

O investigador acrescenta que pesquisas anteriores mostraram que os rapazes prematuros são mais suscetíveis ao stress pré-natal do que as raparigas com um peso de nascimento extremamente baixo. "Isto certamente realça a necessidade de monitorizar a saúde dos sobreviventes da maternidade prematura ao longo da sua vida, e é necessária mais investigação", diz. “Isto também sublinha a necessidade de alertar os homens que nasceram prematuros e promover o envelhecimento saudável para que possam mitigar proactivamente esses riscos”, revela.

 

 

Resultados preliminares do CombiVacs
Administrar uma segunda dose da vacina da Pfizer a pessoas que já receberam a vacina da AstraZeneca “é seguro e eficaz”. Esta é...

Para perceber se seria seguro ou não combinar as duas vacinas, uma equipa de investigadores do Instituto de Saúde Carlos III, em colaboração com Hospitais Clínicos De Madrid; Clínic e Vall d'Hebron em Barcelona e El Hospital de Cruces de Vizcaya, recrutaram 678 pessoas que receberam uma dose da vacina da AstraZeneca e que nunca teriam contraído a infeção provocada pelo novo coronavírus. Destes, 442 foram incluídos aleatoriamente no grupo experimental e, portanto, receberam a vacina Pfizer oito a 12 semanas após a primeira dose de AstraZeneca. Os restantes 221 integraram o grupo de controlo não tendo recebido a vacina.

De acordo com os dados apresentados, e brevemente serão publicados numa revista científica de alto impacto, a administração de uma dose de reforço da Pfizer após uma primeira dose com a AstraZeneca “é segura, eficaz e oferece bons níveis de proteção”, sublinharam os investigadores.

"O númeoro de anticorpos do tipo IgG excedem mais de 150 vezes na linha de base e os anticorpos neutralizadores são aumentados sete vezes [em relação ao grupo de controlo]", explicou María Teresa Pérez Olmedo, chefe do Laboratório de Serologia do Centro Nacional de Microbiologia, o centro que tem agido como o laboratório central do ensaio.

Embora este estudo não tenha vindo a comparar a eficácia da combinação de dose de AstraZeneca e Pfizer com os efeitos da administração de duas doses de AstraZeneca, os investigadores observaram que estudos anteriores, como o ensaio de fase II realizado com AstraZeneca, mostraram um nível mais baixo no aumento dos anticorpos neutralizantes com o padrão AstraZeneca. Em todo o caso, recordam que "a comparação entre estudos está sempre sujeita a limitações", pelo que apenas sublinharam que as conclusões preliminares do seu trabalho mostram uma boa resposta imunitária "em caso algum inferior" à demonstrada por outras opções de vacinação.

O ensaio também demonstrou um bom perfil de segurança da combinação. O efeito adverso mais frequente (88%) foi a dor no local da injeção. 40% também mostrou desconforto geral e dor de cabeça, 25% calafrios e apenas 2,5% reportou febre. Os sintomas não persistiram para além do terceiro dia após a vacinação e nenhum participante precisou ser hospitalizado devido a estes efeitos (68% consideraram os seus efeitos secundários como ligeiros). Ao contrário da pesquisa recentemente publicada no The Lancet, o ensaio não observou o aumento de reações leves e moderadas após a combinação de vacinas.

Durante a apresentação dos resultados, os investigadores recordaram que, embora esta seja uma hipótese plausível, as suas conclusões preliminares não podem ser extrapoladas para outras vacinas baseadas no RNA mensageiro. Segundo a equipa de investigação, embora partilhem mecanismos de ação, teria de ser realizado um estudo específico para conhecer a eficácia e a segurança da combinação da vacina da AstraZeneca com a da Moderna, por exemplo.

No âmbito do Dia Mundial das DII
Amanhã é dia Mundial das Doenças Inflamatórias do Intestino (DII) e a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia reforça a...

É urgente estar atento aos sintomas

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia lançou um filme de sensibilização e uma infografia animada de explicação destas doenças, com o apoio da Janssen, e em parceria com a Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino e a Associação CrohnColite Portugal com o objetivo de informar e sensibilizar a população para as Doenças Inflamatórias do Intestino (DII).

Os jovens, entre os 20 e 35 anos, fase de vida ativa em que a doença é mais diagnosticada, podem ter um grande impacto destas doenças a nível das suas relações pessoais, profissionais, absentismo laboral, entre outros. É frequente haver um atraso no diagnóstico (tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico) que pode durar quase dois anos e que atrasa o início de tratamento eficaz resultando em complicações.

Não existe nenhuma medida preventiva aprovada para as DII mas, promover um estilo de vida saudável, uma dieta equilibrada, evicção de tabagismo tem benefícios em todas as esferas da saúde.

Diagnóstico, sintomas e tratamento

Têm ocorrido enormes avanços no tratamento destes doentes. Os medicamentos biológicos, constituíram, sem dúvida, um marco histórico que permitiram mudar a história natural da doença no início do século. Desde aí, muitas outras moléculas têm surgido, nomeadamente outros biológicos com diferentes mecanismos de ação e mais recentemente as pequenas moléculas, de administração oral. Neste momento, o maior desafio é iniciar o tratamento o mais precocemente possível, antes de existir dano estrutural da parede intestinal de forma a que o tratamento seja mais eficaz.

O diagnóstico da DII implica a combinação de dados clínicos, laboratoriais, imagiológicos e a realização de uma colonoscopia com biopsias. Os sintomas mais comuns são: diarreia crónica (que dura mais de um mês), dor abdominal, e perda de sangue pelo ânus. Pode também haver perda de peso, fadiga, atraso de crescimento (nas crianças), anemia, dores e inchaço nas articulações, entre outros.

O objetivo do tratamento é devolver a qualidade de vida aos doentes e permitir que possam ter uma boa qualidade de vida do doente com DII como sejam o acesso ao trabalho, a sexualidade e o bem-estar psicológico.

Situação Epidemiológica
Nas últimas 24 horas, foram registadas duas mortes associadas à Covid-19 e identificados mais 386 novos casos de infeção.

Segundo o boletim divulgado, foram registas duas mortes associadas à Covid-19, desde o último balanço, em todo o território do país: uma na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma na região autónoma dos Açores.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 386 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 175 novos casos e a região norte 131. Desde ontem foram diagnosticados mais 20 na região Centro, 12 no Alentejo e 10 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais nove infeções e 29 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 233 doentes internados, menos 13 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos contam agora com menos seis doentes. Estão, atualmente, nas UCI 66 doentes internados.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 568 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 803.759 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 21.997 casos, menos 184 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 129 contactos, estando agora 18.376 pessoas em vigilância.

Dados INSA
A segunda fase do Inquérito Serológico, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), apresentado...

Quando comparado com a primeira fase do ISN-COVID-19 (realizado entre os meses de maio e julho 2020), existe ainda uma menor diferença entre a seroprevalência estimada e a incidência de Covid-19, “o que indica um aumento da capacidade de diagnóstico” da doença no país e que se deve, sobretudo, ao “progressivo aumento de testagem observado em Portugal nos últimos meses”.

As regiões do Algarve (7,7 %), Madeira (6,2 %) e Açores (5,8 %) e o grupo etário 70-79 (8,9 %) são as regiões e o grupo etário onde se encontraram as menores prevalências de anticorpos específicos contra-SARS-CoV-2, de acordo com o INSA.  “O maior número de pessoas suscetíveis nestes grupos, contribuí para que possam ter um maior risco de infeção, sendo por isso grupos aos quais deve ser prestada especial atenção na implementação do Plano de Vacinação contra a COVID-19”, sublinha o relatório. Quanto às regiões onde foram detetados mais anticorpos, a região Norte e a região de Lisboa e Vale do Tejo lideram a tabela com 16,6% e 16,5%, respetivamente. Seguem-se as regiões Centro (15,7%) e Alentejo (15,9%). No global foi detetada uma seroprevalência nacional de 15,5%.

Os resultados agora apresentados indicam ainda a existência de uma “elevada proporção de pessoas com anticorpos especfiicos para o SARS-CoV-2 (98,5 %) e com elevadas concentrações de anticorpos (média geométrica: 8.561 UA/ml) após a segunda dose da vacina, esperando-se um aumento da imunidade à medida que se for concretizando o Plano de Vacinação, que deve ser complementado com as medidas de proteção individual e coletivas recomendadas pelas Autoridades de Saúde, dadas as atuais lacunas no conhecimento sobre duração da proteção pós vacinação”.

Observou-se ainda uma menor seroprevalência e menor concentração de anticorpos três meses após infeção ou contato com caso suspeito ou confirmado de Covid-19, “o que sugere a possibilidade de decaimento de anticorpos ao longo do tempo, cujo efeito na duração da proteção contra a infeção deve ser avaliado em estudos específicos”. Esta hipótese justifica a atual opção de vacinar as pessoas previamente infetadas por SARS-CoV-2, apesar desta diminuição e mesmo ausência de anticorpos detetáveis poderem não corresponder a uma total ausência de proteção, salienta o relatório.

Por outro lado, o documento mostra que “o risco de infeção por SARS-CoV-2 na população com idade inferior a 20 anos não parece ser inferior ao da população adulta, tendo em conta a ausência de diferenças na seroprevalência contra SARS-CoV-2 entre crianças, jovens e jovens adultos”.  A diferença entre a seroprevalência estimada e a incidência de Covid-19 notificada pode ser justificada “pelo facto de nestas idades a apresentação clínica de Covid-19 poder ser mais ligeira ou a infeção mais frequentemente assintomática do que na população adulta, o que foi também encontrado neste estudo”.

Desenvolvido e coordenado pelos departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infeciosas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em parceria com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, Associação Portuguesa de Analistas Clínicos e com 33 Unidades do Serviço Nacional de Saúde, a segunda fase do ISN COVID-19 analisou uma amostra de 8.463 pessoas residentes em Portugal, recrutadas entre 1 de fevereiro e 31 de março de 2021.

Vários especialistas juntam-se à iniciativa
Entre os dias 18 e 21 de maio vão realizar-se pelas 21h00, no Facebook da APOBARI, quatro webinares que terão a participação de...

No dia 22 de maio, sábado, o dia inicia-se com a apresentação do livro “O Esconderijo”, um projeto da ADEXO e da APCOI, no programa “Aqui Portugal” da RTP. A apresentação do livro será feita pelos apresentadores José Carlos Malato e Vanessa Oliveira que apadrinharam este projeto. 

De seguida, pelas 15h00, no Facebook da ADEXO será feito o lançamento oficial do livro “O Esconderijo” pelos presidentes das respetivas associações responsáveis por este projeto – Carlos Oliveira da ADEXO e Mário Silva da APCOI.

Para encerrar as celebrações do Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, realizar-se-á uma tertúlia sob o mote “STOP BULLYING”, um tema que vai ao encontro do livro “O Esconderijo”, também no Facebook da ADEXO pelas 21h00. Esta sessão volta a juntar as três associações – ADEXO, APCOI e APOBARI – e contará ainda com a participação de uma psicóloga, um pediatra e um cirurgião, para falar sobre a obesidade como uma doença e a sua relação atual com o bullying.

Estas iniciativas contam com o apoio do Ministério da Saúde, da Federação Nacional de Associações de Doenças Crónicas (FENDOC), das farmacêuticas Novo Nordisk, Johnson&Johnson e Medinfar, bem como do Grupo Lusíadas.

 

Campanha para assinalar o Dia Mundial Sem Tabaco
Para assinalar o Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado a 31 de maio, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) está a promover a...

O músico e compositor David Fonseca (também conhecido pelo seu historial ligado a dobragens de filmes animados), aceitou o convite para dar voz à personagem "Tomás". O filme conta a história feliz do pai Tomás que se apercebe que para ser mais saudável e partilhar melhores momentos ao lado da sua filha, Inês, tem de abdicar do tabaco, e por isso aconselha: “Não fumes, por ti e pela tua família!”.

Através da técnica “stop motion”, o filme animado transmitirá informação relevante sobre o tabagismo, de uma forma descontraída e divertida, para criar impacto junto da população em geral e, em particular, dos mais jovens, com especial atenção para os pais.

O filme vai estar disponível no Youtube e no site da LPCC em: https://www.ligacontracancro.pt/dia-mundial-sem-tabaco-2021/

“Nunca é demais alertar para os perigos e os malefícios do tabaco, cujo consumo tem vindo a aumentar, sobretudo na população mais jovem devido ao aparecimento de novos produtos do tabaco. Ao contrário do que tem vindo a ser divulgado, o tabaco aquecido e o cigarro eletrónico têm efeitos nefastos para a saúde. Para além de causarem dependência, destacamos que os malefícios dos compostos e componentes do tabaco convencional e dos novos produtos do tabaco, associados à problemática do fumo passivo, presente em tecidos e materiais em casa e no carro, prejudicam gravemente os não fumadores a médio e longo prazo”, afirma Dra. Mónica Martins, Presidente do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Estima-se que 1,2 milhões de mortes por ano, no mundo, são causadas pela exposição ao tabaco (fumo passivo), que está diretamente ligada ao aparecimento de doenças como o cancro, as doenças cardiovasculares e respiratórias.

O consumo do tabaco é responsável por aproximadamente 22% das mortes por cancro, e em Portugal representa a morte de mais de 13 mil pessoas por ano. No mundo, o consumo de tabaco provoca a morte de cerca de 8 milhões de pessoas por ano.

Assita ao vídeo:

Evento especialmente direcionado a associações de doentes
A Bayer promove no próximo dia 19 de maio pelas 17h00 uma sessão virtual dedicada ao tema “Sinergias em Investigação Clínica”....

A sessão conta com a participação de Joana Camilo – Presidente da Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP); Francisco Cruz – Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, no Centro Hospitalar de São João; Raquel Reis – Coordenadora da Equipa de Ensaios Clínicos na Bayer Portugal e com a moderação da jornalista Fernanda Freitas.

“A Bayer com esta iniciativa pretende promover um momento de maior informação sobre o que são ensaios clínicos, o rigor e ética envolvidos na sua implementação e o cuidado necessário no acompanhamento dos participantes. Seremos bem-sucedidos se esta troca de experiências puder traduzir-se em maior conhecimento e confiança por parte dos doentes, associações e público em geral, sobre o papel dos ensaios clínicos no desenvolvimento de alternativas terapêuticas que podem inclusivamente, nalgumas áreas, mudar o paradigma de tratamento de determinadas doenças”, explica Raquel Reis.

Na área da inovação, em Portugal, a Bayer tem em funcionamento um Laboratório Satélite em parceria com o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET) e dispõe de uma Unidade de Ensaios Clínicos, colaborando ainda com diversos centros académicos em projetos próprios de investigação e formação.

A Unidade de Ensaios Clínicos dedica-se à investigação de novos tratamentos e ao acompanhamento de estudos em várias fases e em diversas áreas terapêuticas, como Cardiologia, Ginecologia, Nefrologia, Neurologia, Oncologia, Pneumologia e Urologia.

 

 

Testemunho
«O tipo não sabe o que diz! Ele está paranoico!

De facto, “esquizofrenia”, “paranoia” são duas palavras que foram vulgarizadas no atual discurso. Vivemos numa época e numa sociedade em que tudo e todos parecem estar “paranoicos” ou padecendo de “esquizofrenia”. Como duas armas de arremesso, quer se trate de temas políticos, económicos ou sociais, quer se trate de futebol, da educação ou da saúde, estas palavras são utilizadas para criticar, atacar ou ofender, na medida em que são portadoras do estigma produzido no seu contexto de origem: a saúde mental com o seu catálogo de doenças e o modo como todas elas são encaradas pela sociedade em geral.

Porém, a vida encarregou-se de nos ensinar o verdadeiro significado de “esquizofrenia”, bem como os diferentes tipos ou estados de uma das doenças mentais mais profundas-

Como tudo começou

Foi no dia 2 de novembro de 1994. Na tarde desse dia, fui chamada, com urgência, por alguns vizinhos que me deram conta do estranho comportamento que o meu filho – então rapaz de 22 anos – revelava desde o dia anterior.

Chegada a casa deparei-me com uma pessoa alterada, andando de um lado para o outro como um animal enjaulado, gritando e discutindo com alguém completamente invisível ou com os locutores e personagens que surgiam na TV. Todos eram acusados de mentirem, de o perseguirem, de quererem jogar com ele para lhe fazerem mal. Num discurso sem nexo, fantasioso, falava-nos de um jogo que só ele conhecia! Todas as tentativas para o acalmar e chamar à razão fracassaram.

Seguiram-se as piores 48h da nossa vida, recheadas de episódios rocambolescos e dramáticos à medida que tentávamos aceder aos serviços de psiquiatria do SNS. De hospital em hospital, de médico em médico, de injeção em injeção, não queríamos acreditar no que víamos. Desesperada, só murmurava: estamos no final do séc. XX! Não estamos na Idade Média!!!!

No dia 4 de novembro, pelas 4 horas da tarde, o meu filho, completamente dopado, mais parecendo um farrapo humano, foi internado no hospital psiquiátrico da zona a que pertencia a sua residência.

Chamada ao gabinete do médico, foi-nos comunicado, um diagnóstico incompreensível do qual apenas registamos a palavra “esquizofrenia”.

Esquizofrenia, doutor? O doutor está a dizer-me que o meu filho é esquizofrénico? – perguntei surpreendida. Seguiram-se mais algumas explicações que mal ouvíamos tal era o estado em que ficámos.

Se não estávamos preparados para enfrentar o que tínhamos acabado de viver nas últimas 48h, muito menos estávamos para as semanas, meses e anos que se seguiram.

A Descida ao Inferno

De crise em crise, de internamento em internamento, de hospital em hospital, de médico em médico, de medicamento em medicamento, de convalescença em convalescença só pedíamos que nos ajudassem.

Mas, sozinhos, sem qualquer apoio, tivemos de aprender a lidar com um SNS que não assumia a saúde mental; sozinhos, ficamos a saber que o tratamento dos doentes mentais, com raras exceções, estava entregue a instituições seculares, que continuavam a trabalhar com os mesmos métodos, terapias e medicamentos dos seus primórdios. Ali fechavam-se os doentes mentais afastando-os da família e sobretudo da sociedade; sozinhos, descobrimos que as altas não significavam cura, mas uma longa convalescença, sem fim à vista, onde era preciso vigiar a toma da medicação, tentar reverter o dormir, comer e não fazer nada e estar atentos aos sintomas das recaídas que foram acontecendo com alguma frequência.

De boas intensões o inferno está cheio

Os anos foram passando! O meu filho foi envelhecendo sem nunca recuperar e com ele envelheciam os pais sempre em busca das alternativas tão prometidas por decretos, despachos e portarias publicados no âmbito do Plano Nacional de Saúde Mental, mas que nunca conseguiram saltar para fora do papel.

O ano de 2012 começou com mais um surto psicótico e um novo internamento. Porém, ao contrário dos anteriores, passados que foram 15 dias, mais “descompensado” e mais alterado do que quando entrara, o meu filho recebeu alta. Não era possível estar hospitalizado mais tempo. Estavam, então, em curso as diretrizes do Plano Nacional de Saúde Mental (2007-2016) que preconizavam um processo de desinstitucionalização dos doentes mentais. Metendo tudo no mesmo saco, - doentes que viviam há décadas nos hospitais psiquiátricos e doentes que precisavam de tratamento hospitalar - o Plano preconizava, sem atender às especificidades das doenças mentais, curtos períodos de internamento hospitalar, após os quais o doente deveria regressar ao seio da família, continuando o tratamento em instituições a nível comunitário.

A ideia até parece boa! Mas onde estavam essas instituições? A nível nacional nunca foram implementadas por falta de verba, embora se possam encontrar, aqui e ali, alguns exemplos de iniciativa privada ou municipal. É nelas que as famílias encontram apoio, aconselhamento e orientação. É nelas que os doentes mentais profundos quebram a rotina do Dormir, Comer e não Fazer Nada. É nelas que se ensaiam os programas de recuperação e de inserção na sociedade.

Mas o seu papel só será eficaz se espalhadas por todo o território nacional, inseridas e financiadas no âmbito do SNS para darem continuidade aos tratamentos hospitalares potencializando, desse modo, a recuperação.

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O livro infantil ‘Maria descobre a diabetes’ será distribuído em escolas do 1º ciclo
Com o objetivo de assinalar os 100 anos da descoberta da Insulina, assim como sensibilizar e educar os mais novos para um...

O livro que se espera que impacte mais de 11 mil crianças, e que conta com o apoio da editora Cultura, da EPIS - Associação Empresários pela Inclusão e da Sanofi, disponibiliza uma música através de um QRCode e ainda um vídeo pedagógico, onde uma psicóloga e a autora da obra explicam a diabetes às crianças.

Catarina Mendanha convive com a patologia desde os seis anos, enfrentando os medos, incertezas e dúvidas causadas por uma condição que a afetou desde tenra idade. Nesse sentido, a autora quis criar uma série de livros que retratassem a personagem Maria como uma menina como todas as outras, mas que tem um superpoder, onde tem de ser o seu próprio pâncreas, e vai mostrando a forma como se sente no dia a dia, como é que ela resolve os problemas e como a diabetes está presente na sua vida.

De acordo com Catarina Mendanha, “é fundamental encontrarmos uma forma divertida e pedagógica de chegarmos não apenas às crianças com diabetes, mas também aos colegas de escola que os acompanham. Nesse sentido, a distribuição deste livro poderá ajudar a esclarecer dúvidas e até a diminuir algum estigma que possa existir”.

Para Luis Gardete Correia, Presidente da Fundação Ernesto Roma, “Esta ação de consciencialização encaixa perfeitamente na missão da Fundação, cujo principal objetivo é contribuir de forma prática para melhorar a qualidade de vida da pessoa com diabetes, através do desenvolvimento de programas na área da investigação, formação, assistência e educação terapêutica, enfatizando a importância da sua autonomia e plena integração”.

O livro lançado em dezembro de 2019 e que está disponível em livrarias físicas e online, e que tem também uma vertente solidária para a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal - APDP, chega agora às escolas para sensibilizar e educar alunos e professores para uma doença que afeta cada vez mais crianças e jovens em Portugal.

Sobre o livro

Apadrinhado pelo ator Joaquim de Almeida, “Maria descobre a diabetes” é o primeiro livro de uma coleção infantil que retrata o dia a dia de uma menina de sete anos, nas suas aventuras e peripécias normais da idade, com a particularidade de ter diabetes tipo1.

Através de uma linguagem simples, a autora visa desmistificar a patologia para quem convive com a diabetes desde tenra idade, alertando para os cuidados a ter e possíveis sintomas.

Sobre a autora

Catarina Mendanha nasceu em 1987, em Lisboa, e aos 6 anos foi-lhe diagnosticada diabetes tipo 1. Iniciou este projeto em 2015, quando sofreu um descolamento bilateral da retina, tendo sido submetida a 11 intervenções cirúrgicas.

Desde 2017 que começou a interessar-se por temas sobre desenvolvimento pessoal, coaching e PNL, tendo já algumas certificações na área.

Sessões de capacitação dos seus técnicos sociais
A MatosinhosHabit, em parceria com a Associação de Familiares e Amigos do Hospital de Magalhães Lemos, tem vindo a desenvolver...

Tendo como objetivo criar respostas especializadas que façam face às patologias associadas à saúde mental, a MatosinhosHabit realizou, em parceria com a Associação de Familiares e Amigos do Hospital de Magalhães Lemos (AFUA-HML), sessões de capacitação dos seus técnicos sociais para a implementação do protocolo de colaboração entre as duas entidades.

Tiago Maia, administrador da MatosinhosHabit, revela que «a envolvência destas instituições converge num único esforço comum: o de proporcionar um serviço de saúde mental comunitário criado para dar resposta à necessidade de informação e orientação nesta área e promover as competências de empoderamento e integração social, de apoio e aconselhamento individual a todos os arrendatários com necessidades de conhecimentos e/ou diretrizes, e também a todos os que pretendam promover o seu bem-estar psicossocial assim como aos arrendatários com experiência em doença mental e aos seus cuidadores. No fundo o que pretendemos é que todos os que lidam com este tipo de problemas se sintam amparados e que saibam que não estão sós nesta “luta”.»

Desenvolvida no âmbito da sua política de responsabilidade social e tendo em conta o contexto pandémico que se vive atualmente, a MatosinhosHabit propõe-se desenvolver esta parceria junto dos arrendatários que, como sublinha Tiago Maia, «de forma espontânea desejem aderir ao programa, que é realizado e acompanhado por uma equipa de profissionais com formação adequada na área da saúde mental.»

Este ano foram já realizadas diversas outras sessões (de esclarecimento e de sensibilização) com incidência nas seguintes temáticas: segurança e saúde no trabalho, situações epidémicas/pandémicas, atendimento a pessoas surdas e com deficiência visual; e estratégias de promoção para a inclusão de pessoas ciganas. As próximas iniciativas irão decorrer no âmbito da certificação ambiental e da proteção da parentalidade.

Dizem investigadores
Uma equipa de cientistas liderada por investigadores da Faculdade de Medicina de San Diego, da Universidade da Califórnia,...

Segundo os investigadores, embora os medicamentos psicotrópicos sejam muitas vezes necessários e benéficos, possuem outras propriedades secundárias que não estão diretamente relacionadas com a redução dos sintomas, incluindo propriedades anticolinérgicas. Ou seja, para além dos seus efeitos reais, também inibem a acetilcolina, um neurotransmissor que é importante na sinalização cerebral e em várias outras funções corporais. Além da esquizofrenia, que se estima que afete cerca de 1,5 milhões de americanos, os fármacos com propriedades anticolinérgicas são usados para tratar uma grande variedade de condições, incluindo incontinência urinária, distúrbio pulmonar obstrutivo crónico e algumas perturbações musculares.

"Muitos medicamentos têm efeitos anticolinérgicos, e estamos cada vez mais conscientes dos seus potenciais riscos a longo prazo", disse o autor principal do estudo, Yash Joshi, professor assistente no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da UC San Diego.

De facto, as drogas anticolinérgicas têm sido associadas a uma deficiência cognitiva e ao aumento do risco de demência em adultos saudáveis. Por exemplo, um estudo de 2020 da Faculdade de Medicina da UC encontrou uma associação entre medicamentos anticolinérgicos e risco aumentado de doença de Alzheimer. Um outro estudo citado pelos autores relatou que tomar apenas uma medicação anticolinérgica forte durante três anos foi associada a um aumento de 50% nas probabilidades de desenvolver demência durante o período de estudo de 11 anos.

As pessoas que vivem com esquizofrenia geralmente experimentam dificuldades significativas com a atenção, aprendizagem, memória, função executiva (como raciocínio e planeamento) e cognição social. Uma vez que estes processos mentais são cruciais para muitas atividades diárias, a deficiência cognitiva na esquizofrenia pode levar a uma incapacidade significativa.

No mais recente estudo, os investigadores procuraram caracterizar de forma abrangente como a carga anticolinérgica cumulativa de diferentes classes de medicamentos tem impacto na cognição em pacientes com esquizofrenia.

"Queríamos entender melhor como a carga da medicação anticolinérgica afetou o funcionamento cognitivo em indivíduos que podem já ter algumas dificuldades cognitivas devido à esquizofrenia", disse.

Os investigadores avaliaram os registos médicos, incluindo medicamentos prescritos, de 1.120 participantes do estudo com esquizofrenia. Eles descobriram que 63 por cento dos participantes tinham uma pontuação de carga cognitiva anticolinérgica (ACB) de pelo menos 3.

 

"Isto é impressionante porque estudos anteriores mostraram que uma pontuação de ACB de 3 num adulto saudável e idoso está associada a disfunção cognitiva e um risco 50% maior para desenvolver demência", disse Joshi.

Notavelmente, cerca de um quarto dos pacientes com esquizofrenia no estudo tinha notas de ACB de 6 ou mais.

Os autores escreveram que, embora esses números possam ser elevados para pessoas que vivem sem qualquer doença psiquiátrica, não são difíceis de conseguir em doentes que recebem diariamente cuidados psiquiátricos, que muitas vezes incluem medicamentos com propriedades anticolinérgicas.

"É fácil até para os médicos bem-intencionados contribuir inadvertidamente para a carga da medicação anticolinérgica através de cuidados rotineiros e adequados", disse Gregory Light, doutorado, professor de psiquiatria e autor do artigo. "A única descoberta aqui é que esta consequência vem de medicamentos que normalmente não consideramos como agentes anticolinérgicos típicos."

Os autores disseram que a ACB deve ser considerada quando os médicos prescrevem medicamentos para doentes com esquizofrenia, notando que dados emergentes sugerem que a redução da carga anticolinérgica está associada não só ao benefício cognitivo, mas a uma melhor qualidade de vida.

"A saúde cerebral na esquizofrenia é um jogo de polegadas, e mesmo pequenos efeitos negativos no funcionamento cognitivo através da carga da medicação anticolinérgica podem ter grande impacto na vida dos doentes", disse Joshi.

"Todos os que cuidam de pessoas que vivem com esquizofrenia — prestadores de saúde mental, prestadores de cuidados primários, especialistas e entes queridos – devem estar vigilantes na tentativa de reduzir a carga anticolinérgica de forma holística para que possamos ser bons administradores da saúde cognitiva a longo prazo dos nossos doentes. Se for clinicamente exequível e seguro, isso poderia incluir a redução do número de medicamentos psicotrópicos, a alteração de alguns medicamentos psicotrópicos para outros com propriedades anticolinérgicas mais baixas, ou o uso de abordagens complementares para melhorar o funcionamento cognitivo."

Ensaio Clínico
Um ensaio aleatório de plasma de convalescença para adultos hospitalizados com COVID-19 grave concluiu que a mortalidade aos 28...

O estudo foi liderado por investigadores do Centro de Infeções e Imunidade da Columbia University Mailman School of Public Health; Centro Médico da Universidade de Columbia Irving; ICAP na Universidade de Columbia; Instituto Nacional de Infeciologia e Hospital Federal dos Servidores do Estado no Rio de janeiro, Brasil; Universidade de Washington; e o Centro de Sangue de Nova Iorque. Os resultados são publicados no Journal of Clinical Investigation.

De acordo com os investigadores, uma possível explicação para a discrepância entre a falta de melhoria clínica e a melhoria da sobrevivência é que os doentes Covid-19 graves sobreviveram, mas permaneceram hospitalizados no seu estado de base. O estudo também relata tendências para melhorar o estado clínico entre os pacientes que receberam plasma convalescente menos de sete dias após o início dos sintomas e aqueles que receberam plasma convalescente com titulantes mais altos de anticorpos neutralizantes e corticosteroides concomitantes.

Os investigadores realizaram este ensaio aleatório, controlado por placebo entre adultos hospitalizados com COVID-19 grave e crítico em 5 locais, incluindo 73 pacientes inscritos em Nova Iorque e 150 inscritos no Rio de janeiro. Os pacientes receberam, aleatoriamente, numa proporção de 2:1 uma única transfusão de plasma convalescente ou plasma de controlo normal.

A idade média dos participantes era de 61 anos e dois terços deles eram do sexo masculino. Num subconjunto de amostras nasofaríngeas do Brasil que foram submetidas a sequenciação genómica viral, não foram detetados indícios de mutantes de neutralização e fuga.

"Não devemos fechar a porta prematuramente à investigação sobre o valor terapêutico da investigação de plasma convalescente para a COVID-19 grave, particularmente no contexto de variantes virais emergentes em países de baixo e médio rendimento", diz o autor Max R. O'Donnell, professor associado de medicina e epidemiologia, e membro do Centro de Infeção e Imunidade do Centro Médico de Columbia. "O plasma convalescente doado localmente tem o potencial de ser altamente sensível à ecologia viral local e sustentável, uma vez que muitos países já têm a infraestrutura necessária para recolher e transfundir plasma doado."

"Este é o primeiro ensaio clínico patrocinado pela Aliança Global para a Prevenção de Pandemias. Ilustra o papel das colaborações internacionais na resposta a doenças infeciosas emergentes", diz W. Ian Lipkin, diretor do Centro de Infeção e Imunidade e John Snow Professor de Epidemiologia na Columbia University Mailman School of Public Health.

No passado estudos sugeriram eficácia clínica e segurança

Estudos observacionais sugeriram uma possível eficácia clínica e segurança utilizando plasma convalescente, sobretudo entre os pacientes que não estavam a receber ventilação mecânica invasiva e aqueles com durações mais curtas da doença. Apesar destes sinais, os dados de ensaios controlados aleatórios que apoiam o uso de plasma convalescente em pacientes hospitalizados covid-19 são limitados. No entanto, a grande avaliação aleatória do ensaio de terapia COVID-19 (RECOVERY), não reportou melhorias significativas nos resultados clínicos entre pacientes hospitalizados com COVID-19 grave. Um ensaio duplo-cego, controlado por placebo na Argentina também não relatou melhorias nos resultados clínicos usando a terapia com o mesmo tipo de pacientes. Outro liderado pela Colômbia está em andamento no Brasil para testar a eficácia do plasma convalescente em pacientes com doenças menos graves.

Potenciais vantagens do plasma convalescente

O plasma convalescente pode ser doado e transfundido localmente, pelo que a sua utilização pode ser mais adaptável a uma mistura rápida de variantes SARS-CoV-2 do que outras intervenções. Em contraste, as terapias monoclonais de anticorpos podem ter de ser repetidamente concebidas e combinadas para otimizar a potência entre variantes emergentes. Além disso, uma vez que a recolha e distribuição de plasma convalescente pode ser realizada utilizando protocolos e infraestruturas de dádiva de sangue existentes, a terapia pode ser mais escalável para utilização em países de baixo e médio rendimento.

Alergias da estação
Com a chegada da Primavera, chegam também as alergias e todos os incómodos associados.

Na alergia respiratória, um dos principais alergénios são os pólenes, particularmente de gramíneas, oliveira e parietária. Os sintomas variam em função da intensidade da alergia, isto é, segundo a sensibilidade particular de cada pessoa ao pólen, no entanto os sintomas mais frequentes são prurido, pingo no nariz, olhos lacrimejantes e vermelhos, inchaço das pálpebras, congestão nasal e espirros. Cansaço, irritabilidade, dor de cabeça, insónias, distúrbios emocionais (como ansiedade ou depressão) e crises de asma são outros dos sintomas característicos.

Nem todas as pessoas apresentarão os mesmos sintomas e da mesma forma. Estas particularidades são importantes e fazem diferença na hora de indicar o tratamento homeopático mais adequado para cada pessoa. Destaca-se:

  • Allium cepa, usado em indivíduos cujos sintomas se manifestam em forma de secreção nasal límpida e irritante, acompanhada de irritação ocular e espirros;
  • Euphrasia officinalis, útil quando os indivíduos apresentam secreção nasal suave, acompanhada de lacrimejo irritante;
  • Nux vomica, utilizado em indivíduos que tendem a espirrar frequentemente, em salva, especialmente de manhã ao acordar;
  • Kalium iodatum, que reduz a sensação de congestão nasal e ocular, dor nos seios frontais, acompanhada de corrimento excessivo de muco nasal;
  • Sabadilla, para pessoas com sensação de obstrução nasal, acompanhada de prurido no nariz;
  • Pulmo histaminum, pode substituir o anti-histamínico, para sintomas alérgicos cutâneos e respiratórios;
  • Sticta pulmonaria, indicado para dor na base do nariz e sensação de nariz entupido.

A Homeopatia apresenta-se, assim, como uma opção terapêutica que ajuda a reprogramar o sistema imunológico do indivíduo para que pare de reagir exageradamente a uma substância geralmente inofensiva, chamada de alergénio.

Em muitas ocasiões, os medicamentos homeopáticos são suficientes para controlar os sintomas da alergia, no entanto, podem ser acompanhados por anti-histamínicos convencionais. Cabe ao médico que acompanha cada doente optar pela melhor forma de abordar cada caso.

A prevenção continua, mesmo assim, a ser a melhor forma para evitar todos estes sintomas incómodos. Uma das medidas elementares é evitar a exposição ao pólen. Apesar de difícil, com o atual uso de máscaras de proteção individual a exposição direta acaba por desacelerar um pouco.

Ainda assim é importante seguir algumas recomendações básicas que melhoram a qualidade de vida e permitam aprender a viver com as alergias:

  • Evitar andar ao ar livre nos dias quentes e ventosos e nas horas de maior concentração polínica;
  • Mudar de roupa ao chegar a casa, tomar banho e lavar a cabeça antes de deitar para que não fiquem resíduos na cama ou almofada;
  • Manter as janelas e portas fechadas e manter um ambiente húmido em casa;
  • Viajar com as janelas do carro fechadas, preferindo o ar condicionado com filtro para pólenes;
  • Usar filtros e purificadores de ar;
  • Usar proteção para o rosto (olhos, nariz e boca) se viajar de mota;
  • Não secar roupa ao ar livre, para evitar que os grãos de pólen se fixem à roupa;
  • Evitar a prática de desportos de exterior nos períodos de polinização.

Cristina Casaseca-Aliste Mostaza
Especialista em Medicina Geral e Familiar
Diploma de Terapêutica Homeopática
Professora do Centro de Educação e Desenvolvimento da Homeopatia CEDH

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
O estudo “A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio", retrato sociológico sobre a saúde em Portugal, realizado no...

O estudo revela que, dos 7% dos inquiridos que têm uma doença mental diagnosticada, 66% admitem “sentir discriminação da sociedade” e 75% reconhecem ter resistência em pedir ajuda quando estão doentes (um número superior aos dos que apresentam outro tipo de doença). Existem, ainda, 11% de inquiridos que, embora não tenham nenhuma doença diagnosticada (física ou mental), sentem não ter controlo sobre a sua saúde por questões do foro psicológico. Destes, 55% atribuem esse sentimento ao contexto de pandemia em que vivemos.

O estudo indica a hipótese, de que a relação entre a dimensão real do problema da saúde mental possa ser superior à atenção que lhe é prestada. Segundo os dados revelados, mais de metade das pessoas que reconhecem algum tipo de descontrolo do foro psicológico, gostaria de ter mais acompanhamento nesta área. 19% reconhecem mesmo essa lacuna/desejo de maior apoio. Este desejo é mais visível nos mais jovens: 37% dos inquiridos com idades entre os 18 e 24 anos e 31% dos que têm entre 25 e 34 anos, gostariam de ter “mais acompanhamento na área da saúde mental”.

De acordo com o estudo, as pessoas que reconhecem ter algum tipo de stress psicológico, são menos suscetíveis a fazerem esforços para serem mais saudáveis.

Na investigação verifica-se, ainda, que os mais velhos são quem melhor avalia a sua saúde mental, sendo que, a avaliação da saúde física cai à medida que a idade avança e a avaliação da saúde mental melhora. Contudo, é difícil de acreditar que a idade dissolva os problemas relacionados com a saúde mental. A excelente pontuação que as pessoas de 65 ou mais anos dão à sua saúde mental, segundo o estudo, estará (provavelmente) afetada pelo estigma ou por uma visão redutora da saúde mental como demência ou loucura.         

Fazendo uma análise por género, o estudo indica que as mulheres reconhecem, mais do que os homens, a sensação de descontrolo do seu estado de saúde (35,7% vs. 26,6% homens). Destes, 63,9% das mulheres inquiridas e 56,6% dos homens apontam motivos do foro psicológico, como causa desse descontrolo. As mulheres encontram-se mais alerta para o tema da saúde mental, tendo a capacidade de aderir mais facilmente a psicoterapias (58,8%) ou atividades como o yoga ou a meditação (64,4%).

 

Estudo
Trabalhar mais de 55 horas semanais aumenta o risco de morte por doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (AVCs),...

Esta primeira análise global das perdas de vidas humanas e dos danos na saúde associados a longas horas de trabalho é publicada à medida que a pandemia Covid-19 acelera as mudanças que podem aumentar a tendência para trabalhar por horas mais longas.

No entanto, o estudo publicado na revista Environment International não se refere à pandemia, mas sim a anos anteriores. Os autores sintetizaram dados de dezenas de estudos com centenas de milhares de participantes.

"Trabalhar 55 horas ou mais por semana representa um grave risco para a saúde", diz Maria Neira, Diretora de Ambiente, Alterações Climáticas e Saúde da OMS. "Está na altura de todos - governos, empregadores e trabalhadores - finalmente reconhecerem que longas horas de trabalho podem causar mortes prematuras", acrescenta.

O estudo conclui que trabalhar 55 horas ou mais por semana está associado a um aumento de 35% no risco de Acidente Vascular Cerebral (VHC) e a 17% de morrer de doença cardíaca isquémica, em comparação com uma pessoa que trabalha 35 a 40 horas por semana.

A OMS e a OIT estimam que 398.000 pessoas morreram de um AVC e 347.000 pessoas morreram de doença cardíaca em 2016 por trabalharem pelo menos 55 horas por semana.

Entre 2000 e 2016, o número de mortes por doenças cardíacas relacionadas com longas horas de trabalho aumentou 42%, um número que sobe para 19% para os acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

A maioria das mortes registadas ocorreu em pessoas entre os 60 e os 79 anos que trabalhavam 55 horas ou mais por semana quando tinham entre 45 e 74 anos.

"Embora se saiba que cerca de um terço da morbilidade estimada do trabalho é atribuída a longas horas de trabalho, a realidade é que é o primeiro fator de risco para a doença profissional", resumiu a OMS. "Não encontrámos nenhuma diferença entre os sexos em termos do efeito de longas horas de trabalho na incidência de doenças cardiovasculares", disse Frank Pega, especialista da OMS, em conferência de imprensa.

Ainda assim, a morbilidade é particularmente elevada entre os homens, com 72% da morte por esta causa, uma vez que representam uma grande parte dos trabalhadores mundiais.

A situação é mais grave entre as pessoas que vivem nas regiões ocidentais do Pacífico e sudeste asiático, onde trabalhadores informais são obrigados a trabalhar longos dias, explicou Pega.

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