Investigação
Os cientistas descobriram que a forma como os neurónios estão conectados dentro de regiões do cérebro, pode ser um melhor...

Muitas doenças cerebrais levam à morte celular e à remoção de ligações dentro do cérebro. Num novo estudo, publicado no Human Brain Mapping, um grupo de cientistas, liderado por Marcus Kaiser da Faculdade de Medicina da Universidade de Nottingham, analisou pacientes com epilepsia submetidos a cirurgia.

A equipa descobriu que as mudanças na rede local dentro das regiões cerebrais podem ser um melhor preditor da progressão da doença de que quão bem-sucedida será a cirurgia.

Segundo Marcus Kaiser, Professor de Neuroinformática da Universidade de Nottingham, "quando alguém tem uma convulsão epilética, 'espalha-se' pelo cérebro. Descobrimos que as mudanças na rede local ocorreram para as regiões ao longo das principais vias de propagação para apreensões. Importante, regiões distantes do ponto de partida da convulsão, por exemplo no hemisfério cerebral oposto, estiveram envolvidas.

"Isto indica que o aumento da atividade cerebral durante as convulsões leva a mudanças numa ampla gama de regiões cerebrais. Além disso, quanto mais tempo os doentes estiveram em convulsão, mais regiões apresentaram alterações locais”.

 

Evento
A Lusíadas Saúde vai realizar no dia 29 de maio, entre as 10h e as 13h, a primeira edição do Lusíadas Nursing Summit, em...

A 1.ª edição do Lusíadas Nursing Summit terá como mote “High Care: humanity and technology allied to the best healthcare” e os temas serão variados, aliando a inovação à humanização e à tecnologia. Um dos grandes objetivos deste evento é também abordar temáticas fundamentais na prática de enfermagem, mas ainda pouco exploradas em eventos científicos, tratando-as de forma criativa e envolvente e inspirando o crescimento da profissão.

A iniciativa vai contar com a participação de speakers nacionais e internacionais que, através de discursos, entrevistas, painéis de debate ou vídeos, vão explorar desafios, oportunidades e compromissos para o futuro. Para além destes, o evento terá ainda espaço para a partilha de testemunhos reais sobre momentos e episódios marcantes que aconteceram durante a prática clínica.

“As enfermeiras e os enfermeiros desempenham, atualmente, talvez o maior papel no cuidado aos doentes e no bem-estar e saúde das sociedades. Todos os dias, demonstram o seu foco absoluto no ser humano, compreendem e aceitam a pessoa e a sua dor e transmitem confiança, cuidando sempre com um sentido de entrega sem limites. É neste contexto, e num forte reconhecimento e elogio à enfermagem, que nasce o Lusíadas Nursing Summit, que tem como foco unificar a classe e promover a partilha de conhecimento entre pares com o objetivo de manter os melhores cuidados de saúde para todas as pessoas”, explica Dulce Gonçalves, presidente do Conselho de Enfermagem da Lusíadas Saúde.

Mais informação em: www.lusiadasnursingsummit.pt

Doença de Alzheimer
A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e caracteriza-se pela acumulação de placas amiloides no cérebro. As...

No entanto, o papel da micróglia na Doença de Alzheimer e a sua relação com a acumulação de placas amiloides permanecem pouco claros. Agora, uma equipa de cientistas da Duke-NUS Medical School e da Monash University encontrou as assinaturas de expressão genética subjacentes à micróglia associada à fagocitose da placa amiloide – ou seja, a absorção e digestão de depósitos da proteína beta amiloide (Aβ) no cérebro. Os resultados, relatados na revista Nature Communications, oferecem um novo alvo para intervenções que visam abordar o mecanismo subjacente à doença desta doença incurável.

Para investigar as diferenças entre cérebros saudáveis e os de pacientes com Doença de Alzheimer na resolução de células únicas, a equipa de cientistas da Duke-NUS e do Monash Biomedicine Discovery Institute iniciou um projeto ambicioso para estudar de forma abrangente as mudanças de expressão genética em tipos específicos de células cerebrais humanas que estão associadas à progressão da doença de Alzheimer. Desse estudo, publicado na Nature Neuroscience em 2019, a equipa tem-se focado na micróglia.

"Procurámos compreender os mecanismos moleculares e as diferenças entre a micróglia que engolia ativamente placas amiloides na doença de Alzheimer e as que não o fazem", disse o professor associado Enrico Petretto, do Programa de Distúrbios Cardiovasculares e Metabólicos de Duke-NUS, coautor do estudo.

A equipa fê-lo usando uma mancha, chamada metoxia-XO4, que visa especificamente a micróglia que engoliu placas amiloides. Usaram a mancha em modelos pré-clínicos da doença de Alzheimer e depois examinaram a expressão genética na micróglia manchada. Investigaram diferenças na expressão genética subjacentes à capacidade da micróglia de ingerir partículas (por exemplo, placa amiloide) e identificaram moléculas reguladoras associadas.

"Compreender este mecanismo é importante porque agora temos vários novos alvos para perseguir e, no futuro, esses alvos podem abrir uma nova frente contra esta doença devastadora", disse o José M. Polo, do Monash Biomedicine Discovery Institute, coautor do estudo.

Os estudos revelaram que para a micróglia que não tomou a amiloide, os seus padrões de expressão genética são mais semelhantes à micróglia envelhecida, que é conhecida por ser disfuncional e um dos principais intervenientes na patogénese da doença de Alzheimer. Além disso, após a micróglia ter engolido as placas amiloides associadas à Doença de Alzheimer, desenvolvem um padrão ou assinatura de expressão genética característico. Esta mudança na expressão genética é induzida, em parte, por um gene chamado Hif1a. A expressão genética alterada aumenta a capacidade da micróglia de tomar proteínas como a amiloide, ao mesmo tempo que a redução de Hif1a faz o inverso, destacando a importância de Hif1a no controlo desta função. Este papel regulador da Hif1a também pode aplicar-se à função micróglia de remover sinapses danificadas.

"É possível que este processo seja inicialmente protetor", disse Petretto, "com a micróglia efetivamente podando sinapses danificadas localizadas perto de placas." Os cientistas suspeitam, no entanto, que este processo de poda mais tarde vai mal à medida que a doença progride.

A equipa também usou modelos computacionais para prever as redes de moléculas envolvidas na absorção de micróglias de proteínas e identificou potenciais alvos para estudar para o desenvolvimento de fármacos. A rapamicina imunossupressora amplamente usada, por exemplo, foi encontrada para bloquear o gene Hif1a de desencadear micróglia para engolir placas amiloides.

"Esta relação entre Hif1a e o declínio cognitivo da doença de Alzheimer ainda está por descobrir de forma abrangente", disse Gabriel Chew, autor do artigo. "O trabalho futuro pode focar-se em usar a ferramenta de edição de genes CRISPR para testar o impacto da manipulação de Hif1a na severidade dos sintomas e na progressão da doença."

Estudo
Um estudo realizado no Reino Unido conseguiu demonstrar que a eficácia da vacina contra a doença sintomática da variante...

Esta análise incluiu dados de todas as faixas etárias a partir de 5 de abril a 16 de maio, de modo a cobrir o período desde que a variante indiana emergiu. 1.054 pessoas foram confirmadas como tendo a variante B.1.617.2 através da sequenciação genómica, incluindo participantes de várias etnias. Os dados publicados na passada quinta-feira, 20 de maio, relativos à eficácia da vacina abrangeram o período desde dezembro para quem tem mais de 65 anos.

De acordo com o estudo, a vacina Pfizer-BioNTech foi 88% eficaz contra a doença sintomática da variante B.1.617.2, duas semanas após a segunda dose, em comparação com 93% de eficácia contra a variante B.1.7

Já as duas doses da vacina da AstraZeneca foram 60% eficazes contra a doença sintomática da variante indiana em comparação com 66% de eficácia face à variante de britânica.

Ambas as vacinas foram 33% eficazes contra a doença sintomática de B.1.617.2, três semanas após a primeira dose em comparação com cerca de 50% de eficácia contra a variante B.1.7

A diferença de eficácia entre as vacinas após duas doses pode ser explicada pelo facto de o lançamento de segundas doses de AstraZeneca ter acontecido mais tarde do que para a vacina Pfizer-BioNTech. Por outro lado, outros dados sobre perfis de anticorpos mostram que demora mais tempo a atingir a máxima eficácia com a vacina AstraZeneca.

Tal como acontece com outras variantes, esperam-se níveis de eficácia ainda mais elevados contra a hospitalização e a morte. Atualmente, existem casos e períodos de seguimento insuficientes para estimar a eficácia da vacina contra os resultados severos da variante B.1.617.2. Deste modo, as autoridades de saúde britânicas vão continuar a avaliar a situação durante as próximas semanas.

Para o Secretário de Saúde e Assistência Social, Matt Hancock, “esta nova evidência é inovadora – e prova o valor que o nosso programa de vacinação COVID-19 tem na proteção das pessoas que amamos”

“Podemos agora estar confiantes de que mais de 20 milhões de pessoas – mais de uma em cada três – têm uma proteção significativa contra esta nova variante, e esse número está a crescer em centenas de milhares todos os dias, à medida que cada vez mais pessoas obtêm essa segunda dose vital. Quero agradecer aos cientistas e aos médicos que têm trabalhado 24 horas por dia para produzir esta investigação”, acrescentou.

Para consulta de especialidade
Representantes das farmácias comunitárias da área de influência do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira participaram,...

Em comunicado o Centro Hospitalar refere que “dada a proximidade, a relação de confiança e o relevante papel do farmacêutico no acompanhamento e aconselhamento dos cidadãos, uma vez que na grande maioria dos casos são estes os profissionais a quem recorrem em primeiro lugar, este estreitar de laços e canais de comunicação entre os parceiros CHUCB / Farmácias, permitirá assim facilitar o trabalho de complementaridade que se pretende, em prol de ganhos práticos e efetivos para a saúde e bem-estar dos doentes”.

Para além de apelar ao encaminhamento de doentes, com sinais de alarme na área da hipertensão arterial, para a consulta de especialidade no CHUCB, este encontro resultou na criação de um protocolo “entre as partes, que assegure um melhor acompanhamento e vigilância destes doentes, pós-avaliação médica”.

 

Tratamento está indicado para doentes com distrofias hereditárias da retina
O Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), liderado por Joaquim Murta, tornou-se...

As distrofias hereditárias da retina constituem um conjunto de doenças oftalmológicas raras de base genética, afetando aproximadamente uma em cada 3000 pessoas. Apesar da baixa prevalência, estas doenças são das principais causas de comprometimento visual grave e cegueira em crianças e adultos jovens. “Este novo tratamento que podemos considerar como um marco na medicina moderna, vai permitir melhorar a função visual destes doentes, como reportado nos ensaios clínicos que levaram à aprovação do fármaco Luxturna, onde são assinaladas melhorias significativas na sensibilidade à luz, campo visual e capacidade de deambulação em ambientes de baixa luminosidade”, refere Joaquim Murta.

O CHUC é Centro de Referência Internacional para o Diagnóstico e Tratamento de Distrofias Hereditárias da Retina, numa equipa encabeçada por João Pedro Marques. O médico faz referência ao atual desenvolvimento da ciência e da investigação declarando que “durante a última década, assistimos a uma aceleração sem precedentes na descoberta de novos genes e mecanismos patogénicos subjacentes às distrofias

hereditárias da retina, abrindo caminho para uma nova era de terapia génica. Em dezembro de 2017, o voretigene neparvovec (Luxturna) foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento de distrofias da retina associadas ao gene RPE65. Um ano depois, o medicamento foi aprovado Agência Europeia do Medicamento (EMA), abrindo portas ao tratamento de doentes no velho continente. Desde a sua comercialização, foram já tratados mais de 200 doentes em todo o Mundo. Portugal usou hoje Luxturna pela primeira vez, o que muito nos regozija, já que os doentes passam a ter a possibilidade de tratamento no nosso País, o que antes não era possível. Representa, pois, enormes ganhos em saúde tanto para o utente como para o SNS”.

João Pedro Marques destaca ainda a importância de uma equipa multidisciplinar nesta que foi uma enorme conquista para a Oftalmologia Portuguesa: “O CHUC reúne condições de excelência que fizeram com que se tornasse o único centro de tratamento de Luxturna em Portugal. Além de um Serviço de Oftalmologia com profissionais altamente diferenciados, a estreita cooperação com o Serviço de Genética Médica e com a Farmácia Hospitalar foram fundamentais em todas as etapas do processo.”

Este procedimento envolve uma cirurgia intraocular que culmina com a injeção subretiniana de Luxturna. A equipa cirúrgica, constituída por João Figueira e Mário Alfaiate, realizou hoje o procedimento no olho direito de uma jovem adolescente de 16 anos, estando o segundo olho programado para o dia 28 de maio.

Estudo
Uma investigação da American Duke University, publicada esta quinta-feira, levou à descoberta de um novo coronavírus num grupo...

No entanto, ainda não foi possível determinar se este vírus canino foi responsável pelos casos de pneumonia, ou se já estava presente nestes doentes por outras razões.  

Por outro lado, a equipa revela que é improvável, dadas as suas características genéticas, que este vírus esteja atualmente a circular de humano para humano. "O que estamos a empurrar (...) é mais diagnóstico para monitorizar cinco famílias virais diferentes, que pensamos serem as mais problemáticas e suscetíveis a desencadear epidemias", explica Gregory Gray à AFP.

Os coronavírus não são estudados há muitos anos porque estavam principalmente associados a constipações comuns. Isto mudou após o aparecimento de SARS (síndrome respiratória aguda grave) e MERS (síndrome respiratória do Médio Oriente) em 2002 e 2012, cuja transmissão foi feita através de animais, como o camelo.

A maioria dos investigadores também acredita que o SARS-CoV-2, o vírus que causa a doença de Covid-19, tem origem animal.

Neste sentido, Lishan Xiu, um estudante chinês da Universidade de Duke, desenvolveu um teste universal para a deteção do coronavírus, procurando terreno comum entre os diferentes membros desta família de vírus.

O teste foi usado em 301 amostras de pacientes na Malásia, oito dos quais tinham vírus canino. Para confirmar este resultado surpreendente, a virologista Anastasia Vlasova da Universidade Estadual de Ohio apreendeu o seu genoma.

Foi confirmada a origem canina do vírus, denominado CCoV-HuPn-2018, que também possui componentes característicos da sua passagem por gatos e porcos.

Algumas mutações também são consistentes com uma possível adaptação que permitiria a transmissão humano-humano, mas é impossível dizer quanto tempo esta evolução levará, talvez décadas, talvez nunca, de acordo com Gregory Gray.

Todos os pacientes voltaram para casa completamente curados. "Mas uma admissão com pneumonia geralmente significa que está doente o suficiente, que os médicos estão preocupados consigo", diz o professor.

O facto de a sua equipa ter conseguido detetar este vírus em humanos graças a um pequeno estudo piloto mostra, segundo ele, que há um problema: "Estamos a perder o comboio", acredita.

"Se aumentarmos a vigilância das pessoas que trabalham com porcos, aves, gado, ficaremos impressionados com o que o seu sistema imunitário enfrenta todos os dias", prevê. "Isto não significa que a próxima pandemia ocorra neles, mas seria interessante estudá-la."

Portal COVID-19
Já se encontra disponível a plataforma eletrónica para reporte de resultados de autotestes SARS-CoV-2, criada no âmbito do...

A partir de agora, todos os resultados dos testes rápidos de antigénio realizados pelos cidadãos, nomeadamente com resultado negativo, passam também a poder ser comunicados às Autoridades de Saúde através do preenchimento de formulário eletrónico, disponível no Portal COVID-19. A notificação destes resultados é importante para monitorizar a atividade nacional de testagem. Os indivíduos assintomáticos com resultado positivo ou inconclusivo devem privilegiar o reporte através de contacto telefónico ao SNS24.

Desenvolvida pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), em articulação com a Direção-Geral da Saúde (DGS), INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde e Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a nova plataforma permitirá, por exemplo, perceber se um utente com resultado positivo ligou para o SNS24 nas 12 horas seguintes ao reporte. Em caso de ausência de reporte, será enviada uma SMS a solicitar esse contacto.

Qualquer resultado positivo ou inconclusivo em pessoa assintomática, que não tenha tido contacto com um caso confirmado nos últimos 14 dias, desencadeia a emissão de teste confirmatório com teste de amplificação de ácido nucleico (TAAN), por RT-PCR, desde que o indivíduo não tenha tido infeção por SARS-CoV-2 confirmada laboratorialmente nos 90 dias anteriores. O resultado do teste confirmatório é notificado no SINAVElab pela entidade responsável pela sua realização.

Recorde-se que os autotestes não se destinam a indivíduos sintomáticos ou com exposição conhecida a SARS-CoV-2. "Mesmo que estes indivíduos venham a realizar o autoteste devem contactar sempre o SNS24, independentemente do resultado", revela o INSA. 

Por outro lado, salienta-se que "o resultado obtido por autoteste SARS-CoV-2 não dispensa a adoção das medidas de prevenção e controlo de infeção, nem a orientação de um profissional de saúde sempre que necessário"

 

 

Situação Epidemiológica
Nas últimas 24 horas, foi registado mais três mortes associadas à Covid-19 e identificados mais 559 novos casos de infeção....

Segundo o boletim divulgado, registaram-se três morte associada à Covid-19, desde o último balanço, em todo o território do país: uma na região Norte, uma na região Centro e outra no Algarve.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 559 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 277 novos casos e a região norte 166. Desde ontem foram diagnosticados mais 37 na região Centro, cinco no Alentejo e 22 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 32 infeções e 20 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 207 doentes internados, menos um que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos contam agora com menos três doentes. Estão, atualmente, nas UCI 55 doentes internados.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 462 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 804.984 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.287 casos, mais 94 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 790 contactos, estando agora 19.410 pessoas em vigilância.

Adrenoleucodistrofia
A EMA recomendou a concessão de uma autorização de introdução no mercado na União Europeia para de uma terapia genética para o...

A Adrenoleucodistrofia (ALD) é uma doença rara que afeta aproximadamente 1 em 21.000 bebé do sexo masculino recém-nascidos. Esta condição é causada por alterações num gene chamado ABCD1 que é responsável pela produção de uma proteína chamada ALDP (proteína Adrenoleucodistrofia). Os doentes com a doença carecem de ALDP necessário para decompor substâncias gordas no organismo chamados ácidos gordos de cadeia muito longa (VLCFA). Como os doentes com ALD não conseguem decompor estas substâncias, elas gradualmente se acumulam nas células no cérebro. A acumulação de VLCFA leva à inflamação e destruição da bainha protetora (mielina) que isola e melhora a forma como os nervos funcionam.

40% dos meninos diagnosticados com ALD desenvolvem a doença tipicamente durante a infância. Se não for tratada, quase metade dos pacientes morrem dentro de 5 anos após o início do sintoma. Atualmente, não há nenhum medicamento aprovado para o tratamento desta doença. A única intervenção terapêutica disponível é o transplante de células estaminais (células que podem desenvolver-se em diferentes tipos de células sanguíneas) a partir de um dador. Este procedimento apresenta várias complicações e riscos potenciais que são reduzidos para os pacientes que têm um dador de irmãos correspondente. No entanto, estes representam menos de 30% dos casos. Portanto, há uma necessidade médica não atendida para estes pacientes.

A nova terapia genética, agora autorizada pela Agência Europeia de Medicamentos, é composta por células imaturas da medula óssea que são retiradas do doente. As células são então modificadas por um vírus – o chamado "lentivírus" que foi alterado para não causar doenças em humanos – que contém uma cópia funcional do gene ABCD1 para a proteína ALDP, para que este gene seja transportado para as células. Quando estas células modificadas são reintroduzidas no paciente por infusão numa veia, espera-se que se estas espalhem pelo corpo e se desenvolvam em diferentes tipos de células saudáveis, incluindo as células cerebrais, que produzem a proteína ALDP que os pacientes com ALD cerebral não têm. Como resultado, os pacientes devem ser capazes de decompor o VLCFA acumulado e isso ajudará a reduzir os sintomas da doença.

A recomendação da EMA para uma autorização de introdução no mercado baseia-se em provas de um ensaio clínico de um braço único que inscreveu 32 doentes do sexo masculino com CALD com idade igual ou superior a 17 anos. Os resultados deste estudo foram comparados com os de um estudo em que 59 pacientes tiveram um transplante de células estaminais (seja de um dador de irmãos combinado ou de um dador não irmão compatível). Todos os pacientes do ensaio clínico principal foram matriculados num estudo de acompanhamento a longo prazo.

Uma análise realizada após 24 meses da infusão em 30 indivíduos inscritos no estudo concluiu que para 27 deles (90%) este tratamento preservou a função motora e capacidade de comunicação e melhorou a sobrevivência quando comparado com pacientes não tratados numa fase precoce da doença cerebral.

“Adicionar um novo gene às células estaminais pode teoricamente causar cancros do sangue. Isto não foi visto durante o ensaio clínico, mas após o tratamento, os pacientes serão monitorizados com exames de sangue para verificar se há sinais de cancro do sangue”, escreve a EMA em comunicado.

Não obstante esta indicação, a Agência Europeia de Medicamentos faz saber que “estão a ser recolhidos dados adicionais de eficácia e segurança a longo prazo através de um estudo em curso e de um registo a longo prazo. Todos os resultados devem ser incluídos em relatórios de segurança pós-comercialização, que são continuamente revistos pela EMA”.

Colestase intra-hepática progressiva familiar
A EMA recomendou a concessão de uma autorização de introdução no mercado na União Europeia para odevixibat para o tratamento da...

PFIC é uma doença hepática rara e com risco de vida. Os pacientes têm células hepáticas menos capazes de segregar a bílis (um fluido produzido no fígado que ajuda a decompor as gorduras). A acumulação de bílis nas células hepáticas causa doença hepática. Os sintomas geralmente se desenvolvem na infância, geralmente nos primeiros meses de vida. Aproximadamente metade das crianças afetadas pela doença sobrevivem para além dos 10 anos de idade.

A comichão severa é comum em crianças diagnosticadas com PFIC. Isto pode levar a, por vezes, ferimentos graves, perda de sono, irritabilidade e má atenção.

Com opções de tratamento limitadas à intervenção cirúrgica, muitos dos doentes com PFIC progridem para a doença hepática grave requerendo de transplante hepático.

O odevixibat é um inibidor reversível, potente e seletivo do transportador de ácido biliar ileal (IBAT) que atua localmente no íleo distal (última parte do intestino delgado), reduzindo a acumulação de ácidos biliares e aumentando a desobstrução dos ácidos biliares através do cólon.

O principal estudo sobre o qual se baseia a recomendação do Comité de Medicamentos Humanos da EMA (CHMP) foi um estudo de fase 3, aleatório e controlado por placebo, que investigou a eficácia e a segurança de odevixibat em crianças com PFIC. Os resultados mostraram uma redução significativa dos ácidos biliares do soro acompanhados de uma redução significativa do prurido em pacientes tratados com odevixibat. Estes resultados foram mantidos num estudo de acompanhamento a longo prazo. Os parâmetros hepáticos e as pontuações de fibrose melhoraram ou foram estáveis durante o estudo (máx. 72 semanas). No entanto, a EMA admite que “são necessários mais dados para determinar se o odevixibat pode atrasar a progressão da doença e a necessidade de transplantação hepática”. Neste sentido, o CHMP já solicitou um estudo de eficácia baseado no registo como seguimento.

Segundo a EMA, os efeitos secundários mais comuns são diarreia (com ou sem a presença de sangue), dor abdominal, fezes macias e fígado aumentado.

Por outro lado, destaca em comunicado que “não foram observadas diferenças clinicamente significativas no perfil farmacocinético, de segurança e de tolerabilidade do odevixibat com base na idade, sexo ou raça”.

O medicamento foi aceite no regime PRIME da EMA, que oferece apoio extra aos desenvolvedores de medicamentos que têm o potencial de responder às necessidades médicas não atendidas dos pacientes. O CHMP analisou o pedido no âmbito do seu procedimento de avaliação acelerada, o que permite acelerar o acesso dos doentes aos medicamentos.

Uma vez que o PFIC é uma doença muito rara, o CHMP concordou que não é possível fornecer dados abrangentes sobre a eficácia em condições normais de utilização. Por conseguinte, o Comité recomendou a concessão de uma autorização de introdução no mercado em circunstâncias excecionais e solicitou ao requerente que preenchesse um estudo baseado no registo para caracterizar ainda mais a eficácia deste medicamento em doentes com idade igual ou superior a 6 anos.

“Uma autorização de introdução no mercado em circunstâncias excecionais permite aos doentes o acesso a medicamentos que não podem ser aprovados através de uma via de autorização padrão, uma vez que não é possível obter dados completos, quer porque existem poucos doentes com a doença, a recolha de informações completas sobre a eficácia e a segurança do medicamento não seria ética, ou existem lacunas nos conhecimentos científicos”, esclarece a EMA, reforçando que “estes medicamentos estão sujeitos a obrigações específicas de pós-autorização e a um controlo”.

Este parecer será agora enviado à Comissão Europeia para a adoção de uma decisão sobre uma autorização de introdução no mercado à escala da UE.

Asthma Hack Innovation é um hackathon
A NOVA Information Management School (NOVA IMS) e a Sanofi Genzyme, em parceria com a Associação Portuguesa dos Asmáticos (APA)...

O Asthma Hack Innovation é um hackathon, uma metodologia de geração de inovação, que procura soluções disruptivas para mudar o panorama da Asma Grave em Portugal.  O desafio está aberto à participação de estudantes, investigadores, professores, comunidade de internos de medicina, bem como a participantes das áreas de engenharia, gestão, ciência de dados, e entre outras comunidades de empreendedores na área da saúde.

As inscrições para o hackathon podem ser feitas a partir de dia 17 de maio e terminam a 30 de maio para candidatos individuais ou 13 de junho para equipas, através do link  https://forms.office.com/r/qtzvPUYH2M para candidatura individual e https://forms.office.com/r/jZJDFTQXuR para candidatura de equipa.

“A Asma Grave é um problema que afeta entre 10 e 20 mil portugueses. Estes números poderão ser ainda mais elevados, uma vez que se trata de uma doença subdiagnosticada. O nosso objetivo é encontrar soluções inovadores, acelerar o seu desenvolvimento e implementação e contribuir dessa forma para melhorar a qualidade de vida das pessoas com asma grave.” afirma Francisco del Val, diretor geral da Sanofi Genzyme.

Para Guilherme Victorino, Diretor do Innovation & Analytics Lab da Nova IMS, “o Asthma Hack Innovation é um grande desafio para o futuro do empreendedorismo em saúde em Portugal, e por isso desenhámos um modelo inovador de participação para as equipas e estamos comprometidos com o acompanhamento do projeto vencedor através de um programa de aceleração de 3 meses. Temos a certeza de que em conjunto podemos dar um passo importante, promovendo a inovação disruptiva nos cuidados de saúde da Asma Grave em Portugal”.

 

 

“Respire MAIS AR PURO, inspire MENOS TABACO”
A Respira – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e Outras Doenças Respiratórias Crónicas e a Fundação Portuguesa do Pulmão...

A epidemia do tabaco é uma importante ameaça à saúde pública, constituindo o principal fator de risco evitável de morte prematura e doença. O tabaco mata até metade do seu número de fumadores. Por ano, mais de 8 milhões de pessoas morrem, das quais mais de 7 milhões são fumadores e cerca de 1,2 milhões são pessoas expostas ao fumo passivo.

“No âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, temos como objetivo alertar para a importância da cessação tabágica e para os malefícios do tabaco. De facto, 80% das doenças pulmonares obstrutivas crónicas, 25 a 30% da totalidade dos cancros, 75 a 80% dos casos de bronquite crónica, 90% dos casos de cancro do pulmão e 20% da mortalidade por doença coronária são causados pelo tabaco. Por outro lado, as vantagens de deixar de fumar são imediatas e tanto maiores quanto mais tempo se estiver sem fumar”, explica a Dra. Isabel Saraiva, Presidente da RESPIRA.

A iniciativa digital “Respire MAIS AR PURO, inspire MENOS TABACO” é composta por uma campanha de conteúdos e testemunhos para as redes sociais da RESPIRA e da Fundação Portuguesa do Pulmão e por um webinar com o tema “MAIS VIDA MENOS TABACO: Deixe de fumar, nós podemos ajudar!”, que irá ser transmitido no Facebook das Associações, de forma gratuita e sem necessidade de inscrição, no dia 31 de maio, segunda-feira, pelas 17h30.

“Queremos também passar a mensagem de que é possível deixar de fumar, através de ajuda especializada e, claro, do apoio da família. A consulta de Cessação Tabágica é fundamental para o sucesso deste processo, uma vez que é baseada numa intervenção de apoio intensivo, em várias sessões, que inclui um conjunto de abordagens de natureza comportamental e medicamentosa. O tratamento da dependência do tabaco é um projeto com vários componentes como o ensino de hábitos e estilos de vida saudável, conselho médico para a cessação, aconselhamento prático para deixar de fumar e apoio psicológico intensivo”, conclui o Professor José Alves, Presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão.

 

Investigadores afiliados a Universidade ou Centro de Investigação
Encontram-se abertas as candidaturas à Bolsa para Jovens Investigadores em Dor 2021, no valor de 10 mil euros. Promovida pela...

São elegíveis os trabalhos cujo investigador principal não ultrapasse os 40 anos de idade (celebrados até ao final do ano de candidatura) e que esteja afiliado a uma universidade ou centro de investigação português.

Os projetos serão avaliados tendo em conta critérios como as qualificações e o curriculum vitae do candidato; o âmbito do projeto; a originalidade da pergunta de investigação, incluindo a importância e possíveis repercussões científicas e sociais; e a qualidade do plano de investigação.

As candidaturas deverão ser enviadas por correio eletrónico para [email protected]. Os candidatos receberão uma mensagem de confirmação após receção das candidaturas por parte da Fundação Grünenthal e só serão consideradas válidas as candidaturas que recebem esta mensagem.

Os trabalhos submetidos serão avaliados por um júri composto por cinco elementos, nomeados pela Fundação Grünenthal.

Mais informações e acesso ao regulamento completo em http://www.fundacaogrunenthal.pt/premios-fundacao-grunenthal/bolsa-jovens-investigadores-em-dor

 

Das manifestações clínicas ao tratamento
Mal compreendida, a Esquizofrenia persiste enleada em vários mitos.

De acordo com o psiquiatra, a Esquizofrenia é “antes de mais, (…) uma doença do neurodesenvolvimento. Isto é, a sua génese no cérebro resulta de um disfuncionamento dos processos que promovem o processo normal de desenvolvimento das estruturas cerebrais”. Assim, “quando esse processo atinge determinado grau de disfunção”, a doença manifesta-se através de “alterações da perceção (isto é, alucinações quer auditivas quer visuais, que são as mais comuns, mas também podem ocorrer alucinações cinestésicas, mais raras, e que têm que ver com alterações da perceção dos movimentos do corpo); alterações da cognição (memória, atenção, entre outras) que normalmente se iniciam antes das alterações da perceção, mas normalmente não são valorizadas ou até diagnosticadas; alterações do sistema do pensamento, normalmente por alterações da forma do pensamento que conduzem à construção de um sistema delirante, em oposição às regras do senso comum e alterações afetivas (sobretudo de tipo depressivo).”

Questionado sobre a presença de sintomas precoces, Marques Teixeira afirma que estes, “considerados «sintomas prodrómicos»”, incluem o “afastamento de atividades sociais ou familiares, isolamento, ansiedade muito elevada, sintomas cognitivos (défice de atenção), desmotivação, dificuldade na tomada de decisões, mudanças das rotinas, alterações nos hábitos de higiene, entre outros”.

Quanto à sua prevalência, o especialista em psiquiatria revela que é necessário “definir que tipo de prevalência estamos a falar”. E explica: “Em termos estatísticos fala-se de prevalência pontual (a proporção de indivíduos que manifestam uma perturbação em torno de um determinado momento), prevalência de período (a proporção de indivíduos que manifestam uma perturbação durante um período específico de tempo - por exemplo, mais de um ano), prevalência ao longo da vida (a proporção de indivíduos na população que alguma vez manifestaram uma doença e que estão vivos num determinado dia), risco mórbido ao longo da vida (a probabilidade de uma pessoa desenvolver uma perturbação durante um período específico de sua vida ou até uma determinada idade - o risco mórbido ao longo da vida difere da prevalência ao longo da vida, pois tenta incluir toda a vida de uma coorte de nascimentos passada e futura e inclui os falecidos no momento da pesquisa)”.

Deste modo, esclarece que tendo em conta um conjunto vasto de estudos sobre o tema, conclui-se que a prevalência mediana da esquizofrenia “é de 4.6/1000 para a prevalência pontual, 3.3/1000 para a prevalência de período, 4.0/1000 prevalência ao longo da vida e 7.2/1000 para o risco mórbido ao longo da vida”. Para além disso, sublinha o psiquiatra, estes estudos não apontam “diferenças significativas entre homens e mulheres, nem entre locais urbanos, rurais ou locais mistos, muito embora os migrantes e os sem-abrigo tenham taxas mais elevadas e, sem surpresa, os países em desenvolvimento têm taxas inferiores”.

Quanto à sua classificação, e embora existam diferentes tipos de esquizofrenia, com evolução ou prognósticos distintos, João Marques Teixeira chama a atenção para um grupo de doentes que apresentam sintomatologia clínica considerada por muitos psiquiatras como neurótica. “Esses doentes não se deterioram e não têm delírios ou alucinações. No entanto, apresentam sintomatologia clínica muito semelhante à observada nos doentes esquizofrénicos. Em estudos de acompanhamento verificou-se que um número considerável desses doentes tem episódios psicóticos curtos ou, posteriormente, tornam-se francamente esquizofrénicos”, alerta acrescentando que “pela dificuldade no diagnóstico e, em consequência pelo tratamento tardio, bem como pela evolução agravada, este grupo deve ser considerado como um dos grupos graves da doença”.

Desde modo, e dada a complexidade da patologia, existem múltiplos fatores, como o diagnóstico tardio, que podem condicionar o bom prognóstico da doença. Além de ser essencial que a doença seja identificada tão cedo quanto possível, é importante que seja garantido um plano de tratamento adequado a cada caso. “Para além disso, um fator essencial de melhor prognóstico é a prevenção do número de recaídas. Isto consegue-se com uma adesão adequada aos tratamentos que, no plano farmacológico, se consegue com a introdução de fármacos depot (tipicamente injeções com periodicidade mensal ou trimestral) e a integração em equipas multidisciplinares para o chamado “tratamento global” do doente”, acrescenta o João Marques Teixeira sublinhando a complexidade deste processo.

O tratamento da esquizofrenia tem uma base farmacológica. “Hoje existem vários fármacos eficazes para o tratamento dos sintomas positivos (delírios e alucinações) e alguns para minorar os sintomas negativos (défices da personalidade associados à doença). Para os sintomas cognitivos a evidência não nos apresenta grandes resultados com fármacos, pelo que os tratamentos cognitivos não farmacológicos (remediação cognitiva) devem fazer parte do plano de tratamento”, esclarece o especialista. No entanto, reforça, é essencial “todo o apoio psicoterapêutico e a reabilitação para minorar as consequências do episódio agudo sobre a personalidade e integrar o doente na vida sociofamiliar e laboral, bem como apoio psicoeducativo aos doentes e suas famílias”.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigação na área da Dor
Criado pela Fundação Grünenthal, este prémio anual destina-se a galardoar trabalhos em língua portuguesa ou inglesa, da autoria...

As candidaturas ao Prémio Grünenthal Dor deverão ser dirigidas ao Presidente da Fundação Grünenthal, Professor Doutor Walter Osswald, e enviadas para o e-mail [email protected], ou por correio registado com aviso de receção para Alameda Fernão Lopes nº12, 8ºA, 1495-190 Algés.

Podem apresentar-se a candidatura trabalhos ainda não publicados ou publicados durante o mesmo ano ou no ano anterior ao do prémio, exceto se já galardoados com outros prémios à data da respetiva receção. Não serão aceites versões integrais de dissertações de mestrado e doutoramento, embora sejam permitidos trabalhos elaborados com material existente nesses textos académicos e obedecendo à formatação usual dos trabalhos publicados em revistas.

O júri do galardão é constituído por sete pessoas, um representante da Fundação Grünenthal e seis personalidades da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), a Sociedade Portuguesa de Anestesiologia (SPA), a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação (SPMFR) e a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR).

Acesso ao regulamento completo em: http://www.fundacaogrunenthal.pt/premios-fundacao-grunenthal/premio-grunenthal-dor

 

Análise de mercado GlobalData
O mercado de dispositivos de cuidados com diabetes valia mais de 19 mil milhões de dólares em 2020, prevendo-se que cresça para...

A GlobalData antecipa que o crescimento contínuo do mercado de bombas de CGM e de ciclo fechado será superior a 20% em 2021, devido à crescente consciencialização dos pacientes e dos prestadores de cuidados diabéticos. A melhoria tecnológica da CGM tornou os dispositivos cada vez mais fiáveis, mais fáceis de utilizar e eficazes em termos de melhoria do controlo glicémico. Adicionalmente, o uso de CGM expandir-se-á da diabetes tipo 1 (TD1) e da diabetes tipo 2 (TD2) na terapia intensiva da insulina para populações mais amplas, incluindo TD2 não intensivo, pré-diabetes, gravidez e mercado hospitalar.

Tina Deng, Principal Analista de Dispositivos Médicos da GlobalData, comenta: "As colaborações entre a entrega de insulina e os fabricantes de CGM estão mais próximas em 2021 devido à revolução de gestão da diabetes liderada pela CGM. Por exemplo, para competir com o MiniMed 770G, a Abbott está a trabalhar com a Insulet para desenvolver uma plataforma para integrar a sua tecnologia de deteção de CGM com a bomba de remendos da Insulet, a Omnipod.

"A plataforma permite que os dados de glicose de um sensor CGM enviem para a Omnipod e ajustem automaticamente o fornecimento de insulina a um paciente. O disruptor de mercado, Bigfoot Biomedical, recebeu recentemente autorização da FDA para a sua Unidade. O sistema dispõe de tampas de canetas inteligentes conectadas que funcionam em conjunto com o FreeStyle Libre 2 para recomendar doses de insulina para pacientes que usam várias terapias diárias de injeção. Espera-se que estes dispositivos tirem uma parte significativa dos contadores tradicionais de glicose e dos sistemas de entrega."

Além disso, a tecnologia digital e os novos modelos de cuidados com a diabetes foram rapidamente implementados para responder aos desafios da pandemia COVID-19, como não poder visitar regularmente o seu médico.

Detetar e tratar precocemente
O Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira vai iniciar, no próximo dia 24 de...

O programa que numa primeira fase abrangerá mais de 700 alunos do concelho da Covilhã, tem por referência a faixa etária dos 12 anos, por se tratar de uma idade em que o desenvolvimento músculo-esquelético do indivíduo sofre grandes alterações, e será posteriormente alargado também às escolas dos concelhos do Fundão e Belmonte. A extensão deste programa a todos os municípios da cova da beira visa alertar e sensibilizar professores, pais e comunidade em geral, da área de influência direta do CHUCB, para este verdadeiro problema de saúde pública, que não sendo tratado atempadamente pode deixar marcas irreversíveis e sem tratamento específico, na vida adulta.

De acordo com o comunicado, “todas as situações sinalizadas durante as várias ações de rastreio, as quais serão realizadas por um médico fisiatra e técnicos de fisioterapia do CHUCB, serão referenciadas para consulta da especialidade no hospital ou acompanhamento do médico de família, conforme a gravidade de cada caso”.

Segundo o CHUCB, o “excesso de peso, défice de horas de sono, transporte inadequado do material escolar, ausência de atividade física, mobiliário desajustado às necessidades escolares e adoção de posturas incorretas durante as aulas, são alguns dos fatores de risco que potenciam o surgimento da escoliose no adolescente, as quais urge avaliar e em caso de necessidade corrigir e tratar”

Esta iniciativa conta com a participação das Câmaras Municipais e Escolas dos três concelhos da Cova da Beira.

 

Caminhada
A AIDGLOBAL - Ação e Integração para o Desenvolvimento Global promove a terceira e última edição da Caminhada Global em...

Agendada para o próximo dia 2 de junho, entre as 14h30 e as 17h30, a terceira Caminhada Global – subordinada ao 16° ODS - Paz, Justiça e Instituições Eficazes –, acontece em dois momentos que se entrecruzam. Um deles reúne alunos, professores e restantes caminhantes que a estes se queiram juntar, num encontro virtual dinamizado pelo humorista Pedro Luzindro, e o outro ocorre presencialmente no Município de Vila Franca de Xira ao som da Banda Sebastião Antunes e Quadrilha. O público é convidado a caminhar com estes jovens, assistindo em direto ao evento do próximo dia 2 de junho, a partir das 14h30, através da página do Youtube da AIDGLOBAL.

“A premissa basilar que atravessa o projeto e que norteará a iniciativa do próximo dia 2 de Junho, parte da necessidade premente de edificação de uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva através da Educação para a Cidadania Global enquanto prática universal, o que reforça a responsabilidade e o compromisso com a construção sustentada de uma sociedade livre de medos, de quaisquer formas de violência e na qual cidadãs e cidadãos se sintam seguros na expressão das suas crenças e na vivência daquela que é a sua identidade”, refere Susana Damasceno, Fundadora e Presidente da Direção da AIDGLOBAL.

Ao abrigo deste projeto já foram desenvolvidas ações como a Formação de Professores, os Cursos Educativos para Alunos, Workshops de Liderança Juvenil e outras atividades de sensibilização entre pares (de jovens para jovens), com o objetivo de promover a liderança dos mais jovens, para que através da sua formação enquanto líderes, possam inspirar a mudança que o mundo precisa de ver acontecer.

“Num ano marcado por episódios de violência como aquele que desencadeou o movimento Black Lives Matter e num momento em que assistimos a um reacendimento do conflito entre Israel e a Palestina, torna-se crucial agitar consciências e destacar nas agendas política e mediática a necessidade de aproximação dos povos a uma visão comum da Humanidade, que se erga sob os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e sob os princípios subjacentes a uma Educação para a Cidadania Global”, acrescenta Susana Damasceno.

O Walk the Global Walk é cofinanciado pela Comissão Europeia ‒ Linha de Educação para o Desenvolvimento ‒ e pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua I.P. Estão envolvidos 12 países: Itália, França, Chipre, Reino Unido (País de Gales e Escócia), Portugal, Grécia, Croácia, Bulgária, Roménia, Bósnia e Herzegovina, Albânia, 11 organizações da sociedade civil e 20 entidades parceiras, incluindo a AIDGLOBAL, em parceria com o Município de Vila Franca de Xira.

A AIDGLOBAL – Acção e Integração para o Desenvolvimento Global – é uma Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), sem fins lucrativos, que desenvolve e promove diversos projetos no âmbito da Educação para o Desenvolvimento e Cidadania Ativa, em Portugal, incluindo na Região Autónoma da Madeira, onde tem uma delegação em Porto Santo e, ainda, no âmbito da Literacia, em Moçambique, na Província de Gaza.  A sua Missão visa Agir, Incluir e Desenvolver através da Educação, porque acredita que a Mudança acontece pela Educação.

De 9 a 12 de setembro
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar a 12ª edição da Escola de Verão de Medicina Interna (EVERMI), um...

Esta edição da EVERMI, à semelhança do que aconteceu em 2020, ficará marcada por algumas particularidades em consequência das contingências provocadas pela pandemia COVID-19 que implicou alterações à estrutura da escola de forma a garantir a segurança para todos os envolvidos.

Desde a sua criação que a EVERMI procura responder a objetivos específicos como a atualização científica dos participantes em áreas diversas no âmbito da Medicina Interna, o desenvolvimento do raciocínio clínico do Internista, o desenvolvimento de competências em técnicas de comunicação e em trabalho em equipa, o fomentar de um “espírito de grupo” na Medicina Interna nacional e a reflexão sobre a formação nesta especialidade médica.

A 12ª edição da EVERMI é uma organização do Núcleo de Estudos da Formação em Medicina Interna (NEForMI) com a direção de Nuno Bernardino Vieira e Zélia Lopes.

 

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