Comirnaty
A Comissão Europeia anunciou quinta-feira a assinatura de um terceiro contrato com a BioNTech e a Pfizer para o fornecimento de...

Recentemente, a UE exerceu a opção de adquirir mais 100 milhões de doses da vacina Covid-19 baseada em MRNA da Pfizer e da BioNTech, elevando para 600 milhões o número total de doses a entregar ao bloco este ano. A Comissão Europeia afirmou esta quinta-feira que alargou o seu compromisso com a Comirnaty "com base numa boa avaliação científica, na tecnologia utilizada, na experiência das empresas no desenvolvimento de vacinas e na sua capacidade de produção para abastecer toda a UE".

Por outro lado, este contrato exige que a produção da vacina se baseie na UE e que sejam produzidos componentes essenciais na região. O acordo estipula ainda que, desde o início do fornecimento em 2022, a entrega à UE está garantida, enquanto a capacidade de os países revenderem ou doarem doses, nomeadamente através da instalação COVAX, foi reforçada.

Além da Comirnaty, a Comissão Europeia assinou contratos para vacinas Covid-19 com base em várias tecnologias, incluindo as da AstraZeneca, CureVac, Johnson & Johnson, Moderna e Sanofi/GlaxoSmithKline. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comentou que "os potenciais contratos com outros fabricantes seguirão o mesmo modelo, em benefício de todos".

 

Papel da microbiota
Nem sempre o peso é apenas o reflexo do que comemos. O intestino contém triliões de microrganismos.

Mais de metade da população adulta no nosso país (57%) tem excesso de peso e o número tem vindo a aumentar nos últimos anos. A obesidade afeta 1,5 milhões de portugueses e outros 3,5 milhões estão pré-obesos, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde. “A obesidade não só nos retira anos de vida saudável, como implica um risco acrescido para o desenvolvimento de diversas doenças como a diabetes, doenças cardiovasculares, musculoesqueléticas, doenças neurodegenerativas e alguns tipos de cancro”, alerta Conceição Calhau, Professora catedrática da NOVA Medical School e investigadora do CINTESIS–Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde. 

O intestino é habitado por triliões de microrganismos, entre bactérias, fungos, vírus e protozoários, cuja convivência deve ser o mais harmoniosa possível. “É comum dizer-se que o intestino é o segundo cérebro pela forte ligação cérebro-intestino, por ser chave do equilíbrio saúde/doença. A microbiota intestinal é essencial na monitorização e controlo do equilíbrio metabólico e dos gastos energéticos. Se a nossa microbiota intestinal estiver desequilibrada (disbiose) torna-se incapaz de regular o apetite, a saciedade e o armazenamento de energia”, explica. 

Hafnia Alvei, a enterobactéria aliada na gestão do peso

De acordo com Conceição Calhau, o tipo de microrganismos que habitam o intestino, ao influenciarem o metabolismo energético de cada indivíduo, podem potenciar a nossa vulnerabilidade para o excesso de peso e obesidade. “Vários estudos demonstram que as pessoas obesas ou com excesso de peso têm menos abundância de espécies bacterianas benéficas, como a Akkermansia muciniphila e bifidobactérias e um aumento de bactérias potencialmente prejudiciais que contribuem para o aumento de peso”, acrescenta. Por exemplo, “as bactérias do filo Firmicutes aumentam a nossa capacidade para absorver calorias e armazenar gordura”. Pelo contrário, “as enterobactérias Hafnia alvei HA4597 produzem uma proteína – a ClpB – que atua no controlo do apetite, suprimindo a fome, e que, em simultâneo, são capazes de comunicar com os neurónios responsáveis pela sensação de saciedade, ao nível do hipotálamo, além do efeito no tecido adiposo facilitando a lipólise”, sublinha. 

 Para garantir que os “bons” e os “maus” microrganismos possam viver em paz e harmonia, exercendo os seus papéis fundamentais no corpo humano, “o ideal é garantir a existência de uma microbiota intestinal equilibrada e diversa, com muitos tipos diferentes de bactérias”, frisa a investigadora. E lembra que, ainda recentemente, um grupo de investigadores dinamarqueses analisou a microbiota intestinal de 123 adultos não obesos e 169 adultos obesos, e descobriu que 23% dos que tinham uma baixa diversidade de bactérias eram mais propensos a serem obesos. 

Embora se considere que a obesidade é hereditária entre 40-70% dos casos, a genética também é influenciada por fatores externos como a falta de atividade física, sono insuficiente ou com má qualidade, stresse e uma alimentação pouco variada. No entanto, a investigadora garante que é possível trazer bactérias “boas” para o organismo e enriquecer a microbiota para favorecer o seu funcionamento adequado. 

Seis conselhos que podem fazer a diferença:

  1. Consuma mais alimentos ricos em fibra: hortícolas, fruta e leguminosas. Estes alimentos apresentam, em geral, um baixo valor calórico e conferem saciedade. A fibra, que é um prebiótico, que contribui para alimentar os probióticos presentes na nossa microbiota. Além disso, os alimentos de origem vegetal são ricos em fitoquímicos, muitos deles com importantes funções na regulação da microbiota, de forma benéfica, e ainda na regulação do metabolismo, como por exemplo facilitando a degradação de gordura. Acima de tudo, dê primazia à Dieta Mediterrânica, considerada como uma das dietas alimentares mais saudáveis do mundo.  
  2. Reduza o consumo de alimentos processados, que normalmente têm valores calóricos mais elevados e intensificadores de sabor, adoçantes artificiais não calóricos, emulsionantes, entre outros, que podem provocar o consumo de maiores quantidades de alimentos. Prefira alimentos mais perto da sua versão em natureza. Mais, os aditivos como emulsionantes ou adoçantes podem alterar a microbiota intestinal e ter um impacto metabólico não desejável, como inflamação crónica de baixo grau e resistência à insulina. 
  3. Escolha gorduras de boa qualidade. Privilegie o azeite como gordura de adição. Reduza o consumo de alimentos ricos em gordura saturada. Reduza o consumo de carnes vermelhas. Os frutos secos apesar de serem ricos em gordura, contém gordura de boa qualidade que nos confere saciedade, por isso são uma boa escolha para fazer uma pequena refeição a meio do dia. Dentro das gorduras polinsaturadas, privilegie as gorduras Ómega-3, presentes sobretudo na gordura do peixe. 
  4. Limite o consumo de açúcar. O consumo de açúcar leva à libertação da insulina, esta hormona está implicada não só na regulação do apetite como também em processos metabólicos que gerem a forma como armazenamos energia (gordura) no organismo, em particular no fígado potenciando o risco para esteatose hepática (fígado gordo). Facilita a disbiose. 
  5. Limite o consumo de sal, que está associado não só o aumento da pressão arterial e risco de acidente vascular cerebral, mas também à obesidade. Aumente o consumo de fontes de potássio, como os hortícolas de modo a baixar a razão sódio: potássio, diretamente associada ao risco de hipertensão arterial. Use ervas aromáticas e especiarias e utilize métodos de confeção da dieta Mediterrânica para garantir refeições saborosas. 
  6. Beba água. A água é fundamental para o funcionamento do organismo. Beba água e chás não açucarados e coma sopas. As reações químicas do organismo ocorrem em meio aquoso. A ingestão de água é essencial para que todo o metabolismo funcione. A água é um alimento e como tal varie na sua escolha, entre águas mais ou menos mineralizadas, ou seja, com diferentes composições químicas e nutricionais. 
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Iniciativa inserida no "Maio, Mês do Coração"
A Fundação Portuguesa de Cardiologia, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, acaba de lançar o projeto “Lisboa no...

Estão disponíveis 24 trajetos, em 24 freguesias da cidade de Lisboa, e cada um destes foi traçado para formar um coração que simboliza as comemorações do mês de sensibilização para as doenças cardiovasculares. Todos os trajetos podem ser consultados em www.lisboa.run/trajetos. A Câmara Municipal de Lisboa associou-se a esta campanha da Fundação Portuguesa de Cardiologia, integrando a iniciativa na programação de Lisboa Capital Europeia do Desporto 2021.

A Fundação Portuguesa de Cardiologia reforça a importância da prática regular de atividade física, ao dedicar todo o mês de maio à sensibilização para esta temática e ao relembrar a população sobre os benefícios do exercício, enquanto promotor de saúde e aliado na prevenção das doenças cardiovasculares.

A prática de exercício físico ajuda a controlar a glicemia, o peso e a pressão arterial, melhora a qualidade do sono e a autoestima, alivia o stresse, fortalece os ossos e as articulações, aumenta a força e a resistência muscular, promove a sensação de bem-estar, combate a ansiedade e a depressão e fortalece o sistema imunológico, entre outros benefícios.

Mais informações sobre esta campanha e outras iniciativas da Fundação Portuguesa de Cardiologia em: www.maionocoracao.pt.

 

 

Reforçar a segurança sanitária global
Os Estados-Membros da União Europeia (UE) aprovaram hoje a participação do bloco nas negociações com a Organização Mundial de...

De acordo com o comunicado disvulgado, espera-se que a Assembleia Mundial da Saúde, principal órgão dirigente da OMS, apoie o estabelecimento de um processo para uma Convenção-Quadro sobre a Preparação e Resposta à Pandemia durante a reunião virtual que começa na segunda-feira.

O objetivo da decisão do Conselho da UE é assegurar a sua participação nas negociações que abordam questões da competência da União, tendo em vista uma possível adesão ao tratado internacional sobre pandemias.

A proposta de concluir um tratado sobre pandemias é discutida no contexto dos esforços internacionais para reforçar a segurança sanitária global, em particular sobre a preparação e resposta a emergências sanitárias, à luz das lições aprendidas com a Covid-19.

 

Evento destinado a profissionais de saúde
Destinada a profissionais de saúde, a 2.ª edição do iCHANGE: Transforming Patients’ Lives Together vai decorrer no dia 28 de...

De acordo com o comunicado, este encontro estará dividido em dois momentos. A sessão “Terapêuticas Biológicas: Chegou o momento de quebrar o paradigma”, onde uma equipa multidisciplinar (reumatologia, farmácia hospitalar, pneumologia, imunoalergologia, psicologia, enfermagem e endocrinologia) estará reunida a partilhar experiências e opiniões sobre o paradigma que existe na gestão do doente com asma grave, para entender a melhor forma de controlar a doença e melhorar a qualidade de vida de quem vive com a mesma.

A iniciativa inclui ainda a apresentação e lançamento do livro “Mudar vidas é um Privilégio”, por Sérgio Alves, Country President da Astrazeneca Portugal, Professor Manuel Branco Ferreira, Presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica e o Professor António Morais, Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Para participar, basta fazer o registo em:  https://saudeflix.pt/ichange/

 

 

Mas pede cautela porque a pandemia ainda não terminou
As vacinas atualmente disponíveis e aprovadas até agora são eficazes contra "todas as variantes do vírus", afirmou...

Embora a situação na Europa esteja a melhorar, a evolução da pandemia ainda não permite que as viagens internacionais sejam retomadas em segurança devido a "uma ameaça persistente e muitas incertezas", disse Hans Kluge, diretor da OMS para a Europa.

A responsável pela área de emergências da OMS na Europa, Catherine Smallwood, acrescentou que esta "é uma ameaça imprevisível", sublinhando que “a pandemia ainda não acabou."

Segundo a OMS, o número de novos casos globais caiu 60% num mês, de 1,7 milhões em meados de abril para 685.000 na semana passada.

"Vamos na direção certa, mas temos de estar atentos (...) O aumento da mobilidade, das interações físicas e das reuniões pode levar a um aumento da transmissão na Europa", insistiu o diretor regional, adiantando que as viagens essenciais permanecem autorizadas.

A redução das restrições sociais deve ser efetuada em paralelo com o aumento da deteção, rastreio e vacinação. "Não há nenhum risco", reiterou Kluge. "As vacinas são talvez uma luz ao fundo do túnel, mas não podemos nos dar ao luxo de nos deixarmos cegar por esta luz."

 

Iniciativa Solidária
Foram 66 os artistas que, num gesto solidário, se juntaram para dar cor às paredes do átrio do Hospital Pediátrico do Centro...

Para Carlos Robalo Cordeiro, Diretor da FMUC, “a Medicina e a Arte assumem ligações tão antigas como íntimas. A voz e a mão do médico e dos profissionais de saúde encerram um poder insubstituível, razão maior para que a relação médico-doente seja atualmente candidata a património cultural imaterial da humanidade. Nesta medida, a generosidade dos estudantes da AAC, o acolhimento institucional do Hospital Pediátrico e do CHUC e a genialidade do Colégio das Artes e dos Artistas, só poderiam ser encaradas pela Faculdade de Medicina como mais um relevante contributo para que a Arte e a Medicina se encontrem de novo, sob o olhar agradecido das nossas crianças."

Como explica o presidente da AAC, Daniel Azenha "o projeto tem como principal objetivo tornar a passagem pelo Hospital Pediátrico mais afetiva. Existe uma ligação muito estreita entre os cuidados médicos de qualidade e o bem-estar do doente, e por isso quisemos dar mais alegria a todas as crianças que passam pelos corredores do Hospital Pediátrico.”

Com uma área total de 2,85 metros de altura e 13,5 de comprimento, é em azul e branco que se encontram representados no painel uma série de elementos gráficos que apelam ao imaginário de quem atravessa o átrio do Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. António Olaio, Diretor do Colégio das Artes da UC, acrescenta ainda que viu "neste projeto uma intervenção com um enorme potencial de mobilização artística, o qual foi confirmada pela participação entusiástica dos artistas envolvidos”.

A inauguração está marcada para dia 24 maio, como forma de assinalar o regresso a alguma normalidade, após um período marcado por fortes restrições de circulação.

 

SPEDM junta-se à SPEO e ADEXO na plataforma “Recalibrar a Balança”
A obesidade precisa urgentemente de ser tratada como uma doença crónica e reincidente. O apelo é da Sociedade Europeia de...

Neste Dia Nacional de Luta contra a Obesidade, que se assinala a 22 de maio, a SPEO, a SPEDM e ADEXO sublinham a urgência de Portugal melhorar a forma como é feito o tratamento e gestão de obesidade, recordando as cinco prioridades definidas na plataforma “Recalibrar a Balança”. São elas, promover uma abordagem holística e digna no tratamento da obesidade - do ónus individual é urgente passar para uma visão partilhada de saúde pública, no qual todos têm um papel a desempenhar; mobilizar recursos para garantir a formação especializada dos profissionais de saúde; criar um programa de consultas de obesidade nos cuidados de saúde primários; viabilizar a comparticipação do tratamento farmacológico da obesidade, garantindo equidade e criar mecanismos de combate ao estigma e discriminação associados a esta doença.

De acordo com a Sociedade Europeia de Endocrinologia, a obesidade está a tornar-se o problema de saúde mais prevalente a nível mundial, vivendo mais de metade dos europeus com excesso de peso ou obesidade, uma realidade que também se aplica a Portugal.

Tendo em conta esta realidade, a União Europeia (UE) criou várias iniciativas e campanhas de combate e prevenção da obesidade e, por ocasião do Dia Mundial da Obesidade, deste ano (4 de março), a Comissão Europeia publicou um documento sobre prevenção da obesidade na qual é feita a categorização desta como doença não transmissível. No entanto, não foram tomadas medidas para implementar um tratamento uniforme da obesidade como doença endócrina crónica em toda a Europa. Aliás, na Europa só Portugal, Itália e Holanda classificam a obesidade como doença.

Paula Freitas, presidente da SPEO recorda que “lançámos o Recalibrar a Balança por ocasião do Dia Mundial da Obesidade porque sentimos que é urgente implementar uma mudança na forma como o nosso país aborda a obesidade. Sobretudo agora que a pandemia já exerce menos pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, mas temos uma população mais pobre e mais doente. É importante relembrar a toda a população que perder peso significa ganhar saúde e que o médico pode ser o melhor aliado na luta contra o excesso de peso”.

Já João Jácome de Castro, presidente da SPEDM que integra a plataforma “Recalibrar a Balança”  considera que “a obesidade é efetivamente uma doença endócrina e o tecido adiposo é hoje em dia encarado como um órgão endócrino. É preciso lembrar que o tecido adiposo está totalmente integrado na regulação do metabolismo e das funções neuroendócrina e imunitária e por isso a gestão e tratamento da obesidade têm de envolver profissionais de saúde. Além disso, Portugal precisa de tornar mais eficaz a forma como se lida com o tratamento da obesidade. Os caminhos apontados pelo “Recalibrar a Balança” podem efetivamente fazer toda a diferença”.

Carlos Oliveira, presidente da ADEXO, defende que “se por um lado Portugal considera formalmente que a obesidade é uma doença, algo que não acontece em muitos países da Europa, na prática há ainda muitas mudanças a implementar. É preciso tratar a obesidade antes de tratar as suas consequências, como são a diabetes, a hipertensão ou alguns cancros e temos também de lutar contra o estigma e a discriminação com os quais as pessoas com obesidade vivem diariamente.”

Estima-se que haja 650 milhões de adultos a viver com obesidade em todo o mundo, segundo números da Organização Mundial de Saúde de 2016 e 1,5 milhões em Portugal (Inquérito Nacional de Saúde 2019). A obesidade é um fator de risco para várias comorbilidades: além de aumentar o risco de morte por covid-19, estima-se que aumente o risco até  80% dos casos de diabetes tipo 2, 35% dos casos de doença cardíaca isquémica, 55% dos casos de hipertensão arterial e 40% dos casos de cancro na Europa. A esta lista junta-se o impacto económico: em 2014 estimava-se um custo de 120.6 mil milhões de euros em cuidados de saúde prestados na Europa, associados ao excesso de peso e obesidade, um número que se estima que seja de 197 mil milhões até 2025.

Situação Epidemiológica
Nas últimas 24 horas, foi registado mais uma morte associada à Covid-19 e identificados mais 451 novos casos de infeção. Número...

Segundo o boletim divulgado, registou-se apenas uma morte associada à Covid-19, desde o último balanço, em todo o território do país. Tendo este óbito sido registado na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 451 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 159 novos casos e a região norte 172. Desde ontem foram diagnosticados mais 59 na região Centro, 10 no Alentejo e 18 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 11 infeções e 22 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 208 doentes internados, menos três que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos contam agora com mais dois doentes. Estão, atualmente, nas UCI 58 doentes internados.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 346 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 804.522 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.193 casos, mais 104 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 207contactos, estando agora 18.620 pessoas em vigilância.

Fadiga e dispneia como as principais sequelas da long COVID
Pelo recente surgimento do novo coronavírus (SARS-CoV-2), só agora começa a emergir algum conhecimen

As sequelas que estão a ser reportadas mais frequentemente após 3 e 6 meses da COVID-19 são a fadiga/cansaço muscular, dispneia/falta de ar, dificuldades em dormir, problemas de concentração, entre outros.

A evidência científica é cada vez mais forte quando aponta os sintomas de fadiga e dispneia como as principais sequelas da long COVID. É neste contexto que a fisioterapia respiratória, enquanto subespecialidade da fisioterapia, pode ter um contributo importante para o tratamento e prevenção destes sintomas, utilizando diferentes abordagens, de acordo com uma avaliação individualizada e detalhada.

Os objetivos principais da fisioterapia respiratória junto da pessoa com sequelas da COVID-19 devem incluir a melhoria e o controlo dos sintomas de fadiga e dispneia, aumento da força muscular, aumento da tolerância ao esforço, promoção da autogestão dos sintomas e aumentar o nível de atividade. As estratégias utilizadas para atingir estes objetivos podem passar por técnicas específicas de fisioterapia respiratória, exercício estruturado e adaptado à condição respiratória e educação sobre estratégias de conservação de energia, aumento e sustentabilidade da atividade física a longo-prazo e suporte na autogestão dos sintomas. Antes de tudo, é imprescindível a avaliação pelo médico e fisioterapeuta para que intervenção seja adaptada às necessidades e objetivos da pessoa em recuperação da COVID-19.

Independentemente da sua importância em todo o processo, o fisioterapeuta não trabalha sozinho! Quando falamos em reabilitação respiratória, dirigimo-nos a programas que incluem equipa multidisciplinares e têm demonstrado excelentes resultados para várias doenças respiratórias. Apesar de não existir evidência de resultados específicos para a COVID-19, este modelo de cuidados pode ser benéfico para esta doença. A OMS publicou orientações para a criação de vias de cuidados coordenados e multidisciplinares com vários problemas onde é necessário intervir: suporte nas atividades relevantes, descondicionamento físico, complicações pulmonares, cognitivas, deglutição, comunicação, entre outras. Assim, podemos entender que a reabilitação respiratória deve incluir profissionais da área da saúde como também das ciências sociais, no sentido de suportar o melhor possível o regresso a casa e/ou a autonomia destas pessoas.

Da experiência que existe do passado, sabe-se que os programas de reabilitação respiratória têm inúmeros benefícios tanto para o participante no programa, como, em termos de poupança, para as famílias e sistema de saúde. Podemos pensar que, por exemplo, se existe redução e melhoria dos sintomas, melhoria das capacidades físicas ou maior capacidade para gerir o seu dia-a-dia sem complicações, levará a uma menor necessidade de recorrer ao serviço de urgência, de consultas extra, maior qualidade de vida e possibilidade de investir o tempo saudável no trabalho ou lazer.

Este é, sem dúvida alguma, um dos maiores desafios de saúde pública com que grande parte das gerações se depararam. As mudanças que esta pandemia mundial provocou em muitos setores da sociedade foram profundas. O conhecimento científico sobre esta área precisa de evoluir rapidamente para dar resposta a uma realidade futura, mas próxima, que são as sequelas a médio e longo prazo da COVID-19. A abordagem multidisciplinar é urgente e, preferencialmente, de uma forma integrada. Neste sentido, parece pertinente pensar em abordagens realmente integradas e multidisciplinares, sendo a reabilitação respiratória uma peça incontornável na recuperação de uma doença que afeta muito mais sistemas do que o respiratório.

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Parceria com Unidade de Investigação em Ciências da Saúde
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) inicia, em outubro deste ano, um novo curso de pós-graduação em Cuidados de...

Esta nova pós-graduação, cujo plano de estudos se organiza em dois semestres e quatro unidades curriculares – A Implementação da Evidência (anual), A Procura e Organização de Evidência (semestral), Fundamentos para os Cuidados de Saúde Informados pela Evidência (semestral) e Síntese da Evidência (anual) –, é dirigida a profissionais de saúde de diversas áreas, sendo que os interessados têm até ao dia de 7 de junho (1ª fase) para apresentar a candidatura ao curso.

Promover a formação avançada em cuidados de saúde informados pela evidência junto de profissionais de saúde e investigadores, seja ao nível do questionamento clínico, da procura e análise crítica de evidência, da síntese da evidência e da respetiva implementação na prática clínica diária, contribuindo para a capacitação para a tomada de decisão clínica informada pela melhor evidência científica, são objetivos desta pós-graduação que irá começar a 8 de outubro de 2021.

De acordo com a literatura disponível, os cuidados de saúde informados pela evidência promovem cuidados de elevado valor, melhorando a experiência do utente e os resultados de saúde, e reduzem os custos que lhes estão associados. Todavia, não são devidamente utilizados na prestação de cuidados de saúde em todo o mundo, existindo uma lacuna entre investigação, prática clínica e políticas em saúde.

Mais informações sobre o curso, coordenado pelo professor João Luís Alves Apóstolo (coordenador científico da UICISA: E), podem ser obtidas no sítio da ESEnfC na Internet, em www.esenfc.pt (menu Estudar/Cursos/Pós-graduações).

 

Webinar
A Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (IC) promove, no próximo dia 25 de maio e no âmbito do mês do...

As doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte em Portugal e no Mundo, e a pandemia pela covid-19, veio corroborar estes dados estatísticos.

“O confinamento, devido à Pandemia COVID-19, teve influência negativa nos doentes com Insuficiência Cardíaca. O cancelamento de Consultas presenciais e de exames complementares de diagnóstico, levou a que o seguimento e a monitorização da terapêutica médica fossem muito prejudicados com consequente aumento da morbilidade e mortalidade destes doentes. A menor referenciação de doentes pelos Cuidados Primários e o atraso das primeiras consultas hospitalares da especialidade de Cardiologia, contribuíram para o atraso do diagnóstico e do início de terapêutica otimizada para a Insuficiência Cardíaca.

Se por um lado os doentes tinham mais medo da covid-19 do que da sua própria doença, por outro os serviços de saúde estiveram durante muito tempo focados, quase em exclusivo, no controlo da pandemia”, explica Maria José Rebocho, membro do conselho técnico científico da AADIC e moderadora desta sessão.

A Sessão Online “A Insuficiência Cardíaca em Maio de 21”, decorre no dia 25 de maio, a partir das 21h00, no âmbito das ações da campanha “De Coração Cheio & Sem Reservas”, e conta com a participação de Cândida Fonseca, Cardiologista e Responsável Clínica de Insuficiência Cardíaca do Hospital S. Francisco Xavier, Ricardo Mexia, médico de saúde pública e epidemiologista, Filipe Froes, pneumologista e coordenador do gabinete de crise covid-19 da Ordem dos Médicos e Luís Filipe Pereira, Presidente da AADIC. Maria José Rebocho, cardiologista e membro do conselho técnico-científico da AADIC, assume a moderação da sessão.

“Os dados da pandemia”; “Insuficiência cardíaca na pandemia” e “Saúde pública e a covid-19” são os temas que estarão em debate nesta sessão.

“No mês do Coração faz todo o sentido que a AADIC promova um debate sobre as consequências da pandemia na saúde pública, nomeadamente na área da insuficiência cardíaca. Contamos com intervenientes de grande referência que nos vão permitir aferir conclusões e possíveis soluções para minimizarmos os números nos próximos meses. Convidamos desde o profissional de saúde, ao doente e à população em geral a marcar presença e a partilhar esta reflecção connosco”, conclui Luís Filipe Pereira, Presidente da AADIC.

No final da sessão online a assistência será convidada a partilhar dúvidas e pontos de vista com os oradores.

 

Estudo
As células estaminais do tecido adiposo têm um efeito benéfico sobre alguns problemas relacionados com a obesidade, como a...

Em Portugal, a obesidade afeta 1,5 milhões de pessoas e estes números tendem a crescer de ano para ano, estimando-se que possa atingir os 2,4 milhões já em 2025. Este é um problema de saúde pública à escala global, ao qual estão associadas comorbilidades, como a diabetes, dislipidemia, hipertensão arterial, infertilidade e doenças cardiovasculares, com impacto na qualidade e esperança média de vida da população, sendo expectável uma redução de cerca de 2,2 anos na esperança média de vida no nosso país até 2050, de acordo com o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico publicado no final de 2019.

“É, por isso, cada vez mais urgente encontrar estratégias que permitam tratar eficazmente a obesidade e os problemas de saúde relacionados. Nesse sentido, as células estaminais mesenquimais, que podem ser obtidas, por exemplo, a partir do cordão umbilical ou de tecido adiposo, são uma abordagem inovadora que tem vindo a ser proposta em vários estudos, pelas suas propriedades imunomoduladoras, anti-inflamatórias e regenerativas, bem como o seu perfil de segurança favorável, demonstrado numa vasta gama de ensaios clínicos”, explica Bruna Moreira, investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal.

Neste estudo, procurou-se avaliar o impacto da administração de células estaminais mesenquimais no peso, composição corporal, glicémia, tolerância à glicose e risco de doença cardiovascular, recorrendo a um modelo animal de ratinhos obesos.

Apesar de não se ter verificado efeito ao nível do peso e da percentagem de massa gorda, os investigadores constataram que as células estaminais administradas promoveram a redução do nível de açúcar no sangue e aumentaram a tolerância à glicose nos ratinhos obesos, para níveis semelhantes aos dos ratinhos saudáveis.

Os autores concluíram ainda que as células estaminais diminuíram os valores do Índice Aterogénico do Plasma (IAP), um parâmetro que tem em conta o nível de triglicerídeos e de colesterol no sangue, pelo que estes resultados podem significar uma redução na tendência para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares nos ratinhos obesos.

Verificou-se também que a administração de células estaminais mesenquimais baixou o nível de moléculas pró-inflamatórias no sangue dos ratinhos obesos, o que pode estar na base dos seus efeitos benéficos, uma vez que estas moléculas estão associadas ao desenvolvimento de diabetes e aterosclerose.

No seu conjunto, estes dados sugerem um efeito benéfico sobre alguns dos problemas relacionados com a obesidade. No entanto, o recurso a este tipo de abordagem inovadora implica a realização de mais estudos em modelo animal e, posteriormente, ensaios clínicos em humanos, que permitam estabelecer a sua segurança e eficácia.

Para aceder aos mais recentes estudos científicos sobre os resultados promissores da aplicação de células estaminais, visite o Blogue de Células Estaminais.

ADEXO e APCOI lançam livro sobre Bullying e Obesidade Infantil
Para assinalar o Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, a Associação de Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal (ADEXO) e a...

O livro “O Esconderijo” vai ser distribuído em várias escolas por todo o país e tem como objetivo sensibilizar a comunidade escolar, os encarregados de educação e a população em geral para uma realidade que está bem presente em Portugal. O livro conta-nos a história de um rapaz e de uma rapariga, ambos vítimas de bullying por parte dos seus colegas, e a forma como conseguem superá-lo com o apoio de uma professora.

Em 2020, uma sondagem realizada pela APCOI revelou que a maioria dos 512 pais e encarregados de educação de crianças com excesso de peso inquiridos, já lidaram com pelo menos um episódio de bullying escolar relacionado com o peso da criança, nos últimos 2 anos letivos. Os episódios de bullying reportados foram na maioria realizados por colegas da mesma turma (47%), seguindo-se situações com alunos de outras turmas da escola (40%) e ainda ocorrências com professores ou pessoal não docente (13%).

O livro “O Esconderijo” vai ser apresentado, em televisão, no dia 22 de maio no programa “Aqui Portugal” da RTP e o lançamento oficial será no mesmo dia pelas 15h00, no Facebook da ADEXO.

“É fundamental refletirmos sobre este tema da discriminação, violência, mas também da segurança das nossas crianças na escola. A ADEXO quer com este livro aumentar a consciencialização dos professores, dos pais e da sociedade em geral para um assunto que precisa de ser tratado com seriedade”, afirma Carlos Oliveira – Presidente da ADEXO.

A pandemia da Covid-19 parece ter agravado ainda mais esta situação, uma vez que uma em cada cinco crianças com obesidade foi vítima pela primeira vez de um ataque de cyberbullying, nas redes sociais, relacionado com o seu peso, durante os meses de confinamento e de ensino à distância.

A APCOI alerta os pais e educadores para “abandonarem o velho discurso de não intervir porque as crianças se entendem sozinhas, pois estes ataques na infância refletem-se em consequências que podem ser graves no futuro destes jovens. É importante que se passe à ação, sejam feitas denúncias à escola ou às autoridades, antes que seja tarde demais para atuar”, afirma Mário Silva – Presidente da APCOI.

A maioria das vítimas tende a sofrer de ansiedade generalizada, depressão ou stress pós-traumático – a segunda maior doença psiquiátrica em Portugal. Em casos mais extremos pode levar ao suicídio. Neste sentido, a ADEXO e APCOI apelam a que os pais e educadores estejam atentos aos principais sintomas e mudanças repentinas de comportamentos, tais como tristeza, irritabilidade, apatia, insónias, pesadelos, verbalização de culpas, comportamentos de fuga, recusa em ir à escola, entre outros.

O livro “O Esconderijo” é apadrinhado pelos apresentadores José Carlos Malato e Vanessa Oliveira, da RTP, e conta com o apoio das farmacêuticas Novo Nordisk, Johnson&Johnson e Medinfar.

Estudo
Mais de 70% das embalagens de alimentos utilizadas por restaurantes de ‘fast food’ na Europa contêm produtos químicos...

Segundo os investigadores, a utilização destas substâncias, prejudiciais à saúde, é uma prática generalizada, uma vez que mais de 70% das amostras analisadas continham PFAS, produtos químicos “amplamente utilizados em embalagens de alimentos e pratos descartáveis na Europa".

Os PFAS são também conhecidos como “substâncias químicas para sempre”, por serem extremamente resistentes na natureza, por dificilmente se decomporem e por contaminarem a água potável, os solos e o ar.

Por outro lado, foram associados PFAS a efeitos graves para a saúde, como o cancro e os impactos nos sistemas imunitário, reprodutivo e hormonal, bem como com uma resposta mais baixa às vacinas.

O estudo sublinha ainda que 99% do fluoreto orgânico das amostras selecionadas não é capturado pela análise do composto laboratorial, o que significa que é impossível identificar os compostos PFAS presentes com certeza. A autora principal, Jitka Strakova, afirmou que "está na altura de a União Europeia agir e proibir imediatamente todos os tipos de PFAS nas embalagens de alimentos para proteger os consumidores.

O estudo analisou embalagens de restaurantes de renome como o McDonald's, KFC, Metro e Dunkin Donuts, bem como estabelecimentos de take-away e supermercados em seis países europeus: República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Países Baixos e Reino Unido.

 

 

Falta de estratégia nacional para a saúde da visão
A deficiência visual e cegueira representa o maior grupo de todas as deficiências em Portugal, com mais de 164 mil portugueses,...

“A limitação da atividade assistencial e a ausência de uma verdadeira estratégia nacional para a saúde da visão contribui para que o seu número aumente dramaticamente. Também é este grupo o que mais sente todas as consequências da pandemia, desde a limitação ao acesso à informação, tecnologias assistivas e apoio para a saúde da visão” afirma Raúl de Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO).

“Recentemente vários dispositivos médicos foram desonerados de tributação em sede de IVA, facilitando o seu acesso em pandemia. Contudo, na área da visão, o mesmo não se aplicou nem aos dispositivos médicos oftálmicos, nem os cuidados de saúde para a visão prestados pelos Optometristas. Mais uma vez a saúde da visão dos portugueses não foi tida em conta. É essencial que se defina um plano nacional que assegure acesso a estes produtos, desonerando-os de tributação excessiva, com o acompanhamento técnico adequado, para a sua utilização correta sob indicação de um profissional” conclui Raúl de Sousa.

Os produtos assistivos são quaisquer produtos externos, incluindo dispositivos, equipamentos, instrumentos e software, especialmente produzidos ou geralmente disponíveis, cujo objetivo primário é manter ou melhorar a função do indivíduo e independência e desta forma promover o seu bem-estar. Cadeiras de rodas, óculos e aparelhos auditivos estão entre os muitos produtos assistivos que permitem a participação com significado na vida diária por parte das pessoas com dificuldades funcionais.

No que respeita à visão, destacam-se os filtros UV, lupas, óculos pré-graduados, dispositivos de escrita, leitura para baixa visão e cegueira, produtos de assistência à mobilidade na deficiência visual e cegueira.

Primeira plataforma em Portugal
Acaba de chegar a Portugal uma nova plataforma de imagem intravascular com recurso ao software Ultreon 1.0, que funde a...

O novo software Ultreon permite detetar de forma automática a gravidade dos bloqueios de cálcio e medir o diâmetro dos vasos para melhorar a precisão da tomada de decisão dos médicos durante os procedimentos de colocação de stent coronário.

Ao contrário dos métodos de imagem tradicionais como a angiografia convencional, a tecnologia OCT do Abbott recorre a luz infravermelha para fornecer imagens de alta definição a partir do interior de um vaso sanguíneo. A tecnologia OCT também ajuda a melhorar a avaliação médica dos bloqueios nesses vasos e a otimizar as decisões relacionadas com a seleção, colocação e implantação de stents. Através da integração com o novo cateter de imagem Dragonfly OpStar do Abbott, o software Ultreon alarga o alcance da OCT, permitindo aos médicos captar informação mais precisa, até mesmo de contextos clínicos mais complexos.

Dados recentes revelam que os médicos alteraram a sua estratégia de tratamento em 88% dos bloqueios coronários com base em novas informações fornecidas pela OCT, quando utilizada com MLD MAX, uma metodologia de trabalho que ajuda a orientar as decisões de colocação de stent e que fornece aos médicos estratégias de tratamento para otimizar a sua colocação.

“A interface de utilização personalizável do Ultreon e o recurso a IA permitirão tornar a tomada de decisões mais rápida e reduzir a variabilidade dos procedimentos, em especial para o crescente número de médicos que estão a aprender a utilizar a imagem OCT em detrimento de outras tecnologias de imagem mais tradicionais”, afirma José Mª de la Torre Hernández, M.D., chefe de cardiologia interventiva do Hospital Universitário Marques de Valdecilla, e editor-chefe do REC: Cardiologia interventiva. “A exibição automática de detalhes através do Ultreon reduzem a incerteza durante a preparação para a colocação do stent e permite uma maior precisão, que nos ajudará a prestar melhores cuidados aos nossos doentes.”, acrescenta ainda Jose Hernández.

A tecnologia continua a ser uma parte vital para melhorar os cuidados de saúde aos doentes cardiovasculares. No estudo “Beyond Intervention”, realizado em agosto de 2020, médicos e administradores identificaram a tecnologia como um elemento crítico para melhorar os resultados dos doentes, no ciclo contínuo dos cuidados de saúde que a estes são prestados. Neste âmbito, o Software Ultreon exemplifica uma tecnologia concebida para aumentar a tomada de decisões dos médicos, particularmente quando combinada com ferramentas estabelecidas que fornecem uma avaliação fisiológica abrangente do fluxo sanguíneo coronário e da gravidade dos bloqueios, tais como a Relação de Ciclo Completo em Repouso (RFR) e a Reserva de Fluxo Fracionário (FFR).

"A adoção crescente de imagens OCT, quando combinada com tecnologia avançada como a IA, permite que os cardiologistas tenham uma forma mais precisa e mensurável de apoiar os doentes submetidos a procedimentos de stent coronário", comenta Nick West, M.D., médico-chefe e vice-presidente de divisão de assuntos médicos globais da Abbott's vascular business. "O software Ultreon pode melhorar exponencialmente a experiência do médico e do paciente, utilizando um processo sistemático, reduzindo a variabilidade e aumentando a precisão do diagnóstico e da aplicação de terapias", afirma ainda.

Para além do Hospital de Santa Marta – Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central que recebe a primeira solução do género a ser implementada em Portugal, o Abbott estima impactar ainda cerca de 50 unidades hospitalares.

Estudo CINTESIS
Um estudo coordenado por Daniela Figueiredo, investigadora do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde ...

O trabalho publicado no Scandinavian Journal of Caring Sciences demonstra que o aumento das responsabilidades assumidas nos cuidados prestados e a diminuição do apoio de outros familiares, mas também o sentimento de insegurança e o medo de ser infetado pelo vírus SARS-CoV-2, estão entre as principais razões que levam a esta sobrecarga emocional.

Segundo os autores do estudo, “o confinamento aumentou o número de tarefas que os cuidadores tiveram de assumir para minimizar a exposição dos doentes ao vírus, tais como ir às compras e à farmácia ou assegurar o transporte de e para os centros de diálise”.

Por outro lado, destaca-se o medo de ser infetado ou a insegurança em relação ao futuro que associados a outros fatores que tornam os cuidadores mais suscetíveis a um declínio da sua saúde mental e qualidade de vida durante a pandemia.

“As pessoas com doença renal crónica em hemodiálise não podem ficar em casa durante o confinamento, para se protegerem do SARS-CoV-2. Estes doentes precisam de tratamento de substituição da função renal para sobreviverem, o que os obriga a deslocarem-se a um centro para fazerem diálise pelo menos três vezes por semana, durante quatro a cinco hora por dia”, explicam os investigadores.

Acresce que os doentes renais crónicos em tratamento dialítico são “excecionalmente vulneráveis à Covid-19, devido à combinação de fatores como a idade avançada e outras doenças associadas, além de um sistema imunitário menos eficiente”.

Os cuidadores reportaram ainda a necessidade de mais informação acerca das medidas adotadas pelos centros de diálise para fazerem face à pandemia, prevenirem a propagação do vírus e garantirem a segurança dos doentes.

Todos estes dados sugerem que é preciso prestar mais atenção aos cuidadores familiares para diminuir a sua sobrecarga e para melhorar a sua saúde mental, nomeadamente através da identificação daqueles que precisam de mais apoio. De acordo com outros estudos, cerca de um quarto destes cuidadores apresentavam já sintomas de depressão, problemas de sono e baixa qualidade de vida.

Apoio
Portugal disponibilizou 24 mil doses de vacinas contra a Covid-19 a Cabo Verde, em resposta ao pedido de apoio formulado pelo...

O lote de vacinas, acompanhado do material necessário para viabilizar a sua administração – seringas e agulhas, entre outros –, chegou à Cidade da Praia no dia 14 de maio.

Esta ação resultou do esforço conjunto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, designadamente através do Camões, I.P., e do Ministério da Saúde, através da Direção-Geral da Saúde (DGS) e da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (INFARMED). 

Por outro lado, e no âmbito do sistema europeu de proteção civil - Emergency Response Coordination Centre (ERCC), o Governo português, numa ação conjunta entre a DGS, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, INFARMED e Ministério dos Negócios Estrangeiros, foram doados cerca de 5500 frascos de medicamento Veklury® (Remdesivir), que poderá permitir o tratamento de doentes internados por pneumonia por SARS-CoV-2 e hipoxemia (nível baixo de oxigénio) confirmada, à Índia.

Esta iniciativa surge em resposta ao pedido de ajuda do governo indiano que solicitou a ativação do mecanismo europeu de proteção civil para fazer face à situação pandémica grave que está a atravessar.

 

Opinião
Contribuir para estimular a investigação científica em Portugal na área da saúde é o propósito do Pr

As candidaturas deverão obedecer a um regulamento disponível em site específico, tendo como prazo de apresentação o dia 6 de junho, sendo que no dia 6 de novembro haverá uma conferência com apresentação das candidaturas finalistas e entrega do prémio e das menções honrosas.

A avaliação das candidaturas é feita por uma Comissão de Avaliação, composta por 7 elementos independentes, de reconhecida idoneidade na área da Saúde, que colabora assim com a MSD na implementação desta iniciativa. A essa Comissão compete escolher o projeto vencedor e ainda a atribuição de 2 menções honrosas às candidaturas que se classifiquem imediatamente a seguir.

Desde a primeira edição, são distinguidos projetos de alta relevância e impacto, pelo que é interessante olhar para as edições anteriores e tomar conhecimento dos trabalhos escolhidos pelo júri.

Assim, em 2019, foi escolhido como vencedor um projeto de investigação apresentado por uma equipa da Maternidade Alfredo da costa, do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, que pretendia avaliar o impacto do tratamento com heparina de baixo peso molecular nas situações de restrição de crescimento fetal. A Dr.ª Catarina Palma dos Reis, interna de Obstetrícia-Ginecologia, foi a face visível deste trabalho. As menções honrosas foram atribuídas ao Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa, que apresentou um protocolo relacionado com a Angiogénese terapêutica no tratamento das feridas crónicas, utilizando células mesenquimais humanas e células progenitoras endoteliais comobilizadas em microgéis e baixas doses de radiação ionizante, e ao Centro Hospitalar Universitário de S. João no Porto, que desenvolveu um projeto que avaliava a função autonómica como preditor de deterioração cognitiva após cirurgia de estimulação cerebral profunda do núcleo subtalâmico na doença de Parkinson.

Por sua vez, em 2020, o projeto vencedor, intitulado “Uncovering novel prognostic and predictive epigenetic biomarkers in malignant testicular germ cell tumors”, foi apresentado pelo Dr. João Lobo, interno de Anatomia Patológica do IPO do Porto. As

duas menções honrosas foram igualmente para o Porto, para o IPO, com um projeto intitulado “Mecanismos de inactivação do segundo alelo em tumores associados à síndrome de Lynch: uma nova fronteira na abordagem diagnóstica e terapêutica”, e para a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que apresentou o protocolo “The eye as a window to the body: towards an algorithm for heart failure characterization”.

Como se pode ver, foram contempladas áreas muito diversas da investigação médica, com destaque para a participação de médicos a realizarem os seus internatos de especialidade, que é, aliás, um dos requisitos a incluir na elaboração dos projetos.

A investigação médica com aplicação à clínica é um dos objetivos deste prémio, que vem apoiar trabalhos originais desenvolvidos pelos serviços, de modo a facilitar a criação de condições económicas que ajudem à sua execução.

Esperamos que este prémio encontre junto da comunidade médica o mesmo acolhimento das edições anteriores, em que o júri teve a difícil tarefa de escolher entre as muitas dezenas de concorrentes aqueles a quem foram atribuídos os prémios.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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