Estudo revela
Os cientistas do Hospital Universitário de Copenhaga descobriram, num novo estudo, que a pilula contraceptiva pode prejudicar,...

A investigação analisou os dados relativos a 833 mulheres com idades entre os 19 e 46 anos, que eram seguidas numa clinica de fertilidade, com especial atenção às hormonas que permitem avaliar a reserva ovárica.

As percentagens de produção de ovúlos nas mulheres que participaram no estudo reduziram entre os 19 e 52 por cento relativamente ao normal. As maiores reduções foram observadas em mulheres com idade inferior aos 30 anos.

"Nós não acreditamos que a pílula altere os ovários de forma permanente (...) mas ainda precisamos de saber mais sobre a fase posterior à interrupção da pilula", diz Katherine Birch Petersen, do Hospital Universitário de Copenhaga.

Com base nesta investigação, os especialistas aconselham que a fertilidade de uma mulher seja avaliada apenas três meses depois de deixar de tomar a pílula.

Fumadores são mais afectados
O tabaco é a principal causa da doença pulmonar obstrutiva crónica. Em estado avançado, pode limitar gestos comuns como...

Desfrutar de um cigarro é um gesto quotidiano para uma grande parte dos portugueses, um vício que pode sair caro. O tabaco é a principal causa da doença pulmonar obstrutiva crónica, que se estima afectar 14% da população acima dos 45 anos - cerca de 800 mil pessoas. A DPOC é uma patologia de carácter progressivo, que leva à obstrução dos brônquios. Gera uma dificuldade de o doente expirar todo o ar que inspira, condicionando a respiração, e, a prazo, a oxigenação dos tecidos.

É sobretudo nos fumadores com mais de 40 anos que a DPOC é diagnosticada. A "prevalência aumenta com a idade, já que o tempo de fumo acompanha a faixa etária", revelou o presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, Teles de Araújo.

Crónica e altamente limitativa, a DPOC pode ser prevenida através da procura de uma vida mais saudável, livre de fumo. Para os doentes diagnosticados, o caminho passa por "controlar os sintomas e atrasar a sua progressão", com a redução de uma "exposição a ambientes muito poluídos", explicou Teles de Araújo.

Para além dos medicamentos, a reabilitação respiratória é outra das formas de retardar os sintomas mais violentos da doença, que pode limitar ações básicas do quotidiano, como comer ou caminhar. "É necessária uma reabilitação para que a condição física do doente seja a ideal e possa aproveitar a capacidade respiratória que ainda lhe resta", concluiu Teles de Araújo.

Relatório do INSA
O relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, divulgado na passada terça-feira, aponta para uma estimativa...

Os valores do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) confirmam um aumento face às épocas anteriores, mas ficam abaixo das expectativas da Direcção-Geral da Saúde (DGS) que pretendia atingir uma taxa de 60%. Na população em geral e nos doentes crónicos a adesão à vacina manteve-se muito próxima dos valores registados nos anos anteriores.

Segundo o relatório divulgado pelo INSA que resume os resultados de um inquérito realizado em Dezembro de 2013, a cobertura da vacina contra a gripe continua a aumentar na população mais idosa, tendo-se registado este ano um aumento de 6,5 pontos percentuais face à época anterior. Aliás, este crescimento nos últimos anos representa uma inversão da tendência geral de diminuição da administração de vacinas que se verificava desde a época 2009-2010 em Portugal e também na União Europeia. O aumento coincide também com a opção, tomada em 2012, de garantir esta vacina de forma gratuita aos portugueses com mais de 65 anos. O objectivo é atingir a taxa proposta pela OMS de 75% da população idosa imunizada.

As estimativas do INSA ficam, no entanto, abaixo das expectativas da DGS que esperava atingir uma taxa de vacinação superior a 60% entre os idosos. Um relatório do projecto Vacinómetro, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, informava em Dezembro que 62% dos portugueses com mais de 65 anos já tinha tomado a vacina da gripe. Mafalda Uva, uma das responsáveis pelo relatório do INSA justifica a discrepância com as "diferentes metodologias" empregues em cada estudo e afirma que os dados reais "variam entre ambas as estimativas". Contacada pelo jornal Público, fonte oficial da DGS diz que a cobertura vacinal da população da terceira idade na época 2013/2014 está estimada em, pelo menos, 57% - estimativa que "apresenta também limitações", ressalva.

A DGS avança que as cerca de 1,6 milhão de vacinas disponibilizadas através do Serviço Nacional de Saúde e das farmácias foram escoadas.

Ainda segundo o relatório do INSA, a cobertura da vacina antigripal na época 2013-2014 na população geral foi de 17,1%, sem diferença significativa face à época anterior (16,3%), revela o estudo epidemiológico, que constou de um inquérito realizado por entrevista telefónica à amostra de famílias ECOS (Em Casa Observamos Saúde), em Dezembro de 2013.

A seguir aos idosos, foram os doentes crónicos quem mais tomaram vacinas contra a gripe (32,8%) e, mais uma vez, a estimativa aproxima-se da época passada (28%). No relatório do INSA pode ler-se que “as estimativas revelam um acréscimo, estatisticamente não significativo, quando comparadas com as estimativas obtidas na época anterior (2012-2013)”.

A vacinação foi efectuada principalmente durante o mês de Outubro (61,1%) em Centros de Saúde (55,7%) e em farmácias (24,3%) e foi recomendada maioritariamente pelo médico de família ou médico assistente (em 75% dos casos) e apenas em 13,8% dos casos foi por iniciativa própria.

O estudo estima que 27,9% da população portuguesa tencione tomar vacinas contra a gripe na próxima época. A estimativa sobe no caso dos idosos para 53,5%. A DGS recomenda anualmente a vacinação antigripal de grupos com risco mais elevado de desenvolvimento de complicações associadas à gripe (idosos, grávidas grávidas com mais de 12 semanas de gestação, doentes crónicos e profissionais de saúde).

Sociedade Portuguesa de Pneumologia adverte
Apesar de ter maior incidência na época das gripes, a pneumonia não é sazonal. Segundo um estudo desenvolvido pela Comissão de...

“Ao contrário do que se pensa, a pneumonia não é sazonal. Há internamentos e mortes por pneumonia ao longo de todo o ano”, explica o Prof. Carlos Robalo Cordeiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. “A vacinação pneumocócica é a melhor forma de prevenir a pneumonia. Pode, e deve, ser feita em qualquer altura do ano”, continua.

O pneumococo é o responsável por cerca de 3 milhões de mortes por ano, um pouco por todo o mundo. É uma das principais causas de morte preveníveis através de vacinação.

No caso da pneumonia, um estudo desenvolvido pela Comissão de Infecciologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, revela que esta doença é responsável pelo internamento de uma média de 81 adultos por dia, dos quais 16 acabam por morrer.

Prevenível através de vacinação, a infecção por Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é uma causa comum de morbilidade e mortalidade. As crianças e os adultos a partir dos 50 anos, são os mais afectados pela doença pneumocócica, bem como grupos de risco, que incluem pessoas com doenças crónicas associadas como a diabetes, doenças respiratórias ou cardíacas, e que tenham hábitos como o alcoolismo e ou o tabagismo.

“É fundamental que se faça a vacinação, independentemente do mês ou da estação em que nos encontramos”, alerta a Sociedade Portuguesa de Pneumologia,

Recentemente, um estudo internacional que incluiu cerca de 85.000 adultos com 65 ou mais anos de idade, demonstrou a eficácia clínica da Vacina Pneumocócica Conjugada 13 – valente (VPC13) na prevenção da Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) em adultos. “Excelentes notícias” para a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, para quem este resultado se traduz num “avanço significativo no combate à pneumonia”.

“Apesar dos eforços das sociedades científicas ao nível local, e das recomendações para a tomada de medidas preventivas, a pneumonia pneumocócica continua a ser um das principais causas de morbilidade e mortalidade nos adultos. Os resultados deste estudo e a consequente consciência do potencial da vacinação, vêm reforçar esta posição. Representam um enorme contributo para a melhoria da qualidade da saúde pública, não só em Portugal, como em todo o mundo”, acrescenta Robalo Cordeiro.

Portugueses pouco esclarecidos relativamente a Pneumonia e Prevenção
A maioria dos Portugueses não conhece os sintomas da Pneumonia e poucos são os que sabem quais as formas de prevenção. Segundo os resultados de um questionário realizado pela SPP no final do ano passado, apenas 5,4% dos inquiridos estão vacinados contra a pneumonia.

Os inquéritos foram realizados aos que se aconselharam no “Esquadrão da Pneumonia”, campanha de sensibilização e prevenção da SPP, que percorreu o País ao longo de duas semanas com o objectivo de alertar a população para a Pneumonia e para os problemas com ela relacionados.

“Os portugueses ainda estão pouco esclarecidos relativamente à Pneumonia e às principais formas de prevenção”, continua Robalo Cordeiro. “Os números são elucidativos: 96% dos inquiridos durante o Esquadrão da Pneumonia já tinha ouvido falar de Pneumonia, mas apenas 38,2% conhecia os sintomas. 71% afirmou não saber a diferença entre Gripe e Pneumonia e somente 25,5% sabia as suas formas de prevenção”, acrescenta.

E ainda 7,6% declarou já ter tido uma pneumonia. De um total de 1021 participantes, apenas 55 (5,4%), estavam vacinados.

Sobre o estudo
Desenvolvido entre 2000 e 2009, o estudo incidiu sobre os internados com 18 ou mais anos, com diagnóstico primário de pneumonia. Foram excluídos pacientes com sistema imunitário diminuído, como infectados com VIH, transplantados ou em processo de quimioterapia.

Trata-se de um estudo retrospectivo, com base nos dados da ACSS. Ao longo dos 10 anos de estudo, analisou um total de 8 milhões de internamentos.

Sobre o inquérito
Realizado a 1021 indivíduos, 552 do sexo masculino e 469 do sexo feminino, entre os dias 12 e 26 de Novembro de 2014, nas cidades de Lisboa, Faro, Coimbra, Viseu e Matosinhos. Idades compreendidas entre os 16 e os 95 anos.

Todos os inquiridos foram abordados durante a acção “Esquadrão da Pneumonia”, campanha de sensibilização e prevenção da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, que percorreu o país o objectivo de sensibilizar a população para a Pneumonia e para os problemas com ela relacionados.

Sobre a pneumonia
A pneumonia é uma infecção do pulmão que afecta sobretudo os alvéolos. Trata-se de uma doença com consequências graves para o doente, e elevados custos para a sociedade.

Pode afectar doentes de todas as idades, em especial os mais jovens e os mais idosos. São várias as formas de pneumonia, sendo a mais frequente a adquirida na comunidade.

Estima-se que nos países desenvolvidos ocorram 5 a 11 casos de pneumonia por ano, em cada 1000 habitantes adultos. Em Portugal, verificaram-se, entre 2000 e 2009, 294.027 internamentos de adultos por pneumonia, correspondentes a 3,7% do total de internados.

A pneumonia é responsável por óbitos em todos os grupos etários, mesmo em doentes jovens previamente saudáveis. Os últimos dados publicados no nosso país revelam uma taxa de letalidade intra-hospitalar nos adultos internados por pneumonia de 17,3%.

Estudo
Um estudo mostra que entre crianças o excesso de esforço para ver de perto predispõe à miopia acomodativa. Nas que têm herança...

A antecipação das férias por conta do Mundial 2014 é uma razão a mais para as crianças passarem por uma consulta oftalmológica antes do regresso às aulas. Isto porque, muitas vão ficar com os olhos fixados nos monitores das televisões lá de casa. O hábito praticamente duplica o risco de desenvolver miopia.

É o que mostra um estudo realizado pelo oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, com 360 crianças de 9 a 12 anos. Entre os participantes que ficavam usando alguma tecnologia por até seis horas, 21% foram diagnosticados com miopia. Nessa faixa etária a prevalência apontada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é de 12%.

Miopia acomodativa
Queiroz Neto afirma que a miopia é um erro de refracção no qual as imagens são focalizadas antes da retina, fazendo com que a visão de longe fique desfocada. Pode ser hereditária ou causada por factores ambientais. Este é o caso do excessivo esforço para ver de perto que causa miopia acomodativa entre crianças. O médico chama a atenção dos pais para o monitoramento do uso de equipamentos electrónicos durante as férias. Isto porque, a criança que a cada hora de uso do computador ou outro dispositivo descansa os olhos por 15 a 30 minutos evita o desenvolvimento da miopia acomodativa que atrapalha o rendimento escolar. Se a criança não tiver monitorização, adverte, vai ter dificuldade permanente em ver ao longe. 

Para ele, o vício em jogos electrónicos, navegar pela Internet e redes sociais em telas cada vez menores explica o aumento de míopes em todas as faixas etárias. É bem verdade, comenta, que os diagnósticos de alterações na visão estão cada vez mais precisos, mas a mudança de hábitos, a maior exigência da visão de perto contribui com este crescimento.

Miopia hereditária
O médico diz que a miopia poder ser transmitida geneticamente, mas ainda assim não significa que necessariamente seja passada de pai para filho. Isto porque, quando uma criança nasce, as suas características físicas são determinadas em 50% pelos cromossomos da mãe e em 50% pelos cromossomos paternos. Se apenas um dos pais é míope e o filho herda o gene dominante da miopia, tem 50% de probabilidades de se tornar míope. No caso dos pais serem portadores do gene, mas não apresentarem a doença, a probabilidade de o filho ser míope cai para 25%. É isso que explica porque uma criança pode ter olhos normais mesmo que os pais tenham miopia – herdou o gene recessivo. Ele afirma que por muito tempo a comunidade oftalmológica internacional tratou a miopia como um erro de refracção causado por factores genéticos, exclusivamente.

O crescimento do problema no mundo todo mostra que além dos genes os hábitos podem fazer a diferença para a visão. Além de descansar olhando para o horizonte, crianças devem ter mais actividades ao ar livre com um horizonte mais amplo.

Tão útil quanto verificar a temperatura corporal ou a pressão sanguínea
Chega de mudar de assunto: muitas doenças e problemas do organismo podem ser resolvidos se prestar mais atenção ao que deixa na...

As fezes podem ser consideradas um assunto engraçado, desagradável ou tabu, mas na verdade deveriam ser levadas mais a sério. O aspecto das fezes – a sua cor, forma e consistência – pode reflectir a qualidade da alimentação, indicar falta de vitaminas e proteínas, e até mesmo alertar para a presença de alguma doença.

“Considerando que saúde não é apenas a ausência de doenças, mas sim a contínua sensação de bem-estar, podemos afirmar que saúde intestinal é fundamental para a saúde de todos os outros órgãos”, aponta Fernando Gomes Romeiro, professor de Gastroenterologia do Departamento de Clínica Médica na Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho). Isso fica evidente quando há algum problema no intestino: pessoas com o intestino doente geralmente apresentam mudanças, inclusive de humor e de personalidade. Isso acontece porque é no intestino que temos a maior concentração de neurónios fora do sistema nervoso central – o que explica a dificuldade em manter qualquer sensação de bem-estar sem a saúde intestinal.

Por ser um assunto que a maioria das pessoas não se sente muito à vontade para discutir, não é raro que o problema cresça até ficar mais grave. “Se não conversamos sobre isso com quem gostamos, fica mais difícil falar com quem não conhecemos, então é comum que as pessoas sofram sozinhas com o problema”, diz o gastroenterologista Fernando Romeiro. O preconceito ou a vergonha acabam por somar-se ao desconhecimento da extensão de consequências que um intestino afectado pode causar. “Problemas intestinais podem afectar pele, cabelos, unhas, sangue, fígado, estômago e praticamente qualquer outro órgão”, diz Romeiro. “Por isso o diálogo sobre esse assunto deve ser sempre estimulado.”

Processo importante
As fezes nada mais são do que resíduos de alimentos não digeridos, bactérias da flora intestinal e produtos da descamação do nosso intestino que se renova diariamente. O processo começa quando o alimento entra na boca: a mastigação, a saliva, a contracção dos músculos gastrointestinais, as bactérias, o ácido clorídrico, as enzimas digestivas, a bile e outras secreções agem em conjunto num complexo processo que transforma a comida numa massa chamada quimo. Os nutrientes são absorvidos ao longo do tubo digestivo, enquanto as partes não aproveitadas seguem em frente até ao intestino grosso, onde se misturam com água e formam o bolo fecal, ou seja, os excrementos.

Se o processo seguir tranquilamente até ao final, é uma visita saudável à sanita. “Um intestino saudável, com bom funcionamento, é reflexo de bom funcionamento do aparelho digestivo como um todo, com a eliminação adequada dos resíduos sem problemas de acumulação”, explica Bruno Zilberstein, professor de cirurgia do aparelho digestivo do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). “É o que chamamos de equilíbrio orgânico adequado.”

Só em casa
O contrário, infelizmente, também é verdade. Ficar um bom tempo sem ir à casa de banho causa uma série de problemas desagradáveis, como dor abdominal, sensação de inchaço, irritabilidade, indisposição e alterações no apetite e no humor. Quem tem intestino preso ou prisão de ventre sabe bem como é. A obstipação intestinal – nome médico para o problema – acontece quando a pessoa evacua menos de duas vezes por semana ou quando o esforço para evacuar é demasiado grande e pouco produtivo.

As causas mais comuns costumam ser uma dieta pobre em fibras, pequena ingestão de líquidos, sedentarismo e consumo excessivo de proteína animal e de alimentos industrializados. O factor comportamental também entra na conta. Muitas pessoas não conseguem usar a sanita em locais públicos – muitas vezes porque se sentem desconfortáveis e constrangidas para fazer isso fora do ambiente acolhedor do lar. Os médicos avisam que é um péssimo hábito. Em primeiro lugar, quanto mais tempo os resíduos alimentares permanecem no intestino, mais secos e duros ficam - o que os torna mais difíceis de expelir. Segundo: com o tempo, o intestino acaba por acostumar-se e diminuindo a frequência de “visitas” ao WC. Portanto, aquela história de “não consigo ir à casa de banho fora de casa” pode acabar por criar um problema bem complicado.

Outros factores emocionais, como stresse, depressão e ansiedade também são capazes de interferir nos hábitos intestinais.

Quanto mais, melhor?
Não ir ao WC é mau, mas ir muitas vezes pode ser ainda pior. A diarreia é sinal de que os alimentos e os seus nutrientes estão a movimentar-se muito rápido pelo corpo e não estão a permanecer tempo suficiente no intestino - o que causa aumento do número de evacuações e a perda de consistência das fezes, que se tornam aguadas.

A causa mais comum da diarreia é a gastroenterite viral ou o vírus intestinal. Consumir água ou alimentos contaminados pode causar evacuações frequentes. Contudo, a diarreia pode ser sintoma de várias doenças, como úlcera gastrointestinal e alguns tipos de cancro, por isso é importante procurar assistência médica - especialmente se a diarreia não melhorar em um ou dois dias e se houver presença de sangue nas fezes.

Cor é tudo
Além da frequência de visitas ao WC, a cor, o formato e a textura das fezes também são importantes indicativos da saúde do intestino – e de todo o corpo.

As fezes normais devem ter coloração acastanhada e textura moldada e macia. Apesar de haver uma grande variação de tons conforme a dieta de cada pessoa, alterações muito grandes nesse padrão podem sinalizar problemas.

Pequenas bolinhas isoladas podem indicar falta de fibras na alimentação. A presença de sangue, muco e pus pode ser sinal de um intestino inflamado. Fezes compridas e finas são causadas por esforço excessivo, e se o problema persistir por semanas, pode indicar a presença de um cancro no reto, pois o tumor vai se expandindo e estreitando a cavidade do cólon. “Em todas essas situações que saem do padrão normal, é preciso procurar ajuda médica”, alerta Fernando Gomes Romeiro, do Departamento de Clínica Médica na Faculdade de Medicina da Unesp.

A cor também pode ser indicativa de que algo não está a funcionar bem. “Na maioria das vezes, a coloração está relacionada com o tipo de alimento, mas às vezes pode ser consequência de sangramento gástrico ou intestinal, doenças do fígado”, aponta Bruno Zilberstein, da Faculdade de Medicina da USP. “A perda de gordura nas fezes indica quadros de falta de absorção intestinal e infecções.”

A cor das fezes pode variar pontualmente, de acordo com a dieta. É o caso da ingestão de beterraba, que torna as fezes mais avermelhadas ou com um tom castanho mais escuro, por exemplo. Atenção, porém, para colorações que devem ser sinais de alerta. Se as fezes estiverem “pálidas”, por exemplo, pode ser sinal de que a vesícula não está a funcionar adequadamente, ou de que há presença de cálculos biliares. Se a cor for castanho-avermelhada, pode ser consequência de sangramento no trato digestivo inferior, um sintoma associado a cancro de intestino. Já fezes negras podem indicar sangramento no estômago ou no intestino delgado, provavelmente causado por uma úlcera.

Cuidando do intestino
Ter hábitos saudáveis reflecte-se directamente na saúde do intestino. Manter o órgão a funcionar adequadamente todos os dias, além de ser um “alívio”, também ajuda na imunidade, absorção dos nutrientes, produção de vitaminas e manutenção da saúde de todo corpo.

Para manter a saúde do intestino, é preciso, em primeiro, ter uma alimentação equilibrada, com ingestão de muitas fibras e pouca gordura. As fibras absorvem líquido e ajudam a formar o bolo fecal, que distende a parede do intestino e força a evacuação. Já as gorduras são mais difíceis de serem digeridas, exigindo muito do tubo digestivo.

A água também é essencial no processo. “Como o intestino grosso é responsável pela absorção de água, evitando que tenhamos grandes perdas de líquido pelas fezes, se a pessoa toma pouca água o intestino tem que tirar o máximo possível das fezes e estas podem ficar duras, levando a outros problemas”, explica o gastroenterologista Fernando Romeiro.

Existem hábitos que fazem toda a diferença, como não fumar (o cigarro é associado a várias doenças inflamatórias intestinais), comer devagar (a digestão começa na boca, e quanto mais tempo o alimento ficar na boca, mais é digerido e melhor a absorção de nutrientes no intestino) e também praticar exercícios físicos.

Os exercícios físicos aumentam os movimentos peristálticos, por libertar hormonas que activam o processo e ajudam na movimentação do bolo alimentar pelo sistema digestivo. “A actividade física, mesmo que de pouca intensidade, auxilia a propagação das fezes dentro do intestino. Do contrário, se ficarmos muito tempo parados, o intestino pode ter mais dificuldade pra fazer todo o trabalho sozinho”, diz Romeiro.

Tomando esses cuidados, é possível garantir o bom funcionamento do intestino e evitar muitos problemas de saúde. O seu organismo agradece.

Estudo divulga
Emagrecer faz bem para a saúde, mas também contribui para uma melhor noite de sono. Adultos obesos que emagreceram 5% do peso...

O estudo mostrou que a perda de peso neste período melhorou a qualidade do sono e o humor, independentemente da maneira como os indivíduos emagreceram.

“Este estudo confirma vários outros que relatam que a perda de peso está associada com o aumento da duração do sono”, afirmou a principal investigadora do estudo, Nasreen Alfaris, da Universidade da Pensilvânia, Filadélfia.

O estudo examinou 390 homens e mulheres obesos por dois anos. Os participantes foram aleatoriamente divididos em três grupos de programas de perda de peso.

Um grupo recebeu material impresso educativo durante consultas quatro vezes por ano, outro recebeu aconselhamentos num espaço de tempo mais curto sobre estilo de vida, enquanto o último grupo recebeu o aconselhamento, além de substitutos de refeição ou medicamento para perda de peso.

Os cientistas avaliaram as mudanças no peso, a duração do sono e qualidade, e humor após seis e 24 meses de tratamento. Eles compararam indivíduos que perderam 5% ou mais do peso corporal com aqueles que perderam menos de 5%, levando em conta o sexo e a idade.

Depois de seis meses, os indivíduos de ambos os grupos de aconselhamento de estilo de vida perderam mais peso, em comparação com o grupo que recebeu material impresso educativo.

Examinando todos os três grupos em conjunto, os indivíduos que perderam pelo menos 5% do peso relataram que ganharam uma média de 21,6 minutos de sono por noite, em comparação com apenas 1,2 minutos para aqueles que perderam menos de 5%.

Os participantes que emagreceram ainda mais que 5% do peso corporal relataram ainda mais melhorias na qualidade do sono e do humor.

“Mais estudos são necessários para analisar os efeitos de ganhar peso novamente sobre a duração e a qualidade do sono”, finaliza Alfaris.

Em Albufeira
Sindicalistas e comerciantes promovem hoje uma acção simbólica junto a uma praia em Albufeira para alertar para a falta de...

Durante a iniciativa vão ser distribuídos panfletos em português, inglês e espanhol e, simbolicamente, espátulas em madeira usadas para examinar a garganta, material que já faltou em vários centros de saúde algarvios, disse Nuno Manjua, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), uma das entidades que promovem a acção.

Segundo aquele responsável, o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Albufeira, uma das unidades que mais atendimentos regista no Verão, está a entrar em “rutura completa”, não só devido à falta de pessoal administrativo e enfermeiros, como também pela degradação das condições de higiene, o que leva a que o funcionamento do serviço seja “caótico”.

OMS
A grave epidemia do vírus Ébola na África ocidental “pode ser travada”, declarou ontem o subdirector-geral para a Segurança...

Fukuda falava perante os ministros de 11 países da região, reunidos de emergência em Acra, capital do Gana, para encontrar uma resposta para a crise.

A epidemia, a mais grave até agora da doença, matou 467 pessoas em 759 casos de febres hemorrágicas registados em três países: a Serra Leoa, a Guiné-Conacri e a Libéria, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado na terça-feira.

À escala mundial
Durante décadas, a má gestão de resíduos de toda a espécie, em particular de plástico, tem vindo a acumular-se no oceano...

"O problema existe, mas a ilha de plástico no Pacífico é uma exageração criada pela comunicação social", assegura Carlos Duarte, investigador do Instituto Mediterrâneo de Estudos Avançados (Universidade das Ilhas Baleares). A pesquisa liderada por Duarte, publicada na revista "Proceedings", confirma que a contaminação de lixo plástico se estende por toda a superfície de águas marinhas, embora em concentrações mais baixas.

"Esperávamos encontrar 100 vezes mais plástico do que encontramos", disse Carlos Duarte em relação à expedição que fez em 2010. A maior preocupação do investigador é localizar o resto do plástico que não formou ilhas, como no Pacífico e no Atlântico Norte. Este material pode partir-se em pedaços quase microscópicos, criando uma "sopa plástica", como descreveu o cientista Charles J. Moore em 1997, o que torna a sua eliminação extremamente difícil.

Com a crescente acumulação de resíduos há quem fale num sétimo continente, uma vez que a ilha de plástico no Pacífico já conta com o dobro do tamanho dos EUA. Na tentativa de reduzir o crescimento desta e outras ilhas de plástico que flutuam no oceano, a União Europeia propôs diminuir em cerca de 80% o consumo de sacos de plástico no período de uma década. Para atingir a meta, os países membros devem implementar impostos sobre o uso de sacos de plástico ou até mesmo proibi-lo.

Após um atraso de 24 horas
Após um atraso de 24 horas, a agência espacial norte-americano lançou ontem o seu primeiro satélite para medir na atmosfera os...

O foguete Delta 2, da empresa United Launch Alliance, que transporta o satélite OCO-2 (Observatório Orbital de Carbono - 2, sigla em inglês), foi lançado às 02:56, horário local (10:56 em Lisboa) da base aérea de Vanderberg, na Califórnia.

Na terça-feira, o lançamento tinha sido cancelado no último minuto devido a problemas na válvula do sistema de fluxo de água para a plataforma de lançamento.

Estudo afirma
Um gene herdado de um homem primitivo, desaparecido há pelo menos 40.000 anos, ajudou os tibetanos a adaptarem-se à vida a alta...

Trata-se de uma variante rara de um gene implicado na produção de hemoglobina - a molécula que transporta o oxigénio no sangue - e que se propagou pela população tibetana, assim que se fixou nos planaltos dos Himalaias, há vários milhares de anos.

Segundo o estudo, foi esta variante do gene EPAS1, que surgiu no passado, que permitiu aos tibetanos sobreviverem numa atmosfera com oxigénio rarefeito, acima dos 4.500 metros de altitude, em que o sangue da maior parte dos humanos engrossa, causando problemas cardiovasculares.

“Temos provas muito claras de que esta versão do gene provém do homem de Denisova”, um homem primitivo que se extinguiu há 40.000 a 50.000 anos, assegurou Rasmus Nielsen, investigador da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos.

Para o cientista, tal mostra que “os humanos evoluíram e adaptaram-se a novos ambientes, ao obterem os seus genes a partir de outras espécies”.

O gene EPAS1 é activado quando a taxa de oxigénio no sangue baixa, desbloqueando a hemoglobina para compensar essa quebra.

Na maior parte dos casos, a alta altitude produz demasiados glóbulos vermelhos, que acabam por engrossar o sangue e provocar hipertensão e ataques cardíacos.

A variante deste gene, o “gene tibetano”, tem uma acção muito mais moderada e não conduz a efeitos tão nefastos.

“Descobrimos que uma parte do gene EPAS1 dos tibetanos é quase idêntica à do homem de Denisova e muito diferente da dos outros humanos”, assinalou Rasmus Nielsen.

Comparações com outros genomas estão em curso, para tentar determinar em que momento da evolução o homem de Denisova se cruzou com os antepassados dos tibetanos.

Os vestígios fósseis do homem de Denisova são, porém, raros, reduzindo-se a fragmentos de uma falange de uma menina de 7 anos, e que foram encontrados em 2010 na Gruta de Denisova, no sul da Sibéria.

Investigadores de Coimbra desenvolvem
Uma equipa de investigadores do Instituto do Mar da Universidade de Coimbra desenvolveu um tratamento de talassoterapia (com...

O projecto, liderado pelo investigador Leonel Pereira, especialista em macroalgas marinhas, permitiu a criação de um “kit” registado com a marca "SeAlgae", que se encontra em fase de protótipo, depois de um trabalho realizado nos últimos dois anos, com a colaboração de uma marca de óleos essenciais e cosmética natural, refere um comunicado da Universidade de Coimbra (UC).

"A equipa começou por efectuar uma triagem rigorosa das espécies com elevado potencial bioactivo (nutricional, antifúngico, antibacteriano, entre outras), tendo selecionado quatro espécies de macroalgas vermelhas, verdes e castanhas, com as características ideais para tratamentos de cosmética e bem-estar", explica o documento.

Segundo a UC, o projecto prosseguiu com novos estudos e experiências para o processo de transformação das algas, "mas os investigadores foram confrontados com o odor pouco agradável que caracteriza os produtos feitos à base de algas", pelo que foi necessária a colaboração da marca TussieMussie®.

O professor da UC Leonel Pereira, citado no comunicado, sublinha que o projecto permitiu desenvolver "os primeiros produtos de talassoterapia 100 por cento naturais, provenientes exclusivamente de macroalgas do mar ibérico, de plantas aromáticas portuguesas e de sal colhido de forma artesanal nas salinas do estuário do Mondego".

Com a criação deste produto, os investigadores pretendem "democratizar o acesso a este tipo de produtos, tornando o potencial das macroalgas disponível ao maior número possível de consumidores", que até ao momento "estava associado" a tratamentos dispendiosos em “SPA” e clínicas de bem-estar.

"Além de apostarmos numa gama para as clínicas e ‘SPA’, desenvolvemos um 'kit' para uso pessoal, com um custo acessível, para aplicação no conforto do lar", salienta o comunicado da UC, adiantando que, com vista à sua comercialização, os investigadores pretendem iniciar, nos próximos meses, ensaios e testes que permitam a certificação dos produtos e criar uma empresa no Instituto do Mar.

Leonel Pereira, que estuda macroalgas há mais de duas décadas, considera que, no mercado, "há ainda uma oferta limitada deste tipo de produtos, sendo que a maioria dos existentes peca pela utilização de compostos químicos sintéticos na sua composição".

"As algas possuem ótimas características para fins terapêuticos. São muito eficazes na regeneração celular e na eliminação de gorduras localizadas, característica fundamental em tratamentos adelgaçantes", sublinhou o investigador.

ARS do Norte abre concurso
A Administração Regional de Saúde do Norte anunciou ontem em Diário da República a abertura do concurso para preenchimento de...

“Encontra-se aberto, pelo prazo de 10 dias úteis, a contar da data da publicação do presente aviso no Diário da República (DR), procedimento de recrutamento simplificado destinado ao preenchimento de 83 postos de trabalho colocados a concurso, para a categoria de assistente em medicina geral e familiar, mediante a celebração de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado ou de contrato individual de trabalho por tempo indeterminado, ao abrigo do Código do Trabalho, caso se trate da carreira especial médica ou da carreira médica, conforme resulta, consoante o caso, de, respectivamente, estabelecimentos do sector público administrativo ou entidades públicas de natureza empresarial”, refere o aviso da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte).

O método de selecção dos candidatos tem por base o resultado da prova de avaliação final do internato médico e da classificação obtida em entrevista de selecção a realizar para o efeito.

Podem candidatar-se ao procedimento simplificado aberto pelo presente aviso os médicos detentores do grau de especialista, que tenham concluído o respectivo internato médico na 1.ª época de 2014.

As 83 vagas disponíveis distribuem-se pelos agrupamentos de centros de saúde (ACES) de Alto Trás -os -Montes — Alto Tâmega e Barroso (1), do Douro I — Marão e Douro Norte (2), do Douro II — Douro Sul (3), do Alto Ave — Guimarães/Vizela/Terras de Basto (4), do Ave — Famalicão (3), do Cavado I — Braga (8), do Cavado III — Barcelos/Esposende (3), do Tâmega I — Baixo Tâmega (14), do Tâmega II — Vale do Sousa Sul (3), do Tâmega III — Vale do Sousa Norte (12), do Grande Porto V — Porto Ocidental (2), do Grande Porto VI — Porto Oriental (2), do Grande Porto VII — Gaia (1), de Entre Douro e Vouga I — Feira /Arouca (5), de Entre Douro e Vouga II — Aveiro Norte (5) e ACES do Cavado II — Gerês/Cabreira (4).

As restantes onze vagas a preencher distribuem-se pelas unidades locais de saúde (ULS) do Alto Minho, EPE (4), de Matosinhos, EPE (5) e do Nordeste, EPE (2).

Santa Maria e São José passam a ter
As urgências nocturnas de sete especialidades em Lisboa, que desde Setembro eram feitas alternadamente nos hospitais de Santa...

A nota da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, enviada à comunicação social às 23:57 de terça-feira, refere que as alterações, que entraram em vigor nesse mesmo dia, “traduzem-se na reorganização das regras de referenciação, do INEM e entre hospitais, para os doentes identificados nas especialidades de oftalmologia, psiquiatria, otorrinolaringologia, urologia, cirurgia plástica, cirurgia maxilo-facial e cirurgia vascular”.

Em declarações, o presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, fez um balanço positivo das alterações introduzidas, mas justifica as novas mudanças com a “diminuição” do número de doentes transferidos.

Esta diminuição deveu-se, segundo Luís Cunha Ribeiro, aos “critérios clínicos” entretanto criados e que terão levado alguns doentes a permanecerem nos hospitais da sua referência, evitando assim a sua transferência.

A 13 de Setembro do ano passado, onze dias após ter arrancado a segunda fase da reorganização da Urgência Metropolitana de Lisboa (UML), com as especialidades de psiquiatria e oftalmologia, o Ministério da Saúde tinha avançado com dados opostos.

Segundo o Ministério da Saúde, registou-se um acréscimo diário de atendimentos, quer na especialidade de oftalmologia, quer na de psiquiatria.

"A concentração de urgências representou assim um acréscimo de sete doentes/dia para os serviços" daquelas duas unidades (Centro Hospitalar de Lisboa Norte e Centro Hospitalar de Lisboa Central), acrescentava a nota do Ministério da Saúde.

Apesar da mudança que entrou terça-feira em vigor, a ARS refere que o modelo aplicado em Setembro do ano passado, foi “um bom modelo organizacional, com inegáveis ganhos para o cidadão”.

“Cumpre introduzir melhorias neste modelo, tornando-o ainda mais acessível, equitativo e capaz de responder às necessidades dos cidadãos, à evolução esperada de factores intervenientes no sistema e prepará-lo para novos desafios, nomeadamente uma resposta coordenada e integrada ao doente traumatizado grave”, lê-se na nota da ARS.

A reestruturação da oferta de serviços de urgência na região pressupõe a implementação de dois polos fixos permanentes de UML (especialidades de oftalmologia, psiquiatria, otorrinolaringologia, urologia, cirurgia plástica, cirurgia máxilo-facial e cirurgia vascular), no CHLN e no CHLC, que são, simultaneamente, os dois centros de trauma da região de Lisboa e Vale do Tejo.

“Desta forma aumenta-se o acesso a serviços de urgência diferenciados, a equidade no tratamento dos doentes e dá-se um passo significativo na melhoria da abordagem dos doentes traumatizados graves, com a constituição formal de dois centros de trauma”, prossegue o comunicado.

A ARS refere que “as escalas desses dois polos são elaboradas e asseguradas pelos elementos desses centros hospitalares”.

Doentes revelam necessidades
Um estudo liderado por uma equipa portuguesa mostra que quem se submeteu a testes genéticos para a hemocromatose hereditária ...

O estudo resultante da colaboração entre várias instituições europeias, nomeadamente a Federação Europeia das Associações de Doentes com Hemocromatose (EFAPH), vai ser incluído nas orientações internacionais para a gestão da doença. Os autores alertam, por isso, para a necessidade de apoiar os médicos especialistas em medicina geral e familiar para o tema das doenças genéticas.

O trabalho, efectuado a nível europeu, demonstrou que a maioria dos pacientes que foram sujeitos a testes genéticos para despiste da hemocromatose hereditária (HH) se sentiam confortáveis com a informação recebida, na sua maioria, de médicos de especialidades diversas. Mas quando questionados qual consideravam ser a fonte de informação mais desejável e prioritária, o médico de família era salientado sempre na resposta.

Este desejo contrasta com a realidade já que, de acordo com as respostas dadas, não é geralmente do médico de família que eles obtêm a informação que necessitam.

Segundo Emerência Teixeira, primeira autora do trabalho, esta “é uma situação muito semelhante em todos os países, incluindo Portugal, o que leva a crer que há muito trabalho a fazer com estes médicos que representam a primeira linha, e a de mais proximidade, no diagnóstico precoce da doença”.

A equipa, liderada pelo Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), encontrou outros dados importantes, por exemplo, a internet é uma fonte muito utilizada para obter informação mas recolhe pouquíssima confiança por parte dos utilizadores.

Por outro lado, refere Emerência Teixeira, “as associações de doentes mais consolidadas, são utilizadas como importante fonte de informação que usufrui de muita credibilidade”.

Segundo a mesma autora, o trabalho recente feito com a Associação Portuguesa de Hemocromatose (APH) tem recebido elogios internacionais, tendo sido estabelecidas parcerias com associações mais sólidas como a Australiana. A investigadora refere a recente utilização do vídeo produzido pela APH como modelo para o vídeo de sensibilização australiano. Por outro lado, os australianos querem agora importar para aquele continente o concurso escolar da APH, uma micro acção que há 3 anos a APH promove no sentido de sensibilizar as gerações mais jovens e de criar novas raízes para divulgação da doença.

O estudo foi publicado na Patient Education and Counseling e é o primeiro desta envergadura sobre fontes de informação acerca de testes genéticos e centrado na opinião dos doentes com hemocromatose.

A EFAPH acolheu o estudo e distribuiu por todos os afiliados das associações de nove países europeus compilando mais de mil depoimentos de toda a europa. Desses, mais de 800 correspondiam a pacientes que haviam realizado o teste genético para a doença e que, portanto, se haviam confrontado com a necessidade de conhecer a patologia e compreender os resultados destas técnicas biomédicas, quer o seu significado, quer as implicações para a sua vida e para a dos familiares.

A Hemocromatose Hereditária é uma doença genética frequente na população de origem europeia e mal diagnosticada devido a uma falta de conhecimento generalizado sobre a doença. O diagnóstico é simples, assim como o tratamento. No entanto, o subdiagnóstico ou o diagnóstico tardio da doença pode ser fatal. Um dos casos mais mediáticos desta doença é o do já falecido medalhado olímpico António Leitão que foi porta-bandeira da APH durante muitos anos.

Hospital de Estarreja
O conselho de administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga anunciou ontem a entrada em funcionamento de consultas externas...

"O objectivo da abertura desta consulta no Polo de Estarreja do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), que se inicia dia 3 de Julho, é concretizar o propósito de maior proximidade dos cuidados de saúde às populações, evitando deslocações e, consequentemente, gastos adicionais para as famílias", refere a informação hospitalar.

Para António Marieiro, psiquiatra e director do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do CHBV, a abertura desta consulta no Polo de Estarreja é entendida como "uma melhoria efectiva da qualidade dos cuidados prestados à população".

Os utentes dos Concelhos de Estarreja e Murtosa, que se encontram a ser seguidos na unidade de Aveiro, passarão a ser consultados no Polo de Estarreja, mais próximo da sua residência.

As consultas serão realizadas por três médicos psiquiatras, às quintas-feiras, e contarão com o apoio de um enfermeiro especialista em Psiquiatria e Saúde Mental, que irá implementar e fortalecer os contactos com os familiares dos utentes, essenciais para o sucesso dos tratamentos.

Sindicato de médicos e Hospital de Braga anunciam
O Hospital de Braga e o Sindicato Independente dos Médicos anunciaram ontem o "primeiro" acordo de Empresa entre uma...

Em comunicado, o Hospital de Braga, gerido pela sociedade Escala Braga (pertencente ao Grupo Mello Saúde), realça que com o referido entendimento "pretende promover junto dos profissionais médicos com Contrato Individual de Trabalho igualdade de oportunidades, independentemente do vínculo profissional".

Também por comunicado, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) aponta que este Acordo de Empresa, o "primeiro" assinado entre uma PPP e um sindicato de médicos, beneficia os médicos "que ficarão protegidos laboralmente pelas mais-valias da negociação colectiva" mas também a Escala Braga "que assim consegue uma garantia de estabilidade e de satisfação dos seus profissionais, o que lhe permitirá por certo uma melhor prossecução dos seus objectivos".

Segundo o SIM "é dado assim mais um passo na construção pelos sindicatos médicos do edifício da negociação colectiva, iniciado em 2009".

Aquele sindicato manifesta ainda desejo que o entendimento alcançado "possa ser rapidamente replicado noutras unidades e com outras Parcerias Público-Privadas".

No texto, o hospital bracarense justifica o Acordo de Empresa alcançado salientando que "o desenvolvimento de uma organização não é compatível com dois modelos de funcionamento ou de progressão" pelo que, sublinha, "é muito importante para o sucesso do Hospital de Braga que todos os seus colaboradores tenham a maior motivação no seu desempenho e que sejam reconhecidos pelo mérito".

O Hospital de Braga realça ainda que este acordo garante "o desenvolvimento de uma avaliação de desempenho que permitirá premiar a competência e a prossecução de níveis elevados de desempenho".

O referido acordo tem efeitos retroactivos a 01 de Janeiro de 2014.

Alerta
Quinze regiões do país apresentam hoje risco muito alto de exposição à radiação ultravioleta e outras nove estão com níveis...

Segundo informação disponível na página do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na Internet, as regiões de Aveiro, Braga, Faro, Funchal, Leiria, Lisboa, Porto, Porto Santo, Sagres, Santarém, Setúbal, Sines, Viana do Castelo, Santa Cruz das Flores e Horta apresentam risco muito alto de exposição à radiação ultravioleta (UV).

Também as regiões de Beja, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Guarda, Penhas Douradas, Portalegre, Viseu e Vila Real apresentam hoje risco alto.

Para estas regiões, o IPMA aconselha a população a utilizar óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol e protector solar e a evitar a exposição das crianças ao sol.

Segundo o instituto, a radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde se o nível exceder os limites de segurança.

O índice desta radiação apresenta cinco níveis, entre o baixo e o extremo, sendo o máximo o onze.

Quanto às temperaturas máximas, em Lisboa e em Castelo Branco prevêem-se 28 graus Celsius, em Évora 32, Beja e Braga 29, Porto, Bragança e Leiria 26, Faro, Portalegre, Viseu e Viana do Castelo 25, Guarda 22, Funchal e Santa Cruz das Flores 24 e Ponta Delgada e Angra do Heroísmo 23.

Remédio Santo
O Ministério Público defendeu ontem que ficou provada a existência de um esquema de burlas executado por dois grupos no...

Os 18 arguidos são suspeitos de pertencerem a uma alegada rede criminosa, composta pelos grupos do Norte e do Centro/Sul, a qual terá levado a cabo um suposto esquema de uso fraudulento de receitas, que terá lesado o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em cerca de quatro milhões de euros, valor reclamado pelo Estado no pedido de indemnização civil.

Nas alegações finais, que começaram hoje no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, o procurador do Ministério Público (MP) sustentou ter ficado provado, de forma "inequívoca", a existência de "duas estruturas, com planos delineados", que visavam a obtenção de enriquecimento ilícito à custa do SNS, com o consequente prejuízo para o Estado.

O magistrado admitiu, contudo, haver receitas verdadeiras que fazem parte do processo, razão pela qual terá de haver uma reavaliação e correcção do valor final da indemnização.

Rui Peixoto é considerado pela acusação como o alegado líder do grupo do Norte, que à data dos factos era chefe de vendas regional de uma das empresas do grupo Bial.

O MP entende que o grupo do Norte não podia ter sido criado apenas por este arguido.

"Sem o acordo inicial de Daniel Ramos (farmacêutico/distribuidor), não era possível que este grupo fosse constituído. Não há dúvida que foi o Rui Peixoto, com o Daniel Ramos, que criaram e formaram este grupo", sustentou o procurador.

Em relação ao grupo Centro/Sul, ficou também claro para o MP que a ideia da sua criação partiu de João Carlos Alexandre (delegado de informação médica), à qual aderiram os arguidos Sérgio Sá (farmacêutico/distribuidor) e Carlos Carvalho (médico).

Segundo o procurador, os arguidos "aproveitaram-se das debilidades do sistema, pois tinham conhecimento que este tipo de coisas podia ser feito", acrescentando que alguns dos envolvidos "já faziam isto (burlas) ou coisas parecidas há muito tempo".

Para o MP, o essencial é perceber o modo de actuação de cada um dos arguidos na rede criminosa e o respectivo papel na execução do plano, tendo em conta a "abundância de prova e as confissões parciais" dos mesmos.

O procurador iniciou as alegações, da parte da manhã, por ler e demonstrar, no seu entender, que a grande maioria dos mais de 400 artigos da acusação, ficaram provados.

Da parte da tarde, enumerou as dezenas de farmácias e quais as receitas foram levantadas das mesmas, prescritas pelos médicos arguidos no processo.

A sessão foi interrompida ao final da tarde, e recomeça às 09:30 de hoje com a continuação das alegações finais do MP, havendo a expectativa de que o procurador profira as suas conclusões.

Entre os 18 envolvidos na suposta fraude, que durava pelo menos desde 2009, estão seis médicos, dois farmacêuticos, sete delegados de informação médica, uma esteticista (ex-delegada de acção médica), um empresário brasileiro e um comerciante de pão.

O médico Luíz Renato Basile, suspeito de prescrever 1.7 milhões de euros em receitas em apenas dois meses, recebendo em troca um valor correspondente a 17,5% do preço de venda ao público dos medicamentos, é o único arguido em prisão preventiva. Nove outros elementos estão com pulseira eletrónica e os restantes encontram-se em liberdade.

Com as receitas falsas, os arguidos compravam os medicamentos em diversas farmácias, onde apenas era paga, no acto da compra dos medicamentos, a parte do preço que cabia ao utente. Depois, o SNS pagava à farmácia o valor relativo à comparticipação.

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