Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 1.000 casos de infeção pelo novo coronavírus e sete mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a que registou maior número de mortes, desde o último balanço: três mortes de um total sete. Seguem-se a região Norte com duas, e região Centro e Algarve com um óbito cada a assinalar. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 1.023 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi aquela que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 374, seguida da região Norte com 372 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 143 casos na região Centro, 37 no Alentejo e 78 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 13 infeções, e os Açores com seis.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 474 doentes internados, menos 23 que ontem.  Também as unidades de cuidados intensivos têm agora menos seis doentes internados, relativamente ao último balanço: 97.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.555 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.007.911 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 34.626 casos, menos 539 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 811 contactos, estando agora 31.704 pessoas em vigilância.

Gripe sazonal
As farmácias vão voltar a participar no processo de administração gratuita da vacina da gripe a pessoas com mais de 65 anos. A...

Apesar de ainda não existir data para a chegada das vacinas, as farmácias já estão a fazer reservas. Este ano, vão estar disponíveis mais 200 mil vacinas para venda com comparticipação do Estado. No total, segundo a informação recolhida pelo jornal junto da Associação Nacional de Farmácias (ANF), há 900 mil vacinas nas farmácias: 700 mil para venda e 200 mil gratuitas para idosos.

“Neste momento não há informação no sentido de se admitir uma coadministração de vacina da gripe sazonal e da Covid-19”

Questionada sobre a possibilidade de ser administrada em conjunto a vacina da gripe com uma terceira dose da vacina Covid-19, Marta Temido, sublinhou que a prioridade das autoridades de saúde é o arranque da campanha de vacinação contra a gripe sazonal, que deverá ter início na segunda semana de outubro. “Sabemos que a gripe tem muitas vezes efeitos letais na saúde das pessoas, portanto, neste momento, essa é a prioridade”, revelou a ministra.

 

 

 

 

Escola de Saúde Pública da Universidade de Maryland
Os resultados de um novo estudo liderado pela Escola de Saúde Pública da Universidade do Maryland mostram que as pessoas...

Os investigadores também descobriram as máscaras cirúrgicas reduziram para cerca de metade a quantidade de vírus que entra no ar em torno de pessoas infetadas.

"O nosso mais recente estudo fornece mais evidências da importância da transmissão aérea", disse Don Milton, professor de saúde ambiental citado pelo El Mundo.  “Sabemos que a variante Delta que circula agora é ainda mais contagiosa do que a variante Alpha. A nossa pesquisa indica que as variantes continuam a melhorar nas suas viagens aéreas, por isso precisamos de fornecer uma melhor ventilação e usar máscaras apertadas, além da vacinação, para ajudar a parar a propagação do vírus."

A quantidade de vírus presente no ar a partir de infeções da variante Alpha mostrou ser superior – até 18 vezes mais — às encontradas em cotonetes nasais e saliva.

Segundo um dos autores do estudo, Jianyu Lai, “o vírus do nariz e da boca pode ser transmitido pulverizando gotículas grandes perto de uma pessoa infetada. Mas o nosso estudo mostra que a quantidade de vírus nos aerossóis expirados é muito maior”, sendo, portanto, mais contagioso.

Estes aumentos significativos no vírus no ar ocorreram antes da chegada da variante Delta e indicam que o vírus está evoluindo para viajar melhor através do ar.

 

31ª Reunião do Healthcare User Group (HUG)
A GS1 Portugal tem vindo a alertar para a importância da codificação e rastreabilidade (track & trace) de dispositivos...

Neste sentido, e desempenhando um papel ativo no debate sobre o tema, a GS1 Portugal promove na próxima quarta-feira, dia 22 de setembro, totalmente online, a 31ª Reunião do Healthcare User Group (HUG).

Esta iniciativa tem por objetivo a promoção do debate sobre temas relevantes para o setor, em particular, nesta sessão, Legislação, Casos de Sucesso na aplicação dos standards GS1, assim como Estudos de Níveis de Serviços da Saúde.

No evento serão também abordadas as transformações que a crise pandémica trouxe ao setor da saúde, nomeadamente, no que diz respeito à distribuição nacional e global da vacina COVID-19 e o combate à contrafação de vacinas, medicamentos e dispositivos médicos.

 

Literacia em Saúde
O Dia Mundial da Segurança do Doente celebra-se todos os anos a 17 de setembro, e tem por objetivo a

O Dia Mundial da Segurança do Doente foi proclamado através da Resolução 72/6 adotada na Assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS) a 28 de maio de 2019.

Em 2021 o tema é dedicado à priorização da segurança nos cuidados maternais e neonatais, particularmente na altura do parto, uma fase delicada da gravidez.

Assim, a OMS exorta todas as partes interessadas a "Agir agora para um parto seguro e respeitoso!" com o tema “Cuidado materno e neonatal seguro”.

Sabia que aproximadamente 810 mulheres morrem todos os dias de causas evitáveis relacionadas com a gravidez e o parto?! Além disso, cerca de 6700 recém-nascidos morrem todos os dias, o que representa 47% de todas as mortes de menores de 5 anos. Ainda, cerca de 2 milhões de bebés nascem mortos todos os anos, com mais de 40% ocorrendo durante o trabalho de parto. Considerando a significativa carga de riscos e danos aos quais as mulheres e recém-nascidos estão expostos devido à assistência insegura, agravada pela interrupção dos serviços essenciais de saúde causada pela pandemia COVID-19, a campanha é ainda mais importante este ano.

Por outro lado, sabemos que a maioria dos nados mortos e mortes maternas e neonatais são evitáveis por meio da prestação de cuidados seguros e de qualidade por profissionais de saúde qualificados que trabalham em ambientes de apoio. Isso só pode ser alcançado por meio do envolvimento de todas as partes interessadas e da adoção de sistemas de saúde abrangentes e abordagens baseadas na comunidade.

O Dia Mundial da Segurança do Paciente foi estabelecido em 2019 para melhorar a compreensão global da segurança do doente, aumentar o envolvimento público na segurança dos cuidados de saúde e promover ações globais para aumentar a segurança do doente e reduzir os danos ao doente.

Objetivos do Dia Mundial da Segurança do Doente 2021:

  • Aumentar a conscientização global sobre as questões de segurança materna e neonatal, especialmente durante o parto;
  • Envolver as várias partes interessadas e adotar estratégias eficazes e inovadoras para melhorar a segurança materna e neonatal;
  • Solicitar ações urgentes e sustentáveis de todas as partes interessadas para intensificar os esforços, alcançar os não alcançados e garantir cuidados maternos e neonatais seguros, especialmente durante o parto;
  • Defender a adoção das melhores práticas no local de atendimento para prevenir riscos evitáveis e danos a todas as mulheres e recém-nascidos durante o parto.

Comemoração do Dia Mundial da Segurança do Doente de 2021

Durante os desafios contínuos da pandemia COVID-19, uma combinação de atividades virtuais e outras estão sendo planeadas pela OMS para marcar e celebrar o Dia em setembro de 2021. Assim, uma das iniciativas da campanha global passará por iluminar monumentos icónicos e locais públicos com a cor laranja.

Deste modo, a OMS apela a todas as partes interessadas - governos, organizações não governamentais, organizações profissionais, sociedade civil, associações de doentes, universidades - a juntarem-se à campanha global iluminando monumentos e organizando atividades e eventos internacionais, nacionais e locais no e por volta do dia 17 de setembro de 2021.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) associa-se, uma vez mais, à iniciativa da OMS nas comemorações do Dia Mundial da Segurança do Doente.

Durante a manhã do dia 17, a DGS irá apresentar o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2021-2026 (PNSD 2021-2026), com um evento online, para o qual estão convidados a assistir todos os profissionais de saúde, doentes, gestores, investigadores e interessados pela área que se reveste da maior importância para a Saúde Pública.

O PNSD 2021-2026 resulta de uma colaboração entre a DGS, através do Departamento da Qualidade na Saúde, e a Escola Nacional de Saúde Pública-NOVA, num processo que está alinhado com as orientações internacionais, adaptado à realidade nacional e que se pretende agregador, integrador e evolutivo.

Fontes:
https://www.who.int/news-room/events/detail/2021/09/17/default-calendar/world-patient-safety-day-2021
https://www.dgs.pt/?ci=1887&ur=1&newsletter=513#.YTHxuWrrGLE.gmail

     
Autores:
Maria Helena Junqueira Enfermeira Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica – Serviço de Medicina do Hospital de Pombal – Centro Hospitalar de Leiria EPE [email protected]

Pedro Quintas Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar - Unidade de Cuidados na Comunidade Pombal [email protected]

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Alterações do processo angiogénico
A diabetes dificulta a cicatrização das infeções ósseas dos maxilares de origem dentária, devido à alteração do processo de...

Para chegar a esta conclusão, a equipa de investigadores, liderada pelo professor Manuel Marques Ferreira, avaliou o sucesso de desvitalizações dentárias realizadas em doentes diabéticos, entre 2015 e 2021, e comparou com os resultados obtidos em doentes não diabéticos.

Foi também efetuado um estudo sobre a evolução das infeções dos ossos maxilares de origem dentária e os possíveis mecanismos envolvidos nesse processo, em ratos diabéticos e não diabéticos.

Esta investigação teve como objetivo compreender a associação entre o resultado do tratamento endodôntico e a diabetes mellitus e as alterações do processo angiogénico. A endodontia, explicam os autores do trabalho, é um ramo da medicina dentária que se dedica a tratar doenças «que atingem a parte interna do dente, nervos e vasos sanguíneos, ou prevenir e tratar infeções ósseas dos maxilares com origem em traumatismos ou cárie dentária, através do procedimento clínico conhecido por desvitalização do dente».

Os resultados obtidos «revelam a influência que a cárie dentária não tratada e as infeções ósseas consequentes têm na saúde da população, em particular nos doentes que sofrem de patologias sistémicas como a diabetes», afirma José Pedro Martinho, docente da FMUC e membro da equipa, que inclui também Ana Coelho, Salomé Pires, Margarida Abrantes, Siri Paulo, Ana Catarina Carvalho, Eunice Carrilho, Miguel Marto, Maria Filomena Botelho e Paulo Matafome.


A equipa da Universidade de Coimbra que desenvolveu o projeto

Este trabalho científico, designado “Impairment of the angiogenic process may contribute to lower success rate of endodontic treatments in diabetes mellitus”, foi distinguido recentemente com o prémio “First Overall Best Scientific Presentation”, atribuído no “12th IFEA World Endodontic Congress 202ONE” da Federação Internacional das Associações de Endodontia, que decorreu na Índia.

Pandemia Covid-19 afetou o acesso dos portugueses aos cuidados de saúde
O Movimento Saúde em Dia lança hoje uma consulta pública à população portuguesa para obter sugestões e ideias de como melhorar...

A pandemia de Covid-19 afetou o acesso dos portugueses aos cuidados de saúde, como têm revelado os dados apresentados publicamente pelo Movimento Saúde em Dia, constituído pela Ordem dos Médicos, pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) e pela Roche.

Novos indicadores sobre o acesso aos cuidados de saúde no primeiro ano de pandemia estão agora disponíveis. Com base no Portal da Transparência, a consultora MOAI analisou os dados de março de 2019 a janeiro de 2020, comparando com março de 2020 a janeiro de 2021, para aferir o impacto do primeiro ano da pandemia no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Na área das dependências, houve uma quebra de 44% de novos utentes admitidos e as consultas relacionadas com dependências ou adições teve uma quebra de 25%.

Na saúde mental, a incidência de perturbação depressiva avaliada nos cuidados de saúde primários registou uma redução de 24% no primeiro ano de pandemia. Também os distúrbios ansiosos apresentaram uma queda de incidência de 15%.

No mesmo sentido está a curva da incidência da obesidade registada nos centros de saúde, com uma diminuição de 62% no primeiro ano de pandemia.

O acompanhamento das grávidas também terá sido afetado: os indicadores exibem uma redução de 18% na proporção das grávidas com um acompanhamento adequado, segundo o Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários.

Estes indicadores juntam-se a outros que têm tornado evidente o impacto da pandemia no cesso a cuidados por parte dos doentes não Covid.

"É essencial ouvir a população sobre um assunto que diz respeito a todos e a cada um de nós: a saúde", sublinha o Movimento em comunicado. 

A consulta pública agora lançada, que decorrerá durante um mês, pretende perceber que medidas desejam os portugueses ver aplicadas para melhorar o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde prestados em Portugal.

"Como garantir que os cidadãos têm acesso aos cuidados de saúde quando deles necessitam? Como se pode promover a eficiência? Que as áreas da saúde devem receber financiamento prioritário? Estas são algumas das questões colocadas na consulta pública, que pretende conseguir uma ampla participação de cidadãos individuais, associações de doentes, ONG, unidades de saúde, Academia, bem como outras organizações ou entidades empresariais interessadas em dar o seu contributo", mostra em nota de imprensa. 

Os resultados desta consulta vão ser conhecidos em novembro. "Até ao dia 17 de outubro, todos os cidadãos podem contribuir com as suas ideias e sugestões no site do Movimento Saúde em Dia -  www.saudeemdia.pt", apela o Movimento. 

Constituído pela Ordem dos Médicos (OM), pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) e pela Roche, o Movimento Saúde em Dia lançou, ainda, em julho uma petição pública que apela ao poder político para promover a recuperação rápida e eficiente de todos os doentes que ficaram por diagnosticar, tratar ou cuidar durante a pandemia.

Esta petição está ainda em curso. Ordem dos Médicos e APAH renovam o apelo aos cidadãos para que se juntem a este Movimento e assinem a petição.

Apresentação no Dia Mundial da Segurança do Doente
A LIDEL e Cruz Vermelha Portuguesa assinalam o Dia Mundial da Segurança do Doente com a apresentação do livro “Guia Prático...

A obra coordenada por Fernando Barroso, Leila Sales e Susana Ramos, publicada pela editora LIDEL, reúne diversos peritos na área dos cuidados de saúde e da segurança do doente. O objetivo passa por levar à compreensão de conceitos fundamentais, bem como influenciar positivamente a segurança do doente nos diversos contextos de prestação de cuidados.

A sessão será realizada amanhã, dia 17 de setembro, pelas 18h15, na Cruz Vermelha Portuguesa, Palácio da Rocha do Conde d’Óbidos, Jardim 9 de abril, 1 a 5 – Lisboa, e contará com a participação dos coordenadores do livro, Fernando Barroso, Leila Sales e Susana Ramos, e ainda com a intervenção do Professor Doutor José Fragata, Cirurgião Cardiotorácico, Professor Catedrático de Cirurgia e autor do prefácio da obra.

Organizado em três partes, o livro aborda temas de relevância para a segurança do doente, nomeadamente a literacia em saúde e a cultura de segurança. Disponibiliza diversas ferramentas úteis, como a avaliação do risco e a auditoria, e explora desafios associados à segurança do doente, como as IACS, a segurança cirúrgica, a segurança da medicação e a simulação em saúde.

“Guia Prático para a Segurança do Doente” não só vem beneficiar profissionais de saúde, como Médicos, Enfermeiros, Técnicos de Saúde, Gestores e decisores na área da saúde, mas também estudantes, na respetiva construção e solidificação de conhecimento através de uma abordagem prática e simples.

“É hoje sabido que a segurança dos doentes é um tema das organizações que se baseia na ação individual e das equipas, tema que decorre da cultura e implica, cada vez mais, uma indefetível liderança. A segurança dos doentes não depende de cada um destes fatores isoladamente, mas implica todo o seu conjunto harmónico e bem liderado – não se faz sem centralidade, não dispensa o planeamento, mas não acontece se cada um de nós, incluindo os doentes, não a advogarmos no dia a dia e nos locais da ação.”

No antigo Hospital Militar da Estrela
Lisboa dispõe de uma nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI), a funcionar no antigo Hospital Militar da Estrela,...

As 91 camas da UCCI Rainha Dona Leonor estão distribuídas por três tipologias: Unidade de Convalescença, com 13 camas, Unidade de Média Duração e Reabilitação, com 39 camas, e Unidade Longa Duração e Manutenção, também com 39 camas, como explicou a nova coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), Cristina Henriques, nomeada em junho, em representação do Ministério da Saúde.

Para a responsável, a abertura desta UCCI no centro de Lisboa tem “um significado muito importante”. “A resposta que a rede tem dentro da cidade é realmente uma resposta com muitas carências, porque temos muitas necessidades e poucas respostas, e efetivamente [esta unidade] vem dar um grande impulso à rede em três tipologias tão importantes”, esclareceu, sublinhando ainda: “Quanto mais respostas tivermos dentro da cidade Lisboa mais probabilidades temos em deixar os residentes de Lisboa próximos da sua área de residência”.

Segundo Cristina Henriques, “a prioridade para referenciação continua a ser os doentes dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, para libertar camas, uma situação que se verifica desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020. Desde essa altura, a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados deu resposta a 32.625 doentes”.

Cristina Henriques destacou ainda a importância do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a área dos Cuidados Continuados com a possibilidade de apoios financeiro para os parceiros da rede. “Através destes incentivos, poderemos ter também aqui um grande impulsionador à constituição destas unidades no sítio onde elas são mais precisas, onde temos maiores carências e mais próximo das pessoas, onde elas vivem”.

O Contrato-Programa da nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados Rainha Dona Leonor foi assinado esta quarta-feira, 15 de setembro, entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), o Instituto de Segurança Social e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A Unidade de Convalescença iniciou a atividade hoje. A Unidade de Média Duração e Reabilitação deverá entrar em funcionamento no final do mês e a Unidade de Longa Duração e Manutenção, em meados de novembro.

Com estas novas respostas, Lisboa passa a dispor de 100 camas da tipologia Convalescença, 84 camas de Média Duração de Reabilitação e 92 camas de Longa Duração e Manutenção da RNCCI.

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 1.000 casos de infeção pelo novo coronavírus e seis mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a que registou maior número de mortes, desde o último balanço: três mortes de um total seis. Seguem-se as regiões Norte e Centro, ambas com um óbito a assinalar. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 1.062 novos casos. A região Norte foi aquela que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 425, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 337 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 146 casos na região Centro, 50 no Alentejo e 78 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 14 infeções, e os Açores com 12.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 497 doentes internados, menos 30 que ontem.  Também as unidades de cuidados intensivos têm agora menos 16 doentes internados, relativamente ao último balanço: 103.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.431 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.006.356 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 35.165 casos, menos 375 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 837 contactos, estando agora 32.515 pessoas em vigilância.

Um Testemunho de Recuperação Clínica e Pessoal (Recovery)
Entrei na Instituição com um passado de cerca de sete anos de uma perturbação de ansiedade generaliz

Quando soube da existência da RECOVERY, tinha a certeza que ali era o local indicado para mim, porque, ao contrário de outras entidades em Portugal, que se enquadram num internamento hospitalar, a RECOVERY insere-se num internamento do tipo residencial, onde os jovens se encontram num ambiente muito mais acolhedor. Cada jovem tem o seu PII (Plano de Intervenção Individual), de acordo com os seus objetivos. Além disso, no processo, adquirem rotinas mais saudáveis, competências sociais e autonomia.

A fase inicial foi muito complicada, sobretudo nos primeiros quinze dias, uma vez que não há contacto com os familiares e acesso a tecnologias: basicamente é um reset de toda uma vida, para uma nova fase. Apenas mais tarde me apercebi do quão fundamental isso é, tal como o porquê de ser necessário. Além disso, fiquei infetado com COVID-19 dez dias após a minha admissão, o que fez com que tivesse ficado onze dias confinado num quarto, numa casa que ainda era bastante desconhecida, com pessoas desconhecidas e isso implicou com que a minha admissão fosse ainda mais complicada.

À medida que o tempo passa, vai-se tornando cada vez mais fácil. O mais importante é o comprometimento do jovem com o processo terapêutico, tal como na sua vontade em atingir objetivos.

Além de ser um processo para o jovem, também o é para a sua família. Que, do lado de fora, também tem um papel fulcral no processo terapêutico do jovem. No meu caso, ao fim dos primeiros dois meses, comecei a consciencializar-me dos meus progressos e conquistas, o que me empoderou e deu uma maior vontade para me continuar a esforçar todos os dias, com o objetivo de conseguir superar os meus obstáculos. Ao fim do segundo mês, voltei a frequentar a escola, o que me deu um ainda maior boost de confiança. Claro que me custou bastante, mas todos os membros do corpo clínico me apoiaram imenso. Porém, também eram os primeiros a chamar-me à razão quando era necessário.

Falando um bocado do corpo clínico: todos os colaboradores estão sempre prontos a ajudar, e todos eles são enormes Seres Humanos, nota-se perfeitamente que gostam mesmo do que fazem, que é ajudar os outros com um enorme profissionalismo e altruísmo.

Ao fim de seis meses, após completar e consolidar todos os meus objetivos terapêuticos, tive alta médica. Continuo com o apoio da RECOVERY, agora em regime de ambulatório, para auxiliar na reintegração à vida normal. Agradeço muito à RECOVERY por me ter ajudado a ultrapassar uma fase menos boa, e em especial, à minha terapeuta de referência/psicóloga, que sempre acreditou em mim e fez tudo para que eu atingisse os meus objetivos.

De futuro, planeio ajudar outros jovens a ultrapassar as suas dificuldades, tal como eu consegui ultrapassar as minhas, e mostrar-lhes que não estão sozinhos, através da minha experiência pessoal. Fiquei “fã” da área de saúde mental e tenho uma vontade enorme em ajudar outras pessoas que estejam nesta situação em que precisam de ajuda

Voltei a ter o controlo da minha vida. Agora, vou conseguir lutar pelos meus sonhos, coisa que antes não conseguia. Fiz, recentemente, dezoito anos, tenho a vida toda pela frente e tenciono, agora, aproveitá-la ao máximo. Não sei onde vou estar daqui a cinco ou daqui a dez anos, ninguém sabe, apenas sei que quero estar feliz e com saúde a viver a vida no seu máximo.

Joaquim (nome fictício), 18 anos.

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Webinars têm data marcada a 29 de setembro, 27 de outubro e 24 de novembro
Está de regresso o novo ciclo de sessões das Be Low Talks, uma iniciativa Challenges in Cardiology em parceria com a Organon...

Este novo ciclo de três webinars reúne nove especialistas nacionais que irão partilhar conhecimento e debater o panorama atual da área de Lípidos e da Doença cardiovascular em Portugal, com especial destaque para as estratégias terapêuticas. As inscrições para os três webinars, que se realizam nas últimas quartas-feiras dos meses de setembro, outubro e novembro, já estão abertas, em exclusivo, para profissionais de saúde.

As Be Low Talks, que decorrem em formato digital, arrancam já no dia 29 de setembro, pelas 19h30, com a primeira sessão dedicada ao tema “Relação lípidos e diabetes mellitus”. A primeira sessão contará com a moderação de Francisco Araújo e com a colaboração de Cristina Gavina que vai apresentar o tema “C-LDL e diabetes”; com José Pereira de Moura, que irá abordar a “Importância dos Triglicerídeos”; e com Patrício Aguiar que vai incidir a sua intervenção sobre “a oportunidade para os fibratos”.

Os segundo e terceiro webinars estão agendados para os dias 27 de outubro e 24 de novembro e serão dedicados aos temas “Prevenção cardiovascular e terapêutica hipolipemiante - Parte 1” e “Prevenção cardiovascular e terapêutica hipolipemiante - Parte 2”, respetivamente. Estas sessões virtuais contam, ainda, com o contributo dos especialistas Cristina Gavina, José Pereira de Moura, António Ferreira, Francisco Araújo, Marco Costa, Ricardo Fontes-Carvalho e Patrício Aguiar.

Além das inscrições, a plataforma permite aceder aos conteúdos das anteriores sessões das Be Low Talks de abril e maio, subordinadas aos seguintes temas: “Da formação da placa ao evento agudo” e “Carga lipídica e risco vascular”. Estão, também, disponíveis para consulta os 5 podcasts dedicados à área de lípidos e que tiveram a direção de João Morais, Diretor do Serviço de Cardiologia e Coordenador do Centro de investigação do Centro Hospitalar de Leiria.

Dia Mundial da Leucemia Mieloide Crónica assinala-se a 22 de setembro
As células estaminais do cordão umbilical têm vindo a revelar-se promissoras no tratamento da Leucemia Mieloide Crónica (LMC),...

De acordo com um estudo publicado este ano na revista Cell Death & Disease, verificou-se que as células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical apresentam efeitos no processo de diferenciação correta dos glóbulos brancos, promovendo eficientemente, a diferenciação de linhagem megacariocítica de células LMC.

“Estes resultados são da maior importância porque podem representar um novo paradigma no tratamento e recuperação da doença, sem recorrer á quimioterapia”, refere Andreia Gomes, Diretora Técnica e de Investigação e Desenvolvimento (I&D) do banco de tecidos e células estaminais BebéVida. “Trata-se de um potencial regime de tratamento anti-LMC que usa a como coadjuvante as células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical para superar o bloqueio da diferenciação na LMC e assim, restabelecer a homeostasia, ou seja, o estado de estabilidade do organismo. Contudo, ainda serão necessários mais estudos e ensaios para que este possível tratamento se consiga materializar”, esclarece a investigadora. 

Apesar de ter uma designação associada a um estigma de gravidade, atualmente a LMC é controlada com a utilização de fármacos que interrompem o crescimento das células cancerígenas, destruindo-as ou impedindo a sua proliferação. Um tipo de terapia coadjuvante é o transplante de células estaminais, que consiste num procedimento em que as células estaminais subsituem as células que foram destruídas pelo tratamento oncológico. Após esta terapêutica, o transplante autólogo (utilizando as suas próprias células estaminais que foram recolhidas e guardadas antes do tratamento) e alogénico (utilizando células estaminais doadas) são fundamentais para a melhoria e recuperação dos doentes, uma vez que ajudam na recuperação celular da medula óssea.

Andreia Gomes explica que “em detrimento de um desperdício biológico, o cordão umbilical, que é rico em células estaminais hematopoéticas e mesenquimais, pode ser aproveitado para atacar e ajudar a tratar esta patologia em frentes diferentes”. Por um lado, “pode ser utilizado no transplante de células, permitindo o restauro completo da medula óssea”, e por outro, “pode vir a ser uma alternativa de tratamento da LMC uma vez que pode promover a diferenciação correta da linhagem de células alterada”. É neste sentido que a especialista considera fundamental guardar o material biológico fornecido pelo cordão umbilical.

Considerada uma doença rara do sangue, a LMC representa cerca de 15% do total de todas as leucemias e apresenta uma prevalência de cerca de 1-1,5 novos casos por ano por 100 mil habitantes. É mais frequentemente diagnosticada acima dos 65 anos de idade e é raro surgir em crianças. Os principais sintomas estão associados a alterações orgânicas que a LMC produz no organismo, tais como cansaço (devido a anemia), dor abdominal, enfartamento (devido a baço aumentado), febre e perda de apetite e/ou emagrecimento. As análises sanguíneas são uma forma de rastreio da doença que, muitas vezes, é detetada de forma acidental.

A LMC é uma doença caraterizada pela acumulação de glóbulos brancos malignos e imaturos, disseminando-se para o sangue periférico e outros tecidos/órgãos. Esta doença hemato-oncológica é caracterizada por uma desregulação da medula óssea (onde o sangue é produzido) que se traduz numa proliferação desmedida dos progenitores dos glóbulos brancos levando a um menor espaço para os glóbulos brancos saudáveis, os glóbulos vermelhos e as plaquetas saudáveis, prejudicando o combate eficaz de infeções.

24 de setembro de 2021
Aproxima-se a 12.ª Reunião Nacional das Unidades de AVC, agendada para o próximo dia 24 de setembro, e que irá decorrer, tal...

Na perspetiva de Vítor Tedim Cruz, um dos momentos mais relevantes desta Reunião de Outono será “uma sessão muito especial sobre o tratamento do AVC nas regiões autónomas insulares”, que decorrerá pela primeira vez nestes moldes. “Podemos todos aprender um pouco com a organização do tratamento ao AVC num dos contextos mais difíceis de prestação de cuidados no território nacional”, considera o médico neurologista.

Destaque ainda para a sessão dedicada à “Certificação das Unidades de AVC”, durante a qual será possível “conhecer melhor um dos projetos bem-sucedidos, a UAVC do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, e a perspetiva dos administradores hospitalares sobre o modelo de financiamento dos hospitais e a forma como impacta a nossa atividade e pressão para a mudança”.

Além destas palestras, o programa fica completo com sessões organizadas com o apoio, respetivamente, da Boehringer Ingelheim, da Angels e do Consanas Hospital da Prelada, esta última para dar a conhecer a sua experiência de dois anos relativamente à “Reabilitação do AVC: programas de fase subaguda em internamento”. 

A agenda e o painel de oradores podem ser conhecidos AQUI, e as inscrições podem ser efetivadas gratuitamente através do seguinte LINK. Este momento formativo é destinado a profissionais de saúde das Unidades de AVC ou dedicados à abordagem desta patologia nas suas diferentes fases de intervenção. O evento conta com o apoio: Angels, Boehringer Ingelheim, Consanas - Hospital da Prelada, Philips e Tecnimede.

Nota final para a 19.ª Reunião Anual da SPAVC que já tem também data marcada para o Dia Mundial do AVC, a 29 de outubro, com inscrições gratuitas e igualmente abertas. Conheça melhor os grandes temas desta Reunião de Outono, com o programa preliminar já AQUI divulgado.

 

Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais
Foram, ao todo, 50 as propostas apresentadas no âmbito da 1ª edição da Rede de Autarquias que Cuidam dos Cuidadores Informais ...

Almada, Arruda dos Vinhos, Cascais, Cantanhede, Coruche, Esposende, Gondomar, Loures, Lousada, Machico, Marco de Canaveses, Mirandela, Odemira, Oeiras, Oliveira do Bairro, Ovar, Pombal, Santa Maria da Feira, Sesimbra, Tavira, Trofa, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Vila Verde foram as autarquias locais com iniciativas que, de norte a sul do País, sem esquecer as ilhas, dão resposta às necessidades por satisfazer dos cuidadores informais. 

Necessidades que, de acordo com o inquérito feito pelo Movimento, vão desde a falta de apoio emocional/psicológico (64,6%), apoios relacionados com Estado (59,1%), apoios financeiros (51,8%), até à necessidade de receber formação específica em algum aspeto do processo de cuidar (41,2%).

Mais informação sobre os projetos em https://movimentocuidadoresinformais.pt/racci/

 

Encontro virtual
Pelo segundo ano consecutivo, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) vai realizar nos dias 24 e 25 de setembro as...

da área da saúde, como a Direção-Geral da Saúde (DGS), com a intervenção de Isabel Fernandes, Oncologista e Coadjuvante do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, o Infarmed e a Apifarma, com a intervenção do Diretor Executivo Heitor Costa. O evento vai ter ainda o contributo de vários profissionais de saúde e especialistas das áreas associadas ao tratamento dos doentes hemato-oncológicos (hematologia, psiquiatria e psicologia, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas) bem como testemunhos de doentes e sobreviventes de cancros do sangue.

A sessão de abertura das jornadas será realizada por Manuel Abecasis, presidente da APCL, enquanto o encerramento do evento ficará a cargo de Carlos Horta e Costa, vice-presidente da associação. “Depois do sucesso das Primeiras Jornadas Nacionais da APCL, decidimos promover uma segunda edição dando uma vez mais espaço à partilha e troca de conhecimentos e experiências sobre as doenças hemato-oncológicas em Portugal”, refere Manuel Abecasis. “O formato digital permite-nos juntar em segurança várias entidades de relevância, especialistas e doentes, assim como os participantes que certamente encontram neste formato uma maior facilidade de participação”, acrescenta Carlos Horta e Costa.

A participação é gratuita e a inscrição deve ser feita online em: https://apcl.eventkey.pt/jornadas_virtuais_apcl.aspx . A segunda edição das Jornadas Virtuais da APCL conta com o apoio da Abbvie, AMGEN, Astellas Farma, AstraZeneca, Celgene / Bristol Myers Squibb, Gilead, GSK, Janssen, Novartis, Pfizer Onocology, Roche, Sanofi Genzyme e Takeda.

O programa pode ser consultado em maior detalhe em anexo ou no website da APCL: www.apcl.pt/pt/

 

Iniciativa da Plataforma Saúde em Diálogo
A Plataforma Saúde em Diálogo vai promover, no próximo dia 21 de setembro, uma sessão de apresentação do projeto Espaço Saúde...

A sessão tem como principal objetivo desenvolver novas oportunidades de colaboração e parceria junto das farmácias regionais para chegar a mais idosos vulneráveis da região do Algarve, de forma a impulsionar a literacia em saúde e a qualidade de vida destes cidadãos.

«Uma das atividades previstas no plano estratégico do Espaço Saúde 360º Algarve passa por dinamizar a literacia na área do medicamento através de uma estreita articulação com as farmácias algarvias, aproveitando assim o seu potencial como espaços de promoção de literacia em saúde próximos da comunidade», afirma Maria do Rosário Zincke, Presidente da Direção da Plataforma Saúde em Diálogo.

A sessão de apresentação acontece no dia 21 de setembro, às 15h00, no Auditório do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA). É aberta a todas as farmácias dos concelhos selecionados que pretendam conhecer o projeto e contribuir para uma maior qualidade de vida da população idosa do Algarve. A inscrição das farmácias de Faro, Loulé, São Brás de Alportel e Tavira pode ser feita aqui ou através dos contactos: 213 400 659 e [email protected].

Atualmente, o Espaço Saúde 360º Algarve conta já com 180 beneficiários, mas pretende atingir os 500 utentes num prazo de dois anos, através da ampliação de parcerias locais com municípios, freguesias, instituições particulares de solidariedade social, associações de doentes e outras entidades públicas e privadas na área social e da saúde.

 

 

 

Projeto desenvolvido em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior
A DaVita Portugal vai abrir uma clínica de hemodiálise em Rio Maior, dando aos doentes renais do município a oportunidade de...

“A clínica está pronta e pode começar a funcionar assim que o pedido de convenção, submetido à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), nos for concedido. Acreditamos que a DaVita Rio Maior vai trazer muitos benefícios para o concelho, sobretudo para os doentes, que tinham de fazer deslocações longas semanais para realizar o tratamento, e para as suas famílias; assim como para a Tutela, no que a custos de deslocação diz respeito. Além disso, vão ser criados novos postos de trabalho”, afirma Paulo Dinis, Diretor-Geral da DaVita Portugal.

A DaVita Rio Maior vai ter capacidade para dar assistência a um total de 84 doentes por semana e, tal como todas as clínicas do grupo, vai ser equipada com tecnologia inovadora.

“A Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior considera que a instalação da Clínica é muito importante para a comunidade riomaiorense, pois os doentes que necessitem de efetuar o seu tratamento não têm de se deslocar para outra localidade”, afirma Maria José Figueiredo, Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior.

E refere: “A Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior iniciou a negociação com a empresa Eurodial, para o arrendamento de espaço, para a instalação de uma Clínica de Hemodiálise, no edifício da sua sede em Rio Maior. Depois de um período inicial, celebrou o respetivo contrato e, em 2019, foram iniciadas as obras que terminaram no ano em curso. Aguarda com expetativa o seu funcionamento, que só está dependente da conclusão do processo de concessão da convenção pela ARSLVT à empresa Eurodial, pertencente ao Grupo DaVita Portugal, considerando que a receita a receber pelo arrendamento é de extrema importância para a sustentabilidade da Instituição. Presentemente, realiza o maior investimento da sua existência, uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, de avultado valor, pelo que, mais uma receita, torna menos difícil o pagamento dos encargos presentes e futuros com o seu funcionamento.”

A doença renal crónica é provocada pela deterioração lenta e irreversível da função renal. Como consequência, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, resultando na acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). Nas fases mais avançadas as pessoas com esta doença necessitam de realizar regularmente um tratamento de substituição da função renal que poderá ser a hemodiálise, a diálise peritoneal ou o transplante renal.

Rastreio do cancro da pele
Um médico dermatologista explica a importância deste diagnóstico que pode salvar vidas, já que é usa

A Dermatoscopia Digital é uma técnica não invasiva utilizada no diagnóstico de diferentes lesões, principalmente lesões pigmentadas suscetíveis de poderem configurar um diagnóstico de cancro. No cancro de pele, a deteção precoce é essencial, uma vez que a maioria é curável.

Este aparelho ajuda a explorar a pele de uma forma global e a detetar alterações morfológicas rapidamente e de forma mais precisa do que a vista desarmada, sendo por isso utilizado frequentemente como forma de rastreio do cancro de pele. Além da deteção precoce de cancro de pele, a dermatoscopia digital permite a obtenção de imagens nítidas e fiáveis essenciais para o diagnóstico e acompanhamento de distúrbios capilares e outras doenças cutâneas.

O cancro de pele pode desenvolver-se a partir de lesões de risco ou simplesmente surgir na pele previamente saudável. Uma revisão anual por um dermatologista é importante para explorar as lesões existentes e descartar o aparecimento de lesões cancerígenas ou suspeitas.

Se você acha que está em algum dos seguintes grupos de risco, consulte um dermatologista:

  • Tem pele clara?
  • “Queima-se” facilmente ao sol?
  • Tem muitos sinais?
  • Detetou alterações nos seus sinais recentemente?
  • Sofreu queimaduras solares em criança ou adolescente?
  • Tem histórico familiar de cancro de pele?
  • Já teve cancro de pele no passado?
  • Está regularmente exposto à luz solar ou radiação UVA?

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Entrevista ADERMAP
No âmbito do Dia Mundial da Dermatite Atópica, a Associação Dermatite Atópica Portugal – ADERMAP, la

Habitualmente, mais grave e de mais difícil tratamento no adulto, estima-se que a dermatite atópica, ou eczema atópico, afete entre 15 a 25% das crianças e 7 a 10% dos adultos. Para quem desconhece, de que forma a DA afeta o dia-a-dia de quem dela padece?

A Dermatite Atópica é uma doença crónica inflamatória da pele muito comum, que pode assumir várias formas (ligeira, moderada e grave) com impactos proporcionais à gravidade dos seus sintomas. Felizmente, as formas ligeiras são as mais frequentes. No entanto, precisamos de maior atenção e valorização das necessidades e impactos nas formas moderadas-a-graves.

O dia-a-dia de qualquer pessoa que tenha DA envolve esforço no controlo das lesões, e alívio dos sintomas físicos e principalmente na diminuição do prurido (comichão). Com os cuidados gerais de higiene e hidratação apropriados, tratamento tópico de acordo com as recomendações médicas, e evicção de agentes irritantes conhecidos, é possível atingir o controlo da DA ligeira. Os maiores desafios, dificuldades e impactos são sentidos pelos que vivem com formas moderadas-a-graves que, quando não estão controladas impedem as pessoas (e seus familiares) de dormir e conseguir descansar, perturbam o dia-a-dia, dificultam o desempenho escolar e profissional, afetam a autoestima pela visibilidade da DA e podem provocar isolamento social e comprometer a saúde e bem-estar mental de todos os que vivem e convivem com esta doença.

Quais as causas desta doença inflamatória e quais as principais manifestações clínicas associadas à patologia?

Não há uma única causa para a DA. Existe habitualmente um problema de barreira - a pele não se consegue renovar adequadamente nem proteger do exterior, como a pele das pessoas sem esta doença. Por outro lado, existe uma hiperactivação do sistema imunitário a nível da pele, com células inflamatórias que infiltram a pele e causam o que se vê como eczema.

De acordo com o conhecimento que temos atualmente, a DA é determinada pela interação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Os fatores e causas que desencadeiam a DA ainda não estão totalmente compreendidos, em particular os fenómenos de reatividade imunitária e as causas para a heterogeneidade dos casos de DA.

Os sintomas visíveis da DA (placas de pele seca, avermelhada, descamativa, e muitas vezes com feridas e crostas que podem surgir em qualquer parte do corpo) associados a uma comichão permanente que pode ser perturbadora e altamente impactante nos casos moderadas-a-graves. Para percebermos o real impacto da DA não controlada, temos de ter em conta a parte invisível do "Iceberg DA", como a comichão permanente, a dor, a

privação do sono, a baixa autoestima e a depressão, etc. que pode ocorrer e interferir muito na vida das pessoas com DA, e na das suas famílias.

Quais complicações da Dermatite Atópica e que fatores contribuem ou podem contribuir para o seu agravamento?

Além dos sintomas físicos e efeitos psicológicos diretamente associados à DA, no estado moderado a grave, esta doença é por vezes acompanhada por outras patologias (comorbilidades) que afetam a saúde e qualidade de vida geral da pessoa, como a asma e a rinite alérgica. Até 72% das pessoas que vivem com esta forma de DA sofrem de comorbilidades associadas ao processo de inflamação subjacente como a asma, a polipose nasal ou a rinite alérgica, e até mesmo a complicações cardiovasculares.

Para além do impacto físico e socioeconómico, a DA reflete-se na saúde emocional e no bem-estar da pessoa com DA, ao influenciar a sua aparência e ao causar sentimentos de impotência, frustração, baixa autoestima, ansiedade e depressão. A falta de controlo da doença pode determinar diminuição do rendimento escolar ou profissional, com impacto nos próprios e também nos seus cuidadores informais.

Quais os principais desafios do seu diagnóstico?

O diagnóstico da Dermatite Atópica é essencialmente clínico e incide sobre a observação das lesões cutâneas em localizações típicas que variam de acordo com a idade, e sobre a história clínica. Podem ser feitos exames complementares de diagnóstico para despistar outras doenças. A realização de biopsia cutânea pode ser feita em caso de dúvidas ou quando não é possível alcançar o controlo da DA com o tratamento considerado apropriado.

O diagnóstico diferencial com outras doenças de pele como a psoríase ou a dermatite seborreica é muito importante. Infelizmente, para além de potenciais dificuldades no diagnóstico, enfrentamos desafios adicionais devidos aos tempos de espera de cerca de 3 a 4 meses para consultas de especialidades no SNS (agravados pela pandemia), que comprometem o diagnóstico precoce e um controlo eficaz e atempado da DA, aos cidadãos que não podem recorrer ao sistema privado de saúde, e que podem comprometer um controlo atempado da doença.

No que diz respeito ao seu tratamento, e sabendo que ainda não existe cura para a Dermatite Atópica, que opções terapêuticas existem?

Ainda não existe cura, mas, felizmente, hoje já temos tratamentos específicos para todas as formas de DA, fruto da preocupação crescente com esta doença, e da evolução da medicina. O tratamento da DA depende do grau de gravidade e deve ser feito de forma individualizada, personalizado caso a caso.

A DA ligeira é controlada com cuidados diários e regulares de higiene e hidratação com produtos apropriados para melhorar a função de barreira da pele, e evicção de agentes irritantes identificados. O tratamento local das lesões é feito através de tópicos com ação anti-inflamatória (corticosteroides ou inibidores de calcineurina). Quando estes cuidados e os tratamentos tópicos não são suficientes para controlar a doença, estamos perante casos mais graves, e é necessário escalar para tratamentos sistémicos que regulem o sistema imunitário e diminuam a inflamação excessiva na pele. A este nível, fruto da inovação, temos um presente e horizonte de esperança no que que toca a diferentes opções terapêuticas para o tratamento da DA moderada-a-grave, alguns já aprovados e outros em desenvolvimento. Mas precisamos que o acesso a estes tratamentos mais específicos, e com melhor perfil de eficácia e segurança, seja possível a todos os que precisam quando e onde são necessários (nos sistemas público e privado).

Falando ainda em tratamento, o que leva a que nem sempre se encontre ou chegue ou tratamento mais adequado? O preço dos medicamentos pode ser um entrave à adesão terapêutica e, consequentemente, ao controlo da doença? Neste âmbito, quais as principais dificuldades dos doentes?

Atualmente, algumas das principais dificuldades no acesso a um controlo eficaz e atempado da Dermatite Atópica, residem no acesso a consultas para diagnóstico, no desconhecimento da população sobre as opções terapêuticas disponíveis (que são hoje muito mais do que há 3-4 anos atrás) e no acesso propriamente dito aos medicamentos mais apropriados ao tratamento da Dermatite Atópica moderada-a-grave. Infelizmente, ao contrário de outras patologias também de natureza inflamatória, autoimune ou imunomediada como a DA, o acesso aos tratamentos mais específicos, promissores e seguros está ainda apenas limitado ao sistema público de saúde, deixando de parte os que precisam de ser seguidos no sistema privado, nomeadamente devido às limitações no acesso a consultas no SNS. Estamos muito gratos pelo acesso aos medicamentos através do sistema público de saúde, mas por uma questão de equidade e justiça e também de capacidade dos hospitais públicos, precisamos que este acesso seja também possível no sistema privado.

De referir também que há todo um tratamento não farmacológico baseado em produtos de higiene e hidratação apropriados à DA (transversal a qualquer forma) que são bens essenciais, mas tributados a IVA de 23%. O custo destes produtos, a par de outros custos, representa uma despesa incompatível com o orçamento da maior parte das pessoas e famílias em Portugal, representando uma dificuldade que precisa de ser respondida a diferentes níveis.

Qual o peso da doença para as famílias? E de que forma, o Programa CuidAR, recentemente, lançado pela ADERMAP, irá contribuir para ajudar ou apoiar estes doentes?

Os impactos da Dermatite Atópica são múltiplos e afetam as dimensões física, psicológica, emocional, social e económica dos seus portadores, das famílias e também da sociedade, particularmente nas formas mais graves. As pessoas e famílias com DA precisam de ter acesso aos tratamentos e bens essenciais de que precisam. O Programa CuiDAr que conta com o apoio da Associação Nacional de Farmácias (ANF) e de 11 Laboratórios, permitirá a comparticipação especial de 111 produtos de higiene e hidratação apropriados para a DA para os Associados da ADERMAP, e ajudará a promover a adesão à terapêutica tópica e a aliviar o peso financeiro da doença.

Quais as expectativas quanto a esta iniciativa?

A nossa humilde expectativa é que este Programa, que será alargado ao longo de tempo a outras parcerias e produtos, possa ajudar todas as pessoas e famílias com DA em Portugal, e que possa ser também uma ferramenta de apoio ao serviço dos médicos e de outros profissionais de saúde que cuidam formalmente de quem representamos. Por fim, esperamos que o Programa CuiDAr que é inspirado num outro programa já existente para a psoríase, possa servir de incentivo para a valorização do tratamento não farmacológico das doenças da pele e alavanque medidas adicionais por parte do Governo. São necessárias medidas adicionais no sentido de aliviar o impacto financeiro da aquisição de produtos de dermocosmética essenciais ao controlo das doenças crónicas dermatológicas, onde se inclui a Dermatite Atópica.

No âmbito do Dia Mundial da Dermatite Atópica, que mensagem gostaria de deixar?

Volvidos 3 anos após a celebração do primeiro Dia Mundial da DA, e apesar de ainda enfrentarmos vários desafios, temos um presente muito mais risonho e um futuro mais promissor, com mais instrumentos de apoio e tratamentos para todos os que vivem e/ou cuidam de alguém com DA. Ninguém tem de se sentir sozinho na jornada de viver com DA.

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