Evento decorreu entre 10 e 11 de setembro
António Massa, dermatologista e organizador da “Update on Dermatology Treatments”, sublinha a importância desta reunião...

“Considero que os colegas levaram muito desta experiência para os seus consultórios”, começa por referir o dermatologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV). “Gostaria de sublinhar, acima de tudo, a partilha de experiências da prática clínica, de diferentes modos de trabalho, bem como a melhor forma de resolver casos do dia a dia”.

Com um programa variado e a realização de 22 palestras e uma mesa-redonda, António Massa afirma que “quem esteve no evento teve a oportunidade de aprender e atualizar-se com elevado pormenor e detalhe em variadas técnicas” em diversas áreas, como a mesoterapia ou a fototerapia. Além de terem sido abordadas várias condições, como o acne na mulher adulta e o cancro da pele, também “falámos muito de emprego” e “técnicas para pôr a funcionar um consultório corretamente”.

A iniciativa, que contou com vários palestrantes nacionais e internacionais, recebeu a presença do Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, cuja intervenção  “foi muito importante para validar todas as reuniões científicas que regressam ao modelo presencial”, bem como do presidente da International League of Dermatological Societies (ILDS), Lars French, “que abordou a temática no tratamento sistémico da psoríase, e ainda falou sobre os efeitos adversos graves na pele de alguns medicamentos”, destacou António Massa.

“Mesmo com algum receio, havia sobretudo um desejo muito forte de as pessoas se encontrarem e poderem falar pessoalmente”, disse António Massa. “Tivemos a mais-valia de conseguir organizar uma reunião presencial, com uma interação em tempo real, com perguntas e repostas da própria audiência”, destacou o dermatologista que já mostrou o seu entusiasmo relativo à realização do próximo Congresso Nacional da SPDV, marcado para os dias 26, 27 e 28 de novembro deste ano, em Coimbra, no Centro de Congressos de S. Francisco.

Ação Formativa
O Centro de Formação em Medicina Interna (FORMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar no próximo dia...

O objetivo deste curso passa por capacitar os formandos de conhecimentos e ferramentas que lhes permitam conhecer plataformas digitais que permitem a gestão parcial da Diabetes Mellitus à distância; dispositivos e monitorização contínua de glicemia e monitorização de glicemia intersticial e sistemas de perfusão sub-cutânea de insulina.

Entre outras valências, os inscritos vão também ter oportunidade de adquirir conhecimentos relativos a bases teóricas do funcionamento dos dispositivos de monitorização contínua; conhecer a tecnologia por detrás do sistema de monitorização flash d glicose e aplicação de sensores; e também conhecer as diferenças, vantagens e inconvenientes de glicose intersticial e glicemia capilar.

Segundo Alexandra Vaz, internista e coordenadora da formação, este curso, que terá duração de um dia e carga letiva de sete horas, é «uma mais-valia para qualquer interno ou especialista em Medicina Interna» uma vez que «vai de encontro ao que de mais recente existe relativamente a meios digitais e dispositivos médicos ao serviço dos profissionais de saúde, mas principalmente da pessoa com diabetes».

“No mundo digital e tecnológico em que vivemos, o desafio de adaptação é diário. Todos os dias a tecnologia avança e é por isso fundamental que os profissionais de saúde acompanhem esta evolução para que possamos ajudar a pessoa com diabetes a usufruir de tudo o que é hoje disponibilizado no mercado e, em consequência, a viver com mais qualidade de vida», frisa ainda a especialista.

A formação será ministrada por Profissionais da Unidade de Diabetes do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, sob coordenação de Alexandra Vaz.

As inscrições estão abertas no site da SPMI: https://www.spmi.pt/curso-novas-tecnologias-ao-servico-da-pessoa-com-diabetes-lisboa/

Nas redes sociais de 24 a 29 setembro
No âmbito do Dia Mundial do Coração, a Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) promove uma campanha de sensibilização, com...

A campanha decorre entre 24 e 29 de setembro e, durante estes dias, serão lançados, no site e redes sociais da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, seis vídeos de sensibilização que pretendem informar, aconselhar, desmistificar conceitos errados e aumentar a literacia dos doentes, das pessoas em risco (quase toda a população adulta) e também dos mais novos para estas doenças que afetam os vasos sanguíneos e o coração. Os vídeos são da responsabilidade de médicos especialistas que integram a direção da SPA e vão abordar temas como: fatores de risco cardiovascular; colesterol “bom e mau”, tratamentos que evitam enfartes, opções nas pessoas mais idosas; triglicéridos -uma gordura menos falada e a ameaça da diabetes.

“As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Ao longo do tempo, a sua prevalência tem vindo a aumentar devido a estilos de vida menos saudáveis e, consequentemente, pelo aumento de fatores de risco, sendo vários modificáveis. Há dados encorajadores nos últimos anos, mas a Sociedade está preocupada com esta problemática e, por isso, lançámos esta nova campanha de sensibilização com o intuito de passar a mensagem de que é preciso agir de forma preventiva, ao longo de toda a vida, em relação aos fatores que promovem as doenças vasculares que irão afetar o cérebro, o coração e os membros inferiores, de modo a vivermos saudáveis e ativos”, refere João Sequeira Duarte, presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose.

E acrescenta: “Apesar de termos um arsenal terapêutico cada vez maior e mais eficaz, importa não esquecer que é essencial alterar estilos de vida, adotando uma dieta mais equilibrada e introduzir a prática de exercício físico na rotina diária, de forma a atingirmos a nossa meta: redução da mortalidade prematura e dos eventos cardiovasculares em todas as faixas etárias, mas sobretudo abaixo dos 70 anos”.

 

E se colocassem sensores moleculares ao longo de toda a cadeia de valor do campo ao garfo?
“Garantir a segurança alimentar e a qualidade do produto através da monitorização em tempo real de marcadores químicos pela...

A importância da realização desta conferência prende-se com a necessidade crescente da indústria alimentar em fornecer informações sobre os produtos que consumimos, com a finalidade de atender aos padrões de qualidade e de proteger os produtos da fraude alimentar. A ideia para todos aqueles que assistam ao evento é ficar com uma visão geral sobre os marcadores químicos não destrutivos e dos desafios aplicados à cadeia agroalimentar. 

Desenvolvimentos recentes a nível tecnológico e na análise dos “big data” na indústria alimentar contribuem para mudanças graduais que pretendem transformar o papel da garantia da integridade da comida, de um que seja apenas de conformidade, para um novo que abranja um largo conjunto de preocupações, incluindo soluções para a qualidade, segurança e autenticidade da comida. Sensores espectroscópicos não destrutivos - Non-destructive Spectroscopic Sensors (NDSS), permitem uma avaliação rápida, não destrutiva e ambientalmente segura de vários parâmetros numa variedade de produtos alimentares. Atualmente a maioria das aplicações dessas tecnologias na indústria alimentar é feita em linha. A indústria exige que os NDSS sejam implantados no local e, de preferência, on-line para o controlo total do processo em toda a cadeia alimentar.  

“Pretendemos que o Sensor FINT seja uma rede de partilha de conhecimento que combine a experiência em trabalho de investigação, fabricação, treino e transferência de tecnologia em relação aos NDSS. O objetivo é desenvolver soluções para problemas existentes e emergentes no controlo de processamento de alimentos não invasivos com base no "sistema inteligente de controlo de alimentos", assim como o desenvolvimento de um quadro de jovens investigadores experientes que irão converter os resultados científicos numa realidade que corresponda às necessidades industriais. Acima de tudo, pretendemos que seja uma plataforma de partilha entre investigadores, academia e da indústria alimentar num ambiente de excelência científica”, refere António Silva Ferreira, docente e investigador da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto. 

O Sensor FINT´21 irá decorrer em duas modalidades: de forma presencial e de forma virtual, e contará com a presença de cientistas na área alimentar e equipas de engenheiros de empresas industriais envolvidas no desenvolvimento e inovação de produtos, autoridades de controlo, reguladores e avaliadores de risco, assim como investigadores, profissionais e estudantes de diferentes países com o objetivo de divulgar e partilhar os resultados dos seus trabalhos de investigação.   

Ao longo do evento, haverá vários workshops e todas as manhãs haverá uma sessão plenária e várias apresentações orais. Dia 30, quinta-feira, da parte da tarde, haverá sessões de empresas do setor. Os três grandes temas da conferência serão: Sensores inteligentes na indústria agroalimentar, Desafios no Processo de Controlo (PAT) para Análise de Alimentos e Detecção de fluxo de dados para atuadores em ambientes industriais. 

Sintomas, diagnóstico e tratamento
Trata-se de um tipo raro de Leucemia que afeta os mais idosos.

Mais frequente entre os adultos acima dos 60 anos, a Leucemia Mieloide Crónica “é uma doença oncológica caracterizada por uma desregulação da medula óssea (local onde se produz o sangue)” que resulta na “proliferação desmesurada dos progenitores dos glóbulos brancos”, explica a hematologista do Hospital Lusíadas de Lisboa, Daniela Alves.

Inicialmente assintomática, a progressão da leucemia mieloide crónica é insidiosa e com sintomas inespecíficos como cansaço (por anemia), dor abdominal, enfartamento (por baço aumentado), febre e perda de peso.

Por isso, o a maioria dos casos é identificada de forma “acidental, após a realização de análises de rotina, que mostram “um aumento do número dos glóbulos brancos, à custa de uma produção aumentada de neutrófilos, basófilos e eosinófilos”. De acordo com a especialista, é frequente observar ainda “formas mais precoces destas células, tais como os promielócitos, mielócitos e metamielócitos”.

“Estes 3 tipos de células habitualmente não andam a circular no sangue, encontrando-se somente na medula óssea. Mas, como a medula está a produzir tantas células, fica “cheia e transborda” células para a corrente sanguínea”, acrescenta.

Além dos glóbulos brancos, também as plaquetas podem estar aumentadas. 

No que toca ao seu tratamento, se há uns anos a doença apresentava uma esperança média de vida curta, hoje, com a existência de novas opções terapêuticas é possível viver mais e melhor.

“Há 30 anos, após o diagnóstico desta patologia, os doentes tinham uma expectativa de vida de cerca de 20 anos, acabando por falecer por progressão para leucemia aguda. Os tratamentos não mudavam a história natural da doença, à exceção do transplante alogénico de medula que tinha potencial curativo, mas à custa de muita toxicidade e só acessível a indivíduos mais jovens”, refere a especialista.

Embora os fármacos mielossupressores possam ser utilizados, os inibidores da tirosina quinase (TKI) que melhoram de modo significativo a resposta e prolongam a sobrevida, costumam ser o tratamento de eleição.

Com a descoberta da causa subjacente para o aparecimento da LMC – hoje sabe-se que o cromossoma Philadelphia (Ph) está presente em 90 a 95% dos casos de leucemia mieloide crônica – “foi desenvolvido um fármaco que atua especificamente sobre a alteração genética, fazendo “desligar” o sinal que faz as células proliferarem”, explica a especialista.

Reserva-se o transplante alogénico de células-tronco hematopoiéticas para pacientes com LMC na fase acelerada ou blástica ou com doença resistente aos inibidores da tirosina quinase disponíveis.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Inserido no Ciclo Webinares LadoaLado.Com a Comunidade
A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) vai organizar um Ciclo de Webinares LadoaLado.Com a...

Cuidado com a coluna é a primeira sessão do Ciclo de Webinares LadoaLado.Com a Comunidade, iniciativa desenvolvida pela SRCentro para dar a conhecer os diversos projetos desenvolvidos pelas equipas de Enfermagem junto dos seus utentes/comunidades dentro da sua área de abrangência.

Este webinar, que se inicia às 18h no dia 25 de setembro, irá apresentar o projeto Cuidado com a coluna, desenvolvido no âmbito do Programa de Promoção da Saúde Infantil e Prevenção da Doença e no Programa de Saúde Escolar, em conjunto com a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e Agrupamentos Escolas Coimbra Oeste.

A sessão online tem como objetivos promover a reflexão sobre os resultados do estudo; dinamizar o debate sobre esta temática entre e na comunidade, incluindo jovens, agentes parentais, professores, enfermeiros, entre outros e sensibilizar para os cuidados de prevenção e o impacto das limitações decorrentes das posturas incorretas na posição sentada e transporte de peso excessivo na mochila.

Ana Paula Morais, Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação e Presidente da Mesa da Assembleia Regional; e os médicos Inês Ferro e Filipe Carvalho, do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro, Rovisco Pais irão explicar esta atividade. A moderação do painel estará a cargo de Carla Santos, Vogal do Conselho Diretivo Regional da SRCentro.

A atividade está aberta a enfermeiros e estudantes de enfermagem com interesse pelo assunto, atribuindo 0,35 Créditos de Desenvolvimento Profissional. A inscrição gratuita, mas obrigatória no Balcão Único AQUI.

Além disso, encarregados de educação e professores também se poderão inscrever através deste link: https://forms.gle/vcD7VHJddxadQVsb9

 

Pedido de Providencia Cautelar foi indeferido pelo Tribunal Administrativo de Lisboa
Deu entrada no Tribunal Central Administrativo do Sul um recurso da Sentença do Tribunal Administrativo de Lisboa, que...

Já cerca de duas centenas de cidadãos se associaram a este recurso para que a ação seja admitida para apreciação, em nome da legalidade democrática e da proteção da saúde de menores.

Em causa, esclarece o grupo “está a sentença da juíza do Tribunal Administrativo de Lisboa, que após ter ouvido o Ministério Público, concluiu que as vacinas para a COVD-19 estavam aprovadas em Portugal, sendo «manifestamente improvável a procedência do pedido», cuja alegação principal assenta na natureza condicional da autorização de introdução no mercado das vacinas COVID-19 em Portugal”.

“É por demais manifesto o desconhecimento do tipo de autorização que as vacinas para a COVID-19 detêm em Portugal e no espaço europeu, não só dos magistrados em apreço, como de muitos profissionais de saúde e da população em geral, informação que pode ser confirmada, no RCM das vacinas, no site da EMA e no do INFARMED”, saliente a Ação Popular.

Segundo o grupo, uma autorização de introdução no mercado condicional, significa que relativamente ao medicamento ao qual é conferido este tipo de autorização não foram apresentados dados suficientes sobre segurança e eficácia que permitam a sua cabal aprovação pela entidade reguladora (EMA/INFARMED), mas que dada a existência de alguns critérios que têm que ser verificados, como a emergência clínica e a ausência de alternativas terapêuticas, pode ser temporariamente utilizado, sob estrita farmacovigilância.

“Não havendo emergência pandémica no que concerne ao grupo etário abaixo dos 18 anos, que na sua maioria são assintomáticos ou apresentam sintomas ligeiros, e só muito excecionalmente apresentam doença grave quando infetados por SARS-CoV-2, não pode ser permitida uma autorização condicional, para a utilização destas vacinas em Portugal”, afirma.

A Ação Popular alega ainda que “a atual campanha de vacinação COVID-19 em curso para as crianças com mais de 12 anos, não esclareceu a população sobre o que é uma autorização de introdução no mercado condicional, pelo que não estão estabelecidas as condições para um verdadeiro Consentimento Informado”.

 

Cuidados e tratamentos
Com a chegada do Outono, é altura de reparar os danos causados pela exposição solar prolongada na no

Sendo a pele um órgão sob stress durante o Verão, o seu término e, portanto, o retorno a um ritmo mais habitual, aconselha a que se faça um exame geral deste órgão. Existem inúmeros tratamentos que visam a recuperação da pele dos desequilíbrios a que é sujeita durante os meses de maior calor. Contudo, na hora de decidir o que fazer, encontramos uma quantidade excessiva de técnicas, tornando-se difícil escolher a que melhor se adapta às necessidades de cada tipo de pele.

Não existe nenhum tratamento indicado para melhorar a qualidade da pele que esteja indicado para todos os pacientes. O ideal é recorrer a um dermatologista para que seja efetuada uma avaliação personalizada e se defina qual o melhor procedimento a adotar.

Na recuperação da pele danificada pelo sol podem utilizar-se cosméticos que contenham substâncias ativas que melhoram a qualidade da pele, tais como a vitamina C, derivados de vitamina A como o retinol ou ácido retinóico e os alfa-hidroxiácidos tais como ácido glicólico. Existe uma enorme multiplicidade de produtos deste género, que devem ser usados atendendo ao estado da pele, tipo de vida e à idade.

Existem igualmente procedimentos estéticos que tratam mais profundamente a sua pele.

A mesoterapia, através da utilização de cocktails de vitaminas e aminoácidos que penetram até à derme, é um ótimo tratamento reparador e hidratante em profundidade.

A utilização de substâncias de preenchimento como o ácido hialurónico, com alto poder de fixação de água e hidratação da derme, nas rugas ou em regime de skin boosters, é também indicada e eficaz.

Numa outra perspetiva de combate ao fotoenvelhecimento, a realização de peelings químicos com ácido glicólico ou ácido tricloroacético em baixas concentrações, tem o objetivo de remover de forma quase não traumática as células envelhecidas e estimular parcialmente a formação de colagénio pela derme superficial, sendo por isso o tratamento ideal para a remoção das manchas causada pela exposição prolongada ao sol.

Com o mesmo objetivo de reparação, pode ainda recorrer-se à luz pulsada, laser ou radiofrequência.

Assim, o cuidado da pele em época pós-solar é de extrema importância, quer na prevenção de doenças malignas, como o cancro cutâneo, quer na prevenção do fotoenvelhecimento. A hidratação é sempre um aspeto muito importante quando se fala de sol e pele: uma pele bem hidratada cumpre melhor a sua função de proteção em relação a elementos externos.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Primeiro Índice Mundial da Saúde das Mulheres alerta que as necessidades de saúde não estão a ser satisfeitas
São cerca de 1,5 mil milhões de mulheres em todo o mundo que afirmam não terem sido testadas, ao longo do último ano, para...

Esta é uma conclusão do primeiro Índice Mundial da Saúde das Mulheres (Global Women’s Health Index), um estudo que representa a saúde de aproximadamente 2,5 mil milhões de mulheres e raparigas em todo o mundo e que revela que as suas necessidades de saúde não estão a ser satisfeitas.

Em Portugal, o Índice apurou que a percentagem de mulheres que realizam exames preventivos é baixa. As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são as menos monitorizadas, com 88% das mulheres a afirmarem nunca ter feito um exame para este tipo de infeções nos últimos 12 meses. Segue-se o cancro, com 64,5% das mulheres a afirmarem nunca ter realizado qualquer tipo de exame preventivo, e, para despiste à diabetes apenas 46,2% fizeram análises.

O Índice Mundial da Saúde das Mulheres, uma iniciativa da Hologic, desenvolvido em parceria com a Gallup, uma empresa de pesquisa de opinião, identifica cinco dimensões da saúde da mulher que contribuem em 80% para a sua esperança média de vida: Cuidados Preventivos, Perceções de Saúde e Segurança, Saúde Emocional, Saúde Individual e Necessidades.

 A pontuação global do Índice é de 54, numa escala até 100, e neste primeiro ano do estudo, nenhum país conseguiu obter mais de 69 pontos. A maior parte dos países que lideram o Índice são também os que mais investem nos seus sistemas de saúde. Portugal encontra-se na 16ª posição do Índice, com 62 pontos. 

“Os Cuidados Preventivas são um primeiro passo vital para combater doenças e infeções que afetam a esperança de vida e a fertilidade das mulheres”, disse Susan Harvey, Médica, Vice-presidente de Global Medical Affairs da Hologic. “Falhar em garantir que as mulheres façam exames de rotina para o cancro, doenças e infeções sexualmente transmissíveis e doenças cardiometabólicas pode criar complicações maiores que, se fossem monitorizadas ou tratadas precocemente, poderiam ser evitáveis.”

“A pandemia COVID-19 não só agravou como chamou a atenção a lacunas de longo prazo no acesso e na qualidade dos cuidados de saúde”, explica Vipula Gandhi, Senior Managing Partner na Gallup. “O Índice oferece um ponto de partida para a avaliação do estado da saúde das mulheres. Esperamos que este estudo sirva como uma call to action para líderes e decisores de políticas de todo o mundo, porque são eles quem guia a recuperação global.”

Uma abordagem holística da Saúde da Mulher

No geral, em 2020 as pessoas de todo o mundo sentiram-se pior desde os últimos 15 anos. Experiências de preocupação, stress, tristeza e raiva continuaram a crescer e a estabelecer novos recordes. Cerca de quatro, em cada dez mulheres dizem que sentiram preocupação (40%) e stress (38%) ao longo do dia anterior à realização da entrevista.

Muitas mulheres inquiridas também se mostraram preocupadas em relação à sua segurança e à capacidade de satisfazer necessidades básicas como comida e abrigo.

Desenvolvido em parceria com a empresa líder em consultoria Gallup, o Índice Mundial da Saúde das Mulheres é um exame profundo e sem precedentes de fatores críticos para a saúde da mulher, por país e território, e ao longo do tempo. Os seus resultados baseiam-se em respostas de 120.000 homens e mulheres, em 116 países e territórios, em mais de 140 línguas. Conduzido como parte da Gallup World Poll, o Índice Mundial da Saúde das Mulheres representa os sentimentos e ações de aproximadamente 2,5 mil milhões de mulheres e raparigas.

O Índice Mundial da Saúde das Mulheres fornece dados apoiados pela ciência que contribuem para melhorar a esperança e a qualidade de vida das mulheres e raparigas em todo o mundo.

Dia Mundial do Coração assinala-se a 29 de setembro
Os distúrbios do ritmo cardíaco estão entre os problemas cardíacos mais comuns. As arritmias fazem com que o coração bata muito...

O que os cardiologistas sabem atualmente sobre as arritmias e a COVID-19

“Sabemos que a COVID-19 parece piorar as arritmias em pacientes que as têm e que a doença pode provocar arritmia. Para pacientes que apresentam risco de arritmia, a prevenção é o melhor tratamento e isso significa vacinação”, diz Behr. “Quanto mais doente estiver um paciente com COVID, maior será a probabilidade de desenvolver arritmias.”

A fibrilação atrial, um batimento cardíaco irregular que pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca, é comum com a COVID-19 grave, diz o especialista. Um subgrupo sofrerá arritmias ventriculares, e essas são mais e fatais, acrescenta.

O tratamento do distúrbio do ritmo cardíaco durante a COVID é semelhante ao tratamento em circunstâncias normais, mas os profissionais de saúde também tentarão tratar a infeção subjacente e as suas outras complicações, declara o médico. Os pacientes Covid-19 que apresentam arritmias podem precisar de reabilitação cardíaca ou outros cuidados contínuos.

“Isso depende de quão persistente e severo é o dano ao músculo cardíaco”, diz Dr. Behr. “Se o dano for possível de ser tratado, deve bastar a reabilitação. Se os danos forem permanentes, os pacientes podem precisar de tratamento para evitar problemas futuros ou insuficiência cardíaca subjacente. Eles podem precisar de medicação e/ou dispositivos de ritmo cardíaco implantáveis.”

Como os testes genéticos avançaram para prever e prevenir a morte cardíaca súbita

“Os testes genéticos atingiram um estágio bastante avançado para grupos com alto risco de arritmias, como pessoas com histórico familiar de distúrbios do ritmo cardíaco ou morte cardíaca súbita inesperada”, diz Dr. Behr. “Os testes genéticos agora estão progredindo para identificar o risco de várias maneiras diferentes.”

Por exemplo, uma área de pesquisa ativa concentra-se na identificação do risco genético de morte cardíaca súbita em pessoas resultantes de causas adquiridas em vez de genéticas, como pessoas com problemas nas artérias coronárias, afirma o especialista. Os pesquisadores também estão a estudar se é possível prever o risco de morte cardíaca súbita na população em geral, acrescenta ele.

“Atualmente, não há dados para apoiar a realização de testes genéticos preditivos para risco de morte cardíaca súbita na população em geral, então as pessoas nas quais nos concentramos agora são aquelas nas quais sabemos que há um histórico familiar de problemas cardíacos genéticos ou que morte cardíaca súbita”, revela.

O teste genético seria realizado com testes cardíacos clínicos e fornecido com aconselhamento genético. Então, seria determinado se medidas preventivas deveriam ser tomadas, como medicamentos ou dispositivos implantáveis para regular o ritmo cardíaco, explica.

Ocorreram avanços para ajudar os atletas com distúrbios do ritmo cardíaco

“Isso depende da condição e da sua gravidade e se a pessoa já apresentou sintomas ou consequências”, afirma Behr. “Haverá atletas que sofreram palpitações causadas por problemas de ritmo cardíaco sem risco de vida, como taquicardia supraventricular ou TSV, um batimento cardíaco anormalmente rápido. Estes são frequentemente muito preceptivos a tratamentos ‘curativos’, como terapia de ablação, em que uma abordagem minimamente invasiva é usada para bloquear sinais cardíacos anormais. Eles podem então retomar às atividades normais.”

Esse também pode ser o caso de pessoas que sofrem de síndrome de Wolff-Parkinson-White, adianta.

Continuar a praticar desporto pode ser mais difícil para pessoas com problemas antigos relacionados a impulsos elétricos ou nos músculos cardíacos. O tratamento requer uma abordagem personalizada que depende de muitos fatores, diz.

“No final, a decisão é do atleta”, diz ele. “Muitos avanços têm sido feitos, principalmente pela Mayo Clinic, em estudar atletas que têm essas condições e percebemos que há mais possibilidades de retorno ao desporto do que imaginávamos, pois, os riscos podem não ser tão grandes quanto pensávamos.”

Sintomas de arritmia a serem observados

Os sinais de alerta incluem um histórico familiar de arritmias ou mortes cardíacas súbitas prematuras e inesperadas. Os sintomas a serem observados incluem apagões inexplicáveis; por exemplo, desmaios não atribuídos a uma queda na pressão arterial ou choque ao ver sangue, diz o Dr. Behr.

“Quando há uma perda de consciência muito repentina, esse é um sintoma bastante sério e requer avaliação urgente em um hospital”, sublinha.

Palpitações cardíacas geralmente são benignas, mas se houver desconforto e/ou histórico familiar de problemas cardíacos, elas devem ser avaliadas e, se as palpitações foram provocadas por exercícios ou você estiver sentindo tonturas, deve procurar atendimento de emergência, afirma.

“Em geral, se as pessoas apresentam sintomas preocupantes, como palpitações que não causam efeitos colaterais mais graves, ainda assim é interessante verificá-los”, afirma ele. “Isso pode envolver testes cardíacos simples, como um eletrocardiograma ou monitor Holter para registrar o ritmo cardíaco.”

Muitos problemas de ritmo cardíaco estão associados a outros problemas cardíacos e a dieta: controlar a pressão arterial, o colesterol e o peso, assim como evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool podem reduzir o risco, diz o Dr. Behr.

O potencial da farmacogenómica para prevenir arritmias induzidas por medicamentos

A farmacogenómica permite que os médicos usem informações sobre a genética de um paciente para escolher medicamentos com maior probabilidade de eficácia e com menor probabilidade de causar efeitos secundários.

“A farmacogenómica é uma área promissora e em rápido desenvolvimento”, diz ele, acrescentando que há pesquisas em andamento para desenvolver ainda mais o uso da farmacogenómica na cardiologia.

Mais de 200 medicamentos usados regularmente em todo o mundo, incluindo antibióticos, medicamentos para saúde mental e medicamentos relacionados ao coração, podem causar problemas de ritmo cardíaco, como a síndrome do QT longo, particularmente em pessoas geneticamente predispostas a arritmias, conclui.

Desenvolvida por dois psiquiatras
Criada pelo Centro de Medicina Digital P5, a PsyMatch é uma ferramenta de apoio à decisão médica, que reúne a informação...

A app, disponível para todos os médicos nas lojas Google Play e Apple Store, foi desenvolvida por Pedro Morgado, psiquiatra e professor da Escola de Medicina da Universidade do Minho, e Pedro Branco, psiquiatra do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

Esta aplicação serve como instrumento de apoio na seleção dos psicofármacos de acordo com o perfil do doente, baseando-se num algoritmo desenhado para sistematizar a informação científica mais recente.

O algoritmo entra em consideração com a presença de várias condições como a gravidez e amamentação, as doenças do fígado, rins, epilepsia ou diabetes, indicando os benefícios e riscos de dezenas de psicofármacos disponíveis em Portugal, incluindo antidepressivos, antipsicóticos, ansiolíticos, estabilizadores do humor e anti-demenciais.

Segundo Pedro Morgado, este projeto está alinhado com a missão do P5, centro de medicina digital da Universidade do Minho, ao colocar as tecnologias digitais ao serviço soluções inovadoras em saúde. "Esta aplicação é de grande utilidade na medida em que reúne num único local informação que normalmente está dispersa por vários locais e que não se encontra sistematizada", explica.

A escolha de psicofármacos é um processo de tomada de decisão altamente complexo e que requer um conhecimento aprofundado acerca das características clínicas da doença, interações medicamentosas e do perfil terapêutico e de efeitos secundários das diferentes opções disponíveis. E é aqui que a PsyMatch se reveste de uma maior importância, por congregar o melhor conhecimento científico face às variadas opções de diagnóstico e de tratamento.

 

 

"Um dos comportamentos para evitar a doença é a neuroplasticidade cerebral"
No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, Fabiano de Abreu apresenta conclusões dos seus estudos sobre os efeitos da doença que...

Apesar de ser uma doença que afeta muitas pessoas a nível mundial, a sociedade, de maneira geral, ainda não conhece a dimensão da gravidade dessa doença nem as suas particularidades. Nesse sentido, o neurocientista e psicanalista Fabiano de Abreu Rodrigues tem desenvolvido uma série de pesquisas sobre o assunto com uma nova perspetiva: “Os meus principais estudos são sobre a inteligência, pois ela define o comportamento e uma melhor qualidade de vida. Mas, quando falamos dela na ciência, não podemos deixar de analisar a demência, onde os sintomas causam declínio progressivo na capacidade intelectual, raciocínio, competências, memória, entre outros. Cerca de 50% a 70% dos casos dizem respeito à doença de Alzheimer, sendo que esses dados me chamaram a atenção para aprofundar o conhecimento sobre a enfermidade, com o objetivo de procurar formas de a prevenir”.

Fabiano assinala que há genótipos e fenótipos para a doença, além de fatores como os próprios hábitos de uma pessoa, que podem ser determinantes para o seu desenvolvimento. “Sou a favor de que as pessoas possam ter melhores possibilidades de testes genéticos para saber a probabilidade de ter a doença e poder preveni-la desde cedo. Os hábitos desta cultura tecnológica e o tipo de nutrição que estamos adaptados atualmente são cruciais para aumentarem as hipóteses de apresentar a doença”, reforça.

Por outro lado, Abreu observa que ainda não há cura para esta doença, mesmo sabendo o comportamento dos neurónios e as regiões cerebrais afetadas. “Um dos comportamentos para evitar a doença é a neuroplasticidade cerebral. Menos rede social e mais leitura de livros, exercícios de lógica, assim como hábitos diferentes da rotina em que o seu cérebro já está adaptado. A nutrição, como a adoção da dieta do mediterrâneo, por exemplo, bem como exercícios físicos, mas sem exagero, pois o exercício em demasia não é bom”. “Hábitos do passado com um maior cuidado para os alimentos do presente. Menos stress, evitar consumo excessivo de álcool, evitar uso de substâncias psicoativas, evitar cigarro, canábis, toma de medicamentos como ansiolíticos sem real necessidade para tal. É importante procurar ter uma vida saudável e a ginástica cerebral é a melhor maneira de prevenir a doença de Alzheimer”, acrescenta.

Fabiano de Abreu Rodrigues tem estudado a doença de Alzheimer desde a pós-graduação em neuropsicologia na Cognos em Portugal. Na especialização avançada em nutrição clínica, também em Portugal, foi tema do TCC para conclusão do curso de nutrição para doentes de Alzheimer. Possui, ainda, um artigo científico publicado na Logos University International (UniLogos), nos Estados Unidos, sobre a proteína Tau na doença, juntamente com o Henry Oh, Chefe do Departamento de Saúde da Universidade Estadual de Idaho, tendo sido tema da sua tese para a conclusão do doutoramento em neurociência na mesma universidade com o tema “O processo de nutrição de pacientes com Alzheimer: Identificação de fatores de risco, prevenção e acompanhamento para a reabilitação cognitiva”.

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais 780 casos de infeção pelo novo coronavírus e 11 mortes em território nacional. O número de...

A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a que registou maior número de mortes, desde o último balanço: quatro mortes de um total 11. Segue-se o Alentejo com três e a região Norte com duas. A região Centro e o Algarve têm um óbito, cada, a assinalar. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 780 novos casos. A região Norte foi aquela que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 324, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 242 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 103 casos na região Centro, 39 no Alentejo e 48 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 16 infeções, e os Açores com oito.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 455 doentes internados, menos 16 que ontem.  Também as unidades de cuidados intensivos têm agora menos quatro doentes internados, relativamente ao último balanço: 78.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.805 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.012.577 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 32.598 casos, menos 1.036 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 656 contactos, estando agora 29.413 pessoas em vigilância.

Sinais de alerta
O Dia Mundial da Doença de Alzheimer foi estabelecido em 1994 pela Organização Mundial de Saúde e pe

Nunca é demais relembrar, tanto a comunidade em geral como os profissionais de saúde, que a demência não é uma consequência inevitável do normal envelhecimento e por isso o surgimento dos sinais de alerta não deve ser ignorado. Quanto mais cedo forem valorizados tais sinais, mais cedo se pode apoiar e proteger a pessoa afetada e seus familiares e cuidadores, implementar programas para estimulação e treino das capacidades cognitivas e de apoio nas atividades do quotidiano, por forma a atrasar a progressão da doença e minimizar o seu impacto na qualidade de vida das pessoas afetadas. O diagnóstico atempado da demência, e não em fases avançadas como frequentemente acontece, é também fundamental para preparar o futuro, numa altura em que as pessoas que vivem com a doença ainda podem tomar decisões por si próprias, de forma a respeitar as suas vontades e preservar a sua dignidade. É, portanto, fundamental que na presença de sinais de alerta de demência as pessoas ou seus familiares procurem o seu médico de família ou médico de Neurologia, Psiquiatria ou Geriatria.

A implementação de muitas das intervenções que podem melhorar a qualidade de vida e bem-estar das pessoas com demência dependem das políticas de saúde e sociais em vigor em cada país. Recentemente muitos peritos vieram apelar a que se pusessem em prática programas cujo benefício já foi demonstrado. Estes apelos tornaram-se ainda mais sonantes dado que os resultados dos medicamentos têm ficado aquém das expetativas. Muitas destas intervenções ainda só chegam a uma minoria das pessoas, mas a comunidade em geral pode ter uma voz ativa e reivindicar pela sua generalização. Algumas das intervenções que merecem significativo investimento são os cuidados com a visão e a audição (por exemplo, fornecimento de óculos e aparelhos auditivos e cirurgia das cataratas). A promoção da socialização e atividades lúdicas, por exemplo em centros de dia, podem atrasar a progressão da doença e melhorar o bem-estar das pessoas com demência. Os programas de estimulação cognitiva e terapia ocupacional têm de ser generalizados e chegar a todos os que deles beneficiam.

Os serviços sociais para prestação de apoio em atividades do dia-a-dia como cozinhar, fazer compras, pagar contas, realizar a higiene pessoal e do domicílio, são cruciais para possibilitar que as pessoas que vivem com demência permaneçam nas suas casas, atrasando a institucionalização tanto quanto possível. A existência de cuidadores informais é decisiva para evitar a institucionalização, mas estes também necessitarão de apoio por forma a evitar a sobrecarga do cuidador e preservar a sua saúde física e mental, como por exemplo programas para descanso do cuidador, grupos de apoio e até mesmo medidas de apoio económico. O treino de competências dos cuidadores ajudará a lidar com as dificuldades no cuidado das pessoas com demência. Nalguns casos, malogradamente, a institucionalização será inevitável, mas as instituições também deverão ser preparadas para as especificidades das pessoas com demência e os seus profissionais deverão receber formação adequada.

Por fim, mas não menos importante, devemos consciencializar-nos que a demência pode ser prevenida; este foi aliás o lema da campanha de 2014. De facto, a modificação de 12 fatores de risco pode prevenir ou atrasar 40% dos casos de demência.  O que pode então ser feito para reduzir o risco de demência? Educação, atividade física e socialização desde a infância, prevenção do trauma cerebral, prevenção ou correção do défice auditivo, evicção do tabagismo e alcoolismo, controlo da poluição atmosférica, prevenção e tratamento da hipertensão, diabetes e da obesidade e da depressão.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Plano pretende alcançar melhorias em todos os momentos que envolvem cuidados ao AVC
A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) e a Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos já...

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade na Europa e as projeções mostram que, com a abordagem atual, a sobrecarga do AVC continuará a aumentar em 25% na próxima década. "Mesmo nesta fase de pandemia que vivemos, o AVC continua a ser um dos principais motivos de internamento e requer atenção constante para um tratamento rápido e eficaz, assim como para uma reabilitaçãocoordenada, multidisciplinar e atempada", pode ler-se em nota de imprensa. 

A Organização Europeia do AVC (European Stroke Organization - ESO) desenvolveu em cooperação com a Stroke Alliance for Europe (SAFE) um Plano de Ação para o AVC na Europa (SAP-E), para aplicar entre os anos de 2018 a 2030.

Este Plano pretende alcançar melhorias em todos os momentos que envolvem cuidados ao AVC, incluindo a prevenção primária, organização dos serviços que prestam cuidados no AVC, tratamento de fase aguda, prevenção secundária, reabilitação, avaliação dos resultados e melhoria da qualidade de vida após o AVC.  O detalhe do Plano de Ação para o AVC na Europa pode ser consultado em: https://actionplan.eso-stroke.org/wp-content/uploads/2021/03/sap-portugal-s.pdf.

A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) e a Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos, que são, respetivamente, a principal sociedade científica e a associação de doentes na área do AVC em Portugal, trabalharam em conjunto para estabelecer um compromisso na prestação de cuidados ao AVC. Um passo importante foi dado no final de agosto de 2021, em que as autoridades portuguesas de Saúde se comprometeram, através da Direção Geral de Saúde, a suportar a implementação do Plano de Ação para o AVC na Europa. 

Assim, Portugal junta-se a vários países europeus no combate ao AVC, com um plano conjunto até ao ano de 2030. "A SPAVC e a Portugal AVC continuarão empenhadas nas suas iniciativas científicas e ações junto da comunicação social e população, de forma a contribuir para melhorar a qualidade de vida do sobrevivente de AVC e sua família, bem como diminuir os custos socio-económicos associados ao AVC em Portugal", revelam em conunicado. 

Descoberta
Um grupo de investigadores brasileiros identificou dois marcadores genéticos que podem indicar quais os pacientes que correm...

Os biomarcadores, detetáveis nas análises ao sangue, são duas enzimas cujos níveis aumentaram significativamente mais entre os doentes com coronavírus que acabaram por morrer do que entre aqueles que conseguiram recuperar da infeção, informou a Universidade de São Paulo (USP).

A peculiaridade destas enzimas foi descoberta por investigadores da USP, a principal universidade do Brasil; a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o principal centro de investigação em saúde da América Latina, e a Clínica Mayo nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo, cujos resultados constam de um artigo publicado na última edição da revista científica internacional Biomedicine & Pharmacoterapia, os níveis de metaloproteinases (MMP) 2 e 9 em doentes que morreram de Covid eram muito superiores aos registados naqueles que recuperaram da doença.

Os investigadores avaliaram os níveis destas enzimas no sangue de 25 pacientes hospitalizados num hospital universitário da USP e 29 pessoas saudáveis.

As metaloproteinases compreendem uma família de 25 enzimas que atuam na degradação das proteínas da matriz celular, ou seja, na união das células, para garantir a remoção e renovação permanente dos tecidos.

 

 

Consórcio nacional quer investir 20 milhões de euros na internacionalização da aplicação
A Mediceus, start-up portuguesa na área dos dados de saúde, patenteou no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial)...

A start-up que desenvolveu esta nova funcionalidade, inédita a nível mundial, prepara agora a internacionalização no âmbito de um consórcio que junta hospitais, empresas e universidades, para o que vai apresentar uma candidatura de investimento com um montante indicativo de 20 milhões de euros no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A nova funcionalidade assegura que os utentes acedam aos seus dados pessoais de saúde nos seus telemóveis, enviados pelos prestadores e gestores da informação, sem que seja possível à Mediceus de reidentificar os titulares. A solução é o resultado de dois anos de desenvolvimento de uma plataforma informática desenvolvida por investigadores portugueses.

Esta é a primeira patente de invenção da Mediceus, com a designação PT 115.479. A atribuição pelo INPI acontece apenas 20 meses depois do respetivo pedido ter sido feito.

Para Peter Villax, fundador da Mediceus, “as patentes que cobrem funcionalidades informáticas são difíceis de obter, e os examinadores do INPI colocaram numa fase inicial várias objeções pertinentes. Respondemos as essas objeções com modificações no texto da patente, que acabaram por ser aceites, levando a uma concessão muito rápida”.

 

A Linha 1400 foi lançada para ligar os portugueses às farmácias durante a pandemia
A Linha 1400, linha de assistência farmacêutica dinamizada pela Associação Nacional das Farmácias (ANF), venceu um dos mais...

Dominique Jordan, presidente da Federação, que representa 151 organizações profissionais farmacêuticas de todo o mundo, sublinhou o carácter inovador e a rapidez de implementação da iniciativa das farmácias portuguesas como resposta à necessidade de assegurar o acesso seguro aos medicamentos e aconselhamento farmacêutico dos cidadãos durante a crise pandémica.

A Linha 1400 foi lançada em março de 2020, no primeiro pico pandémico e confinamento geral. O serviço telefónico de âmbito nacional e gratuito, também disponível online desde fevereiro de 2021 (www.1400SAFE.pt), funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Pode ser usado para planear visitas à farmácia, reservar, encomendar e ajudar a encontrar medicamentos que, sendo urgentes, têm disponibilidade reduzida e, mais recentemente, para identificar as farmácias prestadoras do serviço de testes rápidos de antigénio. A sua utilização é particularmente recomendada à noite, altura em que a Linha 1400 identifica rapidamente a farmácia de serviço mais próxima e com disponibilidade para responder aos pedidos das pessoas, evitando assim deslocações desnecessárias.

O serviço garante a cada português que terá à sua espera, na farmácia da sua preferência, todos os medicamentos e produtos de saúde de que necessita, havendo ainda diversas modalidades de entregas ao domicílio asseguradas em todo o país. Antes de libertar qualquer encomenda, a farmácia escolhida contacta sempre o utente para o esclarecer quanto aos benefícios, riscos e instruções a seguir para o bom uso dos medicamentos.

Com este prémio, a FIP reconheceu também o papel que a Linha teve no apoio à dispensa de medicamentos hospitalares em farmácias comunitárias e entregas domiciliárias em articulação com outras entidades, permitindo assim reduzir consideravelmente as movimentações de pessoas inseridas em grupos de risco e ajuntamentos nos hospitais.

«A Linha 1400 nasceu para dar resposta a uma necessidade criada pelas medidas de prevenção e controlo da COVID-19, mas a experiência tem demonstrado a sua pertinência no chamado “novo normal”, em que a pandemia se tornou parte da vivência coletiva», observa Marisa Gomes, responsável pelo Centro de Atendimento da Linha 1400. «A população tem demonstrado uma enorme satisfação com o serviço, que veio reforçar a confiança depositada nas farmácias comunitárias e ajudar os profissionais que aí trabalham a enfrentar os desafios colocados pela COVID-19. Naturalmente estamos muito orgulhosos deste reconhecimento da FIP», conclui.

Reconhecimento
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) é o novo membro da Agência Internacional para a Prevenção da...

“Este é um momento de especial alegria e orgulho para os optometristas portugueses. É uma honra podermos a partir de agora integrar a IAPB”, refere Raúl de Sousa, optometrista e Presidente da APLO.

Em contagem decrescente para o do Dia Mundial da Visão, que se assinala a 14 de outubro, para o presidente da APLO, a mais recente conquista vem demonstrar o reconhecimento do valor, importância e contributo dos optometristas portugueses para a ciência e cuidados de saúde da visão em Portugal e no mundo.

“A excelência da Optometria portuguesa é uma vez mais reconhecida e chamada a prestar serviço em defesa da saúde da visão mundial. É mérito devido aos Optometrista portugueses pela forma como todos os dias colocam o seu conhecimento e trabalho ao serviço dos Portugueses e da sua missão de assegurar cuidados para a saúde da visão para todos, em qualquer lugar”, destaca ainda Raúl de Sousa.

Fundada a 10 de janeiro de 1975, a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB) é uma aliança internacional, que atua em mais de 100 países e trabalha na promoção de a saúde ocular a nível mundial.

Em parceria, a APLO e a IAPB renovam o compromisso de desenvolver esforços para sensibilizar e captar a atenção da comunidade internacional, para os cuidados da visão.

“Trabalhamos juntos por um mundo em que todos tenham acesso com o melhor padrão possível de saúde ocular, onde ninguém sofra de deficiência visual evitável e onde aqueles com perda irreparável de visão alcançam todo o seu potencial”, frisa Peter Holland, CEO da IAPB.

 

 

Retrato das Unidades de Dor no contexto da pandemia de COVID-19
A situação excecional provocada pela COVID-19 veio alterar significativamente a organização do sistema de saúde, por força da...

Segundo Ana Pedro, Coordenadora da Unidade de Dor do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca e Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), “com a pandemia, houve um forte impacto do ponto de vista organizacional. Houve necessidade de reorganizar serviços e de instituir procedimentos e formas de atuar diferentes. Foi necessário diminuir o movimento de pessoas, evitar circulação cruzada e alocar os profissionais de saúde por forma a reforçar as Unidades de Cuidados Intensivos”.

Também Nuno Franco, Especialista em Anestesiologia e Responsável pela Consulta de Dor Crónica no Centro Hospitalar do Médio Tejo, sublinha que “os doentes com dor crónica tentaram evitar as consultas presenciais devido ao desconhecimento profundo da doença COVID-19 e das medidas de prevenção nos próprios hospitais. Desta forma, houve doentes que ficaram por diagnosticar ou que adiaram os próprios tratamentos e exames complementares”.

Para além da realocação de recursos humanos e da maior pressão a nível do número de internados, “as Unidades de Dor passaram a aturar muito através do contacto telefónico, pelo que foi necessário desenvolver esta dinâmica e aumentar o contacto entre os hospitais e os doentes. Os doentes com dor crónica têm alguma dificuldade em transmitir algumas informações via telefone, dada a conhecida subjetividade da dor, sendo, por isso, crucial a consulta presencial. Esta foi uma das maiores dificuldades que sentidas enquanto profissional de Saúde", explica Nádia Andrade, Coordenadora da Unidade Terapêutica de Dor da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE.

Estima-se que a prevalência da dor crónica em Portugal seja de 37%, o que significa que um em cada três portugueses vive com dor crónica. É a segunda doença mais prevalente em Portugal e é causadora de morbilidade, absentismo, dependência, afastamento social e incapacidade temporária ou permanente, gerando elevados custos aos sistemas de saúde, com grande impacto na qualidade de vida do doente e das famílias.

O Retrato das Unidades de Dor no contexto da pandemia de COVID-19 foi um dos temas em discussão no Fórum e-Futuro, um dos maiores eventos sobre dor crónica em Portugal, realizado pela Grünenthal, este ano em formato exclusivamente digital, que reuniu palestrantes nacionais e internacionais de renome, incluindo os especialistas Ana Pedro, Nuno Franco e Nádia Andrade.

Páginas