Anemia Working Group Portugal alerta para falta de sensibilização para este problema e realiza rastreios no País
Foi há pouco menos de um mês que a Assembleia da República publicou a Resolução nº 269/2021, que recomenda ao Governo “que...

O maior grupo de risco são as mulheres em idade fértil, que pelas perdas hemáticas mensais, perdem ferro, sendo necessário a sua reposição. O principal sintoma é a fadiga, e em regra geral, este grupo de risco, por todas as responsabilidades laborais, familiares e domésticas, considera ser normal o sentimento de fadiga, pelo que é comum desvalorizarem este sintoma, e em consequência não procurarem ajuda clínica. Outro dos sintomas é a perda de cabelo e unhas quebradiças, que como sabemos, todas tendemos a procurar ajuda nos nossos cabeleireiros e manicures.

Doentes com insuficiência cardíaca, insuficiência renal, grávidas e doentes oncológicos são também outros grupos de risco.

Apesar de confundidas por muitos, ferropénia e anemia são diferentes, ainda que partilhem uma ligação forte. “A ferropénia traduz a diminuição do ferro disponível no nosso organismo, para integrar a hemoglobina. Estando, por esta razão, reduzida a hemoglobina nos glóbulos vermelhos, estamos perante a existência de anemia”, refere o especialista, que dá conta das consequências de uma ferropénia por tratar. “Implica menor disponibilidade de captação de oxigénio pelos glóbulos vermelhos e menor disponibilidade de energia para as funções do organismo. Por isso, a ferropénia está associada globalmente a sensação de fadiga, de fraqueza, de dificuldade de concentração, por vezes pode ser confundida com estado depressivo. Na gravidez, está associada ao parto pré-termo, ao baixo peso ao nascer e a maior mortalidade peri-natal. Está também associada ao agravamento da condição clínica dos doentes com insuficiência cardíaca, insuficiência renal e doença oncológica.”

Motivos de sobra para lhe prestar atenção, mais ainda tendo em conta, como acredita o presidente do AWGP, a existência de uma falta de sensibilização da população para o tema. “É preocupação atual o nível de literacia em Saúde dos portugueses. As pessoas têm acesso ilimitado à informação, sobretudo através da internet, mas nem sempre estão capacitadas para diferenciar a credibilidade das fontes de informação e não entendem o peso relativo dos assuntos. Para isso, é necessário atuar nas escolas com programas de literacia, o que leva tempo.”

O tempo tem levado também à implementação em Portugal do Patient Blood Management (PBM) o qual está intimamente ligado ao tratamento da anemia. João Mairos explica que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, trata-se de “uma abordagem sistematizada, baseada em evidências e focalizada no doente, de forma a otimizar a gestão da transfusão, com o objetivo de garantir um tratamento eficaz e de qualidade, assegurando os melhores cuidados de saúde em termos de segurança e eficiência. Não sendo fácil de explicar o conceito, poder-se-á afirmar que consiste em considerar o sangue de cada um de nós como um tesouro único e tomar uma série de ações clínicas e organizacionais para o preservar como primeira prioridade, evitando o recurso à transfusão”.

No que diz respeito à anemia, e porque “os doentes que sofrem de anemia e/ou de ferropénia estão mais sujeitos ao risco transfusional, impera, pois, tratar a anemia, a ferropénia e as suas causas subjacentes, como uma prioridade para o doente, respeitando assim o conceito de PBM”.

Uma gestão com ganhos comprovados. “Aos importantíssimos ganhos clínicos obtidos com o PBM, surgem associados ganhos económicos muito significativos. Um programa de PBM implementado na Austrália, entre 2008 e 2014, gerou uma poupança ao sistema de saúde na ordem dos 18.5 milhões de dólares só no que respeita a produtos do sangue e globalmente na ordem dos 80 a 100 milhões de dólares. Em Portugal, as estimativas apontam para uma poupança de 67,7 milhões de euros num ano.”

Apesar disto, e de já existirem, no nosso país, programas a decorrer, “há ainda muito para fazer, sobretudo consciencializar, de forma eficaz, todos os atores envolvidos (onde se incluem os profissionais de saúde) para a necessidade de implementar o PBM”. Esta é, defende o especialista, “simultaneamente uma obrigação clínica, ética e económica”.

Para aumentar a informação e conhecimento sobre a anemia e ferropénia, o AWGP em colaboração com a Federação Portuguesa de Futebol, realiza no dia 26 de novembro, rastreios junto da Seleção Nacional A de futebol Feminino.

Luís Alcoforado, especialista em Ciências da Educação, é o orador convidado
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) organiza, hoje à tarde (15h15-16h30), o webinar "MulticulturalCare...

O seminário online (sessão Zoom), gratuito, com possibilidade de participação presencial na ESEnfC (auditório do Polo A), enquadra-se no âmbito do projeto MulticulturalCare - Educating students through innovative learning methods to intervene in multicultural complex contexts, que a ESEnfC está a liderar e que pretende educar estudantes de enfermagem europeus para saberem intervir em contextos multiculturais complexos, capacitando os futuros profissionais de saúde para o atendimento adequado a migrantes, refugiados e populações em contextos culturais diversos.

Coordenado pela docente da ESEnfC, Ana Paula Monteiro, o projeto, financiado pela Comissão Europeia (programa Erasmus+), envolve profissionais de mais duas instituições de ensino superior europeias – UC Limburg (Bélgica) e Universidad de Castilla-La Mancha (Espanha) –, peritos nas áreas de enfermagem, psicologia, sociologia, antropologia e ciências da saúde.

De acordo com a equipa da ESEnfC, «o projeto pretende dar resposta a uma necessidade crescente no espaço europeu, de formar profissionais de saúde com competências para prestar cuidados de saúde culturalmente sensíveis e congruentes, através de um modelo de formação transnacional».

 

Iniciativa do Ministério da Agricultura conta com dotação orçamental de €5M
Iniciativa do Ministério da Agricultura, o Plano Nacional da Alimentação Equilibrada e Sustentável disponibiliza 5 milhões de...

“Este Plano configura-se como um passo fundamental na garantia do direito humano a uma alimentação adequada e a salvaguarda do nosso planeta”, salienta Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, acrescentando “contem com os nutricionistas para operacionalizar este plano e desenvolver ambientes facilitadores de escolhas alimentares mais saudáveis e amigas do ambiente, enquadradas, naturalmente, naquilo que é a Dieta Mediterrânica.”

O Plano Nacional da Alimentação Equilibrada e Sustentável vai ser materializado por uma equipa interdisciplinar, nomeadamente por nutricionistas, que vão ter a responsabilidade de promover hábitos alimentares saudáveis, identificar produtos alimentares de produção local e sazonal e reduzir o desperdício alimentar.

Com a iniciativa, o Ministério da Agricultura pretende estimular a produção nacional; promover a adoção de sistemas de produção e distribuição mais sustentáveis, com base nas cadeias curtas de abastecimento e nos sistemas alimentares locais; valorizar os produtos endógenos de qualidade; valorizar e salvaguardar a Dieta Mediterrânica, enquanto sistema e padrão alimentar caraterístico do território nacional, criando e promovendo estímulos à sua adesão; e sensibilizar e aconselhar os consumidores e a população em geral para a adoção de uma alimentação nutricionalmente equilibrada e informada.

Entre os objetivos do plano, a Ordem destaca a valorização da Dieta Mediterrânica, um padrão alimentar com uma oferta predominantemente de origem vegetal e amiga do ambiente, de proximidade, e que integra uma enorme biodiversidade de produtos sazonais. 

O Plano Nacional da Alimentação Equilibrada e Sustentável foi apresentado esta quarta-feira, dia 24 de novembro, em Tavira, no Algarve, pela Ministra da Agricultura, com a presença da Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, e baseia-se em quatro eixos: Consumo, Produção, Dieta Mediterrânica e Educação e Literacia Alimentar.

Recorde-se que um terço dos alimentos produzidos são, anualmente, desperdiçados em todo o mundo e que se estima que, em 2050, a população mundial ultrapasse os 9 mil milhões de habitantes, o que obriga a uma transformação significativa do sistema alimentar global para que este possa responder às necessidades do crescimento populacional. 

Perda total de controlo
A Compulsão Alimentar é um transtorno alimentar, tal como a anorexia e a bulimia.

Quem sofre desta perturbação descreve episódios recorrentes de compulsão, ou seja, uma necessidade urgente de querer comer muito, sem, no entanto, sentir fome fisiológica. Há uma perda total do controlo alimentar. As pessoas comem para sentir saciedade, para sentir o corpo cheio. Sentir-se cheio para preencher um vazio, que é na realidade emocional.

Em alguns casos, a Compulsão Alimentar pode ter uma fase mais calma e controlada, levando a pessoa a pensar que já não tem esta perturbação. Contudo, por norma, se não for realizado qualquer tratamento, a pessoa pode viver em constantes oscilações ao longo de toda a sua vida.

Por que surge esta perturbação?

As perturbações emocionais surgem quando temos emoções negativas que de alguma forma não conseguimos gerir. E enquanto a pessoa está a comer, vai devorando os medos, a tristeza, a raiva, a solidão, emoções e sofrimentos que não consegue enfrentar de outra forma. Em alguns casos, este “escape” pode até tornar-se uma compulsão.

Isto pode acontecer em pessoas com maior carência afetiva, com baixa autoestima, autoimagem negativa, que realizam dietas muito restritivas, para fugir de emoções negativas sentidas no momento, outras por causa de perturbações psicológicas (ansiedade, depressão…), outras até para não pensar e sentir. Todas estas variáveis dependem do que as pessoas experienciam ao longo das suas vidas.

Os alimentos fazem-nos sentir sensações de prazer e quanto mais se consome, mais prazer ou alívio é gerado e maior será a necessidade de comer. Todo este processo transforma-se num círculo vicioso que dificilmente se consegue sozinho quebrar e parar. A falta de controlo está ligada à parte inconsciente, como se o indivíduo entrasse numa espécie de piloto automático não conseguindo parar até sentir a sensação de alívio.

Abuso ou Compulsão Alimentar?

É importante saber distinguir o que é um transtorno de compulsão alimentar e os comportamentos alimentares que se tem, por exemplo, num contexto de festa e/ou de celebração. O convívio à volta da mesa faz parte da nossa cultura. Estas situações levam por vezes a alguns exageros na quantidade de comida ou até na escolha dos alimentos.

Mas, em dias de festa, quem sofre desta perturbação encontra uma justificação para a sua compulsão, «hoje posso comer mais porque toda a gente o faz», permitindo-se novamente entrar neste círculo vicioso.

Fora o contexto de convívio, é também comum sentir aquela “fome de doces” por estarmos mais tristes ou aborrecidos e, por vezes, comemos de forma mais descontrolada. Contudo, estas situações não querem dizer que se sofre de uma perturbação alimentar. Faça as seguintes questões:

  • Os excessos são constantes?
  • Surgem com alguma frequência ou são apenas momentâneos?
  • Porque sente esta necessidade de comer?
  • Sente que está a tentar preencher um vazio? Qual?

Se a resposta for não, provavelmente não se tratará de Compulsão Alimentar.

Quais são os sintomas?

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM V), os sinais de Compulsão alimentar pode ser:

  • a ingestão excessiva de comida num período determinado de tempo;
  • sensação de falta de controlo sobre a ingestão;
  • comer mais rapidamente do que o normal
  • comer até sentir um desconforto
  • comer grandes quantidades sem ter fome;
  • sentir frustração, revolta e tristeza logo após o episódio;

Todos estes critérios são sinais de preocupação quando ocorrem de forma constante.

Quem sofre deste transtorno sente uma mistura de dor, vergonha e culpa perante esta falta de controlo. Após um episódio de compulsão, a pessoa tenta mentalizar-se que não pode mais voltar a ter estas atitudes e promete a si mesma que vai se esforçar para se controlar. Este processo representa uma luta interna entre a consciência e a nossa parte automática/inconsciente. As emoções associadas à parte inconsciente são tão fortes que conseguem sobrepor-se à própria vontade de controlo.

Neste sentido, é frequente ocultar os sintomas e realizar estas compulsões em segredo ou o mais discretamente possível. Por norma, quando a pessoa está sozinha estes comportamentos costumam acontecer. A solidão pode influenciar momentos de introspeção, de “olhar para dentro”, deixando a pessoa mais vulnerável, confrontando-se com a sua própria dor.

Qual o tratamento mais adequado?

É importante trabalhar a raiz do problema. Para isso, torna-se importante um acompanhamento especializado de Psicoterapia, para percebermos e trabalharmos o vazio emocional que está a ser preenchido.

A conjugação com um profissional na área da nutrição é também importante na medida em que por vezes é necessário desmistificar algumas crenças relativas à alimentação e fomentar hábitos alimentares saudáveis.

Se o tratamento passar apenas pela nutrição, dificilmente a perturbação irá ser ultrapassada. No entanto, não resolve a parte interna, os conflitos psicológicos, as crenças associadas à autoimagem, todos estes fatores devem ser trabalhados em contexto terapêutico.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
A importância da Ciência Biomédica como base para a melhoria da Saúde e Bem-estar da Humanidade, de

Tudo isto só foi possível graças a algumas características da Ciência que se pratica atualmente, nomeadamente a utilização de tecnologias altamente diferenciadas e especializadas, aliadas a uma elevada inter e multidisciplinaridade, e beneficiando de uma grande colaboração interinstitucional e transnacional. De facto, nunca como hoje se assistiu a uma tão ampla partilha de conhecimento e informação, potenciada pelas modernas tecnologias digitais que colocam o mundo à distância de um clique.

Mas nada disto seria possível sem o caminho que a Ciência fez até aqui, conduzida pelos cientistas e investigadores mais ou menos anónimos que, todos os dias, pugnam por estender o conhecimento para além das fronteiras que foram sendo alargadas ao longo do tempo desde que o Homem decidiu empreender essa jornada. Descobertas aparentemente “menores” são muitas vezes a chave para desenvolvimentos tecnológicos e científicos de grande impacto nos mais diversos domínios. O Conhecimento é a soma desses pequenos avanços que quotidianamente nos chegam de instituições dispersas por todo o mundo.

De facto, atualmente são publicados diariamente milhares de artigos científicos sobre os mais variados temas, de tal modo que mesmo os especialistas têm dificuldade em acompanhar a evolução da Ciência em qualquer dos seus ramos. A hiperespecialização, que também é uma das características da Ciência atual, torna por vezes difícil compreender o significado e o alcance do resultado do labor dos cientistas. É, pois, muito importante saber comunicar Ciência e aumentar a literacia científica da população de modo a que, confrontados com as descobertas científicas, sejamos capazes de as interpretar adequadamente.

Numa outra vertente, segundo os dados da OCDE (disponíveis em https://www.oecd.org/science/msti.htm), em 2019, antes da pandemia, o investimento em Ciência em Portugal foi de cerca de 1,4% do PIB, enquanto a média nos 27 países da UE foi de 2,1% e nos países da OCDE foi de 2,5% (na Coreia do Sul foi de 4,6%!). Verifica-se assim que, apesar do aumento do investimento verificado nos últimos anos, estamos ainda longe dos patamares observados na maioria dos países desenvolvidos, pelo que urge reforçar a parcela do orçamento, do estado e das empresas, dedicada à Ciência. A este propósito, note-se que atualmente mais de metade do investimento em Ciência realizado no nosso País provém do sector empresarial.

Mas a Ciência não é Verdade, muito menos absoluta. É o conhecimento possível num determinado contexto histórico e tecnológico. Numa época em que, por vezes, a realidade se confunde com a ficção, em que de forma mais ou menos propositada são divulgadas notícias falsas ou enganadoras que servem propósitos obscuros, torna-se particularmente importante saber reconhecer os limites da Ciência.

É que, tão errados estão os que negam a ciência sem fundamento como aqueles que se recusam a questioná-la fundamentadamente.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
European Alliance for Medical Radiation Protection Research (EURAMED)
Graciano Paulo, docente da unidade científico-pedagógica de Imagem Médica e Radioterapia da Escola Superior de Tecnologia da...

Constituída por cinco associações europeias (representativas dos médicos Radiologistas, médicos Nuclearistas, médicos de Radioncologia, técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear e Físicos médicos), a EURAMED tem como objetivo promover a investigação e o ensino na área da utilização de radiação ionizante para fins médicos, através do desenvolvimento de uma agenda de investigação estratégica em cooperação com a Comissão Europeia e vários outros “stakeholders” internacionais e nacionais, incluindo representação de associações de doentes.

Graciano Paulo integra a direção da estrutura desde 2017. O principal objetivo para o mandato que agora se inicia passa por promover a harmonização das práticas médicas que utilizam radiação ionizante no espaço europeu e promover uma cultura de segurança radiológica.

 

 

O primeiro episódio do podcast conta com Roberta Medina
O nome do podcast, “It’s ok to not be ok”, é nada mais nada menos que um empréstimo à frase repetida durante os jogos olímpicos...

A saúde mental é um dos problemas mal resolvidos que a pandemia deixou a descoberto e, quando uma atleta olímpica de topo o trouxe para o espaço público, apenas reforçou a urgência de conversar e partilhar experiências e para que se encontrem novas respostas. Por isso, nesta série de conversas Rute Sousa Vasco, jornalista e publisher da MadreMedia, e M. Inês Cabral, Head of Marketing do LACS - Community of Creators, desafiaram empresários e gestores a partilhar as suas histórias de como a pandemia mudou a forma como trabalhamos e como nos vemos no mundo do trabalho.

As conversas são gravadas no edifício do LACS, nos Anjos, em Lisboa, onde a MadreMedia tem instalado o estúdio “Next” de produção de conteúdos.

O primeiro episódio do podcast conta com Roberta Medina, a empresária e rosto do Rock in Rio, que chegou "bagunçando o coreto" com o seu otimismo e fé inabalável no bem que todos nós podemos fazer uns pelos outros.

“Somos todos parte desse projeto único, que é a vida nesse planeta. Cada um de nós tem uma função, mas o projeto é um só. Se a gente olhar dessa forma, a gente começa a se preocupar mais com o vizinho”, diz Roberta Medina.

É com esta esperança que a produtora de eventos encara a 9.ª edição do festival Rock in Rio Lisboa, que já foi adiada duas vezes desde o início da pandemia da Covid-19.

Explica que é fácil desmotivar e que ficou “de luto” com o segundo adiamento, especialmente por ter de trabalhar a moral dos colaboradores sem certezas do que ia acontecer.

Para Roberta Medina, o período que estivemos em casa "acentuou a necessidade [de falarmos uns com os outros]” e “reforçou a importância do ser humano”.

"De alguma forma fomos obrigados a desacelerar um pouco. Eu adorava fazer o deslocamento casa-trabalho porque sempre foi um tempo de baixar a poeira. Eu agora não quero ficar 50 minutos no engarrafamento. Passei a ser muito mais mãe agora porque eu posso jantar com os meus filhos", revela.

 

 

Dados OMS
Os casos globais da Covid-19 aumentaram 6%, na semana passada, em comparação com os sete dias anteriores, totalizando 3,6...

Além disso, a variante delta, mais contagiosa, começa a tornar-se a única que circula.

A subida semanal é a quinta consecutiva, embora como nas semanas anteriores, a Europa seja na verdade a única região onde os casos estão a aumentar (11% na semana passada), enquanto estes permaneceram estáveis nas Américas e no Leste asiático e caíram em África, no Sul da Ásia e no Médio Oriente.

O Velho Continente também registou mais de metade das mortes por Covid-19 na semana passada (29.000 de um total de 51.000, o que representa um aumento de 6% em relação aos sete dias anteriores).

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de quatro mil casos de infeção pelo novo coronavírus e 17 mortes em território nacional. O...

A região Centro foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: sete em 17. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com seis óbitos e a região Norte com dois óbitos a assinalar nas últimas 24 horas.  A região autónoma da Madeira também registou duas mortes desde o último balanço.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 3773 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 1.126, seguida da região Norte com 1.090 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 912 casos na região Centro, 186 no Alentejo e 284 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 70 infeções, e os Açores com 105.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 681 doentes internados, mais 32 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos têm agora mais 12 doentes internados, desde o último balanço: 105

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.494 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.063.689 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 48.032 casos, mais 2.262 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 2.296 contactos, estando agora 49.654 pessoas em vigilância.

4 recomendações
Sensação de sede excessiva, vontade frequente de urinar, fadiga, visão embaçada, fome e perda de pes

Para prevenir e controlar a Diabetes é fundamental reconhecer estes sintomas, realizar rastreios regulares e adotar hábitos de vida saudável como, por exemplo, uma alimentação cuidada, o controlo do peso e a prática de exercício físico.

Com a quadra natalícia mesmo à porta – tão propícia, muitas vezes, a alguns excessos –conheça quatro recomendações do Mundo Z da Zurich para diminuir o risco de desenvolver a doença e ter um estilo de vida mais saudável.

  1. Adote uma alimentação saudável e variada. Uma alimentação saudável, variada e rica em fibras é um dos pilares da prevenção da Diabetes – e é o melhor instrumento para controlar o peso e evitar problemas de obesidade. Procure consumir diariamente frutas e legumes e evite os alimentos processados ou ricos em gordura.
  2. Diga não ao sedentarismo. A prática de exercício regular é também um fator determinante para a prevenção da Diabetes, uma vez que o exercício físico contribui para o bom funcionamento do pâncreas e para controlar os níveis de glicose. Procure, por exemplo, realizar caminhadas rápidas de 150 minutos por semana (50 minutos em três dias alternados). Contudo, antes de começar a fazer exercício físico deverá aconselhar-se com o seu médico para saber qual é a atividade mais aconselhável à sua condição física.
  3. Elimine o tabaco. As pessoas fumadoras apresentam um risco de 30% a 40% maior de desenvolver a Diabetes do Tipo 2, a forma mais comum e frequente da doença. Por essa razão, o tabaco deverá ser eliminado.
  4. Monitorize a saúde com regularidade. Como a Diabetes é uma doença que se instala sem dar sinais óbvios, é importante realizar os seus exames e análises de saúde de rotina e monitorizar periodicamente os níveis de glicémia.

Estes conselhos são válidos não só para prevenir o aparecimento da Diabetes, mas também para quem já tem a doença conseguir mantê-la sob controlo. Comece já hoje a adotar um estilo de vida saudável, contribuindo para prevenir o risco de desenvolvimento da Diabetes e também de outras doenças.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
25 de novembro é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) promove, amanhã à tarde, um seminário internacional subordinado ao tema ...

Organizado pelo projeto da ESEnfC, (O)Usar & Ser Laço Branco, o seminário, por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres (que se assinala a 25 de novembro), procura, não só, dar a conhecer diferentes manifestações e comportamentos de violência sexual, suas implicações na saúde e respostas socio-legais para a minimização e erradicação deste flagelo, mas também analisar a implementação de planos de ação para a igualdade de género nas instituições de ensino superior, identificando áreas prioritárias de intervenção.

Os trabalhos do encontro (em formato virtual, via Zoom) começam às 14h15, hora da sessão de abertura, pelos professores Cristina Veríssimo (projeto (O)Usar & Ser Laço Branco) e João Apóstolo (coordenador da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem).

Segue-se (14h30) a conferência “Masculinidades: trabalhar com homens na prevenção da(s) violência(s)”, por Ritxar Bacete González (CEO na Promundo Spain Consulting), e, uma hora depois, a exibição de um vídeo feito por estudantes e professores do projeto (O)Usar & Ser Laço Branco, que procura contribuir para informar, sensibilizar e educar jovens através dos seus pares, para prevenirem e combaterem a violência exercida diretamente sobre as mulheres, especialmente no contexto das relações de intimidade.

“(Des)Ocultar Violências” é o título do painel programado para as 15h45, no qual se discutirá “Violência(s) nas relações de intimidade: a violência sexual como a face menos visível” (por Sofia Neves, investigadora, professora universitária e presidente da Associação Plano i), “Prevenção da violência sexual em estudantes do ensino superior” (por Natália Cardoso, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) e “Programas de intervenção em violência sexual”, por Conceição Alegre (ESEnfC/(O)Usar & Ser Laço Branco).

Antes da sessão de encerramento do seminário, haverá ainda lugar à conferência “Implementação de planos de ação para a igualdade de género (GEPs) nas instituições de ensino superior”, a proferir, às 17h00, por Mónica Lopes (Universidade de Coimbra/Centro de Estudos Sociais).

Mais informações sobre este seminário estão disponíveis no sítio do evento na internet, em www.esenfc.pt/event/lacobranco2021.

 

Menos doentes com diabetes tratados nos hospitais do SNS
No âmbito da iniciativa “Um PRR para a Diabetes – A Oportunidade é Agora”, promovida pela Associação Portuguesa de...

No que diz respeito aos Cuidados de Saúde Primários, entre março e dezembro de 2020, o receio de interação com estas unidades e uma potencial limitação na capacidade de vigilância e monitorização ativa por parte destes serviços resultou num decréscimo de 23% nos valores de incidência (novos casos) de diabetes. O mesmo aconteceu com a obesidade, principal fator de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 – foram registados menos 62% de novos casos.

Por outro lado, a alocação exaustiva de recursos humanos e técnicos para responder à covid-19 comprometeu a dinâmica assistencial em vários domínios relevantes para a prevenção de complicações na diabetes. Só no primeiro ano de pandemia foi possível verificar um decréscimo de 13,5% por cento na cobertura populacional de consultas de enfermagem de vigilância da diabetes; de 16,5% nos rastreios de retinopatia diabética e de 19% na cobertura da consulta de pé diabético.

Por outro o lado, o número de pessoas com diabetes com uma gestão adequada do regime terapêutico caiu 14,5%.

Na globalidade, a proporção de pessoas com diabetes com registo de acompanhamento adequado sofreu um decréscimo de 56% no primeiro ano de pandemia, face a 2019.

Joana Sousa, da MOAI Consulting, explica que “A diabetes já é atualmente reconhecida como uma das prioridades globais de saúde pública e uma das mais impactantes doenças crónicas não transmissíveis. Isto quer dizer que, mesmo antes da pandemia e dos seus efeitos no sistema de saúde, os esforços levados a cabo para melhorar o acesso aos devidos cuidados de saúde e, num espectro mais amplo, otimizar a gestão integrada da diabetes se manifestavam insuficientes. Sabemos que em custos diretos com cuidados de saúde, a diabetes representa anualmente no nosso país um encargo na ordem dos 1,5 mil milhões de euros, ou seja, cerca de 0,7% do PIB. Estes números refletem a necessidade de trabalhar na prevenção da diabetes tipo II e diminuir a prevalência desta doença em Portugal – onde os casos registam valores superiores à média da União Europeia em cerca de 100 casos por 100.000 habitantes. A quebra que os dados nos mostram ao nível do acompanhamento das pessoas com diabetes por parte da rede de Cuidados de Saúde Primários poderá contribuir para agravar esta tendência.” 

O Contexto Hospitalar

Já nos hospitais do SNS, os dados referentes ao ano de 2020, por comparação ao ano anterior, revelam que houve um decréscimo de 15% no número de doentes com diabetes, quer em internamento, quer em hospital de dia e outras formas de tratamento ambulatório, verificando-se as maiores reduções entre os períodos homólogos de abril (-40%) e maio (-25%). Tais resultados podem ser explicados por diversos fatores como a concentração dos hospitais nos doentes com covid-19, o receio dos doentes em procurar serviços de saúde e a política geral de confinamento.

Contudo, o peso relativo dos doentes com diabetes no contexto da atividade de internamento hospitalar aumentou em cerca de 5% no mesmo período. Admite-se que a súbita falha na resposta dos serviços de saúde poderá ter tido uma repercussão mais negativa em doentes diabéticos, provocando descompensações que motivaram a procura hospitalar.

O estudo, realizado pela consultora IASIST do grupo IQVIA, mostra que a complexidade dos doentes com diabetes aumentou cerca de 15% em 2020, o que se traduz num aumento dos custos médios por doente tratado de 2.900€ (2019) para 3.300€ (2020). Quando comparado com um “doente padrão” com alta hospitalar nos hospitais do SNS em 2020, os doentes com diagnóstico principal de diabetes apresentaram um custo médio de recursos 30% superior. Se olharmos ao tempo médio de internamento, também se registou um aumento de 2,5% para doentes com diabetes como diagnóstico principal e 3,8% nos casos em que a diabetes foi diagnóstico secundário, o que parece confirmar a maior complexidade dos doentes com diabetes.

Apesar de uma redução na mortalidade geral hospitalar de 2,2% - fenómeno ainda não devidamente estudado, mas que poderá estar relacionado com a redução da procura e o confinamento, que provocaram mais mortalidade no domicílio e nas Estruturas Residenciais para Idosos (ERPIs), contrariando até a ideia de que a COVID teria induzido uma maior mortalidade hospitalar – verificou-se um aumento da mortalidade intra-hospitalar nos doentes com diabetes em  6,9% e 5,1%, respetivamente em doentes com diagnóstico principal e  diagnóstico secundário.

No entanto, a evolução mais significativa resulta da análise da letalidade da doença, ou seja, o número de óbitos face aos doentes internados que registou um aumento de 24,9% nos doentes com diabetes como diagnóstico principal e 22,6% nos doentes com diabetes como diagnóstico secundário. Parece assim, evidente, que estivemos, em 2020, perante uma casuística com diabetes mais severa, com uma letalidade francamente superior.

Relativamente às complicações, é particularmente relevante o crescimento de 2% das amputações major em doentes com diabetes como diagnóstico principal, ao contrário do que se passou a nível nacional (redução de 8,1%) e nos doentes com diabetes como diagnóstico secundário (redução de 7,6%). Assinala-se um aumento verificado logo em março, no início da pandemia, de 55% no número de amputações, face ao mês homólogo do ano de 2019.

 Este estudo analisou ainda a relação da diabetes com o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) evidenciando, no caso do AVC, um aumento de 9% no número total de óbitos e de 15,4% da letalidade, em 2020. Já nos doentes com diabetes e com EAM, os 5.500 doentes identificados em 2020 representam uma diminuição de 15%, face ao número de casos no ano anterior. Apesar de a mortalidade ter sido semelhante entre os dois períodos, a taxa de letalidade aumentou 17%.

 Manuel Delgado, Consultor da IASIST/IQVIA, aponta que “os dados deste estudo confirmam que os doentes com diabetes foram largamente afetados com as consequências da pandemia na redução da atividade hospitalar em 2020 e que é prioritário avaliar prospectivamente todos os doentes com diabetes seguidos nos hospitais, sobretudo com formas mais severas da doença e com interrupção de visitas ou consultas no ano de 2020. Esta reavaliação, que deverá estudar bem as situações de doença agravada e as suas causas, será decisiva para recuperar a qualidade de vida de muitos doentes com diabetes e, nalguns casos, poupar vidas. 

A iniciativa “Um PRR para a Diabetes – A Oportunidade é Agora” junta 21 especialistas com o objetivo de definir um plano de ação que venha alterar o paradigma da resposta aos desafios da diabetes em Portugal. O evento público de apresentação e discussão das soluções propostas vai realizar-se no próximo dia 26 de novembro, num evento que decorrerá às 10 horas, via streaming e no Auditório do Jornal Público.

Canal de Youtube da AICSO
Que tipos de cancro da mama existem? Como se vive com cancro da mama avançado? Quais os tratamentos e que tipo de reabilitação...

Em parceria com a Sociedade Portuguesa de Senologia, a Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO) gravou 19 pequenos vídeos informativos sobre os diferentes tipos de cancro de mama. Episódios curtos protagonizados por quem diagnostica, gere e acompanha todas as fases de tratamento, mas também por quem vive com e para além da doença.

Uma campanha pela luta contra esta doença e por todos os sobreviventes de cancro da mama que tem como meta a desmistificação da doença. No fundo, chegar a quem recebe este diagnóstico, dotando-o informação clara e precisa, dividida em seis capítulos curtos.

“Com esta campanha, pretendeu-se assinalar o Outubro Rosa com materiais informativos credíveis e de entendimento fácil, que ficarão disponíveis para além do mês de Outubro. Acreditamos que uma população informada consegue tomar as melhores decisões com tranquilidade e segurança”, esclarece Ana Joaquim, vice-presidente da AICSO.

O cancro da mama avançado, ou metastático é um dos temas em destaque. Fala-se de cancro da mama metastático quando a doença se disseminou para além do tumor primário, neste caso na mama, para outras partes do corpo. Porque a doença está, neste caso, avançada, a pessoa terá de viver com ela para sempre, à semelhança do que acontece com outras doenças crónicas.

Felizmente, os progressos científicos e o seu contributo no desenvolvimento de tratamentos permitem que cada vez mais encontremos sobreviventes com cancro da mama metastático a viver uma vida mais longa e de melhor qualidade. O acesso à informação, o apoio e a integração destes sobreviventes na sociedade são essenciais para que tal aconteça.

Para assistir aos vídeos siga o link: https://www.youtube.com/channel/UCM4xRxHySewayLKmJeM6RMQ

CUF reforça presença no território nacional
Novo Hospital nasce em 2025, mas já a partir de 2022, Leiria conta com uma Clínica CUF. Com um investimento de 50 milhões de...

A CUF dá hoje mais um passo na expansão e consolidação da sua rede nacional de cuidados de saúde, apresentando, no Teatro Miguel Franco, em Leiria, o novo Hospital CUF, que irá nascer na cidade, e assim alargar a presença da rede CUF a mais um distrito.

Num projeto em parceria com o grupo local Mekkin, o futuro Hospital CUF Leiria irá disponibilizar, a uma área de influência de mais de meio milhão de habitantes da região Centro, uma oferta clínica diferenciada, equipamento e tecnologia de diagnóstico e tratamento de última geração, sendo uma unidade hospitalar capaz de responder, com qualidade e segurança, até aos casos mais complexos.

A nova unidade hospitalar, com um investimento de 50 milhões de euros, terá uma área de mais de 12 mil m2 e irá contar com mais de 30 camas de internamento, incluindo uma Unidade de Cuidados Intermédios, três salas de Bloco Operatório e 34 gabinetes de consulta. Disponibilizará ainda os serviços de Imagiologia, Atendimento Médico Não Programado Adultos e Pediátrico, Hospital de Dia Médico e Oncológico, entre muitos outros, contando com mais de 20 especialidades médicas e cirúrgicas.

Para o Presidente da Comissão Executiva da CUF, Rui Diniz, “o Hospital CUF Leiria é a materialização do projeto de expansão da rede CUF. Queremos continuar a chegar a cada vez mais territórios, a chegar a mais pontos do país, consolidando a nossa rede de cuidados de saúde a nível nacional, para continuar a responder às necessidades da população e do país”.

“É um projeto que acreditamos que virá contribuir para o desenvolvimento sócio-económico de uma região que, por si só, já é muito dinâmica e dispõe de recursos humanos muito qualificados. Uma região para a qual trazemos os 76 anos de experiência e conhecimento clínico da rede CUF que hoje já conta com 19 unidades de saúde e mais de sete mil colaboradores, de Norte a Sul do país”, acrescenta Rui Diniz.

Com conclusão prevista para 2025, o Hospital CUF Leiria irá criar mais de 300 postos de trabalho, diretos e indiretos, e ficará localizado na Urbanização da Quinta da Malta, local onde já a partir de 2022 irá nascer uma Clínica CUF, para responder às necessidades da população com uma vasta oferta de consultas e exames.

 

Programa de Educação e Atualização em Patologia da Coluna realiza-se a 4 de dezembro
A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) vai realizar mais uma reunião no âmbito do Programa de Educação...

“O resultado das reuniões virtuais tem sido muito positivo. Este evento permitirá reunir diferentes especialistas da área, abordando os mais recentes conhecimentos específicos em deformidades da coluna vertebral e a sua prevenção, bem como o diagnóstico e tratamento. Temos a honra de contar com a participação de seis palestrantes que tornam o programa muito aliciante”, avança Nuno Neves, ortopedista e Presidente da SPPCV.

Dirigida a médicos, esta reunião permitirá a atualização e a troca de conhecimentos científicos, abordando temáticas, tais como “Etiopatogenia”; “História natural”; “Indicações e tratamento com ortóteses”; “Fixação dinâmica”; “Classificação e planeamento cirúrgico”; “Escoliose Idiopática do Adolescente grave”.

A escoliose idiopática representa cerca de 85% dos casos de escoliose. A sua causa é desconhecida, mas existem alguns fatores que podem influenciar o desenvolvimento desta patologia. É fundamental o seu diagnóstico atempado, especialmente em adolescentes que ainda não terminaram o seu crescimento, pois desta forma podemos adotar um tratamento rápido e impedir a progressão da doença.

Para mais informações e inscrições, consultar: www.sppcv.org

 

Próstata de Lés a Lés
Cerca de 85% dos doentes com Cancro da Próstata quando diagnosticados numa fase inicial ficam curados. E não, ter cancro da...

Os homens devem ser responsáveis pela sua saúde com visitas periódicas ao médico de família. Na generalidade dos casos a idade correta para o exame da próstata é a partir dos 45 anos. O diagnóstico faz-se com uma análise sanguínea PSA (antigénio específico da próstata) e toque retal. O cancro da Próstata está intimamente ligado com o envelhecimento, sendo a incidência muito superior em homens mais velhos, mas há exceções. Em média, cerca de 4 em cada 10 casos são diagnosticados em homens com menos de 65 anos.

"O principal papel é chamar a atenção dos homens que têm entre 45 e 50 anos para a importância de fazerem um exame periódico à próstata. Quanto mais cedo se tratar um diagnóstico positivo, melhor vai ser o prognóstico, com menos complicações e uma melhor qualidade de vida no futuro”, afirmou José Graça, vice-presidente da APDP.

Para o presidente da Associação Portuguesa de Urologia, Luís Abranches Monteiro, é fundamental “aumentar a capacidade de ver os doentes de primeira vez e ser mais céleres nos diagnósticos precoces".

“Sentimos que a nossa responsabilidade vai mais além dos tratamentos inovadores que trazemos para o mercado. As conversas com os médicos vão provavelmente desmistificar muitas questões que erradamente estão enraizadas na população e no conceito da masculinização que a sociedade tem.", referiu Filipa Mota e Costa, diretora-geral da Janssen.

Neste projeto ouvimos urologistas que nos explicam quais as preocupações, quais os caminhos que têm sido percorridos em direção ao tratamento. Mas também estão a ser ouvidos homens e mulheres, de norte a sul do país, aproximando-os da temática e sensibilizando-os para a necessidade de obterem mais informação.

Esta iniciativa conta com a parceria com a TSF, Jornal de Notícias e Diário de Notícias, onde todos os conteúdos são difundidos e partilhados.

A viagem pode ser seguida aqui.

 

2022 – Ano do Orientador de Formação em Medicina Interna
A Sociedade Portuguesa se Medicina Interna (SPMI), através do Núcleo de Estudos de Formação em Medicina Interna (NEForMI),...

“A Escola de Formadores em Medicina Interna (EForMI) é muito mais que um curso. E apesar de se chamar escola, é também muito mais do que uma escola. Foi idealizada pela equipa que há 12 anos organiza com sucesso a Escola de Verão em Medicina Interna, e pretendemos construir uma plataforma para partilha de conhecimentos com os internistas que orientam internos, estimulando o ensino ativo, pensando o futuro da formação em conjunto, envolvendo o Colégio da Ordem dos Médicos. Queremos iniciar uma rede de contactos que permita intercâmbios, tudo isto num ambiente de imersão total no tema, entre os participantes e os palestrantes, que escolheremos pelas suas capacidades pedagógicas e conhecimentos relevantes em cada tema” afirma António Martins Baptista, do Diretor da EForMI.

A EForMI, com certificação DGERT, tem como principais objetivos a atualização científica dos participantes em diversas áreas no âmbito da formação em Medicina Interna, valorizar a função de Orientador de Formação e capacitá-lo para exercer a atividade formativa com maior qualidade, desenvolver competências em técnicas de comunicação e em trabalho de equipa, refletir sobre a formação em Medicina Interna e, fomentar um espírito de grupo na Medicina Interna Portuguesa.

“Teremos sessões baseadas na resolução (e ensino) de casos clínicos, workshops, ferramentas do Orientador de Formação, sessões out-of the box e muito mais, sempre com o foco na interação entre todos” conclui António Martins Baptista.

Esta primeira edição enquadra-se numa iniciativa que irá marcar o próximo ano para a Medicina Interna Portuguesa, “2022 – Ano do Orientador de Formação em Medicina Interna”.

As inscrições estão disponíveis em https://www.spmi.pt/eformi/

 

Novembro, mês de Sensibilização para a Saúde do Homem
São muitos os casais para quem o sonho de ter um filho não se vai concretizar. São, ao todo, 15% os casais que sofrem de...

“A presença de um fator masculino na infertilidade conjugal é muito frequente”, confirma Nuno Louro, “mas não deixa de constituir uma surpresa quando é diagnosticada”. “A maioria não estaria a prever que o problema fosse deles, ou também deles, provavelmente porque socialmente continua a ser visto como um problema maioritariamente da mulher”, sublinha, até porque, acrescenta, “a sexualidade e a paternidade são dos pilares mais fortes em que assenta a ideia da masculinidade e, quando são abalados, todo o edifício fica em risco de ruir”.

É importante, por isso, que os homens “percebam que ser infértil não os define como pessoas nem como homens e que é apenas uma condição médica que, juntos, tentarão ultrapassar”. O que nem sempre é fácil, uma vez que “os homens têm frequentemente alguma dificuldade em exprimir as suas dúvidas e emoções, muitas vezes porque sentem que têm que ser o elemento forte do casal, o que os impede de manifestar as suas angústias, tornando este percurso mais penoso. Em última análise, é um problema do casal e assim deve ser entendido, sem necessidade de atribuir culpas, e é juntos que devem percorrer o caminho da luta contra a infertilidade, com a maior tranquilidade possível, de forma a que o desfecho, seja ele qual for, não coloque em risco o relacionamento conjugal ou a sua perceção como indivíduo e o seu lugar na família e na sociedade”, reforça.

Cerca de 30 a 40% dos casos de infertilidade consideram-se idiopáticos, ou seja, de causa desconhecida. Ainda assim, há fatores que podem influenciar a infertilidade no homem e que são conhecidos. “A produção de espermatozoides pelo testículo depende de uma adequada estimulação hormonal, da responsabilidade de duas glândulas cerebrais, o hipotálamo e a hipófise. Por outro lado, o próprio testículo tem que estar funcional, de forma a responder a essa estimulação com a produção de testosterona (uma das hormonas essenciais para a espermatogénese) e de espermatozóides em número adequado e função íntegra”, explica Nuno Louro.

“Após a sua produção, os espermatozoides têm que ser conduzidos por um sistema de ductos e expelidos na ejaculação” e são várias as condições, “genéticas ou adquiridas, que, por perturbarem qualquer um destes processos, podem levar a infertilidade masculina”. As mais comuns “são a presença de varicocelo (dilatação das veias espermáticas, que drenam o testículo), as alterações congénitas, como a criptorquidia (situação em que os testículos não estão na bolsa escrotal ao nascimento e que frequentemente necessitam de cirurgia para o seu posicionamento correto), o hipogonadismo (seja de causa genética ou com outra etiologia), a exposição a gonadotóxicos, as doenças sistémicas (neoplasias ou outras) e as alterações da ejaculação”.

Mas para as identificar, é necessária uma avaliação masculina no casal infértil, “de forma a permitir a melhoria da fertilidade e uma potencial conceção espontânea, a identificação de condições irreversíveis mas em que é possível utilizar o esperma do próprio em técnicas de procriação medicamente assistida (PMA), a identificação de condições irreversíveis nas quais não é possível a utilização dos gâmetas do próprio, a identificação de condições clínicas subjacentes potencialmente graves (como as neoplasias do testículo ou da hipófise) e a identificação de condições genéticas que possam afetar a saúde da descendência, no caso de utilização de técnicas de PMA”.

Dados DGS
Portugal já administrou mais de 800 mil doses de reforço e adicionais da vacina contra a Covid-19 e foram administradas...

De acordo com a Direção-Geral da Saúde, estes números foram possíveis de alcançar devido à aceleração da vacinação diária dos centros de vacinação, incluindo ao fim de semana, através da modalidade “Casa Aberta”. Esta modalidade, destinada a pessoas com 75 ou mais anos, mantém-se durante a semana.

A DGS aconselha os utentes, antes de se dirigirem ao Centro de Vacinação da sua área de residência, a consultar o respetivo horário de funcionamento em https://covid19.min-saude.pt/casa_aberta/.

Recorda que está ainda disponível o agendamento local para os utentes elegíveis, sendo dada “prioridade às pessoas com mais idade e abrangendo, gradualmente, faixas etárias mais baixas, até chegar aos 65 anos”.

“Os utentes continuam a ser convocados através de uma SMS para a toma em simultâneo da vacina contra a gripe e contra a COVID-19 ou apenas para a vacina contra a gripe (se não forem elegíveis para COVID-19)”, acrescenta.

Encontra-se igualmente disponível o autoagendamento das vacinas para pessoas com 65 ou mais anos, em https://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/.

Para a dose de reforço, são elegíveis as pessoas com 65 ou mais anos, desde que tenham o esquema vacinal completo há pelo menos 150 dias e, caso tenham tido infeção, que a mesma tenha ocorrido há mais de 150 dias. A estas acrescem as pessoas com mais de 18 anos e até 65 anos às quais foi administrada a vacina da Janssen há mais de três meses.

A Direção-Geral da Saúde mantém o apelo à vacinação contra a gripe e contra a COVID-19. Esta é melhor forma de proteção dos mais vulneráveis, especialmente nesta altura do ano, em que as temperaturas são mais baixas.

Doenças de pele
Sabia que o tempo frio é um dos grandes inimigos da pele?

Durante o Verão é muito comum a preocupação em cuidar da pele. As temperaturas altas e a exposição solar não permitem descanso.

No entanto, com a chegada das estações mais frias a maioria das pessoas acaba por deixar de lado estes cuidados e é aqui que entram em cena as doenças dermatológicas.

Especialistas alertam que o tempo frio também é inimigo da pele, que não estando devidamente hidratada, torna-se seca.

Além disso, com o frio a tendência é de se tomarem banhos mais longos e mais quentes - algo que devíamos evitar, a todo o custo, para o bem da saúde da nossa pele.

Sempre que o tempo arrefece a camada de gordura protetora da pele – também conhecida por manto hidrolipídico – fica naturalmente mais fina. Isto porque, com o frio dá-se uma menor ativação das células que produzem esta camada.

A água quente do banho vai quebrar esta barreira protetora tornando a pele ainda mais seca e, consequentemente, mais susceptível ao desenvolvimento de algumas doenças, como é o caso da dermatite atópica.

É que esta camada, para além de ser essencial para manter a hidratação, evita a penetração de bactérias e fungos. O seu enfraquecimento deixa a pele sujeita a alergias, sendo as axilas, virilhas e pés as zonas do corpo mais vulneráveis, e onde se desenvolvem, com maior frequência, infeções.

Entre as doenças mais comuns, durante esta época do ano, está então a dermatite atópica – uma alergia crónica bastante comum nas crianças, que ocorre devido a uma deficiência de hidratação do organismo, e com forte componente genética.

Para além de provocar irritação da pele, secura e prurido intenso, esta doença acaba por ter um impacto negativo na vida de quem dela padece.

Evolui de forma crónica e recorrente, alternando entre períodos de agravamento e acalmia.

Quando agravada pelo frio, pode levar ao desenvolvimento de escoriações de coceira, com inflamação e infeção, crostas, podendo mesmo soltar secreções.

Habitualmente, o tratamento das crises, quando ligeiras, é feito pelo uso de corticóides tópicos sobre a forma de pomadas, cremes ou loções que apresentam uma ação anti-inflamatória local. Os anti-histamínicos ajudam a aliviar o prurido e são administrados em xarope, comprimidos ou gotas.

Para evitar as crises, ou o agravamento das mesmas, durante esta época, siga estes conselhos:

  1. Evite banhos quentes (o ideal é que a água esteja morna) e seque bem o corpo, sobretudo as partes mais susceptíveis a infeções;
  2. Opte por sabonetes com ph adequado à sua pele (o ideal é usar sabonetes neutros);
  3. Use sempre creme hidratante. Aposte em hidratantes corporais à base de ureia, óleos vegetais e antioxidantes;
  4. Use protetor solar;
  5. Evite o contato direto da pele com fibras sintéticas e lãs.
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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