Faça kms a favor da Fundação Portuguesa de Cardiologia
A Recordati, a partir do dia 15 de setembro e até 15 de outubro, compromete-se a doar por cada quilómetro percorrido, 5...

Através do site correrpelocoracao.pt, o profissional de saúde poderá registar-se e, a partir daí, começar a registar todos os quilómetros percorridos e realizados durante todo o período em que dura a campanha.

Não existe um número de quilómetros definido, qualquer profissional de saúde, independentemente da sua especialidade, poderá inscrever-se, pois não há melhor conselho a dar aos seus pacientes do que o seu próprio exemplo.

Os três profissionais de saúde que tiverem feito mais quilómetros durante o mês e de forma mais regular, ganham um lugar de destaque no pódio da Recordati.

Correr pelo coração e ganhar saúde

O sedentarismo é uma das principais causas das doenças cardiovasculares e a corrida é uma forte aliada da saúde do coração. Os benefícios associados à corrida ou marcha são vários, ajudando a fortalecer o coração, melhorando a circulação sanguínea, atuando como um antidepressivo natural, combatendo o stress e favorecendo o bem-estar do corpo e da mente.

Para o ajudar com o seu programa de corrida, no site correrpelocoracao.pt encontrará dois planos de corrida, um para 10 kms e outro para 21kms, onde o participante poderá fazer download e encontrará as melhores dicas para começar a correr da forma mais prática de forma a conseguir atingir os seus resultados. 

Por cada quilómetro percorrido e registado, a Recordati compromete-se a dar 5 cêntimos à Fundação Portuguesa de Cardiologia para o alerta e combate às doenças cardiovasculares.

Dia 24 de setembro
A Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN) está a promover o webinar “Respostas Sociais: Intervenção em Vítimas de...

“Com este evento online pretendemos proporcionar um debate construtivo, que permita a partilha de experiências e o diálogo entre os participantes. É importante que as pessoas conheçam a problemática em torno dos diferentes tipos de violência na deficiência e que existem recursos e procedimentos para as apoiar”, realça Joaquim Brites, presidente da APN.

A sessão online contará com a presença de várias especialistas de diferentes áreas de intervenção, que vão abordar temas como “Respostas de Emergência: Recursos e Procedimentos”, “Desafios no Apoio à Pessoa Vítima de Violência” e “Acolhimento em Casa Abrigo para Vítimas com Deficiência e Incapacidade”.

A iniciativa é realizada no âmbito do Projeto (IN)Segurança na Deficiência, e cofinanciada pelo Programa de Financiamento a Projetos, do INR, IP, de 2021, destinando-se a todas as pessoas com deficiência e incapacidade, aos seus familiares e cuidadores, e também à comunidade em geral.

A participação é gratuita, mas requer uma inscrição prévia: https://forms.gle/JCivipnR1UMFuXyq9

 

Formação com forte componente prática
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) disponibiliza três novos módulos de formação integrados no seu...

Os novos módulos focam-se em diferentes temas: Teleconsulta: como planear e implementar; Telemonitorização: como planear e implementar e Telereabilitação: como planear, implementar a promover a integração de cuidados.

“A pandemia veio acelerar um processo que já tinha sido iniciado, que impôs a utilização da tecnologia na prática clínica, como forma de aproximar os doentes e os profissionais de saúde. No entanto, para que estas soluções possam ser implementadas e ao alcance de todos, é fundamental que tanto os profissionais de saúde como os utentes estejam preparados para a sua utilização”, esclarece Alexandre Lourenço, presidente da APAH.

Ainda de acordo com o presidente da APAH “a telessaúde vem permitir aos doentes e aos seus cuidadores um papel muito mais ativo na gestão da sua doença e da sua saúde. Para tal é fundamental a aposta na literacia em saúde. Quanto maior for o envolvimento do doente, melhor será a sua adesão e resposta ao que lhe é solicitado. Esta nova realidade, que acreditamos que veio para ficar, empodera o doente na gestão da sua própria saúde”.

“A utilização da telessaúde não vem substituir o contacto pessoal e a consulta presencial sempre que seja realmente necessária. No entanto, em muitas situações, a telessaúde permite um acesso mais equitativo a diferentes especialidades, aproximando os utentes e os profissionais, mas também os diferentes níveis dos cuidados de saúde”, salienta Patrícia Loureiro, Coordenadora da Unidade de Acompanhamento de Projetos de Telessaúde - Direção do Centro Nacional de TeleSaúde - SPMS.

Esta formação procura dotar os profissionais de saúde de ferramentas que lhes permitam utilizar plenamente as mais-valias da telessaúde, dando a conhecer exemplos concretos de como diferentes serviços se adaptaram e articularam a esta realidade, como modelos para outras unidades em que a telessaúde ainda não esteja implementada. Simultaneamente, procura sensibilizar os utentes para a possibilidade de beneficiarem destes serviços, sendo a formação aberta a todos os que tenham interesse nesta temática.

Trata-se de uma formação gratuita, promovida pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares e pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, que conta com o apoio da Novartis. Os conteúdos estão disponíveis no site da APAH, no âmbito da sua Academia Digital. Os dois primeiros módulos de formação do Programa de Aceleração Tecnológica na Saúde contaram até agora com mais de 100 participantes cada um. 

 

A nível mundial
Segundo o site de estatísticas Our World in Data, Portugal é o país do mundo com maior taxa de cobertura da população com a...

Seguem-se Malta, com 80,95% da população totalmente imunizada face à Covid-19 e os Emirados Árabes Unidos, com 78,80%.

No entanto, se forem incluídos os dados da população com o processo de imunização ainda incompleto, Portugal cai para o segundo posto a nível mundial, com 5,40% da população ainda por completar a vacinação, elevando o total de cobertura vacinal (primeiras e segundas doses) para 86,94%.

Nesta comparação, em primeiro lugar ficam os Emirados Árabes Unidos, com uma cobertura vacinal de 89,89% e Malta no terceiro país a nível mundial, com um total de população com primeira e segundas doses de 81,11%.

Recorde-se que de acordo com os dados do último relatório da Direção-Geral da Saúde, 80% da população portuguesa, o equivalente a mais de 8,2 milhões de pessoas, já concluiu o processo de vacinação contra o vírus SARS-CoV-2 e 85%, mais de 8,8 milhões, já tem a primeira dose da vacina.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 1.200 casos de infeção pelo novo coronavírus e 10 mortes em território nacional. O número...

A região de Norte foi a que registou maior número de mortes, desde o último balanço: quatro mortes de um total 10. Seguem-se as Centro e Lisboa e Vale do Tejo com duas mortes cada, e o Alentejo e Algarve, ambos com um óbito cada a assinalar. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 1.247 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser aquela que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 457, seguida da região Norte com 380 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 215 casos na região Centro, 51 no Alentejo e 115 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 16 infeções, e os Açores com 13.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 527 doentes internados, menos 24 que ontem.  No entanto, as unidades de cuidados intensivos têm agora mais três doentes internados, relativamente ao último balanço: 119.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.686 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.004.925 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 35.540 casos, menos 449 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 1.951 contactos, estando agora 33.352 pessoas em vigilância.

Dia Mundial da Visão assinala-se a 14 de outubro
A Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB) assinala o Dia Mundial da Visão que se celebra a 14 de outubro, com...

A campanha adverte para a relevância dos cuidados para a saúde da visão como forma de prevenir e diagnosticar problemas oculares e visuais que podem ser facilmente evitados.

“O acompanhamento clínico atempado feito por um Optometrista é determinante no sentido de identificar precocemente possíveis problemas de saúde da visão antes que evoluam para estados irreversíveis. Mais de 2 mil milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de deficiência visual ou cegueira e pelo menos 1,1 mil milhões de pessoas vivem com deficiência visual e cegueira que poderia ter sido evitada se lhes fosse assegurado acesso aos cuidados necessários para condições como miopia, glaucoma e catarata” afirma Raúl de Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO).

Direcionada a cidadãos, mas também a profissionais do setor da saúde da visão, a campanha para assinalar o Dia Mundial da Visão de 2021 apresenta um caráter mobilizador. Traz consigo um compromisso: mobilizar, pelo menos, mais de um milhão de pessoas a aceitarem realizar uma consulta à saúde da sua visão e aconselhar outros a fazê-lo, por forma a conhecer o estado da sua saúde da visão. «Faça uma promessa!», impulsiona a iniciativa de cariz mundial.

Segundo Vera Carneiro, Eye Health Hero 2020 da Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira, a partir das suas contribuições para uma recente investigação, “muitas causas de deficiência visual e cegueira podem ser evitadas ou tratadas. O crescimento exponencial da população e o aumento da esperança média de vida a nível mundial têm levado a um número crescente de pessoas com deficiência visual moderada ou grave”.

Esta tendência levou a OMS e a IAPB a criar uma iniciativa, em 1999, chamada VISION 2020: the Right to Sight, com o objetivo de combater a cegueira evitável. Vários estudos já vieram demonstrar que as cataratas e os erros refrativos não compensados foram responsáveis pela maioria das deficiências moderadas ou graves da visão, algo preocupante, uma vez que o número de casos continua a aumentar com o tempo, o que pode e deve ser evitado.

Ainda segundo Vera Carneiro, “em Portugal cerca de 20% das crianças e 50% da população adulta sofriam de erros refrativos, tais como a miopia, hipermetropia e astigmatismo, problemas de visão que são facilmente compensados”.

A campanha ‘#Love Your Eyes’ [Ame os seus Olhos] apresenta-se, assim, como o mais recente alerta global de consciencialização da população para que os cuidados primários de saúde da visão sejam valorizados e reconhecidos como uma prioridade, por todos.

«Os nossos olhos podem dizer muito sobre a nossa saúde em geral», frisa a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB).

Dia Internacional do Microrganismo assinala-se a 17 de setembro
Os micróbios estão um pouco por toda a parte. Metade das células do nosso corpo são na realidade células provenientes de...

“Invisíveis, mas poderosos: Falemos sobre eles para comemorar o Dia Internacional do Microrganismo!” – É este o nome do Webinar organizado pela Escola Superior de Biotecnologia da Católica no Porto que irá decorrer no próximo dia 17 de setembro. O Dia Internacional do Microrganismo foi criado originalmente pela Sociedade Portuguesa de Microbiologia, em 2017 e rapidamente a data começou a ser assinalada também por outros países. Apesar de os micróbios serem invisíveis e de não os vermos, eles existem e por essa razão este dia é importante não só para a comunidade científica, como também para a sociedade em geral.  

“Com mais de 700 graduados ao longo destes 25 anos, distribuídos pelos mais diversos ambientes profissionais desde universidades, laboratórios, empresas e até pela área comercial, os diplomados em microbiologia pela Católica levam o nosso nome além-fronteiras”, refere Freni Tavaria, coordenadora da licenciatura em Microbiologia da Universidade Católica Portuguesa. “Única em Portugal, a licenciatura em Microbiologia forma profissionais preparados para lidar com aspetos diversos e transversais da Microbiologia, aceitando os desafios do mundo atual e dando o seu contributo na resolução dos mesmos“, conclui. 

O evento online irá contar com uma palestra do reconhecido microbiólogo britânico Kenneth Timmis, investigador do Instituto de Microbiologia da Technical University of Braunschweig (Alemanha). O webinar contempla também testemunhos das duas vencedoras da anterior edição do concurso de comunicação promovido pela Sociedade Portuguesa de Microbiologia e uma mesa-redonda, mediada por Nuno Teixeira Marcos do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), com a presença de Maria João Amorim (Gulbenkian Institute for Science), do Prof. Tim Hogg (ESB-UCP) e da jornalista da RTP, Mafalda Gameiro.  

A microbiologia está presente nas mais variadas formas, como por exemplo, na nossa alimentação, onde existe a conversão de microbiológica de vários alimentos, como é o caso do leite, que se transforma em iogurte e queijo precisamente pela ação de microrganismos e da farinha que é convertida em pão; no processamento de alimentos como o chocolate, café, azeitonas, onde os alimentos passam pelo processo de fermentação que envolve microrganismos e também estão presentes na deterioração de alimentos. O corpo humano está coberto por microrganismos que co-existem de forma sinérgica com as nossas células mantendo a homeostase. No fundo, podemos dizer que os micróbios estão presentes em quase tudo e a sua atividade afeta-nos das mais variadas formas sem darmos por isso. Será para falar precisamente sobre a importância deles e o papel que têm na nossa sociedade que o Webinar se realizará dia 17 de setembro. 

Tumores
O linfoma é uma doença maligna que afeta os linfócitos, que são um subtipo de glóbulos brancos, um c

Os linfócitos têm como função a montagem e regulação da resposta imune: uns são essenciais para a produção de anticorpos (linfócitos B), enquanto que outros destroem as células que são infetadas por vírus ou células cancerígenas (linfócitos T). Assim, pode-se diferenciar os subtipos de linfoma tendo em consideração se a célula de origem é o linfócito T ou B. Habitualmente os linfomas B respondem melhor aos tratamentos que os linfomas T.

Os linfócitos localizam-se nos gânglios linfáticos, no sangue e no baço, mas podem ainda ser encontrados em menor número noutros órgãos. Assim os linfomas afetam os compartimentos onde há habitualmente linfócitos. Dependendo da localização, os doentes podem notar o aparecimento de gânglios aumentados ou podem vir a desenvolver anemia, plaquetas baixas ou apresentar um número elevado de linfócitos no sangue. Os sintomas dependem do subtipo específico de linfoma e da sua localização. Existem depois sintomas inespecíficos que podem surgir de forma transversal em todos os subtipos: cansaço, falta de apetite, perda de peso, suores noturnos e febre esporádica.

Classicamente os linfomas são inicialmente divididos em Linfoma de Hodgkin e Linfomas Não Hodgkin.

O linfoma de Hodgkin é caracterizado pela presença de linfócitos malignos (chamados de células de Reed-Sternberg) e está subjacente uma desregulação da resposta imunitária das células normais. Tem melhor prognóstico, sendo muito sensível à quimioterapia e à radioterapia. Este tipo de linfoma é mais comum no adulto jovem.

O Linfoma Não Hodgkin (LNH) é constituído por um grupo muito grande e heterogéneo de doenças. Os vários subtipos de Linfoma Não Hodgkin estão relacionados com o tipo de linfócito envolvido. De forma geral, podemos dividir os LNH em linfomas indolentes (considerados de evolução mais lenta e crónicos) e os linfomas agressivos (de evolução mais aguda, mas curáveis).

Os linfomas indolentes são doenças que se desenvolvem de forma mais lenta e, por esse motivo, quando tratados não se consegue erradicar a doença na totalidade, podendo esta voltar a manifestar-se meses a anos depois. Assim, tenta-se só tratar quando realmente necessário, fazendo “recuar” a doença, evitando efeitos adversos e toxicidade desnecessária. Estes linfomas são caracterizados por uma evolução por paroxismos, alternando entre períodos em que são sintomáticos e que têm que ser tratados e períodos em que estão senescentes (adormecidos).

Os linfomas agressivos surgem de uma forma mais explosiva, necessitando rapidamente de iniciar tratamento com o objetivo de erradicar totalmente da doença e atingir cura. Assim, a recaída de um linfoma agressivo tem um prognóstico muito mais desfavorável que a recaída de um linfoma indolente (que é expectável).

Os linfomas são geralmente tratados combinando quimioterapia com imunoterapia, sem necessidade de internamento. Atualmente, com o aumento do conhecimento dos mecanismos de desenvolvimento dos linfomas há uma grande evolução na investigação de novos fármacos, o que abre uma janela a tratamentos inovadores, mais específicos e trazem uma esperança aos doentes que tenham linfomas resistentes à quimioterapia.

Artigos Relacionados: 

O que precisamos saber sobre o linfoma 

Linfoma de Hodgkin: do diagnóstico ao tratamento

O que são os linfomas cutâneos 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Trabalho de investigação
A proteção promovida pela vacina contra a Covid-19 da Moderna dura pelo menos seis meses , não havendo necessidade para a...

Segundo os autores deste trabalho de investigação, a memória do sistema imunitário permanece forte durante pelo menos seis meses, mesmo com uma dose baixa da vacina, e é semelhante à resposta das pessoas que recuperam da doença.

Esse período de tempo é "fundamental porque é quando se forma a verdadeira memória imunológica", disse Daniela Weiskopf, uma das autoras da investigação, citada pelo centro universitário.

Segundo o estudo, a preparação da Moderna (mRNA-1273) exaltou uma forte resposta celular CD4+ e CD8+ T, bem como anticorpos durante "pelo menos seis meses", após esquema vacinal completo, embora se considere provável que a resposta imune possa durar mais tempo.

Essa memória imunitária "forte" persistiu em todas as faixas etárias, mesmo aquelas com mais de 70 anos, um grupo especialmente vulnerável a Covid-19 grave, salientam os autores.

 

 

Financiamento
A presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, afirmou esta quarta-feira, que o executivo comunitário irá...

"A prioridade final é reforçar a nossa preparação para uma pandemia", disse Von der Leyen no seu discurso de abertura no debate sobre o Estado da União, no Parlamento Europeu.

A nova agência, cuja criação foi anunciada no passado mês de fevereiro passado e que será oficialmente apresentada amanhã, quinta-feira, vai chamar-se Autoridade de Preparação e Resposta de Emergência de Saúde (HERA) e entrará em funcionamento em 2022 e "deverá ser apoiada por um investimento da 'Team Europe' de 50.000 milhões de euros até 2027", adiantou a Presidente da Comissão Europeia.

Fontes europeias afirmam que a Comissão contribuirá com 6.000 milhões de euros do orçamento comunitário, enquanto o resto do financiamento provém dos Estados-Membros e outras contribuições ainda por detalhar.

 

APCL, SPH e Gilead entregam bolsa de investigação
O projeto de investigação de Rosemeyre Cordeiro e da sua equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade...

Engenharia de células CAR T por um método acessível e não viral de entrega de material genético é o nome do projeto que vai receber a bolsa de investigação, que se destina à sua implementação no prazo de um ano. “O trabalho proposto consiste no desenvolvimento de um método de produção bastante mais acessível que os atualmente existentes, de um dos tratamentos mais inovadores e promissores contra cancros hematológicos, que é a terapia celular com células T”, refere Rosemeyre Cordeiro, investigadora principal que vai liderar a equipa de investigação composta por Henrique Faneca e Ana Bela Sarmento.

Além da considerável redução dos custos para os sistemas nacionais de saúde, Rosemeyre Cordeiro aponta como outros aspetos promissores do projeto a possibilidade da descentralização da sua produção e da redução do tempo de espera do início do tratamento. A investigadora explica que “Portugal não tem um centro de produção para este tipo de tratamento” e que “o facto de a produção estar centrada em poucas unidades de produção poderá também limitar a capacidade de produção caso exista uma maior afluência a este tipo de tratamentos, levando a um ainda maior atraso no início dos tratamentos”. Com efeito, “ao desenvolvermos um método de produção não-viral, que não requer instalações tão avançadas, poderá permitir a possibilidade da produção local deste tipo de tratamento, reduzindo o tempo de espera do início do tratamento e limitando também possíveis constrangimentos de produção”. Por outro lado, “esta nova metodologia vai permitir também a implementação de uma estratégia antitumoral com uma maior eficácia terapêutica e menos efeitos secundários”.

Apesar de surpreendidos por se tratar de um trabalho muito recente, mas sem esconder o entusiasmo, Rosemeyre Cordeiro e a sua equipa referem que “esta bolsa será fundamental para iniciarmos esta ideia de projeto e servirá como financiamento ‘semente’, pois acreditamos no potencial deste projeto e que este tomará outras dimensões”. Conforme explicam, “apesar de este projeto ser direcionado para as neoplasias de células B maduras, a tecnologia desenvolvida poderá ser utilizada em outros tipos de neoplasias”.

Rosemeyre Amaral Cordeiro tem uma vasta experiência no desenho e desenvolvimento de sistemas de base polimérica para entrega de genes. Em 2015 concluiu o seu doutoramento em Engenharia Química na Universidade de Coimbra em colaboração com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e desde então tem feito avanços significativos nesta área

Na cerimónia de entrega da bolsa que decorrerá esta tarde nas instalações da APCL, em Lisboa, estará presente Manuel Abecasis, presidente da APCL, João Raposo, presidente da SPH, e Claúdia Delgado, diretora médica da Gilead.

 

Inauguração está prevista para o último trimestre de 2023
Com o objetivo de reforçar a oferta de cuidados de saúde hospitalares diferenciados, vai nascer o Hospital Privado do Alentejo,...

A resposta aos novos desafios da saúde, com uma forte aposta na digitalização, está entre as prioridades da estratégia de crescimento. O Hospital Privado do Alentejo pretende tornar-se uma unidade de saúde privada de excelência e tem a ambição de ser um prestador privado de referência em áreas como a cardiologia e a oncologia.

A Siemens Healthineers está presente neste projeto como parceiro estratégico da Empírica, SGPS, SA em duas vertentes essenciais, seja através da disponibilização de soluções e tecnologia médica avançadas, seja também, e principalmente, no apoio à digitalização e otimização da experiência do paciente.

“Uma vez que os nossos hospitais serão os primeiros concebidos numa era pós-COVID a serem implementados em Portugal, incorporam os aspetos essenciais de uma nova realidade assistencial e da procura de cuidados de saúde, incluindo a deslocação sempre que possível da prestação de cuidados para perto do doente. Por exemplo, doentes com patologias cardíacas serão acompanhados 24h por dia, no conforto do seu lar, junto das suas famílias ou dos seus cuidadores. Queremos igualmente assegurar a criação de um ambiente altamente tecnológico e digital, capaz de garantir a integração de toda a informação clínica através da interoperabilidade entre todos os sistemas de informação departamentais, de forma a poder prestar uma medicina personalizada com um grande foco nos resultados clínicos e no valor criado em saúde. Os residentes em Beja e no Baixo Alentejo têm as mesmas necessidades dos de Lisboa ou do Porto e nós estaremos cá para os servir”, afirma o CEO da Empírica SGPS, SA, Francisco Miranda Duarte.

A parceria a 15 anos com a Siemens Healthineers vai para além do fornecimento de soluções tecnológicas de ponta, já que vai contribuir para a melhoria da experiência dos doentes e do staff, neste último caso através por exemplo da disponibilização à equipa de formação avançada e da partilha de melhores práticas com instituições de referência internacionais, nomeadamente através de fellowships que anualmente os profissionais do hospital poderão ter nessas instituições.

De acordo com o CEO da Siemens Healthineers Portugal, Ivan França, “o paradigma da prestação de cuidados de saúde está em transformação. Os cuidados e os pacientes não estão circunscritos às fronteiras físicas do hospital – cada vez mais o acompanhamento dos pacientes deve ser feito onde quer que eles estejam. E isto é possível através de plataformas digitais, tecnologias diferenciadoras e processos clínicos e operacionais otimizados, que têm o paciente como elemento central. Pensar a prestação de cuidados desta forma implica pensá-la a longo prazo e é isso que está na génese desta nova unidade de saúde que vem reforçar a oferta de cuidados na região.”

A inauguração do Hospital Privado do Alentejo está prevista para o último trimestre de 2023 e corresponde a um investimento de cerca de 26 milhões de euros. Entre as valências, vai contar com um centro de diagnóstico avançado e com tecnologia de última geração para as áreas de intervenção minimamente invasivas, podendo dar resposta a doentes agudos e crónicos.

O projeto contempla ainda uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) com 80 camas.

A apresentação pública da parceria será realizada hoje, em Beja, contando com a presença de Adalberto Campos Fernandes e do Presidente da CCDR Alentejo, António Ceia da Silva.

Podologia
Localizadas nas extremidades dos dedos, as unhas protegem as pontas dos dedos dos pés e das mãos de

As micoses estão entre as causas que podem levar a modificações nas unhas dos pés, podendo comprometer a sua saúde e aparência. Responsável por mais de metade das patologias que afetam as unhas e mais frequente nas unhas dos pés, a onicomicose (micose das unhas) é uma infeção provocada por microrganismos designados por fungos, que originam a doença quando encontram condições de humidade e temperatura favoráveis ao seu desenvolvimento e reprodução, assim como uma debilidade no hospedeiro, sendo, na maioria dos casos, causada por fungos dermatófitos.

Mais comum em pessoas com mais de 55 anos e no verão, pois passamos nesta época mais tempo na praia e na piscina (sítios propícios à proliferação de fungos) e porque se verifica também um aumento da transpiração nos pés (causado pelas altas temperaturas), a onicomicose é mais rara nas crianças. Embora, numa fase inicial, se revele silenciosa e não provoque dor, não devemos desvalorizá-la, dado que a onicomicose é uma infeção de elevado grau de contágio, transmitindo-se de pessoa para pessoa ou através do contacto indireto com objetos pessoais ou com superfícies contaminadas. Pelo que um caso de onicomicose pode estender-se a toda a família.

Coloração diferente, geralmente amarelada, perda de brilho, unhas deformadas, espessas, frágeis, quebradiças ou a “esfarelar”, resíduos presos debaixo da unha e descolamento do leito ungueal são alguns dos sintomas, que apresentam variações tendo em conta o tipo de fungo e a gravidade da infeção.

As micoses nas unhas podem funcionar ainda como uma porta de entrada a agentes patogénicos causadores de infeções graves e, numa fase mais avançada, podem causar desconforto e dor.

Por forma a prevenir o contágio é importante evitar andar descalço em ambientes húmidos, sendo recomendado o uso de chinelos em piscinas, saunas e balneários. Por outro lado, deve usar, sempre que possível, calçado arejado e que permita a ventilação do pé, bem como trocar de meias diariamente e sempre que estas estiverem húmidas. Preferir meias de fibras naturais (preferencialmente de algodão) e evitar utilizar calçado apertado são também bons princípios. Deve ainda assegurar uma higiene cuidada dos pés, mantendo-os limpos e secos, especialmente entre os dedos. Relativamente ao corte das unhas, este deve ser feito em linha reta, sem cortar as cutículas e considerando que o comprimento das unhas não deve ultrapassar a ponta dos dedos. Em caso de excesso de transpiração é aconselhável aplicar um antitranspirante específico para os pés. Não é recomendável partilhar meias nem calçado.

No que diz respeito aos produtos de beleza e estética é preciso ter uma atenção especial, visto que o verniz pode levar à acumulação de humidade e o uso da acetona a unhas mais fracas e quebradiças. Por isso, evite utilizar verniz por mais de 15 dias, de forma a deixar as unhas respirar e de modo a não “camuflar” eventuais problemas. Nas idas ao salão de beleza, assegure-se de que todos os cuidados de higiene são cumpridos.

A onicomicose tem tratamento, sendo este, porém, um processo moroso, uma vez que um dos objetivos da terapêutica é alcançar uma completa renovação da unha, desde a raiz até à ponta, o que poderá demorar cerca de um ano. Os restantes objetivos passam por erradicar o patógeno causal e impedir a reinfeção.

O acompanhamento por parte de um podologista é crucial, de modo a instituir um tratamento adequado o mais precocemente possível, já que este terá em consideração a origem da infeção, o tipo de fungo, a gravidade do problema e a aparência da unha. As opções de tratamento incluem antifúngicos tópicos, medicamentos de toma oral e laserterapia (tratamento a laser).

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer assinala-se a 21 de setembro
As Demências não têm ainda cura, mas conhecem-se hoje vários fatores de risco que lhes estão associados e que podem ser...

É que a demência não faz parte do envelhecimento normal, pode ser evitada ou pelo menos o início dos sintomas pode ser adiado e/ou progredir de forma mais lenta, designadamente “em pessoas que fizeram mais estudos e que têm maior atividade intelectual”, confirma Celso Pontes, neurologista e presidente da Comissão Científica da Alzheimer Portugal. Por isso mesmo, aconselha ser importante cuidar do cérebro, desde novos e ao longo da vida.

“Conhecem-se hoje vários fatores de risco associados às Demências que podem ser minimizados se forem adotadas estratégias adequadas, relacionadas com um estilo de vida saudável e com a estimulação intelectual e social”, acrescenta Catarina Alvarez, responsável pelas Relações Institucionais da Alzheimer Portugal, que salienta ainda a importância de aumentar a literacia dos portugueses sobre o tema e, ao mesmo tempo, “levar a cabo iniciativas que contribuam para melhorar a saúde do nosso cérebro e contrariar as estimativas previstas referentes ao número de pessoas que desenvolverão Demência nos próximos anos”.

Para isso, durante o mês de setembro, a Associação lança uma campanha que “convida os cidadãos a participarem em experiências, online, que os ajudem a conhecer os fatores de risco modificáveis e o que podem fazer para os reduzir”, refere Catarina Alvarez. Serão cinco: uma "sala de convívio" em direto, uma de leitura partilhada, um workshop de alimentação saudável, um ensaio musical e uma sessão de treino.  Todas dinamizadas por figuras públicas.

Não se conhece ainda o número exato de Pessoas com Demência em Portugal, mas os dados existentes permitem fazer estimativas, que apontam para “cerca de 205.000 casos de Demência, sendo a Doença de Alzheimer cerca de 60 a 70% destes. A incidência, para Portugal, seria de 19,9 por mil habitantes. Para uma população de dez milhões, daria cerca de 199.000, o que seria próximo do número estimado, e dá-nos uma ordem de grandeza do problema”, refere Celso Pontes.

E, apesar de se falar mais sobre o tema, Catarina Alvarez alerta para o estigma, que “ainda persiste, sendo que as falsas crenças, os estereótipos e as atitudes negativas em relação à doença contribuem para adiar o diagnóstico”. O que significa que, muitas vezes, “os primeiros sintomas podem ser desvalorizados junto dos familiares e amigos e não serem reportados numa consulta médica porque não se quer fazer parte de um grupo-alvo de exclusão e deixar de ser aceite. Além disso, o estigma gera outras consequências graves: evitação, isolamento, baixa autoestima, depressão, redução da independência e da qualidade de vida”.

Um estigma que afeta também os familiares e cuidadores e que urge combater, com mais e melhor informação. “Por todas estas razões, é fundamental combater o estigma, aumentando a consciencialização, aceitação e compreensão”, avança Catarina Alvarez “Apesar de a Demência implicar vários desafios, o importante é criar condições que facilitem não só a ocupação e o lazer, como a efetiva participação social das Pessoas com Demência e defesa dos seus direitos.”

E é por isso que luta também a Alzheimer Portugal, que há 32 anos informa, apoia e encaminha para as respostas na comunidade, capacita quem vive com a doença e quem presta cuidados e desenvolve respostas específicas e especializadas em vários pontos do país. 

Tumor maligno do sistema linfático
Sabia que atualmente a Organização Mundial de Saúde considera que existem mais de 60 variantes do Li

O Linfoma “é um tumor maligno do sistema linfático em que as células tumorais são os linfócitos, um tipo particular de glóbulos brancos, cuja função é a defesa contra as infeções, e que têm origem na medula óssea”.

De acordo com Manuel Abecasis, existem muitos tipos de Linfoma – segundo a OMS há 60 tipos diferentes. “Estes classificam-se em dois grandes grupos: os linfomas de Hodgkin e os linfomas não-Hodgkin”, começa por explicar o presidente da APCL.

De entre os linfomas não-Hodgkin, os mais frequentemente diagnosticados, o médico adianta que “os mais frequentes são os Linfomas de Células B e, destes, os conhecidos como Linfomas B Difusos de Grandes Células (LBDGC) constituem cerca de 40% dos casos, seguidos pelos Linfomas Foliculares que são cerca de 30%”. Há ainda os linfomas não-Hodgkin de Células T e de Células NK, “que são entidades mais raras”.

Quanto ao linfoma de Hodgkin, o especialista salienta que esta é “uma variante distinta que merece ser considerada à parte, não só pelo facto do seu tratamento ser diferente, mas também pelo seu prognóstico, em geral mais favorável”.

No que diz respeito à sua apresentação clínica esta pode ser “muito variável consoante o tipo de linfoma”.

Assim, Manuel Abecasis, explica: “Se considerarmos as formas mais frequentes, os Linfomas B Difusos de Grandes Células (LBDGC), as manifestações habituais são o aparecimento de gânglios linfáticos aumentados de volume por exemplo no pescoço ou nas axilas, febre, emagrecimento, suores excessivos”.

Quanto aos linfomas foliculares, estes “têm uma apresentação mais discreta, sendo que o gânglio no pescoço ou nas virilhas aumenta um pouco e só passado algum tempo é que isso leva o doente a consultar o médico”. O especialista reforça, no entanto, que nenhum destes sintomas é exclusivo dos linfomas, pelo que podem confundir-se com os de outras doenças.

A alteração de um ou mais genes que controlam o desenvolvimento ou a morte dos linfócitos é o que está na origem da doença. No entanto, a causa dessas mutações – adquiridas e não hereditárias – é, habitualmente, desconhecida. Em todo o caso, admite-se que alguns linfomas possam estar associados a infeções crónicas provocadas por vírus ou bactérias, alterações da imunidade ou exposição prolongada e repetida a alguns agentes tóxicos.

Admite-se ainda que “as condições ambientais: poluição, alimentação e outras menos conhecidas” possam contribuir para um aumento da incidência, nos últimos anos, sobretudo, no que diz respeito aos dos linfomas foliculares.

“O diagnóstico de linfoma é sempre feito através da biopsia de um gânglio ou órgão envolvido”, adianta Manuel Abecasis. “Por vezes, quando há células do linfoma no sangue, a utilização de citometria de fluxo para caracterização dessas células pode sugerir o diagnóstico. O diagnóstico de linfoma hoje baseia-se não só na morfologia clássica (histologia) do gânglio, mas recorre à imunocitoquímica, citogenética por FISH e genética molecular para uma caracterização adequada da doença”, acrescenta.

Relativamente ao tratamento, o presidente da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) refere que este assenta, sobretudo, na quimioterapia e radioterapia. “Para os linfomas não-Hodgkin B, a imunoquimioterapia é regra geral, associando anticorpos monoclonais. Se quisermos simplificar os avanços no tratamento destes linfomas podemos recorrer à menemónica ABC. Assim, A para Antibody drug conjugates (anticorpos conjugados com medicamentos), B para Bispecific antibodies (anticorpos biespecificos que potenciam o sistema imunitário do doente) e C para CAR T cells (modificação dos linfócitos T do doente através da introdução de um recetor quimérico)”, explica.

“Há ainda os imunomoduladores e as pequenas moléculas específicas que atuam bloqueando vias de transmissão de sinais responsáveis pela proliferação das células do linfoma”, adianta Manuel Abecasis, sublinhando que “Em alguns casos, a transplantação de medula óssea autóloga ou alogénica pode ser uma opção válida”.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Com vista a um maio conhecimento científico sobre a doença
O Grupo Parlamentar do PAN - Pessoas-Animais-Natureza deu hoje entrada na Assembleia da República de uma iniciativa em que...

“Apesar de Portugal contar com um Programa Nacional para a Diabetes, que tem entre as suas competências a promoção e a dinamização do conhecimento sobre a doença em Portugal, não existe, contudo, um programa estruturado e único, que integre e disponibilize, de forma atualizada, toda a informação no que respeita à diabetes tipo 1, nomeadamente em relação à sua incidência e prevalência em todas as faixas etárias”, esclarece em nota de imprensa.

Deste modo, o PAN defende “a criação de um Registo Único para a Diabetes de tipo 1, capaz de garantir um melhor conhecimento científico sobre a doença, e, consequentemente, uma melhor definição de políticas de saúde”.  Considera também que a melhor entidade para colocar em prática este registo, é o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e explica: “por ser um organismo público integrado na Administração Indireta do Estado, sob a tutela do Ministério da Saúde, com autonomia científica, técnica, administrativa, financeira, bem como experiência e prática de recolha deste tipo de dados”.

Em Portugal, a diabetes (tipo 1 e 2) afeta mais de um milhão de pessoas, a que acrescem mais de dois milhões de pré-diabéticos. Anualmente, morrem mais de quatro mil portugueses devido à diabetes, ocorrem mais de sete mil casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e são efetuadas cerca de 1.500 amputações dos membros inferiores em portadores desta doença. O relatório anual do Observatório Nacional da Diabetes – “Diabetes: Factos e Números”, de 2018, revela que a prevalência estimada da diabetes na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos foi de 13,6%.

“Isto significa que mais de um milhão de portugueses neste grupo etário tinha diabetes, 56% já diagnosticados e 44% ainda não diagnosticados. Por outro lado, o impacto do envelhecimento da estrutura etária da população portuguesa refletiu-se num aumento de 1,9 pontos percentuais da taxa de prevalência da diabetes entre 2009 e 2018, correspondendo a um crescimento de 16,3% nesse intervalo”, revela em comunicado.

Estudos
Três estudos realizados nos EUA sugerem que as vacinas Covid-19 oferecem uma forte proteção contra o internamento e a morte,...

Os dados dos EUA sobre a hospitalização de nove estados, durante o período em que a variante Delta foi dominante, também sugerem que a vacina da Moderna foi mais eficaz na prevenção de internamentos em indivíduos de todas as idades quando comparada com as vacinas BioNTech/Pfizer ou Johnson & Johnson, relata a Reuters.

De acordo com um do estudo, que analisou os dados de 32.000 consultas em centros de saúde, urgências e hospitais, a vacina da Moderna foi 95% eficaz na prevenção de internamentos, contra 80% para a Pfizer e 60% para a J&J.

Ainda assim, os especialistas continuam a garantir que as vacinas contra a Covid-19 protegem contra doenças graves e morte, o que se reflete nas estatísticas.

 

Simpósio Nutricia
No próximo dia 17 de setembro, às 15h00, realiza-se o Simpósio Nutricia, integrado no Congresso da Sociedade Portuguesa de...

Esta sessão conta com a de Sylvia Jacob, Alergologista do Hospital de São João no Porto e a participação de Jorge Amil, médico Pediatra Gastroenterologista e Presidente do Colégio de Especialidade de Pediatria na Ordem dos Médicos.

O simpósio Nutricia pretende abordar o tema da prevenção alérgica, proporcionando a discussão e a sensibilidade junto da comunidade científica. A mudança de paradigma na prevenção e tratamento da prevenção alérgica face aos mais recentes avanços e mudanças das orientações internacionais, abrindo espaço para a discussão das novas linhas orientadoras internacionais. Um tema que pretende, acima de tudo, colocar os bebés na “jornada certa”, com a fórmula nutricional mais adequada, de acordo com as novas recomendações.

O congresso da Sociedade de Alergologia Pediátrica no qual o Simpósio Nutricia ““Da Prevenção ao tratamento da alergia alimentar. Novas atualizações” se insere, terá lugar no próximo dia 17 de setembro, às 15h00 e decorrerá em formato híbrido, podendo ser visto em formato híbrido, mediante inscrição.

Consulte o programa em: http://www.spaponline.pt/

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 1060 casos de infeção pelo novo coronavírus e seis mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou maior número de mortes, desde o último balanço: quatro mortes de um total de seis. Seguem-se as regiões Norte e Centro com um óbito cada a assinalar. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 1.058 novos casos. Desta vez, foi a região Norte aquela que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 406, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 312 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 183 casos na região Centro, 51 no Alentejo e 67 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 33 infeções, e os Açores com seis.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 551 doentes internados, menos 35 que ontem.  Também as unidades de cuidados intensivos têm agora menos três doentes internados, relativamente ao último balanço: 116.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 2.428 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.003.239 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 35.989 casos, menos 1.376 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 1.113 contactos, estando agora 35.303 pessoas em vigilância.

Vacina contra a Covid-19
O governo britânico planeia administrar uma dose de reforço da vacina contra o coronavírus, a maiores de 50 anos, no âmbito de...

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, irá anunciar mais detalhes das medidas anticovid para os próximos meses, esta tarde, em conferência de imprensa. No entanto, sabe-se que o governo do Reino Unido desenvolveu este plano depois de receber o parecer de um grupo de peritos independentes.

De acordo com a BBC, o programa de reforço será composto por uma dose da vacina da Pfizer, que em princípio será oferecida seis meses depois de uma pessoa ter completado o esquema de vacinação.

O Serviço Nacional de Saúde britânico tem vindo a preparar este plano de vacinação desde julho, com o objetivo de controlar a propagação do coronavírus e aliviar a pressão sobre a saúde pública nos difíceis meses de inverno.

Os primeiros a receber a vacina de reforço, segundo a comunicação social, será quem tem mais de 70 anos e os mais vulneráveis ao coronavírus, antes de serem estendidos aos maiores de 50 anos.

 

Páginas