Soluções inovadoras permitem maior e melhor controlo da doença
As doenças inflamatórias da pele afetam uma percentagem significativa da população global. A Dermatite Atópica (DA), é uma das...

No Dia Mundial da Dermatite Atópica (DA), que se assinala a 14 de setembro, Joana Camilo, Presidente da ADERMAP - Associação Dermatite Atópica Portugal, relembra que “a DA é mais do que uma doença de pele e tem de ser valorizada e tratada como tal. Continua a existir uma subvalorização da doença e dos seus impactos, quer por parte da sociedade em geral quer dos profissionais de saúde, e é urgente esta realidade. Devido à importância que a DA tem na vida de cada pessoa e da sua envolvente familiar e profissional, é indispensável um diagnóstico atempado e conclusivo, uma abordagem personalizada e multidisciplinar à pessoa e um seguimento por parte de um médico especialista, sobretudo nos casos moderados a graves”.

“É fundamental que a investigação científica nesta área continue para que os doentes, as suas famílias e os cuidadores sintam que a inovação terapêutica vem responder às suas necessidades mais urgentes”, refere o diretor médico da LEO Pharma Ibéria, Marcin Kozarzewski. Enquanto companhia líder em Dermatologia médica, a Dermatite Atópica é uma área prioritária para a LEO Pharma. Investimos continuamente em I&D com o objetivo de apoiar estes doentes para devolver-lhes a qualidade de vida, assim como os profissionais de saúde para garantir soluções cada vez mais inovadoras que permitam um tratamento adequado e cada vez mais eficiente”.

As pessoas com DA apresentam sintomas físicos como vermelhidão, edema (inchaço), prurido (comichão), fissuras, lesões descamativas e escoriações. Nos casos mais graves, as lesões dolorosas estão localizadas em áreas vastas e mais sensíveis do corpo, podendo chegar a cobrir mais de 50% da superfície corporal.

Além disso, a DA é por vezes acompanhada por outras patologias atópicas e não atópicas que afetam a saúde global e qualidade de vida dos doentes, incluindo asma, rinite alérgica, alergias alimentares, complicações cardiovasculares, entre outras, e ainda efeitos psicológicos como ansiedade, perturbações do sono e depressão.

O diagnóstico é essencialmente clínico, segundo as características próprias da erupção cutânea e utilizando informação sobre a existência de alergias na família. Exames complementares alergológicos, como testes cutâneos ou testes sanguíneos de alergias ajudam ao diagnóstico e a orientar o tratamento.

“Apesar de (ainda) não existir uma cura para a dermatite atópica, a investigação nesta área tem sido muito promissora e os novos tratamentos existentes permitem um cada vez maior e melhor controlo da doença e, por conseguinte, uma melhor qualidade de vida”, acrescenta Joana Camilo.

O tratamento da DA passa por, em primeiro lugar, incitar a restauração da barreira cutânea com cremes específicos, em segundo lugar a utilização de cremes com corticoides e outros compostos semelhantes que têm por objetivo desinflamar a pele. Nos casos moderados a graves é necessário tratamento sistémica, tradicional e inovador ou biológico.

 

Estudo comprova aumento da compreensão em 10%
Com o início do ano letivo, a Direção-Geral da Saúde (DGS) determinou o uso obrigatório de máscaras para alunos a partir do 2.º...

Segundo um estudo da revista científica Ear and Hearing, as máscaras transparentes facilitam a compreensão do discurso para pessoas com audição normal e melhoram em 10% a compreensão da linguagem no caso das pessoas surdas.

Já em 2020, num inquérito da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), 13,7% dos professores questionados alertava que professores e alunos deveriam usar máscaras transparentes para facilitar a compreensão da Língua Gestual Portuguesa.

As máscaras transparentes surgem, assim, como uma alternativa ao ensino inclusivo para todas as idades, permitindo a professores, auxiliares educativos e outros profissionais da área da educação comunicar de forma mais explícita com todos os alunos, em especial com alunos surdos.

“Está provado que as máscaras transparentes facilitam a compreensão entre todos. Numa altura em que não queremos voltar a ter aulas a partir de casa, é essencial munir alunos e professores das melhores ferramentas para comunicarem sem entraves”, sublinha Ricardo Correia, representante e distribuidor da Xula Mask em Portugal, a primeira máscara social transparente, criada em plena pandemia, para facilitar a leitura labial.

Recentemente, a marca associou-se à FPAS - Federação Portuguesa das Associações de Surdos e atribui um desconto de 10% à comunidade surda na compra de máscaras transparentes, doando ainda 1 euro por cada unidade vendida em Portugal.

Esta máscara é inclusiva, pois foi concebida para pessoas surdas que precisam de ler os lábios. É ainda essencial para pessoas autistas, com demência senil ou doença de Alzheimer que ficam facilmente desorientadas quando não podem ver o cuidador. 

A máscara garante proteção pois é de nível 2, cumpre a nova normativa europeia CWA 17553 e a especificação UNE 0065/2020, com eficácia de filtro de aerossóis superior a 96% e eficácia de filtro de partículas superior a 95%. Tem ainda um novo tratamento repelente de água de alta tecnologia, melhorando as taxas de impermeabilidade e, portanto, a segurança do utilizador contra gotas externas potencialmente contaminantes. 

Feita de um têxtil reutilizável, esta máscara pode ser lavada 40 vezes. Mesmo após 40 lavagens, mantém uma eficácia de proteção de 86%. Pode ser lavada à mão ou na máquina, e seca com um secador para reativar o revestimento protetor. Por ser um têxtil altamente respirável, evita a condensação e embaciamento dos óculos. 
 
Em colaboração com a empresa suíça HEIQ, a máscara dispõe da tecnologia antiviral VIROBLOCK como revestimento final. Esta inovação testada em laboratórios europeus neutraliza a ação de germes, vírus e bactérias em 99,9% num período máximo de 10 minutos. 

 

Iniciativa acontece no âmbito do Dia Mundial da Dermatite Atópica
A Associação Dermatite Atópica Portugal – ADERMAP – lança no Dia Mundial da Dermatite Atópica (DA), 14 de setembro, e por...

Com a implementação do Programa CuiDAr, a ADERMAP deixa um claro pedido à Tutela para a implementação de medidas adicionais que permitam ir ainda mais longe no apoio à aquisição de produtos essenciais à correta higiene e hidratação da pele com DA, uma doença muito prevalente em Portugal.

 Para Joana Camilo, Presidente da ADERMAP, “A aquisição de produtos de higiene e hidratação apropriados para a DA, parte integrante e essencial ao controlo desta doença, implicam um fardo financeiro muito pesado para as pessoas. Segundo o estudo de Impacto da Dermatite Atópica, são gastos em média cerca de 150€ por mês na gestão da sua doença, entre medicamentos, produtos apropriados, consultas e urgências. Um valor incomportável para a maior parte das pessoas e famílias. Cerca de 80% dos 1018 milhões de euros anuais quantificados no controlo da DA em Portugal são suportados pelas pessoas e famílias. É, por isso, fundamental lançarmos este apelo ao Estado para que se juntem a este esforço de aliviar a carga financeira do controlo da DA nas pessoas e nas famílias em Portugal”.

Ainda no âmbito do Dia Mundial da Dermatite Atópica, a ADERMAP irá lançar a primeira foto integrante da exposição fotográfica digital "DA Voz Sem Palavras". Esta exposição pretende sensibilizar a sociedade para o impacto real e alargado da DA nas crianças e adolescentes, nas suas famílias e estruturas sociais, prestar uma homenagem às famílias que (com)vivem com esta doença, revelando as fragilidades ocultas e dando luz à sua resiliência e capacidade de superar os desafios desta patologia; para além das lesões visíveis.

 

Saúde mental e sexualidade dos doentes oncológicos são temas de destaque
São as primeiras Jornadas da Oncologia organizadas pela Cuidar, em parceria com a Cancro e Inspiração, e têm lugar nos próximos...

Do programa, os temas de destaque são, para já, a saúde mental do doente e sobrevivente oncológico, um assunto particularmente atual, tendo em conta o contexto pandémico, que privou os cuidadores de acompanharem os seus familiares em consultas, tratamentos e onde as visitas em internamento foram canceladas. A importância da fisioterapia na melhoria da qualidade de vida dos sobreviventes oncológicos e ainda a sexualidade durante e após a doença são outros temas do evento, que contará ainda com a realização de workshops, entre os quais, e já confirmado, o de meditação e mindfulness. 

As inscrições, que deverão ser feitas através do formulário online, são gratuitas para os doentes oncológicos. Para os restantes participantes, a inscrição tem um valor de 10€, que reverte para a Associação CADO - Centro de Apoio ao Doente Oncológico, entidade organizadora das Jornadas e proprietária da Revista Cuidar.

 

Projeto MENU
Um leque variado de pratos doces e salgados à base de macroalgas marinhas da costa portuguesa é a proposta do projeto MENU....

A grande inovação do “MENU: Marine Macroalgae: alternative recipes for a daily nutritional diet” está na utilização completa das macroalgas marinhas e não apenas extratos ou compostos, como acontece em várias indústrias. O objetivo é aproveitar todas as propriedades destas verduras do mar, conhecidas, por exemplo, pelas suas propriedades antivirais, antibacterianas, antidiabéticas, antioxidantes e anticancerígenas, entre outras.

«Conhecendo o elevado valor nutricional e as bioatividades das macroalgas, que apresentam muitos benefícios para a saúde humana, a nossa aposta é utilizar a alga como um todo de modo a que os nossos produtos tenham todas as biopropriedades, garantindo assim os efeitos benéficos para o consumidor», refere Ana Marta Gonçalves, coordenadora do projeto.

São parceiros do MENU, iniciado em 2019, a Universidade de Aveiro (UA), a Startup Lusalgae, especializada em biotecnologia marinha, e a Ernesto Morgado, S.A., a mais antiga indústria de arroz em Portugal. Já foram desenvolvidas várias receitas, tais como arroz com algas, frango com algas, sopas e molhos adicionais; e, nos doces, gelatinas de framboesa e morango, pudins de vários sabores, nomeadamente amêndoa, baunilha, chocolate e coco, compotas e arroz doce. Outros produtos estão em fase de desenvolvimento, como, por exemplo, mousses.

«Pretendemos oferecer um cardápio diversificado que vá ao encontro dos diferentes interesses dos consumidores. Desenvolvemos várias receitas com diferentes macroalgas», explica a investigadora do MARE, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), adiantando que, em paralelo, estão também a desenvolver películas naturais à base de macroalgas com o objetivo de «aumentar o tempo de prateleira no supermercado de alimentos como carne, peixe e fruta, que podem ser consumidas diretamente junto com o produto que estão a revestir».

Para perceber a aceitação dos consumidores, a equipa realizou já alguns workshops de degustação, envolvendo pessoas de várias faixas etárias, dos 17 aos 77 anos de idade. Os participantes «gostaram bastante, demonstrando interesse, especialmente no que respeita aos benefícios para a saúde, e destacaram o sabor e textura agradáveis. Com base nos questionários aplicados após as provas, verificou-se o interesse em adquirir estes produtos quando chegarem ao mercado. Cada vez mais, o consumidor preocupa-se com a sua saúde e com o seu bem-estar», diz Ana Marta Gonçalves. 

Este projeto, que é financiado pelo Fundo Azul – um mecanismo de incentivo financeiro da Direção-Geral de Política do Mar destinado a apoiar a investigação científica –, visa também dar resposta aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, contribuindo para a produção e consumo de produtos sustentáveis e melhoria da nutrição.

O MENU responde ainda a outro dos ODS, a conservação e sustentabilidade dos oceanos e dos recursos marinhos. Por isso, explica a investigadora do MARE, «recolhemos no mar amostras das espécies de macroalgas comestíveis pré-selecionadas (castanhas, verdes e vermelhas), que são colocadas a crescer em laboratório e transferidas depois para tanques de aquacultura até obter a biomassa necessária para a confeção dos alimentos. São métodos sustentáveis, podemos produzir macroalgas marinhas em grande escala sem prejudicar o ambiente».

Durante todo o processo, ou seja, desde a recolha no mar até ao produto final, conclui, «avaliamos de forma contínua o valor nutricional das macroalgas para termos a certeza que não há perda ou redução desse valor nutricional, garantindo todos os benefícios para o consumidor. É um processo altamente controlado».

Além da parceria com a empresa de produção de arroz, a equipa, constituída por 16 investigadores, estabeleceu também acordos com outras empresas, no sentido de colocar esta nova geração de produtos à base de macroalgas marinhas no mercado, o que poderá acontecer dentro de um ano.

Destinado a profissionais de saúde
O Health Insights está de regresso, no dia 30 de setembro, das 09h00 às 16h30, para a 5.ª edição num formato exclusivamente...

Este momento de formação, que conta com a colaboração do projeto Sementes & Laços e da Uterus – Saúde Integrativa da Mulher, pretende ampliar a compreensão sobre as interações entre os processos psicológico, neurológico, endócrino e imunológico, colocando a mãe e o bebé sob uma perspetiva holística da saúde, com a apresentação e discussão de casos clínicos.

A fertilidade, a gravidez, o parto e outros temas relacionados com o pós-parto, como os episódios recorrentes de choro, as cólicas do recém-nascido e a amamentação, vão ser explorados através da lente Psico-Neuro-Endócrino-Imunológica (PNEI) por especialistas em Saúde Materna e Obstétrica, nomeadamente a Enf.ª Maria da Conceição Santa-Martha e a Enf.ª Isabel Ferreira, conselheiras em amamentação pela Organização Mundial da Saúde/Unicef e instrutoras de massagem infantil pela Associação Portuguesa de Massagem Infantil (APMI).

O encontro digital conta ainda com a participação de Alexandra Machado, Diretora Médica da Crioestaminal, que irá abordar a importância do papel do profissional de saúde na utilidade futura do sangue e tecido do cordão umbilical.

Os profissionais de saúde interessados podem encontrar mais informação sobre o programa e os especialistas convidados na plataforma do evento healthinsights.pt

 

Esteja atento aos sinais e sintomas
A colangite biliar primária (CBP) é uma doença do fígado que vai acompanhar a pessoa durante toda a

É sabido que a CBP atinge maioritariamente as pessoas do sexo feminino, mais precisamente, nove mulheres por cada homem. As idades mais comuns de diagnóstico situam-se entre os 40 e os 60 anos, em ambos os sexos.

A frequência da CBP é maior em pessoas do norte da Europa e menor nas populações de origem africana. Em Portugal, estima-se que existam entre 500 a mil casos de CBP, o que a torna uma doença rara e pouco conhecida.

A realidade é que ainda não se sabe, ao certo, a causa da CBP, mas presume-se que esteja relacionada com o sistema imunitário, isto é, que seja de causa autoimune.

Sem cura, a CBP pode progredir lentamente e muitas pessoas não apresentam sintomas, principalmente nas fases iniciais da doença. Os sintomas iniciais mais comuns são fadiga e comichão na pele (prurido). Porém, embora menos frequentes, existem também outras manifestações a ter em conta, como dor abdominal; escurecimento da pele; pequenas manchas amarelas ou brancas sob a pele, ou ao redor dos olhos.

Algumas pessoas apresentam também queixas de boca e olhos secos e dores nos ossos, músculos e articulações.

De acordo com a progressão da doença, podem surgir sintomas associados à cirrose: amarelecimento da pele (icterícia); inchaço das pernas e dos pés (edema); barriga inchada devido à acumulação de líquido (ascite); sangramento interno na parte superior do estômago e do esófago, devido à dilatação das veias (varizes).

O enfraquecimento dos ossos, conhecido por osteoporose, que leva a fraturas, é outra das complicações da CBP. Embora seja mais comum em fases finais da doença, também pode ocorrer inicialmente. Além disso, as pessoas com cirrose apresentam risco aumentado de cancro do fígado (carcinoma hepatocelular).

Ainda assim, em 25 por cento dos casos não existe qualquer sintoma e a doença é, incidentalmente, detetada durante uma avaliação de rotina, pela elevação das análises do fígado, em especial da Fosfatase Alcalina.

Apesar de, à partida, ser uma doença de causa autoimune, já foram identificados alguns fatores de risco, além dos genéticos. São fatores ambientais, como os componentes do fumo de cigarro; e as infeções urinárias frequentes.

Em muitos casos, a doença mantém-se ligeira ou moderada, sem perturbações do funcionamento do fígado. Contudo, em outros evolui para cirrose e falência hepática.

Os objetivos do tratamento são impedir ou retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas. Tal como na maioria das doenças, é importante que o diagnóstico seja feito tão precocemente quanto possível, por forma a iniciar o tratamento atempadamente, evitando consequências mais graves da doença, e a necessidade de transplante hepático.

Esteja atento aos sinais e sintomas do seu corpo e consulte o seu médico assistente com regularidade, a fim de diagnosticar esta ou outras doenças, e de as tratar, evitando a sua progressão e prevenindo situações mais graves para a sua saúde.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Um estudo recente, realizado em moscas-da-fruta num ambiente de realidade virtual, mostra que a conexão entre a visão, o...

Eugenia Chiappe, Investigadora Principal do Laboratório de Integração Sensório-Motora do Centro Champalimaud, está de pé no seu gabinete. A cerca de três metros de distância, há uma porta e o chão é plano e claro. Eugenia, que pretende caminhar em linha reta até a porta, leva um segundo para medir a distância. Fecha os olhos, dá quatro passos em frente e esbarra numa cadeira à sua direita.

Esta pode não ser uma situação surpreendente. Pode parecer muito óbvio que a visão esteja ligada à capacidade de nos movermos com eficácia, logo se estamos com os olhos fechados a tentar andar numa linha reta é óbvio que estar se torna uma tarefa. Mas qual a razão para isto acontecer? Estes são movimentos que aperfeiçoamos ao longo de muitos anos, e ainda assim, dar uns curtos passos sem a visão revela-se um verdadeiro desafio. No estudo publicado a 8 de setembro 2021, na revista científica Current Biology, investigadores mostram como o controlo visual afeta a locomoção das moscas.

A conexão cérebro-corpo-olho

Este artigo, resultado da investigação realizada durante a tese de doutoramento de Tomás Cruz, examina as inúmeras formas de estabilização da locomoção e como estas são afetadas pela visão. Esta investigação é baseada em estudos realizados na Drosophila melanogaster (mosca-da-fruta), sendo que tanto o Tomás, como a Eugenia, acreditam que os resultados podem ser transponíveis a animais com cérebros maiores, incluindo os humanos.

Esta investigação desafia um modelo amplamente aceite pela comunidade científica sobre como a visão influencia a locomoção. Eugenia Chiappe explica: “O modelo aceite é aquele que defende as chamadas rotações compensatórias reativas, seja através da coordenação cabeça-corpo ou diretamente nas rotações do corpo. O que descobrimos agora é que este não é o caso. O que a visão faz para manter a estabilidade do olhar é influenciar os movimentos do corpo, ajustando as posturas como uma medida preventiva.”

Por outras palavras, os cientistas acreditavam que o feedback visual gerava rotações reativas: assim que um indivíduo se desvia do curso, a visão dispararia uma rotação compensatória. No entanto, este novo estudo sugere que essas rotações acontecem demasiado rapidamente para que seja este o caso. O que estes novos dados mostram é que as rotações funcionam para evitar movimentos errôneos, e não como uma reação a estes.

Tomás Cruz acredita que a verdadeira novidade das descobertas é exatamente esta: “o efeito da visão deve ocorrer muito mais perto do controlo do membro do que anteriormente se pensava, no equivalente da medula espinhal na mosca”. Eugenia continua, “O que o Tomás está a mostrar é que, inevitavelmente, quando não há visão, os sistemas de controlo de membros estão a responder a perturbações de equilíbrio e de postura. Considerando que, quando a visão está disponível, o objetivo comportamental de andar em linha reta tem precedência sobre os pequenos ajustes posturais.”

Sem visão, o corpo continua a receber algumas informações para ajudá-lo a fazer ajustes posturais. Se estivermos num terreno com inclinação, os nossos tornozelos irão inclinar-se para cima ou para baixo para manter o corpo numa posição vertical, para não cair. Se dermos um passo em frente com a perna esquerda, o próximo passo com a direita seguirá o caminho de menor resistência - o movimento mais fácil para manter o equilíbrio, mas não necessariamente em linha reta. No entanto, se tivermos um objetivo comportamental - andar em linha reta, por exemplo - a visão reduz os ajustes posturais necessários ao mínimo para alcançar o objetivo com eficácia.

Como é que os animais, seja um inseto ou um humano, decidem qual o modelo seguir? “Existe uma certa tensão entre o que o animal está disposto a fazer e o que as propriedades físicas do mundo impõem em termos de controlo postural. A visão distorce o modelo a favor de metas comportamentais. Assim, quando a visão não está disponível, o modelo preferido está relacionado com a postura e o equilíbrio. Esta ideia também se aplica amplamente aos humanos”, afirma Eugenia.

A meta das moscas

Ao discutir o comportamento e as intenções das moscas-da-fruta, uma questão óbvia é levantada: se não conhecemos os objetivos da mosca, como fazer para percebermos se ela está a agir de forma orientada em relação a um objetivo? Eugenia dá todo o crédito a Tomás por isso: “Este é um dos aspetos que considero mais elegante neste artigo! Foi muito complicado de testar, por estarmos a lidar com um sinal interno que é muito difícil de extrair através da observação externa.”

Para realizar estas experiências, o Tomás utilizou o FlyVRena, um sistema de realidade virtual de última geração. Nas suas próprias palavras, “Imergimos a mosca num mundo de realidade virtual para conseguirmos medir, com alta resolução, como a mosca se move neste ambiente e controlar o que entra na sua retina. Com humanos, isto seria feito com óculos de realidade virtual, mas para a mosca construímos um pequeno espaço com tecnologia de realidade virtual para manipularmos de forma muito precisa tudo o que a mosca vê por baixo de si. As paredes e o teto do espaço são mantidos estáticos e vazios para minimizar o 'ruído' dos estímulos visuais. Com este método, testamos hipóteses, como: ‘a visão é importante para a coordenação do movimento cabeça-corpo?”

Eugenia explica como a equipa testou se a mosca agia de forma orientada para um objetivo ou mais aleatória: “Para isto, o Tomás também encontrou uma forma muito inteligente de o fazer, uma vez que criou uma situação no mundo, de tal forma que a mosca apresenta um comportamento regular, muito estruturado. Podemos assim estar seguros ao supor que qualquer desvio seria não intencional ou não relacionado com o objetivo. Aquecemos as paredes, fazendo com que a mosca andasse sempre numa determinada área do espaço, virando-se ao chegar muito perto de uma das paredes e seguindo uma direção previsível”. O passo seguinte foi observar como a mosca organizava o movimento do seu corpo em diferentes condições visuais, incluindo a escuridão total.

Aplicando o conhecimento a cérebros maiores

Com estes novos dados, quais os próximos passos? Para responder a essa pergunta, Eugenia acredita que isto é apenas o começo: "O efeito preventivo do feedback visual que observamos sugere fortemente a presença de interações bidirecionais entre os sinais da medula espinhal e os circuitos visuais no cérebro, assim a próxima etapa para nós é compreender esta interação bidirecional em diferentes

comportamentos. De um modo mais geral, estes fluxos de informações interconectados entre o corpo e o cérebro não afetam apenas o controlo das correções de movimento, mas também criam percepção e o sentido de identidade. Por exemplo, em certas condições psiquiátricas, como quando um paciente não consegue reconhecer os seus próprios membros, existem estados específicos em que essas interações bidirecionais foram fragmentadas.”

A palavra final cabe a Tomás, que se prepara para defender a sua tese de doutoramento: “Os próximos passos deste trabalho são a identificação dos circuitos neurais onde convergem estas fontes de informação e a investigação de como estas interagem para guiar o comportamento do animal”.

Estudo
Numa investigação conjunta entre o Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI) da Ciências ULisboa, a CIC...

A principal conclusão deste estudo permite um avanço no conhecimento sobre quimioterapias com óxidos de molibdénio e realça as nuances pelas quais os sucessivos equilíbrios de pH controlam a ação oncocida aparente do {Mo7}. Este trabalho abre ainda o caminho para novas rotas terapêuticas na quimioterapia.

Os investigadores conseguiram demonstrar por via computacional como se manifesta a reação de inserção de água no grupo fosfo-éster por ação do [Mo2O8]4- e ainda a incapacidade do hepta-molibdato {Mo7} ativar diretamente a reação.

Este trabalho foi desenvolvido no BioISI Ciências ULisboa, no âmbito do projeto “In Silico Bionanosolutions”, liderado por Adrià Gil Mestres, e contou com a participação de Frederico F. Martins, Ángel Sánchez-González e Nuno A. G. Bandeira. Outros parceiros da equipa são José Lanuza, Xabier Lopez e Haralampos Miras. O projeto teve como instituição proponente a Associação para a Investigação e Desenvolvimento de Ciências (Fciências.ID) e foi financiado no valor de € 238 756,96, ao abrigo do concurso para financiamento de projetos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico em todos os domínios científicos - 2017.

Os resultados desta investigação “Probing the Catalytically Active Species in POM-Catalysed DNA-Model Hydrolysis” foram publicados em abril de 2021 na revista europeia de química Chemistry A European Journal.

 

 

 

Exposição patente até 20 de setembro na Escola de Medicina da Universidade do Minho
A exposição “Uma Visita à História da Diabetes no Centenário da Descoberta da Insulina” está em exibição na cidade de Braga,...

Esta mostra tem como objetivo divulgar uma nova perspetiva sobre a insulina, através de uma viagem aos principais marcos históricos relativos ao tratamento da diabetes desde o antigo Egipto até 1921, o ano da descoberta da insulina.

Nos anos 80 do século XX, a insulina passou a ser totalmente comparticipada pelo Serviço Nacional de Saúde, o que permitiu que grande parte da população tivesse acesso a este tratamento, sendo este um dos destaques da exposição. Em Portugal, a figura de Ernesto Roma, um médico nascido no Minho, assume um papel determinante, pois foi o responsável pela introdução do conceito de educação terapêutica no tratamento com insulina das pessoas com diabetes e é a si que se deve a criação da primeira associação de diabetes do mundo, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP). Uma instituição que ao longo dos seus 95 anos de história tem mantido alta a bandeira de respeito pelas pessoas com diabetes e de defesa da sua autonomia e integração social.

No dia 13 de setembro haverá uma conversa sobre a insulina e a diabetes, que contará com a participação de Luís Gardete Correia (Presidente da Fundação Ernesto Roma e médico da APDP), de Filipa Ribeiro (investigadora do ICVS) e Marina Gonçalves (diretora do Centro de Medicina Digital P5) no auditório A1.05, na Escola de Medicina, num evento moderado pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da UMinho. A partir das 11h a sessão pode ser acompanhada presencialmente ou através da transmissão no canal de YouTube daquela universidade.

A exposição irá permanecer na Universidade do Minho até ao dia 20 de setembro. Para mais informações, consulte o link www.100anosinsulina.pt.

 

 

Sessão realiza-se a 15 de setembro
As crianças têm sempre muita energia e curiosidade, essencialmente nos primeiros anos de vida, o que os torna mais suscetíveis...

Sob o mote “Primeiros Socorros ao Recém-Nascido”, Heloísa Ferreira, Enfermeira na área da Saúde Materna e Obstetrícia, guiará esta sessão dedicada à partilha de conhecimentos sobre como evitar os contratempos e gerir os incidentes. Depois desta sessão, todos os papás estarão preparados para prestar os melhores primeiros socorros nos primeiros imprevistos que afetam a vida dos seus bebés. 

A MasterClass tem também como objetivo ajudar as futuras mamãs a saberem quais os nutrientes que não podem mesmo faltar na sua própria alimentação. Na sessão que se segue “Os nutrientes essenciais na alimentação de todas as grávidas”, Carla Gomes, Nutricionista, irá apresentar a função de cada nutriente e a sua importância no desenvolvimento do bebé. As grávidas também descobrirão quais os alimentos onde encontrarão os melhores nutrientes e como os poderão inserir na sua rotina alimentar.

A sessão terminará com um pequeno debate, onde todas as participantes poderão partilhar as suas experiências e ver esclarecidas todas as dúvidas em relação à necessidade de saber prestar os primeiros socorros e aos cuidados com a sua alimentação. 

 

Sessões online gratuitas
A gravidez é um período alimentado por grandes expectativas com a chegada do bebé e o momento do parto. Para assinalar o Dia da...

Parto normal ou cesariana? Quando é recomendado fazer indução do parto? Como diferenciar uma contração verdadeira de uma “falsa”? Quais os sinais do trabalho de parto? O que fazer se rebentar as águas? Dúvidas como estas, muito comuns, principalmente junto das mães de primeira viagem, serão respondidas pelo Enfermeiro José Portugal, especialista em saúde materna e obstétrica, no próximo dia 14 de setembro (inscrições disponíveis aqui). Ainda nesta sessão, a Enfermeira Gisélia Machado, especialista em saúde materna e obstetrícia, vai ensinar a relaxar os músculos do pavimento pélvico com uma massagem perineal para prevenir lacerações no momento do parto.

A hidratação durante a gravidez será um dos tópicos a abordar na sessão do dia 16 de setembro (inscrições disponíveis aqui) sob o tema “Benefícios da água mineralizada na gravidez, na amamentação e no alívio das cólicas do bebé”, com o contributo da Enfermeira Célia Pinheiro, enfermeira em pediatria e conselheira em aleitamento materno. Para os pais que já tiveram a oportunidade de viver a experiência da maternidade/paternidade pela primeira vez, Eva Barros, autora do podcast Muito me Contas, ajudará na missão de explicar a chegada de um irmão. Haverá ainda oportunidade de participar numa aula prática de “Pilates em casa”, com a personal trainer Sandra Sousa.

E porque o pai deve assumir um papel ativo durante a gravidez, parto e pós-parto, no dia 21 de setembro (inscrições disponíveis aqui), a Enfermeira Sara Paz, especialista em saúde materna e obstetrícia, vai apoiar os pais a perceberem como podem atuar durante o trabalho de parto e partilhará dicas práticas sobre o que fazer para tornar esse momento mais acolhedor. Esta sessão vai contar ainda com a presença da Enfermeira Davina Ferreira, especialista em saúde materna e obstétrica, para explicar “Contacto pele a pele entre mãe e bebé: porque é tão importante para o vínculo afetivo?”.

Nestas sessões, os pais vão ficar também a perceber tudo sobre as duas fontes de células estaminais do sangue do cordão umbilical e a sua utilidade no tratamento de mais de 80 doenças. Para esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o processo de guardar ou doar estas células, estará presente um especialista em células estaminais da Crioestaminal. Os futuros pais inscritos poderão usufruir da oferta de vales em marcas de puericultura e a possibilidade de acederem aos conteúdos da plataforma 24 horas depois da transmissão.

As sessões online das Conversas com Barriguinhas realizam-se todas as semanas e têm como objetivo ajudar as grávidas portuguesas a preparar a chegada do seu bebé, a partir do conforto da sua casa.

Inquérito da APCOI
A Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI), de acordo com os dados do Instituo de Financiamento da Agricultura...

A APCOI apurou também que apenas 19,8% (61), integram a Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis e realizou um inquérito para avaliar o grau de consciencialização de diversas autarquias, relativamente à prevalência da obesidade infantil em Portugal.

 O inquérito realizado pela APCOI, no contexto nacional de eleições autárquicas em que nos encontramos, contou com a participação de 126 municípios e concluiu que 85,5% (106) revelaram desconhecer qual a prevalência de crianças com obesidade ou pré-obesidade no seu concelho e apenas 26,6% (33) têm um plano municipal de prevenção para a obesidade infantil.

 Preocupada com o aumento generalizado de peso das crianças no último ano, motivado pelo encerramento das escolas devido à pandemia da Covid-19, a APCOI organizou recentemente um encontro de autarquias com o objetivo de travar o aumento da obesidade infantil, através da implementação do projeto de prevenção “Heróis da Fruta”, em simultâneo com o Regime europeu de distribuição de fruta, hortícolas e leite nas escolas, em todos os municípios nacionais até 2025.

Apenas 34,7% (43) dos municípios participantes no encontro autárquico já tinham implementado nas suas escolas o projeto “Heróis da Fruta” em anos letivos anteriores.

 Até ao momento, já houve 40 municípios a aderir ao projeto “Heróis da Fruta” para o ano escolar que está agora a começar. As inscrições abriram no início de setembro e podem ser feitas até dia 16 de outubro, gratuitamente, através do formulário disponível no site: www.heroisdafruta.com.

 

 

 

 

Na maioria dos casos
Pouco conhecida, a Colangite Biliar Primária é uma doença crónica rara, do foro imunológico que afet

Não se sabe ao certo o que a provoca, no entanto, admite-se que “as características de ambiente hormonal serão decisivas na a facilitação imunológica para a sua ocorrência”, daí que a Colangite Biliar Primária afete, sobretudo, o sexo feminino. “Não é contagiosa nem se pensa que seja provocada por algo em particular”, acrescenta Guilherme Macedo, Gastrenterologista. 

Segundo o especialista, esta doença é frequentemente diagnosticada entre os 40 e os 60 anos, no entanto, chama a atenção para o facto de que “ao fazerem-se analises sanguíneas hepáticas especificas, deteta-se por vezes em idades mais jovens, incluindo durante a gravidez”.  Isto porque, explica o médico, a doença é, geralmente, assintomática e silenciosa.

“O sintoma principal pode ser o cansaço inexplicável ou o prurido. Muitas doentes começam por ser consultadas por dermatologistas. O prurido por vezes é muito incapacitante, levando a feridas na pele, “sinais de coceira”, revela. No entanto, há casos em que predominam os sintomas articulares, “concomitantes a doenças reumatismais imunes a que frequentemente a CBP se associa”.

Tratando-se então de uma doença que pode passar despercebida durante anos, a melhor forma de a detetar “é através de uma análise de sangue, simples, que se faz em qualquer laboratório e qualquer médico a pode solicitar”. Segundo Guilherme Macedo, “a análise mais importante é a fosfatase alcalina”. “Há uma outra análise, muito específica, solicitada numa segunda fase, que ajuda de modo muito decisivo ao diagnóstico: são os anticorpos antimitocondriais”, acrescenta.

Apesar do seu prognóstico ser favorável “quando diagnosticada numa fase assintomática e se inicia de imediato tratamento”, estima-se que em 15 a 20% dos casos mais avançados podem surgir complicações graves. “Quando existe evidencia de sofrimento avançado do fígado, com cirrose e a denominada descompensação hepática, em que a única solução viável é a transplantação”, este prognóstico é mais sombrio.

Após este diagnóstico, e no caso de o doente já ter cirrose, este terá de fazer vigilância através de uma ecografia de 6/6 meses, toda a vida. “Existem vários testes sanguíneos que podem permitir saber se existe cirrose ou não. Mas o mais fiável é uma técnica que se assemelha à ecografia chamada de Fibroscan® (elastografia hepática). Outro exame fundamental é a ecografia abdominal e por vezes é necessário recorrer a uma biópsia hepática para definição e caracterização mais completa da situação”, esclarece o especialista.

Quanto ao tratamento, que serve para manter a doença sob controlo, este consiste “na utilização de medicamentos, como o ácido ursodesoxicólico ou o ácido obeticólico, que modificam as características da bile e da imunologia héptica”.

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia estima que, em Portugal, existam cerca de mil pessoas com esta doença. Apesar de ter tratamento, o caracter silencioso faz com que se possa tornar perigosa. “Mesmo as doenças raras do fígado podem ser facilmente diagnosticadas, identificadas e tratadas em tempo útil. O silêncio não garante a saúde do fígado, é necessário precaução e atenção regular para adivinhar e entender como o nosso fígado se comporta”, salienta Guilherme Macedo, Gastrenterologista. 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Anemia durante a gravidez é potencialmente perigosa
A carência de ferro é a causa mais frequente de anemia, condição com uma prevalência na população portuguesa de cerca de 20%....

A deficiência de ferro tem uma maior prevalência nas mulheres do que nos homens. Há fases da vida da mulher em que as necessidades de ferro são acrescidas: durante a adolescência com o aparecimento da menstruação e, particularmente, durante a gravidez, com uma prevalência de anemia de cerca de 54%. 

Na gravidez, a carência em ferro ocorre muito frequentemente devido a um aumento fisiológico de cerca de 35% da massa de glóbulos vermelhos (eritrócitos) e um aumento de 40 a 50% do volume plasmático. Há, igualmente, um aumento progressivo das necessidades de ferro durante o 2º e 3º trimestres da gravidez, devido ao desenvolvimento do feto, da placenta e tecidular materno. Por outro lado, podem ocorrer perdas normais de sangue e, por vezes, hemorragia durante o parto.   

A anemia durante a gravidez é potencialmente perigosa, porque pode provocar alterações importantes no desenvolvimento cognitivo do bebé e associa-se a desfechos perinatais desfavoráveis. 

A carência de ferro é um problema muito comum para a mulher e de extrema importância. As situações comuns que implicam maior necessidade de ferro devem ser vigiadas e devidamente corrigidas, com destaque para infância, adolescência e gravidez, onde o défice pode ter consequências muito graves. Existem atualmente inúmeras alternativas para a suplementação com ferro. O uso do ferro heme é uma mais-valia, porque permite aumentar a adesão devido a menores efeitos secundários, com uma taxa de absorção entre os 15% a 35%, que é superior ao ferro não heme (normalmente o mais utilizado). 

O ferro é um mineral essencial, importante para várias funções do organismo. Contribui para a formação normal de glóbulos vermelhos e de hemoglobina, e para o transporte normal de oxigénio no organismo. O ferro contribui, ainda, para um normal metabolismo produtor de energia e para a redução do cansaço e da fadiga. 

A carência de ferro no organismo pode fazer sentir-se através de alguns sinais como cansaço, tonturas, dores de cabeça constantes ou exaustão. 

Recomendações
A saúde visual é fundamental e tem um impacto direto na qualidade da condução. Em Portugal, segundo a Direção Geral da Saúde,...

As alterações visuais podem afetar a condução: a fadiga visual causada por uma visão reduzida pode levar à confusão e riscos na estrada. Os checkups são fundamentais para detetar e controlar possíveis alterações visuais.

A catarata é uma das patologias oculares que mais afetam a condução. A catarata ocorre quando o envelhecimento natural do olho faz com que o cristalino se torne opaco, dificultando a visão, mesmo com o uso de óculos. O inquérito europeu "More to See", para analisar o impacto da catarata na qualidade de vida, mostra que 8 em cada 10 indivíduos com mais de 60 anos de idade, com catarata, ignoram parcial ou completamente o que é esta patologia, referindo a visão turva como o principal sintoma. O estudo revelou também que os inquiridos se mostram preocupados com a possibilidade de a perda de visão afetar a sua independência e qualidade de vida.

Outra condição visual que afeta a condução é a presbiopia. Este erro refrativo surge porque o cristalino, a lente natural do olho, torna-se menos elástica e, portanto, menos capaz de focar imagens a diferentes distâncias.

Recomendações para a saúde visual associada à condução:

1.      Faça exames visuais com regularidade, pelo menos uma vez por ano. É também importante verificar a graduação, caso utilize óculos.

2.      Use óculos de sol apropriados para evitar o encandeamento na estrada.

3.      Evite o excesso de velocidade, que pode afetar o campo de visão e a capacidade de reação.

4.      Faça uma pausa de duas em duas horas. Descansar os olhos é essencial para reduzir a fadiga visual.

5.      Evite horas de pouca luminosidade, em particular se já sofrer de alguma alteração visual.

Após uma cirurgia ocular, siga todas as recomendações do profissional da visão, sobretudo se este recomendar uma pausa na condução durante um determinado período de tempo. A condução obriga a uma exigência visual que pode ser prejudicial para a recuperação.

Pela APCL, SPH e Gilead
Projeto em neoplasias de células B maduras será distinguido.

No Dia Mundial do Linfoma, 15 de setembro, às 18h30, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH), com o apoio da Gilead Sciences, vão entregar 15 mil euros ao projeto de investigação vencedor da 3.ª edição da bolsa “Building Future Knowledge in mature B cell malignancies”. A cerimónia decorrerá na sede da APCL, em Lisboa.

O projeto vencedor vai ser distinguido com a atribuição de uma bolsa no valor de 15.000€, destinada à implementação da respetivo projeto de investigação na área das neoplasias de células B maduras no prazo de um ano. 

Nas candidaturas recebidas nesta edição da bolsa “Building Future Knowledge in mature B cell malignancies” foi valorizada a componente interdisciplinar dos projetos e a colaboração entre instituições dedicadas ao estudo das áreas de tratamento, diagnóstico, epidemiologia, impacto sociológico da doença e melhoria da qualidade de vida do doente. 

Os projetos foram avaliados por um júri composto por Maria Gomes da Silva, diretora do Serviço de Hematologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, Mário Mariz, diretor do Serviço de Onco-Hematologia do IPO do Porto, e por João Raposo, diretor do Serviço de Hematologia do Centro Hospitalar de Lisboa Norte.

A cerimónia, que irá decorrer nas instalações da APCL em Lisboa, vai contar com a presença de Manuel Abecasis, presidente da APCL, João Raposo, presidente da SPH, e Claúdia Delgado, diretora médica da Gilead.

Até 17 de setembro
A Pfizer apoia iniciativas independentes com Bolsas de Investigação no valor de 2 milhões de dólares na área da dermatologia.

Está a decorrer o processo de Submissão de Propostas a um Programa Competitivo de Bolsas promovido pela Pfizer, com um valor de financiamento até 250 mil dólares por bolsa atribuída (valor total estimado é de até 2 milhões de dólares). As submissões consideradas para financiamento deverão integrar-se enquanto Quality Improvements com foco em Dermatite Atópica e/ou Alopecia Areata.

Os projetos deverão ser submetidos até dia 17 de setembro de 2021. Apenas serão aceites as propostas que sejam submetidas nos prazos indicados.

Posteriormente, os projetos serão analisados por um painel de revisores da Pfizer, que irão selecionar os projetos para financiamento. A Pfizer não tem influência sobre nenhum aspeto dos projetos e apenas solicita relatórios sobre os resultados e o impacto dos mesmos, para partilha pública.

Estas bolsas estão inseridas no programa Pfizer Global Medical Grants (GMG), criado para apoiar iniciativas independentes, com o objetivo de melhorar os resultados em saúde e responder a necessidades médicas não satisfeitas, alinhadas com a estratégia científica da Pfizer.

Mais informações em: Understanding Healthcare Disparities in Atopic Dermatitis and Alopecia Areata Patients

Âmbito Geográfico: Global

Área de interesse: Dermatite Atópica e/ou Alopecia Areata

Área de interesse específica: Este Programa Competitivo de Bolsas pretende apoiar projetos com foco na disparidade de cuidados de saúde em populações de doentes sub-representadas com Dermatite Atópica e/ou com Alopecia Areata, com especial atenção para a melhoria dos cuidados de saúde, o acesso e a utilização dos recursos de saúde.

Uma história real de vida e de morte
A impressionante história da Inês ultrapassa a da própria vida, tocando não só aqueles que sofreram uma doença grave e os que...

Há crianças com um coração tão puro que fazem a diferença no mundo. Esta é a história de uma delas.

Um livro verdadeiro que mudará a sua vida.

Quando nasceu a desejada Inês, resultado do amor infindável dos seus pais, ninguém poderia esperar o que se seguiria. Se os primeiros tempos da bebé pareciam uma história de encantar, um inesperado problema de saúde atingiu a família quando menos esperavam. E nenhum casal está preparado para que a sua filha tenha uma doença grave e corra risco de vida.

Os primeiros anos da bebé foram passados entre o Hospital Dona Estefânia e o Hospital de Santa Marta, numa constante luta pela sobrevivência. A Inês esperou pelo transplante de coração com um sorriso contagiante e uma enorme vontade de viver. Pais, equipa médica e outras crianças foram descobrindo com a pequena guerreira que eram uma equipa e que nunca poderiam desistir. E como a Inês dizia: «Nunca perder a esperança e nunca deixar de sorrir são sempre a solução para mudar o destino.»

Os direitos deste livro revertem para a Liga dos Amigos do Hospital de Santa Marta.

A Escada para o Céu é uma edição Farol (17,69€ | 336 pp.) e as primeiras páginas estão disponíveis para leitura aqui.

 

Inscrições abertas até 27 de setembro
O programa de educação médica MatcH the Guidelines está de regresso para uma sétima edição, a segunda dedicada à Hematologia. A...

Destinado a hematologistas e internos da especialidade, o MatcH the Guidelines tem como objetivo promover, através da resolução de casos clínicos ficcionados, o conhecimento de guidelines nacionais e internacionais no tratamento de neoplasias hematológicas. Os casos clínicos foram desenvolvidos por médicos da especialidade e revistos por uma comissão científica independente, formada pela Prof. Maria Gomes da Silva (IPO Lisboa), Prof. Cristina João (Fundação Champalimaud) e Prof. António Almeida (Hospital da Luz).

Quinzenalmente será libertado um novo caso clínico para resolução na plataforma interativa do MatcH the Guidelines, num total de quatro casos que incidem sobre diferentes neoplasias hematológicas: leucemia linfocítica crónica (LLC), mieloma múltiplo (MM), linfoma difuso de grandes células B (LDCB) e leucemia mieloide aguda (LMA).

Cada caso clínico terá um conjunto de questões de escolha múltipla, a ser respondidas com base em guidelines, recomendações ou outros artigos científicos. Após a realização dos quatro casos serão apurados os dois grandes vencedores do MatcH the Guidelines, distinguidos com 5.000€ e 2.000€ em apoio à educação médica.

Criado em 2016, o MatcH the Guidelines conta já com várias edições em diferentes especialidades médicas, como a Gastroenterologia, Pediatria e Reumatologia. No total, o programa já envolveu cerca de 360 participantes na resolução de 30 casos clínicos. 

As inscrições para a segunda edição do MatcH the Guidelines na Hematologia podem ser feitas até dia 27 de setembro em http://www.matchtheguidelines.com/

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