App lusa inova e leva consultório online a qualquer lugar, a qualquer hora, à velocidade de um clique
É uma novidade no nosso País. Foi idealizada e estruturada com envolvimento de médicos, desenvolvida de raiz por profissionais...

Obstetrícia, pediatria, psiquiatria, medicina geral e familiar são algumas das especialidades que estão a sustentar o arranque da plataforma tecnológica, de que faz parte uma equipa residente de 22 médicos. Com tendência a crescer, porque a procura está a aumentar. E exponencialmente, prevê-se, para os próximos tempos.

As videoconsultas médicas até poderão nunca vir a ser o “novo normal” de que tanto se fala, mas estão nos últimos meses a ganhar a preferência de cada vez mais cidadãos e profissionais de saúde em Portugal. E a evolução é mesmo vista como imparável.

Para António Pina, CEO da YesDoc, não é por acaso que uma “parte muito significativa” dos inscritos na plataforma reside fora dos grandes centros urbanos: é que, além de ser uma alternativa de qualidade às consultas médicas presenciais, a solução “permite evitar deslocações desnecessárias, otimizar tempo de clínicos e pacientes e, consequentemente, poupar dinheiro”. A todos.

De acordo com um estudo recente da Associação Portuguesa da Telemedicina, a maioria (85%) dos profissionais de saúde não realizavam consultas à distância, antes da pandemia. Durante a crise de saúde pública atual, cerca de 94% começaram - e continuaram - a fazê-lo regularmente e 70%, aproximadamente, admitiu mesmo querer continuar a realizar teleconsultas no futuro.

A telemedicina já havia demonstrado os seus benefícios e eficácia, mas as imposições de distanciamento social e profissional ditadas pela disseminação da Covid-19 está a permitir catapultar as potencialidades do recurso de uma forma generalizada, no setor público também, mas sobretudo no privado.

Mais a mais, sublinha o CEO da YesDoc, os atos clínicos por videoconsulta “permitem aliviar hospitais, centros de saúde e gabinetes médicos de consultas desnecessárias”, além de possibilitar recuperar atos clínicos suspensos, combater listas de espera e, de uma forma generalizada, melhorar tempos de resposta. No enfiamento, soluções do calibre da YesDoc poupam as pessoas aos riscos associados a uma maior exposição a vírus e bactérias nas visitas regulares a unidades de saúde.

Um consultório online 24/7

A App (disponível de modo gratuito na Google Play e na Apple Store) permite aos pacientes escolher, de uma forma rápida e intuitiva, a especialidade clínica, o médico, o dia e a hora das videoconsultas (de meia hora de duração), em qualquer lugar do globo e horário. Elas têm um custo unitário de 40 euros nos dias úteis (se realizadas entre as 8 e as 20 horas) e 50 euros aos fins de semana e feriados (e, adicionalmente, se marcadas entre as 20 e a 8 horas dos dias úteis), e os agendamentos só ficam validados após o pagamento no ato da marcação (por referência Multibanco, MB Way e Visa).

Os utilizadores da YesDoc podem ainda utilizar o chat da plataforma para enviar um exame médico ou o resultado de análises clínicas. Tal como receber a prescrição médica e eventuais exames que tenha de efetuar.

“Portugal dispõe de uma ótima rede de telecomunicações e de Internet e, igualmente, uma das maiores taxas de utilizadores de smartphones. E tudo leva a crer que teremos a curto prazo um incremento muito expressivo de videoconsultas, que incluirá outras valências que permitam uma maior interação com os pacientes”, assegura António Pina.

A YesDoc apresenta-se, assim, como um recurso seguro (evita aglomerados em salas de espera e/ou transportes públicos) para pessoas que se encontram fora da sua residência, por motivo de férias, deslocação em trabalho ou estudos; obvia as deslocações de pessoas com dificuldades de locomoção; e possibilita aos médicos otimizarem as suas disponibilidades de agenda, e exercer a sua profissão sem custos associados, aumentando o potencial  de alcançar mais pacientes, sem necessidade de estarem localizados nos grandes centros urbanos.

A YesDoc atua de modo independente, não obriga ao pagamento de qualquer mensalidade, ou à fidelização de qualquer serviço, e assegura disponibilidade médica durante 24 horas por dia, sete dias por semana.

Estudo
Quase 63% dos portugueses defendem que haja uma reorganização do Sistema de Saúde para lidar com futuras crises em saúde,...

Ainda sobre as futuras crises em saúde, para cerca de 60% dos inquiridos, o Governo é a entidade que deverá ter um papel mais ativo, mas apenas 7,5% olham para a educação e a literacia para a saúde como aspetos com necessidade de melhoria para futuras crises de saúde. Doenças infectocontagiosas (31,5%) e as doenças mentais (28,3%) são consideradas as próximas grandes crises de saúde que Portugal enfrentará.

No que diz respeito atual estado do setor da Saúde em Portugal, o top das 3 questões mais problemáticas é constituído pelas listas de espera para consultas e exames (64,6%), pelo número reduzido de profissionais de saúde (60,7%) e pelas listas de espera para tratamentos e cirurgias (52,3%).

Em resposta aos principais problemas identificados, na opinião dos inquiridos, o investimento mais urgente passa pela contratação de mais profissionais de saúde (45,9%), o que, de acordo com o estudo, poderia resolver os problemas das listas de espera. Para cerca de 31% e 17%, o investimento deveria ter como objetivo a melhoria dos serviços hospitalares e a melhoria dos serviços dos cuidados primários, respetivamente.

O estudo, que avaliou também as necessidades dos inquiridos durante a pandemia por covid-19, apurou que 30,8% dos inquiridos tiveram dificuldades no acesso a cuidados de saúde durante este período. Para mais de 72% destes, as dificuldades foram maioritariamente sentidas ao nível do agendamento das consultas de rotina no SNS. Estas afetaram maioritariamente escalões etários mais elevados, na região Norte e Lisboa e Vale do Tejo, nos inquiridos com rendimentos mais baixos. A perceção que os inquiridos têm sobre o SNS, no entanto, não é muito vincada, mas consideram que este é um sistema tendencialmente envelhecido, próximo, orientado para o utente e universal (dirigido a todas as pessoas).

Nota positiva para a informação e processo de vacinação

Não parece ter havido dificuldade no acesso a informação sobre saúde e cuidados de saúde no período de isolamento e/ou confinamento, com cerca de 85% dos inquiridos a afirmarem que conseguiram aceder à informação necessária. Ainda assim, o médico de família surge apenas em terceiro lugar como fonte de informação privilegiada e a Linha Saúde 24 é a última da lista. As fontes mais utilizadas foram a internet (61,3%) e a televisão (48,6%).

Ainda de acordo com o estudo, a informação disponibilizada pela DGS durante a pandemia foi relevante (7,6/10) e não levantou problemas de compreensão (7,18/10) para a maioria dos inquiridos, que apontam o processo de vacinação como mais bem gerido pelas entidades competentes (8,4/10). Já os apoios sociais, os cuidados de saúde primários e a educação foram os aspetos mais criticados e com pior gestão.

Ainda assim, a perceção dos diferentes serviços na área da saúde, como farmácias e a Linha de Saúde 24, conseguiram melhorar a sua perceção junto dos inquiridos, para quem os Centros de Saúde/USF são as instituições mais importantes na rede de cuidados de saúde, sendo estes os primeiros locais a que recorrem.

O estudo, realizado pela Spirituc Investigação Aplicada em outubro de 2021, teve como objetivo perceber quais foram as principais necessidades e dificuldades da população durante a pandemia, bem como a forma como esta alterou as suas perceções sobre a área da saúde em Portugal e quais são as soluções defendidas. Para isso, foram selecionados 1.000 inquiridos com idades compreendidas entre os 18 e os 80 anos e com diferenças ao nível de agregado familiar, região de residência, rendimento mensal líquido, grau de escolaridade e condição profissional.

A Angelini Pharma Portugal, empenhada em debater as soluções futuras para o pós-pandemia, dedicou a edição do Angelini University Award (AUA!) deste ano ao tema “Soluções de crises em saúde - Identificar, gerir e cuidar”. Será ainda distinguido com o Prémio de Jornalismo o melhor trabalho publicado sobre esta temática durante o ano de 2021. Os vencedores serão conhecidos numa Cerimónia no Teatro Thalia, com transmissão live na página de Facebook do AUA!.

 

Incremento das competências digitais dos portugueses é o principal desafio na Transformação Digital no setor da Saúde
As conclusões dos mais recentes estudos realizados sobre a transformação digital no setor da saúde em Portugal, revelam que os...

A Deloitte, em parceria com o MUDA e com a Roche, desenvolveu um Estudo focado nos Serviços Digitais de Saúde em Portugal, cujos resultados hoje se apresentam. Desta análise, conclui-se que mais de 55% dos inquiridos gestores em Portugal afirmam acreditar que os principais desafios para a transformação digital na área da saúde serão ultrapassados em menos de cinco anos. Para os gestores portugueses, a Interoperabilidade de dados, o Registo Eletrónico, a inteligência artificial, a monitorização remota de pacientes e a telemedicina são as tecnologias consideradas prioritárias.

Um outro estudo, realizado pela GFK, destaca que dois terços dos portugueses utilizam serviços de saúde através da Internet, sendo as receitas eletrónicas o recurso digital preferencial. Por outro lado, a utilização de aplicações móveis na área da saúde e do bem-estar parece estar longe de ser de frequente utilização.

Do inquérito feito pela GFK, a primeira conclusão aponta para uma elevadíssima percentagem de utilizadores diários da Internet (92%), o que pode ser explicado pelo facto de o inquérito, embora à escala nacional, ter sido limitado às pessoas entre os 35 e os 64 anos. Aliás, no grupo 55-64 anos a percentagem de utilizadores cai para 79%.

A receita sem papel, o Registo de Saúde Eletrónico e a App MySNS são considerados os principais progressos da transformação digital implementados em Portugal. O estudo procurou, também, perceber a relação dos doentes crónicos com a utilização de aplicações. Quase 94% dos inquiridos com doenças crónicas dizem nunca utilizar um serviço digital específico para monitorizar a sua doença.

Estas e outras conclusões serão apresentadas num evento promovido pelo MUDA, pela Roche e Deloitte – DIGITAL HEALTH - onde se abordarão as novas soluções, aplicações e serviços digitais, com foco especial no paciente e nos cuidados integrados, explorando ainda iniciativas que promovam a sua adoção tanto pela população geral, como pelos doentes crónicos. 

Para além da participação de mais de 15 peritos nas áreas digital e da saúde e da intervenção do Secretário de Estado da Transição Digital, André de Aragão Azevedo, serão debatidas as novas soluções, aplicações e serviços digitais ao dispor dos utentes e doentes crónicos.

A sessão pode ser acompanhada online em: https://evento.muda.pt/

Iniciativa, liderada pela ESEnfC, envolve instituições de Portugal, Espanha, Finlândia e Polónia
Uma equipa multidisciplinar, que reúne parceiros de Portugal, Espanha, Finlândia e Polónia, está desde hoje, e até quarta-feira...

Enfermeiros, médicos, professores e psicólogos, liderados pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), e beneficiando do apoio das áreas da Engenharia Química, Gestão, Empreendedorismo e Saúde Pública, ultimam um projeto europeu que compreende a disponibilização gratuita – para alunos, professores e enfermeiros –, em formato e-book, das diretrizes de boas práticas neste domínio e a construção de cenários de simulação, a utilizar como ferramenta didática de aprendizagem, quer em ensino presencial, quer no ensino à distância.

“InovSafeCare - Educating Students for Innovative Infection Prevention and Control Practices in Healthcare Settings” é o nome do projeto, apoiado financeiramente pelo programa Erasmus+ da União Europeia, que, além da ESEnfC, integra a Universidade de Salamanca (Espanha), a Savonia University of Applied Sciences (Finlândia), o Hipolit Cegielski State College of Higher Education in Gniezno (Polónia) e o Instituto Politécnico de Santarém (Portugal).

Iniciado no final de 2018, o projeto, que deverá ficar concluído este ano, pretende, complementarmente, estimular nos estudantes de Enfermagem a necessidade de pensarem criticamente sobre a realidade que os rodeia e de desenvolverem ideias inovadoras que preencham as lacunas identificadas no campo da prevenção e controlo das IACS.

O projeto InovSafeCare enquadra-se no TecCare, eixo estratégico da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem, da ESEnfC, que pretende aliar o conhecimento e a prática clínica à investigação experimental desenvolvida no mundo do ensino superior no domínio das tecnologias dos cuidados de saúde, visando a inovação e a transferência de conhecimento para uma melhoria da saúde prestada às populações.

O projeto InovSafeCare foi apoiado pela Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, no âmbito de uma candidatura à Ação Chave 2 do Programa Erasmus+, no setor do Ensino Superior (KA203 – Strategic Partnerships for Higher Education), com uma subvenção de quase 338 mil euros.

Balanço DGS
Portugal já administrou mais de meio milhão de doses de reforço e adicionais da vacina contra a Covid-19 e mais de um milhão e...

No sentido de acelerar o processo de vacinação, os Centros de Vacinação do país estiveram abertos no fim de semana, tendo sido registada uma maior afluência no sábado.

Nos dois dias, foram administradas pelo menos 68.700 vacinas contra a gripe e 44.700 doses de reforço da vacina contra a Covid-19 (dados completos só ao final do dia) a utentes com idade a partir dos 65 anos.

A modalidade “casa aberta” para pessoas com 80 ou mais anos mantém-se durante a semana. Antes de se dirigirem ao Centro de Vacinação da sua área de residência, as pessoas devem consultar o respetivo horário de funcionamento em https://covid19.min-saude.pt/casa_aberta/.

Está também disponível o agendamento local para os utentes elegíveis, sendo dada prioridade às pessoas com mais idade e abrangendo, gradualmente, faixas etárias mais baixas, até chegar aos 65 anos. Os utentes continuam a ser convocados através de uma SMS para a toma em simultâneo da vacina contra a gripe e contra a Covid-19 ou apenas para a vacina contra a gripe (se não forem elegíveis para Covid-19).

Encontra-se igualmente disponível o autoagendamento das vacinas para pessoas com 70 ou mais anos, em https://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/.

A Direção-Geral da Saúde mantém o apelo à vacinação contra a gripe e contra a Covid-19.

 

Estudo da DGS
Portugal está entre os países com melhor nível de literacia em saúde, segundo um estudo realizado pela Direção-Geral da Saúde ...

De acordo com a DGS, Portugal é o país onde foi registado a maior percentagem (65%) de nível «suficiente» de literacia em saúde. As conclusões sugerem ainda que 5% das pessoas tem um nível «excelente», sendo que apenas 7,5% das pessoas foram classificadas com um nível inadequado e 22% com um nível problemático.

A avaliação faz parte do inquérito HLS19 organizado pelo consórcio M-POHL, que está a decorrer em 19 Estados-Membros da Região Europeia da Organização Mundial de Saúde.

De acordo com o estudo, 7 em cada 10 pessoas apresentam altos níveis («suficiente» e «excelente») de literacia em saúde. O aspeto da «compreensão da informação» apresentou os maiores níveis, excedendo os 75% categorizados como tendo «suficiente» e «excelentes» níveis de literacia em saúde. Adicionalmente, a literacia em saúde associada à vacinação excedeu os 70% de pessoas categorizadas com níveis «suficiente» e «excelentes».

Apesar de se tratar de um instrumento novo, estes resultados sugerem um aumento dos níveis altos de literacia em saúde da população, quando comparados com estudos anteriores.

A literacia em saúde pode ser entendida como um determinante, mediador e moderador da saúde, constituindo uma das portas de entrada da população no acesso à melhoria da saúde.

Em Portugal, este estudo envolveu uma amostra representativa da população portuguesa a partir dos 16 anos.

 

Informação sobre o perfil nutricional dos alimentos
Os produtos de Marca Própria Pingo Doce vão gradualmente incluir a escala nutricional Nutri-Score nas suas embalagens, ajudando...

O Nutri-Score é um símbolo nutricional presente na parte frontal das embalagens dos produtos alimentares, que fornece informação sobre o perfil nutricional dos alimentos. Na prática, este logotipo permite que os consumidores façam melhores escolhas alimentares com maior facilidade, assim como a comparação entre os diferentes produtos da mesma gama ou categoria.

“A adesão ao Nutri-Score é mais um passo do Pingo Doce para promover a saúde pela alimentação, uma das nossas principais missões. A nossa Marca Própria conta com uma oferta ampla de produtos, alvo de constantes reformulações nutricionais, de modo a reduzir a quantidade de sal, gordura e açúcar que contêm. É um trabalho que desenvolvemos há muitos anos, com grande transparência, e que é agora complementado com a adoção desta medida”, afirma Rita Manso, diretora Comercial da Marca Própria Pingo Doce.

A classificação de cada produto é obtida mediante a comparação entre os nutrientes e os alimentos cuja presença é mais desejada – caso das fibras, proteínas, frutas e legumes - e aqueles cuja presença deve ser mais restringida – gorduras saturadas, açúcar e sal. Fica de fora desta avaliação a lista de ingredientes, incluindo os aditivos usados, e a presença ou ausência de vitaminas e minerais. O resultado obtido é depois convertido na escala do Nutri-Score, sendo que esta varia entre cinco cores, desde o verde escuro, associado à letra A, que representa os produtos cujo consumo devemos privilegiar até ao vermelho, associado à letra E, que identifica os produtos cujo consumo deve ser mais limitado, sempre integrado numa alimentação que se deseja variada a ajustada às necessidades individuais.

O Nutri-Score aplica-se à maioria dos produtos processados, com exceção das ervas, chás, cafés e fermentos.

 

MEDICA 2021 em Düsseldorf
A saúde com marca nacional estará presente na maior feira de tecnologia para a área da saúde, a MEDICA 2021 que decorre na...

Sob a marca Health Portugal, mais de 60 empresas, em mais de 500 m2, darão corpo à maior presença portuguesa nesta feira mundial. É como diz Joaquim Cunha, Diretor Executivo do Health Cluster Portugal “a mais representativa presença portuguesa de sempre na maior feira de tecnologias para a saúde do mundo. Esta presença reforça o sentido de responsabilidade desta aposta nacional: os projetos de saúde portugueses têm vindo a ter uma procura cada vez maior internacionalmente e a prova disso é o crescimento das exportações em saúde nos últimos anos. Estamos perante um setor dinâmico, resiliente e com uma contribuição cada vez mais significativa para a economia nacional”.

A propósito da MEDICA 2021 será lançado um catálogo das ofertas nacionais em produtos e serviços na saúde: https://solutions.healthportugal.com/en/

“Desde 2009 que levamos à MEDICA empresas portuguesas do setor têxtil e vestuário”, refere Manuel Serrão, Diretor da Associação Selectiva Moda (ASM), que acrescenta “tratam-se de empresas que não tendo nesta área o seu core business sempre consideraram a Saúde como um nicho interessante”. E conclui: “não poderíamos deixar passar este importante certame sem mostrar ao mundo a capacidade que as empresas deste setor tiveram para, em tempos difíceis de pandemia, se reconverterem e em tempo record conseguirem dar resposta às necessidades que o país e a Europa enfrentaram com a falta de máscaras e de dispositivos médicos em geral”.

Já a Associação Empresarial de Portugal (AEP) que participa nesta feira pelo segundo ano consecutivo, considera, segundo Luís Miguel Ribeiro, seu presidente, “de grande importância a presença na MEDICA dado tratar-se da maior à escala mundial para o setor da saúde onde se apresentam as últimas tendências em tecnologia e produtos para a fileira médico-hospitalar, permitindo fortalecer a imagem de Portugal como país exportador num setor tão relevante e competitivo como o da saúde.”

Um dos exemplos dos projetos de saúde portugueses é a Chronic Deseases Management Platform, uma plataforma desenvolvida em colaboração por mais de 20 entidades, como startups, centros de investigação e universidades portuguesas que pode ser encontrada aqui e estará a ser demonstrada na Medica 2021.

Durante a MEDICA, mais precisamente no dia 16, à tarde, haverá ainda uma transmissão em direto do stand Health Portugal para o webinar JoinHealth – uma co-organização do HCP e EIT Health - no qual será possível conhecer alguns dos expositores portugueses e onde será apresentada, em primeira mão, a solução Chronic Disease Management Platform. A fechar este webinar haverá uma mesa redonda para discutir o potencial de Portugal enquanto laboratório de teste de tecnologias médicas.

 

Donativo
A atriz e apresentadora Cláudia Vieira entregou este mês à Make-A-Wish o donativo de 3 183€, montante angariado através da 5.ª...

Enquanto embaixadora da BebéVida e madrinha da Fundação Make-A-Wish, Cláudia Vieira esteve ao lado de Luís Melo, administrador do laboratório de tecidos e células estaminais, para entregar a Mariana Carreira, diretora executiva da Make-A-Wish, o cheque de valor superior a três mil euros em prol da continuidade da missão da associação.

Além da vertente solidária, a caminhada, que decorreu em formato virtual, pretendia incentivar o aumento da natalidade em Portugal. A 5.ª edição da Maratona da Maternidade superou o número de inscritos e os donativos da edição anterior, tendo sido contabilizadas cerca de 1 460 inscrições, correspondendo a 4 380 km (3 km por inscrição). Dado que foi atingida a meta definida pelo laboratório para a ação, 1 000 km percorridos, a BebéVida dobrou o valor das inscrições pagas, perfazendo os 3 183€, valor entregue à Fundação Make-A-Wish.

 

#VamosTocarNesteAssunto
A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), a Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDP) e a Associação Portuguesa de...

A propósito desta campanha é lançada a página: https://www.vamostocarnesteassunto.pt/ que reúne informação útil e cientificamente validada, dedicada à população em geral, sobre o cancro da próstata – um problema mundial de saúde que representa cerca de 3,5% de todas as mortes e mais de 10% das mortes por cancro. Em Portugal o cancro da próstata é o mais frequente em homens com mais de 50 anos, afetando cerca de seis mil portugueses por ano.

Pedro Nunes, urologista e membro da Associação Portuguesa de Urologia (APU) alerta que “A patologia da próstata é cada vez mais frequente e entre o leque de doenças que afetam esta glândula o cancro da próstata tem vindo a ganhar destaque, sendo já um dos tumores mais diagnosticados em Portugal e no Mundo. Neste contexto, cada vez mais cedo os homens devem dirigir-se ao médico de família e consultá-lo sobre este problema”.

Segundo Gabriela Sousa, oncologista e membro da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), o cancro da próstata “É o cancro mais frequente nos homens, mas não é o que tem maior mortalidade. Os homens devem dirigir-se ao médico de família se notarem alguma alteração da rotina urinária, como passarem a urinar muito frequentemente, a ter infeções urinárias de repetição, a levantarem-se durante a noite para urinar ou notarem sangue na urina”.

A campanha #VamosTocarNesteAssunto tem como embaixador o ex-jogador de Rugby Gonçalo Uva, que lança o desafio #RugbyCallenge a todos os portugueses para que, durante o mês de novembro, partilhem uma fotografia (post) com uma peça azul nas redes sociais, identificando a Bayer Portugal e colocando as hashtag #VamosTocarNesteAssunto e #LifeIsMeantForLiving. Por cada partilha será doado 1€ à Associação Portuguesa de Doenças da Próstata, até um limite máximo de 2.500€.

Para assinalar o Dia Mundial de Combate ao Cancro da Próstata, que se assinala a 17 de novembro, vai também realizar-se um Live no Instagram da Bayer às 21h00 com o mote da campanha, sobre cancro da próstata, que conta com a participação do Gonçalo Uva – alternada com a participação da apresentadora Sofia Cerveira –, da Dra. Gabriela Sousa da Sociedade Portuguesa de Oncologia, da Dra. Isabel Fonseca Santos Diretora Médica da Bayer e o testemunho do Sr. Joaquim Domingos da Associação Portuguesa de Doentes da Próstata.

Saiba mais no site da campanha: https://www.vamostocarnesteassunto.pt/

 

Hospital CUF Tejo desenvolve técnica inovadora
O Hospital CUF Tejo foi pioneiro no desenvolvimento, em Portugal, de uma técnica inovadora de diagnóstico de cancro da próstata...

Paulo Jorge Dinis, urologista no Hospital CUF Tejo, explica que “a biópsia da próstata por via transperineal - através da pele do períneo – sob anestesia local, é uma técnica minimamente invasiva, que fornece aos homens uma via mais segura para a biópsia, evitando complicações infeciosas (por vezes graves) e o risco de hemorragia rectal”. 

Outra vantagem é a precisão. Esta nova técnica permite a obtenção de amostras das zonas anterior e apical da próstata, que são áreas difíceis de biopsiar pela técnica transrectal (através do recto). O urologista da CUF destaca que “A capacidade de precisão conseguida através da biópsia da próstata por via transperineal evidencia uma melhoria significativa na taxa de deteção de cancro, já registada em vários estudos”. 

A experiência acumulada de mais de uma centena de biópsias realizadas por esta nova via fizeram com que a equipa de Urologia do Hospital CUF Tejo fosse pioneira em Portugal na utilização desta técnica transperineal e que esteja agora em condições de formar outros centros rumo às melhores práticas urológicas. Exemplo disso é o curso “Hands-on course - Transperineal prostate biopsy” que decorrerá dia 4 de dezembro de 2021, organizado pela CUF Academic Center, no Centro de Simulação CUF, onde os participantes terão uma introdução teórica, formação passo a passo no que diz respeito à técnica, farão treino em modelo e assistirão à realização do procedimento no doente, com o objectivo de poderem iniciar a sua execução de forma autónoma.

“O cancro da próstata é o segundo cancro mais frequentemente diagnosticado em todo o mundo e a quinta causa de morte por cancro nos homens. Observando estes números, é inegável a necessidade de apostar cada vez mais no desenvolvimento e aplicação de técnicas de diagnóstico mais seguras e precisas”, sensibiliza o médico da CUF.

 

Tecnologia inovadora permite substituir a administração oral forçada de fármacos em experimentação animal
Uma tecnologia inovadora que permite substituir a administração oral forçada de fármacos em experimentação animal, contribuindo...

Em concreto, a tecnologia, que se encontra em processo de patenteamento e que foi desenvolvida no âmbito do projeto de investigação “HaPILLness – Voluntary oral dosing in rodents”, substitui a gavagem, um método invasivo que consiste em administrar medicamentos ou outras substâncias a animais através de um tubo introduzido no estômago, causando dor e stress.

O projeto foi realizado, ao longo dos últimos três anos, no Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR), da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), com a colaboração da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC/IPC), pelos investigadores Sofia Viana (investigadora responsável), Flávio Reis (investigador corresponsável) e Inês Preguiça (aluna de doutoramento da FMUC).


Da esquerda para a direita: os investigadores Inês Preguiça, Flávio Reis e Sofia Viana

A solução desenvolvida, já validada em ratos e murganhos, os dois modelos animais mais usados em laboratório, ultrapassa as atuais limitações associadas à gavagem. Os investigadores criaram matrizes semissólidas (uma espécie de goma) capazes de incorporar os fármacos em teste e que os animais ingerem de forma voluntária e precisa. Segundo a coordenadora do projeto, Sofia Viana, esta nova tecnologia apresenta duas grandes vantagens. Por um lado, «é uma tecnologia stress free, o que significa que minimiza o enviesamento dos resultados experimentais devido ao efeito do stress causado nos animais. A outra grande vantagem é o facto de ser uma solução metabolicamente inerte, ou seja, uma tecnologia que pode ser usada num conjunto muito vasto de experiências, como, por exemplo, em doenças metabólicas, doenças do sistema nervoso central e doenças gastrointestinais, entre outras».

As experiências realizadas com os dois modelos que mais se usam em experimentação animal demonstram a eficácia da tecnologia, como relatam os investigadores. «Está a funcionar plenamente nos ratos e nos murganhos. Já testámos a tecnologia com um conjunto alargado de moléculas, desde antidiabéticos orais a antidepressivos e anti-inflamatórios».

A controvérsia em torno dos testes em animais é antiga e a pressão para a eliminação do seu uso aumenta em todo o mundo. Enquanto ainda não é possível eliminar por completo a experimentação animal, a comunidade científica trabalha no desenvolvimento de tecnologias que aumentem o bem-estar animal, no âmbito do princípio dos três Rs: do inglês Reduction (redução), Refinement (refinamento) e Replacement (substituição), previsto na legislação da União Europeia.

A tecnologia desenvolvida na UC enquadra-se no “Refinement”, isto é, metodologias que minimizem o sofrimento animal, e foi distinguida com o prémio “3Rs Refinement Prize” da EPAA – The European Partnership for Alternative Approaches to Animal Testing, uma parceria que integra stakeholders de diferentes áreas, tais como a Comissão Europeia, federações de saúde, ambiente e defesa dos animais, e mais de três dezenas de indústrias farmacêuticas e de cosmética. Esta colaboração internacional tem como missão acelerar o desenvolvimento de tecnologias de refinamento e bem-estar animal, respetiva redução do número e/ou substituição de testes em animais por métodos alternativos validados.

«Não sendo possível a eliminação dos testes em animais, a alternativa passa por adotar procedimentos que aumentem o seu bem-estar, refletindo-se na melhoria da qualidade e reprodutibilidade dos resultados dos estudos, o que é muito importante. Uma experiência realizada com condições que minimizem o sofrimento animal e exponenciem o bem-estar traduz-se necessariamente em resultados mais fiáveis e com maior potencial de translação para o homem», frisam Sofia Viana e Flávio Reis.

Esta tecnologia, acrescentam, permite que os testes de substâncias ativas em animais por via oral passem a ser efetuados de forma «muito mais friendly. É uma tecnologia que alivia

brutalmente a manipulação dos animais e até permite que eles se mantenham num ambiente social favorável, coabitando um ou mais companheiros no mesmo espaço, sem que tal interfira na aceitação voluntária e precisa das matrizes com os princípios ativos em teste».

A próxima fase da investigação, inserida no projeto de doutoramento de Inês Preguiça, é validar a tecnologia em modelos de doença, «nomeadamente doenças metabólicas, degenerativas (do sistema nervoso central) e gastrointestinais». Nesse sentido, a equipa está agora à procura de parcerias.

 

 

 

Iniciativa celebra os 100 anos da descoberta da insulina
Já são conhecidos os três vencedores do concurso ‘Diabetes com cor’, lançado a 1 de junho pela Sociedade Portuguesa de...

Gonçalo Fernandes (1º), Leonor Campos (2º) e Diogo Lima(3º) são as crianças vencedores desta primeira edição do concurso que pretendeu sensibilizar para a diabetes mellitus tipo 1 (DM1) em idade pediátrica, estimulando as crianças com a patologia a desenharem o que para elas representa a diabetes e os seus desafios.

De acordo com Teresa Borges, Presidente da SPEDP, “o objetivo da sociedade passa por promover e fomentar a necessidade de prestação de cuidados de saúde e educação das crianças e adolescentes com doenças endócrinas e metabólicas de acordo com os mais elevados e recentes conhecimentos científicos. O concurso ‘Diabetes com cor’ foi uma forma de envolvermos a comunidade pediátrica e de chegarmos ao nosso público de uma forma descontraída e divertida, mas ao mesmo tempo pedagógica.”.

O concurso ‘Diabetes com cor’ quis assim assinalar de forma lúdica os 100 anos da descoberta da insulina, envolvendo pais, crianças e a comunidade científica num compromisso de alertar para esta patologia e mostrar que a vida com diabetes pode ser cheia de cor.

De acordo com o International Diabetes Federation (IDF), em 2021 existem 537 milhões de adultos (20-79 anos) com diabetes e 1.2 milhões de crianças e jovens (0-19 anos) com diabetes tipo 1. 

De acordo com os dados do Registo Nacional - DOCE, em Portugal a DM1, em 2015, atingia 3.327 crianças e jovens com idades entre 0-19 anos, o que corresponde a 0,16% da população dessa faixa etária.

 

Doença autoimune sistémica
Trata-se de uma doença autoimune sistémica, caracterizada pela presença anticorpos que afetam a coag

Síndrome Antifosfolípido: o que é?

O síndrome antifosfolípido (SAF) ou de Hughes (Professor Graham Hughes que em 1983, em Londres, descrevia esta doença), é uma doença autoimune sistémica. O organismo doente produz anticorpos contra as proteínas ligadas aos fosfolipídios - elementos estruturais presentes na membrana das células do organismo, incluindo as células sanguíneas e as que revestem os vasos sanguíneos.

A presença destes anticorpos pode aumentar o risco de desenvolvimento de coágulos sanguíneos nas veias ou artérias ou aumentar o risco de aborto espontâneo na mulher grávida. Assim a doença pode caracterizar-se por episódios, recorrentes ou não, de trombose das artérias ou veias e/ou por morbidade na gravide, contudo, algumas pessoas são portadoras destes anticorpos, mas nunca chegam a desenvolver a doença.

De acordo com o médio internista, embora a prevalência desta patologia não seja conhecida sabe-se, contudo, que atinge sobretudo o sexo feminino e, embora seja mais frequente entre “jovens adultos e adultos de meia-idade”, pode “manifestar-se também em crianças e idosos”.

Classificação

As síndromes trombóticas que se associam à presença de anticorpos anti-cardiolipina, foram inicialmente classificadas, por Bick (1994) em 4 tipologias, baseadas nas diferentes manifestações:

  • Tipo I - trombose venosa profunda com ou sem trombose/embolia pulmonar;
  • Tipo II - trombose das artérias coronárias; trombose arterial periféricas; trombose aórtica; trombose carotídea;
  • Tipo III - trombose da artéria ou veia retinianas; trombose cerebrovascular; acidente isquémico transitório;
  • Tipo IV - uma rara combinação dos tipos I, II e III.

Mais tarde, também pelo mesmo autor, foram acrescentados mais dois tipos, o V associado à perda fetal e o tipo VI que caracteriza indivíduos aparentemente saudáveis, que apesar de possuírem anticorpos antifosfolípidicos nunca apresentaram manifestações da síndrome e são, portanto, assintomáticos.

De uma outra forma, mais simplificada, esta síndrome pode dividir-se em três tipos: o trombótico, onde predominam a formação de coágulos no sistema vascular, venoso ou arterial; o obstétrico, associado às complicações da gravidez e o catastrófico, em que se dá o atingimento de 3 ou mais regiões vasculares distintas, no período de uma semana associada ou não à falência de órgãos.

A SAF pode também classificar-se como primária, quando surge isoladamente, ou secundária, quando associada, por exemplo e mais frequentemente, a outra patologia autoimune, sendo o Lupus Eritematoso Sistémico aquele com maior representatividade, com cerca de 50% dos casos. Pode, contudo, surgir também associada à Doença Mista do Tecido Conjuntivo, Artrite Reumatoide, Artrite Psoriática, Arterite Temporal, Panarterite Nodosa, Síndrome de Churg-Strauss, Granulomatose de Wegener, Doença de Behçet, Arterite de Takayasu entre outras doenças autoimunes.

Também existe associação descrita a algumas doenças infeciosas, com aparecimento de anticorpos antifosfolípidicos, mas raramente com manifestações de trombose. O caso paradigmático é o VIH, em que cerca de 70% dos infetados, desenvolvem anticorpos de SAF, mas cuja manifestação única é a trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas).

Outras infeções como a rubéola, o sarampo, adenovírus, lepra e micoplasma também podem originar anticorpos anticardiolipina, contudo apenas de forma transitória e, mais uma vez, não relacionados com tromboses.

Grupos de risco

De acordo com Francisco Ferreira da Silva, embora a SAF primária se trate de uma trombofilia – “doença que propicia aparecimento de trombos vasculares” - adquirida, não hereditária, alguns estudos apontam para uma possibilidade de maior prevalência em descendentes de portadores de anticorpos anticardiolipina ou de indivíduos com diagnóstico de SAF.

Por outro lado, explica, “conhecendo-se a estreita relação destra síndrome, na sua forma secundária, com outras doenças autoimunes, nomeadamente com o Lupus Eritematoso Sistémico, é importante considerar a hipótese de rastrear a presença dos autoanticorpos em doentes com patologia autoimune ou com diagnóstico de SAF em familiares próximos”.

Diagnóstico

Segundo o internista, o seu diagnóstico “baseia-se na conjugação de critérios clínicos como as tromboses venosas ou arteriais por vezes recorrentes e/ou insucesso obstétrico, por um ou mais abortos nas primeiras dez semanas, morte fetal, ou ainda prematuridade”. A estas manifestações clínicas tem de associar-se o critério laboratorial que inclui a deteção de anticorpos antifosfolípidos em análises de sangue e que são: anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico e/ou anti-ß2glicoproteína1.

“A presença destes anticorpos deve ser confirmada após primeira identificação, passadas 6 a 8 semanas, pois, por vezes, eles podem existir, associados a outras doenças como cancro, infeções ou alguns medicamentos, sem, no entanto, serem causadores de doença”, explica o especialista em Medicina Interna.

Quanto a sintomas que permitam identificar a doença precocemente, Francisco Ferreira da Silva esclarece que não existem sinais ou sintomas que permitam prever a existência ou não da doença antes da sua manifestação clínica, “até porque o diagnóstico da doença exige que haja uma manifestação clínica”.

Deste modo, a realização de um diagnóstico precoce “vai depender do grau de suspeição do clínico que avalia um doente com quadro de trombose vascular, ou grávida com história de abortos de repetição, por exemplo”.

Não obstante, “os doentes portadores de outras doenças autoimunes, principalmente o Lupus, são muitas vezes rastreados para a presença de anticorpos antifosfolípidos, não significando, contudo, que venham a sofrer de SAF, se estes estiverem presentes”, chama a atenção o especialista.

Complicações

As complicações clássicas da SAF “e que classicamente a definem são, a trombose venosa ou arterial, muitas vezes recorrente e em qualquer território vascular, e, no caso das grávidas os abortos de repetição antes das 10 semanas de gestação, a morte fetal acima das 10 semanas ou a prematuridade antes das 34 semanas de gestação”.

Há depois, muitas outras manifestações e complicações, umas que derivam da própria síndrome e outras das consequências do atingimento de determinado território vascular/órgão.

São alguns exemplos de complicações descritas associadas ao SAF: demência, epilepsia, psicoses agudas, cegueira, diminuição do número de plaquetas, anemia hemolítica (com destruição dos glóbulos vermelhos), destruição de válvulas cardíacas, hemorragia pulmonar, livedo reticular (alteração da coloração da pele, que adquire um aspeto rendilhado de cor vermelho-azulada, muitas vezes em resposta ao frio), hipertensão e insuficiência renal.

“Importa, contudo, realçar que estas complicações não se manifestam em todos os doentes e que podem cursar de forma mais ou menos grave”, ressalva o especialista em Medicina Interna.

Na gravidez podem surgir ainda outras complicações como alterações dos batimentos cardíacos do feto, alterações do fluxo de sangue da artéria umbilical, baixo volume de líquido amniótico, restrição do crescimento do feto, baixo peso ao nascer. “Também nas grávidas o risco de tromboses vasculares está presente, principalmente nos membros inferiores”, acrescenta o internista.

Tratamento

Tratando-se de uma doença crónica, que confere um risco associado de complicações potencialmente graves, a primeira componente essencial para o tratamento, de acordo com Francisco Ferreira da Silva, “é a correta explicação da doença, riscos e complicações, para que a informação seja bem compreendida e interiorizada pelo doente”.

A terapêutica farmacológica consiste na utilização “de anticoagulantes (orais ou injetáveis) que visam reduzir a possibilidade de formação de coágulos/trombos ou tratá-los quando estes aparecem. Por vezes, utilizam-se também os antiagregantes plaquetários, isoladamente ou em associação aos anticoagulantes, como no caso da gravidez”.

Cuidados a ter

Se for diagnosticado com esta síndrome há alguns cuidados fundamentais a ter em conta:

  1. Ter acompanhamento médico regular;
  2. Cumprir o plano de tratamento prescrito, aderindo à toma regular da medicação aconselhada;
  3. Evitar outros fatores de risco que possam potenciar a formação de coágulos: fumar, tomar anticoncetivos orais, desidratação, imobilização e sedentarismo, obesidade;
  4. Informar que é portador deste síndrome sempre que tiver de ser submetido a um procedimento/tratamento médico, principalmente cirúrgico;
  5. Vigiar possíveis efeitos secundários da medicação, principalmente o aparecimento de hemorragias;
  6. Todas as mulheres que desejem engravidar e saibam e que têm o diagnóstico de SAF devem ser acompanhadas desde antes da conceção.

*com Dr. Francisco Ferreida da Silva - Medicina Interna - Clínica de Santo António 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
A análise genética pode ter a resposta
Já se perguntou porque algumas pessoas têm dificuldade para perder peso e outras não tanto? Que tipo de dieta deve seguir para...

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Quais são as quatro áreas funcionais?

Nutrição e metabolismo. A genética pode influenciar aspetos como a regulação do apetite e da saciedade, a dificuldade em perder peso ou a tendência em armazenar gordura em áreas localizadas. Conhecer o metabolismo permite adaptar a orientação nutricional para combater os entraves e assim obter os melhores resultados.

Suplementação anti-inflamatória. Com o Genomics é analisada qual a tendência que o paciente apresenta em relação à inflamação do tecido adiposo, e é visto se há uma predisposição para apresentar níveis mais elevados de substâncias pró-inflamatórias. O stress oxidativo e o estado inflamatório do corpo são muito importantes e decisivos para adaptar a dieta e a suplementação de uma forma mais personalizada e anti-inflamatória.

Atividade física. O tipo de exercício, intensidade e tempo durante o qual os exercícios são realizados são decisivos para a utilização de reservas de energia. Os genes analisados permitem adaptar o tipo de exercício que é necessário a qualquer momento (tonificação e/ou cardiovascular) e a sua frequência. Permite otimizar os esforços do paciente o que levará a um gasto correto e um equilíbrio energético.

Comportamento alimentar. É possível saber se o paciente come emocionalmente e se tem possíveis alterações no ciclo diurno. Algumas pessoas comem mais do que o habitual por causa do tédio, stress, alterações de humor, ansiedade ou tristeza. Os genes funcionam com o sistema de recompensa do cérebro, então quando comemos emocionalmente, inconscientemente procuramos prazer na comida. Com o Genomics, são elaboradas diretrizes para que seja possível controlar a impulsividade de comer e aprender a interpretar o apetite e os sinais de saciedade do corpo.

Os genes que são analisados são genes considerados não determinísticos, isto é, graças a uma mudança nos hábitos de vida saudável, ou à aplicação de diretrizes adaptadas a cada metabolismo, é possível desativá-los e contrariá-los, contrariando, portanto, as possíveis tendências negativas que determinam esses genes.

Diálogo sobre a codificação e a rastreabilidade no setor da saúde
A GS1 e a sua organização-membro a nível nacional, a GS1 Portugal, voltam a promover o debate entre líderes, parceiros e...

Entre os dias 16 e 18 de novembro, terá lugar a terceira edição do GS1 Healthcare Online Summit, um evento internacional que terá como tema Global Standards for Global Health.

Durante três dias, oradores de todo o mundo vão debater temas do setor da saúde como, por exemplo, como podem a tecnologia e os standards globais melhorar resultados clínicos ou o que deverá ser considerado para um futuro melhor nesta área. Além disso, serão apresentamos case studies neste setor, assim como o Regulamento Europeu dos Dispositivos Médicos, em vigor desde maio de 2021.

Na sexta-feira, dia 19, é a vez da GS1 Portugal promover um evento nesta área subordinado ao tema Colaboração como Driver da Supply Chain na Saúde. Além de dar a conhecer os principais factores de estrangulamento na área e destacar as boas práticas de eficiência, a GS1 Portugal pretende reforçar a importância da colaboração como fator crítico de sucesso.

 Nesta sessão, Tiago Perez Sanchez da Kaizen Institute falará sobre as lições aprendidas na Logística da Distribuição da Vacina COVID 19 e, de seguida, terá lugar um Painel Debate sobre Confiança, Segurança, Transparência e Colaboração como os pilares da cadeia de abastecimento da saúde. Nesta conversa, participarão Tiago Baleizão, General Manager do Laboratório Stada; Pedro Paiva, Sales & Trade Marketing Director do Laboratório Perrigo; Hugo Ramos, Diretor Executivo Upstream & Downstream da Alliance Healthcare; Pedro Vasques, CEO da Rede Claro; e Eunice Barata, Owner do Grupo Reis Barata.

No final, serão entregues os prémios 2021 aos vencedores do Estudo de Níveis de Serviço do setor da saúde promovidos pela GS1 Portugal, Benchmarking Saúde.

 

Nomeação
A Ipsen Pharma, empresa biofarmacêutica global centrada na inovação e cuidados especializados, nomeou Diogo Gomes como novo...

“Portugal é um mercado extremamente atrativo para a Ipsen Pharma e com um importante potencial de crescimento. A procura de novas soluções terapêuticas em campos como a oncologia, e a capacidade de resposta e o compromisso da Ipsen em melhorar a saúde e a qualidade de vida dos doentes são uma garantia”, salientou Diogo Gomes. “O conhecimento do mercado português que reúne Diogo Gomes e a sua experiência no sector são dois valores fundamentais onde iremos alavancar o crescimento da Ipsen Pharma, a médio prazo, em Portugal”, destacou Aurora Berra.

Diogo Gomes é licenciado em Administração de Empresas pelo Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa, tendo também realizado uma pós-graduação em Marketing no Instituto Superior de Gestão. Além disso, tem um programa de gestão em Administração e Direção de Empresas pela Universidade Nova de Lisboa. Diogo integra a Ipsen Pharma depois de 14 anos na Roche, empresa onde desempenhou diferentes funções de responsabilidade em Portugal e na América Latina, incluindo a direção comercial em Portugal e diversos cargos nas áreas de marketing e gestão estratégica de contas. Anteriormente, esteve nove anos na AstraZeneca em funções relacionadas com finanças, marketing e vendas.

 

Fundação Portuguesa de Cardiologia associa-se à Semana de Consciencialização para a Fibrilhação Auricular
“Prevenir, Detetar, Proteger, Corrigir e Aperfeiçoar" são as palavras de ordem da campanha global lançada pela Atrial...

Começa a 15 de novembro a Semana de Consciencialização para a Fibrilhação Auricular (FA), a arritmia cardíaca mais comum em todo o mundo, e a responsável por 20 a 30 % dos acidentes vasculares cerebrais isquémicos. Para assinalar a data, a Fundação Portuguesa de Cardiologia associa-se à Atrial Fibrillation Association  e à Arrhytmia Alliance para dar a conhecer a campanha global “Não há tempo a perder”.

Em Portugal, o papel da sensibilização e o apoio a esta campanha cabe à Fundação Portuguesa de Cardiologia, para quem a deteção precoce e o controlo da FA são fundamentais. “O diagnóstico atempado desta arritmia pode ser fundamental na prevenção de complicações como AVCs, insuficiência cardíaca, demência ou mesmo morte súbita. Podemos controlar a FA através da gestão de comportamentos, hábitos de vida e medicação. Quanto mais cedo for detetada, maior a probabilidade de sucesso. Como diz a campanha deste ano, «não há tempo a perder»”, explica Manuel Carrageta, Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

Fibrilhação Auricular em Portugal e na Europa

A partir dos 40 anos de idade, a prevalência da Fibrilhação Auricular entre os portugueses ronda os 2.5%. Ao passar os 65 anos, uma em cada dez pessoas terá desenvolvido esta arritmia. Na Europa, a estatística mostra que, a cada 15 segundos, há um AVC relacionado com FA.

Embora bastante prevalente, grande parte dos casos de Fibrilhação Auricular é silenciosa. Só se deteta demasiado tarde e depois de deixar sequelas ou de um episódio grave, como é o caso de um Acidente Vascular Cerebral. A deteção precoce e o controlo desta arritmia são, por isso, fundamentais para a manutenção de uma boa qualidade de vida, sobretudo em determinadas faixas etárias.

Atenção aos sinais

 A partir dos 65 anos, devemos ter particular atenção a sinais nem sempre claros como batimento cardíaco descoordenado, pulsação rápida e irregular, tonturas, sensação de desmaio, perda do conhecimento, dificuldade em respirar, cansaço, confusão ou sensação de aperto no peito.

É, por isso, aconselhável que, nestas idades, para além do controlo parâmetros como o peso, a tensão arterial ou o colesterol, se avalie o ritmo cardíaco e as pulsações de forma regular. Qualquer pessoa o pode fazer, de forma simples, através da autoavaliação do pulso.

Prevenção do AVC

Uma vez diagnosticada Fibrilhação Auricular, o risco de AVC pode ser reduzido significativamente através de terapêutica anticoagulante. Tal como na maioria dos países europeus, em Portugal, as normas aconselham a que se ministrem os Novos Anticoagulantes Orais, também conhecidos como NOAC. Consoante a prescrição, a medicação poderá ser tomada uma ou duas vezes ao dia.

O bom controlo desta arritmia, e a consequente manutenção da qualidade de vida dependem, também, do cumprimento escrupuloso da terapêutica. Qualquer alteração, deverá ser validada pelo médico assistente.

16 de novembro
A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) organiza mais uma sessão do Ciclo de Webinares LadoaLado...

Durante este webinar, que se inicia às 18h no dia 16 de novembro, irão ser apresentados três projetos desenvolvidos em várias unidades funcionais da região Centro no âmbito da temática, e são eles: Envelhecer com Saúde; Ser Família! Acompanhamento da família e da pessoa portadora de doença mental grave; Encontros em Saúde.

A sessão online tem como objetivos discutir aspetos/desafios das famílias de pessoas portadoras de doença mental; divulgar práticas para a promoção do envelhecimento ativo e saudável; promover a literacia em saúde e adoção práticas de estilos de vida saudável.

Marco Gonçalves, Enfermeiro Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica no Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC); Professor Adjunto Convidado na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e Vogal do Conselho de Enfermagem Regional da SRCentro, é o moderador deste webinar.

Atividade está aberta a enfermeiros e estudantes de enfermagem com interesse pelo assunto, atribuindo 0,35 Créditos de Desenvolvimento Profissional. A inscrição gratuita, mas obrigatória no Balcão Único AQUI. Até ao final do ano serão promovidos mais eventos online dentro deste ciclo de webinares.

 

 

Dia 19 de novembro
Colóquio e workshop no campus académico juntam profissionais de saúde e estudantes com o propósito de aumentar a...

O Instituto Piaget de Silves associa-se às comemorações do Dia Mundial da Prematuridade com a realização de um colóquio e de um workshop, a decorrer no dia 19 de novembro, no auditório do campus académico.

A iniciativa, dirigida em primeira linha a enfermeiros, estudantes de enfermagem e outros profissionais de saúde, visa sensibilizar os estudantes e restante comunidade académica para a problemática da prematuridade, proporcionando ao mesmo tempo um momento formativo e de partilha interdisciplinar.

O Dia Mundial da Prematuridade, também conhecido como Dia Internacional da Sensibilização para a Prematuridade, comemora-se a 17 de novembro. A efeméride é promovida pela EFCNI – European Foundation for the Care of Newborn, uma plataforma criada em abril de 2008, a nível europeu. Constituída por pais e profissionais de saúde, o movimento tem o propósito de dar voz aos recém-nascidos prematuros, bem como às suas famílias.

A data instituída serve, acima de tudo, para aumentar a consciencialização para os nascimentos prematuros, mortes e sequelas devido à prematuridade, bem como para alertar para medidas simples, comprovadas e eficientes que poderiam preveni-los. Um bebé prematuro caracteriza-se pela imaturidade do seu organismo, tornando-o mais vulnerável e sensível a determinados fatores externos, como a luz e o ruído.

O programa de atividades preparado pela Escola Superior de Saúde Jean Piaget em Silves arranca às 8h30, com um workshop com o tema “Suporte Básico de Vida Pediátrico”. Às 11 horas tem o início o colóquio que se prolonga até ao final da tarde, com múltiplas intervenções de profissionais de saúde, três mesas ao longo dia e debates.

 

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