Projeto “Desprende-Te” identifica condicionantes à inclusão social de pessoas com deficiência
A Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN) acaba de apresentar os resultados do estudo «Desprende-Te!», uma investigação...

“Neste momento, já conseguimos analisar alguns dados que dão resposta à nossa pergunta de partida: «O que condiciona negativamente a inclusão social de pessoas com deficiência?». Com este estudo podemos refletir sobre as acessibilidades existentes a nível nacional e podemos concluir que, neste momento, a maioria das pessoas com deficiência ou algum tipo de incapacidade sente que as acessibilidades que existem atualmente não dão resposta às suas verdadeiras necessidades”, explica Joaquim Brites, presidente da APN.

E acrescenta: “Um fator que nos preocupa é que mais de 40 por cento dos inquiridos, mediante a sua experiência pessoal, não sentem recetividade por parte das empresas para a contratação de pessoas com deficiência e incapacidade. Outro aspeto que merece a nossa maior atenção é o facto de mais de 50 por cento referir que a sua entidade patronal não está devidamente adaptada às suas necessidades”.

Segundo o estudo é possível aferir que 56.1 por cento dos inquiridos não consideram acessível o acesso à informação sobre os seus direitos; e 60.1 por cento avançam que as respostas sociais existentes não se adequam às diferentes fases da sua vida ou evolução da doença, sendo que a maioria considera existir uma menor proteção social na área dos apoios financeiros.

No que diz respeito às acessibilidades nos transportes públicos, 70.3 por cento dos inquiridos consideram que é o local onde existe uma grande dificuldade de acesso, sendo que 50.7 por cento já apresentaram alguma reclamação ou sugestão para a sua melhoria, e na sua maioria não foram verificadas quaisquer alterações.

No respeitante aos estacionamentos para pessoas com mobilidade reduzida, 84.5 por cento dos inquiridos consideram que estes não são devidamente utilizados. A preocupação com as questões das acessibilidades condiciona a participação social, como por exemplo férias, espaços de cultura e lazer, de cerca de 64.9 por cento dos inquiridos.

Quando questionados sobre as acessibilidades existentes, 75 por centos dos inquiridos refere que estas não dão resposta às suas reais necessidades.

O estudo «“Desprende-Te!”», uma investigação na área da inclusão, contou com o apoio do Programa de Financiamento a Projetos do INR, I.P. de 2021. Este projeto visa conhecer e identificar os principais fatores condicionantes à inclusão de pessoas com deficiência e incapacidade, definindo posteriormente as áreas prioritárias de intervenção para a mitigação destes fatores.

 

Doença afeta cerca de 800 mil portugueses
“Os dados de que dispomos apontam para uma prevalência de DPOC nos indivíduos com idade superior a 40 anos, em Portugal, de...

Apesar de ser uma das principais causas de morte em Portugal – de acordo com o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias a DPOC foi responsável, em 2016, por 2791 óbitos, 20,7% das mortes registadas por doença respiratória – os portugueses desconhecem o que é esta doença, os seus sintomas e principais causas. “A DPOC é ainda uma doença pouco conhecida porque os sintomas que a caraterizam, como a tosse e a expetoração são, muitas vezes, atribuídas ao ato de fumar, sendo vistos como normais. O cansaço para esforços e a dificuldade respiratória, outros sintomas frequentes desta doença, são relacionados, pelos doentes, com a idade, peso excessivo ou patologia cardíaca, atrasando o diagnóstico”, reforçam os médicos pneumologistas.

João Munhá e Catarina Pissara esclarecem que “DPOC é um termo utilizado para designar uma condição crónica que engloba doença dos brônquios e do tecido pulmonar, caracterizada por dificuldade respiratória e cansaço de agravamento progressivo ao longo de anos, acompanhados de tosse e expetoração frequentes. Estas queixas podem ter episódios de agudização, designados como exacerbações, durante os quais há um agravamento anormal das queixas habituais, os quais podem ser desencadeados por infeções respiratórias ou outros fatores tais como fumos, poeiras e poluição. Estas exacerbações podem acarretar um risco de vida semelhante ao do enfarte do miocárdio, pelo que o seu reconhecimento é fundamental. Têm um impacto negativo na doença, não só pelo risco associado ao episódio, mas também por que a recuperação muitas vezes não é total e após cada episódio a condição crónica vai ficando pior”.

O fumo de tabaco é a principal causa de DPOC, sendo a cessação tabágica a medida mais eficaz para evitar o aparecimento desta doença. “Os fumadores inalam mais de 4000 compostos, muitos deles cancerígenos, que ao entrar em contacto com os pulmões desencadeiam uma inflamação que está na base do desenvolvimento da doença”, afirmam os especialistas. No entanto, a inalação de fumos e partículas também é um importante fator de risco para o aparecimento da doença. O seu diagnóstico é feito através de um exame – espirometria – que avalia a função respiratória, medindo a quantidade e fluxo de ar que entra e sai dos pulmões.

Lutando, precisamente, contra a falta de conhecimento da população em geral sobre a DPOC, os seus fatores risco e principais sintomas, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, relança a campanha “DPO… quê?”.

 

 

Opinião
O mundo lusófono congrega uma população total aproximada de 264 milhões de pessoas e sete mil optome

Acresce a esta situação o contexto próprio muito específico da saúde pública da visão de cada um dos países lusófonos, com desafios enormes e extremamente variados. Se em alguns países o acesso aos cuidados para a saúde da visão é muito limitado, noutros o envelhecimento da população coloca pressão crescente sobre o sistema de saúde. Como enfrentar tão diversos e significativos desafios? Não há uma resposta definitiva a estas questão. Mas não nos enganaremos muito se assumirmos que será necessário enfrentar estes desafios em conjunto.

Há algo que partilhamos e que nos une, a nossa língua nativa e a vontade de dialogar e entre ajudar. Foi esta visão comum aos nossos países, foi esta empatia entre optometristas, foi esta a lógica que reuniu Angola, Brasil, Moçambique, Portugal e Timor-Leste na XVIIª Edição das Conferências Abertas de Optometria, uma organização da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) e que contou com mais de 1.100 participantes.

Após análise, debate e discussão entre representantes e as associações representantes dos Optometristas de cada um destes países, foi criado o Conselho Lusófono de Optometria com a participação de Associação de Optometristas Angolanos, Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria, Associação Moçambicana de Optometria e Representantes de Timor-Leste.

Este Conselho tem como atribuições a defesa da saúde pública, a saúde da visão e o direito dos utentes a cuidados para a saúde da visão, com segurança e qualidade, a promoção de mais e melhores cuidados para a saúde da visão, a defesa do acesso a cuidados para a saúde da visão de proximidade e na comunidade, com qualidade e atempadamente, e ainda, a promoção do desenvolvimento da prevenção visual, colaborando com os organismos oficiais e autoridades internacionais da área da saúde. O momento não poderia ser mais oportuno, dado que, recentemente a Assembleia-Geral da Organização Mundial de Saúde aprovou dois objetivos para 2030. O aumento em 40% da cobertura dos cuidados para o erro refrativo e o aumento em 30% da cobertura da cirurgia à catarata. Nos países onde for possível, atingir a cobertura total.

Nas celebrações da APLO no passado 23 de março, Dia Mundial da Optometria, Sílvio Mariotti, Médico Oficial da OMS, teve a oportunidade de explicar o esforço que estes objetivos implicam para cada país, para os seus ministérios da saúde, para as suas políticas de saúde e para os seus sistemas de saúde e recursos humanos. Apelou, de forma clara e objetiva, à sinergia de todos os intervenientes relevantes, incluindo os Optometristas.

O Conselho Lusófono de Optometria é, indiscutivelmente, mais um importante contributo para dar maior relevância à necessidade dos cuidados para a saúde da visão e da Optometria na lusofonia.

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Pelo segundo ano consecutivo a “Highly Cited Researchers 2021” revela
Célia Manaia, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Universidade Católica Portuguesa no Porto, é...

A investigadora da Universidade Católica no Porto destaca-se pelo seu trabalho de investigação na área da microbiologia, em particular no campo da resistência de bactérias aos antibióticos. Para Célia Manaia “só faz sentido fazer investigação científica se esta for partilhada com pares e outros sectores da sociedade”, acrescentando que “o tema de resistência a antibióticos e do seu papel enquanto contaminante ambiental é algo que preocupa diversas entidades a nível mundial, desde a gestão da água à segurança alimentar. Temas que dizem respeito à sociedade, à sua segurança e bem-estar, são sempre muito apelativos para quem faz da investigação científica a sua profissão. Ou seja, somos muitos à volta do mundo a interessar-nos por este assunto e isso justifica que os trabalhos sejam muito citados.”

A investigadora da Universidade Católica no Porto refere também que “as citações recebidas por pares, não devem ser entendidas como uma medida de qualidade, mas indicam que outros leem e citam os nossos trabalhos. E isso é muito gratificante, claro, pois para além da comunidade científica, também a sociedade beneficiará do trabalho que temos vindo a realizar no Centro de Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica”.

A metodologia que determina o "quem é quem" de investigadores influentes baseia-se nos dados e análises realizadas por especialistas em bibliometria e cientistas de dados no Institute for Scientific Information ™ da Clarivate.

No total, a lista deste ano engloba 6.600 investigadores de 70 países a nível mundial, da qual fazem parte 24 vencedores de Prémios Nobel. Os países com maior representação de investigadores citados são os Estados Unidos, China, Reino Unido e Austrália. Em Portugal, a investigadora Célia Manaia é um dos 16 cientistas portugueses que integram a lista.

 

Abertas as candidaturas ao Prémio Augusta Pinheiro
A Associação Portuguesa de Enfermeiros de Cuidados em Estomaterapia (APECE) e a empresa B. Braun acabam de abrir as...

Criado em 2017, o Prémio Augusta Pinheiro é uma forma de reconhecimento anual de boas práticas de investigação, que pretende distinguir o melhor trabalho de investigação clínica na área de Estomaterapia, elaborado por enfermeiros a nível nacional e totalmente realizado em instituições portuguesas.

Os vencedores vão receber uma bolsa no valor de 2 mil euros, que será entregue no decorrer do Congresso Nacional de Estomaterapia APECE 2022, que vai realizar-se nos dias 18 e 19 de fevereiro, na Póvoa do Varzim.

Os investigadores interessados devem formalizar o seu processo de candidatura, enviando a documentação necessária para o email para do secretariado da APECE: [email protected]

Para mais informações, consulte o regulamento da candidatura em: https://estomaterapia-apece.pt/premios

As vencedoras do prémio de 2020 foram as enfermeiras Brizida Manuela Barbosa Pereira, Sílvia Maria Moreira Queirós e Maria Alice Correia de Brito. As três investigadoras foram distinguidas pela submissão do trabalho “Validação do formulário de avaliação do desenvolvimento da competência de autocuidado na pessoa com ostomia de ventilação”, realizado no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica da Escola Superior de Enfermagem do Porto e aplicado em três hospitais do Norte do país. Brizida Manuela Barbosa Pereira foi a investigadora principal, Sílvia Maria Moreira Queirós e Maria Alice Correia de Brito, co investigadoras.

Livro Branco contempla 40 propostas emergentes
Garantir a partilha de dados sobre a história clínica do utente através de um trabalho colaborativo entre diferentes...

“Muitas vezes os farmacêuticos têm de tomar decisões sobre a saúde das pessoas sem ter na sua posse toda a informação necessária. Quando são necessários esclarecimentos acerca da terapêutica prescrita ao utente, a interação com outros profissionais de saúde é crucial, mas praticamente impossível de concretizar. Esse é apenas um exemplo dos múltiplos constrangimentos que sentimos diariamente.” esclarece Manuel Talhinhas, presidente da APJF. 

O Livro Branco foi redigido por cerca de 100 jovens farmacêuticos, em colaboração com especialistas de várias áreas (profissionais de saúde, académicos, decisores políticos e pessoas que vivem com doença). A obra contempla a visão desses intervenientes sobre temas emergentes do setor da saúde em Portugal, com destaque para os seguintes: reforçar o papel dos profissionais de saúde enquanto agentes ativos no combate à desinformação em saúde junto da população; garantir a partilha de dados entre profissionais de saúde e diferentes prestadores de cuidados nessa área, potenciando os resultados para o cidadão; incentivar o trabalho interdisciplinar e colaborativo; incluir as pessoas que vivem com doença nas decisões sobre o acesso ao medicamento.

A APJF acredita que o resultado da sua reflexão consiga impactar, nacional e internacionalmente, decisores políticos e outros stakeholders, “através da identificação das dificuldades atuais do setor da saúde e de propostas de mudança. Num momento em que cerca de 40% dos farmacêuticos ativos tem idade inferior a 35 anos, torna-se imperioso que tenhamos uma voz ativa na definição de medidas que visem a melhoria do bem-estar dos portugueses”, adianta Manuel Talhinhas.

Perspetivando também a influência da intervenção da APJF a nível internacional, é sua ambição abrir uma “discussão fora de portas” envolvendo stakeholders relevantes do setor que possam encontrar na visão destes profissionais, a inspiração para os planos que ditam as tendências a nível internacional.

 

Dispositivo tecnológico de assistência portátil capacita pessoas com dificuldades visuais e de aprendizagem
O produto OrCam Read da OrCam Technologies, empresa israelita especialista em tecnologia baseada em inteligência artificial,...

O OrCam Read está desenhado para pessoas com dificuldades de leitura derivadas de fadiga, dislexia, afasia ou outras condições, bem como para pessoas que leem grandes quantidades de texto. Em Portugal, estima-se que aproximadamente 6% da população seja disléxica e o OrCam Read, pretende ajudar a colmatar este desafio, sendo até uma ferramenta de uso escolar (atualmente, uma aluna da licenciatura de Comunicação e Media da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Politécnico de Leiria, utiliza o dispositivo nos seus estudos).

“Estamos verdadeiramente honrados que a nossa solução OrCam Read tenha sido distinguida como uma das melhores invenções de 2021, na categoria de Acessibilidade”, disse Fabio Rodriguez, country manager da OrCam em Portugal e Espanha. “Apreciamos profundamente o reconhecimento da TIME relativamente à capacidade de mudar vidas da OrCam. Fomos pioneiros nesta inovação com o objetivo de a tornar uma ‘inteligência artificial de companhia’ para ajudar diretamente as pessoas com dificuldades visuais, de leitura ou mesmo disléxicas.”

De modo a materializar a lista de melhores invenções da TIME, a revista pediu nomeações a editores, correspondentes e através de uma candidatura online, em vinte categorias distintas. Cada concorrente foi, após candidatura, avaliado em alguns fatores-chave tais como originalidade, eficácia, ambição e influência. Desta forma, na categoria “Acessibilidade” a OrCam foi uma das quatro invenções distinguidas.

Fabio Rodriguez dá ainda conta que esta “é uma distinção extremamente importante que não podia vir em melhor altura, já que no dia 3 de dezembro se celebra o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Temos sempre o cuidado de trabalhamos em proximidade com os parceiros locais para nos certificarmos que trazemos esta tecnologia aos cidadãos com dificuldades de visão, e neste caso, estamos entusiasmados porque a população portuguesa já pode adquirir este aparelho, que tem a capacidade de mudar vidas.”

O OrCam Read já está disponível em Portugal e em português, bem como em múltiplos países e terá capacidade de ler todas as principais línguas europeias. Utilizando tecnologia baseada em inteligência artificial, o leitor portátil lê e captura em tempo real, texto de qualquer superfície ou ecrã digital.

Uma das mais importantes características da solução passa por não necessitar de ligação à internet para funcionar, preservando totalmente a privacidade de dados dos seus utilizadores.

Inquérito realizado no âmbito da campanha “saBeR mais ContA”
Segundo um inquérito realizado no âmbito da campanha “saBeR mais ContA”, apenas cerca de 30% dos doentes oncológicos ou...

Globalmente, o cancro da próstata é o segundo tumor mais comum nos homens, afetando sobretudo aqueles em idade mais avançada. Contudo, segundo André Mansinho, oncologista, em doentes portadores de mutação genética BRCA2, este tipo de tumor é geralmente diagnosticado “numa idade mais jovem e com doença mais agressiva”. A referenciação para a pesquisa genética nos doentes com cancro da próstata acontece quando existe um caso de cancro da próstata, em qualquer idade, quando metastático, ou quando classificado como sendo de risco elevado a muito elevado. No caso da pessoa saudável, a referenciação é feita quando esta tem idade superior a 18 anos e que tenha, na sua família, casos de cancro hereditário associado a estas mutações BRCA1 ou BRCA2. Se confirmada a presença de uma mutação, este indivíduo “deve ser seguido numa consulta de aconselhamento genético e realizar o plano de rastreio adaptado à sua idade e mutação da qual é portador. Apesar de não minimizar o risco de desenvolver a neoplasia, irá aumentar a probabilidade de ser diagnosticado numa fase precoce e maximizar a sua probabilidade de cura”, explica o especialista.

A mutações nos genes BRCA1/2 aumentam o risco de desenvolver vários tipos de cancro, entre os quais, mama e pâncreas, no caso das mulheres, ovário, e no caso dos homens, quando na presença de mutação BRCA2, cancro da próstata, sendo possível a uma pessoa, homem ou mulher, herdá-las quando um dos progenitores (pai ou mãe) é portador de mutação no gene BRCA1/2.

Esclarecer a população sobre estas questões, particularmente, doentes oncológicos e seus familiares é o principal objetivo da campanha “saBeR mais ContA”, uma iniciativa que em 2021 conta com a participação Careca Power, a Evita, a Europacolon, a MOG (Movimento Oncológico Ginecológico), a Sociedade Portuguesa de Genética Humana, da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, a Sociedade Portuguesa de Oncologia e a Sociedade Portuguesa de Senologia. A AstraZeneca apoia esta iniciativa, que conta com um site para consulta e presença nas redes sociais, onde regularmente são partilhados diversos conteúdos, entre eles, vídeos informativos.

O inquérito, realizado no âmbito desta campanha, foi feito através dos métodos CATI (Telefónico) e CAWI (online) a uma base de dados registada na plataforma da multidados.com, convidada a participar no estudo anónimo entre os dias 2 a 20 de outubro de 2020. Foram recolhidas e validadas 500 respostas, com uma margem de erro de ±3,5%, considerando p=q=50 e 95% de margem de confiança. 

Candidaturas abertas até ao dia 31 de dezembro de 2021
A Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL) e a Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) estão a promover a segunda...

O Prémio “ANADIAL-SPN” é atribuído anualmente e tem como objetivo incentivar a realização de estudos clínicos e avaliações epidemiológicas na área da doença renal crónica. Na edição 2021, o tema do prémio é "Uma Perspetiva Integrada do Tratamento da Doença Renal no Sistema de Saúde Português – Interação e complementaridade entre os diferentes intervenientes e modalidades de tratamento".

“Pretendemos, com este Prémio, encorajar a realização de trabalhos científicos que contribuam para o estudo e diminuição da grande prevalência de portugueses com doença renal crónica, sobretudo nos estádios mais avançados. Por outro lado, queremos ajudar a colmatar a ausência de investigações clínicas e estudos epidemiológicos nesta área”, explica Jaime Tavares, presidente da ANADIAL.

“Esta iniciativa acontece num momento de particular importância para todos aqueles que lidam com a doença renal crónica, uma doença em crescimento em Portugal. Esperamos que este Prémio, o maior na área da nefrologia, possa estimular a investigação científica e distinguir os investigadores portugueses que estão dedicados a encontrar resposta para os problemas que estamos a enfrentar”, defende Aníbal Ferreira, presidente da SPN.

A doença renal crónica é uma doença provocada pela deterioração lenta e irreversível da função renal. Como consequência da perda de função, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, resultando na acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). São várias as doenças que podem provocar lesões nos rins e provocar a insuficiência renal crónica, nomeadamente a hipertensão arterial, a diabetes mellitus, as glomerulonefrites crónicas e algumas doenças hereditárias. Nas fases mais avançadas os portadores desta doença necessitam de realizar regularmente um tratamento de substituição da função renal que poderá ser a hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal.

 

 

Complicação frequente e séria
De acordo com os números da 10ª edição do Atlas da Diabetes da Federação Internacional da Diabetes,

Produzida pelo pâncreas, a insulina é uma hormona que atua no sentido de permitir que a glicose passe da corrente sanguínea para as células do corpo, sendo assim necessária para que o organismo possa utilizar a glicose no processo de produção de energia. Falamos em diabetes mellitus quando o pâncreas deixa de poder produzir insulina ou quando não a fabrica em quantidades suficientes, ou ainda quando o corpo não consegue fazer um uso adequado da insulina que produz, verificando-se a chamada resistência à insulina. Como resultado, esta doença metabólica crónica caracteriza-se pela subida anormal e não controlada dos níveis de glicemia (quantidade de glicose no sangue).

Podendo estar associada a diversas complicações clínicas passíveis de afetar a saúde e a qualidade de vida das pessoas com diabetes, a hiperglicemia (aumento excessivo dos níveis de glicemia), com o passar do tempo, pode provocar danos em vários tecidos do corpo e afetar os vasos sanguíneos e os nervos, bem como diferentes órgãos. Paralelamente, estes pacientes apresentam também um maior risco de desenvolver infeções.

A úlcera do pé diabético é uma complicação frequente e séria associada a esta doença crónica, estando vários mecanismos relacionados com o seu aparecimento, tais como a neuropatia diabética, a doença vascular periférica e as alterações biomecânicas.

As neuropatias são caracterizadas pela perda progressiva de fibras nervosas, sendo a neuropatia diabética uma das possíveis complicações da diabetes, com o aumento da glicose no sangue a ser descrito como uma das causas mais relevantes. As extremidades do corpo estão assim entre as áreas mais afetadas e, em particular, podem surgir alterações nos pés. No que diz respeito às alterações na parte sensitiva, a perda da sensibilidade merece particular atenção, dado que a perda da sensibilidade protetora plantar pode fazer com que as lesões não sejam percecionadas, acompanhadas e tratadas, o que pode ocasionar infeções e levar às amputações. Além disso, a pessoa pode deixar de sentir estímulos de temperatura. Face às lesões nos nervos e à sensação

afetada, existe a possibilidade de se verificarem alterações na marcha e na forma como o indivíduo distribui o seu peso corporal, levando a uma maior concentração da pressão em determinadas áreas do pé, o que favorece o surgimento de calosidades.

Já a doença arterial periférica resulta na perturbação da circulação sanguínea em uma ou mais extremidades, existindo uma limitação no fornecimento de oxigénio e nutrientes, face à componente obstrutiva da doença. A aterosclerose é o principal componente responsável por esta condição, que constitui um dos principais fatores que contribuem para a lesão no pé diabético e que compromete a cicatrização das úlceras, podendo mesmo levar à morte dos tecidos.

Para a prevenção de possíveis problemas de saúde associados à diabetes mellitus, controlar os níveis de glicose no sangue é a chave, o que implica que os pacientes sigam o tratamento definido pela equipa de profissionais de saúde que os acompanham e que se mantenham vigilantes. A adoção de um estilo de vida saudável, assente numa alimentação adequada e na prática de exercício físico, tendo em conta as recomendações médicas, é também muito importante.

Simultaneamente, as pessoas com diabetes devem ter cuidados acrescidos com os seus pés, procurando erradicar os fatores de riscos das úlceras, como os traumas a que os pés podem estar sujeitos. Assim, para proteger os pés de lesões, evitar andar descalço e os saltos altos, preferir um calçado fechado, que se ajuste corretamente ao pé e que ofereça um suporte adequado, com um bom amortecimento e uma biqueira larga, optar por meias sem elásticos ou costuras, aliar uma higiene e hidratação diárias, não utilizar fontes de calor para aquecer os pés e cuidar bem das unhas, limando-as a direito com limas de cartão, são bons princípios. Observar minuciosamente os pés, ao final do dia, procurando modificações na pele e unhas, bem como consultar regularmente um podologista são também cuidados fundamentais.

O podologista, enquanto profissional habilitado na prevenção, diagnóstico e tratamento das patologias do membro inferior, procurará evitar a ulceração, identificando o risco para a úlcera diabética, que é também influenciado pela idade do utente, pela duração da diabetes e pela presença de úlcera e/ou amputação anterior. Já o tratamento terá em conta as características da lesão e se existe ou não infeção, de forma a evitar complicações mais graves.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
App lusa inova e leva consultório online a qualquer lugar, a qualquer hora, à velocidade de um clique
É uma novidade no nosso País. Foi idealizada e estruturada com envolvimento de médicos, desenvolvida de raiz por profissionais...

Obstetrícia, pediatria, psiquiatria, medicina geral e familiar são algumas das especialidades que estão a sustentar o arranque da plataforma tecnológica, de que faz parte uma equipa residente de 22 médicos. Com tendência a crescer, porque a procura está a aumentar. E exponencialmente, prevê-se, para os próximos tempos.

As videoconsultas médicas até poderão nunca vir a ser o “novo normal” de que tanto se fala, mas estão nos últimos meses a ganhar a preferência de cada vez mais cidadãos e profissionais de saúde em Portugal. E a evolução é mesmo vista como imparável.

Para António Pina, CEO da YesDoc, não é por acaso que uma “parte muito significativa” dos inscritos na plataforma reside fora dos grandes centros urbanos: é que, além de ser uma alternativa de qualidade às consultas médicas presenciais, a solução “permite evitar deslocações desnecessárias, otimizar tempo de clínicos e pacientes e, consequentemente, poupar dinheiro”. A todos.

De acordo com um estudo recente da Associação Portuguesa da Telemedicina, a maioria (85%) dos profissionais de saúde não realizavam consultas à distância, antes da pandemia. Durante a crise de saúde pública atual, cerca de 94% começaram - e continuaram - a fazê-lo regularmente e 70%, aproximadamente, admitiu mesmo querer continuar a realizar teleconsultas no futuro.

A telemedicina já havia demonstrado os seus benefícios e eficácia, mas as imposições de distanciamento social e profissional ditadas pela disseminação da Covid-19 está a permitir catapultar as potencialidades do recurso de uma forma generalizada, no setor público também, mas sobretudo no privado.

Mais a mais, sublinha o CEO da YesDoc, os atos clínicos por videoconsulta “permitem aliviar hospitais, centros de saúde e gabinetes médicos de consultas desnecessárias”, além de possibilitar recuperar atos clínicos suspensos, combater listas de espera e, de uma forma generalizada, melhorar tempos de resposta. No enfiamento, soluções do calibre da YesDoc poupam as pessoas aos riscos associados a uma maior exposição a vírus e bactérias nas visitas regulares a unidades de saúde.

Um consultório online 24/7

A App (disponível de modo gratuito na Google Play e na Apple Store) permite aos pacientes escolher, de uma forma rápida e intuitiva, a especialidade clínica, o médico, o dia e a hora das videoconsultas (de meia hora de duração), em qualquer lugar do globo e horário. Elas têm um custo unitário de 40 euros nos dias úteis (se realizadas entre as 8 e as 20 horas) e 50 euros aos fins de semana e feriados (e, adicionalmente, se marcadas entre as 20 e a 8 horas dos dias úteis), e os agendamentos só ficam validados após o pagamento no ato da marcação (por referência Multibanco, MB Way e Visa).

Os utilizadores da YesDoc podem ainda utilizar o chat da plataforma para enviar um exame médico ou o resultado de análises clínicas. Tal como receber a prescrição médica e eventuais exames que tenha de efetuar.

“Portugal dispõe de uma ótima rede de telecomunicações e de Internet e, igualmente, uma das maiores taxas de utilizadores de smartphones. E tudo leva a crer que teremos a curto prazo um incremento muito expressivo de videoconsultas, que incluirá outras valências que permitam uma maior interação com os pacientes”, assegura António Pina.

A YesDoc apresenta-se, assim, como um recurso seguro (evita aglomerados em salas de espera e/ou transportes públicos) para pessoas que se encontram fora da sua residência, por motivo de férias, deslocação em trabalho ou estudos; obvia as deslocações de pessoas com dificuldades de locomoção; e possibilita aos médicos otimizarem as suas disponibilidades de agenda, e exercer a sua profissão sem custos associados, aumentando o potencial  de alcançar mais pacientes, sem necessidade de estarem localizados nos grandes centros urbanos.

A YesDoc atua de modo independente, não obriga ao pagamento de qualquer mensalidade, ou à fidelização de qualquer serviço, e assegura disponibilidade médica durante 24 horas por dia, sete dias por semana.

Estudo
Quase 63% dos portugueses defendem que haja uma reorganização do Sistema de Saúde para lidar com futuras crises em saúde,...

Ainda sobre as futuras crises em saúde, para cerca de 60% dos inquiridos, o Governo é a entidade que deverá ter um papel mais ativo, mas apenas 7,5% olham para a educação e a literacia para a saúde como aspetos com necessidade de melhoria para futuras crises de saúde. Doenças infectocontagiosas (31,5%) e as doenças mentais (28,3%) são consideradas as próximas grandes crises de saúde que Portugal enfrentará.

No que diz respeito atual estado do setor da Saúde em Portugal, o top das 3 questões mais problemáticas é constituído pelas listas de espera para consultas e exames (64,6%), pelo número reduzido de profissionais de saúde (60,7%) e pelas listas de espera para tratamentos e cirurgias (52,3%).

Em resposta aos principais problemas identificados, na opinião dos inquiridos, o investimento mais urgente passa pela contratação de mais profissionais de saúde (45,9%), o que, de acordo com o estudo, poderia resolver os problemas das listas de espera. Para cerca de 31% e 17%, o investimento deveria ter como objetivo a melhoria dos serviços hospitalares e a melhoria dos serviços dos cuidados primários, respetivamente.

O estudo, que avaliou também as necessidades dos inquiridos durante a pandemia por covid-19, apurou que 30,8% dos inquiridos tiveram dificuldades no acesso a cuidados de saúde durante este período. Para mais de 72% destes, as dificuldades foram maioritariamente sentidas ao nível do agendamento das consultas de rotina no SNS. Estas afetaram maioritariamente escalões etários mais elevados, na região Norte e Lisboa e Vale do Tejo, nos inquiridos com rendimentos mais baixos. A perceção que os inquiridos têm sobre o SNS, no entanto, não é muito vincada, mas consideram que este é um sistema tendencialmente envelhecido, próximo, orientado para o utente e universal (dirigido a todas as pessoas).

Nota positiva para a informação e processo de vacinação

Não parece ter havido dificuldade no acesso a informação sobre saúde e cuidados de saúde no período de isolamento e/ou confinamento, com cerca de 85% dos inquiridos a afirmarem que conseguiram aceder à informação necessária. Ainda assim, o médico de família surge apenas em terceiro lugar como fonte de informação privilegiada e a Linha Saúde 24 é a última da lista. As fontes mais utilizadas foram a internet (61,3%) e a televisão (48,6%).

Ainda de acordo com o estudo, a informação disponibilizada pela DGS durante a pandemia foi relevante (7,6/10) e não levantou problemas de compreensão (7,18/10) para a maioria dos inquiridos, que apontam o processo de vacinação como mais bem gerido pelas entidades competentes (8,4/10). Já os apoios sociais, os cuidados de saúde primários e a educação foram os aspetos mais criticados e com pior gestão.

Ainda assim, a perceção dos diferentes serviços na área da saúde, como farmácias e a Linha de Saúde 24, conseguiram melhorar a sua perceção junto dos inquiridos, para quem os Centros de Saúde/USF são as instituições mais importantes na rede de cuidados de saúde, sendo estes os primeiros locais a que recorrem.

O estudo, realizado pela Spirituc Investigação Aplicada em outubro de 2021, teve como objetivo perceber quais foram as principais necessidades e dificuldades da população durante a pandemia, bem como a forma como esta alterou as suas perceções sobre a área da saúde em Portugal e quais são as soluções defendidas. Para isso, foram selecionados 1.000 inquiridos com idades compreendidas entre os 18 e os 80 anos e com diferenças ao nível de agregado familiar, região de residência, rendimento mensal líquido, grau de escolaridade e condição profissional.

A Angelini Pharma Portugal, empenhada em debater as soluções futuras para o pós-pandemia, dedicou a edição do Angelini University Award (AUA!) deste ano ao tema “Soluções de crises em saúde - Identificar, gerir e cuidar”. Será ainda distinguido com o Prémio de Jornalismo o melhor trabalho publicado sobre esta temática durante o ano de 2021. Os vencedores serão conhecidos numa Cerimónia no Teatro Thalia, com transmissão live na página de Facebook do AUA!.

 

Incremento das competências digitais dos portugueses é o principal desafio na Transformação Digital no setor da Saúde
As conclusões dos mais recentes estudos realizados sobre a transformação digital no setor da saúde em Portugal, revelam que os...

A Deloitte, em parceria com o MUDA e com a Roche, desenvolveu um Estudo focado nos Serviços Digitais de Saúde em Portugal, cujos resultados hoje se apresentam. Desta análise, conclui-se que mais de 55% dos inquiridos gestores em Portugal afirmam acreditar que os principais desafios para a transformação digital na área da saúde serão ultrapassados em menos de cinco anos. Para os gestores portugueses, a Interoperabilidade de dados, o Registo Eletrónico, a inteligência artificial, a monitorização remota de pacientes e a telemedicina são as tecnologias consideradas prioritárias.

Um outro estudo, realizado pela GFK, destaca que dois terços dos portugueses utilizam serviços de saúde através da Internet, sendo as receitas eletrónicas o recurso digital preferencial. Por outro lado, a utilização de aplicações móveis na área da saúde e do bem-estar parece estar longe de ser de frequente utilização.

Do inquérito feito pela GFK, a primeira conclusão aponta para uma elevadíssima percentagem de utilizadores diários da Internet (92%), o que pode ser explicado pelo facto de o inquérito, embora à escala nacional, ter sido limitado às pessoas entre os 35 e os 64 anos. Aliás, no grupo 55-64 anos a percentagem de utilizadores cai para 79%.

A receita sem papel, o Registo de Saúde Eletrónico e a App MySNS são considerados os principais progressos da transformação digital implementados em Portugal. O estudo procurou, também, perceber a relação dos doentes crónicos com a utilização de aplicações. Quase 94% dos inquiridos com doenças crónicas dizem nunca utilizar um serviço digital específico para monitorizar a sua doença.

Estas e outras conclusões serão apresentadas num evento promovido pelo MUDA, pela Roche e Deloitte – DIGITAL HEALTH - onde se abordarão as novas soluções, aplicações e serviços digitais, com foco especial no paciente e nos cuidados integrados, explorando ainda iniciativas que promovam a sua adoção tanto pela população geral, como pelos doentes crónicos. 

Para além da participação de mais de 15 peritos nas áreas digital e da saúde e da intervenção do Secretário de Estado da Transição Digital, André de Aragão Azevedo, serão debatidas as novas soluções, aplicações e serviços digitais ao dispor dos utentes e doentes crónicos.

A sessão pode ser acompanhada online em: https://evento.muda.pt/

Iniciativa, liderada pela ESEnfC, envolve instituições de Portugal, Espanha, Finlândia e Polónia
Uma equipa multidisciplinar, que reúne parceiros de Portugal, Espanha, Finlândia e Polónia, está desde hoje, e até quarta-feira...

Enfermeiros, médicos, professores e psicólogos, liderados pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), e beneficiando do apoio das áreas da Engenharia Química, Gestão, Empreendedorismo e Saúde Pública, ultimam um projeto europeu que compreende a disponibilização gratuita – para alunos, professores e enfermeiros –, em formato e-book, das diretrizes de boas práticas neste domínio e a construção de cenários de simulação, a utilizar como ferramenta didática de aprendizagem, quer em ensino presencial, quer no ensino à distância.

“InovSafeCare - Educating Students for Innovative Infection Prevention and Control Practices in Healthcare Settings” é o nome do projeto, apoiado financeiramente pelo programa Erasmus+ da União Europeia, que, além da ESEnfC, integra a Universidade de Salamanca (Espanha), a Savonia University of Applied Sciences (Finlândia), o Hipolit Cegielski State College of Higher Education in Gniezno (Polónia) e o Instituto Politécnico de Santarém (Portugal).

Iniciado no final de 2018, o projeto, que deverá ficar concluído este ano, pretende, complementarmente, estimular nos estudantes de Enfermagem a necessidade de pensarem criticamente sobre a realidade que os rodeia e de desenvolverem ideias inovadoras que preencham as lacunas identificadas no campo da prevenção e controlo das IACS.

O projeto InovSafeCare enquadra-se no TecCare, eixo estratégico da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem, da ESEnfC, que pretende aliar o conhecimento e a prática clínica à investigação experimental desenvolvida no mundo do ensino superior no domínio das tecnologias dos cuidados de saúde, visando a inovação e a transferência de conhecimento para uma melhoria da saúde prestada às populações.

O projeto InovSafeCare foi apoiado pela Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, no âmbito de uma candidatura à Ação Chave 2 do Programa Erasmus+, no setor do Ensino Superior (KA203 – Strategic Partnerships for Higher Education), com uma subvenção de quase 338 mil euros.

Balanço DGS
Portugal já administrou mais de meio milhão de doses de reforço e adicionais da vacina contra a Covid-19 e mais de um milhão e...

No sentido de acelerar o processo de vacinação, os Centros de Vacinação do país estiveram abertos no fim de semana, tendo sido registada uma maior afluência no sábado.

Nos dois dias, foram administradas pelo menos 68.700 vacinas contra a gripe e 44.700 doses de reforço da vacina contra a Covid-19 (dados completos só ao final do dia) a utentes com idade a partir dos 65 anos.

A modalidade “casa aberta” para pessoas com 80 ou mais anos mantém-se durante a semana. Antes de se dirigirem ao Centro de Vacinação da sua área de residência, as pessoas devem consultar o respetivo horário de funcionamento em https://covid19.min-saude.pt/casa_aberta/.

Está também disponível o agendamento local para os utentes elegíveis, sendo dada prioridade às pessoas com mais idade e abrangendo, gradualmente, faixas etárias mais baixas, até chegar aos 65 anos. Os utentes continuam a ser convocados através de uma SMS para a toma em simultâneo da vacina contra a gripe e contra a Covid-19 ou apenas para a vacina contra a gripe (se não forem elegíveis para Covid-19).

Encontra-se igualmente disponível o autoagendamento das vacinas para pessoas com 70 ou mais anos, em https://covid19.min-saude.pt/pedido-de-agendamento/.

A Direção-Geral da Saúde mantém o apelo à vacinação contra a gripe e contra a Covid-19.

 

Estudo da DGS
Portugal está entre os países com melhor nível de literacia em saúde, segundo um estudo realizado pela Direção-Geral da Saúde ...

De acordo com a DGS, Portugal é o país onde foi registado a maior percentagem (65%) de nível «suficiente» de literacia em saúde. As conclusões sugerem ainda que 5% das pessoas tem um nível «excelente», sendo que apenas 7,5% das pessoas foram classificadas com um nível inadequado e 22% com um nível problemático.

A avaliação faz parte do inquérito HLS19 organizado pelo consórcio M-POHL, que está a decorrer em 19 Estados-Membros da Região Europeia da Organização Mundial de Saúde.

De acordo com o estudo, 7 em cada 10 pessoas apresentam altos níveis («suficiente» e «excelente») de literacia em saúde. O aspeto da «compreensão da informação» apresentou os maiores níveis, excedendo os 75% categorizados como tendo «suficiente» e «excelentes» níveis de literacia em saúde. Adicionalmente, a literacia em saúde associada à vacinação excedeu os 70% de pessoas categorizadas com níveis «suficiente» e «excelentes».

Apesar de se tratar de um instrumento novo, estes resultados sugerem um aumento dos níveis altos de literacia em saúde da população, quando comparados com estudos anteriores.

A literacia em saúde pode ser entendida como um determinante, mediador e moderador da saúde, constituindo uma das portas de entrada da população no acesso à melhoria da saúde.

Em Portugal, este estudo envolveu uma amostra representativa da população portuguesa a partir dos 16 anos.

 

Informação sobre o perfil nutricional dos alimentos
Os produtos de Marca Própria Pingo Doce vão gradualmente incluir a escala nutricional Nutri-Score nas suas embalagens, ajudando...

O Nutri-Score é um símbolo nutricional presente na parte frontal das embalagens dos produtos alimentares, que fornece informação sobre o perfil nutricional dos alimentos. Na prática, este logotipo permite que os consumidores façam melhores escolhas alimentares com maior facilidade, assim como a comparação entre os diferentes produtos da mesma gama ou categoria.

“A adesão ao Nutri-Score é mais um passo do Pingo Doce para promover a saúde pela alimentação, uma das nossas principais missões. A nossa Marca Própria conta com uma oferta ampla de produtos, alvo de constantes reformulações nutricionais, de modo a reduzir a quantidade de sal, gordura e açúcar que contêm. É um trabalho que desenvolvemos há muitos anos, com grande transparência, e que é agora complementado com a adoção desta medida”, afirma Rita Manso, diretora Comercial da Marca Própria Pingo Doce.

A classificação de cada produto é obtida mediante a comparação entre os nutrientes e os alimentos cuja presença é mais desejada – caso das fibras, proteínas, frutas e legumes - e aqueles cuja presença deve ser mais restringida – gorduras saturadas, açúcar e sal. Fica de fora desta avaliação a lista de ingredientes, incluindo os aditivos usados, e a presença ou ausência de vitaminas e minerais. O resultado obtido é depois convertido na escala do Nutri-Score, sendo que esta varia entre cinco cores, desde o verde escuro, associado à letra A, que representa os produtos cujo consumo devemos privilegiar até ao vermelho, associado à letra E, que identifica os produtos cujo consumo deve ser mais limitado, sempre integrado numa alimentação que se deseja variada a ajustada às necessidades individuais.

O Nutri-Score aplica-se à maioria dos produtos processados, com exceção das ervas, chás, cafés e fermentos.

 

MEDICA 2021 em Düsseldorf
A saúde com marca nacional estará presente na maior feira de tecnologia para a área da saúde, a MEDICA 2021 que decorre na...

Sob a marca Health Portugal, mais de 60 empresas, em mais de 500 m2, darão corpo à maior presença portuguesa nesta feira mundial. É como diz Joaquim Cunha, Diretor Executivo do Health Cluster Portugal “a mais representativa presença portuguesa de sempre na maior feira de tecnologias para a saúde do mundo. Esta presença reforça o sentido de responsabilidade desta aposta nacional: os projetos de saúde portugueses têm vindo a ter uma procura cada vez maior internacionalmente e a prova disso é o crescimento das exportações em saúde nos últimos anos. Estamos perante um setor dinâmico, resiliente e com uma contribuição cada vez mais significativa para a economia nacional”.

A propósito da MEDICA 2021 será lançado um catálogo das ofertas nacionais em produtos e serviços na saúde: https://solutions.healthportugal.com/en/

“Desde 2009 que levamos à MEDICA empresas portuguesas do setor têxtil e vestuário”, refere Manuel Serrão, Diretor da Associação Selectiva Moda (ASM), que acrescenta “tratam-se de empresas que não tendo nesta área o seu core business sempre consideraram a Saúde como um nicho interessante”. E conclui: “não poderíamos deixar passar este importante certame sem mostrar ao mundo a capacidade que as empresas deste setor tiveram para, em tempos difíceis de pandemia, se reconverterem e em tempo record conseguirem dar resposta às necessidades que o país e a Europa enfrentaram com a falta de máscaras e de dispositivos médicos em geral”.

Já a Associação Empresarial de Portugal (AEP) que participa nesta feira pelo segundo ano consecutivo, considera, segundo Luís Miguel Ribeiro, seu presidente, “de grande importância a presença na MEDICA dado tratar-se da maior à escala mundial para o setor da saúde onde se apresentam as últimas tendências em tecnologia e produtos para a fileira médico-hospitalar, permitindo fortalecer a imagem de Portugal como país exportador num setor tão relevante e competitivo como o da saúde.”

Um dos exemplos dos projetos de saúde portugueses é a Chronic Deseases Management Platform, uma plataforma desenvolvida em colaboração por mais de 20 entidades, como startups, centros de investigação e universidades portuguesas que pode ser encontrada aqui e estará a ser demonstrada na Medica 2021.

Durante a MEDICA, mais precisamente no dia 16, à tarde, haverá ainda uma transmissão em direto do stand Health Portugal para o webinar JoinHealth – uma co-organização do HCP e EIT Health - no qual será possível conhecer alguns dos expositores portugueses e onde será apresentada, em primeira mão, a solução Chronic Disease Management Platform. A fechar este webinar haverá uma mesa redonda para discutir o potencial de Portugal enquanto laboratório de teste de tecnologias médicas.

 

Donativo
A atriz e apresentadora Cláudia Vieira entregou este mês à Make-A-Wish o donativo de 3 183€, montante angariado através da 5.ª...

Enquanto embaixadora da BebéVida e madrinha da Fundação Make-A-Wish, Cláudia Vieira esteve ao lado de Luís Melo, administrador do laboratório de tecidos e células estaminais, para entregar a Mariana Carreira, diretora executiva da Make-A-Wish, o cheque de valor superior a três mil euros em prol da continuidade da missão da associação.

Além da vertente solidária, a caminhada, que decorreu em formato virtual, pretendia incentivar o aumento da natalidade em Portugal. A 5.ª edição da Maratona da Maternidade superou o número de inscritos e os donativos da edição anterior, tendo sido contabilizadas cerca de 1 460 inscrições, correspondendo a 4 380 km (3 km por inscrição). Dado que foi atingida a meta definida pelo laboratório para a ação, 1 000 km percorridos, a BebéVida dobrou o valor das inscrições pagas, perfazendo os 3 183€, valor entregue à Fundação Make-A-Wish.

 

#VamosTocarNesteAssunto
A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), a Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDP) e a Associação Portuguesa de...

A propósito desta campanha é lançada a página: https://www.vamostocarnesteassunto.pt/ que reúne informação útil e cientificamente validada, dedicada à população em geral, sobre o cancro da próstata – um problema mundial de saúde que representa cerca de 3,5% de todas as mortes e mais de 10% das mortes por cancro. Em Portugal o cancro da próstata é o mais frequente em homens com mais de 50 anos, afetando cerca de seis mil portugueses por ano.

Pedro Nunes, urologista e membro da Associação Portuguesa de Urologia (APU) alerta que “A patologia da próstata é cada vez mais frequente e entre o leque de doenças que afetam esta glândula o cancro da próstata tem vindo a ganhar destaque, sendo já um dos tumores mais diagnosticados em Portugal e no Mundo. Neste contexto, cada vez mais cedo os homens devem dirigir-se ao médico de família e consultá-lo sobre este problema”.

Segundo Gabriela Sousa, oncologista e membro da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), o cancro da próstata “É o cancro mais frequente nos homens, mas não é o que tem maior mortalidade. Os homens devem dirigir-se ao médico de família se notarem alguma alteração da rotina urinária, como passarem a urinar muito frequentemente, a ter infeções urinárias de repetição, a levantarem-se durante a noite para urinar ou notarem sangue na urina”.

A campanha #VamosTocarNesteAssunto tem como embaixador o ex-jogador de Rugby Gonçalo Uva, que lança o desafio #RugbyCallenge a todos os portugueses para que, durante o mês de novembro, partilhem uma fotografia (post) com uma peça azul nas redes sociais, identificando a Bayer Portugal e colocando as hashtag #VamosTocarNesteAssunto e #LifeIsMeantForLiving. Por cada partilha será doado 1€ à Associação Portuguesa de Doenças da Próstata, até um limite máximo de 2.500€.

Para assinalar o Dia Mundial de Combate ao Cancro da Próstata, que se assinala a 17 de novembro, vai também realizar-se um Live no Instagram da Bayer às 21h00 com o mote da campanha, sobre cancro da próstata, que conta com a participação do Gonçalo Uva – alternada com a participação da apresentadora Sofia Cerveira –, da Dra. Gabriela Sousa da Sociedade Portuguesa de Oncologia, da Dra. Isabel Fonseca Santos Diretora Médica da Bayer e o testemunho do Sr. Joaquim Domingos da Associação Portuguesa de Doentes da Próstata.

Saiba mais no site da campanha: https://www.vamostocarnesteassunto.pt/

 

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