Dados DGS
De acordo com os últimos dados divulgados a respeito da taxa de incidência de infeções com SARS-CoV-2, mostram que esta, nos...

Segundo o boletim epidemiológico conjunto da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge divulgados esta quarta-feira, dia 22 de setembro, a taxa de incidência desceu de 149,1 para 137,4 casos por 100 mil habitantes, a nível nacional. 

O Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus -  mantem-se, desde o início desta semana, em 0,82 a nível nacional.

 

29 de setembro
A Academia Mamãs sem Dúvidas organiza no dia 29 de setembro, entre as 18h e as 20h, mais uma edição do “Especial Grávida”, um...

O próximo “Especial Grávida”, que já vai na sua 17.ª edição, vai dar oportunidade às futuras mamãs de esclarecerem as suas dúvidas sobre três temas ligados à maternidade: “Gestação em 3 tempos: ao que devo estar atenta a cada trimestre”, temática conduzida pela Enfermeira Alice Araújo, especialista em saúde materna e obstetrícia e fundadora do projeto Momentos de Ternura; “O Presente e o Futuro das Células Estaminais”, com a participação de Maria Costa, formadora do laboratório BebéVida; e “Aula Prática: Dar banho ao bebé” com a intervenção da Enfermeira Carmen Pacheco, especialista em saúde materna e obstetrícia, bem como fundadora do Projeto Mãe.

Embora gratuita, a participação no evento requer inscrição prévia no site da Mamãs sem Dúvidas.

Todas as participantes ficam habilitadas a ganhar um cabaz de produtos no valor de 440€, composto por: uma mala da maternidade Bioderma; um tapete de atividades Tiny Love; uma almofada 10 em 1 Nuvita; um intercomunicador Alecto; uma Pegada Baby Art; um estojo de higiene Safety 1st; uma chupeta mordedor MAM; e ainda uma bomba elétrica Nuvita. A vencedora será conhecida no dia 30 de setembro, no Instagram da Mamãs Sem Dúvidas.

 

60 mil euros em Bolsas
A Roche vai divulgar no dia 28 de setembro os vencedores da 7ª edição das Bolsas de Cidadania. A sessão começa às 14:30 e pode...

Num valor total de 60 mil euros, as Bolsas procuram fomentar a participação dos cidadãos nos processos de decisão em saúde, a informação dos doentes sobre os seus direitos, assim como a sua participação nas decisões individuais de tratamento.

Trata-se de uma iniciativa da Roche para financiar projetos e ideias de associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais (ONG).

Este ano, a Roche recebeu 34 candidaturas, que foram analisadas por um júri independente e multidisciplinar, constituído por: Maria de Belém Roseira (antiga Ministra da Saúde), Graça de Freitas (Diretora-Geral da Saúde), Isabel Aldir (assessora da Presidência da República), José Pereira de Almeida (Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde), Maria do Céu Machado (médica e ex-presidente do Infarmed), Mário Pereira Pinto (Professor Universitário e investigador), Christiana Martins (jornalista), e Cláudia Ricardo (diretora de Acesso ao Mercado e Assuntos Externos da Roche).

 

 

Pela defesa dos direitos e interesses dos diabéticos
A Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes (FPAD) apresentou dois projetos, o “Projecto Blue O” e “Academia...

A “Academia FPAD” será lançada hoje, proporcionando formações gratuitas e certificadas, que facultem ferramentas para superar desafios ligados à Diabetes, para associações afiliadas que estejam interessadas na dinâmica da gestão organizacional de qualidade. Nesta 1ª Edição, destacam-se duas áreas:  a gestão e formação para a prática de voluntariado e gestão de organizações sem fins lucrativos. Estas formações irão decorrer em formato online e em horário pós-laboral para que possam incentivar à participação.

O “Projecto Blue O” é uma parceria com a FPAD que pretende desmistificar a prática desportiva em pessoas diagnosticadas com diabetes Tipo I e Tipo II, sendo extensível a toda a população, e também facilitar a integração desportiva dos atletas com Diabetes Tipo 1, ou seja, promover a participação de atletas diagnosticados com diabetes, em competições desportivas nacionais e internacionais. Esta iniciativa quer tornar os embaixadores em exemplos de superação, resiliência e sobretudo da boa vivência com a doença, proporcionando e demonstrando uma melhoria efetiva da sua condição de saúde.

Para Emiliana Querido, Presidente da FPAD, “este II Congresso Nacional da Federação Portuguesa Das Associações De Pessoas Com Diabetes além de debater a importância do desporto e da atividade física e nomeadamente os seus benefícios na vida das pessoas com diabetes, é um convívio quase de família, onde tivemos alguns momentos cómicos e atividades lúdicas para os participantes, como contamos com a participação da Tuna da Universidade de Coimbra de Medicina e a participação da Atriz Marta Costa que nos deram dinamismo e alegria nos intervalos. E onde celebrámos os 21 anos desta grande família que é a FPAD!”.

Fica desde já lançado o convite para, em 2023, juntar-se ao III Congresso Nacional das Associações de Pessoas com Diabetes, evento este que será gratuito e aberto a toda a comunidade, em data e local a anunciar em breve.

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados pouco menos de 900 casos de infeção pelo novo coronavírus e cinco mortes em território nacional. O...

As regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Centro foram as que registaram maior número de mortes, desde o último balanço: duas mortes, cada, de um total cinco. Segue-se a região Norte com uma, sendo que as restantes regiões do país, não têm nenhum óbito a assinalar, desde ontem.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 885 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 330, seguida da região Norte com 258 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 140 casos na região Centro, 44 no Alentejo e 103 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais oito infeções, e os Açores com duas.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 412 doentes internados, menos 14 que ontem.  As unidades de cuidados intensivos também menos três doentes internados, desde o último balanço: 75.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 983 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.014.772o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 32.166 casos, menos 103 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 231 contactos, estando agora 28.235 pessoas em vigilância.

Médica esclarece principais dúvidas
Ainda existem muitas dúvidas e confusões relacionadas com os procedimentos estéticos.

Os “fillers” são mesmo que “botox”.

Muitas pessoas confundem o ácido hialurónico ou outros “fillers” com o “botox”. São tratamentos completamente diferentes e com objetivos e resultados também distintos. O preenchimento facial com ácido hialurónico permite melhorar depressões no rosto (grandes sulcos, rugas profundas), permite recuperar volume perdido e hidratar a pele. É um dos melhores hidratantes que existem e quando devidamente aplicado, é um potente estimulador da nossa pele, minimizando as rugas finas e melhorando a luminosidade. A toxina botulínica, conhecida por “botox”, que é o nome de uma das suas formas de apresentação, atua como relaxante muscular, aliviando as rugas e prevenindo o seu aparecimento. Não vai acrescentar nenhum volume à zona tratada e pode usar-se para complementar os resultados dos preenchimentos faciais.

Se eu fizer um “filler” toda a gente vais saber!

Falso. A ideia de que estes tratamentos vão causar deformações no rosto, vão provocar um grande inchaço e muitas nódoas negras deve ser abandonada. É possível, e além disso, é muito frequente, fazer tratamentos com ácido hialurónico sem deixar uma única marca! Dependendo do objetivo, podemos trabalhar o rosto de diferentes formas: apenas hidratação, correção suave de pequenos volumes ou redefinir formas e o contorno do rosto. Estes tratamentos devem ser realizados com tranquilidade, gradualmente e em pequenas quantidades, para não gerar nenhum tipo de desconforto na paciente.

O tratamento de rosto com os “fillers” ou o “botox” é muito doloroso!

Erradíssimo. Todos estes tratamentos devem ser realizados depois de uma preparação prévia do rosto. Só assim, depois de aplicada anestesia tópica e com muita tranquilidade é que se deve iniciar o plano de tratamento. Normalmente esse receio desaparece com a primeira experiência.

Não vou conseguir mexer o rosto depois de um tratamento

Falso. Os tratamentos faciais com ácido hialurónico não vão interferir com a mímica facial. Vai continuar a movimentar o rosto como sempre fez, a única diferença vai ser a melhoria das rugas, da pele e da luminosidade. Mesmo o tratamento com a toxina botulínica, vulgarmente denominada “botox”, vai simplesmente aliviar a contração muscular que está na base das rugas profundas da testa. Pode fazer toxina e manter sempre algum movimento desta zona. Depende da vontade de cada um.

Uma vez começando estes tratamentos, vou ficar viciada e não conseguirei parar. Se eu fico deformada…

Nada podia ser mais errado. Estes tratamentos existem para melhorar, reequilibrar o nosso rosto e dentro de 4 a 6 meses, quer o “botox” quer o ácido hialurónico aplicado deixam de existir onde foram colocados. Mas isso não quer dizer que o efeito vá desaparecer ou que o rosto vá ficar pior. Pelo contrário. O ácido hialurónico é um estimulador da pele. E a sua ação vai sentir-se ao longo do tempo. Nunca voltamos ao ponto zero, ou seja, o benefício que aquela pele teve depois do tratamento efetuado não vai desaparecer (a pele está mais firme e mais elástica). Obviamente o volume gerado pela presença do ácido vai diminuir, mas não volta totalmente atrás. Quanto ao efeito do “botox”, o que se vai perceber é o retorno gradual das rugas. Com os tratamentos continuados, a frequência de aplicação vai diminuindo porque o músculo deixa de ser tão estimulado. Se fizer uma aplicação de “botox” e não repetir não vai ficar pior do que o que estava, quando muito ficará igual.

Não preciso fazer estes tratamentos com um médico. Posso tratar-me num spa ou noutro espaço de beleza.

Falso. Estes tratamentos devem ser realizados por médicos, qualificados e experientes. À semelhança de outro tipo de intervenções médicas, também estes procedimentos podem dar lugar a complicações e efeitos adversos. Quando realizadas por médicos qualificados, a percentagem de problemas é extremamente reduzida.

Não é possível reverter o tratamento.

Errado. O preenchimento com ácido hialurónico tem múltiplas vantagens, além de ser perfeitamente compatível com o nosso organismo pode ser eliminado, se assim for pretendido. Quando aplicado em pequenas quantidades e de forma gradual, ao longo do tempo, esta necessidade de eliminar o filler praticamente não existe. Mas saber que podemos fazê-lo é mais um motivo para que estes tratamentos sejam realizados com tranquilidade. O preenchimento facial é uma opção não cirúrgica de eleição para interferir positivamente no processo do envelhecimento, quer seja numa fase inicial para prevenir os primeiros sinais, quer depois, para ajudar a amenizar as alterações já instaladas.

Curiosidades:

  • Entre os homens, há cada vez mais adeptos destes tratamentos faciais! Já não é tabu um homem preocupar-se em manter a boa aparência à medida que os anos passam!
  • Os “fillers” estimulam a produção de colagénio na pele logo, precisamos de menos tratamentos numa fase avançada do que no início, quando começamos.
  • Além do rosto, também o decote e as mãos evidenciam os efeitos do envelhecimento, por isso, o tratamento destas regiões é possível com os fillers e com grandes resultados.
  • A queda dos lóbulos das orelhas (onde pomos os brincos) pode ser melhorada com “fillers”.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Uma nova pesquisa do Erasmus University Medical Center (Erasmus MC), na Holanda, descobriu que a infeção Covid-19 pode causar a...

A síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune em que o sistema imunitário de uma pessoa ataca os nervos, causando fraqueza muscular e às vezes paralisia, sendo desencadeada por uma infeção bacteriana ou viral aguda. Sabe-se ainda que esta pode durar semanas ou vários anos e, embora seja considerada uma doença relativamente rara, pode ser grave.

Desde o início da pandemia, os médicos relataram mais de 90 diagnósticos de Guillain-Barré na sequência de uma possível infeção Covid-19. No entanto, não é claro se a Covid-19 é outro possível gatilho infecioso ou se os casos relatados resultam de uma coincidência.

Entre 30 de janeiro e 30 de maio de 2020, os investigadores observaram vários pacientes com esta síndrome.  22% dos pacientes com síndrome de Guillain-Barré incluídos durante os primeiros 4 meses da pandemia tiveram uma infeção Covid-19 anterior.

Verificou-se ainda que todos estes doentes tinham mais de 50 anos e frequentemente (65%) apresentavam paralisia facial (64%) e uma forma desmielinizante da doença, concluindo-se deste modo que a infeção covid-19 pode provocar a síndrome de Guillain-Barré, mas estes casos são casos raros.

 

Em entrevista a um jornal suíço
O CEO da Moderna, Stéphane Bancel, acredita que a pandemia Covid pode terminar num ano, à medida que o aumento da produção de...

"Se tivermos em conta a expansão das capacidades de produção de toda a indústria nos últimos seis meses, até meados do próximo ano deverá haver doses suficientes para que todos os habitantes da terra possam ser vacinados. Os reforços também devem ser possíveis na medida do necessário", disse em entrevista. Em breve, até os bebés poderão ser vacinados, adiantou.

"Aqueles que não forem vacinados serão imunizados naturalmente, porque a variante Delta é muito contagiosa. Desta forma, chegaremos a uma situação semelhante à da gripe.”

Questionado se isso significa um regresso à normalidade na segunda metade do próximo ano, Bancel afirmou: "A partir de hoje, daqui a um ano, acho eu."

 

Trabalho publicado na Nature
Uma investigação científica internacional concluiu que o vírus SARS-CoV-2 propaga-se melhor no trato respiratório graças a...

As conclusões do estudo, liderado pelo centro de investigação Vir Biotechnology em São Francisco foram publicadas na revista Nature.

O trabalho demonstrou a influência das lectinas na entrada do SARS-CoV-2 nas células-alvo e, portanto, na propagação da infeção causada por este vírus, destacando assim um dos mecanismos utilizados por este coronavírus para se espalhar mais facilmente no trato respiratório.

Os resultados sugerem ainda que as lectinas podem modular a capacidade dos anticorpos para bloquear o vírus e assim prevenir a infeção, uma descoberta que deve ser tida em conta ao desenhar futuras estratégias terapêuticas com anticorpos monoclonais.

Para infetar, o SARS-CoV-2 deve ligar-se a uma proteína localizada no exterior da célula hospedeira, chamada ACE2, que funciona como um recetor para o vírus e permite a sua entrada.

 

Estudo
Atualmente, os consumidores entendem o “bem-estar” como um conceito abrangente, incluindo não só o bem-estar físico e nutrição,...

Num universo de cerca de 7500 consumidores em seis países, 79% dos inquiridos revelam acreditar que o bem-estar é importante, e 42% consideram-no uma prioridade. O mercado global do bem-estar está avaliado em cerca de 1,3 biliões de euros, registando um crescimento anual de 5 a 10%.

Como é que os consumidores definem “bem-estar”?

Considerando a evolução contínua das visões no que diz respeito ao bem-estar, o estudo da McKinsey identificou seis dimensões a partir das quais os consumidores entendem o conceito: saúde, fitness, nutrição, aparência, sono e mindfulness.

Os consumidores procuram cada vez mais agir em prol da sua saúde, sendo possível observar um aumento de apps que os ajudam a marcar consultas e obter receitas médicas, ou dispositivos que monitorizam a sua saúde e sintomas. No que diz respeito ao fitness, verifica-se um aumento exponencial de ofertas criativas que dão resposta às necessidades dos consumidores na sua própria casa. A nutrição sempre fez parte do conceito de bem-estar, contudo, os consumidores esperam agora que a sua comida, além de saborosa, os ajude a alcançar os seus objetivos, com mais de um terço dos consumidores a afirmarem que “provavelmente” ou “definitivamente” pretendem gastar mais em apps de nutrição, programas de dietas ou serviços de subscrição de alimentação no próximo ano.

A saúde parece ser a dimensão mais importante para os consumidores, e aquela que envolve mais gastos em todos os mercados incluídos no estudo. Ainda assim, assiste-se ao aumento das preocupações com outras categorias do bem-estar.

A aparência envolve maioritariamente vestuário orientado ao exercício físico e bem-estar e produtos de beleza, tais como cuidados de pele e suplementos de colagénio, tendo vindo a verificar-se um aumento da procura por procedimentos estéticos não-cirúrgicos. Considerando a ansiedade e stress provocados pela pandemia, o sono tornou-se também uma dimensão do bem-estar importante para os consumidores. Além de medicamentos como a melatonina, existe agora uma panóplia de apps e outros produtos que prometem melhorar o sono.

Mindfulness é uma categoria que ganhou popularidade recentemente, na forma de apps e outras ofertas focadas na meditação e relaxamento. Durante a pandemia, houve um aumento significativo dos problemas de saúde mental – mais de metade dos consumidores nos países envolvidos no estudo afirmam que pretendem priorizar o mindfulness. Metade dos consumidores afirma desejar uma maior oferta de produtos e serviços nesta área, o que pode indicar uma oportunidade para as empresas.

Perfil dos consumidores

Os resultados do estudo da consultora demonstram que os consumidores tendem a enquadrar-se em grupos com comportamentos distintos. Os entusiastas do bem-estar são consumidores com altos rendimentos e que acompanham ativamente as marcas e os seus lançamentos nas redes sociais. Os socialmente responsáveis preferem marcas sustentáveis e estão dispostos a pagar mais por essas características. Os consumidores conscientes com o preço acreditam que os produtos de bem-estar são importantes, mas tendem a comparar características e benefícios antes da compra, para conseguir a melhor oferta. Os consumidores fiéis mantêm as suas rotinas com marcas que conhecem, enquanto os participantes passivos não seguem ativamente marcas ou novos produtos.

A McKinsey descobriu que os entusiastas do bem-estar e os socialmente responsáveis são aqueles que mais gastam em produtos e serviços de bem-estar, por oposição aos fiéis e participantes passivos, que gastam menos em relação a outros grupos.

Tendências de consumo e estratégias

O relatório desenvolvido pela consultora revela seis tendências que têm vindo a ganhar tração, assim como potenciais estratégias que permitirão às empresas acompanhar o crescimento da indústria:

A supremacia dos produtos naturais. Os consumidores revelam uma preferência crescente por produtos naturais numa variedade de áreas: cuidados de pele, cosméticos, vitaminas, alimentação, entre outros. Uma percentagem significativa dos consumidores em todo o mundo afirmou que escolheria produtos naturais ao invés de produtos mais eficazes, no que diz respeito a suplementos dietéticos e cuidados de pele. Face a esta tendência, as empresas devem avaliar a possibilidade de introduzir mais produtos ou linhas de produtos naturais.

Mais personalização. Apesar de a privacidade ainda constituir uma preocupação, uma grande parte dos inquiridos sente-se confortável em trocar a mesma por uma maior personalização. Uma potencial estratégia para empresas assenta no desenvolvimento de esforços de marketing direcionados aos segmentos de consumidores que são mais propensos a estar interessados nos seus produtos, apostando em mensagens e storytelling adequado a estes consumidores. Por outro lado, também podem considerar introduzir ofertas personalizadas ou semi-personalizadas ao seu rol de produtos.

O futuro é digital. O estudo da consultora revela que a mudança para o digital veio para ficar, projetando-se um crescimento contínuo do e-commerce em relação a outros canais nos próximos anos. Ainda assim, os canais tradicionais manter-se-ão relevantes em determinadas categorias de produtos, tais como multivitaminas ou cuidados de pele. As empresas devem apostar na criação de uma experiência omnicanal e ofertas digitais que lhes permitam chegar aos consumidores onde eles estão.

A importância dos influenciadores. Nos Estados Unidos, Europa e Japão, 10 a 15% dos respondentes manifestam que seguem influenciadores e que já fizeram uma compra com base nas recomendações de um influenciador. As empresas devem considerar como podem usar os influenciadores para criar uma conexão autêntica com os consumidores, procurando associar-se a agências que permitam identificar aqueles que têm um perfil alinhado com as suas marcas. Em todos os mercados estudados, mais de 60% dos consumidores revelam que irão “definitivamente” ou “provavelmente” considerar uma marca ou produto promovida pelo seu influenciador preferido.

A ascensão dos serviços. Embora os produtos constituam ainda uma parte significativa da indústria do bem-estar, o estudo da McKinsey revela que a relevância dos serviços tem vindo a aumentar. Esta tendência reflete-se em todos os países estudados – os consumidores são cada vez mais propensos a usufruir de serviços que satisfaçam as suas necessidades físicas e de saúde mental, tais como personal trainers, nutricionistas, ou serviços de aconselhamento. De modo geral, as empresas podem considerar apostar em ofertas complementares aos seus produtos e serviços, de modo a promover uma maior conexão com o consumidor.

As linhas que separam as categorias de bem-estar estão a esbater-se. A maioria dos consumidores revela que não pretende uma única solução ou marca para ajudá-los com todas as facetas do bem-estar, pelo que uma abordagem assente em extensões direcionadas pode ser uma opção mais eficaz. As empresas devem avaliar oportunidades de fusões e aquisições para se introduzirem em mais categorias do ecossistema do bem-estar, garantindo que qualquer aquisição tenha um racional estratégico claro.

O mercado global do bem-estar está a crescer. Os consumidores pretendem aumentar os seus gastos nos produtos e serviços desta indústria, especialmente em categorias como intensificadores de memória/cérebro, produtos antienvelhecimento, suplementos de beleza, procedimentos cosméticos não invasivos, nutrição, e ofertas de meditação e mindfulness.

Ao mesmo tempo, o setor está a tornar-se cada vez mais competitivo, o que leva a uma necessidade de as empresas pensarem criticamente sobre estratégias para envolverem os consumidores. A preocupação com o bem-estar veio para ficar, mantendo-se uma prioridade para milhões de pessoas em todo o mundo.

Iniciativa Mamãs e Bebés
Com o nascimento do tão esperado bebé a aproximar-se, surgem várias preocupações para as futuras mamãs, como a Mala de...

A tarefa de preparar a mala de maternidade faz parte de uma etapa muito especial na vida da grávida. Contudo, esta também é uma altura repleta de ansiedade e insegurança. Por isso, Raquel Fonseca, Enfermeira com experiência na área de obstetrícia a nível hospitalar, irá guiar a sessão “Preparação da Mala de Maternidade” e ajudar todas as futuras mamãs a prepararem a sua mala com antecedência, para que tudo corra bem.  

É comum as grávidas começarem a sentir mal-estar no primeiro semestre da gravidez, mas por vezes este prolonga-se até ao final da gestação. Como tal, na segunda parte do Workshop, Carla Gomes, Nutricionista com vertente em perda de peso e fascinada pela área da gravidez, apresentará alguns dos sintomas mais desagradáveis que surgem durante a gravidez. Sob o mote “Quais os alimentos que podem aliviar o mal-estar na gravidez”, esta explicará de que forma é possível a alimentação amenizar ou até mesmo evitar esta indisposição.

Para assistir ao Workshop, a inscrição é feita através deste link.

 

 

Dias 23 e 24 de outubro
Dirigidas, sobretudo, a doentes oncológicos, as primeiras Jornadas da Oncologia organizadas pela Cuidar, em parceria com a...

Do programa, os temas de destaque são, para já, a saúde mental do doente e sobrevivente oncológico, um assunto particularmente atual, tendo em conta o contexto pandémico, que privou os cuidadores de acompanharem os seus familiares em consultas, tratamentos e onde as visitas em internamento foram canceladas. A importância da fisioterapia na melhoria da qualidade de vida dos sobreviventes oncológicos e ainda a sexualidade durante e após a doença são outros temas do evento, que contará ainda com a realização de workshops, entre os quais, e já confirmado, o de meditação e mindfulness. 

O evento tem lugar nos próximos dias 23 e 24 de outubro, no Praia do Sal Resort, em Alcochete. 

As inscrições, que deverão ser feitas através do formulário online, são gratuitas para os doentes oncológicos. Para os restantes participantes, a inscrição tem um valor de 10€, que reverte para a Associação CADO - Centro de Apoio ao Doente Oncológico, entidade organizadora das Jornadas e proprietária da Revista Cuidar.

 

 

Regresso às aulas
Para a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) não há dúvidas: “O regresso às aulas deve ser acom

Depois de 18 meses muito atípicos, o regresso às aulas é visto pelos pais como algo preocupante - nomeadamente para as crianças que integram o sistema de ensino pela primeira vez.

Para além dos cuidados ainda inerentes à Covid-19, é fundamental existirem certos cuidados específicos, sobretudo com a visão - já que um défice visual pode ser impeditivo de uma boa relação com a própria escola.

As doenças dos olhos mais comuns nas crianças são a miopia, o astigmatismo, a hipermetropia, o estrabismo e a ambliopia. Mesmo com pais e mães atentos, estas situações podem não ser detetadas e acabar por interferir na vida da criança, inclusive no seu rendimento escolar. Alguns dos sinais mais comuns passam por:

  • Aproximação do ecrã da televisão e outros aparelhos eletrónicos;
  • Má postura e dificuldade na realização de tarefas lúdicas, como desenhar;
  • Semicerrar os olhos para focar objetos/imagens;
  • Saltar frases durante a leitura;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Sensibilidade à luz;
  • Dizer que não gosta de ir à escola ou apresentar dificuldades na própria aprendizagem.

O seu filho não gosta da escola? Já consultou um oftalmologista?

A resposta pode ser essa...

A falta de visão pode provocar apatia ou desinteresse durante as aulas, mas pode também conduzir a um comportamento agitado, com perda da concentração.

De acordo com Ana Vide Escada, “é desejável que as crianças façam sempre uma consulta no seu médico oftalmologista antes de entrar para a escola, de forma a evitar situações em que começam a afirmar que não gostam de ir às aulas, pura e simplesmente porque não conseguem ver o quadro ou até os livros!”

No caso de os mais pequenos já usarem óculos, o regresso às aulas “é também uma boa altura para uma reavaliação por parte do oftalmologista, pois as lentes dos óculos podem ter ficado riscadas nas férias ou a graduação ter alterado, acrescenta Ana Vide Escada.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Pesquisa GlobeScan sobre sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis
Apenas metade das pessoas em todo o mundo (53%) considera fácil comprar alimentos saudáveis e sustentáveis, de acordo com um...

As conclusões apresentadas neste novo relatório, Grains of Truth, analisam as opiniões de mais de 30.000 consumidores em 31 mercados, em todo o mundo, sobre a sua definição de alimentos bons, saudáveis e sustentáveis. O inquérito também questionou as pessoas sobre outras questões, incluindo as suas maiores preocupações com a produção de alimentos e os desafios que enfrentam na compra de alimentos saudáveis e sustentáveis, bem como sobre quem pode ter o maior impacto positivo na criação de um sistema alimentar mais saudável e sustentável. Esta investigação tem sido realizada no âmbito da atividade em torno da Cimeira dos Sistemas Alimentares das Nações Unidas, onde a EAT liderou a Action Track 2 focada na mudança do consumo para padrões sustentáveis.

Embora muitas pessoas se debatam com a compreensão do que é um alimento saudável e sustentável, há também um entendimento de que os dois termos têm significados diferentes. As descrições mais populares de alimentos saudáveis são nutritivas (47%), orgânicas (47%) e não processadas/inteiras (44%). Para alimentos sustentáveis, as três principais descrições são boas para o ambiente (51%), orgânicas (42%) e cultivadas localmente (34%).

Gerações diferentes têm opiniões semelhantes sobre alimentos sustentáveis, mas há diferenças no que diz respeito a alimentos saudáveis. A geração Z é mais provável de descrever alimentos saudáveis como saborosos e nutritivos, enquanto os baby Boomers associam-nos a alimentos não processados/inteiros e cultivados localmente.

Ao considerar algumas das questões do sistema alimentar, as duas maiores preocupações são a utilização de pesticidas e fertilizantes químicos (81%) e resíduos plásticos de uso único provenientes de embalagens de alimentos (78%). Estes são seguidos de perto pela fome e pela obesidade, com 76% das pessoas a dizerem que estão preocupadas com ambas as questões. Estas preocupações são apoiadas pelo facto de uma em cada 11 pessoas ter fome crónica e de um terço da população mundial ter excesso de peso. A questão que menos preocupa as pessoas é o transporte de alimentos.

Talvez surpreendentemente, a preocupação com cada uma das questões tende a aumentar com a idade, com a geração Z, em média, a ser a menos preocupada e os Baby Boomers os mais preocupados. Do ponto de vista regional, os consumidores da América Latina, de África e do Sul da Europa expressam as mais fortes preocupações em relação ao sistema alimentar.

Quase metade dos consumidores (46%) acredita que a responsabilidade de fazer mudanças positivas para criar um sistema alimentar mais saudável e sustentável cabe aos governos nacionais. Mais de um terço (37%) considera que as empresas de alimentos e bebidas estão em melhor posição para o conseguir, enquanto 23% consideram que são as pessoas capazes de influenciar mudanças positivas, e uma em cada oito (15%) vê os jovens como poderosos agentes de mudança.

Falando sobre a investigação, Gunhild Stordalen, fundador e Presidente Executivo da EAT afirmou que “há muito a ser encorajado nesta pesquisa – com pessoas de todo o mundo a compreenderem o importante papel que podem desempenhar na mudança dos sistemas alimentares através dos seus próprios padrões de consumo. Mas também há muito a ser trabalhado, tanto pelos governos como pelos fabricantes de alimentos – são estes atores que os consumidores veem como detentores do poder. E, crucialmente, embora as pessoas queiram mudar para hábitos alimentares mais saudáveis e sustentáveis, não acreditam que possam, porque, na sua opinião, os preços dos produtos são demasiado altos ou estes são difíceis de encontrar. Isto é algo em que os decisores políticos, os retalhistas e os fabricantes precisam de trabalhar e melhorar, para que todos possamos trabalhar em conjunto para impulsionar padrões de consumo mais saudáveis."

A divulgação desta investigação insere-se na cimeira das Nações Unidas sobre sistemas alimentares, que decorre hoje.

Após mudança de atitude em relação à vacinação no pós Covid-19
Estudo internacional mostra que 8 em cada 10 pessoas têm uma maior compreensão dos benefícios da vacinação como forma de...

Um estudo apoiado pela GSK sobre as perceções da vacinação e o seu papel na saúde e bem-estar na população adulta, revelou que as atitudes mudaram após a pandemia Covid-19 e que mais pessoas valorizam agora a saúde e a qualidade de vida, em detrimento da estabilidade financeira. A pesquisa, desenvolvida online pela Kantar, entrevistou 16 mil adultos do Japão, Espanha, Itália, França, Alemanha, Brasil, EUA e Canadá, entre julho e agosto de 2021, envolvendo 2.000 adultos com mais de 50 anos em cada país.

Os resultados revelaram que a proporção de adultos que consideraram a saúde, bem-estar e independência pessoal como muito importantes aumentou consideravelmente após a pandemia. Antes da COVID-19, 65% dos inquiridos classificaram estes pontos como importantes, tendo aumentado para 76% após a pandemia. O inquérito também revelou que as mulheres são mais suscetíveis de classificar a saúde e o bem-estar como muito importantes no mundo pós-pandémico (81%).

Adicionalmente, a maioria (70% ou mais) das pessoas auscultadas dizem que vão continuar a usar máscara em público e a manter práticas de distanciamento social. A maior consciência do valor da saúde refletiu-se nos resultados do estudo, com 73% dos adultos a afirmar ser importante manter as suas vacinas em dia.

"A pandemia criou uma enorme oportunidade para termos melhores conversas com as pessoas sobre a sua saúde e, em particular, sobre como podem manter-se saudáveis na idade adulta. Com uma maior consciência das medidas preventivas que podem ser tomadas, como a vacinação de rotina, estamos a assistir a uma mudança de perceção que poderá sustentar populações mais saudáveis a longo prazo", considera Eduardo de Gomensoro, Diretor Médico de Vacinas da GSK Portugal.

Oito em cada 10 inquiridos relataram ter recebido a vacina contra a COVID-19, com o mesmo número a relatar ter agora uma melhor compreensão dos benefícios da vacinação em geral. Quando questionados especificamente sobre a idade em que acreditam que o seu sistema imunitário começa a enfraquecer, cerca de 50% de todas as pessoas dizem que este declínio começa nos 50/60 anos.

84% dos inquiridos afirmaram que a autoproteção era a principal razão pela qual queriam manter-se em dia em relação às suas vacinas. Por outro lado, homens e mulheres, têm as mesmas razões gerais para a vacinação: preocupação em proteger a sua saúde e a dos outros. Entre aqueles que falharam uma vacina, tanto homens como mulheres citaram que não se sentiam particularmente em risco ou que lhes faltavam as informações necessárias para tomar uma decisão informada. Efetivamente, a maior barreira à vacinação é a falta de informação. As pessoas inquiridas consideram importante existir mais e melhor informação sobre quais as vacinas necessárias, em que período da vida e por que razão são recomendadas.

Alerta associação que apoia famílias carenciadas
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Infantil alerta para o crescimento expressivo nos pedidos de apoio à saúde...

Há 5 anos que a CAPITI apoia crianças e jovens que pertencem a famílias carenciadas, com perturbações do desenvolvimento e do comportamento, para que recebam o tratamento adequado durante o período necessário. Infelizmente, com a pandemia, a associação notou um aumento significativo da procura dos pedidos de apoio.

Segundo um estudo da plataforma "Fixando", publicado em fevereiro deste ano, a procura por psicólogos na primeira quinzena de janeiro cresceu 450% em Portugal, quando comparado ao ano anterior, precisamente quando foi anunciado o segundo confinamento no país.

Se o impacto na saúde mental dos adultos é preocupante, o assunto toma proporções ainda mais graves quando se trata de crianças e jovens, principalmente pertencentes a famílias carenciadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 1 em cada 5 crianças precisa de apoio psicológico, sendo que mais de 30% dos jovens têm sintomas depressivos, 16% dos jovens sofrem de ansiedade e mais de 50% das doenças mentais têm início durante a adolescência. 

A CAPITI, além de identificar um aumento em 66% na procura dos seus serviços, conseguiu ampliar o acompanhamento regular de crianças e jovens em 33%. “A saúde mental por si só já é um tema que requer a máxima atenção, mas ao somarmos os efeitos de uma pandemia nas famílias carenciadas, que têm um rendimento mensal menor do que o salário mínimo, o impacto é muito maior. É precisamente nestas alturas que precisamos de reforçar o nosso apoio e atenção”, comenta Mariana Saraiva, presidente da CAPITI.

Fundada em 2016, a associação vive de doações, tendo apoiado até ao momento um total de 264 crianças, tornando possível a realização de mais de 10.000 atos clínicos, que englobam consultas com médicos, técnicos e avaliações para diagnóstico.

Para garantir o acompanhamento destas crianças, a CAPITI realiza anualmente uma exposição e um leilão de arte solidário para angariação de fundos.

“Um tratamento na área da saúde mental não é algo pontual e o diagnostico é apenas um ponto de partida de um longo e, muitas vezes, doloroso caminho. É preciso acompanhar as crianças e as suas famílias, por um período médio de 3 a 4 anos. Daí a importância de organizar iniciativas como a exposição e o leilão ‘Dar Luz a Esta Causa’, para atrair novos padrinhos e angariar fundos para garantir o apoio necessário para cada criança”, complementa Mariana. 

"A exposição “Dar Luz a Esta Causa” estará aberta ao público no dia 07 de outubro, no Museu da Eletricidade | Sala dos Geradores, a partir das 12 horas e contará com obras doadas por artistas como José Loureiro, Miguel Branco, Rui Sanches, Gil Heitor Cortesão, Fernanda Fragateiro, Manuel João Vieira, Pedro Barateiro, entre outros.

O leilão será online, terá início já no próximo dia 27 de setembro em www.pcv.pt e o fecho será no dia 07 de outubro, pelas 22 horas.

Formato híbrido
O Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (IHMT–NOVA) vai receber nos dias 11, 12 e 15 de...

A iniciativa vai decorrer em formato híbrido (presencial e online) para refletir as principais conquistas e desafios dos cuidados de saúde primários nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O seminário tem como objetivo estudar a evolução dos cuidados de saúde primários e o grau da sua articulação com os serviços especializados e hospitalares nos países que integram a CPLP. Espera-se aprofundar os conhecimentos sobre o grau de desenvolvimento dos cuidados de saúde primários e a sua integração com os cuidados ambulatoriais especializados e hospitalares no conjunto dos países de língua oficial portuguesa, numa perspetiva de intercâmbio de experiências e de ideias.

Nesta iniciativa serão abordados temas como a trajetória histórica e o desenvolvimento dos cuidados de saúde primários, os principais resultados obtidos ao longo do tempo e os desafios a serem superados, os programas, políticas e estratégias oficiais adotadas.

Em foco estará também a articulação com os cuidados ambulatoriais especializados e hospitalares, caso existam, bem como o papel que desempenham no combate às doenças endémicas e/ou negligenciadas. A preparação e a retenção dos recursos humanos é outro dos pontos que ocupará as intervenções e debates neste seminário.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados pouco menos de 900 casos de infeção pelo novo coronavírus e oito mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a que registou maior número de mortes, desde o último balanço: quatro mortes de um total oito. Segue-se o Algarve com duas. A região Centro e o Alentejo têm um óbito, cada, a assinalar. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 891 novos casos. Desta vez foi a região de Lisboa e Vale do Tejo a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 323, seguida da região Norte com 290 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 111 casos na região Centro, 46 no Alentejo e 99 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 13 infeções, e os Açores com nove.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 426 doentes internados, menos 29 que ontem.  As unidades de cuidados intensivos mantêm o mesmo número de doentes internados, desde o último balanço: 78.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.212 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.013.789 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 32.269 casos, menos 329 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 947 contactos, estando agora 28.466 pessoas em vigilância.

Saiba tudo
A doença de Dupuytren é uma fibromatose benigna da fáscia palmar e digital caracterizada por nódulos

Descrita pela 1ª vez em 1614 por Plater foi, na realidade, Guillaume Dupuytren que descreveu minuciosamente esta doença pelo que ficou conhecida como Doença de Dupuytren.

A doença de Dupuytren tem sido sucessivamente referida como uma doença dos nórdicos, dos Vikings e da raça caucasiana; no entanto, embora predominante em populações com uma forte ascendência no norte da Europa esta doença afeta qualquer raça e não tem limitação geográfica conhecida ocorrendo em todos os continentes.

Estudos genéticos apontam para um padrão de herança autossómica dominante com penetração variável. No entanto, surge associada a traumas repetidos, doença hepática, diabetes mellitus, tabagismo, doença pulmonar obstrutiva crónica, vírus da imunodeficiência humana e epilepsia.

A história clínica é fundamental para despistar estas doenças pré-existentes que condicionam o prognóstico.

Histologicamente os nódulos ou de cordas consistem em miofibroblastos rodeados por colagénio denso no tecido afetado. A análise molecular revela uma preponderância do colagénio tipo III, que não é tipicamente observado em fáscia palmar normal.

O diagnóstico da doença é baseado na história clínica e no exame objetivo. A progressão de nódulos fibróticos em cordas de fibrose que condicionam a contração da palma da mão e dedos é patognomónica da doença de Dupuytren.

O diagnóstico diferencial faz -se com camptodactilia, cicatrizes traumáticas, cicatrizes de queimaduras, anquilose articular, dedos em gatilho, fibroma desmoide.

A progressão da doença pode variar de meses a anos. Os primeiros sinais consistem depressões ou irregularidades palmares com alteração morfológica da prega palmar distal e precedem o desenvolvimento de nódulos e de cordas longitudinais que são mais frequentes no lado cubital da mão e se estendem aos dedos. O 5 dedo é o dedo mais atingido seguido do 4 dedo, polegar, dedo médio e indicador.

Embora envolva toda a fáscia palmar e digital as articulações metacarpofalângicas e interfalângicas são as mais atingidas resultando em contraturas com deficit de extensão dos dedos e limitação funcional importante.

O tratamento bem-sucedido exige uma compreensão detalhada da anatomia da mão.

Os tratamentos médicos como a injeção de corticoide podem ter importância no tratamento de um nódulo palmar sintomático; no entanto, não foi estabelecida qualquer eficácia no tratamento de cordas tendinosas

Tratamentos com injeção de colágenase permite a lize enzimático em situações de cordas isoladas e em fases precoces.

Embora sejam tratamentos promissores o tratamento permanece principalmente cirúrgico e fasciectomia palmar continua a ser o pilar do tratamento cirúrgico.

As indicações cirúrgicas baseiam-se no grau de contração e na consequente incapacidade funcional da mão. São indicações para cirurgia a retração da metacarpofalângicas a 30º, a retração das interfalângicas, a retração do primeiro espaço ou quando deixa de apoiar a palma da mão e /ou sempre que exista compromisso neurosensitivo.

A fasciectomia palmar continua a ser o pilar do tratamento cirúrgico.

Situações graves com retrações severas poderão ser sujeitas a artroplastias, alongamento musculo-tendinoso, artrodeses ou mesmo amputação de dedos em casos graves.

Apesar das técnicas médicas e cirúrgicas existentes a recidiva e a progressão da doença continuam a ser os principais obstáculos ao tratamento.

No pós-operatório deve ser incentivado movimento precoce para manter a mobilidade articular com utilização de tala para reduzir o risco de contração precoce em situações graves ou quando se faz a lize enzimática.

As complicações pós-operatórias precoces incluem infeção, hematoma, necrose cutânea, alteração da sensibilidade cutânea.

As complicações pós-operatórias tardias incluem a recidiva da doença da cicatriz e algodistrofia sendo a complicação mais comum da doença de Dupuytren a recidiva. A incidência de recidiva varia com a técnica sendo maior com tratamento médico que cirúrgico.

O tratamento doença de Dupuytren continua a ser um desafio para os cirurgiões. A da farmacoterapêutica com lise das cordas e nódulos continua a ser um objetivo a alcançar.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Relatório Semanal da DGS
Segundo o relatório semanal da Direção Geral da Saúde, que faz o balanço do plano de vacinação contra a Covid-19 em Portugal,...

De acordo com o último relatório de vacinação, 83% da população concluiu a o esquema vacinal e 86% – quase 8,9 milhões de pessoas – já tem pelo menos uma dose da vacina.

Por faixas etárias, o relatório mostra que a maior subida na última semana registou-se na vacinação completa dos jovens dos 12 aos 17 anos, que está agora nos 72% (cerca de 450 mil pessoas), enquanto 87% (mais de 538 mil) estão vacinados com pelo menos uma dose.

O relatório da vacinação avança ainda que 100% dos idosos dos grupos etários dos 65 a 79 anos e dos mais de 80 anos já estão totalmente vacinados, o que representa um total de mais de 2,3 milhões de pessoas.

Quanto à cobertura por regiões, apenas os Açores (79%) e o Algarve (76%) estão abaixo dos 80% de vacinação completa. A região Norte continua a liderar no que se refere à população que concluiu a sua vacinação (85%), seguido pelo Centro e o Alentejo, ambas as regiões com 84%, Lisboa e Vale do Tejo (81%) e a Madeira (80%). 

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