Iniciativa de sensibilização
A doença de Alzheimer afeta cerca de 44 milhões de pessoas em todo o mundo. Para marcar o dia dedicado à sensibilização da...

Esta ação, que se enquadra no projeto Printed Memories da marca, tem como objetivo sensibilizar a população para a problemática da doença. Por outro lado, tem ainda o propósito de ajudar na pesquisa da cura, uma vez que as receitas angariadas com a venda do livro reverterão a favor da Alzheimer´s Research, instituição de solidariedade e investigação líder a nível mundial na procura de uma cura para a demência e que é parceira da Ricoh no programa Printed Memories.

E como as memórias são o mais importante para todos e o futuro é digital, a Ricoh, em parceria com a Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, desafia todos os interessados a participarem num Peddy-Paper por várias lojas. Os participantes, sempre que desvendarem um enigma encontram a localização das imagens finalistas do concurso, que podem ser vistas através de um QRCode. Esta é uma forma de (re)descobrir a História de locais emblemáticos da cidade e também de manter o cérebro ativo, algo que previne o aparecimento de doenças ligadas à demência. Qualquer pessoa poderá partir à descoberta das imagens, nesta exposição virtual, até o dia 1 de outubro, sendo que a primeira pista pode ser encontrada no My Story Hotel Figueira, na Praça da Figueira

“Com o projeto Printed Memories Corporate Social Responsibility da Ricoh, lançado em 2017 e a nível europeu, procuramos apoiar a causa da doença de Alzheimer. Esta ação enquadra-se nos nossos valores fundamentais e no nosso compromisso com os OD, contribuindo para a sensibilização da problemática da doença. Por isso, queremos continuar a contribuir para a informação e sensibilização da comunidade, sobretudo daqueles que sofrem com esta doença, como já temos feito através da contribuição da nossa tecnologia inovadora e experiência ao serviço das terapias da memória e da psicoestimulação com várias instituições”, explica Ramon Martin, Ceo da Ricoh Espanha e Portugal.

“Este é um momento alto de cultura na baixa pombalina com o lançamento de um livro e exposição fotográfica. Este evento trará um olhar especial para todos os que visitarem a nossa baixa. A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina abraça este projeto com todo o carinho pelo seu interesse cultural, de conhecimento e informação”, refere o presidente da ADBP, Manuel de Sousa Lopes.

A par destas ações a Ricoh entregou ainda os prémios aos três vencedores do concurso: uma máquina fotográfica Ricoh Theta que capta imagens a 360º (1º prémio) a Filipe Salgado. com a foto “O Encontro”; um curso de fotografia no IFP (2ª prémio) a Manuela Vara com a foto “Olhar Virtual, sorriso real” e um tablet (3º prémio) a Tiago Nascimento autor da fotografia “Bancada de Atacama”.

Alzheimer Portugal lança campanha para aumentar conhecimento sobre as Demências
Este ano, no âmbito das iniciativas desenvolvidas para assinalar o dia e o mês da Pessoa com Doença

Há 32 anos que a Alzheimer Portugal desenvolve a sua atividade com a missão específica de promover a qualidade de vida das Pessoas com Demência e a dos seus familiares e Cuidadores, no respeito absoluto pelos Direitos Fundamentais à Liberdade e à Autodeterminação, promovendo a sua autonomia e envolvimento social.

Enquanto Associação de Doentes, uma das suas principais atribuições consiste em aumentar a literacia em saúde com vista a aumentar o conhecimento e diminuir o estigma na área das Demências.

Este ano, no âmbito das iniciativas desenvolvidas para assinalar o dia e o mês da Pessoa com Doença de Alzheimer, a Associação lança uma campanha de consciencialização e informação pública, com o apoio da farmacêutica Roche, com o objetivo de promover um maior conhecimento sobre as Demências, em particular, sobre os fatores de risco modificáveis e as estratégias que cada um de nós pode ir desenvolvendo ao longo da vida para reduzir o risco de desenvolver Demência. Com esta campanha pretende-se ainda combater o estigma e apelar para o envolvimento político e mediático em torno desta problemática cada vez mais relevante do ponto de vista social e de saúde pública.

De facto, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, as Demências são atualmente a sétima causa de morte de entre todas as doenças e são também uma das principais causas de incapacidade e dependência das pessoas mais velhas em todo o mundo.

Em Portugal estima-se existirem cerca de 200.000 Pessoas com Demência e as recentes projeções publicadas pela Alzheimer Europe apontam para o nosso país perto de 350.000, em 2050.

Estamos assim, enquanto sociedade, perante um desafio inédito e muitíssimo exigente e temos todos, a nível individual e coletivo, enquanto cidadãos, organizações, e Estado - a nível local e regional, como nacional - que nos envolver e dar o nosso contributo não só para melhorar a qualidade de vida de quem vive com a doença e de quem cuida, mas também para prevenir, na medida do possível, as Demências ou, pelo menos, adiar o mais possível o início dos sintomas.

Apesar do contínuo envelhecimento da população e do número crescente de Pessoas com Demência ao longo dos últimos anos, e ao contrário de outras doenças crónicas, pouca atenção tem sido dada ao tema da prevenção. Contudo, existe evidência científica de há um tempo a esta parte sobre os fatores de risco modificáveis associados às Demências.

Com efeito, a revista Lancet publicou em 2017 uma importante revisão da literatura na qual se identificam nove destes fatores, sendo que numa atualização desta revisão publicada em 2020 se acrescentaram mais três à lista. Estes doze fatores de risco são: baixo nível educacional; hipertensão arterial; diabetes; obesidade; abuso de bebidas alcoólicas; tabagismo; depressão; inatividade física; trauma cranio-encefálico; surdez; poluição atmosférica e isolamento social.

Naquela publicação afirma-se que até 40% dos quadros demenciais podem ser preveníveis se, por um lado, se diminuir o risco de lesão no cérebro e, por outro, se aumentar a chamada Reserva Cognitiva.

Devemos, assim, investir na implementação de várias estratégias, a maior parte das quais se relacionam com a adoção de um estilo de vida saudável e com a estimulação intelectual e social.

Primeiro, alcançar níveis educacionais superiores na infância e maiores níveis de instrução ao longo da vida é importante porque a educação é um fator protetor. De acordo com a referida publicação, alguns estudos encontraram associações positivas entre certas atividades desenvolvidas na meia-idade e uma melhor cognição na idade avançada. Exemplos dessas atividades são: viagens, passeios sociais, tocar um instrumento musical, arte, atividade física, ler, falar uma segunda língua, jogar jogos e resolver problemas.

Com vista a minimizar a diabetes, tratar a hipertensão e reduzir a obesidade na meia-idade, três dos fatores de risco elencados, importa cuidar da nossa alimentação e fazer atividade física regular, adequada à nossa condição de saúde e em articulação com o nosso médico assistente. A atividade física consiste também numa estratégia para contrariar o sedentarismo, sendo que a Organização Mundial de Saúde recomenda determinadas atividades físicas a adultos com uma cognição normal para reduzir o risco de declínio cognitivo.

Outras estratégias consistem em deixar de fumar e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e, com vista a evitar os traumas cranio-encefálicos, importa, por exemplo, cumprir as regras de segurança para diminuir o risco de quedas, acidentes domésticos e rodoviários.

Se a depressão surgir, importa procurar tratamento atempadamente. Também é importante tratar a deficiência auditiva. A perda de audição está associada a uma redução na estimulação cognitiva e, consequentemente, ao declínio cognitivo. O uso de aparelhos auditivos para compensar as perdas pode ser um fator de proteção contra a Demência, sendo que primeiro será necessário avaliar as causas dos problemas auditivos junto de um médico especialista.

No que respeita à poluição atmosférica e enquanto não se implementam políticas nacionais e globais em termos ambientais eficazes, a nível individual, podemos aumentar a nossa exposição a espaços verdes.

Por fim, é fundamental combater o isolamento e procurarmos interagir socialmente de modo regular. A participação em atividades de grupo foi associada de forma significativa a baixas probabilidades de défices cognitivos e pode prevenir o início da demência e o declínio funcional.

Como se pode constatar, há muita coisa que cada um de nós pode fazer pela saúde do seu cérebro. Evitar ou, pelo menos, adiar o início da Demência está associado a ganhos em saúde significativos para os indivíduos e para a sociedade. Nunca é demasiado cedo ou demasiado tarde. Temos é de começar já.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dados Our World in Data
Portugal é o décimo país da União Europeia (UE) com menos novos casos diários (90) de infeção por SARS-CoV-2 por milhão de...

Com a maior média deste indicador, surge a Eslovénia, com 502 casos diários. Seguem-se a Lituânia (397), a Estónia (330), a Croácia (282) e a Letónia (257).

Segundo a plataforma, a média na UE de novos casos diários por milhão de habitantes está em 108 e a mundial em 68. No resto do mundo, entre os países com mais de um milhão de habitantes, a Sérvia está com a média diária de novos casos mais elevada (1.020), seguindo-se a República Dominicana (946), Israel (908) e Mongólia (867).

Em termos de média de mortes diárias atribuídas à Covid-19, Portugal é o 17.º país da UE, com 0,6 mortes por milhão de habitantes, nos últimos sete dias.

Com 10,4 novas mortes por dia, a Bulgária é o Estado-Membro que lidera este indicador. Seguem-se a Lituânia (5,5), a Grécia (4) e a Roménia (3,9).

Neste indicador, a média diária da UE está em 1,23 e a mundial em 1,1. Globalmente, a média diária de novas mortes mais elevada verifica-se nas Bahamas (18,3), Macedónia do Norte (13,7), Geórgia (12,7), Malásia (11,9).

 

Ensaio clínico
A vacina Pfizer/BioNTech Covid-19 é "segura" e "bem tolerada" por crianças entre os cinco e os 11 anos e,...

Segundo um comunicado, de acordo com os primeiros dados clínicos para esta faixa etária agora divulgados, a resposta imunitária obtida foi "comparável" à verificada em jovens entre os 16 e os 25 anos que receberam uma dose mais elevada da vacina.

Quanto aos efeitos secundários, “doseados em 10 microgramas por injeção em comparação com os habituais 30 microgramas para idosos”, são "geralmente comparáveis" aos observados em pessoas entre os 16 e os 25 anos, dizem os dois laboratórios.

Estes são os resultados parciais de um estudo realizado com 4.500 crianças entre 6 meses e 11 anos nos Estados Unidos, Finlândia, Polónia e Espanha.

A Pfizer e a BioNTech agora esperam divulgar "no quarto trimestre" os resultados do grupo etário dos 2 aos 5 anos, bem como o grupo de seis meses e dois anos, que recebeu duas injeções de 3 microgramas.

 

Investigação
Uma nova pesquisa do Trinity College Dublin, na Irlanda, e da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, analisou a associação...

Tanto quanto se sabe, estudos anteriores já tinham associado a deficiência de vitamina D ao aumento da suscetibilidade a infeções respiratórias virais e bacterianas. Além disso, vários estudos observacionais encontraram uma forte correlação entre a deficiência de vitamina D e a Covid-19, no entanto, até agora não se tinha percebido ao certo o que estaria por trás desta relação já que esta poderia resultar de outros fatores, tais como a obesidade, a idade avançada ou doenças crónicas, que também estão associados a baixos níveis de vitamina D.

Com este novo trabalho de investigação, os cientistas conseguiram calcular o nível de vitamina D "geneticamente previsto" utilizando informações de mais de uma centena de genes que determinam o estado da vitamina D.

A aleatoriedade mendeliana permitiu que os investigadores investigassem se a vitamina D e a Covid-19 poderiam estar causalmente relacionadas usando dados genéticos. Alguns estudos anteriores tentaram, mas não conseguiram provar uma relação causa-efeito. Isto pode ter acontecido porque a radiação solar UVB, que é a fonte mais importante de vitamina D para a maioria das pessoas, foi ignorada.

Assim, e pela primeira vez, os investigadores analisaram conjuntamente o nível de vitamina D previsto pela genética e radiação UVB. Quase meio milhão de indivíduos do Reino Unido participaram no estudo, e a radiação UVB ambiental antes da infeção Covid-19 foi avaliada individualmente para cada participante. Comparando as duas variáveis, os investigadores descobriram que a correlação com a concentração de vitamina D medida em circulação era três vezes maior para o nível de vitamina D previsto pelo UVB, em comparação com o previsto geneticamente.

Os investigadores descobriram que a radiação UVB ambiente no local de residência de um indivíduo antes da infeção Covid-19 estava fortemente associada à hospitalização e à morte. Isto sugere que a vitamina D tem o potencial protetor na infeção.

O estudo foi publicado na Scientific Reports.

 

 

 

Iniciativa Mamãs & Bebés
A gravidez é uma etapa muito especial na vida, mas também uma altura repleta de dúvidas. Por isso, a Mamãs e Bebés regressa...

A amamentação traz vários benefícios para a mamã e para o bebé, nomeadamente o aumento do vínculo emocional entre os dois. Contudo, com esta questão surgem também outras dúvidas: “Como vou amamentar agora que regressei ao trabalho?”, “Quando e porque é que devo usar bomba?”, “E se tiver de passar algum tempo longe do meu bebé?”

No Workshop de dia 21 de setembro, sob o mote “Vamos desconstruir alguns mitos sobre a amamentação?”, Margarida Telhado, Maternity Nurse, irá explicar tudo o que a amamentação envolve e ainda partilhar dicas para uma melhor gestão emocional e de stress. Nesta sessão será também abordada a importância de guardar as células estaminais do bebé. A equipa de profissionais da BebéCord explicará e esclarecerá todas as dúvidas inerentes ao tema: o que são as células estaminais? Qual a diferença entre o sangue e o tecido do cordão umbilical? Quais as aplicações e potencial terapêutico? Mas não fica por aqui, a Ecological Kids&Family apresentará as principais diferenças entre as fraldas reutilizáveis e as fraldas descartáveis e as suas vantagens e desvantagens. Haverá ainda um sorteio de uma Almofada de Amamentação. 

No dia 22 de setembro, em Vila Franca de Xira, Raquel Fonseca, Conselheira de Aleitamento Materno, guiará a sessão “Principais desafios da amamentação!” para que todas as grávidas possam ter a oportunidade de esclarecer as suas questões sobre o tema. De seguida, especialistas da BebéCord explicarão também o que são as células estaminais dos bebés e a importância de guardá-las. Todas as participantes receberão um Kit de Amostras com produtos essenciais para a gravidez.

 

Dra. Ana Joaquim, Presidente do Grupo de Estudos do Cancro da Cabeça e Pescoço
Apesar da gravidade e do aumento do número de diagnósticos, o Cancro da Cabeça e Pescoço continua a

Apesar de ser um dos tipos de cancro mais frequentes, a sociedade ainda está pouco sensibilizada para o Cancro da Cabeça e Pescoço, tanto que o seu diagnóstico chega, quase sempre, em fases avançadas da doença. Assim, para ajudar a entender em que consiste, pergunto: de que estamos a falar quando falamos de Cancro da Cabeça e Pescoço?

O Cancro de Cabeça e Pescoço engloba, de forma lata, os tumores das vias aerodigestivas (que se originam nas mucosas das vias por onde passa o ar e os alimentos, ou seja, a boca, o nariz, a faringe e a laringe) e, ainda, das glândulas salivares, tiroide e da pele da cabeça e pescoço.

Do conjunto de tumores que integram este grupo, quais os mais frequentes e aqueles que à partida podem apresentar um pior prognóstico, quer no que diz respeito à sua sobrevivência, que à qualidade de vida pós-tratamento? 

Os tumores que, de forma estrita, constituem o cancro de cabeça e pescoço são os das vias aerodigestivas. São o sétimo cancro mais frequente na Europa, tendo a particularidade de serem diagnosticados, na maior dos casos, em fases avançadas, quando a probabilidade de cura é inferior aos 50%. Por outo lado, o tratamento desta doença é mais agressivo nos casos de doença avançada, geralmente implicando várias modalidades terapêuticas, como a cirurgia e/ou radioterapia, a qual poderá ser associada a quimioterapia. Ora, estes tratamentos podem deixar sequelas ao nível das funções vitais das estruturas afetadas, como sejam a fala, a ingestão de alimentos e a respiração. De forma a se conseguir otimizar a qualidade de vida das pessoas que vivem com e para além destas doenças, é fundamental que a reabilitação destas, e outras funções que poderão, também, ser afetadas, se inicie precocemente, idealmente antes do início dos tratamentos, capacitando as pessoas para a jornada terapêutica.

De um modo geral, a que sinais devemos estar atentos? Quais as principais manifestações clínicas do Cancro da Cabeça e Pescoço?

Os sintomas do cancro de cabeça e pescoço são comuns a várias doenças benignas das mesmas zonas, nomeadamente: feridas, aftas e lesões brancas ou vermelhas na boca; dor de garganta; dificuldade na ingestão de alimentos; rouquidão; escorrência nasal, em particular se unilateral e/ou com sangue; massas ou nódulos no pescoço.

Como são comuns a várias doenças benignas, o tempo assume um importante papel no grau de suspeição. Ou seja, na presença de um ou mais daqueles sintomas que persistam 3 ou mais semanas, deverá ser procurado um médico.

Na sua opinião, por que motivo este tipo de cancro é, muitas vezes, diagnosticado em fases já avançadas? Sabendo que grande parte a população só tem acesso aos cuidados de saúde primários, e ao Serviço Nacional de Saúde, qual a importância dos médicos de família para este diagnóstico? Considera que estes estão devidamente despertos para esta problemática?

Esta é uma questão muito importante. Contrariamente a outros tipos de cancro, mais silenciosos, habitualmente o cancro da cabeça e pescoço dá sinais precocemente. No entanto, estes são comuns a muitas doenças benignas. E, na verdade, ainda hoje vemos na consulta uma grande percentagem de doentes que procuram o médico vários meses após os sintomas terem começado. Daí a importância destas campanhas se destinarem à sensibilização e informação da população geral sobre esta temática.

Por outro lado, a higiene oral e a avaliação clínica das vias aerodigestivas são temas não muito valorizados desde o ensino universitário dos profissionais de saúde, nomeadamente em Medicina. Também as especificidades deste conjunto de doenças não são muito abordadas em fóruns mais generalistas, nomeadamente de Medicina Dentária, Cuidados de Saúde Primários e médicos de Serviços de Urgência. Infelizmente, ainda são muitos os casos que são diagnosticados na sequência de idas de urgência ao hospital por complicações agudas de doenças avançadas (como por exemplo falta de ar, com necessidade de traqueostomia de urgência para que o doente consiga voltar a respirar, nos casos em que os tumores da laringe adquirem tamanhos tão grandes que impedem a passagem do ar). Este é o motivo pelo qual o Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço organizou um webinar que decorrerá no dia 22.09.2021, destinado aos Médicos de Medicina Geral e Familiar, Médicos Dentistas e Médicos de Serviços de Urgência, sobre a importância do diagnóstico precoce do cancro de cabeça e pescoço.

Que opções terapêuticas existem para tratar o Cancro da Cabeça e Pescoço? E que diferença pode fazer o diagnóstico precoce?

Na doença diagnosticada precocemente (de pequeno volume, localizada) e na doença mais avançada, mas não metastizada (ou seja, sem metástases noutros órgãos, como o pulmão ou o osso), os tratamentos têm objetivo curativo. Enquanto que a doença localizada é tratada com uma modalidade de tratamento apenas, como a cirurgia ou radioterapia, a doença localmente avançada, como já referi na resposta à questão 2, é tratada com vários tipos de tratamento. Se nos focarmos numa das modalidades mais importantes, a cirurgia, esta é mais agressiva nos casos em que a doença é mais avançada (por exemplo, os casos de cancro das cordas vocais, que fazem parte da laringe, quando são diagnosticados em fase inicial podem ser tratados com cirurgia laser, poupando a função da fala, enquanto que, em fase mais avançada, poderão requerer uma laringectomia total, que obriga à traqueostomia, ou radioterapia radical, que obriga a 7 semanas de tratamentos diários). Em relação à diferença no prognóstico, é substancial: a probabilidade de cura, no caso da doença localizada, é de cerca de 80 a 90%, diminuindo para cerca de 50% na doença localmente avançada.

Nos casos de doença metastizada, o objetivo do tratamento é paliativo, englobando o aumento da sobrevivência e da qualidade de vida. Aqui os tratamentos são medicamentos, desde a quimioterapia, a terapêuticas-alvo e a imunoterapia – que estimula o sistema imunitário do doente a lutar contra o seu próprio tumor. Com os avanços na terapêutica dirigida à doença, e também, nos tratamentos de suporte, a sobrevivência esperada destes doentes tem vindo a aumentar. Se há 10 anos atrás falávamos de meses, atualmente falamos de anos.

No âmbito, da Campanha Make Sense, foi desenvolvido um inquérito para perceber de que forma este tipo de cancro impacta a vida dos sobreviventes. Quais as principais conclusões retiradas deste trabalho?

No âmbito desta campanha internacional, que já vai na sua 9ªedição, a Sociedade Europeia de Cancro de Cabeça e Pescoço promoveu este inquérito, destinado aos sobreviventes, para avaliar o impacto do cancro da cabeça e pescoço no bem-estar físico, social e profissional dos sobreviventes e a disponibilidade atual de recursos de apoio.

Duzentas e 29 pessoas, de 12 países, um dos quais Portugal, responderam. Se a grande maioria afirmou que a doença teve algum impacto negativo ou forte no seu bem-estar, em Portugal foram 56% que referiram um impacto fortemente negativo.

Em relação ao bem-estar emocional, metade dos inquiridos referiu como sentimento mais prevalente o medo do futuro/recorrência.  No bem-estar físico, entre 40 a 50% referiram um impacto negativo nas funções da fala e da ingestão de alimentos bem como na aparência e na energia (são doentes que passam a viver com fadiga crónica). Por fim, em Portugal, 41% consideram que o cancro da cabeça e pescoço tem um impacto fortemente negativo a nível profissional e financeiro, e 68% sentem que não têm acesso fácil a enfermeiros e assistentes sociais especializados no pós-tratamento.

Estes dados têm que nos fazer pensar, enquanto profissionais de saúde, mas também enquanto sociedade. O GECCP defende que a inclusão da reabilitação física, psicológica, cognitiva e funcional no plano terapêutico do doente, desde o seu diagnóstico, poderá reduzir significativamente estes números.

Na sua opinião, o que deveria mudar ou melhorar de forma a possibilitar, não só que estes doentes fossem identificados em fases precoces da doença, como aceder a cuidados de saúde após diagnóstico/tratamento?

Tanto para a deteção precoce como para o acesso aos melhores cuidados e melhor sobrevivência pós-tratamentos, julgamos ser necessário atuar a vários níveis. A nível da população geral, informando e sensibilizando. A nível dos profissionais de saúde que encaminham os doentes, em função do grau de suspeição, formando e sensibilizando. A nível dos Serviços hospitalares, promovendo a multidisciplinariedade alargada, que inclui as várias especialidades de diagnóstico e tratamento da doença, mas também as valências de suporte físico, social, cognitivo e psicológico, em articulação com a comunidade. A nível dos reguladores da saúde, criando circuitos específicos de financiamento e organização, não apenas por diferenciação técnico-científica das especialidades de diagnóstico e terapêuticas, mas também das áreas de suporte referidas; o acesso à reabilitação oral é um dos exemplos. A nível da reintegração na sociedade e profissional, a interligação com a comunidade e com os cuidados de saúde primários é fundamental.

No âmbito da Semana de Sensibilização para o Cancro da Cabeça e Pescoço, que mensagem gostaria de deixar?

A mensagem da campanha deste ano é muito clara – mantenha-se sensibilizado para o cancro da cabeça e pescoço, mesmo em tempos de pandemia. Esta mensagem é válida para a população em risco, nomeadamente quem tem hábitos tabágicos e consome bebidas alcoólicas em excesso, mas também para quem já teve um diagnóstico da doença e, ainda, para os profissionais de saúde que cuidam desta população.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Alterações do crescimento podem estar associadas a várias doenças
A medida do crescimento das crianças é um indicador muito importante para a sua saúde. E, apesar de não existirem dados...

Uma sensibilização que, segundo Teresa Borges, vai existindo cada vez mais. Ou seja, são muitos os que hoje já sabem que o crescimento é “um parâmetro imprescindível de vigilância do bem-estar e de saúde de qualquer criança. Temos também assistido a um maior conhecimento geral relativo ao potencial genético de cada criança. Relativamente aos Cuidados de Saúde Primárias, muito em parte devido às formações levadas a cabo pela Pediatria e pela Endocrinologia Pediátrica, temos vindo a assistir a uma maior consciencialização e valorização da temática do crescimento”.

O impacto dos problemas a esta associados pode ser, de resto, muito relevante, como explica a médica. “A maior parte das situações de baixa estatura, a partir do 2º ano de vida, são a baixa estatura familiar e o Atraso Constitucional do Crescimento e Maturação, que são variantes não patológicas de crescimento. No entanto, as alterações de crescimento podem resultar de doenças sistémicas crónicas como a insuficiência renal crónica, a doença celíaca, assim como as patologias endócrinas como hipotiroidismo e insuficiência da hormona de crescimento. Sem dúvida que o impacto final está relacionadoc com a estatura final na idade adulta.”

O tratamento desta última, a insuficiência da hormona de crescimento, “quando se comprova como eficaz, é mantido até a finalização do crescimento”. E, nestes casos, revela a especialista, “tem sem dúvida um efeito importante na autoestima destes doentes”. De resto, se não for feito o tratamento para colmatar a insuficiência da hormona de crescimento, “a baixa estatura na idade adulta constitui um resultado inequívoco, mas inevitável”.

É importante, por isso, não esquecer que o “normal” para as crianças é um crescimento de pelo menos 5 centímetros por ano após os 2,5 anos de idade e antes da puberdade. E que, caso isto não se verifique, é importante avaliar a situação, através de uma consulta a um profissional de saúde.

 

Projeto dedicado à literacia em saúde
A Pfizer Portugal anuncia a nova temporada de Pfizer Curious, um projeto de literacia em saúde, desenvolvido em exclusivo pelos...

A nova temporada do Pfizer Curious contará, para além dos episódios habituais, com episódios mais curtos que respondem a diversas questões do mundo da Ciência e Medicina de forma simples e direta.

Num período em que temos acesso a muita informação sobre saúde, é difícil identificar as fontes confiáveis. Este projeto, através de uma linguagem mais visual e informativa, ajuda a simplificar temas que muitas vezes parecem difíceis de desmistificar.

Esta temporada arranca já no próximo dia 21 de setembro com o primeiro episódio online dedicado ao tema “Fatores de risco cardiovascular", que será disponibilizado através do Facebook, Linkedin e Youtube da Pfizer Portugal. Os mais curiosos são ainda desafiados a deixar qualquer questão, dúvida ou curiosidade na caixa de comentários da página de Facebook da Pfizer Portugal, que responderá em direto no dia 23 de novembro.

 

Sessões online
Alterações hormonais e de humor, dores lombares, dificuldade em dormir ou descansar e ansiedade são situações características...

Movimentos simples como levantar da cama, caminhar, sentar ou ficar de pé podem ser desconfortáveis para a grávida devido às alterações corporais. Para que apliquem no seu dia-a-dia hábitos posturais saudáveis, a fisioterapeuta pélvica Rita Avelino partilhará na sessão do dia 23 de setembro (inscrições disponíveis aqui) dicas para que tenham o máximo de conforto e segurança nas atividades diárias. A terapeuta familiar Carolina Vale Quaresma estará também presente para abordar o tema “Tudo começa na gravidez!”.

No evento de 28 de setembro, cujas inscrições já se encontram disponíveis aqui, a ansiedade durante o período de gestação vai estar sob análise com a psicóloga clínica Inês Prior, que explicará como gerir os elevados níveis de stress. Para complementar com a componente física, a educadora pré-natal e professora de yoga Susana Lopes vai dinamizar uma aula prática de yoga para grávidas. A Enfermeira Bárbara Sousa marcará também presença para responder à questão “Cheguei a casa com o meu bebé, e agora?” com foco no banho e na muda da fralda do bebé.

Os primeiros dias do recém-nascido em casa continuarão a ser explorados pelo pediatra Manuel Magalhães, na última sessão do mês, a 30 de setembro (inscrições disponíveis aqui). Já a enfermeira Teresa Coutinho, especialista em saúde materna e obstetrícia, ensinará os futuros pais a promover um sono seguro no bebé.

Estas sessões dedicadas à saúde da grávida e do bebé contam ainda com a presença de um especialista em células estaminais da Crioestaminal para esclarecer dúvidas sobre o processo de guardar e doar as células estaminais do cordão umbilical do seu bebé, assim como acerca do processo de adesão ao serviço de criopreservação. Os futuros pais conhecerão também uma outra perspetiva sobre a criopreservação e porque se trata de uma opção terapêutica para todos, com o testemunho da Alexandra Mendes, diretora de recursos humanos da Crioestaminal e mãe de 4 filhos.

 

 

Demência pode chegar aos 152 milhões em 2050
Assinala-se, no dia 21 de setembro, o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer (DA) a causa mai

A ressonância magnética (RM) tornou-se a ferramenta mais utilizada para a imagiologia cerebral em pacientes com DA, fornecendo informação detalhada sobre a estrutura do cérebro e existem estudos clínicos que sugerem que o processo neurodegenerativo, pode também afetar a retina de pacientes com DA;

“A tomografia de coerência ótica (TCO) é um exame oftalmológico não invasivo que, ao recolher imagens transversais de estruturas da retina, permite a avaliação da integridade do fundo neural, já que a retina representa uma parte periférica do sistema nervoso central”, afirma o Professor Rufino Silva, Presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia.

Vários estudos anteriores demonstraram que tanto a camada de fibras nervosas da retina peripapilar (à volta da papila ótica) como as medições da espessura macular avaliadas pela TCO eram capazes de detetar a perda neuronal na AD.

“A TCO tornou-se numa ferramenta de diagnóstico generalizada em muitas doenças neurológicas; num dia em que se chama atenção para a DA em particular, é importante sublinhar a importância de consultar regularmente um oftalmologista”, refere o especialista.

Estima-se que o número de pessoas que vivem com demência poderá chegar aos 152 milhões em 2050. Os Médicos Oftalmologistas estão totalmente disponíveis para ajudar a melhorar o dia a dia e a saúde visual destes doentes.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Encontro realiza-se online, entre 20 e 22 de setembro
“Affect, Personality and Embodied Brain” “APE2021” é o nome da 2ª edição da conferência online, organizada em conjunto com o...

Nunca se falou tanto sobre o impacto da ciência em todos os sectores da sociedade. É precisamente para debater este e outros temas relacionados que se realizará a conferência internacional “Affect, Personality and Embodied Brain – APE2021”. A realização desta iniciativa surge no seguimento da parceria do HNL com a APE Network – uma plataforma virtual que tem como objetivo reunir investigadores na área das neurociências, de forma a compreender melhor a evolução das neurociências e o impacto na sociedade e, ao mesmo tempo, proporcionar desenvolvimento científico e promover um ambiente de apoio para jovens investigadores onde possam debater e apresentar os seus trabalhos.  

Patrícia Oliveira Silva, diretora do Laboratório de Neurociências da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica no Porto explica: “A pandemia foi stressante para todos os setores da sociedade, incluindo para a ciência e para os investigadores em todos os níveis de carreira. No entanto, fazer ciência tornou-se um processo mais interdisciplinar, mais translacional e focado no trabalho em equipa. Ao mesmo tempo, houve um despertar coletivo em torno de questões relacionadas com as colaborações entre diferentes equipas e a formação de jovens investigadores, que também tem que refletir essas mudanças e tornar-se menos linear. E é justamente nesse âmbito que surge o evento APE. Para consolidar um modelo de parceria internacional que não visa apenas a produção científica, mas que também busca oferecer uma plataforma de suporte e protagonismo a esses jovens investigadores.”  

Dividido em três grandes áreas científicas – Ciclo de Vida, Saúde Mental e a relação entre Big Data e o Cérebro – vários investigadores de renome nacional e internacional irão falar sobre: “Promover o envolvimento dos jovens e a integração social” (Professora Raquel Matos, diretora da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica); “Por que é que os neurocientistas que estudam perturbações psiquiátricas se devem preocupar com a correlação entre genes e ambiente?” (Professor Essi Viding, division of Psychology and Language Sciences, University College London, UK); “Como prevenir a depressão?” (Professor Michael Berk, da School of Medicine Deakin University, Austrália); “Informática aplicada à decodificação de redes cerebrais e ao diagnóstico de condições clínicas” (Dr. Mufti Mahmud, do department of Computer Sciences, Nottingham Trent University, UK). 

Em 2020, o evento contou com mais de 300 participantes de 15 nacionalidades e realizaram-se mais de 50 apresentações orais, workshops e seminários, tendo sido ainda atribuídos 10 prémios aos melhores trabalhos. O grande objetivo é o de proporcionar uma experiência estimulante de partilha de conhecimento através de um meio interativo virtual.  

Transmissão no Facebook e Site da AADIC
No próximo dia 28 de setembro, às 21h, Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC) promove uma Sessão...

Este webinar conta com as participações dos especialistas Lino Gonçalves, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Nuno Lousada, membro do Conselho de Administração da Fundação Portuguesa de Cardiologia e Luís Filipe Pereira, presidente da AADIC, tendo moderação de Maria José Rebocho, cardiologista e membro do conselho técnico-científico da AADIC.

De acordo com Lino Gonçalves, a curto prazo “vão ser retomados alguns projetos que a SPC não conseguiu concretizar por causa da pandemia, como exemplo o projeto Porthos, um estudo de grande dimensão que pretende avaliar a prevalência real e caracterizar clinicamente a insuficiência cardíaca em Portugal”

Efetivamente, o último estudo de prevalência realizou-se há mais de 20 anos e a comunidade médica tem baseado o desenvolvimento do seu trabalho em projeções feitas no início do século. Na época, estimou-se que possam existir 400 mil portugueses com insuficiência cardíaca, com a perspetiva deste número vir a sofrer um aumento de 30 por cento até 2034 

“A aposta em projetos para aumentar a literacia em saúde na população mais jovem e o reforço do Centro Nacional de Coleção de Dados em Cardiologia, da SPC, são outras das nossas prioridades”, salienta o presidente da SPC.

Nuno Lousada, membro do Conselho de Administração da Fundação Portuguesa de Cardiologia, destaca que “a insuficiência cardiaca é uma doença que ameaça a vida das pessoas, com uma taxa de sobrevivência que continua baixa e com uma prevalência a aumentar (em consequência do aumento da esperança de vida devido a melhores cuidados médicos e sanitários). A terapêutica atual, com melhores medicamentos e aparelhos, tem melhorado a sobrevida e a qualidade de vida dos doentes, mas implica a toma de um número significativo de medicamentos e de cuidados específicos para manter a eficácia de diversos equipamentos implantados”.

E acrescenta, “o doente com insuficiência cardíaca tem que saber cuidar-se, controlando vários sintomas clínicos como a dispneia e edemas, avaliando regularmente sinais como o peso e a tensão arterial, sendo cuidadoso com a dieta e mantendo-se ativo. É um paciente, em geral, com idade avançada, e que precisa do apoio de uma equipa de saúde dedicada e dos cuidados de familiares ou amigos. Só assim, cuidando-se, vai prevenir a doença e o avanço das complicações, evitando as situações clínicas que já não se conseguem remediar com eficácia”.

A Sessão Online “Insuficiência Cardíaca: Perspectivas 2021-2022” decorre no dia 28 de setembro, a partir das 21h00, com transmissão exclusiva no Facebook e Site da AADIC.

“Desafios da insuficiência cardíaca no século XXI”, “Prevenir e cuidar para não remediar” e “O ponto de vista da AADIC” são os temas que vão ser abordados neste webinar.

No final da sessão online, os doentes e cuidadores na assistência serão convidados a partilhar dúvidas e pontos de vista com os oradores.

Dados divulgados no âmbito da Semana Sensibilização para o Cancro da Cabeça e Pescoço
O impacto do cancro da cabeça e pescoço na vida de quem tem de enfrentar este diagnóstico é enorme. A doença deixa marcas, que...

Um impacto que se faz sentir também ao nível profissional e financeiro, de acordo com uma quase maioria (41%) dos portugueses que responderam. Mas as dificuldades que enfrentam os sobreviventes desta doença, que é o 6º tipo de cancro mais comum na Europa. Quase sete em cada dez sobreviventes (68%) não têm acesso fácil a enfermeiros e assistentes sociais especializados para apoio ao seu bem-estar emocional no pós-tratamento, ainda que 96% o considerassem útil. Adicionalmente, de acordo com 56% dos inquiridos portugueses, a pandemia COVID-19 teve um impacto fortemente negativo na capacidade de aceder a serviços de apoio emocional pós-tratamento.

A nível global, o inquérito revela que os sobreviventes da Bélgica, Chipre, França, Grécia, Irlanda, Itália, Israel, Holanda, Polónia, Portugal, Turquia e Reino Unido sentiram medo de recorrências (51%), ansiedade (49%), depressão (28%), raiva (27%) e solidão (29%). E que os sintomas físicos foram relatados como tendo o maior impacto no bem-estar, com os inquiridos a referir que o seu diagnóstico impactou negativamente a fala (48%), a aparência física (43%), o comer/beber (41%) e os níveis de energia (40%). 

Os dados confirmam ainda a necessidade de melhorar o acesso a um conjunto de serviços de suporte para sobreviventes em toda a Europa, tendo em conta a falta ou dificuldade no acesso a recursos que estes consideram úteis (como materiais de leitura, ferramentas digitais e suporte de grupo).

Apesar da gravidade do cancro da cabeça e pescoço e da crescente prevalência na sociedade, há pouca sensibilização para a doença e, de acordo com os dados disponíveis, 60% das pessoas apresentam doença localmente avançada no momento do diagnóstico. Isto apesar de para quem tem um diagnóstico precoce a taxa de sobrevivência chegar aos 80 a 90%.

“É de salientar que os sobreviventes portugueses aderiram fortemente à campanha, pelo grande número de respostas ao inquérito, as quais permitiram que víssemos que as necessidades são semelhantes às dos sobreviventes dos outros países, e que são muitas.”

“É preciso sensibilizar a população e os profissionais de saúde para esta realidade, porque é um facto que a maioria dos casos de cancro da cabeça e pescoço ainda são diagnosticados em fase avançada. E é por isso que se realiza, todos os anos, a campanha Make Sense”, confirma Ana Joaquim, médica e presidente do GECCP. 

Não só o diagnóstico precoce salva vidas, como proporciona “menos consequências danosas da doença e do tratamento para os sobreviventes e ainda uma redução franca da probabilidade de recorrência da doença nos anos seguintes”, refere a especialista.

E porque é de informação e formação que também aqui se fala, a Make Sense vai às escolas realizar um seminário misto (presencial e virtual), em parceria com o GECCP e o ONCOMOVE, um programa de Associação de Investigação de Cuidados de Suporte em Oncologia, destinado aos docentes, investigadores e alunos do Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD), que terá como tema a integração do exercício físico na reabilitação dos sobreviventes do cancro da cabeça e pescoço.

Este ano, a campanha Make Sense tem como patrocinador principal a Merck S.A. Por sua vez, a Merck Sharp and Dohme, Bristol Myers Squibb e a Roche são outras entidades que apoiam a iniciativa. 

Universidade de Coimbra
Uma equipa interdisciplinar de várias instituições científicas nacionais, liderada pela Universidade de Coimbra (UC), descobriu...

Designada BSS730A, a molécula, que é derivada da penicilina, umas das moléculas mais conhecidas do mundo, foi descoberta no âmbito do projeto Spiro4MALAIDS e resulta de vários estudos realizados ao longo dos últimos nove anos pelo Grupo de Química Orgânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Coordenado pela professora Teresa Pinho e Melo, do Departamento de Química da FCTUC, o projeto Spiro4MALAIDS tem a participação de investigadores da Universidade de Lisboa, através do Instituto de Medicina Molecular e da Faculdade de Farmácia, e do Instituto Universitário Egas Moniz.

Os vários ensaios pré-clínicos realizados com diferentes vírus, entre os quais o HIV e várias estirpes do vírus da gripe (um vírus com potencial pandémico), e em parasitas como o que provoca a malária, são muito promissores. «A molécula apresentou uma atividade notável contra os diferentes vírus e parasitas testados. Em concentrações muito baixas, a eficácia na inibição das infeções atingiu os 99 por cento», revela Nuno Alves, aluno de doutoramento da FCTUC e membro da equipa.

Os resultados obtidos, sublinha, indicam que a nova molécula «tem um comportamento completamente diferente dos medicamentos que se encontram no mercado. Enquanto os antivirais convencionais atuam sobre a maquinaria do próprio vírus, a molécula BSS730A atua ao nível do hospedeiro, promovendo uma resposta do próprio hospedeiro conta o vírus. Um mecanismo deste tipo, para além de ter um perfil farmacoterapêutico inovador, está muito menos sujeito ao desenvolvimento de resistências por parte dos vírus», ou seja, clarifica, «verificou-se que a molécula mostrou ser ativa contra estirpes multirresistentes dos mesmos vírus».

Observando os mecanismos que a molécula utiliza para exercer a sua atividade, os investigadores acreditam que existem boas perspetivas para «inativar outros vírus para além dos estudados. É uma molécula que poderá ter atividade para novas ameaças virais que possam emergir no futuro, representando uma nova geração de medicamentos antivirais e antiparasitários de largo espectro, muito mais eficazes do que os atuais», afirma o investigador do Departamento de Química da FCTUC, destacando ainda outra particularidade da molécula descoberta, sobretudo ao nível da estrutura e farmacologia: «apesar de ser proveniente da penicilina, usada no tratamento de infeções causadas por bactérias, a BSS730A não tem qualquer atividade antibacteriana, mas sim antiviral e antiparasitária, no caso do parasita da malária».

A equipa pretende avançar com a realização de ensaios clínicos dentro de três anos. No entanto, para que tal se concretize, é necessário obter financiamento. «Um projeto deste tipo requer um músculo financeiro considerável, na ordem dos dois milhões de euros», estima Nuno Alves. Justamente com o objetivo de angariar financiamento que permita avançar com o desenvolvimento desta tecnologia disruptiva, está em fase de conclusão a criação de uma Startup.

Além de Teresa Pinho e Melo e Nuno Alves, a equipa do projeto inclui os professores Nuno Taveira (Instituto Universitário Egas Moniz) e Miguel Prudêncio (IMM da Universidade de Lisboa) e os investigadores Américo Alves (FCTUC) e Inês Bártolo (Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa).

O projeto Spiro4MALAIDS foi recentemente distinguido no concurso “Born from Knowledge Ideas” (BfK Ideas), na área da saúde, promovido pela Agência Nacional da Inovação (ANI). Este concurso visa impulsionar a transferência de conhecimento para o tecido empresarial.

Formação
O Centro de Formação em Medicina Interna (FORMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar nos próximos...

Esta ação formativa destina-se a internos ou especialistas em Medicina Interna, médicos de outras especialidades e médicos do Ano Comum.

Conhecer as indicações terapêuticas, dosagens e vias de administração, interações, contraindicações e efeitos secundários dos fármacos mais utilizadas na dor crónica; conhecer as principais formas de classificar a dor crónica; identificar as dimensões mais comuns que explicam a dor total e conhecer os principais mecanismos e vias de transmissão da dor são alguns dos objetivos principais do curso.

Entre outras competências, a frequência do mesmo vai permitir ao formando ser capaz de avaliar corretamente as características da dor e saber fazer uma rotação de opióides.

Paulo Reis Pina, internista responsável pela formação, sublinha que a dor é um “fenómeno fisiológico de importância fundamental para a integridade física do indivíduo”.

O especialista lembra ainda que «a dor, e em particular a dor crónica, pode estar presente na ausência de uma lesão objetivável, ou persistir para além da cura da lesão que lhe deu origem. Nesse contexto, a dor deixa de ser um sintoma para se tornar numa doença por si só, tal como foi reconhecido numa declaração emitida no Parlamento Europeu em 2001 pela European Federation of IASP Chapters (EFIC)».

O curso “Dor Crónica” tem duração de dois dias, num total de 15h de formação presencial sendo estruturado por sessões expositivas e sessões teórico-práticas.

 

Ciclo de debates arranca dia 21 de setembro
Numa altura em que se avalia o impacto que a pandemia da COVID-19 teve e tem na saúde respiratória dos portugueses, a...

Este ciclo será construído por 3 debates – um debate por dia. “Que inovação e quais os resultados?”, “Que avaliação e como melhorar?” e “Que futuro? Por um novo paradigma da quantidade ao valor para o doente”, serão as questões centrais numa discussão que tem como objetivo alertar os portugueses para a situação dos Cuidados Respiratórios Domiciliários (CRD) no país.

O painel de oradores será constituído por nomes como Maria João Vitorino, Presidente da Associação Portuguesa de Cuidados de Saúde ao Domicílio (APCSD) e diretora da Linde Saúde Portugal, Professor Carlos Robalo Cordeiro Presidente Eleito da European Respiratory Society e Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Professora Cristina Bárbara Coordenadora para o Programa Nacional das Doenças Respiratórias da Direção Geral da Saúde, Luís Goes Pinheiro, Presidente do Conselho de Administração da SPMS, bem como representantes da Escola Nacional de Saúde Pública, da Associação Portuguesa do Sono, da Associação RESPIRA e da Nova School of Business and Economics. O debate conta com a intervenção e moderação do Professor Luís Valadares Tavares, Presidente do OPET e Professor Catedrático do Instituto Superior Técnico.

“Vivemos uma pandemia que está a afetar a saúde respiratória de milhões de pessoas em todo o mundo e milhares de pessoas em Portugal. Se os cuidados respiratórios domiciliários já eram fundamentais para quem vive com doenças respiratórias crónicas, a COVID-19 revelou a importância do acesso universal e equitativo da população a estes cuidados. O debate vai centrar-se nas necessidades e respostas atuais e nas melhorias futuras centradas no doente que podem criar valor em saúde”, refere Maria João Vitorino, Presidente da APCSD.

 

6.ª Reunião Portugal Brasil de Hérnia da Parede Abdominal
A Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA), em conjunto com a Sociedade Portuguesa de Cirurgia e com a Sociedade...

Para Carlos Magalhães, presidente da APCA e coordenador do Capítulo da Parede Abdominal da Sociedade Portuguesa de Cirurgia, este webinar pretende juntar especialistas de renome na área da Parede Abdominal, com o objetivo de debater questões prementes no que respeita às catástrofes abdominais. “O debate e a partilha de conhecimentos entre especialistas de dois países que falam o mesmo idioma, mas com realidades diferentes será, com certeza, muito enriquecedora”, afirma Carlos Magalhães.

A sessão conta com a moderação de Diogo Paim, do Brasil, e de António Rivero, de Portugal.

 

 

Sociedade Portuguesa de Reumatologia
Em Portugal, as artrites juvenis chamadas de idiopáticas atingem uma em cada 1000 crianças em idade

Embora possam surgir em qualquer idade, cerca de 40% dos casos iniciam-se antes dos cinco anos e 15% antes dos 24 meses de vida. De um modo geral, a doença afeta mais as raparigas que os rapazes. Os sinais e sintomas mais comuns são a dor, o inchaço nas articulações, a rigidez matinal, a febre e manchas no corpo.

A artrite mais frequente

A artrite idiopática juvenil é a artrite crónica mais frequente nas crianças. No entanto, outras doenças como Lupus Eritematoso Sistémico, Dermatomiosite Juvenil e Vasculites também fazem parte das patologias registadas entre crianças.

A forma mais comum de artrite idiopática juvenil é a forma oligoarticular, que envolve até quatro articulações nos primeiros seis meses da doença, e que representa quase 50% da totalidade dos doentes com esta patologia.

Em Portugal, a incidência da artrite idiopática juvenil ainda não é conhecida, mas estima-se que não seja uma doença rara. A Sociedade Portuguesa de Reumatologia desenvolveu um instrumento de registo nacional de doentes reumáticos, o Reuma.pt, onde estão registados cerca de 25000 doentes, incluindo 1500 (6%) doentes Portugueses com artrite idiopática juvenil. Existe uma distribuição bimodal da doença, com um pico de incidência entre 1 e 3 anos e outro entre os 8 e 10 anos. Este registo (Reuma.pt) é uma referência, mas não representa a prevalência em Portugal.

A etiologia da artrite idiopática juvenil é desconhecida: fatores genéticos e ambientais parecem ter um papel relevante na suscetibilidade e evolução da doença.

Os fatores ambientais possivelmente associados ao desenvolvimento da artrite idiopática juvenil são os agentes infeciosos, os traumatismos físicos, os fatores hormonais e psicológicos.

A criança com artrite idiopática juvenil pode apresentar, além da artrite crónica, manifestações extra-articulares variáveis, dependendo da forma de início da doença.

Os doentes podem apresentar anorexia, fadiga, perda de peso e febre. São ainda exemplos de manifestações extra-articulares o eritema cutâneo, adenomegálias, serosite, hepatoesplemegália, entesopatias e uveíte (inflamação do olho).

Articulação mais afetada

Na criança com artrite, os joelhos são as articulações mais frequentemente envolvidas. Por vezes a dor na articulação é pouco intensa, o que pode dificultar o reconhecimento do problema articular. As crianças mais pequenas têm dificuldade em identificar o local da dor, e muitas vezes, o problema articular é notado devido à diminuição das atividades habituais, alterações da marcha, dificuldade ou choro à movimentação de determinados segmentos dos membros e rigidez matinal.

É imprescindível o início atempado da terapêutica adequada e o controlo destas doenças para uma maior qualidade de vida das crianças, com repercussões na vida adulta. Mais de metade das crianças com doenças reumáticas apresentam algum sinal da patologia ou alguma sequela funcional quando atingem a idade adulta. O diagnóstico precoce é decisivo para um tratamento adequado, prevenindo a sua progressão, restaurando funções orgânicas, promovendo um crescimento normal e evitando consequências a curto e a longo prazo.

Tratamento

Os objetivos do tratamento são prevenir a dor e destruição nas articulações ou em outros órgãos e permitir que a criança volte a ter uma vida normal. Não existe medicação específica que cure a artrite idiopática juvenil. Contudo, pode ocorrer remissão espontânea após um período de tempo variável e imprevisível.

Na última década registaram-se grandes mudanças no tratamento de crianças com doenças reumáticas, sobretudo com as terapêuticas biotecnológicas, sendo muito importante uma maior consciencialização da comunidade para estas doenças, uma vez que a família e a escola assumem um papel decisivo na gestão das doenças reumáticas na criança.

Se a criança com artrite idiopática juvenil for tratada atempada e adequadamente, por médicos especialistas em Reumatologia Pediátrica, a maioria poderá levar uma vida dentro da normalidade. Nos casos em que ocorre um grande atraso na instituição de terapêutica podem ocorrer deformações e limitações irreversíveis.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Distinção
O professor da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), Pedro Dinis Parreira, acaba de ser distinguido com o recém...

Pedro Dinis Parreira é, pois, a primeira personalidade a receber este galardão, que tem o objetivo de «distinguir um(a) docente(a) do ensino superior politécnico que se tenha evidenciado pelos seus trabalhos na área do empreendedorismo, reconhecendo desta forma o seu contributo para o desenvolvimento de uma cultura mais empreendedora no âmbito do ensino superior».

O Prémio Empreendedorismo Prof. José Adriano foi entregue ontem, dia 16 de setembro, durante a cerimónia da final da 17ª edição do Concurso Poliempreende Nacional, realizada no Instituto Politécnico de Santarém. O prémio tem um valor global de cinco mil euros, financiados pelo Banco Santander (Santander Universidades), a partilhar entre o docente e a instituição onde leciona.

 Pedro Miguel Santos Dinis Parreira é fundador do Gabinete de Empreendedorismo da ESEnfC e coordenador executivo do TecCare, eixo de desenvolvimento estratégico da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), acolhida na ESEnfC, que visa aliar o conhecimento e a prática clínica à investigação experimental desenvolvida no ensino superior no domínio das tecnologias dos cuidados de saúde, visando a inovação e a transferência de conhecimento para uma melhoria da saúde prestada às populações.

Doutorado em Gestão, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, e mestre em Comportamento Organizacional pelo ISPA - Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida, o professor coordenador da ESEnfC, ligado à instituição há mais de duas décadas, é autor e coautor de 15 livros e de mais de uma centena de artigos indexados em revistas nacionais e internacionais. Organizações (Formasau), Empreendedorismo e Motivações Empresariais no Ensino Superior (Edições Sílabo) – em coautoria com Francisco Costa Pereira e Nuno Vieira e Brito – e Fusões e Aquisições - O papel central da liderança intermédia na gestão do choque de culturas (Editora RH) – escrito com Albino Lopes e Damasceno Dias – são alguns títulos que assinou e que ainda se encontram à venda em livrarias.

Pedro Dinis Parreira foi, também, coordenador científico de três monografias desenvolvidas no âmbito do projeto PIN - Polientrepreneurship Innovation Network (rede de instituições de ensino superior politécnico em Portugal): “Competências empreendedoras no Ensino Superior Politécnico: Motivos, influências, serviços de apoio e educação”, “Análise das representações sociais e do impacto da aquisição de competências em empreendedorismo nos estudantes do Ensino Superior Politécnico” e “As Instituições de Ensino Superior Politécnico e a Educação para o Empreendedorismo”. Obras que contam com textos de vários docentes e investigadores de 13 instituições de ensino superior politécnico que compõem a rede PIN.

O Prémio Empreendedorismo Prof. José Adriano é, simultaneamente, uma homenagem póstuma ao antigo professor coordenador com agregação e ex-presidente do Conselho Diretivo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), José Adriano Gomes Pires, que também foi pró-Presidente para a área do Empreendedorismo e responsável pelo Gabinete de Empreendedorismo e Inovação da instituição, considerado figura ímpar em Portugal em matéria de iniciativa e dinamismo.

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