Saiba como prevenir
A cárie dentária nas crianças é a doença crónica mais prevalente na infância.

Antigamente o tratamento dos dentes de leite era desvalorizado porque estes iriam cair. Com o passar do tempo compreendeu-se que estes têm extrema importância para evitar complicações graves, tais como:

  • Consultas de urgência/ hospitalizações
  • Tratamentos mais complexos e dispendiosos
  • Comprometimento do desenvolvimento craniofacial
  • Risco de perda de espaço para a dentição definitiva
  • Implicações na fala
  • Diminuição da capacidade de aprendizagem
  • Problemas psicossociais

As famílias devem ser acompanhadas desde a gravidez para serem dadas todas as informações de boas práticas de higiene oral e alimentação. A primeira consulta da criança deverá ser quando nasce o primeiro dente ou até ao primeiro ano de idade e a partir daí de 6 em 6 meses (média).

A higiene oral deve ser feita pelo menos 2 vezes ao dia, como uma pasta fluoretada e uma escova adaptada à boca da criança Dos 0 aos 2 anos a quantidade de pasta colocada na escova deverá ser de um “grão de arroz” com 1000/1100 ppm de flúor.  Nos bebés sem dentes, devemos usar uma dedeira ou gaze após as refeições.

A partir dos 3 anos quantidade de pasta colocada na escova deverá ser de um “grão de ervilha” com 1450 ppm de flúor. O “não enxaguar” após a escovagem aumenta a eficácia do flúor e o uso do fio dentário em tenra idade auxilia na diminuição do número de cáries interproximais (entre os dentes).

Na alimentação devem ser evitados snacks e bebidas açucaradas entre as refeições uma vez que aumenta o risco de cárie devido ao contacto prolongado entre os açúcares dos alimentos ou líquidos consumidos e bactérias cariogénicas. A amamentação e toma de medicação noturna também são fatores de risco para o aparecimento de lesões cariosas, sendo sempre aconselhada a higienização da cavidade oral após as mesmas.

A melhor arma para combater este problema grave de saúde pública é apostar na prevenção. Nesse sentido, a implementação de políticas e programas com ações de prevenção e promoção de saúde oral irão garantir a melhoria da qualidade de vida tanto das crianças como das suas famílias.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Conferência Internacional
Decorreu nos dias 16 e 17 de setembro, no hotel da Ramada, em Lisboa, a Medical Cannabis Europe Conference, o primeiro evento...

Este evento, que contou com mais de 100 profissionais desta indústria e que se revelou um verdadeiro sucesso, tratou-se de uma oportunidade única para partilha de experiências, oportunidades e desafios sobre o mercado da Canábis em Portugal e noutros países.

Em Portugal, existe regulamentação para esta atividade desde 2018, que regula a utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da canábis, para fins medicinais e cabe ao INFARMED I.P. o garante da tutela para inspecionar e atribuir as licenças com base nas atividades solicitadas pelas empresas (especialmente de capital estrangeiro).

Existem desafios que estas empresas enfrentam aos dias de hoje, em Portugal e nos restantes países europeus, e que passam por conseguir obter uma licença de cultivo, fabrico, distribuição e venda, em conformidade com os regulamentos da UE. Em Portugal encontram as características ideais para o cultivo desta planta, pela posição geoestratégica e também uma regulamentação adaptada e mais acessível.

A grande maioria dos produtos fabricados por esta indústria são exportados para mercados como o Europeu, Norte-americano e também para Israel, uma vez que em Portugal apenas existe um medicamento aprovado, desde abril de 2021, não sendo um mercado atrativo para as grandes empresas.

A par das questões legais e operacionais para colocar os medicamentos de canábis medicinal acessíveis aos doentes em Portugal, existe uma outra questão de estigma, uma vez que a canábis, ainda que de forma ilícita, é bastante utilizada para fins recreativos.

Existem também desafios ao nível da formação aos profissionais de saúde que prescrevem e dispensam este tipo de produtos, uma vez que a informação sobre esta terapêutica ainda não está disseminada na academia.

A indústria farmacêutica, onde a canábis medicinal se encontra inserida na Europa, é altamente regulada de forma a assegurar que o processo de cultivo e fabrico das substâncias e preparações à base de canábis para fins medicinais é consistente e é realizado de acordo com os altos padrões de qualidade. Esta regulamentação foi concebida para minimizar os riscos durante os processos de cultivo e fabrico, uma vez que a realização da análise ao produto final, por si só não garante que estes produtos chegam ao doente com a eficácia, qualidade e segurança asseguradas.

Para assegurar a qualidade e segurança do produto final e cumprir com os requisitos regulamentares, a indústria farmacêutica tem de descrever passo a passo todos os seus procedimentos, que são seguidos e documentados minuciosamente para prevenir contaminações cruzadas, misturas e/ou erros. Todo o pessoal envolvido nas atividades tem que ter formação adequada de acordo com a sua função e regulamentação aplicável.

Também os fornecedores e clientes têm que ser qualificados para fornecer matérias-primas críticas ao processo ou receberem produtos finais, respetivamente. A instalação deve ser submetida a auto - inspeções periódicas para garantir o estado de qualificação da mesma e promover a melhoria contínua dos processos.

A organização da empresa deverá ter em vigor uma política de qualidade que garanta o estado de controlo do sistema da qualidade e dos seus processos e produtos. Os temas da segurança das instalações onde é feito o fabrico e a rastreabilidade do produto foram também temas abordados nesta conferência, uma vez que se tratam de exigências regulamentares, descritas no Decreto-Lei nº 8/2019, 15 de janeiro.

Por conseguinte, a diferenciação entre os critérios exigentes e rigorosos – técnicos, científicos e regulamentares – desta indústria, assim como a sua aplicabilidade na ótica da melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com doença, deve continuar a merecer a maior atenção e a ser feita a devida destrinça para com o mercado recreacional.

Anestesiologia, Vacinação e Diabetes são os temas das novas séries
A somar já 50 episódios dedicados à análise dos recentes avanços científicos nas áreas de Oncologia e VIH, com o contributo de...

A série sobre Vacinação estreou a 22 de setembro nas plataformas de streaming, começando por desmistificar as questões mais frequentes sobre este processo. Outros temas a não perder vão incluir, por exemplo, a infeção por HPV, desde a sua origem a formas de proteção ou a “(Des)informação na vacinação” em que se pretende clarificar o papel determinante dos profissionais de saúde na promoção da literacia em saúde.

A série dedicada a Anestesiologia, que se inicia no final de setembro, vai estrear com foco na pertinência do programa de recuperação otimizada ERAS®. Será abordada a sua importância na diminuição de complicações e tempos de internamento e a sua implementação como resposta à sobrecarga dos serviços de saúde. Será ainda partilhado tudo o que se sabe até à data sobre anestesia na cirurgia eletiva de doentes com “long-COVID”.

Já nos novos episódios sobre Diabetes, a estrear em novembro, serão abordadas temáticas como a “Insuficiência Cardíaca na Diabetes” e “Doença Renal Diabética”. Os profissionais de saúde vão poder ainda conhecer a resposta a dúvidas como: qual a importância da alimentação equilibrada na vida da pessoa com diabetes em momentos de stress físico e psicológico?; que padrões alimentares foram observados durante a pandemia e quais as lições a retirar para o futuro?; como recuperar estes doentes em teleconsulta?

Esperam-se também novos episódios das séries sobre VIH e Oncologia, em que se propõe continuar a acompanhar e a fazer chegar a atualidade científica aos profissionais de saúde destas áreas. Nos primeiros episódios dedicados a VIH, vão estar sob análise as principais novidades apresentadas no Congresso da International AIDS Society (IAS), com destaque para as “Novas Perspetivas Terapêuticas”, assim como as indicações mais prementes e os aspetos a considerar no processo de vacinação das pessoas com VIH, que têm um maior risco de algumas infeções ou de maior exposição a outros agentes infeciosos.

Na área de Oncologia, o espaço de antena estará reservado para as seguintes patologias: cancro do rim, cancro do pulmão e melanoma. Desde as guidelines de carcinoma de células renais da Associação Europeia de Urologia, ao tratamento adjuvante do melanoma e aos desafios que estão por responder derivados do impacto da pandemia de COVID-19 nos doentes com cancro do pulmão, vão ser conhecidos os pontos de vista de diferentes especialistas e as respostas às questões mais comuns sobre estas temáticas.

No âmbito do Dia Mundial do Coração
A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) promove a Quinzena do Coração, no âmbito do Dia Mundial do Coração, assinalado a 29...

De 27 de setembro a 08 de outubro serão disponibilizados na plataforma conteúdos dirigidos a toda a população, abrangendo temáticas diversificadas como alimentação, exercício físico, stress, sexualidade, a influência do clima na saúde cardiovascular, as doenças cardiovasculares nas mulheres, entre outros. Haverá ainda espaço para partilha de dicas como “Covid-19 e vitamina D” e “O que fazer numa paragem cardiorrespiratória em contexto covid-19”.

O arranque da quinzena será marcado pela sessão de abertura, no dia 27 de setembro, pelas 18h00, que conta com a participação de Sónia Paixão, Vice-Presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude, João Pedro Monteiro, Diretor do Departamento de Atividade Física e do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa e Manuel Carrageta, Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

No dia 29 de setembro, será organizado em Lisboa um circuito em forma de “Coração”, com uma distância de cerca de 5 km. Este percurso inclui zonas emblemáticas de Lisboa, como Baixa-Chiado, Rossio, Martim Moniz, Campo Mártires da Pátria, Jardim de S. Pedro de Alcântara, no qual todos os interessados poderão participar, entre as 09h30 e as 17h00. Ao longo do percurso existirão “estações” em que os participantes serão sensibilizados para a importância da adoção de estilos de vida saudáveis, nomeadamente através da avaliação da pressão arterial, ou aconselhamento nutricional. Esta iniciativa é uma parceria do Instituto Português do Desporto e Juventude, Câmara Municipal de Lisboa e Fundação Portuguesa de Cardiologia.

“A Covid-19 impactou a vida de todos e em particular dos doentes cardiovasculares, afastando-os dos contactos presenciais e em alguns casos dos cuidados de saúde, mas aproximou-nos das novas tecnologias. Neste momento é fundamental aproveitarmos o que a conectividade digital nos permite, fazendo dela uma aliada na proteção do coração e na luta contra as doenças cardiovasculares.  O que queremos nesta quinzena é lembrar que todos nos devemos “ligar” ao nosso coração na prevenção, diagnóstico e tratamento”, afirma Manuel Carrageta Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

A nível mundial estima-se que cerca de 520 milhões sofram de doenças cardiovasculares, continuando a ser a principal causa de morte em todo o mundo. Os doentes cardiovasculares são grupo de risco para a Covid-19, o que tem contribuído para que muitos se tenham isolado. As ferramentas digitais surgem assim como um combate ao isolamento, mas também como uma fonte de informação, apoio e motivação para cuidar do coração.

2,25 milhões de vacinas disponíveis
A primeira fase da campanha de vacinação contra a gripe arranca esta segunda-feira, estando, no total, disponíveis, para esta...

Esta primeira fase destina-se à vacinação de residentes, utentes e profissionais de estabelecimentos de respostas sociais, doentes e profissionais da rede de cuidados continuados integrados e profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e também as grávidas.

Na segunda fase, serão integrados os outros grupos-alvo abrangidos pela vacinação gratuita, destacando-se pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e pessoas portadoras de doenças ou outras condições previstas na norma da vacinação contra a gripe 2021/22.

De acordo com a DGS, a vacinação contra a gripe é “fortemente recomendada” para os grupos prioritários – por exemplo, pessoas com 65 ou mais anos, doentes crónicos e imunodeprimidos, com 6 ou mais meses, grávidas, profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados – recomendando-se também a sua administração a pessoas com idade entre os 60 e os 64 anos.

O agendamento e convocatória para vacinação das pessoas abrangidas pela vacinação gratuita são realizados através de vários métodos, nomeadamente, através do envio de SMS automático, telefonema ou carta.

“Para as pessoas não abrangidas pela vacinação gratuita no SNS, a vacina contra a gripe é dispensada nas farmácias comunitárias através de prescrição médica, com comparticipação de 37%”, esclarece a norma entretanto publicada.

 

 

 

 

 

 

Campanha “Sou maior e quero ser vacinado”
“Sou maior e quero ser vacinado” é a mais recente campanha de prevenção da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP). Centrada...

“Sou maior e quero ser vacinado” foi o headline escolhido para a campanha de prevenção da SPP, que decorre até 16 de dezembro. Uma campanha de apelo à consciencialização não só dos grupos de risco, mas de toda a população adulta, para a importância de prevenir a Pneumonia. Com “Sou maior e quero ser vacinado” pretende-se impactar a população de forma positiva, levando-a a tomar uma atitude: vacinar-se contra a Pneumonia Pneumocócica.

Transversal a toda a população adulta, a campanha acompanha diferentes pessoas, de diferentes géneros e faixas etárias. Em comum? A vontade de se protegerem contra a Pneumonia. “Sou maior e quero ser vacinado” vai estar presente em diferentes formatos: TV, rádio, outdoor (através de uma rede nacional de mupis) e online (redes sociais e web). Tem na landing page www.maiorevacinado.pt a base, um ponto de chegada e de partida onde os utilizadores poderão optar por ações tão distintas como avaliar o risco de contrair pneumonia pneumocócica, recolher informação sobre a patologia, conhecer mitos e factos sobre a vacinação ou informar-se sobre o Programa Nacional de Vacinação.

De acordo com os últimos dados do INE, em 2019, a Pneumonia matou 4700 pessoas em Portugal. Uma média de 13 mortes por dia que posiciona a Pneumonia no topo das doenças respiratórias que mais matam em Portugal.

“Crescemos enquanto população. Estamos mais informados e formados, sabemos o que nos faz mal e os cuidados a ter, como evitar e como prevenir doenças graves.”, afirma António Morais, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. “Depois de uma longa campanha nacional de vacinação, queremos que a população mantenha a motivação. É fundamental que se continuem a prevenir outras doenças graves, e algumas são particularmente incidentes nesta altura do ano. Estamos prestes a entrar na época em que a incidência de infeções respiratórias aumenta, entre elas a pneumonia. A melhor forma de a(s) evitarmos é a vacinação”, conclui.

 

Estudo
A pílula anticoncecional continua a ser o método de contraceção mais amplamente utilizado (70%) em Portugal, segundo o estudo ...

De acordo com o estudo, as mulheres inquiridas realçam que os principais benefícios atribuídos à pílula são a eficácia contracetiva e a fácil toma. Em relação aos atributos extra contracetivos, 64% das mulheres destacam o controlo do ciclo menstrual e 52% salientam os benefícios para a pele.

O estudo revela também novas preocupações das mulheres em relação à sua contraceção, sobretudo do ponto de vista do seu impacto no ecossistema. 28% das mulheres já ouviram falar sobre o impacto negativo das hormonas nos ecossistemas naturais, sendo que 35% destas mulheres são as mais jovens, entre os 15 e os 19 anos.

Neste âmbito, verificou-se que mais de metade das mulheres (61%) irá provavelmente pedir ao seu médico para prescrever uma pílula com um menor efeito nos ecossistemas naturais, o que demonstra uma certa preocupação em relação às questões ambientais.

O estudo, realizado pela Gedeon Richter e desenvolvido em maio de 2021, contou com a participação de 1508 mulheres - 46% com filhos; 38% do Norte e 29% da Área Metropolitana de Lisboa; 22% da zona Centro; 7% do Alentejo e 4% do Algarve.

 

 

Investimento de 200.000,00€
O Hospital da Ordem Terceira Chiado (HOTC) vai abrir a primeira unidade totalmente dedicada à Miopia em Lisboa, com o nome de...

O novo Centro de Miopia de Lisboa vai nascer dentro do já existente Instituto Oftalmológico do HOTC onde foram investidos nos últimos dois anos 200.000,00€ euros em equipamentos diversos. O Centro de Miopia de Lisboa vai contar com cerca de três dezenas de médicos.

Nas palavras de Fernando Ferreira-Pinto, Coordenador do Centro de Miopia de Lisboa “Preocupados com o significativo aumento da miopia na população em geral, e nas crianças e adolescentes em particular, situação que se vem observado nas últimas décadas em todo o Mundo, com projeções que apontam para que em 2050 cerca de metade da população seja míope, decidimos criar no HOTC (HOSPITAL DA ORDEM TERCEIRA CHIADO) um centro vocacionado para o estudo, prevenção, controle e tratamento da miopia, o CENTRO DE MIOPIA DE LISBOA. Este centro vai funcionar no I.O. (INSTITUTO DE OFTALMOLOGIA) do nosso hospital local onde os nossos utentes têm ao dispor uma vasta equipa de médicos e técnicos de oftalmologia e acesso à mais sofisticada tecnologia atualmente disponível nesta especialidade.”

O hospital pertence à Fraternidade da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco da Cidade, fundada no início do século XVII, em 1615. Em 1672, Frei Domingos da Cruz fundou três enfermarias, que mais tarde deram origem ao Hospital da Ordem Terceira.

Em termos de oftalmologia, neste ano de 2021 e até ao final do mês de agosto, no IO efetuaram-se cerca de 5.500 consultas e 1.200 cirurgias nesta especialidade. O número de exames está já muito próximo do registado antes da pandemia. Quer no que respeita ao número de Consultas ou de Cirurgias, em relação ao ano de 2019, a performance desta especialidade está acima da grande maioria das outras no HOTC. O número de exames de Oftalmologia está mesmo 25% acima da média de exames efetuados no hospital. A especialidade de Oftalmologia, entre todas as existentes, é uma das que melhor está a reagir às dificuldades criadas pela pandemia do Covid19.

“Sendo a Miopia uma doença oftalmológica com grande incidência na população, o Instituto de Oftalmologia do Hospital da Ordem Terceira Chiado propôs a criação do Centro de Miopia de Lisboa, reunindo a sua enorme experiência no tratamento desta doença. O aparecimento deste centro enquadra-se numa prática de medicina moderna, com profissionais dedicados a áreas de interesse específicas, com melhoria evidente dos resultados na abordagem das diferentes patologias. Irá contribuir, certamente, para a melhoria da atividade assistencial na área da oftalmologia, que se pretende de excelência", refere José Domingos Vaz Diretor Clínico do Hospital da Ordem Terceira Chiado.

 

Opinião
Nas últimas décadas temos vindo a assistir a uma mudança importante na distribuição demográfica da p

O envelhecimento da população com esquizofrenia veio gerar um conjunto de necessidades específicas. Existem vários caminhos possíveis para a melhoria sintomática e recuperação funcional, tendo vindo a ser concebidas novas estratégias para aumentar o leque de opções disponíveis para atender a essas necessidades. A investigação nesta área é ainda escassa e os sistemas de saúde não se encontram devidamente preparados para enfrentar os desafios futuros que esta tendência irá trazer.

A esquizofrenia é uma perturbação mental grave com impacto importante para doente, familiares e comunidade. Quando nos referimos a doentes mais velhos com esquizofrenia, incluímos indivíduos que padeceram da doença durante grande parte da sua vida e casos de esquizofrenia de início tardio (menos frequentes e de maior dificuldade diagnóstica). Duas gerações de adultos mais velhos com esquizofrenia coexistem actualmente: por um lado, os idosos com ≥ 75 anos; por outro, indivíduos na faixa etária dos 55-74 anos. Este grupo de doentes mais jovens tem tendencialmente menor número de admissões hospitalares e maior exposição a intervenções terapêuticas individualizadas.

Os doentes mais velhos com esquizofrenia apresentam défices cognitivos substanciais, tanto a nível geral como no que concerne a domínios específicos; o curso longitudinal da função cognitiva é, porém, um tema ainda controverso. Contrariando as noções prévias, estudos recentes apontam no sentido dos sintomas negativos na população geriátrica com esquizofrenia não serem superiores aos da mais jovem, podendo haver flutuações ao nível da sintomatologia e do funcionamento.

A idade mais avançada não é necessariamente um período de estabilidade social, pelo que existem simultaneamente oportunidade de melhoria e risco de declínio. A investigação relativa ao funcionamento social tipicamente recorre a conceitos unidimensionais como o estado civil, ocupacional ou residencial; uma medida mais abrangente, a integração na comunidade, pode ser considerada como um dos grandes objectivos das políticas de saúde mental. A integração na comunidade constitui um exemplo de como poderíamos começar a abordar a prestação de cuidados à população geriátrica com esquizofrenia, ajudando na redução dos sintomas positivos e da psicopatologia em geral.

A trajectória ideal de recuperação clínica para a população geriátrica com esquizofrenia passaria pela redução significativa ou ausência de sintomatologia psicótica (remissão sintomática), pela integração na comunidade (recuperação funcional) e pelo envelhecimento bem-sucedido (saúde positiva) – sendo esta última a abordagem mais adequada ao grupo etário em questão. A actividade física deve ser promovida e a abordagem colaborativa privilegiada.

A prestação de cuidados aos adultos mais velhos com esquizofrenia implica o reconhecimento das necessidades físicas e psiquiátricas desta população e um investimento na área. Esta população é mais propensa a efeitos secundários da medicação, frequentemente necessitando de doses inferiores. Atendendo a este contexto, diversas estratégias não-farmacológicas têm sido planeadas visando especificamente doentes mais velhos. Vários ensaios controlados e randomizados têm mostrado resultados favoráveis de intervenções como a terapia de remediação cognitiva, o treino de habilidades sociais e a terapia cognitivo-comportamental. É, pois, premente implementar em larga escala medidas dirigidas à população geriátrica com esquizofrenia e fazer face aos desafios impostos por esta realidade.

Referências bibliográficas:

Cohen CI, Freeman K, Ghoneim D, Vengassery A, Ghezelaiagh B, Reinhardt MM. Advances in the Conceptualization and Study of Schizophrenia in Later Life: 2020 Update. Clin Geriatr Med. 2020 May;36(2):221-236. doi: 10.1016/j.cger.2019.11.004. Epub 2019 Nov 15. PMID: 32222298.

Cohen, C., & Meesters, P. (Eds.). (2019). Schizophrenia and Psychoses in Later Life: New Perspectives on Treatment, Research, and Policy. Cambridge: Cambridge University Press. doi:10.1017/9781108539593

Cohen CI, Meesters PD, Zhao J. New perspectives on schizophrenia in later life: implications for treatment, policy, and research. Lancet Psychiatry. 2015 Apr;2(4):340-50. doi: 10.1016/S2215-0366(15)00003-6. Epub 2015 Mar 31. PMID: 26360087.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
O evento vai decorrer na sede da APCL
No próximo dia 28 de setembro vai ser anunciado o vencedor da 2ª Edição da Bolsa de Investigação em Leucemia Linfocítica Aguda ...

O objetivo é darem a conhecer o vencedor da bolsa de investigação, no valor de 15 mil euros, que vai explorar novas questões sobre a doença com potencial para melhorar os resultados em saúde destes doentes.

O evento vai decorrer na sede da APCL, em Lisboa, e contará com os representantes das entidades parceiras, um representante do Ministério da Saúde, os membros do júri e a equipa vencedora do projeto.

A LLA é uma doença rara com picos de incidência nas crianças dos 2 aos 5 anos e nos adultos com o envelhecimento. Esta afeta o normal funcionamento da medula óssea, ou seja, as células leucémicas, que nós chamamos de blastos, vão-se infiltrar e substituir as células da medula óssea saudável. Esta iniciativa é assim uma excelente oportunidade para fomentar a investigação e descoberta na LLA, seja a nível do conhecimento, tratamento ou qualidade de vida do próprio doente.

Portugal avança para Situação de Alerta
Foi anunciada ontem, após Conselho de Ministros, a decisão de avançarmos para a terceira fase do plano do Governo de...

Esta decisão é anunciada num momento em que Portugal se aproxima de uma taxa de vacinação da população de 85%, regista uma trajetória sólida de descida da taxa de incidência de infeções (atualmente em 137,4 casos por 100 mil habitantes) e em que a taxa de transmissão se encontra abaixo de 1 (0,82).

Segundo plano do executivo, nesta fase deixam de existir limites máximos para o número de pessoas em grupo no interior dos restaurantes, cafés, pastelarias e em esplanadas, bem como deixam de haver limites de lotação para estabelecimentos, espetáculos culturais e eventos familiares.

Esta fase ficará marcada também pela reabertura dos bares e discotecas, "com obrigatoriedade de apresentação de certificado digital de vacinação ou de um teste Covid-19 com resultado negativo".

O uso de máscara continuará a ser obrigatório em transportes públicos, grandes superfícies, lares, hospitais e salas de espetáculos e em eventos. No entanto, a sua utilização deixa de ser obrigatória nos recreios das escoras e a Direção-Geral da Saúde vai atualizar as normas do isolamento profilático nos estabelecimentos de ensino.

 

 

Direção Geral da Saúde
A primeira fase da vacinação gratuita contra a gripe vai ter início a 27 de setembro. De acordo com a Direção Geral da Saúde,...

Nesta fase estão incluídas ainda as grávidas.

A segunda fase vai estender-se a outros grupos abrangidos pela vacinação gratuita, como pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e pessoas portadoras de doenças ou condições “que constam na Norma da vacinação contra a gripe 2021/22”.

Sendo fortemente recomendada para grupos prioritários da população, como medida de prevenção primária com impacto na ocorrência e gravidade da doença, a Direção Geral da Saúde apela à adesão das pessoas que integram estes critérios.  

A campanha de vacinação contra gripe decorrerá durante os próximos meses.

Este ano, e em contexto de pandemia Covid-19, a DGS salienta que serão mantidas medidas excecionais e específicas no âmbito da vacinação gratuita contra a gripe, “nomeadamente o início mais precoce, a vacinação faseada e a gratuitidade para os profissionais que trabalham em contextos com maior risco de ocorrência de surtos e/ou de maior suscetibilidade e vulnerabilidade”.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 760 casos de infeção pelo novo coronavírus e nove mortes em território nacional. O número...

A região Centro foi a que registou maior número de mortes, desde o último balanço: quatro de nove. Seguem-se a região de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, ambos, com duas mortes a assinalar e o Algarve com uma.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 757 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser a que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 277, seguida da região Norte com 213 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 102 casos na região Centro, 55 no Alentejo e 70 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 15 infeções, e os Açores com 25.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 410 doentes internados, menos dois que ontem.  No entanto, as unidades de cuidados intensivos têm agora mais um doente internado, desde o último balanço: 76.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 1.155 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 1.015.927 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 31.759 casos, menos 407 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 52 contactos, estando agora 28.287 pessoas em vigilância.

Mensagem para o Dia Mundial do Pulmão
Assinala-se a 25 de setembro o Dia Mundial do Pulmão. Instituído em 2017 pelo Forum of International Respiratory Societies ...

“Cuide dos seus pulmões” é o mote para este ano reafirmando a existência de quatro pilares fundamentais para uns pulmões saudáveis:

  • Dizer não ao tabaco: a cessação tabágica é a melhor forma de cuidar dos pulmões, sendo o tabaco o principal responsável pelas doenças pulmonares e causando a morte a mais de oito milhões de pessoas anualmente;
  • Proteger os pulmões através da vacinação: a vacinação pode proteger de uma série de doenças infeciosas e ajudar a manter os pulmões saudáveis. Pneumonia pneumocócica, COVID-19, gripe e tosse convulsa são alguns dos exemplos de doenças respiratórias que podem ser prevenidas através da vacinação;
  • Respirar ar puro: a poluição atmosférica mata todos os anos aproximadamente sete milhões de pessoas. Dados da Organização Mundial de Saúde referem que nove em cada 10 pessoas respiram ar com altos níveis de poluentes.
  • Praticar exercício físico de forma regular: a prática de exercício físico, quer seja saudável ou quer tenha uma complicação respiratória, promove uma melhoria da qualidade de vida e é uma forma de cuidar dos pulmões.

 “A Sociedade Portuguesa de Pneumologia promove, há muito, diversas ações de sensibilização para as doenças respiratórias. É fundamental todos estarmos conscientes do peso que estas doenças assumem na mortalidade, quer a nível nacional quer a nível mundial, e reconhecermos o papel que algumas medidas assumem na prevenção das doenças pulmonares, entre as quais se destaca a cessação tabágica. É preciso que a população, mas também os decisores atribuam a devida importância à saúde respiratória tornando-a uma prioridade”, refere António Morais, presidente da SPP.

 

Diagnóstico precoce "é o maior aliado no sucesso do tratamento"
Nos últimos 10 anos, tem-se assistido a um ligeiro aumento do diagnóstico do Cancro da Tiroide, sobr

Segundo a especialista em Endocrinologia, Inês Sapinho, Coordenadora da Unidade da Tiroide do Hospital CUF Descobertas e Membro do Conselho Consultivo/Científico da Associação das Doenças da Tiroide (ADTI), este aumento no número de diagnósticos “pode ser justificado pelo aumento do recurso a cuidados de saúde, mas sobretudo devido a uma maior capacidade de deteção”.

“O recurso cada vez maior a procedimentos de diagnóstico ultrassensíveis, como ecografia de alta resolução, TC e Ressonância magnéticas (muitas vezes realizadas por outras situações clínicas) aumentaram a deteção incidental de pequenos nódulos tiroideus. No passado muitos destes nódulos não teriam sido identificados e possivelmente muitos deles nunca viriam a ser clinicamente relevantes”, explica sublinhando que “muitos virão a ser submetidos a citologia e possivelmente operados, muito antes de se tornarem sintomáticos ou clinicamente evidentes”.

No entanto, embora este seja um dos tipos de cancro mais frequente entre as mulheres, é um dos que menos mata, sendo altamente tratável. “Em Portugal, apesar do elevado número de novos casos ano, é apenas o 21º cancro quanto à mortalidade anual registada (apenas cerca de 3%)”, diz Inês Sapinho justificando que “a maior facilidade na identificação e tratamento precoce de patologia oncológica tiroideia, permitiu que a mortalidade se mantivesse baixa ao longo dos anos”.

Não há uma causa exata para o desenvolvimento do cancro da tiroide

Embora se desconheça o que o provoca, sabe-se, no entanto, que existem alguns fatores que aumentam o risco de desenvolver cancro da tiroide. São eles: a história de exposição a radiação ionizante na cabeça e no pescoço e a história familiar de cancro da tiroide.

“Atualmente, alguns autores já defendem uma associação entre a obesidade e o desenvolvimento do cancro da tiroide. E muitos estudos têm sido publicados no sentido de perceber qual o impacto dos fatores ambientais, nomeadamente poluentes”, acrescenta a especialista.

Quanto aos sintomas, revela que a maioria dos carcinomas da tiroide são assintomáticos, podendo passar despercebidos.

“É frequente os doentes descobrirem acidentalmente um nódulo no pescoço ou em exames realizados por outros motivos não relacionados com a tiroide”, comenta, chamando a atenção, no entanto, para alguns sinais que podem ser sugestivos da doença: “rouquidão, dificuldade em comer ou respirar, dores no pescoço ou na garganta, com eventual irradiação para os ouvidos e nódulos dispersos no pescoço”.

O Carcinoma diferenciado da tiroide é o mais frequente dos cancros da tiroide, e também, aquele que, apesar de assintomático, raramente apresenta complicações. Este pode apresentar-se como “Carcinoma papilar (o mais frequente dos dois e representa cerca de 80% de todos os cancros da tiroide); ou como Carcinoma folicular (cerca de 10%)”.

“Muito menos frequente (cerca de 5-8% dos casos), mas de pior prognóstico pode ocorrer o Carcinoma medular da tiroide e muito raramente (em menos de 2% dos casos) o muito agressivo Carcinoma anaplásico, este último mais frequente em doentes de idade avançada”, avança quanto à sua classificação e prognóstico.

A cirurgia é a primeira opção terapêutica

De acordo com Inês Sapinho, o tratamento do cancro da Tiroide assenta na cirurgia e na reposição hormonal da hormona tiroideia, sendo que, em alguns casos, pode ser necessário recorrer ainda ao tratamento com iodo radioativo.

O tipo de cirurgia, considerada a primeira opção terapêutica para a grande maioria dos tumores, vai depender da “extensão da doença, da idade do doente, da presença de nódulos uni ou bilaterais e das doenças associadas”, podendo ser mais conservadora (ou menos extensa), removendo apenas parte a parte da tiroide que contem o carcinoma, ou com remoção da totalidade da tiroide (tiroidectomia total).

“A experiência do cirurgião - número anual de cirurgias tiroideias que realiza - é essencial para o sucesso do tratamento”, salienta a especialista sublinhando que, “perante cancros milimétricos, e em situações pontuais já se começa a optar por fazer apenas a vigilância do nódulo”.

Após a intervenção, é necessário recorrer à reposição hormonal, “com medicação para o resto da vida”.

“Esta medicação tem dois benefícios: por um lado, a substituição da hormona que a tiroide produziria; por outro suprimir qualquer estímulo para o crescimento de células da tiroide. Este tratamento denomina-se terapêutica supressiva, sendo o grau de supressão avaliado com a realização de análises e dependendo das características do tumor, da idade do doente e das doenças associadas”, explica a endocrinologista.

O tratamento com iodo radioativo é utilizado “para destruir o tecido tiroideu (benigno ou maligno) que não tenha sido removido com a cirurgia”.

“O acompanhamento em consulta especializada, idealmente, por uma equipa multidisciplinar ao longo da vida”, é fundamental para manter a vigilância após o diagnóstico e tratamento da doença. “O seguimento com realização de análises e exames de imagem vão permitir assegurar a ausência de doença e em situações, menos frequentes, ao identificar uma recidiva agir atempadamente”, sublinha Inês Sapinho.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
XXIX Congresso Português de Aterosclerose
A Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) organiza o XXIX Congresso Português de Aterosclerose que, entre os dias 15 e 16...

A 29ª edição deste evento científico pretende reunir todos os envolvidos e dedicados ao estudo, investigação e tratamento na área da aterosclerose, este ano num modelo híbrido que permitirá que aos que se vão reunir presencialmente em Aveiro se juntem ainda em formato virtual todos os interessados em acompanhar à distância todo o evento.

O mote deste Congresso vai ao encontro da missão de busca contínua pelo aperfeiçoamento técnico-científico, abordando e debatendo como “Enfrentar o futuro partilhando saberes”.

Para Carlos Rabaçal, Presidente do XXIX Congresso Português de Aterosclerose, “o nosso principal objetivo com mais uma edição deste Congresso é promover a discussão e debate em torno dos temas que se relacionam com a aterosclerose, incentivando o interesse de todos os que lidam com esta patologia no seu dia-a-dia. Não é por acaso que para a edição deste ano escolhemos como lema ‘Enfrentar o futuro partilhando saberes’, porque é preciso olhar para o futuro e partilhar os saberes que todos temos enquanto seres individuais, tornando-os uma poderosa ferramenta de construção conjunta de um futuro mais capacitado na área da doença aterosclerótica”.

O programa científico do evento engloba sessões, mesas-redondas, simpósios e conferências que pretendem abordar a diversidade das disciplinas científicas que se relacionam com a aterosclerose. Entre as sessões, destaque para uma mesa redonda sobre os efeitos pleiotrópicos dos fámacos CV, uma sessão para discussão sobre os benefícios do Ómega 3, um debate sobre o tratamento da inflamação e uma conferência sobre ritmos circadiários, genes periódicos e doenças ateroscleróticas. No primeiro dia do Congresso, Kausik Ray, Professor no Imperial College London e Presidente da European Atherosclerosis Society, será orador numa conferência sobre a próxima década na aterosclerose.

Neste Congresso, a SPA junta-se à Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) numa mesa redonda para debater a relação entre aterosclerose e AVC. Também a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) estará presente para discutir guidelines, consensos e normas relacionadas com a aterosclerose e os seus doentes.

As inscrições ainda estão abertas e o programa completo dos dois dias do evento pode ser consultado em: www.congressoportuguesaterosclerose.pt

 

Pessoas com FH geralmente têm colesterol total e LDL aumentados desde a infância
A Hipercolesterolemia Familiar (FH) é uma doença genética e hereditária, caraterizada por elevados n

Considerada uma das doenças genéticas mais frequentes e a que mais se associa ao aumento do risco cardiovascular, a Hipercolesterolemia Familiar surge devido a uma alteração num gene responsável pela remoção do colesterol do sangue, elevando o risco de doença cardiovascular prematura.

Também conhecida por Colesterol Hereditário, estima-se que, em Portugal, “existam 20 mil pessoas com esta patologia”, no entanto, admite-se que esta é se encontre subdiagnosticada. Um aspeto que, de acordo com o médico de família, André Pereira Lourenço, “alerta para a necessidade de analisar a história familiar, possíveis sinais e sintomas e, acima de tudo, um acompanhamento médico apropriado”.

Embora num grande número de casos, esta patologia não apresente sintomas até aos 30-40 anos - “por essa altura começam a surgir as complicações cardiovasculares, sendo o diagnóstico molecular a única forma de confirmar a suspeita clínica da doença” -, além

dos níveis de colesterol elevados, a FH, pode ser reconhecida através da presença de alguns sinais exteriores, como nódulos nos tendões das articulações, no dorso das mãos e no tendão de Aquiles (parte de trás dos tornozelos) que resultam de depósitos de colesterol designados de xantomas.

Os xantelasmas, pequenos depósitos de colesterol, de cor amarela, que atingem a pele em torno dos olhos e nas pálpebras podem também ser um indicador da doença.

“O seu diagnóstico é feito com base na história familiar, alterações no exame físico e laboratorial”, explica André Pereira Lourenço. E quanto mais cedo, melhor! “Uma vez que poderão ser adotadas precocemente medidas eficazes para o seu controlo”, sublinha o médico do Hospital Lusíadas do Porto. 

Quanto ao tratamento, este “passa sempre por alteração do estilo de vida e medicação adaptada a cada paciente”, acrescenta o médico.

O acidente vascular cerebral ou o enfarte agudo do miocárdio estão entre as principais complicações da doença.  E se, “associada à Hipercolesterolemia Familiar existirem ainda outros fatores de risco cardiovascular, como o excesso de peso, tabagismo, entre outros”, o risco de sofrer eventos cardiovasculares “será ainda maior”.

Por tudo isto, tome nota: “Se já existir o diagnóstico noutros membros da família”, deve sempre procurar aconselhamento médico!

Para evitar riscos, adote “um estilo de vida assente numa alimentação equilibrada (nomeadamente no consumo de gorduras), atividade física e controlo do peso”.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigadores da Universidade de Coimbra
Um programa pioneiro de intervenção psicológica desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC),...

Apesar de se tratar de uma população com maior risco de persistência no crime, até ao momento não tinha sido desenvolvido nenhum tipo de intervenção que se ajustasse às especificidades deste grupo.

A psicopatia caracteriza-se por um conjunto de traços afetivos, interpessoais e comportamentais desviantes. Ainda que envolto em alguma controvérsia, é um conceito-chave na área forense, associado às formas mais precoces, severas e estáveis de comportamento antissocial, motivo pelo qual é necessária a sua identificação e prevenção precoce.

No projeto, designado Psychopathy.comp - Modificabilidade dos traços psicopáticos em menores agressores, foi desenvolvida uma intervenção específica baseada em novos modelos de psicoterapia, cuja eficácia foi testada num ensaio clínico com 119 menores a cumprir medida tutelar educativa de internamento, em todos os Centros Educativos do Ministério da Justiça.

Liderado por Daniel Rijo, docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) e investigador do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC), o estudo envolveu ao longo das várias fases um total de mil jovens, com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos (400 agressores juvenis a cumprir medida tutelar educativa de internamento e 600 menores sem qualquer tipo de psicopatologia provenientes de escolas públicas).

O programa de intervenção traçado pela equipa consistiu em 20 sessões semanais de psicoterapia individual, estruturadas e manualizadas, realizadas durante seis meses por

investigadores que são também psicoterapeutas creditados, e contou com a supervisão de Paul Gilbert, da Universidade de Derby, perito em Terapia Focada na Compaixão, o modelo seguido nesta intervenção.

Essencialmente, na intervenção é trabalhada a natureza da mente humana, de um ponto de vista evolucionário, «enfatizando que muitas das nossas respostas, comportamentos, emoções e pensamentos estão ligados a mentalidades sociais complexas, resultantes da arquitetura da mente humana. Muito do que pensamos, sentimos e da forma como reagimos aos acontecimentos não resulta de uma tomada de decisão consciente, mas pode ser o resultado de formas mais automáticas e arcaicas de reagir», descreve o coordenador do estudo.

No entanto, prossegue, «também devido às competências complexas do cérebro humano, somos capazes de adquirir controlo sobre esses modos de reagir mais arcaicos. A intervenção enfatiza muito a questão da responsabilidade sobre essas escolhas. Para além destes aspetos da natureza da mente, grande parte da intervenção é dedicada ao treino da mente compassiva como estratégia preferencial de aquisição de competências de regulação emocional e comportamental. Os participantes são treinados a desenvolver compaixão pelos outros, mas também por si próprios, como forma saudável e adaptativa de lidar com o sofrimento e com a adversidade da vida».

O resultado mais relevante do estudo, segundo Daniel Rijo, «está relacionado com o ensaio clínico, demonstrando que os traços psicopáticos são modificáveis na adolescência, mesmo em menores agressores em contacto com o sistema de justiça. Estes resultados apontam para a necessidade de fornecermos intervenções adequadas a estes sujeitos, com vista à modificação do comportamento criminal e à consequente redução do risco de persistência no crime após intervenção pelo sistema de justiça».

Os vários estudos realizados no âmbito do projeto Psychopathy.comp, que foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), «demonstraram também que este tipo de intervenção – terapia focada na compaixão – é adequada para esta população e para as instituições da justiça juvenil, uma vez que o ensaio clínico decorreu nos Centros Educativos», salienta o especialista da UC. Estes resultados contribuem também para «a expansão de uma das mais promissoras terapias de terceira geração, aproximando as novas terapias aos contextos forenses», conclui.

Doença tem um prognóstico favorável quando diagnosticada precocemente
Embora o cancro da tiroide seja, no geral, tratável, sobretudo quando é diagnosticado precocemente, os dados do Globocan 2020,...

“Não é conhecida a causa da maioria dos cancros da tiroide”, confirma Maria João Oliveira, endocrinologista e porta-voz da ADTI. “Mas sabemos que existem fatores que podem aumentar o risco, como exposição à radiação na infância, obesidade, outros problemas de tiroide, como tiroide inflamada (tiroidite) ou bócio (um nódulo na parte da frente do pescoço), histórico familiar de cancro na tiroide, entre outros”, acrescenta a especialista, que junta ainda a esta lista o sexo. É que, tal como se verifica na maioria dos distúrbios da tiroide, também o cancro afeta mais as mulheres: é cerca de três vezes mais frequente no sexo feminino.

Com sintomas que podem ir do caroço ou inchaço no pescoço, dor na parte frontal do pescoço, rouquidão ou outras alterações na voz que não desaparecem, dificuldade em engolir ou problemas respiratórios, “o cancro da tiroide apresenta sinais que, apesar de serem semelhantes a outros problemas não cancerígenos, devem motivar sempre uma consulta médica”, refere Celeste Campinho, presidente da ADTI. “É que são ainda muitos os portugueses que têm doenças da tiroide por diagnosticar, que não ouviram falar deste tipo de cancro e que, por isso, não estão atentos. O reforço da informação e a sensibilização para estes sintomas é muito importante.”

A boa notícia é, confirma Maria João Oliveira, que “a maioria destes tumores são tratáveis e curáveis, deixando poucas ou nenhuma sequelas”. Para todos, sejam aqueles que têm o diagnóstico de cancro da tiroide ou qualquer outra disfunção associada a esta glândula tão importante para o funcionamento do organismo, “ter um estilo de vida saudável é muito importante e isso passa pela introdução da prática de atividade física e de uma alimentação saudável, com grandes benefícios para a saúde”.

Nova terapêutica está disponível através de venda restrita
Já está disponível no mercado Português uma inovadora terapêutica para controlo de diarreias severas. Prescrita, sobretudo, em...

Aprovado e registado no Infarmed, esta é uma das mais inovadoras abordagens terapêuticas existentes para tratamento sintomático de diarreias severas em adultos.

Muito utilizado desde a antiguidade, a morfina, assim como outros componentes da Tintura de Ópio, possuem características únicas que atrasam o tempo do trânsito gastrointestinal, aumentando a sua absorção. Atendendo à reconhecida e comprovada eficácia são muitos os especialistas que têm vindo a recorrer a este tipo de tratamento, como forma de travar a diarreia grave.

Doentes oncológicos sujeitos a radioterapia ou quimioterapia, pessoas com doença de Crohn ou pessoas em cuidados paliativos são algumas das condições que poderão estar na origem de alguns casos de diarreia grave não controlada. Como explica Augusto Santos Costa, Diretor Técnico Farmacêutico da Biojam “a diarreia grave é uma condição que acarreta um forte impacto negativo na qualidade de vida dos doentes, além das consequências que pode ter nos tratamentos oncológicos que, face a um quadro de diarreia não controlada, podem ter de ser reduzidos ou até suspensos. Também a perda de líquidos, gerada pela diarreia grave, e que muitas vezes chega a verificar-se com uma regularidade de sete vezes ao dia, pode resultar em situações de desidratação significativas, lesão renal aguda e complicações cardíacas que, em casos extremos, pode ser fatal”.

A nova terapêutica está disponível através de venda restrita (Medicamento Sujeito a Receita Médica Restrita), sob a forma de solução em gotas orais, sendo que o tratamento deve ser iniciado e supervisionado, sempre que possível, por um especialista.

 

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