Estudo conclui
Um estudo levado a cabo pelo Instituto de Cardiologia da Universidade de Nis, na Sérvia, revela que ouvir música faz bem ao...

As conclusões dão conta de que as sensações sentidas, ao ouvir os nossos temas e melodias preferidos, são benéficas à saúde do coração.

Nos ensaios, os 74 pacientes em análise com problemas cardíacos foram divididos em três grupos: um para ter aulas de exercício físico durante três semanas, outro para ter as mesmas aulas mas também ouvir música à sua escolha, a qualquer altura do dia durante 30 minutos, e um último que só ouvia música, sem fazer os exercícios cardio, ao contrário daquilo que é habitualmente prescrito aos doentes com este tipo de patologias.

No final, aqueles que ouviram música e levaram a cabo o plano de exercícios cardio revelaram significativas melhorias a nível do funcionamento do coração, com a aptidão física a registar uma evolução de 39%.

O grupo que só praticou exercícios aeróbicos revelou uma melhoria de 29% nas suas capacidades físicas e aquele que não fez qualquer tipo de actividade, para além de ouvir as suas músicas preferidas durante uma hora e meia por dia, deu, mesmo assim, provas de 19% de evolução a nível cardíaco.

Os resultados foram apresentados no congresso anual da Sociedade Europeia de Cardiologia e dão conta da libertação de hormonas chave para o bom funcionamento do sistema cardiovascular. Em comunicado, Delijanin Ilic, líder da investigação, explica que "quando ouvimos música, o nosso cérebro liberta endorfinas que melhoram o desempenho do nosso coração".

"Não há nenhuma música que seja a “melhor” para se ouvir. O que interessa é aquilo que a pessoa gosta e a faz feliz", acrescenta a especialista. Noutros estudos anteriormente realizados, chegou a ser sugerido que, por exemplo, o heavy metal, pode provocar mais stress, enquanto que a ópera, a música clássica e aquela mais animada e mexida, tendiam a estimular mais endorfinas.

No entanto, a responsável diz que o que interessa é mesmo a pessoa sentir-se bem, gostar realmente daquilo que ouve. Além disso, embora os ensaios tenham sido feitos apenas com pacientes com problemas cardíacos, Delijanin Ilic acredita que os resultados são aplicáveis a uma população muito mais abrangente.

700 mil doentes em Portugal
O tabaco é o principal factor de risco para desenvolver bronquite crónica, uma doença com elevado im
Bronquite

A bronquite crónica é uma das principais doenças (a par do enfisema pulmonar) do conjunto de doenças respiratórias denominadas de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica – DPOC. Na bronquite crónica, as vias respiratórias ficam obstruídas pela expectoração (purulenta ou não), havendo dificuldade na passagem de ar, dificultada pela inflamação e pelo espessamento da mucosa brônquica. Por estas razões a falta de ar (dispneia) é uma das principais características clínicas da bronquite crónica ou das suas agudizações.

Contudo, manifesta-se também com tosse frequente e produção aumentada de expectoração. Esta tosse é definida como crónica quando ocorre pelo menos em 3 meses do ano, durante 2 anos consecutivos.

Em Portugal calcula-se em 700 mil o número de doentes com bronquite crónica, sendo que o tabagismo é a primeira causa de bronquite crónica, sendo responsável por 90 por cento de todos os casos documentados de DPOC.

Porém, não só os fumadores correm o risco de desenvolver estas doenças, já que os ex-fumadores e qualquer pessoa constantemente exposta ao fumo do tabaco (fumadores passivos) são também potenciais candidatos, assim como aqueles expostos a poluentes irritantes.

A medida fundamental para travar o avanço da bronquite crónica é a eliminação do factor causador, ou seja, o tabagismo. Em muitos casos permite recuperar a capacidade respiratória, apesar de não tão satisfatória como a dos fumadores antes da produção de lesões pulmonares irreparáveis, mas pelo menos superior à existente enquanto se mantém esse hábito. A adopção precoce desta medida, logo que se manifestam os sintomas da bronquite crónica, é o suficiente para resolver o problema e prevenir complicações.

De qualquer forma, lamentavelmente, sempre que as lesões brônquicas e pulmonares sejam permanentes, embora seja aconselhável o abandono do consumo de tabaco, isso não será suficiente para evitar todos os problemas provocados por uma bronquite crónica - serão necessárias algumas medidas terapêuticas.

Sintomas
A manifestação típica da bronquite crónica é uma tosse acompanhada de expectoração, sendo este um mecanismo através do qual as secreções acumuladas nos brônquios conseguem ser expulsas para o exterior. Trata-se de uma tosse persistente que, embora surja de maneira lenta e progressiva, acaba por se intensificar com o decorrer dos anos.

De início, a expectoração é mucosa, ou seja, esbranquiçada ou mesmo incolor, do tipo clara de ovo. Contudo, com o decorrer do tempo, a tosse e a expectoração, embora sejam mais intensas de manhã, vão surgindo também durante o dia, por vezes sob a forma de acessos muito violentos acompanhados por uma sensação de dificuldade respiratória.

Os sintomas da bronquite vão-se acentuando, regra geral periodicamente através do desenvolvimento de agudizações, ou seja, episódios de bronquite aguda que costumam durar entre duas ou três semanas. Estas agudizações são mais comuns no Inverno e provocam, além de um aumento da frequência e intensidade da tosse e alterações da expectoração (mais espessa e de cor amarelada ou esverdeada), febre, mal-estar geral, dores e outras manifestações típicas.

Os sintomas agudos cedem com o tratamento adequado, após a resolução da infecção, ao contrário da tosse e da expectoração, que ficam mais intensas após cada episódio de bronquite aguda. Com o passar do tempo e à medida que as defesas brônquicas sofrem uma progressiva deterioração, os episódios agudos tornam-se mais frequentes e prolongados, por vezes sucedendo-se uns após os outros durante grande parte do ano.

Quando a doença atinge maior gravidade, as alterações persistentes da mucosa brônquica provocam uma obstrução da passagem do ar para os pulmões, o que origina uma característica sensação de dificuldade respiratória, ou dispneia, ao princípio apenas quando se realiza algum esforço, mas gradualmente mais contínua, chegando a dificultar as actividades quotidianas.

Irritabilidade, tremores, confusão mental, sonolência, coma e convulsão podem estar presentes nos casos mais graves.

Complicações
Além de favorecer os episódios de bronquite aguda, a progressiva evolução da bronquite crónica provoca complicações que, salvo casos muito raros em que sejam eliminadas as causas, acabam por se manifestar com maior ou menor frequência em todos os indivíduos afectados diminuindo progressivamente a sua qualidade de vida.

A complicação mais comum é provocada pela inflamação da mucosa e o estreitamento dos brônquios, especialmente dos mais finos, pois provoca uma obstrução à passagem do ar, perturbando particularmente a saída de ar dos pulmões. Como consequência, embora penetre com uma certa facilidade nos sacos alveolares em cada inspiração, o ar não consegue sair em perfeitas condições ao longo da expiração, provocando um progressivo aumento da pressão no seu interior, o que facilita a ruptura das finas paredes alveolares, dando origem ao desenvolvimento de um enfisema, uma doença que se caracteriza pela dilatação alveolar e pelo consequente défice da função respiratória.

Esta situação provoca, a médio prazo, uma insuficiência respiratória, devido à diminuição das trocas gasosas entre o ar e o sangue dos pulmões, com um consequente défice de oxigenação e um aumento da concentração de dióxido de carbono que, por não ser adequadamente eliminado, vai-se acumulando no organismo. Nessa altura, para além dos sintomas típicos, tais como cansaço, dificuldade respiratória e coloração azulada da pele (cianose), a bronquite crónica provoca outro perigo, pois a medula óssea, ao tentar compensar a situação, de modo a aproveitar ao máximo o oxigénio presente no ar proveniente dos pulmões, fabrica glóbulos vermelhos em excesso, provocando um aumento da viscosidade do sangue e o consequente perigo de trombose ou embolias.

Por outro lado, o défice de ventilação de algumas zonas dos pulmões provoca alterações na circulação pulmonar, as quais originam uma sobrecarga do coração, um órgão que tem que fazer um esforço maior para impulsionar o sangue para os pulmões, de modo a proceder a sua oxigenação. A longo prazo, este esforço excessivo, adicionado ao próprio défice de oxigenação do miocárdio, pode originar uma insuficiência cardíaca, uma habitual complicação da bronquite crónica de longa duração que origina uma deterioração ainda mais significativa da qualidade de vida dos doentes.

Tratamento
É fundamental que todas as pessoas com bronquite crónica cessem hábitos tabágicos, evitem os ambientes contaminados e não se exponham ao frio, pois favorecem o aparecimento de complicações infecciosas agudas.

A estes doentes aconselha-se a administração anual da vacina antigripal como medida de precaução e, para além disso, em alguns casos, o médico deve igualmente prescrever antibióticos durante as épocas frias, como prevenção.

Para melhorar a ventilação pulmonar, normalmente, recorre-se utilização de fármacos broncodilatadores, de diferentes tipos, administrados por via sistémica ou por aerossóis. Também se podem utilizar medicamentos destinados a fluidificar as secreções brônquicas e facilitar a expectoração, embora o método mais simples e eficaz consista em assegurar uma adequada ingestão de líquidos.

Como tratamento complementar, de acordo com as necessidades de cada caso, pode-se proceder a uma fisioterapia respiratória, por exemplo, para fortalecer a musculatura implicada e também para aprender a expulsar de forma mais eficaz as secreções brônquicas através da tosse.

A prática regular de uma actividade física moderada e o cumprimento de uma alimentação equilibrada que previna ou combata o excesso de peso são medidas que também devem ser seguidas.

Por ultimo, em caso de desenvolvimento de um quadro de insuficiência respiratória como complicação da doença, devem ser implementadas as terapêuticas adequadas para atenuar o problema, entre as quais se incluem o internamento hospitalar do paciente e a administração de oxigénio em baixo débito durante o tempo necessário.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Deficiência de lactase
A intolerância à lactose, também denominada de deficiência de lactase, significa que não é totalment

A intolerância à lactose é geralmente provocada por uma deficiência de lactase, uma enzima produzida pelo revestimento do intestino delgado. Existem bastantes pessoas com níveis baixos de lactase, mas apenas aquelas que possuem sinais e sintomas associados sofrem, por definição, de intolerância à lactose.

É possível controlar os sintomas da intolerância à lactose optando cuidadosamente por uma dieta que limita os laticínios.

 

Sintomas
Os sinais e sintomas da intolerância à lactose começam geralmente entre 30 minutos e duas horas após comer ou beber alimentos que contêm lactose. Os sinais e sintomas comuns incluem:

Os sintomas são geralmente ligeiros, mas, por vezes, podem ser graves.

Quando consultar um médico
Marque uma consulta com o seu médico caso você ou o seu filho apresentem sinais ou sintomas que o preocupem.

Causas
A intolerância à lactose é geralmente provocada por níveis baixos da enzima lactase no intestino delgado, provocando sinais e sintomas.

Normalmente, as células que revestem o intestino delgado produzem uma enzima denominada lactase. A enzima lactase junta-se a moléculas de lactose nos alimentos que ingere e divide-as em dois açúcares simples, glucose e galactose, que podem ser absorvidos na corrente sanguínea.

Sem enzima lactase suficiente, a maioria da lactose nos seus alimentos dirige-se para o cólon sem ser processada, onde irá interagir com a bactéria intestinal normal. Isto provoca as características típicas da intolerância à lactose: gases, inchaço e diarreia.

Existem três tipos de intolerância à lactose:

1.Resultado normal do envelhecimento para algumas pessoas (intolerância à lactose principal)
Normalmente, o seu corpo produz grandes quantidades de lactase no nascimento e durante os primeiros tempos de vida, quando o leite é a principal fonte de nutrição. Geralmente, a produção de lactase diminui à medida que a sua dieta se torna mais variada e menos dependente de leite. Este declínio gradual pode provocar sintomas de intolerância à lactose.

2.Resultado de doença ou lesão (intolerância à lactose secundária)
Esta forma de intolerância à lactose ocorre quando o intestino delgado diminui a produção de lactase após uma doença, cirurgia ou lesão no intestino delgado. Pode ocorrer como resultado de doenças intestinais, como a doença celíaca, a gastroenterite e doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn. O tratamento do distúrbio subjacente pode repor os níveis de lactase e melhorar os sinais e sintomas, apesar de poder demorar algum tempo.

3.Condição genética (intolerância à lactose congénita)
É possível, mas raro, que os bebés nasçam com intolerância à lactose provocada por uma ausência total de actividade da lactase. Este distúrbio passa de geração em geração de forma hereditária, denominando-se autossomia recessiva. Isto significa que tanto a mãe como o pai têm de passar a forma defeituosa do gene ao filho para este ser afectado. As crianças com intolerância à lactose congénita são intolerantes à lactose no leite de amamentação da mãe e sofrem de diarreia desde o nascimento. Estes bebés requerem fórmulas infantis sem lactose. Os bebés prematuros podem igualmente sofrer de intolerância à lactose devido a um nível de lactase insuficiente. Nos bebés que são saudáveis, não resultará em desnutrição.

Diagnóstico
O seu médico pode suspeitar de intolerância à lactose com base nos seus sintomas e na sua resposta à redução da quantidade de laticínios na sua dieta. É possível confirmar o diagnóstico através de um ou mais dos seguintes testes:

  • Teste de intolerância à lactose - o teste de intolerância à lactose mede a reacção do seu corpo a um líquido que contém níveis elevados de lactose. Duas horas após beber o líquido, realizará análises ao sangue para medir a quantidade de glucose na corrente sanguínea. Se o nível de glucose não aumentar, significa que o seu corpo não está a digerir nem a absorver correctamente a bebida com lactose.
  • Teste respiratório de hidrogénio - este teste também requer que beba um líquido que contém níveis elevados de lactose. Em seguida, o seu médico medirá a quantidade de hidrogénio na sua respiração em intervalos regulares. Normalmente, é detectável muito pouco hidrogénio. Contudo, se o seu corpo não digere a lactose, fermentará no cólon, libertando hidrogénio e outros gases que são absorvidos pelos intestinos e, por fim, exalados. Quantidades de hidrogénio exalado superiores ao normal durante o teste respiratório indicam que não está a digerir nem a absorver totalmente a lactose.
  • Teste de acidez das fezes - no caso de bebés e crianças que não podem realizar outros testes, pode ser realizado um teste de acidez das fezes. A fermentação de lactose não digerida cria ácido láctico e outros ácidos que podem ser detectados numa amostra de fezes.

Tratamento
Nenhum tratamento pode curar a intolerância à lactose. Até hoje, não existe uma forma de estimular a produção da enzima lactase por parte do corpo. Geralmente, as pessoas que sofrem de intolerância à lactose sentem alívio ao reduzir a quantidade de lacticínios ingeridos e ao utilizar produtos especiais produzidos para pessoas com esta condição.

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Mais frequente nas axilas e nos pés
Ao odor característico dos pés e das axilas é dado o nome de bromidrose.
Chulé

As glândulas sudoríparas estão espalhadas por toda a extensão da pele e são responsáveis pela produção do suor. A sua principal função é regular e manter a temperatura do corpo que deve permanecer, mais ou menos, nos 36,5º C.

Contudo, existem dois tipos de glândulas sudoríparas: as écrinas e as apócrinas. As écrinas estão distribuídas pela superfície total do corpo desde o nascimento e têm função termorreguladora. O suor que eliminam pelos poros é constituído basicamente por água e alguns sais que não se decompõem. Por isso, praticamente não exalam nenhum cheiro.

As apócrinas, por sua vez, desenvolvem-se apenas em algumas regiões do corpo: axilas, área genital, couro cabeludo, à volta dos mamilos. O suor que segregam é eliminado através dos folículos pilosos e, além de água e alguns sais, contém restos celulares e do metabolismo que podem produzir odores desagradáveis quando expostos à acção de bactérias e fungos, em ambientes em que o calor, a humidade e a falta de luz sejam predominantes. A esta condição é chamada bromidrose.

Assim, a bromidrose é o suor com cheiro desagradável, que ocorre nas axilas ou nos pés. Pode atingir qualquer pessoa independentemente da idade ou sexo, no entanto, a bromidrose tende a ser mais comum nos jovens do sexo masculino, dada a secreção hormonal que conduz a uma maior tendência para transpirar. Desta forma, é facilitado o aparecimento e a propagação de fungos e bactérias, os verdadeiros responsáveis pelo mau odor, que encontram nessas zonas (axilas e pés) um ambiente propício (quente e húmido) para se viver.

Causas da bromidrose

Além da acção dos micróbios, diabetes, alcoolismo, certos alimentos (cebola, alho, pimentas), alguns antibióticos e certas hormonas podem alterar o odor da transpiração, atribuindo-lhe características peculiares e desagradáveis.

Sintomas da bromidrose

O sinal clínico apresentado é o odor fétido nessas regiões do corpo após situações que provoquem a sudorese (sudação). Nos pés, podem acompanhar o quadro a maceração (aspecto esbranquiçado da pele) ou descamação da pele.

Tratamento da bromidrose

O tratamento visa diminuir a população bacteriana nos locais afectados e, assim, controlar sua actuação sobre a secreção sudoral. Portanto, corresponde a uma rigorosa limpeza da zona, complementada com a utilização de desodorizantes especiais.

Pode ser feito com o uso de produtos sob a forma de talcos, sprays ou cremes contendo antibióticos e outras substâncias que dificultam o crescimento das bactérias. Quando o problema se localiza nas axilas, estas devem ser depiladas. Em alguns casos especiais, pode-se proceder à extracção das acumulações de glândulas sudoríparas na zona.

Assim, para evitar o aparecimento da bromidrose recomenda-se:

  • Manter uma adequada higiene dos locais acometidos, dando preferência aos produtos antissépticos;
  • Secar bem a pele após o banho, especialmente nos pés entre os dedos;
  • Trocar o vestuário diariamente;
  • Dar preferência a calçado abertos;
  • Manter o calçado sempre limpo e seco;
  • Evitar deixar a pele húmida por muito tempo.

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Hiperidrose

Anidrose

Disidrose

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Perguntas e respostas
O pneumotórax consiste no aparecimento anormal de ar entre o pulmão e a pleura parietal, que é a mem
Pneumotórax

O ar localizado entre o pulmão e a parede torácica provoca um aumento da pressão na cavidade torácica, comprime o pulmão, podendo causar dificuldades respiratórias. Se o ar continuar a aumentar pode provocar o chamado pneumotórax hipertensivo, implicando o desvio do coração e restantes estruturas do mediastino para o lado contra-lateral. Em casos mais graves verificam-se alterações da função cardíaca, incluindo a paragem cardíaca.

Quais são as principais causas do pneumotórax?

O pneumotórax primário ou espontâneo pode surgir sem nenhum factor externo desencadeante, é mais frequente nos jovens altos, magros, do sexo masculino e com um predomínio nos fumadores de 6:1 em relação à população não fumadora.

O pneumotórax secundário é consequência de uma patologia pulmonar aguda ou crónica, como por exemplo as pneumonias graves, a tuberculose, a pneumonia pneumocystis no HIV, os tumores do pulmão, o mesotelioma, a asma brônquica, a bronquite crónica e mais frequentemente no enfisema bolhoso com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Também pode ser consequência de doenças mais raras como a sarcoidose, a linfangioleiomiomatose, síndrome de Enler-Danlos e a granulomatose de Wegener’s. No pneumotórax secundário a incidência tem um predomínio nos homens fumadores e quando a patologia pulmonar é grave, podemos estar perante uma situação de risco de vida.

Os traumatismos torácicos são também uma causa frequente de pneumotórax secundário. Nestes casos o ar entra para o espaço pleural através da parede torácica, no caso dos traumatismos torácicos penetrantes, ou por lesão do pulmão por exemplo por uma costela partida.

O pneumotórax iatrogénico pode ser consequência de técnicas médicas nomeadamente a colocação de cateteres venosos centrais, pacemakers, ou a ventilação invasiva, principalmente se for prolongada e o doente tiver patologia pulmonar subjacente.

Há ainda o caso particular do pneumotórax neonatal, que surge em recém-nascidos normalmente prematuros com pulmões imaturos.

Como se manifesta um pneumotórax?

- Dor torácica referida em 90% dos casos, que muitas vezes aparece subitamente;
- Dispneia que frequentemente acompanha a dor torácica (80% dos casos);
- Tosse também é frequente no pneumotórax;
- Cansaço mais fácil devido ao colapso do pulmão diminuindo a capacidade respiratória.

Em regra estes sintomas variam conforme a dimensão do pneumotórax ou seja depende do volume de ar que se acumula e da pressão atingida na cavidade pleural, podendo culminar no caso extremo já referido que é o pneumotórax hipertensivo.

No exame clínico podemos encontrar enfisema subcutâneo, diminuição do movimento respiratório no hemitórax afectado, diminuição das transmissões vocais, hiperressonância à percurssão e diminuição do murmúrio vesicular à auscultação.

Como se diagnostica um pneumotórax?

O exame complementar de diagnóstico mais simples e com grande capacidade diagnóstica no pneumotórax é a radiografia simples do tórax. Actualmente é realizada por rotina a tomografia axial computorizada (TAC) porque permite o eventual diagnóstico de patologias subjacentes, nomeadamente o enfisema bolhoso, pneumonias, neoplasias torácicas e outras patologias pulmonares, que poderá ser decisivo na opção terapêutica.

Como se trata um pneumotórax?

No tratamento do pneumotórax a primeira opção terapêutica consiste na remoção do ar contido na cavidade pleural através da colocação de um dreno torácico que se introduz no espaço pleural. Se o pulmão expandir completamente retira-se a drenagem e se for um primeiro episódio de pneumotórax, sabendo que 50 a 70% dos doentes não recidivam, considera-se o doente tratado.

Em casos de pneumotórax muito pequeno pode-se optar por uma atitude expectante, aconselhando repouso ao doente, na presunção do ar poder ser reabsorvido sem intervenção médica. Outra opção, quando o pneumotórax é pequeno, consiste na aspiração do ar da cavidade pleural através de uma agulha inserida na cavidade torácica.

Se o pneumotórax não resolver com estas primeiras abordagens médicas considera-se a existência de fístula bronco-pleural que não encerrou espontaneamente e, nestes casos, a opção cirúrgica é a mais adequada.

A indicação e opções terapêuticas cirúrgicas têm-se baseado na classificação de Vanderschueren que classificou o pneumotórax em quatro estádios:

  • Estádio I - sem anomalias endoscópicas
  • Estádio II - aderências pleuropulmonares
  • Estádio III - bolhas de enfisema inferiores a 2 cm
  • Estádio IV - bolhas de enfisema superiores a 2 cm

No caso do Estádio I normalmente opta-se pela drenagem pleural. Nos casos de fístula persistente num período superior a quatro dias após inserção do dreno pleural, no pneumotórax recidivante, se houve um pneumotórax contra-lateral prévio, no pneumotórax bilateral ou quando os doentes têm profissões de risco nomeadamente militares, profissionais da aeronáutica, atletas ou doentes que residam em áreas remotas com acesso difícil a cuidados médicos optamos pela cirurgia.

Actualmente os Estádios II III e IV da Classificação de Vanderschueren são tratados eficazmente usando como via de abordagem a Cirurgia Torácica Vídeo Assistida (CTVA). A toracotomia, mesmo a sub-axilar, só é realizada nos casos de grandes aderências pleurais que não permitem a abordagem Vídeo Assistida.

A CTVA, em regra, implica três portas de entrada por onde se introduzem uma câmara e os instrumentos cirúrgicos apropriados.

Com a câmara o cirurgião localiza as bolhas de enfisema normalmente apicais, que são ressecadas com suturas mecânicas. No caso de uma fístula bronco pleural também se procede ao seu encerramento com suturas mecânicas.

Por último o cirurgião deve proceder à realização da pleurodese cirúrgica, através de uma pleurectomia apical, que consiste na ressecção de pleura parietal no ápex do hemitórax provocando uma reacção de cicatrização que vai fazer com que o pulmão fique aderente à parede.

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Doenças respiratórias matam mais no Inverno

Doenças respiratórias

Reeducação respiratória

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Principal causa é a diabetes
A doença renal é uma situação clínica muito disseminada.
Doenças dos rins

Ter um estilo de vida saudável, praticando exercício físico regularmente, ter especial atenção à alimentação - moderação no consumo de gorduras, sal e açúcar, realizar anualmente análises ao sangue e à urina e medir regularmente a tensão arterial são conselhos a ter em conta em relação à prevenção de muitas doenças. Neste caso, é especialmente importante quando se fala de doença renais.

Os rins humanos têm cerca de 11 cm de comprimento, 5 cm de largura, 3 cm de espessura e a forma de um feijão. Entre as principais funções dos rins destacam-se: a eliminação dos resíduos tóxicos produzidos pelo nosso organismo, a eliminação do excesso de água do organismo através da urina - efeito diurético - e a produção de algumas hormonas essenciais (como a hormona que regula a tensão arterial e a eritropoietina, uma hormona fundamental na formação dos glóbulos vermelhos).

O mau funcionamento dos rins pode significar o desenvolvimento de um conjunto inúmero de doenças, mas também existem doenças que podem afectar o seu normal funcionamento. É o caso da diabetes de tipo 2, a causa mais comum do desenvolvimento das doenças renais - cerca de 40 por cento destas doenças devem-se à existência da diabetes.

Por outro lado, a hipertensão tem um papel preponderante no que toca às doenças renais, uma vez que contribui para 30 por cento dos casos em que existem estas doenças do foro nefrológico.

Em grande parte dos casos é difícil identificar as causas da hipertensão arterial - sendo que, nestas circunstâncias, é denominada por hipertensão essencial ou primária. Por outro lado, existe a hipertensão secundária, onde as causas são identificadas e onde as doenças de rins se enquadram como um factor de risco - sendo as doenças do foro nefrológico a principal causa da hipertensão secundária. Ao controlar o nível dos líquidos e dos sais do nosso organismo este órgão tem uma grande influência na pressão arterial que deve ser referida.

Sintomas
A dor na região lombar, alterações na cor da urina e ardor ao urinar, aumento dos valores da pressão arterial e inchaço nas pernas são os principais sintomas das doenças renais.

Formas de tratamento

Hemodiálise
Uma das funções primordiais dos rins é a eliminação dos resíduos tóxicos do organismo. Nos casos em que os rins não conseguem exercer essa função de filtragem (nos doentes com insuficiência renal) é necessária a hemodiálise - um processo onde se eliminam as substâncias indesejáveis do sangue. Este processo é feito com um aparelho externo - monitor de diálise - no qual se faz circular o sangue e a solução de hemodiálise que passa por um dialisador/rim artificial e regressa "limpo" ao organismo.

Nos doentes que têm necessidade de recorrer a este procedimento para a "limpeza sanguínea" são necessárias duas a três sessões por semana sendo que cada uma tem cerca de quatro horas de duração.

Diálise Peritoneal
Diálise peritoneal é um processo de depuração do sangue no qual a transferência de solutos e líquidos ocorre através de uma membrana semipermeável (o peritoneu) que separa dois compartimentos. Um deles é a cavidade abdominal, onde está contida a solução de diálise, o outro é o capilar peritoneal, onde se encontra o sangue. O peritoneu age como um filtro ou rim artificial. O tratamento é domiciliário e diário.

Transplante Renal
O transplante renal, quando há indicação clínica, é uma cirurgia que permite criar uma melhor forma de vida aos doentes cuja função renal está seriamente comprometida e que, com o novo órgão doado, podem abandonar as longas e repetidas sessões de hemodiálise ou de diálise peritoneal.

O rim transplantado é colocado no abdómen do doente e ligado à bexiga, onde começa a trabalhar fazendo a depuração do sangue e consequentemente voltando a eliminar de forma natural os produtos tóxicos do organismo.

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Mais 8 cm em 70 anos
A média de alturas dos homens europeus subiu 11 cm entre 1870 e 1980, graças a melhorias nas condições de saúde no continente....

Os homens portugueses mediam em média 164 cm em 1911 e 172 em 1980. Dados anteriores são escassos, pelo que não são tidos em conta.

Os resultados foram publicados num estudo do jornal Oxford Economic Papers e, contrariamente ao esperado, os resultados mostram que a média de alturas continuou a acelerar no período entre as duas Guerras Mundiais e a Grande Depressão, quando a pobreza, o racionamento dos alimentos e as dificuldades dos conflitos poderiam ter limitado esse crescimento.

"Aumentos na estatura humana são um indicador chave das melhorias nas condições de saúde das populações", disse Timothy Hatton, professor na Universidade de Essex, no Reino Unido, que liderou o estudo.

O estudo mostra que a altura média dos homens europeus subiu de 167 cm para 178 cm em pouco mais de um século, o que sugere que um ambiente de melhor saúde e menos doenças é "o factor mais importante que origina um aumento na altura".

O estudo analisa dados de 15 países europeus sobre a altura média de um homem aos 21 anos. Os primeiros dados são da década de 70, do século XVIII. Só foram analisados dados dos homens porque informações históricas sobre as mulheres são mais difíceis de encontrar.

Investigadores da UMinho descobrem
Um grupo de investigadores da Universidade do Minho (UMinho) descobriu um "possível" tratamento para doenças de...

O resultado da investigação, "Dopaminergic modulation of affective and social deficits induced by prenatal glucocorticoid exposure", foi publicado na edição de Setembro da revista Neuropsychopharmacology, segundo informa o grupo de investigadores do Instituto de Investigação em Ciências das Vida e da Saúde da academia minhota.

"O estudo, feito em ratos, tenta perceber melhor o que se passa e descobre que o efeito pré-natal dos Glucocorticoides (GCs) sobre o comportamento, está ligado a alterações nos níveis de dopamina (um neurotransmissor/proteína que transmite mensagens entre células nervosas) em duas zonas do cérebro ligadas à percepção do prazer".

Mas, realça o comunicado, "o resultado mais interessante foi que os problemas emocionais e sociais destes ratos podem ser resolvidos com um medicamento usado para a doença de Parkinson (que também é caracterizada por deficiência de dopamina)".

Segundo os cientistas, esta descoberta "pode ter implicações para várias doenças neurológicas em que há deficiências emocionais e sociais semelhantes e/ou estão ligadas a stress pré-natal, incluindo autismo, hiperactividade, depressão e esquizofrenia".

Os cientistas reafirmam ainda que uma gravidez em stress é "extremamente perigosa" para o bebé uma vez que os GCs "podem interferir com o desenvolvimento do cérebro da criança" e que se continua "longe" de conhecer os efeitos daquela substância, que se continua a "administrar em grávidas em perigo de parto prematuro para ajudar o desenvolvimento dos pulmões".

Esta investigação é assinada pelos investigadores Sónia Borges, Bárbara Coimbra, Carina Soares-Cunha, José Miguel Pego, Nuno Sousa e Ana João Rodrigues.

Ausência de suor
Anidrose é o nome que se dá à incapacidade de transpirar.
Ausencia de transpiração

A anidrose é uma doença da pele em que há redução ou ausência da secreção de suor que pode ser generalizada, localizada ou assimétrica. É exactamente o contrário da hiperidrose em que há sudação excessiva. Tanto quanto se sabe, a anidrose tem como causas principais a falta de alimentação, a falta de higiene e a falta de saneamento básico.

No entanto, pode estar associada a determinadas doenças de pele como a psoríase ou a esclerodermia, também a alterações hormonais, doenças do sistema neurovegetativo e em determinados problemas neurológicos (acompanhados por paralisia) e intoxicações.

Uma vez que pode ter várias causas, o diagnóstico deste transtorno da sudação pode muitas vezes passar despercebido. Em último caso, como o doente não transpira normalmente, o corpo não pode refrescar-se, o que pode levar ao super aquecimento e, por vezes, à insolação - uma condição potencialmente fatal.

De referir que o suor ajuda o corpo a regular a temperatura. Mais precisamente, o suor ajuda o corpo a baixar de temperatura quando a nível interno aumenta.

Embora o tratamento corresponda ao da doença de base, em alguns casos, recorre-se à administração de medicamentos que estimulem a produção de suor.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Otite externa
O “ouvido de nadador” é uma infecção do canal auditivo externo, que vai do tímpano para a parte exte
Ouvido de nadador

Colocar os dedos, cotonetes ou outros objectos nos ouvidos também pode levar ao aparecimento do “ouvido de nadador” devido ao facto de tais acções danificarem a camada fina de pele que reveste o canal auditivo.

O “ouvido de nadador” é conhecido como otite externa aguda ou otite externa. A causa mais comum desta infecção são bactérias que invadem a pele dentro do canal auditivo. O “ouvido de nadador” é normalmente tratado com sucesso com a utilização de gotas para os ouvidos. O tratamento imediato da infecção pode ajudar a prevenir complicações e infecções de maior gravidade.

Sintomas
Os sintomas do “ouvido de nadador” são geralmente leves no início, mas podem piorar se a infecção não for tratada ou se está a alastrar. Frequentemente, os médicos classificam o “ouvido de nadador” de acordo com os estados de progressão, sendo eles leve, moderado e avançado.

Sintomas leves:

  • Comichão no canal auditivo;
  • Leve vermelhidão dentro do ouvido;
  • Leve desconforto que piora quando se puxa a orelha ou quando se empurra a “saliência” na parte frontal do ouvido;
  • Pequena secreção de líquido claro e inodoro.

Progressão moderada:

  • Comichão mais intensa;
  • Dor crescente;
  • Maior área com vermelhidão no ouvido;
  • Excessiva secreção de líquido;
  • Libertação de pus;
  • Sensação de preenchimento total do ouvido e obstrução parcial do canal auditivo devido ao inchaço, ao líquido e aos detritos;
  • Diminuição da audição ou audição abafada.

Progressão avançada:

  • Dor intensa que pode irradiar para o rosto, pescoço ou parte lateral da cabeça;
  • Bloqueio total do canal auditivo;
  • Vermelhidão ou inchaço do ouvido externo;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos do pescoço;
  • Febre.

Quando é que deve consultar um médico?

  1. Contacte o seu médico se tem qualquer tipo de indícios ou sintomas do “ouvido de nadador”, mesmo se estes forem leves.
  2. Chame imediatamente o seu médico ou dirija-se às urgências se sentir uma dor intensa no ouvido ou se tiver febre.

Causas
O “ouvido de nadador” é uma infecção normalmente provocada por bactérias que usualmente se encontram na água e no solo. As infecções provocadas por um fungo ou por um vírus são menos comuns.

Defesas naturais do ouvido
Os canais auditivos externos têm defesas naturais que os ajudam a manterem-se limpos e a evitar as infecções. As funcionalidades de protecção são:

  • Glândulas que segregam uma substância cerosa (cerume) - estas secreções formam uma fina película repelente da água na pele da parte interior do ouvido. O cerume também é ligeiramente ácido, o que contribui ainda mais para que não ocorra o crescimento de bactérias. Além disso, o cerume aglomera a sujidade, as células mortas de pele e outros detritos e ajuda a mover estas partículas para fora do ouvido. A aglomeração de cera que resulta disto é a cera que encontramos normalmente na abertura do canal auditivo.
  • Declive descendente do canal auditivo - o canal auditivo desce ligeiramente do ouvido médio para o ouvido externo, ajudando a escoar a água.

Como é que a infecção ocorre?
Se tem “ouvido de nadador”, isto significa que as suas defesas naturais foram vencidas. As condições que podem enfraquecer as defesas do ouvido e promover o crescimento de bactérias são:

  • Excesso de humidade no ouvido - a transpiração excessiva, um ambiente húmido por períodos longos ou a água que fica no ouvido após ter nadado podem criar um ambiente favorável para as bactérias.
  • Arranhões ou escoriações no canal auditivo - limpar o ouvido com um cotonete ou gancho do cabelo, arranhar a parte interior do ouvido com um dedo e usar auscultadores ou aparelhos auditivos pode provocar pequenas fendas na pele, as quais permitem que as bactérias cresçam.
  • Reacções de sensibilidade - os produtos para o cabelo ou as jóias podem provocar alergias e problemas de pele que promovem a infecção.

Diagnóstico
Os médicos geralmente conseguem diagnosticar o “ouvido de nadador” durante uma consulta médica normal. Se a sua infecção está num estado avançado ou perdura, pode ser necessário fazer uma avaliação mais aprofundada.

Exames iniciais
Provavelmente, o seu médico irá conseguir diagnosticar o ouvido de nadador com base nos sintomas que indica, através das respostas que dá às perguntas que ele lhe faz e com um exame médico efectuado numa consulta regular. É provável que não seja preciso fazer nenhum exame laboratorial na sua primeira consulta. A avaliação inicial do médico irá incluir:

  • Exame do canal auditivo com um instrumento iluminado (otoscópio) - o canal auditivo pode estar vermelho, inchado e escamoso. Podem estar presentes no interior do canal auditivo, pedaços de pele e outros detritos.
  • A visualização do tímpano (membrana timpânica) para ter a certeza que este não está rasgado ou danificado - se a visualização do tímpano estiver bloqueada, o médico irá proceder à limpeza do canal auditivo com um pequeno dispositivo de sucção ou com um instrumento com uma pequena volta ou colher no final (cureta de ouvido).

Exames complementares
Dependendo da avaliação inicial, da gravidade dos sintomas ou do estado em que se encontra o ouvido de nadador, o médico pode recomendar que seja feita uma avaliação adicional:

  • Se o tímpano estiver danificado ou rasgado, o médico irá, provavelmente, fazer o encaminhamento para um especialista dos ouvidos, nariz e garganta. O especialista irá analisar a condição em que se encontra o ouvido médio, de forma a determinar se este é o principal local de infecção. Este exame é importante, porque alguns tratamentos para as infecções no canal auditivo externo não são adequados para o tratamento de infecções no ouvido médio.
  • Se a infecção não responder ao tratamento, o médico pode recolher, numa consulta posterior, uma amostra de material segregado ou de detritos do ouvido e enviar os mesmos para um laboratório, na tentativa de se identificar exactamente qual é o microorganismo que provoca a infecção.

Tratamento
O objectivo do tratamento é eliminar a infecção e permitir que o canal auditivo se cure.

Limpeza
É necessário fazer-se a limpeza do canal auditivo externo para ajudar as gotas a chegar a todas as áreas infectadas. O médico irá utilizar um aparelho de sucção ou uma cureta de ouvido para limpar qualquer secreção, aglomeração de cera, pele escamada e outros detritos que possam existir.

Medicamentos para a infecção
Para a maioria dos casos de ouvido de nadador, o médico irá prescrever gotas para os ouvidos, as quais são compostas por uma combinação de alguns dos seguintes ingredientes, dependendo do tipo e da gravidade da infecção:

  • Solução ácida para ajudar a restabelecer o ambiente antibacteriano normal do ouvido;
  • Esteróides para reduzir a inflamação;
  • Antibiótico para combater a(s) bactéria(s);
  • Medicação antifúngica para combater a infecção se esta for provocada por um fungo.

Pergunte ao seu médico qual é o melhor método para colocar as gotas nos ouvidos.

Algumas dicas que podem ajudar na colocação de gotas nos ouvidos:

  • Reduzir o desconforto que as gotas frias provocam, segurando o frasco na mão durante por alguns minutos, para que a temperatura das gotas fique mais próxima da temperatura corporal;
  • Deite-se de lado com o ouvido infectado para cima, para ajudar a medicação a fazer o percurso por toda a extensão do canal auditivo;
  • Se possível, peça a alguém para ajudar na colocação das gotas no ouvido.

Se o canal auditivo estiver totalmente bloqueado devido ao inchaço, à inflamação ou ao excesso de secreção, o médico pode inserir um pavio de algodão ou de gaze para promover a drenagem e ajudar a levar a medicação para o canal auditivo.

Se a infecção estiver mais avançada ou não responder ao tratamento com gotas para os ouvidos, o médico pode prescrever antibióticos orais.

Ajudar o tratamento a funcionar
Durante o tratamento, os seguintes passos irão ajudar a manter os ouvidos secos e a evitar que ocorra mais irritação:

  • Não nadar ou fazer mergulho;
  • Evitar andar de avião;
  • Não utilizar tampões para os ouvidos, aparelhos auditivos ou auscultadores antes de a dor ou da secreção parar;
  • Evitar que entre água no canal auditivo quando tomar banho. Use uma bola de algodão embebida com vaselina para proteger o ouvido durante o banho.
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A partir de células estaminais:
Um grupo de cientistas usou células estaminais na produção de tecido cerebral humano para utilizar no estudo de doenças e do...

Investigadores utilizaram as células estaminais para criar aquilo a que chamaram "organoides cerebrais" - gotas do tamanho de uma ervilha de tecido cerebral em três dimensões numa placa de Petri, com características do tecido cerebral embriónico inicial, noticia o JN Online.

Este avanço poderá reduzir a dependência dos cientistas do cérebro do rato, que é um modelo pobre para investigação de doenças humanas e respectivos tratamentos, escreveu a equipa na revista Nature. "O desenvolvimento do cérebro humano é muito diferente do desenvolvimento, por exemplo, do cérebro do rato", disse o coordenador do estudo, Juergen Knoblich, da Academia das Ciências Austríaca.

A tecnologia deverá ajudar os biólogos a estudar características "especificamente humanas" do desenvolvimento e doença do cérebro humano, afirmou.

Espera-se também que este método permita aos investigadores "testar medicamentos directamente num cenário humano e, assim, evitar experiências em animais e obter melhores resultados que sejam mais facilmente transferíveis para doentes humanos", referiu Knoblich.

Os investigadores da área das células estaminais fizeram progressos ao criarem tecido em três dimensões de outros órgãos humanos, incluindo o coração e o fígado, mas o cérebro permanecia esquivo.

A equipa de Knoblich utilizou células estaminais pluripotentes, que podem ser impelidas a transformarem-se em qualquer tipo de célula do corpo, para criar células neuronais que se "auto-organizaram" em organoides com até quatro milímetros de tamanho. Estas sobreviveram durante vários meses num biorreactor giratório.

"O sistema de cultura em três dimensões desenvolve uma variedade de regiões cerebrais que são capazes de se influenciar mutuamente", lê-se num sumário do estudo.

"Os tecidos formam-se em camadas e apresentam uma organização semelhante à das primeiras fases do desenvolvimento de um cérebro humano", prossegue o texto. As células neuronais estavam "activas", de acordo com Knoblich.

"Estas estruturas não são apenas objectos laboratoriais peculiares", declarou Oliver Bruestle, do Centro Vida e Cérebro da Universidade de Bona, num comentário ao estudo.

"Os organoides recriam os passos iniciais da formação do córtex cerebral do cérebro humano e, por isso, prestam-se a estudos sobre o desenvolvimento cerebral e doenças neurodegenerativas", observou.

Mas apesar do seu extraordinário potencial, Bruestle considerou que o sonho científico de criar "um cérebro numa placa" permanece inalcançável.

Os organoides que mimetizam as diferentes regiões do cérebro foram aleatoriamente distribuídos e falta-lhes a forma e a organização no espaço do cérebro humano.

Como não têm sistema circulatório, o fornecimento de nutrientes e oxigénio é restrito, o que significa que os organoides só podem crescer até poucos milímetros de tamanho.

"Mesmo assim, o seu núcleo representa uma zona morta de células privadas de oxigénio e nutrientes", sustentou Bruestle.

Knoblich declarou que o método nunca se destinou a ser utilizado para produzir peças sobresselentes para um cérebro humano danificado e expressou dúvidas sobre se alguma vez poderia ser usado para tal fim, dada a complexidade estrutural do órgão.

Suor excessivo
A hiperidrose caracteriza-se por um aumento de produção de suor em diferentes locais do corpo.
Hiperidrose

A produção de suor constitui um dos principais mecanismos que o organismo dispõe para controlar a temperatura do corpo, adaptando-a às alterações internas ou externas, para que não ultrapasse determinados limites.

A actividade das glândulas sudoríparas é controlada por um centro termorregulador situado no hipotálamo que, através do sistema nervoso autónomo, determina, entre outras respostas, um aumento da secreção de suor quando a temperatura do corpo aumenta em demasia, devido a factores internos ou a uma temperatura ambiente muito elevada. A febre e os esforços físicos provocam um aumento generalizado do suor, igualmente perceptível quando a temperatura externa ultrapassa os 25 °C.

O que é hiperidrose?

Perante um quadro de suores excessivos, deve-se consultar um médico, para que este determine a sua origem e estabeleça o tratamento mais adequado consoante o caso. À produção excessiva de suor é dado o nome de hiperidrose sem cheiro desagradável.

Existem imensas situações que proporcionam um suor significativo, independentemente de se evidenciar por todo o corpo ou apenas em determinadas regiões do corpo com abundantes glândulas sudoríparas, nomeadamente nas palmas das mãos, nas plantas dos pés, nas axilas, nos sulcos inframamários ou nas virilhas. Por isso a hiperidrose pode ser primária ou secundária a uma doença de base.

Existem infecções, condições hematológicas e determinados problemas do sistema nervoso central que podem ser acompanhados por um aumento da sudação. Também existem determinadas disfunções hormonais, como por exemplo o hipertiroidismo, que originam suores generalizados excessivos. O mesmo pode ocorrer perante o consumo de determinados medicamentos que, entre os seus efeitos secundários, proporcionam suores excessivos. Por fim, o stress também pode provocar suores significativos, normalmente localizados nas mãos e nos pés.

O início dos sintomas pode ocorrer na infância, na adolescência ou somente na idade adulta, por razões desconhecidas. Eventualmente podemos encontrar história familiar.

Certo é que a hiperidrose causa enorme incómodo ao doente, com consequências ao nível individual, familiar, social e até mesmo profissional. Nos casos menos graves o tratamento pode ser feito com pomadas que tendem a secar as glândulas que produzem o suor. São usualmente necessários tratamentos repetidos e a sua duração é sempre limitada no tempo. Os casos que não respondem adequadamente a estas formas de tratamento são referidos para tratamento cirúrgico definitivo. Muitos são os casos em que o apoio psicológico pode ajudar bastante.

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Doença eczematosa
A disidrose é um eczema localizado nas mãos e pés que ocorre em surtos e muitas vezes sem sintomas.
Disidrose

A disidrose, também conhecida como eczema ou dermatite distrófica, é uma doença de etiologia ainda desconhecida que se caracteriza por erupções de bolhas nas mãos e pés, resultantes, provavelmente, da retenção de sudorese entre as células da epiderme.

A palavra disidrose (dis=defeito e hidrose=produção de água ou suor) foi usada pela primeira vez em 1873, porque na época acreditava-se que a doença era causada por distúrbios sudoríparos. Já em 1876, alguns estudos atribuíram a doença a factores nervosos e modificaram o nome para Phompholix. Actualmente a disidrose é considerada uma reacção eczematizada.

Inicia-se com prurido e assume características peculiares por atingir mãos e pés, onde a pele tem características especiais, sendo mais espessada. O prurido pode ser tão intenso, que o acto de coçar rompe as bolhas que eliminam um fluído transparente. O líquido presente nas lesões resulta de processo inflamatório.

Como se trata de uma doença de causas ainda não totalmente conhecidas é necessário um diagnóstico bem detalhado na tentativa da identificação da causa ou dos desencadeantes do processo.

A doença é reincidente e, por isso, é feito um histórico detalhado dos surtos, exame das lesões e exames complementares, caso seja necessário. Poderá ser útil descartar a hipótese de infecção fúngica, uma vez que pode ser um dos factores da desidrose, bem como, certas micoses cutâneas, dermatite de contacto e dermatite atópica ou alguns medicamentos como a penicilina.

Sintomas da disidrose

As manifestações clínicas ocorrem em surtos que se repetem e duram de uma a duas semanas. O sintoma mais comum associado à disidrose é o prurido (comichão). O coçar faz rebentar as bolhinhas e podem surgir crostas.

Tratamento da disidrose

Na maioria das vezes, a disidrose tem resolução espontânea e não requer qualquer tratamento. No entanto como medida generalizada, recomenda-se a lavagem das mãos, seguida da frequente aplicação de emolientes. O contacto directo com substâncias irritantes e produtos de limpeza deve ser evitado. O uso de antibióticos é recomendado apenas quando há indícios de infecções secundárias. No casos mais graves pode ser útil o uso de corticosteróides tópicos.

Alguns cuidados que evitam a desidrose

  • Sempre que possível, evitar humidade e calor nas áreas afectadas
  • Use meias de algodão e sapatos com sola de couro
  • Não usar ténis ou outro calçado feito de materiais sintéticos
  • Retirar os sapatos e as meias frequentemente de modo a que o suor evapore
  • Usar luvas de vinil forrado com algodão para evitar o contacto com substâncias que possam irritar as áreas como a água, sabão, detergente, palha-de-aço, produtos de limpeza e outros
  • Usar luvas quando manusear as frutas e vegetais ácidos
  • Usar luvas especiais para o trabalho doméstico ou jardinagem
  • Lavar o interior das luvas após o uso
  • Substituir frequentemente as luvas
  • Evitar o contacto com produtos químicos irritantes, como tintas, terebintina e outros produtos utilizados para polir automóveis, chão, calçado, móveis e metais
  • Remova os anéis antes de fazer o trabalho doméstico ou de lavar as mãos
  • No banho use água morna e sabão neutro.

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Muito comum no verão
A acne solar define-se como aquelas borbulhas que surgem na pele após exposição solar prolongada.
Acne solar

A acne solar caracteriza-se por uma erupção que atinge principalmente o tronco e os ombros. As borbulhas surgem dias após a exposição intensa destas zonas ao sol.

Trata-se de uma situação muito comum no verão devido à maior exposição solar e pode ser evitada com a utilização de protectores solares, dando preferência àqueles que têm uma composição não oleosa ("oil free") cuja aplicação deve ser feita antes e durante a exposição. O facto de ser não oleosa permite não estimular as glândulas sebáceas e evitar o aparecimento das borbulhas.

Dermatologistas acreditam que o calor e o suor podem favorecer o aparecimento da acne solar. Isto, porque estes dois elementos favorecem o desenvolvimento de microrganismos como fungos e bactérias, que facilitam a infecção da pele.

Há a ideia generalizada que o sol ajuda a resolver os problemas da acne. No entanto,  acontece exactamente o contrário. A pele quando exposta ao sol fica mais grossa, funcionando como um mecanismo de protecção da radiação. Por isso, muitos pontos negros não se notam ou ficam ocultos durante o verão. Há a sensação de uma melhoria estética que na verdade é passageira, já que meses depois será possível ver acne na pele.

Sinais
Inicialmente aparece uma borbulha avermelhada e dura e em alguns casos provoca dores quando a pele começa a ficar inflamada. Numa fase posterior formam-se lesões papulosas (semelhantes a pequenas "bolinhas endurecidas") e pustulosas (bolhinhas de pus), sendo algumas delas dolorosas e avermelhadas devido à inflamação.

Tratamento
Nos casos mais graves, quando há inflamação, o tratamento pode ser feito com a farmacologia usualmente utilizada para tratar a acne vulgar, como os antibióticos.

A aplicação de loção ou gel para borbulhas pode melhorar a cicatrização. O uso de esfoliantes também tem efeitos benéficos. O objectivo do tratamento é, para além de tratar a inflamação, evitar as marcas que as borbulhas podem deixar na pele.

A situação da acne solar tende a melhorar à medida que continua a apanhar sol, nas horas devidas e a utilizar o protector solar adequado ao seu tipo de pele.

 

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Distinto da doença de Alzheimer
Descoberta proteína associada à falta de memória na velhice. O problema é distinto da doença de Alzheimer e pode vir a ser...

Pensava-se que esta perda de memória anunciava a doença de Alzheimer, mas é um problema diferente. A falta de uma proteína tem um papel-chave no declínio da memória com o avançar da idade, um fenómeno que é reversível e distinto da doença de Alzheimer, adianta um estudo, publicado na última edição da revista norte-americana Science Translational Medicine, que abre caminho a um tratamento deste problema.

Um défice na proteína RbAp48 no hipocampo, uma região do cérebro, é um factor importante para a perda da memória associada ao envelhecimento, descobriu a equipa de investigadores, dirigida por Eric Kander, um dos laureados com o Prémio Nobel de Medicina em 2000, da Universidade da Columbia, em Nova Iorque, divulga o Público Online.

As conclusões do trabalho, feito em células humanas de cadáveres e de ratinhos, são a prova mais forte de que a deterioração da memória ligada à idade e à doença de Alzheimer são problemas distintos. A primeira é reversível, se a deficiência da proteína em questão for tratada, enquanto a segunda é, pelo menos para já, incurável, argumentam os autores no artigo.

"Os resultados têm potenciais implicações para o diagnóstico e o tratamento dos problemas de memória”, referiu num comunicado Eric Kander. Os cientistas julgavam que a perda de memória era a primeira fase da doença de Alzheimer, mas um número cada vez maior de indícios obrigou a pensar-se que se tratava de um fenómeno distinto que afectava uma região do hipocampo.

Os cientistas começaram por fazer uma análise genética das células daquela região do hipocampo de dez cadáveres de pessoas, que faleceram com idades entre os 33 e os 88 anos. Nenhuma destas pessoas sofria de uma doença mental.

A equipa constatou que o gene que comanda a produção da proteína RbAp48 está menos funcional à medida que a idade avança. Os cientistas foram depois estudar este gene nos ratinhos, para compreender qual era o seu papel na memória.

Quando bloquearam a actividade deste gene em ratinhos jovens e saudáveis, verificaram que eles passavam a ter os mesmos problemas de memória que os roedores mais idosos demonstravam ter quando realizavam testes no labirinto. Depois, os cientistas activaram de novo este gene nos ratinhos jovens, e estes voltaram a ter uma memória normal.

Finalmente, os cientistas reactivaram o gene RbAp48 nos ratinhos mais velhos para, deste modo, produzirem mais proteínas no cérebro. Estes roedores, segundo o estudo, voltaram a ter a memória que tinham durante a sua juventude.

Estudo mostra:
Uma investigação feita por cientistas dos Estados Unidos revelou que a cocaína pode mudar a estrutura do cérebro poucas horas...

Uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, fez experiências com macacos camundongos, que receberam injecções com cocaína e perceberam que em apenas duas horas depois de receberem a primeira dose, os cérebros das cobaias desenvolveram novas estruturas ligadas à memória, ao consumo de drogas e a mudanças de comportamento.

Os camundongos que tiveram as maiores alterações no cérebro revelaram ter uma dependência mais elevada de cocaína, mostrando que, segundo os especialistas, o cérebro estava a "aprender a adaptar-se ao vício".

Os cientistas investigaram nas cobaias o aparecimento de pequenas estruturas nas células do cérebro chamadas espinhas dendríticas, que têm uma relação profunda com a formação da memória. Um microscópio a laser observou o cérebro dos camundongos, ainda vivos, para procurar espinhas dendríticas depois da recepção das doses de cocaína. A mesma análise foi feita em camundongos que, em vez de injecções com cocaína, receberam injecções com água. O grupo que recebeu cocaína apresentou uma maior formação de espinhas dendríticas, o que indica a formação de mais memórias relacionadas com o uso da droga.

"As nossas imagens fornecem sinais claros de que a cocaína induz ganhos rápidos de novas espinhas, e quanto mais espinhas os camundongos ganham, mais mostram que aprenderam o vício da droga", comentou a investigadora Linda Wilbrecht, professora assistente de psicologia e neurociência da Universidade da Califórnia na cidade de Berkeley.

"Essas mudanças provocadas pela droga no cérebro explicam como sinais relacionados com a droga dominam o processo de tomada de decisões num consumidor humano", finalizou. O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience.

Investigadores acreditam:
Cientistas britânicos acreditam que comer uma grande quantidade de brócolos pode diminuir, e até mesmo prevenir, a artrose.

Depois do sucesso de estudos feitos em laboratórios, uma equipa da Universidade de East Anglia, no leste da Inglaterra, está a iniciar os testes em humanos para comprovar que a ingestão de uma grande quantidade de brócolos pode diminuir, e até mesmo prevenir, a artrose.

Testes feitos em células e ratos mostraram que um composto encontrado nos brócolos (que os seres humanos também podem obter a partir da couve-de-bruxelas e do repolho) bloqueou uma enzima fundamental destrutiva, que causa danos nas cartilagens.

O estudo vai incluir um total de 20 doentes para comerem uma dose diária de um tipo de brócolos "super-carregado” de nutrientes. Os voluntários farão a dieta durante duas semanas antes de se submeterem a cirurgia aos joelhos. Depois, Rose Davidson e a sua equipa vão examinar o tecido que for removido para perceber o impacto que os brócolos tiveram.

Os voluntários vão ingerir uma dose diária de 100g de brócolos durante duas semanas e embora seja altamente improvável que essa quantidade seja o suficiente para causar qualquer grande mudança em duas semanas, Davidson espera que seja o suficiente para oferecer alguma evidência de como o "super” brócolos pode beneficiar os seres humanos. Para comparar a equipa de especialistas vai ter um segundo grupo de outros 20 doentes que também serão submetidos à cirurgia de joelho, mas que não fizeram qualquer dieta com este alimento.

"Até agora, as pesquisas não conseguiram demonstrar que alimentos ou dietas podem desempenhar qualquer papel em reduzir a progressão da artrose, por isso, se estes resultados puderem ser replicados em humanos, seria um enorme avanço”, disse Alan Silman, da Arthritis Research UK.

Resultados de estudo:
A enxaqueca pode gerar modificações duradouras e permanentes nas estruturas cerebrais, como lesões, segundo uma análise de...

"Tradicionalmente a enxaqueca é considerada um problema leve, sem efeitos duradouros no cérebro” no entanto, a enxaqueca pode gerar modificações duradouras e permanentes nas estruturas cerebrais, como lesões, segundo revelou Messoud Ashina, da Universidade de Copenhaga, principal autor de um estudo publicado na revista americana Neurology.

"A nossa meta-análise leva-nos a acreditar que a enxaqueca pode, de facto, alterar de forma permanente as estruturas do cérebro de múltiplas formas”, explicou.

Os cientistas constataram que a enxaqueca aumenta o risco de lesão cerebral, de anomalias na substância branca e alteração do volume do cérebro de forma comparativa às pessoas que sofrem de cefaleia. Além disso, este risco é maior nas pessoas que sofrem de enxaqueca com aura.

Para esta pesquisa, os investigadores analisaram 19 estudos, 13 deles clínicos, onde os participantes se submeteram a uma prova de imagem de ressonância magnética do cérebro, escreve o Diário Digital.

Os estudos mostraram um aumento de 68% do risco de lesões da substância branca do cérebro nas pessoas que sofrem de enxaqueca e 34% naquelas com enxaqueca sem aura com relação aos indivíduos que sofrem cefaleia. O risco de anomalias cerebrais aumenta 44% nos doentes que sofrem enxaqueca com aura comparativamente aos que sofrem da modalidade sem aura.

Esta meta-análise mostra igualmente que a mudança no volume do cérebro é mais frequente nas pessoas com enxaqueca com ou sem aura que naquelas que não sofrem desta doença.

"A enxaqueca afecta de 10 a 15% da população geral e pode ser muito debilitante”, afirmou Ashina. "Esperamos que outros cientistas possam esclarecer o vínculo entre as mudanças estruturais do cérebro e a frequência e duração da enxaqueca assim como os efeitos destas lesões cerebrais nas funções mentais”, acrescentou.

Canal auditivo externo
A prática de desportos náuticos, como o surf ou o mergulho, em águas frias podem provocar o desenvol
Homem a fazer surf para ilustrar as exostoses ou ouvido de surfista

As exostoses desenvolvem-se no canal auditivo como uma resposta, quando este é exposto a ambientes em que as temperaturas são mais frias.

Após anos a praticar desportos náuticos com frequência, os ossos do canal auditivo poderão vir a crescer fechando parcialmente ou totalmente o canal auditivo externo. O nome de “ouvido de surfista” provém do facto de serem os surfistas quem tem a maior probabilidade de vir a desenvolver exostoses devido ao tempo que passam dentro de água fria. A taxa de desenvolvimento de exostoses em pessoas que não pratiquem este tipo de desporto, ou semelhante, é muito inferior quando comparada com a dos surfistas.

Apesar de serem os surfistas os mais afectados, a realidade é que as exostoses também se podem desenvolver em pessoas que pratiquem outro tipo de desportos náuticos, como a pesca ou a vela, em que estejam expostas a águas e ventos frios. Praticantes dos mesmos desportos mas em ambientes e águas quentes têm menor probabilidade de desenvolver exostoses.

Normalmente o canal auditivo tem cerca de 5 a 8mm de diâmetro e o que acontece com o desenvolvimento de exostoses, é a redução parcial ou total do mesmo. Um dos primeiros sintomas que se sente é a gradual perda da capacidade auditiva, mas o maior problema são as infecções, que podem acontecer devidas à acumulação de cera, água ou outros detritos no canal auditivo. Devido ao bloqueio do canal, este tipo de infecções não só se tornam mais prováveis de acontecerem como também são extremamente difíceis de serem tratadas.

Factos relacionados com as exostoses:

  • Há uma taxa 600% mais elevada de um surfista de água fria desenvolver exostoses comparativamente a um surfista de água quente;
  • Um ouvido pode ser mais afectado do que outro, devido à direcção predominante de vento onde se costuma praticar o desporto;
  • O desenvolvimento dos materiais utilizados para proteger do frio, como os fatos de surf, fazem com que ambientes mais frios sejam mais suportáveis, o que por sua vez aumenta o risco do desenvolvimento de exostoses;
  • Quanto mais frio for o ambiente mais rapidamente se desenvolvem as exostoses.

Tratamento

O tratamento das exostoses é cirúrgico, podendo ser efectuado de duas maneiras.

Uma das cirurgias é feita com um pequena incisão na parte de trás da orelha, em que o excesso de osso é retirado com recurso a uma broca cirúrgica e, o outro tipo de cirurgia, é feito directamente através do canal auditivo, também com recurso a uma broca cirúrgica. Ambas as técnicas requerem de um período de cerca de 4 a 6 semanas de recuperação, sem que haja a prática de qualquer tipo de actividade em águas frias.

Prevenção

As exostoses podem ser evitadas seguindo algumas medidas preventivas, são elas:

  • Evitar a prática de desportos náuticos nos casos em que a água se apresente com temperaturas demasiado baixas ou que haja a presença de ventos fortes;
  • Utilizar tampões de ouvido próprios para a protecção do canal auditivo, podendo complementar com a utilização de gorros.

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Benefícios do surf

Asma e actividade física

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Doença genética da pele
O xeroderma pigmentoso é uma doença genética, ocasionando alterações na pele que resultam da deficie
Mulher com problema de pele para ilustrar o xeroderma pigmentoso

Esta é uma doença genética e rara que se caracteriza por uma fotossensibilidade extrema que pode originar secura, envelhecimento precoce e múltiplas lesões na pele, nomeadamente a susceptibilidade para o aparecimento de tumores cutâneos malignos. Ou seja, o portador possui uma dificuldade em reverter as agressões que a radiação solar provoca no ADN (código genético) das células da pele.

Afecta igualmente ambos os sexos, apresentando uma maior prevalência nas populações com elevada taxa de consanguinidade, como japoneses, árabes e judeus. Já nos EUA e na Europa a sua frequência é de cerca de um caso para cada 250 mil indivíduos, enquanto no Japão é de um caso para cada 40 mil indivíduos.

Nos indivíduos sem este problema genético, as alterações causadas pela radiação UV no ADN são corrigidas e os malefícios provocados pelo sol só vão aparecer anos mais tarde. Assim, os doentes com xeroderma pigmentoso, desenvolvem precocemente lesões degenerativas na pele, como sardas, manchas e também diversos tipos de cancro de pele. O aumento do risco face a uma pessoa que não tenha este desarranjo genético é cerca de 1000 vezes superior.

Alguns dos sinais de alerta para esta doença são as anormalidades neurológicas progressivas (observadas em cerca de 20 por cento dos casos) e as alterações oftalmológicas. Em regra, estas pessoas possuem uma enorme sensibilidade à luz solar pelo que, a protecção e o evitar a exposição aos raios ultra-violeta, é sempre uma forma de minimizar os efeitos nefastos da doença.

Sintomas

A presença do xeroderma pigmentoso dá lugar a lesões cutâneas que estão muito presentes nos primeiros anos de vida evoluindo de forma lenta e progressiva.

Assim, ainda durante a infância, a criança que sofre de xeroderma pigmentoso apresenta um número excessivo de sardas e a pele mais seca que o normal. Rapidamente a pele fica áspera e desenvolvem-se as ceratoses solares ou ceratoses actínicas, lesões que, usualmente, só surgiriam na idade adulta ou na velhice das pessoas que se expuseram muito ao sol. Mesmo em indivíduos negros ou morenos, nos quais estas alterações são raras, a pele adquire estas características.

A evolução da doença pode originar o aparecimento dos mais variados tipos de tumores da pele: carcinomas basocelular e espinocelular, melanomas e sarcomas.

De acordo com os dados conhecidos, aos 18 meses cerca de 50 por cento dos indivíduos afectados apresentam algum tipo de lesão cutânea nas áreas de exposição solar, aos quatro anos cerca de 75 por cento, e aos 15 anos, 95 por cento.

Ao mesmo tempo, cerca de 80 por cento dos doentes apresentam alterações oftalmológicas que incluem fotofobia, conjuntivite, opacidade da córnea e o desenvolvimento de tumores oculares. Cerca de 20 por cento dos doentes apresentam alterações neurológicas tais como microcefalia, ataxia (perda de coordenação dos movimentos musculares voluntários), diminuição ou perda dos reflexos motores, espasticidade (aumento anormal do tónus muscular que faz com que os músculos permaneçam contraídos por um período de tempo mais longo do que os músculos normais), surdez neurosensorial e atraso mental.

Tratamento

Tratando-se de uma doença genética, não existe até ao momento um tratamento específico, muito menos uma forma de cura. Por isso, a melhor forma de tratar o xeroderma pigmentoso é o diagnóstico precoce, com o objectivo de evitar a exposição solar e outras formas de recepção dos raios ultra-violeta, permitindo evitar a progressão da doença.

As lesões de pré-cancro e de cancro que vão surgindo, são tratadas através de criocirurgia (quando possível) ou remoção cirúrgica.

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