Estudo publicado na revista Science Translational Medicine
Uma terapia experimental que altera geneticamente as células imunes de um paciente para destruir as células cancerígenas teve...

Segundo o estudo, dos cinco pacientes que sofriam de leucemia severa e que tinham registado recaídas após a quimioterapia, três deles mostraram sinais de remissão da doença entre cinco e 24 meses e puderam submeter-se a transplantes de medula óssea.

Num dos pacientes, todos os traços da leucemia desapareceram totalmente em oito dias.

"Tínhamos esperança, mas não podíamos prever que a resposta poderia ser tão profunda e rápida", explicou o médico Renier J. Brentjens, co-autor do estudo e especialista em leucemia no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Manhattan, em declarações ao diário New York Times.

Os investigadores assinalaram que o prognóstico dos pacientes sobreviventes é "positivo", apesar de existirem possibilidades de recaída.

Os pacientes deste tipo de leucemia severa que sofrem recaídas após a quimioterapia habitualmente só sobrevivem uns meses.

O tratamento, ainda em fase muito experimental, extrai as células T, um tipo de glóbulos brancos que normalmente combatem os vírus e o cancro, e modifica-as geneticamente para que sejam reprogramadas de modo a que ataquem e eliminem qualquer célula B que tenha um determinado tipo de proteína, a CD19, vinculada a este tipo de leucemia.

Outro dos co-autores do estudo, o médico Michel Sadelain, afirmou ser "uma estimulante história que está apenas a começar" e que se baseia na "criação de drogas vivas".

A leucemia severa é muito mais mortal em adultos do que em crianças, dado que a percentagem de cura em adultos é de 40 % e em crianças entre 80 e 90%.

Estudo do IPO Porto revela:
Cerca de 31,5% das doentes operadas ao cancro da mama sofrem de dor neuropática. Esta é a principal conclusão dos resultados...

Os resultados preliminares de um estudo prospectivo sobre as complicações neurológicas do cancro da mama, realizado no Instituto Português de Oncologia do Porto, apontam para que 31,5% das doentes operadas ao cancro da mama sofrem de dor neuropática.
"Este estudo vem demonstrar que a dor neuropática parece ser uma consequência frequente do tratamento do cancro da mama. Os determinantes desta dor estão a ser avaliados”, refere Susana Pereira, neurologista do IPO Porto, responsável pelo estudo.

A investigação, que conta com o financiamento da Cátedra de Medicina da Dor, teve início em Janeiro de 2012 e as últimas avaliações estão previstas para 2014.

"Pretendemos este ano continuar a apoiar a excelente investigação no domínio da dor que já se realiza no nosso país”, comenta José Castro Lopes, investigador responsável pela Cátedra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

No âmbito da investigação clínica, a Cátedra está também a desenvolver um estudo observacional sobre a etiologia e características da dor em doentes tratados nas Unidades de Dor Crónica do Grande Porto, sob a responsabilidade de Luis Azevedo, da FMUP.

Estudo publicado na Lancet
Estudo publicado na Lancet dá pistas para novos tratamentos dos sintomas da anorexia através da colocação de eléctrodos no...

A solução para os casos mais graves de anorexia pode passar pela estimulação de áreas específicas do cérebro com a ajuda de eléctrodos, indica uma investigação de cientistas norte-americanos e canadianos com "resultados promissores” e que acaba de ser publicada na revista científica Lancet.

O grupo de investigadores do Krembil Neuroscience Centre da University Health Network, em Toronto, conseguiu demonstrar que a técnica de estimulação cerebral profunda pode ser uma solução para o tratamento de doentes com anorexia nervosa que têm resistido a outros tratamentos. O ensaio piloto para este distúrbio alimentar, que se traduz numa redução limite da quantidade de alimentos ingeridos, ainda está na fase 1, mas os cientistas estão entusiasmados com os resultados, escreve o Público Online.

A técnica está em fase experimental e só algumas das doentes mostraram melhorias. Depois de nove meses de tratamento, três das seis mulheres que estão no ensaio tinham engordado e mostravam estar psicologicamente melhor. Duas delas conseguiram mesmo integrar um programa específico para pessoas com distúrbios alimentares.

Para estas três doentes, "este foi o período mais longo de aumento sustentado do Índice de Massa Corporal (IMC)” – que avalia a relação entre peso e altura – desde o início da doença. Uma das participantes tinha um IMC de 11, quando o normal para o seu caso era entre 18,5 e 24,9, e conseguiu chegar aos 21.

A técnica, conhecida como estimulação cerebral profunda, esteve associada a melhorias no humor, ansiedade e depressão sendo que os investigadores perceberam que há diferenças estruturais e funcionais no cérebro das pessoas com e sem anorexia, que influenciam sintomas como a ansiedade ou a percepção do próprio corpo. Contudo, três das seis mulheres não mostraram qualquer ganho de peso e os cientistas justificam este facto com "vários eventos adversos associados”, incluindo o caso de uma doente que sofreu uma convulsão. Outros efeitos adversos incluem dor, náuseas ou ataques de pânico.

Vírus alterado geneticamente
Doentes de cancro de fígado em fase terminal tiveram um prolongamento médio de vida entre os seis e os 14 meses quando...
Um vírus alterado geneticamente foi testado em 30 pacientes com cancro de fígado terminal e prolongou significativamente o tempo de vidas destes doentes, reduzindo o tamanho dos tumores e inibindo o crescimento de novas massas tumorais, indica um estudo publicado na revista Nature Medicine e divulgado pelo Publico Online.
 
O vírus, chamado JX-594 ou Pexa-Vec, foi administrado a 30 pacientes em doses diferentes durante um mês. Dezasseis receberam uma dose alta e sobreviveram em média mais 14,1 meses, os outros 14 pacientes, que receberam uma dose baixa, viveram mais 6,7 meses, em média.
 
“Pela primeira vez na história da medicina, mostrámos que um vírus alterado geneticamente pode aumentar o tempo de sobrevivência dos doentes de cancro”, diz à AFP David Kirn, co-autor do estudo.

“Apesar dos avanços no tratamento do cancro nos últimos 30 anos com a quimioterapia e as terapias biológicas, a maioria dos tumores sólidos permanece incurável quando desenvolve metástases”, escreveram os autores no artigo, referindo-se ao momento em que as células cancerígenas de um tumor se espalham pelo corpo, fazendo crescer tumores noutros locais. Os resultados do ensaio da vacina Pexa-Vec podem ser uma boa notícia para estas situações extremas.

Vários especialistas já anunciaram que “este ensaio clínico é um entusiasmante passo em frente para ajudar a encontrar novas formas de tratar os cancros”. Os autores do estudo já anunciaram a continuação dos ensaios, desta vez em 120 pacientes, sendo que o vírus Pexa-Vec também está a ser testado em pacientes com outros cancros. Este vírus já tinha sido utilizado na vacina contra a varíola.

Em neurónios granulares:
Estudo mostra que é possível reverter danos em neurónios granulares associados à doença de Alzheimer.

Os danos nos neurónios granulares, associados à doença de Alzheimer, são reversíveis, indica um estudo sobre ratos com a doença, realizado em Espanha e publicado na revista Molecular Psychiatry, avança o RCM pharma.

O estudo mostra que a combinação de exercício físico, estimulação cognitiva e interacção social pode reverter a deterioração nos neurónios, voltando estes à sua estrutura original, informou numa nota o Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), o maior organismo público de investigação em Espanha.
 
Embora se desconheça se é uma causa ou uma consequência do Alzheimer, a doença está associada, entre outros factores, à alteração dos neurónios granulares do hipocampo, relacionados com a aquisição de novas memórias.
 
A investigação utilizou ratos transgénicos, que recuperaram a estrutura e conectividade dos seus neurónios granulares, depois de terem sido submetidos aos referidos estímulos.

O estudo demonstrou “a reversibilidade das alterações celulares associadas à doença de Alzheimer naqueles neurónios”, segundo Maria Llorens-Martín, do Centro de Biologia Molecular (centro misto do CSIC e da Universidade Autónoma de Madrid), citada pela agência noticiosa EFE.

Investigação apresenta explicação:
Uma investigação de uma equipa do Instituto de Biologia Molecular e Celular e da Faculdade de Medicina do Porto apresenta uma...

O trabalho, a que a Lusa teve acesso e noticiado pelo JN Online, revela que "a dor persistente altera o fluxo de informação entre duas regiões do cérebro que são fundamentais para a retenção de memórias temporárias".

Os investigadores referem que "as pessoas que sofrem de dores crónicas queixam-se frequentemente de situações de défice em memória de curto prazo. No entanto, os mecanismos nervosos que poderiam justificar estas ocorrências não são ainda conhecidos".

"Estudos recentes em animais têm demonstrado que a dor induz distúrbios em diversos processos cognitivos, para além das alterações plásticas das vias sensoriais, ou seja, o cérebro remodela as vias pelas quais sentimos e pensamos", explicam os autores do trabalho, já publicado no "Journal of Neuroscience".

Dos muitos distúrbios cognitivos que têm sido observados, os mais importantes são alterações na memória espacial, memória de reconhecimento, défice de atenção ou até mesmo a tomada de decisões emotivas e não emotivas.

Para o autor, "este trabalho contribui para a demonstração de que a dor crónica induz alterações no funcionamento cerebral em circuitos que não estão directamente ligados ao processamento táctil ou doloroso".

Fica provado que em resultado da dor crónica "são, também, afectados circuitos neuronais relacionados com processamento de memórias e emoções, o que pode levar a um repensar de estratégias mais abrangentes para o tratamento de patologias dolorosas", acrescenta o investigador.

Estudo garante:
Um estudo britânico atesta que ir de férias é benéfico porque contribui para a redução da pressão arterial, alivia o stress,...
Um grupo de investigadores do The Holiday Health Experiment levou a cabo uma investigação que comparou a saúde das pessoas que fizeram férias em locais como a Tailândia, o Peru ou as Maldivas com a daqueles que ficaram em casa e continuaram a trabalhar.
 
O projecto, financiado pela associação solidária de cuidados de saúde Nuffield Health e pela agência de viagens Kuoni, concluiu que os benefícios de umas férias fazem-se sentir durante largos meses.
 
A investigação, que envolveu uma amostra de 12 pessoas, incluiu como métodos de avaliação um inquérito sobre a sua saúde, mas medição dos seus padrões de sono e resistência ao stress. Os participantes foram ainda submetidos a testes psicoterapêuticos.
 
Depois, metade dos participantes passou férias no estrangeiro durante duas semanas, ao passo que a outra metade deu continuidade à sua actividade profissional. No final das férias, os investigadores conduziram uma segunda série de testes clínicos e psicológicos.
 
Em média, a pressão arterial daqueles que foram de férias diminuiu 6 por cento, e a dos trabalhadores que se mantiveram nos seus escritórios subiu 2 por cento durante o mesmo período. Por outro lado, a qualidade do sono das pessoas que descansaram num país estrangeiro melhorou 17 por cento, ao contrário do que aconteceu com a outra metade do grupo, na qual se observou uma diminuição na ordem dos 14 por cento.
A capacidade de recuperar do stress aumentou 29 por cento naqueles que foram de férias, pelo que os que não foram registaram uma quebra de 71 por cento.

 

As férias contribuíram ainda para que o grupo que viajou assinalasse uma diminuição significativa nos níveis de glicose no sangue, o que contribui para a redução do risco de diabetes e obesidade e melhora o humor e os níveis de energia.

Estudo revela:
Quanto mais tempo um homem passa a ver televisão, pior a qualidade do seu esperma, concluíram investigadores norte-americanos.
Os especialistas da Harvard School of Public Health, em Boston, analisaram amostras de esperma de 189 jovens entre os 18 e os 22 anos e concluíram que os que passam mais de 20 horas por semana em frente à televisão têm esperma de qualidade inferior, com uma concentração de espermatozóides 44 por cento inferior à dos que passam menos tempo a ver televisão, noticia o DN na sua edição online.
 
Um outro factor importante na qualidade do esperma é o exercício físico, indicam os investigadores no estudo a publicar no boletim especializado British Journal of Sports Medicine. Ou seja, os homens que fazem exercício durante 15 horas ou mais por semana têm uma concentração de espermatozóides 73 por cento mais elevada do que os que fazem menos de cinco horas.
 
Em todos os casos analisados, a concentração de espermatozóides foi considerada suficiente para conceber, sublinham os investigadores.
 
Em vários países ocidentais, a qualidade do esperma está em declínio há décadas mas as razões não são cabalmente conhecidas, embora os cientistas sugiram que a vida sedentária e falta de exercício possam ser factores.
 
Para os autores do estudo, "é preciso avaliar o impacto dos diferentes tipos de actividade física sobre a qualidade do esperma porque estudos anteriores sugeriam efeitos contraditórios do exercício nas características do esperma".
Investigação abre caminho:
Uma investigação do Hospital Clínic de Barcelona abriu caminho ao desenvolvimento de um tratamento farmacológico eficaz para o...

O colangiocarcinoma é o tipo de cancro do fígado mais agressivo e que só pode ser operado em 30 por cento dos casos. Agora, uma equipa de cientistas liderada por Josep Maria Llovet, catedrático de medicina no Hospital Mount Sinai de Nova Iorque, está a desenvolver um estudo que permitiu identificar duas variantes do colangiocarcinoma.

Esta investigação abre caminho à possibilidade de, no período de oito anos, serem desenvolvidos medicamentos específicos para cada classe do tumor, informou a agência noticiosa espanhola EFE e noticiou a TSF online.

A investigação servirá para desenvolver um tratamento para uma doença cuja incidência duplicou nos últimos 10 anos.

O aumento deste tipo de cancro deve-se ao crescimento da ocorrência dos factores que o provocam, como a cirrose, que multiplica por 20 as possibilidades de ter um colangiocarcinoma, a hepatite B e C, que aumenta a probabilidade cinco vezes, e o alcoolismo, que a multiplica por dois.
O colangiocarcinoma afecta duas em cada 100 mil pessoas, sendo mais prevalente no sexo masculino - por cada 100 mulheres existem 150 homens com este tipo de cancro.

Estudo revela:
Um estudo publicado na Revista Europeia de Cardiologia Preventiva revela que as pessoas casadas têm um menor risco de ataque...

As pessoas casadas têm menor risco de ataque cardíaco, qualquer que seja a sua idade ou género, revela um estudo realizado na Finlândia e publicado na Revista Europeia de Cardiologia Preventiva.

Baseado no registo finlandês dos casos de enfarte do miocárdio entre 1993 e 2002, o estudo revela ainda que, após incidentes coronários, as pessoas casadas têm melhores prognósticos do que as que vivem sozinhas.

A base de dados registava 15330 casos de síndromes cardíacos agudos (SCA) naquele período, com pouco mais de metade (7703) a resultar na morte em 28 dias.

Estes eventos ocorreram quase tanto nos homens como nas mulheres, mas os investigadores constataram que a incidência de SCA era aproximadamente 58-66 por cento mais elevada entre os homens solteiros do que nos casados e 60-65 por cento mais alta nas mulheres não casadas do que nas casadas, e isto em todos os grupos etários.

As diferenças eram ainda maiores quando se considerava a taxa de mortalidade nos 28 dias a seguir ao ataque cardíaco, com um aumento de 60-168 por cento nos homens solteiros e de 71-175 por cento nas mulheres.

Por exemplo, a taxa de mortalidade a 28 dias em homens casados de entre 65 e 74 anos era de 866 em 100 mil pessoas por ano, mas nos não casados subia para 1792 em 100 mil por ano.

Entre as mulheres da mesma faixa etária, a diferença era entre 247/100 mil nas casadas e 493/100 mil nas não casadas.

Segundo os autores, é sabido que não ser casado ou viver sozinho aumenta a incidência de doença cardíaca e mortalidade cardiovascular, mas muitos destes estudos só consideravam os homens, faltando muitas vezes dados sobre as mulheres e as faixas etárias mais elevadas.

Os investigadores admitem que a maior vulnerabilidade cardiovascular dos solteiros possa estar ligada a diferenças na prevalência dos tradicionais factores de risco cardiovascular: "Não podemos excluir a possibilidade de as pessoas com saúde mais frágil terem maior probabilidade de ficarem solteiras ou de se divorciarem".

Sugerem também que as pessoas casadas tenham melhor qualidade de vida, hábitos mais saudáveis e níveis mais elevados de apoio social, o que corresponde a uma saúde melhor.

Outra possibilidade tem a ver com a rapidez da intervenção pré-hospitalar, assumindo que as operações de socorro começam mais cedo e com mais frequência nas pessoas que não vivem sozinhas.

Há também, acrescentam os investigadores, sinais de melhor assistência médica, tanto no hospital como após a alta: "Descobrimos que uma maior percentagem de homens casados e a coabitar receberam terapia de reperfusão na fase aguda, o que pode contribuir para melhores taxas de sobrevivência após a hospitalização. Menor adesão a medicação preventiva secundária entre os não casados pode ter um efeito adverso no prognóstico de longo prazo".

No entanto, a cientista que dirigiu o estudo, Aino Lammintausta, do hospital da Universidade Turku, na Finlândia, acredita que as diferenças não podem ser explicadas apenas pelas diferenças na rapidez da resposta ou no acesso a terapias eficazes, pelo que defende mais investigação para perceber as diferenças sociodemográficas reflectidas nos resultados do estudo.

Emagrecimento
As pessoas que almoçam mais cedo perdem cerca de mais quatro quilos que aquelas que almoçam depois das 15 horas. Este é o...

Entre mais de 400 voluntários, todos a tentar emagrecer, todos a comer os mesmos alimentos, a dormir as mesmas horas e a fazer os mesmos exercícios, uns perderam cerca de mais quatro quilos que os outros: Os que almoçavam mais cedo, revela uma notícia na visão online.
Um estudo de uma equipa da Universidade Espanhola de Murcia, em colaboração com investigadores norte-americanos de Harvard vem reforçar a teoria de que para emagrecer não basta olhar ao que se come, mas também (ou sobretudo?) quando se come.

Um grupo de 420 pessoas (metade homens, metade mulheres), a tentar perder peso, foi submetido à mesma dieta e ao mesmo tipo de exercício físico, descansando também por igual período de tempo. Aqueles que tomavam a principal refeição do dia antes das 15h00 conseguiram reduzir 12 por cento do seu peso, face aos 8 por cento alcançados pelos que almoçavam depois dessa hora. Traduzindo, são cerca de quatro quilos de diferença, em média.

Ao jornal espanhol El Mundo, uma das investigadoras envolvida neste estudo, Marta Garaulet, considera que este "é um dado importante, que temos de continuar a estudar".
O trabalho, que acaba de ser publicado na revista International Journal of Obesity, do grupo da prestigiada Nature, analisou também alguns dos genes que a comunidade científica relaciona com a obesidade e o funcionamento do "relógio" interno, tendo observado que os voluntários que comiam mais tarde tinham também a variante genética que tem sido ligada, em estudos anteriores, a indivíduos mais "vespertinos": "deitam-se mais tarde, dormem pior, têm mais tendência para a obesidade", conforme explica Garaulet.

Estudo revela:
É a prova dos nove: o melanoma, a forma de cancro da pele mais agressiva e letal, está associado à exposição solar. Há muito...

Publicado na edição desta quinta-feira da revista Nature, o artigo, da equipa de Levi Garraway, do Instituto Broad e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston (EUA), o estudo permite ter a primeira observação pormenorizada da "paisagem” genética do melanoma. Nessa paisagem, os cientistas viram que a taxa de mutações genéticas que conduziram até ao melanoma era mais elevada entre os doentes com uma história de exposição crónica ao sol.

"Ao olhar para todo o genoma, pudemos descrever de forma rigorosa o padrão de mutações induzidas pela radiação ultravioleta no melanoma”, sublinha um dos autores do trabalho, Michael Berger, citado num comunicado do Instituto Broad.

Mas mais do que a confirmação de que a exposição excessiva à radiação ultravioleta pode redundar num melanoma, a sequenciação do genoma deste cancro revelou a presença de alterações genéticas até agora desconhecidas. Em concreto, descobriu-se um gene chamado PREX2, também envolvido no cancro da mama.

No melanoma, este gene estava alterado em 44 por cento dos 25 doentes estudados, refere o comunicado. Quando funciona normalmente, o PREX2 comanda o fabrico de uma proteína que impede o aparecimento de tumores, ao controlar o crescimento das células normais.

No cancro dá-se precisamente a proliferação descontrolada das células.Experiências em ratinhos, feitas pela equipa, confirmaram o envolvimento deste gene no melanoma, embora os cientistas digam que não sabem exactamente que papel ele desempenha nesta doença. "O PREX2 pode ser uma nova categoria de genes do cancro mutados que nos indicam alvos terapêuticos para o melanoma”, diz Garraway.

Nas fases iniciais, as taxas de cura deste cancro são elevadas. Em Portugal, há por ano seis a oito novos casos por cada cem mil habitantes, o que é semelhante aos outros países do Sul da Europa.

Lancet Oncology publica:
Um em cada seis casos de cancro são causados por infecções de bactérias ou vírus que, na sua maioria, poderiam ser evitadas. O...

A nível mundial, em 2008 houve 12,7 milhões de casos novos de cancro, dos quais 2 milhões foram causados por infecções, ou seja, 16,1 por cento. Em números brutos, 1,6 milhões de casos, o equivalente a 80 por cento, ocorreram em países em desenvolvimento.

Nos países desenvolvidos – na Europa, América do Norte, Japão, Austrália e Nova Zelândia –, cerca de 7,4 por cento dos casos de cancro são devidos a infecções. No resto do mundo, os países em desenvolvimento, o número sobe para 22,9 por cento. Os extremos são a Austrália e a Oceânia com 3,3 por cento de casos e a África subsariana com 32,7 por cento. Na Europa, 7 por centodos casos de cancro foram causados por agentes patogénicos.

"Apesar de o cancro ser considerado uma doença não contagiosa, uma proporção significativa das suas causas são as infecções. Os paradigmas das doenças não contagiosas não são suficientes [para combater este problema]”, dizem Catherine de Martel e Martyn Plummer, da Agência Internacional de Investigação do Cancro, em França, autores do estudo.

O último trabalho que trazia uma análise do género foi publicado em 2002. Entre 2002 e 2008, a percentagem de cancros causados por infecções baixou de 17,8 para 16,1 por cento.

Os investigadores analisaram a incidência de 27 tipos de cancros em 184 países com base em estatísticas da GLOBOCAN 2008, um projecto da Organização Mundial de Saúde que analisou a percentagem de incidência, mortalidade e prevalência dos principais tipos de cancro. A partir destes dados, a equipa estimou a proporção dos casos que nas várias regiões mundiais podem ser provocados por infecções.

"Muitas das infecções relacionadas com o cancro podem ser prevenidas, particularmente aquelas que estão associadas ao vírus do papiloma humano (HPV), à bactéria Helicobacter pylori e os vírus da hepatite B e C (HBV e HCV)”, dizem os autores em comunicado. Estas quatro doenças são responsáveis por 1,9 milhões dos casos, que na sua maioria causam cancro do colo do útero, cancro gástrico do fígado, refere a equipa.

Num comentário escrito ao estudo, Goodarz Danaei, da Escola de Medicina Pública de Harvard, Estados Unidos, diz que a investigação mostra o potencial existente nos programas de vacinação e de terapias para evitar esta epidemia nos países em desenvolvimento. "Uma vez que existe uma vacinação eficaz e relativamente barata para o HPV e para o HBV, deve dar-se prioridade ao aumento da sua cobertura pelos sistemas de saúde dos países mais afectados.”

Cientistas americanos revelam:
Tal como o stress, também a solidão enfraquece o sistema imunitário, deixando o corpo mais vulnerável a infecções, revela um...
Na investigação, cujas conclusões foram apresentadas na reunião anual da Sociedade para a Personalidade e a Psicologia Social, em Nova Orleães, os cientistas descobriram que as pessoas que se sentem sós revelam sinais de elevada reactivação do vírus latente do herpes e produzem mais proteínas associadas a inflamação do que as pessoas socialmente mais activas, noticia a LUSA.
 
Estas proteínas são um sinal da presença de inflamação e a inflamação crónica está ligada a numerosas doenças, como a doença cardíaca coronária, a diabetes tipo 2, a artrite ou o Alzheimer.
 
A reactivação de um vírus latente do herpes está associada ao stress, o que sugere que a solidão funciona como um factor de stress crónico que produz uma resposta imune deficitária.
 
"Fica claro, de investigações anteriores, que más relações estão ligadas a um número de problemas de saúde, incluindo mortalidade precoce e outras doenças graves. As pessoas que se sentem sozinhas sentem-se claramente como se estivessem em relações de má qualidade", disse a investigadora que liderou o estudo, Lisa Jaremka, do Instituto para a Investigação em Medicina Comportamental da universidade do Ohio.
 
Para a cientista, esta investigação é importante porque permite perceber "como a solidão e as relações afectam largamente a saúde".
 
"Quanto mais percebermos o processo, mais potencial existe para contrariar os efeitos negativos – para intervir. Se não percebermos os processos fisiológicos, o que vamos fazer para mudá-los?", questionou.
 
Os resultados baseiam-se numa série de estudos em duas populações distintas: um grupo de adultos saudáveis de meia-idade com excesso de peso e outro de sobreviventes de cancro da mama.
Estudo divulga:
A Universidade de McGill e o Instituto Universitário Douglas de Saúde Mental afirmam que a hiperactividade infantil e o...

A Universidade e o Instituto avançam que variação de um gene específico se relaciona com o aparecimento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperactividade (TDAH) em crianças e a maior propensão para o consumo de cigarro em pessoas adulta, escreve o Diário de Notícias.

O estudo canadiano examinou 454 crianças dos 6 aos 12 anos com quadro de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperactividade, bem como os seus familiares directos, de modo a perceber se haveria alguma relação hereditária.

Através de amostras de sangue, os investigadores combinaram cinco sequências de ADN de diferentes genes associados ao hábito de fumar, sendo que uma das variações foi mais facilmente encontrada em crianças com TDAH.

"Esta evidência indica que apenas um alelo pode conseguir exteriorizar comportamentos e déficits cognitivos específicos que se começam a manifestar na infância e que representam uma continuidade para o consumo de tabaco na vida adulta", considera Marta Andrade, terapeuta de Cessação Tabágica da Facilitas Healthcare.

29 Setembro: Dia Mundial do Coração
Apesar dos enormes progressos diagnósticos e terapêuticos que têm ocorrido nas últimas décadas, as d

A prevenção das doenças cardiovasculares deve assentar num estilo de vida que inclua uma alimentação saudável, actividade física regular e uma vida sem tabaco, o que por si só pode evitar a grande maioria de eventos cardiovasculares, como o enfarte do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC).

Em Portugal, de um total de 110.000 mortes anuais, ocorrem cerca de 40.000 óbitos por doenças cardiovasculares, dos quais 26.000 por acidente vascular cerebral e 10.000 por enfarte do miocárdio.

As doenças cardiovasculares só na mulher são responsáveis por mais de 22.000 óbitos por ano, devidos essencialmente ao acidente vascular cerebral e à cardiopatia isquémica. Na realidade, morrem mais 4000 mulheres que homens por ano, em Portugal, por doenças cardiovasculares, constituindo estas, ao contrário do que se pensa, a principal causa de morte das mulheres portuguesas. A título de exemplo, saliente-se que morrem, todos os anos, nove vezes mais mulheres por doenças cardiovasculares que por cancro da mama.

Por isso, existe necessidade de sensibilizar a mulher para a importância das doenças cardiovasculares, notadamente para a relação que existe entre os factores de risco, como o tabagismo, a hipertensão, o colesterol elevado, a diabetes e a patologia cardiovascular, bem como para a importância vital de um estilo de vida saudável e protector.

Nos últimos anos tem-se desenvolvido uma nova ameaça para a população portuguesa, em particular para os jovens, em resultado do abandono progressivo da nossa tradicional dieta mediterrânica, que está a ser substituída pela denominada “fast food”, alimentação rica em calorias, gorduras saturadas, sal e açúcares, e em contrapartida, pobre em fibra vegetal e micronutrientes essenciais.

O que está a acontecer, hoje em dia, é que a dieta mediterrânica é celebrada e consumida cada vez com maior entusiasmo nos países do Norte da Europa e nos Estados Unidos, enquanto entrou em declínio nos países do Mediterrâneo, o que não podemos deixar de lamentar vivamente. Daí os apelos da Fundação Portuguesa de Cardiologia para que a alimentação mediterrânica seja novamente adoptada em Portugal, não só como um acto de respeito pela nosso património cultural, mas também por ser uma opção inteligente e saudável.

Por outro lado, estudos recentes mostram que as crianças portuguesas são as segundas da Europa com mais excesso de peso e obesidade, o que leva a prever futuros problemas de saúde. Este drama da obesidade infantil é também explicado por outros estudos que mostram que a população portuguesa é a mais sedentária da Europa.

Esta epidemia de obesidade infantil, em desenvolvimento, arrisca desencadear uma constelação de factores de risco como a hipertensão arterial, o colesterol elevado e diabetes, que irão provocar complicações cardiovasculares, responsáveis por uma potencial futura redução de esperança de vida das novas gerações.

Não podemos continuar a ser os campeões da Europa, nomeadamente em inactividade física, hipertensão arterial, obesidade infantil e acidentes vasculares cerebrais. Os portugueses merecem o benefício do melhor que a ciência médica tem para oferecer neste novo século.

Fundação Portuguesa de Cardiologia, 29 de Setembro de 2012

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde de A-Z não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.

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