Em Junho e Julho
As Termas de S. Pedro do Sul registaram um crescimento de 8% no número de aquistas nos meses de Junho e Julho comparativamente...

De acordo com o presidente do conselho de administração da Termalistur, Victor Leal, o crescimento está relacionado com o aumento da procura da maior estância termal por parte dos portugueses no verão, prevendo-se um aumento gradual em Agosto e em Setembro, revela a agência Lusa.

“As Termas de S. Pedro do Sul representam já 30% do turismo na área do termalismo, um valor muito significativo, que coloca as termas numa posição de liderança a nível nacional e que vem consolidar todos os esforços de crescimento conduzidos pela Termalistur”, realçou.

Num comunicado emitido hoje, Victor Leal faz um balanço “bastante positivo” dos primeiros seis meses do ano e mostra-se optimista em relação ao futuro.

“As expectativas para o futuro são de crescimento e de consolidação de projectos actualmente em curso, como sendo a criação do Pólo de Criatividade, Cosmética e Bem-Estar - S. Pedro do Sul, bem como o início da comercialização da linha de dermocosmética de S. Pedro do Sul”, apontou.

O anúncio do crescimento das Termas de S. Pedro do Sul foi feito uma semana antes da sessão de apresentação da Linha AQVA, agendada para dia 14 de Agosto, que marca também o início da comercialização dos produtos de dermocosmética.

A primeira linha de cosméticos com água termal nacional vai disponibilizar vaporizadores de água termal, creme de rosto, creme de corpo, gel de banho e óleo de corpo.

Depois da linha de hidratação, a Termalistur pretende, até ao final do ano, colocar também no mercado mais duas linhas com nove produtos: uma para homens e outra de regeneração.

 

Hoje em Albufeira
Hoje Albufeira é palco de acção que visa ensinar a agir em caso de emergência médica, promovida com colaboração do INEM.

Decorre hoje, dia 8 de Agosto de 2014, entre as 17 e as 20 horas, na Praça dos Pescadores, em Albufeira, uma acção de Mass Training em Suporte Básico de Vida.

A acção, que conta com a organização conjunta do Serviço Municipal de Protecção Civil do Município de Albufeira, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Autoridade Nacional de Protecção Civil, tem por objectivo ensinar a população a agir em casos de emergência médica, nomeadamente a saber efectuar correctamente as manobras de reanimação.

A iniciativa, de participação gratuita e aberta a toda a população (crianças, adultos, idosos...), tem a particularidade de permitir a formação em simultâneo de várias centenas de pessoas, uma vez que a acção é coordenada por um conjunto de formadores especializados em emergência pré-hospitalar. Os participantes são organizados em grupos e distribuídos pelos diversos formadores, sendo utilizado, durante o processo de aprendizagem, um sistema multimédia, para que todos tenham a oportunidade de visualizar previamente as manobras a executar, seguindo-se a realização de exercícios práticos das manobras em manequins.

Na ocasião, está prevista ainda a realização de uma exposição de meios de socorro de vários agentes de Protecção Civil, a partir das 15 horas.

Ébola
A directora-adjunta da Direcção Geral de Saúde disse hoje à Lusa que a entidade vai divulgar esta tarde uma posição concertada...

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou hoje a epidemia de Ébola, registada na África Ocidental, onde já matou perto de mil pessoas, "emergência de saúde pública de carácter mundial".

“Estamos a concertar posições com os países que são nossos parceiros europeus, estamos a analisar bem o documento (divulgado hoje de manhã pela Organização Mundial da Saúde) e iremos emitir um comunicado às 16:00”, garantiu Graça Freitas.

Escusando-se a adiantar que medidas poderão ser tomadas por Portugal ou pela Europa, a directora adjunta da DGS referiu que os responsáveis da DGS estiveram “nos últimos dois dias em audioconferência com os parceiros europeus” para concertar uma posição.

A directora-geral da OMS, Margaret Chan, pediu hoje à comunidade internacional que ajude os países afectados a combater a epidemia de Ébola, a pior em quatro décadas.

Em conferência de imprensa, Chan afirmou que os países da África Ocidental mais atingidos pela epidemia - Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria - "não têm meios para responderem sozinhos" à doença e pediu "à comunidade internacional que forneça o apoio necessário".

Ébola
A directora-geral da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, pediu hoje à comunidade internacional que ajude os países...

Em conferência de imprensa, Chan afirmou que os países da África Ocidental mais atingidos pela epidemia - Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria - "não têm meios para responderem sozinhos" à doença e pediu "à comunidade internacional que forneça o apoio necessário".

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou hoje a epidemia, que já matou, desde Março, 932 pessoas e infectou mais de 1.700, como "emergência de saúde pública de carácter mundial".

"Uma resposta internacional coordenada é essencial para travar e fazer recuar a propagação mundial" do vírus do Ébola, sublinhou a comissão de emergência sanitária da organização.

A comissão alertou que "os Estados devem estar preparados para detectar e tratar casos de Ébola" e "facilitar a retirada de cidadãos, em particular pessoal médico, que estiveram expostos ao vírus" da febre hemorrágica.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

A febre manifesta-se através de hemorragias, vómitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e 90% e não é conhecida uma vacina contra a doença.

Ébola
A Organização Mundial de Saúde declarou hoje a epidemia de Ébola, registada na África Ocidental, onde já matou perto de mil...

A comissão de emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS), que se reuniu quarta e quinta-feira em Genebra, foi "unânime ao considerar verificarem-se as condições de uma emergência de saúde pública de carácter mundial".

"Uma resposta internacional coordenada é essencial para travar e fazer recuar a propagação mundial" do vírus do Ébola, sublinhou a comissão.

Ébola
O Governo chinês anunciou hoje o envio de 30 milhões de yuan (3,64 milhões de euros) para a Serra Leoa, Libéria e Guiné Conacri...

A ajuda consiste principalmente em equipamento de protecção para pessoal médico, medicamentos e aparelhos de monitorização de pacientes, explica uma nota do Ministério do Comércio.

O anúncio de hoje integra o segundo pacote de ajuda da China para a região da África Ocidental depois de em maio Pequim ter enviado ajuda avaliada em o equivalente a 121.000 euros.

Cerca de 20.000 cidadãos chineses vivem na Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri, referem dados do Ministério do Comércio da China.

O surto de Ébola na África Ocidental já infectou 1.711 pessoas, das quais 932 morreram, de acordo com o mais recente balanço divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A febre hemorrágica provocada por este vírus é uma doença infecciosa grave identificada pela primeira vez em 1976, na República Democrática do Congo (antigo Zaire) perto do rio Ébola, daí o nome.

A doença transmite-se por contacto directo com o sangue, secreções de órgãos ou fluidos corporais de pessoas infetadas. A incubação da doença pode levar até 21 dias e a mortalidade varia entre 25% e 90%, dependendo da estirpe.

Doze regiões do país
Doze regiões de Portugal apresentam hoje risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta, informou o Instituto...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as regiões em causa são Beja, Bragança, Castelo Branco, Faro, Funchal, Portalegre, Porto Santo, Sines, Santa Cruz das Flores, Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada.

O IPMA colocou também as regiões de Évora, Guarda, Leiria, Lisboa, Penhas Douradas, Sagres, Santarém, Setúbal e Viseu em risco muito alto.

Para as regiões com níveis muito elevados, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, t-shirt, guarda-sol e protector solar e aconselha a população a evitar a exposição das crianças ao Sol.

De acordo com o IPMA, a radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde se o nível exceder os limites de segurança.

O índice desta radiação apresenta cinco níveis, entre o baixo e o extremo, sendo o máximo o onze.

O IPMA prevê para hoje, nas regiões do norte e centro do continente, céu em geral muito nublado, apresentando-se pouco nublado nas regiões do interior, e períodos de chuva fraca na região norte e litoral a norte do cabo Mondego, em especial no Minho e Douro Litoral.

A previsão aponta ainda para vento em geral fraco do quadrante oeste, soprando temporariamente moderado de noroeste nas terras altas, neblina ou nevoeiro matinal e pequena descida da temperatura máxima.

No sul, prevê-se céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se muito nublado no litoral oeste até ao início da manhã, vento em geral fraco de noroeste, soprando moderado nas terras altas e no litoral e neblina ou nevoeiro matinal.

Na Madeira, prevê-se períodos de céu muito nublado, apresentando-se em geral pouco nublado nas vertentes sul, aguaceiros fracos nas vertentes norte para o final do dia e vento fraco a moderado de norte, rodando gradualmente para noroeste.

O IPMA prevê para os Açores períodos de céu muito nublado abertas, tornando-se encoberto, chuva fraca ou chuvisco para o fim do dia, possibilidade de neblinas a partir da noite e vento noroeste, rodando para oeste e tornando-se moderado.

No que diz respeito às temperaturas, em Beja prevê-se uma máxima de 33 graus Celsius, em Évora, Castelo Branco e Faro 32º, Portalegre 30º, Bragança 28º, Porto, Braga e Viana do Castelo 22º, Lisboa, Coimbra e Funchal 27º, Ponta Delgada 25º, Angra do Heroísmo e Santa Cruz das Flores, Vila Real e Leiria 26º.

Devido a calor
A costa norte da Madeira e o Porto Santo estão hoje sob aviso amarelo, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, devido ao...

A Madeira e o Porto Santo estão sob aviso amarelo até às 21:00 de hoje devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA quando há uma situação de risco para determinadas actividades dependentes das condições meteorológicas.

O instituto prevê para hoje na Madeira períodos de céu muito nublado, apresentando-se em geral pouco nublado nas vertentes sul, aguaceiros fracos nas vertentes norte para o final do dia e vento fraco a moderado de norte, rodando gradualmente para noroeste.

No Funchal prevê-se uma temperatura máxima de 27 graus Celsius.

Devido a toxinas
A apanha de bivalves está proibida em diversas zonas da costa de Portugal continental devido à presença de toxinas causadoras...

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) explicou, em comunicado publicado na sua página na internet, que a proibição da apanha de bivalves para comercializar e para consumo se deve “à presença de fitoplâncton produtor de toxinas marinhas ou de níveis de toxinas ou de contaminação microbiológica acima dos valores regulamentares”.

Segundo o instituto, foi imposta temporariamente a interdição da apanha para todos os bivalves no Estuário do Lima, na Ria de Aveiro-RIAV4, na Ria Formosa, OLH1 e OLH4.

Além destes locais, a proibição do IPMA estende-se ao Litoral Aveiro, para o mexilhão, à Lagoa de Albufeira, para o berbigão, ao Litoral Setúbal-Sines, para a conquilha, e ao Estuário do Mira-EMR para o mexilhão.

Na Ria de Aveiro-RIAV1 está interditada a apanha de amêijoa-macha, longueirão e mexilhão, enquanto na Ria de Aveiro-RIAV2 está proibida a captura de todos os bivalves, excepto a ostra, amêijoa-boa e amêijoa japonesa, e na Ria de Aveiro-RIAV3 só é permitida a apanha de berbigão e amêijoa-japonesa.

Já no estuário do Mondego, Braço Sul só é permitida a apanha de lambujinha, enquanto na zona Peniche-Lisboa só pode apanhar-se navalha, amêijoa-branca e mexilhão e na Ria Formosa o mexilhão.

Na Ria Formosa, Tavira-TAV2 apenas é permitida a captura de ostra e berbigão, enquanto no Litoral Faro-Olhão-L8 pode apanhar-se ostra e amêijoa pé-de-burrinho e em Vila Real de Santo António pé-de-burrinho e amêijoa-branca.

Serra Leoa
As cidades de Kailahun e Kenema, no leste da Serra Leoa, país que se confronta com uma epidemia do vírus Ébola, foram colocadas...

“É oficial: Kenema e Kailahun focaram colocadas em quarentena. As enfermeiras estão a ser ajudadas pelos responsáveis da polícia e do exército para que consigamos ter acesso a todos os casos suspeitos que não foram assinalados ao Ministério da Saúde”, declarou o porta-voz adjunto do governo, Abdulai Bayratay.

A presidência do país anunciou, em comunicado, mais medidas para lutar contra a epidemia, como a restrição da circulação das moto-táxi, entre as 7:00 e as 19:00 locais (8:00 e 20:00 de Lisboa), em todo o país, bem como o "encerramento imediato” das discotecas, cinemas e videoclubes.

A epidemia afecta 11 dos 12 distritos do país.

O vírus já causou mais de 930 mortos, dos mais de 1.700 casos registados desde o início do ano, na Serra Leoa e nos seus vizinhos Guiné-Conacri e Libéria, e outros sete registados, dos quais dois mortais, na Nigéria.

Hospital de Évora
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses denunciou ontem uma “grave carência” daqueles profissionais no Hospital do Espírito...

Segundo o coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) no Alentejo, Edgar Santos, “faltam várias dezenas de enfermeiros no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE)”, o que está a “levar à exaustão” os profissionais existentes e “diminui a qualidade dos cuidados prestados aos utentes”.

O sindicalista falava à agência Lusa na sequência de um plenário de enfermeiros do Hospital do Espírito Santo, realizado ontem à tarde.

Os profissionais decidiram mandatar o sindicato para solicitar uma “reunião, com carácter de urgência, à administração do HESE”, com vista à resolução dos problemas que relataram, explicou o dirigente.

“Na sexta-feira, fruto da decisão do plenário, vamos enviar o pedido de reunião”, disse Edgar Santos, aludindo a “uma grave carência de enfermeiros” no HESE: “Há serviços em que faltam 11 enfermeiros”, exemplificou.

O trabalho, continuou, “está a ser distribuído pelos profissionais existentes e ao serviço, o que implica atropelos nos horários de trabalho, com uma sobrecarga de horas que consideramos inadmissível”.

A situação, de acordo com Edgar Santos, não só prejudica os trabalhadores, mas também “penaliza os utentes”, pois “não há prestação de cuidados de saúde de qualidade com esta carência grave de enfermeiros”.

Além disso, acusou o SEP, o HESE “não fez qualquer pedido à Administração Regional de Saúde para admissão de mais enfermeiros, mas está agora a fazer contratualização com uma empresa para ter enfermeiros a recibos verdes”.

Edgar Santos disse que estas situações devem ser abordadas na reunião que o SEP vai manter com o ministro da Saúde, Paulo Macedo, no próximo dia 27.

Após essa reunião e o encontro com a administração do HESE, os enfermeiros desta unidade hospitalar alentejana vão voltar a reunir-se em plenário, ainda sem data marcada.

Contactado pela Lusa, o HESE esclareceu que “toda a equipa de enfermagem tem garantida a qualidade e a segurança dos cuidados prestados aos utentes”.

“O HESE já se reuniu com o sindicato e continua disponível para agendar nova reunião”, limitou-se a acrescentar o hospital, numa resposta escrita enviada à Lusa.

Sindicato dos Enfermeiros diz
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses denunciou ontem a "extrema carência" destes profissionais no distrito de...

"Isto é uma Unidade Local que comporta dois hospitais, além de todos os agrupamentos de centros de saúde do distrito, e só tem 804 enfermeiros. Na nossa perspectiva precisaria de cerca de 1.200", afirmou aos jornalistas Guadalupe Simões da direção nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) no final de um plenário realizado em Viana do Castelo.

No encontro onde só participaram cerca de 30 profissionais, segundo o sindicato devido à "sobrecarga de trabalho", não foi decidida nenhuma forma de luta. No entanto, Guadalupe Simões garantiu que os protestos não estão descartados e poderão ser anunciados nos próximos dias como forma de "expressar o grande sentimento de revolta" destes profissionais.

De acordo com a dirigente sindical nesta altura, "há serviços onde os enfermeiros fazem cerca de 900 horas a mais por mês, os turnos extraordinárias que não são pagos e feriados que não são pagos como tal".

Gerido pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), o hospital de Viana do Castelo serve cerca de 244 mil pessoas dos dez concelhos do distrito e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

"Nos centros de saúde há enfermeiros que têm a seu cargo 3.200 pessoas quando deveriam ter 1.200 utentes e no serviço de cirurgia do hospital há 30 doentes para dois enfermeiros. Neste quadro de manifesta carência a administração diz que em toda ULSAM só são necessários mais 19 enfermeiros", denunciou.

Para a dirigente sindical trata-se de um número "curioso" porque, justificou, "só no serviço de psiquiatria" do hospital de Viana do Castelo, e "num dos serviços" da unidade de Ponte de Lima "saíram 11 enfermeiros que não foram substituídos".

Segundo dados de 2011 da ULSAM trabalhavam nos hospitais de Viana do Castelo e Ponte de Lima, além de 13 centros de saúde, em todo o distrito cerca de 2.600 funcionários.

Ébola
A decisão de usar um medicamento experimental para tratar dois americanos infectados com Ébola, enquanto quase mil africanos já...

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou quarta-feira que está a preparar uma reunião especial na próxima semana para debater o uso de drogas experimentais no combate à epidemia, após dois americanos terem sido tratados com um medicamento denominado ZMapp, tendo começado a apresentar melhorias depois de lhes ter sido ministrado o medicamento, que está ainda na fase de teste em animais.

Estas notícias levaram a vários pedidos de que o medicamento seja enviado para a Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa, os países mais afectados pela epidemia.

Três peritos no ébola, incluindo Peter Piot, que co-descobriu o vírus em 1976 e é actualmente o director da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical, pediram para que o medicamento seja rapidamente disponibilizado.

"É altamente provável que se o Ébola estivesse neste momento a espalhar-se em países ocidentais, as autoridades de saúde pública davam acesso a medicamentos e vacinas experimentais", lê-se no comunicado divulgado quarta-feira pelos três peritos, segundo o Los Angeles Times.

A Mapp Pharmaceuticals, a empresa americana que desenvolveu o medicamento, afirmou que qualquer decisão de usar o medicamento deve ser feita dando aos médicos que o administrem directrizes regulatórias, e adicionou que está de momento a trabalhar para aumentar a sua produção.

Reduzir tempos por consulta
O Ministério da Saúde discorda da sugestão do Tribunal de Contas de reduzir para 15 minutos o tempo das consultas médicas,...

Numa auditoria ao desempenho de Unidades Funcionais de Cuidados de Saúde Primários, o Tribunal de Contas (TdC) coloca a hipótese da duração das consultas nos cuidados de saúde primários diminuir dos 21 minutos actuais para os 15 minutos.

“Se, por hipótese de trabalho, se assumir como razoável o tempo de 15 minutos por consulta” - valor frequentemente referenciado, na literatura internacional sobre o tema – “resulta que, em 2012, teria sido possível realizar mais 10.731.215 consultas”, lê-se no relatório(altera o verbo usado no título e lead da noticia).

Fonte do gabinete de Paulo Macedo disse à Lusa que “quinze minutos por consulta é uma matéria técnica sobre a qual os médicos devem ser ouvidos, pois tem implicações directas na qualidade do acto médico”.

“Em lugar de fixar tempos de consulta e controlá-los ao minuto, a opção do Ministério, longamente discutida com as organizações médicas, foi no sentido de aumentar as listas de cidadãos por médico de família na medida do alargamento do horário de trabalho entretanto acordado”.

Com esta medida, “cada médico de família passou a integrar 1.900 utentes (antes 1.550) na sua lista”, recorda o Ministério da Saúde, garantindo que, “ao contrário do que possa sugerir o relatório em questão, “esta reforma permitiu reduzir significativamente o número de cidadãos sem médico de família”.

Para a equipa de Paulo Macedo, “o importante é assegurar o seguimento da lista e não impor um limite máximo de 15 minutos para cada consulta”.

Relativamente aos utentes que continuam sem clínico, e que terão levado o TdC a considerar que falhou o objectivo do Ministério da Saúde de dar um médico de família a cada utente, a mesma fonte começou por esclarecer que “o objectivo foi fixado pelo Governo até final da legislatura”.

“O objectivo continua de pé, ainda que tivéssemos registado um número inesperado de aposentações de médicos de família”, assegura a mesma fonte, lembrando as medidas que o Executivo levou a cabo para ter mais médicos: “Contratou todos os disponíveis após internato, abriu concurso para os que estão fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tentou convencer (com algum êxito) os que passaram à reforma a voltarem ao serviço, contratou, inclusivamente, médicos estrangeiros”.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o número de utentes sem médico baixou de 1.838.795 em 2011 para 1.660.609 em 2012 e 1.332.425 em 2013.

Relativamente à recomendação do TdC ao ministério para rever o despacho de 'limpeza' de utentes das listas dos médicos de família, pela inexistência de contactos durante três anos, o Ministério da Saúde disse que essa revisão “não faz sentido isoladamente, pois provocaria, por si só, um aumento contraproducente dos utentes sem médico de família”.

“Qualquer revisão nesta área obriga a uma avaliação cuidadosa de todo o processo assistencial a nível dos cuidados primários”, prosseguiu.

Sobre esta matéria, o ministério esclareceu que “o processo de atualização das listas dos médicos de família não implica ‘riscar’, ‘limpar’ ou ‘excluir’ quaisquer utentes do SNS”.

“Quem entender que não vai necessitar de cuidados pode não recorrer, pura e simplesmente, ao SNS e é isso que se procura saber com a actualização das listas: os que entenderem que não necessitam de cuidados primários no âmbito do SNS devem dar os seus lugares aos que necessitam”, adiantou a mesma fonte.

O Ministério da Saúde garante que “o processo de actualização de listas permitiu que muitas pessoas passassem a ter médico e apenas foram retirados das listas aqueles que haviam falecido, os que tinham mais do que um médico, mais do que uma morada, ou que optaram por deixar de frequentar o seu médico do SNS”.

Médicos recomendam
A Fundação Espanhola do Coração sublinhou ontem a importância do orgasmo na prática sexual como protector de doenças...

Vários estudos indicam que a actividade sexual está relacionada com a prevenção de doenças, a redução do stress e o controlo de peso, uma vez que durante o acto os níveis de hemoglobina sobem, o que protege o organismo de infecções e favorece uma maior resistência a doenças.

"Além de todos estes benefícios para a saúde em geral, também foi comprovado que a prática sexual de forma periódica ajuda a reduzir as probabilidades de ser vítima de um enfarte", explicou o médico Ignacio Fernández-Lozano, vice-secretário da Sociedade Espanhola de Cardiologia e membro da Fundação Espanhola do Coração (FEC), citado pela agência EFE.

No seu comunciado, a FEC cita um estudo publicado no The American Journal of Cardiology, que comprovou que os homens que mantinham relações duas vezes por semana tinham até menos 50% de probabilidades de sofrer um enfarte comparado com aqueles que o fazem apenas uma vez por mês.

O estudo indica que durante o orgasmo libertam-se diversas hormonas como a adrenalina, as endorfinas e, no caso das mulheres, a oxitocina que actuam no organismo como vasodilatadoras permitindo uma melhor circulação do sangue e evitando a formação de coágulos.

"O melhoramento da circulação juntamente com a sensação de felicidade provocada pela secreção destas hormonas ajuda a manter uma melhor saúde cardiovascular", assinala Fernández-Lozano.

Pelo contrário, destacou, a falta de orgasmos foi relacionada com um maior risco cardiovascular num estudo realizado em Inglaterra a 100 mulheres que sofreram de enfartes. O estudo descobriu que 65% destas mulheres eram incapazes de sentir prazer em comparação com 25% das mulheres de um grupo de controlo que não tinha problemas cardiovasculares.

As doenças cardiovasculares podem ser prevenidas seguindo hábitos de vida saudáveis, como uma dieta equilibrada, rica em frutas e verduras e baixa em gorduras saturadas, evitando o consumo excessivo de álcool, não fumando e praticando actividade física de forma regular.

"Para as pessoas que tenham tido algum episódio cardiovascular é importante recordar que podem manter uma vida sexual normal, a não ser que o seu médico lhes tenha recomendado o contrário, que vão a consultas periódicas e mantenham a medicação adequada", recomendou o médico.

Fernández-Lozano concluiu que é essencial para todos os pacientes que tenham dúvidas sobre a actividade sexual falar com os seus cardiologistas.

Através de site
Uma ex-aluna da Universidade do Minho criou um site que pretende pôr em contacto pessoas com a mesma doença, para que estas...

Denominada “Adoeci – Partilhar é o Melhor Remédio”, a plataforma é gratuita e já conta com meio milhar de utilizadores de Portugal e do Brasil, que a ela podem aceder em www.adoeci.com.

“Por vezes, é mais fácil desabafar com alguém que esteja a passar por uma situação semelhante. Creio que em comunidade se ganham mais forças para lidar não apenas com a doença, mas também para obter um maior reconhecimento da mesma. Um profissional de saúde nem sempre entende o que o doente está a viver”, destacou Rita Vilaça, promotora do projecto.

O site funciona como “uma espécie de fórum” de fácil utilização, tendo os interessados apenas de proceder ao respectivo e aderir aos grupos dedicados às várias patologias.

Os utilizadores podem, ainda, interagir com outros doentes de forma “pública” ou através de mensagens privadas, além de registar consultas e exames médicos, medicação que estejam a tomar, estado de humor, peso, entre outros dados.

A plataforma destina-se igualmente aos familiares que queiram conhecer mais sobre determinada patologia, perceber o que esperar da evolução da mesma ou interagir com utilizadores com o mesmo historial.

Quem quiser partilhar informações úteis para investigação médica, como sintomatologia e reacções a tratamentos, também “tem lugar” naquela plataforma.

“O site ajuda a superar a dor e a lidar melhor com a doença”, acrescentou Rita Vilaça.

O “Adoeci” já tem parcerias com a Associação para o Estudo da Diabetes Mellitus e Apoio ao Diabete do Algarve, Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino, Colite Ulcerosa e Doença do Crohn, Associação dos Hemofílicos do Estado de Santa Catarina (Brasil), Associação de Doentes com Lúpus, Associação Portuguesa de Celíacos, Associação Portuguesa de Reabilitação de Insuficientes Renais, Associação Portuguesa de Doentes da Próstata e Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil.

118 mil euros
A Autoridade da Concorrência condenou a Associação Nacional de Farmácias e a Farminveste, uma empresa ligada à associação, ao...

A Lei da Concorrência estabelece a obrigação de notificação prévia à Autoridade da Concorrência (AdC) de operações de concentração que preenchem determinados critérios e impõe uma obrigação de suspensão da implementação das mesmas até obtenção da decisão final de não oposição.

“A AdC considerou que as visadas implementaram a operação de concentração antes de terem procedido à respectiva notificação formal, em desrespeito da lei”, explica em comunicado divulgado, esclarecendo ter tomado a decisão a 26 de Junho mas que esta só se tornou definitiva hoje.

À Associação Nacional de Farmácias foi aplicada uma coima de 6.879 euros e à Farminveste de quase 112 mil euros, correspondente a uma redução da coima de um terço em ambos os casos.

À Farminveste 3 – Gestão de Participações, SGPS, a AdC não aplicou qualquer coima, alegando o facto de não ter tido qualquer volume de negócios em 2013.

Colégio Especialidade
O presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos classifica de “um disparate” a...

José Maria da Silva Henriques reagia, desta forma, à sugestão do Tribunal de Contas (TdC), no relatório de uma auditoria ao desempenho de Unidades Funcionais de Cuidados de Saúde Primários, de que a diminuição do tempo de consulta para 15 minutos aumentaria 37 por cento a actividade assistencial.

“Se, por hipótese de trabalho, se assumir como razoável o tempo de 15 minutos por consulta” - valor frequentemente referenciado, na literatura internacional sobre o tema – “resulta que, em 2012, teria sido possível realizar mais 10.731.215 consultas”, lê-se no relatório.

Em 2012, ainda segundo o documento, a duração média de uma consulta de medicina geral e familiar foi de 21 minutos.

José Maria da Silva Henriques reconhece que tem diminuído o tempo dedicado ao contacto directo com os doentes, mas que tal se deve “essencialmente ao sistema de registo electrónico que é muito lento. Gasta-se muito tempo”.

Sobre esta meta dos 15 minutos, o médico considera-a “um disparate” e avisa: “O médico é que sabe, pois depende do utente. Com quem entra no meu gabinete eu posso gastar dez, 20 ou 30 minutos. Sou eu que tenho de decidir e a unidade de saúde”.

Segundo o presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos, para já não existe nenhuma imposição de um tempo máximo por doente.

“São medidas extremamente economicistas, decididas pela administração central, mas não pode haver imposições”, disse.

O médico considera que “existe muita burocracia” e alerta para a lentidão dos sistemas informáticos.

Na auditoria do TdC é citado um estudo, segundo o qual os médicos de família gastam mais de um terço do seu tempo diário em actividades que não o contacto directo com os doentes, como renovação de receitas ou problemas informáticos.

“Um estudo recentemente publicado conclui que os médicos de família utilizam cerca de 33,4 por cento do seu tempo diário em actividades que não o contacto directo com os utentes, metade do qual em tarefas não directamente relacionadas com os mesmos”, lê-se no documento.

Entre as tarefas extra à consulta que o estudo, citado pelo TdC, refere consta a renovação de prescrições de medicamentos, o seguimento de estudantes e internos, as reuniões/gestão do serviço e a comunicação administrativa com outros profissionais, relativa aos utentes”.

Para o TdC, alguns destes tempos são passíveis de ser reduzidos”, como o tempo que é gasto em média e por dia em comunicação administrativa (8,6 por cento), em contacto com delegados de informação médica (7,3 minutos) e com problemas informáticos (5,7 minutos).

Para José Maria da Silva Henriques, os utentes têm a percepção do tempo que os médicos utilizam, nomeadamente, com as questões informáticas: “Sentem isso e compreendem”, garante.

O TdC recomenda ao ministro da Saúde que este tome “as iniciativas apropriadas no sentido de determinar como maximizar as horas consagradas à consulta por aligeiramento da carga administrativa e não assistencial dos médicos”.

“O decorrente aumento do stock de horas permitiria equacionar uma repartição equitativa da capacidade assistencial contribuindo para a igualdade dos cidadãos no acesso aos cuidados de saúde primários”, lê-se no documento.

ARS
Os 32 postos de saúde instalados nas praias do Algarve contabilizaram, durante o mês de Julho, um total de 3.670 atendimentos,...

O atendimento nestes postos de praia é garantido pela Cruz Vermelha Portuguesa entre as 10:30 e as 19:30, até ao dia 14 de Setembro, ao abrigo do Plano de Verão 2014, sendo que os casos que assim o justifiquem são encaminhados para outras unidades de saúde, adiantou a Administração Regional de Saúde (ARS)/Algarve em comunicado.

Do total dos atendimentos registados em Julho foram realizados 2.139 tratamentos, 799 medições de pressão arterial, 354 atendimentos por picadas de peixe-aranha e insectos, 135 testes de glicemia e 166 administrações de injecções, tendo sido encaminhados 77 casos para outras unidades de saúde.

Do total de atendimentos registados durante este período, a maioria dos utentes (68,9%) não são residentes no Algarve (os estrangeiros representaram 15,2%), tendo sido os postos de saúde de Armação de Pera, da Ilha da Culatra, de Monte Gordo e de Quarteira os que registaram o maior número de atendimentos.

De acordo com a ARS/Algarve, os recursos afetos aos postos de saúde de praia são potenciados através da comunicação por telefone entre os enfermeiros dos postos e o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM, permitindo uma integração adequada com o dispositivo pré-hospitalar.

Os Serviços de Urgência Básica (SUB) de Lagos, Albufeira, Loulé e Vila Real de Santo António, o serviço de urgência médica e cirúrgica do hospital de Portimão e o serviço de urgência polivalente do hospital de Faro vão estar em funcionamento permanente, acrescenta.

Traumatismos por quedas, escoriações, equimoses, picadas de peixe-aranha, golpes de calor, queimaduras solares e indisposições, resultantes de abusos de exposição ao sol, são algumas das principais ocorrências registadas todos os anos nos postos.

O Departamento de Saúde Pública e Planeamento (DSPP) da ARS/Algarve IP, tem igualmente em curso, até 30 de Setembro, o Plano de Contingência para as Temperaturas Extremas Adversas.

Estudo
Segundo um estudo nacional que envolveu 1200 portugueses, realizado no passado mês de Maio, 56% da população portuguesa, entre...

A actividade física resulta, muitas vezes, em movimentos repetitivos e intencionais de determinados grupos musculares. Esta repetição de movimentos pode levar à ocorrência de lesões, como por exemplo distensões, entorses ou contusões após impacto traumático. 49% refere que as costas são a zona mais afectada, seguindo-se a dor no pescoço e nos ombros.

De acordo com o estudo, aquando destas lesões, apenas 40% consulta o seu médico de família e 22% vai a um especialista. A maioria dos jovens automedica-se e os medicamentos mais utilizados são: medicamentos orais (como por exemplo comprimidos) e geles, para aplicar com massagem.

O Verão e o calor despertam a vontade de praticar exercício físico, quer seja pelo clima favorável ou até pela maior disponibilidade do tempo proporcionado pelos períodos de férias. No entanto, a ocorrência de lesões também aumenta o que leva consequentemente, à dor.

Tiago Carvalhinho, Fisioterapeuta do Hospital São Francisco Xavier, refere que “para uma prática saudável de exercício, cada indivíduo deve ter a consciência das suas capacidades e condição física actual. Para que possa evitar lesões musculares ou articulares deve preparar-se fisicamente para a actividade a que se propõe realizando uma adaptação ao treino de uma forma progressiva e regular. Não deve iniciar a prática desportiva com actividades de grande impacto. Deverá começar por realizar um treino de baixa intensidade e média duração, evoluindo depois para um de maior intensidade. Não devemos querer fazer numa semana o que outros fazem durante meses”.

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