Greve
Entre as 8h e as 24h desta terça-feira, os enfermeiros do IPO do Porto vão fazer greve contra a realização de turnos de 12...

Os enfermeiros do Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto, vão concentrar-se, pelas 10h30 de hoje, à porta do hospital, como sinal de protesto, indica o Expresso, citado pelo portal Notícias ao Minuto. A paralisação vai fazer-se sentir entre as 8h e as 24h.

Chegou a “hora de dizer ‘basta de exploração’ e exigir a admissão de mais enfermeiros”, disse ao Expresso o director do Sindicato dos Enfermeiros, Guadalupe Simões.

Um dos motivos da paralisação é o facto de, no último ano e meio, 1.600 enfermeiros terem deixado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), “não tendo sido substituídos nem estando prevista a sua substituição”.

Como tal, os profissionais no activo vêem-se obrigados a “fazer turnos de 12 horas e, em alguns casos, de 14 horas consecutivas” sem folgas nem direito a pagamentos extra.

“Os enfermeiros estão a trabalhar exaustos, colocando em causa não só o bem-estar dos doentes como a sua saúde, além de prejudicarem a família e filhos”, lamentou o responsável.

 

Despacho n.º 16401/2012, de 26 de Dezembro
Ministério estabelece competências dos técnicos de emergência que actuam no âmbito da emergência médica pré-hospitalar.

O despacho n.º 16401/2012, de 26 de Dezembro, veio clarificar o âmbito das competências dos Técnicos de Ambulância de Emergência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) como Técnicos de Emergência actuando em ambiente pré-hospitalar (designados como técnicos de emergência).

Volvidos perto de dois anos da clarificação do âmbito das competências dos técnicos de emergência e da sua aplicação a uma nova gestão da emergência média no que respeita à actuação dos profissionais, o Ministério da Saúde, através do Despacho n.º 9958, de 1 de Agosto, vem adequar o âmbito do conteúdo funcional e das capacidades daqueles profissionais a esta nova realidade.

Assim, o despacho publicado na passada sexta-feira determina que os actos clínicos de natureza médica no âmbito da emergência médica praticados por Técnicos de Emergência estão dependentes da conclusão, com aproveitamento, de um curso de formação específico e treino adequados, cujos termos e condições constam dos programas de emergência médica, aprovados pelo conselho directivo do INEM, ouvidas a comissão técnico-científica do INEM e as Ordens dos Médicos e Enfermeiros. Neste sentido, os Técnicos de Emergência ficam expressamente impedidos da prática dos referidos actos sem adquirirem a formação adequada, uma vez que só adquirem as competências para a prática dos mesmos com a referida formação.

Os técnicos de emergência são profissionais do INEM que actuam no âmbito da emergência médica, nomeadamente em ambiente pré-hospitalar, e são elementos fundamentais da rede de emergência médica nacional cuja acção pode ser determinante para a sobrevivência de pessoas com doença súbita ou em situação de emergência clínica, nomeadamente vítimas de situações traumáticas, e com um papel nas respostas do INEM já bem estabelecido.

O Despacho n.º 9958, de 1 de Agosto, que produz efeitos à data da sua publicação, vem revogar o Despacho n.º 16401/2012, de 26 de Dezembro.

 

Para saber mais, consulte:

Despacho n.º 9958/2014. DR n.º 147, Série II de 2014-08-01 - PDF - 201 Kb
Ministério da Saúde - Gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde
Estabelece as competências dos Técnicos de Emergência, profissionais do Instituto Nacional de Emergência Médica, que actuam no âmbito da emergência médica pré-hospitalar. Revoga o Despacho n.º 16401/2012, de 26 de Dezembro

INEM - http://www.inem.pt/

 

Lisboa tem oferta acima da média
Relatório do grupo de trabalho sobre cuidados de saúde mental aponta assimetrias regionais nos recursos humanos especializados.

O Alentejo e o Algarve têm graves carências de profissionais de saúde mental. As duas regiões estão abaixo dos rácios ideais em número de psiquiatras, mas também de enfermeiros e técnicos especializados, aponta o relatório do grupo de trabalho sobre cuidados de saúde mental nomeado pelo Governo, que agora foi publicado e divulgado pelo Público Online. Em sentido contrário, a região de Lisboa tem um número de médicos acima da média nacional. Estas assimetrias regionais são o principal traço da caracterização do sector que é feita neste estudo.

Segundo os rácios de psiquiatras, nas regiões do Alentejo e Algarve os números situam-se “em cerca de metade dos desejáveis”, lê-se no relatório do grupo de trabalho. Já as restantes regiões têm valores acima do definido pela Direcção-Geral de Saúde, ultrapassando os 45% das necessidades, no caso de Lisboa e Vale do Tejo. O rácio de psiquiatras na região em torno da capital é de 2,3 por cada 25 mil habitantes, um número acima da média nacional (2).

É o Alentejo quem está em piores condições nesta análise, tendo apenas oito psiquiatras para uma população de 429.541 habitantes. Estes números colocam a região com mais suicídios do país com um rácio de 0,5 clínicos por cada 25 mil habitantes.

O cenário repete-se na Psiquiatria da Infância e da Adolescência, com apenas um médico especialista para uma população de mais de 80 mil pessoas naquela zona do país. O rácio (0,8) fica mais uma vez aquém da média nacional (5 médicos). O quadro do Algarve apresenta resultados um pouco melhores, mas ainda assim claramente abaixo da média. Naquela região, existem apenas 20 psiquiatras para a população adulta (1,3) e 2 para crianças (1,6).

Ao contrário do que acontece com os adultos, no caso da Psiquiatria da Infância e da Adolescência há falta de médicos em todas as regiões do país. A situação é classificada no relatório como “bem mais preocupante”, pois apenas nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte o número de clínicos é ligeiramente superior a metade do desejável.

“Constata-se uma assimetria entre as regiões e, dentro destas, entre serviços, em todos os sectores profissionais considerados”, lê-se nas conclusões do relatório do grupo de trabalho, que identifica também que o rácio de enfermeiros, técnicos de serviço social e terapeutas ocupacionais se encontra abaixo do adequado. No sector da Enfermagem, só nas regiões do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo os números se aproximam do desejável, “sendo particularmente baixos nas regiões do Alentejo e Algarve”, conclui o grupo de trabalho.

O relatório do Grupo de Trabalho para a Avaliação da Situação da Prestação de Cuidados de Saúde Mental e das Necessidades na Área da Saúde Mental - datado de Junho, mas disponibilizado no Portal da Saúde apenas na última sexta-feira - está em discussão pública até ao final do mês.

 

Lei entra em vigor em 2015
Ministério prepara legislação para que os exames para identificar doenças oncológicas passem a ser feitos dentro de prazos...

Lei que deverá entrar em vigor em 2015 abrange também outras situações clínicas que obriguem a uma intervenção rápida. Ministério da Saúde prepara legislação que vai definir tempos adequados para realizar meios complementares de diagnóstico, escreve o Jornal de Notícias Online.

Os exames para identificar doenças oncológicas e outras situações que exijam intervenção rápida vão passar a ser feitos dentro de prazos definidos por lei. O Ministério prepara legislação que entra em vigor em 2015.

As doenças oncológicas são consideradas uma prioridade em termos de diagnóstico. Por essa razão, os exames vão passar a estar sujeitos a tempos máximos de resposta garantidos. A partir do próximo ano, as unidades de saúde serão obrigadas a marcar os exames de diagnóstico dentro do prazo considerado adequado em função da situação clínica do doente.

 

EUA perde liderança
O Brasil destronou os EUA, como líder mundial em número de operações plásticas, com 1,49 milhões de cirurgias estéticas...

A vantagem estatística do Brasil (40 mil mais do que os EUA), segundo os números da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), mostra que o Brasil responde por 12,9% de um total de 11,6 milhões de operações plásticas em todo o mundo, escreve o Diário Digital.

A liderança global explica-se pela melhoria dos rendimentos de parte da sociedade brasileira e pelas facilidades de pagamento oferecidas pelas clínicas (pagamentos a prestações). Por outro lado, o reconhecimento grangeado pelos especialistas locais beneficia, em muito, do prestígio do 'papa' das plásticas, Ivo Pitanguy, actualmente com 86 anos e ainda no activo.

De um total de 19 tipos diferentes de operações plásticas (Brasil é líder mundial em 10), as cirurgias mais populares no Brasil são a lipoaspiração (228 mil), o aumento das mamas por silicone (226 mil) e a elevação dos seios (140 mil). No número de rinoplastias (correcção do nariz), por exemplo, o mercado brasileiro registou um aumento de 76% em 2013.

As mulheres são maioritárias na procura dos serviços (com 88% das operações). Entre as 10 cirurgias em que o Brasil é campeão mundial estão, por exemplo, o rejuvenescimento vaginal, o aumento do rabo e as cirurgias de nariz e das orelhas.

Quem é mais vulnerável?
O consumo de álcool encontra-se, actualmente, bastante generalizado e comporta o risco de sérias con
Álcool e medicamentos

A avaliação destas interacções não é linear e, de facto, para um determinado indivíduo, os efeitos da interacção entre o álcool e os fármacos podem ser impossíveis de prever a partir da literatura, contribuindo para isso a forma como o álcool é consumido, nomeadamente: a natureza variável do consumo, que pode ir da bebida ocasional ao abuso de álcool; o facto de a maior parte dos estudos que investigam estas interacções não reflectirem a forma habitual pela qual o álcool é consumido e as grandes diferenças inter e intra individuais relativas à absorção do álcool.

Também a idade, o sexo e os factores genéticos poderão influenciar o risco de ocorrência de reacções adversas relacionadas com as interacções entre o álcool e os fármacos.

Os idosos estão mais vulneráveis à ocorrência de interacções clinicamente significativas, como resultado da sua polimedicação, das múltiplas patologias, da reduzida resposta homeostática, da redução da função renal e, por vezes, da função hepática e da alteração da resposta farmacodinâmica.

As mulheres têm um risco acrescido de ocorrência destas interacções devido a um metabolismo mais reduzido, ao baixo teor de água corporal total e à maior percentagem de gordura corporal comparativamente ao homem. Um risco acrescido de interacções é também observado nos asiáticos, devido à reduzida actividade quer da aldeído desidrogenase, quer das iso enzimas implicadas no metabolismo de fármacos tais como os anti depressores e os anti psicóticos.

Estão descritos dois tipos de interacções entre o álcool e fármacos: as interacções farmacocinéticas e as interacções farmacodinâmicas, que podem resultar num aumento do efeito do álcool e numa redução ou aumento da eficácia dos fármacos, ou mesmo num aumento dos seus efeitos secundários.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Como reduzir os riscos?
A Síndrome de Morte Súbita do Lactente (SMSL) é o nome dado à morte súbita e inesperada de um bebé,
Morte súbita bebés

Nos países ocidentais constitui uma das causas mais frequentes de morte no primeiro ano de vida. O fenómeno existe também em Portugal mas desconhece-se ainda a sua verdadeira extensão.

Embora não se saiba a causa desta síndrome, em todos os países em que foram modificadas algumas práticas nos cuidados das crianças, registou-se uma queda importante da incidência da Síndrome de Morte Súbita do Lactente. O objectivo deste documento é promover a implementação dessas práticas nas crianças portuguesas.

Como reduzir os riscos?

1.Coloque o bebé de costas para dormir.

O risco de SMSL aumenta se os bebés dormirem de bruços. A investigação mostra que, quando são deitados de costas, os bebés não bolsam nem aspiram mais o vómito do que se estiverem em qualquer outra posição.

2.Não fume durante a gravidez. Nem depois.

O risco de SMSL aumenta se a mãe fumou durante a gravidez e se continua a fumar após o parto. Se o pai também fuma, o risco agrava-se mais. Não deixe ninguém fumar no ambiente que o seu filho respira - quarto, casa, carro ou onde quer que ele permaneça.

3.Destape a cabeça do bebé para dormir.

A roupa da cama não deve cobrir a cabeça do bebé. Não use edredões nem peças de roupa que o possam cobrir (fraldas, gorros). Deite-o com os pés tocando o fundo da cama de forma a que não haja risco de escorregar para debaixo dos lençóis.

4.Não coloque o bebé na cama de adultos (para dormir).

Se fuma, está muito cansado, tomou algo que altera o sono ou ingeriu bebidas alcoólicas recentemente, não ponha o bebé na sua cama para dormir. Nunca adormeça no sofá com o seu bebé.

5.Não aqueça demasiado o bebé

O risco de SMSL pode estar associado ao excessivo aquecimento. Para prevenir isto deve usar o bom senso e adequar a temperatura do quarto, a roupa do bebé e a roupa da cama à estação do ano e ao lugar que habita. A temperatura ideal do quarto deverá estar entre 18-21 ºC.

Vista-o com o mesmo tipo de roupa que está a usar de forma a sentir-se confortável - não quente.

Colocando o dorso da sua mão na nuca ou na barriga do bebé poderá avaliar facilmente se ele está muito aquecido.

Se o bebé tem febre precisa de menos roupa e não de ser agasalhado.

6.O bebé acordado pode estar noutras posições

Quando está acordado pode ser colocado de barriga para baixo para brincar. Isto fortalece os músculos do pescoço e das costas.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Já na Idade Média eram utilizadas como adorno, para afastar o mal
Desde sempre que o Homem sentiu a necessidade de adornar o seu corpo.
Jóias

No antigo Egipto a jóia assumiu um papel diferente. A sua posse simbolizava poder e riqueza. O ouro era abundante mas nem todas as pessoas podiam ou tinham capacidade para ter jóias. O simbolismo de poder e riqueza era tão grande que os Egípcios não só as utilizavam em vida, como eram também enterrados com elas como sinal de prosperidade e para obterem o favor dos deuses.

O conceito de jóia na Mesopotâmia era mais lato. Serviam para adornar tanto humanos como estátuas e eram feitas de metais com pedras, preciosas ou semi-preciosas, mas normalmente sempre muito coloridas.

Na verdade cada civilização deu o seu cunho muito pessoal ao conceito de jóia. Bizantinos e Romanos por exemplo, aliaram a jóia aos símbolos religiosos. As mulheres ricas adornavam-se com várias enquanto os homens preferiam usar um anel.

Hoje em dia as jóias são para todos os gostos e cumprem várias funções. Um adorno estético mais ou menos simples, um símbolo diferenciador ou religioso.

O que é certo é que ao longo dos tempos várias foram as funções das jóias tais como hoje continuam a ser.

Na idade média a sua principal função era religiosa ou como adorno para afastar o mal. Servia para distinguir os governantes dos governados, ou a realeza do povo. Era muito comum ser também um adorno religioso, utilizado pelos membros do clero, que eram nesta altura muito sumptuosos, com excepção das Ordens mais simples que renunciavam à riqueza fazendo votos de pobreza.

É inegável nos dias de hoje que as jóias mantêm o seu poder de símbolo de status e que são feitas com materiais muito distintos. Fazem parte de um negócio pouco atingido pela crise, pelo menos na alta joalharia.

Afinal, quem não gosta de possuir um belo adorno, seja um anel, um colar, uns brincos, relógios, botões de punho, entre muitos outros.

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Estudo revela:
O tratamento do autismo em doentes adultos com recurso a uma dose única de oxitocina - a chamada “hormona do amor” - permite...

Trabalhos anteriores mostraram já que a oxitocina desempenha um papel importante na ligação emocional entre parceiros românticos e entre mães e filhos. Agora, uma investigação desenvolvida na Universidade de Tóquio, no Japão, provou também que esta hormona é capaz de melhorar a actividade neuronal numa área do cérebro associada ao reconhecimento de emoções.

Embora a experiência tenha sido feita em homens autistas em idade adulta considerados “altamente funcionais” - isto é, que conseguem comunicar verbalmente com maior facilidade do que os doentes com autismo severo, os cientistas acreditam que os benefícios da oxitocina podem ser mais amplos.

Hidenori Yamasue, co-autor do estudo publicado no fim de Julho na revista científica Molecular Psychiatry, afirma que esta hormona também é útil para os indivíduos com manifestações de autismo mais graves, já que actua ao nível da interpretação das expressões faciais e não ao nível do diálogo.

“Consequentemente, as pessoas autistas com défices em termos de comunicação não-verbal e interacção com os outros podem beneficiar da administração de oxitocina”, esclarece Yamasue, neuropsiquiatra, em declarações exclusivas ao portal especializado Health Day, citado pelo portal Boas Notícias.

 

Hormona actua com rapidez no cérebro

Para chegar a estas conclusões, os investigadores japoneses trabalharam com 40 homens autistas, cada um dos quais recebeu uma dose de oxitocina sob a forma de 'spray' nasal. Cerca de 90 minutos depois, a equipa de Yamasue analisou o impacto da hormona na actividade do cérebro, em particular na região do córtex pré-frontal.

Segundo o grupo, os sinais emitidos pelo cérebro naquela região aumentaram após o tratamento, pelo que, quando colocados perante um exercício psicológico durante o qual tinham de determinar se uma personagem de um filme era um amigo ou um inimigo, através de pistas verbais e não-verbais, os doentes tratados obtiveram melhores resultados.

Com efeito, a dose de oxitocina traduziu-se numa maior capacidade de interpretar estas pistas com precisão e numa avaliação emocional mais correcta.

Apesar de os efeitos do tratamento com esta hormona poderem ser vistos com relativa rapidez no cérebro, “os investigadores acreditam, geralmente, que os benefícios se mantêm a curto prazo”, alerta Yamasue, acrescentando que, como tal, serão necessários estudos mais aprofundados em relação às suas potenciais aplicações.

 

Investigadora britânica
Uma investigadora britânica desenvolveu uma nova técnica para testar a eficácia de medicamentos cardiovasculares que poderá...

Helen Maddock, uma especialista em farmacologia cardiovascular da Universidade de Coventry, tem vindo a desenvolver, há cerca de 10 anos, uma nova técnica para testar a eficácia de medicamentos cardiovasculares que poderá salvar milhares de vidas, além de evitar os testes em animais e de acelerar a aprovação de novos tratamentos. Segundo o comunicado de imprensa da Universidade de Coventry, Reino Unido, citado pelo portal Boas Notícias, o principal problema dos novos medicamentos contra problemas cardiovasculares e que muitas vezes a sua adversidade só é detectada na fase de testes em humanos, o que causa a morte de muitos doentes.

O novo sistema recorre a um excerto de tecido do coração que é estimulado por impulsos eléctricos de forma a similar a performance dos músculos cardíaco.

As substâncias médicas são, então, adicionadas ao tecido para determinar de tem algum efeito adverso na força de contracção do músculo (e por conseguinte na força do coração). Até agora, este teste era efectuado em animais mas muitas vezes não era conclusivo, falhando na fase de testes clínicos em humanos.

Este sistema cardiovascular simulado fornece o modelo mais realista de sempre dos músculos cardíacos e abre a possibilidade de identificar os eventuais efeitos negativos dos medicamentos de uma força pouco dispendiosa. Ao mesmo tempo, promete salvar a vida de milhares de doentes e acelerar a aprovação de novos medicamentos.

Helen Maddock já formou uma empresa – a InoCardia Ltd – para começar a implementar a nova técnica junto da indústria farmacêutica. A empresa conquistou um financiamento de 315 mil euros da empresa de investimento Mercia Fund Management.

 

Circular Informativa N.º 169/CD/8.1.7.
Foi detectado um blister de Permixon numa embalagem de Tardyferon Fol pelo que a empresa que comercializa os medicamentos está...

A firma Pierre Fabre Médicament Portugal, Lda. está a proceder à recolha voluntária dos seguintes lotes dos medicamentos Tardyferon Fol e Permixon, na sequência de ter sido detectado um blister de Permixon numa embalagem de Tardyferon Fol:

 

Medicamento

Número de registo

Lote

Validade

Tardyferon Fol, embalagem de 20 unidades

4979480

G99066A

05/2016

Permixon, embalagem de 15 unidades

2785988

G06485A

11/2016

 

Assim, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização destes lotes.

Face ao exposto:

- As entidades que possuam estes lotes dos medicamentos em stock não os podem vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

- Os doentes que estejam a utilizar embalagens pertencentes a estes lotes devem examinar cuidadosamente o blister antes de tomar o medicamento: o Permixon apresenta-se em cápsulas de cor verde; o Tardyferon Fol apresenta-se em comprimidos cor-de-rosa. Caso necessário, deverão consultar o médico assistente para que lhes seja prescrita outra embalagem.

 

Circular Informativa N.º 170/CD/8.1.7.
O Infarmed, através da Circular Informativa N.º 170/CD/8.1.7., actualiza a lista de distribuidores por grosso não autorizados.

A lista de distribuidores por grosso não autorizados a operar em Chipre, Hungria, Letónia, Roménia, República Eslovaca e Eslovénia, divulgada na Circular Informativa n.º 125/CD/8.1.7., de 15/05/2014, foi actualizada pela da Agência Italiana do Medicamento (Anexo 1).

Foi também actualizada a lista de distribuidores autorizados (Anexo 2) que adquiriram medicamentos a estes distribuidores não autorizados e os comercializaram para o mercado europeu.

Face ao exposto, as entidades que tenham em sua posse medicamentos adquiridos às entidades listadas nos anexos devem:

- Colocar os medicamentos adquiridos a estes distribuidores temporariamente em quarentena;

- Comunicar a aquisição ao Infarmed mediante envio dos documentos comprovativos de aquisição.

 

Os medicamentos fornecidos por distribuidores não autorizados devem ser considerados como falsificados, não dispondo de qualidade, segurança e eficácia, pelo que não podem ser utilizados.

 

Farmacêutica alerta:
Tomar paracetamol para curar a ressaca pode causar lesões hepáticas fulminantes. Este é o alerta deixado por uma farmacêutica...

Imagine o cenário: bebeu em excesso na noite anterior e acorda com uma dor de cabeça terrível. Qual é a sua primeira reacção? Se respondeu “tomar paracetamol”, precisa de ter cuidado. Ingerir alguns comprimidos do medicamento para curar a ressaca pode causar uma lesão hepática fulminante, segundo a farmacêutica Silvana Maria de Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo.

A precaução é válida mesmo se a dosagem for menor do que a diária recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de até 4.000 mg. Segundo a especialista, o álcool associado ao paracetamol também pode provocar hemorragias no estômago.

Estes são apenas alguns dos riscos que o uso indiscriminado do paracetamol, um dos medicamentos mais populares no mundo no combate à dor e à febre, pode acarretar para a saúde.

A substância pode ser encontrada em comprimidos, em gotas ou ainda como princípio activo de outros medicamentos. O paracetamol é facilmente adquirido nas farmácias, sem prescrição. Apesar de ser considerado um medicamento seguro e eficaz, é preciso que o doente fique atento e respeite a dosagem recomendada - cometer exageros é mais fácil do que se imagina.

Para ultrapassar os 4.000 mg recomendados pela OMS, basta ingerir cerca de seis comprimidos dos “extra fortes” num período de 24 horas, ou ingerir os comprimidos associados a outros medicamentos que também contenham o princípio activo.

“O paracetamol é considerado seguro em doses terapêuticas. É preciso ficar atento, pois este princípio activo também faz parte da composição de uma série de medicamentos, sendo fácil tomar o dobro da dose”, aponta o gastrenterologista Henrique Boruchowski, do Hospital Samaritano de São Paulo.

Segundo Silvana Maria de Almeida, a sobredosagem pode ser fatal. “O uso indiscriminado pode levar a danos hepáticos, anafilaxia [reacção alérgica grave] e outras reacções adversas como prurido, problemas gastrointestinais, náusea, vómito, dor de cabeça, insónia, agitação, atelectasia [colapso pulmonar], Síndrome de Steven-Johnson (com erupção nas mucosas, olhos, nariz, vagina, etc.), necrólise epidérmica tóxica e penumonite”, explica.

A maior preocupação ao usar o medicamento em excesso está ligada aos danos que pode causar ao fígado. Após ser ingerido e processado pelo organismo, uma das sobras desse processo é o composto NAPQI, que é tóxico. Doses altas do medicamento fazem com que o NAPQI se acumule no fígado, atacando as moléculas que formam as membranas das células hepáticas e levando-as à morte. Se não for interrompido, o processo pode levar à falência do fígado e à morte do indivíduo.

 

Ordens profissionais denunciam
Sete Ordens profissionais na área da saúde apelam ao Ministério da Saúde que tome medidas urgentes para pôr cobro à...

As sete Ordens que integram o Conselho Nacional das Ordens Profissionais - CNOP -, são a Ordem dos Biólogos, Ordem dos Enfermeiros, Ordem dos Farmacêuticos, Ordem dos Médicos, Ordem dos Médicos Dentistas, Ordem dos Nutricionistas e Ordem dos Psicólogos. Juntas denunciam a falta de regras na publicitação de actos e serviços de Saúde e alertam para os perigos para a saúde pública, já que se trata de uma área particularmente sensível.

Para as sete Ordens, a saúde não é uma actividade comercial como qualquer outra e não pode ser publicitada como tal. É uma preocupação que se estende a todas as Ordens que integram o CNOP.

O presidente do CNOP e bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas Orlando Monteiro da Silva traça um quadro preocupante “com exemplos, como a publicitação de serviços gratuitos, rastreios e check-ups utilizados para induzir tratamentos desnecessários aos doentes, a publicitação de cartões de pontos de supermercados e gasolineiras com descontos em saúde, garantias vitalícias, concursos e cartões para a compra de tratamentos em sites de compras em grupo, especialidades que não existem e uso abusivo de qualidades médicas, promessas de cura para doenças crónicas, marcas comerciais de dispositivos, rotulagens enganadoras de produtos alimentares, terapias psicológicas sem evidência científica, procriação artificial garantida, “fármacos” milagrosos, só para citar os casos mais comuns.”

O Código da Publicidade foi criado em 1990 e, apesar de várias alterações, continua a não ser objectivo nos limites à publicidade na área da saúde. A realidade actual do sector da saúde é muito diferente do que se passava na década de 90.

As sete Ordens defendem que seja criada uma lei específica para a publicidade na área da saúde que acautele os interesses dos consumidores e respeite a deontologia e as regras éticas a que os profissionais estão submetidos.

Em nome de um interesse comum da sociedade e da sã concorrência, as sete Ordens consideram essencial que a regulação da publicidade em saúde reflicta as matérias de foro ético e deontológico dos estatutos de cada uma das Ordens. Isto porque hoje existem empresas privadas na área da saúde, algumas de grande dimensão, e que não cumprem as regras deontológicas que se aplicam aos profissionais em termos individuais.

As Ordens estão disponíveis para integrar um grupo de trabalho que possa trabalhar com o Governo para a elaboração de legislação específica para a publicidade na saúde.

 

 

Entidade Reguladora da Saúde detecta
A Entidade Reguladora da Saúde detectou as irregularidades numa acção de fiscalização à clínica localizada em Sacavém.

Uma delegação da Clínica de Santo António em Sacavém realiza há 14 anos exames pagos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), apesar de não ser uma unidade convencionada, uma irregularidade detectada pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS), escreve o portal TVI 24.

Após uma denúncia, a ERS realizou uma acção de fiscalização ao estabelecimento da Clínica de Santo António (Clisa), em Sacavém, tendo aferido que esta “presta, naquele estabelecimento, cuidados de saúde a utentes do SNS, actuando por isso na qualidade de entidade convencionada, nomeadamente quanto às valências de radiologia, cardiologia e otorrinolaringologia”.

No entanto, e segundo esclareceu a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a pedido do Regulador, “a entidade Clisa (...) não é detentora de convenção, em qualquer valência, para o estabelecimento” em Sacavém.

Trata-se, segundo a ERS, de uma “utilização indevida de convenção com o SNS, em estabelecimento não convencionado”, pois a Clisa é detentora de convenções com o Estado apenas para o estabelecimento na Reboleira, Amadora, e “apenas nesse estabelecimento poderá prestar cuidados de saúde aos utentes do SNS” na qualidade de convencionada.

A ERS considera ainda, numa deliberação, que este comportamento da Clisa “pode impactar com o respeito da concorrência nas actividades abertas ao mercado sujeitas à sua jurisdição”.

“O universo de entidades convencionadas é dominado por entidades que já se encontram no mercado há muito tempo, sendo reduzido o número de entidades com convenções recentes”, recorda o Regulador, acrescentando: “Quando um prestador convencionado faz uso da sua convenção fora dos estabelecimentos para os quais a detém é adulterado e falseado o jogo concorrencial pré-existente”.

A Clisa existe há 41 anos, na Amadora, tendo em 1999 aberto uma delegação na cidade de Sacavém, em regime de ambulatório, prestando cuidados de saúde nas valências de exames auxiliares de diagnóstico, consultas e tratamentos. A Clínica entende que “a convenção que tem com a ARS é também válida para o estabelecimento de saúde de que é titular e sito em Sacavém”, segundo se pode ler na deliberação da ERS.

A empresa referiu ainda que a prática na clínica em Sacavém “é e sempre foi do conhecimento da respectiva ARS, sem que até este momento tenha sido alvo de qualquer reparo ou chamada de atenção por parte daquela ou de qualquer outra entidade competente”.

Na deliberação da ERS, a que a Lusa teve acesso, lê-se que a ARSLVT vai “monitorizar a facturação apresentada pela Clisa, de forma a apurar onde são efectivamente prestados os cuidados, identificando o local de prescrição e, por amostragem, sinalizar o utente, com vista à sua audição e apuramento do estabelecimento onde recebeu os cuidados de saúde convencionados e facturados”.

A ERS decidiu que “a Clínica de Santo António apenas pode utilizar a convenção por si detida com o SNS para a prestação de cuidados de saúde em instalações convencionadas, bem como não pode autorizar que terceiros utilizem a sua convenção”, dispondo agora de 30 dias para apresentar ao Regulador as diligências adoptadas e a adoptar.

A empresa dispõe de um prazo máximo de 180 dias para “garantir que apenas utiliza a convenção por si detida com o SNS para a prestação de cuidados de saúde nas instalações convencionadas” e “não pode autorizar que terceiros utilizem a sua convenção”.

Saiba tudo
Catarata resulta de uma diminuição da transparência do cristalino, com degradação da sua qualidade ó
Cirurgia ao olho para tratar cataratas

Pode ser considerada como decorrente do envelhecimento (catarata senil – a mais frequente) mas, também pode resultar de um traumatismo ou de doenças e situações com perturbação do equilíbrio metabólico do cristalino surgindo, nestes casos, mais precocemente.

O seu tratamento é cirúrgico, geralmente substituindo-se o cristalino por uma lente intraocular.

O impacto da catarata na qualidade de vida deve ser avaliado através da diminuição da acuidade visual, conjugada com a autonomia funcional da pessoa. Alguns doentes, melhor que outros, podem adaptar-se à deficiência visual sem notar o declínio funcional.

Qualquer zona do cristalino pode perder a transparência e alterar o seu índice refractivo mas, em termos funcionais, são particularmente importantes as cataratas com localização central.

A história dos diversos tipos de catarata é variável e está relacionada com múltiplos factores, além do simples envelhecimento: doenças intercorrentes como a diabetes; traumatismos; situações de natureza ambiental, etc.

O tratamento (cirúrgico) da catarata tem, na generalidade, um prognóstico muito bom e permite recuperar a autonomia e a qualidade de vida.

Epidemiologia

A catarata continua a ser uma das principais causas de cegueira curável no mundo.

Em Portugal, vários estudos permitem estimar que, cerca de 170.000 pessoas, sofrem de catarata, sendo que, 6 em cada 10, com mais de 60 anos, apresentam sinais desta doença.

Factores de Risco

Vários factores de risco têm vindo a ser relacionados com o desenvolvimento da catarata, sendo os mais frequentes: a diabetes, os traumatismos, o tabagismo, história de exposição prolongada aos raios ultravioletas e uso de medicamentos corticosteróides.

Anamnese

História pessoal

Diminuição progressiva da visão, embora utilizando a correcção óptica adequada.

Existência de doenças intercorrentes, utilização de corticosteróides, traumatismos craniofaciais, hábitos tabágicos e actividade profissional, nomeadamente com exposição às radiações UV e luz intensa.

História familiar

História de cataratas e a idade do seu aparecimento, correlacionadas com a existência de doenças familiares e actividades de risco.

Sinais e Sintomas, Avaliação

  • Visão turva com diminuição progressiva da acuidade visual
    A acuidade visual deverá ser avaliada com tabelas de optótipos, em monocularidade, para longe e para perto, sem correcção óptica e com correcção óptica. A melhoria da acuidade visual com a utilização de “buraco estenopeico” faz supor a possibilidade de melhorar a visão através de correcção óptica (óculos ou lentes de contacto).
  • Alguns doentes com catarata podem ainda referir alteração da visão das cores e diplopia monocular (visão dupla de um só olho).

Prevenção

Doentes com diabetes e doentes medicados com corticosteróides, devem ser informados acerca dos riscos acrescidos de aparecimento de cataratas.

A exposição prolongada à radiação ultravioleta tem vindo a ser associada ao aparecimento precoce de catarata. A protecção UV é de recomendar, sobretudo às pessoas que tenham uma actividade prolongada no exterior. Vários estudos demonstram uma ligação entre os hábitos tabágicos e o aparecimento precoce da catarata.

Tratamento

O tratamento da catarata é cirúrgico e deve ser equacionado de acordo com os riscos e a situação do doente.

Actualmente, em grande percentagem dos casos, a cirurgia é feita em regime ambulatório e sem anestesia geral, o que significa um muito curto período de permanência no hospital (menos de 1 dia). A recuperação pós-operatória é também rápida.

Contudo, tratando-se de uma cirurgia, há sempre que equacionar possíveis riscos, embora sejam raros.

A cirurgia consiste na substituição do cristalino (mantendo-se apenas parte da sua cápsula), por uma lente intra-ocular.

Depois da cirurgia, são habitualmente receitados óculos, sobretudo para corrigir a visão de perto (a lente artificial introduzida durante a cirurgia retira qualquer capacidade ainda existente de adaptação da visão para distâncias diferentes. Algumas lentes intra-oculares mais modernas, já prevêem a possibilidade de uma utilização para longe e para perto, mas a sua utilização não é consensual). Óculos para longe também podem vir a ser necessários, mas há geralmente uma melhoria significativa da visão ao longe.

Num segundo tempo, após a cirurgia, pode ser necessário tratamento com Laser de Yag, fundamentalmente para resolver a opacificação secundária da cápsula.

Referenciação

Os doentes com função visual reduzida e degradação da sua autonomia devem ser orientados, atempadamente, para a oftalmologia, de forma a poder ser realizada uma completa avaliação e traçada a orientação terapêutica.

Deve ser dada informação ao doente sobre o processo e o desenvolvimento da catarata, os objectivos do seu tratamento cirúrgico e os benefícios relativos.

O doente deve colaborar no desenvolvimento do plano terapêutico adequado.

Princípios orientadores para indicação cirúrgica de catarata

  • Quando interfere com as actividades quotidianas do doente;
  • Quando interfere com a vigilância ou tratamento de doença visual;
  • Uma visão binocular inferior a 5/10;
  • Uma Acuidade Visual unilateral igual ou inferior a 3/10.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Conheça as diferenças
Mialgia é um termo utilizado para caracterizar dores musculares em qualquer parte do corpo.
Lombalgia Mialgia

A mialgia define-se como uma dor nos músculos dos ombros, pescoço ou qualquer outro. A dor surge devido a tensões nos músculos, por exemplo se exercer um excessivo esforço dos olhos, provocado por exemplo por uma má iluminação, ficará com certeza com mialgia na região dos olhos. Outras causas podem ser por exemplo uma má posição durante o trabalho ou devido ao stress mental.

Enquanto a mialgia pode afectar qualquer músculo, a lombalgia acontece quando uma pessoa tem dor na região lombar. Ou seja, na região mais baixa da coluna perto da bacia. É também conhecida como "lumbago", "dor nas costas", "dor nos rins" ou "dor nos quartos". Algumas vezes, a dor irradia para as pernas com ou sem dormência.

Causas
A lombalgia não é uma doença, mas um tipo de dor que pode ter diferentes causas, algumas delas complexas. À semelhança da mialgia, a lombalgia é frequentemente causada por posturas incorrectas. Isto é, causada por uma má posição quando está sentado, deitado ou até quando se baixa para carregar algum objecto pesado. Outras vezes, a lombalgia pode ser causada por inflamação, infecções, hérnias discais ou artrose (processo degenerativo de uma articulação).

A mialgia pode ser causada por uma grande variedade de factores, mas, mais comummente, está associada ao uso excessivo de um músculo ou grupo de músculos e ferimentos ou traumas como, entorses e luxações. Além de lesões traumáticas, as infecções virais, como a gripe, são algumas das causas mais comuns de mialgia.

Tipos
Há dos tipos de lombalgia: aguda e crónica. A forma aguda é forte e aparece subitamente depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem. A forma crónica geralmente acontece entre os mais velhos. Nestes casos a dor não é tão intensa, porém, é quase permanente.

No caso da mialgia ela pode ser difusa ou localizada. É o mesmo que dizer que pode ocorrer apenas em determinada região do corpo, ou em diversas áreas.

Sintomas
A dor é o principal sintoma em qualquer uma das condições – mialgia e lombalgia. A dor é facilmente identificada e é uma queixa comum na prática clínica.

No entanto, conforme já foi referido, quer a mialgia quer a lombalgia podem ser causadas por outras doenças e estarem associadas a quadros de astenia, fadiga ou fraqueza muscular, que muitas vezes pode ser o sintoma predominante. Também os formigueiros, a dormência nos músculos afectados, o inchaço e vermelhidão podem surgir nas duas situações.

Diagnóstico
Na mialgia, a história clínica e o exame físico correctamente feitos, associados a exames laboratoriais, podem definir a etiologia ou revelar se são necessários outros métodos de diagnóstico.

Nos casos de lombalgia, em mais de 90% dos casos, o diagnóstico e a causa são estabelecidos com a história clínica do doente e o exame físico. Em caso de dúvida, pode ser feita radiografia, densitometria ou ressonância magnética.

Tratamento
O mais importante é tratar a causa da lombalgia Na crise aguda de lombalgia, o exercício está totalmente contra-indicado. Deve-se fazer repouso absoluto. Podem ser administrados medicamentos analgésicos e/ou anti-inflamatórios.

O tratamento cirúrgico, por exemplo quando a lombalgia é causada por uma hérnia discal, está indicado apenas nos 10% dos casos quando a crise não passa entre três a seis semanas. Habitualmente, no adulto, a maioria das lombalgias tem causas e tratamentos simples, já a dor lombar no adolescente é incomum e com causas que devem ser investigadas cuidadosamente pelo especialista.

Também na mialgia o tratamento adequado depende de vários factores, tais como, as causas subjacentes ou a gravidade da dor. Se é causada por factores como, o uso excessivo dos músculos e lesão ou trauma, podem ser aplicadas compressas quentes e frias para proporcionar alívio da dor. A dor muscular pode também ser reduzida pela massagem nos músculos afectados com movimentos suaves.

Os analgésicos e anti-inflamatórios não esteróides ou relaxantes musculares podem também ser usados no tratamento da mialgia.

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Presidente do ICN defende:
Os serviços de saúde em Portugal necessitam de 25 mil enfermeiros, e não colmatar essa carência significa ter uma população...

“Faltam pelo menos 25 mil enfermeiros nos serviços e se se quer defender a saúde da população e investir no futuro do País é imperativo que as unidades de saúde implementem uma Enfermagem baseada na evidência e um planeamento de recursos humanos com base nas necessidades da população”.

Quem o afirma é a Prof. Judith Shamian, Presidente do Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN), que no decurso de um encontro com o Enf. Germano Couto, Bastonário da Ordem dos Enfermeiros (OE), defendeu a importância de recursos humanos adequados para fazer face não só à vertente curativa, mas também à vertente preventiva e de promoção da Saúde – que têm especial impacto sobre a saúde dos indivíduos, famílias e comunidades.

No encontro que manteve esta semana, no Porto, com a Presidente do ICN, o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros explicou que a norma para dotações seguras recentemente desenvolvida pela OE apresenta diversas fórmulas de cálculo e tem forma legal, pelo que deve ser aplicada aos mais diversos contextos de saúde dos sectores público, privado e social, quer seja no continente ou nas ilhas.

A Prof. Judith Shamian revelou-se bastante interessada no modelo desenvolvido pela Ordem dos Enfermeiros e elogiou os esforços que tem empreendido com vista a estabelecer um planeamento de recursos humanos para a Enfermagem em Portugal.

A norma estabelece, por exemplo, que os blocos operatórios só podem funcionar com 3 enfermeiros por sala; que os enfermeiros de família devem ter 1.550 utentes ou 350 famílias; e que, em cada Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) deve existir, pelo menos, 1 enfermeiro por cada 5 mil habitantes, preferencialmente especialistas.

A presença de enfermeiros em lares tem merecido especial atenção por parte da OE devido a uma certa desregulação do sector e a existência de um número considerável de lares ilegais. Assim sendo, o documento define que “para residentes independentes, com dependência ligeira ou moderada, 5 horas por cada 10 residentes”, afirma o Enf. Germano Couto. Para os restantes, devem ser afectas 4 horas de cuidados a cada pessoa.

De acordo com o Enf. Germano Couto, a norma já foi dada a conhecer ao Ministério da Saúde e visa dar uma base legal para que “os enfermeiros gestores possam exigir junto da direcção das unidades de saúde mais recursos para os seus serviços”.

Dos contactos que manteve com os profissionais portugueses, a Prof. Judith Shamian refere que “os enfermeiros não têm horas suficientes para fornecer os cuidados necessários”.

Com base na investigação científica, “isso vai ter um impacto negativo sobre a saúde da população em Portugal. Recorde-se que a evidência internacional demonstra uma relação directa entre o número adequado de enfermeiros, melhores cuidados e menores níveis de doença e mortalidade”.

Essa ideia é igualmente salientada pelo Enf. Germano Couto. “Ainda recentemente o conceituado Karolinska Institut (2014), conclui - de acordo com um estudo internacional que envolveu nove países europeus, 500 mil doentes cirúrgicos e mais de 26 mil enfermeiros - que o aumento de um doente na carga de trabalho dos enfermeiros, além do considerado adequado, aumenta em 7% a probabilidade de um doente hospitalizado morrer no prazo de 30 dias a contar da admissão. E os profissionais de saúde existem para salvar vidas e cuidar de pessoas, não para as ver morrer”.

A Prof. Judith Shamian acredita que Ordem dos Enfermeiros “tem feito um trabalho pioneiro a defender a qualidade dos cuidados e a segurança dos cidadãos – o que deve ser devidamente valorizado pelos decisores políticos”.

A representante máxima da Enfermagem a nível mundial incentivou a Ordem “a continuar a trabalhar com outros grupos de enfermeiros, governos e profissionais de saúde, a fim de se certificar que as pessoas em Portugal recebem os cuidados de Enfermagem que merecem”.

 

Instituto Português do Mar e da Atmosfera alerta
Quase todas as regiões do país apresentam hoje risco muito alto de exposição à radiação ultravioleta, informou o Instituto...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), todas as regiões do país, com excepção de Santa Cruz das Flores (alto) e Ponta Delgada (moderado) apresentam esta segunda-feira risco muito alto de exposição à radiação UV, escreve o jornal de Notícias

Para as regiões com níveis elevados, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol e protector solar e aconselha a população a evitar a exposição das crianças ao Sol.

De acordo com o IPMA, a radiação ultravioleta pode causar graves prejuízos para a saúde se o nível exceder os limites de segurança.

O índice desta radiação apresenta cinco níveis, entre o baixo e o extremo, sendo o máximo o 11.

O IPMA prevê para esta segunda-feira, no continente, céu pouco nublado ou limpo, vento em geral fraco de noroeste, soprando moderado no litoral oeste, em especial durante a tarde e a sul do Cabo Mondego, e nas terras altas a partir do final da tarde.

Está também prevista neblina ou nevoeiro matinal nas regiões norte e centro.

Pequena descida da temperatura mínima, em especial no litoral das regiões norte e centro e subida da máxima.

Na Madeira, prevê-se períodos de céu muito nublado, apresentando-se em geral pouco nublado nas vertentes sul, aguaceiros fracos nas vertentes norte e vento fraco a moderado de nordeste, tornando-se moderado a forte nas terras altas a partir do início da noite.

Para os Açores, a previsão aponta para períodos de céu muito nublado com boas abertas, aguaceiros fracos e vento sudoeste.

Quanto às temperaturas, em Lisboa, Vila Real, Viseu, Santa Cruz das Flores e Ponta Delgada prevê-se uma máxima de 25 graus célsius, no Porto e na Guarda 22, em Beja 32, Évora, 31, Castelo Branco 30, Bragança 28, Faro 29 e Angra do Heroísmo e Funchal 26.

 

Relatório anual sobre o acesso a cuidados de saúde
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As filas de espera são uma das grandes ‘dores de cabeça’ dos utentes que se deslocam aos hospitais. Mas o país não parece estar a ir num bom caminho.

De acordo com o Jornal de Notícias, houve no ano passado pouco mais de seis milhões de consultas nas urgências. Contudo, quase três milhões (42%) foram consideradas desnecessárias, por ter sido atribuído ao utente pulseira azul, verde ou branca.

Estas falsas urgências justificam-se, em grande parte, pelo difícil acesso dos portugueses a consultas nos centros de saúde, como revela o relatório anual sobre o acesso a cuidados de saúde.

 

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