Prof. Paulo Paixão ao Jornal Médico
80% da população portuguesa já teve contacto com o vírus citomegálico humano (CMV).
Citomegalovirus

O que é o CMV?

Paulo Paixão (PP)– O vírus citomegálico humano, é um vírus muito comum em todas as populações, sobretudo, em Portugal. Somos dos países da Europa com maior sero prevalência.

Cerca de 80% da população portuguesa adulta já teve contacto com este vírus, que normalmente não tem qualquer consequência clínica, porém, em determinadas populações, nomeadamente nas grávidas e nos imunodeprimidos, pode trazer problemas.

Qual a incidência do CMV em Portugal?

PP – A incidência serológica é cerca de 80%. Em termos problemáticos, por exemplo a infeção congénita, é de cerca de 1%, um valor bastante elevado. Se estamos a falar de uma taxa de natalidade de cerca de 80%, 1% ronda as mil crianças.

Porém, nem todos os bebés irão desenvolver patologias por via da presença do CMV. Estima-se que dessas mil crianças, 100 a 200 venham a ter problemas graves, que podem incluir a morte à nascença, atraso mental ou surdez.

Devia haver um rastreio?

PP - Na minha opinião sim. É um assunto complicado, que tem sido discutido por todo o mundo, pois não há país nenhum que faça um rastreio pré-natal sistemático.

A principal razão prende-se com o facto de não termos um tratamento eficaz para tratar a grávida, logo muitos obstetras, não todos, defendem que assim sendo é preferível não actuar.

Esta atitude é compreensível por um lado, mas incorreta por outro.

Na minha opinião, deveria ser feito um rastreio pré-natal do CMV da seguinte forma: quando uma mulher tem a intenção de engravidar e vai à sua consulta pré-concecional, deve solicitar ao médico a adição da análise ao CMV às análises de rotina. No final da gravidez deverá de a repetir.

Se constatarmos que a grávida teve um resultado negativo no início da gravidez e aparece um resultado positivo no final, então podemos concluir que esteve em contacto com o vírus e que foi infetada durante o período de gestação. Logo, existe cerca de 30% de probabilidade de o vírus ter sido transmitido ao bebé.

Esta informação não é importante para o obstetra, mas sim para o pediatra. O pediatra deve ser informado que existe risco do bebé ter sido infetado, pois mesmo que o bebé não demonstre ter patologias clínicas à nascença, poderá ter sequelas tardias.

O bebé pode nascer sem problemas aparentes, mas a surdez e o atraso mental podem-se desenvolver de forma progressiva ao longo dos anos. Se a presença do vírus for detetada ao nascimento, mesmo que o bebé esteja clinicamente bem, ele terá de ser seguido até à idade escolar. Se for detectado algum problema por exemplo, auditivo na criança, é possível actuar-se precocemente, retardando a evolução de uma surdez.

É um erro não se rastrear por falta de um tratamento durante a gravidez.

O rastreio seria feito em consulta de obstetrícia?

PP- Essa é uma hipótese, mas também pode ser feito um rastreio neonatal, isto é, a todos os recém-nascidos.

Contudo, este é também discutível, porque ao que se diz é caro e complicado do ponto de vista técnico.

Uma equipa de que faço parte publicou vários artigos que demonstraram haver uma metodologia extremamente económica e fácil de executar e que permite fazer convenientemente esse rastreio.

O que está a atrapalhar esta decisão?

PP - Estão a ser feitos estudos a medicamentos que irão permitir tratar a grávida e estamos há uma série de anos a aguardar novidades nesta área.

No dia em que houver um medicamento eficaz serão feitas serologias a todas as grávidas. Porém, ainda não chegaram a conclusões definitivas e a situação arrasta-se.

 Enquanto isso não acontece, as alternativas indicadas anteriormente são viáveis, qualquer laboratório pode fazê-las e não são análises com um custo demasiado elevado.

 

Entrevista efectuada pelo Jornal Médico, Just News.

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Estudo PROTEC
A Biogen Idec acaba de lançar o estudo PROTEC, um estudo internacional multicêntrico, aberto, de fase 4 para avaliação do...

O PROTEC terá a duração de 12 meses e pretende avaliar a eficácia do fumarato de dimetilo no tratamento da EM e nos resultados de qualidade de vida reportados pelos doentes.

Adicionalmente, pretende-se avaliar resultados relacionados com a economia da saúde e caracterizar a adesão dos doentes. O estudo vai envolver doentes com EMSR com indicação terapêutica aprovada para fumarato de dimetilo, em centros do Canadá e União Europeia, incluindo Portugal.

Uma vez que ainda não existe experiência com o TECFIDERA em Portugal por aguardar ainda a avaliação económica por parte do INFARMED, foi organizada uma reunião de investigadores que contou com a presença de vários palestrantes internacionais, incluindo o neurologista do St. Michael's Hospital, de Toronto, Canadá, Daniel Selchen, especialista em Esclerose Múltipla.

Nesta reunião, Daniel Selchen salientou que “o estudo PROTEC irá oferecer aos clínicos e doentes portugueses a oportunidade de utilizar este novo medicamento e reunir dados de segurança, tolerabilidade e eficácia num cenário de clínica real”.

Vasco Salgado, Director do Serviço de neurologia do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) defende que “o estudo PROTEC irá possibilitar o início mais precoce da terapêutica, com um novo fármaco com perfil de segurança favorável e de administração oral em doentes com EMSR. Portugal tem todo o interesse em manter a sua participação em estudos multicêntricos, que permitem a sua visibilidade na comunidade científica internacional, bem como o acesso a medicamentos inovadores.

Ébola
O Estado cubano estabeleceu um plano de vigilância como parte das medidas preventivas e de controlo de possíveis casos de Ébola...

As autoridades sanitárias cubanas mantêm actualmente um controlo diário dos seus colaboradores que se encontram em missões médicas em países africanos, segundo explicou a directora do Departamento de Controlo Internacional do Ministério de Saúde Pública, Niurka Molina Ávila.

Por outro lado, acrescentou, foram aplicadas várias medidas de vigilância epidemiológica nas fronteiras que visam detectar visitantes suspeitos de padecer de Ébola.

“Aumentamos a vigilância em portos, aeroportos e marinas como parte do reforço das medidas preventivas”, disse.

Desde que foi detectado em Março, o surto de Ébola já terá provocado mais de 887 mortes entre os 1.603 casos confirmados na Libéria, Guiné Conacri, Serra Leoa e Nigéria, referem os últimos números da Organização Mundial de Saúde.

Ébola
Um grupo de 66 passageiros norte-americanos de um voo proveniente da Serra Leoa, onde existe um surto de ébola, fizeram ontem...

Num comunicado enviado à agência Lusa, a Aeroportos de Portugal (ANA) refere que o voo JF 5003, da Jet Asia Airways, aterrou pelas 20:00 na pista lisboeta, com 66 passageiros norte-americanos a bordo, vindos da Serra Leoa, país em estado de emergência desde há uma semana devido a um surto de febre hemorrágica causado pelo vírus Ébola.

Fonte da ANA explicou à Lusa que os passageiros foram rastreados na origem e em Lisboa, por técnicos da Direcção-Geral de Saúde, e não revelaram sintomas da doença, pelo que pernoitam na capital portuguesa e seguem hoje de manhã para os Estados Unidos da América em vários voos de companhias regulares.

“A direcção do aeroporto de Lisboa informa que o Instituto Nacional de Aviação Civil, após consulta à Direcção-Geral de Saúde (DGS), autorizou o voo humanitário”, lê-se no texto do comunicado enviado à Lusa, que esclarece que não se tratou de uma “evacuação de doentes, mas apenas de transporte de pessoas assintomáticas (sem sinais de infecção)”.

Os responsáveis portugueses adiantaram ainda que todos os passageiros “foram rastreados à partida e antes do desembarque da aeronave”, numa operação “controlada por uma equipa médica e de enfermagem” e “um técnico de segurança, sob orientação e coordenação da DGS”.

O mais recente surto de febre hemorrágica provocado pelo vírus Ébola provocou, desde o início deste ano, 887 mortes, anunciou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em 2013
O distrito de Lisboa foi o que apresentou mais vítimas mortais, resultantes de acidentes rodoviários, nos 30 dias após o...

No ano passado, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que apresentou ontem o Relatório de Sinistralidade Rodoviária 2013 - Vítimas a 30 dias, indicou que o maior número de mortos nos 18 distritos de Portugal se registou em Lisboa.

Os acidentes rodoviários no distrito de Lisboa provocaram 89 mortos, mais quatro do que em 2012.

O segundo distrito com mais vítimas mortais em 2013 foi o do Porto, com 80 mortes, registo inferior ao registado em 2012, que se fixou em 96.

Os distritos de Braga e Aveiro apresentaram um registo idêntico no ano passado - 52 vítimas mortais -, enquanto 46 mortos ocorreram nas áreas distritais de Setúbal e 44 em Santarém.

De entre todos dos distritos, o de Bragança foi o que registou o menor número de mortos resultantes de acidentes rodoviários, com oito mortos, menos três do que em 2012.

Nos distritos de Beja (33 mortos em 2013, 30 em 2012), Castelo Branco (24, em 2013/20, em 2012) e Portalegre (21/11), aumentou o número de vítimas mortais a 30 dias, em consequência de acidentes nas estradas portuguesas.

Janeiro (71 vítimas mortais), Outubro (69) e Dezembro (62) foram os meses com mais acidentes com mortos em 2013.

Dezembro foi o mês com mais vítimas resultantes de acidentes rodoviários, com um registo de 3.808, superior ao número de 2012 - 3.420.

Na sinistralidade, segundo a localização, a maioria de vítimas mortais a 30 dias, acidentes com vítimas e feridos graves no ano passado resultaram de acidentes rodoviários dentro das localidades.

Os dados definitivos da ANSR referem que 76 por cento dos acidentes aconteceram com vítimas, 55% com vítimas mortais e 64% com feridos graves.

No ano passado, o registo de mortos a 30 dias em consequência de acidentes rodoviários ocorridos fixou-se em 637, menos 81 comparativamente com o ano anterior, a que corresponde um decréscimo de 11,3 por cento.

Os dados definitivos revelam a ocorrência de 30.339 acidentes com vítimas, mais do que no ano anterior, com 29.867.

No ano passado, a sinistralidade rodoviária provocou 36.807 feridos.

Estudo
Cientistas britânicos e australianos apresentaram evidências estatísticas que, a seu ver, sustentam que a infecção pelo vírus...

A equipa concluiu que doentes infectados com o VIH eram matematicamente menos propensos para desenvolver a esclerose múltipla do que a população em geral.

O estudo, baseado em dados hospitalares do Reino Unido, contabilizou os casos de esclerose múltipla entre 21.207 seropositivos, durante sete anos, de 1999 a 2011, e os de 5,3 milhões de pessoas hospitalizadas por outros motivos.

De acordo com a investigação, publicada na revista The Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry, os seropositivos tiveram entre 62% e 85% menos riscos de sofrer esclerose múltipla, face à população em geral.

Apesar das conclusões, a equipa liderada pelo investigador e médico Julian Gold, especialista no diagnóstico e tratamento da SIDA, reconhece fragilidades no estudo, uma vez que desconhece, por exemplo, se os seropositivos tomaram antirretrovirais para atacar o VIH.

Os cientistas especulam que os casos de esclerose múltipla possam ter diminuído nos seropositivos, porque o sistema imunitário voltou a estar sob controlo, muito embora novos estudos sejam necessários para se perceber se os benefícios inesperados se devem ao vírus ou à medicação para o combater.

No estudo, no grupo das pessoas infectadas com o VIH, apenas sete pessoas desenvolveram esclerose múltipla, longe das 18 que seriam esperadas.

Em 2011, médicos reportaram o caso de um australiano, de 26 anos, que foi diagnosticado com esclerose múltipla, vários meses depois de lhe ter sido confirmado que era seropositivo.

Os sintomas da esclerose múltipla desapareceram depois de o doente ter começado a tomar medicamentos contra o VIH, e o quadro manteve-se inalterado nos 12 anos seguintes, em que o seu estado de saúde foi monitorizado.

Uma investigação conduzida na Dinamarca tentou perceber se os antirretrovirais podiam tratar ou atrasar a progressão da esclerose múltipla, mas a amostra foi demasiado pequena para retirar uma conclusão sólida.

A esclerose múltipla é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa que afecta o sistema nervoso central, apresentando como sintomas entorpecimento, fraqueza muscular, espasmos, cãibras, náuseas, depressão e perda de memória.

Segundo o portal da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, estima-se que a patologia afecte cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo e mais de 5.000 em Portugal.

Julian Gold, professor honorário na universidade Queen Mary, em Londres, lidera um projecto-piloto em que 25 doentes com esclerose múltipla, no Reino Unido, estão a tomar o antirretroviral raltegravir para ver se o medicamento afecta lesões cerebrais.

Montijo ganha
A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) assina hoje um contrato que visa instalar mais 30 camas nos...

Segundo um comunicado divulgado ontem pela entidade regional, o contrato eleva para 1.662 o número total de camas de prestação do nível intermédio de cuidados de saúde da região.

A Unidade de Cuidados Continuados Integrados foi financiada ao abrigo do Programa Modelar num investimento público que ascende a 750.000 euros.

A cerimónia de assinatura do contrato-programa vai decorrer pelas 15:00 na sede da ARSLVT, em Lisboa.

Na assinatura do contrato vão estar presentes o vice-presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, e a directora do Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal, Ana Clara Silva.

Actualmente, a região de Lisboa e Vale do Tejo conta com 77 camas nos cuidados paliativos, 157 camas de convalescença, 518 camas para cuidados de média duração e reabilitação e 910 camas para recuperações de longa duração e manutenção, divulgou a ARSLVT.

Em Julho foram assinados contratos-programa que visam a abertura de 108 camas de média duração e reabilitação e longa duração e manutenção.

Até ao final do ano, a ARSLVT pretende abrir mais 270 camas na região.

Hospital de Gaia/Espinho
O Tribunal de Contas concedeu ontem o visto à empreitada das obras de construção do novo edifício do Centro Hospitalar de Gaia...

“O Tribunal de Contas concedeu, ontem, visto ao contrato de empreitada, celebrado entre o Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, E.P.E e o Consórcio Edinorte – Anorte”, revelou ontem a administração do hospital que a 23 de Julho viu aprovada a candidatura a fundos comunitários para a construção de um novo edifício.

Perante o visto do tribunal, o hospital garante que as obras, comparticipadas pelo Programa Operacional da Região Norte (ON2), no valor de sete milhões de euros, atribuídos pela CCDR-N, começam “já durante o mês de Agosto”

Em comunicado, a administração do centro hospitalar explica que o projecto de reabilitação daquela unidade “está dividido em três fases, perfeitamente autonomizáveis, e concebidas de modo a não condicionarem o (seu) normal funcionamento”.

A primeira fase “permitirá a construção de um novo edifício que através do seu sistema de circulação (acessos verticais, horizontais e passadiços/túneis) ligará os edifícios circundantes, já existentes, correspondendo às legítimas expectativas dos doentes e profissionais do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, E.P.E”, explica o documento.

Para a administração “esta obra permitirá um maior conforto e segurança dos doentes, com ganhos de eficiência do ponto de vista organizacional”.

O valor global do projecto de reabilitação está orçado em cerca de 37 milhões de euros, sendo a fase inicial de 12,8 milhões de euros.

No final de Julho, o presidente da Câmara de Gaia explicou à Lusa que “em Março de 2014 o conselho de administração do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho apresentou uma candidatura ao ‘overbooking’ do Quadro Comunitário de Apoio (ON2) para obras de manutenção e construção de um novo edifício de ligação entre o pavilhão central e o ambulatório”.

Eduardo Vítor Rodrigues lembrou então ser a favor da construção de um novo hospital pelo que espera que esta seja a “primeira fase de um processo modular”.

No mesmo dia, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho declarou ser "essencial e determinante” a obra daquela unidade.

Sobre notícias de um anterior chumbo do TdC ao projeto Silvério Cordeiro assinalou: “Verdadeiramente não há um chumbo do Tribunal de Contas relativamente à decisão proferida em janeiro, respeitante ao contrato do projecto de execução, na medida em que essa decisão foi objeto de recurso”.

British Airways
A British Airways anunciou ontem a suspensão até 31 de Agosto dos voos de e para a Libéria e Serra Leoa, dois dos quatro países...

A companhia aérea britânica assegurava, até ao momento, quatro voos semanais para Monrovia, na Libéria, após uma escala em Freetown, na Serra Leoa.

“Suspendemos temporariamente os nossos voos de e para a Libéria e Serra Leoa até 31 de Agosto, devido à deterioração da situação sanitária naqueles dois países. A segurança dos nossos passageiros, das nossas tripulações e do nosso pessoal de solo é a nossa principal prioridade”, indicou um porta-voz da British Airways, citado pela agência francesa AFP.

A Libéria e a Serra Leoa são dois dos quatro países da África Ocidental, a par da Guiné-Conacri e da Nigéria, que enfrentam uma grave epidemia do vírus Ébola, responsável por 887 mortes em 1.603 casos de infeção identificados desde Março, segundo o último balanço divulgado na segunda-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Face ao agravamento da situação, as medidas de prevenção têm vindo a multiplicar-se em África e no resto do mundo, nomeadamente para tentar evitar a propagação do vírus em viagens aéreas.

As companhias pan-africanas Arik e ASKY suspenderam os respectivos voos de e para a Libéria e Serra Leoa, depois da morte de um passageiro liberiano em finais de Julho em Lagos, na Nigéria.

Na sexta-feira passada, a companhia aérea Emirates, com sede no Dubai, anunciou a suspensão “até nova ordem” de todos os voos para a Guiné-Conacri.

Diferentes soluções
Os problemas de pele podem, por vezes, afectar a autoestima das mulheres.
Maquilhagem e problemas de pele

Manchas de pigmentação
A exposição solar é um dos principais factores de envelhecimento precoce e cutâneo. É frequente, em muitas mulheres, a partir dos 30 anos surgirem na pele algumas irregularidades de pigmentação.

Para prevenir o aparecimento de manchas ou o agravamento destas, é necessário certos cuidados diários com a pele. A exposição solar é o principal factor do aparecimento de manchas, por isso é fundamental a utilização de protector solar UVA e UVB com um índice elevado, em casos de exposição prolongada. A aplicação diária de um cuidado anti manchas também se torna fundamental, ajudando a despigmentar a zona manchada assim como prevenindo o aparecimento de novas manchas.

Existem no mercado alguns produtos de maquilhagem que conseguem excelentes resultados na camuflagem das manchas. Na escolha dos produtos há que ter em consideração a dimensão da mancha e se é muito ou pouco escura. Em manchas ligeiras, uma boa base na tonalidade certa da pele e com boa cobertura irá fazer o trabalho por si só. Em manchas mais escurecidas já vai sentir a necessidade de recorrer a um corrector com um bom poder de cobertura.

Acne tardio
A acne não é exclusivo da adolescência e afecta muitas mulheres em fase adulta, mesmo que durante o período da adolescência não tenham sofrido deste mal. Enquanto que na adolescência a acne está intimamente ligada com um descontrole hormonal, em fase adulta pode surgir por inúmeras causas.

Alguns cuidados diários com a pele e a escolha correcta nos produtos a aplicar, fazem toda a diferença na resolução do problema e no melhoramento da pele a todos os níveis. Há que limpar a pele, de manhã e à noite, com um produto de limpeza suave e sem sabão, hidratar a pele, durante o dia, com um hidratante reparador e à noite utilizar um creme de cuidado de tratamento e contra imperfeições. Desmaquilhar a pele devidamente e limpá-la à noite é um processo importante, não só para haver uma melhor performance por parte do hidratante como para não acumular sujidade. É igualmente importante a utilização de maquilhagem sem óleo, apropriada para peles com acne, tal como o uso de produtos de rosto com esse princípio.

É importante que quem sofre de acne tardio use maquilhagem sem óleo, pois vai ajudar no controle da oleosidade sem prejudicar a pele nem provocar o aparecimento de mais borbulhas. Também nestes casos uma base com boa cobertura irá ajudar a esconder imperfeições. Pode optar-se por aplicar antes da base um primer que tenha como princípio deixar a pele mate, ajudando a conter o excesso de brilho. De seguida deve aplicar-se sempre a base e um pó compacto em todo o rosto para ajudar na durabilidade, sendo usado também para retocar ao longo do dia, de modo a matificar a pele e tirar excessos de brilho.

Pele reactiva
A pele reactiva é naturalmente vulnerável às agressões exteriores, apresentando secura cutânea, rosácea e vermelhidão. Este cenário é mais frequente nas mulheres com pele fina, clara e seca e que apresentem sinais de ansiedade e de stress. São vários os factores que podem despoletar a hipersensibilidade da pele desidratando-a rapidamente. As variações de temperatura e a poluição são alguns factores ambientais que provocam a sensação de picada e vermelhidão. A intolerância a alguns ingredientes e componentes dos produtos, são outros factores que também despoletam certo este tipo de reacções cutâneas. É importante um teste prévio aos produtos para não se correr risco na hora da aplicação total. A escolha de produtos adequados para peles sensíveis também é muito importante. Muitas das pessoas com este tipo de pele optam por produtos farmacêuticos, ou então por produtos naturais, pelo facto de estes últimos não conterem componentes químicos.

Poros dilatados
Por norma as pessoas que sofrem deste mal têm pele mista a oleosa. Isto acontece devido ao aumento das glândulas sebáceas e da secreção de sebo, que atinge o seu pico mais elevado nas alturas de maior calor. A única forma de combater este problema passa por uma higiene diária adequada para este tipo de pele. Poderá não fazer desaparecer o problema, mas vai minimizá-lo bastante. Este processo de limpeza adequada, passa pela utilização de um gel de limpeza diária, aplicação do tónico e por fim um hidratante adequado. Desta forma torna-se possível o controle da oleosidade da pele e consequentemente a prevenção do aparecimento de borbulhas.

A utilização de um primer antes da base vai alisar a pele, ajudando a disfarçar as irregularidades provocadas pelos poros dilatados.

Rosácea
A rosácea é uma doença crónica e frequente da pele, que afecta sobretudo a face e que se caracteriza inicialmente por vermelhidão e posteriormente por vermelhidão persistente. Em geral, a rosácea tem um longo período de evolução. Inicialmente, pode manifestar-se como uma tendência a corar com facilidade. Na rosácea ligeira ou moderada existem tratamentos de aplicação directa sobre a pele (tratamento por via tópica), enquanto que nas formas intensas, por vezes, é indispensável um tratamento sistémico que consiste em formas orais/comprimidos.

A rosácea pode ser disfarçada com a aplicação de uma simples base. Para melhores resultados, misturar ou aplicar um corrector verde directamente, antes da base. O verde vai anular os tons vermelhos, sendo um produto bastante eficaz para cobrir as zonas afectadas.

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Inflamação das gengivas
As gengivas inflamadas doem, incham e sangram facilmente.
Gengivite

Uma higiene dentária adequada permite conservar as gengivas sãs. A falta de higiene leva à acumulação de bactérias (placa bacteriana) e finalmente à formação de tártaro.

Causas e sintomas
Quase sempre a gengivite é consequência da escovagem incorrecta, que permite que a placa bacteriana permaneça sobre a linha gengival dos dentes. A placa bacteriana é uma película mole e viscosa formada principalmente por bactérias. Acumula-se, de preferência, nas obturações defeituosas e à volta dos dentes próximos das dentaduras postiças pouco limpas, das pontes e dos aparelhos ortodônticos. A placa bacteriana solidifica em tártaro quando permanece mais de 72 horas nos dentes e não se consegue retirá-la integralmente com a escova nem com o fio dentário. Embora a causa principal da gengivite seja a placa bacteriana, outros factores podem agravar a inflamação, especialmente a gravidez, a puberdade e os medicamentos contraceptivos.

Alguns fármacos podem causar um crescimento das gengivas, o que torna difícil retirar a placa bacteriana e, muitas vezes, produz gengivite. Por exemplo, a fenitoína (utilizada para controlar as convulsões), a ciclosporina (que é tomada pelas pessoas submetidas ao transplante de órgãos) e os bloqueadores dos canais de cálcio, como a nifedipina (que se administram para controlar a pressão arterial e as alterações da frequência cardíaca). Os medicamentos ou as injecções anticoncepcionais também podem agravar a gengivite.

Na gengivite simples, o aspecto das gengivas é mais vermelho que rosado. Incham e movem-se em vez de estarem firmemente adaptadas aos dentes. As gengivas, muitas vezes, sangram quando se escovam os dentes ou ao comer. Se a gengivite for grave, a almofada pode aparecer manchada de sangue pela manhã, particularmente quando a pessoa respira pela boca.

Em algumas ocasiões, a deficiência de vitaminas pode causar gengivite. A carência de vitamina C (escorbuto) pode produzir inflamação e sangramento das gengivas. A carência de niacina (pelagra) também causa hemorragia nas gengivas e predisposição para certas infecções orais.

A estomatite herpética aguda é uma infecção viral dolorosa das gengivas e de outras partes da boca. As gengivas infectadas apresentam uma cor avermelhada brilhante e a infecção provoca o aparecimento de numerosas feridas pequenas, brancas ou amarelas, dentro da boca.

A gengivite da gravidez, devida principalmente a alterações hormonais que se produzem durante a gravidez, é um agravamento de uma gengivite ligeira. Pode contribuir para o problema o descuido com a higiene oral da grávida, que é frequente por causa das náuseas que a afectam de manhã. Durante a gravidez, uma irritação menor, frequentemente uma concentração de tártaro, pode produzir uma tumefacção como consequência do crescimento de tecido gengival, o chamado tumor de gravidez. O tecido inchado sangra facilmente se existir uma ferida e pode interferir na ingestão de alimentos.

A gengivite descamativa é um processo pouco conhecido e doloroso que afecta, com frequência, as mulheres na pós-menopausa. Nesta doença, as camadas externas das gengivas separam-se do tecido subjacente, deixando a descoberto as terminações nervosas. As gengivas tornam-se tão frágeis que essas camadas se podem desprender ao esfregá-las com um algodão ou com o estímulo de ar de uma seringa odontológica.

A gengivite da leucemia é a primeira manifestação da doença em quase 25 % das crianças afectadas de leucemia. Uma infiltração de células de leucemia dentro das gengivas causa a gengivite, que piora por causa da incapacidade do sistema imunológico para combater a infecção. As gengivas tornam-se vermelhas e sangram com facilidade. Muitas vezes, a hemorragia persiste durante vários minutos, dado que o sangue não coagula com normalidade nos afectados por leucemia.

Prevenção e tratamento
A gengivite simples pode ser evitada com uma boa higiene oral, com a escovagem diária e com o fio dentário. Pode utilizar-se um dentífrico que contenha pirofosfato para os casos em que se forme muito tártaro. Depois de se formar o tártaro, só um profissional o pode retirar (profilaxia). Uma limpeza profissional mais frequente pode ser necessária nos casos de pessoas com higiene oral escassa ou com estados de saúde propensos à gengivite ou que tenham tendência para formar placa bacteriana. Dependendo da rapidez com que se forma o tártaro, assim a limpeza profissional pode ser necessária todos os três meses ou todos os anos. Depois de eliminar o tártaro e a placa bacteriana, as gengivas sararão rapidamente devido à sua excelente irrigação, desde que a escovagem dos dentes seja cuidadosa.

Devem tratar-se ou controlar-se os processos de algumas doenças que possam causar ou piorar a gengivite. Se uma pessoa necessitar de tomar um medicamento que provoque um sobre crescimento do tecido gengival, este excesso de tecido pode ter de ser retirado cirurgicamente. No entanto, com uma higiene oral meticulosa efectuada em casa e uma profilaxia frequente pode diminuir-se o desenvolvimento da excrescência e evitar a cirurgia.

A carência de vitamina C e de niacina pode ser tratada através de complexos vitamínicos e de uma dieta adequada.

A estomatite herpética aguda costuma melhorar em duas semanas, sem qualquer tratamento. A limpeza intensiva não ajuda, pelo que os dentes se devem escovar suavemente enquanto a infecção for dolorosa. O estomatologista pode recomendar um bochecho com um colutório anestésico para aliviar as queixas experimentadas ao comer ou ao beber.

O descuido com a higiene oral na grávida é frequente devido às náuseas que a afectam. Por isso, o estomatologista pode sugerir outras formas de limpar dentes e gengivas. Uma mulher pode sofrer do chamado tumor da gravidez e submeter-se a uma intervenção para o extrair; contudo, estes tumores tendem a reproduzir-se até que termine a gravidez.

Se a gengivite descamativa se desenvolve durante a menopausa, pode ser útil uma terapia de substituição hormonal. Se não for este o caso, o estomatologista pode prescrever comprimidos ou pomadas de corticosteroides para aplicar directamente nas gengivas.

Para prevenir hemorragias no caso de gengivite produzida pela leucemia, em vez de se escovarem, os dentes e as gengivas devem ser limpas suavemente com gaze ou esponja. O estomatologista pode prescrever um bochecho com cloro-hexidina para controlar a placa bacteriana e prevenir as infecções da boca. Quando a leucemia está sob controlo, um bom cuidado dentário contribui para tratar as gengivas.

Alimentos para evitar a gengivite
Os alimentos ricos em vitaminas e minerais: Para combater a gengivite, é bom consumir alimentos ricos em vitaminas e minerais, porque ajudam a combater a proliferação de bactérias. É igualmente importante manter uma dieta rica em alimentos que contenham vitamina C e B e minerais como zinco, ferro, magnésio, selénio, cálcio e potássio. Exemplo disso, temos as frutas, vegetais e grãos integrais, entre outros.

Alimentos ricos em fibras: Consumir alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes e cereais integrais, ajudam a nutrir e a fortalecer o seu sistema imunológico. Se estiver com as “defesas em alta” estará em melhor posição para lutar contra as bactérias que causam a gengivite.

Evitar açúcares: Evite os açúcares, porque as bactérias gostam de açúcar e quanto mais existirem na sua boca e entre os dentes, mais fértil é o terreno para a gengivite. Uma dieta rica em doces, farinha branca e sumos de frutas é uma receita para o desenvolvimento da gengivite.

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Recomendações para evitar
Se vai viajar para fora da Europa, saiba como evitar a infecção pelo vírus da Hepatite A.
Hepatite A

A hepatite A é uma infecção provocada pelo vírus da Hepatite A (VHA) que entra no organismo através do aparelho digestivo e multiplica-se no fígado, causando neste órgão a inflamação denominada hepatite A. Uma vez curada a infecção, o fígado regenera totalmente, o vírus desaparece do organismo e surgem anticorpos protectores que impedem uma nova infecção, por isso, não existem portadores crónicos.

A Hepatite A existe de uma forma hiperendémica na maior parte do mundo, e é causada por um vírus que pertence à família Picornaviridae, sendo o ser humano o único reservatório do mesmo. O chamado período de incubação, maior nas crianças do que nos adultos, dura entre 20 a 40 dias, espaço de tempo em que não se revelam quaisquer sintomas. A infecção pode durar seis meses, mas a maioria dos doentes recupera ao fim de três semanas.

O vírus da hepatite A só provoca hepatite aguda, e quase todos os doentes se curam, por isso raramente esta doença é fatal, embora em adultos afectados por uma doença hepática crónica - originada por outros vírus ou pelo consumo excessivo de álcool - a infecção pelo VHA possa provocar a falência hepática, conhecida por hepatite fulminante.

Transmite-se de pessoa para pessoa quando os alimentos ou a água estão contaminados por dejectos, daí que seja mais frequente em países menos desenvolvidos devido à precariedade do saneamento básico, e incida principalmente em crianças e adolescentes (50 por cento dos casos acontecem antes dos 30 anos).

As viagens aos países menos desenvolvidos aumentam o risco de contrair a doença, tornando fundamentais as medidas de prevenção. O maior risco para viajantes não imunes existe nas viagens para África, América do Sul, Sudeste Asiático e para o sub-continente Indiano. Nestas zonas cerca de 70 a 90 por cento da população será seropositiva para esta infecção desde os 5 anos de idade. O risco para os viajantes não imunes e sem profilaxia nestas zonas é calculado em 2 por cento para "turistas de mochilas" e 0.07-0.3 por cento para turistas alojados em bons hotéis e por cada mês de estadia.

Sintomas
De início, a doença pode ser confundida com uma gripe, uma vez que esta também provoca febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e inflamação dos olhos mas, normalmente, as dúvidas desfazem-se quando a pele e os olhos ficam amarelados (icterícia)

A falta de apetite, vómitos, mal-estar geral, o aparecimento de pigmentos biliares na urina, a falta de secreção biliar, dor na barriga, aumento do volume do fígado e, nalguns casos, o baço são outros sintomas possíveis. Isto porque, os sintomas são variáveis consoante a reacção do organismo e a idade em do viajante: apenas 5 a 10 por cento das crianças infectadas apresentam sintomas, nas pessoas idosas a doença pode tomar formas mais graves. Mas 90 por cento dos casos de hepatite A aguda são assintomáticos.

O indivíduo com hepatite A fica fraco e debilitado e, por vezes, a icterícia pode demorar mais tempo a desaparecer, prolongando-se durante dois ou mais meses. Podem também ocorrer de recaídas: um a três meses após o desaparecimento dos sintomas, estes reaparecem e, concomitantemente, os resultados das análises agravam-se podendo este quadro clínico e laboratorial persistir até seis meses.

Diagnóstico
O diagnóstico baseia-se na detecção, através de análises sanguíneas, de anticorpos anti-VHA do tipo IgM que são gerados pelo sistema imunitário, para combater o vírus, logo após o aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Estes anticorpos mantêm-se no organismo durante três a seis meses e desaparecem quando o doente se cura, dando lugar aos anticorpos anti-VHA do tipo IgG cujo aparecimento significa que o organismo foi infectado e reagiu, protegendo-se contra uma nova infecção com o vírus da hepatite A.

Transmissão
Em quase metade dos casos de hepatite provocados pelo VHA, não se consegue identificar a origem do contágio, mas esta doença transmite-se, geralmente, através da ingestão de alimentos ou de água contaminados por matérias fecais contendo o vírus. São raros os casos de contágio por transfusão de sangue ou por via sexual.

O risco é elevado numa viagem a um país onde as condições sanitárias são deficientes ou a doença é endémica. Já nos países desenvolvidos as epidemias de hepatite A são raras, e as pessoas contaminadas recuperam por completo, de uma maneira geral, ao fim de cerca de 3 semanas.

O marisco, por exemplo, pode representar um perigo se a sua proveniência for um viveiro contaminado por água de esgotos. As frutas, os vegetais e as saladas, ou outros alimentos que estejam crus, se manipulados por uma pessoa infectada ou lavados com água imprópria para consumo podem ser contaminados e, consequentemente, contagiar aqueles que os ingerem.

As pessoas infectadas podem contagiar outras durante o tempo em que o vírus está a ser expelido do organismo juntamente com as fezes; com efeito, o risco de contágio é maior no período de incubação e na primeira semana em que se revelam os sintomas.

Prevenção
Quando o risco é grande, a prevenção ganha ainda maior importância, portanto, numa viagem por países da Ásia, África ou da América Central e do Sul os cuidados devem ser redobrados. Em Portugal, contrair hepatite A já não é muito comum, contudo, como diz o ditado, "mais vale prevenir do que remediar”. Por isso deve manter hábitos de higiene elementares.

O contacto com pessoas infectadas é também um factor de risco, obviamente, por isso, nestes casos, é necessário redobrar os cuidados durante o período infeccioso: lavar a louça a altas temperaturas (na máquina, de preferência), não utilizar a mesma sanita, não partilhar a mesma cama e ponderar os contactos sexuais, evitando o sexo oro-anal e usando preservativo.

Medidas gerais:
- Lavar muito bem as mãos depois de usar a casa de banho e/ou de mudar fraldas, e antes de cozinhar ou comer
- Beber água engarrafada e/ou fervida
- Preferir os alimentos cozinhados, os crus podem estar contaminados
- Evitar o marisco, uma vez que a sua origem pode ser difícil de determinar e a cozedura em vapor não neutraliza o vírus
- Vacina contra o vírus da hepatite A

Vacinação
Aconselha-se a vacinação contra a Hepatite A, a todos os viajantes, independentemente da duração da viagem, para todos os destinos fora da Europa, América do Norte, Austrália, Nova Zelândia e Japão.

Na Europa recomenda-se a vacinação de todos os viajantes para a Albânia, Roménia, Bulgária e países da ex-Jugoslávia, bem como, em caso de permanência prolongada, nos países Bálticos, Polónia, Hungria, República Checa e Eslováquia.

A vacina é constituída pelo vírus inactivado, sendo segura e com uma eficácia superior a 95 por cento. A revacinação deve ser feita no período compreendido entre 6-12 meses após a primeira dose.

A vacina contra a hepatite A foi obtida a partir do vírus inactivo, é considerada bastante eficaz e não tem quaisquer contra-indicações. Os efeitos secundários são raros e, caso se façam sentir, são ligeiros, prendem-se com a própria toma, ou seja: dor, vermelhidão e inchaço no local da picada. Em alguns casos, verificam-se sintomas semelhantes aos da gripe (febre, dor de cabeça, arrepios, dores nos músculos e articulações) mas, normalmente, duram um dia.

Tratamento
Não existem medicamentos específicos para tratar esta doença. A Hepatite A cura-se com repouso e uma dieta alimentar específica, até que os valores das análises hepáticas voltem ao normal, e a maioria das pessoas restabelece-se completamente em 5 semanas.

Não se recomenda qualquer dieta especial; a alimentação deve ser equilibrada como, aliás, o bom senso indica em todas as ocasiões: rica em proteínas e com baixo teor de gorduras. Nos casos em que surjam diarreia e vómitos, para evitar a desidratação, devem beber-se muitos líquidos, entre os quais não se inclui o álcool, já que este, mesmo em pequena quantidade, agrava a lesão do fígado. As náuseas e a falta de apetite fazem-se sentir com maior intensidade no final do dia e, por essa razão, a refeição mais completa deve ser tomada durante a manhã.

Por fim, de referir que como o fígado inflamado perde a capacidade de transformar os medicamentos o viajante não deve auto-medicar-se.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde de A-Z não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Fonte sindical refere:
Os enfermeiros do IPO do Porto estiveram hoje em greve, em protesto contra a realização de turnos de 12 horas e trabalho...

A greve dos enfermeiros do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto regista hoje uma adesão de 100% no internamento, segundo fonte sindical, reflectindo o “descontentamento” gerado pela “grave carência” destes profissionais e consequente “sobrecarga” de horários.

“Esta greve é o reflexo do descontentamento dos enfermeiros - não só do IPO, porque esta situação vive-se nos hospitais da região do Porto e em todo o país - quanto à grave carência de enfermeiros existente nos serviços hospitalares”, afirmou a presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Fátima Monteiro, em declarações aos jornalistas durante uma concentração de profissionais junto ao IPO.

Segundo a dirigente do SEP, "a falta de profissionais é particularmente sentida nos internamentos dos serviços de medicina e de cirurgia", em que se acumulam “horas e horas em débito aos enfermeiros, que trabalham 12 e 18 horas seguidas sem terem os descansos compensatórios, o que os leva à exaustão”.

 

Montijo
Os Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia de Canha, no Montijo, vão ser dotados de mais 30 camas.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) assina amanhã [6 de Agosto] um contrato que visa instalar mais 30 camas nos Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia de Canha, no Montijo.

Segundo um comunicado divulgado hoje pela entidade regional, divulgado pela Lusa, o contrato eleva para 1.662 o número total de camas de prestação do nível intermédio de cuidados de saúde da região. A Unidade de Cuidados Continuados Integrados foi financiada ao abrigo do Programa Modelar num investimento público que ascende a 750 mil.

A cerimónia de assinatura do contrato-programa vai decorrer pelas 15:00 na sede da ARSLVT, em Lisboa. Na assinatura do contrato vão estar presentes o vice-presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, e a directora do Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal, Ana Clara Silva.

Actualmente, a região de Lisboa e Vale do Tejo conta com 77 camas nos cuidados paliativos, 157 camas de convalescença, 518 camas para cuidados de média duração e reabilitação e 910 camas para recuperações de longa duração e manutenção, divulgou a ARSLVT, que pretende até ao final do ano abrir contrato para mais 270 camas na região. Em Julho foram assinados contratos-programa que visam a abertura de 108 camas de média duração e reabilitação e longa duração e manutenção.

 

Ministério da Saúde
A isenção de taxas moderadoras e outros cargos no acesso às prestações de saúde depende de requerimento a apresentar via...

O reconhecimento de insuficiência económica para pagamento de taxas moderadoras e outros encargos no acesso às prestações de saúde dos serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde depende de requerimento a apresentar via Internet. O portal da Saúde publica hoje todas as respostas que precisa.

 

Quem deve preencher o formulário?

Os utentes que nunca submeteram um requerimento ou que tenham submetido um requerimento anteriormente e não lhes tenha sido reconhecida a situação de insuficiência económica.

 

Que situações estão abrangidas nas situações de insuficiência económica?

Consideram-se em situação de insuficiência económica, para efeitos de isenção de pagamento de taxas moderadoras e de outros encargos de que dependa o acesso às prestações de saúde, os utentes que integrem um agregado familiar cujo rendimento médio mensal, dividido pelo número de pessoas a quem cabe a direcção do agregado familiar (sujeitos passivos ao nível da declaração de IRS) seja igual ou inferior a 1,5 vezes o valor do indexante de apoios sociais (IAS), correspondente, em 2014, a € 628,83.

O valor do rendimento médio mensal do agregado familiar é apurado mediante a consideração do conjunto dos rendimentos das pessoas que o constituem em função da capitação correspondente ao número de sujeitos passivos a quem incumbe a direcção do agregado familiar, nos termos do artigo 13.º do Código de IRS.

 

Que rendimentos são utilizados para o cálculo da situação de insuficiência económica?

Para efeitos de cálculo do rendimento médio mensal do agregado familiar, consideram-se rendimentos relevantes os rendimentos brutos, ainda que isentos de tributação nos termos do Código do IRS. No cálculo dos rendimentos brutos anuais considera-se:

O valor bruto dos rendimentos de trabalho dependente;

Os lucros obtidos no âmbito dos rendimentos empresariais e profissionais;

As importâncias ilíquidas dos rendimentos de capitais, quer tenham sido englobadas ou não para efeitos de tributação;

O valor líquido dos rendimentos prediais, os quais incluem ainda o montante correspondente a 5 % do valor patrimonial tributário dos imóveis de que sejam proprietários qualquer um dos elementos do agregado familiar, reportado a 31 de Dezembro do ano relevante, excepto se se tratar de imóvel destinado a habitação permanente do requerente e do respectivo agregado familiar, considerando-se como tal aquele em que se situa o domicílio fiscal;

O valor bruto dos incrementos patrimoniais, não se aproveitando qualquer exclusão legal de tributação;

O valor bruto dos rendimentos de pensões;

O valor das prestações sociais pago pelos serviços e entidades do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social;

O valor global dos apoios à habitação atribuídos com carácter de regularidade

 

Onde posso preencher o requerimento via internet?

Pode aceder ao formulário, que se encontra no Portal do Utente, através do seguinte link https://servicos.min-saude.pt/utente/portal/paginas/rfi/choose.aspx

Se se registar alguma dificuldade no preenchimento, o utente deverá enviar um e-mail com os elementos de identificação (números de utente, número de identificação fiscal e número de identificação segurança social), para o e-mail [email protected], a fim de que a entidade gestora dos serviços online (SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, EPE) possa verificar a razão do erro reportado.

 

Como é que sei se me foi atribuída a isenção?

O resultado da avaliação poderá ser consultado:

Através do próprio formulário de requerimento, acedendo a https://servicos.min-saude.pt/utente/portal/paginas/rfi/choose.aspx e introduzindo os elementos de identificação;

Junto do centro de saúde da sua área de residência;

Através de acesso online ao RNU - Registo Nacional de Utentes, em https://servicos.min-saude.pt/acesso/.

 

Se não concordar com a avaliação, o que devo fazer?

Antes de mais, deverá consultar os rendimentos considerados no apuramento da condição de insuficiência económica e respectivo cálculo do rendimento médio mensal através do Portal das Finanças, mediante o login pessoal, ou junto dos balcões da Autoridade Tributária e Aduaneira.

Poderá apresentar reclamação, seleccionando essa opção em https://servicos.min-saude.pt/utente/portal/paginas/rfi/choose.aspx

 

Notas importantes:

A 30 de Setembro de cada ano, a condição de insuficiência económica é reavaliada automaticamente pela Autoridade Tributária e Aduaneira, sendo os sistemas de informação actualizados em conformidade.

A reavaliação não ocorre de forma automática nas situações adiante descritas, sendo exigível a apresentação de um novo requerimento sempre que:

A situação de insuficiência económica não é reconhecida no ano anterior, quer em sede de primeira apreciação do pedido ou de reavaliação anual;

Ocorram alterações na informação prestada ou desconformidade com a declaração fiscal relativa aos membros do agregado familiar;

Anualmente, a partir de 1 de Outubro:

Será possível consultar a referida reavaliação através do Portal do Utente, no RNU – Registo Nacional de Utentes. Para aceder a este serviço online, os utentes terão de efectuar o registo. Para efectuar o registo, basta aceder ao link https://servicos.min-saude.pt/acesso/autoregisto/ e preencher o formulário criado para o efeito. Este registo tem por objectivo criar uma conta de utilizador e respectiva senha de acesso, permitindo aos utentes aceder aos diferentes serviços que o Ministério da Saúde disponibiliza ou venha a disponibilizar online.

As instituições e serviços do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm informação actualizada sobre a situação de isenção dos utentes no âmbito da condição de insuficiência económica, não sendo necessário apresentar qualquer meio de comprovação junto das unidades de saúde.

O utente poderá também, através do Portal das Finanças, mediante o login pessoal, ou junto dos balcões da Autoridade Tributária e Aduaneira, consultar os rendimentos considerados no apuramento da condição de insuficiência económica e respectivo cálculo do rendimento médio mensal, para efeitos da atribuição da isenção de taxas moderadoras e de outros encargos de que dependa o acesso às prestações do SNS.

O reconhecimento da insuficiência económica e a atribuição da isenção de pagamento de taxas moderadoras estendem-se ao agregado familiar, isto é, ao agregado fiscal (elementos que constam na mesma declaração de rendimentos).

Note-se que o não reconhecimento da situação de insuficiência económica não impede que o utente solicite a isenção por outro motivo. Pode apresentar, no balcão de atendimento do seu centro de saúde, meio de comprovação válido para a respectiva situação de isenção.

 

Nos termos da Base XXXIV da Lei de Bases da Saúde, as taxas moderadoras podem ser cobradas com o objectivo de completar as medidas reguladoras do uso dos serviços de saúde. Encontram-se isentos os grupos populacionais sujeitos a maiores riscos e os financeiramente mais desfavorecidos, nos termos determinados na lei.

 

Consulte:

  • Decreto-Lei n.º 117/2014. DR n.º 149, Série I de 2014-08-05 - PDF - 196 Kb
    Ministério da Saúde
    Procede à quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 113/2011, de 29 de Novembro, que regula o acesso às prestações do Serviço Nacional de Saúde por parte dos utentes, no que respeita ao regime de taxas moderadoras e à aplicação dos regimes especiais de benefícios. Republica o Decreto-Lei n.º 113/2011, de 29 de Novembro.

 

 

  • Decreto-Lei n.º 128/2012. DR 119 Série I de 2012-06-21 - PDF - 208 Kb
    Ministério da Saúde
    Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 113/2011, de 29 de Novembro, que regula o acesso às prestações do Serviço Nacional de Saúde por parte dos utentes no que respeita ao regime das taxas moderadoras e à aplicação de regimes especiais de benefícios (desempregado)

 

Requerimento/Reclamação:

Requerimento / Reclamação para isenção de taxas moderadoras por insuficiência económica - Versão web

 

Perguntas frequentes:

Perguntas frequentes sobre taxas moderadoras - Actualizadas a 01/04/2014 - PDF - 505 Kb

 

Suporte:

Suporte técnico - [email protected]

Questões de âmbito geral relativas à isenção de taxas moderadoras - [email protected]

 

Mais informação:

Poderá encontrar documentação/ circulares emitidas, no site da Administração Central do Sistema de Saúde, em Taxas Moderadoras

 

 

Estudo PROTEC terá a duração de 12 meses
A Biogen Idec acaba de lançar o estudo PROTEC, um estudo internacional multicêntrico, aberto, de fase 4 para avaliação do...

O PROTEC terá a duração de 12 meses e pretende avaliar a eficácia do fumarato de dimetilo no tratamento da EM e nos resultados de qualidade de vida reportados pelos doentes.

Adicionalmente, pretende-se avaliar resultados relacionados com a economia da saúde e caracterizar a adesão dos doentes. O estudo vai envolver doentes com EMSR com indicação terapêutica aprovada para fumarato de dimetilo, em centros do Canadá e União Europeia, incluindo Portugal.

Uma vez que ainda não existe experiência com o TECFIDERA em Portugal por aguardar ainda a avaliação económica por parte do INFARMED, foi organizada uma reunião de investigadores que contou com a presença de vários palestrantes internacionais, incluindo o neurologista do St. Michael's Hospital, de Toronto, Canadá, Daniel Selchen, especialista em Esclerose Múltipla.

Nesta reunião, Daniel Selchen salientou que “o estudo PROTEC irá oferecer aos clínicos e doentes portugueses a oportunidade de utilizar este novo medicamento e reunir dados de segurança, tolerabilidade e eficácia num cenário de clínica real”.

Vasco Salgado, Director do Serviço de neurologia do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) defende que “o estudo PROTEC irá possibilitar o início mais precoce da terapêutica, com um novo fármaco com perfil de segurança favorável e de administração oral em doentes com EMSR. Portugal tem todo o interesse em manter a sua participação em estudos multicêntricos, que permitem a sua visibilidade na comunidade científica internacional, bem como o acesso a medicamentos inovadores.

Em Portugal, o TECFIDERA está actualmente a aguardar avaliação de financiamento pelo INFARMED e encontra-se disponível apenas por via de Autorização Especial.

 

Sobre TECFIDERA™ (Fumarato de Dimetilo)

TECFIDERA, cápsulas duras gastrorresistentes, é uma terapêutica oral para o tratamento da Esclerose Múltipla Surto-Remissão (EMSR), a forma mais comum de EM. O TECFIDERA está aprovado na União Europeia, Estados Unidos da América (EUA), Canadá e Austrália, e está sob revisão das autoridades reguladoras em vários outros países. Devido a um robusto programa de ensaios clínicos e uma comercialização que se iniciou nos EUA em Março de 2013, mais de 65.000 doentes já foram tratados com TECFIDERA a nível mundial.1

Tecfidera tem provado reduzir a taxa anualizada de surtos, progressão da incapacidade e lesões cerebrais, demonstrando ao mesmo tempo um perfil de segurança e tolerabilidade favoráveis. Em ensaios clínicos, os eventos adversos mais comuns associados ao fumarato de dimetilo foram o rubor e eventos adversos do trato gastrointestinal. Outros efeitos secundários incluíram diminuição na contagem de linfócitos durante o primeiro ano de tratamento, a partir do qual estabilizou.

A eficácia e segurança do fumarato de dimetilo têm sido estudadas num avançado programa clínico global, que inclui um estudo de extensão de longo prazo ainda em curso. Acredita-se que o TECFIDERA ofereça uma nova abordagem para o tratamento da Esclerose Múltipla pela activação da via Nrf2, embora o seu mecanismo de acção exacto seja ainda desconhecido. Esta via proporciona às células uma forma de se defenderem contra a inflamação e stress oxidativo causados por doenças como a Esclerose Múltipla.

De acordo com o Resumo das Características do Medicamento (RCM) da União Europeia, a dose inicial de Tecfidera™ é de 120 mg duas vezes por dia por via oral. Após sete dias, a dose recomendada deve ser aumentada para 240 mg duas vezes por dia.

 

Sobre a Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crónica, muitas vezes incapacitante, que ataca o sistema nervoso central, que é composto pelo cérebro, medula espinal e nervos ópticos. Os sintomas podem ser ligeiros ou graves, variando desde formigueiros nos membros inferiores até paralisia ou perda de visão. A progressão, gravidade e sintomas específicos são imprevisíveis e variam de pessoa para pessoa. A EM afecta cerca de 8.300 pessoas em Portugal.2 A Esclerose Múltipla Surto-Remissão é a forma mais comum da doença, responsável por cerca de 85% dos casos, e é caracterizada por surtos agudos com recuperação total ou parcial com acumulação de incapacidade.3

 

Sobre a Biogen Idec

Através de ciência e medicina de ponta, a Biogen Idec descobre, desenvolve, investiga e disponibiliza aos doentes em todo o mundo terapêuticas inovadoras para o tratamento de doenças neurodegenerativas, hemofilia e doenças auto-imunes. Fundada em 1978, a Biogen Idec é a mais antiga empresa independente de biotecnologia do mundo. Doentes no mundo inteiro beneficiam das suas terapêuticas líderes para a Esclerose Múltipla. Para informações adicionais sobre as indicações terapêuticas dos produtos, comunicados de imprensa ou sobre a empresa, visite o site www.biogenidec.com.

 

1 Dados internos Biogen Idec, Maio 2014

2 Kobelt et al. Access to Innovative treatments in MS. 2009

3 Multiple Sclerosis International Federation. About MS – Types and Course. Date Accessed: 21 March 2013. http://www.msif.org/en/about_ms/types_of_ms.html

 

Testes apenas em animais
Chama-se ZMapp e pode ser a cura para a epidemia que tem assolado o continente africano e que aos poucos se espalha pelo mundo.

Este tratamento, gizado por americanos, já 'salvou' duas pessoas com Ébola. É tão promissor que já foi enviado para a Nigéria, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta para os riscos colaterais, conta a CNN, citada pelo portal Notícias ao Minuto.

Kent Brantly e Nancy Writebol temeram o pior quando descobriram que estavam infectados com Ébola. A saúde destes dois missionários enfraquecia de dia para dia e os prognósticos eram reservados. Desesperados, deixaram-se submeter a um tratamento que apenas havia sido experimentado em macacos mas que se apresentava já como promissor. O ZMapp foi administrado através de uma injecção e que tanto Brantly como Writebol estão, para já, a salvo.

A notícia desta hipotética cura para o Ébola é avançada pela CNN que explica que o tratamento, num primeiro teste, permitiu que seis de oito macacos infectados com o vírus sobrevivessem. Os macacos que resistiram receberam o tratamento entre 24 e 48 horas após terem sido expostos à infecção. Um dos animais que não recebeu a injecção acabou por falecer cinco dias após ter sido contaminado com o Ébola.

Contudo, em Kent Brantly o tratamento administrado dado apenas nove dias após o aparecimento da infecção e, por enquanto, o resultado é bastante satisfatório. O missionário viu a sua saúde melhorar em apenas uma hora, começou a respirar melhor, a erupção que tinha no corpo desapareceu e é já capaz de andar pelos próprios pés. O próprio descreveu o medicamento como “milagroso”, cita a CNN.

Writebol também recebeu o tratamento mas a sua resposta não foi tão rápida, descreveram à CNN fontes próximas ao tratamento. No entanto, assim que foi administrada uma segunda dose, as melhorias surgiram de forma repentina.

 

O que é o ZMapp

O ZMapp foi desenvolvido empresa Mapp Biopharmaceutical, sediada em San Diego, nos Estados Unidos, e a Defyrus Inc. (Toronto, Canadá) e trata-se de um anticorpo monoclonal retirado de ratinhos expostos ao vírus. Este ‘fármaco milagroso’ actua impedindo que o vírus se propaga e infecte novas células, explica a CNN.

Os frascos ZMapp, armazenados em temperaturas abaixo dos zero graus, já chegaram ao hospital na Libéria onde Brantly e Writebol estavam a ser tratados (e onde possivelmente foram infectados).

Os médicos foram informados que o soro deve descongelar à temperatura ambiente sem qualquer tipo de calor adicional. De acordo com a CNN, a injecção pode ser dada entre oito a dez horas após o descongelamento do soro.

 

OMS alerta para riscos

Embora os resultados se apresentem promissores, o porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Gregory Hartl advertiu que as autoridades de saúde que “não podem começar a usar medicamentos não testados durante um surto”, cita a publicação.

De realçar que o ZMapp não foi aprovado para uso humano e nem sequer passou pelo processo de ensaio clínico, que é obrigatório para comprovar a segurança e eficácia de um medicamento, lê-se na CNN.

O Ébola febre hemorrágica viral afecta o sistema imunitário, podendo provocar graves sangramentos internos e externos. Os primeiros sintomas incluem o início súbito de febre, fraqueza, dores musculares, dores de cabeça e dor de garganta. Mais tarde, os infectados sentem fortes vómitos, diarreias constantes e enfraquecimento da função renal.

Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro
O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro realiza na cidade da Guarda um Programa de Rastreio de Cancro da...

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRC-LPCC) lança o apelo às mulheres do Concelho da Guarda, com idade compreendida entre os 45 e os 69 anos para participarem no Programa de Rastreio de Cancro da Mama promovido pelo NRC-LPCC.

A partir do dia 4 de Agosto, a Unidade Móvel de Mamografia Digital vai estar estacionada junto ao Centro de Saúde da Guarda, estando em funcionamento até inícios de Dezembro de 2014, de segunda a quinta-feira, das 9h às 18h30, e à sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 16h30.

As mulheres com inscrição actualizada no Centro de Saúde recebem uma carta-convite com a indicação da data e hora de realização do exame. Segundo a LPCC, constata-se que muitas faltas ao Rastreio decorrem da desactualização dos dados de morada nos registos dos Centros de Saúde, motivo pelo qual a LPCC apela à actualização dos mesmos e à participação no Rastreio.

O exame mamográfico deve ser repetido de dois em dois anos de forma a garantir uma prevenção eficaz.

Para marcações ou informações adicionais, deve contactar-se o Centro de Coordenação do Rastreio através do telefone 239 487 495/6 ou do e-mail [email protected].

Decreto-Lei n.º 117/2014
Governo clarifica regime de isenção taxas moderadoras e estabelece enquadramento da actividade do enfermeiro de família.

Foi publicado em Diário da República hoje, dia 5 de Agosto, o Decreto-Lei n.º 117/2014 que altera o diploma que regula o acesso às prestações do Serviço Nacional de Saúde por parte dos utentes, no que respeita ao regime das taxas moderadoras e à aplicação de regimes especiais de benefícios.

Com o diploma, é clarificado o regime de isenção de taxas moderadoras, correspondendo a recomendações do Provedor de Justiça, e são explicitadas as isenções aplicáveis a doentes do foro oncológico, a crianças institucionalizadas e a refugiados, garantindo que se isenta de taxas moderadoras quem realmente necessita dessa isenção.

Por sua vez, o Decreto-Lei n.º 118/2014, também publicado hoje, dia 5 de Agosto, em Diário da República, vem estabelecer os princípios e o enquadramento da actividade do enfermeiro de família no âmbito das unidades funcionais de prestação de cuidados de saúde primários, nomeadamente nas unidades de saúde familiar e unidades de cuidados de saúde personalizados.

A implementação da actividade do enfermeiro de família obedece a um plano de acção mediante experiências piloto a desenvolver em cada administração regional de saúde, a partir do segundo semestre do ano em curso, 2014.

Assim, cabe à Direcção-Geral da Saúde, em colaboração com a Administração Central do Sistema de Saúde, elaborar a metodologia de trabalho do enfermeiro de família e as áreas de competência e de partilha que permitam assegurar a integração e continuidade dos cuidados ao indivíduo e família no âmbito da equipa multiprofissional.

Os diplomas hoje publicados, em Diário da República, foram vistos e aprovados na reunião de Conselho de Ministros de 19 de Julho de 2014.

 

Portaria n.º 153/2014
Entra em vigor hoje, 5 de Agosto de 2014, a portaria que aprova o regulamento do Fundo para a Investigação em Saúde.

O Ministério da Saúde, através da Portaria n.º 153/2014, publicada em Diário da República ontem, dia 4 de Agosto, estabelece as regras e os procedimentos relativos à gestão do Fundo para a Investigação em Saúde e define o regime aplicável aos subsídios a atribuir pelo Fundo para o financiamento de actividades e projectos de investigação.

De acordo com o diploma:

O Fundo rege-se pelo princípio da igualdade nas suas relações com as entidades beneficiárias.

Os apoios atribuídos pelo Fundo devem restringir-se à imprescindibilidade na prossecução do interesse público.

Não são concedidos apoios pelo Fundo a actividades que sejam objecto de apoio por outros instrumentos financeiros, de âmbito nacional ou comunitário.

As operações relacionadas com a gestão do Fundo são contabilizadas autonomamente, de forma a permitir uma clara diferenciação entre esta e a restante contabilidade do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

A Portaria n.º 153/2014, de 4 de Agosto, que aprova o Regulamento do Fundo para a Investigação em Saúde entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

 

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