Governo garante
O Ministério da Saúde garantiu hoje que nenhum utente com dívidas por falta de pagamento de taxas moderadoras será impedido de...

O projecto para cobrar coercivamente as taxas moderadoras arranca em Setembro, no Centro Hospitalar do Alto Ave, prevendo-se que seja alargado progressivamente às restantes instituições (incluindo hospitais público-privados), até ao início do próximo ano, altura em que todas deverão estar ligadas, segundo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

“O objectivo do Ministério da Saúde é garantir que não ficam taxas moderadoras por cobrar. Este é um sistema de simplificação para o utente que irá permitir às cerca de 400 unidades de saúde locais comunicarem num único sistema”, explicam numa resposta enviada à Lusa.

A escolha do Centro Hospitalar do Alto Ave para iniciar o projecto prende-se com “uma questão de comodidade processual, no que respeita à implementação”.

Trata-se de um sistema centralizador – denominado SITAM – que permite a gestão de emissão de cartas e notificações dos pagamentos e cobranças.

A cobrança coerciva só ocorrerá se não se cumprirem as anteriores etapas, como o pagamento imediato no dia da prestação dos cuidados ou nas 48 horas seguintes.

Caso não se verifique este pagamento, é enviado um aviso para pagamento em carta simples, na qual consta no novo prazo de pagamento.

Na persistência de falta de pagamento, o passo seguinte será a “notificação que conterá o valor das taxas moderadoras devidas pela utilização dos serviços de saúde, num período de 90 dias, que será enviada para a morada do domicílio fiscal do utente”.

Este pagamento poderá ser efectuado no prazo de 10 dias, através de multibanco ou presencialmente na entidade jurídica, sendo o processo automático a partir daqui: o SITAM envia os dados à ACSS (Administração Central dos Serviços de Saúde) e o processo é remetido à Autoridade Tributária.

A criação de uma ferramenta para o fisco cobrar taxas moderadoras em dívida já suscitou a reacção do Movimento de Utentes de Saúde. Estes consideram que a medida “não tem cabimento” e que o Governo devia preocupar-se com a eliminação dessas taxas.

Manuel Villas-Boas, do Movimento de Utentes de Saúde, acrescentou que existem já, em sede da Assembleia da República, propostas para a revogação da medida, e que o movimento reivindica “há muito” a eliminação das taxas moderadoras.

O responsável lamenta que o ministro da Saúde esteja “mais preocupado” com as taxas do que com o Serviço Nacional de Saúde e a prestação dos cuidados médicos aos doentes.

 

Amanhã – 20 de Agosto
Os trabalhadores das zonas norte e centro do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais, empresa que detém a concessão da...

De acordo com António Baião, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, afecto à CGTP, o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) “paga salários muito baixos, que não asseguram uma vida digna aos trabalhadores”.

Adiantou ainda que a empresa “não actualiza” os vencimentos dos funcionários dos serviços de alimentação e outros “há quatro ou mais anos” e que os trabalhadores decidiram pela paralisação e concentração à porta da firma, no Porto, na manhã de quarta-feira.

De acordo com o sindicalista, na região centro, a greve vai reunir mais de meio milhar de trabalhadores dos distritos de Leiria (lavandaria do Hospital de Santo André, que presta igualmente serviço aos hospitais de Pombal e Caldas da Rainha), Coimbra (serviço de roupa e alimentação dos Hospitais da Universidade), Viseu (lavandaria e alimentação do Hospital de São Teotónio) e Castelo Branco, onde a lavandaria do hospital do Fundão presta serviço às unidades da capital de distrito e da Covilhã.

Na quarta-feira, está agendada uma concentração à porta do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), de onde os trabalhadores partem para o Porto, estimando o responsável sindical que a concentração junto às instalações do SUCH reúna cerca de 250 pessoas, 150 da região centro e 100 da região norte.

Já de acordo com uma moção da Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), os grevistas reclamam a “reposição total e imediata” de 32,12 euros mensais que alegam que lhe foram “roubados” com a redução do subsídio de refeição, uma actualização “justa” dos salários para todos os trabalhadores, a reposição da contratação colectiva “incluindo o pagamento dos feriados, com efeitos a 01 de Agosto” e o reinício “imediato” das negociações do acordo de empresa, “tendo em vista um acordo global entre as partes até 31 de Dezembro de 2014”.

Na moção, a federação sindical alega que a empresa tentou “desmobilizar os trabalhadores” de aderirem à greve, aumentando o salário mínimo em vigor para 500 euros, a partir de 01 de Setembro, e frisa que o SUCH “pode pagar melhores salários e dar melhores condições de trabalho”.

“Apesar de todos os esforços da FESAHT/Sindicatos não foi possível obter um acordo que evitasse a greve”, sustenta a estrutura sindical.

 

Início do protesto
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anunciou hoje a adesão total dos enfermeiros do serviço de urgência do Hospital de...

Segundo Helena Jorge, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), os oito enfermeiros de turno “aderiram todos à greve”, estando as urgências a funcionar, em termos de pessoal de enfermagem, em regime de serviços mínimos, pelo que os utentes “podem ter de esperar mais do que o normal, mas vão ser todos atendidos”.

Os enfermeiros do hospital de Santarém iniciaram hoje uma greve de quatro dias em protesto contra o que consideram “incumprimento dos horários de trabalho” e pela rápida admissão de mais profissionais para a unidade de saúde.

“Já somos poucos enfermeiros e temos muitos utentes internados, pelo que apelamos a que as situações que não sejam realmente urgentes se desloquem para os centros de saúde para procurar atendimento”, pediu a dirigente sindical.

A agência Lusa tentou contactar, sem sucesso, o Conselho de Administração (CA) da unidade hospitalar de Santarém. Na segunda-feira, a administração do Hospital anunciou que obteve autorização para contratar 17 enfermeiros, número que o SEP considera insuficiente.

A presidente do SEP, Guadalupe Simões, disse à agência Lusa que o que está em causa é a “falta de 170 enfermeiros” naquele hospital, que “deveria ter um quadro com 570 profissionais”, e a consequente “ruptura nos serviços prestados ao nível dos serviços de urgência e internamento, a ruptura iminente nos cuidados intensivos e um caos instalado no serviço de medicina”.

A dirigente sindical apontou como motivos para a realização da greve o “incumprimento dos horários legais de trabalho, a exigência de uma rápida admissão de mais profissionais naquela unidade de saúde e o pagamento do trabalho extraordinário”.

Convocada pelo SEP, a greve teve início hoje, às 08:00, e prolonga-se até às 24:00 de dia 22 de Agosto, sexta-feira.

Fertilidade masculina
Para que uma gravidez aconteça com normalidade, é importante que o homem tenha alguns cuidados.
Espermatozóides

 

 

 

 

 

 

 

Os conselhos mais importantes para o homem ter um esperma saudável são:

  1. Não consumir álcool
    O consumo de álcool reduz os níveis de testosterona, hormona responsável pela produção de esperma e aumenta a quantidade de esperma estéril.
  2. Não fumar nem consumir drogas
    O tabaco e as drogas enfraquecem e têm um efeito negativo sobre o esperma.
  3. Evitar águas quentes
    Evite jacuzzis, saunas e banhos de água quente. O calor mata o esperma, tendo em conta que os testículos funcionam a uma temperatura inferior á temperatura corporal.

Visto que o esperma demora algum tempo a desenvolver-se, é recomendável que o homem evite o que está acima mencionado no período que antecede a tentativa de engravidar. Assim, as práticas saudáveis que fizer hoje vão repercutir-se na melhor qualidade do esperma num futuro próximo.

Fonte: 
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
A ser entregue na ONU
A Organização Não-Governamental Médicos do Mundo está a promover uma petição pelo acesso ao aborto seguro, que será entregue na...

De acordo com a nota da organização não-governamental de ajuda humanitária e cooperação para o desenvolvimento, a interrupção da gravidez sem condições de segurança provoca anualmente incapacidades a 8 milhões de mulheres em todo o mundo. “Mais de 20 milhões de mulheres em todo o mundo interrompem a gravidez sem condições de segurança devido ao aborto ser ilegal nos seus países”, referiu o comunicado.

“Apesar dos chefes de Estado e de Governo terem acordado na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada em 1994, no Cairo, no acesso universal ao planeamento familiar e a serviços de saúde sexual e reprodutiva, igualdade de género, empoderamento das mulheres e igualdade de acesso à educação, passados 20 anos o aborto sem condições de segurança mata uma mulher a cada 10 minutos”, referiu ainda a ONG.

No dia 22 de Setembro, em Nova Iorque, será discutida a continuação do programa de acção acordado na capital egípcia durante uma sessão extraordinária da Assembleia Geral da ONU.

“Neste contexto, a petição agora lançada junto da classe médica apela a todos os Estados para que tomem as medidas necessárias à eliminação das barreiras que impedem as mulheres de escolher livremente ter ou não filhos, à melhoria do acesso a métodos contraceptivos modernos e à legalização da interrupção médica da gravidez”, indicou o documento.

A iniciativa da Médicos do Mundo insere-se na campanha internacional “Names not Numbers”, que a organização lançou por ocasião do Dia Internacional da Mulher (08 de Março), e que defende o acesso universal à contracepção e ao aborto seguro e legalizado.

O texto da petição, que está disponível no sítio electrónico da Médicos do Mundo (www.medicosdomundo.pt), pode ser subscrito enviando o primeiro e último nome, assim como indicação da especialidade médica, para comunicaçã[email protected].

Através do portal www.names-not-numbers.org, de acordo a ONG, outras pessoas poderão participar enviando um postal com o nome de uma das vítimas a Ban Ki-moon, o secretário-geral das Nações Unidas, ou partilhando o mesmo nas redes sociais.

 

Circular informativa n.º 177/CD/8.1.7
Infarmed emite alerta sobre eficácia das tiras de teste Accu-Chek Compact e testes Accu-Chek Mobile.

De acordo com a circular informativa n.º 177/CD/8.1.7, emitida pelo Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, no dia 18 de Agosto, as tiras de teste Accu-Chek Compact e os testes Accu-Chek Mobile do fabricante Roche Diagnostics GmbH podem fornecer valores de glicemia incorrectos (mais baixos do que o esperado) em doentes tratados com ceftriaxona administrada por via endovenosa ou intramuscular.

Os dispositivos em causa têm as seguintes referências:

Tiras-teste Accu-Chek Compact: Referência 05599415046

Testes Accu-Chek Mobile: Referência 05953740046

De acordo com a circular informativa, esta limitação de utilização foi incluída na rotulagem destes dispositivos médicos, alertando-se os doentes sujeitos a terapêutica com ceftriaxona para o facto de dever ser utilizado um sistema alternativo de monitorização da glicemia durante o período de duração do referido tratamento.

 

Ébola:
A agência responsável pelo controlo das fronteiras da União Europeia decidiu hoje suspender os voos de repatriamento de...

Ewa Moncure, porta-voz da Frontex, com sede em Varsóvia, capital da Polónia, disse à AFP que os voos de repatriamento co-organizados pela agência “estão suspensos sem data-limite”.

Quatro pessoas já morreram na Nigéria, em sequência do vírus Ébola, que se transmite por contacto directo com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados, provocando febres hemorrágicas que, na maioria dos casos, são fatais.

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde, o Ébola causou, em cinco meses, 1.145 mortos, em maior número na Libéria (413), seguido de Guiné-Conacri (380) e Serra Leoa (348).

“Alguns países [da UE], caso da Áustria, tomaram uma decisão semelhante”, suspendendo os voos de repatriamento para países afectados pelo vírus Ébola, adiantou a porta-voz da Frontex.

Os voos de repatriamento são, na maioria dos casos, organizados pelos países onde os imigrantes em situação irregular são detectados, com a Frontex a co-organizar e co-financiar apenas cerca de dois por cento desses voos.

Em 2013, os países da UE repatriaram mais de 160 mil imigrantes em situação irregular, sobretudo para Albânia, Paquistão, Índia e Rússia

 

17 doentes infectados continuam a monte na capital da Libéria

Os 17 doentes infectados com o vírus Ébola que escaparam de um centro de isolamento em Monróvia, capital da Libéria, continuam a monte, informaram as autoridades locais.

“Continuamos à procura dos 17 doentes que fugiram do centro, mas ainda não os encontrámos”, confirmou à AFP o ministro da Informação liberiano, Lewis Brown.

Na noite de sábado, homens armados com bastões e facas atacaram e pilharam o centro de isolamento, levando à fuga dos 17 doentes internados.

À AFP, Fallah Boima, mãe de um dos doentes em fuga, disse não ter tido notícias do filho desde o ataque.

Segundo relataram testemunhas, os assaltantes gritavam palavras de ordem hostis à Presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, que acusam de fabricar uma epidemia de Ébola no país.

“O pior é que aqueles que pilharam o centro levaram colchões e lençóis contaminados com fluidos dos doentes. Arriscamo-nos a estar perante uma situação difícil de controlar”, reconheceu o ministro.

O vírus Ébola transmite-se por contacto directo com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados, provocando febres hemorrágicas que, na maioria dos casos, são fatais. Nesse sentido, Lewis Brown, designado porta-voz para informações sobre a epidemia de Ébola na Libéria, admitiu a possibilidade de pôr em quarentena a zona de West Point, onde se situa o centro de isolamento atacado, instalado num liceu do bairro onde vivem cerca de 75 mil pessoas. “Os criminosos que pilharam o centro já estarão todos, nesta altura, provavelmente infectados com o vírus Ébola. Pôr o bairro de quarentena poderá ser uma solução”, frisou o ministro.

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ébola causou, em cinco meses, 1.145 mortos, em maior número da Libéria (413), seguido de Guiné-Conacri (380), Serra Leoa (348) e Nigéria (4).

No dia 8, a OMS declarou a epidemia de Ébola uma “emergência de saúde pública com alcance internacional” e recomendou a adopção de medidas excepcionais para deter a propagação do vírus.

Uma série de países da África Ocidental já declararam também o estado de emergência e várias fronteiras foram encerradas.

 

Ordem dos Enfermeiros alerta
Os serviços de saúde portugueses estão em clara ruptura pelo défice de preocupação por parte dos decisores políticos...

A Ordem dos Enfermeiros (OE) apela ao Sr. Ministro da Saúde para que reconheça a influência destes factores na segurança e qualidade dos cuidados a que os cidadãos têm constitucionalmente direito, não os banalizando e confundindo com factores económicos.

Algumas das consequências deste facto não são visíveis a olho nu porque o Estado Português mantém há décadas um sistema de classificação nos hospitais portugueses que não diferencia serviços a trabalhar adequadamente de serviços com prestação insegura de cuidados.

A Universidade Católica publicou recentemente um estudo nacional onde identificou um nível de exaustão significativo dos enfermeiros em Portugal, assim como uma enorme insatisfação com a progressão na carreira e com o nível salarial em que se encontram.

O referido estudo seguiu uma investigação financiada pela Comissão Europeia, denominado RN4CAST, cujos resultados têm sido amplamente divulgados em jornais científicos de referência internacional.

Estão largamente divulgados na literatura os motivos para a exaustão dos enfermeiros, que encontram como factores predisponentes a elevada responsabilidade relacionada com o cuidar de doentes complexos, ou o constante contacto com a morte e com o processo de luto.

Os turnos longos (por falta de enfermeiros nas instituições), o elevado número de doentes por enfermeiro (quanto maior o número, maiores os níveis de stress), o trabalho por turnos (e a impossibilidade de criar hábitos regulares), a realização de turnos nocturnos e o seu impacto negativo na saúde e na relação trabalho/família/amigos/vida pessoal, são outros factores.

A exaustão dos enfermeiros está igualmente relacionada com a sujeição a abusos verbais e físicos frequentes, amplamente sub-notificados, com a incapacidade dos gestores em resolver questões práticas de cariz profissional do quotidiano do enfermeiro, e com as condições de trabalho desadequadas.

A falta de perspectiva de progressão na carreira, o défice de reconhecimento de competências adquiridas, a remuneração não compatível com as competências e responsabilidades, e as cargas de trabalho excessivas por baixas dotações de enfermeiros, são outros factores referenciados pela investigação.

São igualmente inúmeros os estudos que relacionam os níveis de exaustão dos enfermeiros com resultados adversos para os doentes, identificando maiores riscos de erro, quase-erro ou resultados aquém do esperado.

Os enfermeiros exaustos têm também maior probabilidade de adoecer, com as consequências daí decorrentes.

A Ordem dos Enfermeiros reforça ainda que no âmbito desta problemática aprovou recentemente, em Assembleia Geral, a Norma para o Cálculo de Dotações Seguras, a qual foi prontamente divulgada junto do Ministério da Saúde.

A Norma apresenta diversas fórmulas de cálculo e tem forma legal, pelo que deve ser aplicada e respeitada aos mais diversos contextos de saúde dos sectores público, privado e social, quer seja no Continente ou nas Regiões Autónomas.

A Ordem dos Enfermeiros responsabiliza os decisores políticos pelas consequências que podem advir para a qualidade e segurança dos cuidados de enfermagem se continuarem a ser ignorados os sinais de exaustão dos profissionais, ou se forem encarados sem a atenção que merecem, como tem acontecido até agora.

 

Utentes da Saúde contra
O Movimento de Utentes de Saúde considerou hoje “não ter cabimento” a criação de uma ferramenta para o fisco cobrar taxas...

“A cobrança coerciva [de taxas moderadoras] não tem cabimento”, disse à agência Lusa Manuel Villas-Boas, acrescentando que existem já, em sede da Assembleia da República, propostas para a revogação da medida, nomeadamente por parte do grupo parlamentar do PCP.

O responsável adiantou ainda que o Movimento dos Utentes reivindica “há muito” a eliminação das taxas moderadoras e considerou que o ministro da Saúde está “mais preocupado” com as taxas do que com o Serviço Nacional de Saúde e a prestação dos cuidados médicos aos doentes.

“O ministro da Saúde está a obrigar ao pagamento de taxas sabendo que a maioria dos utentes, com o aumento do custo de vida, não o pode fazer. É um contra-senso”, frisou Manuel Villas-Boas.

A edição de hoje do Diário de Notícias revela que vai arrancar em Setembro um projecto-piloto para cobrar coercivamente as taxas moderadoras.

O projecto vai arrancar no Centro Hospitalar do Alto Ave, e funcionará através de uma ferramenta criada pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde que envia informação para as Finanças tendo em vista a cobrança de taxas moderadoras quando não são pagas dentro do prazo legal.

 

Instituto Nacional de Emergência Médica
A taxa de operacionalidade das 42 viaturas médicas de emergência e reanimação existentes em todo o país melhorou desde o início...

O Centro Hospitalar de Lisboa Central ficou entre as sete melhores unidades do país nesta matéria, durante o mês de Julho, sem qualquer minuto de inoperacionalidade das VMER, ao passo que o Centro Hospitalar do Algarve figura entre as piores, com 118 horas de inoperacionalidade, no mesmo período.

Queixas relacionadas com casos de viaturas paradas levaram a Inspecção Geral das Actividades em Saúde (IGAS) a abrir um processo de averiguações “sobre a inoperacionalidade das viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER)” e o Ministério da Saúde a publicar em Abril um despacho com vista a reforçar as regras e a gestão de recursos humanos que garantam a “operacionalidade permanente” dos meios de emergência pré-hospitalar.

Segundo o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), entre Janeiro e Julho a taxa de inoperacionalidade caiu para menos de metade, de 3,9% para 1,9%.

“As 42 VMER reduziram os períodos de inoperacionalidade para apenas 597 horas, de um total de 31.248 horas possíveis de actividade durante o mês de Julho”, sublinha o INEM.

A taxa de inoperacionalidade de 1,9% verificada no mês passado deveu-se a falta de tripulação (1,6%) e a outros motivos como avaria, acidente, reposição de material e equipamento (0,3%).

Para esta melhoria contribuiu o “acompanhamento que o INEM está a fazer destes dados, fazendo-os chegar constantemente aos hospitais, reunindo-se com os mesmos, motivando para a necessidade de manterem as VMER operacionais”, bem como o próprio despacho da tutela que “veio atribuir ao director do serviço de urgência dos hospitais uma maior responsabilização sobre o funcionamento das viaturas”, explica o instituto.

As sete melhores unidades, sem qualquer minuto de inoperacionalidade em Julho, foram os centros hospitalares Lisboa Central, Médio-Tejo e do Oeste, assim como os hospitais de Viseu, Leiria, Castelo Branco e Aveiro.

Os sete piores do mesmo mês foram os hospitais de Chaves (com mais de 155 horas de inoperacionalidade), Santarém (61 horas), Barcelos (54 horas), Portalegre (mais de 40 horas), Matosinhos (40 horas), Vila Real (20 horas) e o Centro Hospitalar do Algarve (118 horas).

 

China estima
Um total de 436.800 pessoas é portador do vírus HIV ou está doente com Sida, e 136.300 morreram da doença na China, segundo...

O director do departamento dedicado ao estudo da Sida no Centro de Controlo e Prevenção do Doenças, Wu Zunyou, citado pela agência oficial Xinhua, disse que a mortalidade provocada pela Sida caiu 17,9% em 2005 para os actuais 6,6%, graças a iniciativas como testes médicos gratuitos em zonas rurais e áreas urbanas mais desfavorecidas.

Apesar dos dados oficiais, estimativas da Organização Mundial de Saúde indicam que o número real de afectados pelo VIH/Sida na China pode rondar os dois milhões de pessoas.

A Sida chegou à China na década de 1980 e nos primeiros anos transmitiu-se principalmente em clínicas de doação de sangue sem os necessários controlos sanitários, que transmitiram o VIH a milhares de agricultores pobres, segundo a agência Efe.

 

PS recusa convite de Passos
O secretário-geral do PS, António José Seguro, recusou o convite feito pelo líder do PSD, Pedro Passos Coelho, aos socialistas,...

“A resposta é claramente um não ao primeiro-ministro”, afirmou António José Seguro, em Sines, numa conferência de imprensa.

O líder do PS disse que o “desafio” de Passos Coelho “não pode ser levado a sério”, tendo em conta “o momento e a forma como foi feito”.

Para António José Seguro, este tipo de reformas deve ser feito “no início das legislaturas e não no final”.

Seguro garantiu que, “antes das próximas eleições legislativas, o PS irá apresentar as linhas gerais de uma reforma da Segurança Social”.

Hoje, aos jornalistas, o líder do PS revelou “três linhas fortes” da proposta do partido.

“Em primeiro lugar, [dar] prioridade à economia, porque é daí que gera a riqueza para garantir a sustentabilidade das pensões, das reformas e da Segurança Social”, disse.

Em “segundo lugar”, António José Seguro, referiu o “não ao plafonamento das contribuições para a Segurança Social”, já que “isso induziria e iria criar uma Segurança Social para ricos e outra para pobres”.

“Em terceiro [lugar], nós somos favoráveis, mas isto tem que ser baseado em estudos e elementos palpáveis e não num ‘diz que disse’, a um acelerar da convergência do sistema público de pensões para o sistema geral”, afirmou.

Seguro garantiu que o partido irá “concretizá-la [a proposta] ainda mais em vésperas do próximo ato eleitoral, para que os portugueses saibam com clareza o que propõe o PS”.

 

Conflitos e exaustão
A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos vai criar mecanismos de apoio e prevenção de situações de exaustão e conflitos...

As mudanças que se observam “no sector da saúde, como por exemplo as fusões de hospitais, têm criado uma grande pressão sobre os profissionais”, disse à agência Lusa Carlos Cortes, presidente da secção da Ordem dos Médicos (OM), considerando que estas transformações podem levar a situações de “burnout (exaustão) e conflitos”.

“A classe, que não sei se algum dia possa ter sido classificada de privilegiada, tem agora muitos profissionais a atravessarem dificuldades”, frisou.

Os médicos “estão a atingir níveis de exaustão muito grandes e têm pouco tempo para executarem as suas tarefas específicas. É como se fosse uma fábrica de salsichas”, criticou, recordando que os profissionais têm hoje “muitas outras tarefas que não têm que ver com a sua actividade clínica”.

De acordo com Carlos Cortes, “os profissionais acabam por estar dedicados completamente a produzir”, deixando também de “ter tempo para dialogar, conversar e debater questões”.

Face a essas constatações, foi criado “um grupo de trabalho amplo, com um programa próprio de intervenção sobre [a síndrome do] burnout” e está também a ser desenvolvido um gabinete de mediação de conflitos por estes “terem disparado e a gravidade e consequências” dos mesmos serem mais significativas.

Por “a Ordem se ter confrontado com muitas situações de conflito”, está a ser criado um gabinete de mediação que pretende “regular os conflitos e conseguir que estes não cheguem a situações extremas como hoje existem”, afirmou Ana Paula Cordeiro, do Gabinete de Apoio ao Médico da secção regional da OM, acrescentando que os conflitos surgem “entre médicos, médicos e utentes, médicos e outros profissionais e médicos e a hierarquia”.

“Caso se actue numa fase inicial será mais fácil ultrapassar os conflitos”, salientou, explicando que este projecto, irá também envolver profissionais da área jurídica.

Em relação ao burnout, o Gabinete de Apoio ao Médico irá aplicar um questionário para todos os médicos e alunos de medicina do Centro para “se fazer o ponto de situação e identificar o que é necessário fazer para prevenir situações”, disse à agência Lusa Ana Paula Cordeiro.

Esta síndrome, que traduz exaustão física e emocional, “condiciona e dificulta as actividades do dia-a-dia dos profissionais”, havendo a percepção de que “há muitas situações, mas que os profissionais têm dificuldade em se exporem”, contou.

Além destes dois projectos, a Secção Regional do Centro continua a desenvolver o Programa de Apoio Integrado ao Médico (PAIM), criado há cerca de dez anos, em que o objectivo “passa por sinalizar médicos com problemas” de saúde, de dependência ou socioeconómicos.

A iniciativa pretende apoiar os profissionais de saúde, que muitas vezes têm problemas “na relação com a sua própria doença. Por um lado fazem auto tratamento e por outro sentem-se reticentes em pedir ajuda”, esclareceu.

No total, o PAIM recebeu oito casos em 2014, dois dos quais por dificuldades financeiras, tendo registado um total de 157 casos entre 2007 e 2013.

Segundo Ana Paula Cordeiro, poderá haver mais casos, contudo estas questões “são melindrosas”, por o profissional ter de “dar a conhecer a sua fragilidade”.

22 de Agosto
Os sindicatos da saúde e da função pública do Algarve anunciaram hoje a convocação de uma greve de 24 horas para o dia 22 de...

Em conferência de imprensa realizada à porta do centro de saúde de Faro, o coordenador regional do Algarve do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Nuno Manjua, disse que, para além da greve, irá realizar-se no mesmo dia uma tribuna pública em defesa da saúde na região, às 17:00, frente à Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

Esta será a primeira paralisação conjunta no Algarve que congregará enfermeiros, médicos e profissionais da função pública, nomeadamente, pessoal administrativo e auxiliares de acção médica, revelaram os representantes do SEP, do Sindicato dos Médicos da Zona Sul e do Sindicato da Função Pública do Sul.

Nuno Manjua apelou à mobilização de todos os cidadãos na tribuna pública a realizar-se no dia 22 de Agosto - desde utentes a autarcas e deputados, entre outros -, acrescentando que o objectivo é declarar esse dia como o dia regional em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no Algarve.

De acordo com Margarida Agostinho, do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, há muitos clínicos a abandonar os serviços por reforma ou reforma antecipada, devido às más condições de trabalho, que se traduzem sobretudo na falta de pessoal e de material, o que faz com que seja difícil manter as pessoas a trabalhar.

“Os médicos estão a sair por reformas, estão a pôr reformas antecipadas nos hospitais e nos centros de saúde, porque realmente as condições de trabalho deterioraram-se muito”, afirmou aquela responsável, questionando as vantagens da criação do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), que fundiu os três hospitais da região no verão passado.

Margarida Agostinho sublinhou que os serviços da unidade hospitalar de Portimão são os que mais têm sofrido com a fusão numa só entidade, o que é visível pela degradação do serviço de Ortopedia e a suspensão do serviço de Cardiologia, entre outros problemas que têm vindo a acentuar-se.

Rosa Franco, do Sindicato da Função Pública do Sul, chamou a atenção para o importante papel desempenhado nas unidades de saúde pelo pessoal administrativo e auxiliar e apontou inúmeras falhas nos serviços, desde a recolha do lixo ao facto de alguns profissionais serem obrigados a fazer escalas de 16 horas.

“As instituições de saúde não funcionam sem os auxiliares, principalmente porque fazem parte da equipa multidisciplinar de saúde e sem os auxiliares não há serviço nenhum que funcione”, sublinhou.

A dirigente sindical apontou ainda como exemplo o facto de telefonistas que trabalham nos hospitais terem de fazer turnos, sozinhos, das 16:00 às 24:00, sem tempo para comer, por causa da falta de pessoal.

 

 

Paulo Macedo garante que país está preparado
O ministro da Saúde garantiu hoje que Portugal está preparado para lidar com o aparecimento de casos de Ébola, durante um...

O simulacro decorreu no aeródromo de Cascais e consistiu na chegada e desembarque de uma mulher de 28 anos, que estava na Serra Leoa, transportada numa espécie de casulo - câmara de pressão negativa – sem risco para a tripulação e para quem vai contactar com a estrutura.

Com o apoio de uma equipa de três técnicos de emergência, um médico e um enfermeiro equipados com fatos adequados e formação específica para lidar com estes casos, a vítima encaminhada para uma ambulância e posteriormente transportada para o Hospital Curry Cabral, a unidade de referência para o Ébola, em Lisboa.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, que acompanhou a operação juntamente com o director-geral de Saúde, Francisco George, garantiu que os portugueses “podem ter confiança” no dispositivo montado, na prevenção que está a ser feita, na ligação com a Organização Mundial de Saúde, em termos de instruções globais, nos equipamentos e no transporte de eventuais doentes, nos hospitais e em toda a parte de resposta laboratorial e de coordenação que está a ser feita.

“Uma mensagem de confiança e de estarmos preparados para casos que possam ocorrer”, sublinhou Paulo Macedo.

Especificamente sobre os hospitais, referiu terem “meios suficientes”, lembrando que o tratamento está centralizado em três unidades - São João (Porto), Estefânia e Curry Cabral – todos com condições de tratamento e de isolamento, em quartos de pressão negativa.

“Temos feito alguns ensaios e esta é apenas uma demonstração dos meios específicos adquiridos pelo INEM, um equipamento que permite o isolamento total e que pode ser usado no caso do ébola mas também nos casos de outras doenças infecciosas como a tuberculose multirresistente”, acrescentou.

O presidente do INEM, Major Paulo Campos, explicou que o instituto está preparado para receber eventuais doentes, “apesar da baixa probabilidade de isso acontecer”, ou de ter que ir para fora do território repatriar portugueses que estejam fora e precisem de usar este tipo de equipamento.

“Todas as equipas que estão preparadas para o fazer têm formação. Temos equipas a nível nacional destinadas especificamente a este assunto e ao transporte de eventuais suspeitas de infecção por Ébola, ou confirmados, quer do ponto de vista primário, (domicílio, aeroporto) quer do ponto de vista de transporte entre unidades hospitalares”, salientou.

Paulo Campos especificou que será sempre uma equipa com dois técnicos e se a gravidade do doente assim o exigir, irá uma equipa de médico e enfermeiro.

De acordo com a tipologia da viagem também haverá variáveis: num repatriamento da Serra Leoa, que demora dez horas de voo, a decisão será diferente da de um transporte do centro de Lisboa para o Hospital Curry Cabral, que demora alguns minutos.

Outros factores que pesam na decisão clínica que preside à constituição de uma “equipa adequada” é o facto de o doente estar ou não estável, admitindo aquilo que “pode acontecer a qualquer doente, que é agravar durante o caminho”.

Os fatos de protecção para os profissionais têm maior segurança do ponto de vista biológico do que os usados para a gripe A, mas não são também os mais seguros de todos, “porque há agentes biológicos que obrigam a maior protecção do que esta, inclusivamente com circuitos respiratórios dentro do próprio fato, o que não é o caso”, explicou.

“Estamos adequados às regras mundiais em relação à infecção”, acrescentou o responsável.

 

Especialistas advertem que surtos virais podem tornar-se frequentes

O vírus Ébola, como a gripe espanhola, a poliomielite, a Sida e a síndroma respiratória aguda severa (SARS), surgiu inesperadamente a ceifar vidas e a gerar receios de um surto global, enquanto especialistas advertem que tais surtos podem tornar-se frequentes.

Alguns especialistas dizem que é improvável a epidemia de Ébola que atinge a África ocidental tornar-se global, mas advertem que os surtos virais acontecerão cada vez mais no futuro e irão expor mais pessoas a novas e estranhas patogenias, que serão levadas para casa e espalhadas pelas cidades populosas.

“Novas doenças virais estão em ascensão, enquanto as populações se tornam mais densas e móveis”, disse Arnaud Fontanet, chefe da área de epidemiologia do Instituto Pasteur de França.

A perda de habitats com a desflorestação e as alterações climáticas, que forçam os animais portadores de doenças a ficarem mais próximos dos humanos, são também ingredientes para o surgimento de novas pandemias.

“Os surtos parecem estar cada vez mais frequentes”, disse à agência francesa AFP o professor de virologia molecular Jonathan Ball, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

“Estamos a caminhar para um (surto) realmente grande? Não seria uma grande surpresa se uma outra (grande pandemia) estivesse a esperar para acontecer. Tudo o que podemos fazer é vigiar e estarmos preparados”, disse Ball.

Talvez mais do que outra em tempos recentes, a epidemia de SARS levantou o véu sobre o tipo de devastação global causado pela gripe espanhola, que entre 1918 e 1920 matou entre 50 a 100 milhões de pessoas.

A SARS matou 800 pessoas, sobretudo na Ásia, mas não antes de infectar pessoas em 40 países em semanas, causando pânico, que foi sentido no número de voos cancelados, nas escolas fechadas e na venda de máscaras cirúrgicas.

Outro vírus mais letal pode estar à espreita, ao virar da esquina, segundo especialistas.

“Há a possibilidade de mais infecções virais a emergirem devido ao aumento das populações em regiões do mundo onde os vírus estão, muitas vezes em morcegos ou macacos que são caçados para alimentação”, disse o virologista John Oxford da Queen Mary University, de Londres.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) 154 novas doenças causadas por vírus foram descobertas entre 1940 e 2004, sendo dois terços destas transmitidas através de animais.

A OMS insiste que não há provas de que as epidemias são mais frequentes, mas há uma melhoria dos mecanismos de identificação de novas doenças.

 

Investigação internacional desenvolve
A solução para a eliminação das células cancerígenas pode passar pelo sal. Um grupo internacional de investigadores acaba de...

Embora não seja a primeira vez que os cientistas criam transportadores sintéticos de iões, nunca antes tinha sido possível demonstrar que o influxo de sal é capaz de provocar a morte das células cancerígenas.

O avanço, da responsabilidade de especialistas das universidades de Southampton, no Reino Unido, do Texas, nos EUA, e de Yonsei, na Coreia do Sul, bem como do norte-americano Austin's College of Natural Sciences, poderá conduzir à criação de novos fármacos contra o cancro e beneficiar, também, doentes que sofram de fibrose cística.

“Descobrimos que podemos provocar a morte das células com sal”, explica Philip Gale, co-autor do estudo publicado, esta semana, na revista científica Nature Chemistry, acrescentando que este trabalho “mostra que os transportadores de cloreto trabalham a par do sódio nas membranas celulares” para obter os resultados pretendidos.

Uma das formas utilizadas para a destruição das células é a indução da sua morte através de alterações no equilíbrio de iões. Porém, quando estão em causa células cancerígenas, estas são capazes de alterar o modo como transportam os iões, bloqueando o processo de apoptose - ou seja, prevenindo-se contra o seu próprio “suicídio”.

 

Molécula tem ainda de ser aperfeiçoada

Agora, a equipa internacional conseguiu desenvolver uma molécula através do envolvimento dos iões de cloreto num “cobertor” orgânico que permite que este se dissolva na membrana celular, composta, maioritariamente, de gordura e que atraia, ao mesmo tempo, iões de sódio, desactivando o mecanismo protector das células.

Injae Shin, da Universidade de Yonsei, e os seus colegas, provaram, posteriormente, que esta molécula promove a morte celular em culturas de células cancerígenas humanas e que as concentrações de iões nas células doentes se modificam no momento em que é desencadeada a sua autodestruição.

No entanto, os cientistas alertam que a molécula sintética criada provoca tanto a morte de células doentes, como de células saudáveis. Para ser útil no tratamento do cancro, esta terá ainda de ser aperfeiçoada de modo a actuar, somente, sobre as células cancerígenas.

 

Relatório de Coordenação da Reforma Hospitalar
Com um horizonte temporal 2014-2016, a reforma hospitalar, que já começou a ser levada a cabo em Portugal, vai cair nas mãos do...

Começou há vários anos, mas não vai terminar com o actual Governo. A reforma hospitalar deu o primeiro passo com a publicação de uma portaria (82/2014), no primeiro semestre de 2014, e visa a criação e revisão das chamadas “redes de especialidades hospitalares e de referenciação”, de acordo com o Público citado pelo Notícias ao Minuto.

Porém, o 1.º Relatório de Coordenação da Reforma Hospitalar, a que o Público teve acesso, permite concluir que os planos estratégicos que vão definir a futura “arquitectura da rede hospitalar” têm o “horizonte 2014-2016”.

Neste âmbito, foram já concentrados quatro serviços de urgência hospitalares (Valongo, Curry Cabral, Covões e Montalegre) e encerradas quatro unidades (hospitais de São Lázaro, em Lisboa, de Maria Pia, no Porto, o Centro Psiquiátrico de Arnes e o do Lorvão, na zona Centro).

Expressa em “oito iniciativas estratégicas” corporizadas em “70 medidas”, a reforma hospitalar – uma das medidas mais importantes medidas a tomar na área da saúde, em conformidade com o memorando da troika – levou, ainda, à abertura de sete unidades (Unidade Local de Saúde da Guarda, hospitais de Lamego, de Loures, de Vila Franca de Xira e de Amarante, o Centro de Reabilitação do Norte e o Centro Materno-Infantil do Norte).

Nas mãos do próximo Governo vai ficar a medida mais polémica que implica o fecho de vários serviços e valências hospitalares, como esclareceu, em declarações ao Público, o responsável pelo grupo que coordena a reforma hospitalar, Jorge Penedo.

Este é “um processo de extrema complexidade”, porque se visa uma “verdadeira transformação ao nível da estrutura. (…) São medidas que queremos que sejam tecnicamente correctas, devem passar pelos governos. Nós próprios fomos buscar medidas que vinham de trás”, explicou Jorge Penedo.

 

Estudo revela:
Vacinas de alta dosagem são 24% mais eficazes para proteger as pessoas com mais de 65 anos contra a gripe e as suas complicações.

Segundo um estudo publicado na revista médica norte-americana New England Journal of Medecine (NEJM), as vacinas de alta dosagem são 24% mais eficazes para proteger as pessoas com mais de 65 anos contra a gripe e as suas complicações.

O ensaio clínico envolveu cerca de 32 mil participantes em 126 centros de pesquisa nos Estados Unidos e no Canadá durante as temporadas de gripe 2011/2012 e 2012/2013 no hemisfério norte.

Os investigadores compararam uma vacina trivalente de alta antigripal e uma vacina normal entre as pessoas com mais de 65 anos.

Os especialistas concluíram que a vacina de alta dosagem era segura e gerava uma resposta de anticorpos mais elevada, protegendo esta população, que é mais vulnerável.

O estudo, publicado na quarta-feira, indicou ainda que a vacina poderia evitar as hospitalizações, as pneumonias, os problemas cardio-respiratórios e o uso de medicamentos.

Em média, a gripe sazonal fez 36 mil mortos por ano e provocou 226 mil hospitalizações anuais nos Estados Unidos entre 1990 e 1999, sublinharam os investigadores da faculdade de medicina da Universidade Vanderbilt.

As pessoas acima dos 65 anos são particularmente sujeitas às complicações da gripe e são responsáveis pelo maior número de internamentos e mortes em relação a esta infecção viral.

Segundo o estudo, a vacina de alta dosagem deverá permitir evitar um caso em quatro de gripe entre as pessoas mais idosas.

 

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera estendeu a interdição da captura de bivalves, no litoral entre Faro e Olhão, às...

Com a proibição da captura daquelas duas espécies de bivalves - ostras e às amêijoas pé-de-burrinho -, de acordo com a última actualização daquele instituto, datada de quarta-feira, passa a estar interditada a captura de todos os bivalves na faixa litoral entre Faro e Olhão, devido à presença de toxinas que provocam intoxicação diarreica.

Em comunicado, publicado no sítio de Internet do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o instituto adianta que a proibição da captura de todos os bivalves se mantém na faixa litoral entre Tavira e Vila Real de Santo António.

Por outro lado, já é possível capturar ostra e berbigão na zona de Cacela, na Ria Formosa, estando, no entanto, todos os outros bivalves daquela zona sujeitos à interdição temporária de apanha, com vista à comercialização e consumo.

Na Ria Formosa está também interditada a apanha de todas as espécies de bivalves nas zonas Olhão 1 e Olhão 4 e todas, excepto o mexilhão, na zona Olhão 3, adianta o IPMA.

Também na Ria Formosa, mas nas zonas Tavira 2 e Cacela, está proibida a apanha de todos os bivalves, excepto ostra e berbigão.

 

Centro Hospitalar Cova da Beira - Unidade de Neuropsicologia
Centro Hospitalar Cova da Beira retoma em Setembro sessões de apoio a cuidadores informais. As inscrições são gratuitas, mas...

O Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB), através da Unidade de Neuropsicologia, está a dinamizar sessões de apoio aos cuidadores informais, com doentes dependentes a seu cargo, para explicar “Como Cuidar deles sem se esquecer de Si”. A primeira sessão, realizada no dia 4 de Agosto de 2014, contou com a participação de 18 cuidadores.

Na sessão participaram cuidadores informais identificados na Consulta de Neuropsicologia, mas o objectivo é alargar a participação a todos os cuidadores de doentes dependentes, independentemente do tipo de doença/demências ou acidente vascular cerebral.

“O objectivo é gerir as emoções, ajudar na resolução de problemas, procurando evitar que adoeçam, porque uma das consequências de ser cuidador é entrar em depressão”, afirma Soraia Ferreira, psicóloga do CHCB, e acrescenta “se o cuidador tiver o apoio necessário para lidar com a doença e gerir as suas próprias emoções, vai desempenhar melhor a sua tarefa e o próprio doente poderá ter melhor qualidade de vida”.

Ainda, segundo a neuropsicóloga Teresa Bordalo, coordenadora da Unidade de Neuropsicologia do CHCB, a maioria dos cuidadores informais são mulheres, sobretudo filhas, mães ou cônjuges que cuidam de doentes incapazes de se vestirem ou de se alimentarem sozinhos. “Os cuidadores sofrem um desgaste enorme e acabam, na maior parte dos casos, por se negligenciarem totalmente. Eles deixam de viver. Vivem em função do bem-estar da outra pessoa. Queremos por isso ajudá-los para que não se esqueçam deles próprios”, conclui a especialista.

O Centro Hospitalar Cova da Beira retoma as sessões de apoio a cuidadores informais em Setembro, com uma periodicidade mensal ou quinzenal. As inscrições, gratuitas mas obrigatórias, podem ser feitas através do e-mail: [email protected] ou do telefone 275330000, com pedido de reencaminhamento da chamada para a extensão 10700.

 

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