Relatório anual sobre o acesso a cuidados de saúde
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As filas de espera são uma das grandes ‘dores de cabeça’ dos utentes que se deslocam aos hospitais. Mas o país não parece estar a ir num bom caminho.

De acordo com o Jornal de Notícias, houve no ano passado pouco mais de seis milhões de consultas nas urgências. Contudo, quase três milhões (42%) foram consideradas desnecessárias, por ter sido atribuído ao utente pulseira azul, verde ou branca.

Estas falsas urgências justificam-se, em grande parte, pelo difícil acesso dos portugueses a consultas nos centros de saúde, como revela o relatório anual sobre o acesso a cuidados de saúde.

 

Direcção-Geral da Saúde informa:
Um surto de Doença por Vírus Ebola decorre na Guiné-Conacri desde Fevereiro de 2014. Foram também confirmados casos na Libéria.

A infecção resulta do contacto directo com líquidos orgânicos de doentes (tais como sangue, urina, fezes, sémen). A transmissão da doença por via sexual pode ocorrer até 7 semanas depois da recuperação clínica.

Uma vez que o período de incubação da doença pode durar até 3 semanas é provável que novos casos venham ainda a ser identificados. No entanto, as medidas de controlo já implementadas naquela região Africana, tais como isolamento, monitorização activa dos casos e vigilância reforçada nas fronteiras, poderão conter este surto e prevenir a propagação da doença.

O risco para os países europeus é considerado baixo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, as viagens à região afectada não estão desaconselhadas.

 

Comunicados do Director-Geral da Saúde

Comunicado nº C77_01_v1 de 30/07/2014 - Recomendações para viajantes

Comunicado nº C69_02_v2 de 16/04/2014 - Recomendações para viajantes

Comunicado nº C69_01_v2 de 14/04/2014 - Exclusivamente dirigido a profissionais de saúde

 

Orientações da Direcção-Geral da Saúde

Orientação nº 002/2014 de 28/04/2014 - Doença por vírus Ébola. Procedimentos a adoptar pelos Serviços de Saúde

Orientação nº 003/2014 de 28/04/2014 - Equipamentos de protecção individual para agentes biológicos de tipo 4

Orientação nº 004/2014 de 28/04/2014 - Doença por vírus Ébola – Procedimentos Laboratoriais

Orientação nº 005/2014 de 28/04/2014 - Doença por Vírus Ébola - Vigilância do Viajante - Viagem marítima. Guia de procedimentos para Agências de Navegação, Autoridades Marítimas e Portuárias e Autoridades de Saúde dos Portos

Orientação nº 006/2014 de 28/04/2014 - Doença por vírus Ébola. Vigilância do viajante durante um voo, antes do embarque ou após o desembarque. Guia de procedimentos para companhias aéreas, aeroportos e autoridades de saúde dos aeroportos.

 

Especialista refere
Recuperação é mais rápida e menos dolorosa. 10 dias após a intervenção, as mulheres regressam ao trabalho.

Assintomáticos na maioria dos casos, os miomas uterinos afectam dois milhões de portuguesas. É o tumor benigno mais comum no aparelho genital feminino. A dimensão e localização são determinantes para conservar o útero e engravidar, razão pela qual a miomectomia é, no limite, o tratamento indicado, escreve o Correio da Manhã Online.

Com os avanços da medicina, actualmente é possível remover o mioma, sem cortes, com menor risco de infecção e uma recuperação mais rápida e menos dolorosa. A laparoscopia é uma técnica com claros benefícios.

“A laparoscopia permite-nos ver. No meu grupo de cirurgia, todas as patologias da mulher são tratadas por laparoscopia, desde a mais complexa, que é a endometriose, até à extracção do útero. Em geral, dependendo do tipo de mioma e da localização, após cerca de seis a oito semanas a mulher pode tentar a gravidez”, explica António Setúbal, director do Departamento de Ginecologia e de cirurgia minimamente invasiva do Hospital da Luz, em Lisboa.

Cerca de 10 dias depois da cirurgia, acrescenta o especialista, as doentes podem voltar à sua ocupação profissional sem dores e com a certeza de que a sua fertilidade não foi comprometida.

 

EUA
Depois dos testes em animais, Instituto Nacional de Saúde dos EUA prepara-se para iniciar o teste em humanos da vacina contra o...

O Instituto Nacional de Saúde dos EUA anunciou que iniciará o teste em humanos da vacina contra o Ébola. Os trabalhos começarão em Setembro e os primeiros resultados já poderão ser vistos no início de 2015. A agência do governo está a trabalhar há anos no antídoto e já teve bons resultados nos testes em animais, refere o Diário Digital.

Em entrevista à CNN, o director do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês), Anthony Fauci, disse que “está a trabalhar em parceria com a Food and Drug Administration (FDA) para terminar a primeira fase de experimentação o mais rápido possível”. A FDA é um órgão do governo norte-americano para controlar, através de testes e pesquisas, os alimentos e os medicamentos que serão comercializados no país.

Essa primeira fase é fundamental para verificar se a vacina trará efeitos colaterais. Caso não seja encontrado nenhum problema, passa-se para a segunda fase, que testa a eficácia do medicamento. Desde o início da epidemia de Ébola em África, foram registados 1323 casos e 726 mortes pela doença.

 

Conheça os factores de risco
As lesões de origem músculo-esquelética (músculos e articulações), principalmente traumáticas ou de
Lesões músculo-esqueléticas

As lesões músculo-esqueléticas são o problema relacionado com o trabalho, mais comum na Europa. Perto de 24% dos trabalhadores da UE dizem sofrer de lombalgias e 22% queixam-se de dores musculares.

Quando falamos de lesões músculo-esqueléticas, referimo-nos a afecções que podem afectar os músculos, as articulações, os tendões, os ligamentos, os nervos, os ossos e doenças localizadas do aparelho circulatório.

As lesões músculo-esqueléticas não só causam sofrimento e perdas de rendimento a nível pessoal, como também têm custos para as empresas e as economias nacionais, uma vez que qualquer trabalhador pode vir a sofrer de lesões músculo-esqueléticas. Contudo, estas lesões podem ser evitadas através de uma avaliação das tarefas que o trabalhador executa, na adopção de medidas preventivas e num controlo contínuo da eficácia dessas medidas.

A verdade é que a maioria das lesões músculo-esqueléticas são de origem profissional, cumulativas, resultantes da exposição repetida a esforços mais ou menos intensos ao longo de um período de tempo prolongado. Portanto, os sintomas surgem tardiamente. No entanto, podem também ter a forma de traumatismos agudos, tais como fracturas causadas por acidentes.

Estas lesões afectam principalmente a região dorso-lombar, a zona cervical, os ombros e os membros superiores, mas podem afectar também os membros inferiores. Algumas lesões músculo-esqueléticas, tais como a síndrome do canal cárpico, que afecta o pulso, são lesões específicas que se caracterizam por sinais e sintomas bem definidos. Outras manifestam-se unicamente por dor ou desconforto, sem que existam sinais de uma lesão clara e específica.

Factores de risco das lesões musculo-esqueléticas

São vários os factores que podem contribuir para a manifestação de lesões músculo-esqueléticas: factores físicos e biomecânicos, factores organizacionais e psicossociais, factores individuais e pessoais. Estes factores podem exercer uma acção separadamente ou combinados.

Factores físicos

  • Aplicação de força, por exemplo, levantar, transportar, puxar, empurrar, utilização de ferramentas;
  • Movimentos repetitivos;
  • Posturas forçadas ou estáticas, por exemplo, mãos acima do nível dos ombros ou posição sentada ou de pé durante muito tempo;
  • Compressão localizada exercida por ferramentas ou superfícies;
  • Vibrações;
  • Frio ou calor excessivos;
  • Iluminação deficiente susceptível, por exemplo, de causar um acidente;
  • Elevados níveis de ruído, susceptíveis de causar tensão física.

Factores organizacionais e psicossociais

  • Trabalho exigente, falta de controlo sobre as tarefas executadas, baixos níveis de autonomia;
  • Baixos níveis de satisfação com o trabalho;
  • Trabalho monótono, repetitivo, executado a um ritmo rápido;
  • Falta de apoio por parte dos colegas, dos supervisores e das chefias.

Factores individuais

  • Antecedentes clínicos;
  • Capacidade física;
  • Idade;
  • Obesidade;
  • Tabagismo.

Tratamento das lesões musculo-esqueléticas

Os objectivos da terapêutica são, essencialmente, aliviar a dor e reduzir a incapacidade. Para isso a abordagem deve ser multidisciplinar, isto é, ter em conta aspectos preventivos, a reabilitação através de fisioterapia e administração de fármacos que permitam uma recuperação mais rápida do doente. As lesões de origem músculo-esquelética (músculos e articulações), principalmente traumáticas ou de início súbito, têm melhor prognóstico quando a intervenção ocorre na fase aguda, especialmente as lesões musculares (roturas) e ligamentares (entorses).

Contudo, a prevenção continua a ser a melhor arma. Saiba como:

  • Evitar os riscos de lesões músculo-esqueléticas;
  • Avaliar os riscos que não podem ser evitados;
  • Combater os riscos na origem;
  • Adaptar o trabalho ao homem;
  • Adaptação à evolução tecnológica;
  • Substituir o que é perigoso pelo que é seguro ou menos perigoso;
  • Conceber uma política global de prevenção coerente, que abranja todas as cargas exercidas sobre o corpo;
  • Privilegiar as medidas de protecção colectivas relativamente às medidas de protecção individual;
  • Dar instruções adequadas aos trabalhadores.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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Quais os tipos de implantes mamários disponíveis?

Deverá procurar obter informação actualizada com o médico-cirurgião especialista na área, pois trata-se de um campo que evolui com alguma rapidez no que diz respeito aos tipos de materiais utilizados, bem como ao desenho dos implantes.

Só um acompanhamento contínuo destas matérias, por parte dos especialistas, permite um nível de informação adequado de forma a poder esclarecer as suas dúvidas de forma actualizada.

A utilização de tecidos do próprio doente para obter volume mamário é possível, no entanto, raramente é utilizado para fins puramente estéticos, pelas implicações que tem nas zonas de onde se mobilizam os referidos tecidos. Trata-se de uma solução habitualmente considerada para a reconstrução mamária após mastectomia. A injecção de gordura (por exemplo lipoaspirada de outras áreas) não tem habitualmente resultados satisfatórios para um aumento global do volume mamário. Procure esclarecer-se sobre as alternativas existentes para o seu caso específico, uma vez que o resultado que pretende poderá não passar pela colocação de implantes mamários mas por outras técnicas (por exemplo reformulação do formato mamário por mastopexia).

A solução mais frequente a que se recorre para aumento mamário é a colocação de implantes mamários sintéticos, obtidos por técnicas de fabrico adequadas e dependentes do licenciamento das autoridades competentes.

De uma forma geral estes implantes são constituídos por um invólucro de silicone de textura exterior lisa ou texturada, preenchidos com diferentes tipos de substâncias. Os produtos habitualmente utilizados para o seu preenchimento são o gel de silicone (com diferentes consistências), uma solução salina (sal e água em concentrações semelhantes às existentes no organismo) ou o hidrogel (um gel à base de água, açúcar e sal).

Para além das mencionadas, existem numerosas outras variantes técnicas entre os diferentes dispositivos, nomeadamente, no que diz respeito à forma ou sistemas de preenchimento que podem condicionar o resultado estético final, pelo que é imprescindível a discussão do seu caso com o cirurgião especialista. Deverá procurar esclarecer com este as vantagens e desvantagens de cada um dos implantes.

Nos últimos anos gerou-se alguma controvérsia acerca de potenciais doenças resultantes de fuga de silicone de implantes mamários. Não existe relação, de acordo com os dados científicos actuais, entre a aplicação de implantes mamários e o aparecimento de doenças, como por exemplo doenças autoimunes, doenças do tecido conjuntivo, doenças neurológicas ou cancro. Procure obter informação actual junto do seu cirurgião sobre a relação do silicone com estas doenças generalizadas e quais as características dessas mesmas doenças.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Amamentação: um ganho para toda a vida!
Assinala-se hoje o Dia Mundial do Aleitamento Materno com o mote: Amamentação: um ganho para toda a vida!

O tema escolhido para este ano assinalar o Dia Mundial do Aleitamento Materno foi “Amamentação: um ganho para toda a vida!”, que pretende afirmar a importância de aumentar e manter a protecção, promoção e apoio do aleitamento materno, tal como assinalam os Objectivos do Milénio (ODM). Ver mais...

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) associa-se ao espírito desta campanha destacando os “Cuidados Antecipatórios” do Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil onde se preconiza que desde o nascimento este seja tema de abordagem obrigatória nas consultas com os pais, no sentido de promover a manutenção do aleitamento materno, em exclusivo, até aos 6 M e, só a partir desta idade, complementá-lo com o início da diversificação alimentar

A DGS aconselha pais e profissionais a consulta das – Orientações da DGS em http://www.saudereprodutiva.dgs.pt e manual de aleitamento materno do Comité Português para a United Nations Children's Fund (UNICEF) - Comissão Nacional http://www.unicef.pt/docs/manual_aleitamento.pdf.

 

Direcção-Geral da Saúde
A Direcção-Geral da Saúde emitiu um comunicado com o objectivo de informar e alertar o público para as questões da segurança...

Informar e alertar o público para as questões da segurança dos banhistas, da qualidade das águas balneares e ainda, o ponto de situação de algumas intervenções nas praias do litoral, necessárias para recuperar os estragos do último inverno, foi o objectivo principal do comunicado emitido hoje pela Direcção-Geral da Saúde em conjunto com a Agência Portuguesa do Ambiente e Autoridade Marítima Nacional/Instituto de Socorros a Náufragos.

As entidades começam por alertar que “a segurança depende em primeiro lugar de cada um dos banhistas que deverá observar a informação e sinalética existente nas praias, seguir sempre as instruções dos nadadores salvadores e frequentar os locais com controlo da qualidade da água”.

Registou-se no período de Maio a 31 de Julho um caso mortal em zona marítima não vigiada de jurisdição marítima, menos quatro casos que em 2013 no período homólogo. Não houve nada a registar em praias ou zonas fluviais, vigiadas ou não vigiadas. Já no que concerne a actividades operacionais dos nadadores salvadores na praias vigiadas registaram-se, no mesmo período, 183 intervenções, 165 assistências a primeiros socorros e 19 buscas com sucesso a crianças perdidas na praia.

No mesmo comunicado chama-se a atenção para o facto de se encontrarem identificadas as águas balneares costeiras pelo que é desaconselhada a prática balnear nas águas que não estão identificadas como tal. Durante o mês de Julho das 457 águas balneares identificadas em 2014 (351 costeiras e de transição e 106 interiores) em Portugal continental, verificaram-se nove ocorrências que implicaram quatro desaconselhamentos dos banhos pela Agência Portuguesa do Ambiente, I.P. e cinco interdições pelas autoridades de saúde – Administrações Regionais de Saúde, conforme ilustrado no quadro seguinte. Conclui-se, portanto, que cerca de 98% das águas balneares de Portugal continental não registaram qualquer ocorrência de desaconselhamento ou interdição da prática balnear durante o mês de Julho, conforme se ilustra na figura seguinte.

Na sequência das intempéries que ocorreram no inverno passado e que causaram danos significativos no litoral português, a Associação Portuguesa do Ambiente tem estado a desenvolver uma série de intervenções no sentido de garantir a segurança de pessoas e bens e assegurar o restabelecimento das normais condições de acesso e utilização das zonas balneares afectadas.

Presentemente estão em curso cerca de 15 empreitadas em praias de diversos concelhos de norte a sul do país. Dada a dimensão física e financeira, salienta-se a acção de “Alimentação Artificial das Praias da Costa da Caparica e de S. João da Caparica” a qual está ter lugar de forma faseada de modo a minimizar os impactos no utilizador.

Informação mais específica sobre as intervenções em questão, poderá ser obtida no site da APA www.apambiente.pt. O comunicado pode ser consultado na íntegra em http://www.dgs.pt/em-destaque/epoca-balnear-2014-ponto-de-situacao-em-julho-informacao-ao-publico.aspx

 

Algarve: panorama nos hospitais públicos da região
Doentes chegam a esperar cerca de dois anos para consultas em algumas especialidades.

O tempo médio de espera para consultas externas no hospital de Faro atinge quase os seis meses e no de Portimão cifra-se em cerca de quatro. Mas existem especialidades em que a demora ainda é superior, como o caso de Neurologia, em que supera os dois anos. O Governo reconhece as dificuldades de resposta e garante que já deu autorização para a contratação de mais médicos, noticia o Correio da Manhã Online.

Segundo dados revelados pelo Ministério da Saúde em resposta a uma pergunta de deputados do PCP, as especialidades com maior tempo médio de espera na unidade de Faro são Neurocirurgia (825,6 dias), Ortopedia (627,2), Oftalmologia (587,3), Urologia (289,6) e Dermato-venerologia (284,1).

Neste hospital, as especialidades com menor demora são Pneumologia (42,3 dias), Obstetrícia (44,8), Cirurgia Geral (45) e Doenças Infecciosas (47,6).

Na unidade de Portimão, que dispõe de menos especialidades do que Faro, os doentes esperam, em média, 612,3 dias para a consulta de Urologia, 210,1 para Dermato-venerologia, 193,2 para Oftalmologia e 163,8 para Ortopedia. Os tempos mais reduzidos de espera são nas valências de Doenças Infecciosas (17,4 dias) e Hematologia Clínica (20).

O Governo diz que está atento a “algumas dificuldades que se têm vindo a sentir no Centro Hospitalar do Algarve [o CHA integra as unidades de Faro e Portimão], pelo que está a autorizar a contratação dos profissionais de saúde” solicitados pela administração do CHA.

O Ministério da Saúde frisa que os Agrupamentos de Centros de Saúde e o CHA estão a trabalhar para “melhorar os circuitos de referenciação à primeira consulta e a comunicação entre os dois níveis de cuidados”, com prioridade para “as especialidades mais carenciadas”.

 

Tendo em conta resultados de vários estudos
A Ordem dos Nutricionistas alertou para a importância do consumo de fruta e hortícolas como prevenção das doenças...

Durante os períodos de acompanhamento variando de 4,6 a 26 anos houve 56.423 mortes (11.512 por doença cardiovascular e 16.817 por cancro) entre 833.234 participantes. A associação entre o consumo de fruta e hortícolas e o risco de mortalidade foi examinada em vários estudos. O maior consumo de fruta e hortícolas está associado a um risco reduzido de mortalidade por qualquer causa, com uma redução média de risco de 5% (6% para a fruta e 5% para os hortícolas). Registou-se um limite em torno das cinco porções por dia, depois do qual o risco de morte não reduziu mais. Estes resultados foram recentemente publicados no British Medical Journal.

Para Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, “esta meta-análise fornece uma evidência adicional de que um aumento do consumo de fruta e hortícolas é associado a um menor risco de mortalidade por todas as causas, em particular a mortalidade cardiovascular. Os resultados apoiam as recomendações actuais para aumentar o consumo de fruta e hortícolas para cinco porções por dia, com vista a promover a saúde e a longevidade”, escreve o Diário Digital.

Um outro estudo transversal realizado em Portugal, como parte do estudo Pro Children, em que foram questionadas 1.853 mães de crianças entre os 11 e os 13 anos de idade sobre o consumo de frutas e vegetais revelam que: a média de ingestão de frutas e vegetais foi 221,2 e 170,0 g / dia, respectivamente. Apenas 46% das mães segue as recomendações da OMS (≥ 400g de fruta e hortícolas / dia). O consumo diário de fruta foi significativamente maior entre as mães que vivem com o cônjuge / companheiro, e que pertencem a uma classe social mais elevada. Para os hortícolas, a ingestão diária foi significativamente maior entre as mães com ensino superior e de classe social mais alta.

Para Alexandra Bento, os resultados deste estudo “são muito preocupantes uma vez que mostra que a média de ingestão de fruta e hortícolas entre as mães portuguesas está muito abaixo das recomendações internacionais. Estratégias eficazes para promover o consumo de fruta e hortícolas são necessárias, especialmente para as mães pertencentes às classes sociais mais baixas e com níveis de escolaridade inferiores, para se sedimentar o trabalho da prevenção de patologias associadas a uma alimentação desadequada”.

Também o projecto de investigação Geração 21, que se dedica ao acompanhamento de cerca de 8.600 crianças, bem como das suas respectivas famílias, apresentou recentemente dados que indicam que, apesar da maioria das crianças consumir fruta e hortícolas diariamente, apenas 20% come hortícolas às refeições e que cerca de metade come 2 ou mais peças de fruta por dia. Sobre sopa explica que esta é consumida 2 vezes por dia por 75% das crianças, sendo a principal fonte de hortícolas desta idade.

Relativamente à recomendação da Organização Mundial de Saúde de um consumo mínimo de cinco porções de fruta e hortícolas por dia, o estudo verifica também que apenas quatro em cada 10 crianças atingiram estas recomendações.

 

Serviço Nacional de Saúde
Beneficiários do complemento solidário para idosos têm direito a apoios adicionais, mas em 2013 só 15% estavam inscritos para...

Desde 2007 que ser beneficiário do complemento solidário para idosos permite ter acesso a uma ajuda financeira adicional para suportar este tipo de encargos, mas só 15% dos idosos carenciados usufruem deste direito. A falta de informação parece ser uma justificação para tão poucos solicitarem estes apoios, explicaram ao iOnline vários médicos e o porta-voz do Movimento de Utentes do Serviço Nacional de Saúde, Manuel Vilas Boas. Depois de três anos de alertas e preocupações com o impacto da crise no acesso à saúde, ninguém recorda ter havido recentemente algum tipo de divulgação pública destes benefícios.

O balanço do número de beneficiários dos chamados benefícios adicionais em saúde (BAS) surge no último relatório de acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), que o mesmo jornal consultou. Em 2013, estavam inscritos como beneficiários dos BAS 35 374 idosos. Cruzando esta informação com os dados da Segurança Social sobre os beneficiários do complemento solidário para idosos (CSI), verifica-se que havia mais 200 mil idosos que poderiam ter usufruído destas ajudas. No ano passado, 237 844 idosos beneficiaram do CSI, o que permite calcular que apenas 14,9% aproveitaram os BAS. Consultando o relatório de 2012, verifica-se que já nesse ano a taxa de utilização destes apoios pelos idosos era desta ordem, com uma taxa de 15,5%.

Numa pesquisa na internet, não é difícil encontrar as regras para ter acesso a estes apoios, sobretudo no site da Segurança Social. Mas nos centros de saúde não existe material de divulgação, embora os serviços dêem indicações a quem pergunta, o que implica estar informado à partida. Já as cartas do Instituto de Segurança Social que atribuem o CSI não fazem referência a este direito.

António Pimenta Marinho, médico da Unidade de Saúde Familiar + Carandá, em Braga, recorda que a última vez que houve algum esforço de divulgação foi em 2011. “Deveria ser feita com mais periodicidade”, defende o médico, admitindo que o desconhecimento ou o esquecimento destes direitos não existe só entre os utentes mas também entre os profissionais. “Quando um doente vem à consulta não existe nenhum alerta de que tem complemento solidário para idosos. Ou nos apercebemos da situação ou o doente sabe disso e diz”, explica Pimenta Marinho.

Rui Nogueira, vice-presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e médico de família em Lisboa, admite que não tinha conhecimento da existência destes apoios. Nogueira adianta que os actuais sistemas informáticos também não permitem aos médicos saber se os seus utentes são ou não pessoas carenciadas. “Mesmo as isenções de taxas moderadoras já não passam pelos nossos sistemas, sendo da responsabilidade das Finanças. Os únicos casos em que é o médico a activar a isenção dizem respeito a grávidas”.

Manuel Vilas Boas, porta-voz do Movimento de Utentes do Serviço Nacional de Saúde, defende que a baixa utilização destes apoios acaba por ser sintoma de algo maior: “Os mais velhos e carenciados cada vez têm mais dificuldades em deslocar-se aos cuidados de saúde e compram menos medicação. Não usam estes apoios porque não estão informados e porque estão cada vez mais afastados do SNS”. Vilas Boas não duvida que seria necessária maior divulgação para que este tipo de medidas tivesse algum impacto nos utentes. “O silêncio sobre elas só sugere que é de propósito”.

 

Revisão da literatura científica
O cigarro electrónico é menos prejudicial do que o tabaco convencional, afirma um grupo de investigadores britânicos após...

Resultados de um novo estudo sobre a matéria divulgado pela publicação científica ScienceDaily refere que, apesar dos efeitos do uso dos cigarros electrónicos serem desconhecidos, esse são menos prejudiciais à saúde comparativamente aos cigarros convencionais, escreve o Jornal de Notícias na sua edição digital.

No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem uma visão conservadora sobre o cigarro electrónico desaconselha “vivamente” a sua utilização, e, em Portugal, também a Sociedade de Pneumologia (SPP) tem alertado que não se conhecem os efeitos destes produtos na saúde.

De acordo com a ScienceDaily, a revisão feita pelos investigadores da Universidade de Queen Mary de Londres conclui que, apesar de lacunas no conhecimento, as provas que actualmente existem não justificam que se regule com mais rigor os cigarros electrónicos mais do que os cigarros convencionais. A revisão científica foi conduzida por uma equipa internacional que há anos lidera pesquisas sobre os efeitos do tabaco.

Citado pela ScienceDaily, o investigador da Universidade Queen Mary de Londres, Peter Hajek, considerou que “a evidência é clara: os cigarros electrónicos devem ser autorizados a competir contra os cigarros convencionais no mercado”.

“Os profissionais de saúde devem advertir os fumadores que não estão dispostos a abandonar o uso de nicotina a trocar o cigarro convencional pelo electrónico. Os fumadores que não conseguirem parar com o actual tratamento podem beneficiar-se ao passar a usar os cigarros electrónicos”, acrescentou Peter Hajek.

Um estudo divulgado em Junho estima que quase 30 milhões de europeus experimentaram cigarros electrónicos em 2012, sendo que a maioria, com idades entre 15 e 24 anos, fumava tabaco tradicional regularmente e já tinha tentado deixar o vício.

Em Viseu
A Ordem dos Enfermeiros realiza amanhã, dia 1 de Agosto, uma visita institucional à sociedade anónima Casa de Saúde de São...

A visita da Ordem dos Enfermeiros (OE) surge na sequência de denúncias sobre o funcionamento dessa instituição privada, que aludem a situações de risco para a segurança e qualidade dos cuidados que são prestados aos cidadãos.

As denúncias incluem a existência de um número insuficiente de enfermeiros, o exercício na instituição de enfermagem por quem não dispõe de título profissional, configurando a prática ilegal e crime de usurpação de funções, bem como a determinação de actos de enfermagem por responsáveis administrativos.

A delegação da OE integra o próprio Bastonário, Enf.º Germano Couto, a Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional do Centro (SRC), Enf.ª Isabel Oliveira, e o Presidente do Conselho de Enfermagem Regional do Centro, Enf.º Hélder Lourenço, entre outros.

Durante a visita serão avaliadas as dotações seguras de enfermeiros, as condições para o exercício da profissão e a existência de programas de melhoria contínua dos cuidados de enfermagem.

 

Presidente
O presidente da Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, declarou “estado de emergência pública” para travar o surto de Ébola, que já...

“Os desafios extraordinários requerem medidas extraordinárias”, afirmou Bai Koroma, numa mensagem dirigida à nação. “No momento, proclamo o estado de emergência pública como forma mais contundente a fim de enfrentar o surto de Ébola”, sublinhou o presidente, acrescentando que cancelou a sua participação na reunião que os Estados Unidos e países africanos realizam na próxima semana, em Washington, para poder ocupar-se da crise provocada pela doença.

Segundo escreve o Jornal de Notícias Online, o presidente anunciou também um plano de resposta nacional, cuja aplicação vai significar que “todos os epicentros da doença serão colocados em quarentena”.

A polícia e o exército darão apoio aos médicos e organizações não-governamentais para poderem realizar o seu trabalho e restringir os movimentos nas zonas afectadas pelo vírus.

As reuniões em lugares públicos também foram limitadas, à excepção daquelas destinadas a sensibilizar os cidadãos em relação à doença.

As autoridades activaram novos protocolos de actuação na chegada e partida de passageiros no aeroporto internacional Lungi, próximo de Freetown, o mais importante do país. Neste sentido, serão canceladas todas as viagens de ministros e funcionários do Governo ao estrangeiro que não sejam absolutamente necessárias.

“Estas medidas serão aplicadas inicialmente durante um período entre 60 e 90 dias e, se necessário, outras medidas serão anunciadas”, acrescentou o presidente, que qualificou de “luta nacional” a necessidade de combater o Ébola.

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado a 27 de Julho, na Serra Leoa foram registados 525 casos e 224 mortes pela doença.

Esta epidemia, sem precedentes, assola a África Ocidental desde o dia 22 de Março, quando o surto surgiu na Guiné-Conacri.

Bai Koroma tem previsto viajar na sexta-feira para a Guiné-Conacri, onde abordará estratégias regionais que ajudem a resolver o problema.

A África Ocidental mobilizou todos os recursos ao seu alcance para travar o surto de Ébola, que já infectou 1201 pessoas, das quais 672 já morreram, segundo a OMS.

A comunidade internacional já começa a preocupar-se com a extensão do surto de Ébola, como um perigo real, e o Governo britânico já realizou na quarta-feira uma reunião de emergência para avaliar a ameaça.

A doença - que se transmite por contacto directo com sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados - causa hemorragias graves e pode ter uma taxa de mortalidade que chega aos 90%.

Esta é a primeira vez que se identifica e confirma-se uma epidemia de Ébola na África Ocidental, pois até agora sempre aconteceram na África Central.

 

Paixão de Cuidar quer reforçar as boas práticas nas instituições nacionais
A fim de valorizar o acompanhamento físico e mentalmente exigente dos prestadores de cuidados, chega agora a Portugal o...

No decorrer da última década, segundo dados do INE, Portugal viu o número de cidadãos acima dos 65 anos de idade subir para os 2,023 milhões, correspondente a cerca de 19 por cento da população. Face a esta realidade, e procurando valorizar o acompanhamento físico e mentalmente exigente dos prestadores de cuidados, chega agora a Portugal, depois de Itália e Espanha, o programa Paixão de Cuidar. Trata-se de uma iniciativa dedicada a todos os cuidadores que lidam, acompanham e cuidam da população sénior institucionalizada em lares e residências de todo o país.

Todos os prestadores de cuidados que, no seu dia-a-dia, trabalham e cuidam de pessoas seniores, que vivem em instituições e necessitam de um apoio contínuo e extrema dedicação - enfermeiros, auxiliares de enfermagem, terapeutas, assistentes sociais, fisioterapeutas, animadores – poderão a partir deste mês participar através da partilha do seu testemunho, através de histórias, ou imagens que transmitam momentos únicos relacionados com o seu dia-a-dia.

No final de Outubro serão conhecidos os vencedores das duas categorias "Melhor História" e da "Melhor Ilustração" que irão usufruir de um intercâmbio de experiências com uma instituição em Espanha (viagem com estadias e visitas incluídas), havendo ainda um reconhecimento especial para "A instituição mais participativa". O regulamento da iniciativa está disponível em www.paixaodecuidar.pt.

Paralelamente a esta iniciativa promovida pela TENA, está a decorrer a petição pública para a criação do Dia do Cuidador. A efeméride visa homenagear os cuidadores informais e profissionais que, diariamente, se dedicam a proporcionar melhores condições de vida a familiares e a uma população idosa institucionalizada.

Os portugueses poderão participar na dinamização desta causa através da assinatura da petição em: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N71426 .

Recorde-se que, desde que está presente em Portugal, a TENA já trabalhou com centenas de instituições e lares de terceira idade, e milhares de Cuidadores, desenvolvendo continuamente projectos em estrita articulação com os mesmos. Pela sua própria actuação, na área da incontinência urinária, detém uma visão privilegiada sobre o trabalho dos cuidadores, direccionada para as várias dificuldades que enfrentam diariamente no convívio e tratamento de pessoas com condições físicas também já debilitadas.

 

 

Associação promove férias em Valadares
Pelo 7.º ano consecutivo, a APN- Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares está a realizar a actividade Vida “IN”, uma...

Desde a primeira semana de Junho, e até 13 de Setembro, vários grupos de doentes neuromusculares terão umas férias únicas. Contando com o apoio de vários voluntários e colaboradores da APN, estes doentes têm um programa recheado de actividades como idas ao cinema, à discoteca, à praia, visitas às cidades próximas e a espaços culturais e de lazer, viagens de comboio, metro e teleférico, entre outras. Os participantes têm a oportunidade de usufruir de experiências diferentes e facilitadoras da sua integração social. Em simultâneo, esta actividade proporciona aos seus cuidadores uns dias de descanso merecido.

Este período de férias é passado na praia de Miramar em Valadares, numa moradia pessoal devidamente adaptada e, simpaticamente, baptizada de “Casa da Praia da Sãozinha e do Manel”.

Diamantino Lourenço, um doente neuromuscular que, pelo segundo ano consecutivo, realizou umas mini férias no âmbito do programa Vida IN, afirma “esta iniciativa é sem dúvida uma lição de vida, quer para os voluntários, atendendo à sua futura profissão na área de saúde, quer para os utentes. Esta relação com os doentes traduziu-se nos mais profundos sentimentos e experiencias vividas, foram 7 dias de alegria e boa disposição, tendo como protagonistas todos os moradores da casa, sem excepção”.

Joaquim Brites, presidente da APN, alerta: “é importante sensibilizar a comunidade e angariar voluntários que, por todo o país, promovam a acção da associação e dinamizem iniciativas individuais, colectivas, familiares e, até, empresariais, capazes de fazer crescer a onda de solidariedade que ajudará a encontrar mais e melhores soluções para a melhoria significativa da vida destes doentes. A semana na casa do Manel e da Sãozinha proporciona a estes doentes um apoio, de forma a promover a sua autonomia e independência através da realização de actividades, partilha da experiência de vida com os voluntários e os assistentes pessoais”. Joaquim Brites afirma ainda, “para os familiares é o “aliviar” da sobrecarga física e emocional sentida diariamente. Nestes dias todos esquecem as adversidades da vida e usufruem da vivência deste momento de forma diferente”.

Anunciada
A empresa farmacêutica Meda Pharma anunciou um acordo definitivo para a aquisição da empresa Rottapharm. Leia a notícia do...

A empresa farmacêutica Meda Pharma anunciou um acordo definitivo para a aquisição da empresa Rottapharm. Leia a notícia divulgada pelo portal FirstWord.

Meda to buy Rottapharm for $3.1 billion, boosting emerging market, consumer health presence. Meda announced Thursday a definitive agreement to acquire specialty pharmaceutical company Rottapharm for 21.2 Swedish kroner ($3.1 billion), boosting its portfolio of prescription drugs and consumer healthcare products, whilst expanding in emerging markets. Meda CEO Jörg-Thomas Dierks remarked that Rottapharm has "highly differentiated brands and a leading position" within consumer health.

Dierks noted that "the combined business will have an improved [prescription drug/consumer health] balance and increased investment opportunities," He added that the deal "is in-line with our strategic priorities to execute value-accretive M&A, invest in consumer healthcare and emerging markets."

Meda said that the transaction includes 15.3 billion kroner ($2.2 billion) in cash, 30 million Meda shares corresponding to a value of 3.3 billion kroner ($479 million) and a non-contingent deferred payment in January 2017 of 2.6 billion kroner ($377 million). Following completion of the acquisition, which is expected in the fourth quarter, the founders of Rottapharm will own 9 percent of Meda.

http://www.firstwordpharma.com/node/1227640?tsid=28#axzz392KZqRDM

 

Em fase de testes
O grupo farmacêutico suíço Novartis anunciou resultados promissores para um novo tratamento contra a malária, actualmente em...

Num estudo publicado no New England Journal of Medicine, a Novartis apresenta resultados mostrando que o tratamento, chamado KAE609, "faz desaparecer rapidamente o parasita em doentes contagiados com paludismo com Plasmodium falciparum (P. falciparum) e Plasmodium vivax (P. vivax), sem complicações".

A Novartis está em vias de desenvolver dois novos medicamentos anti-malária, uma doença que mata todos os anos mais de 600 mil pessoas, a maioria crianças africanas.

Estes tratamentos, chamados KAE609 e KAF156, tratam o paludismo de forma diferente das terapias actuais.

“A Novartis está envolvida de forma duradoura na luta contra o paludismo e estamos determinados a prosseguir a pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos, tendo em vista a eliminação desta doença, um dia”, declarou o director geral da farmacêutica, Joseph Jimenez.

Por outro lado, o responsável do Instituto Novartis para as doenças tropicais, Thierry Diagana, considerou que o KAE609 “é um medicamento que poderá verdadeiramente alterar o jogo da luta contra o paludismo”.

O laboratório suíço atribuiu ao KAE609 o estatuto de projecto prioritário devido ao seu potencial único de administração sob a forma de associação medicamentosa numa toma única, acrescentou.

Em Junho de 2012, 21 pacientes infectados por um dos dois tipos de parasitas que causam o paludismo participaram num estudo clínico em Banguecoque e Mae Sot, perto da fronteira entre a Tailândia e a Birmânia, onde foi verificada uma resistência aos medicamentos actuais.

Os investigadores observaram um desaparecimento rápido dos parasitas em pacientes adultos infectados com malária por P. vivax e P. falciparum, incluindo os que mantinham parasitas resistentes depois de receber o novo tratamento.

No ano passado, a Novartis forneceu mais de 600 milhões de tratamentos a preço de custo aos países onde a malária é endémica.

 

Experiência revela
Iluminar momentaneamente com raio laser a área em que a vacina vai ser injectada pode aumentar até sete vezes mais a sua...

Uma experiência científica feita em ratos e porcos sugere que iluminar momentaneamente com raio laser a área em que a vacina vai ser injectada pode aumentar até sete vezes mais a sua eficácia contra a gripe, diz o RCM Pharma citando outras fontes.

Caso o número de anticorpos produzidos pelos animais experimentados seja usado como parâmetro, este método tem vantagens em relação à aplicação da vacina que não usa o laser, pois não necessita dos convencionais auxiliares químicos, refere a revista a revista Nature Communications.

A equipa, liderada pelo cientista Ji Wang, que desenvolveu o estudo intitulado "A variedade micro-estéril de inflamação como auxiliar para vacinas contra a gripe", reconhece que ainda "não é claro" como este método aplicado a ratos e porcos se compara a uma vacina contra a gripe, que tem sido administrada por via intramuscular.

Mas, assinala aquela publicação científica, os pesquisadores sugerem que a técnica poderia ser aplicado em humanos, uma vez que, entre outras coisas, os sistemas da pele e o sistema imunológico do porco são semelhantes aos do ser humano.

Segundo os autores do estudo, que descrevem a técnica publicada na revista Nature Communications, os lasers criam pequenas fendas dentro da pele chamada de “zonas microdermal”, que curam por si só dentro de alguns dias.

Mas antes, as células mortas enviam sinais de “perigo” a sugerir que o corpo responda aos vírus e outros invasores, que, por sua vez, convoca uma espécie de informador imunológico chamado células dendríticas plasmocitóides, que ajudam a reconhecer e reagir ao vírus da gripe, pois são consideradas como principais células na imunidade antiviral, sobretudo, por não necessitar dos habituais auxiliares químicos.

Segundo a publicação, a técnica também tem menos efeitos colaterais em comparação com auxiliares químicos convencionais, de resto, o tipo de lasers utilizados neste estudo foram originalmente desenvolvidos para fins cosméticos, para fazer a pele parecer mais jovem.

 

Primeiros resultados do projecto GERIA
Qualidade do ar avaliada em 22 lares de idosos do Porto apresenta deficiências, mas situação não é preocupante, garantem...

Foram encontradas concentrações, que ultrapassam os valores de referência, de partículas perigosas e de poluentes químicos, de bactérias e mesmo de fungos em 22 lares de idosos da cidade do Porto. Mas os investigadores asseguram que a situação não é preocupante, noticia o Público na sua edição digital.

“A qualidade do ar dos lares não é muito diferente do panorama que se encontra nas residências. Mais preocupantes são as temperaturas registadas [no interior destes lares de idosos], sobretudo no Inverno. São ligeiramente frias e frias, o que pode potenciar infecções respiratórias”, destaca Ana Mendes, da Unidade de Ar e Saúde Ocupacional do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), da equipa deste projecto de investigação.

Seja como for, os primeiros resultados do projecto GERIA (Geriatric Study in Portugal on Health Effects of Air Quality in Elderly Care Centers) destacam a necessidade de “se ter em atenção as elevadas concentrações de PM [partículas] que podem potenciar o agravamento ou aparecimento de doenças respiratórias crónicas”, tal como aos “valores de concentração máximos obtidos de poluentes químicos e algumas espécies de fungos que podem comprometer o bem-estar dos residentes”, concluem os investigadores num artigo sobre esta matéria publicado na última edição do boletim Observações do INSA. São resultados preliminares referentes aos 22 lares de idosos da cidade do Porto já avaliados (em Lisboa, a amostra é constituída por 18 estabelecimentos deste tipo).

“Há uma concentração de bactérias, mas não é muito crítica”, assegura Ana Mendes. Em 4% dos lares foram também detectados fungos, situação que decorre do deficiente isolamento, da humidade e da temperatura dos edifícios, além da envolvente exterior, explica. O problema é que os idosos passam, em média, entre 19 a 20 horas por dia em ambientes fechados e são uma população particularmente vulnerável porque o seu sistema imunológico está mais enfraquecido.

Mas a principal preocupação, para esta investigadora que está a fazer o doutoramento no INSA, decorre dos resultados das medições da sensação térmica, que apontam para valores classificados como “ligeiramente frescos e frescos”: Isto significa que os idosos que vivem nestes lares passam frio? “Sim, a questão do conforto térmico é sensível para esta população. Na investigação encontramos temperaturas mais baixas [os estudos mostram que a temperatura de conforto para os idosos sedentários se encontra acima dos 25 graus centígrados], que vão do ligeiramente frio ao frio, situação que é mais crítica sobretudo no Inverno”, responde.

São questões que merecem, porém, uma investigação mais aprofundada. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que também integra este projecto, vai justamente fazer uma apreciação da estrutura dos edifícios para perceber quais as adaptações que são necessárias nestes edifícios, 60% dos quais apresentam “patologias, como infiltrações”, afirma a investigadora, que lembra que a maior parte destes lares não foi construída de raiz para este efeito.

Para prevenir as baixas temperaturas e o desconforto, particularmente na época de Inverno, os especialistas recomendam que se proceda ao isolamento térmico de tectos, paredes e janelas e se aproveite ao máximo a ventilação natural, abrindo as janelas na parte da manhã, de preferência,

Seja como for, e para evitar alarmes desnecessários, Ana Mendes faz o paralelo com a investigação da qualidade do ar em 125 salas de 19 creches e infantários de Lisboa e Porto, divulgada em 2013, que encontrou valores mais preocupantes, com elevadas concentrações de bactérias e dióxido de carbono. “Os resultados dos lares de idosos são completamente diferentes dos das creches e infantários, porque estes últimos têm taxas de ocupação muito mais elevadas”, explica.

Iniciado em 2012, o projecto GERIA vai continuar até 2015, com a realização de inquéritos de saúde e qualidade de vida aos utentes. Promovido pela Unidade de Investigação do Departamento de Saúde Ambiental do INSAa e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o projecto tem como parceiros, além do LNEC, a Faculdade de Ciências Médicas e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

 

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