Unidade de admissão centralizada de doentes para cirurgia convencional eletiva
O projeto Clínica APIC, do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa (CHTS), uma unidade de admissão centralizada de doentes para...

De acordo com um comunicado, o projeto Clínica APIC distinguiu-se por ser uma «unidade mais ágil e segura», que «centraliza num único espaço/momento todos os procedimentos administrativos de admissão e cuidados de enfermagem» relacionados com os doentes que seguem para cirurgia.

A unidade do CHTS – que começou a funcionar no início de setembro de 2020, nos dias úteis, entre as 07 e as 19 horas – permitiu «diminuir o tempo médio de internamento cirúrgico, bem como reduzir a taxa de ocupação hospitalar».

A Clínica APIC «veio permitir um melhor planeamento da estadia hospitalar antes da intervenção cirúrgica», realça o documento, destacando uma «maior humanização dos cuidados e a possibilidade de fornecer acompanhamento em todo o processo (contacto personalizado entre os familiares e os enfermeiros)» e também uma «maior satisfação dos doentes e profissionais de saúde, visto que estes últimos passaram a prestar melhores cuidados e a agilizar as altas».

A tudo isto acrescem benefícios para «a segurança do doente», uma «menor taxa de complicações» e uma «menor probabilidade de risco de infeções».

O júri do prémio – no valor de cinco mil euros – assinalou ainda que o projeto tem «um grande grau de aplicabilidade» no Serviço Nacional de Saúde, podendo ser implementado em diferentes instituições hospitalares com «apenas uma reorganização de serviços».

Entre as 36 candidaturas recebidas, o júri da 8.ª edição do prémio decidiu ainda atribuir uma primeira menção honrosa à cirurgia de ambulatório e hospitalização domiciliária em doentes em idade geriátrica com cancro da mama, do Centro Hospitalar Universitário de São João; e duas segundas menções honrosas ao sistema de rastreabilidade têxtil, do Centro Hospitalar Universitário de São João, e à prevenção de quedas, da Unidade Local de Saúde de Matosinhos.

 

Europeus que vivem com obesidade pedem o fim da discriminação de peso
Uma grande campanha para combater o preconceito associado ao peso e o estigma da obesidade está a ser lançada hoje por 20...

Para assinalar o "Living with Obesity and People First Day", a Coligação Europeia para as Pessoas que vivem com obesidade (ECPO) e os seus membros pedem o fim da discriminação e do estigma baseado no peso. O banco de imagens foi desenvolvido para ajudar a mudar a atitude das pessoas em relação ao excesso de peso e à obesidade.

Este é o primeiro banco de imagens europeu de fotografias de pessoas que vivem com obesidade. São mais de 250 fotos gratuitas, tiradas por profissionais, que podem ser usadas por todos os jornais e revistas.

"Infelizmente, muitas imagens que aparecem nos jornais perpetuam retratos estereotipados de pessoas que vivem com obesidade e reforçam a aceitabilidade social do enviesamento do peso", diz o presidente da ECPO, Sólveig Sigurðardóttir. "Alimentam a crença de que as pessoas com obesidade têm um distúrbio de estilo de vida e são preguiçosas, descuidadas e não têm força de vontade, apesar do reconhecimento da obesidade como uma doença pela OMS."

A campanha da ECPO tem o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS).

"A iniciativa da ECPO de lançar um banco de imagens para os meios de comunicação social com imagens não estigmatizantes de pessoas que vivem com obesidade é uma grande iniciativa e em consonância com as recomendações do Gabinete Europeu para a Europa da OMS para que os seus Estados-Membros criem novas normas para a representação de indivíduos com obesidade nos meios de comunicação social", diz Kremlin Wickramasinghe, chefe interino do Gabinete Europeu da OMS para o NCD. "Este banco de imagens será muito útil para os Estados-Membros e todas as outras partes interessadas criarem estas normas e para que os próprios meios de comunicação utilizem estas imagens não estigmatizantes."

Ao longo do "Living with Obesity and People First Day", os membros da ECPO e das organizações nacionais vão recorrer às redes sociais em várias línguas europeias, sensibilizando-a em torno da discriminação do peso em toda a sociedade e mesmo em contextos de cuidados de saúde.

"Ao contrário de outras formas de estigmatização – em razão da raça, classe, capacidade, género ou orientação sexual – o estigma da obesidade pode ter impactos sociais e de saúde devastadores", diz Sólveig Sigurðardóttir. "O peso tem consequências fisiológicas e psicológicas significativas, levando ao aumento da depressão e ansiedade, distúrbios alimentares e baixa autoestima. E em contextos de cuidados de saúde também pode afetar a qualidade dos cuidados para os doentes com obesidade."

Dia Mundial da Sensibilização para a Gaguez assinala-se a 22 de outubro
Todos nós já experimentamos momentos em que a nossa fala não é fluente, ora porque bloqueamos numa p

Segundo a American Speech and Hearing Association [ASHA (sd)], muitas crianças entre os 2 e os 6 anos podem passar por momentos de disfluência, que duram menos de 6 meses (ou disfluência de desenvolvimento). No caso de ultrapassar este tempo, podemos estar perante um caso de gaguez e será necessário a intervenção de um Terapeuta da Fala.

De acordo com Largo (2011), “...mesmo com todos os grandes avanços científicos assentes na tentativa de explicar tudo, a disfluência, vulgo gaguez, parece resistir estoicamente a qualquer tentativa de explicação simples e concreta”. Não há uma causa única de gaguez, apesar de existirem alguns fatores de risco, como historial na família ou dificuldades emocionais da criança.

Se o discurso que a criança mantém preocupa a família, os educadores/professores e tem um impacto na sua comunicação, na forma como a criança se relaciona com os outros (isolando-se ou recusando a falar, por exemplo), então é recomendado que recorra a um Terapeuta da Fala.

O Terapeuta da Fala deve ajudar os pais a perceber e avaliar se a criança está a passar por uma fase de disfluência de desenvolvimento ou se se trata, de facto, de um caso de gaguez que implique a manutenção de terapia sistemática. Assumindo que a “remediação” da gaguez não passa apenas pela fala alterada da criança, a intervenção deve centrar-se em perceber os tipos de disfluência presentes, como a criança reage quando gagueja, como tenta ultrapassar as dificuldades, como afeta a forma quando brinca ou se relaciona com os outros e se afeta também o seu desempenho escolar.

Quanto à intervenção junto da família e demais interlocutores, o Terapeuta da Fala pode ensinar como responder ou reagir quando a criança gagueja, o que fazer para melhorar a forma como a criança se sente quando fala ou as modificações que podem adotar nos estilos comunicativos. Como exemplo, os pais, aos ficarem ansiosos num momento disfluente, tendem a alterar a sua expressão facial e a criança aumenta a probabilidade de gaguejar nestes momentos. Algumas modificações comunicativas, como evitar pedir para falar mais devagar, não responder pela criança ou tentar adivinhar as palavras que quer dizer, poderão ajudar a tornar o momento comunicativo menos tenso e melhorar a fluência da fala da criança naquele momento.

Para além da intervenção em crianças, o Terapeuta da Fala também intervém junto de adolescentes e adultos, ajudando na gestão da gaguez em situações do foro escolar, profissional ou social (ex. falar ao telefone ou fazer um pedido num restaurante).

Através da Associação Portuguesa de Gagos (APG) pode obter mais detalhes sobre testemunhos, eventos e outras informações que considere relevantes.

Bibliografia:
ASHA (sd). Stuttering. Retirado de https://www.asha.org/public/speech/disorders/stuttering/
Associação Portuguesa de Gagos [APG]. Página de Internet em http://www.gaguez-apg.com/Largo, B. (2011), Disfluência Infantil: do senso comum para o bom senso. Comunicativa, 3,4-7. 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
De acordo com um estudo realizado em Itália, é muito improvável que as pessoas vacinadas contra a Covid-19 morram da doença, a...

O estudo do Instituto Nacional de Saúde (ISS) mostra que a idade média das pessoas que morreram apesar de terem sido vacinadas era de 85 anos. Em média, tinham cinco doenças subjacentes.

A idade média de morte entre os não vacinados foi de 78 anos, com quatro condições pré-existentes.

Os casos de problemas cardíacos, demência e cancro foram considerados mais elevados na amostra de mortes entre os vacinados.

A análise, realizada de 1 de fevereiro a 5 de outubro deste ano, analisou os registos médicos de 671 vítimas mortais não vacinadas da Covid-19 e 171 totalmente vacinadas.

 

A 27 de outubro, em linha com o European Green Deal e respetivas metas até 2030
INSURE.hub é o nome de uma nova plataforma que resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através...

João Pinto, vice-presidente da Universidade Católica no Porto e docente da Católica Porto Business School, explica que “o INSURE.hub – Innovation in Sustainability and Regeneration hub tem como grande objetivo criar um ecossistema internacional vibrante de conhecimento transdisciplinar que promova soluções de negócio de âmbito circular, sustentável e regenerativo, potenciadas por tecnologias disruptivas.” A Universidade Católica Portuguesa, no Porto, associa-se assim à Planetiers New Generation, aportando um conjunto de entidades nacionais e internacionais que se constituem como líderes de pensamento e agentes de transformação para a Sustentabilidade e a Regeneração.

“A Planetiers New Generation foi criada com a ambição de desenvolver um programa de transformação para Portugal orientado pela Sustentabilidade e a Regeneração pelo que sermos parceiros do INSURE.hub é um passo natural”, refere António Vasconcelos, da Planetiers New Generation, explicando que “temos uma equipa que desenvolve estratégias de sustentabilidade há cerca de uma década, trabalhando em parceria com NGOs internacionais líderes em ação transformativa a partir de pensamento científico com mais de 30 anos de aplicação, como é o caso da The Natural Step International, nascida na Suécia.”

O INSURE.hub: Cocriação sectorial ou territorial e internacional em prol da sustentabilidade

Criado pela Católica no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia – e pela Planetiers New Generation, o INSURE Hub tem como visão a promoção e implementação de processos de inovação e gestão numa perspetiva circular, com o objetivo da sustentabilidade plena (net-zero) e/ou regeneração (positive pursuits), antecipando o futuro e a adaptação aos desafios ambientais globais. “Pretendemos que o INSURE.hub se consubstancie numa iniciativa que envolve todos os stakeholders para preparar soluções em linha com as metas 2030,” salienta Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Universidade Católica no Porto. António Vasconcelos, da Planetiers New Generation, explica que “o INSURE.hub irá operar num ecossistema único, de cocriação sectorial ou territorial e internacional, contando com a contribuição de peritos internacionais com experiência na implementação de processos disruptivos, circulares, sustentáveis e/ou regenerativos.”

O INSURE.hub vai atuar em quatro eixos fundamentais: apoio a empresas e clusters no desenvolvimento de negócio e novos investimentos; promoção de empreendedorismo sustentável/regenerativo; mobilização da sociedade; e formação académica.

Conferência internacional de lançamento do INSURE.hub a 27 de outubro

A 1ª Conferência Internacional de lançamento do INSURE.hub vai juntar oradores de relevo nacional e internacional da academia e do mundo empresarial para discutir as boas práticas, os desafios e as grandes oportunidades nesta área da Sustentabilidade e Regeneração. São exemplo, Edwin Janssen e Rüdiger Rhörig (Sustainable Growth Associates - The Natural Step Germany) que irão apresentar um estudo europeu efetuado às empresas sobre Sustentabilidade, Inovação e Liderança e mostrar como podem as empresas criar uma visão de futuro sustentável e regenerativo (backcasting), criando um roadmap de inovação e criação de valor para a alcançar; Tom Bregman (Future-Fit Foundation, UK) que falará sobre Future-Fit Business como uma ferramenta alinhada com o backcasting; João Pinto (Católica Porto Business School) e Sofia Santos (Caixa de Crédito Agrícola) irão debater, com Tom Bregman (Future-Fit Foundation),o Financiamento e o investimento sustentável e regenerativo; o tema sobre a nova era dos negócios regenerativos será apresentado por John Fullerton (CEO Capital Institute, US); John Melo (CEO Amyris Inc) e Manuela Pintado (coordenadora do projeto Alchemy e diretora do CBQF/ESB/UCP) irão apresentar o case study de um dos maiores projetos europeus em biotecnologia – Alchemy; bem como outros temas.

O evento de apresentação e lançamento do INSURE.hub realiza-se na tarde do dia 27 de outubro, em formato presencial na Universidade Católica no Porto e com transmissão online. O programa está disponível: https://www.porto.ucp.pt/pt/central-eventos/insurehub-launch-programme

Pela primeira vez na história da transplantação
Cirurgiões americanos conseguem transplantar com sucesso rim de porco em paciente humano

O procedimento realizado na NYU Langone Health, em Nova Iorque, envolveu o uso de um porco geneticamente modificado para que os seus tecidos deixassem de conter uma molécula conhecida por desencadear uma rejeição quase imediata.

O recetor era um doente com morte cerebral com sinais de disfunção renal, cuja família consentiu a experiência antes de ser retirado do suporte de vida.

Segundo avança o jornal El Mundo, durante três dias, o novo rim aderiu aos vasos sanguíneos e permaneceu fora do corpo, permitindo que os investigadores acedessem ao mesmo.

Os resultados dos testes de função renal transplantados "pareciam bastante normais", afirmou Robert Montgomery, cirurgião que liderou o estudo.

Segundo o especialista, o rim produziu "a quantidade de urina que se esperaria" de um rim humano transplantado, não havendo evidências da rejeição precoce e vigorosa a que se assistia nas experiências com primatas não humanos.

O nível anormal de creatinina do recetor, um indicador de má função renal, voltou ao normal após o transplante, disse Montgomery.

Há décadas que os investigadores trabalham na possibilidade de usar órgãos animais para transplantes, mas têm sido dificultados pela forma de prevenir a rejeição imediata pelo corpo humano.

A equipa de Montgomery teorizou que remover o gene do porco para um hidrato de carbono que desencadeia a rejeição, uma molécula de açúcar ou glucano, chamada alfa-gal, evitaria o problema.

O porco geneticamente alterado, apelidado de GalSafe, foi desenvolvido pela unidade Revivicor da United Therapeutics. Foi aprovado pela Food and Drug Administration dos EUA em dezembro de 2020, para ser usado como alimento para pessoas com alergia a carne e como uma potencial fonte de terapêutica humana.

"Para muitas das pessoas com insuficiência renal, a taxa de mortalidade é tão alta quanto para alguns cancros, e não pensamos duas vezes em usar novos fármacos e fazer novos testes (em doentes com cancro) quando lhes podemos dar mais uns meses de vida", disse Montgomery.

Os investigadores trabalharam com ética médica, especialistas legais e religiosos para examinar o conceito antes de pedir a uma família acesso temporário a um paciente em morte cerebral.

Aumenta a capacidade global para 74 camas
A Ordem da Trindade, instituição privada de solidariedade social sem fins lucrativos, abre, hoje, uma Unidade de Cuidados...

Com capacidade para acolher 29 pessoas, a nova infraestrutura é um complemento à oferta da instituição na área dos cuidados continuados de longa duração (19 camas) e de média duração (26 camas).

Francisco Miranda Duarte, diretor-geral da Ordem da Trindade, afirma: “A Ordem da Trindade, enquanto instituição multissecular com um papel ativo nos cuidados continuados e no apoio aos mais idosos, passa a disponibilizar 74 camas, que são as únicas da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, no concelho do Porto. Este facto ilustra bem a importância da instituição na prestação individualizada e humanizada de cuidados, bem como no contributo social que tem nesta zona do país, honrando os seus 266 anos de história.”

A Unidade de Cuidados Continuados de Convalescença destina-se a pessoas com doença crónica ou em fase de reabilitação de um processo agudo, com perda de autonomia potencialmente recuperável por um período de 30 dias.

Durante o processo de recuperação, cada utente terá um plano individual de intervenção interdisciplinar.

O investimento da Ordem da Trindade na Unidade de Cuidados Continuados de Convalescença ascende a cerca de 3,5 milhões de euros.

No total, são criados 36 postos de trabalho diferenciados, incluindo 12 enfermeiros e 14 assistentes operacionais, bem como vários técnicos superiores de saúde, que reforçam o compromisso da instituição em disponibilizar equipas de excelência na prestação dos cuidados.

Este investimento representa ainda um passo significativo na reabilitação dos espaços da Ordem da Trindade no centro do Porto, respeitando elevados critérios de qualidade e valorização patrimonial.

“Com este projeto, estamos a dar continuidade ao plano de reabilitação das nossas infraestruturas, no sentido de aumentar a capacidade e oferecer melhor qualidade de serviço. As nossas equipas multidisciplinares também saem reforçadas, com a integração de recursos humanos especializados, que vão continuar a dar a importante resposta que ficou patente durante a pandemia. O nosso foco foi, é e será sempre a total segurança dos nossos utentes”, nota Francisco Miranda Duarte.

Dia 21 de outubro de 2021 Às 17h30
Realiza-se já amanhã, 21 de outubro, às 17h30, no Pavilhão Rosa Mota no Porto, a Conferência Astellas, centrada no tema da...

Com o intuito de promover um espaço de partilha de conhecimento e discussão sobre a MR, sem esquecer a importância de uma relação próxima e humanizada entre o profissional de saúde e o doente, a Astellas irá juntar na sua Conferência um painel diversificado de especialistas e figuras de referência a nível nacional e internacional: Júlio Machado Vaz, médico psiquiatra e sexólogo português, que será o moderador do debate, Lino da Silva Ferreira, investigador coordenador no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, Afonso Reis Cabral, escritor galardoado português, Alan McDougall, vice-presidente e diretor médico da Astellas Europa, e Erin Kimbrel, diretora executiva do Astellas Institute for Regenerative Medicine (AIRM).

O evento é aberto a qualquer pessoa, independentemente da área profissional ou de formação, sendo apenas necessário realizar inscrição prévia no website da Conferência: www.astellasconferencia.pt. Além do formato presencial, a Conferência terá também transmissão em live streaming através da aplicação móvel “Astellas Medicina Regenerativa”, disponível para download gratuito no Google Play e Apple Store.

A MR é uma das áreas mais promissoras da medicina na atualidade, considerando o aumento da esperança média de vida e o acentuado envelhecimento da população nos países desenvolvidos. Em Portugal, dados divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) dão conta que a esperança de vida à nascença aumentou para 81,06 anos para o total da população. Esta realidade levanta assim a questão que, muitas vezes, a longevidade não é sinónimo de qualidade de vida.

A MR tem sido uma das áreas de interesse a nível global para a Astellas, com foco nas terapias celulares derivados de Células Estaminais Pluripontentes para doentes com necessidades não satisfeitas e, simultaneamente, através da aposta em tecnologia para fabricar terapias celulares de forma segura e eficiente.

 

 

A celulite é uma patologia crónica
Em Portugal já existem tratamentos eficazes, seguros e minimamente invasivos, que representam uma excelente alternativa para os...

“A procura por tratamentos para a celulite é sazonal, com aumento nos meses que antecedem o verão. Os pacientes pretendem, cada vez mais, procedimentos minimamente invasivos, mas igualmente eficazes, seguros e com resultados duradouros. No entanto, a preparação corporal deve ser feita durante todo o ano, e alguns tratamentos médicos devem ser feitos preferencialmente nos meses de inverno, de forma a prevenir complicações que podem advir da exposição solar e porque os resultados de melhoria da qualidade da pele não são imediatos, mas sim progressivos e visíveis no decorrer de alguns meses”, diz  a especialista em Medicina Estética, Rita Dias Ferreira, da da RFMed – Clínica de Medicina Estética e Antienvelhecimento, em Braga.

A celulite é uma patologia crónica que se apresenta como irregularidades na pele causadas pela organização de gordura e tecido fibroso em nódulos. Pode ser classificada em graus (habitualmente 4) e pode ser mais edematosa ou mais fibrosa. Nos estados mais avançados, os macronódulos e o défice circulatório podem causar dor e sensação de perna pesada. 

Dentro da Medicina Estética existem vários tratamentos que permitem a melhoria da microcirculação, a redução da gordura localizada, a melhoria da firmeza da pele e a diminuição do aspeto “pele casca de laranja”. Já existem em Portugal diversos tratamentos minimamente invasivos para a celulite, tais como Evolve, Morpheus8 e Burst e Forma Plus. Evolve trata-se de um dispositivo handsfree que permite reduzir a gordura localizada, firmar a pele e tonificar os músculos num único tratamento, melhorando o aspeto “pele casca de laranja”. Morpheus é um dispositivo minimamente invasivo de microagulhamento combinado com radiofrequência fracionada, que permite trabalhar a panícula adiposa e a flacidez cutânea num único tratamento, com redução dos nódulos de celulite e alisamento da pele. Forma Plus é um tratamento não invasivo e indolor, de radiofrequência bipolar, que permite a estimulação e a melhoria da textura da pele. Estes tratamentos podem ser realizados de forma isolada ou combinados, de forma a potenciar um melhor resultado. 

Os tratamentos para a celulite permitem ativar a microcirculação, diminuir a retenção de líquidos e a sensação de pernas cansadas, reduzindo volume e firmando a pele. É necessária uma avaliação médica detalhada e a correta gestão de expectativas, uma vez que é possível alcançar excelentes resultados, com melhorias visíveis ao nível da textura da pele, mas não é possível garantir com nenhum tratamento, até à atualidade, o desaparecimento completo ou definitivo de celulite, pelo que se recomendam tratamentos de manutenção ao longo do ano. 

“Os pacientes que se propõem a este tipo de tratamento devem manter um estilo de vida saudável, com cuidados alimentares e manutenção de exercício físico regular, bebendo pelo menos 1,5L de água por dia. Nos dias que antecedem e sucedem o tratamento, é conveniente evitar variações térmicas intensas ou exposição solar”, explica a Dra. Rita Dias Ferreira. 

Os efeitos secundários são raros e maioritariamente transitórios. Com o envolvimento e empenho do paciente na realização dos tratamentos e na manutenção de estilos de vida saudáveis, o resultado é visível, eficaz, saudável e duradouro.

Estudo comprova que reconhecimento de emoções como a alegria ou a tristeza diminui com máscaras cirúrgicas
Abolido o uso de máscara em espaços públicos, esta continua a ser obrigatória em situações clínicas e de potencial risco. A...

Segundo a Ordem dos Psicólogos Portugueses, Portugal conta com 2,3 milhões de cidadãos a precisar de apoio psicológico e uma em cada cinco pessoas (23% da população) sofre de um problema de saúde psicológica.

Conhecer a cara e ler as expressões faciais de cada um torna-se, por isso, relevante para ajudar a superar constrangimentos sociais que advenham do contexto de pandemia.

Um estudo liderado por Claus-Christian Carbon, investigador da Universidade de Bamberg, na Alemanha, e publicado na revista Frontiers in Psychology, no qual se procurou perceber a emoção representada por cada expressão facial, concluiu que o uso de máscaras cirúrgicas dificulta o reconhecimento de emoções específicas, como a alegria, o nojo, a raiva e a tristeza.

“A apresentação de uma máscara mostrou uma clara queda no desempenho na leitura de emoções nos rostos. Com exceção dos rostos com medo e neutros, para os quais foram observados efeitos de desempenho altos, todos os estados emocionais eram mais difíceis de ler em rostos com máscaras”, refere o estudo.

O uso de máscaras transparentes vem, por isso, ajudar à continuação da proteção das populações, ao mesmo tempo que ajuda a melhorar a leitura de emoções, o que pode ter impactos positivos na comunicação com pessoas de grupos considerados mais sensíveis, como pessoas surdas, autistas e pessoas com doenças degenerativas, como a demência ou doença de Alzheimer.

Catarina Lucas, psicóloga clínica especializada em diversas áreas do desenvolvimento humano, comprova as emoções positivas que as máscaras transparentes, como a Xula Mask, transmitem aos seus pacientes e defende a substituição da máscara opaca por uma transparente para o sucesso da psicoterapia.

“A evidência científica já mostrou que há uma maior compreensão da comunicação quando usamos máscaras transparentes e quando nos expressamos sem qualquer barreira na nossa cara. Vários pacientes já confessaram que sentem na máscara opaca uma barreira à comunicação com os terapeutas e estamos, por isso, a começar a adotar também as máscaras transparentes em consulta”, sublinha.

Criada em plena pandemia, a Xula Mask é uma máscara de tecido transparente, sendo uma máscara social inclusiva, pois foi concebida para pessoas surdas que precisam de ler os lábios. É ainda essencial para pessoas autistas, com demência ou doença de Alzheimer que ficam facilmente desorientadas quando não podem ver o cuidador.

Esta máscara garante proteção pois é de nível 2, cumpre a nova normativa europeia CWA 17553 e a especificação UNE 0065/2020, com eficácia de filtro de aerossóis superior a 96% e eficácia de filtro de partículas superior a 95%, contando ainda com a tecnologia antiviral VIROBLOCK, uma inovação testada em laboratórios europeus que neutraliza a ação de germes, vírus e bactérias em 99,9% num período máximo de 10 minutos.

Recentemente, a Xula Mask associou-se à FPAS - Federação Portuguesa das Associações de Surdos e atribui um desconto de 10% à comunidade surda na compra de máscaras transparentes, doando ainda 1 euro por cada unidade vendida em Portugal.

Rúbrica “A Queda Não Mora Aqui” e série “Sereias de Cristal” são algumas das iniciativas de sensibilização
Rúbrica “A Queda Não Mora Aqui” e série “Sereias de Cristal” são algumas das iniciativas de sensibilização

A nível mundial estima-se que a osteoporose seja responsável por 8.9 milhões de fraturas no mundo, o que equivale à ocorrência de uma fratura osteoporótica a cada 3 segundos. Um problema de saúde pública a que importa dar resposta e que mobiliza a Associação Portuguesa de Profissionais de Saúde em Reumatologia (APPSReuma), a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) e a Sociedade Portuguesa de Osteoporose e Doenças Ósseas Metabólicas (SPODOM), numa onda de sensibilização com uma campanha que conta com o apoio da Amgen.

“A osteoporose afeta os ossos de 800 mil portugueses e é responsável por cerca de 40 mil fraturas ósseas anuais, com um impacto direto a nível económico e psicológico nos indivíduos. Para percebermos o impacto destas fraturas, podemos referir que os custos médios de uma fratura da anca em Portugal, só no primeiro ano, são de 13.434€1” destaca Helena Canhão, presidente da SPR.

Para combater esta realidade, foram ainda criadas duas mini-séries que procuram ajudar a população a diminuir o risco de quedas e fraturas, com uma mensagem de sensibilização para o seu impacto e a importância de acompanhamento médico. A rúbrica “A Queda Não Mora Aqui” é constituída por um conjunto de cinco episódios, com dicas simples de alterações ou cuidados a ter em casa. Com a série “Sereias de Cristal” assistimos à realidade do impacto de uma fratura por fragilidade óssea.  Estas iniciativas estão disponíveis em ossosfortes.pt.

Para Ana Paula Barbosa “esta iniciativa representa mais um passo a nível educativo para todas as pessoas que vivem com osteoporose e para a população em geral. Afinal, as fraturas de fragilidade apresentam uma dimensão preocupante:  Em 2019, na Europa, incluindo Portugal, ocorreram 4.3 milhões de novas fraturas de fragilidade, o que corresponde a 8 fraturas por minuto”.

A presidente da APPSReuma, Andréa Marques, destaca que “a qualidade de vida dos doentes de fraturas de fragilidade diminui drasticamente, é importante a disponibilização de materiais que permitam identificar os principais obstáculos e como ultrapassá-los”.

Esta iniciativa conta ainda com ferramentas essenciais na área da osteoporose, como um guia desenvolvido com o objetivo de disponibilizar informações sobre os cuidados a ter após uma fratura da anca, bem como dicas básicas para evitar outra fatura e para tratar a osteoporose.

Campanha educativa pretende bater um recorde mundial para alertar para os sintomas do AVC
A iniciativa “Fast Heroes 112” conta já com o apoio de mais de 60 escolas portuguesas, focadas em transformar os mais pequenos...

“O novo ano letivo é a oportunidade perfeita para as escolas investirem na educação em saúde das crianças. Importa munir as crianças de conhecimentos práticos que possam ajudar a salvar as vidas daqueles que tanto as amam. Paralelamente, o objetivo de bater um recorde mundial ajudará a nossa mensagem a chegar mais longe, ajudando mais famílias”, afirma Jan Der Merwe, responsável pela campanha FAST Heroes.

A iniciativa Fast Heroes 112 foi lançada com o objetivo de ensinar as crianças entre os 5 e os 9 anos a identificar os principais sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), de forma a agir de forma correta e rápida em situações de emergência. Com a correta identificação de sintomas e consequente chegada atempada ao hospital, será possível evitar consequências mais graves para os doentes de AVC.

“Muitos doentes chegam ao hospital demasiado tarde por não saberem identificar os sintomas de um AVC ou não os acharem suficientemente graves. E é precisamente para isto que queremos alertar. Existe uma janela temporal que garante a eficácia dos principais tratamentos e que dura apenas algumas horas, é crucial que esta não seja desperdiçada”, alerta ainda o responsável.

Através de recursos educativos e interativos, pretende-se assim que as crianças adquiram competências práticas para salvar vidas de uma forma envolvente e divertida. Tudo isto enquanto descobrem um pouco mais sobre a importância da empatia e do amor. Para o fazer, a campanha disponibiliza de forma gratuita um conjunto de e-books que podem ser lecionados em contexto de sala de aula, sendo crucial o apoio das escolas e dos seus professores para implementar as atividades educativas.

Cerca de 90% das pessoas que sofrem um AVC pedem conselhos a outras pessoas, como familiares, antes de chamarem uma ambulância. Como tal, as crianças têm ainda como missão passar as aprendizagens a dois avós ou membros da família que tenham mais do que 70 anos. Funcionam assim como um veículo para que estas importantes competências cheguem também a quem mais precisa delas, os avós e outros familiares e amigos.

O objetivo da campanha passa então por melhorar o reconhecimento dos sintomas mais frequentes de AVC e ensinar a população geral a identificá-lo como uma emergência. Para isso, foca-se em três super-heróis aposentados que têm um superpoder que ajuda a recordar os sintomas mais comuns do AVC, os 3 F’s: Francisco (Face), Fernando (Força), Fátima (Fala). Além destes, Tomás (Tempo) ensina a acionar de imediato o 112 aquando dos primeiros sintomas.

A campanha está a ser desenvolvida em parceria com o Departamento de Políticas Educativas e Sociais da Universidade da Macedónia, a iniciativa conta com o apoio da Direção-Geral da Educação (DGE), da Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) e da Organização Mundial do AVC (WSO). Para participar na campanha, basta ir ao website em www.fastheroes.com e registar-se como Embaixador FAST Heroes.

Estudo ENSP-NOVA: Literacia em Saúde no Ensino Superior
Quase metade da população estudantil universitária tem nível inadequado ou problemático de literacia em saúde, e é na área da...

A literacia em saúde é a capacidade individual para obter, processar e interpretar informação básica em saúde e serviços de saúde, para poder tomar decisões autónomas e inteligentes para si e para a comunidade. O “Saúde que conta”, uma iniciativa de investigação da ENSP-NOVA que há mais de 10 anos se tem debruçado sobre o papel do cidadão na gestão da sua saúde e bem-estar, incide agora o foco nos alunos do ensino superior.

“Numa sociedade em que a disponibilização de informação de saúde é uma constante, e na qual se pretende que as pessoas, cada vez mais, tenham um papel ativo na promoção e gestão da sua saúde, que tomem decisões, importa aferir se efetivamente estão preparadas para o fazer. Especialmente estes jovens adultos, com um papel social determinante”, refere Ana Rita Pedro, coordenadora do estudo e investigadora da ENSP-NOVA.

O estudo revela que existem assimetrias nos níveis de literacia em saúde na população universitária, com os estudantes com menores rendimentos e com pais com escolaridade mais baixa (até ao 3º ciclo) a reportarem mais níveis inadequados ou problemáticos de literacia em saúde, independentemente do género e da idade. Também o distrito onde completa o ensino secundário evidencia diferenças, sendo que os arquipélagos da Madeira e Açores e regiões do centro interior se destacam com maior proporção de estudantes com níveis deficitários de literacia em saúde.

“Os dados evidenciam que o contexto socioeconómico é um determinante fundamental da literacia em saúde na população universitária. O que aliás está em linha com o que tem vindo a ser observado para a população em geral, não só em Portugal, mas um pouco por toda a Europa. Mesmo num contexto diferenciado, como o do ensino superior, a situação socioeconómica e o meio familiar dos estudantes faz a diferença” - salienta ainda Ana Rita Pedro.

O estudo revela ainda que o nível de literacia em saúde é tendencialmente mais elevado entre os alunos de cursos de maior grau (pós-graduação, mestrado e doutoramento).

Quando analisados os determinantes de âmbito académico, são os alunos dos cursos não relacionados com Saúde quem apresenta níveis de literacia mais preocupantes, que se mantêm ao longo da formação – os níveis de literacia em saúde de um aluno finalista de um curso não relacionado com a Saúde não diferem dos de um aluno do primeiro ano. Em sentido inverso, ainda que os alunos do primeiro ano dos cursos de Saúde tenham níveis tendencialmente mais baixos de literacia em saúde que os restantes anos, estes tendem a aumentar ao longo da evolução académica. Verificou-se que um aluno finalista de um curso da área da Saúde tem maior propensão para ter um nível adequado de literacia em saúde, independentemente do género, idade ou rendimento, comparando com um aluno a iniciar o seu percurso.

Do estudo são ainda evidenciadas recomendações de estratégias de atuação para a promoção da literacia em saúde no contexto do ensino superior português, com base nos contributos de um painel de 28 peritos de diversas áreas e instituições a nível nacional.

Os resultados deste estudo serão apresentados esta tarde, a partir das 17h, na Câmara do Comércio e Indústria, numa sessão híbrida (presencial e online) em que serão discutidas recomendações para aumentar o nível de literacia no ensino superior português. A sessão poderá ser acompanhada remotamente em: www.saudequeconta2021.pt

Desafio recebeu mais de 100 candidaturas de todo o mundo
“Food from the Block” é um dos três projetos vencedores do “The Healthy Food Challenge”, uma iniciativa criada em parceria pela...

O desafio recebeu mais de 100 candidaturas de todo o mundo, com especial representação de Portugal, Brasil e Turquia, mas também dos Estados Unidos, do Canadá e de diferentes países do Sudeste Asiático, da Europa, da África e América do Sul.

Start-ups, empresas, organizações, grupos de jovens, comunidades religiosas, instituições públicas e organizações privadas, de todas as partes do mundo, foram convidadas a participar com boas ideias e a enviar propostas em resposta ao desafio lançado.

Os vencedores foram depois selecionados por um painel composto por sete representantes globais especializados em nutrição, envolvimento comunitário, alimentação e clima, sistemas alimentares, obesidade e determinantes sociais da saúde.

Food from the block, Portugal

Food from the Block é um projeto comunitário que visa reconstruir uma relação saudável com a alimentação, trazendo ligação, capacitação, conhecimento e inspiração às comunidades mais vulneráveis ​​de Lisboa. A Associação LOCALS, a organização por detrás desta iniciativa, é uma organização sem fins lucrativos que desenvolve projetos participativos com envolvimento das comunidades, de forma a que estas se tornem impulsionadoras ativas do desenvolvimento local, transformando positivamente os seus próprios bairros.

A Associação LOCALS, responsável pelo projeto vencedor em Portugal afirma: “Food from the Block nasce do entusiasmo e da vontade em tornar a literacia alimentar um processo participado aberto a todos. Estamos super entusiasmados para passar à ação! Vamos repensar os sistemas alimentares e o futuro da comida com as pessoas, cocriando soluções a partir das cozinhas das suas casas. Vamos resgatar a dimensão emocional e comunitária que a comida tem.  Pensar global para agir local: começamos pelos bairros Lisboetas, juntas-te a nós?”.

Enfrentar os desafios alimentares sistemáticos é uma forma de contribuir para a prevenção da obesidade e o mundo deve coletivamente fazer mais para criar ambientes alimentares saudáveis ​​e sustentáveis.

A prevenção da obesidade é um desafio urgente de saúde global. Atualmente, a obesidade atinge 650 milhões de adultos e 124 milhões de crianças e adolescentes e é um importante fator de risco para a carga global de doenças que levam ao aumento de diabetes, doenças cardiovasculares e cancro. A pandemia da covid-19 também evidenciou a necessidade urgente de ação, uma vez que pessoas com diabetes e obesidade correm maior risco de doença grave se contraírem covid-19.

Portugal foi um dos primeiros países do mundo a reconhecer a obesidade como sendo uma doença crónica. Ainda assim, a prevalência da doença continua a aumentar mesmo com as iniciativas que têm sido promovidas no país. Segundo o último Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) do Instituto Ricardo Jorge, aproximadamente dois terços da população adulta portuguesa (67,6%), vive com excesso de peso (Índice de Massa Corporal (IMC)≥25) ou obesidade (IMC≥30), sendo que a prevalência de obesidade é de 28,7%.

“O que comemos atualmente está a prejudicar a nossa saúde e o nosso planeta”, afirma o Dr. Gunhild A Stordalen, fundador e presidente executivo da EAT.  “Precisamos de novas soluções e parcerias para mudar comportamentos e de um sistema alimentar que apoie dietas saudáveis ​​e sustentáveis.”

“O Autocuidado e Humanização na Arte de CuiDar”
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) organiza, no próximo dia 22 de outubro, o 2º Congresso Internacional de...

Com a consciência da urgência no desenvolvimento dos Cuidados Paliativos no país, o grande objetivo deste congresso passa pela priorização e valorização dos cuidados paliativos, contribuindo para os colocar na ordem do dia e na agenda política.

Por esse motivo estão convidados a estarem presentes neste evento todos os profissionais de saúde, docentes e investigadores em Cuidados Paliativos, mas também decisores e responsáveis na saúde. A sessão de abertura conta com a presenta da ministra da Saúde, Marta Temido.

A APCP conta também com presença de Maria de Belém Roseira (Ministra da Saúde entre 1995 e 1999), Assunção Cristas (Presidente do CDS-PP entre 2016 e 2020 e Ministra da Agricultura e do Mar entre 2011 e 2015) e Catarina Pazes (Presidente da APCP), numa sessão moderada por Eunice Lourenço (Rádio Renascença).

O Congresso conta, ainda, com a importante participação de vários profissionais especialistas na área, nacionais e internacionais, para abordar temas como a humanização em saúde, a promoção do autocuidado das equipas e os desafios colocados pela pandemia.

Este congresso realiza-se no mês dos Cuidados Paliativos, na sequência da campanha de sensibilização promovida pela APCP ao longo de todo o mês, sob o mote “Porque Todos Importam”.

Segundo Catarina Pazes, Presidente da Direção da APCP, este congresso representa uma importante oportunidade de partilha entre os profissionais que se dedicam a esta área clínica e também de discutir a estratégia para tornar clara para todos a urgência nacional de um acesso equitativo a Cuidados Paliativos.

Abordagem One Health (Uma Só Saúde) em Portugal é crucial para otimizar a saúde pública
A importância de cuidar da saúde animal e ambiental para otimizar a saúde pública e evitar futuras pandemias, como a Covid-19,...

De acordo com um relatório recente da World Wide Fund for Nature (WWF)1, existe uma forte probabilidade de surgirem novas pandemias transmitidas por animais, a menos que se tomem medidas urgentes. As más normas de segurança alimentar estão a aumentar, como o comércio e consumo de animais selvagens, potenciando a exposição a patologias, dando origem todos os anos a três ou quatro novas doenças zoonóticas (algumas muito graves como o VIH/Sida, a Síndrome Respiratória Aguda e a Covid-19). O risco de surgir uma nova pandemia "é mais alto do que nunca", com o potencial de voltar a causar o caos na saúde, nas economias e na segurança global, como aconteceu no caso da disseminação do vírus SARS-CoV-2.

Luís Montenegro, diretor clínico do Hospital Veterinário Montenegro e presidente do congresso explica que “o comércio e consumo de animais selvagens, a desflorestação, a expansão da agricultura extensiva e a intensificação insustentável da produção animal conduzem ao aparecimento de zoonoses. Neste sentido, é fundamental reforçar o impacto que a saúde animal pode ter na saúde humana, sem descurar a saúde ambiental, e de que modo estas podem coexistir entre si, através da introdução da abordagem One Health, em Portugal.”

No caso dos animais de companhia, grande parte das doenças que estes transmitem às pessoas que com eles coabitam, podem ser evitadas através de regras básicas de higiene e segurança. A prevenção dessa transmissão alicerça-se através de medidas e políticas que deverão envolver um trabalho conjunto de médicos, médicos veterinários e especialistas em saúde ambiental.

Luís Montenegro apela às entidades políticas e autoridades de saúde nacionais, para a urgência de se adotar o conceito One Health no nosso país, para alcançar um futuro mais sustentável “Em vez de se observar uma multiplicação de recursos e de práticas, passa a observar-se uma única escola de saúde – um espaço coabitado por várias medicinas – construída com pilares interdisciplinares, optimizadores de recursos, inclusivos e cooperativos. Esta abordagem depende de uma reorganização das instituições e dos serviços que devem trabalhar para o mesmo fim”.

Para obter intervenções bem-sucedidas, é necessário a cooperação de profissionais de saúde humana (médicos, enfermeiros, profissionais de saúde pública, epidemiologistas), de saúde animal (médicos veterinários, enfermeiros veterinários, trabalhadores agrícolas), do meio ambiente (ecologistas, especialistas em vida selvagem) e de outras áreas de especialização.

“Um espaço coabitado por várias medicinas traz inúmeras vantagens, mas para alcançá-las, precisamos de instituir uma comunicação mais assertiva entre as partes envolvidas”, sublinha o especialista, que ambiciona ser pioneiro na introdução desta abordagem de saúde em Portugal.

 

29 e 30 de outubro | Porto Palácio Congress Hotel, Porto
A Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) vai reunir, em formato virtual e presencial, um amplo painel de especialistas...

Para o XI Congresso Nacional de Senologia, os principais temas em destaque são o rastreio personalizado; novos genes, novas recomendações; inteligência artificial em cancro da mama; oncogeriatria; mudanças no tratamento da doença metastática; novas abordagens para os marcadores tradicionais e o tratamento no novo milénio.

Tendo por base o “Cancro da mama no novo milénio: Ciência e Decisão” como mote do Congresso, pretende-se levantar várias questões e desafios, para os quais é fundamental perspetivar e delinear uma abordagem que melhor permita tratar a doença nas futuras gerações. Para tal, foi criado um programa de dois dias de trabalho composto por oito sessões temáticas, três simpósios, assim como por uma sessão dedicada às comunicações orais dos trabalhos científicos submetidos a avaliação de um júri previamente selecionado.

“Acreditamos que esta segunda década do milénio possa ser a altura ideal para analisar e projetar o tratamento do cancro da mama nas próximas gerações através de um trabalho contínuo, eficaz e detalhado em relação aos desafios do cancro da mama e da gestão dos sobreviventes. Assim, ao longo deste evento de âmbito científico, pretendemos promover sessões multidisciplinares que nos permitam recolher conclusões relevantes para a área da patologia mamária e trazer as melhores soluções para o doente”, assegura o Dr. José Carlos Marques, vice-presidente da direção da SPS.

O programa do XI Congresso Nacional de Senologia pode ser consultado em https://congressonacionalsenologia.pt/.

 

 

Associação Portuguesa de Nutrição
A osteoporose caracteriza-se pela diminuição da massa óssea e deterioração da estrutura dos ossos, t

Estão identificados alguns fatores de risco modificáveis, que se associam maioritariamente ao estilo de vida e que poderão relacionar-se com o aparecimento desta patologia, destacando-se: uma alimentação pobre em cálcio, um consumo excessivo de álcool, o tabagismo e um estilo de vida sedentário.

É então fundamental que se atue na prevenção que, a nível alimentar e nutricional, passará por garantir uma alimentação completa, variada e equilibrada, assegurando o cumprimento das recomendações diárias de ingestão de determinados nutrientes, por exemplo de cálcio, vitamina D e proteína.

No que diz respeito ao cálcio, um indivíduo adulto, saudável, necessita em média de 1000 mg diariamente. Os alimentos que integram o grupo do leite e derivados – leite, iogurtes, leites fermentados e queijos - destacam-se como os que apresentam uma maior quantidade deste micronutriente na sua composição. Além disso, o cálcio presente nos produtos lácteos é mais facilmente absorvido pelo organismo, ou seja, tem uma elevada biodisponibilidade, tornando-os alimentos de eleição em todas as faixas etárias, quer seja pelo seu papel no crescimento e desenvolvimento das crianças, quer pela prevenção da perda de densidade mineral óssea em idades mais avançadas.

No entanto, apesar destes produtos serem os grandes fornecedores deste mineral, os hortícolas de folhas verde-escuro (brócolos, espinafres, couve portuguesa), alguns frutos secos e leguminosas, também apresentam quantidades interessantes de cálcio, pelo que devem ser igualmente considerados.

No que concerne à vitamina D, esta assume-se fundamental na absorção do cálcio e fósforo a nível intestinal. Além de se obter através da ingestão de alguns alimentos, especialmente peixes gordos (salmão, atum, cavala, sardinha) e óleos de peixe, esta vitamina pode também ser sintetizada pelo organismo, bastando expor a pele ao sol durante alguns minutos por dia.

Por fim, os alimentos fortificados com cálcio e/ou vitamina D disponíveis atualmente no mercado – lácteos, bebidas e cremes vegetais, cereais – podem auxiliar os indivíduos na obtenção destes nutrientes, pelo que poderão ser considerados em casos de osteoporose.

Será ainda de reforçar que as recomendações nutricionais e alimentares devem ser adaptadas à realidade de cada indivíduo, com o acompanhamento profissional por parte do Nutricionista, devendo ser parte integrante de um estilo de vida saudável e promotoras de uma alimentação completa, variada, equilibrada e sustentável, optando sempre que possível por alimentos sazonais, de proximidade e oriundos de produções com práticas mais conscientes ambientalmente.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigação sobre Centros de Apoio à Vida Independente (ICAVI)
A Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN) acaba de desenvolver o projeto ICAVI, uma investigação integrada no programa...

“Neste momento, já conseguimos analisar alguns dados que nos suscitam maior preocupação: a menos de um ano para o final do projeto-piloto MAVI, 66 por cento dos CAVI demonstram grande preocupação sobre a importância de revisão e consolidação do programa, com vista à criação de uma legislação definitiva sobre Vida Independente, ainda inexistente.”, explica José Manuel Silva, coordenador do projeto ICAVI e investigador da Escola Superior de Saúde de Santa Maria e do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde.

Segundo o estudo, 28 por cento dos CAVI indicam ainda, “a necessidade de haver uma maior abrangência da Assistência Pessoal, permitindo alcançar mais pessoas, áreas geográficas de difícil acesso, dar uma maior resposta às necessidades de apoio, assim como possibilitar a atribuição de mais horas de assistência pessoal do que as que estão atualmente preconizadas pelo DL 129/2017. Outro aspeto que merece a maior atenção é a questão da necessidade de profissionalização e regulamentação da profissão do Assistente Pessoal”, acrescenta José Manuel Silva.

O estudo que começa a ser divulgado de forma faseada – Avaliação do MAVI pelos CAVI – foi realizado pelas entidades promotoras, sem qualquer apoio financeiro por parte das entidades estatais, e conta com a participação voluntária de todos os CAVI. Dos 35 CAVI em funcionamento, 32 (92 por cento) responderam a um inquérito estruturado e de preenchimento online.

As respostas de cada CAVI serão publicadas na íntegra num documento exclusivo, pelo que os próprios assumem toda a responsabilidade pelas mesmas e a equipa de coordenação do projeto responsabilizou-se do planeamento, aplicação e redação das conclusões.

 

Consultas mensais de Medicina Geral e Familiar e de Enfermagem
A comunicada Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro passa a ter acesso a 50 consultas mensais de Medicina...

De acordo com um comunicado de imprensa este “protocolo pretende otimizar as condições de acesso da comunidade académica da UTAD a serviços de saúde disponibilizados pelo ACES Douro I, por isso, estudantes e docentes, investigadores, trabalhadores não docentes e não investigadores da UTAD terão também acesso à Consulta de Cessação Tabágica, bem como a outras áreas de especialidade e programas de saúde disponibilizadas pelo ACES Douro I”. As equipas de saúde escolar do ACES Douro I vão desenvolver atividades nas instalações da UTAD, em articulação com a Pró-Reitoria para a Saúde e Bem-Estar.

“A criação de contextos promotores de saúde, a prevenção de comportamentos de risco e a importância de proporcionar à comunidade da UTAD o acesso a serviços de saúde contribuem para o desenvolvimento da estratégia para a saúde e bem-estar da UTAD”, frisa a Pró-Reitora para a Saúde e Bem-Estar, Conceição Rainho.

 

 

 

 

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